O ELECTRONIC DATA INTERCHANGE (EDI): A IMPORTÂNCIA DA PADRONIZAÇÃO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O ELECTRONIC DATA INTERCHANGE (EDI): A IMPORTÂNCIA DA PADRONIZAÇÃO"

Transcrição

1 O ELECTRONIC DATA INTERCHANGE (EDI): A IMPORTÂNCIA DA PADRONIZAÇÃO Ana Paula da Silva Góes UFRJ/COPPE: C.P cep.: Cidade Universitária/Ilha do Fundão - Rio de Janeiro/RJ Abstract: Electronic Data Interchange (EDI) consists in the interchange of structured and standardized data between computers belonging to parties involved in business relationship. It has potential to improve efficiency in production processes of a firm, but its development involves distinct costs in its implementation and operation. Training is a factor on implementation that is more expensive than usually preview, and so is the process of standardization, which involves not only standardization of protocols and messages, but standardization of organizational processes. This aricle discusses the aspects of this process of standardization, its advantages and disadvantages. Key Words: EDI; standardization; coordination processes 1. Introdução e Objetivos De acordo com a literatura recente, o EDI é a forma mais importante de comércio eletrônico business-to-business, com o potencial de aumentar a velocidade das operações, a eficiência dos processos, e de reduzir os custos operacionais e de processamento de informações entre as firmas. Contudo, sua implementação e operação envolve problemas e entraves ainda a serem superados, tais como a existência de vários protocolos de transmissão e o dilema das empresas entre padronizar ou não seus processos organizacionais, em virtude da padronização das mensagens que elas trocam entre si. Desta forma, o objetivo deste trabalho é discutir estas dificuldades, suas origens e conseqüências para a implantação desta tecnologia e posterior integração das empresas que dela se utilizam. 2. A Estrutura do EDI: Benefícios Potenciais e Custos para Implementação Os benefícios potenciais da utilização do EDI são muitos, resultando no aumento da competitividade das empresas, porque, entre outras ações, o EDI tem o potencial de ampliar e aumentar a velocidade do acesso à base industrial, de permitir um controle mais estreito e mais dinâmico sobre a performance das vendas e ações de todos os tipos, de fornecer heads-up preciso e de curto prazo aos atores do canal de logística (incluindo total comunhão com a execução da ferramenta just-in-time), de proporcionar mais agilidade e eficiência nos processos produtivo e de administração (incluindo redução do lead time administrativo), e de provocar minimização de custos transacionais (menos pessoas envolvidas no processo, economias advindas da redução do tempo de processamento).

2 Além disso, automatiza decisões lógicas (através de sistemas inteligentes, que trabalham e analisam automaticamente as informações), e, acima de tudo, melhora a qualidade da informação, estreitando laços comerciais (envolve maior confiança e parceria entre fornecedores, prestadores de serviços e clientes), permitindo a sincronia perfeita das fases do processo produtivo. Proporciona também, além de tudo, queda de gastos com tarifas telefônicas (já que são efetuadas apenas ligações de tarifação local - para a provedora do serviço). Contudo, a implementação do EDI também envolve custos, como a automação prévia dos processos da firma, exigindo uma estrutura de informática já instalada e funcionando bem, e muitas vezes as empresas não têm recursos para fazê-lo. Os investimentos em hardware e software podem ser bem consideráveis, porque não envolvem apenas aquisição, instalação, manutenção e acompanhamento dos upgradings (versões atualizadas), mas também a escolha ideal do software e o seu desenvolvimento por parte da empresa, especificamente para a tarefa a qual ele se destina. Aliado a isso, outro fator de custos a ser considerado é o treinamento (e o posterior retreinamento). Nem sempre os recursos humanos de que a empresa dispõe estão preparados ou capacitados para executar as novas tarefas. Desta forma, às vezes é necessário, além do treinamento específico para a função, um treinamento mais genérico, envolvendo cursos básicos de informática, entre outros, e isto também requer um considerável montante de recursos. É importante notar também que uma automação eficiente não significa apenas adquirir bons equipamentos, um bom hardware e o proporcionar treinamento adequado; significa também adaptar os processos da firma a esta nova estrutura, o que é sempre mais difícil. Não adianta apenas computadorizar velhos procedimentos, ou incluir no novo escopo apenas algumas tarefas, e manter fluxos paralelos de papéis. É necessário mudar a forma com que os processos são executados, de forma a extrair o máximo potencial de sua automação. Desta forma, para que os benefícios provenientes da implementação do EDI sejam plenamente realizados, as empresas têm de enfrentar certos custos que, muitas vezes, tornam-se entraves nos seus processos decisórios relacionados à escolha de adotar esta nova tecnologia, e entraves durante sua operação, relacionados à padronização, em vários aspectos. Segundo Eric Brousseau (1994): o EDI consiste na troca de mensagens estruturadas e padronizadas entre computadores pertencendo a partes envolvidas em uma relação de negócios. Assim, não importando o enfoque da definição, poder-se-á notar que o EDI sempre envolverá a troca de mensagens que obedeçam a uma forma similar e inteligível (o padrão ou protocolo de comunicação), através de uma estrutura de telecomunicações aliada a uma estrutura computadorizada, preferencialmente e primordialmente sem a intervenção humana. Isto significa que o EDI não se refere à transmissão de mensagens de forma livre, porque seu interesse principal é, certamente, permitir a automação de comunicações interfirmas e dos processos de manipulação de informações a elas associadas, permitindo que parceiros de negócios aumentem a precisão da sua troca de informações, e que acelerem estas trocas. Segundo a OECD (1996), padrões EDI são documentos que referenciam os termos, formas e procedimentos de transações comerciais. Sua função é compatibilizar os sistemas e simplificar as transações. Assim, elementos de uma mensagem EDI são padronizados para que a informação transmitida seja lida pelo receptor sem muitas traduções. A

3 informação trocada deve, então, estar em um formato padrão para que seja legível pelos computadores de ambas as partes. Contudo, isto não significa que as partes têm de usar exatamente os mesmos padrões: padrões compatíveis (que utilizem sintaxes e baseados em vocabulários similares) seriam suficientes. De acordo com Brousseau, um padrão EDI pode ser quebrado em duas grandes categorias de componentes: um diretório de dados (equivalentes às palavras nas linguagens humanas), e uma sintaxe (conjunto de regras que controlam a estrutura de uma mensagem; assemelhase à função gramatical na linguagem humana). Regras de sintaxe definem outros componentes, como segmentos (um grupo de elementos de dados logicamente relacionados - como nome e endereço), segmentos de serviço (implementados na mensagem para habilitar o processamento automático no receptor), regras hierárquicas (já que a posição dos diversos segmentos na mensagem influencia seu significado), e mensagens (um grupo de segmentos correspondendo a uma transação específica, como uma fatura). Estes componentes habilitam os usuários a construir mensagens úteis. 3. Os Estágios de Implementação do EDI em uma Firma De acordo com o estudo da OECD, há quatro estágios pelos quais uma firma passa no processo de implementação do EDI: definição da mensagem (envolvendo consenso na definição da informação a ser transmitida e sua representação), elaboração da mensagem já definida por grupos de atores econômicos que têm relações contínuas de comércio, para esclarecer as maneiras nas quais ela será utilizada (inclundo definição de regras de utilização da mensagem e condições nas quais será enviada, as escolhas opcionais e compulsórias dentro da mensagem e alguns dos códigos), definição do tipo de protocolo de comunicação a ser utilizado (tendo de ser compatível com os sistemas de ambos os parceiros) e implementação do software por parte de cada um dos parceiros. 4. As Dificuldades Relacionadas à Padronização Nesta seção serão expostos três âmbitos na discussão da padronização: o dilema entre a utilização de sistemas proprietários ou abertos, a dificuldade de conciliação de interesses globais e regionais, e a possibilidade e/ou necessidade de padronizar processos organizacionais entre parceiros comerciais em virtude da padronização das mensagens que eles trocam Os Primórdios do Processo de Desenvolvimento dos Sistemas EDI e o Conflito Sistemas Proprietários X Sistemas Abertos No início, o EDI era utilizado entre firmas que adquiriram vantagem competitiva por serem pioneiras, normalmente firmas poderosas no mercado, ou entre firmas de pequenas comunidades de organizações mais ou menos homogêneas, que negociavam com grande intensidade. Nesta fase, os benefícios da utilização do EDI eram altos, e os custos de harmonização dos sistemas de informação eram baixos, porque, ou as transações realizadas eram altamente padronizadas dentro de uma comunidade de negócios, ou porque as firmas poderosas impunham seus padrões (sistemas proprietários). Com o tempo, provou-se que este modelo não é o mais apropriado, já que, se o número de envolvidos na rede aumenta, os benefícios aumentam, mas também os custos de harmonização. Isto representa um ônus para as firmas que lidam com multiplicidade de

