A COMPARATIVE BETWEEN CERTIFICATORS OF BOVINE TRACEABILITY OFFICIALLY CREDENCED BY THE AGRICULTURE MINISTERY, PECUARY AND SUPPLYING

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1 UM COMPARATIVO ENTRE CERTIFICADORAS DE RASTREABILIDADE BOVINA E BUBALINA OFICIALMENTE CREDENCIADAS PELO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO (MAPA) 1 Francisco Juraci Rolim 2 Marcos Aurélio Lopes 3 RESUMO O objetivo desse trabalho foi realizar uma avaliação do que está sendo oferecido em termos de prestação de serviços pelas empresas operadoras de rastreabilidade credenciadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A pesquisa foi dividida em duas etapas distintas, onde a primeira consistiu em fazer uma avaliação da forma como a empresa se apresenta na Internet, considerando os seguintes quesitos: Tempo de Carga, Aparência, Estrutura e Navegação, Usabilidade, Conteúdo e Especificas para a Pesquisa. A segunda etapa, consistiu em submeter as duas empresas que obtiveram os melhores desempenhos no Questionário de Avaliação de Web Site (primeira etapa) a uma avaliação do Software por elas utilizados para fazer a certificação. Tal avaliação consistiu em verificar se o software é de fácil operação, se os relatórios fornecidos são claros e eficientes, se a documentação é suficiente para o usuário, se constam as formas de suporte oferecido ao usuário e se o software permite comunicação com outros equipamentos. PALAVRAS-CHAVE: Bovinocultura, Certificadoras, Internet, Rastreabilidade, Sisbov, Web Sites. A COMPARATIVE BETWEEN CERTIFICATORS OF BOVINE TRACEABILITY OFFICIALLY CREDENCED BY THE AGRICULTURE MINISTERY, PECUARY AND SUPPLYING ABSTRACT The purpose of this work was to realize an evaluation of what has been offered in terms of performing services by the operating companies of traceability credenced by the Agriculture Ministery, Pecuary and Supplying. The research was divided into two different parts where the first one consisted of making an evaluation of the way that the company appears on the Internet, considering the following aspects: Time of Load, Appearance, Structure, Navigation, Usability, Content and Specifics for the Research. The second one consisted in submitting the two companies that got the best performance in the evaluation questionnaire of Web Site (the first stage) in an evaluation of the Software used by them in order to make a certification. Such evaluation consisted of checking if it s easy to operate the Software, if the supplied reports are clear and efficient, if the documentation is sufficient for the user, if the ways of support offered to the user are mentioned and if the software permits communication with other equipment. KEYWORDS: Beef Cattle, Certificators, Internet, Traceability, Sisbov, Web Sites. 1. INTRODUÇÃO Enfermidades em bovinos prejudiciais aos seres humanos, levaram os europeus a criar um conjunto de ações denominados de rastreabilidade, ações que permitem que medidas possam ser tomadas de forma mais eficazes. REZENDE (2003) salientou que a palavra rastreabilidade não consta ainda em nosso dicionário, 1 Parte da monografia do primeiro autor apresentada à Universidade Federal de Juiz de Fora, como parte dos requisitos necessários para obtenção do grau de Especialista em Gestão da Informação no Agronegócio 2 Contabilista, Analista de Sistemas Banco BEG S.A. Endereço - Avenida Topázio, Quadra 02, Lote 10, Jardim California - Goiânia -Go - Cep DSc., Professor do Depto. de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Lavras;

2 mas indica a possibilidade de seguir os passos de alguma coisa, no caso, o histórico do animal desde o nascimento ou aquisição até o momento do seu consumo ou de uma de suas partes. A exigência da rastreabilidade da carne por parte da Comunidade Européia trouxe uma grande inquietação aos países exportadores e em especial ao Brasil devido ao tamanho do rebanho, às condições de criação do gado, à extensão do território brasileiro e à falta de utilização da tecnologia por parte da grande maioria de produtores, ainda não acostumados com o uso da informática ou da gerência e controle integrados ao dia a dia de suas atividades. Visando atender essa demanda o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou a Instrução Normativa n o 1, de 9 de janeiro de 2002 (BRASIL, 2002), a qual institui o Sistema de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (SISBOV), bem como a Instrução Normativa N.