RELAÇÕES INTERNACIONAIS NO MUNDO ATUAL ENTIDADE MANTENEDORA ASSOCIAÇÃO DE ENSINO NOVO ATENEU

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1 Relações Internacionais no Mundo Atual 3 1 RELAÇÕES INTERNACIONAIS NO MUNDO ATUAL ENTIDADE MANTENEDORA ASSOCIAÇÃO DE ENSINO NOVO ATENEU R.I. no Mundo Atual Fac. de Ciênc. Adm. de Curitiba a. 3 n p.

2 2 Relações Internacionais no Mundo Atual 3 EXPEDIENTE Publicação oficial da Faculdade de Ciências Administrativas de Curitiba Rua Chile, CEP Fone/fax: (41) Curitiba Paraná Brasil Pede-se permuta. We ask for exchange. On démande I échange. Austausch wird gebeten. Oni petas intersangam. Si richiede lo scambio. Pidese permuta. FACULDADES INTEGRADAS CURITIBA Diretor-Geral: Luís Cesar Esmanhotto Diretor Acadêmico: Rainer Czajkowski Conselho Editorial: Cristina Luiza C. Surek, Aparecida Tavarnaro Pereira, Fabiano Pucci do Nascimento, Gisela Bester Benitez, Rosane Beyer, Sandro Aparecido Gonçalves TIRAGEM: exemplares Impresso no Brasil Printed in Brazil RELAÇÕES INTERNACIONAIS NO MUNDO ATUAL / Faculdades Integradas Curitiba Ano 3, n Rel. Internacionais - Periódico. I. Faculdade de Ciências Administrativas de Curitiba

3 Relações Internacionais no Mundo Atual 3 3 APRESENTAÇÃO É com imensa satisfação que apresentamos o terceiro número da Revista Relações Internacionais no Mundo Atual. A publicação que ora trazemos à luz é fato revelador do inquestionável sucesso das edições anteriores, graças à inestimável colaboração do corpo docente e discente do Curso de Relações Internacionais. Ao discutir temas internacionais, pretendemos manter o compromisso de oferecer a nossos leitores as grandes questões deste admirável mundo novo, buscando compreendê-las e interpretá-las, sem perder o rigor e a seriedade dos trabalhos acadêmicos. Assistimos hoje à inusitada construção de uma nova ordem mundial, com marchas com nações reunindo-se em blocos regionais, numa demonstração de que nem tudo está perdido e contramarchas, como o renascimento de nacionalismos e de conflitos inter-regionais. Surge, portanto, uma nova realidade política e econômica, cujo conhecimento e disciplina exigem o estudo interdisciplinar, que torna inevitável a colaboração de juristas, economistas, cientistas políticos, antropólogos, sociólogos e historiadores, todos eles envolvidos no exame das novas relações entre as sociedades do mundo contemporâneo. Este número conta com trabalhos sobre a questão do terrorismo, tão em voga neste início de século Dimensões internacionais para o terrorismo de Estado, do Professor Jaime de Carvalho Leite Filho. Ainda na esteira dos conflitos, o Professor Luís Fernando Lopes Pereira escreve sobre a Palestina: intifada e resistência anticolonial. O Professor Marlus Vinicius Forigo trata da Crise do Estado de bem-estar e neoliberalismo. No campo da integração, o Professor Sérgio Luiz Lacerda discorre sobre o Protecionismo e intensidade de comércio latino-americano: proposta para um estudo de caso brasileiro. A Professora Etiane Caloy de Souza enfrenta tema que diz respeito às Sensibilidades religiosas em Christopher Hill e Edward Thompson. Por fim, questões jurídicas são abordadas pela Professora Vanessa Abu-jamra Farracha de Castro, em Direito, segurança, justiça, e pelo Professor Wagner Rocha D Angelis, em Das raízes dos direitos humanos ao exercício afirmativo de cidadania.

