PLANO DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL

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1 PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL PDI Nº. 002

2 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Entidade Mantenedora: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial SENAI Departamento Regional do Rio Grande do Sul Endereço: Avenida Assis Brasil, CEP: Cidade: Porto Alegre - RS Fone: (51) Fax: (51) FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAI PORTO ALEGRE Endereço: Avenida Assis Brasil, 8450 CEP: Fone: (51) Cidade: Porto Alegre - RS Sítio: CREDENCIAMENTO Portaria MEC, nº , de 3/11/ 2006 publicada no D.O.U. de 6/11/

3 PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL - PDI APRESENTAÇÃO Este Plano de Desenvolvimento Institucional é uma atualização do PDI , apresenta as expectativas da instituição e constitui uma proposta de ações administrativas e pedagógicas para o período de 2010 a 2014 e tem por referências legais a Lei nº /2004, o Decreto nº5773/2006 e a Portaria MEC nº. 40/2007. O PDI é um planejamento de longo prazo que tem as funções de apresentar as propostas de metas, ações e as diretrizes para os segmentos técnicos, administrativos e pedagógicos para o referido período, bem como de embasar as decisões, racionalizar os processos e o uso dos recursos durante o período de execução das mesmas. O PDI... é um documento que identifica a Instituição de Ensino Superior (IES), no que diz respeito à sua filosofia de trabalho, à missão que se propõe, às diretrizes pedagógicas que orientam suas ações, à estrutura organizacional e às atividades acadêmicas que desenvolvem e/ou que pretendem desenvolver. (MEC, 2009). Este instrumento estará em constante processo de avaliação com o objetivo de aprimorar cada vez mais o ensino, a pesquisa e a gestão, da Faculdade de Tecnologia SENAI Porto Alegre, através de atividades ligadas à avaliação institucional. Espera-se que este documento seja um instrumento capaz de apresentar, para toda a comunidade acadêmica as informações referentes às metas e objetivos instituídos e que resultem em desenvolvimento do conhecimento e melhoria da educação superior no âmbito da Faculdade. 3

4 SUMÁRIO 1. PERFIL INSTITUCIONAL MISSÃO Política da Qualidade Valores Finalidades Objetivos Educacionais HISTÓRICO DE IMPLANTAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA FACULDADE OBJETIVOS E METAS DA INSTITUIÇÃO Descrição dos Objetivos e Quantificação das Metas ÁREAS DE ATUAÇÃO ACADÊMICA PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL INSERÇÃO REGIONAL PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS E TEÓRICO-METODOLÓGICOS GERAIS POLÍTICAS DE ENSINO POLÍTICAS DE PESQUISA Trabalhos de Conclusão de Curso - TCC Semana Acadêmica Mostra Inova SENAI Produção Científica Projetos Estratégicos Estruturantes Pesquisa Aplicada POLÍTICAS DE EXTENSÃO Ações de Extensão Cursos de Extensão Eventos Prestação de Serviços Produção e Publicação POLÍTICAS DE GESTÃO RESPONSABILIDADE SOCIAL DA FACULDADE IMPLEMENTAÇÃO DA INSTITUIÇÃO E ORGANIZAÇÃO ACADÊMICA CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO E DESENVOLVIMENTO Programação de Abertura de Cursos Superiores de Tecnologia Programação de Abertura de Cursos de Pós-Graduação Lato Sensu Programação de Remanejamento de Vagas Programação de Abertura de Cursos de Extensão Programação de Programas/Projetos de Pesquisa PLANO PARA ATENDIMENTO ÀS DIRETRIZES PEDAGÓGICAS Critérios Gerais para a Definição de Perfil de Egresso Critérios Gerais para a Definição de Seleção de Conteúdos Critérios Gerais para a Definição de Princípios Metodológicos Dos Cursos Superiores de Tecnologia Dos Cursos de Pós-Graduação Lato Sensu Dos Cursos de Extensão Processo de Avaliação Nos Cursos de Graduação 28 4

5 Nos Cursos de Pós-Graduação Lato Sensu Nos Cursos de Extensão Atividade Prática Profissional: Estágio Curricular Não Obrigatório INOVAÇÕES CONSIDERADAS SIGNIFICATIVAS Aproveitamento de Competências Certificações Intermediárias Percurso de Formação OPORTUNIDADES DIFERENCIADAS DE INTEGRALIZAÇÃO DOS CURSOS AVANÇOS TECNOLÓGICOS CORPO DOCENTE REQUISITOS DE TITULAÇÃO EXPERIÊNCIA NO MAGISTÉRIO SUPERIOR E EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL NÃO ACADÊMICA OS CRITÉRIOS DE SELEÇÃO E CONTRATAÇÃO POLÍTICAS DE QUALIFICAÇÃO, PLANO DE CARREIRA E REGIME DE TRABALHO PROCEDIMENTOS PARA SUBSTITUIÇÃO EVENTUAL DE DOCENTES CRONOGRAMA DE EXPANSÃO DO CORPO DOCENTE CORPO TECNICO ADMINISTRATIVO CRITÉRIOS DE SELEÇÃO E CONTRATAÇÃO POLÍTICAS DE QUALIFICAÇÃO, PLANO DE CARREIRA E REGIME DE TRABALHO EXPANSÃO DO CORPO TÉCNICO ADMINISTRATIVO CORPO DISCENTE FORMAS DE ACESSO PROGRAMAS DE APOIO PEDAGÓGICO E FINANCEIRO Desconto por Pagamento à Vista Desconto a Alunos e Ex-alunos SENAI Desconto a Alunos que Indicam Amigos Desconto a filhos de funcionários Desconto ao Trabalhador da Indústria Descontos especiais da Direção Bolsa Rotativa de Estudos SENAI Bolsa UNEPE Bolsa DN Auxílio Concedido a Funcionários - PDP ESTÍMULOS À PERMANÊNCIA Nivelamento de Matemática Nivelamento de Inglês Monitoria Sala de Estudos ACOMPANHAMENTO DOS EGRESSOS ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL COM AS INSTÂNCIAS DE DECISÃO ORGANOGRAMA INSTITUCIONAL E ACADÊMICO ÓRGÃOS COLEGIADOS: COMPETÊNCIAS E COMPOSIÇÃO Conselho Superior Conselho de Curso Conselho Consultivo Núcleo Docente Estruturante NDE Comissão Própria de Avaliação CPA ÓRGÃOS DE APÓIO ÀS ATIVIDADES ACADÊMICAS 41 5

