Existem 3 pretensões que podem ser satisfeitas pela Ação Monitória:

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1 Ação Monitória do CPC Questão - TJ/JUIZ BA Considere que foi proposta uma ação monitória, na qual a autora pretende receber do réu a importância de R$ ,00, devidos em face do descumprimento de contrato de prestação de serviços médicos celebrado e firmado entre as partes. Para comprovar o débito, a autora juntou aos autos o referido contrato e diversas notas fiscais. Em sede de embargos, o réu alega, preliminarmente, carência de ação por não cabimento da ação monitória. No mérito, afirma ser devedor apenas da importância de R$ ,00, sustentando não ter a autora apresentado prova do montante cobrado. Diante dessa situação hipotética, responda às seguintes perguntas, apresentando as justificativas pertinentes. - É cabível, na espécie, a ação monitória? - É possível a discussão da liquidez do débito e há oportunidade de o devedor discutir os valores da dívida em sede de ação monitória? Cabimento: Art A - A ação monitória compete a quem pretender, com base em prova escrita sem eficácia de título executivo, pagamento de soma em dinheiro, entrega de coisa fungível ou de determinado bem móvel. Títulos Executivos Judiciais (art. 475-N) Título Executivos Extrajudiciais (art. 585) Existem 3 pretensões que podem ser satisfeitas pela Ação Monitória: - PAGAMENTO DE SOMA EM DINHEIRO; (quantia certa) - ENTREGA DE COISA FUNGÍVEL; (coisas genéricas ou incertas) - ENTREGA DE DETERMINADO BEM MÓVEL. (coisa certa móvel) Portanto, pode o credor valer-se da Ação Monitória para cobrar cheque prescrito e portanto sem eficácia de título executivo, contrato firmado sem a presença de testemunhas, portanto sem eficácia de título executivo, entre outros... Não se incluem no procedimento monitório a entrega de imóveis e as obrigações de fazer e não-fazer. 1

2 Com referida ação, por meio do procedimento monitório, abrevia-se a constituição, a obtenção do título executivo. Processo cognitivo sumário. É uma opção, uma faculdade dada ao credor. Também chamado de procedimento monitório ou de injunção. Busca este procedimento encurtar o caminho até a formação de um título executivo. Prova: O art a do CPC faz exigência da prova escrita sem eficácia de título executivo que fundamente o direito do credor. O ônus da prova compete ao credor, conforme art. 333 do CPC. Estão entre as provas escritas aceitas pela jurisprudência 1 : - contrato não assinado por duas testemunhas; - título executivo prescrito; - duplicata mercantil sem comprovante de entrega das mercadorias; - extratos e contrato de cartão de crédito; - compra e venda representada por notas fiscais. Súmula 247 do STJ: O contrato de abertura de crédito em conta-corrente, acompanhado do demonstrativo do débito, constitui documento hábil para ajuizamento da ação monitória. Súmula 299 do STJ: É admissível a ação monitória fundada em cheque prescrito. Súmula 339 do STJ: É cabível ação monitória contra a Fazenda Pública. Embargos à Ação Monitória: Aqui, na defesa do devedor em Ação Monitória não se fala em contestação, mas sim em embargos. O Réu é citado para satisfazer a obrigação ou embargar a ação. Os embargos seguem o rito ordinário. O mandado de pagamento fica suspenso e a matéria de defesa é a mais ampla possível. Os embargos independem de prévia segurança do juízo e serão processados nos próprios autos, pelo procedimento ordinário, a teor do que dispõe o art c, 2 do CPC. O prazo dos embargos é de 15 dias, contados da data da juntada aos autos do AR ou do mandado cumprido. Rejeitados os embargos, terá início a execução, dado que a sentença transformará a ação monitória em execução de título judicial. 2

