DIREITO ADMINISTRATIVO

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1 DIREITO ADMINISTRATIVO 1. Em relação ao princípio da legalidade administrativa, assinale a opção correta. (A)Enquanto na administração particular é lícito fazer tudo o que a lei não proíbe, na administração pública só é permitido ao agente fazer o que a lei autoriza. (B)A legalidade administrativa é princípio constitucional implícito e decorre da necessidade de observância da moralidade administrativa nas relações de Estado. (C)O administrador público pode criar seus próprios limites, mediante norma regulamentar editada no âmbito da competência do órgão. (D)Somente lei pode extinguir cargo público, quando este estiver vago. A: correta; o princípio da legalidade para o particular está no art. 5º, II, da CF, ao passo que o da legalidade para a Administração, no art. 37, caput, da CF; B: incorreta, pois a legalidade é princípio expresso (art. 37, caput, da CF); C: incorreta, pois quem cria os limites do administrador público é a lei, e não ele; D: incorreta, pois o decreto também pode extinguir cargos públicos vagos (art. 84, VI, b, da CF). o "A 2. A obrigação atribuída ao Poder Público de manter uma posição neutra em relação aos administrados, não podendo atuar com objetivo de prejudicar ou favorecer determinadas pessoas, decorre do princípio da (A)moralidade. (B)impessoalidade. (C)legalidade. (D)motivação. Trata-se de uma das três facetas do princípio da impessoalidade: a) tratamento igualitário às pessoas; b) vedação à autopromoção; c) respeito à finalidade dos atos administrativos). o "B" 3. Com relação aos poderes administrativos, correlacione as colunas a seguir. 1(1)Poder vinculado ( É o mecanismo de que dispõe a Administração Pública para conter abusos do direito individual. (22)Poder hierárquico ( É a faculdade de que dispõem os chefes do Executivo, em todas as esferas, de explicar a lei para sua correta execução. (23)Poder de (CConfere ao polícia administrador liberdade na escolha da conveniência, oportunidade e conteúdo do ato.

2 (44)Poder ( Impõe ao agente regulamentar público a restrição rigorosa aos preceitos legais, sem qualquer liberdade de ação. (55)Poder disciplinar (TTem por objetivo ordenar, controlar, coordenar e corrigir as atividades administrativas no âmbito interno da Administração Pública. (66)Poder ( É a faculdade punitiva discricionário interna da Administração e só abrange as infrações relacionadas com o serviço. A seqüência correta, de cima para baixo, é: (A) (B) (C) (D) A alternativa d é a correta, pois faz a relação adequada entre os poderes e seus conceitos. o "D" 4. São tradicionalmente afirmados pela doutrina como atributos do ato administrativo (A)presunção de imperatividade e de executoriedade. (B)imperatividade e exigibilidade. (C)executoriedade e vinculação. (D)presunção de legalidade e vinculação. A, B, C e D: Os atributos do ato administrativo são: presunção de legitimidade, imperatividade, exigibilidade, autoexecutoriedade e tipicidade. Assim, apenas a alternativa B está correta. o "B" 5. O ato administrativo, para cuja prática a Administração desfruta de uma certa margem de liberdade, porque exige do administrador, por força da maneira como a lei regulou a matéria, que sofresse as circunstâncias concretas do caso, de tal modo a ser inevitável uma apreciação subjetiva sua, quanto à melhor maneira de proceder, para dar correto atendimento à finalidade legal, classifica-se como sendo (A)complexo. (B)de império. (C)de gestão.

3 (D)discricionário. Trata-se da definição de ato discricionário, conclusão que pode facilmente ser verificada pelo fato de o enunciado se referir a ato em que há uma certa margem de liberdade, expressão típica quando se define esse tipo de ato. o "D" 6. Em âmbito federal, o direito de a Administração Pública anular atos administrativos eivados de vício de ilegalidade, dos quais decorram efeitos favoráveis para destinatários de boa-fé (A)decai em 5 (cinco) anos, contados da data em que praticado o ato. (B)não se submete a prazo prescricional. (C)prescreve em 10 (dez) anos, contados da data em que praticado o ato. (D)não se submete a prazo decadencial. De fato, o art. 54, caput, da Lei 9.784/99 dispõe que o prazo decadencial para anular atos que beneficiam alguém de boa-fé é de 5 anos, contados da data em que praticado o ato. Apesar se a alternativa a ser a mais correta, a afirmativa está incompleta, pois, no caso de atos com efeitos patrimoniais contínuos, o prazo decadencial contar-se-á da percepção do primeiro pagamento (art. 54, 1º, da Lei 9.784/99). GABARITO A 7. Complete as lacunas na frase a seguir e assinale a alternativa correta. A é a supressão de um ato administrativo legítimo e eficaz realizado pelo (a). O ato ilegal ou ilegítimo ensejará a. (A)revogação - Administração Pública - anulação (B)anulação - Judiciário - revogação (C)revogação - Judiciário - anulação (D)anulação - Administração Pública revogação De fato, atos legais são passíveis de revogação, se inconvenientes. E esta só pode ser feita pela Administração. Os atos ilegais são passíveis de anulação. o "A" 8. Em relação à organização administrativa, pode-se afirmar que: (A)no âmbito estadual, a criação de uma secretaria constitui exemplo de descentralização administrativa. (B)somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação. (C)é exemplo de desconcentração a criação de uma agência reguladora. (D)as organizações sociais integram a Administração Pública descentralizada. A: incorreta, pois o caso narrado é de desconcentração, e não de descentralização, pois se trata de distribuição interna de competência (já que uma secretaria é um órgão interno de um ente), e não de distribuição externa de competências; B: correta (art. 37, XIX, da CF); C: incorreta, pois a criação de um agência reguladora é uma distribuição externa de competência (ou seja, é a distribuição de competência de uma pessoa jurídica para outra pessoa jurídica), de modo que se trata de descentralização, e não de desconcentração; D: incorreta, pois as organizações sociais são entidades privadas não criadas pelo Estado, de modo que não fazem parte da Administração Pública, apesar de colaborarem com esta. o "B" 9. São traços distintivos entre empresa pública e sociedade de economia mista:

