DOMINIOS PRos6DICOS E A RESOLm;Ao DE CHOQUES DE ACENTO NO PORTUGUaS BRASILEIRO

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1 DOMINIOS PRos6DICOS E A RESOLm;Ao DE CHOQUES DE ACENTO NO PORTUGUaS BRASILEIRO ABSTRACT: This work aims to outline an analysis of the relation between stress clash resolution in Brazilian Portuguese and the syntax-phonology mapping via prosodic domains. Data suggest that one can not deal with metrical reajustments without integrating to the grid information about prosodic boundaries. Este trabalho discute 0 fen6meno pros6dico denominado na literatura como choque de acento ou stress clash e pressupoe como arcabou~o te6rico as teorias que compoem a chamada fonologia niio-linear, principal mente a teoria metrica conforme elaborada em Halle & Vergnaud (1987) e Hayes (1991). Os choques de acento que analisamos referem-se a colisiio de acentos prinuirios na grade metrica, no processo de concatena~iio de constituintes maiores que a palavra no portugu8s brasileiro (PB). Por se tratar de urn fen6meno de natureza p6s-lexical, permite levantar questoes interessantes sobre a interface entre a sintaxe e a fonologia. Os dados aqui analisados constituem parte do corpus do grupo de pesquisa "Padroes pros6dicos, aquisi~iio e mudan~a lingihstica" (UNICAMP) e foram obtidos a partir da grava~iio em video de uma missa exibida na rede de televisiio TVE do Rio de Janeiro. A transcri~iio da grava~ao foi feita auditivamente por alunos do curso de p6sgradua~ao em Lingiiistica do IEUUNICAMP e compreende: (a) transcri~ao metrica (marca~ao das alternllncias entre sflabas fortes e fracas), (b) transcri~ao segmental (alfabeto fonetico IPA) e (c) marca~ao dos tons em que foram realizadas as sflabas que receberam acento e dos contornos entoacionais que definem as frases entoacionais (intonational phrases - IP). 0 material que analisamos corresponde aos textos lidos na missa (Atos dos Ap6stolos, Epfstola e Evangelho). Em conformidade com os estudos sobre a interface sintaxe-fonologia desenvolvidos a partir da decada de 80, assumimos que a intera~iio entre os componentes sinbitico e fonol6gico da linguagem se dli por intermedio de uma

2 estrutura pros6dica nao necessariamente isom6rfica aos constituintes sintaticos (conforme Selkirk 1984, Nespor & Voge11986, Selkirk & Chen 1990). Dentre as propostas existentes, tomamos como base a de Nespor & Vogel (1986). As autoras propoem uma hierarquia de dominios pros6dicos construcdos com base em informa~oes de diversos m6dulos da gramatica. Os dominios sao caracterizados pelo tipo de informa~ao utilizada na sua defini~lio (ver nota 1) e pelas diferentes regras que os t~m como domcnio de aplic~ao. Sao sete os dominios propostos por essas autoras: a sfiaba (a), 0 pe (~), a palavra fonol6gica (0)), 0 grupo cl(tico (C), a frase fonol6gica (<<1», a frase entoacional (I) e a enunci~ao fonol6gica (0). A constru~ao dos dominios obedece a Strict Layer Hypothesis (SLH) formulada em Selkirk (1984). A SLH garante que os elementos que compoem determinada categoria pros6dica sejam todos de urn mesmo tipo e que perten~am a categoria inferior imediatamente dominada pela categoria pros6dica em questao. Assim, p.e., a 0>e formada pela reuniao de ~s e somente pela reuniao de ~s. Nao e posscvel misturar os constituintes as e ~s na constru~ao de o>s. E estabelecida ainda, em cada dominio, uma rela~ao de proemin~ncia relativa entre n6dulos irmaos: a urn deles e atribucdo 0 valor 'forte' e a todos os outros, 0 valor 'fraco'. 