GEOGRAFIA COMERCIAL E INFLUÊNCIA PLATINA NO RIO GRANDE DO SUL NA TRANSiÇÃO ENTRE OS SÉCULOS XIX E XX MARCELO HENRIQUE

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "GEOGRAFIA COMERCIAL E INFLUÊNCIA PLATINA NO RIO GRANDE DO SUL NA TRANSiÇÃO ENTRE OS SÉCULOS XIX E XX MARCELO HENRIQUE"

Transcrição

1 GEOGRAFIA COMERCIAL E INFLUÊNCIA PLATINA NO RIO GRANDE DO SUL NA TRANSiÇÃO ENTRE OS SÉCULOS XIX E XX MARCELO HENRIQUE DIAS RESUMO Analisamos a dinâmica do comércio de importação e exportação rio-grandense no período indicado, dando ênfase à geografia dos fluxos comerciais, à influência dos portos platinos e ao conflito que se estabeleceu entre os comerciantes das praças do litoral (Porto Alegre, Rio Grande e Pelotas) e os grupos estabelecidos nas zonas fronteiriças, com destaque para o de Santana do Livramento. Caracterizamos a tensão projetada a partir da demanda das vias platinas pelo comércio do interior e uma política estadual cujo objetivo era interceder na geografia comercial, interrompendo os fluxos platinos e ampliando a participação das praças litorâneas (Porto Alegre, Rio Grande e Pelotas). o tema das relações comerciais que se estabeleceram entre o Rio Grande do Sul e as repúblicas platinas durante o período imperial e a 1a República tem sido freqüentemente reduzido à questão do contrabando. As redundantes afirmações de que as atividades de introdução e exportação praticadas à margem do fisco dominaram a quase totalidade dos intercâmbios que se processaram através das fronteiras platinas acabam por encobrir uma realidade econômica mais complexa. onde a integração regional significava não apenas uma possibilidade de burlar o sistema fiscal e tirar vantagens comerciais, mas uma necessidade comercial vital para as POpulações da Campanha e do Planalto rio-grandenses. Partindo dessa última perspectiva, apresentamos, neste artigo, algumas breves considerações sobre a geografia comercial rio-grandense no oertoco correspondente à última passagem de séculos, destacando a amplitude espacial da influência platina nos mercados do interior riograndense. Na órbita de Montevidéu e Buenos Aires, desenvolveram-se, na fronteira gaúcha, importantes praças comerciais, como Uruguaiana, Jaguarão e Livramento, que rivalizaram os mercados do interior com as Professor substituto do Dep. de Biblioteconomia e História e coordenador do Centro de Documentação Histórica - FURG; Mestre em História - UNISINOS BIBlas, Rio Grande. 10: ,

2 tradicionais praças do litoral rio-grandense (Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre). No desenvolvimento deste trabalho procuramos dar ênfase à contradição que emergia entre as vantagens concretas que o comércio da Campanha e do Planalto rio-grandenses encontravam no circuito comercial platino, situação esta que promovia a defesa dessa integração pelos grupos diretamente envolvidos neste intercâmbio, e o projeto econômico do governo estadual, o qual visava a hegemonia das praças do litoral sobre os fluxos de importação e exportação. Nas últimas décadas do século XIX, ocorreu no Rio Grande do Sul uma mudança quanto à hegemonia econômico-regional. A Campanha, até então a principal zona produtora rio-grandense, enfrentou uma crise de mercados para a pecuária. O consumo do charque, restrito às classes pobres e à escrava ria brasileiras, não oferecia perspectivas de expansão. A indústria frigorífica estrangeira, por sua vez, investia no Prata, devido à melhor qualidade de seus rebanhos, maior facilidade de escoamento pelos portos platinos e incentivos fiscais oferecidos pelos governos do Uruguai e da Argentina. Diante desse quadro, a partir do final da década de 1880, a produção pecuária gaúcha não mais se expandiu, e essa estagnação refletiu-se na Campanha, que, desse período em diante, manteve baixos índices de crescimento econômico e demográfico. Na serra, porém, a situação se invertia. O processo de imigração, que havia se iniciado em 1824, quando os primeiros imigrantes alemães instalaram-se no Vale do Rio dos Sinos, intensificou-se na segunda metade do século. Após a década de 1870, começaram a chegar os italianos, que ocuparam as áreas serranas ao norte das colônias alemãs, que por sua vez também se expandiam numa ampla área ao longo dos rios Taquari e dos Sinos, assim como em direção ao Planalto. Sendo a base econômica das colônias a pequena propriedade de produção agrícola, não tardou a advir um significativo incremento deste setor, já que, coetaneamente, se expandia o mercado consumidor de produtos alimentícios nas demais regiões do Brasil. Outros fatores que contribuíram para o crescimento da produção agrícola e conseqüente ampliação da participação econômica das áreas coloniais na economia rio-grandense foram, segundo Elmar M. da Silva (1979, p.68), o desenvolvimento do ensino técnico profissional, que possibilitava a substituição dos processos rotineiros por outros mais racionais, a importação de modernos instrumentos agrários e, sobretudo, a multiplicação das vias de comunicação nas áreas coloniais. Lembremos que a primeira via férrea da Província do Rio Grande do Sul foi inaugurada em 1874, e ligava Porto Alegre ao município de São Leopoldo, chegando, dois anos mais tarde, a Novo Hamburgo. 98 BIBlOS. Rio Grande, 10: , A conseqüência paul Singer: imediata deste fenômeno foi assim analisada por Resultou daí que a região serrana, mal aflorada em meados do século, passou por um intenso processo de ocupação e nos últimos anos do século passado já ameaçava a hegemonia do sul pastoril. É o que se comprova, examinando-se as transformações na composição da pauta de exportações do Rio Grande do sul. [...] O Rio Grande do Sul, que durante a maior parte do século passado se notabilizara como exportador de produtos animais (carne e couros), assume no fim do século as suas feições atuais de grande exportador de produtos da lavoura. Essa transformação, do ponto de vista geográfico, significou a passagem da hegemonia econômica do sul para o norte, da pecuária para a lavoura. Obviamente as cabeças de zona - Rio Grande e Porto Alegre - sofrem as conseqüências da mudança. A capital volta a tornar-se o grande centro econômico do Estado (1969, p.164). A praça comercial de Porto Alegre beneficiou-se duplamente com o desenvolvimento das áreas coloniais. No que diz respeito à exportação da produção agrícola colonial, a praça de Porto Alegre exercia um verdadeiro monopólio. Além disso, as importações de bens de produção, a princípio destinados à lavoura e, mais tarde as incipientes indústrias, também alimentaram o alto-comércio da capital. Nesse sentido, Rio Grande também se beneficiou, como único porto marítimo do Estado. Jean Roche (1949) mostra a influência dos elementos teuto-brasileiros nesse comércio. De acordo com o autor, ao final do século XIX, boa parte das casas comerciais de Porto Alegre estavam em mãos de alemães e descendentes. A presença alemã na diretoria da Associação Comercial de Porto Alegre também foi destacada. As estreitas ligações da elite comercial teuto-brasileira com empresas germânicas favoreceu, sobretudo, a importação de maquinários. Isso fez com que, segundo Roche, na última década do século XIX, os alemães dominassem o alto-comércio da cidade do Rio Grande. Esse porto, cujas rotas tradicionalmente sofriam intermediações da praça do Rio de Janeiro, passava, a partir da influência alemã, a estabelecer linhas de navegação diretas com a Europa, principalmente através de empresas germânicas. O quadro comercial apresentado por Jean Roche para o final do século passado, com relação às praças do litoral, foi assim por ele resumido: Em 1890, Porto Alegre torna-se a primeira praça comercial do Estado. Apesar das dificuldades que apresenta a entrada do canal e a BIBLOS, Rio Grande, 10:

3 navegação da lagoa, sua prosperidade cresceu ao mesmo tempo que as colônias, com as quais se realiza o essencial de suas trocas graças ao comércio transoceânico, que está quase exclusivament~ nas mãos de elementos alemães. Desde 1890, os alemães dirigem, de modo mais ou menos exclusivo, a totalidade do alto-comércio, que continuam a gerir nos outros dois portos, Rio Grande e Pelotas, ao mesmo tempo que fundam as primeiras indústrias (1949,. p. 458). Nas palavras do autor, fica saliente que Porto Alegre, assim como as outras praças do litoral, constituíam-se nas principais praças do Estado ao final do século passado, devido, logicamente, ao montante de bens e capitais movimentados, frutos do amplo desenvolvimento das áreas coloniais. No entanto, como o próprio Rache afirma, é com as colônias que as praças do litoral realizavam o essencial de seu comércio. E o interior da Campanha e do Planalto rio-grandenses? Essas áreas faziam de Montevidéu e Buenos Aires seus portos, assim como das praças comerciais de Uruguaiana e Santana do Livramento seus principais mercados. A intermediação platina foi ainda mais estimulada a partir de 1892, ano em que se inaugurava a Ferrocarriles Central dei Uruguay, estabelecendo a ligação, em 24 horas, entre Rivera, junto a Santana do Livramento, e o porto de Montevidéu. Contudo, um problema se colocava frente às intenções de expansão das atividades comerciais do grupo de Livramento. O único posto alfandegário da fronteira gaúcha estava localizado em Uruguaiana, colocando, assim, duas opções para o comércio santanense: ou deslocavam as mercadorias até aquela localidade, o que era impraticável, ou aderiam ao contrabando A intensificação desta última pràtica promoveu não apenas uma avalanche de denúncias do alto-comércio litorâneo, mas uma intensa luta dos santanenses em prol da instalação de uma alfândega local. Segundo estes últimos, somente com esta medida se solucionaria o problema das introduções ilegais. No bojo deste processo reivindicatório, os testemunhos produzidos nos permitem reconhecer alguns aspectos da geografia comercial do período e identificar certos interesses que deram a tônica do conflito que envolveu os comerciantes daquela zona fronteiriça e seus opositores do litoral. O zoneamento comercial do Rio Grande do Sul foi o tema de um dos capítulos de uma Representação que a Praça do Comércio de Santana do Livramento enviou ao Ministro da Fazenda, Joaquim Murtinho, em 1900, tendo por finalidade conseguir o aval desta autoridade para a instalação da alfândega 1. Na ocasião, o Presidente Borges de Medeiros, pressionado pela praça do Comércio de Porto Alegre, já havia se posicionado contra a nova alfândega, convencido de que esta só faria aumentar o desvio dos fluxos comerciais para Montevidéu, favorecendo o acúmulo de capital pelos comerciantes daquela praça em detrimento da burguesia comercial do Estado. No documento, o representante do comércio santanense e autor da Representação, o jornalista e comerciante Albino Costa, apresenta o seguinte quadro, referente às zonas comerciais do Estado: 1.a zona - compreendia os grandes territórios banhados pelos afluentes do Guaíba, terminando ao norte nos afluentes do Uruguai, ao sul na Serra do Herval, a leste no Atlãntico e a oeste na Serra de São Martinho e Coxilha do Pau Fincado. Esta zona era tributária da praça de Porto Alegre. 2.a zona - englobava todo o litoral do sul, limitando-se ao norte pela foz do Camaquã e Serra do Herval, ao sul pela lagoa Mirim, a leste pelo Atlântico e a oeste pela serra de Batovi e pontas dos afluentes do Santa Maria ou Ibicuí-Guassu. Estas áreas eram tributárias dos mercados do Rio Grande e Pelotas. 3.a zona - abarcava os territórios próximos à fronteira. Para o autor, essa zona se limitava a uma tira de 20 léguas de largura, estendida de sul a oeste pela linha limítrofe do Uruguai, desde o Chuí, em Santa Vitória do Palmar, até a foz do Ouaraí, em Uruguaiana. Da foz do Ouaraí, a mesma faixa tomava o rumo de nordeste pelo Uruguai acima, costeando a Província de Corrientes até São Luis, no território das Missões. Essa grande área era tributária: ao sul, sobre a lagoa Mirim, de Jaguarão; ao centro, de Livramento; a oeste, de Uruguaiana. Tal divisão correspondia, segundo Albino Costa, ao comércio de importação. Com relação à exportação, é observada a afluência de produtos das localidades ao norte da Serra Geral, para duas praças: Porto Alegre e Livramento. As relações comerciais da fronteira, mais especificamente de Livramento com Porto Alegre, eram praticamente nulas. Já com Rio Grande, existia, no verão, um pequeno fluxo. Em compensação, as transações COmerCiaiscom o nordeste do Estado eram bem volumosas, o que gerava o descontentamento de Porto Alegre, que, com a construção da Ferrpcarriles Central dei Uruguay, perdera a hegemonia numa área que lhe era tradicionalmente tributária. Núm quadro apresentado pelo autor da Representação onde eram expostos os números do comércio de Livramento no ano de 1898, os produtos procedentes das áreas do Planalto (Cruz Alta, Soledade, Passo BIBLOS. Rio Grande A alfândega foi concedida e inaugurada em 1.0 de outubro de liiblos. Rio Grande. 10:

4 ... Fundo, São Martinho, São Vicente e outros municípios) somavam kg, transportados em carretas. Isso significa que, só em compras dessas áreas (serranas, na denominação da época), o volume das transações correspondia a aproximadamente 20% do total dos negócios na praça de Livramento em Não era sem fundamento que Albino Costa procurava destacar a extensão da esfera comercial de sua cidade: De cima da Serra, em distancia que varia entre 400 e 700 kilometros, recebe cargas com kllos, -aproveitando o transito terrestre de que seu mercado é séde. Da Republica Oriental, cuja capital, Montevidéo,' está a um dia de viagem, a 568 kilometros pela E F. Central dei Uruguay, recebeu el/a nesse anno (1899) kilos e remetteu em lãs, fructos bovinos e productos coloniaes de cima da Serra, cerca de É o mercado que abastece os municipios vizinhos (Alfândega , p. 14). Os comerciantes de Livramento tiravam vantagens do dinamismo comercial de Montevidéu, para ampliarem sua influência econômica no Estado. Tanto o governo uruguaio como o argentino, interessados em manter suas principais praças como provedoras do comércio do interior do Rio Grande do Sul, procuravam oferecer vantagens, que iam desde redução de tarifas de fretes até a construção de ramais férreos que atendessem aos mercados da fronteira gaúcha. Ambas as nações praticavam o comércio de livre trânsito". Na guerra comercial entre Buenos Aires e Montevidéu", 2 o mesmo quadro nos informa que o volume total dos negócios em Livramento no ano de 1898 foi de kg, sendo que de Montevidéu recebeu kg e de Pelotas e Rio Grande, via Bagé, recebeu apenas 550 carretas e um volume de kg. 3 Segundo as regras do livre trânsito, adotadas desde 1852 pela Argentina e pelo Uruguai, todas as mercadorias procedentes do exterior com destino aos países vizinhos poderiam ou fazer o trânsito direto ou ser intermediadas nos portos platinos e posteriormente reembarcadas para seu destino final, sem sofrer taxações referentes à importação e exportação enquanto estivessem em trânsito. Seriam taxadas, no Uruguai e na Argentina, apenas as mercadorias que se destinassem a ser consumidas nos respectivos países. Alérn disso, as tarifas de armazenagem e de fretes para o transporte fluvial e ferroviário, pelos preços relativamente baixos que apresentavam, incentivavam o mecanismo de intermediação pelo reembarque, promovendo a formação de um corpo comercial, tanto. em Buenos Aires como em Montevidéu, que se dedicava à lucrativa atividade de intermediar o comércio corn o sul do Brasil. 4 Sobre a "guerra de tarifas" e seus efeitos para o comércio de trânsito platina, sugerimos a obra de Oscar Mourat, La crisis comercial en Ia Cuenca dei P/ata, Montevidéu: Ed. Banda Oriental, BlBlOS. Rio Grande. 10: , ganhavam muito os comerciantes da fronteira rio-grandense, beneficiados pelas vantagens platinas oferecidas como atrativo. O principal fator da preferência por Montevidéu em detrimento do porto de Rio Grande era, sem dúvida, a facilidade do transporte ferroviário e OS melhores preços e serviços oferecidos pelo porto oriental. Sugerindo ao ministro que a promoção de vias de integração entre o Rio Grande do Sul e a capital uruguaia poderia favorecer, inclusive, aos comerciantes da praça de Porto Alegre, o autor da citada representação apresenta um projeto no qual propõe uma intensificação desses vínculos comerciais, mostrando as vantagens que um sistema integrado de vias férreas gaúchas e uruguaias poderia trazer, não só para o comércio do interior, mas também para a capital. De acordo com o projeto, Porto Alegre passaria a usufruir dos melhores serviços do porto uruguaio, uma alternativa interessante, frente ao problemático porto rio-grandino, cujas melhorias ainda não haviam saído dos discursos dos vârios governos que se alternavam desde o período monárquico. Vejamos a proposta do autor do documento: [...] estabelecido o ramal ferreo entre Cacequy e Livramento, ficará Porto Alegre ligada ao porto de Montevidéo por via de Sant Anna do Livramento em tres dias, sendo um dia da Capital a Cacequy, outro de Cacequy ao Livramento, pelo ramal já decretado pelo Congresso, o terceiro dia de Livramento a Montevidéo. Estando prompto este ramal do Cacequy ao Livramento, ficará a Capital do Estado coflocada a 19 dias da Europa. Suas mercadorias, de maior valor, aproveitarão a celeridade deste opulento e seguro transporte, evitando as longas estadias e descargas no porto do Rio Grande, os elevadissimos fretes maritimos e fluviais e os transbordos que estragam os envólucros e deterioram as mercadorias. Ninguem tem tanto a lucrar com a nova alfândega como a Praça de Porto Alegre: Poderá em 19 dias vêr entrar da Europa suas mercadorias na alfândega da Cspiiet, em vez de dois mezes de viagem que actualmente oneram suas encomendes européias. O que augmenta nos fretes pelas estradas de ferro, diminuirá no frete maritimo e no seguro, que para o Rio Grande é enormissimo, mais do dobro do frete e seguro para Montevideo (Idem, p ).. No entanto, a proposta do representante do comércio santanense s~9~ificava a perpetuação da dependência econômica em relação à nação VIZinha. Esse destino não convergia com a política econômica que o PRR, apoiado pelo alto-comércio das praças litorâneas, pretendia impor ao BIBLQS, Rio Grande. 10: ,