º 21, de 26 de fevereiro de 2002, que estabeleceu as diretrizes, os requisitos, os critérios e os parâmetros para credenciamento de entidades certificadoras junto ao SISBOV. Dada a importância e atualidade do tema, dezenas de outros artigos foram veiculados na mídia televisiva, escrita e mesmo eletrônica abordando o assunto e algumas de suas implicações (REZENDE, 2002; MARTINS, 2002; ROCHA e LOPES, 2002). No entanto, em momento algum, observou-se artigos a respeito das certificadoras que atuam no Brasil. O objetivo desse trabalho foi realizar uma avaliação do que está sendo oferecido em termos de prestação de serviços pelas empresas operadoras de rastreabilidade credenciadas pelo MAPA. 2. METODOLOGIA A pesquisa foi realizada em duas etapas. A primeira avaliou as 13 empresas credenciadas no MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) até o dia 08 de abril de Essas empresas foram avaliadas por um Questionário de Avaliação de Web Site elaborado por BRODBECK (2003), que é subdividido em cinco grupos: Tempo de Carga, Aparência, Estrutura e Navegação, Usabilidade e Conteúdo". O grupo Tempo de Carga avalia o tempo gasto entre o usuário fornecer o endereço no navegador e a disponibilização total das informações do site. O grupo Aparência faz uma avaliação na forma como as informações são apresentadas para o usuário. O grupo Estrutura e Navegação avalia se os elementos de navegação são utilizados de forma homogênea ao longo do site, se os links funcionam, se é simples de operar, se existe mapa no site. Usabilidade, segundo NIELSEN (1999), citado por Dias (2002) tem como atributos a facilidade de aprendizado, eficiência de uso, facilidade de memorização, baixa taxa de erros e satisfação subjetiva. Para MORO (2001) Conteúdo é qualquer recurso acessível em um Web site, como vídeos, figuras, sons e páginas texto. As duas empresas com melhor desempenho na avaliação inicial (etapa 1) passaram a ser avaliadas por um questionário de autoria dos alunos do curso de Gestão da Informação no Agronegócio, do ano de 2001, sob orientação da professora Profª. Fernanda Campos, sendo essa a segunda etapa da pesquisa. Ao questionário de avaliação de web site aplicado na etapa 1, foram implementadas cinco alterações para se atender os objetivos desta pesquisa, a saber: 1) Foram eliminadas questões subjetivas do questionário, pois as mesmas não traziam auxilio substancial para o trabalho; 2) Todas as 58 perguntas são objetivas com respostas (S) Sim ou (N) Não; 3) Foi inserido um grupo de perguntas (específicas para a pesquisa) para se obter mais dados específicos para a pesquisa; 4) Foram atribuídos pesos para cada grupo de perguntas; 5) Para cada pergunta respondida afirmativamente no grupo foi acumulado o peso dado ao grupo (Figura 1). No final de cada questionário foi realizado o somatório dos pontos obtidos por cada empresa para todos os grupos. Mediante a apuração feita no questionário da etapa 1, as duas empresas com melhor desempenho foram escolhidas para serem avaliadas mais detalhadamente utilizando-se a ficha de avaliação de software. O questionário foi respondido sob o ponto de vista do autor deste trabalho (especificamente para essa pesquisa) e depois aplicado por outros seis profissionais da área de processamento de dados, sendo um mestre, um doutorando, e quatro especialistas. A inclusão da avaliação de outras pessoas teve por finalidade evitar vícios na aplicação do questionário. 2

3 Tempo de Carga Aparência 15% 1% 14% 18% Estrutura e Navegação 22% Conteudo 30% Usabilidade FIGURA 1: Importância Relativa dos Grupos de Perguntas. 3. RESULTADOS E DISCUSSÕES Especificas p/ pesquisa 3.1. Avaliação de Web Site Na Tabela 1 é demonstrada a apuração do Questionário de Avaliação de Web Site. Percebe-se diferenças nas formas de apresentação entre as empresas de rastreabilidade ao mercado. Verifica-se que entre a primeira e a última colocada nos critérios utilizados para a avaliação, num conjunto de dez empresas, a décima colocada obteve pouco mais da metade da pontuação da primeira. Fica evidenciado que as empresas que obtiveram um melhor desempenho na avaliação tem uma certa uniformidade nas respostas do questionário, enquanto que as empresas com um desempenho inferior mostram certo nível de divergências, onde existem pontuações boas e outras muito fracas. O grupo Tempo de Carga é complexo para se analisar por que é constituído de apenas três perguntas, o que torna a representatividade muito grande de cada pergunta no grupo. Considerando que existe uma pergunta que não obteve nenhuma resposta