PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS Departamento de Ciências Jurídicas ALUNO: JACÓ CARLOS SILVA COELHO PROFESSOR: ARI FERREIRA DE QUEIROZ

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1 1 PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS Departamento de Ciências Jurídicas ALUNO: JACÓ CARLOS SILVA COELHO PROFESSOR: ARI FERREIRA DE QUEIROZ A FIGURA DO AMICUS CURIAE NO PROCESSO OBJETIVO DO CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE Artigo apresentado como avaliação da Disciplina Tutela Constitucional dos Direitos Fundamentais, Mestrado em Direito, Relações Internacionais e Desenvolvimento, sob a orientação do professor Ari Ferreira de Queiroz. GOIÂNIA 2010

2 2 RESUMO RESUMO: O processo de controle da constitucionalidade é tipicamente objetivo, cuja estruturação foi paulatinamente construída pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. O processo objetivo, conforme entendimento do STF, visa a visa a defesa da Constituição e a manutenção da ordem pública constitucional, o que denota a inexistência de interesses subjetivos deduzidos na lide e a ausência de partes propriamente ditas. Como conseqüência do caráter objetivo o legislador restringiu a legitimidade ativa ao rol dos entes indicados no artigo 103 da Constituição Federal, atribuindo eficácia erga omnes às decisões proferidas no exercício do controle concentrado da constitucionalidade. Inobstante a Constituição Federal de 1988 tenha ampliado o rol dos legitimados ativos para o controle concentrado da constitucionalidade, a doutrina afirma que o rol restrito e a eficácia erga omnes acabam gerando um déficit de legitimação das decisões do STF, proferidas em sede de controle abstrato. Destarte, visando a superação desse déficit com a conseqüente legitimação das decisões do Supremo, houve flexibilização visando o crescente alargamento da participação do amicus curiae nos processos objetivando o controle abstrato da constitucionalidade.

3 3 PALAVRAS-CHAVE PALAVRAS-CHAVE: controle. Concentrado. Abstrato. Constitucionalidade. Amicus. Curiae.

4 4 SUMÁRIO 1 CONCEITO... 2 ORIGEM E EVOLUÇÃO NO DIREITO BRASILEIRO... 3 NATUREZA JURÍDICA... 4 OBJETO HIPÓTESES DE CABIMENTO AÇÃO DIRETA DE INSCONSTITUCIONALIDADE AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE ARGÜIAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL... 5 COMPETÊNCIA... 6 LEGITIMIDADE ATIVA... 7 REQUISITOS... 8 PROCEDIMENTO... 9 LIMITES DE ATUAÇÃO...

5 5 INTRODUÇÃO O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição Federal, sendo sua atribuição zerar pelo cumprimento da mesma, inclusive quanto à sua interpretação, que deve ser a mesma em todo o território nacional. A constituição de um país é a base ou fundamento sobre o qual é edificado todo o ordenamento jurídico, que com ela deve ser compatível, sendo que eventual colisão da norma infraconstitucional com as normas constitucionais tem como conseqüência a perda de vigência da normal inferior. Destarte, quando uma lei entra em vigor, é mister que se faça a análise da mesma visando verificar se suas normas são compatíveis com a Constituição Federal, sendo que na hipótese negativa nascerá a necessidade de que a mesma seja declarada inconstitucional, para que perca a sua validade em todo o território nacional. A situação poderá ser a inversa, quando em tese há dúvida sobre a constitucionalidade de uma lei, deixando as pessoas incertas quanto ao cumprimento da norma, havendo a necessidade de que sua constitucionalidade seja declarada. A Constituição Federal, sem seu artigo 103, restringiu o rol dos entes legitimados a propor ações visando o controle concentrado abstrato da constitucionalidade, o que gerou uma sensação de ausência de legitimação para as decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal. A importância da legitimação das decisões do STF, especialmente no controle concentrado abstrato da constitucionalidade, é ainda maior por causa da eficácia erga omnes, pois que embora não participe diretamente no processo que declara a norma constitucional ou inconstitucional, é fato que a população em geral sofrerá os reflexos desta decisão.

