CASH UM SISTEMA INTEGRADO DE VENDA DE CONTEÚDO PELA INTERNET

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1 Cash - Um sistema integrado... CASH UM SISTEMA INTEGRADO DE VENDA DE CONTEÚDO PELA INTERNET CASH AN INTEGRATED SELLING SYSTEM OF CONTENT BY THE INTERNET Wesley Pereira da Silva, Wellisney S. M. Gomes e Vanessa Battestin Nunes Coordenadoria de Sistema de Informação do Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo, Avenida Manguinhos, Km 6,5, Rodovia ES-10, Serra-ES, e Aceito em 26 de agosto de RESUMO Este artigo mostra alguns resultados do trabalho de conclusão do curso superior de Sistemas de Informação dos alunos Wesley e Wellisney, sob orientação da professora Vanessa. O trabalho foi realizado seguindo metodologias e tecnologias estudadas durante o curso. O objetivo central do trabalho é a criação de um sistema integrado de venda de conteúdo jornalístico pela internet, de forma online. A necessidade veio do fato de a Rede Gazeta não possuir um sistema único e sim vários programas que realizavam tarefas específicas, mas deixavam grande parte do trabalho para serem feitas manualmente. Com o sistema proposto, o usuário poderá comprar conteúdo e acessálo em tempo real, diferentemente da situação anterior, em que todo o processo levava no mínimo, um dia para ser concluído. Palavras-chave: sistema de informação, internet, comércio eletrônico, redes de comunicação. ABSTRACT This article shows some results of conclusion work of the Information Systems superior course of the students Wesley and Wellisney, under orientation of the professor Vanessa. The work was realized following methodologies and technologies studied during the course. The main goal is the creation of an integrated and online selling system of journalistic content by the Internet. The need came from the fact that Rede Gazeta doesn t have a single system but some programs that did specific tasks that however left great part of the work to be done manually. With the proposed system the user will be able to buy content and to have access to it in real time, differently of the previous situation, where all the process took at least one day to be concluded. Key-words: information system, internet, electronic commerce, communication net. 73 REVISTA CAPIXABA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, Vitória, Nº 1, p.73-82, 2. sem

2 Silva, W. P. da et al 1. INTRODUÇÃO Muitas pessoas têm visto na internet um refúgio da rotina atual e uma forma de conseguir o que querem sem sair de casa. De outro lado, muitas empresas têm visto nessas pessoas possíveis consumidores, o que fortifica uma área de negócio que é o comércio eletrônico. Um segmento que tem crescido muito nesse sentido é a venda de conteúdo pela Internet e entre elas a de conteúdo jornalístico. A Rede Gazeta é uma das empresas que tem investido nesse fim. Porém, os recursos de que ela dispõe atualmente não são satisfatórios, uma vez que não há um sistema único que faça todo o processo de compra de conteúdo em tempo real. Ao invés disso, o que há são programas específicos que fazem parte desse processo. Outras partes e entre elas o contato com a operadora de cartão de crédito do usuário e com o próprio usuário, para confirmação dos dados, são feitas manualmente por um operador da empresa. Essas tarefas além de gerarem ônus para empresa, geram perda de tempo e, em alguns casos, a perda do cliente. Desta forma, foi proposto o sistema Cash, cujo objetivo é ter toda funcionalidade de compra de conteúdo num mesmo sistema, realizando todas as etapas necessárias, inclusive o intermédio com a operadora de cartão de crédito, efetuando a compra online. Assim, ambos saem ganhando, o cliente devido à agilidade do processo e a empresa por poupar gastos e evitar a perda do cliente. Problemas de venda de conteúdo offline também foram observados nos sistemas das demais afiliadas da Associação Nacional de Jornais. Porém, tais empresas não têm se empenhado em melhorar seus processos e um dos principais motivos é o fato de estarem focadas na venda de produto em papel, que apresenta grandes dificuldades na verificação da existência de rota de entrega para a residência do cliente. O presente artigo foi estruturado da seguinte forma: venda de conteúdo na Internet, o sistema atual da Rede Gazeta, o objetivo do trabalho, a metodologia aplicada, o desenvolvimento do sistema Cash e as conclusões do trabalho. 