Responsabilidade Social na Somague Engenharia

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1 Notícias nº41 Março Responsabilidade Social na Somague Engenharia Cabo Verde investe em infra-estruturas

2 Índice pág. 03 pág Editorial Breves > Responsabilidade social em rede > Desempenho ambiental em destaque no índice ACGE > Somague entre as Melhores Empresas para trabalhar em Portugal > Neopul apresenta Mechan em Portugal > Reabilitar a dignidade de Mutu Ya Kevela > Centro de acolhimento para crianças e jovens do Huambo > Uma dádiva solidária > Projecto Túnel do Marão recebe galardão da revista Project Finance pág Somague Engenharia > Sede do BPA em Luanda > Somague Engenharia segue em clima positivo pág SyV > Resultados anuais 2008 pág Somague Engenharia > Responsabilidade Social na Somague Engenharia > Consórcio Escala Braga assina contrato para Hospital Universitário > Somague na Concessão Litoral Oeste > Cabo Verde investe em infra-estruturas pág. 23 Somague Ambiente > AGS & Águas de Portugal novamente juntas SintraCascais Escritórios Rua da Tapada da Quinta de Cima - Linhó SINTRA - PORTUGAL Tel.: Fax: Ficha Técnica Propriedade: Somague Periodicidade: trimestral Edição: Direcção de Marketing e Comunicação - Somague Paginação: Ana Andrade Tiragem: 4000 exemplares N.º de Depósito Legal: 16881/09

3 Editorial Como já se vem tornando hábito no Soma e Segue, o tema da Responsabilidade Social é novamente abordado na revista. Um extenso dossier tenta retratar as diversas vertentes desta temática e as suas práticas na Somague. E são essas práticas que lhe permitem aparecer como a empresa destacada no sector da construção no ranking da ACGE - Alterações Climáticas e Gestão de Empresas. São elas também que permitem que a Somague continue a integrar o ranking para as Melhores Empresas para Trabalhar, onde vem marcando presença desde Também neste número se dá nota da presença da Somague em dois países de língua portuguesa, Angola e Cabo Verde, que foram recentemente palco de visitas diplomáticas ao mais alto nível a do Presidente da República Popular de Angola a Portugal e a do Primeiro Ministro de Portugal a Cabo Verde. Nestes países a Somague mostra a sua dinâmica, participando em projectos de grande relevância, levando além fronteiras as suas boas práticas, contribuindo para o crescimento daquelas duas economias emergentes. Luís Garcez Direcção de Marketing e Comunicação editorial 0 3

4 Responsabilidade social em rede A Somague assinou o protocolo de colaboração com a Rede RSOpt, aderindo assim ao grupo de parceiros que partilham em rede o seu conhecimento e boas práticas nas áreas do desenvolvimento social, económico e ambiental. A rede promove as diferentes dimensões da responsabilidade social das organizações (RSO) criando e tratando indicadores, realizando e divulgando estudos, desenvolvendo formação e campanhas de informação e sensibilização. O seu rosto é o portal RSOpt, ponto de encontro de todo este trabalho e preocupações que unem os parceiros, entre os quais se contam Associações, Empresas, Institutos Públicos, Universidades, IPSS s, ONGs e outras instituições. A rede resultou da iniciativa comunitária Equal e o sucesso atingido levou ao seu alargamento e continuidade. O observatório RSOPT monitoriza a implementação de políticas e práticas de RS nas organizações, independentemente do seu ramo de actividade, dimensão ou localização. Para saber mais, visite Desempenho ambiental em destaque no índice ACGE O índice ACGE Alterações Climáticas e Gestão de Empresas avalia as organizações com base no seu desempenho ambiental, sobretudo na vertente da responsabilidade climática. O projecto, desenvolvido pela Euronatura, o centro português para o direito ambiental e o desenvolvimento sustentável, em parceria com o BCSD Portugal e a PricewaterhouseCoopers, apreciou a actuação de 50 empresas representativas Ranking ACGE 200 Sector: Construção 100,0% 80,0% 60,0% 40,0% 20,0% 0,0% Empresa Mota-Engil 25,0% < Somague Engenharia 75,0% 6 Teixeira Duarte <20,0% < Capítulo A Capítulo B Capítulo C da economia nacional em aspectos diversos, que vão da comunicação institucional à implementação de programas e medidas para redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE). Os resultados, validados e certificados pela PricewaterhouseCoopers, distinguiram a Somague que ficou num destacado primeiro lugar entre as empresas avaliadas no sector da construção. Somague entre as Melhores Empresas para trabalhar em Portugal A revista Exame e a consultora de gestão Heidrick & Struggles apresentaram já os resultados da edição de 2009 da iniciativa As Melhores Empresas para trabalhar em Portugal. breves 0 4

