Análise da Evolução do Sector Bancário em Cabo Verde no período de 2003 a 2013

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1 Emília Manuela Ribeiro Semedo Análise da Evolução do Sector Bancário em Cabo Verde no período de 2003 a 2013 Universidade Jean Piaget de Cabo Verde Campus Universitário da Cidade da Praia Caixa Postal 775, Palmarejo Grande Cidade da Praia, Santiago Cabo Verde

2 Emília Manuela Ribeiro Semedo Análise da Evolução do Sector Bancário em Cabo Verde no período de 2003 a 2013

3 Emília Manuela Ribeiro Semedo, autor da monografia intitulada Analise da Evolução do Sector Bancário em Cabo Verde nos anos 2003 a 2013, declara que, salvo fontes devidamente citadas e referidas, o presente documento é fruto do meu trabalho pessoal, individual e original. Cidade da Praia ao 21 de Maio de 2015 Emília Manuela Ribeiro Semedo Memória Monográfica apresentada à Universidade Jean Piaget de Cabo Verde como parte dos requisitos para a obtenção do grau de licenciatura em Economia e Gestão.

4 Sumário Cabo Verde, o sector bancário tem dado sinais de grande vitalidade, com os principais bancos comercias a aumentar o seu capital social, a alargar o investimento e a aumentar tanto a nível de aquisição de novos colaboradores, como também no crescimento a nível de agências neste último ano, realçando um indício positivo para a praça financeira cabo-verdiana. Com o aumento da concorrência exige maior desempenho dos bancos para que possam permanecer e sobreviver no mercado. O estudo do sector financeiro é de grande relevância, uma vez que a cada dia este sector de actividade torna-se mais competitivo e concorrencial, carecendo assim de mais atenção no que requer a estudos do mesmo, facultando a todos o conhecimento da sua inovação, contribuição. Este trabalho tem como objectivo Evolução do Sector Bancário em Cabo Verde no Período de 2003 á Neste estudo analisou-se a evolução de várias variáveis tais como: taxa de juro de crédito e de depósito, número de agências bancarias, número de caixas automáticas, números de contas a ordem em moeda nacional, e entre outras etc. Como metodologia, utilizou-se a análise de regressão, especificamente a análise de tendência e análise gráfica dos dados colectados dos relatórios e contas do Banco de Cabo Verde. Os resultados indicam que o Sector Bancário evoluiu de forma significativa em vários indicadores de sistema de pagamento e desempenho. De modo geral os resultados foram satisfatórios em termos de desenvolvimento no mercado bancário. Palavra-chave: Evolução, Variáveis, Sector Bancário.

5 Abstract Cape Verde, the banking sector has shown great signs of vitality, with major banks to increase its commercial capital, to expand investment and increase both in terms of acquisition of new employees, but also in the growth level agencies in this last year, highlighting a positive sign for the Cape Verdean financial center. With increasing competition requires higher performance of the banks to stay and survive in the market. The study of the financial sector is of the great importance, since every day this sector becomes more competitive and competitive, thereby needing more attention to what requires studies of the same, providing all the knowledge of its innovation and contribution. This work aims to "Evolution of the Banking Sector in Cape Verde in 2003 and This study analyzed the evolution of several variables such as interest rate credit and deposit, number of banking agencies, number of ATMs, account numbers, the order in national currency, and among other etc. The methodology we used regression analysis, specifically the trend analysis and graphical analysis of the collected data in the reports and accounts of the Bank of Cape Verde. The results indicate that the banking sector has evolved significantly in several pay and performance system indicators. In general the results were satisfactory in terms of development in the banking market. Keyword: Evolution, variables, Banking.

6 Dedicatória À minha família, em especial as minhas mães Manuela Ribeiro Mendes Rocha, Maria Isabel R. M. Moniz e Clotilde Tavares que foram as principais responsáveis por todo o meu percurso estudantil; ao meu tio Domingos Mendes por todo o apoio facultado e aos meus irmãos/primos por todo apoio moral.

