DA ADOÇÃO DO ELETRONIC DATA INTERCHANGE

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DA ADOÇÃO DO ELETRONIC DATA INTERCHANGE"

Transcrição

1 NOVAS FORMAS DE COMUNICAÇÃO INTER E INTRAORGANIZAÇõES: ANÁLISE DA ADOÇÃO DO ELETRONIC DATA INTERCHANGE (EDI) E DO COMÉRCIO ELETRÔNICO DE BENS E SERVIÇOS Silvana Prata Camargos Doutoranda em Administração FEA/USP Professora da Universidade Federal de Ouro Preto José Coelho de Andrade Albino Professor da Pontifícia Universidade Católica MG Abstract The adoption of the EC, although considered as rapid until now, is expected to increase in higher fees in the next years. In its first part, this paper describes concerning the EC, its aspects/components and challenges/barriers, viewed as a new tool offered by the Information Technology. In the second part, it presents some considerations about specific issues related to the adoption of the EC in Brazil, related to data and good/services. Resumo A adoção do Comércio Eletrônico, apesar de considerada como rápida até agora, tende a apresentar taxas ainda mais altas nos próximos anos. Em sua primeira parte, o presente artigo descreve conceitos relacionados ao CE, bem como seus aspectos /componentes e barreiras/problemas a serem vencidos. Na segunda parte, algumas considerações são feitas sobre o comércio eletrônico de dados e de bens e serviços no Brasil. 1- Introdução As vendas através do comércio eletrônico estão estimadas em US$13 bilhões para o ano de (Doyle, 1998)

2 O comércio virtual abre a possibilidade de um diálogo que permite às empresas formatar produtos e serviços a clientes individuais no espaço de algumas horas. A escolha é ilimitada; é possível comprar em outros países, caso o preço seja melhor. Na Inglaterra, por exemplo, pode-se comprar o último best-seller americano na livraria da Internet Amazon, 33% mais barato que numa livraria real, e isso inclui serviços postais. Oportunidade para uns e ameaças para outros. Passa a permitir que novas empresas entrem no mercado mais depressa e passem na frente de líderes estabelecidos. Com o comércio eletrônico, inovadores atentos têm uma grande oportunidade de vencer rapidamente a competição com os mais vagarosos. Este é o caso, principalmente, para produtos de especificações fixas, como computadores e software, música, livros, vídeos e carros. Em 1997, 11% dos carros novos vendidos nos Estados Unidos, foram vendidos pela Internet. Vários serviços, também, estão suficientemente maduros para a Internet, como viagens, bancos, investimentos e seguros. O objetivo deste ensaio é fornecer alguns conceitos básicos do Comércio Eletrônico (CE), visto como uma nova ferramenta disponibilizada pela Tecnologia da Informação. Busca-se identificar alguns de seus aspectos/componentes e barreiras/problemas a serem vencidos. Posteriormente, algumas considerações são feitas sobre o comércio eletrônico de dados e de bens e serviços no Brasil. 2- Conceituação O termo comércio eletrônico (CE)é uma conceituação genérica para os negócios conduzidos com a utilização das telecomunicações ou das ferramentas baseadas no uso das telecomunicações. (Clarke, 1998) Uma outra definição, proposta por Esprit (1998) afirma que o CE deve ser considerado como qualquer forma de transação de negócios onde as partes se interagem eletronicamente, não havendo trocas físicas ou contato físico direto. Deve-se associar a este conceito a idéia de que o CE é um caso raro onde as constantes e rápidas mudanças das necessidades do mercado (oferta e demanda) e as novas tecnologias caminham juntas, revolucionando a forma como os negócios são conduzidos. Dentro das características atuais do mercado, onde as fronteiras operacionais entre as empresas se tornaram fluidas e menos definidas, seria pragmaticamente e analiticamente ineficiente separar os

3 processos interorganizacionais e intraorganziacionais. Desta forma, o CE inclui as relações de compra e venda e as transações entre as empresas e, ainda, os processos de suporte dentro de cada empresa individualmente. O CE possibilita às empresas maior eficiência e flexibilidade em suas operações internas, um relacionamento mais próximo com seus fornecedores e maior grau de responsividade às necessidades e expectativas dos clientes (Zwass, 1996). Permite, por exemplo, que a empresa selecione o melhor fornecedor independente da sua localização geográfica e, posteriormente, venda seus produtos/serviços no mercado global. Um exemplo de CE é o varejo eletrônico ou varejo virtual que, de acordo com Da Silva (1997), pode ser definido como qualquer simulação de loja que venda seus produtos/serviços através de catálogos, folhetos, programas de rádio/televisão, fax, internet ou rede privada de dados. Segundo dados do Superhiper (1995), no mercado norte-americano a venda por catálogo movimentou, em 1993, US$53,4 bilhões ou 3,6% do total de vendas do varejo naquele país. Porém, o varejo virtual, onde o consumidor não é uma outra empresa, é apenas uma possibilidade de CE dentre tantas outras. Esprit (1998) propõe 4 categorias de comércio eletrônico, quais sejam: empresa - empresa: por exemplo, a situação onde uma empresa usa uma rede para envio das ordens de compra, recebendo eletronicamente a fatura e, posteriormente, efetuando o pagamento. Esta categoria utiliza-se, especialmente, da troca eletrônica de dados (Electronic Data Interchange - EDI), assunto que será tratado posteriormente. empresa - consumidor: podendo ser considerada como a categoria do varejo eletrônico. Sua expansão vem se dando em paralelo com a difusão da World Wide Web (WWW) disponibilizando, atualmente, a aquisição de diversos produtos, como bolos, CDs, equipamentos eletrônicos, livros, pacotes de viagens etc.

4 empresa - administração: englobando todas as transações entre empresas e organizações governamentais. Esta categoria ainda é bastante incipiente, devendo expandir a partir do momento em que os órgãos governamentais ampliem suas operações na mídia eletrônica. consumidor - administração: categoria ainda incipiente. Pode-se considerar, no entanto, que sua expansão se dará a partir do crescimento das categorias empresa - consumidor e empresa - administração. 3- Abrangência do Comércio Eletrônico O comércio eletrônico vem possibilitando a troca de informações, a manutenção de relações comerciais e a condução de negócios através do uso da tecnologia da informação. Assim, conforme expõe Clarke (1997), abrange operações e transações comerciais diversas como: estabelecimento do contato inicial, por exemplo, entre um consumidor potencial ou entre um fornecedor potencial; troca de informações; suporte anterior e posterior à venda, por exemplo, especificações detalhadas sobre um produto/serviço disponível, informações a respeito do uso do produto ou respostas às dúvidas/sugestões dos consumidores; realização de vendas, principalmente no caso de produtos/serviços que não requerem entrega física; pagamento eletrônico, fazendo uso de transferência eletrônica de fundos ou utilizando-se de cartões de crédito, cheques eletrônicos ou caixas eletrônicos de atendimento; distribuição, incluindo o gerenciamento da entrega física de mercadorias; surgimento de empresas virtuais, possibilitando a associação de empresas com competências diferenciadas, de forma a viabilizar a oferta de produtos/serviços que ultrapassem as competências individuais das empresas envolvidas; e, conseqüentemente, compartilhamento de todo o processo comercial pela empresa e seus parceiros. As atividades que englobam o CE, bem com as tecnologias que dão suporte a esta modalidade estão representadas na Figura 1. Contato inicial Suporte prévenda Suporte pósvenda Distribuiçã o Transferência de Vendas Empresas virtuais EDI Pagamento Segurança Diretórios

5 Multimídia fax EFT Troca de documentos Fonte: Adaptado e traduzido de Esprit, 1998 Figura 1- Abrangência do Comércio Eletrônico 4- Vantagens/oportunidades do CE para as empresas e para os consumidores Os limites do comércio eletrônico não são definidos a partir de fronteiras geográficas ou nacionais, mas sim pela cobertura das redes de informação. Como as redes mais importantes possuem um alcance global, o CE possibilita fornecedores até então insignificantes a atingir presença global na condução dos seus negócios. Além de possibilitar a presença no mercado global e o surgimento de novas empresas, no caso das firmas, e a possibilidade de escolhas no mercado global, no caso dos consumidores, outras oportunidades criadas pelo CE para as empresas e para os consumidores, de acordo com Esprit (1998) são as seguintes: Melhoria na competitividade e na qualidade dos serviços: por possibilitar uma maior proximidade empresa - consumidor; Customização em massa / produtos e serviços personalizados: passando a competir por variedade, atendendo nichos heterogêneos de mercado e viabilizando produtos com curtos ciclos de vida. O foco em economia de escopo, e não em economia de escala, favorece a empresa em termos de flexibilidade e responsividade. Para o consumidor, os produtos passam a se adequar mais às suas necessidades particulares, possibilidade inviável dentro do foco anterior de economia de escala. Redução dos fornecedores intermediários / respostas rápidas às necessidades: havendo exemplos, inclusive, de produtos transportados diretamente do produtor para o consumidor final. O CE, portanto, possibilita a eliminação dos distribuidores, dos atacadistas e, muitas vezes, dos varejistas, principalmente nos casos de produtos e serviços que podem ser entregues eletronicamente.

