UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU AVM FACULDADE INTEGRADA

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1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU AVM FACULDADE INTEGRADA CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE Por: Alexandre Solano Bastos Orientador Prof. Anselmo de Souza Rio de Janeiro 2012

2 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU AVM FACULDADE INTEGRADA CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE Apresentação de monografia à AVM Faculdade Integrada como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Direito Público e Tributário. Por: Alexandre Solano Bastos

3 3 RESUMO O Objetivo deste trabalho é apresentar as noções básicas acerca do Controle de Constitucionalidade no ordenamento brasileiro. Serão tratadas todas as modalidades descritas na Constituição Federal de Para melhor ilustrar o tema serão apresentadas as leis específicas de cada ação referente ao controle concentrado. Essa exposição visa aprofundar o tema. Essa obra contribuirá para o aprendizado desta matéria tão importante para o Direito Constitucional, que é a principal ramificação do Direito Público. Com linguagem simples e direta poderá ser lida e facilmente entendida por aqueles que não estão familiarizados com esse tópico. Será o resultado de todo o aprendizado acumulado ao longo do curso de especialização em Direito Público e Tributário.

4 4 METODOLOGIA A pesquisa pelas informações expostas neste trabalho monográfico foi realizada no amplo acervo doutrinário e jurisprudencial. Tais informações estão inseridas em livros, revistas jurídicas e artigos inseridos em sites especializados em Direito. Primeiramente foi realizado o levantamento dos conceitos básicos sobre controle de constitucionalidade. Após esta etapa foram coletados dados doutrinários e jurisprudenciais. O tema será apresentado de forma sucinta, visto que a gama de informações inerentes ao tema excederia, em muito, o limite proposto para a confecção desta obra. Ainda assim, a intenção é fornecer um material que sirva como fonte de conhecimento do tema proposto, com conceitos básicos para a boa compreensão do mesmo.

5 5 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 06 CAPÍTULO I - Espécies e Modalidades de Controle de Constitucionalidade 08 CAPÍTULO II - Controle Difuso de Constitucionalidade 17 CAPÍTULO III Ação Direta de Inconstitucionalidade e Ação Declaratória de Constitucionalidade 26 CAPÍTULO IV - Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental e Ação Direta de Inconstitucionalidade Interventiva 38 CONCLUSÃO 48 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 49 ÍNDICE 50

6 6 INTRODUÇÃO O controle de constitucionalidade consiste num instrumento capaz de fazer prevalecer a supremacia das normas constitucionais, retirando do ordenamento as normas inferiores que as contrariam, suprindo a ausência da lei ou declarando a sua constitucionalidade, interpretando conforme a Constituição ou ainda garantindo o cumprimento de preceitos fundamentais. É possível apresentar quatro requisitos fundamentais e essenciais para o controle de constitucionalidade: constituição rígida, princípio da supremacia da Constituição, atribuição de competência para o controle de constitucionalidade a um órgão e princípio da presunção de constitucionalidade das leis. No Estado contemporâneo, o texto constitucional ocupa a posição de delimitador do horizonte de possibilidades para elaboração de todo o ordenamento jurídico de uma nação, assumindo o papel de condição de validade de todos os atos administrativos e legislativos. Como bem assinala José Afonso da Silva, "a constituição é o vértice do sistema jurídico do país, a que confere validade, e todos os poderes estatais são legítimos na medida em que ela os reconheça e na proporção por ela distribuídos". A rigidez constitucional consiste na exigência de um processo mais complexo para que as normas constitucionais sejam modificadas, comparadas às normas infraconstitucionais. A atual Constituição brasileira é rígida, de acordo com o seu art. 60. A supremacia da Constituição, nas palavras de Luís Roberto Barroso, "revela sua posição hierárquica mais elevada dentro do sistema, que se estrutura de forma escalonada, em diferentes níveis. É a Constituição o fundamento de validade de todas as demais normas". O princípio consagra a ideia de que a Constituição é a pedra angular do ordenamento jurídico, devendo todas as demais leis a ela se subordinar.