4 sistemas proprietários locais, situação que favoreceria a tentativa de se instalar sistemas abertos e mais colaborativos. Neste âmbito, tem-se o primeiro conflito: embora as grandes empresas queiram impôr a seus colaboradores menos poderosos os seus próprios sistemas e padrões, correm o sério e palpável risco de serem ultrapassados pelos referidos sistemas abertos, desenvolvidos por outras companhias ou grupos de empresas. Desta forma, pode-se notar que, como a homogeneidade dos envolvidos vai diminuindo, e a complexidade das relações vai aumentando à medida em que as cadeias vão-se tornando mais volumosas, aumenta a dificuldade de enredar novos atores, o que pode comprometer a viabilidade dos sistemas EDI O Desenvolvimento dos Padrões: Interesses Regionais X Interesses Globais As evidências empíricas mostram o desenvolvimento dos padrões de EDI em um nível cada vez mais universal - do nível setorial ao nacional e ao global. Assim, seu desenvolvimento envolve a padronização da troca de informação de três tipos: protocolos de troca de dados, para permitir a comunicação entre máquinas e redes, desenvolvimento de mensagens, no sentido da concordância entre a informação requerida para uma transação, e harmonização dos dados, para reduzir a ambigüidade sobre a informação trocada. Progressos consideráveis têm sido realizados com relação aos protocolos de troca de dados, através dos esforços de ofertantes de tecnologia e da existência de padrões públicos e industriais. Embora possa haver problemas técnicos, soluções técnicas mais ou menos universais estão disponíveis, já que há softwares no mercado para lidar com a comunicação envolvendo diferentes protocolos e sistemas de rede. Agora, a responsabilidade pelo desenvolvimento das mensagens voltou-se para o nível global, com o papel crescente do processo UN/EDIFACT para desenvolvimento de padrões EDI. O EDIFACT tem sido bem sucedido em desenvolver a sintaxe EDI, resultando-se de fato em um padrão global de uso. Contudo, o problema reside em desenvolver padrões de mensagem globais. Isto porque os padrões EDI globais têm a intenção de construir mensagens não ambíguas, mas não de definir a composição exata de todas as mensagens possíveis! Este problema pode ser analisado por dois aspectos: primeiramente, é difícil a conciliação de diferentes interesses, nacionais e setoriais, no desenvolvimento de padrões de mensagens globais. Além disso, em alguns casos, os padrões globais oferecem tantas alternativas que faz-se necessária a aplicação de sub-padrões, onde as comunidades locais de comércio adaptassem os padrões de mensagem a seus propósitos particulares, o que descaracteriza o caráter global do padrão. O segundo aspecto, trata da dificuldade na padronização de práticas de negócio e organizacionais: o EDIFACT foi pressionado e limitado pela dificuldade de reconciliar os requerimentos conflitantes e específicos de diferentes práticas de negócios de diferentes indústrias, e de práticas organizacionais de diferentes firmas. A discussão deste aspecto será mais aprofundada na próxima seção O Desenvolvimento dos Padrões: A Padronização dos Processos Organizacionais

5 O desenvolvimento do EDI requer um processo de padronização, como já foi discutido anteriormente. Contudo, segundo Brousseau, esta padronização não consiste apenas na padronização das mensagens e dos protocolos de comunicação do EDI. Uma padronização organizacional é também necessária, já que as mensagens EDI referem-se a procedimentos de coordenação específicos. Mas, em sua visão, um estudo detalhado da implementação do EDI entre companhias fornece outro panorama das economias desta tecnologia e de sua padronização, já que as mensagens EDI estão fortemente relacionadas a práticas de negócios específicas, porque incorporam estas práticas. Além disso, mais do que sendo implementado apenas para automatizar processos de coordenação já existentes, o EDI é principalmente usado para modificá-los. Desta forma, o racional do EDI não é mais percebido como a simples automação de trocas de informação, mas como o uso de técnicas de comunicação adequadas a práticas, especialmente novas, de negócios. Tendo em vista este panorama, além da questão da padronização da comunicação, um problema de padronização organizacional aparece, em virtude de dois fatores: 1)a natureza das mensagens que são trocadas entre as companhias refere-se a procedimentos de coordenação específicos. Como conseqüência, a padronização das mensagens trocadas pede a padronização de processos de coordenação entre as firmas. 2)a natureza de certas categorias de relações inter-firmas requer habilidades que induzem certos tipos de configurações organizacionais internas. O racional da padronização do EDI tem, então, de ser avaliado levando em conta as conseqüências e as restrições deste fenômeno induzido de padronização de processos de coordenação inter-firmas Neste âmbito, os padrões EDI universais não permitem, de fato, comunicação universal; apenas habilitam os usuários a criarem mensagens operacionais. Isto porque as mensagens EDI estão ligadas a práticas de negócios; ou seja, são projetadas pelos usuários para trocar a informação que é requerida por seus processos de coordenação. Isto limita a comunicação e o uso dos padrões universais, já que as mensagens operacionais do EDI tornam-se, desta forma, muito específicas à indústria ou à comunidade de negócios. Isto leva à interpretação de que a extensão das técnicas EDI pressiona a padronização dos processos de coordenação utilizados pelos agentes, em virtude de dois fatores: em primeiro lugar, a existência de mensagens operacionais favorece a emergência de interfaces interorganizacionais padronizadas. Como as mensagens EDI são fortemente correlacionadas com arranjos inter-organizacionais específicos, as firmas que já usam EDI com alguns parceiros comerciais vão tentar duplicar suas transações feitas via EDI com seus outros parceiros. Isto as levará a reproduzir sempre que possível os mesmos tipos de arranjos organizacionais que já estão atingidos pela nova tecnologia, porque isto possibilita que eles diluam os custos de implementação e desenvolvimento do EDI através de um amplo conjunto de transações inter-firma, e, adaptando as características dos arranjos de coordenação da transação marginal às mensagens operacionais já existentes, as firmas evitam gastar com o desenvolvimento de novas mensagens e novas adaptações de sistemas operacionais. Em segundo lugar, a usabilidade de técnicas EDI está fortemente correlacionada ao uso de processos de coordenação específicos. De fato, o EDI contribui para diminuir custos e melhoria de eficiência quando é implementado em conjunto com mudanças substanciais em processos de coordenação. Ou seja, o grande potencial do EDI é quando habilita parceiros