6 Redução substancial dos custos / redução substancial dos preços: devida a redução dos custos de transação. Naturalmente, a redução de custos poderá ser repassada para os preços, de forma a garantir melhor competitividade em preços para os produtos/serviços comercializados eletronicamente. Novas oportunidades de negócio / novos produtos e serviços: como serviços de suporte técnico, marketing de relacionamento eletrônico etc. O quadro 1 busca sintetizar as idéias explicitadas acima. Quadro 1 - Oportunidades e benefícios do comércio eletrônico OPORTUNIDADES PARA AS EMPRESAS presença no mercado global melhoria na competitividade customização em massa redução dos fornecedores intermediários redução substancial dos custos novas oportunidades de negócios Fonte: Adaptado e traduzido de Esprit, 1998 BENEFÍCIOS PARA O CONSUMIDOR escolha no mercado global melhoria na qualidade dos serviços produtos e serviços personalizados respostas rápidas às necessidades redução substancial dos preços novos produtos e serviços 5- Problemas/barreiras O CE apresenta maior crescimento e maior amplitude de uso a partir de Desde então, vem apresentando taxas de crescimento extremamente significativas. Vários autores, no entanto, acreditam que a fase de amadurecimento do mercado do CE exigirá a solução de alguns problemas que ainda se apresentam na utilização desta modalidade. Portanto, Esprit (1998) argumenta que uma atenção especial deve ser dada a estes aspectos, que serão apontados a seguir. GLOBALIZAÇÃO Potencialmente, uma empresa ou um consumidor tem a opção de realizar vendas ou compras no mercado global. Na prática, a questão que surge é de quais os meios uma empresa deve fazer uso para tornar conhecida por empresas/consumidores em todo o mundo ou ainda, como uma empresa pode conhecer todas as opções de compra no mercado mundial. Outras questões de igual importância referem-se às

7 diversidades culturais e lingüísticas, diversidades em termos de regulamentações e leis concernentes às transações comerciais ou até mesmo desconhecimento dos hábitos de compra ou convenções/tradições na condução dos negócios nos mais diversos países que podem estar envolvidos nas novas negociações através do CE. ASPECTOS CONTRATUAIS OU FINANCEIROS Há ainda uma indefinição das bases contratuais das negociações realizadas através do CE. Ou seja, numa transação eletrônica envolvendo dois países quaisquer não se sabe ainda qual seria a jurisdição legal a que esta transação teria que se submeter ou quais seriam as taxas as serem cobradas e posteriormente recolhidas, os regulamentos a que devem se sujeitar as partes do contrato ou como o pagamento deveria ser feito ou confirmado. PROPRIEDADE A questão da propriedade assume maior importância no caso da comercialização de produtos que podem ser entregues eletronicamente e que, conseqüentemente, podem ser copiados ou adulterados. PRIVACIDADE E SEGURANÇA O CE ainda não consegue garantir às partes envolvidas confidencialidade, autenticidade (garantindo a cada uma das partes a identidade da outra parte envolvida na transação) e adesão (garantindo que nenhuma das partes envolvidas podem negar sua participação na transação). Como as garantias sobre qualquer transação, normalmente, são dadas por uma terceira parte envolvida na transação, imagina-se que o CE irá requerer o estabelecimento de um sistema global de certificação, ainda não definido. Quanto à garantia de privacidade, o CE ainda terá de enfrentar os desafios da privacidade da comunicação entre as partes e privacidade dos dados disponibilizados em função de uma transação específica. INTERCONECTIVIDADE E INTEROPERACIONALIDADE A partir do momento que o CE busca o acesso universal de cada indivíduo ou cada empresa aos diversos produtos/serviços disponíveis mundialmente, torna-se necessária a existência de padrões universais que possibilitem a interconecção e a interoperação em rede. DESENVOLVIMENTO

8 Existe o risco de que algumas empresas desapareçam em função da inadequação de suas competências à nova concorrência surgida com o uso do CE, principalmente no caso das pequenas e médias empresas. Desta forma, as empresas devem se antecipar na adequação dos seus processos administrativos, dos seus recursos humanos e das formas de relacionamento com os agentes externos à organização, se capacitando para as novas oportunidades e para os novos desafios surgidos com o CE. 6- Utilização do Electronic Data Interchange (EDI) 6.1- Conceituação e caracterização O Electronic Data Interchange (EDI) pode ser definido, de acordo com Kalakota & Whinston (1996) como uma tecnologia que possibilita a transmissão de informações pertinentes às transações comerciais entre sistemas infomatizados de empresas, organizações governamentais, pequenas empresas e bancos. Antes do EDI ( início da década de 80), ordens de compras, faturas, recibos de entrega e outras documentações comerciais dependiam de sistemas postais e a comunicação entre parceiros comerciais ficava restrita a algumas horas do horário comercial, devido aos problemas de fuso horário. O uso do EDI permite a existência de uma rede de acesso restrito aos clientes do provedor, possibilitando conexão dos sistemas eletrônicos de informação entre empresas, independentemente dos sistemas e procedimentos utilizados no interior de cada uma. (Premenos Corp., 1997) A importância estratégica do EDI pode ser explicada pela crescente necessidade do uso de informações dada a maior competitividade dos mercados frenteà crescente regionalização e globalização da economia. Considerando-se a Análise Estratégica dos Recursos (Miller & Shamsie, 1996) a informação compreenderia uma forma de recurso baseado no conhecimento. Como tal, permite à empresa obter performance superior até o momento em que o mercado mude e estes recursos sejam desvalorizados. Apesar disso, a ênfase nestes recursos torna-se mais importante quanto mais instável e imprevisível for o mercado. Ao lidar com a informação como recurso estratégico, a empresa deve buscar diferentes tipos de sinergia, como a de geração, processamento e distribuição e armazenamento. Pode-se afirmar que a utilização do EDI tem como ponto mais crítico a distribuição e armazenamento, dada a necessidade de envolvimento da grande

9 maioria dos fornecedores para garantir a eficiência do sistema instalado e a importância do sigilo nas transações que transmite. Assim, a função principal de um provedor de EDI é, no momento da adesão de um cliente à rede, instalar o hardware e software para a tradução das informações da empresa em padrões já normatizados internacionalmente. Na operação do sistema, o provedor deve garantir tanto o registro da transação (comunicação) entre dois parceiros na rede, quanto o sigilo em relação ao aceso de terceiros a estas informações. Brisa (1997a e 1997b) esclarece que as empresas não entram em contato apenas com bancos, mas com todos os seus parceiros nos negócios. A troca de informações gera economias e maior eficiência para todos os participantes da rede. Assim, cada um é, ao mesmo tempo, cliente e fornecedor de informações. Há inúmeras possibilidades de adição de valor através da utilização do serviço de EDI. Para citar alguns exemplos, colocados por Brisa (1997a e 1997b) tem-se: Clientes e fornecedores comerciais podem sincronizar seus processos, garantindo, do lado do cliente, o recebimento de produtos no tempo requerido e, no do fornecedor, a possibilidade de integração com sistemas de controle da produção como o MRP Redução de custos através da contração das estruturas de venda e da possibilidade de redução de estoques, dada a possibilidade de maior sincronia entre clientes e fornecedores.] Viabilização do acesso a novas regiões e mercados ainda não explorados, em função da ausência de estrutura de venda local. Monitoramento fino das vendas, possibilitando a mesuração de sua velocidade em diferentes locais e, em conseqüência, provocar o desencadeamento de ações promocionais localizadas e imediatas para alavancar vendas. O EDI representa um conceito mais amplo de comunicação entre empresas, propondo-se a abarcar todas as trocas de documentos e informações entre todos os participantes das transações comerciais e financeiras.