4 4 Relações Internacionais no Mundo Atual 3 Esperamos que o terceiro número desta Revista venha enriquecer o quadro de referência para os estudiosos da área internacional e agradecemos a todos os que colaboraram para a realização deste trabalho. Elizabeth Accioly COORDENADORA DO CURSO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS

5 Relações Internacionais no Mundo Atual 3 5 SUMÁRIO SENSIBILIDADES RELIGIOSAS EM CHRISTOPHER HILL E EDWARD THOMPSON Etiane Caloy B. de Souza... 7 DIMENSÕES INTERNACIONAIS PARA O TERRORISMO DE ESTADO Jaime de Carvalho Leite Filho... PALESTINA: INTIFADA E RESISTÊNCIA ANTICOLONIAL Luís Fernando Lopes Pereira... CRISE DO ESTADO DE BEM-ESTAR SOCIAL E NEOLIBERALISMO Marlus Vinicius Forigo... PROTECIONISMO E INTENSIDADE DE COMÉRCIO LATINO-AMERICANO: PROPOSTA PARA UM ESTUDO DE CASO BRASILEIRO Sérgio Luiz Lacerda... DIREITO, SEGURANÇA E JUSTIÇA Vanessa Abu-jamra Farracha de Castro

6 6 Relações Internacionais no Mundo Atual 3

7 Relações Internacionais no Mundo Atual 3 7 SENSIBILIDADES RELIGIOSAS EM CHRISTOPHER HILL E EDWARD THOMPSON* Etiane Caloy B. de Souza Doutoranda em História UFPR, Professora das Faculdades Integradas Curitiba A diversidade dos fenômenos religiosos ocorridos no Brasil nas últimas décadas tem despertado a atenção de sociólogos, antropólogos e, mais recentemente, de historiadores, a respeito das sensibilidades religiosas e de manifestações que extrapolam os limites institucionais. Isso tem exigido deles uma profunda reflexão sobre encaminhamentos metodológicos e tratamento das fontes, uma vez que já não é possível lidar academicamente com as manifestações religiosas como fuga, ópio do povo, alienação e busca para ignorantes e excluídos sociais. Pensando acerca de tais dificuldades, este artigo tem por finalidade discutir algumas escolhas metodológicas no estudo e análise do fenômeno religioso, a partir do contraponto entre os historiadores Christopher Hill, autor de O mundo de ponta-cabeça, e Edward Thompson, de A formação da classe operária inglesa. O trabalho não se aterá, historicamente, às Revoluções Inglesa e Gloriosa do século XVII nem tampouco à formação da classe operária inglesa no final do século XVIII e início do XIX, salvo o necessário para esclarecimentos, concentrando-se nos aspectos em que ambas investigações empreendidas pelos autores se deparam com a religião protestante e seu discurso como fundamental para os homens e mulheres envolvidos na situação política, econômica e social desencadeada nesse período. E, como se verá no transcorrer do texto, a abordagem e leitura que Hill e Thompson fazem de suas fontes nos levam por caminhos metodológicos bastante diferentes e interessantes: enquanto o primeiro permite que o discurso de cunho religioso dos radicais seja tratado como uma elaboração racional e coerente, nascido de sua própria experiência cotidiana com o cristianismo; o outro entende que o movimento metodista na Inglaterra pode ter diluído a força dos operários que professavam (*) Trabalho apresentado na ANPUH, Regional Curitiba, em julho de 2002.