6 6 O artigo 7º, caput, da Lei 9.868/99, veda expressamente a intervenção de terceiros, assim como o RISTF, tornando as partes do processo exclusamente aquelas previstas em lei. Talvez por isto tenha sido possível o abrandamento da regra do caput do artigo 7º da Lei 9.868/99, importando-se do direito norte-americano o instituto do amicus curiae, ou amigo da corte. Através deste instituto buscou introduzir no processo de controle concentrado de constitucionalidade entes com representatividade, que poderão prestar informações importantes para o esclarecimento adequado da Corte Suprema, o que democratiza e dá legitimação às decisões do STF.

7 7 A FIGURA DO AMICUS CURIAE NO PROCESSO OBJETIVO DO CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE 1 CONCEITO que: A professora Damares Medina 1, Mestre em Direito Constitucional, ensina Um dos mais formais instrumentos de abertura da jurisdição constitucional é o amicus curiae, um terceiro que intervém no processo de tomada de decisão judicial para oferecer à Corte informações a partir de sua perspectiva singular acerca da questão controvertida, bem como novas alternativas interpretativas. O instrumento é utilizado por pessoas jurídicas e pessoas físicas que oferecem memoriais com três tipos de informação: reforço a argumentações jurídicas já presentes no processo; elementos técnicos não legais ou dados sobre de fatos e prognoses; e indícios acerca das preferências políticas do grupo de interesses que representam. ensina: O doutrinador Alexandre de Moraes 2, em nota introdutória ao tema, Essa inovação passou a consagrar, no controle abstrato da constitucionalidade brasileira, a figura do amicus curiae, ou amigo da Corte, cuja função primordial é juntar aos autos parecer ou informações com o intuito de trazer à colação considerações importantes sobre a matéria a ser discutida pelo Tribunal, bem como acerca dos reflexos de eventual decisão sobre a inconstitucionalidade da espécie normativa impugnada. 2 ORIGEM E EVOLUÇÃO NO DIREITO BRASILEIRO O advogado Rodrigo Murad do Prado 3, em artigo publicado no site Jus Navigandi, discorrendo sobre a origem do instituto, afirma que: 1 Medina, Damares. Reequilibrando o jogo. In artigo no site Jus Navigandi, set./2009. In 2 Moraes, Alexandre de. Direito Constitucional. 19 ed. p São Paulo: Editora Atlas S/A., 2006.

8 8 Oriundo do direito norte-americano, o "Amicus Curiae" (amigo da corte) é um instituto de matriz democrática, uma vez que permite que terceiros passem a integrar a demanda, para discutir objetivamente teses jurídicas que vão afetar a sociedade como um todo, incluindo-se, dessa forma, quando admitidos, nos limites subjetivos da coisa julgada. No Brasil o instituto foi inserido pelo artigo 31, da Lei 6.385/76, que trata da Comissão de Valores Mobiliários: Nos processos judiciais que tenham por objetivo matéria incluída na competência da Comissão de Valores Mobiliários, será esta sempre intimada para, querendo, oferecer ou prestar esclarecimentos, no prazo de 15 (quinze) dias a contar da intimação. 1º - A intimação far-se-á, logo após a contestação, por mandado ou por carta com aviso de recebimento, conforme a Comissão tenha, ou não, sede ou representação na comarca em que tenha sido proposta a ação. 2º - Se a Comissão oferecer parecer ou prestar esclarecimentos, será intimada de todos os atos processuais subseqüentes pelo jornal oficial que publica expediente forense ou por carta com aviso de recebimento, nos termos do parágrafo anterior. 3º - À Comissão é atribuída legitimidade para interpor recursos, quando as partes não o fizerem. 4º - O prazo para os efeitos do parágrafo anterior começará a correr, independentemente de nova intimação, no dia imediato àquele em que findar o das partes. Destarte, cabe à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em processos judiciais de caráter individual, nos quais devem ser apreciadas questões envolvendo de direito empresarial sujeitas, no âmbito administrativo, à sua competência fiscalizadora, intervir como Amicus Curiae. O artigo 89 da Lei 8.884/94, que transformou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) em Autarquia Federal, autoriza o CADE a intervir no feito na qualidade de assistente ( Amicus Curiae): Art. 89 Nos processos 3 Prado, Rodrigo Murad do. O amicus curiae no Direito Processual Brasileiro. In artigo no site Jus Navigandi, mar./2005. In

