Os domínios da Oralidade e da Gramática no ensino básico

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1 Ação de Formação Os domínios da Oralidade e da Gramática no ensino básico Fevereiro 7, 28 Março: 7 Abril: 11 Formadora Doutora Carla Gerardo 1- Modalidade: Oficina de Formação Duração: 25 horas+25 horas Créditos: 2 créditos. N.º de acreditação: CCPFC/ACC-77432/14. Público-alvo: Professores dos Grupos de Recrutamento 110 (1º CEB), 200, 210 e 220 (2º CEB) 300 e 320 (3º CEB). Organização: Centro de Formação de Associação de Escolas do Planalto Beirão Local de realização: Escola. Secundária C/3ºCiclo de Tondela; Inscrição: Até ao dia 3 de Fevereiro de 2015 em Página 1 de 7

2 1.DA AÇÃO Pretende-se realizar, entre os docentes responsáveis pelo ensino na área do Português, uma formação que promova as práticas de articulação horizontal e vertical entre os três ciclos do ensino básico. Pretende-se, de modo mais concreto, que esta formação incida particularmente sobre os domínios do ensino da gramática e da oralidade. Por um lado, no âmbito do ensino da gramática no ensino básico, o ensino do Português tem sofrido desde o início do século XXI profundas transformações, nomeadamente do domínio gramatical. As alterações introduzidas pela Terminologia linguística para os Ensinos Básico e Secundário, pelo Dicionário Terminológico, pelo Programa de Português para o Ensino Básico (PPEB) e, mais recentemente, pelas Metas Curriculares de Português (MCP) implicaram mudanças, nalguns casos profundas, e trouxeram inclusive situações de rutura entre os diferentes documentos legais. Por outro lado, o domínio da oralidade constitui, desde há largos anos, parte integrante dos programas legais, sendo considerado uma das áreas fundamentais do ensino do português. Todavia, as práticas vigentes mostram-nos que existem ainda dificuldades evidentes ao nível da implementação deste domínio e da definição de conteúdos a associar ao ensino da oralidade. A atual situação exige, do ponto de vista formativo, que os professores conheçam com o estado da arte em termos de estudos linguísticos e de compreensão/expressão oral e que estejam cientes das exigências determinadas, por um lado, pelo Programa de Português para o Ensino Básico e, por outro, pelas Metas Curriculares de Português, de modo a poderem promover práticas de sucesso, visando a articulação horizontal e vertical dos diferentes ciclos de ensino. Tendo em conta este contexto particular, a presente ação pretende, do ponto de vista do domínio gramatical, passar em revista as diferentes áreas dos estudos linguísticos, versando as evoluções que foram ocorrendo nos estudos científicos e que foram sendo introduzidas ou retiradas pelos/dos documentos legais. Será também importante que os formandos reflitam sobre a progressão prevista para o estudo dos diferentes conteúdos gramaticais, desde o 1.º ciclo ao ensino secundário. Noutro plano, pretendese associar a esta reflexão a questão da implementação didática exigida pelos diferentes planos da gramática, de modo a promover a transposição didática do conhecimento teórica para o contexto de sala de aula. No âmbito da oralidade, a ação pretende identificar as diferentes áreas de estruturação da compreensão e expressão orais, refletindo não só as exigências das Metas Curriculares do Português em articulação com o Programa de Português para o Ensino Básico como também as reais necessidades dos alunos, numa perspetiva de progressão do 1.º ao 3.º ciclo. Página 2 de 7

3 2.OBJETIVOS A ATINGIR Pretende-se que os formandos, Reflitam sobre o paradigma de estudos gramaticais e de compreensão oral e expressão oral subjacente aos diferentes documentos legais ; Analisem os conteúdos gramaticais e associados à oralidade previstos no PPEB e nas MCP; Reflitam sobre princípios teóricos associados a cada um dos domínios do conhecimento gramatical e a cada uma das áreas da oralidade; Reflitam sobre processos de transposição didática em contexto de sala de aula; Implementem no espaço da sala de aula experiências de ensino gramatical e oral; Desenvolvam práticas de articulação horizontal e vertical nos domínios do ensinoaprendizagem da gramática e da oralidade. 3.CONTEÚDOS DA AÇÃO SESSÕES PRESENCIAIS (25 HORAS) 1. Apresentação (1 h) Metodologia de trabalho Apresentação dos aspetos gerais a tratar Avaliação dos Formandos 2. Conhecimentos gramaticais nos 1.º e 2.º ciclos: perspetiva comparativa (do PPEB às Metas Curriculares de Português) (8 h) 1.º ciclo: o Morfologia (flexão casos irregulares; radicais de uso frequente; afixos de usos frequente; palavras da mesma família) o Classes de palavras o Sintaxe: tipos de frase; frase afirmativa/negativa; discurso direto; discurso indireto; pronominalização o Semântica: sinónimos e antónimos 2.º ciclo o Morfologia o Classes de palavras Página 3 de 7