6 Direção Supervisão de Educação e Tecnologia Supervisão Administrativa Coordenação Curso Secretaria Acadêmica Secretaria Administrativa e Financeira Biblioteca Acadêmica Central de Recursos Instrucionais - CRI Serviço Técnico de Informática Apoio Psicopedagógico AUTONOMIA DA IES EM RELAÇÃO À MANTENEDORA RELAÇÃO E PARCERIAS COM A COMUNIDADE, INSTITUIÇÕES E EMPRESAS AUTOAVALIAÇÃO INSTITUCIONAL METODOLOGIA, DIMENSÕES E INSTRUMENTOS A SEREM UTILIZADOS NO PROCESSO DE AUTOAVALIAÇÃO FORMAS DE PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE ACADÊMICA, TÉCNICA E ADMINISTRATIVA FORMAS DE UTILIZAÇÃO DOS RESULTADOS DAS AVALIAÇÕES INFRA-ESTRUTURA FÍSICA E INSTALAÇÕES ACADÊMICAS INFRA-ESTRUTURA FÍSICA DETALHAMENTO DA INFRA-ESTRUTURA ACADÊMICA Laboratórios de Informática Laboratórios Específicos RELAÇÃO EQUIPAMENTO/ALUNO/CURSO INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS SIGNIFICATIVAS BIBLIOTECA Acervo por Área do Conhecimento Formas de Atualização e Expansão do Acervo Horário de Funcionamento Serviços Oferecidos ATENDIMENTO ÀS PESSOAS PORTADORAS DE NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS OU COM MOBILIDADE REDUZIDA DEMONSTRATIVO DE CAPACIDADE E SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA PLANEJAMENTO ECONÔMICO-FINANCEIRO Resumo do Planejamento Econômico Financeiro Resumo das Receitas Resumo das Despesas CONCLUSÃO 71 6

7 1. PERFIL INSTITUCIONAL 1.1. MISSÃO Promover a educação profissional e tecnológica, a inovação e a transferência de tecnologias industriais, contribuindo para elevar a competitividade da Indústria Brasileira Política da Qualidade O SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL DO RIO GRANDE DO SUL tem a Gestão pela Qualidade determinada como elemento crítico de sua Missão, comprometendo-se a: Assegurar que a qualidade, a melhoria contínua e o cuidado com o meio ambiente sejam de responsabilidade de todos; Praticar a qualidade no processo de administração e em seus serviços, garantindo a satisfação dos clientes Valores Conduta ética em todas as relações; Gestão participativa; Foco no cliente e no mercado; Cultura voltada para resultados; Valorização das pessoas; Responsabilidade pública e cidadania Finalidades A Faculdade de Tecnologia SENAI Porto Alegre tem por finalidades: Estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo; Formar profissionais nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua; Incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive; Promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, da publicação ou de outras formas de comunicação; Suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração; 7

8 Estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade; e, Promover a extensão, aberta à participação da população, visando a difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição Objetivos Educacionais Para o cumprimento de sua Missão institucional e em consonância com o Regimento Interno, os Projetos Pedagógicos dos Cursos Superiores de Tecnologia e as demais ações, a faculdade fundamenta os objetivos de sua ação educativa nos seguintes princípios: No desenvolvimento integral do indivíduo, para que ele possa compreender melhor o mundo em que vive, fazer suas escolhas, melhorar sua situação de vida e contribuir na construção de relações sociais mais justas (Ética e Cidadania); No desenvolvimento do potencial empreendedor do educando, apoiando idéias inovadoras, viabilizando a participação em eventos e o acesso às incubadoras de empresas (Empreendedorismo); Na construção de uma nova forma de consciência, crítica, ética e ecológica, centrada na melhoria da qualidade de vida e na compreensão das questões ambientais, e da sua importância para a sobrevivência da espécie e do planeta (Educação Ambiental); Em princípios e práticas de Gestão pela Qualidade, onde todos são líderes do processo e principais agentes de sua viabilização, de modo a assegurar a consecução dos objetivos e a satisfação dos clientes; Na busca constante para o desenvolvimento e a transferência de tecnologia como fonte motivadora de renovação e de atualização do patrimônio tecnológico; Na integração com instituições no âmbito nacional e internacional visando o alcance dos objetivos propostos, através de convênios, acordos e contratos HISTÓRICO DE IMPLANTAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA FACULDADE O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial SENAI, criado em 22 de janeiro de 1942, pelo Decreto Lei nº. 4048, com a finalidade de atuar na formação de recursos humanos e dar aporte tecnológico à indústria brasileira, é a mantenedora da Faculdade de Tecnologia SENAI Porto Alegre. O Departamento Regional do Rio Grande do Sul, SENAI-RS, criado em agosto de 1942, tem o compromisso de apoiar a indústria em seu desenvolvimento. Hoje é sinônimo de credibilidade e competência em Educação Profissional, na capacitação e apoio tecnológico aos mais diversos segmentos industriais pela qualidade dos serviços que desenvolve. A rede SENAI-RS compreende, atualmente, o Departamento Regional e 139 Unidades dentre elas, 1 Faculdade de Tecnologia, 6 Centros Tecnológicos com Curso Técnico, 1 Centro Nacional de Tecnologias Limpas, 1 Centro Tecnológico de Polímeros, 1 Centro de Excelência em Tecnologias Avançadas SENAI - CETA SENAI, 8 Escolas de Educação Profissional, e 21 Centros de Educação Profissional. Atuando intensamente na educação profissional, de forma direta e em cooperação, com outras instituições, o SENAI-RS ampliou a sua atuação com a implantação da Faculdade de Tecnologia SENAI Porto Alegre. A Faculdade está instalada na Avenida Assis Brasil, 8450, em Porto Alegre, no complexo de uma estrutura física, onde também funcionam o Centro Nacional de Tecnologias Limpas 8