5 estado. Para participar do processo de expansão capitalista que progressivamente colocava o Brasil na divisão internacional do trabalho como área periférica, o governo gaúcho procurou, além de estabelecer relações diretas com o exterior, sem a intermediação platense, ampliar a participação do estado ao mercado interno. Abria-se a possibilidade de o Rio Grande do Sul se tornar o grande abastecedor de produtos alimentícios para as demais partes do país, onde se processava, mais rapidamente, a formação de um mercado consumidor urbano, como no sudeste. Nos limites do próprio estado operava-se a constituição de um mercado consumidor significativo, que, como bem observou Heloísa J. Reichel (1978), deu sustentação ao desenvolvimento das novas indústrias que foram se formando na zona da capital. Vista por esse ângulo, a diversificação setorial, com incentivo à agricultura e à indústria, aparece como prioridade no projeto econômico governista. Era necessário a condução do governo para promover a comercialização dos seus produtos e garantir a acumulação do capital que, de mercantil, passaria a ser aplicado em outros setores. Todavia, um dos principais empecilhos à realização do projeto governista, como decorrência da insuficiência viária do estado, era exatamente o desvio de parte dos fluxos comerciais rio-grandenses para os portos platenses, sobretudo o de Montevidéu. É o que demonstra a mensagem do Presidente Borges de Medeiros à Assembléia dos Representantes do ano de 1904: [...) o nosso comércio, excetuando do litoral, fez de Montevidéu o seu entreposto, tornando-se tributário da vizinha República, cujas vias férreas se dirigem para a nossa fronteira como outros tantos tentáculos destinados a sugar a seiva econômica do Rio Grande do Sul. Demais, como fator atrofiante do 'comércio lícito, o contrabando encontra ali toda a sorte de estímulos e facilidades, como as que provêm do livre trânsito, além das diferenças de fretes e seguros. Como se percebe, o Uruguai foi eleito o primeiro vilão da economia rio-grandense, e sua concorrência comercial deveria ser extirpada através de uma intervenção eficaz em duas frentes: na repressão ao contrabando e, principalmente, na melhoria da circulação de mercadorias no interior e para o exterior do Rio Grande do Sul. A fim de neutralizar as vantagens viárias do Uruguai, o presidente Borges de Medeiros insistia em apontar a necessidade de nutrir o estado de um porto marítimo funcional e de estradas de ferro que tivessem como finalidade o desenvolvimento ampliado do comércio dentro dos limites territoriais do Rio Grande do Sul. A intenção maior era a de favorecer o acúmulo de capital por uma burguesia local e não alienfgena, como a do alto-comércio uruguaio. Fica claro que o projeto viário proposto pelos comerciantes de Livramento, apesar de possibilitar a solução do problema do abastecimento e do escoamento da produção rio-grandense, colocava o estado numa condiçao de subordinação aos interesses do alto-comércio da capital uruguaia, o qual ficaria, assim, com a maior parcela da renda gerada nestas operações. A integração regional, nesse momento, não era vista como solução, mas, de acordo com o discurso do chefe de governo, como via de desvio de capital, da "seiva econômica" rio-grandense, que estava sendo absorvida através das vias férreas, de rodagem e fluviais, verdadeiros "tentáculos" com os quais o Uruguai tirava toda sorte de vantagens aos gaúchos. Contudo, o processo de desarticulação regional não se deu de forma consensual e homogênea no Rio Grande do Sul. Ao contrário, a desarticulação da Campanha rio-grandense com o Prata requeria a oferta de novas alternativas para o abastecimento e exportação do interior gaúcho. Além disso, os grupos de comerciantes interessados na permanência da via platina buscaram, por vários meios, pressionar o poder público para suas causas, como indica a Representação da Praça do Comércio de Livramento. O Governo do Estado, não obstante os objetivos de seu projeto econômico, tinha consciência sobre o que representava para a 3. a zona comercial do Estado e para as áreas por ela servidas a alternativa platina. Assim, buscou proporcionar ao Rio Grande do Sul um sistema de transportes que proporcionasse uma comunicação mais eficiente entre o interior e as praças do litoral. As pressões do comércio litorâneo foram sendo assimiladas pelo governo, que, vez ou outra, decretava alguma medida no sentido de conter o contrabando, principal argumento do litoral contra as praças da fronteira. Acreditava Borges de Medeiros que, encampada a Viação Férrea e o porto do Rio Grande, os fluxos comerciais verteriam naturalmente para o litoral gaúcho. A primeira República riograndense seria, assim, um palco de tensões projetadas na dicotomia entre a existência de um circuito comercial funcional e bem-estruturado, o circuito platino, responsável pela dinâmica econômica de amplas áreas do Estado Integradas a Buenos Aires e Montevidéu, e uma política voltada à desintegração dessa região econômica extrafronteiriça. Desarticulação ou permanência do Rio Grande do Sul no circuito comercial platino: eis uma questão que iria movimentar o Estado Borgista e os grupos mercantis-regionais no correr da República Velha." li LOS. Rio Grande. 10: 97_ Este assunto foi tema de nossa dissertação de mestrado, orientada pela Prof", Dr". elolsa J. Reichel, apresentada na UNISINOSem janeiro de 1997 (Dias, 1997). 818LOS, Rio Grande, 10: ,