4 o Sintaxe o Semântica 3.º ciclo o Fonética e fonologia o Morfologia o Classes de Palavras o Sintaxe o Semântica 3. A gramática do texto nos domínios da leitura e da escrita nas Metas Curriculares de Português (1h) 4. Criação de instrumentos de implementação da gramática em contexto didático (1 h) Produção de materiais Reflexão conjunta Acompanhamento teórico-prático 5. Conteúdos do ensino-aprendizagem da oralidade no ensino básico: perspetiva comparativa PPEB e Metas Curriculares do Português (2 h) 6. A Oralidade em contexto escolar (1 h) oral espontâneo oral refletido tradição de ensino-aprendizagem do oral atividades de desenvolvimento da expressão oral atividades de desenvolvimento da compreensão oral 7. Observação / Reflexão a partir de casos práticos ( 5 h) Âmbito macroestrutural: o a importância da planificação o tipologias textuais o elementos a introduzir numa planificação Âmbito microtextura o domínios de intervenção o conteúdos de funcionamento da língua a privilegiar 8. Criação de instrumentos de implementação da gramática e da oralidade em contexto didático (2 h) Produção de materiais Página 4 de 7

5 Reflexão conjunta Acompanhamento teórico-prático 9. Apresentação dos trabalhos (4 h) apresentação dos trabalhos discussão apreciação geral SESSÕES NÃO PRESENCIAIS (25 HORAS) Pretende-se que exista sempre uma articulação entre as sessões presenciais e as sessões não presenciais. O trabalho não presencial terá como finalidade, inicialmente, um diagnóstico dos saberes dos alunos relativamente às diferentes componentes da oralidade ou ao conhecimento de um item gramatical. Após esta fase inicial, pretende-se que, em função dos resultados obtidos, os formandos implementem estratégias / atividades de promoção do desenvolvimento do domínio da gramatica ou do domínio da oralidade. Para tal, deverão produzir materiais que contemplem o tratamento de conteúdos declarativos. No final do tratamento de cada domínio será dedicado um espaço de tempo para a produção e reflexão em torno da produção de materiais e para a superação de eventuais dúvidas. A questão da articulação das abordagens interciclos será um dos aspetos privilegiados. 5. METODOLOGIAS DE REALIZAÇÃO DA AÇÃO Dado que esta proposta de oficina tem como base uma revisão/atualização dos conhecimentos / metodologias dos professores no domínio do ensino-aprendizagem da competência da oralidade e da gramática, a metodologia a seguir será a de investigação - reflexão - ação. Pretende-se que os professores dos diferentes ciclos de ensino revejam os programas de Português do ensino Básico e a Metas Curriculares do Português à luz dos conteúdos e, se pertinente, dos descritores de desempenho associados aos domínios da oralidade e da gramática. Num momento seguinte, pretende-se que a reflexão em torno dos aspetos relacionados com os domínios tratados conduza os docentes à seleção de conteúdos a abordar e de estratégias a implementar. As propostas e os materiais serão discutidos em grupo e serão feitas as necessárias alterações e adequações, para um melhor aproveitamento das suas potencialidades. Os formandos passarão, de seguida, a uma fase em que, em contexto letivo, nas suas turmas aplicarão os materiais/planificações produzidos. Página 5 de 7

6 A fase final da oficina de formação passará por uma apresentação dos materiais e dos seus resultados em sala de aula. Em plenário, ajuizar-se-á a adequação dos conteúdos selecionados e dos materiais criados (tanto ao conteúdo selecionado como ao nível etário dos alunos) e, ainda, a sua funcionalidade como resposta às necessidades identificadas no início da ação. 6. REGIME DE AVALIAÇÃO DOS FORMANDOS Obrigatoriedade de frequência de 2/3 das horas presenciais. A avaliação do desempenho dos formandos terá em conta os seguintes parâmetros: Participação nas sessões (20%); Produção de trabalhos e / ou de materiais didáticos (40%) Apresentação dos resultados da implementação didática/reflexão crítica oral (20%) Qualidade da reflexão crítica final (20%). Os formandos serão avaliados numa escala de 1 a 10. Tem em conta o referencial de avaliação previsto no nº 2 do artigo 46º do Estatuto da Carreira Docente, aprovado pelo Decreto-Lei nº 75/2010, de 23 de Junho, alterado pelo Dec. Lei n.º 41/2012, de 21 de fevereiro de 2012: Excelente de 9 a 10 valores; Muito Bom de 8 a 8,9 valores; Bom de 6,5 a 7,9 valores; Regular de 5,0 a 6,4 valores; Insuficiente de 1,0 a 4,9 valores 7. CRONOGRAMA A ação terá o seguinte cronograma: Mês Dias Horário Nº de Horas Fevereiro 7, / Março / Abril Total de horas 25 Página 6 de 7

7 8. CRITÉRIOS DE SELEÇÃO Será tido em consideração: Professores dos Grupos de Recrutamento 110 (1º CEB), 200, 210 e 220 (2º CEB) 300 e 320 (3º CEB) em exercício de funções nas escolas associadas do CFAE-PB; Professores dos Grupos de Recrutamento 110 (1º CEB), 200, 210 e 220 (2º CEB) 300 e 320 (3º CEB) em exercício de funções noutras escolas; Ordem de inscrição. 9. INSCRIÇÕES O original da ficha de inscrição tem de ser entregue ou enviada para o CFAE do Planalto Beirão até ao dia 3 de Fevereiro de Os interessados na participação da ação, entram na página do Centro de Formação de Associação de Escolas do Planalto Beirão ( No homepage, na divulgação desta ação, clicam no Inscreva-se já. Vai abrir um formulário de inscrição, onde terá que preencher todos os campos do formulário e por fim clica no botão Imprimir. A impressão obtida tem de ser confirmada pelos Serviços de Administração Escolar da respetiva Escola, assinada pelo Diretor e carimbada. Página 7 de 7

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