9 9 judiciais em que se discuta a aplicação desta Lei, o CADE deverá ser intimado para, querendo, intervir no feito na qualidade de assistente. O 2º do artigo 7º da Lei 9.868/99, permite que o Relator, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes, por despacho irrecorrível, admita, a manifestação de outros órgãos ou entidades ( amicus curiea), em Ação Direta de Inconstitucionalidade e em Ação Declaratória de Constitucionalidade. A Lei 9.882/99, que regulamenta o procedimento para Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), em seu art. 6º, 1º, igualmente autoriza a participação do amicus curiae: 1º - Se entender necessário, poderá o relator ouvir as partes nos processos que ensejaram a argüição, requisitar informações adicionais, designar perito ou comissão de peritos para que emita parecer sobre a questão, ou, ainda, fixar data para declarações, em audiência, de pessoas com experiência e autoridade na matéria. O Código de Processo Civil, no art º, prevê a intervenção do Amicus Curiae para defender interesse institucional, no incidente de inconstitucionalidade. E, finalmente, a Lei /2001 admite a figura do amicus curiae em hipótese de pedido de uniformização de jurisprudência em Turmas do Juizado Especial Federal. Veja o entendimento de Rodrigo Murad do Prado 4 : Na Lei /01, que dispõe sobre os Juizados Especiais no âmbito da Justiça comum Federal, admite o Amicus Curiae na seguinte hipótese: quando há recurso dirigido para a Turma Recursal e, no transcorrer do trâmite recursal houver PEDIDO DE UNIFORMIZAÇÃO no caso de haver divergência entre as turmas, o pedido, que se assemelha aos embargos de divergência, é dirigido à Reunião Conjunta das Turmas em Conflito 4 Prado, Rodrigo Murad do. O amicus curiae no Direito Processual Brasileiro. In artigo no site Jus Navigandi, mar./2005. In

10 10 que dirimirá tal questão. Se o conflito cingir-se entre turmas de diferentes regiões da Justiça comum Federal, o pedido será decidido por membros de turmas diversas das quais há divergência e será presidida pelo Organizador da Justiça Federal (Turma de Uniformização Nacional). Neste incidente, poderá o Presidente solicitar a participação do "amigo da corte". 3 NATUREZA JURÍDICA Segundo Rodrigo Murad do Prado 5, Feitas estas considerações, podemos concluir que, a natureza jurídica do "Amicus Curiae" não se enquadra em uma típica intervenção de terceiros, pois, em certa dose, atua como um sujeito desinteressado na decisão final do processo. E o mesmo autor, faz as seguintes citações, sem dúvida relevantes, para chegar-se à conclusão sobre a natureza jurídica do instituto: O Professor Fredie Souza Didier Júnior entende que a figura do "Amicus Curiae" nada mais é do que um perito em matéria de direito, ou seja, um auxiliar do juízo. Para o Professor Guilherme Penha de Morais, o "Amicus Curiae", mais particularmente na ADIN (Ação Direita de Inconstitucionalidade) e na ADECON (Ação Declaratória de Constituci onalidade), não é modalidade de intervenção de terceiros, pelo disposto no "caput" do art. 7º da Lei que regulamenta tais ações. Para ele, seria uma forma de PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE NA JURISDIÇÃO CONSTITUCIONAL. O Supremo Tribunal Federal considera o "Amicus Curiae" como apto a democratizar a discussão sobre relevante matéria constitucional, pois visa ampliar o debate das questões suscitadas. A maioria da doutrina diz ser uma nova modalidade de intervenção de terceiros, sustentando isso os autores (o Mini stro Milton Luis Pereira do Superior Tribunal de Justiça e o professor Lênio Luís Streck). 5 Prado, Rodrigo Murad do. O amicus curiae no Direito Processual Brasileiro. In artigo no site Jus Navigandi, mar./2005. In