6 comerciais a implementarem arranjos de coordenação intensivos em informação que são globalmente mais eficientes que técnicas de coordenação que economizam informação, usados ex-ante (por causa da restrição na habilidade em comunicar e processar a informação). Assim, o uso do EDI é fortemente relacionado a um processo de UNIFORMIZAÇÃO DE ARRANJOS DE COORDENAÇÃO, e isto se dá por três razões: Primeiramente, se as firmas querem implementar mais JIT, processos de coordenação mais flexíveis ou mais estimulantes com seus parceiros, é porque estes processos se ajustam melhor às exigências com relação à eficiência e custos inerentes a suas indústrias. Elas são, então, encorajadas a usar o mesmo tipo de arranjos de coordenação com a maioria dos seus parceiros. Segundo, as firmas estão interessadas em diluir os custos de implementação e desenvolvimento de novas técnicas de coordenação (e novas técnicas de comunicação associadas) sobre muitas transações (mesmo que elas tenham sido previamente executadas através de vários arranjos). Certamente estes novos processos de coordenação (especialmente JIT) necessitam de mudanças substanciais dentro das firmas. As mudanças organizacionais requeridas, redesign de processos produtivos, treinamento, novos equipamentos, etc., geram custos que os fornecedores e compradores querem diluir no mais amplo conjunto de transações possível. Por fim, para fazer transações externas, uniformizar o lado da compra e da venda simplifica o gerenciamento de relações externas Contudo, esta padronização, na opinião de Brousseau, nem sempre é possível ou desejável, e ele enumera, para isto, suas razões: há processos de coordenação que requerem o uso de técnicas de comunicação informais (por exemplo, humano-intensivas e baseadas em interações face-a-face), porque, ex ante, é muito complexo (por exemplo, muito demorado, muito caro ou simplesmente impossível) prever todos os requerimentos futuros de troca de informação. Como as técnicas EDI e processos de coordenação eficientes a elas relacionados podem ser implementados apenas quando a maior parte das operações no futuro próximo podem ser planejadas ex ante, estas técnicas nem sempre podem ser implementadas os procedimentos de coordenação que requerem fortemente o uso de EDI implementam um tipo especial de flexibilidade: a flexibilidade programada. Este tipo de flexibilidade é mal adaptada nas indústrias onde um alto nível de incerteza tem de ser superado, ou em indústrias onde o cumprimento das economias potenciais de escala e externalidades tecnológicas requerem o uso de regras de coordenação relativamente rígidas (por exemplo, baseadas em planejamento de longo prazo). Pode ser perigoso forçar uma generalização do uso do EDI e JIT ou soluções de coordenação flexíveis e de incentivos relacionados. Pode-se pensar que este perigo é só potencial, já que o EDI e suas técnicas de coordenação relacionadas serão implementadas apenas quando forem eficientes. Contudo, por causa de efeitos políticos ou de mercado, algumas firmas podem se ver forçadas a usar técnicas de coordenação que não satisfaçam suas necessidades, o que leva a um ponto sub-ótimo de um ponto de vista coletivo. Isto levaria à adoção de técnicas de coordenação mal-adaptadas que podem gerar disfunções, ou simplesmente fontes de transferência de ineficiência de uma firma para outra. Assim, embora o EDI e técnicas de coordenação associadas possam

7 ser difundidas através da indústria, isto não significa que este movimento sempre resulte em melhoramentos na eficiência. Em um mundo de incerteza radical, há um enorme risco potencial em dar respostas organizacionais uniformes a problemas de coordenação. Em um mundo assim, as firmas não podem basear seus processos de otimização intertemporais em expectativas racionais. As escolhas devem ser feitas passo a passo, de acordo com restrições de recursos (humanos, físicos, financeiros) que foram herdados do passado. As estratégias devem ser adaptativas, através das quais as firmas tentam otimizar a valorização de seus recursos presentes, evitando utilizá-los de uma forma que limite demais seu comportamento futuro. A tradução para termos organizacionais é que firmas não devem implementar arranjos organizacionais que restrinjam seu potencial futuro para adaptar-se a contingências. Já que os processos de coordenação, em sua maioria, não são completamente flexíveis (estão baseados em capacitação manufatureira, know how da firma, capital humano, etc., e, assim, difíceis e demorados para transformar), manter um nível mínimo de flexibilidade ao nível da firma e da indústria induz a manutenção da diversidade nos processos de coordenação. Consequentemente, há muitas razões para manter tipos de processos de coordenação além daqueles baseados em JIT, flexíveis e de incentivo que são associados ao EDI. Eles têm suas limitações, mas também possibilitam assegurar a coordenação, limitar incerteza endógena, desenvolver a confiança, etc. o baixo nível de flexibilidade dinâmica também torna a uniformização dos processos de coordenação não ideal. Como a implementação do EDI e técnicas de coordenação combinadas entre parceiros requer um nível de investimento específico, e a concordância no uso de práticas de negócio comuns, fica difícil mudar para outros parceiros. Além disso, o EDI tende a tornar rígidas as respostas organizacionais. A remoção da mediação humana na coordenação inter-organizacional requer uma concordância ex-ante sobre o conteúdo das mensagens que serão trocadas. Já que uma dada mensagem EDI atende aos requerimentos da troca de informações de um tipo de arranjo interorganizacional, é provável que não atenda aos requerimentos de informação de novos arranjos. Como conseqüência, estes novos arranjos irão requerer o desenvolvimento de novas mensagens. Isto fará as mudanças organizacionais mais difíceis, porque por um lado, o EDI aumenta a eficiência do arranjo existente e, por outro, adiciona custos de transformação. Desta forma, pode-se concluir que, de fato, o EDI e técnicas de coordenação relacionadas implementam flexibilidade, mas de um tipo muito particular: a flexibilidade pré programada. Esta flexibilidade estática é bem diferente da flexibilidade dinâmica. Estes fatores trazem à tona um grande paradoxo relacionado ao uso do EDI: as características de seus protocolos universais e sua lógica induzem à uniformização de processos organizacionais, mas esta uniformização traz problemas e, muitas vezes, pode não ser nem factível, nem conveniente. 5. Conclusões

8 Este trabalho teve como objeto de estudo uma das mais discutidas dentre as novas tecnologias de informação: o EDI. Seu objetivo foi mostrar que, embora seus beneficios potenciais sejam muitos, há problemas relacionados a sua implantação e operação. A introdução do EDI provoca muitos bons impactos na empresa que o adota; contudo, fica claro que os custos envolvidos na implementação da tecnologia vão além dos gastos na aquisição de equipamentos, e que o fator humano, no que concerne a treinamento e formação mais qualificada, é decisivo para o sucesso do processo. Além disto, uma cuidadosa reformulação organizacional prévia se faz necessária, já que, simplesmente automatizar velhos processos não é o objetivo principal do EDI, e sim intensificar a troca de informações de uma maneira mais eficiente. Em segunda instância, um problema maior e ainda não totalmente solucionado vem à tona: a padronização. Sua discussão tem duas faces: em primeiro lugar, a necessidade de um formato padrão pré-acordado para a troca de mensagens é premente, sendo que o importante, na verdade, é que este formato, mais do que definir as mensagens, permita que não haja ambigüidades na interpretação de seu conteúdo. Em segundo lugar, existe a necessidade de padronização de processos organizacionais entre as firmas que negociam via EDI, uma questão complexa e ainda não totalmente elucidada, já que, em primeira análise, vislumbra-se a necessidade da padronização dos referidos processos para o sucesso das trocas, mas, em uma observação mais aprofundada, verifica-se que este processo tem seus inconvenientes, e que ainda não se tem uma solução mais adequada para este conflito. Desta forma, embora já em grande processo de difusão, o EDI ainda levanta questões de grande importância e ainda não esclarecidas em sua totalidade. 6. Bibliografia ALPAR, P., HASENKAMP, U. Communication Cost Economics: A Framework and its Application to Electronic Commerce in the European Union. In PALVIA, P., PALVIA, S., ROCHE, E. GLOBAL INFORMATION TECHNOLOGY AND SYSTEMS MANAGEMENT. Nashua, Ivy League Publishing, 1996 BROUSSEAU, E. EDI and Inter-Firm Relationships: Toward a Standardization of Coordination Processes? Information Economics and Policy, v.6, p , 1994 GÓES, A. P., A Introdução do Electronic Data Interchange na Companhia Siderúrgica Nacional. Anais do XVI ENEGEP. Piracicaba, outubro, 1996 KÜHN PEDERSEN, M. Explaining the Diffusion of EDI: Enter EDI - Exit the Technical Determination Thesis of Interorganizational IT Networks. In: SOCIAL SCIENCES - THE SOCIAL SHAPING OF INTERORGANIZATIONAL IT SYSTEMS AND ELECTRONIC DATA INTERCHANGE. Proceedings of The PICT/COST A4 International Research Workshop. Edinburg, apr 1993 OECD: The Economic Dimension of EDI, 1996