7 Agradecimentos Agradeço ao pai celeste pelas inúmeras vezes que senti o seu amor e cuidado em toda a minha trajectória de vida. A toda minha família, como as minhas mães, tios, irmãos, primos, sobrinhos que compreenderam as minhas muitas ausências e precisaram inúmeras vezes, refazer os seus planos, para respeitar o momento de dedicação que eu vivia. Ao meu orientador Professor Doutor António José Medina dos Santos Baptista, pela excelente orientação facultada e por todos os conhecimentos transmitidos, mas também pela dedicação, paciência e disponibilidade e pela grandeza de sua humildade na orientação desta monografia. As primas e amigas Adriana, Emília, Joelle, Vânia, Nelida, Edla, Jacqueline, Eldy, Evelise e Janine entre tantos e outros amigos especiais pelas inúmeras vezes que pude sentir, através das suas amizades, o quanto sou uma pessoa abençoada. Ao meu namorado pela compreensão pela inúmera ausência e pelo apoio facultado. Ao Adilson pela paciência e o tempo disponibilizado na leitura da monografia. A todas as instituições de ensino que frequentei e a todos os meus professores pelo saber que me transmitiram e pelo excelente acolhimento e por possibilitarem, através dos seus ensinamentos, a realização desta monografia. A todos, que de uma forma ou de outra, com as suas palavras de encorajamento, contribuíram para a concretização deste trabalho. A todos o meu muitíssimo obrigado!

8 Siglas BAI Banco Africano de Investimentos BCA Banco Comercial do Atlântico BCN Banco Cabo-verdiano de Negócios BCV Banco de Cabo Verde BESCV Banco Espírito Santo de Cabo Verde BI Banco Interatlântico CECV Caixa Económica de Cabo Verde CGD Caixa Geral de Depósitos INE Instituto Nacional de Estatística PIB Produto Interno Bruto RCP Rentabilidade de Capitais Próprios RCA Relatório de Conselho Administrativo RSP Relatório de Sistema de Pagamento ROA Rentabilidade Económico do Activo ROE Return on Equity

9 Conteúdo Introdução Contextualização e Problemática Justificação do tema Pergunta de partida Enunciação da hipótese Objetivos Objetivo Geral Objetivos específicos Estrutura de trabalho Capítulo 1: Revisões Bibliografia Historial dos Bancos Conceitos de bancos Caracterização dos serviços bancários Funções do Banco Tipos de Bancos Bancos Comercias Banco de Investimento Banco de Desenvolvimento Bancos Universais Indicadores de Desempenho do Banco Capítulo 1: Caracterização da economia de Cabo Verde Capítulo 2: Breve Caracterização do Sector Bancário de Cabo Verde Evolução do Sistema Bancário Cabo-verdiano Caracterização do Sistema Bancário Cabo-verdiano Estrutura Accionistas dos Bancos Comerciais em Cabo Verde Capítulo 4: Referencial Analítico Metodologia Variáveis utilizadas Capítulo 6: Análise e Discussão dos Resultados Conclusão Referência Bibliográfica Anexo /82

10 Tabelas Tabela 1 Evolução de alguns indicadores macroeconómicos Tabela 2 A Distribuição do Capital do BCA em 31/12/ Tabela 3 A Distribuição do Capital do capital social da CECV em 31 Dezembro Tabela 4 A distribuição do Capital Social do BI em 31/12/ Tabela 5 A distribuição do Capital Social do BCN em 31/12/ Tabela 6 A distribuição do Capital Social do BAI em 31/12/ Tabela 7 A distribuição do Capital Social do NB em 31/12/ Tabela 8 A distribuição do Capital do BESCV Social em 31/12/ Tabela 9 Evolução da Taxa de Juro Praticada nas Operações de Créditos Bancários de 7 á 30 dia no Período de 2003 á Tabela 10 Evolução da Taxa de Juro Praticada nas Operação de Deposito a Prazo de 7 á 30 dias no Período de 2003 á Tabela 11 Evolução de Notas/Moedas e Deposito a ordem no período de 2003 á Tabela 12 Evolução de Números de Balcões e Numero de Contas a Ordem em M/N no período de 2003 á Tabela 13 Evolução de números de Caixas Automáticas, Terminais de Pagamento e números de Cartões emitidos no período de 2003 á /82