2. VENDA DE CONTEÚDO PELA INTERNET A baixa qualidade da maioria da programação das redes de televisão e de rádio gera uma certa insatisfação nos espectadores. Neste contexto, a Internet surge como rica alternativa de entretenimento. A beleza e a utilidade da Internet residem justamente no incrível repositório de informações que podem ser acessadas utilizando os recursos de telecomunicação de dados (VENETIANER, 1999). A interatividade torna-se a chave para romper a inércia ocasionada pela falta de opção da outras mídias. Assim, a Internet se firma cada vez mais como alternativa de meio de comunicação. Sua abrangência, velocidade e facilidade de uso a tornam algo bastante atraente ao público, o que implica um grande potencial a ser explorado, especialmente do ponto de vista econômico. Na Internet, a busca, seja por lazer, seja por informação, é regida pela batuta do internauta, o que proporciona um controle total da situação. Assim, ele opta pelo conteúdo que considerar mais conveniente. As empresas têm enxergado isso como um nicho cada vez maior de possíveis consumidores, o que abre as portas para o comércio eletrônico. O comércio eletrônico teve suas primeiras aplicações no início dos anos 70, quando se limitava apenas à transferência eletrônica de fundos (EDI - Electronic Data Interchange). Essa tecnologia era utilizada apenas por grandes empresas e instituições financeiras que detinham grande poder de investimento (TURBAN e KING, 2004). Porém, com a popularização dos computadores pessoais e o aumento da utilização da internet, o comércio eletrônico se expandiu de maneira muito rápida e tem se tornado um grande negócio. A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico Câmarae.net vem acompanhando e estudando o desenvolvimento do comércio eletrônico na sociedade brasileira. Desde 2001, data em que o estudo começou a ser realizado, o varejo eletrônico cresceu 355%. Uma vez que consumir conveniência tem sido uma das vedetes da sociedade da informação, um mercado promissor e crescente do comercio eletrônico, explorado principalmente por redes de comunicação e agências de informações é a venda de conteúdos. Essas empresas disponibilizam reportagens, entrevistas, vídeos entre outras fontes de informação para seus clientes a fim de que os mesmos possam acessá-los de qualquer lugar em qualquer momento. É nesse contexto que a Rede Gazeta se insere com o objetivo de levar a seus clientes a informação atual e precisa do Espírito Santo, do Brasil e do Mundo. Com 75 anos de história, a Rede Gazeta se mantém líder no setor de comunicação no Espírito Santo. Ter sabido se posicionar nos momentos mais oportunos e antecipar-se aos concorrentes, acompanhando o desenvolvimento do Espírito Santo, foram sem dúvida, pontos chave no sucesso da empresa. Apesar de ter tido como ponto de partida o jornal, atualmente ela é um complexo de comunicação que tem em seu portifólio treze diferentes negócios na área de comunicação, entre eles, três Jornais, três emissoras de televisão, todas afiliadas à Rede Globo, quatro emissoras de rádio, uma produtora de vídeos, um canal de TV a cabo e um portal na Internet O Gazeta On Line, no qual se baseia este trabalho. Na linha de venda de serviços, a Rede Gazeta apostou na venda do conteúdo do jornal A Gazeta por meio da Internet, seguindo 74 REVISTA CAPIXABA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, Vitória, Nº 1, p.73-82, 2. sem.2006

3 Cash - Um sistema integrado... a linha dos principais jornais do segmento. Segundo Teixeira da Costa Neto, superintendente da internet no Estado de Minas e Correio Braziliense, há um custo significativo para produzir o conteúdo exclusivo e com qualidade. Por isso não faz sentido colocá-lo de graça na Internet, alimentando a concorrência desse novo meio e desvalorizando o assinante tradicional. A comercialização desse novo tipo de serviço é uma iniciativa de custear o investimento da nova modalidade de veiculação de informação do jornal, o que permite o investimento em novas funcionalidades. Além disso, tem a finalidade de atingir um público maior de consumidores, desfrutar dos recursos da grande rede para oferecer um produto diferenciado