7 7 A atribuição a um órgão para exercer o controle de constitucionalidade é fundamental, visto que se aquele inexistisse não seria possível o controle das normas infraconstitucionais que estivessem em desacordo com a Constituição. No nosso ordenamento esse órgão depende do tipo de controle de constitucionalidade, podendo ser o Supremo Tribunal Federal (controle concentrado) ou os demais órgãos do Poder Judiciário (controle difuso). Por último temos o princípio da presunção de constitucionalidade das leis que se baseia na eficácia do controle preventivo, onde há o entendimento que as espécies normativas são criadas de acordo com a Constituição e, sendo assim, são presumidamente constitucionais. O controle de constitucionalidade é o mecanismo que tem o poder de retirar a referida presunção de constitucionalidade. Diante do que foi exposto, sendo a Constituição rígida, o controle de constitucionalidade é o instrumento eficaz para garantir a supremacia da Constituição e retirar a presunção das leis.

8 8 CAPÍTULO I Espécies e Modalidades de Controle de Constitucionalidade Há diversas classificações e conceitos inerentes ao tema em xeque, no entanto o enfoque aqui serão os conceitos mais usualmente utilizados pelos doutrinadores. 1.1 Espécies de Inconstitucionalidade Inconstitucionalidade por ação e por omissão O vício de inconstitucionalidade emanado pelo Poder Público pode estar relacionado com uma ação positiva (inconstitucionalidade por ação), com a inexistência dessa ação (inconstitucionalidade por omissão total) ou com uma ação positiva incompleta (inconstitucionalidade por omissão parcial). A inconstitucionalidade por omissão (parcial ou total) tem por objeto a ausência da lei ou o ato que torna inviável o completo exercício de determinado direito, decorrente de uma norma constitucional de eficácia limitada. Os mecanismos para sanarem tais vícios são o Mandado de Injunção (controle difuso de constitucionalidade) e a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (controle concentrado de constitucionalidade). A inconstitucionalidade por ação tem por objeto a edição da lei ou ato normativo que viola uma norma constitucional. Esse vício pode ser classificado em vício material, vício formal e vício de decoro parlamentar Vício material ou nomoestático

9 9 Diz respeito à matéria, ao conteúdo do ato normativo, que está incompatível com as normas constitucionais. Sendo assim, o ato normativo que violar qualquer princípio ou dispositivo da Constituição deverá ser declarado inconstitucional, por possuir um vício material Vício formal ou nomodinâmico Consiste na não observância ao devido processo legislativo, ou ainda, em razão de sua elaboração por autoridade incompetente. A Constituição elenca regras específicas de competência, quórum para votação, trâmites, que devem ser respeitados, pois qualquer desrespeito a essas regras enseja a inconstitucionalidade por vício formal. Os vícios formais podem ser: a) Vício formal orgânico ou de competência: quando há inobservância da competência legislativa para a elaboração do ato. Como exemplo teríamos a permissão instituída por um Estado para menores de 18 anos poderem dirigir veículos automotores. Nesse caso teríamos um vício formal flagrante, visto que se trata de competência da União legislar sobre trânsito e transporte (art. 22. XI. CF); b) Vício formal propriamente dito: está relacionado ao procedimento, abrangendo a propositura e o trâmite até a publicação. Esse vício pode ser subjetivo quando o vício é verificado na fase de iniciativa da lei, ou objetivo onde serão verificadas as demais fases do processo legislativo, exceto a iniciativa; c) Vício formal por violação a pressupostos objetivos do ato normativo: são inerentes a elementos que não dizem respeito ao processo legislativo, porém são pré-requisitos (pressupostos) para que o ato após a publicação não