9 CNTL, o Centro de Excelência em Tecnologias Avançadas SENAI CETA/RS, o Núcleo de Educação a Distância NEAD, a Escola de Educação Profissional SENAI Porto Alegre e o Centro de Educação Profissional SENAI Artes Gráficas. Em 03/11/2006 a Faculdade obteve o seu credenciamento através de Portaria MEC nº /2006, publicada no D.O.U. de 06/11/2006. Os Cursos Superiores de Tecnologia em Automação Industrial e Sistemas de Telecomunicações foram autorizados a funcionar pela Portaria MEC nº. 173 de 22/11/2006, publicada no D.O.U. de 24/11/2006. Logo após a autorização dos cursos (novembro/2006) foi realizado o primeiro processo seletivo que ocorreu em 25/01/2007 e, periodicamente, a cada semestre, eles são realizados. Desde aquela data, a Faculdade vem progressivamente, ampliando sua atuação, através da oferta de cursos de especialização em nível de pós-graduação lato sensu, voltados às expectativas de aprimoramento profissional, direcionada às áreas tecnológicas dos profissionais inseridos no mercado de trabalho do setor industrial. Os Cursos de Pós-Graduação Lato Sensu, aprovados do Conselho Superior da Faculdade de Tecnologia SENAI Porto Alegre, são os seguintes: Gestão de Processos na Indústria do Couro (Resolução nº ); Eficiência Energética (Resolução nº. 8 de 16/07/2009); Projetos de Estruturas de Aço para Edificações (Resolução nº. 12 de 05/11/2009); Gestão em Redes de Computadores (Resolução n 11 de 05/11/2009) e Planejamento Ambiental (Resolução n 10, de 05/11/2009). A faculdade atua também com cursos de extensão e tem participado de editais estratégicos do SENAI DN (Departamento Nacional) de iniciação científica e inovação OBJETIVOS E METAS DA INSTITUIÇÃO A Faculdade é uma instituição nova, de pequeno porte, que busca a expansão, a qualidade e a melhoria contínua de sua atuação em educação. Para tanto estabeleceu metas de curto e médio prazo a serem executadas na vigência deste PDI que compreende o período de 2010 a Descrição dos Objetivos e Quantificação das Metas OBJETIVO 1 Expandir e garantir a melhoria da qualidade do ensino de graduação. Metas Ampliar em 30% o número de alunos matriculados na graduação. Garantir avaliação conforme parâmetros estabelecidos pela CPA. OBJETIVO 2 Ampliar e aperfeiçoar as ações de extensão. Metas Garantir projetos aprovados e em execução. Fortalecer os programas institucionais nas áreas cultural e social. Incentivar projetos de educação continuada. Aumentar a participação de alunos e professores em atividades de extensão e de responsabilidade social que contribuam para a diminuição das desigualdades sociais. Aperfeiçoar os sistemas de acompanhamento, avaliação e informação das atividades de extensão para a comunidade interna e externa. 9

10 OBJETIVO 3 Garantir a prestação de serviços por profissionais qualificados. Meta Sistematizar programas de qualificação e formação continuada do corpo docente, gerencial e técnico-administrativo. OBJETIVO 4 Manter a biblioteca, com acervo quantitativo e qualitativo que atenda à demanda dos cursos. Meta Manter atualizado o acervo bibliográfico. Realizar avaliações, anuais, para renovação do acervo bibliográfico. Ampliar o espaço físico conforme demandas de novas necessidades. OBJETIVO 5 Oferecer infra-estrutura física e mobiliária condizente com as necessidades dos cursos. Meta Investir na expansão e melhoria da infra-estrutura física, dos ambientes pedagógicos e dos serviços de apoio. Garantir manutenção permanente da infraestrutura física da Faculdade, visando atender às necessidades dos cursos. OBJETIVO 6 Garantir processos de comunicação eficazes. Meta Proporcionar o acesso dos alunos e dos professores ao sistema de registro acadêmico informatizado. Incentivar a comunidade acadêmica a utilizar o site institucional como meio de informação e comunicação; Manter permanente processo de atualização do site institucional, de forma a garantir um intercâmbio eficiente das informações necessárias ao cotidiano acadêmico. OBJETIVO 7 Aperfeiçoar o Atendimento ao Discente e às políticas de acompanhamento ao egresso. Metas Criar núcleo de atendimento ao discente. Buscar a ampliação da oferta de estágio para os alunos. Buscar alternativas de financiamento estudantil. Elaborar instrumentos eficaz de acompanhamento ao egresso. OBJETIVO 8 Incrementar o sistema de avaliação institucional. 10

11 Metas Consolidar a cultura de Avaliação Institucional junto à comunidade acadêmica. Realizar periodicamente a Meta-Avaliação. Aprimorar o uso dos resultados da Avaliação Institucional como ferramenta de gestão ÁREAS DE ATUAÇÃO ACADÊMICA A Faculdade, conforme determina sua Missão e suas finalidades, atua na: Formação inicial ou continuada; Educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação; Ações de extensão; Pesquisa aplicada. 2. PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL 2.1. INSERÇÃO REGIONAL O Estado do Rio Grande do Sul possui uma área territorial de ,5 Km², equivalente a 3,32% da extensão territorial brasileira e está dividido em 496 municípios. Sua população absoluta é de 10,8 milhões de habitantes. (Fonte: IBGE/ PNAD 2008) Porto Alegre, capital do RS, tem uma extensão territorial de 496,8 Km², distribuída entre a parte continental e um conjunto de ilhas, o equivalente a 0,18% da área territorial riograndense. O município é limitado ao sul e oeste pelo Lago Guaíba; e a leste, pelos municípios de Alvorada e Viamão; e ao norte pelo rio Gravataí. A capital possui habitantes, que representa 13% da população gaúcha e possui o maior PIB do Estado, representando 18,9% do total do Rio Grande do Sul. (Fonte: IBGE; FEE/Núcleo de Produtos Estatísticos 2008) Entre 1991 a 2000, a cidade recebeu reconhecimento nacional pela sua qualidade de vida, o IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), elaborado pelo PNUD/IPEA/FJP, apresentou bons resultados colocando a cidade na 11ª posição no ranking das cidades Brasileiras, sendo a primeira entre as cidades com mais de 1 milhão de habitantes. Segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2003, o IDH-M das maiores cidades brasileiras, na média, cresceu 6,1%. Entre elas, o maior desenvolvimento humano continua sendo o de Porto Alegre (RS), com índice de 0,865, colocando a cidade na 5ª posição com IDH mais alto no País. A capital gaúcha lidera nos subíndices de renda e educação. Em longevidade, só fica atrás de Curitiba (PR). A região metropolitana é constituída por 31 municípios (Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul - incluindo municípios considerados pólos industriais como Canoas ( habitantes), Campo Bom, Estância Velha, Esteio, Gravataí ( habitantes), Guaíba, Novo Hamburgo, Porto Alegre, São Leopoldo, Sapiranga, Sapucaia do Sul, Alvorada e Viamão, pela quantidade, porte e diversidade de empresas sediadas. No RS, mais de 52% da atividade industrial está concentrada na Região Metropolitana de Porto Alegre. A indústria de transformação tem forte presença na economia gaúcha, com participação significativa no Produto Interno Bruto (PIB), nas exportações e no emprego do Estado. Há a harmoniosa convivência neste ambiente econômico de uma grande quantidade de empresas de diferentes dimensões micro, pequenas, médias e grandes - assim como multinacionais com empresas locais, de capital gaúcho, externo ou misto. Além da matriz industrial bastante desenvolvida, é importante ressaltar que os produtos industriais 11