11 11 Parece-nos mais acertada a doutrina que entende tratar-se de uma modalidade especial de intervenção de terceiros, na qual o terceiro intervém em processo alheio na busca de preservar o interesse da coletividade. 4 OBJETO HIPÓTESES DE CABIMENTO Pedro Lenza 6 lembra que o instituto do amicus curiae se consolidou no julgamento da ADI n MC/SC, de , por previsão do 2º do artigo 7º da Lei 9.868/99, mas que o mesmo instituto também é admitido na ADC Ação Declaratória de Constitucionalidade e na ADPF Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental. Tem cabimento ainda nas hipóteses do artigo 31 da Lei 6.385/ processos de interesse da CVM Comissão de Valores Mobiliários; do artigo 89 da Lei 8.884/1994 processos de interesse do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE); do artigo 482, 3º do CPC controle difuso da constitucionalidade; e do artigo 14, 7º da Lei /2001 hipóteses de pedido de uniformização de jurisprudência perante Turmas Julgadoras dos Juizados Especiais Federais. Considerando o objetivo deste trabalho, de analisar as hipóteses de cabimento do amicus curiae no controle concentrado da constitucionalidade, analisamos o instituto na ADI, na ADC e na ADPF. 4.1 AÇÃO DIRETA DE INSCONSTITUCIONALIDADE Inicialmente não cabe a intervenção de terceiro em processo de controle normativo abstrato, pois o processo de fiscalização normativa abstrata qualificase como processo de caráter objetivo. Este o entendimento do Min. Celso de Mello, expresso no julgamento da ADI MC/SC, DJ de A proibição vem expressa no caput do artigo 7º da Lei 9.868/1999: 6 Lenza, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 10 ed. p São Paulo: Editora Método, 2006.

12 12 Art. 7 o Não se admitirá intervenção de terceiros no processo de ação direta de inconstitucionalidade. 1 o (VETADO) O Regimento Interno do STF, art. 169, 2, também veda a intervenção de terceiros nas ações diretas de inconstitucionalidade. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que não cabe a intervenção de terceiros em processo objetivo de fiscalização abstrata de constitucionalidade (RTJ 170/801, Rel. Min. Celso de Mello; RDA 155/155, Rel. Min. Soares Muñoz; RDA 157/266, Rel. Min. Néri da Silveira; ADI 575-RJ (AgRg), Rel. Min. Celso de Mello. O Min. Celso de Mello, em seu voto proferido no julgamento da ADIN 2130-MC/SC, afirma: A razão de ser dessa vedação legal adverte o magistério da doutrina (OSVALDO LUIZ PALU, Controle de Constitucionalidade, p. 216/217, 1999, RT; ZENO VELOSO, Controle Jurisdicional de Constitucionalidade, p. 88, item n. 96, 1999, Cejup; ALEXANDRE DE MORAES, Direito Constitucional, p. 571, 6ª ed., 1999, Atlas, v.g.) repousa na circunstância de o processo de fiscalização normativa abstrata qualificarse como processo de caráter objetivo (RTJ 113/22 RTJ 131/1001 RTJ 136/467 RTJ 164/ ). Todavia o 2º do mesmo artigo admite a participação no processo de outros órgãos ou entidades, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes, através de despacho irrecorrível do relator: 2 o O relator, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes, poderá, por despacho irrecorrível, admitir, observado o prazo fixado no parágrafo anterior, a manifestação de outros órgãos ou entidades. O Min. Celso de Melo, em seu voto proferido em sede de Agravo Regimental interposto pelo Estado de Santa Catarina, discorre sobre a impossibilidade da intervenção de terceiros em processo que objetiva o controle