9 WILLIAMS, R., GRAHAM, I., SPINARDI, G. The Social Shaping of Electronic Data Interchange. In: SOCIAL SCIENCES - THE SOCIAL SHAPING OF INTERORGANIZATIONAL IT SYSTEMS AND ELECTRONIC DATA INTERCHANGE. Proceedings of The PICT/COST A4 International Research Workshop. Edinburg, apr 1995

IV. Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI)

IV. Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI) IV. Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI) 1. Funcionamento do EDI 2. EDI tradicional X WEB EDI 3. EDI Tradicional 4. WEB EDI Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI) EDI: Electronic Data Interchange Troca

Leia mais

EDI Definição, funcionamento Benefícios Categorias de EDI Pontos chaves (EDI/ XML) XML (Extensible Markup Language) HTML e XML

EDI Definição, funcionamento Benefícios Categorias de EDI Pontos chaves (EDI/ XML) XML (Extensible Markup Language) HTML e XML Tecnologia da Administração O que veremos? EDI Definição, funcionamento Benefícios Categorias de EDI Pontos chaves (EDI/ XML) XML (Extensible Markup Language) HTML e XML Sintaxe Edifact (ONU) EDI For Administration

Leia mais

Evolução dos Sistemas de Informação nas Organizações

Evolução dos Sistemas de Informação nas Organizações Evolução dos Sistemas de Informação nas Organizações Cristiane Mello 1, Maria F. Marinho 1, Antônio Luiz S. Cardoso 1,2 1 Escola de Administração Universidade Federal da Bahia (UFBA) 41.100-903 Salvador

Leia mais

SISTEMAS DE AUTOMAÇÃO

SISTEMAS DE AUTOMAÇÃO PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br SISTEMAS DE AUTOMAÇÃO Rosenclever Lopes Gazoni Data MACROPROCESSO [1] AUTOMAÇÃO DE ESCRITÓRIO/COMERCIAL: Correio eletrônico; vídeo texto; vídeo conferência; teleconferência;

Leia mais

Administração de Sistemas de Informação Gerenciais

Administração de Sistemas de Informação Gerenciais Administração de Sistemas de Informação Gerenciais UNIDADE VI: Como desenvolver Sistemas de Informação e Gerenciar Projetos. Novos sistemas de informação são construídos como soluções para os problemas

Leia mais

A evolução da tecnologia da informação nos últimos 45 anos

A evolução da tecnologia da informação nos últimos 45 anos A evolução da tecnologia da informação nos últimos 45 anos Denis Alcides Rezende Do processamento de dados a TI Na década de 1960, o tema tecnológico que rondava as organizações era o processamento de

Leia mais

Crescendo e Inovando com um Parceiro Confiável de Suporte

Crescendo e Inovando com um Parceiro Confiável de Suporte IBM Global Technology Services Manutenção e suporte técnico Crescendo e Inovando com um Parceiro Confiável de Suporte Uma abordagem inovadora em suporte técnico 2 Crescendo e Inovando com um Parceiro Confiável

Leia mais

Introdução. Página 1 de 9. Trabalho sobre EXTRANET. Universidade de São Paulo Escola Politécnica. Luciano Chede Abad 14/09/2002

Introdução. Página 1 de 9. Trabalho sobre EXTRANET. Universidade de São Paulo Escola Politécnica. Luciano Chede Abad 14/09/2002 Introdução E-business é a nova onda nas empresas. A Internet não permite apenas que as empresas façam negócios de maneiras novas, ela praticamente as obriga a fazer isso, por questões de sobrevivência.

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO DA INFORMÁTICA

ADMINISTRAÇÃO DA INFORMÁTICA ADMINISTRAÇÃO DA INFORMÁTICA A informação sempre esteve presente em todas as organizações; porém, com a evolução dos negócios, seu volume e valor aumentaram muito, exigindo uma solução para seu tratamento,

Leia mais

E-Business global e colaboração

E-Business global e colaboração E-Business global e colaboração slide 1 2011 Pearson Prentice Hall. Todos os direitos reservados. 2.1 Copyright 2011 Pearson Education, Inc. publishing as Prentice Hall Objetivos de estudo Quais as principais

Leia mais

LOGÍSTICA GLOBAL. Sistemas de Logística EDI, MRP e ERP.

LOGÍSTICA GLOBAL. Sistemas de Logística EDI, MRP e ERP. LOGÍSTICA GLOBAL Sistemas de Logística EDI, MRP e ERP. EDI Intercâmbio Eletrônico de Dados Introdução O atual cenário econômico é marcado por: a) intensa competitividade, b) pela necessidade de rápida

Leia mais

Tecnologias e Sistemas de Informação

Tecnologias e Sistemas de Informação Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Administração Tecnologia e Sistemas de Informação - 02 Prof. Jorge Cavalcanti jorge.cavalcanti@univasf.edu.br www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti

Leia mais

IBM Software IBM Business Process Manager Simples e Poderoso

IBM Software IBM Business Process Manager Simples e Poderoso IBM Software IBM Business Process Manager Simples e Poderoso Uma única plataforma BPM que oferece total visibilidade e gerenciamento de seus processos de negócios 2 IBM Business Process Manager Simples

Leia mais

SISTEMA DE GESTÃO DE PESSOAS SEBRAE/TO UNIDADE: GESTÃO ESTRATÉGICA PROCESSO: TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

SISTEMA DE GESTÃO DE PESSOAS SEBRAE/TO UNIDADE: GESTÃO ESTRATÉGICA PROCESSO: TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO SISTEMA DE GESTÃO DE PESSOAS SEBRAE/TO UNIDADE: GESTÃO ESTRATÉGICA PROCESSO: TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Competências Analista 1. Administração de recursos de infra-estrutura de tecnologia da informação 2.

Leia mais

INFRAESTRUTURA PARA INOVAÇÃO BPM e SOA

INFRAESTRUTURA PARA INOVAÇÃO BPM e SOA INFRAESTRUTURA PARA INOVAÇÃO BPM e SOA Palestrante: Eduardo José Ribeiro de Castro, MSc. eduardo@quaddract.com.br 25/08/2009 1 Objetivo Geral APL Brasília Capital Digital Desenvolver entre as empresas

Leia mais

EMC Consulting. Estratégia visionária, resultados práticos. Quando a informação se reúne, seu mundo avança.