5 7: Total 0,0% <20,0% <20,0% <20,0% 0,0% 50,0% 33,3% 53,3% 0,0% <20,0% <20,0% <20,0% Neopul apresenta Mechan em Portugal O sector ferroviário português perspectiva-se a médio prazo como um aglutinador de investimento público, prevendo-se a reestruturação e modernização do parque oficinal, a instalação de uma rede nacional de plataformas logísticas e a modernização da rede ferroviária, onde se destaca a Alta Velocidade. Somague destacada Mota Engil Somague Engenharia Teixeira Duarte Capítulo D Total A Somague, que integra o ranking das Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal desde 2001, classificou-se na 16ª posição, entre 66 empresas finalistas, cujo índice de satisfação consolidado era superior a 60%. Para obter estes dados, os organizadores enviam um inquérito a todos os colaboradores das empresas participantes. As respostas, anónimas, cobrem diversos temas, desde a transmissão de informação e relação com a chefia até à aposta na formação e investimento em acções de responsabilidade social. As administrações das empresas participantes também recebem um questionário que ausculta a sua opinião sobre o clima organizacional vivido na empresa. A análise e auditoria das respostas são feitas pela Exame e pela Heidrick & Struggles. A Somague, como player de peso no sector da construção, pretende marcar a sua presença, não só como construtora mas também como fornecedora de equipamentos e soluções tecnológicas evoluídas. Assim, através da Neopul, representante em Portugal da Mechan, e da sua participada Ferropor, apresentou os produtos e soluções deste conceituado grupo inglês, especialista em equipamento ferroviário e de apoio à gestão, bem como em soluções de protecção de pessoas e equipamentos para terminais e instalações oficinais. A sessão, presidida pelo Eng.º Machado Vale, decorreu a 19 de Fevereiro no Hotel Tivoli Oriente, na presença de administradores e altos quadros de diversas empresas, como a EMEF, Fertagus, Refer, Ferrovias, Fergrupo, Somafel, Promorail, EIP, Siemens, Alstom e LOGZ. breves 0 5

6 Reabilitar a dignidade de Mutu Ya Kevela A Somague foi seleccionada para levar a cabo a reabilitação da Escola Mutu Ya Kevela, ex Liceu Salvador Correia, em Luanda. Com quase um século de história, a escola é uma referência, não só para Angola como também para Portugal, já que por aqui passaram muitas gerações de portugueses e alguns quadros e dirigentes angolanos, como os presidentes Agostinho Neto ou José Eduardo dos Santos. O contrato para a primeira fase da obra, orçada em 17 milhões de USD, já foi assinado e encontra-se em preparação o acordo para a segunda fase, que prevê um investimento do Estado Angolano estimado em mais 10 milhões de USD. Centro de acolhimento para crianças e jovens do Huambo O Ministério da Assistência e Reinserção Social de Angola entregou à Somague a construção de um centro de acolhimento, educação, ensino e inserção social de crianças e adolescentes, em Cambiote na província do Huambo. salas de estudo, salas de aula, oficinas, dormitório, refeitório, ginásio, igreja, alojamento para o director, posto de transformação e portaria. Da responsabilidade da Somague são ainda todos os trabalhos de acabamentos, instalações eléctricas, redes de águas e saneamento, AVAC e arranjos exteriores. A sua conclusão está prevista para o final de Março de Uma dádiva solidária No dia 18 de Fevereiro, a unidade móvel do Centro Regional de Sangue de Lisboa esteve na sede da Somague para realizar uma colheita de sangue. O convite à generosidade foi dirigido a todos os colaboradores e muitos foram os que responderam solidariamente. O sangue não é produzido artificialmente, pelo que a satisfação das necessidades diárias depende apenas das dádivas de cada pessoa. Podem dar sangue todas as pessoas saudáveis, com mais de 18 e menos de 65 anos, com peso igual ou superior a 50 Kg, que não estejam em jejum ou no período da digestão. Projecto Túnel do Marão recebe galardão da revista Project Finance European Infrastructure Deal of the Year 2008 Iniciada em 1 de Outubro de 2008, a obra contempla a construção de vários blocos de edifícios destinados a acomodar os escritórios da administração, biblioteca, O projecto do Túnel do Marão foi o primeiro e o último numa série de aspectos: foi o primeiro a recorrer à Garantia de Empréstimos da União Europeia para Projectos da Rede Trans-Europeia de Transportes (LGTT); o primeiro projecto rodoviário a estabelecer um veículo de financiamento no quadro da nova estrutura estatal de viabilização e pagamento de serviços e o último projecto rodoviário a ser breves 0 6