4 (A)forma jurídica; composição do capital e foro processual. (B)foro processual; forma de criação e objeto. (C)composição de capital; regime jurídico e forma de criação. (D)objeto; forma jurídica e regime jurídico. A empresa pública pode ser criada mediante qualquer forma jurídica (S/A, Ltda etc.), ao passo que a sociedade de economia mista só por S/A. A composição do capital de uma empresa pública só traz recursos públicos, diferentemente da sociedade de economia mista, na qual há capital público e privado. O foro processual para as ações de interesse de empresa pública federal é a Justiça Federal, ao passo que as de interesse de sociedade de economia mista federal, da Justiça Estadual. o "A" 10. A qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs ) de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos requisitos previstos na respectiva lei é ato (A)complexo, uma vez que somente se aperfeiçoa com a instituição do Termo de Parceria. (B)composto, subordinando-se à homologação da Chefia do Poder Executivo. (C)discricionário, uma vez que depende de avaliação administrativa quanto à sua conveniência e oportunidade. (D)vinculado ao cumprimento dos requisitos estabelecidos em lei. A alternativa d está correta, pois traz o texto do art. 1º, 2º, da Lei 9.790/99 ( a outorga da qualificação prevista neste artigo é ato vinculado ao cumprimento dos requisitos instituídos por esta Lei g.n.). GABARITO D 11. Atos administrativos discricionários (A)podem ser anulados por motivo de conveniência e oportunidade. (B)são sujeitos a controle judicial. (C)não podem ser revogados de ofício. (D)não se submetem ao princípio da motivação. A: Atos discricionários são revogados (e não anulados) por motivo de conveniência e oportunidade; B: De fato, os atos discricionários são sujeitos a controle judicial, mas somente quanto aos aspectos de legalidade, moralidade e razoabilidade; C: Os atos discricionários podem ser revogados de ofício; D: Todos os atos administrativos devem ser motivados, principalmente os discricionários, pois nestes o administrador tem de explicar bem as razões que utilizou para a sua prática. o "B" 12. Acerca das entidades paraestatais e do terceiro setor, assinale a opção correta. (A)As entidades do denominado sistema S (SESI, SESC, SENAI, SENAC) não se submetem à regra da licitação nem a controle pelo TCU. (B)As entidades paraestatais estão incluídas no denominado terceiro setor. (C)As organizações sociais são pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, instituídas por iniciativa de particulares, para desempenhar atividade típica de Estado. (D)As organizações da sociedade civil de interesse público celebram contrato de gestão, ao passo que as organizações sociais celebram termo de parceria.