8 8 Relações Internacionais no Mundo Atual 3 este credo, tornando-os coniventes com a construção da sociedade capitalista. Parece residir nesse ponto a ácida crítica de Thompson, contudo tentar-se-á evidenciar que existem outras leituras possíveis. E é Hill (p ) que nos motiva a fazer novas leituras e expõe seu objetivo que: [...] está em examinar essa revolta no interior da Revolução [Inglesa] e a fascinante torrente de idéias radicais que ela desencadeou. A história precisa ser reescrita a cada geração, porque embora o passado não mude, o presente se modifica; cada geração formula novas perguntas ao passado e encontra novas áreas de simpatia à medida que revive distintos aspectos das experiências de suas predecessoras. [...] Ainda que se estude de modo sistemático o pormenor da documentação existente, isso não modificará o que é essencial, factualmente, na história. Mas a interpretação variará segundo as nossas atitudes, segundo o que vivemos no presente. Por isso, a reinterpretação não é somente possível: é também necessária. Essa observação, feita na década de 70 (século passado), expressa uma preocupação bastante atual de alguns historiadores no que diz respeito ao estudo das religiões: rever velhas posições que colocavam a religião como epifenômeno, que lhe tiravam a capacidade de gerar processos sociais, que a sujeitavam ao papel de sedutora dos poucos esclarecidos intelectualmente e que, finalmente, era considerada mero objeto a serviço da ideologia dominante. O breve século XX, parafraseando Hobsbawm, mostrou que o estudo da religião é fundamental para se compreender de forma mais acurada nossa sociedade e por que certos caminhos históricos são percorridos. Já não é possível negar a dimensão do sagrado como fator caro aos homens, porque aqueles que crêem pautam suas condutas e escolhas em algo que por vezes escapa aos que anseiam em resolver todos os mistérios. Por isso, crê-se que Hill é uma escolha pertinente, pois não sentiu a necessidade de rotular os radicais do século XVII como camada de lunáticos, mas preferiu o caminho da compreensão daquela sociedade, olhando-a de dentro para fora e tendo o cuidado de observar o meio em que surgiram os discursos que abalaram as certezas aristocráticas e burguesas. Na metade do século XVII, a Inglaterra passava por uma crise que, grosso modo, permite-se entender como uma disputa de poder entre a aristocracia e a burguesia em ascensão pela hegemonia polí-

9 Relações Internacionais no Mundo Atual 3 9 tica e econômica no Estado. Entretanto, a vitória da ética protestante e da ideologia da propriedade privada precisou aguardar que as muitas vozes populares que se achavam no direito de participar do processo político fossem caladas. O período de 1640 a 1660 presenciou a decapitação de Carlos I, a expansão do poder parlamentar, a proclamação de uma república (posteriormente República de Cromwell) e a Restauração da Monarquia, em 1660 e com Carlos II. Essa época de turbulência, porém, apresentou-se às classes populares como uma possibilidade de alterar por completo a ordem estabelecida e permanentemente virar o mundo de ponta-cabeça. O trabalho de Hill consistiu em dar voz a esses homens e mulheres, ainda que a fala deles pareça irracional e resultado da loucura. Mas a loucura (ou sua encenação) também pode ser a estratégia escolhida para criticar a sociedade, uma vez que nesse período, segundo Hill (p. 32), ocorreram duas revoluções na Inglaterra: a que venceu, lançou as bases da sociedade burguesa, aboliu o feudalismo, garantiu a propriedade privada e a expansão da ética protestante com seu extremo zelo pelo trabalho e por uma vida de rigor ascético; a outra, a dos perdedores, poderia ter [...] estabelecido um sistema comunal de propriedade e uma democracia muito mais ampla nas instituições legais e políticas; poderia também, ter retirado da Igreja Anglicana o seu caráter oficial e repudiado a ética protestante. Esses indivíduos não participaram do processo político passivamente, mas, pela sua perspectiva da sociedade inglesa, questionaram as instâncias de poder que lhes desfavoreciam: as leis; os tribunais; o poder real; a perda das terras comunais por causa dos cercamentos privados; o descaso da Igreja Anglicana e seu favorecimento aos mais abastados; o clero que oprimia o povo com a prédica acerca do pecado e na imposição de condutas; os dízimos que sacrificavam os pobres; a própria decadência do sistema feudal, que tornou muitos deles pessoas sem lugar no mundo, podendo ser destacada a ralé de Hannah Arendt, a esperar por um líder forte (líderes de seitas, heresias, blasfêmias) como forma de contestação. Por toda essa agitação social, as décadas até a Restauração foram de grande circulação de pessoas e idéias. Com facilidade se obtinha uma prensa e livremente se expressava o pensa-