7 adjudicado directamente pelo Estado Português (todos os projectos são actualmente sub-concessões da empresa pública Estradas de Portugal EP). A concessão DBFOM a 30 anos, patrocinada pela Somague Itinere (53%), Somague Engenharia (1%) e Itinere Infraestructuras (1%), MSF Concessões (35%) e MSF Empreiteiros (10%), compreende o aumento do nº de faixas de rodagem no lanço com portagem da A4/IP4 que liga Amarante a Vila Real, com uma extensão de 29,8 km, bem como ao alargamento do troço entre o nó de Geraldes e o nó de Padronelo, este último sem portagem. O maior desafio do ponto de vista técnico deste projecto, orçado em 483,4 milhões de euros, é a construção do túnel mais extenso de Portugal dois túneis paralelos de 5,7 km, com duas faixas de rodagem cada e treze ligações entre os dois no espaço de 44 meses apenas. O projecto inclui ainda a construção de 13 viadutos (com uma extensão total de 4 km), 16 passagens desniveladas, duas passagens para animais de grande porte, uma zona de serviço e um centro de manutenção. Concebido pela consultora financeira CaixaBI e demais patrocinadores, o financiamento é assegurado através de um pacote com uma ampla combinação de financiamentos acordados entre as entidades participantes, algo que permite gerir as expectativas dos bancos e dos patrocinadores do projecto, aproveitando ao máximo a contribuição do BEI. A estruturação da operação de financiamento esteve a cargo de um sindicato bancário formado pelo Bank of Scotland, Caixa Geral de Depósitos, Fortis, La Caixa, Royal Bank of Scotland e WestLB. O Banco Europeu de Investimentos (BEI) desempenhou um papel significativo neste projecto - quer quanto à concessão de empréstimos multilaterais, quer quanto à inovação. A LGTT do BEI é um inovador instrumento de garantia, destinado a apoiar projectos transeuropeus de transportes. É objectivo da LGTT criada conjuntamente pela Comissão Europeia e pelo BEI aumentar e acelerar o investimento do sector privado nas redes transeuropeias de transportes. Embora a LGTT do Marão seja reduzida (apenas 20 milhões de euros) proporciona às entidades credoras uma garantia acrescida, sendo possível recorrer à mesma sempre que o tráfego descer 20% abaixo dos níveis de base definidos pelos credores, realinhando assim os níveis do rácio do projecto com os níveis reais de tráfego. O reembolso do LGTT é feito com recurso a capital disponível, uma vez cumprido o serviço da dívida junto dos credores séniores. O BEI concedeu ainda um empréstimo de 180 milhões de euros no âmbito deste projecto, pari passu com os concessores comerciais de crédito; foi a primeira vez que o BEI assumiu risco nestes moldes num projecto português de infra-estruturas. Tendo em conta os riscos técnicos do Marão, um sindicato bancário por si só, sem a introdução destas inovações, não seria talvez suficiente para assegurar o financiamento. breves 0 7

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9 Em Luanda, um espaço de modernidade e bem-estar O projecto do edifício SESA foi adquirido pelo Banco Privado do Atlântico para aí instalar a sua sede. O edifício localiza-se na Praia do Bispo, entre a Fortaleza de Luanda e o Mausoléu Dr. Agostinho Neto, e está integrado na nova urbanização da SODIMO. Com uma implantação privilegiada na zona nobre da cidade, o novo edifício foi desenvolvido pela Perkins Will, empresa americana do Grupo Dar AL Handasah, uma das maiores consultoras em engenharia e arquitectura a nível mundial, caracterizando-se pela estética de vanguarda e pela elevada qualidade de construção. A combinação de soluções volumétricas modernas, como as paredes cortina ou a fachada de persianas curvas, confere-lhe uma identidade arquitectónica única que, sem dúvida, contribuiu para conquistar o BPA. A obra, já iniciada, prevê 14 meses de construção até à sua conclusão, em Fevereiro de Situado no novo centro de Luanda, o edifício desenvolve-se em 7 pisos e 2 caves, somando uma área total de 5489 m 2, dos quais: 2910 m 2 equivalem à área útil de ocupação dos escritórios m 2 para estacionamento com 54 lugares e serviços técnicos PT, que incluem gerador e reservatório de água. No exterior, combinam-se o granito, o mármore, o calcário, o alumínio e o vidro, para um efeito sólido mas, ao mesmo tempo, de linhas fluidas e contemporâneas. No interior imperam os mármores, para simplificar a manutenção, e os espaços flexíveis e funcionais, que obedecem às mais rigorosas normas de construção. engenharia 0 9

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11 Somague Engenharia segue em clima positivo A Somague Engenharia regista um acréscimo de 12,3 % face à carteira de 2007 e de 24 % em relação aos objectivos definidos para sector da construção, a Somague logrou angariar uma importante carteira de clientes, com um valor total de em obras previstas para Apesar da actual conjuntura negativa, que afecta todos os sectores da economia, pressionando com particular intensidade os mercados financeiros e, por arrasto, o Para ficar com uma ideia mais correcta da actual realidade da Somague, consulte na caixa anexa a lista de obras e respectivos valores. Carteira Somague Engenharia 2009 SOMAGUE ENGENHARIA Concessão do Túnel do Marão - Centro Comercial Dolce Vita Tejo (acab. e inst.) - Central de Cogeração em Sines - Complexo Imobiliário Estoril-Sol - Central Hidroeléctrica da Bemposta SOMAGUE EDIÇOR Parque Urbano de Ponta Delgada - Parque Estacionamento na Av. Inf. D. Henrique - Inst. armazenagem de combustível em S. Roque do Pico SOMAGUE MADEIRA Conjunto Habitacional e Comercial nos Piornais - Caminho Municipal entre a Vigia e Pedra Campanário ENGIGÁS Infra-estruturas gás natural em Castelo Branco - Ramal do Chaparral II SOMAGUE ANGOLA Reabilitação do aeroporto de Luanda - Construção do Lunda Medical Center - Centro de acolhimento no Huambo - SESA Edifício de escritórios - Hospital Municipal de Sambizanga SOMAGUE ESPANHA Centro Comercial As Cancelas - Obras de abrigo no porto de Valência SOMAGUE IRLANDA N7 Nenagh to Castletown NEOPUL CVC Alta Velocidade troço Barcelona Figueres - Mejora en la electrificación de Terrasa Manreza - Línea Pontevedra Cerpozons - Manutenção REFER Sul Hotel Riu Touareg - École d`hôtellerie et Tourisme - Nave industrial na Boavista - Porto da Praia TOTAL engenharia 1 1