11 Gráficos Gráfico 1: Evolução do activo líquido sobre exterior no Período de 2003 á Gráfico 2: Evolução do Crédito Interno Liquida no Período de 2003 á Gráfico 3: Evolução do Crédito a economia no Período de 2003 á Gráfico 4: Evolução do Depósito a Prazo em Moeda Nacional no Período de 2003 á Gráfico 5: Evolução da Taxa de Juro Praticada nas Operações de Créditos Bancários de 7 á 30 dias no Período de 2003 á Gráfico 6: Evolução da Taxa de Juro Praticada nas Operações de Depósitos a Prazo de 7 a 30 dias no período de 2003 a Gráfico 7: Evolução da Taxa de Juro Praticada nas Operações de Depósitos a Prazo de 1 á 2 anos no período de 2003 a Gráfico 8: Evolução de Notas e Moedas em Circulação no período de 2003 á Gráfico 9: Evolução do Depósito a Ordem no período de 2003 á Gráfico 10: Evolução de Número de Agências no período de 2003 á Gráfico 11: Evolução de Número de Contas a Ordem em Moeda Nacional no período de 2003 á Gráfico 12: Evolução da Caixa Automática no período de 2003 á Gráfico 13: Evolução de Total de Cartões emitidos no período de 2003 á Gráfico 14: Evolução de Números Terminais de Pagamento no Período de 2003 á /82

12 Introdução 1.1 Contextualização e Problemática Na ideia de Dias (2004), o sector financeiro e, em especial, o sector bancário exercem um papel fundamental para o desenvolvimento económico de qualquer país. Os bancos são o principal componente do sistema de pagamentos permitindo que seus usuários realizem diariamente, de forma eficiente, rápida e segura, pagamentos de milhões de transacções. Os bancos exercem um papel central na captação, preservação e remuneração das poupanças de dezenas de milhões de cidadãos, garantindo que estas poupanças estejam disponíveis quando seus proprietários delas necessitam. (Dias, 2004) O mesmo autor frisa ainda que os bancos disponibilizam os seus próprios recursos e dos seus depositantes e emprestadores para financiar a produção, o investimento e o consumo, canalizando esses recursos para sectores onde se espera maior retorno, assumindo os vários tipos de riscos envolvidos nessas operações de empréstimo e financiamentos. Para ele, os bancos são instituições intermediárias entre agentes superavitários e agentes deficitários, que exercem, além de outras, a função de captar os recursos dos superavitários e 12/82

13 emprestá-los a juros aos deficitários, gerando margem de ganho denominada de spread bancário. Todo banco público ou privado apresenta estas características. Os bancos têm também por função depositar capital em forma de poupança, de financiamento, operações cambiais, realizar pagamentos, etc. Um sistema financeiro eficiente é essencial para o crescimento sustentado da economia, esta conclusão resulta da concepção teórica de que os intermediários financeiros desenvolvem um conjunto de economias de escala e de especialização que conduzem a uma ligação mais eficiente entre os aforradores e os investidores. (BCV, 2013). Na ideia de Jordan (1996), o contributo de um sistema bancário diversificado e moderno é propulsor do desenvolvimento, desempenhando um papel essencial na mobilização de poupanças e na afectação às utilizações mais produtivas, promovendo a oferta e a articulação desta com a procura de recursos financeiros. Existindo um bom sistema financeiro, o circuito poupança/investimento/crescimento económico desenvolve-se, naturalmente. De acordo com o BCV (2012), sector da banca em Cabo Verde tem dado sinais de grande vitalidade, com os principais bancos comercias a aumentar o seu capital social, a alargar o investimento e a aumentar tanto a nível de aquisição de novos colaboradores, como também no crescimento a nível de agências neste último ano, realçando um indício positivo para a praça financeira cabo-verdiana. Com o aumento da concorrência exige maior desempenho dos bancos para que possam permanecer e sobreviver no mercado. A dinamização do sector bancário em Cabo Verde é considerada um dos mecanismos eficientes no desenvolvimento do sector empresarial e no combate à pobreza que aflige grande parte da população do País e neste sentido justifica-se a necessidade de se realizar estudos para analisar a evolução deste sector e oferecer subsídios para elaboração de políticas mais adequadas para aumentar o desempenho do sector. (BCV, 2012). 13/82

