PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO MUNICÍPIO DE SANTA ROSA - RS

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1 1 EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ(A) FEDERAL DA 1ª VARA FEDERAL DE SANTA ROSA (RS) SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RIO GRANDE DO SUL O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, por meio da Procuradora da República signatária, com fundamento nos artigos 127 e 129, inciso III, da Constituição da República Federativa do Brasil, artigo 6º, inciso VII, alínea b, e inciso XIV, alínea g, da Lei Complementar nº 75/93, e artigo 1º, inciso I, da Lei nº 7.347/85, vem perante Vossa Excelência propor a presente AÇÃO CIVIL PÚBLICA AMBIENTAL (com pedido de medida liminar) contra I) INSTITUTO BRASILEIRO DE MEIO AMBIENTE E RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS IBAMA, Autarquia Federal vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, com sede na Rua Miguel Teixeira, n 126, Cidade Baixa, CEP , em Porto Alegre (RS); II) ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, pessoa jurídica de direito público interno, com sede na Av. Borges de Medeiros, n.º º andar, CEP , Porto Alegre RS; III) FUNDAÇÃO ESTADUAL DE PROTEÇÃO AMBIENTAL - FEPAM, Fundação Pública vinculada à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, com sede na Av. Borges de Medeiros, nº 261-1º andar, CEP , Porto Alegre RS; pelas razões de fato e de direito a seguir expostas.

2 2 I. DO OBJETO DA AÇÃO A presente ação civil pública ambiental tem como finalidade a condenação dos réus à elaboração e à execução de um projeto de recuperação das Áreas de Preservação Permanente (APP) na margem do Rio Uruguai nos municípios da área de abrangência de atuação da Procuradoria da República em Santa Rosa 1, a partir do exercício do poder de polícia ambiental, nos termos do que dispõe o art. 72 da Lei nº 9.605/98, combinado com o art. 19 do Decreto Presidencial nº 6.514/2008 e a Lei Estadual nº 9.519/92. Além disso, a presente demanda objetiva combater a omissão dos réus, compelindo-os a concretizar os mandamentos constitucionais e legais que determinam a delimitação, o controle e a proteção das Áreas de Preservação Permanente, bem como a desempenhar, de forma efetiva, o poder de polícia ambiental. II. DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL A Justiça Federal é competente para o processamento e julgamento desta ação civil pública em razão de vários fatores. Primeiro, porque tem como finalidade tutelar Área de Preservação Permanente localizada em rio federal (Rio Uruguai), bem da União, o que evidencia, dessa forma, a competência da Justiça Federal para a causa. Segundo, porquanto o Ministério Público Federal, como instituição autônoma e constitucionalmente responsável pela defesa dos direitos difusos (no caso, o meio ambiente), é a parte proponente da demanda, o que revela, novamente, a competência da Justiça Federal para conhecer da presente ação coletiva. Terceiro, em razão da presença do IBAMA, autarquia federal, no polo passivo da ação (inteligência do artigo 109, inciso I, da Constituição da República Federativa do Brasil). 1 Municípios de Porto Lucena, Porto Vera Cruz, Alecrim, Porto Mauá, Novo Machado, Doutor Maurício Cardoso, Crissiumal, Tiradentes do Sul.