6 REFERêNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALFÂNDEGA de Livramento. Representação da Associação Commercial do Livramento dirigida ao Exm. Sr. Ministro da Fazenda Dr. Joaquim Murlinho, elaborada por Albino Costa. Rio de Janeiro: Typ. e Lith. de Almeida Marques e C., DIAS, Marcelo H. O Rio Grande do Sul no circuito comercial platino : permanência ou desarticulação durante a 1 8 República? Dissertação (Mestrado em História) - Universidade do Vale do Rio dos Sinos, 1997 (mimeo). MEDEIROS, A. A. Borges de. Mensagem enviada à Assembléia dos Representantes do Estado do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, MOURAT, Oscar. La crisis comercial en Ia Cuenca dei PIata, Mon!evideo : Ed. Banda Oriental, REICHEL, Heloisa J. A indústria têxtil do Rio Grande do Sul Porto Alegre Mercado-Aberto-IEL, ROCHE, Jean. A colonização alemã no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Globo, SILVA, Elmar M. Ligações extemas da economia gaúcha: In: DACANAL, J.H., GONZAGA, S. RS: economia e política. Porto Alegre: Mercado Aberto, p SINGER, Paul. Desenvolvimento econômico e evolução urbana. São Paulo : Ed. Nacional, I j 106 BIBLOS. Rio Grande. 10:

FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO. Prof. Israel Frois

FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO. Prof. Israel Frois FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO Prof. Israel Frois SÉCULO XV Território desconhecido; Era habitado por ameríndios ; Natureza praticamente intocada Riqueza imediata: Pau-Brasil (Mata Atlântica) Seus limites

Leia mais

UFSC. Resposta: 01 + 02 = 03. Comentário

UFSC. Resposta: 01 + 02 = 03. Comentário Resposta: 01 + 02 = 03 01. Correta. 04. Incorreta. O número de trabalhadores no setor primário, principalmente na agropecuária, continuou diminuindo devido à automação. O aumento ocorreu no setor de serviço.

Leia mais

Avaliação de Impacto e de Efeitos Econômicos nas Regiões do Rio Grande do Sul dos Projetos e Investimentos Industriais Incentivados

Avaliação de Impacto e de Efeitos Econômicos nas Regiões do Rio Grande do Sul dos Projetos e Investimentos Industriais Incentivados Avaliação de Impacto e de Efeitos Econômicos nas Regiões do Rio Grande do Sul dos Projetos e Investimentos Industriais Incentivados pelo Fundopem no Período 1989/1998 Antônio Ernani Martins Lima Porto

Leia mais

Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires

Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires Professor: Josiane Vill Disciplina: Geografia Série: 2ª Ano Tema da aula: transporte e Telecomunicação Objetivo da aula:. Entender as principais formas de

Leia mais

Questão 1. Resposta A. Resposta B

Questão 1. Resposta A. Resposta B Questão 1 Ao longo do século XX, as cidades norte-americanas se organizaram espacialmente de um modo original: a partir do Central Business District (CBD), elas se estruturaram em circunferências concêntricas

Leia mais

GEOGRAFIA DO RIO GRANDE DO SUL

GEOGRAFIA DO RIO GRANDE DO SUL GEOGRAFIA DO RIO GRANDE DO SUL 1. Posição e situação geográfica. O Rio Grande do Sul é o estado mais meridional do Brasil, localiza-se no extremo sul do país. Tem um território de 282.062 km 2, ou seja,

Leia mais

RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE

RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE Conceitos Diversos Estado É uma organização políticoadministrativa da sociedade. Estado-nação - Quando um território delimitado é composto de um governo e uma população

Leia mais

Espaço Geográfico (Tempo e Lugar)

Espaço Geográfico (Tempo e Lugar) Espaço Geográfico (Tempo e Lugar) Somos parte de uma sociedade, que (re)produz, consome e vive em uma determinada porção do planeta, que já passou por muitas transformações, trata-se de seu lugar, relacionando-se

Leia mais

Sumário. Agradecimentos II Resumo III Resumen V Abstrat X

Sumário. Agradecimentos II Resumo III Resumen V Abstrat X Sumário Agradecimentos II Resumo III Resumen V Abstrat X 1. Introdução Centro da investigação 01 Delimitação do campo de estudo e aproximação metodológica 02 Os percursos da investigação: o Rio Grande

Leia mais

Catalão nas Fronteiras do Capitalismo: do desenvolvimento produtivo a construção da sociabilidade

Catalão nas Fronteiras do Capitalismo: do desenvolvimento produtivo a construção da sociabilidade Catalão nas Fronteiras do Capitalismo: do desenvolvimento produtivo a construção da sociabilidade Leonardo César PEREIRA 1 ; Revalino Antonio FREITAS (orientador) Palavras-chave: trabalho, migração, fronteira,

Leia mais

Respostas das questões sobre as regiões do Brasil

Respostas das questões sobre as regiões do Brasil Respostas das questões sobre as regiões do Brasil Região Norte 1. Qual a diferença entre região Norte, Amazônia Legal e Amazônia Internacional? A região Norte é um conjunto de 7 estados e estes estados

Leia mais

MAPA ESTRATÉGICO DO COMÉRCIO EXTERIOR CATARINENSE CHAPECÓ, 08/12/2014

MAPA ESTRATÉGICO DO COMÉRCIO EXTERIOR CATARINENSE CHAPECÓ, 08/12/2014 MAPA ESTRATÉGICO DO COMÉRCIO EXTERIOR CATARINENSE CHAPECÓ, 08/12/2014 MAPA ESTRATÉGICO DO COMÉRCIO EXTERIOR CATARINENSE JARAGUÁ DO SUL, 05/12/2014 Focos estratégicos Diversificação e agregação de valor:

Leia mais

Programa Alta Gestação promove democratização da inseminação artificial em ovinos no Brasil

Programa Alta Gestação promove democratização da inseminação artificial em ovinos no Brasil Programa Alta Gestação promove democratização da inseminação artificial em ovinos no Brasil Parceria entre Alta Genetics, Pfizer e Sérgio Nadal promete acelerar os rebanhos comerciais do país. A carne

Leia mais

1 (0,5) Dos 3% de água doce que estão na superfície terrestre, onde estão concentradas as grandes parcelas dessas águas? R:

1 (0,5) Dos 3% de água doce que estão na superfície terrestre, onde estão concentradas as grandes parcelas dessas águas? R: Data: / /2014 Bimestre: 3 Nome: 6 ANO Nº Disciplina: Geografia Professor: Geraldo Valor da Atividade: 2,0 (Dois) Nota: GRUPO 6 1 (0,5) Dos 3% de água doce que estão na superfície terrestre, onde estão

Leia mais

Projeto 018 : Dragagem no porto de Rio Grande. Portuária. TIPO: Eixo Estruturante. LOCALIZAÇÃO: Rio Grande - RS. Categoria: Dragagem / Derrocamento

Projeto 018 : Dragagem no porto de Rio Grande. Portuária. TIPO: Eixo Estruturante. LOCALIZAÇÃO: Rio Grande - RS. Categoria: Dragagem / Derrocamento Projeto 018 : Dragagem no porto de Rio Grande E9 Portuária TIPO: Eixo Estruturante LOCALIZAÇÃO: Rio Grande - RS Categoria: Dragagem / Derrocamento EXTENSÃO/QUANTIDADE/VOLUME: 2.000.000 m³ JUSTIFICATIVA:

Leia mais

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO É claro que o Brasil não brotou do chão como uma planta. O Solo que o Brasil hoje ocupa já existia, o que não existia era o seu território, a porção do espaço sob domínio,

Leia mais

A expansão dos EUA (séc. XVIII-XX)

A expansão dos EUA (séc. XVIII-XX) 1803 Os Estados Unidos compram a Louisiana da França. Cronologia 1846 a 1848 Guerra do México. Os Estados Unidos conquistam e anexam os territórios da Califórnia, Novo México, Nevada, Arizona e Utah. 1810

Leia mais

A industrialização no Brasil teve início a partir de. A vinda da Família Real propiciou a quebra do pacto colonial;

A industrialização no Brasil teve início a partir de. A vinda da Família Real propiciou a quebra do pacto colonial; PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA 1 Histórico de nossa industrialização A industrialização no Brasil teve início a partir de meados do século XIX; A vinda da Família Real propiciou a quebra do pacto

Leia mais

MAPA ESTRATÉGICO DO COMÉRCIO EXTERIOR CATARINENSE BLUMENAU, 03/12/2014

MAPA ESTRATÉGICO DO COMÉRCIO EXTERIOR CATARINENSE BLUMENAU, 03/12/2014 MAPA ESTRATÉGICO DO COMÉRCIO EXTERIOR CATARINENSE BLUMENAU, 03/12/2014 Focos estratégicos Diversificação e agregação de valor: incentivar a diversificação de mercados e a agregação de valor à pauta exportadora

Leia mais

1) INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere as afirmativas a seguir, sobre a Região Nordeste do Brasil.

1) INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere as afirmativas a seguir, sobre a Região Nordeste do Brasil. Marque com um a resposta correta. 1) INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere as afirmativas a seguir, sobre a Região Nordeste do Brasil. I. A região Nordeste é a maior região do país, concentrando

Leia mais

CADERNO DE ATIVIDADES

CADERNO DE ATIVIDADES COLÉGIO ARNALDO 2014 CADERNO DE ATIVIDADES GEOGRAFIA ATENÇÃO: Este trabalho deverá ser realizado em casa, trazendo as dúvidas para serem sanadas durante as aulas de plantão. Aluno (a): 5º ano Turma: Professora:

Leia mais

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO 1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO A análise da evolução temporal (ou dinâmica) da economia constitui o objeto de atenção fundamental do desenvolvimento econômico,

Leia mais

Courobusiness em Alagoas

Courobusiness em Alagoas Courobusiness em Alagoas Descrição Atração e instalação de empreendimentos de curtumes para o desenvolvimento e consolidação da cadeia produtiva do couro no Estado de Alagoas. Entidades responsáveis Célula

Leia mais

O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960.

O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960. O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960. Glauber Lopes Xavier 1, 3 ; César Augustus Labre Lemos de Freitas 2, 3. 1 Voluntário Iniciação

Leia mais

Trabalhar as regiões

Trabalhar as regiões A U A UL LA Trabalhar as regiões Nesta aula, vamos aprender como a organi- zação espacial das atividades econômicas contribui para diferenciar o espaço geográfico em regiões. Vamos verificar que a integração

Leia mais

A China (termo que significa o Império do Meio ou o Centro do Mundo ), uma das mais antigas civilizações do planeta, conheceu, ao longo de sua

A China (termo que significa o Império do Meio ou o Centro do Mundo ), uma das mais antigas civilizações do planeta, conheceu, ao longo de sua A China (termo que significa o Império do Meio ou o Centro do Mundo ), uma das mais antigas civilizações do planeta, conheceu, ao longo de sua história, um duplo e antagônico processo: por vezes, o país

Leia mais

AS TRANSFORMAÇÕES OCORRIDAS NO ESPAÇO AGRÁRIO BRASILEIRO A PARTIR DO PROCESSO DE MODERNIZAÇÃO DA AGRICULTURA

AS TRANSFORMAÇÕES OCORRIDAS NO ESPAÇO AGRÁRIO BRASILEIRO A PARTIR DO PROCESSO DE MODERNIZAÇÃO DA AGRICULTURA AS TRANSFORMAÇÕES OCORRIDAS NO ESPAÇO AGRÁRIO BRASILEIRO A PARTIR DO PROCESSO DE MODERNIZAÇÃO DA AGRICULTURA Jane Carla Burin Mestranda em Geografia UFSM RESUMO O processo de modernização agrícola iniciado

Leia mais

www.concursovirtual.com.br

www.concursovirtual.com.br Geografia Professor Marcelo saraiva Principais Temas: Noções básicas de cartografia Natureza e meio ambiente no Brasil As atividades econômicas e a organização do espaço Formação Territorial e Divisão

Leia mais

Geografia. Textos complementares

Geografia. Textos complementares Geografia Ficha 2 Geografia 2 os anos Silvia ago/09 Nome: Nº: Turma: Queridos alunos, bom retorno. Segue um conjunto de atividades que têm por objetivo encaminhar as discussões iniciadas em nossas aulas

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 3 DE OUTUBRO DE 1975 ABERTURA DO

Leia mais

A Economia da América Latina

A Economia da América Latina A Economia da América Latina adsense1 Agricultura A agricultura de subsistência era a principal atividade econômica dos povos originais da América Latina, Essa atividade era complementada pela caça, pela

Leia mais

Exerc ícios de Revisão Aluno(a): Nº:

Exerc ícios de Revisão Aluno(a): Nº: Exerc íciosde Revisão Aluno(a): Nº: Disciplina:HistóriadoBrasil Prof(a).:Cidney Data: deagostode2009 2ªSériedoEnsinoMédio Turma: Unidade:Nilópolis 01. QuerPortugallivreser, EmferrosqueroBrasil; promoveaguerracivil,

Leia mais

Alecleide de Sousa Série: 6ª alecleide_27@hotmail.com

Alecleide de Sousa Série: 6ª alecleide_27@hotmail.com Formação do Estado e do território Alecleide de Sousa Série: 6ª alecleide_27@hotmail.com Sociedade humana kei É um conjunto de pessoas Que vivem em determinado espaço e tempo e de acordo com certas regras

Leia mais

Século XVIII e XIX / Europa

Século XVIII e XIX / Europa 1 I REVOLUÇÃO AGRÍCOLA Século XVIII e XIX / Europa! O crescimento populacional e a queda da fertilidade dos solos utilizados após anos de sucessivas culturas no continente europeu, causaram, entre outros

Leia mais

2ª FASE Prof.ª JEANNE ARAÚJO E SILVA

2ª FASE Prof.ª JEANNE ARAÚJO E SILVA 2ª FASE Prof.ª JEANNE ARAÚJO E SILVA 4º BIMESTRE 2ª Avaliação - Área de Ciências Humanas. Aula 196 Revisão e avaliação de Ciências Humanas. 2 Hidrografia 3 A hidrografia é o ramo da geografia física que

Leia mais

Bacia Hidrográfica ou Bacia de drenagem de um curso de água é o conjunto de terras que fazem a drenagem da água das precipitações para esse curso de

Bacia Hidrográfica ou Bacia de drenagem de um curso de água é o conjunto de terras que fazem a drenagem da água das precipitações para esse curso de Hidrografia Bacia Hidrográfica ou Bacia de drenagem de um curso de água é o conjunto de terras que fazem a drenagem da água das precipitações para esse curso de água. É uma área e, como tal, mede-se em

Leia mais

OS ESTUÁRIOS NA MARGEM CONTINENTAL SUL dialética do acontecimento sedimentar

OS ESTUÁRIOS NA MARGEM CONTINENTAL SUL dialética do acontecimento sedimentar OS ESTUÁRIOS NA MARGEM CONTINENTAL SUL dialética do acontecimento sedimentar Publicado no site em 13/11/2014 Euripedes Falcão Vieira*/** Na margem continental sul-brasileira a presença de dois estuários

Leia mais

GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL NEOLIBERAL E OS DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI

GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL NEOLIBERAL E OS DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL NEOLIBERAL E OS DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI Como pode cair no enem A desconcentração industrial verificada no Brasil, na última década, decorre, entre outros fatores,

Leia mais

A Hora Legal Brasileira e o sistema de fusos horários Sabina Alexandre Luz

A Hora Legal Brasileira e o sistema de fusos horários Sabina Alexandre Luz A Hora Legal Brasileira e o sistema de fusos horários Sabina Alexandre Luz Estamos certamente acostumados a ouvir a indicação horário de Brasília quando a hora é anunciada na rádio. Esta indicação refere-se

Leia mais

Seminário A economia argentina e as perspectivas das relações com o Brasil e o Mercosul Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2008

Seminário A economia argentina e as perspectivas das relações com o Brasil e o Mercosul Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2008 Seminário A economia argentina e as perspectivas das relações com o Brasil e o Mercosul Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2008 Os interesses empresariais brasileiros na América do Sul Os interesses empresariais

Leia mais

Expansão Territorial séc. XVII-XVIII

Expansão Territorial séc. XVII-XVIII BRASIL COLÔNIA Expansão Territorial séc. XVII-XVIII No período da União Ibérica, a Linha de Tordesilhas ficou sem efeito, permitindo um avanço do território brasileiro rumo ao interior. Duas formas básicas

Leia mais

. CONSUMO DE ÓLEO DIESEL

. CONSUMO DE ÓLEO DIESEL TRANSPORTES Os transportes têm como finalidade o deslocamento e a circulação de mercadorias e de pessoas de um lugar para outro. Nos países subdesenvolvidos, cuja economia sempre foi dependente dos mercados

Leia mais

É o estudo do processo de produção, distribuição, circulação e consumo dos bens e serviços (riqueza).