10 Como vantagens aos usuários, esta tecnologia possibilita, basicamente, maior agilidade, redução de estoques e redução de custos operacionais, atendendo necessidades de empresas de diversos setores da economia em termos de melhor utilização do tempo e eliminação significativa de manuseio de documentos em papel. Kalakota & Whinston (1996) salientam que o ponto crucial na implementação do EDI é a consideração de aspectos gerenciais, não a tecnologia em si. Porém, apesar do EDI ser considerado 20% tecnologia e 80% gerência, normalmente é visto como tecnologia. O processo de implementação do EDI, conseqüentemente, muitas vezes deixa de levar em consideração as implicações na forma de condução dos negócios. Os autores apontam os altos custos como uma das razões para a taxa de difusão do EDI ser ainda relativamente baixa. Outra razão seria a grande dificuldade de instalação, posto ser necessário o envolvimento da grande maioria dos fornecedores de determinada empresa, de forma a garantir retornos que justifiquem o alto investimento O processo de adoção do EDI no Brasil De acordo com Schware & Kimberley, (1997), nos diversos países onde o EDI já foi disponibilizado, os primeiros clientes ou pioneiros foram sempre empresas de grande porte, com grande número de fornecedores e clientes. Estes pioneiros estão, normalmente, distribuídos entre diversos setores econômicos, como o setor têxtil, aeroespacial, químico, automotivo, elétrico, eletroeletrônico, extração de petróleo, metal mecânico e, ainda, redes atacadistas e prestadores de serviços de saúde. No Brasil, o processo de adoção de EDI é apontado como peculiar em relação ao de outros países, pelo fato de ter seu início no setor bancário. Diante da situação econômica fortemente caracterizada por períodos de altos índices de inflação e de incertezas quanto aos custos futuros, o setor bancário passou a priorizar a automação de seus serviços, oferecendo formatos de transferência de dados, normalmente através de file transfer.

11 Os autores afirmam que, no início dos anos 80, disseminaram-se no Brasil os sistemas de acesso direto das empresas às suas posições de contas a pagar e a receber, junto aos bancos. Estes sistemas permitiam o contato da empresa com cada banco de per si, através de softwares e protocolos proprietários. Foi, porém, no início dos anos 90 que o EDI passou a ser disponibilizado para as transações financeiras, com a proposta de abarcar todas as trocas de documentos e informações entre todos os participantes das transações. O objetivo era dar melhor suporte às atividades de intermediação financeira às transações físicas, agilizando o fluxo de documentos tais como pedidos, ordens e conhecimentos de embarque, faturas, notas fiscais, ordens de pagamentos, recibos de entrega e pagamentos e títulos de propriedade de ativos. A partir de 1993, surgem algumas iniciativas nacionais com a intenção de normatizar ou promover o comércio eletrônico. A SIMPRO Brazil, inspirada nos moldes da UK SITPRO, assumiu a missão de promover o UN-EDIFACT como o padrão brasileiro e ampliar o seu uso para transações de comércio internacional. Vale destacar, também, os esforços da EAN Brazil - European Association Numbering - no sentido de promover a utilização do EDIFACT (EANCOM) particularmente para o setor industrial, de distribuição, atacado e varejo. As iniciativas da EAN Brazil são direcionadas às grandes empresas e incluem, mais especificamente, os supermercados (atualmente com 100% dos produtos com código de barra), os produtos farmacêuticos e os serviços de transporte. Em 1994, o volume de transações através de redes VANs representavam US$27 milhões, sendo 48% em operações financeiras, 6% em transporte, 20% em atividades comerciais, 6% na indústria automobilística e 20% em outros tipos de transações, como seguros e cartões de crédito. (Schware & Kimberley, 1997) A expansão do comércio eletrônico de dados no Brasil apresenta duas vertentes de expansão. Uma delas seria o atendimento da demanda derivada, originada da expansão da rede de usuários de seus clientes atuais representando, adicionalmente, uma forma de se atingir às pequenas e médias empresas. Outra, que consiste na expansão do uso do EDI em transações comerciais e de logística e não se manter restrita às transações financeiras.

12 As barreiras à expansão do uso desta tecnologia podem ser identificadas como: dificuldades percebidas pelos executivos quanto à reestruturação dos negócios praticamente imposta pelo sistema e pelo fato da necessidade da adoção surgir, em grande parte, a partir dos níveis operacionais de cada empresa, e não a partir de um projeto estratégico. Essa última, por sua vez, provoca uma forte resistência da alta direção da empresa, que muitas vezes não visualiza os benefícios decorrentes da utilização do EDI. Sabendo-se que os conceitos fundamentais no EDI são a rede e a parceria, vencidas essas barreiras iniciais, a empresa se depara com a necessidade de integrar clientes e/ou fornecedores ao sistema, de forma a viabilizar a troca eletrônica de informações. Esta barreira representa maior ou menor resistência de acordo com o poder de barganha do usuário pioneiro com estes agentes. 7- O comércio eletrônico de bens e serviços no Brasil Pode-se afirmar que o comércio eletrônico no Brasil apresentou índices de expansão mais significativos somente a partir de Altos índices inflacionários aliados à grande instabilidade econômica dificultava o estabelecimento de preços. Adicionalmente, o uso mais intenso da Internet se limitava às universidades ou às grandes empresas. Porém, seguindo uma tendência mundial, o número de usuários cresceu a taxas exponenciais, tornando cada vez mais atrativo às empresas nacionais fazerem parte da rede. Entretanto, as empresas restringiam as suas ofertas a informações a respeito das suas atividades, seus produtos/serviços e outros serviços complementares, como chats, resumos de jornais/revistas, links com outras instituições etc. Algumas empresas varejistas começaram a oferecer, na Internet, informações a respeito de preço, especificações técnicas e disponibilidade dos itens em estoque na rede. Porém, as compras não eram efetuadas eletronicamente, sendo disponbilizado o serviço 0800 para tal.

13 Em meados de 1997, o Instituto Brasileiro de Opinião Pública (IBOPE) realizou uma pesquisa para conhecer o perfil do internauta no Brasil. Nesta pesquisa, informantes foram considerados, resultando nos seguintes dados: 78% dos usuários possuem entre 15 e 39 anos; 83% são do sexo masculino; 62% são solteiros e 34% casados; 71% exercem alguma atividade econômica e 58% ainda estão estudando; 22% trabalham em atividades diretamente relacionadas à tecnologia de informação; 37% possuem grau de instrução no nível superior e 40% possuem segundo grau; 62% lê e escreve em inglês; 64% possui renda familiar acima de 20 salários mínimos e 21% acima de 50 salários mínimos; 18% já comprou alguma coisa pela reda e 68% afirma estar interessado em experimentar esta modalidade de comércio; 74% possuem cartão de crédito e destes, 58% possuem cartão de crédito internacional. (Ibope, 1997) Tratase, portanto, de um segmento seleto da população brasileira, trazendo a possibilidade de uma expansão do CE de bens e serviços. 8- Considerações finais O rápido desenvolvimento da tecnologia da informação e as altas taxas de adoção registradas a partir da década de 80, principalmente, com o advento dos computadores pessoais, tem trazido novas formas de relacionamento entre empresas, indivíduos e organizações governamentais. (Tapscott, 1995) O comércio eletrônico deve ser visto como mais uma alternativa disponibilizada pela TI, atendendo às novas necessidades impostas pela globalização da economia, ao mesmo tempo em que é viabilizadora deste novo quadro mundial. Do lado dos indivíduos e das sociedades, o CE enfrenta o desafio de respeitar a diversidade cultural; quanto às empresas, o CE deve adequar-se para atender às suas necessidades de sobrevivência; e, no que se refere às organizações governamentais, o CE, na busca de sua expansão, deve respeitar os aspectos legais, jurídicos e sociais, garantindo e sustentando a legitimidade destes agentes.