3 Visando pagamento de quantia, passado o prazo de cumprimento voluntário, será expedido mandado de penhora e avaliação (art. 475-J). Almejando a entrega de coisa fungível ou de determinado bem móvel, o mandado será de busca e apreensão (art. 461-A, 2 ) PROCESSUAL CIVIL. NÃO HÁ FALAR EM NULIDADE DO ACÓRDÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO QUANDO O TRIBUNAL RESOLVEU A QUESTÃO, EMBORA NÃO DA MANEIRA ALMEJADA PELA RECORRENTE. PARA A SATISFAÇÃO DO REQUISITO DA MONITÓRIA BASTA A PROVA ESCRITA DA EXISTÊNCIA DA DÍVIDA. IRRELEVANTE A INTIMAÇÃO DO PROTESTO DA DUPLICATA DE SERVIÇOS QUANDO HÁ NOS AUTOS PROVA DA RELAÇÃO JURÍDICA ENTRE AS PARTES E O DÉBITO DA RECORRENTE. (...) 3. Para a propositura da ação monitória, não é preciso que o autor disponha de prova literal do valor. A 'prova escrita' é todo e qualquer documento que autorize o Juiz a entender que há direito à cobrança de determinada dívida. 4. Irrelevante, no caso, a ausência da intimação para o protesto da duplicata de serviços, quando comprovada, por outros documentos, a dívida da recorrente. Em relação à liquidez do débito e à oportunidade de o devedor discutir os valores cobrados, a lei assegura-lhe a via dos embargos, previstos no art c do CPC, que instauram amplo contraditório a respeito, devendo, por isso, a questão ser dirimida pelo Juiz. O fato de ser necessário o acertamento de parcelas correspondentes ao débito principal e, ainda, aos acessórios, não inibe o emprego do processo monitório. Recurso não conhecido. (REsp / ES. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO. DJe 13/10/2008). O contrato de cartão de crédito constitui documento hábil ao ajuizamento da ação monitória, desde que o autor colacione ao contrato firmado tanto os extratos que comprovem a realização de débitos pelo titular do cartão, como os demonstrativos e encargos e critérios utilizados para o cálculo da evolução do débito (STJ 3ª.T., REsp MG, rel. Min. Nancy Andrighi, j ) Ação de Consignação em Pagamento (arts ) Natureza declaratória. O pagamento, ou adimplemento, o qual extingue a obrigação, normalmente se dá com o cumprimento voluntário pelo devedor, conforme ajustado previamente. Entretanto haverá situações em que o devedor não conseguirá efetuar o pagamento de forma direta. Caso em que caberá a Ação de Consignação de Pagamento. É um direito do devedor o adimplemento da obrigação; portanto, se não conseguir efetuar o pagamento da quantia devida diretamente, poderá adimplir por meio do instituto da consignação, que nada mais é que o depósito da quantia ou da coisa devida. 3

4 A ação de Consignação em Pagamento está regulada no art. 890 e seguintes do CPC: Nos casos previstos em lei, poderá o devedor ou terceiro requerer, com efeito de pagamento, a consignação da quantia ou da coisa devida. Nesta linha de entendimento, possível a consignatória, tanto para dinheiro, quanto para coisas, sejam móveis ou imóveis e até mesmo semoventes, como é o caso de consignação em pagamento de animais. Finalidade Tem por finalidade liberar o devedor da obrigação. Isto porque deve-se atentar que O devedor não possui somente o dever de pagar. Este possui, igualmente, o direito de ver satisfeita a sua obrigação. Ocorrendo a recusa do credor quanto ao pagamento ou recebimento da coisa, poderá o devedor consigná-la. Legitimados - Legitimidade Ativa: é legitimado para propor a consignatória o devedor e o juridicamente interessado no pagamento da dívida. Desta forma, não somente o devedor originário, mas igualmente, terceiros podem figurar no pólo ativo da consignatória. - Legimitidade Passiva: é legitimado passivo o credor conhecido, desconhecido ou ausente. Se conhecido, será legitimado passivo aquele que possuir a condição de credor; se desconhecido, aquele a ser citado por edital; se ausente, o curador de ausentes. Portanto, do lado ativo o devedor, do lado passivo o credor. Importante ressaltar que, ocorrendo dúvida quanto ao legitimado para receber o pagamento, o autor requerirá o depósito e a citação dos que o disputam para provarem o seu direito (art. 895, CPC). Neste caso, não comparecendo nenhum pretendente, converter-se-á o depósito em arrecadação de bens de ausentes; comparecendo apenas um, o juiz decidirá de plano; comparecendo mais de um, o juiz declarará efetuado o depósito e extinta a obrigação, continuando o processo a correr unicamente entre os credores; caso em que se observará o procedimento ordinário (art. 898, CPC). O essencial é que estará o devedor liberado da obrigação, cumprindo a finalidade da consignatória. Procedimento Extrajudicial Possibilidade de Depósito Extrajudicial Obrigações em Dinheiro A Consignação em Pagamento, exclusivamente de obrigações em dinheiro, possui a faculdade, o direito, de ser promovida pelo devedor extrajudicialmente, nos termos do art. 890, 1º, senão vejamos: Art. 890, 1 o Tratando-se de obrigação em dinheiro, poderá o devedor ou terceiro optar pelo depósito da quantia devida, em estabelecimento bancário, oficial onde houver, situado no lugar do pagamento, em conta com correção monetária, 4