10 10 Relações Internacionais no Mundo Atual 3 mento. Tal liberdade foi amplamente utilizada pelos pensadores radicais e seus escritos objeto de interesse de Hill, em virtude da riqueza de seus argumentos e, principalmente, porque estavam carregados de um debate fecundo sobre as estruturas políticas, sociais e econômicas da Inglaterra. Mas, o que almejavam os radicais? Primeiramente, é preciso compreender que a história inglesa desse período abrigava muitas tensões classistas e que se pretendia manter sob controle por meio dos poderes real e clerical. Contudo, o crescimento da burguesia apresentou-se como um forte pólo de poder econômico, que não só abalou a tradicional estrutura vigente, mas também exerceu pressão para obter participação política numa sociedade que fortalecia sua organização pautada na propriedade privada. Todos esses atores, ainda que mergulhados em tensão oriunda das disputas de poder, concordavam no tocante à distribuição da riqueza, que deveria permanecer nesses grupos. Entretanto, a decapitação de um rei e o advento da república, bem como a formação do Exército de Novo Tipo, que incorporou as classes subalternas, inauguraram um período de questionamento assustador para os estabelecidos. E uma torrente de idéias, antes sussurradas por causa da censura, veio à tona, provocando um clamor por justiça e democracia. Os radicais destacavam-se por apresentar novas soluções políticas, como os levellers, diggers e pentamonarquistas; questões de teor cético, como os seekers, ranters e também os diggers, que confrontavam os poderes vigentes, as velhas crenças e as instituições; soluções religiosas, como os batistas e os quacres. Como expressaram alguns conservadores da época, o mundo estava rodopiando. E a gentalha mais suja e sórdida, pobre e mal vestida, castigada pela fome e opressão, desejava mudanças. Eram andarilhos, bandidos, ciganos, artistas, dissidentes da igreja oficial, desajustados sociais, desempregados. As estradas os conheciam muito bem, pois passavam de vila em vila à procura de trabalho, muitas vezes ocupando ilegalmente as florestas cercadas ou vivendo em lugares ermos propícios às heresias. No meio desse bando humano surgiram homens e mulheres que se tornaram a voz dos movimentos e registraram suas idéias por meio da imprensa. Ousadamente eles debateram acerca da liberdade política e proclamaram a igualdade entre todos os homens e o direito de desfrutarem das terras comunais e particulares.

11 Relações Internacionais no Mundo Atual 3 11 Nada andará bem até que todas as coisas sejam havidas em comum; [...] então não haverá ladrões, nem cobiça, nem gente que engane e minta aos demais e, por isso não haverá necessidade de governo (HILL, p. 130). Almejavam até mesmo se tornarem proprietários; pretenderam a reforma do sistema educacional, pleiteando escola para ambos os sexos e que a hierarquia entre as classes fosse abolida; houve quem escrevesse sobre os direitos das mulheres e sua liberdade de escolha e sexual. Aqueles que viam as instituições da época como falidas, os céticos, questionaram a autoridade do clero, seus privilégios e a prerrogativa de mostrarem ao povo o caminho de Deus. A ética protestante tornou-se motivo de discussão, já que grupos como os ranters não tencionavam desfrutar da exaustão do dever bem cumprido, diferenciando-se dos diggers, que penetravam pacificamente em terras cercadas para iniciar um processo de plantio e colheita comunitária, representando imenso perigo, pois convocavam os pobres à união em torno de soluções práticas. Nesses grupos, os mais exaltados declaravam de maneira apaixonada seus sentimentos por um possível rei e pelo clero, ambos com a missão de oprimir o povo: queriam vê-los mortos e ardendo no inferno, se é que o inferno existia. Isso, possivelmente, era mais uma armadilha para mantê-los sob controle, enquanto os nobres e os ministros de Deus viviam na abastança os últimos alegando responderem a um chamado divino e para poucos. Para o que nos diz respeito mais diretamente, as soluções religiosas passavam por dois extremos: o amor e a esperança em Cristo como Salvador da humanidade e o ódio pelas Escrituras, uma vez que estas eram um instrumento de opressão nas mãos da Igreja Anglicana e de seus ministros. Os primeiros, mais fraternais, propunham um retorno à propriedade comunal, experiência semelhante à vivida pelo cristianismo primitivo e criam que Cristo era o nivelador supremo da sociedade. Os radicais atribuíam total autonomia ao indivíduo em seu relacionamento com Deus, tornando sem importância o papel dos religiosos profissionais e valorizando a tese do sacerdócio de todos os fiéis, proferida pela Reforma Protestante. Cristo habitava em todos e Seu Espírito se manifestava a cada um; bastava ouvir Sua voz e não a dos ministros. O discurso ideológico também queria democratizar a religião. Entre tantos discursos, os radicais também registraram sua