12 O Volume de neg atingindo os 53 O resultado líquido atribuível ajustado foi de 464,3 milhões de euros, o que corresponde a uma redução de 15,9 %. As obras e os serviços em carteira aumentaram 6,9 %, atingindo os milhões de euros. O grupo Sacyr Vallehermoso (SyV) teve, em 2008, um volume de negócios de 5 379,5 milhões de euros, mais 2,7 % que no exercício anterior, tendo aumentado a actividade da maior parte das suas áreas de negócio. A área da construção aumentou 4,5 %, a Testa, 3,3 %, o grupo de serviços Valoriza, 37 %; e a nova Sacyr Concesiones, 116,9 %. As obras e serviços em carteira registaram um aumento de 6,9 % e atingiram os milhões de euros. restantes 20,4 % em outros mercados internacionais, de entre os quais se destacam Portugal, com 11,3 % do total. Os restantes 9,1 % provieram principalmente da Irlanda, do Chile e da Itália. O EBITDA (lucro antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) foi de 645,3 milhões de euros, inferior portanto em 25,2 %, devido ao efeito da evolução do EBITDA das actividades cíclicas, especialmente da actividade de promoção. Em relação às restantes actividades, as receitas recorrentes a longo prazo (concessões de infra-estruturas, património imobiliário arrendado e serviços), que correspondem a 348,8 milhões de euros, representam 54,1 % do EBITDA total, ou seja, a mais 20,2 % que em O resultado líquido atribuível ajustado foi de 464,3 milhões de euros, ou seja, menos 15,9 % que em 2007 (excluindo o efeito da venda da Eiffage, assim como outras mudanças de critérios contabilísticos e de valorização de activos sem efeitos no fluxo de caixa; mas apenas com impacto negativo na conta de resultados.) O resultado líquido atribuível do grupo SyV (1) é de 300,5 milhões de euros. EBITDA por actividades Valoriza 13% Sacyr - Somague 29% Vallehermoso 19% Sacyr Concesiones 5% Testa 33% Para facilitar a comparação entre 2007 e 2008, depois da venda da participação na Eiffage e do acordo de venda da Itínere, esta demonstração de resultados não inclui os resultados referentes ao grupo francês(1) e recolhe a reclassificação de acordo com as NIC dos benefícios resultantes dos activos da Itínere cuja venda tenha sido acordada; assim como das 25 infra-estruturas que permanecem na Sacyr Concesiones. O volume de negócios da Sacyr Vallehermoso ascendeu aos 5379,5 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 2,7 %. Importa, também, destacar o aumento da actividade da Sacyr Concesiones (+116,9 %), da Valoriza (+36,8 %), da construção (+ 4,5 %) e da Testa (+3,3 %). A análise dos resultados por país permite concluir que 79,6 % do volume de negócios teve origem em Espanha e os O total de obras e serviços em carteira aumentou 6,9 %, atingindo os milhões de euros. O EBITDA latente nesta carteira, e que se transferirá progressivamente para as contas de resultados futuras, ascende aos ,6 milhões. Negócio em carteira Margem (Milhões de euros) Receitas % 08/07 do EBITDA Sacyr Somague (obra em carteira) 6424,2 6,7% 5,8% Vallehermoso (pré-vendas em carteira) 1551,3-34,3% 12,6% Sacyr Concesiones (receitas em carteira) ,7 11,5% 47,7% Testa (rendas a receber) 3361,8 14,5% 81,0% Valoriza (serviços em carteira) ,0 9% 10,6% VOLUME DE NEGÓCIOS ,0 6,9% 30,4% SyV 1 2