3 3 III. DA LEGITIMIDADE ATIVA O artigo 127 da Constituição da República Federativa do Brasil estabelece que compete ao Ministério Público, instituição essencial à função jurisdicional, a defesa dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Fixada tal competência, a Carta Política dispõe, no seu artigo 129, que: Art São funções institucionais do Ministério Público: ( ) II zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua garantia. III promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. Da leitura dos dispositivos constitucionais referidos, verifica-se, de forma incontestável, que o Ministério Público Federal tem legitimidade ativa para ajuizar a presente demanda que tem como finalidade proteger o meio ambiente. IV. DA LEGITIMIDADE PASSIVA A legitimação passiva do IBAMA, do Estado do Rio Grande do Sul e da FEPAM decorre das suas omissões em relação à proteção do meio ambiente, caracterizadas a partir do descumprimento do poder de polícia ambiental, tendo em vista que não impediram a degradação da mata ciliar do Rio Uruguai, não exercendo, dessa forma, a competência constitucional prevista no art. 23, inciso VI2 e no art Cumpre asseverar, por oportuno, que tal poder-dever é comum a todos os entes federativos, sendo disciplinado, ainda, pela Lei Complementar nº 140/2011, pela Lei n.º 3 2 Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: VI- proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; 3 Nesse sentido: AMBIENTAL. PROCESSUAL CIVIL. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LICENCIAMENTO AMBIENTAL. ZONA DE AMORTECIMENTO DO PARQUE NACIONAL DE JERICOACOARA. LEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. 1. Em se tratando de proteção ao meio ambiente, não há falar em competência exclusiva de um ente da federação para promover medidas protetivas. Impõe-se amplo aparato de fiscalização a ser exercido pelos quatro entes federados, independentemente do local onde a ameaça ou o dano estejam ocorrendo, bem como da competência para o licenciamento. 2. O domínio da área em que o dano ou o risco de dano se manifesta é apenas um dos critérios definidores da legitimidade para agir do parquet federal. Ademais, o poder-dever de fiscalização dos outros entes deve ser exercido quando a atividade esteja, sem o devido acompanhamento do órgão competente, causando danos ao meio ambiente. 3. A atividade fiscalizatória das

4 /81, pela Lei n.º 9.605/98 e pelas Leis Estaduais (RS) n.º 9.077/90 e n.º /94. V. DA COMPETÊNCIA DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE SANTA ROSA/RS Os danos ambientais objeto da presente ação estão localizados nos Municípios de Porto Lucena, Porto Vera Cruz, Alecrim, Porto Mauá, Novo Machado, Doutor Maurício Cardoso, Crissiumal e Tiradentes do Sul, todos abrangidos pela jurisdição da Subseção Judiciária de Santa Rosa (RS) e pela atribuição da. Portanto, a Subseção Judiciária de Santa Rosa (RS) é competente para processar e julgar a causa. VI DOS FATOS O Inquérito Civil Público nº / foi instaurado em 20 de junho de 2006, na, a partir das declarações prestadas pelo Agente Florestal Regional da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Cláudio Vicente Kroth, o qual relatou a existência de diversas construções irregulares em Área de Preservação Permanente, a menos de 50 metros das margens do Rio Uruguai, em diversos municípios pertencentes à Subseção Judiciária de Santa Rosa4. Foi trazida, ainda, a informação de grave desmatamento que vem ocorrendo ao longo dos anos na margem do Rio Uruguai, em razão da falta de fiscalização dos órgãos públicos ambientais Federal e Estadual. Veja-se o teor das informações prestadas: O depoente, Agente Florestal Regional da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, atividades nocivas ao meio ambiente concede ao IBAMA interesse jurídico suficiente para exercer seu poder de polícia administrativa, ainda que o bem esteja situado em área cuja competência para o licenciamento seja do município ou do estado. ( ) Agravo regimental provido. (STJ, AgRg no REsp /CE, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 11/06/2013, DJe 19/06/2013) 4 Porto Lucena, Porto Vera Cruz, Alecrim, Porto Mauá, Novo Machado, Doutor Maurício Cardoso, Crissiumal, Tiradentes do Sul, Esperança do Sul, Derrubadas, Barra do Guarita e Pinheirinho do Vale.