14 1.2 Justificação do tema Análise da Evolução do Sector Bancário em Cabo Verde no Período de 2003 á 2013 A importância do tema advém do facto de que actualmente recorrer as Instituições Financeiras (bancos) de certa forma tornou-se um aspecto essencial para o quotidiano da população em termos generalizado. Pois as Instituições Financeiras têm vindo a contribuir muito para crescimento e desenvolvimento económico do país, de modo abrangente, em termos da diminuição do desemprego, investimentos na área social e na prestação serviços de qualidade. O estudo do sector financeiro é de grande relevância, uma vez que a cada dia este sector de actividade torna-se mais competitivo e concorrencial, carecendo assim de mais atenção no que requer a estudos do mesmo, facultando a todos o conhecimento da sua inovação e contribuição. Demonstrar a situação do sector bancário cabo-verdiano, evidenciar o seu crescimento em alguns sectores económicos (estudo macro e microeconómico do mercado financeiro). E, por fim oferecer subsídios para melhorar o entendimento nessa área, isto, por ser uma área em constante modificações que irá sempre carecer de estudos mais aprofundados e pormenorizados. 1.3 Pergunta de partida Seguindo a lógica do pensamento e com o objetivo de materializar este trabalho, apresenta-se a pergunta de partida desta memória, que segundo Gil, A. (2002) constitui a pergunta através da qual procura-se exprimir mais exactamente possível aquilo que se procura saber, compreender melhor, e que constituirá o fio condutor da investigação. Com base no exposto, definiu-se a seguinte pergunta de partida: Como evoluiu o Sector Bancário nos anos de 2003 a 2013? 14/82

15 1.4 Enunciação da hipótese Análise da Evolução do Sector Bancário em Cabo Verde no Período de 2003 á 2013 Formulada a pergunta de partida, parte-se para a formulação das hipóteses. Gil (2002) considera a hipótese uma expressão verbal capaz de ser declarada verdadeira ou falsa. Assim sendo, formula-se a seguinte hipótese: O Sector Bancário evoluiu positivamente durante os anos de 2003 a 2013, apresentando um crescimento maior do que o crescimento da economia como todo, identificado através do crescimento do PIB. 1.5 Objetivos Objetivo Geral Analisar a evolução do sector bancário em Cabo Verde e oferecer subsídios para um melhor conhecimento do sector, permitindo políticas mais eficazes na promoção do sector bancário no País Objetivos específicos Analisar a evolução taxa de Juro de créditos e de deposito nos anos de 2003 a 2013; Analisar a evolução de número de agências no período de 2003 a 2013; Analisar a evolução de notas e moedas no período de 2003 á 2013; Analisar a evolução do depósito a ordem em moeda nacional no período de 2003 á 2013; Analisar a evolução de total de cartões emitidos no período de 2003 á Estrutura de trabalho O presente estudo está estruturado em cinco capítulos: no primeiro capítulo realça-se a revisão bibliográfica onde são consideradas algumas apreciações mais pertinentes sobre o estudo do sector bancário, no segundo capítulo encontra-se uma breve caracterização da economia de Cabo Verde. 15/82

16 No que se refere ao terceiro capítulo está descrita uma breve caracterização e a evolução do sector bancário em Cabo Verde, no quarto capítulo aborda a metodologia utilizada, e o quinto e ultimo capítulo retrata a parte prática onde encontra-se a apresentação de dados e as discussões dos mesmos. 16/82

17 Capítulo 1: Revisões Bibliografia 1.1 Historial dos Bancos A história dos bancos está intimamente ligada à história da moeda, teve diferentes fases e atores, desde os sacerdotes dos templos antigos, aos ourives da idade média, passando pelos cambistas e prestamistas. (Santos, 1992). Os ourives tornaram-se os primeiros banqueiros através do negócio de guardar, emprestar dinheiro e passar recibos. As suas oficinas passaram a ser chamadas de bancos, sendo que a palavra na altura tinha um significado diferente, originária da palavra italiana banco, que era a peça de madeira sobre a qual realizavam os seus negócios. (BCV 2007). Segundo o BCV (2007), os bancos agilizaram o comércio, tornando-o também mais seguro. Por isso, passaram a ser muito procurados por todos quantos pretendiam fazer negócio. Os bancos acompanharam a evolução do comércio, crescendo juntamente com ele. De acordo com o BCV (2008) por um lado, à medida que o comércio se desenvolvia, os comerciantes procuravam fundos para financiar as suas atividades; por outro lado, à medida que os pagamentos monetários assumiam valores mais importantes, as pessoas procuravam guardar o seu dinheiro de maneira segura. 17/82