12 12 Relações Internacionais no Mundo Atual 3 vontade de romper com a ordem moral vigente: muitos pregavam o adultério, como John Robins, que deu aos seus discípulos permissão para que trocassem de mulheres e maridos e, para dar o exemplo, trocou a sua (HILL, p. 301); ou o radical Abiezer Coppe, por intermédio de quem, aparentemente, Deus falava e contestava a família monogâmica. De acordo com Hill (p. 301), Deus teria dito: Abandona teus fétidos familiares [...]. Abandona isso, ou, se nada mais puder levar-te a isso, eu mesmo, quando menos o esperares, farei que teu próprio filho... se deite com uma puta... ante teus olhos. O amor deveria ser vivido livremente; a recomendação para livrar-se do pecado era cometendo-o; não era pecado matar, roubar, cair em tentação; o salvo não pecava, mas sim Cristo que nele habitava; a blasfêmia, segundo Hill (p. 203), era um desafio não só a Deus, mas também à sociedade de classe média e à ética puritana.. Aos pobres parecia que blasfemar os tornava iguais às classes superiores. Esses tempos de magia e Bíblia representaram um vôo para a ruptura de uma ordem que mantinha o povo inglês subjugado. Foi uma tentativa. Não venceram, já que prevaleceu a garantia da propriedade privada. E a abordagem escolhida por Hill mostra que seu mérito está em tratar seriamente as idéias que os homens do século XVII levaram a sério. Talvez por isso seja possível não ver esses homens e mulheres como lunáticos ou representantes de uma aberração social, mas articuladores de um discurso racional que buscava sua força na religião. Da mesma maneira os operários metodistas do final do século XVIII e início do XIX pautaram sua conduta e escolhas na religião. A investigação empreendida por Thompson, quando da formação dessa classe, sugere que o movimento metodista favoreceu a estabilização da sociedade inglesa e sua inserção no sistema capitalista, tornando a classe operária não revolucionária. Nesse contexto, a religião teve um papel fundamental, todavia criticado por Thompson (p. 58, v. 1,), pois, segundo ele, os metodistas com sua ênfase renovada sobre a ordem e a submissão doutrinavam seus fiéis para que respeitassem as autoridades instituídas, condenando a atitude de homens que contestavam o poder secular. Pela brevidade deste ensaio, serão abordadas somente duas questões observadas por Thompson (p. 244 e 255, v. 2) e que parecem centrais.

13 Relações Internacionais no Mundo Atual 3 13 a) Como foi que o metodismo conseguiu desempenhar com tamanho êxito o duplo papel de religião dos exploradores e dos explorados? b) Nosso autor entende que o metodismo representou o desolado panorama interior do utilitarismo numa época de transição para a disciplina de trabalho do capitalismo industrial. Para esse autor, no período entre 1790 e 1830, quatro razões poderiam explicar o êxito do metodismo: a doutrinação direta, seu sentido comunitário, as conseqüências psíquicas da contrarevolução e a universalidade da graça. Um dos motivos que provocou o afastamento dos irmãos Wesley da Igreja Anglicana foi a preocupação deles em se aproximarem mais do povo pela pregação do Evangelho, pois compreendiam que a igreja oficial dedicava maior atenção às classes mais abastadas. Charles Wesley permitiu e incentivou o ministério de leigos que pregavam pelas ruas e conclamavam o povo ao arrependimento e à salvação em Cristo. Uma vez na igreja, as crianças freqüentavam as escolas dominicais e os adultos eram incentivados a manterem uma severa conduta moral sob pena de serem punidos ou expulsos. Portanto, os metodistas estavam constantemente em contato com a palavra de Deus, até porque se condenavam formas mundanas de divertimento, contato com não salvos e leituras de livros profanos; logo, a experiência cotidiana era totalmente voltada para a Igreja. Isso acarretava uma segunda conseqüência: a vivência comunitária entre os metodistas, que percorriam longas distâncias para estar em aldeias que ficavam sem atenção espiritual por parte dos anglicanos; os necessitados recebiam ajuda e estímulo espiritual para continuar a longa jornada até a eternidade. Segundo Thompson (p. 262, v. 2): [...] a Igreja era algo mais do que um simples edifício ou os sermões e as ordens de seus ministros. Seu espírito também estava incorporado às reuniões de classe, aos grupos de costura, às atividades de coleta de dinheiro e às missões dos pregadores locais que caminhavam várias milhas após o trabalho para desempenhar pequenas funções ou serviços em aldeias distantes, raramente visitadas por ministros. [...] permanece relevante o fato do Metodismo, por manter abertas as portas de suas capelas, oferecer de fato aos desamparados e desarraigados pela Revolução Industrial uma espécie de comunidade que substituísse os antigos padrões comunitários suplantados.