5 A: Essas entidades são fiscalizadas pelo TCU (art. 70, p. único, da CF); B: De fato, as entidades paraestatais são aquelas que colaboram com a Administração, estando incluídas no terceiro setor; C: Essas organizações não exercem atividades típicas do Estado (por ex.: não exercem poder de polícia); D: As OSCIPS celebram termo de parceira (art. 9º e seguintes da Lei 9.790/99), ao passo que as organizações sociais celebram contrato de gestão (art. 5º e seguintes da Lei 9.637/98). o "B" 13. ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. MANDADO DE SEGURANÇA. AUTORIZAÇÃO PARA FUNCIONAMENTO DE RÁDIO COMUNITÁRIA. INÉRCIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ABUSO DO PODER DISCRICIONÁRIO. RECURSO ESPECIAL NÃO PROVIDO. 1. É entendimento pacífico nesta Corte que a autorização do Poder Executivo é indispensável para o regular funcionamento de emissora de radiodifusão, consoante o disposto nas Leis 4.117/62 e 9.612/98 e no Decreto 2.615/ Entretanto, em obediência aos princípios da eficiência e razoabilidade, merece confirmação o acórdão que julga procedente pedido para que a Anatel se abstenha de impedir o funcionamento provisório dos serviços de radiodifusão, até que seja decidido o pleito administrativo da recorrida que, tendo cumprido as formalidades legais exigidas, espera há mais de 2 (dois ) anos e meio, sem que tenha obtido uma simples resposta da Administração. 3. Recurso especial não provido. REsp / RS. Relator Ministro BENEDITO GONÇALVES (1142) Órgão Julgador T1 - PRIMEIRA TURMA. Data do Julgamento 18/11/2008. Data da Publicação/Fonte. DJe 26/11/2008. Do texto acima descrito, é correto concluir que (A)a discricionariedade é uma garantia que tem o agente público para atuar à margem da lei na escolha dos critérios de conveniência e oportunidade. (B)a discricionariedade é uma atuação legítima e em nenhuma hipótese pode ser passível de controle pelo Poder Judiciário. (C)o controle do poder discricionário no caso se deu com visível violação ao princípio da separação dos Poderes (D)o poder discricionário da Administração Pública não inviabiliza o controle do Poder Judiciário, principalmente quando existe expressa violação ao princípio da razoabilidade. A: Incorreta, pois a discricionariedade é a margem de liberdade ditada pela lei, e não a atuação à margem da lei; B: Incorreta, pois os atos discricionários podem ser controlados pelo Judiciário quanto aos aspectos de legalidade, razoabilidade e moralidade; não se deve esquecer que todo ato discricionário é parcialmente regrado, ou seja, tem um mínimo de amarras legais; Hely Lopes Meirelles entende que o ato discricionário é vinculado pelo menos nos aspectos de competência, forma e finalidade; C e D: A alternativa C está incorreta e a D correta, pois, como se viu, margem de liberdade não é arbitrariedade, podendo o Judiciário controlar os aspectos de legalidade, razoabilidade e moralidade; no caso, como o caso narrado envolve conduta não razoável por parte da Administração, o Judiciário fez um controle correto (da razoabilidade), não havendo violação à separação dos poderes. o "D" 14. Na administração pública, há servidores estáveis, nomeados por concurso público e

6 aprovados em estágio probatório, e os que adquiriram a estabilidade excepcional. Acerca dessas duas modalidades de estabilidade, assinale a opção correta. (A)A estabilidade excepcional não foi concedida aos ocupantes de cargos, funções e empregos de confiança ou em comissão, além de não ter sido concedida, ainda, aos ocupantes de cargos declarados, por lei, de livre exoneração. (B)De acordo com a CF, o servidor celetista tem direito à estabilidade nos mesmos moldes do servidor nomeado para cargo de provimento efetivo. (C)A CF reconheceu tanto a estabilidade quanto a efetividade aos servidores que, apesar de não nomeados por concurso público, estavam em exercício, na data da promulgação da CF, há, pelo menos, cinco anos continuados. (D)Os servidores, nas duas modalidades de estabilidade, possuem a garantia de permanência no serviço público, de modo que somente podem perder seus cargos, empregos e funções por sentença judicial transitada em julgado. A: De fato, tais cargos e funções são incompatíveis com a estabilidade, pois a exoneração é livre (art. 37, II, da CF); B: A estabilidade só existe para servidores que detém cargo efetivo (art. 41 da CF); C: Art. 19 do ADCT; D: Servidores estáveis podem perder o seu cargo não só por sentença transitada em julgado, como também por processo disciplinar (pela prática de infração disciplinar), processo administrativo com ampla defesa (em avaliação periódica de desempenho), hipóteses previstas no art. 41, 1º, da CF, e também para atender a limites de despesa com pessoal (art. 169, 4º, da CF ). o "A" 15. Os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se às atribuições de: (A)direção, apenas. (B)natureza política e de interesse público. (C)natureza técnica, chefia e direção, apenas. (D)direção, chefia e assessoramento, apenas. Art. 37, V, da CF. o "D" 16. Luiz Fernando, servidor público estável pertencente aos quadros de uma fundação pública federal, inconformado com a pena de demissão que lhe foi aplicada, ajuizou ação judicial visando à invalidação da decisão administrativa que determinou a perda do seu cargo público. A decisão judicial acolheu a pretensão de Luiz Fernando e invalidou a penalidade disciplinar de demissão. Diante da situação hipotética narrada, Luiz Fernando deverá ser (A) reintegrado ao cargo anteriormente ocupado, ou no resultante de sua transformação, com ressarcimento de todas as vantagens. (B) aproveitado no cargo anteriormente ocupado ou em outro cargo de vencimentos e responsabilidades compatíveis com o anterior, sem ressarcimento das vantagens pecuniárias. (C) readaptado em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis, com ressarcimento de todas as vantagens.