EMC Consulting. Estratégia visionária, resultados práticos. Quando a informação se reúne, seu mundo avança. EMC Consulting Estratégia visionária, resultados práticos Quando a informação se reúne, seu mundo avança. Alinhando TI aos objetivos de negócios. As decisões de TI de hoje devem basear-se em critérios

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA Capítulo 2 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA 2.1 2003 by Prentice Hall OBJETIVOS Quais são as principais aplicações de sistemas na empresa? Que papel eles desempenham? Como os sistemas de informação apóiam

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA 1 OBJETIVOS 1. Quais são as principais aplicações de sistemas na empresa? Que papel eles desempenham? 2. Como os sistemas de informação apóiam as principais funções empresariais:

Leia mais

ITIL (INFORMATION TECHNOLOGY INFRASTRUCTURE LIBRARY)

ITIL (INFORMATION TECHNOLOGY INFRASTRUCTURE LIBRARY) Universidade Federal de Santa Catarina Departamento de Informática e Estatística INE Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Projetos I Professor: Renato Cislaghi Aluno: Fausto Vetter Orientadora: Maria

Leia mais

GESTÃO DE TI NAS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS

GESTÃO DE TI NAS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS GESTÃO DE TI NAS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS WALLACE BORGES CRISTO 1 JOÃO CARLOS PEIXOTO FERREIRA 2 João Paulo Coelho Furtado 3 RESUMO A Tecnologia da Informação (TI) está presente em todas as áreas de

Leia mais

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EXERCÍCIOS DO LIVRO SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS ALUNO ADRIANO RAMPINELLI FERNANDES

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EXERCÍCIOS DO LIVRO SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS ALUNO ADRIANO RAMPINELLI FERNANDES FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EXERCÍCIOS DO LIVRO SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS ALUNO ADRIANO RAMPINELLI FERNANDES Capítulo 1 - Página 28 - Questões de revisão 1.2 O que é exatamente um sistema

Leia mais

ERP. Enterprise Resource Planning. Planejamento de recursos empresariais

ERP. Enterprise Resource Planning. Planejamento de recursos empresariais ERP Enterprise Resource Planning Planejamento de recursos empresariais O que é ERP Os ERPs em termos gerais, são uma plataforma de software desenvolvida para integrar os diversos departamentos de uma empresa,

Leia mais

2.3. ORGANIZAÇÕES E GESTÃO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

2.3. ORGANIZAÇÕES E GESTÃO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 2.3. ORGANIZAÇÕES E GESTÃO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO As Empresas e os Sistemas Problemas locais - impacto no sistema total. Empresas como subsistemas de um sistema maior. Uma empresa excede a soma de

Leia mais

I D C A N A L Y S T C O N N E C T I O N

I D C A N A L Y S T C O N N E C T I O N I D C A N A L Y S T C O N N E C T I O N Dan Vesset Vice-presidente de Programa, Business Analytics P r át i cas recomendadas para uma estr a t ég i a d e B u s i n e s s I n teligence e An a l yt i c s

Leia mais

PROJETO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL. Diretrizes e Estratégias para Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil

PROJETO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL. Diretrizes e Estratégias para Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil PROJETO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL Diretrizes e Estratégias para Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil Projeto 914 BRA5065 - PRODOC-MTC/UNESCO DOCUMENTO TÉCNICO Nº 01 ASPECTOS DE MUDANÇA CULTURAL

Leia mais

Qualidade de Software

Qualidade de Software Rafael D. Ribeiro, M.Sc. rafaeldiasribeiro@gmail.com http://www.rafaeldiasribeiro.com.br A expressão ISO 9000 (International Organization for Standardization) designa um grupo de normas técnicas que estabelecem

Leia mais

Terceirização de Serviços de TI

Terceirização de Serviços de TI Terceirização de Serviços de TI A visão do Cliente PACS Quality Informática Ltda. 1 Agenda Terceirização: Perspectivas históricas A Terceirização como ferramenta estratégica Terceirização: O caso específico

Leia mais

Prof. Cláudio Conceitos e-commerce PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Prof. Cláudio Conceitos e-commerce PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Prof. Cláudio Conceitos e-commerce PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Intranet e Extranet Rede privada baseada na mesma tecnologia utilizada na internet, sendo sua única diferença o objetivo por trás

Leia mais

Engª de Produção Prof.: Jesiel Brito. Sistemas Integrados de Produção ERP. Enterprise Resources Planning

Engª de Produção Prof.: Jesiel Brito. Sistemas Integrados de Produção ERP. Enterprise Resources Planning ERP Enterprise Resources Planning A Era da Informação - TI GRI Information Resource Management -Informação Modo organizado do conhecimento para ser usado na gestão das empresas. - Sistemas de informação

Leia mais

Atividade Capitulo 6 - GABARITO

Atividade Capitulo 6 - GABARITO Atividade Capitulo 6 - GABARITO 1. A Internet é uma força motriz subjacente aos progressos em telecomunicações, redes e outras tecnologias da informação. Você concorda ou discorda? Por quê? Por todos os

Leia mais

Capítulo 2 E-Business global e colaboração

Capítulo 2 E-Business global e colaboração Objetivos de estudo Capítulo 2 E-Business global e colaboração Quais as principais características de um negócio que são relevantes para a compreensão do papel dos sistemas de informação? Como os sistemas

Leia mais

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO. Adriana Beal, Eng. MBA Maio de 2001

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO. Adriana Beal, Eng. MBA Maio de 2001 INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, Eng. MBA Maio de 2001 Apresentação Existe um consenso entre especialistas das mais diversas áreas de que as organizações bem-sucedidas no século XXI serão

Leia mais

MERCADO BRASILEIRO DE SOFTWARE PANORAMA E TENDÊNCIAS

MERCADO BRASILEIRO DE SOFTWARE PANORAMA E TENDÊNCIAS MERCADO BRASILEIRO DE SOFTWARE PANORAMA E TENDÊNCIAS 2009 Introdução Resumo Executivo Apesar das turbulências que marcaram o ano de 2008, com grandes variações nos indicadores econômicos internacionais,

Leia mais

A estrutura do gerenciamento de projetos

A estrutura do gerenciamento de projetos A estrutura do gerenciamento de projetos Introdução O Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK ) é uma norma reconhecida para a profissão de gerenciamento de projetos. Um padrão é

Leia mais

Integração de Dados Plataforma Hub Magento E-Commerce

Integração de Dados Plataforma Hub Magento E-Commerce Integração de Dados Plataforma Hub Magento E-Commerce Facilitando Negócios Conectando softwares com Magento Plataforma de E-Commerce Integração de Dados Plataforma Hub Magento E-Commerce Este documento

Leia mais

Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS. Prof. Roberto Marcello

Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS. Prof. Roberto Marcello Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Prof. Roberto Marcello SI Sistemas de gestão A Gestão dos Sistemas Integrados é uma forma organizada e sistemática de buscar a melhoria de resultados.

Leia mais

Estratégias em Tecnologia da Informação. Planejamento Estratégico Planejamento de TI

Estratégias em Tecnologia da Informação. Planejamento Estratégico Planejamento de TI Estratégias em Tecnologia da Informação Capítulo 7 Planejamento Estratégico Planejamento de TI Material de apoio 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina e não substitui a

Leia mais

GESTÃO DE T.I. COBIT. José Luís Padovan jlpadovan@gmail.com

GESTÃO DE T.I. COBIT. José Luís Padovan jlpadovan@gmail.com GESTÃO DE T.I. COBIT José Luís Padovan jlpadovan@gmail.com COBIT Control Objectives for Information and Related Technology Copyright 1996, 1998, 2000 Information Systems Audit and Control Foundation. Information

Leia mais

monitoramento unificado

monitoramento unificado DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA monitoramento unificado uma perspectiva de negócios agility made possible sumário resumo executivo 3 Introdução 3 Seção 1: ambientes de computação emergentes atuais 4 Seção 2: desafios

Leia mais

Sistema IBM PureApplication

Sistema IBM PureApplication Sistema IBM PureApplication Sistema IBM PureApplication Sistemas de plataforma de aplicativos com conhecimento integrado 2 Sistema IBM PureApplication A TI está vindo para o centro estratégico dos negócios

Leia mais

Engenharia de Software Introdução. Ricardo Argenton Ramos UNIVASF Engenharia de Software I - Aula 1

Engenharia de Software Introdução. Ricardo Argenton Ramos UNIVASF Engenharia de Software I - Aula 1 Engenharia de Software Introdução Ricardo Argenton Ramos UNIVASF Engenharia de Software I - Aula 1 Tópicos Apresentação da Disciplina A importância do Software Software Aplicações de Software Paradigmas