14 9- Referências Bibliográficas BRISA, Os Desafios Atuais da Informática e das Telecomunicações, 1997a. BRISA, Vantagens dos Sistemas Abertos em Informática e Telecomunicações, 1997b. CLARKE, R., Customer Profiling and Privacy Implications for the Finance Industry, ClLARKE, R., Electronic Commerce Definitions, DA SILVA, A. L., Tecnologia da Informação no Varejo: o caso do Pão de Açúcar Delivery, In: Tecnologia da Informação e Estratégia Empresarial, MARCOVITCH, J. (org.), Futura, São Paulo, ESPRIT, Electronic Commerce -an introduction, IBOPE, Perfil do Internauta Brasileiro, DOYLE, P., Marketing pela Internet promete agitar negócios, JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO, São Paulo, 10 de março de 1998, B16. KALAKOTA, R., WHINSTON, A., Frontiers of Electronic Commerce, USA, Addison-Wesley Publishing Company, MILLER, D., SHAMSIE, J., The Resourced-Based View of the Firm in Two Environments: the Hollywood Film Studios fom 1936 to 1965, Academy of Management Journal, 39(3): PREMENOS CORP, Getting Started With EDI, SCHWARE, R., KIMBERLEY, P. Information Technology and National Trade Facilitation: guide to best practice, The World Bank, Washington D. C., TAPSCOTT, D., The Digital Economy: promise and peril in the age of networked intelligence, McGraw-Hill, New Yourk, ZWASS, V., Electronic Commerce: structure and issues, International Journal of Electronic Commerce, v. 1, n. 1, Fall, 1996, p

EDI Definição, funcionamento Benefícios Categorias de EDI Pontos chaves (EDI/ XML) XML (Extensible Markup Language) HTML e XML

EDI Definição, funcionamento Benefícios Categorias de EDI Pontos chaves (EDI/ XML) XML (Extensible Markup Language) HTML e XML Tecnologia da Administração O que veremos? EDI Definição, funcionamento Benefícios Categorias de EDI Pontos chaves (EDI/ XML) XML (Extensible Markup Language) HTML e XML Sintaxe Edifact (ONU) EDI For Administration

Leia mais

Prof. Daniel J. Melo Brasil

Prof. Daniel J. Melo Brasil EDI Definição EDI é um acrônimo para Intercâmbio Eletrônico de Dados EDI refere-se a troca de estruturada de dados entre as organizações por meio eletrônico. EDI pode ser utilizado para a comunicação de

Leia mais

NOTAS DE AULA - TELECOMUNICAÇÕES

NOTAS DE AULA - TELECOMUNICAÇÕES NOTAS DE AULA - TELECOMUNICAÇÕES 1. Conectando a Empresa à Rede As empresas estão se tornando empresas conectadas em redes. A Internet e as redes de tipo Internet dentro da empresa (intranets), entre uma

Leia mais

IV. Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI)

IV. Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI) IV. Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI) 1. Funcionamento do EDI 2. EDI tradicional X WEB EDI 3. EDI Tradicional 4. WEB EDI Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI) EDI: Electronic Data Interchange Troca

Leia mais

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E Prof. Marcelo Mello Unidade III DISTRIBUIÇÃO E TRADE MARKETING Canais de distribuição Canal vertical: Antigamente, os canais de distribuição eram estruturas mercadológicas verticais, em que a responsabilidade

Leia mais

Poucas inovações na história da humanidade reúnem tantos benefícios potenciais quanto o Comércio Eletrônico (também conhecido como e-commerce).

Poucas inovações na história da humanidade reúnem tantos benefícios potenciais quanto o Comércio Eletrônico (também conhecido como e-commerce). Poucas inovações na história da humanidade reúnem tantos benefícios potenciais quanto o Comércio Eletrônico (também conhecido como e-commerce). A natureza global da tecnologia, a oportunidade de atingir

Leia mais

Varejo virtual ERA DIGITAL. por Tânia M. Vidigal Limeira FGV-EAESP

Varejo virtual ERA DIGITAL. por Tânia M. Vidigal Limeira FGV-EAESP ERA DIGITAL Varejo virtual Ovolume de operações registrado recentemente no âmbito do comércio eletrônico atesta que a Internet ainda não chegou às suas últimas fronteiras. Vencidas as barreiras tecnológicas

Leia mais

Technology and Security Risk Services. Novembro, 2003

Technology and Security Risk Services. Novembro, 2003 Technology and Security Risk Services Novembro, 2003 1. Por que escrevemos o livro? 2. Objetivo do livro 3. Conteúdo do livro 4. Dúvidas Acesso aos sites financeiros cresceu 199% em dois anos; Os sites

Leia mais

A Logística de Cargas Fracionadas e Novas Configurações do Mercado de Varejo.

A Logística de Cargas Fracionadas e Novas Configurações do Mercado de Varejo. A Logística de Cargas Fracionadas e Novas Configurações do Mercado de Varejo. Cristian Carlos Vicari (UNIOESTE) viccari@certto.com.br Rua Engenharia, 450 Jd. Universitário C.E.P. 85.819-190 Cascavel Paraná

Leia mais

Vantagens competitivas e estratégicas no uso de operadores logísticos. Prof. Paulo Medeiros

Vantagens competitivas e estratégicas no uso de operadores logísticos. Prof. Paulo Medeiros Vantagens competitivas e estratégicas no uso de operadores logísticos Prof. Paulo Medeiros Introdução nos EUA surgiram 100 novos operadores logísticos entre 1990 e 1995. O mercado para estas empresas que

Leia mais

Tecnologia da Informação UNIDADE 3

Tecnologia da Informação UNIDADE 3 Tecnologia da Informação UNIDADE 3 *Definição * A segurança da informação está relacionada com proteção de um conjunto de dados, no sentido de preservar o valor que possuem para a organização. *Definição

Leia mais

Tecnologia da Informação UNIDADE 3:Estrutura organizacional de TI

Tecnologia da Informação UNIDADE 3:Estrutura organizacional de TI Tecnologia da Informação UNIDADE 3:Estrutura organizacional de TI * A segurança da informação está relacionada com proteção de um conjunto de dados, no sentido de preservar o valor que possuem para a organização.

Leia mais

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 1 2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Fundamentos da Vantagem Estratégica ou competitiva Os sistemas de informação devem ser vistos como algo mais do que um conjunto de tecnologias que apoiam

Leia mais

Hilti do Brasil Comercial Ltda. Política de Privacidade e Proteção de Informações Pessoais

Hilti do Brasil Comercial Ltda. Política de Privacidade e Proteção de Informações Pessoais Hilti do Brasil Comercial Ltda. Política de Privacidade e Proteção de Informações Pessoais Nós, Hilti (Brasil) Comercial Ltda. (coletivamente, referido como Hilti, "nós", "nosso" ou "a gente") nessa Política

Leia mais

Comparativo entre os meios de comunicação para atingir 50 milhões de usuários

Comparativo entre os meios de comunicação para atingir 50 milhões de usuários Comparativo entre os meios de comunicação para atingir 50 milhões de usuários Fonte: TAKAHASHI, 2000; VEJA ONLINE, 2006 Definições de comércio eletrônico/e-business E - BUSINESS, acrônimo do termo em

Leia mais

Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS. Prof. Roberto Marcello

Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS. Prof. Roberto Marcello Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Prof. Roberto Marcello SI Sistemas de gestão A Gestão dos Sistemas Integrados é uma forma organizada e sistemática de buscar a melhoria de resultados.