5 cientificando-se o credor por carta com aviso de recepção, assinado o prazo de 10 (dez) dias para a manifestação de recusa. 2 o Decorrido o prazo referido no parágrafo anterior, sem a manifestação de recusa, reputar-se-á o devedor liberado da obrigação, ficando à disposição do credor a quantia depositada. 3 o Ocorrendo a recusa, manifestada por escrito ao estabelecimento bancário, o devedor ou terceiro poderá propor, dentro de 30 (trinta) dias, a ação de consignação, instruindo a inicial com a prova do depósito e da recusa. 4 o Não proposta a ação no prazo do parágrafo anterior, ficará sem efeito o depósito, podendo levantá-lo o depositante. Referida possibilidade é somente para obrigações em dinheiro, sendo que a consignação de coisas será feita sempre judicialmente. Consoante determinação, o depósito deverá ser efetivado no lugar do pagamento, em conta com correção monetária. O prazo de 10 (dez) dias é contado da ciência do depósito, ou seja, da data que constar no aviso de recepção assinado pelo próprio destinatário. Na hipótese de não ocorrer a recusa escrita, cumpre-se a finalidade da consignatória, restando o devedor juridicamente liberado da obrigação. Sendo apresentada a recusa pelo credor, o devedor ou terceiro deverá promover a Ação de Consignação no prazo de 30 dias, sob pena de restar sem efeito todo o procedimento, todo o depósito realizado. Procedimento Judicial Por tratar-se de matéria prevista no Código de Processo Civil sob o título Dos procedimentos especiais de jurisdição contenciosa, o rito da ação de consignação em pagamento é especial. Foro Competente Na regra geral, a ação deverá ser proposta no lugar do pagamento. Portanto, no Foro do cumprimento da obrigação, conforme a literalidade do art. 891, a saber: Art Requerer-se-á a consignação no lugar do pagamento, cessando para o devedor, tanto que se efetue o depósito, os juros e os riscos, salvo se for julgada improcedente. Parágrafo único. Quando a coisa devida for corpo que deva ser entregue no lugar em que está, poderá o devedor requerer a consignação no foro em que ela se encontra. 5