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA 2 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA OBJETIVOS Quais são as principais aplicações de sistemas na empresa? Que papel eles desempenham? Como os sistemas de informação apóiam as principais funções empresariais:

Leia mais

Eficiência na manutenção de dados mestres referentes a clientes, fornecedores, materiais e preços

Eficiência na manutenção de dados mestres referentes a clientes, fornecedores, materiais e preços da solução SAP SAP ERP SAP Data Maintenance for ERP by Vistex Objetivos Eficiência na manutenção de dados mestres referentes a clientes, fornecedores, materiais e preços Entregar a manutenção de dados

Leia mais

Faça mais, com menos: Como crescer em um mercado de trabalho desafiador

Faça mais, com menos: Como crescer em um mercado de trabalho desafiador Faça mais, com menos: Como crescer em um mercado de trabalho desafiador Investir em pessoal com um programa de gestão de desempenho permite que uma operação de abastecimento não só sobreviva, mas cresça

Leia mais

Gestão do Conteúdo. 1. Introdução

Gestão do Conteúdo. 1. Introdução Gestão do Conteúdo 1. Introdução Ser capaz de fornecer informações a qualquer momento, lugar ou através de qualquer método e ser capaz de fazê-lo de uma forma econômica e rápida está se tornando uma exigência

Leia mais

SISTEMATIZAÇÃO PARA A IMPLANTA- ÇÃO INTEGRADA DE SISTEMAS DE PLANEJAMENTO FINO DA PRODUÇÃO

SISTEMATIZAÇÃO PARA A IMPLANTA- ÇÃO INTEGRADA DE SISTEMAS DE PLANEJAMENTO FINO DA PRODUÇÃO SISTEMATIZAÇÃO PARA A IMPLANTA- ÇÃO INTEGRADA DE SISTEMAS DE PLANEJAMENTO FINO DA PRODUÇÃO Eng. Fábio Favaretto, MSC Dep. de Eng. Mecânica da Escola de Eng. de São Carlos - USP Av. Dr. Carlos Botelho,

Leia mais

Módulo 6. Todos os direitos de cópia reservados. Não é permitida a distribuição física ou eletrônica deste material sem a permissão expressa do autor.

Módulo 6. Todos os direitos de cópia reservados. Não é permitida a distribuição física ou eletrônica deste material sem a permissão expressa do autor. Módulo 6 Módulo 6 Desenvolvimento do projeto com foco no negócio BPM, Análise e desenvolvimento, Benefícios, Detalhamento da metodologia de modelagem do fluxo de trabalho EPMA. Todos os direitos de cópia

Leia mais

ITIL. Information Technology Infrastructure Library

ITIL. Information Technology Infrastructure Library Information Technology Infrastructure Library 34929 - Daniel Aquere de Oliveira 34771 - Daniel Tornieri 34490 - Edson Gonçalves Rodrigues 34831 - Fernando Túlio 34908 - Luiz Gustavo de Mendonça Janjacomo

Leia mais

AUTOMAÇÃO SUPERVISÃO E CONTROLE E A APLICAÇÃO DA ARQUITETURA ORIENTADA A SERVIÇOS SOA.

AUTOMAÇÃO SUPERVISÃO E CONTROLE E A APLICAÇÃO DA ARQUITETURA ORIENTADA A SERVIÇOS SOA. AUTOMAÇÃO SUPERVISÃO E CONTROLE E A APLICAÇÃO DA ARQUITETURA ORIENTADA A SERVIÇOS SOA. Uma significativa parcela dos sistemas de automação de grandes empresas são legados de tecnologias de gerações anteriores,

Leia mais

Com a Informatica, a Vale potencializa as relações de parceria

Com a Informatica, a Vale potencializa as relações de parceria Caso de Sucesso Com a Informatica, a Vale potencializa as relações de parceria As inovações na forma como integramos e gerenciamos a relação com parceiros estão ajudando a reduzir o custo dos relacionamentos

Leia mais

APL como Estratégia de Desenvolvimento

APL como Estratégia de Desenvolvimento APL como Estratégia de Desenvolvimento Marco Crocco Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional 3a Conferência Brasileira de Arranjos Produtivos Locais 1 A Difusão da Perspectiva de APL Um balanço

Leia mais

Sistemas de Informações Gerenciais

Sistemas de Informações Gerenciais Sistemas de Informações Gerenciais Aula 4 Sistema de Informação SI baseado em computadores Organização, administração e estratégia Professora: Cintia Caetano INTRODUÇÃO Sistemas de Informação são parte

Leia mais

Tecnologia melhora o ABC

Tecnologia melhora o ABC Tecnologia melhora o ABC As inovações da informática estão contribuindo para tornar realidade a determinação de custos com base em atividade Por Mary Lee Geishecker FINANÇAS 18 Mais do que nunca, trabalhar

Leia mais

Uma visão abrangente dos negócios. Solução para superar barreiras e otimizar recursos na sua empresa

Uma visão abrangente dos negócios. Solução para superar barreiras e otimizar recursos na sua empresa Uma visão abrangente dos negócios Solução para superar barreiras e otimizar recursos na sua empresa Negócios sem barreiras O fenômeno da globalização tornou o mercado mais interconectado e rico em oportunidades.

Leia mais

Gestão da Tecnologia da Informação

Gestão da Tecnologia da Informação TLCne-051027-P0 Gestão da Tecnologia da Informação Disciplina: Governança de TI São Paulo, Outubro de 2012 0 Sumário TLCne-051027-P1 Conteúdo desta Aula Abordar o domínio Adquirir e Implementar e todos

Leia mais

Módulo 4. Visão geral dos controles do COBIT aplicáveis para implantação da Sarbanes, o papel de TI, a importância dos softwares e exercícios

Módulo 4. Visão geral dos controles do COBIT aplicáveis para implantação da Sarbanes, o papel de TI, a importância dos softwares e exercícios Módulo 4 Visão geral dos controles do COBIT aplicáveis para implantação da Sarbanes, o papel de TI, a importância dos softwares e exercícios Estruturas e Metodologias de controle adotadas na Sarbanes COBIT

Leia mais

Material de Apoio. Sistema de Informação Gerencial (SIG)

Material de Apoio. Sistema de Informação Gerencial (SIG) Sistema de Informação Gerencial (SIG) Material de Apoio Os Sistemas de Informação Gerencial (SIG) são sistemas ou processos que fornecem as informações necessárias para gerenciar com eficácia as organizações.

Leia mais

A medição do desempenho na cadeia de suprimentos JIT e compras

A medição do desempenho na cadeia de suprimentos JIT e compras A medição do desempenho na cadeia de suprimentos JIT e compras Medição do desempenho na cadeia de suprimentos Medição do desempenho Sob a perspectiva da gestão da produção, o desempenho pode ser definido

Leia mais

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Curso Tecnológico de Redes de Computadores 5º período Disciplina: Tecnologia WEB Professor: José Maurício S. Pinheiro

Leia mais

Ferramenta Colaborativa para Groupware

Ferramenta Colaborativa para Groupware Ferramenta Colaborativa para Groupware Rodolpho Brock UFSC Universidade Federal de Santa Catarina INE Deparrtamento de Informática e Estatística Curso de Graduação em Sistema de Informação rbrock@inf.ufsc.br

Leia mais

1. Introdução: 2. Desafios da automação no Brasil

1. Introdução: 2. Desafios da automação no Brasil A automação no processo produtivo: desafios e perspectivas Bruciapaglia, A. H., Farines, J.-M.; e Cury, J. E. R. Departamento de Automação e Sistemas Universidade Federal de Santa Catarina 1. Introdução:

Leia mais

COBIT (CONTROL OBJECTIVES FOR INFORMATION AND RELATED TECHNOLOGY)