e aumentar a receita da empresa. Porém, a Rede Gazeta assim como as demais afiliadas da Associação Nacional de Jornais que trabalham off line, ou seja, não entregam seus produtos imediatamente após o cadastro na web e sim em um segundo momento, após a confirmação do pagamento. Isto ocorre devido ao fato do pagamento ser realizado de forma manual por um operador da empresa, após contato com o cliente. Um dos motivos que fez com que essas empresas do ramo de jornal não evoluíssem seus sistemas atuais para um sistema de venda online é o fato de elas não venderem apenas conteúdo digital mas também em papel. O conteúdo em papel tem um agravante que é a necessidade de verificação da rota de entrega para a residência do cliente, o que demanda intervenção humana ou um sistema complexo de geo-processamento integrado. Assim, caso o cliente resida em um local sem rota, deveria ser verificada a possibilidade de entrega do jornal por meio de uma rota próxima ou pela inclusão de uma nova rota, o que não seria realizado facilmente de forma automatizada. 3. O SISTEMA ATUAL DA REDE GAZETA A Rede Gazeta possui atualmente um sistema de venda de conteúdo pela web, por meio do portal A Gazeta On Line, porém, como mencionado, tal sistema não realiza a venda em tempo real. Seu funcionamento está baseado em vários programas desenvolvidos em linguagem php e shell script que trabalham em conjunto com três bancos de dados. O internauta, ao acessar o website do Jornal A Gazeta encontra algumas partes interessantes do conteúdo disponibilizadas gratuitamente. Porém, se o visitante quiser ver todo o conteúdo, ele será levado à seção restrita aos assinantes, em que será pedido login e senha ao internauta. Caso o usuário não seja assinante, é possível fazer a solicitação de assinatura, bastando preencher o cadastro disponível no website. Após preencher o cadastro de solicitação, será concedido um login provisório, por meio do qual ele acessa o conteúdo restrito. Este fluxo está exemplificado na Figura 1. Figura 1 - Fluxo do Sistema Web Para que os dados dos assinantes com login provisório sejam validados, um programa é executado de segunda a sexta às 23h20min, exportando para um arquivo os dados dos assinantes provisórios contidos no banco de dados web. Um operador do sistema de Gestão de assinatura pega manualmente o arquivo e efetua sua carga no sistema. Após a carga, é possível para os demais operadores visualizar os assinantes provisórios e validá-los. A validação consiste em confirmar com o próprio cliente, por meio de telefonemas, os dados cadastrais e a forma de pagamento. Realizada a validação, o operador efetuará a compra do plano com a operadora de cartão de crédito do cliente, que ficará registrado como ativo na base de dados Gestão de assinaturas. Caso a compra não tenha sido realizada, o cliente ficará registrado como inativo, o que implicará perda do login provisório e impedirá seu acesso ao conteúdo restrito quando ocorrer a sincronização dos bancos de dados. A sincronização das bases de dados ocorre da seguinte forma: todo dia útil é feito o fechamento do sistema de Gestão de assinatura. Quando as operações realizadas no dia são efetivadas, um operador do Sistema de Gestão de assinatura gera um arquivo com os dados dos assinantes ativos e coloca em um diretório na rede. Um programa que é executado às 23h30min copia o arquivo para o servidor do banco de dados Intermediário e um outro programa é executado às 23h35min, ele apaga o conteúdo da base intermediária e faz a carga dos dados contidos no arquivo. Após a carga da base Intermediária, um programa é executado para sincronizar a base de dados Intermediária com a base de dados web. Esse programa procura os assinantes provisórios que existem na base web e, para cada um, confirma ou cancela o login provisório. Além disso, ele insere os novos assinantes oriundos do sistema de Gestão de assinaturas. 75 REVISTA CAPIXABA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, Vitória, Nº 1, p.73-82, 2. sem