É o estudo do processo de produção, distribuição, circulação e consumo dos bens e serviços (riqueza). GEOGRAFIA 7ª Série/Turma 75 Ensino Fundamental Prof. José Gusmão Nome: MATERIAL DE ESTUDOS PARA O EXAME FINAL A GEOGRAFIA DO MUNDO SUBDESENVOLVIDO A diferença entre os países que mais chama a atenção é

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO SEGURO (cultura do seguro) www.sindsegsc.org.br A história do seguro remonta a séculos antes de Cristo, quando as caravanas atravessavam os desertos do Oriente para comercializar camelos.

Leia mais

O continente americano apresenta duas realidades socioeconômicas e culturais distintas.o extremo norte apresentam elevados índices de desenvolvimento

O continente americano apresenta duas realidades socioeconômicas e culturais distintas.o extremo norte apresentam elevados índices de desenvolvimento O continente americano apresenta duas realidades socioeconômicas e culturais distintas.o extremo norte apresentam elevados índices de desenvolvimento socioeconômico. Ao sul do continente, estão países

Leia mais

EXERCÍCIOS ON LINE DE GEOGRAFIA 8º 2º TRI. Assinale a única alternativa que não indica uma característica do sistema capitalista.

EXERCÍCIOS ON LINE DE GEOGRAFIA 8º 2º TRI. Assinale a única alternativa que não indica uma característica do sistema capitalista. EXERCÍCIOS ON LINE DE GEOGRAFIA 8º 2º TRI Questão 1 Assinale a única alternativa que não indica uma característica do sistema capitalista. a) Os preços das mercadorias variam de acordo com a procura por

Leia mais

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno.

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno. 1. ASPECTOS GERAIS Comércio é um conceito que possui como significado prático, trocas, venda e compra de determinado produto. No início do desenvolvimento econômico, o comércio era efetuado através da

Leia mais

WHITEPAPER EXPORTE MAIS COM A AJUDA DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

WHITEPAPER EXPORTE MAIS COM A AJUDA DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO WHITEPAPER EXPORTE MAIS COM A AJUDA DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO ONDE HÁ CRISE HÁ OPORTUNIDADES ATUALMENTE EMPRESAS PASSAM POR DIFICULDADES EM GARANTIR O CRESCIMENTO QUANDO VOLTADO SOMENTE AO MERCADO INTERNO.

Leia mais

Figura 01 - Evolução das exportações de suínos de Santa Catarina no período de 2010 a 2014 - US$ Milhões.

Figura 01 - Evolução das exportações de suínos de Santa Catarina no período de 2010 a 2014 - US$ Milhões. Crise na Ucrânia: dificuldades e potencialidades para o setor de carne suína e milho em Santa Catarina Glaucia Padrão, Dr.ª Analista de Economia, Epagri/Cepa Reney Dorow, Msc. Analista de Mercado, Epagri/Cepa

Leia mais

GEOGRAFIA. Professores: Marcus, Ronaldo

GEOGRAFIA. Professores: Marcus, Ronaldo GEOGRAFIA Professores: Marcus, Ronaldo Questão que trabalha conceitos de cálculo de escala, um tema comum nas provas da UFPR. O tema foi trabalhado no Módulo 05 da apostila II de Geografia I. Para melhor

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2005

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2005 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2005 Cria a Zona Franca de São Luís, no Estado do Maranhão. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º Fica criada a Zona Franca de São Luís, no Estado do Maranhão, definida

Leia mais

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 CAP. 02 A Dinâmica dos espaços da Globalização. (9º ano) *Estudaremos a difusão do modo capitalista de produção, ou seja, do modo de produzir bens e

Leia mais

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer CAUSAS: Acirramento da concorrência comercial entre as potências coloniais; Crise das lavouras de cana; Estagnação da economia portuguesa na segunda metade do século XVII; Necessidade de encontrar metais

Leia mais

Palestra: História da Cana-de. de-açúcar no Centro-Oeste Professora: Ana Paula PROJETO: PRODUÇÃO DO AÇÚCAR ORGÂNICO NA JALLES MACHADO S/A

Palestra: História da Cana-de. de-açúcar no Centro-Oeste Professora: Ana Paula PROJETO: PRODUÇÃO DO AÇÚCAR ORGÂNICO NA JALLES MACHADO S/A Palestra: História da Cana-de de-açúcar no Centro-Oeste Professora: Ana Paula PROJETO: PRODUÇÃO DO AÇÚCAR ORGÂNICO NA JALLES MACHADO S/A ORIGEM DA CANA-DE-AÇÚCAR A cana-de de-açúcar é uma planta proveniente

Leia mais

O consumidor dos Free Shops: Estudo de caso do perfil do consumidor em Rio Branco / Uruguai.

O consumidor dos Free Shops: Estudo de caso do perfil do consumidor em Rio Branco / Uruguai. PINTO, Andler Kimura (autor) Andler_kimura@hotmail.com acadêmico geografia UFPel PINTO, Vinicius Lacerda (co-autor) Vini_lacerda@msn.com acadêmico geografia UFPel Indicação do estágio da pesquisa: em fase

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

HISTÓRIA-2009 2ª FASE 2009

HISTÓRIA-2009 2ª FASE 2009 Questão 01 UFBA - -2009 2ª FASE 2009 Na Época Medieval, tanto no Oriente Médio, quanto no norte da África e na Península Ibérica, muçulmanos e judeus conviviam em relativa paz, fazendo comércio e expressando,

Leia mais

GABARITO PRÉ-VESTIBULAR

GABARITO PRÉ-VESTIBULAR LINGUAGENS 01. C 02. D 03. C 04. B 05. C 06. C 07. * 08. B 09. A 10. D 11. B 12. A 13. D 14. B 15. D LÍNGUA ESTRANGEIRA 16. D 17. A 18. D 19. B 20. B 21. D MATEMÁTICA 22. D 23. C De acordo com as informações,

Leia mais

ACORDO ENTRE A REPÚBLICA ORIENTAL DO URUGUAI E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SOBRE TRANSPORTE FLUVIAL E LACUSTRE NA HIDROVIA URUGUAI-BRASIL

ACORDO ENTRE A REPÚBLICA ORIENTAL DO URUGUAI E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SOBRE TRANSPORTE FLUVIAL E LACUSTRE NA HIDROVIA URUGUAI-BRASIL ACORDO ENTRE A REPÚBLICA ORIENTAL DO URUGUAI E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SOBRE TRANSPORTE FLUVIAL E LACUSTRE NA HIDROVIA URUGUAI-BRASIL A República Oriental do Uruguai e A República Federativa do

Leia mais

A INTEGRAÇÃO DA REDE FERROVIÁRIA COM A REDE LOGÍSTICA E DEMAIS REDES MODAIS

A INTEGRAÇÃO DA REDE FERROVIÁRIA COM A REDE LOGÍSTICA E DEMAIS REDES MODAIS A INTEGRAÇÃO DA REDE FERROVIÁRIA COM A REDE LOGÍSTICA E DEMAIS REDES MODAIS NOVEMBRO 2014 ÍNDICE 01. A REDE NACIONAL DE PLATAFORMAS LOGISTICAS 01. INTRODUÇÃO 02. PRIORIDADES NA CONSTRUÇÃO DE NOVAS 02.