7 (D) reconduzido ao cargo anteriormente ocupado ou em outro de vencimentos e responsabilidades compatíveis com o anterior, com ressarcimento de todas as vantagens pecuniárias. A: correta, tratando-se do instituto da reintegração, previsto no art. 28 da Lei 8.112/90; B: incorreta, pois o aproveitamento se dá em relação àquele que estava em disponibilidade (art. 30 da Lei 8.112/90), e não em relação àquele que fora demitido ilegalmente; C: incorreta, pois a readaptação se dá em relação àquele que passa a sofrer limitação física ou mental incompatível com o cargo que vem ocupando (art. 24 da Lei 8.112/90), e não em relação àquele que fora demitido ilegalmente; D: incorreta, pois a recondução se dá em relação àquele servidor estável que fora inabilitado em estágio probatório relativo à outro cargo ou que tenha sido desalojado de seu cargo por reintegração do anterior ocupante (art. 29 da Lei 8.112/90), e não em relação àquele que fora demitido ilegalmente. GABARITO A 17. Acerca do regime legal dos concursos públicos, assinale a opção correta. (A)Os concursos públicos serão de provas ou de provas e títulos, podendo ser realizados em duas etapas, conforme dispuserem a lei e o regulamento do respectivo plano de carreira, condicionada a inscrição do candidato ao pagamento do valor fixado no edital e impossibilitada a hipótese de isenção dessa taxa. (B)O concurso público terá validade de até 2 (dois) anos, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período. (C)O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital, que será publicado no Diário Oficial da União ou em jornal diário de grande circulação. (D)Ainda que existam, em uma instituição pública, candidatos aprovados em concurso anterior com prazo de validade não expirado, é permitida a abertura de novo concurso público, nessa mesma instituição, para o mesmo cargo, em prejuízo do candidato aprovado no concurso anterior. A: Vide art. 37, II, da CF ( na forma prevista em lei ); B e C: Art. 37, III, da CF; D: No prazo de validade do concurso, o aprovado tem prioridade na nomeação em relação a novos concursados (art. 37, IV, da CF). o "B" 18. No que concerne a cargos públicos, assinale a opção correta. (A)Somente é possível a acumulação de cargos públicos se um deles não for remunerado, como nos serviços voluntários. (B)É possível a acumulação remunerada de dois cargos de enfermeiro. (C)É possível a acumulação remunerada de dois cargos de engenheiro. (D)A acumulação remunerada só será possível se um dos cargos for emprego público e o outro, função pública. Art. 37, XVI e XVII, da CF. o "B" 19. A autorização de uso de bem público por particular caracteriza-se como ato administrativo

8 (A) discricionário e bilateral, ensejando indenização ao particular no caso de revogação pela administração. (B) unilateral, discricionário e precário, para atender interesse predominantemente particular. (C) bilateral e vinculado, efetivado mediante a celebração de um contrato com a administração pública, de forma a atender interesse eminentemente público. (D) discricionário e unilateral, empregado para atender a interesse predominantemente público, formalizado após a realização de licitação. A: incorreta, pois a autorização é ato unilateral, e não bilateral; além disso, a autorização é ato precário, que, assim, não enseja indenização em caso de revogação pela administração; B: correta, pois traz elementos adequados do conceito de autorização, que pode ser definida como o ato unilateral, discricionário e precário, para atender interesse predominante particular, que faculta a este o uso de bem público; C: incorreta, pois a autorização é ato unilateral (e não bilateral) e discricionário (e não vinculado); ademais, por não se ato bilateral, não é um contrato; D: incorreta, pois a autorização, diferentemente da permissão e da concessão, visa atender a interesse predominantemente privado e não requer licitação. GABARITO B 20. Quanto às pessoas jurídicas que compõem a Administração Indireta, assinale a afirmativa correta. (A)As autarquias são pessoas jurídicas de direito público, criadas por lei. (B)As autarquias são pessoas jurídicas de direito privado, autorizadas por lei. (C)As empresas públicas são pessoas jurídicas de direito público, criadas por lei. (D)As empresas públicas são pessoas jurídicas de direito privado, criadas para o exercício de atividades típicas do Estado. A: correta, pois as autarquias são pessoas jurídicas de direito público já que são criadas para executar atividades típicas do Estado (art. 5º, I, do Dec.-lei 200/67), cuja criação é feita diretamente pela lei (art. 37, XIX, da CF); B: incorreta, pois as autarquias são pessoas jurídicas de direito público e sua criação é feita diretamente pela lei (art. 37, XIX, da CF); C: incorreta, pois as empresas públicas são pessoas jurídicas de direito privado (art. 5º, II, do Dec.-lei 200/67), e sua criação é autorizada por lei (art. 37, XIX, da CF); D: incorreta, pois as autarquias é que são criadas para o exercício de atividades típicas do Estado (art. 5º, I, do Dec.-lei 200/67); as empresas públicas são criadas para explorar atividade econômica ou para meramente executar serviços públicos. GABARITO A DIREITO CONSTITUCIONAL 21. O poder constituinte atribuído aos Estados-membros para se auto-organizarem é denominado (A)decorrente. (B)originário. (C)originário-derivado. (D)originário-federativo. Ao contrário do Poder Constituinte Originário (que é inicial, autônomo, ilimitado e incondicionado), o Poder Constituinte Derivado é secundário, subordinado, limitado, e exercido pelos representantes do povo. Daí resulta que o poder constituinte derivado encontra limites nas regras previstas pelo constituinte originário. Como defendido em