13 13 concentrado da constitucionalidade, bem como sobre a figura do amicus curiae, que pedimos venia para transcrever, por se tratar não apenas do voto acolhido pelo Supremo Tribunal Federal, mas também aquele que consagrou o cabimento deste instituto: Cabe registrar, desde logo, que se legitimam, como sujeitos processuais, em sede de fiscalização concentrada de constitucionalidade, apenas (a) aqueles previstos no rol taxativo constante do artigo 103 da Constituição, (b) os órgãos estatais de que emanou a lei ou ato normativo impugnado, (c) o Advogado -Geral da União e (d) o Procurador Geral da República, vedada a intervenção e terceiros (Lei nº 9.868/1999, art. 7º, caput), embora autorizada, excepcionalmente, a participação do amicus curiae (Lei 9.868/1999, art. 7º, 2º).... É certo não obstante as considerações que venho a fazer que a regra inovadora constante do art. 7º, 2º, da Lei 9.868/99 abrandou, em caráter excepcional, o sentido absoluto da vedação pertinente à intervenção de terceiros, passando, agora, a permitir o ingresso de entidades dotadas de representatividade adequada no processo de controle abstrato de constitucionalidade, sem conferir-lhes, no entanto, todos os poderes processuais, inerentes aos sujeitos que ordinariamente possuem legitimação para atuar em sede jurisdicional concentrada.... No estatuto que rege o sistema de controle normativo abstrato de constitucionalidade, o ordenamento positivo brasileiro processualizou, na regra inscrita no art. 70, 2, da Lei n 9.868/99, a figura do amicus curiae, permitindo, em conseqüência, que terceiros, investidos de representatividade adequada, sejam admitidos na relação processual, para efeito de manifestação sobre a questão de direito subjacente à própria controvérsia constitucional. A regra inscrita no art. 70, 2 da Lei n 9.868/99 - que contém a base normativa legitimadora da intervenção processual do amicus curiae - tem por objetivo pluralizar o debate constitucional, permitindo que o Supremo Tribunal Federal venha a dispor de todos os elementos informativos possíveis e necessários à resolução da controvérsia.

14 AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE Pedro Lenza 7, analisando o cabimento do instituto do amicus curiae na Ação Declaratória de Constitucionalidade - ADC informa que igual norma à do 2º do artigo 7º da Lei 9.868/99, veio repetida no 2º do artigo 18 da mesma Lei, mas este foi vetado pelo Presidente da República. Numa analisa superficial, poderia até concluir-se que não se admitiria a figura do amicus curiae na ADC. Todavia, o mesmo Autor, com fundamento na jurisprudência do STF e na mensagem n. 1674/99, constante do vedo presidencial, conclui de forma oposta, conforme abaixo: Como poderes demonstrar melhor no item (Efeitos da decisão), ADI e ADC são ações dúplices ou ambivalentes, ou seja, são ações com sinais trocados, já que a procedência de uma implica na improcedência da outra. Essa tendência vinha sendo percebida na jurisprudência do STF (RclAgR- QO n Inf. STF n. 289), estando praticamente consolidada na Reforma do Judiciário, EC n. 45/2004. Isso porque os legitimados para as ações e os efeitos da decisão passaram a ser os mesmos. A única diferença ainda existente está no objeto da ADC que continua sendo exclusivamente a lei federal (diferentemente da ADI que tem por objeto tanto a lei federal como a estadual e a distrital de natureza estadual). Cabe alertar, contudo, que, na PEC Paralela do Judiciário (PEC n. 29-A/2000-SF e 385/2005-CD), o objetivo da ADC passa a ser, também, além da lei federal a estadual e a distrital de natureza estadual, fechando, em definitivo, essa situação de ambivalência. Resta aguardar a sua aprovação! Diante do exposto, entendemos perfeitamente ser possível a aplicação, por analogia, da regra que admite o amicus curiae na ADI (art. 7º, 2º, da Lei 9.868/1999) para a ADC. Portanto, admissível, com as ressalvas já apresentadas, a figura do amicus curiae na ação declaratória de constitucionalidade. Neste sentido, o próprio Presidente da República já havia se posicionado nas razões do vedo do art. 18, 2º (Mensagem n /99): o veto ao 7 Lenza, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 10 ed. p São Paulo: Editora Método, 2006.