6 Processamento Não sendo possível pelo devedor o cumprimento direto da obrigação, este poderá propor a ação de consignação em pagamento, a fim de pleitear seja depositado o valor ou a coisa devida. A ação supracitada deverá ser dirigida ao juiz competente em petição escrita, a qual deverá cumprir com os requisitos dos arts. 282 e 283 do CPC, bem como com a exigência do art. 893 do mesmo diploma legal, qual seja, o requerimento do depósito da quantia ou da coisa devida e da citação do credor para levantar o depósito ou oferecer resposta, a qual será apresentada sob a forma de contestação. Petição Inicial A petição inicial da ação de consignação em pagamento, que além de seguir os requisitos dos arts. 282 e 283 do Código de Processo Civil, deverá conter pedido expresso para que o juiz autorize o depósito da quantia ou da coisa devida. Caso seja autorizado o depósito, este deverá ser efetuado no prazo de 5 dias contados do deferimento do pedido (art I, CPC). Deverá conter, ainda, o pedido de citação do réu (credor) para que levante o depósito ou ofereça resposta. Sendo o depósito julgado procedente, as despesas correrão à conta do credor; se julgado improcedente, à conta do devedor (art.343, CC). Tratando-se de prestações periódicas, uma vez consignada a primeira, pode o devedor continuar a consignar as que se forem vencendo no mesmo processo e sem mais formalidades, desde que os depósitos sejam efetuados no prazo de 5 dias, contados da data do vencimento (art. 892, CPC). Não esquecer que no que tange às obrigações em dinheiro, poderá o devedor ou terceiro optar pelo depósito da quantia devida, em estabelecimento bancário oficial, onde houver, situado no lugar do pagamento, em conta com correção monetária. No que tange ao valor da causa, este será o valor do bem objeto do depósito, se tiver valor certo. Entretanto, sendo o caso pode se utilizar a regra do art. 260 do Código de Processo Civil, preceituando que o valor das prestações vincendas será igual a uma prestação anual, se a obrigação for por tempo indeterminado, ou por tempo superior a 1 (um) ano; se, por tempo inferior, será igual à soma das prestações. Contestação Conforme já mencionado, o autor, na petição inicial, requerirá a citação do réu para que este levante o depósito ou ofereça resposta (contestação). Sendo citado o réu poderá permanecer revel, aceitar a prestação ou oferecer contestação. 6

7 Oferecendo contestação, o réu poderá alegar, consoante determina o art. 896 do Código de Processo Civil, o descrito a seguir: 1) que não houve recusa ou mora em receber a quantia ou a coisa devida; 2) que foi justa a recusa; 3) que o depósito não se efetuou no prazo ou no lugar do pagamento (Ex.: compro lote de foguetes para a virada do ano e o devedor quer fazer a entrega dia 02 de janeiro); 4) Que o depósito não é integral. Neste último caso, realatado no item 4 a alegação só será admissível se o réu indicar o montante que entende devido. Deve-se observar que será licito ao autor completar o depósito, dentro em 10 dias, salvo se corresponder a prestação, cujo inadimplemento acarrete a rescisão do contrato (art. 899, CPC). Art. 899, 1º. Alegada a insuficiência do depósito, poderá o réu levantar, desde logo, a quantia ou a coisa depositada, com a conseqüente liberação parcial do autor, prosseguindo o processo quanto à parcela controvertida Art. 899, 2º. A sentença que concluir pela insuficiência do depósito determinará, sempre que possível, o montante devido, e, neste caso, valerá como título executivo, facultado ao credor promover-lhe a execução nos mesmos autos Na hipótese de ocorrer a revelia, o juiz julgará procedente o pedido, declarará extinta a obrigação e condenará o réu nas custas e honorários advocatícios. Procederá da mesma forma o juiz se o credor receber e der quitação (art. 897, caput e parágrafo único, CPC). Importa salientar, conforme dispõe o art. 338 do Código Civil, que enquanto o credor não declarar que aceita o depósito, ou não o impugnar, poderá o devedor requerer o levantamento, pagando as respectivas despesas, e substituindo a obrigação para todas as conseqüências de direito. Art. 339, CC. Julgado procedente o depósito, o devedor já não poderá levantá-lo, embora o credor consinta, senão de acordo com os outros devedores e fiadores Art. 340, CC. O credor que, depois de contestar a lide ou aceitar o depósito, aquiescer no levantamento, perderá a preferência e a garantia que lhe competiam com respeito à coisa consignada, ficando para logo desobrigados os co-devedores e fiadores que não tenham anuído 7