14 14 Relações Internacionais no Mundo Atual 3 Isso contribuiu para suavizar os contornos mais repulsivos do metodismo. Sua penetração na sociedade inglesa, principalmente entre os pobres, leva-nos ao terceiro motivo para sua solidificação: o período pós Revolução Francesa despertou em muitos governos uma atitude conservadora (posição também defendida por Hobsbawm, em Era das revoluções) e, no caso inglês, foi amplamente corroborado pelo metodismo que exigia do fiel uma ética voltada para o trabalho e deslocava a esperança de uma vida melhor para a eternidade, assumindo assim uma postura contra-revolucionária. A expansão religiosa mostrou-se um eficiente mecanismo de controle moral sobre as massas. Finalmente, o quarto motivo alegado por Thompson para a inserção metodista seria a compreensão teológica da universalidade da graça: todos são pecadores e todos carecem da glória de Deus. Enquanto o calvinismo tinha os escolhidos ou eleitos, esse entendimento metodista abolia a diferença entre as classes, fazendo do movimento uma religião dos exploradores e dos explorados com sucesso. O quadro apresentado nos encaminha para a segunda questão que diz respeito, de acordo com Thompson, ao conformismo apresentado pelos metodistas, quando da transição da sociedade pré-capitalista para a sociedade capitalista industrial. Três fatores já mencionados: pregadores próximos ao povo, vivência comunitária e esperança na vida eterna teriam colaborado para que os trabalhadores fizessem essa passagem sem um comportamento revolucionário, mas, pelo contrário, bastante conservador. Com base em Thompson, pretende-se tecer alguns comentários sobre a experiência metodista e até mesmo apresentar outras sugestões de abordagens para o tema. Segundo esse autor, o início do movimento metodista e seu processo de institucionalização foram acompanhados de um grande fervor que beirava a histeria e deformidades psíquicas que se revelavam na conduta diária, bem como nas prédicas de extremo rigor e fanatismo e nos cânticos das reuniões. De acordo com Thompson (p v. 2), Cristo, personificação do Amor, a quem se dirige a grande massa de hinos wesleyanos, assume sucessivamente a imagem maternal, edipiana, sexual e sadomasoquista.