COBIT (CONTROL OBJECTIVES FOR INFORMATION AND RELATED TECHNOLOGY) Universidade Federal de Santa Catarina Departamento de Informática e Estatística INE Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Projetos I Professor: Renato Cislaghi Aluno: Fausto Vetter Orientadora: Maria

Leia mais

COMO UM CSC PODE ALAVANCAR FUSÕES E AQUISIÇÕES. Vanessa Saavedra, Manuela Dantas, Maurício Cavalieri e Rafael Pinheiro

COMO UM CSC PODE ALAVANCAR FUSÕES E AQUISIÇÕES. Vanessa Saavedra, Manuela Dantas, Maurício Cavalieri e Rafael Pinheiro COMO UM CSC PODE ALAVANCAR FUSÕES E AQUISIÇÕES Vanessa Saavedra, Manuela Dantas, Maurício Cavalieri e Rafael Pinheiro Fusão e aquisição (F&A) são termos, por vezes, tratados como sinônimos. Entretanto,

Leia mais

E-business: Como as Empresas Usam os Sistemas de Informação

E-business: Como as Empresas Usam os Sistemas de Informação Capítulo 2 E-business: Como as Empresas Usam os Sistemas de Informação 2.1 2007 by Prentice Hall OBJETIVOS DE ESTUDO Identificar e descrever as principais características das empresas que são importantes

Leia mais

Evolução dos sistemas ERP nas empresas

Evolução dos sistemas ERP nas empresas Evolução dos sistemas ERP nas empresas Aloísio André dos Santos (ITA) aloisio@mec.ita.br João Murta Alves (ITA) murta@mec.ita.br Resumo Os sistemas ERP são considerados uma evolução dos sistemas de administração

Leia mais

CONHECENDO E CONCEITUANDO SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

CONHECENDO E CONCEITUANDO SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CONHECENDO E CONCEITUANDO SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Franco Vieira Sampaio 1 Atualmente a informática está cada vez mais inserida no dia a dia das empresas, porém, no início armazenavam-se os dados em folhas,

Leia mais

BUSINESS PROCESS MAGANENT (BPMS): PADRONIZAÇÃO DE PROCESSOS CORPORATIVOS.

BUSINESS PROCESS MAGANENT (BPMS): PADRONIZAÇÃO DE PROCESSOS CORPORATIVOS. BUSINESS PROCESS MAGANENT (BPMS): PADRONIZAÇÃO DE PROCESSOS CORPORATIVOS. CASTRO, Gabriela Jorge; REIS, Luciana de Cássia; GIROTTO, Márcia; MARTINS, Murilo Mello; TAMAE,Rodrigo Yoshio RESUMO O artigo analisa

Leia mais

Mudanças Organizacionais Decorrentes de Sistemas ERP

Mudanças Organizacionais Decorrentes de Sistemas ERP Mudanças Organizacionais Decorrentes de Sistemas ERP Nessa seção, serão discutidas as mudanças organizacionais que a implantação de sistemas ERP pode provocar em uma organização. Para tanto, são discutidos

Leia mais

USE O PODER DA NUVEM. VEJA COMO A NUVEM PODE TRANSFORMAR SEUS NEGÓCIOS.

USE O PODER DA NUVEM. VEJA COMO A NUVEM PODE TRANSFORMAR SEUS NEGÓCIOS. USE O PODER DA NUVEM. VEJA COMO A NUVEM PODE TRANSFORMAR SEUS NEGÓCIOS. A computação em nuvem é uma mudança de paradigma no gerenciamento de TI e de datacenters, além de representar a capacidade da TI

Leia mais

Estratégias em Tecnologia da Informação. Posição e Vantagem Competitiva Aplicações integradas Aplicações Web

Estratégias em Tecnologia da Informação. Posição e Vantagem Competitiva Aplicações integradas Aplicações Web Estratégias em Tecnologia da Informação Capítulo 09 Posição e Vantagem Competitiva Aplicações integradas Aplicações Web Material de apoio 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina

Leia mais

CARACTERÍSTICAS DE UM PROJETO

CARACTERÍSTICAS DE UM PROJETO CARACTERÍSTICAS DE UM PROJETO Temporário: significa que cada projeto tem um início e um fim muito bem definidos. Um projeto é fundamentalmente diferente: porque ele termina quando seus objetivos propostos

Leia mais

Prof. Daniel J. Melo Brasil

Prof. Daniel J. Melo Brasil EDI Definição EDI é um acrônimo para Intercâmbio Eletrônico de Dados EDI refere-se a troca de estruturada de dados entre as organizações por meio eletrônico. EDI pode ser utilizado para a comunicação de

Leia mais

O que é software? Software e Engenharia de Software. O que é software? Tipos de Sistemas de Software. A Evolução do Software

O que é software? Software e Engenharia de Software. O que é software? Tipos de Sistemas de Software. A Evolução do Software O que é software? Software e Engenharia de Software Programas de computador Entidade abstrata. Ferramentas (mecanismos) pelas quais: exploramos os recursos do hardware. executamos determinadas tarefas

Leia mais

OS BENEFÍCIOS DO IDE E PRODUÇÃO INTERNACIONAL

OS BENEFÍCIOS DO IDE E PRODUÇÃO INTERNACIONAL OS BENEFÍCIOS DO IDE E PRODUÇÃO INTERNACIONAL Mara Janaina Gomes de Oliveria 1 ¹Mestre em Economia pela Unesp Professora do IMMES RESUMO O investimento direto estrangeiro tornou-se, desde o inicio de 90,

Leia mais

DOCUMENTO DE REQUISITOS

DOCUMENTO DE REQUISITOS DOCUMENTO DE REQUISITOS ID documento: Data: / / Versão : Responsável pelo documento: ID Projeto: HISTÓRICO DE REVISÕES Data de criação/ atualização Descrição da(s) Mudança(s) Ocorrida(s) Autor Versão do

Leia mais

LEVANTAMENTO DE REQUISITOS SEGUNDO O MÉTODO VOLERE

LEVANTAMENTO DE REQUISITOS SEGUNDO O MÉTODO VOLERE LEVANTAMENTO DE REQUISITOS SEGUNDO O MÉTODO VOLERE RESUMO Fazer um bom levantamento e especificação de requisitos é algo primordial para quem trabalha com desenvolvimento de sistemas. Esse levantamento

Leia mais

3. Processos, o que é isto? Encontramos vários conceitos de processos, conforme observarmos abaixo:

3. Processos, o que é isto? Encontramos vários conceitos de processos, conforme observarmos abaixo: Perguntas e respostas sobre gestão por processos 1. Gestão por processos, por que usar? Num mundo globalizado com mercado extremamente competitivo, onde o cliente se encontra cada vez mais exigente e conhecedor

Leia mais

PRIMEIROS PASSOS PARA A OTIMIZAÇÃO DO CALL CENTER EM CLÍNICAS E HOSPITAIS. Descubra como otimizar os Call Centers na área de saúde

PRIMEIROS PASSOS PARA A OTIMIZAÇÃO DO CALL CENTER EM CLÍNICAS E HOSPITAIS. Descubra como otimizar os Call Centers na área de saúde ebook GRÁTIS PRIMEIROS PASSOS PARA A OTIMIZAÇÃO DO CALL CENTER EM CLÍNICAS E HOSPITAIS Descubra como otimizar os Call Centers na área de saúde Primeiros passos para a otimização do call center em clínicas

Leia mais

- Como utilizar essas medidas para analisar, melhorar e controlar o desempenho da cadeia de suprimentos?