10 10 esteja eivado de inconstitucionalidade formal. Por exemplo, a criação de um município através de lei estadual sem a presença de lei federal; Vício de decoro parlamentar Essa classificação passou a ser utilizada após o escândalo do mensalão. É inerente ao conceito de representatividade popular, ou seja, uma vez o voto dado por um parlamentar, para aprovação de uma lei, mediante recebimento de propina, viciaria a edição da mesma. Não há até o momento jurisprudência do STF sobre o assunto, apenas a adoção dessa modalidade por parte da doutrina; Inconstitucionalidade total ou parcial Essa classificação tem consequências diferentes, caso seja hipótese de inconstitucionalidade por ação ou por omissão. No caso de inconstitucionalidade por ação, se total, abrange toda a lei. Ocorre, geralmente, em vícios de iniciativa, vícios de competência ou, ainda, por veicular a lei, em sua totalidade, um conteúdo contrário à Constituição Federal. Se a inconstitucionalidade for parcial, somente uma parte da lei está viciada e somente essa parte poderá ser objeto de controle de constitucionalidade. Na constitucionalidade por omissão, quando esta for total, não houve qualquer cumprimento do dever constitucional de legislar, como se dá no art. 37, inciso VII e no art. 18, 4º, ambos da Constituição Federal de 1988, que, até a presente data, não foram regulamentados. A inconstitucionalidade por omissão parcial ocorre quando houve a regulamentação da norma constitucional de eficácia limitada, mas essa não foi

11 11 suficiente para torna-la amplamente eficaz. Essa omissão pode ser: propriamente dita, em que a lei existe, mas regula o texto de forma deficiente; parcial relativa, em que a lei existe, regula o direito de forma ampla, mas não abrange todas as pessoas. Não se pode, no caso de omissão parcial, declarar a nulidade do ato que regulamenta parcialmente a situação, pois agravaria o estado de inconstitucionalidade, mesmo que seja visível a violação ao princípio de igualdade Inconstitucionalidade originária e superveniente Para se analisar a inconstitucionalidade de uma norma é necessário que ela tenha sido publicada em data posterior à Constituição Federal de As normas anteriores incompatíveis com a nova Constituição não sofrem de inconstitucionalidade, mas são consideradas não recepcionadas pela nova ordem jurídica vigente. Assim, as leis publicadas posteriormente a 1988 são inconstitucionais originariamente quando, na data da sua publicação, já estão maculadas por algum vício incompatível com a Constituição Federal de Ao entrar no sistema uma lei que esteja em conflito com a Constituição, esta dever ser retirada do ordenamento jurídico, ainda que uma emenda constitucional lhe atribua uma validade a posteriori, pois segundo o entendimento jurisprudencial o sistema brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. A inconstitucionalidade superveniente ocorre quando a lei vigente e constitucional perde seu fundamento de constitucionalidade, em razão de uma emenda constitucional trazer um conteúdo incompatível com a citada lei, tornando-a inconstitucional; ou ainda quando não existe qualquer alteração da norma constitucional, e sim, alteração da situação de fato com a qual essa

12 12 norma se relaciona. Um exemplo desse fenômeno ocorre com a mutação constitucional, em que é dada nova interpretação à Constituição, a partir de alteração das condições fáticas ou jurídicas. 1.2 Modalidades de Controle de Constitucionalidade Quanto ao momento do exercício do controle Essa classificação tem por base o momento da publicação da lei. Antes desse marco temporal do processo legislativo, o controle é prévio ou preventivo, incidindo no projeto de lei, após esse marco, o controle é posterior ou repressivo e incide na lei. Os três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) possuem mecanismos para efetuar o controle preventivo e o controle repressivo Controle prévio ou preventivo Ocorre quando o projeto de lei está em tramitação no Congresso, durante o processo de formação, desde que anterior à publicação. Os três poderes efetuam um controle preventivo: a) Poder Legislativo o controle é realizado durante o trâmite do processo legislativo no Congresso Nacional, através das Comissões de Constituição e Justiça de ambas as casas; durante as votações no plenário do Congresso Nacional e a derrubada do veto (art. 57, 3º, inciso IV, da Constituição Federal), caso o fundamento seja a constitucionalidade do projeto; b) Poder Executivo o veto (art.60, 1º, da Constituição Federal) a um projeto de lei realizado pelo Chefe do Poder Executivo pode ser um instrumento de controle de constitucionalidade. Este pode ser político, quando