646 A inter~ao da teoria dos dominios com 0 componente metrico e definida em Nespor (1991). Segundo a autora "(...) prosodic structure mediates between syntax and the prosodic component of postlexical phonology and the grid mediates between prosodic phonology and the phonology ofrhythm.(...)" (ver nota 2). A organiza~ao dos componentes pros6dico e rltmico da fonologia obedece a urn mapeamento que constr6i a grade metrica com base na estrutura de constituintes pros6dicos. Primeiramente, a cada sfiaba de uma dada seqii~ncia e atribucda uma posi~lio na grade. A seguir, ao elemento 'forte' (DTE - "designated terminal element") de cada categoria pros6dica e atribucda uma marca~lio adicional em urn ncvel metrico superior. De acordo com essa organiza~lio, regras rctmicas aplicam-se na grade metrica. As proemin~ncias representadas na grade (os DTEs) efetuam a lig~lio desta com a estrutura pros6dica, que nlio e isom6rfica aos constituintes sintaticos. A estrutura rltmica, pois, nlio apresenta interface direta com a sintaxe. E a estrutura pros6dica que faz a media~lio entre a estrutura sintatica e a estrutura rltmica. o choque de acento tern recebido dois tipos basicos de tratamento nos estudos de fonologia metrica. Vma primeira corrente, a mais tradicional, procura defini-io mediante informa~oes sobre 0 nivel m6trico da grade em que 0 clash ocorre. Assim, a simples adjac~ncia fonetica de acentos fortes nlio 6 suficiente para caracterizar urn choque de acento. Somente acentos adjacentes em uma mesma linha da grade slio sentidos como acentos em colislio e estlio sujeitos a sofrer processos de reajuste rctmico,

3 que tentam refazer a eurritmia da grade. Representantes desta corrente siio Liberman & Prince (1977) e Haraguchi (1991). Outra corrente, representada por Nespor & Vogel (1986), traz para a discussiio informa~oes referentes a delimita~iio dos dornfnios prosodicos, principal mente sobre as fronteiras envolvidas nas situa~oes de clash. Nesse sentido, e importante se atentar para a diferen~a entre caracterizar 0 stress clash com base somente na hierarquia de proeminencias indicada na grade metrica (abordagem tradicional) e entre integrar a grade informa~es sobre as fronteiras prosodicas que intervem entre os acentos em choque. Observe-se que as duas abordagens niio siio incompativeis, na medida em que continua sendo necessario definir em termos metricos a linha mais baixa da grade em que dois acentos fortes adjacentes viio constituir urn clash. E s6 a partir dai que se podem tecer considera~oes sobre a interferencia das fronteiras de dornfnios na resolu~iio dos choques de acento. Nossa analise alinha-se com essa proposta. Os casos de clash que examinamos no corpus tern como fronteira rnfnima envolvida a fronteira de palavra. Estamos assumindo as amuises de Bisol (1992) e Massini-Cagliari (1995) no tocante a atribui~iio de acento primario em PB (ver nota 3). Alem do nivel da palavra, esses choques envolvem fronteiras pros6dicas poslexicais, mais altas na hierarquia. Vma delas sera particularmente examinada por n6s: a fronteira de frase fonol6gica (cjl). Nos dados analisados, nenhum dos choques de acento em juntura de cjl foi desfeito. Niio se observou mudan~a na grade metrica por apagamento ou movimento de acento (ver nota 4) que criasse distiincia entre os acentos em colisiio. Ex (ver nota 5): (1) CHAMAR PARA SI [ I«cha> <mar»1 ] [1(<pa.ra»1 1«si»I]} (ver nota 6) H M L \,,1 {<Sa> <mah> <pa.rb> <si>} A principio, se pensarmos apenas na grade, descortina-se a possibilidade de que em (1) 0 clash seja mantido devido a diferen~a de for~a relativa entre os acentos em