12 gaúchos estão presentes em mais de 130 países, evidenciando não apenas seu dinamismo e capacidade de competição, mas também sua importância para o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul. De acordo com os dados do Ministério do Trabalho (2008) existem no Rio Grande do Sul estabelecimentos vinculados à indústria de transformação e ligados à construção civil. A distribuição espacial das empresas vinculadas à indústria de transformação através das sete meso-regiões do estado não é feita de forma homogênea, visto que grande parte desses estabelecimentos está localizada na região Metropolitana de Porto Alegre, que concentra aproximadamente 46% do total. Os setores que mais se destacam são: couro e calçados, produtos de metal e alimentos, com 24,5%, 12,2% e 7,3% do total de estabelecimentos dessa meso-região, respectivamente. (Fotografia do Mercado de Trabalho da Indústria do Rio Grande do Sul 2008, elaborado pela Unidade de Estudos Econômicos do Sistema FIERGS) O perfil do Parque Industrial de Gravataí e cidades adjacentes (municípios considerados pólos industriais) vem se transformando devido a um portfólio vultoso de investimentos, provenientes da instalação e ampliação de empresas que utilizam processos produtivos de última geração, com alto grau de automação. Esse complexo industrial já contava com empresas de grande porte e/ou capacidade de produção, como a Wotan - Máquinas Operatrizes, EPCOS - Indústria de Componentes Eletrônicos (agora TDK S/A), Dana Albarus, Perto, Digicon, Globo Inox, Riopel, Astória Papéis, Metalúrgica e Fundição Carlos Becker, Panatlântica, Aços Laminados, Jackwal, Eberle Mundial, Fitesa,Tintas Renner, Zivi, Brahma, Tecnomold, além de várias e tradicionais olarias, no ramo da construção civil, que detêm tecnologia e equipamentos para a fabricação de elementos cerâmicos, o que é um diferencial de mercado. Associado a isso, outras empresas como a Sonolar e a Cantegrill - Indústrias de Colchões, a Cervejaria Kaiser, a General Motors com suas 17 fornecedoras just in time, chamadas sistemistas, além da duplicação da planta industrial da Pirelli Pneus, vieram dinamizar ainda mais o mercado formal de empregos, demandando trabalhadores com maior capacitação. Merecem destaque os setores automotivo e siderúrgico, com o complexo da GM em Gravataí, a Marcopolo de Caxias do Sul, e o setor de autopeças, cujo desenvolvimento pode ser exemplificado com a Dana, em Porto Alegre, e ainda o próprio Grupo Gerdau, 14ª maior potência no setor siderúrgico no mundo (Revista Indústria em Ação Maio 2007). Outro setor que trouxe reflexos positivos para a indústria gaúcha é o de máquinas e equipamentos. Surgiu um pólo, na Grande Porto Alegre, com gigantes multinacionais como a Massey Ferguson e AGCO. A empresa John Deere está prestes a inaugurar sua terceira fábrica no Brasil, a segunda no Rio Grande do Sul, em Montenegro, a cerca de 60 km de Porto Alegre. Da mesma forma, o Distrito Industrial de Cachoeirinha que, além da empresa Souza Cruz, abriga grandes empresas, dos mais diversos segmentos industriais como a Parker, a Sulmecânica, a Doorman, e continua sendo ampliado para comportar ainda mais empresas interessadas. A cidade de Alvorada, que detém outro expressivo Distrito Industrial, tem a previsão de transferência definitiva da Dell Computers para seu parque produtivo. Por último, a cidade de Viamão somou ao seu perfil industrial a Cervejaria Brahma, com linhas de produção totalmente automatizadas, no Distrito de Águas Claras. A ABINEE Associação Brasileira da Indústria eletroeletrônica que agrega, no Rio Grande do Sul, empresas da área da indústria, como a Altus, BCM, Coester, Unidigital, Stemac, Coester, Full Gauge, Inova, CEITEC, Dell Computadores, Novus, NBN, Fockink, Embrasul e 12