Leia mais

10. Defina Sistemas Distribuídos: Um conjunto de computadores independentes que se apresenta a seus usuários como um sistema único e coerente

10. Defina Sistemas Distribuídos: Um conjunto de computadores independentes que se apresenta a seus usuários como um sistema único e coerente 1. Quais os componentes de um sistema cliente-servidor? Clientes e servidores 2. Na visão do hardware, defina o que é cliente e o que é servidor: Clientes. Qualquer computador conectado ao sistema via

Leia mais

Capítulo 12. Dimensão 7: Aprendizado com o Ambiente. Acadêmica: Talita Pires Inácio

Capítulo 12. Dimensão 7: Aprendizado com o Ambiente. Acadêmica: Talita Pires Inácio Capítulo 12 Dimensão 7: Aprendizado com o Ambiente Acadêmica: Talita Pires Inácio Empresa ABC Crescimento atribuído a aquisições de empresas de menor porte; Esforços de alianças estratégicas e joint-ventures

Leia mais

REDES DE PEQUENAS EMPRESAS

REDES DE PEQUENAS EMPRESAS REDES DE PEQUENAS EMPRESAS As micro, pequenas e médias empresas, em decorrência da globalização e suas imposições,vêm buscando alcançar vantagem competitiva para sua sobrevivência no mercado. CONTEXTO

Leia mais

Ambientes de Mercado

Ambientes de Mercado INFORMAÇÃO O sucesso ou fracasso organizacional muitas vezes pode depender de se saber de qual deles precisamos, com o qual deles contamos e o que podemos ou não fazer com cada um deles PLANO DE AÇÃO Fornecedores

Leia mais

COMÉRCIO ELETRÔNICO UM BREVE HISTÓRICO

COMÉRCIO ELETRÔNICO UM BREVE HISTÓRICO UM BREVE HISTÓRICO COMÉRCIO ELETRÔNICO O comércio sempre existiu desde que surgiram as sociedades. Ele é dito como o processo de comprar, vender e trocar produtos e serviços. Inicialmente praticado pelos

Leia mais

Modelos de e-commerce

Modelos de e-commerce Comércio Eletrônico Faculdade de Tecnologia SENAC Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas Unidade Curricular: Comércio Eletrônico Edécio Fernando Iepsen (edecio@terra.com.br)

Leia mais

FUND DE SI SISTEMAS INTEGRADOS ERP SCM CRM

FUND DE SI SISTEMAS INTEGRADOS ERP SCM CRM FUND DE SI SISTEMAS INTEGRADOS ERP SCM CRM 5/5/2013 1 ERP ENTERPRISE RESOURCE PLANNING 5/5/2013 2 1 Os SI nas organizações 5/5/2013 3 Histórico Os Softwares de SI surgiram nos anos 60 para controlar estoque

Leia mais

Tecnologia da Informação. Prof. Odilon Zappe Jr

Tecnologia da Informação. Prof. Odilon Zappe Jr Tecnologia da Informação Prof. Odilon Zappe Jr Vantagens e Desvantagens do Comércio Eletrônico Vantagens Aumento do número de contatos da empresa com fornecedores e com outras empresas do mesmo ramo, e

Leia mais

Sistemas. ções Gerenciais

Sistemas. ções Gerenciais Sistemas Como elaborar seu currículo? de Informaçõ 04/2006 ções Gerenciais Um currículo bem feito não garante sua contratação mas um currículo mal elaborado elimina-o do processo seletivo. Novas Tecnologias...

Leia mais

Tópicos de Ambiente Web Internet: negócios eletrônicos, novas tendencias e tecnologias

Tópicos de Ambiente Web Internet: negócios eletrônicos, novas tendencias e tecnologias Tópicos de Ambiente Web Internet: negócios eletrônicos, novas tendencias e tecnologias Professora: Sheila Cáceres Uma mensagem enviada em internet é dividida em pacotes de tamanho uniforme. Cada pacote

Leia mais

Análise da vantagem de adoção e uso de sistemas ERP código aberto em relação aos sistemas ERP código fechado

Análise da vantagem de adoção e uso de sistemas ERP código aberto em relação aos sistemas ERP código fechado Análise da vantagem de adoção e uso de sistemas ERP código aberto em relação aos sistemas ERP código fechado Louis Albert Araujo Springer Luis Augusto de Freitas Macedo Oliveira Atualmente vem crescendo

Leia mais

Uso dos computadores e a Tecnologia da informação nas empresas: uma visão geral e introdutória

Uso dos computadores e a Tecnologia da informação nas empresas: uma visão geral e introdutória Uso dos computadores e a Tecnologia da informação nas empresas: uma visão geral e introdutória Não há mais dúvidas de que para as funções da administração - planejamento, organização, liderança e controle

Leia mais

Aula 7 Aplicações e questões do Comércio Eletrônico.

Aula 7 Aplicações e questões do Comércio Eletrônico. Aula 7 Aplicações e questões do Comércio Eletrônico. TENDÊNCIAS NO COMÉRCIO ELETRÔNICO Atualmente, muitos negócios são realizados de forma eletrônica não sendo necessário sair de casa para fazer compras

Leia mais

Docente do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial UNOESTE. E mail: joselia@unoeste.br

Docente do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial UNOESTE. E mail: joselia@unoeste.br Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 141 A LOGÍSTICA COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO Douglas Fernandes 1, Josélia Galiciano Pedro 1 Docente do Curso Superior

Leia mais

Situação mercadológica hoje: Era de concorrência e competição dentro de ambiente globalizado.

Situação mercadológica hoje: Era de concorrência e competição dentro de ambiente globalizado. TECNICAS E TECNOLOGIAS DE APOIO CRM Situação mercadológica hoje: Era de concorrência e competição dentro de ambiente globalizado. Empresas já não podem confiar em mercados já conquistados. Fusões e aquisições

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GERENCIAIS

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GERENCIAIS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GERENCIAIS O PODER DA INFORMAÇÃO Tem PODER quem toma DECISÃO Toma DECISÃO correta quem tem SABEDORIA Tem SABEDORIA quem usa CONHECIMENTO Tem CONHECIMENTO quem possui INFORMAÇÃO (Sem

Leia mais

SISTEMAS DE AUTOMAÇÃO

SISTEMAS DE AUTOMAÇÃO PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br SISTEMAS DE AUTOMAÇÃO Rosenclever Lopes Gazoni Data MACROPROCESSO [1] AUTOMAÇÃO DE ESCRITÓRIO/COMERCIAL: Correio eletrônico; vídeo texto; vídeo conferência; teleconferência;

Leia mais

As novas tecnologias podem finalmente - viabilizar o RH Estratégico? Thais Silva I Janeiro 2012

As novas tecnologias podem finalmente - viabilizar o RH Estratégico? Thais Silva I Janeiro 2012 As novas tecnologias podem finalmente - viabilizar o RH Estratégico? Thais Silva I Janeiro 2012 Universo TOTVS Fundada em 1983 6ª maior empresa de software (ERP) do mundo Líder em Software no Brasil e

Leia mais

APLICATIVOS CORPORATIVOS

APLICATIVOS CORPORATIVOS Sistema de Informação e Tecnologia FEQ 0411 Prof Luciel Henrique de Oliveira luciel@uol.com.br Capítulo 3 APLICATIVOS CORPORATIVOS PRADO, Edmir P.V.; SOUZA, Cesar A. de. (org). Fundamentos de Sistemas

Leia mais

Canais de marketing. Trade Marketing. Trade Marketing. Trade marketing é uma ferramenta que atua diretamente em três níveis:

Canais de marketing. Trade Marketing. Trade Marketing. Trade marketing é uma ferramenta que atua diretamente em três níveis: Canais de marketing Prof. Ricardo Basílio ricardobmv@gmail.com Trade Marketing Trade Marketing Trade marketing é uma ferramenta que atua diretamente em três níveis: Distribuidores; Clientes; Ponto de venda.

Leia mais

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO CEARÁ CEFET/CE DEPARTMAENTO DE EDIFICAÇÕES CURSO DE VIAS E TRANSPORTES CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO CEARÁ CEFET/CE DEPARTMAENTO DE EDIFICAÇÕES CURSO DE VIAS E TRANSPORTES CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO CEARÁ CEFET/CE DEPARTMAENTO DE EDIFICAÇÕES CURSO DE VIAS E TRANSPORTES CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO PROFESSOR: HAMIFRANCY MENESES 1 TÓPICOS ABORDADOS DEFINIÇÃO DE CANAL

Leia mais

TOTVS COLABORAÇÃO 2.0 FISCAL powered by NeoGrid

TOTVS COLABORAÇÃO 2.0 FISCAL powered by NeoGrid TOTVS COLABORAÇÃO 2.0 FISCAL powered by NeoGrid Recebimento de NF-e e CT-e Emissão de NF-e, CT-e, MDF-e e NFS-e Integração nativa com o seu ERP Exija a solução que é o melhor investimento para a gestão

Leia mais

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO @ribeirord FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Rafael D. Ribeiro, M.Sc,PMP. rafaeldiasribeiro@gmail.com http://www.rafaeldiasribeiro.com.br Sistemas de Informação Sistemas de Apoio às Operações Sistemas

Leia mais

Visão Geral dos Sistemas de Informação

Visão Geral dos Sistemas de Informação Visão Geral dos Sistemas de Informação Existem muitos tipos de sistemas de informação no mundo real. Todos eles utilizam recursos de hardware, software, rede e pessoas para transformar os recursos de dados

Leia mais

Pesquisa FGV-EAESP de Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro 16 a Edição 2014