15 Relações Internacionais no Mundo Atual 3 15 Também a linguagem sacrificial, masoquista e erótica tem um vínculo comum com o mesmo simbolismo do sangue. Anelamos beber Teu precioso sangue, definhamos por descansar em Tuas chagas, ansiamos por alimento imortal, e almejamos o gozo eterno de todo o Teu amor. A união com o amor de Cristo, especialmente na boda eucarística (na qual a Igreja coletivamente se oferece a Deus mediante o corpo de Cristo ), agrupa sentimentos de automortificação, o desejo de voltar ao útero e o atormentado apetite sexual abrigado no peito do Salvador. É difícil conceber uma desorganização mais profunda da vida humana. (THOMPSON, p v. 2). A posição de Thompson, além de inflexível, carece de uma abordagem mais profunda sobre o fenômeno religioso e o próprio significado da experiência de transcendência para o homem. Por mais que se leve em conta que seu estudo teve como objeto principal a formação da classe operária inglesa, uma vez que o metodismo participou dessa construção de maneira tão contundente, crê-se que é preciso investigar mais cuidadosamente alguns elementos de ordem religiosa, ao invés de tratá-los como algo secundário e prejudicial. Por isso, estudos recentes na área de História da Religião têm mostrado a importância de compreender o fenômeno objeto de análise de dentro para fora e ao mesmo tempo o contexto histórico em que é produzido. Isso exige um difícil exercício de afastamento do que pareceria para os pesquisadores o caminho racional, lógico e aceitável. Para reflexão, as observações feitas por Thompson são muito interessantes. Pergunta-se até que ponto o movimento metodista foi prejudicial ao operariado inglês? Ao invés de compreender esse período de transição somente pela perspectiva econômica e carente de revolução, não é possível pensar o metodismo como a religião que colaborou, para que homens e mulheres se adaptassem ao hostil espaço fabril, num momento em que se rompia o mundo fundamentado na tradição e se inaugurava o mundo do relógio e do tempo útil? Sugere-se também que a lacuna entre a tradição e a tecnologia, ocupada inclusive pelo metodismo, possibilitou aos crentes encontrar um sentido para a realidade que se descortinava diante de seus olhos: as condições de trabalho nas fábricas eram bastante desumanas, e o rompimento do sistema doméstico obri-

16 16 Relações Internacionais no Mundo Atual 3 gara as famílias a passarem por uma reorganização de papéis em detrimento da convivência familiar. Os valores introjetados pelo metodismo estimulavam a sobriedade, a frugalidade, o autodomínio, a esperança na eternidade, bem como a experiência comunitária e ajuda mútua, fatores que cooperavam para estabelecer modelos de conduta que tornavam os operários metodistas mais atraentes para o sistema industrial. Como a participação do fiel nos cultos era rigorosamente esperada, os rituais e as reuniões possivelmente, assim como os cânticos, cumpriram sua função de revigorar o fiel, que em contato com o sagrado reunia forças para enfrentar as tensões cotidianas. Nesse sentido, ao tratar de alguns hinos entoados pelos metodistas, Thompson parece chocado com conteúdo dos cânticos: voltar ao útero, Cristo com características maternais, união sexual, e assim por diante. Uma leitura um pouco mais atenta da Bíblia, considerando sua simbologia e significado religioso, permite apresentar uma leitura diferente das fontes. A imagem do útero pode ser entendida como o encontro entre a criatura e o Criador, que gera harmonia e vida, e a tensão da separação é finalmente desfeita. O Cristo-mãe pode assumir um significado de perdão e amor incondicionais, de defesa daquele que é muito amado, ainda que transgressor. E, finalmente, o aspecto sexual que envolveria Cristo e os fiéis: inúmeras vezes as Escrituras mencionam a união de Cristo com sua Igreja, composta daqueles que crêem, e o papel desempenhado por Cristo é o do esposo. O objetivo dessa íntima união é a formação de uma aliança entre o Salvador e o pecador arrependido. Sabe-se que as questões não se esgotam aqui, mas nossa breve intervenção almejou mostrar, no caso de Christopher Hill, e sugerir, no de Thompson, abordagens para se tratar dos fenômenos religiosos, inclusive valorizando as manifestações que parecem irracionais e deslocadas em relação à ordem vigente. Nossos estudos têm caminhado no sentido de extrapolar a esfera institucional ou eclesiástica, uma vez que a transcendência, o contato do homem com o sagrado e a alteração de comportamento sofrida pelo indivíduo passarão a interferir em aspectos políticos, econômicos e sociais. Encerra-se este ensaio lembrando Weber e suas recomendações, para que um investigador social não se contente com o aspecto exterior de um fenômeno, mas procure desvendá-lo também por dentro.