Leia mais

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Causas da Hegemonia atual dos EUA Hegemonia dos EUA Influência Cultural: músicas, alimentações, vestuários e língua Poderio Econômico: 20% do PIB global Capacidade Militar sem

Leia mais

CRISE DO ANTIGO SISTEMA COLONIAL

CRISE DO ANTIGO SISTEMA COLONIAL CRISE DO ANTIGO SISTEMA COLONIAL BASES COMUNS DO SISTEMA COLONIAL PACTO-COLONIAL Dominação Política Monopólio Comercial Sistema de Produção Escravista ESTRUTURA SOCIAL DAS COLONIAS ESPANHOLAS Chapetones

Leia mais

Desempenho da Agroindústria em 2004. histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003), os

Desempenho da Agroindústria em 2004. histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003), os Desempenho da Agroindústria em 2004 Em 2004, a agroindústria obteve crescimento de 5,3%, marca mais elevada da série histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003),

Leia mais

Uma leitura histórica no contexto das diferenças sócio-culturais e naturais do estado do Rio Grande do Sul

Uma leitura histórica no contexto das diferenças sócio-culturais e naturais do estado do Rio Grande do Sul A CONSTITUIÇÃO DAS REDES DE CIDADES NO RIO GRANDE DO SUL A PARTIR DE UMA LEITURA HISTÓRICA DENTRO DO CONTEXTO DAS DIFERENÇAS SÓCIO- CULTURAIS E NATURAIS Adriana M. Rodrigues Pilar Mestranda do Programa

Leia mais

CRISE DO ESCRAVISMO. O Brasil foi o último país da América Latina a abolir a escravidão.

CRISE DO ESCRAVISMO. O Brasil foi o último país da América Latina a abolir a escravidão. CRISE DO ESCRAVISMO A Dinamarca foi o primeiro país Europeu a abolir o tráfico de escravos em 1792. A Grã-Bretanha veio a seguir, abolindo em 1807 e os Estados Unidos em 1808. O Brasil foi o último país

Leia mais

Perspectivas da Economia Brasileira

Perspectivas da Economia Brasileira Perspectivas da Economia Brasileira Márcio Holland Secretário de Política Econômica Ministério da Fazenda Caxias do Sul, RG 03 de dezembro de 2012 1 O Cenário Internacional Economias avançadas: baixo crescimento

Leia mais

EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL O QUE ERAM AS ENTRADAS E BANDEIRAS?

EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL O QUE ERAM AS ENTRADAS E BANDEIRAS? EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL Foi a conquista e ocupação do interior do território, além dos limites do Tratado de Tordesilhas. Essa expansão foi responsável pela extensão territorial do Brasil de hoje.

Leia mais

População e PIB das cidades médias crescem mais que no resto do Brasil

População e PIB das cidades médias crescem mais que no resto do Brasil RELEASE 17 de JULHO de 2008. População e PIB das cidades médias crescem mais que no resto do Brasil Aumentos de riquezas e de habitantes nas cidades com 100 mil a 500 mil, neste século, superam a média

Leia mais

EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL

EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL Foi a conquista e ocupação do interior do território, além dos limites do Tratado de Tordesilhas. Essa expansão foi responsável pela extensão territorial do Brasil de hoje.

Leia mais

Estratégia Internacional

Estratégia Internacional Estratégia Internacional Professor: Claudemir Vasconcelos Aluno: Sergio Abreu Estratégia Internacional A internacionalização não se limita somente ao Comércio exterior (importação & exportação); é operar

Leia mais

AV1 Estudo Dirigido da Disciplina CURSO: Gestão Estratégica e Qualidade DISCIPLINA: Estratégia Empresarial

AV1 Estudo Dirigido da Disciplina CURSO: Gestão Estratégica e Qualidade DISCIPLINA: Estratégia Empresarial AV1 Estudo Dirigido da Disciplina CURSO: Gestão Estratégica e Qualidade DISCIPLINA: Estratégia Empresarial ALUNO(A): MATRÍCULA: NÚCLEO REGIONAL: DATA: / / QUESTÃO 1: Que escola de pensamento reúne aspectos

Leia mais

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS E CONCLUSÕES

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS E CONCLUSÕES 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS E CONCLUSÕES O modelo tradicional do setor elétrico estruturado através de monopólios naturais verticalizados foi a principal forma de provisionamento de energia elétrica no mundo

Leia mais

Gabarito oficial preliminar: História

Gabarito oficial preliminar: História 1) Questão 1 Segundo José Bonifácio, o fim do tráfico de escravos significaria uma ameaça à existência do governo porque Geraria uma crise econômica decorrente da diminuição da mão de obra disponível,

Leia mais

A economia global e a organização do espaço

A economia global e a organização do espaço littleny/ Shutterstock ssguy/ Shutterstock A economia global e a organização do espaço Xangai, China Las Vegas, EUA Alain Lacroix/ Dreamstime.com Empresas multinacionais e economia global A revolução tecnocientífica,

Leia mais

MOTIVAÇÕES PARA A INTERNACIONALlZAÇÃO

MOTIVAÇÕES PARA A INTERNACIONALlZAÇÃO Internacionalização de empresas brasileiras: em busca da competitividade Luis Afonso Lima Pedro Augusto Godeguez da Silva Revista Brasileira do Comércio Exterior Outubro/Dezembro 2011 MOTIVAÇÕES PARA A

Leia mais

COLÉGIO MARISTA DE BRASÍLIA Educação Infantil e Ensino Fundamental Aluno(a): 8º Ano: Nº Professor(a): Data: / / Componente Curricular: HISTÓRIA

COLÉGIO MARISTA DE BRASÍLIA Educação Infantil e Ensino Fundamental Aluno(a): 8º Ano: Nº Professor(a): Data: / / Componente Curricular: HISTÓRIA COLÉGIO MARISTA DE BRASÍLIA Educação Infantil e Ensino Fundamental Aluno(a): 8º Ano: Nº Professor(a): Data: / / Componente Curricular: HISTÓRIA 2011/HIST8ANOEXE2-PARC-1ºTRI-I AVALIAÇÃO PARCIAL 1º TRIMESTRE

Leia mais

Unesp 2014/2 Geografia 2ª Fase

Unesp 2014/2 Geografia 2ª Fase QUESTÃO 5 (Placas Tectônicas e Terremotos) A partir das informações apresentadas e de conhecimentos geográficos, indique as áreas e as razões que levam algumas zonas do planeta a estarem sujeitas a maior

Leia mais

APRESENTAÇÃO DO PROJETO PÚBLICO ALVO

APRESENTAÇÃO DO PROJETO PÚBLICO ALVO SUMÁRIO 4 APRESENTAÇÃO DO PROJETO 6 JUSTIFICATIVA 7 OBJETIVOS 7 PÚBLICO ALVO 8 HISTÓRICO DO EVENTO 12 EMPRESAS E INSTITUIÇÕES PARCEIRAS APRESENTAÇÃO DO PROJETO Foto 1: Vista aérea do evento A Expoarroz

Leia mais

participação de mercado em território estrangeiro. No caso da Suzano, o produto exportado foi a celulose. Por ser commodity, não requer certo padrão

participação de mercado em território estrangeiro. No caso da Suzano, o produto exportado foi a celulose. Por ser commodity, não requer certo padrão 5 Conclusão A partir deste estudo, foi possível observar como as teorias de internacionalização puderam explicar diferentes aspectos da expansão para a China das empresas estudadas. A teoria Poder de Mercado

Leia mais

CONCENTRAÇÃO BANCÁRIA E CENTROS DE GESTÃO DO TERRITÓRIO: O CASO DO BRASIL ( 1 )

CONCENTRAÇÃO BANCÁRIA E CENTROS DE GESTÃO DO TERRITÓRIO: O CASO DO BRASIL ( 1 ) CONCENTRAÇÃO BANCÁRIA E CENTROS DE GESTÃO DO TERRITÓRIO: O CASO DO BRASIL ( 1 ) Roberto Lobato Corrêa Departamento de Geografia- UFRJ Tel.: (021) 590-1880 UFRJ-IBGE, Rio de Janeiro, Brasil Este estudo

Leia mais

1.6 Têxtil e Confecções. Diagnóstico

1.6 Têxtil e Confecções. Diagnóstico 1.6 Têxtil e Confecções Diagnóstico A indústria de artigos têxteis e confecções é marcada atualmente pela migração da produção em busca de mão-de-obra mais barata ao redor do mundo, facilitada pela baixa

Leia mais

A REDE URBANA NO VALE DO PARAÍBA: ESTAGNAÇÃO ECONÔMICA DO MUNÍCIPIO DE REDENÇÃO DA SERRA

A REDE URBANA NO VALE DO PARAÍBA: ESTAGNAÇÃO ECONÔMICA DO MUNÍCIPIO DE REDENÇÃO DA SERRA A REDE URBANA NO VALE DO PARAÍBA: ESTAGNAÇÃO ECONÔMICA DO MUNÍCIPIO DE REDENÇÃO DA SERRA RODRIGO ALEXANDRE PEREIRA CALDERARO 1 e EVÂNIO DOS SANTOS BRANQUINHO 2 calderaro.ro@gmail.com; evanio.branquinho@unifal-mg.edu.br