Pesquisa FGV-EAESP de Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro 16 a Edição 2014 Resumo Introdução O Comércio Eletrônico é um dos aspectos relevantes no ambiente empresarial atual e tem recebido atenção especial das empresas nos últimos anos, primeiro por ser considerado como uma grande

Leia mais

E-commerce Fundamentos

E-commerce Fundamentos E-commerce Fundamentos Flávio Augusto Martins Wanderley Professor flavio@mwan.com.br 1 / 65 Conteúdo desta aula Conceitos. Evolução do comércio eletrônico. Modalidades. O que vem no futuro. 2 / 65 Conceito

Leia mais

Tecnologia da Informação. Prof Odilon Zappe Jr

Tecnologia da Informação. Prof Odilon Zappe Jr Tecnologia da Informação Prof Odilon Zappe Jr Comércio Eletrônico Um breve histórico Comércio compra, venda, troca de produtos e serviços; Incrementado pelos Fenícios, Árabes, Assírios e Babilônios uso

Leia mais

Comércio Eletrônico e-commerce Aula 5. Prof. Msc. Ubirajara Junior biraifba@gmail.com

Comércio Eletrônico e-commerce Aula 5. Prof. Msc. Ubirajara Junior biraifba@gmail.com Comércio Eletrônico e-commerce Aula 5 Prof. Msc. Ubirajara Junior biraifba@gmail.com Introdução Mudança no ambiente empresarial; Ligação com o desenvolvimento de tecnologia da informação. Características

Leia mais

Daciane de Oliveira Silva www.daciane.wordpress.com

Daciane de Oliveira Silva www.daciane.wordpress.com Daciane de Oliveira Silva www.daciane.wordpress.com Marketing direto e mediação eletrônica Como a internet criou novos meios de intermediação entre as pessoas e as organizações? O que é marketing direto?

Leia mais

Atendimento ao canal de Hotéis e Restaurantes

Atendimento ao canal de Hotéis e Restaurantes Atendimento ao canal de Hotéis e Restaurantes AGENDA - MERCADO DE FOOD SERVICE - MODELO ABASTECIMENTO ATUAL E ENTENDIMENTO CADEIA DE ABASTECIMENTO - MODELO PROPOSTO - PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DO MODELO -

Leia mais

Logística empresarial

Logística empresarial 1 Logística empresarial 2 Logística é um conceito relativamente novo, apesar de que todas as empresas sempre desenvolveram atividades de suprimento, transporte, estocagem e distribuição de produtos. melhor

Leia mais

de frente Na linha Automação e expansão ABAD ENTREVISTA

de frente Na linha Automação e expansão ABAD ENTREVISTA Na linha Como a automação contribuiu para o desenvolvimento das empresas de distribuição e atacadistas? A automação foi fundamental para o crescimento e fortalecimento do setor. Sem o uso intensivo da

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GERENCIAL

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GERENCIAL SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GERENCIAL 2015 Sabemos que as empresas atualmente utilizam uma variedade muito grande de sistemas de informação. Se você analisar qualquer empresa que conheça, constatará que existem

Leia mais

O comércio eletrônico (CE) é, basicamente, a realização de transações empresariais vida rede de telecomunicações, especialmente a Internet.

O comércio eletrônico (CE) é, basicamente, a realização de transações empresariais vida rede de telecomunicações, especialmente a Internet. E-commerce Prof Marcus Regenold Disciplina Negócios pela Internet O comércio eletrônico (CE) é, basicamente, a realização de transações empresariais vida rede de telecomunicações, especialmente a Internet.

Leia mais

FACULDADE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL HABILITAÇÃO EM RELAÇÕES PÚBLICAS ASSESSORIA DE RELAÇÕES PÚBLICAS. Professora Iara Silva INTRANET E EXTRANET

FACULDADE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL HABILITAÇÃO EM RELAÇÕES PÚBLICAS ASSESSORIA DE RELAÇÕES PÚBLICAS. Professora Iara Silva INTRANET E EXTRANET FACULDADE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL HABILITAÇÃO EM RELAÇÕES PÚBLICAS ASSESSORIA DE RELAÇÕES PÚBLICAS Professora Iara Silva INTRANET E EXTRANET CONCEITOS, OBJETIVOS, BENEFÍCIOS E TENDÊNCIAS Renato Schumacher

Leia mais

Laudon & Laudon Essentials of MIS, 5th Edition. Pg. 4.1

Laudon & Laudon Essentials of MIS, 5th Edition. Pg. 4.1 Laudon & Laudon Essentials of MIS, 5th Edition. Pg. 4.1 4 OBJETIVOS OBJETIVOS A EMPRESA DIGITAL: COMÉRCIO E NEGÓCIOS ELETRÔNICOS Como a tecnologia de Internet mudou propostas de valor e modelos de negócios

Leia mais

A EMPRESA DIGITAL: COMÉRCIO E NEGÓCIOS ELETRÔNICOS

A EMPRESA DIGITAL: COMÉRCIO E NEGÓCIOS ELETRÔNICOS A EMPRESA DIGITAL: COMÉRCIO E NEGÓCIOS ELETRÔNICOS 1 OBJETIVOS 1. Como a tecnologia de Internet mudou propostas de valor e modelos de negócios? 2. O que é comércio eletrônico?? Como esse tipo de comércio

Leia mais

24/05/2013. Comércio Eletrônico. Prof. João Artur Izzo

24/05/2013. Comércio Eletrônico. Prof. João Artur Izzo Comércio Eletrônico 1 A evolução do sistema mercadológico tem exigido das organizações grande esforço para a assimilação e utilização das tecnologias de informação referentes a comércio eletrônico, em

Leia mais

Comércio eletrônico 05/05/15. Objetivos de estudo. Qual o papel do e- commerce nos negócios e quais as aplicações mais importantes?

Comércio eletrônico 05/05/15. Objetivos de estudo. Qual o papel do e- commerce nos negócios e quais as aplicações mais importantes? Escola Superior de Gestão e Tecnologia Comércio eletrônico Mercados digitais, mercadorias digitais Prof. Marcelo Mar3ns da Silva Objetivos de estudo Qual o papel do e- commerce nos negócios e quais as

Leia mais

Wagner K. Arendt Coordenador de TI FCDL/SC

Wagner K. Arendt Coordenador de TI FCDL/SC Wagner K. Arendt Coordenador de TI FCDL/SC sua empresa na Internet A criação de um site é uma regra geral para empresas que querem sobreviver em um mercado cada vez mais agressivo e um mundo globalizado,

Leia mais

Cartão BNDES Peças, Partes e Componentes. São Paulo, 23 de setembro de 2010

Cartão BNDES Peças, Partes e Componentes. São Paulo, 23 de setembro de 2010 Cartão BNDES Peças, Partes e Componentes São Paulo, 23 de setembro de 2010 Cartão BNDES Baseado no conceito de cartão de crédito, visa financiar de forma ágil e simplificada os investimentos das MPMEs.

Leia mais

www.pwc.com AMCHAM Visão integrada das áreas de Marketing e Finanças Abril de 2013

www.pwc.com AMCHAM Visão integrada das áreas de Marketing e Finanças Abril de 2013 www.pwc.com Visão integrada das áreas de Marketing e Finanças Agenda Introdução Como abordar o problema Discussões Conclusão PwC 2 Introdução PwC 3 Introdução Visões do Marketing Marketing tem que fazer

Leia mais

Comércio Eletrônico. Comércio Eletrônico. Grau de digitalização. Caracteriza-se Comércio eletrônico pelo grau de digitalização:

Comércio Eletrônico. Comércio Eletrônico. Grau de digitalização. Caracteriza-se Comércio eletrônico pelo grau de digitalização: Comércio Eletrônico FTS Faculdade Taboão da Serra Curso de Administração de Sistemas de Informações Disciplina: Comércio Eletrônico Comércio Eletrônico Caracteriza-se Comércio eletrônico pelo grau de digitalização:

Leia mais

Atividade Capitulo 6 - GABARITO

Atividade Capitulo 6 - GABARITO Atividade Capitulo 6 - GABARITO 1. A Internet é uma força motriz subjacente aos progressos em telecomunicações, redes e outras tecnologias da informação. Você concorda ou discorda? Por quê? Por todos os

Leia mais

Sistema Binário. Aula - 10 CRM (Customer Relationship Management Gerenciamento das relações com os clientes ) Faculdades Integradas Campos Salles

Sistema Binário. Aula - 10 CRM (Customer Relationship Management Gerenciamento das relações com os clientes ) Faculdades Integradas Campos Salles Sistema Binário Faculdades Integradas Campos Salles Aula - 10 CRM (Customer Relationship Management Gerenciamento das relações com os clientes ) Carlos Antonio José Oliviero São Paulo - 2012 Sistema Binário

Leia mais

Logistica e Distribuição. Responsabilidades. O Fluxo do Processamento do Pedido. Mas quais são as atividades da Logística?