- Como utilizar essas medidas para analisar, melhorar e controlar o desempenho da cadeia de suprimentos? Fascículo 5 A medição do desempenho na cadeia de suprimentos Com o surgimento das cadeias de suprimento (Supply Chain), a competição no mercado tende a ocorrer cada vez mais entre cadeias produtivas e

Leia mais

e-business Os tipos básicos de ebusiness são (PEDREIRA, 2007):

e-business Os tipos básicos de ebusiness são (PEDREIRA, 2007): e-business (Extraído do Artigo ebusiness: A Atual Maneira de Efetuar Transações Ana Cristina Matos, Gabriela Villanova, Gianluca Nese, Juan Pablo, Maraiana Orrico e Antônio Cardoso) 1. Definição ebusiness,

Leia mais

agility made possible

agility made possible RESUMO DA SOLUÇÃO CA IT Asset Manager como gerenciar o ciclo de vida de ativos, maximizar o valor dos investimentos em TI e obter uma exibição do portfólio de todos os meus ativos? agility made possible

Leia mais

Algumas propriedades dos objetos:

Algumas propriedades dos objetos: Orientação a Objetos Vivemos num mundo de objetos. Esses objetos existem na natureza, nas entidades feitas pelo homem, nos negócios e nos produtos que usamos. Eles podem ser categorizados, descritos, organizados,

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 1.1 2003 by Prentice Hall Sistemas de Informação José Celso Freire Junior Engenheiro Eletricista (UFRJ) Mestre em Sistemas Digitais (USP) Doutor em Engenharia de Software (Universit(

Leia mais

Nosso sucesso é sua logística bem-sucedida!

Nosso sucesso é sua logística bem-sucedida! Nosso sucesso é sua logística bem-sucedida! Sobre a Store Automação A Store Automação é uma das empresas líderes em TI no Brasil. Especializada em softwares orientados à logística e com vinte anos de atuação,

Leia mais

A ESCOLHA DE SISTEMA PARA AUTOMAÇÃO DE BIBLIOTECAS. A decisão de automatizar

A ESCOLHA DE SISTEMA PARA AUTOMAÇÃO DE BIBLIOTECAS. A decisão de automatizar A ESCOLHA DE SISTEMA PARA AUTOMAÇÃO DE BIBLIOTECAS A decisão de automatizar 1 A decisão de automatizar Deve identificar os seguintes aspectos: Cultura, missão, objetivos da instituição; Características

Leia mais

SOA: Service-oriented architecture

SOA: Service-oriented architecture SOA: Service-oriented architecture Roteiro Breve História O que é Arquitetura de Software? O que é SOA? Serviços Infraestrutura Composição Sua empresa está preparada para SOA? Breve História Uma empresa

Leia mais

Engenharia de Software-2003

Engenharia de Software-2003 Engenharia de Software-2003 Mestrado em Ciência da Computação Departamento de Informática - UEM Profa. Dra. Elisa H. M. Huzita eng. de software-2003 Elisa Huzita Produto de Software Conceitos Software

Leia mais

SPEKTRUM SOLUÇÕES DE GRANDE PORTE PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS SPEKTRUM SAP Partner 1

SPEKTRUM SOLUÇÕES DE GRANDE PORTE PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS SPEKTRUM SAP Partner 1 SPEKTRUM SOLUÇÕES DE GRANDE PORTE PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS SPEKTRUM SAP Partner 1 PROSPERE NA NOVA ECONOMIA A SPEKTRUM SUPORTA A EXECUÇÃO DA SUA ESTRATÉGIA Para as empresas que buscam crescimento

Leia mais

Seminário GVcev Varejo e Tecnologia: Presente e Perspectivas. Panorama de Utilização da Tecnologia da Informação Érico Veras Marques FGV/CIA/UFC

Seminário GVcev Varejo e Tecnologia: Presente e Perspectivas. Panorama de Utilização da Tecnologia da Informação Érico Veras Marques FGV/CIA/UFC Seminário GVcev Varejo e Tecnologia: Presente e Perspectivas Panorama de Utilização da Tecnologia da Informação FGV/CIA/UFC Gastos e Investimentos % do Faturamento Média Grandes Empresas: 5,3% Média Indústria:

Leia mais

Processo de Software

Processo de Software Processo de Software Uma importante contribuição da área de pesquisa de processo de software tem sido a conscientização de que o desenvolvimento de software é um processo complexo. Pesquisadores e profissionais

Leia mais

Automação do Processo de Instalação de Softwares

Automação do Processo de Instalação de Softwares Automação do Processo de Instalação de Softwares Aislan Nogueira Diogo Avelino João Rafael Azevedo Milene Moreira Companhia Siderúrgica Nacional - CSN RESUMO Este artigo tem como finalidade apresentar

Leia mais

Como ter sucesso no desenvolvimento e suporte de nuvens híbridas

Como ter sucesso no desenvolvimento e suporte de nuvens híbridas BOLETIM INFORMATIVO Como ter sucesso no desenvolvimento e suporte de nuvens híbridas Oferecido por: HP Gard Little Julho de 2014 Elaina Stergiades OPINIÃO DA IDC Ao planejar a adoção de novas tecnologias

Leia mais

Gerenciamento de Serviços de TI com base na ITIL

Gerenciamento de Serviços de TI com base na ITIL Gerenciamento de Serviços de TI com base na ITIL Information Technology Infrastructure Library ou Biblioteca de Infraestrutura da Tecnologia da Informação A TI de antes (ou simplesmente informática ),

Leia mais

Automatizando o Data Center

Automatizando o Data Center Este artigo examina uma arquitetura alternativa que suporte a automação do data center e o provisionamento dinâmico sem a virtualização do sistema operacional. por Lori MacVittie Gerente Técnico de Marketing,

Leia mais

Modelo de Governança

Modelo de Governança Nome do Projeto Subproduto Responsável do Projeto / Área E-mail Desenvolvimento do Centro Nacional de Terminologia Moacyr Esteves Perche - DATASUS moacyr.perche@saude.gov.br Telefone (61) 3315-2915 Responsável

Leia mais

Conceitos. - Sistema de Informação, Estruturas e Classificação. - Dados x Informações. Edson Almeida Junior www.edsonalmeidajunior.com.

Conceitos. - Sistema de Informação, Estruturas e Classificação. - Dados x Informações. Edson Almeida Junior www.edsonalmeidajunior.com. Conceitos - Sistema de Informação, Estruturas e Classificação - Dados x Informações Edson Almeida Junior www.edsonalmeidajunior.com.br Definição de Sistema Uma coleção de objetos unidos por alguma forma

Leia mais

Importância do GED. Implantação de um Sistema de GED

Importância do GED. Implantação de um Sistema de GED Implantação de um Sistema de GED Gerenciamento Eletrônico de Documentos Importância do GED O GED tem uma importante contribuição na tarefa da gestão eficiente da informação; É a chave para a melhoria da

Leia mais

Gerenciamento de Redes

Gerenciamento de Redes Gerenciamento de Redes As redes de computadores atuais são compostas por uma grande variedade de dispositivos que devem se comunicar e compartilhar recursos. Na maioria dos casos, a eficiência dos serviços

Leia mais

Contribuição da TIA/TEC-LA para a ANATEL sobre o gerenciamento do espectro de rádio-frequência

Contribuição da TIA/TEC-LA para a ANATEL sobre o gerenciamento do espectro de rádio-frequência Contribuição da TIA/TEC-LA para a ANATEL sobre o gerenciamento do espectro de rádio-frequência Sendo uma organização que representa os interesses de fabricantes e fornecdores de produtos e sistemas para

Leia mais

A simplicidade do desafio do e.commerce nas PME s: Desmaterialização de Documentos via EDI. Nuno Miranda 04 de junho de 2015

A simplicidade do desafio do e.commerce nas PME s: Desmaterialização de Documentos via EDI. Nuno Miranda 04 de junho de 2015 A simplicidade do desafio do e.commerce nas PME s: Desmaterialização de Documentos via EDI Nuno Miranda 04 de junho de 2015 Apresentação GS1 2015 2 Iniciação ao EDI (Electronic Data Interchange) EDI -

Leia mais