4 Silva, W. P. da et al 3.1 Limitações do Sistema Atual O principal aspecto negativo do sistema atual é o não fechamento do negócio imediatamente. Estrategicamente não é interessante para empresa oferecer ao cliente um tempo no qual ele possa desistir da compra. Ao contrário disso, o ideal é que a compra seja efetivada on-line. Outro ponto negativo é a necessidade da intervenção humana no processo. Essa intervenção ocorre em vários momentos, sejam para acionar o cliente e validar a operação, seja para formalização da venda com as operadoras de cartão de crédito ou mesmo para realização de cargas e procedimentos internos. Obviamente, esses aspectos estão na contramão dos sistemas web atuais, uma vez que envolvem perdas relativas a custo e tempo. Portanto, o processo atual necessita de algumas melhorias. 4. OBJETIVOS DO TRABALHO O trabalho tem como objetivo geral construir um sistema que seja capaz de integrar as atividades que envolvem o processo de venda de conteúdo na Internet, efetivando a assinatura do cliente em tempo real. Para isso é necessário atingir os seguintes objetivos específicos: integrar do processo de validação dos clientes e sincronizar entre as bases de dados; proporcionar integração com o sistema das operadoras de cartão de crédito parceiras da Rede Gazeta, para liberação da venda em tempo real; tornar o atendimento ao cliente eficaz e eficiente, gerando vantagem competitiva para a empresa, pois o negócio será fechado em tempo real; mostrar transparência para o cliente no processo de assinatura, de modo a informar, no exato instante, o trâmite da operação entre a operadora de cartão de crédito e o sistema de venda de conteúdo; otimizar do processo de venda de conteúdo, pois com a integração e venda em tempo real não haverá mais a etapa de validação de assinantes provisórios, nem serão mais necessárias tantas bases de dados e arquivos intermediários temporários. Deve-se destacar que não se inclui como objetivo do sistema Cash a venda de conteúdo em papel, uma vez que o seu diferencial em relação ao sistema atual e aos demais existentes é o fato de propor realizar a venda online. Como mencionado na seção 2, isto não seria facilmente obtido na venda em papel, devido às dificuldades inerentes às rotas de entrega. 5. METODOLOGIA Antes que um projeto seja iniciado, deve ser determinado o seu processo de desenvolvimento, definindo o paradigma e o modelo de ciclo de vida a serem adotados e as etapas a serem realizadas. Nesse trabalho foi utilizado o paradigma Orientado a Objetos e o modelo de ciclo de vida espiral. Além disso, por se tratar de um sistema web foi utilizada a abordagem proposta por Pressman (2002), que se assemelha muito à abordagem convencional, salvo algumas situações como a modelagem da navegação entre páginas web. Vale ainda ressaltar que, por efeito de padronização, a modelagem do sistema foi feita com base na UML Unified Modeling Language (BOOCH et. al, 2000). As seguintes atividades foram realizadas: 1. levantamento bibliográfico: sobre os principais temas que compõem este trabalho, entre eles: Comercio Eletrônico, Internet, tecnologias a serem utilizadas e redes de comunicação; 2. estudo de caso do atual sistema de vendas de conteúdo da Rede Gazeta; 3. especificação de requisitos: deve descrever o sistema, seu ambiente e como eles se relacionam segundo uma perspectiva externa (FALBO, 2000). Para tal, foram criados diagramas e especificações de Casos de Uso; 4. análise: o objetivo principal é definir todas as classes relevantes ao problema a ser resolvido, seus relacionamentos e a maneira com que se comportam no contexto do sistema. A definição de classes e relacionamentos foi feita por meio de diagramas de Classes, enquanto a modelagem do comportamento foi feita através de diagramas de seqüência; 5. projeto: visa a modelar o sistema da forma como ele será implementado, incorporando tecnologia aos requisitos essenciais do usuário. Neste momento também é definida a arquitetura do sistema; 6. implementação e testes: codificação do sistema em uma linguagem de programação. Nesta fase é avaliado também se as funcionalidades implementadas estão de acordo com o que foi previamente especificado e com as expectativas do cliente. 76 REVISTA CAPIXABA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, Vitória, Nº 1, p.73-82, 2. sem.2006