13 13 é contrário ao interesse público ou jurídico, quando fundamentado na inconstitucionalidade; c) Poder Judiciário segundo posicionamento do STF, o controle preventivo exercido pelo Poder Judiciário ocorre em situações excepcionais. Admite-se o controle incidental da constitucionalidade por meio de um mandado de segurança, a ser interposto originariamente no STF, por qualquer parlamentar, cujo objeto é o projeto de lei ou emenda constitucional viciado. O controle nesse caso é pela via de exceção, em defesa de direito parlamentar Controle posterior ou repressivo A base desse controle é uma lei ou uma emenda constitucional, e não mais o seu projeto. Após a publicação, será admitido, a qualquer tempo de vigência da lei, o controle repressivo de constitucionalidade. Sendo a lei revogada não mais será admitido o controle abstrato de constitucionalidade, mas poderá ser utilizado o controle incidental de constitucionalidade. Os três poderes e o TCU podem efetuar controle repressivo: a) Poder Legislativo é competência do Congresso Nacional sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa (art. 49, inciso V, da Constituição Federal). Também poderá ocorrer controle repressivo quando o Congresso Nacional realizar a análise de medida provisória e entender que a mesma é inconstitucional; b) Poder Executivo - antes da Constituição Federal de 1988, o Chefe do Poder Executivo não estava relacionado no rol de legitimados para ajuizar ações diretas de inconstitucionalidade, sendo praticamente unânime o entendimento que o mesmo poderia negar a aplicação de lei que julgasse inconstitucional, com base no princípio da supremacia da Constituição. Após a

14 14 Constituição de 1988, os Chefes do Executivo Federal e Estadual passaram a compor o rol dos legitimados a Ação Direta de Inconstitucionalidade, mesmo assim continua prevalecendo o entendimento de que é possível o Chefe do Executivo negar a aplicação de lei que julgar inconstitucional. O princípio fundamentado continua sendo o da supremacia constitucional. Essa atribuição ao Chefe do Executivo somente pode ser exercida enquanto a questão não é discutida com força vinculante pelo Poder Judiciário, seja via de controle de constitucionalidade, seja via súmula vinculante; c) Poder Judiciário o controle pelo Judiciário pode se dar de modo difuso ou concentrado, incidental ou em abstrato; d) Tribunal de Contas da União (TCU) Segundo a súmula 347 do STF o Tribunal de Contas, no exercício de suas atribuições, pode apreciar a constitucionalidade das leis e dos atos do Poder Público. Trata-se de controle incidental a um procedimento, tal como se dá no controle difuso. controle Quanto à natureza do órgão com competência para o Controle político ou não judicial No controle político, o controle de constitucionalidade das leis é reservado a um órgão que não compõem a estrutura do Poder Judiciário, possuindo natureza politica. No Brasil prevalece o controle judicial, no entanto admite-se o controle realizado pelo Executivo e Legislativo, nas formas preventiva e repressiva Controle judicial ou jurisdicional Por meio do controle judicial, a atuação dos órgãos sempre possui natureza jurisdicional, podendo ou não integrar a estrutura do Poder Judiciário.

15 15 No Brasil o controle judicial ou jurisdicional integra a estrutura do Poder Judiciário Quanto ao órgão judicial que exerce o controle O controle difuso confere a todos os magistrados a competência para efetuar o controle de constitucionalidade, ao passo que, no controle concentrado, somente o STF é legítimo para controlar a constitucionalidade dos atos em face da Constituição Federal. O Brasil adota o sistema misto, onde se permite a realização tanto no controle difuso, como do concentrado Controle difuso O controle difuso de constitucionalidade possibilita, no exercício da Jurisdição, que todos os juízes e tribunais verifiquem no caso concreto a constitucionalidade de determinada lei ou ato normativo Controle concentrado No sistema concentrado, o controle de constitucionalidade é exercido por um único órgão, que possui a competência originária para apreciar a questão. No Brasil, é legítimo o Supremo Tribunal Federal para efetuar o controle concentrado em face da Constituição Federal. Já em face da Constituição do Estado, os Tribunais de Justiça do respectivo Estado serão os competentes. São ações inerentes ao controle concentrado: ação direta de inconstitucionalidade, ação direta de constitucionalidade, ação direta de inconstitucionalidade por omissão, ação direta de inconstitucionalidade interventiva e arguição de preceito fundamental Quanto à forma ou modo de controle Controle concreto