choque: apesar de formarem uma sequencia de acentos fortes no nivel da palavra, no nivel da frase fonol6gica 0 acento de 'chamar' recebe uma marcalfiio na grade, por ser DTE neste dominio, enquanto que 0 acento de 'para', por niio ser DTE de cjl, niio recebe marcalfiio na linha da grade correspondente a cjl. No entanto, exemplos como (2) POR TER FEITO 0 OEM [I«por» «ter»1 1(.gei.to»I] [1«0» «bem»i]) M H M /'1 {<poh.teh> <fei.tu> <belli>} 647 (onde se observa que (i) os acentos em choque tambem mantem uma diferenlfa de forlfa relativa entre si, uma vez que 0 acento de 'feito' e DTE de cjl e 0 de 'ter' niio 0 e, e (ii) ha enfraquecimento do acento de 'ter' para desfazer 0 clash) mostram que nilo silo somente informa~oes referentes ao nivel metrico que estiio em jogo quando se trata de fazer reajustes rftmicos. Em exemplos como (1) nunca 0 acento mais a direita, que e menos proeminente na grade, foi movido ou apagado e em exemplos como (2), apesar da

4 diferen~a de nfveis metricos envolvidos, 0 clash p6de ser desfeito. De fato, a informa~ao relevante para a possibilidade ou bloqueio desses reajustes parece ser a fronteira de constituinte pros6dico, a fronteira de frase fono16gica. Ja se constatou em Abaurre, Galves & Scarpa (1995) e em Abaurre (1996) que processos segmentais p6s-lexicais> como a degemina~ao e a elisao de vogais sao altamente restrlngidos em PB quando a sequencia candidata a sofre-los encontra-se em juntura de cjl. A explica~ao apontada para esse fato provem da interferencia do acento principal de cjl que, quando presente no contexto segmental a ser afetado, impede esses processos de modifica~ao silabica. Compreende-se a pertinencia desta hip6tese pela defini~iio de proemin8ncia relativa dentro de cjl: "em Hnguas cujas lirvores sintaticas ramificam-se a direita, 0 n6dulo de cjl mais a direita e rotulado como forte; em Hnguas cujas lirvores sintaticas ramificam-se a esquerda, 0 n6dulo de cjl mais a esquerda e rotulado como forte" (ver nota 7). o acento principal de cjl codifica informa~iio referente ao parametro de dire~ao de recursividade sintatica nas Hnguas e, como tal, deve ser preservado, dada sua importancia para a fixa~ao parametrica no processo de aquisi~ao da linguagem. Essa mesma explic~ao pode ser estendida para a nao resolu~ao de clashes nas junturas de ~. Como neste contexto 0 acento mais a esquerda em uma situa~iio de choque sera sempre acento principal de ~, a necessidade de preservar a informa~ao sintatica contida nessa proemin8ncia impede 0 movimento ou 0 apagamento desse acento. No exemplo (1) 0 acento da primeira palavra do clash e DTE de~, 0 que, dada a explica~ao acima, toma impossfvel afetli-lo atraves de apagamento ou movimento na grade para desfazer 0 choque. Em (2), diferentemente, e 0 acento da palavra mais a direita 0 DTE de cjl. Percebemos que 0 acento da primeira palavra envolvida no clash ('ter) e enfraquecido e que surge uma proeminencia na palavra funcional (ver nota 8) ('por') localizada a esquerda do contexto de clash. 0 clash em (2) e desfeito porque 0 acento afetado pelo reajuste (0 da esquerda) nio e 0 acento principal de ~. Se comparamos (2) com (3) abaixo 3) rorquenaoajnhecema VOlDOSFSIRANHOS [~<por> <que>~~<ndo>~<ro> <nhe.cent>)i] OC<a>X<vw>)I][~<.da9X <.es><lra.nhos >)I]} L L MJ'.. H M""'. I {<pi.f. kj> < n3u. 1m> <;JlE.sc>} {<a> <V:lS.do.ZJS><tl'3J1US>} observamos que tamb6m aqui 0 clash e desfeito pelo processo de enfraquecimento presente em (2). Note-se que em (3) nao hli fronteira de frase fono16gica imediatamente a direita das palavras envolvidas no choque (os acentos em clash nao sao DTE de ~). Isso sugere que para licenciar a resolu~ao de clashes a juntura envolvida precisa ser a de grupo chtico (ver nota 9) (C), ja que entre 'ter' e 'feito' em (2) e 'porque' e 'nao' em (3) a fronteira existente e a do domfnio C. Dito de outra maneira, a regra que desfaz clashes por modifica~ao na grade pode ser caracterizada como uma span rule (ver nota 10) do 648