5 5 com sede em Santa Rosa/RS declara que existem inúmeras residências situadas a menos de 50 metros das margens do Rio Uruguai. QUE também as ilhas que pertencem aos municípios de Porto Lucena, Porto Xavier e Porto Vera Cruz também são exploradas por pessoas que praticam a agricultura e a pecuária. QUE não há residência nessas ilhas, somente a prática daquelas atividades. QUE o Código Florestal declara que são Áreas de Preservação Permanente APA, aquelas situadas até 500 metros das margens do Rio Uruguai. Informa ainda, que foram firmados vários TAC's com os moradores dessas áreas, nos quais constou a obrigação de que fosse isolada a faixa de 50 metros a partir da margem do rio, esclarece que se havia construções, essas foram mantidas, todavia, foram impedidas as construções de novas casas. QUE decidiram fazer o isolamento da área em várias etapas, começando pelos 50 metros. O objetivo era evitar problemas sociais, tendo em vista que se tratava, na sua maioria, de pequenos agricultores. Assevera, contudo, que existem grandes casas de veraneio de bom nível. QUE a SEMA e a PATRULHA AMBIENTAL é que fazem a fiscalização desses 50 metros. QUE em alguns casos em que houve descumprimento, foi ajuizada ACP. Informa que o CONAMA elaborou a resolução nº 369, de MARÇO de 2006, a qual prevê a possibilidade da regularização de obras consolidadas em Área de Preservação Permanente/APA, e que ainda se está estudando a forma de aplicação do referido estatuto normativo. QUE o IBAMA não tem participado dessa fiscalização. QUE se preocupa com o dilema criado ao longo dos anos, entre a necessidade de preservação ambiental e o problema social que causaria uma eventual desocupação daquela área. Registre-se, como dito acima, que a mata ciliar tutelada nesta ação encontrase localizada em apenas oito dos Municípios citados (Porto Lucena, Porto Vera Cruz, Alecrim, Porto Mauá, Novo Machado, Doutor Maurício Cardoso, Crissiumal, Tiradentes do Sul). Visando instruir o expediente que deu origem ao ajuizamento da presente ação, em 20/06/2006 este órgão ministerial, por meio do OF/CIRC/PRDC/PRM/SR/RS/Nº 581, requisitou à Superintendência do IBAMA no Rio Grande do Sul que apurasse a notícia de construções irregulares realizadas às margens do Rio Uruguai nos Municípios de Porto Lucena, Porto Vera Cruz, Alecrim, Porto Mauá, Novo Machado, Doutor Maurício Cardoso, Crissiumal, Tiradentes do Sul, Esperança do Sul, Derrubadas, Barra do Guarita e Pinheirinho do Vale (fl. 05). Em 13 de setembro de 2006, a Superintendência do IBAMA encaminhou resposta solicitando o prazo de 120 dias para o cumprimento da determinação, pois esse seria o período necessário para a realização dos trabalhos de campo, em razão das escassas condições operacionais para o levantamento (diárias, veículos e servidores), bem como em razão da extensa distância a ser percorrida, que seria em torno de 220 Km (fls. 188/189). Concedida a prorrogação para a realização dos estudos (fl. 190), mesmo após

6 6 diversas vezes intimado, e transcorrido mais de 5 meses desde a solicitação de dilação de prazo, o IBAMA não mais se pronunciou (fl. 192). Com a finalidade de instruir o expediente administrativo, foi encaminhado, também, o OF/CIRC/PRDC/PRM/SR/RS/Nº 580 às Promotorias de Justiça de Tenente Portela, Santo Cristo, Crissiumal, Porto Xavier, Tucunduva e Santa Rosa, requisitando informações sobre a eventual celebração de Termo de Ajustamento de Conduta TAC cujo objeto seja relacionado com a construção de residências ou outras edificações na margem do Rio Uruguai nas respectivas áreas de atribuição das Promotorias (fls. 07/13). Colacionado ao feito as respostas das Promotorias de Justiça das Comarcas de Tenente Portela (fls. 42/85), Crissiumal (fls. 86/87), Porto Xavier (fls. 89/126), Santa Rosa (fls. 144/147) e Santo Cristo (fls. 148/187), verificou-se que na região foi celebrado um Termo de Ajuste de Conduta coletivo, por volta do ano de 2000, no qual ficou estabelecido que os moradores ribeirinhos deveriam manter isolada a área de 50 metros contados do leito do Rio Uruguai, ou quando fora deste, da média das enchentes ordinárias, sendo vedado o acesso de animais e pessoas ao rio. A relação das pessoas que assinaram o TAC, pelo que se pôde apurar (fls. 65/68/, 98/105, 156/166, 170/176 e 180/187), contém aproximadamente 500 (quinhentos) proprietários de habitações existentes sobre a área da mata ciliar, o que demonstra a gravidade da degradação ambiental na margem do Rio Uruguai. Posteriormente, em setembro de 2007, na sede da PRM Santa Rosa, foi realizada reunião entre o Procurador da República, Dr. Flávio Pavlov, Cláudio Vicente Kroth, Engenheiro Agrônomo do DEFAP (Departamento Estadual de Florestas e Áreas Protegidas) e Luís Ernildo Maders, Capitão da Brigada Militar, para tratar da área de preservação permanente do Rio Uruguai. Na ocasião o Capitão da Brigada Militar reconheceu que a política implantada no ano de 2000, por meio de TAC firmado entre os moradores ribeirinhos e o Ministério Público Estadual, no sentido de estabelecer como meta inicial um isolamento de 50 metros da margem