16 16 Neste sistema, somente em face do caso concreto é possível o juiz analisar a constitucionalidade de determinada lei. É necessária a presença de um litígio, como ocorre numa ação ordinária, habeas corpus, mandado de segurança, entre outros, para que possa o juiz se manifestar sobre a questão Controle abstrato No controle abstrato, quando for decidir se a lei é constitucional ou não, o juiz decidirá a questão abstratamente, em tese. Não tem por base um caso concreto. Como regra, no Brasil, o controle abstrato se limita a um órgão: em face da Constituição Federal, é competente o STF, e, em face da Constituição Estadual, é competente o Tribunal de Justiça do respectivo Estado. O controle concentrado, exercido por um único órgão ou por número limitado de órgãos criados especificamente para esse fim, ocorre em controle abstrato, ou seja, analisar a lei em tese. O Supremo Tribunal Federal, numa ação direta de inconstitucionalidade, possui competência originária específica para controlar a constitucionalidade em tese das leis. Apresenta-se, simultaneamente, como controle concentrado e abstrato. Mesmo no caso em que o controle abstrato envolve mais de um tribunal, tem-se o caso de controle concentrado.

17 17 CAPÍTULO II Controle Difuso de Constitucionalidade O controle difuso de constitucionalidade possibilita, no exercício da Jurisdição, que todos os juízes e tribunais verifiquem no caso concreto a constitucionalidade de determinada lei ou ato normativo. No Brasil, o início do controle difuso de constitucionalidade ocorreu com sua inclusão na Constituição de Características Necessidade de um caso concreto Somente em face do caso concreto é possível o juiz analisar a constitucionalidade de determinada lei. É necessária a presença de um litígio, para que possa o juiz de manifestar sobre a questão. A partir de um caso submetido ao Poder Judiciário, o magistrado poderá verificar uma questão concreta de inconstitucionalidade. A análise da constitucionalidade é um incidente que decorre durante o processo e é essencial para o deslinde da causa. O incidente não resolve o objeto principal da lide, mas a questão prévia e necessária para seu julgamento Causa de pedir No controle difuso, a inconstitucionalidade não é o pedido feito pelo autor. A declaração da inconstitucionalidade é o fundamento jurídico necessário e imprescindível para que o pedido seja julgado procedente.

18 18 A causa de pedir é a questão prejudicial, não se confundindo com o mérito. O que a parte pede no processo é o reconhecimento de seu direito, que, todavia, é afetado pela norma cuja validade se questiona. Para decidir acerca do direito em discussão, o órgão judicial precisará formar em juízo acerca da constitucionalidade ou não da norma. Ela precisa ser decidida previamente, como pressuposto lógico e necessário da solução do problema principal. É interessante frisar, de acordo com as regras do direito processual civil (art. 469 do CPC), a causa de pedir não transita em julgado, o que possibilita sua ampla rediscussão em inúmeros outros processos, inclusive com decisões diferentes por admitir que outros magistrados julguem livremente a constitucionalidade da norma. A coisa julgada incidirá no pedido, que representa o bem jurídico da vida pretendido, não se confundindo com a questão prejudicial da constitucionalidade Competência para julgamento A competência para julgamento é conferida a todos os juízes e tribunais existentes no Brasil no curso do processo de sua competência, desde o juiz de primeiro grau até o Supremo Tribunal Federal Legitimidade A inconstitucionalidade da lei ou ato normativo pode ser suscitada pelas partes (autor e réu), pelos terceiros que tenham intervindo no processo ou pelo Ministério Público, como parte ou custo legis, no curso do processo, bem como pelos magistrados ex officio Efeitos e objeto do controle difuso