5 Cash - Um sistema integrado O SISTEMA CASH Nesta seção, será apresentado o sistema Cash, desenvolvido em substituição ao sistema atual da Rede Gazeta. O sistema é apresentado de acordo com as atividades realizadas, em ordem cronológica. Porém, apenas alguns resultados são mostrados aqui e de forma resumida devido às limitações de espaço. Para maiores detalhes vide o trabalho completo em (SILVA & GOMES, 2006). 6.1 Especificação de Requisitos Feito o levantamento bibliográfico e o estudo do sistema atu- al, partiu-se para especificação dos requisitos funcionais e não funcionais para criação do novo sistema. Os requisitos funcionais descrevem os serviços ou funções que o sistema deve realizar, enquanto os requisitos não-funcionais descrevem as restrições impostas ao sistema ou ao seu desenvolvimento (SOMMERVILLE, 2003). O objetivo principal, nesta etapa, é descrever o escopo do sistema, ou seja, o que ele deve fazer. Neste trabalho, para capturar os requisitos funcionais do sistema foram utilizados modelos de casos de uso, compostos por diagramas e suas descrições. O diagrama de casos de uso do sistema Cash é mostrado na Figura 2. Figura 2 - Diagrama de Casos de Uso. Basicamente dois atores interagem por meio do Sistema Cash: cliente usuário que tem a intenção de comprar conteúdo; operadora de cartão responsável por efetuar as movimentações bancárias dos cartões utilizados pelos clientes para realização de pagamento da compra de conteúdo. Os casos de uso apresentados são: incluir cliente responsável pelo gerenciamento de clientes no sistema Cash. Permite ao cliente realizar seu cadastro a fim de, posteriormente, efetuar uma compra; alterar cliente responsável por realizar alterações nos dados cadastrais de um cliente quando o mesmo o solicita ao sistema Cash; comprar plano de conteúdo - responsável por realizar a compra de um plano de conteúdo. Após efetuar seu cadastro, o cliente opta por um dos planos de conteúdo disponíveis para a compra de acordo com o perfil de sua preferência; pagamento da compra responsável por realizar o pagamento do conteúdo escolhido pelo cliente. Devem ser informados os dados de seu cartão de crédito ao sistema para que este, em contato com a operadora de cartão, processe e confirme a venda; gerar login após a conclusão da compra do plano, o sistema Cash gera um login para o cliente, utilizando o fornecido durante o cadastro. Além disso, o sistema gera uma senha aleatória e envia 77 REVISTA CAPIXABA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, Vitória, Nº 1, p.73-82, 2. sem

6 Silva, W. P. da et al para o cliente, neste mesmo endereço de . O cliente tem a possibilidade de alterar a senha posteriormente, através da realização do caso de uso alterar cliente ; efetuar login tem como finalidade a validação e a autenticação do usuário no sistema; solicitar senha ocorre quando o usuário esquece sua senha e a solicita uma nova via sistema; acessar conteúdo tem como finalidade a liberação de acesso aos conteúdos restritos do jornal, assim que o cliente for autenticado e autorizado no sistema. Os principais requisitos não funcionais identificados no sistema Cash foram: tempo de resposta O tempo de resposta às requisições dos usuários não deverá exceder 30 segundos. Entretanto, a montagem da página para o cliente varia de acordo com velocidade de acesso a Internet que ele possui; acessos simultâneos O sistema deverá suportar até 50 acessos simultâneos. disponibilidade O sistema deverá estar disponível em tempo integral, exceto quando houver atualizações e manutenções no sistema. O período máximo de indisponibilidade é de 3 (três) horas; confidencialidade O sistema deve garantir que as informações registradas no sistema sejam pertencentes de fato ao usuário e que outras pessoas não tenham acesso a tais informações; integridade Os dados armazenados e consultados deverão estar corretos em relação aos dados fornecidos ao sistema; usabilidade A interface do sistema deverá ser agradável e objetiva, ou seja, suas funcionalidades e informações deverão estar bem intuitivas. Além disso, as mensagens de erro do sistema deverão ser precisas, fazendo com que o usuário identifique sua origem e como proceder após sua ocorrência; manutenibilidade A manutenção do sistema deve ser fácil, afim de que o mesmo permaneça o menor tempo indisponível; portabilidade O sistema Cash pode ser implantado independente de sistema operacional e browser utilizados. 6.2 Análise De posse dos requisitos do sistema, descritos anteriormente, a fase de análise é iniciada, nesse momento são elaboradas as modelagens estática e de comportamento. A modelagem estática foi feita por meio de um modelo de classes, em que foram identificadas as classes, seus atributos, métodos e relacionamentos, como mostrado na Figura 3. Figura 3 - Modelo de classes. 78 REVISTA CAPIXABA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, Vitória, Nº 1, p.73-82, 2. sem.2006