7 7 do Rio Uruguai, objetivando a reconstrução da vegetação típica de cada localidade, ainda que contendo casos de desobediência contumaz, estava sendo bem sucedida. Apesar disso, o representante da polícia ambiental apontou a existência de um grave problema no âmbito do Rio Uruguai, qual seja, a presença de inúmeros portos clandestinos que são utilizados para (i) o tráfico internacional de animais domésticos e silvestres, de drogas e armas, (ii) contrabando e descaminho de mercadorias oriundas da Argentina e Paraguai (cigarros, pneus, combustíveis, palanques de cerca, defensivos agrícolas, bebidas alcoólicas e carne bovina); bem como para (iii) o transporte de mercadorias brasileiras furtadas para a República da Argentina (fls. 193/195). Em 02 de outubro de 2007, o Procurador da República Dr. Flávio Pavlov e o Capitão da Brigada Militar Luís Ernildo Maders, acompanhados por servidores do MPF e da PATRAM, realizaram uma vistoria nas margens do Rio Uruguai, tendo por propósito averiguar a situação das construções irregulares erguidas na mata ciliar e que contrariavam a legislação em vigor. Na oportunidade, segundo consta da narrativa comprovada pelas filmagens e pelo levantamento fotográfico, restou constatada a existência de vários imóveis construídos na margem do rio, bem como se verificou a presença de grande número de pequenos barcos de madeira, muitas vezes utilizados para o transporte de mercadorias contrabandeadas e drogas através do rio (fls. 197/198). Juntou-se aos autos CD enviado pela 3ª Companhia Ambiental da Brigada Militar de Santa Rosa PATRAM - contendo fotos e filmagens que demonstram a existência de diversas obras e construções ilegais realizadas na margem do Rio Uruguai (fl. 201). Na data de 03 de dezembro de 2007, na sede da PRM Santa Rosa, houve reunião entre o Dr. Flávio Pavlov, Procurador da República, a Dra. Melissa Marchi Juchen, Promotora de Justiça da Comarca de Santo Cristo/RS, Leonel Egídio Colossi, Prefeito Municipal de Alecrim/RS, Delfor Barbieri, Prefeito Municipal de Porto Vera Cruz/RS, Jair Benke, Assessor Jurídico do Município de Porto Vera Cruz/RS e João Américo Montini, Prefeito Municipal de Porto Lucena/RS, para tratar da questão relativa à preservação da mata ciliar do Rio Uruguai. Nesta oportunidade a Promotora de Justiça Melissa Marchi Juchen salientou que os Termos de Ajustamento de Conduta até então assinados resultaram em apenas 20% de reflorestamento