13 Microhard, focadas na automação industrial, registra incremento no faturamento total e incremento significativo no nº de empregados. Os fabricantes de bens ligados ao processo de produção, como equipamentos industriais e automação industrial apresentaram, neste período, sinais de crescimento estimulados do compromisso do governo em garantir a estabilidade econômica. Nas indústrias da região metropolitana de Porto Alegre, verifica-se a crescente utilização de ferramentas de Automação Industrial nas fases de projetos (Desenho Assistido por Computador - CAD) e produção (Manufatura Auxiliada por Computador - CAM) e que a automação é largamente aplicada no controle de processos industriais com utilização de sensores, atuadores, manipuladores robotizados, Controladores Lógicos Programáveis CLPs e sistemas supervisórios em máquinas automatizadas e na Integração de Sistemas de Manufatura (Manufatura Integrada por Computador - CIM), exigindo assim, profissionais qualificados para instalar, manter e integrar sistemas de automação industrial. O mercado internacional de telecomunicações teve um grande impulso a partir da década de 90, crescendo a uma taxa superior aos 3,5% do PIB mundial. No Brasil, a evolução do modelo das telecomunicações teve início em 1995, com a privatização do sistema Telebrás e a criação de uma agência nacional para telecomunicações, a ANATEL. Após a privatização, houve um período de grande crescimento, devido à demanda reprimida e as metas de investimentos exigidas das empresas. O maior exemplo da grande evolução das telecomunicações é a telefonia móvel. Em nível mundial os números de aparelhos ultrapassam a marca de bilhões de usuários em apenas duas décadas. No Brasil houve um incremento de 800 mil aparelhos celulares em 1994 para cerca de 100 milhões de aparelhos operando em A grande competitividade entre as operadoras de telefonia móvel, tem levado a rápida implementação de novas tecnologias e novos serviços, como é o exemplo da terceira geração (3G). Essas mudanças têm exigido profissionais qualificados não apenas com competências nas tradicionais áreas das telecomunicações mas principalmente nas áreas de comutação de pacotes (CPAT e ATM), transmissão de dados em alta velocidade (via fria óptica e rádio), gerenciamento de redes IP, habilidades de gestão e rápida adaptação de novas tecnologias. Uma mudança muito importante que tem ocorrido no perfil do profissional de telecomunicações, constatada através de pesquisas, é a diminuição da quantidade de postos de trabalhos de profissionais técnicos de nível médio e o crescimento do número de profissionais com nível superior contratados, tendência também observada no panorama mundial. (Fonte: Modelo SENAI de Prospecção Setor de Telecomunicações 2005). Estudos realizados pelo SENAI/DN conjuntamente com o Ministério do Trabalho e Emprego demonstram que a formação técnica deve favorecer uma atuação profissional diversificada e o desenvolvimento de conhecimentos multidisciplinares, com maior quantidade de conhecimentos em um tempo muito menor (Fonte: O futuro da Profissão dos Técnicos em Telecomunicações e Telefonia, 2002), critérios estes atendidos plenamente pelos cursos superiores de graduação tecnológica. No Brasil, as empresas de telefonia fixa e móvel concentram o maior número de ofertas de trabalho. Também existe perspectiva de campo de trabalho nas multinacionais de equipamentos, além das pequenas e médias empresas prestadoras de serviços (Fonte: Guia do Estudante Ed 2006, editora Abril). Todas estas empresas buscam profissionais qualificados que possam atuar nas áreas de consultoria, integração, instalação e manutenção. A chegada da TV digital, prevista para os próximos anos, a integração de 13

14 serviços de transmissão de voz, dados, texto e imagens, e a oferta de novos serviços de telecomunicações, devem aquecer ainda mais o mercado. O sistema de telecomunicações do Rio Grande do Sul encontra-se em expansão com a implantação de novas tecnologias que permitem a transmissão de dados e sinais de TV, telefonia móvel, multimídia, etc. O Estado possui veículos de comunicação com um expressivo número de jornais, 334 emissoras de rádio e 24 emissoras de TV (Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul - Porto Alegre, sendo um dos maiores pólos tecnológicos do país, concentra grande número de empresas especializadas na execução de serviços terceirizados em telecomunicações além de várias empresas que produzem equipamentos para este setor, como, por exemplo, Digitel, Parks, Digicom, Perto, Datacom, Digistar, WDN e o parque tecnológico da PUC (TecnoPUC). A educação tem um enorme efeito sobre a empregabilidade da mão-de-obra em todo o Brasil. De acordo com (Neves, Dourado, 1999), cada ano adicional de escolaridade eleva em pouco mais de 12% as chances de um membro da população economicamente ativa do Brasil conseguir um emprego ou posição ocupacional formal. De modo geral, as empresas mais competitivas, ao realizarem seus processos seletivos buscam profissionais com formação superior. Esta realidade contribui como fator que direciona todos aqueles que ambicionam empregos de melhor qualidade a procurar vaga em uma instituição de ensino superior. Diante deste cenário, observa-se a expansão do campo de atuação da educação profissional tecnológica, como resposta às necessidades evidenciadas por estas transformações vividas pelo mundo. Elas são mais significativas quando considerado o cenário regional industrial, uma vez que um dos objetivos da educação profissional é qualificar recursos humanos com competências necessárias para enfrentar esses desafios. Neste contexto, a instituição de educação superior tem um papel estratégico. É sua tarefa formar um cidadão e um profissional que atenda às exigências de um mercado que se modifica a cada momento PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS E TEÓRICO-METODOLÓGICOS GERAIS QUE NORTEIAM AS PRÁTICAS ACADÊMICAS DA INSTITUIÇÃO A educação é um conjunto de elementos que mantêm entre si uma inter-relação funcional com um propósito específico, pois ela, além de levar à pesquisa e à descoberta, acarreta mudanças, provocando novos problemas que devem ser resolvidos, recomeçando o ciclo. Pesquisa, descoberta, mudança, homem e sociedade. Podemos assim dizer que a educação realimenta todo o sistema social injetando na sociedade novos problemas e novos resultados, recomeçando, assim, o ciclo, que cada vez mais leva o homem a estudar, sendo assim um fenômeno próprio do ser humano (BUSCAGLIA, 1995). As novas concepções demandadas pela moderna gestão empresarial, as necessidades criadas pela explosão tecnológica, o novo enfoque dado ao conhecimento, considerado hoje, um instrumento gerador de competitividade e produtividade organizacional, têm alterado de forma significativa o contexto do processo de trabalho, repercutindo diretamente no mundo da educação, especialmente na educação profissional, que nos últimos anos tem sido objeto de discussão voltada para a análise e avaliação de sua estrutura e funcionamento. Educação não se faz sem consciência de finalidades e de forma neutra. Supõe intencionalidade e abertura ao outro. Portanto, deseja-se que ela seja uma ação impregnada 14