afirmativa, o desempenho coletivo deste grupo ficou prejudicado (46,6%). O grupo Conteúdo teve um desempenho coletivo superior aos outros (72,2%), mas, quando realizada uma análise mais profunda, percebe-se que contêm apenas informações superficiais. No grupo Aparência constatou-se que não houve uma preocupação com a altura da página, existindo a necessidade de se parar a leitura para realizar a rolagem da tela para, então, dar prosseguimento à leitura. O grupo usabilidade pode ser considerado homogêneo para todas as empresas avaliadas, pois a média de respostas afirmativas foi de 26 pontos, para um universo de 36 pontos, com desvio padrão de 3,89. Esse grupo teve um desempenho coletivo razoável (50%). Onde existe flexibilidade para utilizar vários navegadores para visualização dos sites, os campos a serem preenchidos, na maioria das vezes, estão dentro de um padrão lógico de disposição nas telas. O grande problema no quesito Usabilidade é que em nenhum site existe a perspectiva de um deficiente visual utilizá-los. O grupo Estrutura e Navegação foi o que obteve o melhor desempenho coletivo (67,7%), mas nenhum disponibilizou o mapa do site. O grupo Específicas para a Pesquisa foi criado devido à necessidade de se avaliar separadamente as informações pertinentes ao assunto rastreabilidade. Ficou evidenciado que alguns sites fornecem informações insuficientes para que o usuário venha a obter conhecimento sobre rastreabilidade, pois cinco das dez empresas pesquisadas não responderam a nenhuma pergunta desse grupo. Nenhuma das empresas teve a preocupação de fornecer dados de custo-benefício da rastreabilidade. Isso demonstra que tais empresas estão tratando o assunto apenas como um ramo de negócio, pois é obrigatório se obter a certificação para exportação de carne de bovinos e bubalinos. Então, de qualquer maneira, o produtor não tem opção, a não ser contratar os serviços dessas empresas. 3

4 TABELA 1: Apuração da aplicação do questionário de Avaliação Web Site CRITÉRIOS Emp1 Emp2 Emp3 Emp4 Emp5 Emp6 Emp7 Emp8 Emp9 Emp10 Média Desvio Padrão Tempo de Carga ,4 0,70 Aparência ,6 4,81 Estrutura e navegação ,07 Conteúdo ,47 Usabilidade ,89 Específicas para a Pesquisa ,4 9,47 Total ,81 19, Avaliação dos softwares utilizados pelas empresas selecionadas A Empresa8 forneceu uma versão de demonstração do Software de rastreabilidade, para que se realizasse a avaliação, bem como uma cópia da documentação do software para confrontá-la com o sistema. Percebe-se que o software utilizado pelo Empresa8 ainda não está pronto. A versão demonstrativa que foi colocada à disposição para análise, possui apenas uma breve consulta sobre os animais. O que consta na documentação são algumas telas destinadas ao cadastramento do Supervisor, que será o responsável pela alimentação do Software na região sob sua jurisdição, bem como tela de inclusão de sistemas de produção e clientes. O lançamento de animais na propriedade são feitos de forma manual e como os números de identificação dos animais geralmente são extensos, é grande a probabilidade de erros de digitação, causando com isto a obrigatoriedade de conferência posterior dos dados lançados. O lançamento das ocorrências com os animais são simples, porém deixa margens para erros por conter um grande número de informações a serem digitadas. As informações contidas nos relatórios para efeito de rastreabilidade são insuficientes, pois não constam dados sobre a sanidade, manejo, profilaxia e alimentação. É apresentada uma ficha para leilão, que se mostra incompleta, pois não traz informações interessantes para um leilão, tais como: peso do animal, se o animal recebeu alguma medicação e se receberam as vacinas habituais. Verifica-se algumas deficiências sérias no Software, quanto a informações referentes aos itens: relatórios, configurações, backup, contato, suporte, instalação do software e treinamento de mão-de-obra. A pesquisa junto à segunda empresa selecionada, a Empresa1, foi realizada em um trabalho de campo, com o acompanhamento da pesagem de um lote de animais rastreados. O software é bastante automatizado, o que o torna bastante funcional. A sua operação é complexa porque para se registrar uma inseminação, por exemplo, exige toda uma preparação do ambiente, que vai desde o cadastramento dos produtos utilizados até mesmo a necessidade de se informar o nome do touro, o fornecedor do sêmen, a efetivação do inseminador e a data da realização. O software é baseado na identificação eletrônica, reduzindo a