8 8 (fls. 209/213). Posteriormente, em 10 de janeiro de 2008, na sede da Procuradoria da República no Município de Santa Rosa, ocorreu nova reunião tendo como participantes o Dr. Flávio Pavlov, Tarso Isaia, Chefe do Escritório Regional do IBAMA em Santa Maria, Cláudio Vicente Kroth, Engenheiro Agrônomo do DEFAP e Vilson José da Silva Costa, Sargento da Brigada Militar. Nesta oportunidade o Procurador da República ressaltou que o MPF estava planejando atuar de forma mais severa para coibir as construções irregulares, sendo que os órgãos competentes também deveriam adotar estratégias mais rigorosas com a finalidade de cumprir a legislação ambiental. O representante do IBAMA esclareceu que, via de regra, as construções irregulares existentes ao longo das margens do Rio Uruguai são realizadas por pessoas bem instruídas e de posses, que não residem na localidade e buscam lazer. Por sua vez, o representante do DEFAP/SEMA salientou que muitas das pessoas que ocupam áreas próximas ao Rio Uruguai não são titulares das propriedades, sendo locatários, comodatários, cessionários ou arrendatários (fls. 236/240). Em decorrência dessa reunião, em 10 de janeiro de 2008, expediu-se Recomendação ao Escritório Regional do IBAMA em Santa Maria, ao escritório do DEFAP em Santa Rosa e à Companhia Ambiental da Brigada Militar, recomendando que a aprovação dos projetos de recuperação ambiental, relativos às áreas destruídas ou com regeneração impedida através de construções, fosse condicionada a prévia remoção ou demolição das construções realizadas na mata ciliar do Rio Uruguai (fls. 241/246). Em resposta, o órgão ambiental federal, por meio do Ofício nº 433/08GAB/SUPES/IBAMA/RS, diversamente do que havia informado anteriormente no sentido de que realizaria vistoria ao longo do Rio Uruguai para identificar as construções ilegais, argumentou que a competência para a realização dos referidos projetos seria do órgão ambiental estadual, não cabendo ao Instituto atuar de forma supletiva. No entanto, mencionou que, em atenção às decisões judiciais referentes às propostas de transação penal referendadas na Justiça Federal de Santa Rosa, que determinaram ao IBAMA a realização de vistoria e emissão de laudo com relação à execução e reparação de dano ambiental, o Instituto realizaria as vistorias e análise dos referidos projetos, exclusivamente quanto àqueles contemplados nas ações penais, já

9 9 devidamente informadas àquele Juízo (fls. 269/271). Encaminhou-se ao IBAMA, ainda, o OF/CIRC/PRDC/PRM/SR/RS/Nº 116/2008 solicitando que a autarquia ambiental elaborasse um Parecer Técnico abordando questões referentes à mata ciliar do Rio Uruguai (fl. 261). Em resposta ao ofício, o IBAMA encaminhou o Parecer Técnico intitulado Áreas de Preservação Permanente Intervenções e Supressões, de baixo Impacto Ambiental: Excepcionalidade à Utilidade Pública e ao Interesse Social (fls. 274/277), relatando, em síntese, que: (grifou-se) (...) no caso específico da mata ciliar do rio Uruguai, não há, portanto, como convalidar as obras, construções, descaracterizações de vegetação e demais alterações promovidas por particulares, com fins privativos, nas terras que estão inseridas no interior das Áreas de Preservação Permanente daquele Importante manancial de domínio federal. Cabe, sim, determinar a retirada física de tais obras, quando implantadas, e o abandono (não utilização do solo) das áreas sob tais condições no caso da utilização não regulamentar destas áreas por atividades agrícolas ou outras que se descaracterizem.(...) (...) Ainda no caso específico da mata ciliar do rio Uruguai, deve ser salientado que, do ponto de vista da recuperação do ambiente alterado, após a desocupação das Áreas de Preservação Permanente, é salutar que se promova o mínimo possível de intervenções humanas naquelas áreas, sendo desejável a recomposição do ambiente a partir da sua própria capacidade de auto-regeneração. No entanto, tal situação não prescinde de acompanhamento técnico, que avaliará regularmente se o ambiente não atingiu um grau de descaracterização tal que necessite do acréscimo de ações indutoras - neste caso a intervenção humana controlada visando acrescer meios para que a regeneração efetivamente ocorra (é o caso dos plantios de enriquecimento); e, em decorrência, se restabeleça o fluxo gênico da fauna e da flora, e se materialize o equilíbrio dinâmico do ambiente ora alterado. (...) (...) Apesar de estar muito alterada em sua configuração vegetal original, nem por