13 ócios aumenta 2,7 %, 79 milhões de euros em 2008 O balanço do grupo, que se situa nos milhões, decresceu 1620,8 milhões, em 2008, devido, fundamentalmente, à retirada da Eiffage do perímetro de consolidação. Esta venda, efectuada pelo valor de 1920,2 milhões, reduz ainda o endividamento financeiro bruto, na medida em que se liquidou a totalidade dos créditos que financiaram a aquisição da Eiffage (1713 milhões de euros a 31 de Dezembro de 2007) e que se aplicou o resto do montante cobrado na redução da dívida corporativa. A 31 de Dezembro, o endividamento financeiro líquido era de milhões de euros (menos 5,4 %), dos quais 1866 correspondem à dívida corporativa líquida (12,9 % do total); 6204 a actividades intensivas de capital (42,8 % do total); e 5079 ao crédito do investimento na Repsol YPF. A maior parte da dívida estruturada de outros negócios corresponde ao financiamento de projectos e concessões da Valoriza relacionados com o meio ambiente. Em breve, irá concretizar-se a OPA da Citi sobre a Itínere e, quando se concluir o processo de venda da Itínere, gerar-se-á um fluxo de caixa de cerca de 2000 milhões de euros para o grupo SyV, que se destinará ao pagamento da dívida. Caldera (no Chile) por 156,2 milhões; vários troços de linha de alta velocidade em Barcelona, Alicante, Pontevedra e Badajoz, por um valor total estimado de mais de 376 milhões; e vários troços de via-rápida em Burgos, Jaén e Pontevedra, entre outras, por um montante total de 88,6 milhões. CONCESSÕES DE INFRA-ESTRUTURAS (SACYR CONCESIONES). No passado dia 30 de Novembro, a Sacyr Vallehermoso e a Citi Infraestructures Partners chegaram a um acordo de venda da Itínere a esta última empresa. A SyV ficará, no entanto, com 25 concessões em fase de construção ou ramp up distribuídas por cinco países, que constituirão a actividade concessionária do grupo SyV sob a alçada da Sacyr Concesiones. No final de 2008, a Sacyr Concesiones registou um volume de negócio de 75,5 milhões, com um crescimento assinalável de 116,9 %, devido à evolução positiva das concessões e ao início da exploração das auto-estradas em regime de portagem virtual de Turia e Eresma e do interface de transportes de Moncloa. O EBITDA aumentou 224,1 %, atingindo os 36 milhões, o que representa uma margem operacional de 47,7 %, face aos 31,9 % do ano anterior. CONSTRUÇÃO (SACYR + SOMAGUE + SIS). A área da construção, que em Espanha e no Chile tem a ver com a Sacyr; em Portugal, com a Somague; e em Itália, com a SIS, teve um bom comportamento em 2008, graças à qualidade da carteira existente e à eficaz execução das obras em curso. O volume de negócios nesta área atingiu os 3498,2 milhões, ou seja, aumentou 4,5 %. A facturação da Sacyr aumentou 4,5 % e a da Somague 4,8 %. O total de construção em carteira ascende a 6424 milhões, ou seja, a mais 6,7 % que em 2007, o que representa 22 meses de actividade assegurada. As receitas recorrentes em carteira ascendiam a ,7 milhões de euros, no final do exercício, o que corresponde a mais 11,5 % que no ano anterior. A evolução do tráfego e das receitas obtidas com portagens foi muito positiva, tendo em conta as actuais condições do mercado. O IMD (índice médio diário) médio de todas as auto-estradas detidas pela Sacyr Concesiones aumentou 1 %, atingindo os veículos, apesar do decréscimo de 7,7 % do IMD médio deste sector. Entre as principais adjudicações de 2008, encontram-se: as obras de urbanização em El Beida (na Líbia), cujo valor é de 360,2 milhões de euros; a construção e posterior concessão do túnel do Marão (em Portugal), por 163,3 milhões; a construção e posterior concessão da auto-estrada Vallenar- Em 2008, ao grupo SyV foram adjudicadas três novas concessões, que passaram a fazer parte da futura Sacyr Concesiones: a auto-estrada em regime de portagem virtual do Túnel do Marão, em Portugal, cujo investimento é de 517,4 milhões, dos quais 55 % são da SyV; a concessão da auto-estrada chilena SyV 1 3

14 Vallenar-Caldera, cujo investimento previsto é de 175 milhões de euros: e a área de serviço da estrada A-66, em Calzadilla de los Barros (Badajoz), cujo investimento é de 5,1 milhões. PROMOÇÃO IMOBILIÁRIA (VALLEHERMOSO). Os lucros da Vallehermoso atingiram os 1087,5 milhões, ou seja, menos 22,3 % que em No final do exercício, tinha entregue um total de 3491 habitações, o que corresponde a menos 5,3 % que no ano anterior. Do total do lucro, as vendas de produtos residenciais foram de 952,1 milhões, dos quais 101,3 corresponderam à venda de terrenos e o resto ao lucro obtido por serviços prestados. A actividade na área da promoção residencial foi afectada pelo abrandamento do mercado, pelo que as vendas contratadas realizadas em 2008 foram de 281,1 milhões. A 31 de Dezembro, as pré-vendas em carteira ascendiam a 1551,3 milhões, as quais asseguram mais de 17 meses de actividade. PATRIMÓNIO (TESTA). A filial de aluguer de património imobiliário, Testa, mantém o seu constante aumento da contribuição para os resultados positivos do grupo e registou um volume de negócios de 272,6 milhões, mais 3,3 %. Alcançou uma margem de EBITDA de 81 % e um EBITDA de 220,9 milhões, mais 4,9 % que em No final de 2008, a superfície passível de aluguer ascendia a 1,58 milhões de m 2 (mais 3,1 % que em 2007) e a taxa média de ocupação era de 98,9 %. Um perito independente avaliou os activos da Testa em 4426 milhões de euros, o que corresponde a menos 6,3 % que em Em Dezembro de 2008, a Torre SyV passou a fazer parte do património alugado da Testa, com m 2 de superfície passível de aluguer: m 2 de escritórios e m 2 de hotel, estando estes últimos já arrendados ao hotel Eurostars Madrid Tower. SERVIÇOS (VALORIZA). A área dos serviços que está relacionada com a Valoriza registou uma evolução excelente durante o exercício de 2008, com uma facturação de 866,1 milhões, ou seja, mais 37 % que no ano anterior. Isto deveu-se à execução dos contratos em vigor e à obtenção de novos projectos em todas as áreas de negócio (meio ambiente, água, energias renováveis e multiserviços). O EBITDA cresceu 34 %, tendo atingido 91,87 milhões. Da análise por actividades, o meio ambiente representou 40 % do volume de negócio; a água, 28 %; as energias renováveis, 7 %; e a área de multiserviços, 25 %. Entre os principais contratos obtidos encontram-se: a manutenção e aterro de resíduos urbanos em Torrejón de Ardoz, por 42,6 milhões; a construção e exploração da dessalinizadora de Perth (na Austrália), por 340 milhões relativos à construção e 536 à gestão; o serviço de água potável de Almadén (Ciudad Real), por 38,5 milhões; e a central termoeléctrica de biomassa florestal de Portalegre (em Portugal), por 27,1 milhões de euros. REPSOL YPF. O investimento feito na Repsol YPF contribui para o lucro líquido da Sacyr Vallehermoso com um saldo positivo de 299,4 milhões (registado em epígrafe o resultado das sociedades pelo método de equivalência da conta de resultados), face aos 417,3 milhões que registou no ano passado. Durante 2008, a Testa vendeu dois edifícios de escritórios, um deles situado no número 1401 da Brickwell Avenue, em Miami (nos Estados Unidos) e outro em Zaragoza, assim como um lar de terceira idade em Getafe (Madrid). Estas vendas resultaram numa mais-valia de 41,9 milhões. O valor da venda foi 43,3 % superior ao da avaliação do perito independente. O resultado da exploração recorrente da Repsol aumentou 4,8 %, sem contar com as transacções patrimoniais que pressupõem a valorização de 90 dias do stock ao preço do fecho. Os diferenciais no custo das vendas a preço de reposição (CCS) e no sistema MIFO deram origem a um efeito negativo, na comparação dos anos, de 234 milhões de euros, face aos 495 milhões de euros positivos do ano anterior. SyV 1 4