probabilidade de erros no cadastramento das informações. Ele é possuidor de 148 módulos. Dentre eles, os mais importantes são os referentes a rastreabilidade, controle de inseminação, custo de dieta, rotação de pastos, controle de reformas de pastagens e genealogia do rebanho. O número de atividades atendidas pelo software e o seu grau de detalhamento o tornam rico em informações para tomadas de decisão. Não foi repassado nenhum relatório do software e nem mesmo uma cópia da documentação para confrontá-la com a aplicação de pesagem eletrônica que foi acompanhada. Do ponto de vista dos diretores da empresa, esta documentação forneceria condições para um possível plagio do software. O software tem funções de restauração de informações em caso de panes ou por ações incorretas de operação. As atualizações do Software (upgrade) são realizadas de 3 em 3 meses. Estas atualizações, que constam em contratos, são decorrentes de melhorias do software, alterações de legislação, inclusão de novos equipamentos nas tabelas do software. A atividade de treinamento de mão-de-obra é ministrada por um zootecnista ou um veterinário, no prazo de dois dias, e depois acompanhados por outro funcionário da empresa por mais três dias. Quanto à Empresa1, não se pode nem falar de deficiências, pois foram vistas instruções de treinamento de mão-de-obra, de instalação, de backup e de restauração de arquivos em caso de problemas com as bases de dados em discos rígidos (HD). Acompanhou-se o software funcionando na pesagem de animais, mas não foi fornecido documento algum desta empresa para que se pudesse confirmar esses dados. Por este motivo não se pode chegar a conclusões mais sólidas a respeito da qualidade do software dessa empresa. 4

5 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS O trabalho de rastreabilidade realizado pelas certificadoras está voltado único e exclusivamente para atender o grande produtor. Apesar da legislação já ter determinado prazos para que todo o rebanho nacional de bovinos e bubalinos estejam sendo rastreados, muito pouco tem se feito no sentido de conscientizar o pequeno produtor com relação a rastreabilidade. Nas bibliografias não se encontra o formato de como as informações inerentes a rastreabilidade devam ser repassadas para o MAPA para alimentação de suas bases de dados. Em contato com o citado Ministério, recebeu-se a orientação de que tal informação só pode ser concedida mediante apresentação de um projeto de criação de uma empresa certificadora. Diante disso, fica a pergunta: Como conceber que uma informação que deveria ser de domínio público não possa ser acessada por um pesquisador, ou por um cidadão que quer saber mais a respeito da qualidade do alimento que está indo para sua mesa? Percebe-se também que existem certificadoras que merecem ser observadas com melhores olhos pelos órgãos competentes, pois nem todas estão cumprindo o que determina a legislação e não estão aptas a prestar serviços de tamanha responsabilidade. 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRODBECK, H. J. Questionário de Avaliação de Sites Web. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Instituto de Informática. Disponivel em: <http://www.inf.ufrgs.br/~brodbeck/websites/avaliacao_de_sites_web.doc>. Acessado em: mar CAMPOS, F. C. A. Concurso Agrosoft de software agropecuário, Revista Agrosoft, nº3, nov. / dez 1997, p DIAS, C. Avaliação de Usabilidade: Conceitos e Métodos; Usability Evaluation: Concepts and Methodos. Disponível em <http://www.puc-campinas.edu.br/ceatec/revista_eletronica/segunda_edicao/ Artigo_02/Avaliacao_de_Usabilidade.PDF>. Acessado em: ago MARTINS, F. M. Rastreabilidade Bovina no Brasil p. Graduação em Medicina Veterinária - Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Lavras. MORO, Rodrigo G. Usando Versões e XML no Gerenciamento de Conteúdo Web, (2001), Disponível em: <http://www.inf.ufrgs.br/~clesio/cmp151/cmp / apresentacao_rodrigo_moro.pdf>. Acessado em: ago REZENDE, E. H. S. Identificação, Certificação e Rastreabilidade na Cadeia da Carne Bovina e Bubalina no Brasil p. Monografia - Especialização em Gestão da Informação no Agronegócio - Universidade Federal de Juiz de Fora. ROCHA, J. L. P; LOPES, M. A.. Rastreabilidade e certificação da produção da carne bovina: um comparativo entre alguns sistemas, Revista Brasileira de Agroinformática, Juiz de Fora (MG), Volume 2 número , Disponível em: <http://www.sbiagro.org.br/vol4n2> Acesso em: jun

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