19 19 Os efeitos da coisa julgada, no controle difuso de constitucionalidade, somente atingem as partes do processo. Ainda que, durante o processo, seja incidentalmente declarada a inconstitucionalidade de uma lei ou ato normativo, tal regra não se altera. Isso significa que a lei somente deixa de ser aplicada no processo em que foi julgada. A lei continua válida no ordenamento jurídico, exceto no processo em que foi declarada inconstitucional. Apenas na hipótese de envio ao Senado Federal pelo Supremo Tribunal Federal do que foi decidido em controle difuso é que outorgarão efeitos erga omnes, o que representa uma exceção à regra apresentada neste tópico. Além dos efeitos inter partes, a decisão no controle difuso possui efeito ex tunc. Isso significa que por ser a lei declarada nula, os efeitos retroagem ao seu início de vigência, de modo a tornar inválidos todos os atos que tiverem como base tal lei. O Supremo Tribunal Federal tem aplicado o artigo 27 da Lei 9.868/99, admitindo a modulação dos efeitos da decisão. Nesse caso o a suprema corte pode restringir os efeitos da declaração ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou outro momento que venha a ser estabelecido. O controle difuso pode ser exercido em relação a normas emanadas dos três poderes, de qualquer hierarquia, inclusive anteriores à Constituição. Atualmente, é possível mencionar também o controle de constitucionalidade dos atos privados, quando estes violem direitos e garantias fundamentais. Os direitos fundamentais, além de eficácia vertical (decorrente da relação de direito público entre o Estado e o cidadão), também possuem uma eficácia horizontal (decorrente na relação de direito privado entre os

20 20 cidadãos). Caso um ato privado viole um direito fundamental, o juiz ao analisar o caso concreto, poderá declarar a inconstitucionalidade deste ato e reconhecer a supremacia da Constituição. 2.2 Cláusula de Reserva de Plenário O art. 97 da Constituição Federal apresenta a seguinte redação: Art. 97: Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. O juiz de primeiro grau possui competência para declarar a inconstitucionalidade de uma lei ou ato normativo no caso concreto. Entretanto, quando o processo estiver se desenvolvendo, originariamente ou pela via recursal em um Tribunal, o magistrado, a Turma ou a Câmara não possuem competência para declarar a inconstitucionalidade da lei. No tribunal, apenas o Pleno ou o órgão Especial podem declarar a inconstitucionalidade da lei, em razão do art. 97 da Constituição Federal, que menciona a chamada cláusula de reserva de plenário. Ocorre, nesse instante, uma ruptura de competência, cabendo, de um lado, ao Pleno ou Órgão Especial se manifestar somente sobre o incidente de inconstitucionalidade, e depois de concluída esta etapa, a Turma ou Câmara deverá dar seguimento ao procedimento e se manifestar sobre o caso concreto. Ressalta-se que a cláusula de plenário somente se refere à declaração da inconstitucionalidade, não se aplicando quando o fim for declarar a constitucionalidade da norma.

21 21 Apesar de a competência inicial ser do Pleno, é possível delegá-la ao Órgão Especial nos termos do inciso XI, do art. 93 da Constituição Federal: Art. 93: Lei Complementar, de iniciativa do Supremo Tribuna Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios: XI nos tribunais com número superior a vinte e cinco julgadores, poderá ser constituído órgão especial, cm o mínimo de onze e o máximo de vinte e cinco membros, para o exercício das atribuições administrativas e jurisdicionais delegadas da competência do tribunal pleno, provendo-se metade das vagas por antiguidade e a outra metade por eleição pelo tribunal pleno. A declaração implícita da inconstitucionalidade também só poderá ser feita pelo Pleno ou Órgão Especial do Tribunal. Essa orientação está expressa na Súmula Vinculante n o 10 do STF: Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, afasta a sua incidência no todo ou em parte A obrigatoriedade do processamento do incidente Suscitada a inconstitucionalidade de determinada lei ou ato normativo, a Turma ou Câmara deverá remeter o feito ao Pleno ou Órgão Especial, exceto nos mencionados a seguir: a) quando o Pleno ou órgão Especial do Tribunal em que foi suscitada a inconstitucionalidade ou o Pleno do Supremo Tribunal Federal já tiver se manifestado sobre aquela lei ou ato normativo, de acordo com o art. 481 do CPC;