15 15 2º constitui conseqüência do vedo ao 1º. Resta assegurada, todavia, a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal, por meio de interpretação sistemática, admitir no processo da ação declaratória a abertura processual prevista para ação direta no 2º do artigo 7º. (grifos do original) Portanto, por interpretação analógica da regra do 2º do artigo 7º da Lei 9.868/1999, que admite o amicus curiae na Ação Direta de Inconstitucionalidade, temos que é admissível essa figura na Ação Declaratória de Constitucionalidade. 4.3 ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL O 2º do artigo 6º da Lei 9.882/1999 determina: Art. 6 o Apreciado o pedido de liminar, o relator solicitará as informações às autoridades responsáveis pela prática do ato questionado, no prazo de dez dias. 1 o Se entender necessário, poderá o relator ouvir as partes nos processos que ensejaram a argüição, requisitar informações adicionais, designar perito ou comissão de peritos para que emita parecer sobre a questão, ou ainda, fixar data para declarações, em audiência pública, de pessoas com experiência e autoridade na matéria. 2 o Poderão ser autorizadas, a critério do relator, sustentação oral e juntada de memoriais, por requerimento dos interessados no processo. Pedro Lenza 8 ensina que... com as ressalvas já expostas, excepcionalmente e desde que configuradas as hipóteses de cabimento, admitida será a presença do amicus curiae na ADPF. O Min. Marco Aurélio, na ADPF nº 46/DF, embora indeferindo no caso concreto a intervenção do amicus curiae, admitiu a hipótese de cabimento deste instituto, porém em caráter de exceção à regra geral de não admissibilidade de intervenção de terceiros: 8 Lenza, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 10 ed. p São Paulo: Editora Método, 2006

16 Eis as informações prestadas pelo Gabinete: A Federação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Correios e Telégrafos e Similares - FENTECT requer seja admitida, como amicus curiae, na argüição de descumprimento de preceito fundamental acima citada. Apresenta documentos. 2. É possível a aplicação, por analogia, ao processo revelador de argüição de descumprimento de preceito fundamental, da Lei nº 9.868/99, no que disciplina a intervenção de terceiro. Observe-se, no entanto, que a participação encerra exceção, consoante dispõe o artigo 7º da referida lei, do seguinte teor: Art. 7º Não se admitirá intervenção de terceiros no processo de ação direta de inconstitucionalidade. 1º (vetado). 2º O relator, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes, poderá, por despacho irrecorrível, admitir, observado o prazo fixado no parágrafo anterior, a manifestação de outros órgãos ou entidades. Está-se diante de argüição de descumprimento de preceito fundamental a envolver, em si, não os prestadores de serviços quer da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT, quer das demais empresas que são representadas pela argüente. 3. Indefiro o pedido formulado. Devolva-se a peça à Federação requerente. (grifo nosso) Destarte, também por interpretação analógica do 2º do artigo 7º da Lei 9.868/99, é possível admitir-se o amicus curiae no processo de Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental, todavia de foram excepcional. 5 COMPETÊNCIA Nos termos do 2º do artigo 7º da Lei 9.868/1999, a competência para apreciar, deferir ou indeferir o ingresso do amicus curiae no processo é do relator, que verificará o preenchimento dos requisitos e a conveniência e oportunidade da manifestação: 2 o O relator, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes, poderá, por despacho irrecorrível, admitir, observado o prazo fixado no parágrafo anterior, a manifestação de outros órgãos ou entidades. (grifo nosso).