Leia mais

Exercícios sobre Tigres Asiáticos

Exercícios sobre Tigres Asiáticos Exercícios sobre Tigres Asiáticos Material de apoio do Extensivo 1. (UNITAU) Apesar das críticas, nos últimos tempos, alguns países superaram o subdesenvolvimento. São os NIC (Newly Industrialized Countries),

Leia mais

BRASIL EXCLUDENTE E CONCENTRADOR. Colégio Anglo de Sete Lagoas Prof.: Ronaldo Tel.: (31) 2106 1750

BRASIL EXCLUDENTE E CONCENTRADOR. Colégio Anglo de Sete Lagoas Prof.: Ronaldo Tel.: (31) 2106 1750 BRASIL EXCLUDENTE E CONCENTRADOR As crises econômicas que se sucederam no Brasil interromperam a política desenvolvimentista. Ocorre que o modelo de desenvolvimento aqui implantado (modernização conservadora

Leia mais

Colégio Senhora de Fátima

Colégio Senhora de Fátima Colégio Senhora de Fátima A formação do território brasileiro 7 ano Professora: Jenifer Geografia A formação do território brasileiro As imagens a seguir tem como principal objetivo levar a refletir sobre

Leia mais

COMENTÁRIO DA PROVA DE GEOGRAFIA

COMENTÁRIO DA PROVA DE GEOGRAFIA COMENTÁRIO DA PROVA DE GEOGRAFIA A UFPR elaborou boas questões de geografia para esta edição do vestibular. Destacamos a abrangência, com questões de assuntos importantes, como orientação, migrações, urbanização

Leia mais

Independência da América Espanhola

Independência da América Espanhola Independência da América Espanhola Colônias espanholas na América Contexto Século XVIII: mudanças importantes iniciadas e ganhando força: Europa: Espanha e Portugal não dominavam mais o comércio colonial;

Leia mais

MINERAÇÃO E REVOLTAS NO BRASIL COLONIAL

MINERAÇÃO E REVOLTAS NO BRASIL COLONIAL MINERAÇÃO E REVOLTAS NO BRASIL COLONIAL Portugal: crises e dependências -Portugal: acordos comerciais com a Inglaterra; -Exportação de produtos brasileiros; -Tratado de Methuen: redução fiscal para os

Leia mais

7ºano 2º período vespertino 25 de abril de 2014

7ºano 2º período vespertino 25 de abril de 2014 GEOGRAFIA QUESTÃO 1 A Demografia é a ciência que estuda as características das populações humanas e exprime-se geralmente através de valores estatísticos. As características da população estudadas pela

Leia mais

Brasil e suas Organizações políticas e administrativas. Brasil Atual 27 unidades político-administrativas 26 estados e distrito federal

Brasil e suas Organizações políticas e administrativas. Brasil Atual 27 unidades político-administrativas 26 estados e distrito federal Brasil e suas Organizações políticas e administrativas GEOGRAFIA Em 1938 Getúlio Vargas almejando conhecer o território brasileiro e dados referentes a população deste país funda o IBGE ( Instituto Brasileiro

Leia mais

Geografia/Profª Carol

Geografia/Profª Carol Geografia/Profª Carol Recebe essa denominação porque parte dos territórios dos países platinos que constituem a região é banhada por rios que compõem a bacia hidrográfica do Rio da Prata. Países: Paraguai,

Leia mais

No geral, a Hamburg Süd alcançou um resultado positivo nos serviços marítimos mesmo com as adversidades verificadas no mercado.

No geral, a Hamburg Süd alcançou um resultado positivo nos serviços marítimos mesmo com as adversidades verificadas no mercado. Hamburg Süd encerra 2014 com faturamento de 5,2 bilhões de euros Empresa movimentou, juntamente com a subsidiária Aliança, cerca de 3,4 milhões de contêineres, um aumento de 2% em relação ao período anterior

Leia mais

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 2ª PROVA PARCIAL DE GEOGRAFIA

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 2ª PROVA PARCIAL DE GEOGRAFIA COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 2012 2ª PROVA PARCIAL DE GEOGRAFIA Aluno(a): Nº Ano: 7º Turma: Data: 02/06/2012 Nota: Professor(a): EDVALDO DE OLIVEIRA Valor da Prova: 40 pontos Orientações

Leia mais

Município D 8.902 545 6,12 Município E 231.977 3.544 1,53 Município F 93.655 1.280 1,37

Município D 8.902 545 6,12 Município E 231.977 3.544 1,53 Município F 93.655 1.280 1,37 01 - Os problemas ambientais estão na ordem do dia dos debates científicos, das agendas políticas, da mídia e das relações econômicas. Até muito recentemente, ao se falar de meio ambiente, as instituições

Leia mais

MAHATMA GANDHI. Cronologia

MAHATMA GANDHI. Cronologia Cronologia 1869 Data de nascimento de Gandhi 1888 1891 Estudou direito em Londres 1893 1914 Período em que viveu na África do Sul 1920 Lutou pelo boicote aos produtos ingleses 1930 Campanhas de desobediência

Leia mais

A LEI DO BEM COMO INSTRUMENTO DE FOMENTO À P&D: ANÁLISE DOS RESULTADOS NA REGIÃO NORTE (2006-2010)

A LEI DO BEM COMO INSTRUMENTO DE FOMENTO À P&D: ANÁLISE DOS RESULTADOS NA REGIÃO NORTE (2006-2010) A LEI DO BEM COMO INSTRUMENTO DE FOMENTO À P&D: ANÁLISE DOS RESULTADOS NA REGIÃO NORTE (2006-2010) Moises Israel Belchior de Andrade Coelho (UEA) moises.acoelho@gmail.com O objetivo deste trabalho é apresentar

Leia mais

Conferência Alemanha Europeia / Europa Alemã. 26 de novembro de 2014

Conferência Alemanha Europeia / Europa Alemã. 26 de novembro de 2014 Conferência Alemanha Europeia / Europa Alemã 26 de novembro de 2014 1. Empresas Alemãs em Portugal 2. Investimento Direto Alemão em Portugal 3. Exportação / Importação 1. Empresas Alemãs em Portugal Perspetiva

Leia mais

Aluno(a): Nº. Professor: Anderson José Soares Série: 7º Disciplina: Geografia. Pré Universitário Uni-Anhanguera

Aluno(a): Nº. Professor: Anderson José Soares Série: 7º Disciplina: Geografia. Pré Universitário Uni-Anhanguera Pré Universitário Uni-Anhanguera Questão 01) A distribuição da população pela superfície do planeta é desigual, orientada por fatores históricos, econômicos ou naturais. No caso do Brasil, conclui-se que

Leia mais

MERCOCIUDADES / UNIDADE TEMÁTICA DE TURISMO / ATA Nº 02/2011 REUNIÃO DA UNIDADE TEMÁTICA DE TURISMO DA REDE MERCOCIDADES

MERCOCIUDADES / UNIDADE TEMÁTICA DE TURISMO / ATA Nº 02/2011 REUNIÃO DA UNIDADE TEMÁTICA DE TURISMO DA REDE MERCOCIDADES MERCOCIUDADES / UNIDADE TEMÁTICA DE TURISMO / ATA Nº 02/2011 REUNIÃO DA UNIDADE TEMÁTICA DE TURISMO DA REDE MERCOCIDADES Celebrou-se na cidade de Porto Alegre, RS, Brasil, entre os dias 03 e 04 do mês

Leia mais

A atividade agrícola e o espaço agrário. Prof. Bruno Batista

A atividade agrícola e o espaço agrário. Prof. Bruno Batista A atividade agrícola e o espaço agrário Prof. Bruno Batista A agropecuária É uma atividade primária; É obtida de forma muito heterogênea no mundo países desenvolvidos com agricultura moderna, e países

Leia mais