15 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS CONSOLIDADOS (Milhões de euros) Dezembro 2008 Dezembro 2007 * Var 08/07 Resultado líquido do volume de negócios ,7% Outros proveitos ,6% Total de proveitos de exploração ,6% Custos externos e de exploração ( ) ( ) 10,1% RESULTADO BRUTO DE EXPLORAÇÃO (25,2%) Amortização de imobilizado e depreciação de goodwill ( ) ( ) 14,3% Provisões circulantes (54 299) (38 908) 39,6% RESULTADO LÍQUIDO DE EXPLORAÇÃO (37,2%) Resultados financeiros ( ) ( ) 7,2% Resultados por diferenças de câmbiais (1854) (2919) (36,5%) Resultados das sociedades consolidadas por equivalência (14,5%) Provisões de investimentos financeiros (12 936) (7994) n.s Resultado da variação do valor dos instrumentos financeiros a justo valor (125) 69 n.s Resultado da variação dos activos a justo valor (60 577) (2020) n.s Resultado da alienação de activos não correntes ,7% Resultado antes de impostos (72,3%) Imposto de Sociedades n.s RESULTADO DAS ACTIVIDADES CONTINUADAS (55,0%) RESULTADO DAS ACTIVIDADES INTERROMPIDAS n.s RESULTADO CONSOLIDADO (54,2%) Atribuível a minoritários (9582) (4360) 119,8% LUCRO LÍQUIDO ATRIBUÍVEL (1) (55,3%) Contribuição da Eiffage ( ) *Pro forma 2007 (ver nota 2) (1) A 17 de Abril de 2008, ocorreu a venda da participação de 33,32 % que a SyV possuía no grupo francês de construção e infra-estruturas Eiffage, pelo valor de 1,920,2 milhões de euros, o que equivale ao valor investido na sua aquisição, não tendo havido, portanto, impacto no fluxo de caixa do grupo SyV. A saída da Eiffage do perímetro de consolidação pressupõe, no entanto, a necessidade de eliminar da contabilidade os benefícios registados em 2006 e 2007 pelo início da participação da referida empresa, cuja consequência foram resultados negativos em 2008, no valor de 477,3 milhões de euros, face à contribuição do início da participação em Dezembro de 2007 para os resultados, que ascendeu a 331,9 milhões de euros, contribuindo para o lucro líquido de 273,5 milhões de euros. (2) A 30 de Novembro, a SyV subscreve com a Citi Infrestructure Partners um contrato de compromisso de formulação e aceitação da OPA da Itínere a 3,96 por acção, para cada uma das acções que constituem o capital social, submetido na condição de suspensão. Este acordo concretizar-se-á em 2009 não tendo, portanto, impacto no fluxo de caixa do ano de A SyV compromete-se também a manter as participações societárias da Itínere em: concessões em fase de construção (Guadalcesa e via-rápida de Arlanzón, em Espanha; auto-estradas de el Valle e de el Sol, na Costa Rica; N6 e M50, na Irlanda; e túnel do Marão, em Portugal); concessões em exploração que não sejam auto-estradas (hospitais, interfaces de transportes e áreas de serviço), todas localizadas em Espanha; nas participações em diversos projectos em Espanha em fase inicial de exploração (auto-estrada Madrid Levante, auto-estrada Madrid sul, acessos a Madrid, Aunor, Viastur, Pamasa, Turia, Eresma e Barbanza); e constitui uma sociedade, a Sacyr Concesiones, para as agregar. SyV 1 5