5 domfnio ~, ou seja, como uma regra cujo domfnio de aplica~ao e delimitado pelas fronteiras de ~. A informa~ao fornecidapela fronteira de ci> serve para bloquear esta mesma regra nas junturas da frase fonol6gica (como em 1), ao marcar 0 C mais a direita de urn ~ como portador do acento principal do domfnio, que nao pode ser afetado por reajustes. A importfulcia do acento de ~ e da defini~ao da regra que desfaz clashes pode ser melhor avaliada quando consideramos exemplos como (4): (4) E PARA rodos AQUELES QUE ESTAo LONGE [I(<e»( <pa.ra> )II(<to.dos> )II(<a><que.les> )I][I(<lee» «es> <tao>)1] [I(<lon.ge> )1] M H H M L ~ I {<i> <pa.rb> <to.du.za> < ke.lis.kis> <t3'u> <IO'J.9i >} 649 Em (4) ambos os acentos em choque sao DTE de ~. Nao seria possfvel, como vimos anteriormente, mantidas as duas ~s, proceder a algum reajuste rftmico via apagamento ou movimento da proemin~ncia mais a esquerda. Mas se levarmos em conta a defini~iio de domfnio de ci>, torna-se possfvel reestruturar (ver nota 11) 'longe' e 'estao' numa mesma ~. Desse modo, ao modificarmos a rela~ao de proemin~ncia entre os acentos do choque (0 acento de 'estao' deixaria de ser DTE de ci> e os dois acentos passariam a fazer parte de uma mesma ci», poderfamos potencialmente reajustar ritmicamente a sequencia e desfazer 0 clash. Ha, inclusive, uma posi~ao fraca disponfvel (,es-') para onde 0 acento de '-tao' poderia ser movido. Porem, s6 terfamos certeza da reestrutura~ao se 0 clash fosse desfeito, 0 que nao aconteceu. Nao podemos perder de vista que, como toda boa regra p6s-lexical, a regra que desfaz clashes e de aplica~iio nao categ6rica. A manuten~iio da colisiio de acentos em (4) nao nos permite avaliar se (i) nao houve reestrutura~ao, os dois acentos sao DTE de ~ e portanto nao se pode reajustar 0 clash ou (ii) houve reestrutura~ao mas a regra (variavel) de apagamento de acento nao se aplicou. Seria interessante investigar que outros fatores mais podem estar interferindo na op~ao por se resolver os choques de acento quando esta possibilidade for licenciada pelo contexto pros6dico. Esperamos ter demonstrado pela analise dos dados apresentados que a integra~ao de informa~oes a respeito dos domfnios pros6dicos, via interferencia de fronteiras, e central para a identifica~ao dos contextos em que e licenciado 0 desfazimento de clash (opcional) e aqueles em que esse processo de ajuste rftmico e bloqueado. Acreditamos que isso pode ser uma evid~ncia de que os domfnios pros6dicos SaGurn caminho valido para uma implementa~ao da interface da fonologia com outros m6dulos da gramatica. 1. Para a defini~ao dos dom{nios, ver Nespor & Vogel (1986). 2. Nespor (1991: 244). 3. Ambas as autoras afirmam que a regra de atribui~ao de acento primlirio em PB e sensfvel ao peso silabico. Os parametros do acento de palavra em PB seriam os