15 da valorização do senso estético, da sensibilidade, da eqüidade, estimuladora do fazer bemfeito, do gosto pela qualidade no trabalho, da busca pela perfeição no exercício profissional, no realce do mérito, no respeito à diversidade. Isto se traduz, no desenvolvimento dos currículos, em estímulo à criatividade, à iniciativa, à autonomia, ao senso crítico com responsabilidade, à expressão de diferentes capacidades. À educação profissional credita-se, o importante papel de contribuir para a formação de pessoas autônomas, capazes de mobilizar conhecimentos, habilidades, valores e atitudes diante de situações de vida pessoal e profissional, de formar um quadro referencial que fomente a possibilidade de melhor qualidade de vida, nos planos individual e coletivo. Portanto, uma educação profissional sintonizada com os novos cenários do mundo do trabalho, pautada pelas noções de competência e polivalência, deve propiciar progressivamente ao trabalhador o domínio consistente dos fundamentos técnicos e científicos de sua área profissional, o desenvolvimento de capacidades relativas à cooperação, comunicação, autonomia e criatividade, com condições de transitar por um leque mais amplo de atividades profissionais afins. Entende-se por competência a capacidade de o trabalhador mobilizar os conhecimentos, habilidades e atitudes necessários para alcançar os resultados pretendidos em um determinado contexto profissional, segundo padrões de qualidade e produtividade. Implica, pois, a capacidade de agir, intervir e decidir em situações nem sempre previstas, mobilizando o máximo de saberes e conhecimentos para dominar situações concretas de trabalho, transpondo experiências adquiridas de um contexto para outro. E, por polivalência, entende-se o atributo de um profissional possuidor de competências que lhe permitam superar os limites de uma ocupação ou campo circunscrito de trabalho, para transitar para outros campos ou ocupações da mesma área profissional ou de áreas afins. Supõe que o profissional tenha adquirido competências transferíveis, ancoradas em bases científicas e tecnológicas, e que tenha uma perspectiva evolutiva de sua formação, seja pela ampliação,seja pelo enriquecimento e transformação de seu trabalho. Permite ao profissional transcender a fragmentação das tarefas e compreender o processo global de produção, possibilitando-lhe, inclusive, influir em sua transformação. Atento ao contexto social brasileiro, à nova realidade do mundo do trabalho e em sintonia com as orientações do MEC, para subsidiar o desenvolvimento do modelo de educação profissional preconizado pela legislação educacional, o SENAI, adotou uma postura próativa, desenvolvendo metodologia específica que permite capturar as expectativas de empresários e de representantes do setor quanto às competências profissionais necessárias para o atendimento das novas exigências do meio produtivo. A formação referenciada na Metodologia para Formação Profissional com Base em Competências do SENAI, constitui-se em uma clara opção para obter perfis profissionais com a participação das empresas, sindicatos e representantes do meio educacional, considerando demandas atuais e tendências do mercado de trabalho, e como uma nova aproximação, centrada no estabelecimento dos resultados do trabalho, para além de tarefas e operações. Situa-se também, como oportunidade de renovar e agregar valor aos seus cursos adequando-os às necessidades de mercado, da formação por competências, da flexibilidade e de modularização, bem como do aproveitamento de estudos e experiências de trabalho. O desenvolvimento de competências supõe a adoção de metodologia centrada no sujeito que aprende, e em diferentes ambientes de aprendizagem, considerando o mundo do trabalho e o contexto sociocultural, criando condições e situações desafiadoras para que o aluno construa o seu próprio conhecimento na interação com o meio, através de 15

16 experiências concretas, relacionando teoria e prática que permitem ao educando apropriarse não só do conteúdo, mas, a partir dele, Aprender a Aprender: Aprender baseando-se em hipóteses, a partir do questionamento de suas necessidades reais; Aprender para melhorar seu ambiente, suas condições de vida, suas relações sociais, portanto, um ensino crítico e criativo da realidade. Deseja-se focalizar, de modo particular, o saber fazer, de significado primordial na formação de profissionais. Conquanto tal saber implique o desenvolvimento de habilidades psicomotoras, que se expressam na execução de práticas e tarefas ocupacionais, parece exigir hoje uma nova abordagem. Observa-se uma tendência à redução do esforço físico e a um aumento do esforço intelectual, o que confere ao trabalho uma certa imaterialidade. Portanto, o saber fazer, na perspectiva da formação com base em competências, não subsiste isoladamente, haja vista que compõe com os demais saberes, um todo harmônico. Por meio de uma educação profissional que conjugue a aquisição de competências básicas, específicas e de gestão, atenta ao contexto social brasileiro e à nova realidade do mundo do trabalho, pretende-se preparar o profissional para compreender as bases gerais, técnicas, científicas e socioeconômicas da produção em seu conjunto, analisar e planejar estratégias, responder a situações novas e exercitar um trabalho cooperativo e autônomo POLÍTICAS DE ENSINO A Faculdade SENAI Porto Alegre, tem sua política de ensino direcionada para uma proposta de educação integrada e contextualizada com a realidade profissional a fim de atender às exigências da sociedade. Através de metodologias específicas para o desenvolvimento de competências busca-se democratizar o conhecimento tecnológico, promover a interdisciplinaridade, desenvolver a consciência social e política, incentivar o trabalho em equipe, espírito criativo, crítico e investigativo bem como fomentar possibilidades de melhoria da qualidade de vida, nos planos individual e coletivo, expressados nas seguintes diretrizes: Assegurar um ensino de qualidade compromissado e compatível com as expectativas dos alunos e da sociedade; Qualificar o processo pedagógico administrativo, adotando metodologias diferenciadas e planejamento participativo entre os docentes; Integrar-se com a comunidade e, em especial, com a comunidade industrial a fim de ampliar e consolidar a sua ação educativa, através de palestras, cursos, prestação de serviços, assessoria técnica e tecnológica; Incentivar a produção e a inovação científico-tecnológica, e suas aplicações no mundo do trabalho, através do desenvolvimento de projetos; Estabelecer e implementar uma política de avaliação permanente da formação propiciada pelos cursos atualizando seus projetos pedagógicos sempre que necessário POLÍTICAS DE PESQUISA A Faculdade ao estabelecer uma política interna para o desenvolvimento da iniciação científica e pesquisa aplicada divulga oportunidades e estimula seus docentes e alunos a desenvolverem a pesquisa aplicada, a produção intelectual e a desenvolver trabalhos utilizando a metodologia científica, bem como a participarem de eventos e projetos da área científico-tecnológica, internos e externos. 16