17 17 O despacho do Relator, embora fundamentado, é simples, conforme se pode ver da decisão proferida nos autos da ADI 2238 MC/DF:... A Associação Paulista dos Magistrados - APAMAGIS requer, com base no art. 7.º, 2.º, da Lei n.º 9.868/99, seja admitida sua manifestação, na qualidade de amicus curiae, nesta ADI 2.238, que tem como objeto a Lei Complementar n.º 101/2000. A representatividade da associação postulante é inconteste, sendo entidade voltada aos interesses dos magistrados paulistas e que, conforme estabelecido em seus estatutos, colabora com a direção do Poder Judiciário do Estado de São Paulo. Por outro lado, é patente a excepcional relevância da matéria tratada nos autos, em especial no que toca ao art. 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que fixa os limites de gasto com pessoal para cada um dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Tais circunstâncias, portanto, permitem a extraordinária aplicação da regra do mencionado 2.º do art. 7.º da Lei n.º 9.868/99, com a conseqüente manifestação de órgãos e entidades alheias ao processo de controle abstrato de constitucionalidade. Isto posto, defiro o pedido formalizado pela APAMAGIS, determinando sua inclusão, como interessada, na autuação do presente feito. (grifo nosso) Todavia, embora deferido pelo Relator, o Tribunal poderá não referendar a admissão do amicus curiae, determinando o seu afastamento do processo. Veja a este respeito decisão proferida nos autos da ADI 2238 MC/DF, na qual o STF,... preliminarmente, por maioria, deixou de referendar a admissibilidade, no processo, da Associação Paulista dos Magistrados, vencidos os Senhores Ministros Ilmar Galvão, Relator, Carlos Velloso e Sepúlveda Pertence LEGITIMIDADE ATIVA A professora Damares Medina 9 ensina: Um dos mais formais instrumentos de abertura da jurisdição constitucional é o amicus curiae, um terceiro que intervém no processo de tomada de decisão judicial para oferecer à Corte 9 Medina, Damares. Reequilibrando o jogo. In artigo no site Jus Navigandi, set./2009. In

18 18 informações a partir de sua perspectiva singular acerca da questão controvertida, bem como novas alternativas interpretativas. O instrumento é utilizado por pessoas jurídicas e pessoas físicas que oferecem memoriais com três tipos de informação: reforço a argumentações jurídicas já presentes no processo; elementos técnicos não legais ou dados sobre de fatos e prognoses; e indícios acerca das preferências políticas do grupo de interesses que representam. Segundo o 2º do artigo 7º da Lei 9.868/1999, o relator, considerando a relevância e a representatividade dos postulantes, poderá admitir a manifestação de outros órgãos ou entidades. A legitimidade ativa será apurada em cada caso concreto, levando-se em consideração a representatividade do postulante, sem qual não será admitido a postular na qualidade de amicus curiae. A professora Damares Medina 10, esmiuçando a questão da legitimidade ativa para ingressar como amicus curiae, assevera: O processo objetivo, na dicção que foi a ele conferida pelo Supremo Tribunal Federal (2), denota-se pelo seu escopo de defesa da Constituição e de manutenção da ordem constitucional, o que pressupõe a inexistência de interesses subjetivos deduzidos à lide e a ausência de partes propriamente ditas. Associadas a esse caráter objetivo está a legitimação restrita aos entes indicados no rol do art. 103 da Constituição Federal e a eficácia erga omnes das decisões proferidas no exercício do controle concentrado de constitucionalidade. A rigor, o controle de constitucionalidade da lei em tese mais se aproxima de um controle político, que de uma prestação jurisdicional pura e simples (3). De fato, a Constituição de 1988 ampliou o rol dos entes legitimados para o desencadeamento do controle concentrado de constitucionalidade. Contudo, o acesso limitado à jurisdição constitucional (o que restringe o debate constitucional às manifestações dos proponentes e demais partes 10 Medina, Damares. Reequilibrando o jogo. In artigo no site Jus Navigandi, set./2009. In