7 Cash - Um sistema integrado... As seguintes classes foram identificadas no sistema Cash: cliente: possui as informações pertinentes a um cliente, tais como nome, cpf, etc; status: inicialmente o status é inativo. Após o cliente proceder com a compra de algum plano, esse status é alterado para ativo e permanecerá desta forma enquanto estiver dentro do período de acesso estipulado pelo seu plano. No momento em que o plano expirar, se o cliente resolver cancelálo, o status mudará para cancelado; login: após o pagamento da compra de um plano, é atribuído ao cliente um login e uma senha, que serão utilizados toda vez que ele for acessar o site; pagamento: informações relativas ao pagamento, como data/hora e tipo do pagamento (à vista, à prazo); plano: tipos de plano disponíveis, com seus preços; cartão: informações do cartão de crédito do cliente, como número, validade etc. operadora: informações relativas às operadoras de cartão de crédito; retorno: informações que as operadoras de cartão de crédito retornam após a realização do pagamento de um plano, como por exemplo, realizado com sucesso, erro de conexão etc. Os diagramas de classes representam apenas os elementos estáticos de um modelo de análise orientada a objetos. Porém, é preciso ainda analisar o comportamento dinâmico da aplicação, representando-o como uma função do tempo e indicando como o sistema irá responder a eventos ou estímulos externos. Para tal, neste trabalho foram utilizados diagramas de seqüência, que mostram como os objetos colaboram para a execução dos casos de uso e, além disso, auxiliam o processo de descoberta das operações das classes do sistema. Foram criados diagramas de seqüência para as principais funcionalidades do sistema. A Figura 4 apresenta um dos diagramas criados, o referente ao caso de uso Incluir Cliente. Neste caso de uso, o ator cliente entra com suas informações e, caso ele ainda não exista no sistema, é realizado seu cadastro, com o status definido como não ativo. Figura 4 - Diagrama de Seqüência do caso de uso Incluir Cliente. 6.3 PROJETO O projeto do sistema Cash foi concebido introduzindo aspectos de implementação aos modelos da análise e definindo como o sistema funcionará em um ambiente operacional. A linguagem de programação escolhida para implementar o sistema foi PHP (Soares, 2004), uma linguagem largamente utilizada para desenvolvimento de aplicações web. O substituir por SGBD (Sistema Gerenciador de Banco de Dados) escolhido foi o MySQL (SOARES, 2004). Ambas tecnologias já eram utilizadas na Rede Gazeta. Foi então proposta uma arquitetura dividida em camadas lógicas, o que propicia independência e abstração das partes. Isso 79 REVISTA CAPIXABA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, Vitória, Nº 1, p.73-82, 2. sem

8 Silva, W. P. da et al favorece a possíveis futuras mudanças de plataforma, tão comuns nos dias de hoje. Desta forma, cada camada pode ser alterada independentemente, apenas respeitando a forma como ela se comunica com as demais, porém sem as impactar. A Figura 5 apresenta as camadas propostas e as relações entre elas, que são: interface com usuário responsável pelas funções que tratam da interface com o usuário, como validações de integridade de dados digitados. gerência de tarefas responsável por implementar as funções utilizadas para gerenciar o sistema, ou seja, ela é que possui toda a lógica de negócio. Seu papel é integrar a camada de acesso a dados, a de interface com usuário e a integração com a operadora. acesso a dados responsável por implementar as funções de acesso ao banco de dados. camada de Integração com a operadora camada responsável por fazer o processamento da operação junto à operadora de cartão de crédito. Figura 5 - Arquitetura do sistema. Após a modelagem da arquitetura, foram construídos modelos apropriados em cada camada, como consta em (SILVA & GO- MES, 2006). Após isso, foi elaborado o modelo de dados, apresentado na Figura 6, que deu suporte à criação do banco de dados no MySQL, na fase de implementação. Figura 6 - Modelo de dados. A etapa seguinte foi a criação do mapa de navegação, que espelha o fluxo entre as páginas web do sistema, como pode ser visto na Figura 7. Esse é um dos diagramas específi- cos de sistemas web, que não são desenvolvidos em projetos cliente/servidor convencionais, conforme a abordagem de Pressman (2002). 80 REVISTA CAPIXABA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, Vitória, Nº 1, p.73-81, 2. sem.2006