Logistica e Distribuição. Responsabilidades. O Fluxo do Processamento do Pedido. Mas quais são as atividades da Logística? Mas quais são as atividades da Logística? Ballou, 1993 Logística e Distribuição A Atividade de Processamento de Pedidos e Aquisição/Programação de Produtos Primárias Apoio 1 2 Responsabilidades O Fluxo

Leia mais

II. Visão Geral do e-business

II. Visão Geral do e-business II. Visão Geral do e-business 1. e-commerce X e-business 2. Vantagens do e-business 3.Problemas na Internet 4. Tipos de e-business 5. Categorias de e-business 6. Ferramentas de Comércio Eletrônico 7. Dimensões

Leia mais

Valor Comercial das Telecomunicações. Telecomunicações nas Empresas. Superar barreiras geográficas. Superar barreiras do tempo

Valor Comercial das Telecomunicações. Telecomunicações nas Empresas. Superar barreiras geográficas. Superar barreiras do tempo Valor Comercial das Telecomunicações Superar barreiras geográficas Atendimento ao cliente/preenchimento de pedidos Superar barreiras do tempo Consultas de crédito (POS) Superar barreiras de custo Videoconferência

Leia mais

Tecnologias e Sistemas de Informação

Tecnologias e Sistemas de Informação Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Administração Tecnologia e Sistemas de Informação - 02 Prof. Jorge Cavalcanti jorge.cavalcanti@univasf.edu.br www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti

Leia mais

UNIMEP MBA em Gestão e Negócios

UNIMEP MBA em Gestão e Negócios UNIMEP MBA em Gestão e Negócios Módulo: Sistemas de Informações Gerenciais Aula 4 TI com foco nos Negócios: Áreas envolvidas (Parte II) Flávio I. Callegari www.flaviocallegari.pro.br O perfil do profissional

Leia mais

Sistema Corporativo de Tele-Medição de Energia Elétrica. Eng. Eduardo Caldas Cardoso ELO Sistemas e Tecnologia eduardo@elotek.com.

Sistema Corporativo de Tele-Medição de Energia Elétrica. Eng. Eduardo Caldas Cardoso ELO Sistemas e Tecnologia eduardo@elotek.com. 21 a 25 de Agosto de 2006 Belo Horizonte - MG Sistema Corporativo de Tele-Medição de Energia Elétrica Eng. Eduardo Caldas Cardoso ELO Sistemas e Tecnologia eduardo@elotek.com.br RESUMO A tele-medição de

Leia mais

e-business Os tipos básicos de ebusiness são (PEDREIRA, 2007):

e-business Os tipos básicos de ebusiness são (PEDREIRA, 2007): e-business (Extraído do Artigo ebusiness: A Atual Maneira de Efetuar Transações Ana Cristina Matos, Gabriela Villanova, Gianluca Nese, Juan Pablo, Maraiana Orrico e Antônio Cardoso) 1. Definição ebusiness,

Leia mais

Apostila. Comércio Eletrônico. e-commerce. Professor: Edson Almeida Junior. Comércio Eletrônico

Apostila. Comércio Eletrônico. e-commerce. Professor: Edson Almeida Junior. Comércio Eletrônico Apostila Comércio Eletrônico e-commerce Professor: Edson Almeida Junior Material compilado por Edson Almeida Junior Disponível em http://www.edsonalmeidajunior.com.br MSN: eajr@hotmail.com E-Mail: eajr@hotmail.com

Leia mais

Tecnologias da Informação e da. e Organizacionais

Tecnologias da Informação e da. e Organizacionais Tecnologias da Informação e da Comunicação nos Cenários Econômicos e Organizacionais A evolução tecnológica acompanhando a mudança organizacional Os negócios na era eletrônica O comércio eletrônico Cadeias

Leia mais

Operadores Logísticos : uma tendência nos sistemas de distribuição das empresas brasileiras?

Operadores Logísticos : uma tendência nos sistemas de distribuição das empresas brasileiras? Operadores Logísticos : uma tendência nos sistemas de distribuição das empresas brasileiras? Introdução O Contexto econômico do mundo globalizado vem sinalizando para as empresas que suas estratégias de

Leia mais

Sistemas de Informação. Sistemas Integrados de Gestão ERP

Sistemas de Informação. Sistemas Integrados de Gestão ERP Sistemas de Informação Sistemas Integrados de Gestão ERP Exercício 1 Um arame é cortado em duas partes. Com uma das partes é feito um quadrado. Com a outra parte é feito um círculo. Em que ponto deve ser

Leia mais

GESTÃO DE TI NAS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS

GESTÃO DE TI NAS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS GESTÃO DE TI NAS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS WALLACE BORGES CRISTO 1 JOÃO CARLOS PEIXOTO FERREIRA 2 João Paulo Coelho Furtado 3 RESUMO A Tecnologia da Informação (TI) está presente em todas as áreas de

Leia mais

SISTEMAS DE NEGÓCIOS. a) SISTEMAS DE APOIO EMPRESARIAIS

SISTEMAS DE NEGÓCIOS. a) SISTEMAS DE APOIO EMPRESARIAIS 1 SISTEMAS DE NEGÓCIOS a) SISTEMAS DE APOIO EMPRESARIAIS 1. COLABORAÇÃO NAS EMPRESAS Os sistemas colaborativos nas empresas nos oferecem ferramentas para nos ajudar a colaborar, comunicando idéias, compartilhando

Leia mais

Laudon K., Laudon J., Sistemas de Informações gerencias, editora Pearson, 2010. Laudon K., Laudon J., Sistemas de Informação, editora LTC, 1999

Laudon K., Laudon J., Sistemas de Informações gerencias, editora Pearson, 2010. Laudon K., Laudon J., Sistemas de Informação, editora LTC, 1999 FSI capítulo 2 Referências bibliográficas: Laudon K., Laudon J., Sistemas de Informações gerencias, editora Pearson, 2010 Laudon K., Laudon J., Sistemas de Informação, editora LTC, 1999 Porter M., Competitive

Leia mais

PRIAD: GESTÃO DE RELACIONAMENTO COM CLIENTES

PRIAD: GESTÃO DE RELACIONAMENTO COM CLIENTES PRIAD: GESTÃO DE RELACIONAMENTO COM CLIENTES ALUNO RA: ASSINATURA: DATA: / / AS RESPOSTAS DEVERRÃO SER TOTALMENTE MANUSCRITAS Prof. Claudio Benossi Questionário: 1. Defina o que é Marketing? 2. Quais são

Leia mais

Desenvolvimento de Novos Produtos e Serviços para a Área Social

Desenvolvimento de Novos Produtos e Serviços para a Área Social Programa 0465 SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO - INTERNET II Objetivo Incrementar o grau de inserção do País na sociedade de informação e conhecimento globalizados. Público Alvo Empresas, usuários e comunidade

Leia mais

LOGÍSTICA Prof. Edwin B. Mitacc Meza

LOGÍSTICA Prof. Edwin B. Mitacc Meza LOGÍSTICA Prof. Edwin B. Mitacc Meza Prova 1 09 de Maio de 2013 Nome: 1ª QUESTÃO (1,0) Segundo os dados divulgados pela ood and Agriculture Organization (AO, 2011) sobre as exportações brasileiras, em

Leia mais

Desafios para a Indústria Eletroeletrônica

Desafios para a Indústria Eletroeletrônica Desafios para a Indústria Eletroeletrônica 95 O texto aponta as características das áreas da indústria eletroeletrônica no país e os desafios que este setor tem enfrentado ao longo das últimas décadas.