10 10 isto a destinação legal da Área de Preservação Permanente ao longo do rio Uruguai está em desacordo com a importância ambiental de sua preservação, manutenção e possibilidades de recuperação. A intocabilidade e a vedação do uso econômico direto daqueles espaços territoriais, bem como dos localizados ao longo dos demais corpos hídricos existentes em sua bacia hidrográfica, e os próximos às nascentes, é capaz de garantir, mesmo nesta situação, a geração de uma série de benefícios sócio-ambientais. Tais benefícios podem ser analisados sob os aspectos da importância da Área de Preservação Permanente como componente físico do agroecossistema e em relação aos "serviços ecológicos" prestados pela flora nela existente - incluindo todas as associações por ela proporcionada - com os seus componentes bióticos e abióticos. A vegetação existente na Área de Preservação Permanente do rio Uruguai, seja ela arbórea, arbustiva ou graminácea, cumpre importante papel estabilizador do solo, em decorrência do "emaranhado" de raízes das plantas, fator que evita a perda de solo pela erosão laminar, "amortecendo" o efeito das chuvas (elimina o seu impacto direto sobre o solo, e sua gradativa compactação); além disto, garante a sua porosidade e promove a recarga dos aqüíferos, ao alimentar o lençol freático. A vegetação ciliar, compondo a Área de Preservação Permanente do rio Uruguai, atua como uma interface entre as áreas agrícolas e de pastagens com o ambiente aquático; evita o escoamento superficial excessivo das águas das precipitações, garantindo a estabilização de suas margens; atua como filtro ("sistema tamp impedindo o carreamento de partículas de solo e de resíduos tóxicos (provenien / R, das atividades agrícolas) para o leito do rio - fatores estes que, na ausência ou redução da vegetação, podem intensificar os processos de poluição e de assoreamento do manancial.(...) (...) A imposição, aos particulares, da obrigatoriedade de preservar e de recuperar a mata ciliar do rio Uruguai como um todo, e em especial a porção correspondente à Área de Preservação Permanente, é, portanto, ação imperiosa e inadiável a ser implementada por parte das autoridades de nosso país. Toda e qualquer intervenção nestes espaços especialmente protegidos (construções de casas, galpões, pesqueiros, portos, ancoradouros, atividades agrícolas, etc) devem ser coibidas ou corrigidas. A erradicação das atividades que continuam a colocar em risco a destinação legal e a função ambiental cumprida pela Área de Preservação Permanente do

11 11 rio Uruguai é condição básica para que, por um lado, sejam mantidos incólumes os raros locais em que a ação humana ainda não alterou e comprometeu a funcionalidade do ambiente; e, por outro, garanta que, através de ações saneadoras que incluem a demolição ou desfazimento das obras, a cessação das atividades que estejam colocando em risco aqueles locais, e a implementação de medidas regeneradoras, definidas com base em critérios técnicos adequados sejam restaurados e mantidos os benefícios sócioambientais deles decorrentes. Estes benefícios serão usufruídos tanto pelos proprietários das áreas quanto pelos demais proprietários de outras áreas localizadas na bacia hidrográfica do rio Uruguai - e, em cadeia, também pelos membros das comunidades vizinhas, e pela sociedade como um todo. Tendo por base os argumentos expostos no Ofício nº 433/08/GAB/SUPES/IBAMA/RS, que demonstra que o IBAMA/RS estaria tentando se omitir na fiscalização das questões ambientais de sua atribuição, notadamente quanto às inúmeras edificações irregulares na mata ciliar do Rio Uruguai, expediu-se a Recomendação nº 01/2008 à Superintendência Estadual do Ibama no Rio Grande do Sul, recomendando que o órgão ambiental federal atuasse de forma eficaz na proteção das Áreas de Preservação Permanente localizadas nas marges do Rio Uruguai (fls. 280/286). Em 04 de setembro de 2008, a Superintendência do IBAMA, confirmando o atendimento do teor da Recomendação nº 01/2008, informou que realizou vistorias em 16 propriedades, na semana de 09/06/2008 a 13/06/2008, nos Municípios de Alecrim e Porto Mauá, em atendimento às decisões judiciais referentes às propostas de transação penal, no âmbito das Ações Penais que tramitam na Justiça Federal de Santa Rosa, com a consequente emissão de laudo com relação à execução de reparação dos danos ambientais. Asseverou, ainda, com o objetivo de atender a Recomendação, que realizou vistorias nas áreas rurais dos Municípios e que estaria preparando o levantamento georreferenciado e aerofotogramétrico da área para a maior eficácia da fiscalização. (fls. 681/682). Em 08 de agosto de 2008, o MPF oficiou à Fundação Estadual de Proteção