9 Cash - Um sistema integrado... Figura 7 - Mapa de navegação. 6.4 Implementação e Testes Depois de concluído, o projeto deve ser traduzido para uma forma passível de execução pela máquina. A fase de implementação realiza esta tarefa, isto é, cada unidade de software do projeto é implementada (FALBO, 2000). A Figura 8 mostra a funcionalidade de cadastro de cliente, que é a primeira tela a ser acessada, caso o cliente ainda não possua um plano. Nesta tela, o cliente informa os dados requeridos e clica no botão Entrar. Neste momento, são realizadas as ações referentes ao caso de uso Incluir Cliente. Após isto, outras telas serão abertas, referentes aos demais casos de uso e como explicado anteriormente. Após a última tela, o sistema já terá adquirido seu plano, já estará pago e poderá acessar os seus conteúdos de interesse. REVISTA CAPIXABA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, Vitória, Nº 1, p.73-82, 2. sem

10 Silva, W. P. da et al Figura 8 - Uma das páginas do sistema Cash - Cadastro de novo usuário Nesta etapa, são executados, ainda, testes para verificação e validação do sistema. Primeiramente, cada funcionalidade é testada separadamente (teste unitário) e, em seguida, são realizados os testes de integração, dando forma aos casos de uso, até se obter o teste de todo o sistema. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BOOCH, G., Rumbaugh, J., Jacobson, I. UML Guia do Usuário. Editora Campus, Rio de Janeiro, CONCLUSÕES FALBO, R. A., Desenvolvimento orientado a objetos, Vitória, O sistema Cash se propôs a solucionar um problema da Rede Gazeta que era a necessidade de venda de conteúdo de forma online, visando à diminuição de interferência humana no processo, com conseqüente diminuição de custos e tempo na conclusão da venda. O sistema foi desenvolvido seguindo conceitos, metodologias, tecnologias e ferramentas aprendidas e utilizadas pelos alunos Wesley e Wellisney durante o curso superior de sistema de informação do CEFETES. No estágio atual, o núcleo principal do sistema se encontra implementado e testado. Porém, nesta primeira versão está sendo feita apenas uma simulação com a operadora de cartão de crédito, uma vez que sua utilização de forma concreta envolve custos adicionais com a operadora. Desta forma, trabalhos futuros abrangem a alteração da camada de projeto relativa à integração com a operadora de cartão de crédito, contemplando suas peculiaridades, e efetivando a integração com uma operadora real e a implantação do sistema no ambiente de produção da Rede Gazeta, para que as compras passem a ser efetivadas por ele, de forma real. PRESSMAN, R. S. Engenharia de software. 5ª edição, Makron Books, Rio de Janeiro, SILVA, W. P. e Gomes, W. S. M. Cash Um sistema integrado de venda de conteúdo pela internet. Serra, Trabalho final de conclusão de curso (Graduação), CEFETES Uned Serra. SOARES, W. Crie um site B2C - business to commerce: com PHP 4 e MySQL, ed. Erica, São Paulo, SOMMERVILLE, I. Engenharia de software. 6ª Edição, Pearson, Rio de Janeiro, TURBAN, E. e King, D. Comércio eletrônico: estratégia e gestão. Editora Prentice Hall, São Paulo, 2004 VENETIANER, T. Como vender seu peixe na internet. Editora Campus, Rio de Janeiro, REVISTA CAPIXABA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, Vitória, Nº 1, p.72-82, 2. sem.2006

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Palavras-Chaves: engenharia de requisitos, modelagem, UML. APLICAÇÃO DA ENGENHARIA DE REQUISITOS PARA COMPREENSÃO DE DOMÍNIO DO PROBLEMA PARA SISTEMA DE CONTROLE COMERCIAL LEONARDO DE PAULA SANCHES Discente da AEMS Faculdades Integradas de Três Lagoas RENAN HENRIQUE

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