16 Responsabilidade Social na Somague Engenharia Há quem afirme que a responsabilidade das empresas é para com os seus accionistas e que, ao darem lucro, criam riqueza que beneficiará toda a sociedade. Outros, que o conceito de cidadania se aplica a pessoas, não a organizações, e que as empresas já ajudam o mundo dando emprego e fornecendo produtos e serviços aos seus clientes. E outros, ainda, consideram que a politicamente correcta responsabilidade social corporativa lhes permitirá ter melhor reputação e uma marca mais forte. Todos têm razão. A primeira responsabilidade social de uma empresa é existir e progredir. Alinhar a estratégia com as preocupações e os valores da sociedade e operar de modo a cumprir, ou mesmo exceder, as expectativas éticas, legais e comerciais das suas partes interessadas é uma questão de bom senso e só pode constituir uma vantagem competitiva e contribuir para o sucesso do negócio. Não há receitas, contudo, porque cada empresa deve identificar a estratégia mais adequada. Não se muda a cultura de uma organização da noite para o dia. Talvez seja esta a razão do mérito reconhecido à Somague onde, há muito, conceitos como responsabilidade social e desenvolvimento sustentável são encarados como novos desafios. O resto é simples, basta abraçar as oportunidades e tomar as decisões mais correctas, em cada momento. Cada empresa terá o seu percurso. Para ilustrar o da Somague, nos parágrafos que se seguem apresentam-se algumas das acções desenvolvidas, com especial enfoque nas mais recentes. engenharia 1 6

17 Modelo de Governo A Somague, desde cedo teve consciência do futuro. Em 1993, com a profunda reengenharia do funcionamento da empresa e a sua orientação por processos, reviu a missão, visão e valores, passando a incluir a ética e a responsabilidade social. Essa preocupação veio a materializar-se a partir de 2003 em Relatórios de Sustentabilidade e, mais recentemente, definiu a Política de Sustentabilidade e criou o Conselho de Sustentabilidade. Ética Na Prevenção de Branqueamento de Capitais e Bloqueio do Financiamento ao Terrorismo, o Código de Ética e Conduta da Somague é operacionalizado por um procedimento, que pretende assegurar eficazmente a identificação e o conhecimento dos clientes para que a actividade se realize em conformidade com as normas regulamentares. Qualidade de Emprego Ano após ano, a Somague procura ser uma das melhores empresas para trabalhar, sendo a formação e desenvolvimento de competências uma aposta constante, bem como as novas ferramentas de formação, nomeadamente o b-learning (blended-learning), que permite reduzir as deslocações dos colaboradores, minimizando o tempo dispendido e as emissões de CO 2 daí resultantes. Formação Em 2008, a Somague iniciou um novo Plano de Estágios para a Engenharia, admitindo 19 recémlicenciados em Engenharia Civil e Electromecânica. Também nesta aproximação a um público mais jovem, a Somague e o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) celebraram um protocolo de dinamização conjunta do Programa Aprendizagem - Formação Profissional de Jovens. Conciliar a vida profissional com a pessoal: Horário comprimido; Dispensa dos colaboradores para resolução de assuntos pessoais/familiares; Rede de transporte para colaboradores na sede de/para diversos pontos de Lisboa; Acordo com creches nas imediações da empresa (comparticipação na mensalidade); Seguro de saúde (extensível ao agregado familiar), vida e acidentes pessoais; Acordos com redes de health clubs, bancos, empresas de telecomunicações, agências de viagens, redes hoteleiras, extensíveis à família; Torneio de futsal; Encontros regulares de colaboradores. Comunicação Implementados na intranet Somague o Portal do Colaborador e a Linha de Apoio ao Colaborador (LAC), com o objectivo de sistematizar a gestão da informação e agilizar o contacto com a Direcção Geral de Recursos Humanos, independentemente do local ou país em que se encontre. engenharia 1 7

18 Inovação Foi também neste contexto que aceitou, em 2007, o desafio da COTEC Portugal e integrou o grupo de empresas- -piloto que participaram na definição e implementação de um Sistema de Gestão da Investigação, Desenvolvimento e Inovação (SGIDI), certificado ainda no mesmo ano. No que se refere à igualdade de género, as práticas de gestão são as mesmas para mulheres e homens. A Somague foi distinguida em 2007 com o prémio Igualdade é Qualidade, promovido pela CITE (Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego) É uma das 9 empresas a nível nacional que colaboram no projecto Diálogo Social e Igualdade nas Empresas. No início de 2008, a convite do Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, a Somague participou em duas sessões no âmbito das prioridades do QREN, nomeadamente na promoção da qualificação dos portugueses e da coesão social. Gestão Ambiental Projectos de IDI Dos projectos-piloto, destaca-se a Aplicação de ASIC em Aterros, que consiste na utilização de escórias de aciaria (ASIC Agregado Siderúrgico Inerte para a Construção) como material de construção de aterros na ligação ferroviária à Siderurgia Nacional. Dos projectos de 2008, destaca-se a Ligação Ferroviária ao Porto de Aveiro, que incluiu o desenvolvimento de um cimbre aéreo autolançável de vão duplo, em resposta às condicionantes da localização da obra (Zona de Protecção Especial da ria de Aveiro) e do prazo para a sua execução. Igualdade de Oportunidades Em todos os locais onde opera, a Somague promove práticas que garantam a diversidade e igualdade de oportunidades. Um bom indicador é a diversidade cultural dos seus colaboradores, com origem nos PALOP, Europa de leste, Índia, Libéria, Paquistão e Venezuela, entre outros. A Somague formulou em 2002 uma Política Ambiental e tem vindo a implementar práticas que promovem a redução dos impactes ambientais e a monitorização dos resíduos produzidos e dos consumos. Actualmente, conta com diversas empresas participadas com sistemas de gestão ambiental certificados. No estudo recentemente publicado Responsabilidade Climática: Índice ACGE 2007, destacou-se de entre as empresas avaliadas do sector da construção. Diálogo e Cooperação A definição de estratégias com base na auscultação das partes interessadas assume particular relevância para a Somague na sua procura de maiores níveis de performance. Também importantes são as iniciativas de carácter social, pelo que apoia causas sociais, culturais e desportivas por meio de serviços prestados ou de financiamento e, pelas suas capacidades técnico-económicas, participa na construção de importantes infra-estruturas para as comunidades onde actua. engenharia 1 8