12 12 Ambiental FEPAM, solicitando que informasse se, nos anos de 2007 e 2008, houve pedidos de licenciamento junto ao órgão ambiental quanto às edificações realizadas na mata ciliar do Rio Uruguai, nos municípios da área de abrangência desta Procuradoria da República (fl. 579). A FEPAM pronunciou-se encaminhando a Informação nº 1004/2008 DEQAMB Departamento de Qualidade Ambiental, esclarecendo que não faz o licenciamento de edificações. Não obstante, frisou que Não poderiam ser entendidas como regulares atividades em área de APP, s.m.j., além das excepcionalidades previstas em legislação e regulamentos, quais sejam certas tipologias listadas como utilidade pública, interesse social e supressão de vegetação de baixo impacto (fl. 634). No mesmo contexto, oficiou-se ao Escritório Regional do IBAMA em Santa Maria, solicitando que informasse se, nos anos de 2007 e 2008, houve pedidos de licenciamento junto ao órgão ambiental quanto às edificações realizadas na mata ciliar do Rio Uruguai, nos municípios da área de abrangência desta Procuradoria da República (fl. 579). Este Escritório Regional encaminhou resposta informando que no âmbito de sua atribuição não foram emitidas licenças ou autorizações para a realização de edificações ou quaisquer outras obras ou atividades na área de preservação permanente do Rio Uruguai, em nenhum dos municípios referidos pelo MPF. Destacou, no entanto, que encaminhou a referida solicitação ao Núcleo de Licenciamento Ambiental da Superintendência Estadual do IBAMA no Rio Grande do Sul para verificação da existência de algum procedimento no âmbito daquele órgão (fl. 582). Em 11 de setembro de 2008 aportou nesta PRM o Ofício nº 872/08GAB/SUPES/IBAMA/RS, informando que no âmbito da Superintendência Estadual do IBAMA existia apenas um procedimento, que se referia ao projeto de construção de acessos públicos ao Rio Uruguai, no Município de Porto Vera Cruz (construção de acesso a embarcações, instalação de sanitários, bebedouros, mesas etc.). Encaminhou anexa a Informação Técnica nº 01/2008/NLASUPES/RS, na qual relatou que, em razão dos dados apresentados não era possível determinar com precisão a dimensão e impactos decorrentes do empreendimento. Destacou que o empreendimento era previsto na Resolução CONAMA 369/07 como uma das situações excepcionadas na norma. Ressaltou que a respectiva autorização, se acaso concedida, deveria ser emitida pelo IBAMA, em caso de licenciamento conduzido pela Autarquia, ou pelo DEFAP, se não houvesse necessidade de licenciamento ambiental ou mesmo conduzido pela FEPAM (fls.