8 Da Ação de Consignação de Aluguel e Acessórios da Locação Art. 67. Na ação que objetivar o pagamento dos aluguéis e acessórios da locação mediante consignação, será observado o seguinte: I - a petição inicial, além dos requisitos exigidos pelo art. 282 do Código de Processo Civil, deverá especificar os aluguéis e acessórios da locação com indicação dos respectivos valores; II - determinada a citação do réu, o autor será intimado a, no prazo de vinte e quatro horas, efetuar o depósito judicial da importância indicada na petição inicial, sob pena de ser extinto o processo; III - o pedido envolverá a quitação das obrigações que vencerem durante a tramitação do feito e até ser prolatada a sentença de primeira instância, devendo o autor promover os depósitos nos respectivos vencimentos; IV - não sendo oferecida a contestação, ou se o locador receber os valores depositados, o juiz acolherá o pedido, declarando quitadas as obrigações, condenando o réu ao pagamento das custas e honorários de vinte por cento do valor dos depósitos; V - a contestação do locador, além da defesa de direito que possa caber, ficará adstrita, quanto à matéria de fato, a: a) não ter havido recusa ou mora em receber a quantia devida; b) ter sido justa a recusa; c) não ter sido efetuado o depósito no prazo ou no lugar do pagamento; d} não ter sido o depósito integral; VI - além de contestar, o réu poderá, em reconvenção, pedir o despejo e a cobrança dos valores objeto da consignatória ou da diferença do depósito inicial, na hipótese de ter sido alegado não ser o mesmo integral; VII - o autor poderá complementar o depósito inicial, no prazo de cinco dias contados da ciência do oferecimento da resposta, com acréscimo de dez por cento sobre o valor da diferença. Se tal ocorrer, o juiz declarará quitadas as obrigações, elidindo a rescisão da locação, mas imporá ao autor-reconvindo a responsabilidade pelas custas e honorários advocatícios de vinte por cento sobre o valor dos depósitos; VIII - havendo, na reconvenção, cumulação dos pedidos de rescisão da locação e cobrança dos valores objeto da consignatória, a execução desta somente poderá ter início após obtida a desocupação do imóvel, caso ambos tenham sido acolhidos. Parágrafo único. O réu poderá levantar a qualquer momento as importâncias depositadas sobre as quais não penda controvérsia 8

9 Peça Processual Mário emitiu um cheque do Banco Popular, da conta-corrente n.º , agência 36, no valor de R$ 850,00, para pagamento de despesas de prestação de serviço, cujo beneficiário/portador é Auto Peças e Serviços Ltda., localizada, à época, na Rua 1, n.º 2, em Natal RN, e, hoje, em local incerto e desconhecido. Ocorre que, ao tempo em que o beneficiário do cheque tentou sacar o valor deste, no dia 17 de agosto de 2006, no caixa da agência supramencionada, não havia, na conta-corrente do emitente, provisão de fundos. Dias depois, novamente tentou o beneficiário receber o valor do referido cheque no caixa da agência do emitente e, mais uma vez, não obteve êxito, haja vista que a conta-corrente continuava sem provisão de fundos. Em razão disso, o nome de Mário foi incluído no serviço de proteção ao crédito, em 26/8/2006, pelo seu banco. No entanto, Mário somente veio a saber da existência desse débito no mês de setembro desse mesmo ano. Ao tomar conhecimento da inclusão de seu nome no rol dos maus pagadores, Mário procurou a empresa beneficiária do título, para, assim, possibilitar o seu pagamento, mas, apesar de várias tentativas empreendidas, não conseguiu localizá-la. Conforme atesta a certidão emitida pela junta comercial de Natal RN, houve alteração na propriedade e o novo dono não foi encontrado no endereço fornecido como sendo a sede da empresa. Mário tem necessidade urgente de retirar o seu nome do referido rol dos maus pagadores, bem como deseja quitar o débito, mas, até a presente data, não lhe foi possível conhecer e tampouco localizar o credor. Diante da situação hipotética apresentada, na qualidade de advogado constituído por Mário, proponha a medida judicial que entender cabível para a proteção dos interesses de seu cliente, abordando todos os aspectos de direito material e processual pertinentes, observando que a petição inicial contenha todos os requisitos legais. 9