Leia mais

Sistemas de Informações Gerenciais

Sistemas de Informações Gerenciais Sistemas de Informações Gerenciais Aula 4 Sistema de Informação SI baseado em computadores Organização, administração e estratégia Professora: Cintia Caetano INTRODUÇÃO Sistemas de Informação são parte

Leia mais

Unidade I SISTEMAS PARA INTERNET E. Prof. Emanuel Matos

Unidade I SISTEMAS PARA INTERNET E. Prof. Emanuel Matos Unidade I SISTEMAS PARA INTERNET E SOFTWARE LIVRE Prof. Emanuel Matos Sumário Unidade I Principais tecnologias da rede digital Computação cliente/servidor Comutação de pacotes TCP/IP Sistemas de informação

Leia mais

Os Sistemas de Informação para as Operações das Empresas e o Comércio Eletrônico Simulado Verdadeiro ou Falso

Os Sistemas de Informação para as Operações das Empresas e o Comércio Eletrônico Simulado Verdadeiro ou Falso Os Sistemas de Informação para as Operações das Empresas e o Comércio Eletrônico Simulado Verdadeiro ou Falso 1. Muitas organizações estão utilizando tecnologia da informação para desenvolver sistemas

Leia mais

SPEKTRUM SOLUÇÕES DE GRANDE PORTE PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS SPEKTRUM SAP Partner 1

SPEKTRUM SOLUÇÕES DE GRANDE PORTE PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS SPEKTRUM SAP Partner 1 SPEKTRUM SOLUÇÕES DE GRANDE PORTE PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS SPEKTRUM SAP Partner 1 PROSPERE NA NOVA ECONOMIA A SPEKTRUM SUPORTA A EXECUÇÃO DA SUA ESTRATÉGIA Para as empresas que buscam crescimento

Leia mais

PHARMACEUTICAL BENEFIT MANAGEMENT PBM

PHARMACEUTICAL BENEFIT MANAGEMENT PBM PHARMACEUTICAL BENEFIT MANAGEMENT PBM CONCEITO, DESCRIÇÃO E ASPECTOS CONTRATUAIS CASTRO PEIXOTO ADVOCACIA PBM - Pharmaceutical Benefit Management Conceito, descrição e aspectos contratuais 1. PBM Conceito

Leia mais

Engª de Produção Prof.: Jesiel Brito. Sistemas Integrados de Produção ERP. Enterprise Resources Planning

Engª de Produção Prof.: Jesiel Brito. Sistemas Integrados de Produção ERP. Enterprise Resources Planning ERP Enterprise Resources Planning A Era da Informação - TI GRI Information Resource Management -Informação Modo organizado do conhecimento para ser usado na gestão das empresas. - Sistemas de informação

Leia mais

E-BUSINESS AGENDA. Profª. Kelly Hannel

E-BUSINESS AGENDA. Profª. Kelly Hannel E-BUSINESS Profª. Kelly Hannel AGENDA Evolução da internet nos negócios Conceitos de E-BUSINESS e COMÉRCIO ELETRÔNICO Identificando tendências do E-BUSINESS Quadro das interações possíveis no meio eletrônico

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA 1 OBJETIVOS 1. Quais são as principais aplicações de sistemas na empresa? Que papel eles desempenham? 2. Como os sistemas de informação apóiam as principais funções empresariais:

Leia mais

ASPECTOS E CONTRIBUIÇÕES DO COMÉRCIO ELETRÔNICO NO MERCADO BRASILEIRO

ASPECTOS E CONTRIBUIÇÕES DO COMÉRCIO ELETRÔNICO NO MERCADO BRASILEIRO ASPECTOS E CONTRIBUIÇÕES DO COMÉRCIO ELETRÔNICO NO MERCADO BRASILEIRO Autor: Alberto Luiz Albertin Resumo O ambiente empresarial, tanto em nível mundial como nacional, tem passado por profundas mudanças

Leia mais

Fornecedores. Apresentação. www.grupoquantica.com. Nosso desafio é o seu sucesso!

Fornecedores. Apresentação. www.grupoquantica.com. Nosso desafio é o seu sucesso! Fornecedores www.grupoquantica.com Apresentação 2010 A idéia Fundado e idealizado por Cleber Ferreira, Consultor de Marketing e Vendas, autor do livro Desperte o Vendedor Interior com Técnicas de Vendas

Leia mais

Governança de TI Evolução e Conceitos de Gestão da TI. Raimir Holanda raimir@tce.ce.gov.br

Governança de TI Evolução e Conceitos de Gestão da TI. Raimir Holanda raimir@tce.ce.gov.br Governança de TI Evolução e Conceitos de Gestão da TI Raimir Holanda raimir@tce.ce.gov.br Agenda Conceitos de Governança de TI Fatores motivadores das mudanças Evolução da Gestão de TI Ciclo da Governança

Leia mais

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS VI.1. Introdução A avaliação de riscos inclui um amplo espectro de disciplinas e perspectivas que vão desde as preocupações

Leia mais

ERP Enterprise Resource Planning

ERP Enterprise Resource Planning ERP Enterprise Resource Planning Sistemas Integrados de Gestão Evolução dos SI s CRM OPERACIONAL TÁTICO OPERACIONAL ESTRATÉGICO TÁTICO ESTRATÉGICO OPERACIONAL TÁTICO ESTRATÉGICO SIT SIG SAE SAD ES EIS

Leia mais

IBM WebSphere Product Center

IBM WebSphere Product Center Soluções de gerenciamento de informação de produto para dar suporte aos seus objetivos de negócios IBM WebSphere Product Center Oferece uma solução abrangente de gerenciamento de informação de produto

Leia mais

O COMÉRCIO ELETRÔNICO EVOLUI E CONSOLIDA-SE NO MERCADO BRASILEIRO

O COMÉRCIO ELETRÔNICO EVOLUI E CONSOLIDA-SE NO MERCADO BRASILEIRO O COMÉRCIO ELETRÔNICO EVOLUI E CONSOLIDA-SE NO MERCADO BRASILEIRO Alberto Luiz Albertin Professor do Departamento de Informática e de Métodos Quantitativos Aplicados à Administração da EAESP/FGV, Coordenador

Leia mais

PROCEDIMENTOS BÁSICOS PARA HOMOLOGAÇÃO DE SOFTWARE HOUSES COM PRODUTOS E APLICAÇÕES DE EDI NO PADRÃO DA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA BRASILEIRA

PROCEDIMENTOS BÁSICOS PARA HOMOLOGAÇÃO DE SOFTWARE HOUSES COM PRODUTOS E APLICAÇÕES DE EDI NO PADRÃO DA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA BRASILEIRA PROCEDIMENTOS BÁSICOS PARA HOMOLOGAÇÃO DE SOFTWARE HOUSES COM PRODUTOS E APLICAÇÕES DE EDI NO PADRÃO DA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA BRASILEIRA Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho da Comissão de Normas

Leia mais

Conceitos. Qual é a infra-estrutura de um Call Center? Uma central de atendimento é composta por:

Conceitos. Qual é a infra-estrutura de um Call Center? Uma central de atendimento é composta por: 1 Conceitos Call Center - O que é? Denominamos Call Center ou Central de Atendimento ao conjunto de soluções e facilidades (Equipamentos, Sistemas e Pessoal) que tem como objetivo fazer o interface entre

Leia mais

DESAFIOS NA IMPLEMENTAÇÃO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO AULA 2. MBA Gestão de TI. Luciano Roberto Rocha. www.lrocha.com

DESAFIOS NA IMPLEMENTAÇÃO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO AULA 2. MBA Gestão de TI. Luciano Roberto Rocha. www.lrocha.com DESAFIOS NA IMPLEMENTAÇÃO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO AULA 2 MBA Gestão de TI Luciano Roberto Rocha www.lrocha.com 2 3 Um otimista vê uma oportunidade em cada calamidade; um pessimista vê uma calamidade em

Leia mais

MARKETING E VENDAS NA FARMÁCIA

MARKETING E VENDAS NA FARMÁCIA MARKETING E VENDAS NA FARMÁCIA Há muito se discute que o mercado de farmácias é ambiente competitivo e que a atividade vem exigindo profissionalismo para a administração de seus processos, recursos e pessoal.

Leia mais

Prof. Cláudio Conceitos e-commerce PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Prof. Cláudio Conceitos e-commerce PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Prof. Cláudio Conceitos e-commerce PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Intranet e Extranet Rede privada baseada na mesma tecnologia utilizada na internet, sendo sua única diferença o objetivo por trás

Leia mais