13 13 609/622). Para melhor subsidiar a atuação ministerial, foram solicitados pareceres técnicos à 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF (fls. 592/593) e ao próprio IBAMA (fls. 607/608) sobre as construções irregulares na mata ciliar do Rio Uruguai e os danos ambientais que possuem efeitos diretos no manancial, levando-se em consideração a distância da margem do rio. O IBAMA acostou aos autos o parecer técnico de fls. 707/716, no qual afirma que a intensidade e os efeitos dos danos ambientais em andamento na bacia hidrográfica do rio Uruguai devem ser estancados pela priorização de ações saneadoras; estas devem ser impostas pelo poder público, em nome da sociedade, às minorias que, por suas formas de agir e de se apropriar do bem comum que é o meio ambiente, causam tais danos. Por sua vez, a 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF enviou a informação técnica n 129 4º CCR, na qual fez acurada análise das questões relativas a produção de dano em potencial de obras irregulares nas margens do Rio Uruguai, mencionando que a necessidade da presença da vegetação ciliar é inquestionável, não só pelas suas funções locais mas também pela qualidade de vida da população que esta sob a influência de uma bacia hidrográfica (fls. 731/735). Em 24 de março de 2014 expediu-se nova Recomendação à Superintendência Regional do IBAMA para que promovesse a fiscalização e autuação dos proprietários de construções irregulares na APP na margem do Rio Uruguai aplicando as penalidades cabíveis, inclusive o desfazimento (demolição) das construções irregulares (fls. 746/752). Por meio do OF / RS/GABIN/IBAMA aquela Superintendência Regional informou que as operações de fiscalização do IBAMA seguem as diretrizes estabelecidas no Plano Nacional Anual de Proteção Ambiental - PNAP, de modo que não compete aos Superintendentes estaduais o estabelecimento de quais ações de fiscalização serão realizadas prioritariamente. Relatou que, em relação às ações civis públicas ajuizadas pelo MPF, o IBAMA entende que deve atuar na condição de interessado (art. 50, CPC). Por fim, disse

14 14 concordar em orientar o Estado e os Municípios na elaboração dos Projetos de Recuperação das Áreas Degradadas (PRADs), mas que não é de sua competência aprovar e acompanhar a execução desses PRADs (fls. 755/758). Da narrativa acima, a qual tornou-se necessária a fim de descrever com clareza os acontecimentos que vem ocorrendo ao longo dos anos em relação à ocupação irregular da mata ciliar do Rio Uruguai, vislumbra-se que tanto as tentativas de formalização de Termo de Ajustamento de Conduta junto aos moradores ribeirinhos ainda que inadequadas às vistas da legislação - quanto a efetiva fiscalização e autuação dos proprietários de construções irregulares na APP na margem do Rio Uruguai, restaram frustradas uma vez que os réus não vêm cumprindo a contento suas atribuições de polícia ambiental (fls. 755/758). Ressalte-se que durante o trâmite do Inquérito Civil Público foram tomadas todas as medidas administrativas cabíveis, a exemplo das várias reuniões realizadas entre o MPF e os órgãos ambientais estadual e federal (fls. 193/195, 209/213, 236/240, 253/257, 640/643 e 656/660). Também foram expedidas recomendações (fls. 280/286 e 746/752), além de muitos outros requerimentos visando à execução de uma efetiva fiscalização na Área de Preservação Permanente na margem do Rio Uruguai. Não obstante isso, transcorridos quase 10 (dez) anos da abertura do Inquérito Civil Público, os deveres do Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e da Brigada Militar Ambiental, da FEPAM e do IBAMA, de fiscalização e aplicação das sanções legais cabíveis não foram sequer iniciadas. Durante o trâmite do Inquérito Civil ficou amplamente constatado que, em desrespeito ao ordenamento jurídico ambiental, inúmeras pessoas ocuparam a Área de Preservação Permanente ao longo da margem do Rio Uruguai nos municípios da área de abrangência de atuação desta Procuradoria da República, desequilibrando o ecossistema da mata ciliar e poluindo o Rio Uruguai com os dejetos oriundos de quase 500 (quinhentas) moradias construídas. Evidencia-se, assim, a responsabilidade do Estado do Rio Grande do Sul, através

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