A Política de Assistência Social Um novo desenho.

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1 A Política de Assistência Social Um novo desenho. Profª. Eline Alcoforado Maranhão Sá Profª. Maria Aparecida Guimarães Skorupski Profª Regina Coeli Climaco Matos

2 A Assistência Social como política de proteção social configura-se como uma nova situação para o Brasil, a partir de: Uma visão social inovada (Const. Federal de 1988 e LOAS/ 93) pautada na dimensão ética de incluir os invisíveis, as diferenças e os diferentes, as disparidades e as desigualdades.

3 A Assistência Social como política de proteção social configura-se como uma nova situação para o Brasil, a partir de: Um caráter civilizatório presente na consagração de direitos sociais, a LOAS exige que as provisões de direitos assistenciais sejam pensadas no âmbito das garantias de cidadania sob vigilância do Estado, cabendo a este a universalização da cobertura e a garantia de direitos.

4 A Assistência Social como política de proteção social configura-se como uma nova situação para o Brasil, a partir de: Hoje, assistência social é dever do Estado e direito do cidadão. É política publica e, como tal, faz parte da seguridade Social.

5 A Assistência Social como política de proteção social configura-se como uma nova situação para o Brasil, a partir de: A lei n 8.742/93 caracterizou a política de Assistência Social como direito do cidadão e dever do Estado, como política de seguridade Social não contributiva, destinada a prover os mínimos sociais.

6 Princípios- Supremacia do atendimento ás necessidades sociais primazia da responsabilidade do Estado na condução da política. Universalização dos direitos sociais (corte transversal). Respeito à dignidade do cidadão, á sua autonomia e ao seu direito a benefícios e serviços de qualidade.

7 Princípios- Igualdade de direito no acesso ao atendimento (sem discriminação). Promoção da equidade no sentido da redução das desigualdades sociais.

8 Diretrizes- Descentralização político- garantindo comando único das ações em cada esfera de governo, respeitando se as diferenças sócio- territoriais locais; Participação da população, na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis.

9 Diretrizes- Primazia da responsabilidade do Estado na condução da Política de Assistência Social em cada esfera de governo; Centralidade na família para concepção e implementação dos benefícios, serviços, programas e projetos.

10 Público/ Usuário Cidadãos e grupos que se encontram em situações de vulnerabilidade e risco social. O centro da ação da política de assistência social é a família,, vista como elo integrador das ações e como foco de programas específicos.

11 A Gestão da Política de Assistência Social. A gestão da política e a organização das ações devem ser articuladas em um sistema descentralizado e participativo, nos três níveis de governo, propiciando a efetiva partilha do poder, a definição de competências nas três esferas de governo.

12 A Gestão da Política de Assistência Social. A organização de gestão das ações de assistência social está disciplinada pela NOB/SUAS, que constitui o mais novo instrumento de regulação dos conteúdos e definições da Política Nacional de Assistência Social PNAS/ 2004.

13 O caráter do SUAS O SUAS é um sistema público não- contributivo, descentralizado e participativo que tem por função a gestão da Assistência Social no campo da proteção social brasileira.

14 O caráter do SUAS - Funções da política de Assistência Social: Ocupa-se de prover à vida, reduzir danos, monitorar populações em risco e prevenir agravos a vida em face das situações de vulnerabilidade. A gestão desse sistema pressupõe a estruturação de um órgão gestor responsável pelo exercício das funções de coordenação, articulação, negociação, planejamento, monitoramento e avaliação das ações.

15 O caráter do SUAS A proteção Social proteção básica - CRAS A proteção especial - CREAS A vigilância sócio-assistencial conhecer a presença das formas de vulnerabilidade da população e do território pelo qual é responsável. A defesa sócio institucional articulação com outras políticas do campo social, voltadas a garantir de direitos. A proteção social consiste no conjunto de ações, cuidados, atenções, benefícios e auxílios ofertados pelo SUAS, para redução e prevenção do impacto dos danos e riscos sociais;

16 O caráter do SUAS Os serviços de proteção social básica serão executados de forma direta nos Centros de Referência da Assistência Social CRAS e em outras unidades básicas e públicas.

17 O caráter do SUAS Proteção Social Especial atendimento assistencial destinados a famílias e indivíduos que se encontram em situação de risco pessoal e social (abandono, maus tratos físicos ou psíquicos, abuso sexual etc). Esses serviços de dividem em: Proteção Social Especial de média complexidade. Proteção Social Especial de alta complexidade.

18 Financiamento da Política de Assistência Social- No sistema descentralizado e Participativo da Assistência Social, a instância de financiamento é representada pelos Fundos nas três esferas do governo.

19 Financiamento da Política de Assistência Social- Conforme as deliberações da IV Conferência Nacional de Assistência Social-2003, nova sistemática de financiamento deve ser instituída, ultrapassando o modelo convencional e estabelecendo o repasse automático fundo a fundo no caso do financiamento dos serviços, programas e projetos. O novo modelo deve basear-se no co- financiamento construído a partir da pacto federativo.

20 Controle Social A Carta Constitucional definiu novos canais de participação popular na formulação e controle da política, através da institucionalização dos Conselhos e Conferências. Para que se possa consolidar e ampliar direitos, no campo de assistência social e de outras políticas sociais, é necessário o exercício do controle social de forma efetiva.

21 Considerações Finais Os avanços da Política de Assistência Social A concepção fundamental nos parâmetros dos direitos da cidadania, e na responsabilidade do Estado. Envolvendo mudanças de paradigmas, e a superação da cultura do clientelismo, paternalismo e da filantropia; O foco da política de Assistência Social a família como unidade básica de atendimento;

22 Considerações Finais Os avanços da Política de Assistência Social As interfaces da política de Assistência Social com as demais políticas sociais e econômicas são evidentes. O desafio é transformar essas interfaces em vínculos orgânicos capazes de produzir impactos positivos; A descentralização político-administrativas municípios assume o papel central, considerando a proximidade e o reconhecimento da realidade local;

23 Considerações Finais Os avanços da Política de Assistência Social A participação da população, por meio das organizações representativas, na formulação das políticas e no controle das ações institucionalização dos Conselhos de Assistência Social. A institucionalização do Fundo a Assistência Social o que possibilita o controle da trajetória dos recursos previstos e aplicados na área, o que possibilita estabelecer uma gestão transparente.

24 FIM

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