18 Actualmente, em todo o mundo, os grandes negócios são realizados através dos bancos. Para as pessoas, tornou-se mais cómodo e seguro guardar o dinheiro num banco e fazer os pagamentos através dos muitos produtos que eles oferecem, sejam cheques, cartões de crédito, caixas automáticas, seja fax, computadores, telefones e até telemóveis. Nas sociedades modernas, os bancos passaram a ser os grandes responsáveis pela circulação do dinheiro. (Santos, 1992). Historicamente, o papel dos bancos tem sido o de facilitar o encontro de interesses entre aqueles que desejam poupar e aqueles que pretendem obter fundos para investir. Com isso, a sua principal fonte de rendimento tem sido a diferença entre os custos da captação de fundos e os ganhos com a cedência de fundos. Passando assim os bancos a serem considerados um dos principais intermediários financeiros no mercado (Lima, 2007). Segundo Caiado et al (2005), a actividade bancária e financeira está igualmente envolvido num ambiente de desregulamentação e de mudança acelerada como nunca aconteceu, fruto dos avanços das novas tecnologias, além de que os clientes dispõem de informações e de conhecimentos cada vez mais sólidos e por consequência são mais exigentes. A actividade bancária vem desempenhando, aos longos dos tempos uma função relevante e até mesmo imprescindível no funcionamento de qualquer economia. Com efeito alguns dos agentes económicos possuem poupanças em excesso e não estão dispostos, não sabem aplicalos enquanto outros, pelo contrário, não desfrutando de meios financeiros suficientes, estão motivados para efectuar determinadas aplicações, quer nas áreas da operação de tesouraria, quer na área do investimento incorrendo obviamente o respectivo risco. (Das Neves, 2004). 18/82

19 1.2 Conceitos de bancos Análise da Evolução do Sector Bancário em Cabo Verde no Período de 2003 á 2013 Pode-se encontrar, hoje, várias definições para o termo banco. Segundo Sandroni (1999): É uma empresa cuja actividade básica consiste em guardar dinheiro ou valores e conceder empréstimos. O banco executa várias outras operações conexas, como pagamento e cobrança em nome de terceiros, venda e desconto de títulos e operações com moedas estrangeiras. Na ideia de Santos (1992), citado por Moniz (2010), o termo banco deriva da palavra italiana que significa mesa pois o banqueiro trabalhava atrás de uma mesa onde fazia a troca de moedas. Diz-se que quando o banqueiro ficava impossibilitado de liquidar as suas responsabilidades quebravam-lhe a mesa, o que explicará o termo quebra para significar falência. De acordo com Alcarva (2011) os bancos são instituições de créditos cuja actividade consiste na realização de operações financeiras e na prestação de serviços financeiros dos quais os mais comuns são a concessão de créditos e a recepção de depósitos dos clientes que remunera. 1.3 Caracterização dos serviços bancários De acordo com o BCV (2007), os serviços bancários caracterizam-se pela captação de depósitos, a concessão de créditos e a realização de outras operações de carácter comercial ou financeiro, bem como pela prestação de serviços no âmbito das suas atribuições. Os seus lucros provêm das operações que realizam e consistem essencialmente na diferença entre o valor pago aos depositantes (com base numa estipulada taxa de juro passiva) e o valor cobrado aos beneficiários do crédito (com base numa estipulada taxa de juro activa). 19/82

20 O valor pago aos clientes (pelos depósitos aceites) ou destes recebidos (pelos créditos concedidos) denomina-se juro. A diferença entre o juro pago (mais baixo) e o juro recebido (mais elevado) constitui o lucro dos bancos. Estes obtêm também outros rendimentos, provenientes da cobrança de comissões e taxas pelos serviços prestados aos seus clientes, segundo o BCV (2007). De acordo com o BCV (2008), os serviços bancários encontram-se regulamentados, sendo necessária autorização para operar neste sector. O serviço oferecido pelos bancos vária de país para país, dos quais destaca-se os seguintes: Depósitos como contas correntes ou de poupanças abertas pelos agentes económicos e público em geral; Operações diversas como aceitação de cheques, transferências entre contas correntes e pagamentos; Empréstimos; Aluguer de cofres para guarda de valores; Operações de câmbio: compra e venda de moeda estrangeira; Emissões de cartões de créditos e débitos De acordo com o BCV (2008) as operações apontadas acima podem ser realizadas através de diferentes canais, tais como: Sucursais bancárias; Caixas automáticas, vulgarmente conhecidas por ATM (Automatic Teller Machine); Balcões dos correios; Telefone/telemóvel; On-line. As actividades permitidas as instituições de créditos ou seja aos bancos são as seguintes: Recepção de depósitos ou outros fundos reembolsáveis, Operações de créditos, incluindo concessão de garantias e outros compromissos, locação financeira e factoring, 20/82