19 19 constitucionalmente autorizadas), somado à eficácia erga omnes das decisões proferidas, acaba por gerar um déficit de legitimação das decisões do Supremo Tribunal Federal, proferidas em sede de controle abstrato. A necessidade de superação desse déficit contribui para o crescente alargamento da participação dos amicus curiae na via abstrata de controle da constitucionalidade. Observe-se o que Edgar Silveira Bueno Filho colaciona a respeito: "(...) E, havendo dúvida sobre a constitucionalidade, é necessária, para garantir a segurança jurídica e a coerência do sistema, a solução do conflito. Se determinado ato normativo provoca dúvidas quanto a esse importante aspecto de sua validade, a ponto de justificar a movimentação das pessoas constitucionalmente designadas para exercer o processo de controle, nada melhor do que esmiuçá-lo, de forma exaustiva, de modo a se obter uma decisão mais segura e completa possível. Destarte, a legitimação é restrita aos entes indicados no rol do art. 103 da Constituição Federal, os quais deverão demonstrar a sua representatividade e a relevância da matéria, sem os quais não serão admitidos a postular na qualidade de amicus curiae. O Min. Celso de Mello, em seu voto proferido na ADI n MC/SC, discorre sobre o indeferimento do próprio Conselho Federal da OAB, que embora tenha legitimidade para propor a ADI, não a tinha para atuar no caso concreto: Note-se, finalmente, que, em data recente (23/8/2001), o Plenário do Supremo Tribunal Federal vedou o ingresso do próprio Conselho Federal da O.A.B., em processo de controle normativo abstrato normativo, instaurado por iniciativa do Procurador-Geral da República, em face do Presidente da República e do Congresso Nacional, por entender que essa instituição - não obstante revestida de legitimidade para propor a pertinente ação direta de inconstitucionalidade - não poderia, em sendo estranha à causa, nela intervir como terceiro, razão pela qual sequer conheceu dos embargos de declaração que aquele Conselho Federal opusera.

20 20 7 REQUISITOS Pedro Lenza 11 destaca a existência de dois requisitos, quais sejam a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes. 8 PROCEDIMENTO O procedimento para ingresso como amicus curiae é simples, cabendo ao interessado protocolar petição requerendo seu ingresso nos autos, dirigida ao Relator do processo, demonstrando a relevância da matéria e a representatividade do postulante. Juntada a petição, os autos serão conclusos ao relator, para apreciar o requerimento do postulante, podendo deferir ou indeferir, decisão da qual não cabe recurso, segundo o que determina o 2º do artigo 7º da Lei 9.868/99. Pedro Lenza 12, discorrendo sobre o prazo para admissão do amicus curiae, ensina:... A previsão era do 1º do art. 7º da Lei n /1999 (prazo das informações), que, no entanto, foi vetado. Nas razões do veto, o Presidente da República observa que... eventual dúvida poderá ser superada com a utilização do prazo das informações previsto no parágrafo único do art. 6º (Mensagem 1.674/99). Trata-se do prazo de 30 dias contado do recebimento do pedido de informações aos órgãos ou às autoridades das quais emanou a lei ou o ato normativo impugnado (nesse sentido, cf. ADI 1104). Entendemos, contudo, que dada a natureza e finalidade do amicus curiae esse prazo poderá ser flexibilizado pelo Relator que terá a discricionariedade para aceitar ou não a sua presença no processo objetivo, mesmo que após o decurso do aludido prazo, ou, até mesmo, somente para a apresentação de sustentação oral, como se verificou na ADPF 46/DF (Rel. Min. Marco Aurélio, DJ ). O objetivo do instituto do amicus curiae é auxiliar a instrução processual. Portanto, entendemos como possível a sua admissão no processo até o início do julgamento. 11 Lenza, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 10 ed. p São Paulo: Editora Método, Lenza, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 10 ed. p São Paulo: Editora Método, 2006

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