19 Destaca-se a sua participação em diversos projectos do BCSD Portugal (Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável), como o Young Managers Team, Construção Sustentável e Simbioses Industriais. Comunicação No diálogo com as partes interessadas, a Somague faz uso de ferramentas como a internet a edição trimestral desta revista, gabinetes de atendimento ao público, visitas organizadas a obras, contactos regulares com a imprensa, publicação de livros com temas relacionados com a actividade da empresa e participação em eventos. Patrocínios Coopera com diversas organizações, tais como a EPIS Empresários pela Inclusão Social, em que faz parte da direcção, as Fundações Serralves e Casa da Música ou a Fundação Universidade Católica Portuguesa. Como membro fundador da EPIS, participa no programa Economia para o Sucesso apoiando colaboradores que, de modo voluntário, se deslocam a escolas, procurando ajudar no combate ao insucesso e abandono escolares. Patrocina o Portal VER Valores, Ética e Responsabilidade desde o seu arranque. Patrocina obras de investigação, de que se destacam as recentes edições dos livros Building Information Model e a Competitividade no Sector da Construção e Sismos e Edifícios. Donativos Em Novembro de 2008, a Somague Engenharia Madeira procedeu à entrega de donativos à representante da Liga Portuguesa contra o Cancro e ao representante da Paróquia de São Vicente. Também a UNICEF foi objecto de um donativo através da compra dos cartões de Natal das empresas do grupo. Pro bono A Somague colocou as suas competências ao serviço da comunidade, requalificando o espaço comercial onde opera o Banco de Bens Doados e tem contribuído para o projecto da Câmara de Loures Memórias que ajudam a crescer, que consiste na criação de um espaço para creche e lar de idosos. Cooperação Internacional Não é apenas em Portugal que a Somague coopera com instituições de desenvolvimento social. Por exemplo, em Angola, país promissor, mas ainda com muitas carências, tem colaborado na reabilitação e apetrechamento de escolas (Maianga, Viana, Kilamba Kiaxi e Bom Jesus) e reconstruiu as áreas de acolhimento em Viana, para vítimas das cheias. Também em Cabo Verde, tem financiado eventos culturais e apoiado a formação de crianças oriundas de famílias problemáticas. Crescimento Sustentável em Contextos Antagónicos As boas práticas de gestão da Somague, das quais se apresentou uma súmula, levaram ao seu reconhecimento como uma organização socialmente responsável. Em 2008, foi distinguida com o Prémio Sustentabilidade, do Jornal Construir, e tem conquistado posições de destaque em diversos estudos desenvolvidos por entidades de referência. Também a nível internacional tem tido particular relevância esta forma de agir. Nos países europeus onde abriu sucursais, Espanha e Irlanda, esta actuação tem permitido à Somague superar os desafios com que se tem deparado. Nos países em desenvolvimento onde também se encontra presente, mas não há ainda o grau de exigência da Europa, esta cultura de sustentabilidade em particular no campo da responsabilidade social tem igualmente trazido os seus frutos. Da leitura deste nº do Soma e Segue poderá ter contacto com outras actividades relacionadas com o tema Responsabilidade Social. engenharia 1 9

20 Consórcio Escala Braga assina contrato para Hospital Universitário O consórcio Escala Braga, que integra a Somague, a José de Mello Saúde e a Edifer, é o parceiro privado escolhido pelo Estado para a construção e gestão do novo Hospital Universitário de Braga. O contrato, que inclui a concepção, construção, financiamento, conservação e exploração do novo Hospital de Braga em regime de Parceria Público- -Privada (PPP), foi assinado numa cerimónia que contou com a presença do Primeiro-Ministro José Sócrates e da Ministra da Saúde Ana Jorge, entre outras individualidades. Perspectivando-se como um futuro pólo universitário, o hospital disporá de soluções e equipamentos inovadores, de uma arquitectura funcional e eficiente e do capital técnico e humano que fazem a grande diferença nas áreas do ensino e da investigação médica. Para além das valências já existentes no actual hospital de São Marcos terá outras, como a de medicina nuclear e a das cirurgias maxilares-faciais, da radioterapia, da reumatologia e das doenças infecciosas. Localização O complexo vai ser construído no Lugar das Sete Fontes, próximo das instalações da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho, em Gualtar. Investimento Com um investimento total da ordem dos 800 milhões de euros, o hospital vai ocupar uma área bruta de cerca de 150 mil metros quadrados e terá todas as valências de um hospital de grande dimensão. O edifício principal articula-se em quatro corpos interligados por uma área ampla envidraçada para acolher os serviços médicos. Recursos Humanos Médicos no Quadro: 423 Enfermeiros no Quadro: 698 Total de Colaboradores: 1901 Infra-estrutura Área clínica: m 2 Camas: 705 Salas de cirurgia: 12 engenharia 2 0

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