10 QUESTÕES 01. Com relação à ação monitória, assinale a assertiva correta. a) O devedor, citado, deverá garantir o juízo se quiser embargar. b) O devedor, citado, terá o prazo de 15 dias para embargar, independentemente de garantia do juízo. c) Para desonerar-se da obrigação, deverá o devedor cumprir o mandado, obrigatoriamente pagando o principal, as custas e os honorários. d) O devedor poderá contestar, alegando que o documento que embasa a demanda não preenche os requisitos para o exercício da pretensão executiva. 02. Na ação monitória, é possível a) pleitear-se o cumprimento de obrigação de fazer. b) cognição dos embargos de forma restrita, por se tratar de procedimento executivo. c) pleitear-se o cumprimento de obrigação de dar coisa infungível. d) constituição de título executivo judicial. 03. Acerca do processo monitório, é correto afirmar: a) acolhida a inicial, o juiz ordenará a citação do réu para pagar ou entregar a coisa no prazo de 15 dias. b) acolhida a inicial, o juiz ordenará a intimação do réu para pagar ou entregar a coisa no prazo de 15 dias. c) desnecessária a intimação ou citação do réu para pagar ou entregar a coisa no prazo de 15 dias, pois basta a expedição do mandado monitório. d) o mandado monitório é idêntico ao relativo à ação executiva, de modo que o prazo para cumprimento da obrigação deve ser de 24 horas. 04. MÁRIO, em sendo proprietário do imóvel "x", celebrou contrato de comodato, pelo prazo de 1 (um) ano, com SÁVIO. Ocorre que, após o término do prazo contratual, mesmo tendo sido regularmente notificado, SÁVIO se recusa a devolver o imóvel. Assim sendo, assinale a correta medida judicial a ser adotada por MÁRIO: a) Ação de Despejo; b) Ação Revocatória; c) Ação de Manutenção de Posse; d) Ação de Reintegração de Posse. 05. Sobre a ação monitória, marque a opção INCORRETA. a) Os embargos suspendem a eficácia do mandado inicial. 10

11 b) Pode ser manejada por aquele que pretender pagamento de soma em dinheiro, com base em prova escrita, sem eficácia de título executivo. c) Os embargos são processados nos autos principais pelo rito ordinário. d) O oferecimento dos embargos depende de prévia segurança do juízo. 06. TJ/SC 2009 Sobre a ação de consignação em pagamento, assinale a alternativa INCORRETA: a) Na dúvida sobre quem deva receber o pagamento, o devedor requererá o depósito e a citação de todos os que disputam o pagamento. b) Tratando-se de obrigação em dinheiro, poderá o devedor ou terceiro optar pelo depósito da quantia devida em estabelecimento bancário oficial. c) O foro de eleição prevalece sobre o do lugar do pagamento. d) Uma vez consignada a primeira, as prestações periódicas vincendas podem ser depositada nos mesmos autos, no prazo de cinco dias, contados da data do vencimento. e) Na consignação de aluguel e encargos da locação, o for competente é o do local do imóvel. 07. Juiz do Trabalho Substituto 23ª Região 2010 ( ) A consignação em pagamento, quando a obrigação consistir em entrega de dinheiro, poderá ser feita em estabelecimento bancário oficial, dispensando a propositura de ação judicial. 08. DPU/2010 ( ) Se, citado para apresentar resposta em ação de consignação em pagamento, o credor alegar que não há litígio a respeito da coisa devida e que o depósito não foi integral, o juiz condutor do feito não poderá conhecer do primeiro fundamento, pois a lei enumera, taxativamente, os temas que podem ser abordados na defesa, e a inexistência de litígio não é um deles. 09. CESPE/ JUIZ/SE ( ) Na ação de consignação em pagamento, o credor não é obrigado a receber prestação menor pela qual se obrigou o devedor. Por isso, a insuficiência do depósito efetuado pelo autor da consignatória acarreta a improcedência do pedido. 10. CESPE/ JUIZ/SE ( ) Na ação de consignação em pagamento, a sentença de procedência do pedido tem eficácia declaratória de que o depósito preenche e satisfaz os requisitos legais para substituir o pagamento e para liberação do devedor. 11

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