9 doutrina, o poder constituinte derivado pode ser exercido através da reforma da Constituição Federal ou da Constituição Estadual (poder constituinte derivado reformador), pela revisão da Constituição Federal (poder constituinte derivado revisor, art. 3 o do ADCT) ou por intermédio da elaboração das Constituições estaduais e da lei orgânica do Distrito Federal (poder constituinte derivado decorrente). o "A" 22. Entre os fundamentos da República Federativa do Brasil, NÃO se pode incluir (A)a Soberania. (B)o Pluralismo político. (C)o trabalho e a livre iniciativa. (D)a cidadania. Art. 1 o, I a V, da CF. o "C" 23. Declarada a inconstitucionalidade de lei pelo Supremo Tribunal Federal, a eficácia erga omnes da decisão dependerá da suspensão de sua execução pelo Senado Federal: (A)com a posterior sanção do Presidente da República; (B)só quando o objeto da decisão tratar de lei estadual inválida; (C)só quando a declaração de inconstitucionalidade tenha sido proferida incidentalmente no curso de um processo comum; (D)só quando o Supremo Tribunal Federal assim decidir; No controle concentrado a eficácia erga omnes é consequência da declaração de inconstitucionalidade pelo STF (art. 28, parágrafo único, Lei 9.868/1999). No controle difuso, depende de publicação de resolução pelo Senado Federal (art. 52, X, CF). o "C" 24. Qualquer cidadão, no pleno gozo de seus direitos políticos, pode invalidar atos ou contratos administrativos ilegais ou lesivos ao patrimônio da União, Distrito Federal e Municípios. Essa afirmação refere-se a (A)Mandado de segurança. (B)Habeas Data. (C)Ação popular. (D)Ação de improbidade administrativa. Art. 5 o, LXXIII, da CF. o "C" 25. São considerados brasileiros natos, pela Constituição Federal, (A)os que optaram pela nossa nacionalidade e aqui residiram por um ano ininterrupto. (B)os aqui nascidos, ainda que de pais estrangeiros a serviço do seu país de origem. (C)os nascidos no estrangeiro, de pais brasileiros. (D)os nascidos no estrangeiro, de pai ou mãe brasileiros que estejam a serviço do Brasil. Art. 12, I, b, da CF o "D" 26. As imunidades parlamentares material e formal constituem garantia significativa para o exercício do mandato concedido pelo povo aos integrantes do Poder Legislativo.

10 (A)As imunidades podem ser objeto de renúncia. (B)A imunidade parlamentar material obsta a propositura de ação penal ou indenizatória contra o membro do Poder Legislativo pelas opiniões, palavras e votos que proferir e exige relação de pertinência com o exercício da função. (C)A imunidade parlamentar formal somente garante ao integrante do Poder Legislativo a impossibilidade de ser ou de permanecer preso. (D)A imunidade parlamentar material será aplicável somente nos casos em que a manifestação do pensamento ocorrer dentro do recinto legislativo. A: A imunidade não é prerrogativa individual do congressista, mas garantia da independência do Legislativo, a quem se dirige. Assim, constitui garantia institucional, sendo insuscetível de renúncia; B: A imunidade material tem aplicação nos campos civil e penal (art. 53 da CF); C: Não reflete o disposto no art. 53, 2 o, da CF; D: Não reflete o disposto no art. 53 da CF. o "B" 27. São requisitos para a quebra do sigilo fiscal e bancário, dentre outros: (A)autorização judicial e facultatividade da manutenção do sigilo. (B)determinação de Comissão Parlamentar de Inquérito e individualização do investigado e do objeto da investigação. (C)determinação da Receita Federal ou do Banco Central e dispensabilidade dos dados em poder desses órgãos. (D)autorização judicial exclusiva e integral observância do princípio do contraditório em qualquer fase da investigação. A: De acordo com o art. 5º, XII, da CF, exige-se ordem judicial (matéria sujeita à reserva de jurisdição ), salvo para as CPIs, mas a manutenção do sigilo é imperiosa; B: O STF entende que as CPIs podem determinar a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico por terem poderes próprios de autoridades judiciais, desde que o ato seja adequadamente fundamentado e revele a necessidade objetiva da medida extraordinária; C: As autoridades fiscais não têm poder para determinar a quebra do sigilo bancário e fiscal; D: Na fase inquisitorial, o STF admite sua quebra sem a oitiva prévia do investigado (V. STF, HC ; HC ; RE ). o "B" 28. No que diz respeito à nacionalidade, é correto afirmar que são considerados brasileiros naturalizados os (A)estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há cinco anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira. (B)nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país. (C)nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil. (D)que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral. A: Não reflete o disposto no art. 12, II, b, da CF; B: Será brasileiro nato, segundo o art. 12, I, a, da CF; C: Será brasileiro nato, segundo o art. 12, I, b, da CF; D: Art. 12, II, a, da CF. o "D"