21 Operações de pagamentos, Emissões e gestão de meios de pagamentos, tais como cartões de crédito, cheques de viagem e cartas de créditos, Transacções por conta própria ou da clientela, sobre instrumentos do mercado monetário cambial, instrumentos financeiros a prazo, opções e operações sobre divisas ou sobre taxas de juros e valores mobiliários, Participação em emissões e colocações de valores mobiliários e prestações de serviços correlativos, Atuação nos mercados interbancários, Consultoria, guardas, administração e gestão de carteiras de valores mobiliários, Gestão e consultoria em gestão de outros patrimónios, Prestação de informações comerciais, Comercialização de contractos de seguros, Outras operações que a lei lhes não proíba etc, Actividades Básicas do Banco Na prática, a actividade bancária diminui a necessidade de dinheiro para a realização de negócios e transacções, sobretudo na medida em que cria dinheiro na forma da chamada moeda escritural (os depósitos bancários, movimentados por meio de cheques). Jordan (1996) salienta que os bancos como intermediários financeiros que são desempenham de uma maneira geral seis funções básicas: Dirigir trocas cambiais, Financiar empresas, Transferir poder de compra através do tempo, Efectuar a gestão de riscos, Monitorar os empréstimos concedidos, Disponibilizar informações relativamente à oferta e à procura de crédito. No entanto, reconhece que actualmente quase tudo o que um banco faz, pode ser feito por outras instituições que não são necessariamente bancos. 21/82

22 1.4 Funções do Banco A existência de um intermediário financeiro entre a poupança ao investimento é importante, pois assegura funções essenciais aos agentes económicos, dos quais salienta-se: Flexibilidade das transacções O intermediário, pelo fato de trabalhar com muitos agentes económicos consegue: A divisibilidade dos fluxos e compatibilização de prazos entre poupança e investimento, ou seja, adequa montantes e prazos dos agentes económicos; Recolha de elevados montantes, em resultado da soma de pequenas parcelas. Redução dos custos de transacções Ao servirem de intermediários entre muitos tomadores de fundos e aforradores, conseguem a diminuição dos custos de transacção, pois beneficiam de economias de escalas. Produção de informação O intermediário financeiro tem meios para desenvolver informações sobre as empresas ou outros agentes económicos deficitários de maneira mais eficiente do que o agente económico excedentário, alem disto os bancos respeita a confidencialidade de alguma informação que seja estritamente confidencial. Diversificação e avaliação de risco Uma vez que servem de ligação entre vários aforadores e tomadores de fundos, os intermediários conseguem reduzir o risco pela diversificação, além disto, tem capacidade técnica de avaliação do risco das operações, minimizando a probabilidade de créditos mal parados. 22/82

23 1.5 Tipos de Bancos Análise da Evolução do Sector Bancário em Cabo Verde no Período de 2003 á 2013 Segundo o BCV (2007), os bancos são classificados de acordo com os produtos que oferecem e com o seu público-alvo, e os tipos de bancos são os seguintes: Bancos Comercias, Bancos de Investimentos, Bancos de Desenvolvimento, Bancos Universais Bancos Comercias O banco comercial (também chamado banco de depósitos), é o tipo mais comum. Faz operações de depósitos, empréstimos a curto prazo, descontos, saques, cobranças, câmbio, além de prestar serviços como transferência de dinheiro e recebimento de impostos, entre outros. Esta designação comercial passou a ser utilizada com finalidade de distinguir este tipo de bancos dos demais existentes. Inicialmente fazia-se separação entre os bancos, sendo que aos bancos comerciais cabia a realização das actividades bancárias tradicionais, assim os bancos comerciais através de operações ditas passivas, arrecadam fundos, como os depósitos á ordem, a prazo e com préaviso, os depósitos de poupança, os certificados de depósito e os fundos de investimento, e cedem-nos como empréstimos, através de operações denominadas activas e que podem ser de curto, médio e longo prazos, ainda exercem outras operações como garantias bancárias, compra e venda de moeda estrangeira, guarda de valores Banco de Investimento São instituições cuja função principal é a compra e venda de produtos em nome dos clientes e em nome próprio. Também dedicam se a transacções financeiras, subscrevem a emissão de 23/82