17 Relações Internacionais no Mundo Atual 3 17 DIMENSÕES INTERNACIONAIS PARA O TERRORISMO DE ESTADO Jaime de Carvalho Leite Filho Mestre em Direito pela UFSC, Professor das Faculdades Curitiba 1 INTRODUÇÃO O Estado de Direito e os demais Estados imperialistas não usam a violência apenas contra seus cidadãos. Esses Estados cometem atrocidades fora de seu território. Em geral, os massacres são cometidos por razões humanitárias ou em nome de alguma guerra justa e necessária, de acordo com seus critérios, para a manutenção da paz e da segurança internacionais. As verdadeiras razões, porém, são sempre econômicas, e o uso da força fazse necessário para alcançar os objetivos perseguidos. A recente Guerra do Iraque demonstra de forma inequívoca que o Estado Democrático de Direito pode ser terrorista, pelo menos, no nível internacional. Quando os Estados Unidos da América (EUA) e o Reino Unido iniciaram o ataque militar ao povo iraquiano, violando os preceitos sobre segurança coletiva, estabelecidos na Carta da Organização das Nações Unidas (ONU), evidenciaram que não são apenas os grupos terroristas clandestinos, como a Al Qaeda ou os Estados-bandidos 1, como o Iraque, que ameaçam a paz internacional. As grandes potências e seus aliados são os verdadeiros terroristas internacionais. Por exemplo, em 2003, o orçamento destinado à indústria bélica dos EUA está estimado em US$ 399,1 bilhões 2. Ora, se a preocupação declarada é a manutenção da paz, porque gastar tanto em fabricação de armas? Após a II Guerra Mundial, a divisão geopolítica instaurada pela 1 Conceito ideológico criado pelos norte-americanos para classificar aqueles Estados que supostamente ameaçariam a paz e a segurança internacionais. A administração Bush já denominou o Iraque, o Iran e a Coréia do Norte como o eixo do mal (axis of evil), os Estados-bandidos a serem combatidos atualmente. 2 PAIVA, P. A escalada nos gastos militares americanos. Gazeta Mercantil. São Paulo, p. A10, 7 abr Internacional.

18 18 Relações Internacionais no Mundo Atual 3 guerra fria transformou o planeta num campo de batalha. É nesse contexto que devem ser citados os conflitos no Vietnã, Coréia, Afeganistão, Camboja e Cuba, entre outros. Conflitos regionais emergiram, ainda, em razão da descolonização e da formação de novos Estados, como Timor Leste e Israel. Os pesquisadores de relações internacionais e do Direito Internacional costumam dar à utilização da força em uma guerra ou em qualquer tipo de ação militar o nome de diplomacia coercitiva ou, simplesmente, guerra nunca de terrorismo. Para Michael Stohl, o Estado utiliza métodos terroristas nas relações internacionais muito mais do que dentro de seu próprio território. Ele conceitua terrorismo 3 como: A ação deliberada ou ameaça de violência com o fito de gerar medo e/ou um comportamento de aquiescência numa vítima e/ou público da ação ou da ameaça. A legitimidade do estado nacional é ela própria concebida como instância legitimadora de ações que seriam condenadas como ações terroristas caso consistissem em comportamentos de atores não-estatais. Como terrorismo de Estado, Stohl menciona, além da guerra, as ações das polícias secretas (CIA e KGB) que em suas operações especiais espalharam brutalidade e terror nos países onde atuaram: Guatemala (1954), Indonésia (1958), Irã (1953) e Cuba (1961) são alguns exemplos. 4 Nessa forma de terrorismo, o objetivo principal do Estado é a desestabilização de governos locais, utilizando ataque armado, assassinato, tortura e auxílio material e logístico para obter sucesso nos golpes de Estado. Uma das atuações mais marcantes da CIA foi em 11/9/1973, quando o presidente do Chile, Salvador Allende, foi deposto por um violento golpe militar que contou com a participação direta do serviço de inteligência dos Estados Unidos. O governo estadunidense autorizou créditos de US$ 7 milhões, para que a CIA garantisse o sucesso da operação com financiamento e assistência militar aos grupos de oposição ao governo de Allende, como o Patria y Libertad. 5 3 STOHL, M.; LOPEZ, G. A. The state as terrorist. Connecticut: Greewood, p. 43. No original: By terrorism I mean the purposeful act or threat of violence to create fear and/or compliant behavior in a victim and/or audience of the act or threat. The legitimacy of the national state is itself normally conceived as providing legitimacy to actions that would be condemned as terrorism if such behaviors were executed by nonstater actors. 4 Ibid., p Id.

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