11 29. Assinale dentre as proposições abaixo a assertiva INCORRETA: (A)Declarada incidenter tantum a inconstitucionalidade da lei ou ato normativo pelo STF desfaz-se, desde sua origem, o ato declarado inconstitucional, juntamente com todas as consequências dele derivadas. (B)É cabível a realização de controle de constitucionalidade difuso ou concentrado em relação a normas elaboradas em desrespeito ao devido processo legislativo, por flagrante inconstitucionalidade formal. (C)A ação direta de inconstitucionalidade, no âmbito do controle concentrado e respeito à legalidade, constitui instrumento hábil para controlar a compatibilidade de atos normativos infralegais em relação à lei que se referem. (D)Na via de exceção, a pronúncia do Judiciário, sobre a inconstitucionalidade, não é feita enquanto manifestação sobre o objeto principal da lide, mas sim sobre questão prévia, indispensável ao julgamento do mérito. A: A declaração de inconstitucionalidade, em regra, possui eficácia ex tunc, atingindo a validade da lei desde sua edição. Entretanto, é bom lembrar que o art. 27 da Lei 9.868/1999 permite a modulação de efeitos da decisão; B: Se determinada norma é editada sob uma forma diferente daquela determinada pela Constituição haverá vício formal, que poderá ser constatado em controle difuso (por qualquer juiz ou tribunal, ao julgar um caso concreto), como em controle concentrado (diretamente pelo STF, em processos objetivos de constitucionalidade); C: Só cabe controle concentrado em relação a leis ou atos normativos federais ou estaduais em face da Constituição Federal (art. 102, I, a, da CF); D: No controle difuso, qualquer juiz ou tribunal pode declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, desde que a questão constitucional não seja o pedido principal da ação, ou seja, desde que tenha surgido em um caso concreto, como fundamento da ação. Ex.: Pedido de não-pagamento de tributo (pedido principal) sob a alegação de que é inconstitucional (fundamento do pedido, ou causa de pedir). Se o pedido de declaração de inconstitucionalidade for o objeto principal da ação, cabe apenas ao STF apreciar a matéria (controle concentrado). o "C" 30. É uma das condições de elegibilidade, de acordo com a Constituição Federal Brasileira de 1988, para concorrer aos cargos de Senador, Deputado Federal, Governador e Prefeito possuir, respectivamente, a idade mínima de: (A)35, 21, 30 e 21 anos. (B)35, 35, 21 e 21 anos. (C)30, 30, 21 e 18 anos. (D)35, 30, 30 e 18 anos. Art. 14, 3º, VI, a, b e c, da CF. o "A" 31. Segundo lição doutrinária, a ideia de objetivos não pode ser confundida com a de fundamentos, muito embora, algumas vezes, isto possa ocorrer. Os fundamentos são inerentes ao Estado, fazem parte de sua estrutura. Quanto aos objetivos, estes consistem em algo exterior que deve ser perseguido. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a um dos direitos fundamentais da República Federativa do Brasil, relacionados no art. 3º da Constituição Federal de 1988: (A)Construir uma sociedade livre, justa e solidária.

12 (B)Garantir o desenvolvimento nacional. (C)Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais. (D)Preservar a autodeterminação dos povos. A, B, C e D: a questão encontra respaldo no art. 3º da CF/88 que enumera os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, quais sejam: construir uma sociedade livre justa e solidária, garantir o desenvolvimento nacional, erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais, promover o bem de todos, sem preconceitos de raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A autodeterminação dos povos não é considerada objetivo fundamental, mas sim um dos princípios que rege o Brasil nas suas relações internacionais (art. 4º, III, da CF/88). o "D" 32. De acordo com entendimento consolidado do STF e da doutrina, qual, dentre os órgãos e entidades listados abaixo, NÃO precisa demonstrar pertinência temática como condição para ajuizar Ação Direta de Inconstitucionalidade? (A) Mesa de Assembleia Legislativa ou Câmara Legislativa (DF). (B) Conselho Federal da OAB. (C) Entidade de Classe de âmbito nacional. (D) Confederação Sindical. A, B, C e D: o Conselho Federal da OAB não precisa demonstrar pertinência temática, pois, segundo o STF, ele é considerado um legitimado universal. O art. 103 da CF trata do rol de legitimados à propositura das ações do controle concentrado (ADI, ADC e ADPF) e o STF classifica tais legitimados em universais ou genéricos (Presidente da República, Mesa do Senado Federal, Mesa da Câmara dos Deputados, Procurador-Geral da República, Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e partido político com representação no Congresso Nacional) e em temáticos ou específicos (confederações sindicais e as entidades de classe de âmbito nacional, a mesa da Assembléia Legislativa ou da Câmara Distrital do DF e o Governador de Estado ou do DF) (vide ADI n.1096). Apenas os últimos é que devem demonstrar que a pretensão deduzida guarda relação de pertinência com os objetivos institucionais, ou seja, devem demonstrar a pertinência temática. o: B 33. Suponha que o STF, em ação direta de inconstitucionalidade (ADI), tenha julgado a lei X inconstitucional. Nesse caso, seria correto afirmar que a lei X (A)é federal e deverá ser encaminhada ao Senado para que seja suspensa. (B)pode ser federal ou estadual e deverá ser encaminhada ao Senado para que seja suspensa. (C)pode ser federal, estadual ou municipal e deverá ser encaminhada ao Senado para que seja suspensa. (D)pode ser federal ou estadual e não precisa ser encaminhada ao Senado para ser suspensa. A, B, C e D: a ação direta de inconstitucionalidade está prevista no artigo 102, I, a, da CF e também na Lei Federal 9.868/99. É uma ação constitucional que tem por objetivo verificar se uma lei ou ato normativo federal ou estadual está em