22 22 b) quando a Câmara ou Turma reputar constitucional a ei ou ato normativo questionado; c) quando existir decisão vinculante sobre o tema; d) se a causa já estiver tramitando no Órgão Especial ou Tribunal Pleno. Tribunais Procedimento de incidente de inconstitucionalidade nos Após ser suscitada a inconstitucionalidade de determinada norma ou ato legal, através de uma causa qualquer, a Câmara ou Tribunal decidirá se aceita ou não o incidente. Este não sendo aceito, o processo seguirá seu curso normal. Admitido o incidente, os autos são encaminhados ao Pleno ou Órgão Especial, o qual examinará somente o incidente. Do que for decido via acórdão pelo Pleno ou Órgão Especial no incidente não cabe qualquer recurso, exceto os embargos declaratórios. Essa decisão vincula o órgão fracionário do Tribunal (Câmara ou Turma). É possível a intervenção do amicus curae, podendo se manifestar nesse incidente o Ministério Público, as pessoas jurídicas de direito público responsáveis pela edição do ato questionado, os titulares do direito de propositura da ADI (art. 103 da Constituição Federal) e a manifestação de outros órgãos, considerando a relevância da matéria, desde que admitido o pedido via despacho irrecorrível do relator. O controle difuso de constitucionalidade no Supremo Tribunal Federal pode ser provocado por meio de recursos, como ocorre no recursos extraordinário ou no recurso ordinário constitucional, ou ainda em qualquer hipótese de competência originária, por meio de mandado de segurança ou habeas corpus, dentre outros.

23 23 Somente o Pleno do STF possui competência para julgar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo. No STF não há a cisão entre o incidente de inconstitucionalidade e o restante do processo; todo a causa é julgada num só momento, após a manifestação do Procurador Geral da República. Para fins de prequestionamento é exigido o acórdão da decisão do incidente de inconstitucionalidade proferido pelo Pleno ou Órgão Especial do Tribunal a quo, não bastando a decisão final da Turma ou Câmara que julga o caso em concreto. Tal circunstância é considerada pelo STF como ausência de prequestionamento. 2.3 O papel do Senado no controle difuso de constitucionalidade redação: O art. 52, inciso X da Constituição Federal apresenta a seguinte Art. 52: Compete privativamente ao Senado Federal: (...) Inciso X suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal. Declarada a inconstitucionalidade incidental em um processo no STF, de acordo com o art. 178 do Regimento Interno do STF, transitada em julgado a causa, far-se-á a comunicação ao Senado Federal para aplicação do art. 52, inciso X, da Constituição Federal. O envio pelo Supremo Tribunal Federal é discricionária. Há duas finalidades principais do dispositivo citado acima: outorgar efeitos erga omnes a uma decisão que, até então, possui efeito inter partes e

24 24 fazer com que a decisão que possuía efeito ex tunc passe a ter, após a suspensão pelo Senado, efeito ex nunc. Senado: Segue abaixo algumas considerações sobre o ato de suspensão pelo resolução; a) o ato usado pelo Senado para suspender a execução da lei é a b) esse envio não ocorre no controle concentrado, pois neste caso o STF possui poderes para retirar a norma do ordenamento jurídico; c) a regra do efeito da decisão no controle difuso de constitucionalidade, após a suspensão pelo Senado, não retroage; d) após o envio do que foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal no controle difuso, o Senado possui discricionariedade política, podendo suspender ou não; e) a partir do momento que o Senado opta pela suspensão, só pode exercer tal direito nos exatos termos do que foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal, não podendo ir além ou suspender a menos; f) inexiste prazo para o Senado se manifestar; g) a resolução do Senado que suspender o que foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal não pode ser revogada posteriormente por outra resolução. Ocorrida a suspensão da lei ou do ato normativo pelo Senado, o Supremo Tribunal Federal não poderá modificar posteriormente seu

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