6 seguintes: 0 pe blisico tern cabe~a a esquerda (e 0 troqueu moraico); a constru~lio dos pes na grade acontece da direita para a esquerda; pes degenerados slio permitidos sob certas condi~oes; a extrametricidade e fator atuante na atribui~lio de acento as proparoxftonas e a palavras que parecem fugir a regra geral (como as paroxftonas terminadas em consoante). 4. Entre as estrat6gias de resolu~lio de clash existentes, apenas tratamos dos casos de apagamentol movimento na grade metrica. Para uma descri~lio detalhada dos processos de resolu~lio de clashes, ver Haraguchi (1991). 5. A primeira linha dos exemplos corresponde ao parsing em domfnios pros6dicos de acordo com a seguinte conven~lio: () fronteira de IP, [] de cl>, IIde C, 0 de ro, <> de E e. de cr. A segunda linha traz a indica~lio dos tons em que foram realizadas as sflabas que receberam acento versus as sflabas nlio acentuadas. Na terceira linha estiio marcados os limites de IPs foneticos, delimitados por contornos entoacionais. Foi feita tambem uma parentetiza~lio em constituintes dos acentos realizados. 0 criterio utilizado atribuiu fronteiras a esquerda de cada acento forte e incluiu neste domfnio todas as sflabas fracas adjacentes a direita desta, ate a pr6xima forte. Esta "experi8ncia" e motivada por razoes do projeto sobre 0 ritmo ao qual este trabalho se integra. Uma das perguntas que se procura responder e: que estatuto se pode dar a padroes foneticos como os delimitados? As sflabas cujos acentos estlio em choque estlio em italico na linha dos domfnios. Na linha do acento fonetico, 0 contexto do clash foi indicado em negrito. 6. Devido a Strict layer Hypothesis, na forma~lio da hierarquia pros6dica, 0 domfnio C foi construfdo tanto nos casos em que havia de fato urn elemento clftico presente quanto naqueles em que nenhum clftico figurava na delimita~lio de C. Assim, muitas vezes C e construfdo como domfnio vacuo em rela~lio a parentetiza~iio que delimita ro, como em 1«cha><mar»I, por exemplo. 7. Nespor & Vogel, apud Abaurre (1996: 46). 8. Assumimos que certas palavras funcionais como 'por' e 'em' slio "acentualmente inertes", cf. Selkirk (1984). 9. Sobre 0 grupo clftico, ver a nota Ver Nespor & Vogel (1986: 15) em rela~iio as diferen~as entre uma span rule. regras de juntura e regras de limite. 11. Regra de reestrutura~lio de cl> (opcional): urn cl> nlio ramificante que e 0 primeiro complemento de X do seu lado recursivo e reestruturado no cl> que contem X. 650 RESUMO: 0 objetivo deste trabalho e discutir a relafiio entre a resolufiio de choques de acento no PB e os domfnios prosodicos. Dados sugerem que niio se pode lidar com reajustes rftmicos sem integrar a grade metrica informafoes sobre fronteiras de domfnios prosodicos.

7 ABAURRE, M.B.M. (1996) Acento frasal e processos fono16gicos e segmentais. In Letras de Hoje, 31, 2. Porto Alegre, RS: PUC/ RS. ABAURRE, M. B. M., GALVES, C. & SCARPA, E. (1995) The phonology/syntax interface: evidence from Brazilian Portuguese for top-down modeling in language acquisition. Mimeo., UNICAMP. BISOL, L. (1992) 0 acento lingiifstico e 0 pe metrico bimmo. In Cadernos de Estudos Lingii(sticos 22. Campinas, SP: leu UNICAMP. HALLE, M. & VERGNAUD,J. R(1986) An essay on stress. Cambridge, Mass.: MIT Press. HARAGUCHI,S.(1991) A theory of stress and accent. Dordrecht: Foris Publications. HAYES,B. (1991) Metrical theory: principles and case studies. Manuscript, UCLA. MASSINI-CAGLIARI,G. (1995) Cantigas de amigo: do ritmo poetico ao lingiifstico. Tese de doutorado, UNICAMP. NESPOR,M. & VOGEL,I. (1986) Prosodic phonology.dordrecht: Foris Publications. NESPOR, M. (1991) On the separation of prosodic and rhythmic phonology. In The phonology-syntax connection. Cambridge, The University of Chicago Press. SELKIRK,E. (1984) Phonology and syntax. Cambridge, Mass.: MIT Press.

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