13 conformidade com o que dispõe a Constituição Federal. Assim, o objeto da ADI pode ser uma lei estadual ou federal, entendida em sentido amplo, abarcando todas as espécies legislativas previstas no artigo 59 da CF, quais sejam: emendas constitucionais, leis complementares, leis ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias, decretos legislativos e resoluções. O único requisito é que essas espécies normativas encontrem fundamento de validade direto na CF, pois, caso contrário, haveria crise de ilegalidade e não de inconstitucionalidade. A alternativa D traz o objeto correto da ADI e, além disso, menciona que a decisão não precisa ser encaminhada ao Senado para que ele suspenda a eficácia da lei tida como inconstitucional, pois isso seria desnecessário, já que essa decisão produz, em regra, efeitos erga omnes. o "D" 34. A Constituição assegura, entre os direitos e garantias individuais, a inviolabilidade do domicílio, afirmando que a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem o consentimento do morador (art. 5º, XI, CRFB). A esse respeito, assinale a alternativa correta. (A) O conceito de casa é abrangente e inclui quarto de hotel. (B) O conceito de casa é abrangente, mas não inclui escritório de advocacia. (C) A prisão em flagrante durante o dia é um limite a essa garantia, mas apenas quando houver mandado judicial. (D) A prisão em quarto de hotel obedecendo a mandado judicial pode se dar no período noturno. A: correta. De acordo com o STF (RHC ), o conceito de casa deve ser interpretado de forma abrangente e, por estender-se a qualquer aposento de habitação coletiva, desde que ocupado (art. 150, 4º, II, do CP), compreende-se, observada essa específica limitação espacial, os quartos de hotel; B: errada. O STF também já entendeu que o escritório de advocacia, ou outro compartimento privado não aberto ao público, onde um profissional exerce o seu trabalho ou atividade, como consultórios e escritórios, são protegidos pela regra da inviolabilidade domiciliar; C: errada. Conforme o art. 5º, XI, da CF, a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador. O mesmo dispositivo ressalta que em quatro situações excepcionais pode haver violação. São as seguintes: flagrante delito, desastre, para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial. Desse modo, é possível concluir que apenas a violação decorrente de ordem judicial é que tem de ser realizada durante o dia; D: errada. O mandado judicial deve ser cumprido durante o dia e não no período noturno, como afirmado pela alternativa. o: A 35. O mandado de segurança coletivo NÃO pode ser impetrado por (A) organização sindical. (B) partido político com representação no Congresso Nacional. (C) entidade de classe de âmbito nacional. (D) associações paramilitares. D A, B, C e D: de acordo com o art. 5º, LXX, da CF, o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional, b ) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em