24 ações e obrigações e ainda prestam acessória técnica às grandes empresas em relação às actividades do mercado de capitais, tais como fusões, aquisições e outras transações. Progressivamente vai-se tornando mais frágil a fronteira entre bancos de investimento e bancos comerciais já que cada vez mais ambos se dedicam a operações de investimento e de financiamento a médio e longo prazo. O banco de investimento opera no recebimento e aplicação de recursos a longo prazo, por meio de instrumentos financeiros como repasse de recursos do exterior, financiamento a capital de giro, emissão de certificados de depósito, letras de câmbio e outros títulos Banco de Desenvolvimento Tratam se de instituições multilaterais cuja missão é conceder financiamentos a taxas de juro inferiores às do mercado, para suprir necessidades de desenvolvimento de um país ou região. O banco de desenvolvimento (ou de fomento) é especializado na aplicação de recursos exclusivamente no incremento de uma actividade, industrial ou agrícola, de particular interesse para a economia do país Bancos Universais Esses são os menos especializados do que os demais referidos anteriormente, oferecendo uma vasta gama de serviços bancários desde captação de depósitos, operações comerciais a retalho prestação de serviços diversos tais como liquidação de cheques, transferências bancárias, entre outros. 24/82

25 1.6 Indicadores de Desempenho do Banco A análise económica e financeira dos bancos é de grande relevância tanto no ponto de vista da gestão interna, como também numa perspectiva externa (incluindo o público em geral), permitindo interpretação e compreensão dos relatórios e contas publicados pelos mesmos Rentabilidade dos Capitais Próprios Segundo Farinha (1999) o rácio da Rentabilidade dos Capitais Próprios (RCP), igualmente conhecido por Rentabilidade da Situação Líquida ou Return On Equity (ROE), é porventura o indicador de rentabilidade mais utilizado pelos analistas e mais referido pela literatura. Em muitas empresas, a adopção de um valor-alvo a atingir para este indicador afigura-se mesmo como um dos principais objectivos de gestão. O Modelo de Return on Equity (R.O.E.) é o rácio, indiscutivelmente, mais importante nas finanças da empresa, uma vez que mede a rentabilidade absoluta entregue aos acionistas. A taxa de rentabilidade de capitais próprios é uma medida de muita importância para os analistas financeiros, pois demonstra a rentabilidade em torno dos recursos dos acionistas em relação aos recursos totais da empresa. O processo de avaliação dos resultados do ROE/RCP é salientado da seguinte forma: Até 2% rentabilidade da empresa é considerada péssima; De 2% a 10% a rentabilidade da empresa é considerada baixa; De 10% a 16% a rentabilidade da empresa é considerada boa; Acima de 16% rentabilidade da empresa é considerada excelente. Numa análise de ROE/RCP a que referir sobre o resultado líquido, proveitos totais (que são fluxos variáveis que resultam da demonstração de resultados), os ativos médios e capitais próprios médios (que são variáveis stock que derivam do balanço). 25/82

26 1.6.2 Risco de liquidez De acordo com De Vaz (1999) entende como sendo a exposição das instituições de crédito a situações de indisponibilidade de fundos perante depositantes ou credores. Os rácios de liquidez (ou o seu inverso) podem ser utilizados como indicadores representativos do risco de liquidez. Risco de liquidez é o risco de ocorrer a incapacidade do banco suportar reduções de responsabilidades ou de financiar aumento de aplicações Rentabilidade dos Ativos (ROA) O Rentabilidade dos Ativos é considerado como um dos quocientes individuais mais importantes da análise de balanços, ele mostra o desempenho da empresa de uma forma global. Essa medida deveria ser usada amplamente pelas empresas como teste geral de desempenho, comparando os resultados encontrados e o retorno esperado. A medida de rentabilidade dos ativos representa o potencial de geração de lucros da empresa, isto é, o quanto a empresa obteve de lucro líquido em relação aos investimentos totais. 26/82

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