17 Desenvolver um ensino de qualidade, integrado e contextualizado pressupõe também agregar a pesquisa aplicada, a investigação e a iniciação científica, como suporte à qualificação e superação de uma visão dicotômica em relação à teoria e prática e como instrumento de descoberta e diálogo com a realidade. Neste contexto, através dos projetos pedagógicos dos cursos voltados ao ensino integrado e contextualizado, a Faculdade proporciona aos docentes e alunos as seguintes oportunidades de desenvolver o espírito investigativo, a inovação e a criatividade Trabalhos de Conclusão de Curso - TCC O Trabalho de Conclusão de Curso - TCC visa oportunizar ao aluno a familiarização com a metodologia de pesquisa e seus procedimentos e uma vivência didático-pedagógica, através da mobilização e sistematização de conhecimentos, habilidades e atitudes, consolidadas nas diversas unidades curriculares ao longo do curso, constituindo-se em processo criativo, crítico e investigativo de explicação, interpretação e de intervenção na realidade. A metodologia da elaboração de TCC está alicerçada em um modelo científico, detalhado nas Orientações para Elaboração de TCC divulgadas aos alunos, publicadas no sítio da faculdade e divulgadas no guia acadêmico Semana Acadêmica Os alunos e docentes são estimulados a submeterem trabalhos para apresentação na semana acadêmica, que é um espaço para a atualização tecnológica, integração, discussão e troca de informações entre alunos, professores e profissionais da área de conhecimento do curso. A semana acadêmica é também uma ocasião em que os alunos têm a oportunidade de desenvolver competências relacionais e comportamentais através da apresentação pública dos trabalhos Mostra Inova SENAI A Mostra INOVA SENAI é organizada pela Instituição Mantenedora da Faculdade e propicia aos docentes e alunos da Faculdade e demais unidades do SENAI-RS a oportunidade de desenvolverem e apresentarem por meio de práticas relacionadas à criatividade, inovação, iniciação científica, empreendedorismo, propriedade intelectual e transferência de tecnologias, projetos e produtos inovadores, que contribuam para a competitividade da indústria e o aprimoramento da educação profissional técnica e tecnológica. A Mostra Inova SENAI, realizada em duas etapas estadual e nacional, tem por principal objetivo desenvolver a iniciação científica, a pesquisa aplicada e a atitude inovadora dos alunos, através da elaboração e implementação de projetos construtivos de software, hardware, peças, máquinas, ferramentas, instrumentos, equipamentos, de interesse do SENAI, da indústria e da comunidade Produção Científica Com o objetivo de proporcionar oportunidades de publicação da produção científica, a Faculdade incentiva docentes e discentes a publicação de artigos em anais de congressos e periódicos científicos e viabiliza, com recursos próprios, a participação de docentes em cursos, seminários, congressos, feiras, e outros eventos. As Solicitações de Capacitação e Desenvolvimento Individual dos docentes para participar destes eventos são priorizadas 17

18 segundo critérios de impacto acadêmico, aderência à área de conhecimento do curso e custos de participação Projetos Estratégicos Estruturantes O Departamento Regional do SENAI-RS, Instituição Mantenedora da Faculdade, e que integra o SENAI Nacional e a CNI Confederação Nacional da Indústria, oportuniza a Faculdade a submissão de projetos ao Edital de Projetos Estratégicos SENAI em setores industriais, áreas tecnológicas transversais e linhas de atuação prioritárias da sua área de atuação. Em edição anual, o Edital apresenta diversos benefícios para a estruturação de processos educacionais e infraestrutura acadêmica dos parceiros do projeto, garantindo apoio financeiro e priorização transparente do aporte de recursos aos projetos aprovados. O Edital de Projetos Estratégicos estimula a difusão de conhecimentos, o intercâmbio de competências, a aproximação e a cooperação técnica entre Unidades do SENAI em todo o país. A direção da Faculdade estimula os docentes a elaborar projetos estratégicos, que contribuam para operacionalizar o alcance dos objetivos e metas da Faculdade Pesquisa Aplicada Para viabilizar a realização de pesquisa aplicada são submetidas propostas a chamadas públicas e editais de diversas fontes financiadoras, tais como MCT/Finep, Fapergs e Edital SENAI SESI de Inovação. Os docentes têm carga horária disponível e são estimulados a elaborar e submeter propostas de projetos tecnológicos e de inovação, a estas e outras fontes de financiamento. Os alunos que participam destes projetos podem receber apoio através de bolsas, conforme adesão às áreas tecnológicas de interesse e interesse da faculdade. A Pesquisa Aplicada tem incentivos para o seu desenvolvimento, através de: bolsas CNPq e de Iniciação Científica para alunos selecionados por projeto, infra-estrutura para elaboração de pesquisa e montagem de protótipos, docentes orientadores, recursos para produção de protótipos, recursos para viagens de apresentações em feiras, congressos e outros eventos de interesse da Faculdade POLÍTICAS DE EXTENSÃO A Extensão Universitária é o processo educativo, cultural e científico que articula o Ensino e a Pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre IES e Sociedade entendida como prática acadêmica interliga as atividades de ensino e de iniciação científica da IES, com as demandas da maioria da população, possibilita a formação do profissional cidadão e se credencia, cada vez mais, junto à sociedade como espaço privilegiado de produção do conhecimento significativo para a superação das desigualdades sociais existentes. É importante consolidar a prática da Extensão, possibilitando a constante busca do equilíbrio entre as demandas socialmente exigidas e as inovações que surgem do trabalho acadêmico Ações de Extensão A linha básica da política de extensão da Faculdade é a de inserção da instituição no contexto regional, como instrumento de construção e desenvolvimento sócio-econômico, 18