14 funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados. Desse modo, como não constam no rol de legitimados previstos na CF, as associações paramilitares não podem impetrar mandado de segurança coletivo. o: D 36. A Constituição de 1988 proíbe qualquer discriminação, por lei, entre brasileiros natos e naturalizados, exceto os casos previstos pelo próprio texto constitucional. Nesse sentido, é correto afirmar que somente brasileiro nato pode exercer cargo de (A) Ministro do STF ou do STJ. (B) Diplomata. (C) Ministro da Justiça. (D) Senador. A: errada. De fato os Ministros do STF têm de ser brasileiros natos, mas, aos Ministros de STJ não há essa exigência (art. 12, 3º, IV, da CF); B: correta. Os cargos privativos de brasileiro nato, conforme o art. mencionado, são: os de Presidente e Vice-Presidente da República, o de Presidente da Câmara dos Deputados, o de Presidente do Senado Federal, o de Ministro do Supremo Tribunal Federal, o da carreira diplomática, o de oficial das Forças Armadas e o de Ministro de Estado da Defesa. O diplomata, portanto, tem de ser brasileiro nato; C: errada. O cargo de Ministro da Justiça não consta do rol do art. 12, 3º, da CF; D: errada. Apenas o Presidente do Senado é que deve ser nato e não qualquer Senador. o: B 37. João, residente no Brasil há cinco anos, é acusado em outro país de ter cometido crime político. Nesse caso, o Brasil (A) pode conceder a extradição se João for estrangeiro. (B) pode conceder a extradição se João for brasileiro naturalizado e tiver cometido o crime antes da naturalização. (C) não pode conceder a extradição, independentemente da nacionalidade de João. (D) não pode conceder a extradição apenas se João for brasileiro nato. A, B, C, D: de acordo com o art. 5º, LII, da CF, o Brasil não pode conceder a extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião. Assim, João, que é acusado da prática de crime político, não poderá ser extraditado, independentemente de sua nacionalidade. GABARITO C 38. A respeito dos direitos políticos, assinale a alternativa correta. (A) O cancelamento de naturalização por decisão do Ministério da Justiça é caso de perda de direitos políticos. (B) A condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos, é caso de cassação de direitos políticos. (C) A improbidade administrativa é caso de suspensão de direitos políticos. (D) A incapacidade civil relativa é caso de perda de direitos políticos. A: errada. De acordo com o art. 15, I, da CF, o cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado é que pode gerar perda dos direitos políticos; B: errada. A condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem os seus efeitos, é caso de suspensão dos direitos políticos e não de perda; C: correta (art. 15, V, e 37, 4º, ambos da CF, e a Lei 8.429/92); D: errada. A incapacidade civil absoluta gera suspensão dos direitos políticos (art. 15, II, da CF). o: C.

15 39. Assinale a alternativa que relacione corretamente o cargo político e o sistema eleitoral adotado. (A) Governador: sistema proporcional de dois turnos. (B) Prefeito: sistema majoritário de maioria simples para municípios com menos de 200 mil eleitores. (C) Congressista: sistema proporcional. (D) Vereador: sistema distrital. A: errada. O governador e os demais chefes dos executivos são eleitos pelo sistema majoritário e não pelo proporcional; B: correta. De fato o Prefeito é eleito pelo sistema majoritário de maioria simples na hipótese de municípios com até 200 mil eleitores. Se for um município com mais de 200 mil eleitores, as regras aplicáveis são as previstas nos parágrafos do art. 77 da CF, ou seja, o sistema será o majoritário absoluto; C: errada. No Congresso Nacional há Deputados Federais e Senadores e os sistemas de eleição são diferenciados, portanto, é equivocado afirmar que o gênero congressista é eleito pelo sistema proporcional. Simplificando, o Senado, representante dos Estadosmembros, possui senadores que são eleitos pelo sistema majoritário. Já a Câmara, representante do povo, é composta de deputados federais, eleitos pelo sistema proporcional; D: errada. O vereador é eleito pelo sistema proporcional. o: B 40. A imunidade formal e a imunidade material consistem em prerrogativas conferidas aos ocupantes de determinados cargos públicos. Em relação às referidas imunidades, é correto afirmar que (A) a imunidade formal se aplica inclusive aos Vereadores. (B) o Governador de Estado goza de imunidade formal e de imunidade material na mesma extensão que o Presidente da República. (C) os Vereadores gozam de imunidade material relativa às suas opiniões, palavras e votos, nos limites territoriais do Município a que estejam vinculados. (D) a imunidade relativa à proibição de prisão impede inclusive a prisão em flagrante por crime inafiançável. A: errada. Aos vereadores não se aplicam as chamadas imunidades formais (relativas à prisão e ao processo criminal). De acordo com o art. 29, VIII, da CF, os vereadores possuem imunidade material, sendo invioláveis por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato e na circunscrição do Município; B: errada. Os Chefes dos Executivos Estatuais não possuem as mesmas imunidades do Chefe do Executivo Federal. Conforme o art. 86, 3º, da CF, enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da República não estará sujeito a prisão. Segundo o STF (ADI 1.028), a imunidade do Presidente relativa à impossibilidade de prisão cautelar é insuscetível de estender-se aos Governadores. Também entende o Supremo que os Estados-membros não podem reproduzir em suas próprias Constituições o conteúdo previsto nos parágrafos 3º e 4º do art. 86 da CF, pois essas prerrogativas são unicamente compatíveis com a condição institucional de Chefe de Estado (ADI 978); C: correta. É o que se extrai da leitura do art. 29, VIII, da CF; D: errada. Na hipótese da prática de crime inafiançável não se aplica a imunidade parlamentar formal relativa à prisão. Nesse caso, de acordo o art. 53, 2º, da CF, após a prisão do acusado, os autos serão remetidos à Casa que o parlamentar está vinculado, dentro de vinte e quatro horas, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. o: C.

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