19 político e cultural mediante a integração com empresas e instituições comunitárias e de produção de conhecimento e tecnologia da região, de estímulo à criatividade, à originalidade a consciência da mudança e da necessidade da educação continuada. Os projetos de extensão desenvolvidos visam atender um conjunto de ações de caráter educativo, social, cultural, científico e tecnológico e acontecem sob a forma de: Cursos de Extensão Caracterizado por um conjunto articulado de ações pedagógicas, de caráter teórico e/ou prático, presencial ou a distância, planejada e organizada de maneira sistemática, com carga horária e processo de avaliação definido. Inclui curso, oficina, work-shop e treinamento. Os cursos de extensão também podem ser classificados como de iniciação, atualização, qualificação profissional ou aperfeiçoamento Eventos Ação de interesse técnico, social, científico e artístico: Assembléia; Campanha de Difusão Cultural; Ciclo de Estudos; Circuito; Colóquio; Concerto; Conferência; Congresso; Debate; Encontro; Espetáculo; Exibição Pública; Exposição; Feira; Festival; Fórum; Jornada; Lançamento de Publicações e Produtos; Mesa Redonda; Mostra; Palestra; Recital; Reunião; Semana de Estudos; Seminário; Show; Simpósio e outros Prestação de Serviços A prestação de serviços deve ser produto de interesse acadêmico, científico, filosófico, tecnológico e artístico do ensino, pesquisa e extensão, devendo ser encarada como uma ação deliberada que se constitui a partir da realidade, produzindo conhecimentos que visem à transformação social ocorrendo através da realização de trabalho oferecido ou contratado por terceiros (comunidade ou empresa), incluindo assessorias, consultorias e cooperação interinstitucional. A prestação de serviços pode ser de caráter permanente ou eventual Produção e Publicação Elaboração de produtos acadêmicos que instrumentalizam ou que são resultantes das ações de ensino, pesquisa e extensão, tais como apostilas, cartilhas, vídeos, filmes, softwares, dentre outros. Os critérios de registro da produção e publicação terão a serão classificados e detalhados em documento próprio POLÍTICAS DE GESTÃO A Faculdade adota políticas de gestão em consonância com a missão, visão de futuro, princípios e valores e política da qualidade da sua instituição mantenedora, o SENAI-RS e com o PDI Plano de Desenvolvimento Institucional. A partir de 1998, a mantenedora realiza seu planejamento estratégico, cujo propósito é a formulação das estratégias e objetivos que permitam o cumprimento da missão e a busca da visão de futuro, bem como o alinhamento ao planejamento estratégico do SENAI Nacional, que é alinhado ao plano estratégico do Sistema Indústria (CNI), e nas Diretrizes elaboradas pelo Sistema FIERGS, através dos quais são realizadas reflexões sobre missão, visão, princípios e valores. Assim, na construção do planejamento, são caracterizados os cenários de ambiente externo, analisados os mercados e estudadas as melhores práticas. 19

20 Este processo permite conhecer as oportunidades e ameaças, mensurar as forças e fraquezas e estabelecer as orientações estratégicas, que servirão para a definição de objetivos, indicadores e metas para os próximos anos. Com base neste Planejamento Estratégico, a instituição mantenedora definiu, ainda em 2004, a criação da Faculdade de Tecnologia SENAI Porto Alegre, que iniciou suas atividades efetivamente em 2007, quando ingressaram os primeiros alunos dos cursos superiores de tecnologia. A operacionalização do Planejamento Estratégico é feita através do Sistema de Medição de Desempenho, de acordo com a metodologia Balanced Scorecard (BSC), implementada pela mantenedora em Trata-se de um modelo de gestão que auxilia a mensuração do progresso rumo às metas de longo prazo, a partir de tradução do Plano Estratégico em Mapa Estratégico,Indicadores e Metas. O Sistema de Medição do Desempenho SENAI-RS (BSC - Balanced Scorecard) proporciona uma visão integrada da organização, compreendendo a identificação e estrutura de um conjunto de indicadores segundo as perspectivas do negócio da organização: Cumprimento da Missão, Financeiro, Clientes e Mercado, Processos Internos e Pessoas/Tecnologia relacionados entre si. Desta forma, a administração do SENAI conta com parâmetros norteadores para avaliação e decisão estratégica, por meio de resultados quantificáveis obtidos com indicadores de desempenho, conforme demonstra a figura a seguir. Cumprimento da Missão MAPA ESTRATÉGICO DO SENAI RS MISSÃO: Promover a educação profissional e tecnológica, a inovação e a transferência de tecnologias industriais, contribuindo para elevar a competitividade da Indústria Brasileira. VISÃO 2010: Consolidar-se como o líder nacional em educação profissional e tecnológica e ser reconhecido como indutor da inovação e da transferência de tecnologias para a Indústria Brasileira, atuando com padrão internacional de excelência. Provedor de soluções em educação profissional e tecnologia industrial Sustentabilidade Cliente / Mercado Impacto Social Contribuir para a inserção profissional e cidadania de jovens e trabalhadores da indústria Fortalecer a imagem do SENAI no mercado Negócio Fortalecer o atendimento às indústrias Financeira Buscar a sustentabilidade financeira Foco de Atuação Ofertar a Aprendizagem Industrial adequada ao perfil da indústria Prover soluções em educação profissional Promover a inovação e o desenvolvimento de soluções tecnológicas para a indústria Articulação e Atuação Sistêmica Foco no Cliente Excelência Operacional Fortalecer a atuação em rede no Sistema SENAI e articulada com o Sistema FIERGS Intensificar parcerias nacionais e internacionais Conhecer e prospectar necessidades atuais e futuras do cliente e do mercado Maximizar resultados por meio do uso eficaz dos recursos Processos Internos Pessoas e Tecnologia Promover o desenvolvimento e a retenção das competências Alto Desempenho Promover a valorização das pessoas com foco em resultados e no alcance de metas Garantir a adequação tecnológica da infra-estrutura física, dos equipamentos e dos sistemas de informação e comunicação No âmbito da Faculdade, este modelo de gestão é desdobrado através do Plano de Ação - PA. O Plano de Ação da Faculdade pode ser caracterizado como um desdobramento anual do PDI, o que permite fazer alinhamentos periódicos, adequando e corrigindo os parâmetros do planejamento às demandas, imprevistos e novas oportunidades identificadas. Inicia-se a elaboração do PA pela análise anual do ambiente interno e externo da UO, com a participação de um grupo de funcionários na definição das forças e fraquezas do cenário interno, e das ameaças e oportunidades do cenário externo relativas ao mercado de atuação, utilizando como subsídio as informações adquiridas nas ocasiões de interação com a comunidade interna e externa. 20

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