O EFEITO VINCULANTE NA JURISDIÇÃO CONSTITUCIONAL BRASILEIRA

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1 608 O EFEITO VINCULANTE NA JURISDIÇÃO CONSTITUCIONAL BRASILEIRA Sylvio Alarcon Nelson Nery Junior INTRODUÇÃO Jurisdição constitucional é um termo plurívoco, utilizado pelos estudiosos do tema em acepções muito distintas 1. Neste trabalho, emprega-se a expressão para designar a atividade judicial consistente em controlar a constitucionalidade das leis e atos normativos. Vale dizer, jurisdição constitucional é tomada, aqui, como sinônimo de controle judicial de constitucionalidade das normas jurídicas, em todas as suas modalidades 2. O controle judicial de constitucionalidade, por sua vez, corresponde à atividade, desempenhada por órgãos integrantes do Poder Judiciário, consistente em verificar a compatibilidade das normas jurídicas em geral com a constituição, conforme parâmetros formais e materiais. A jurisdição constitucional, como se vê, encerra um poder de natureza diversa, mais amplo, do que aquele concebido classicamente como poder jurisdicional ( jurisdição legal ). Na jurisdição constitucional, o juiz julga não de acordo com a lei, mas a própria lei, em nome da garantia da constituição. Em decorrência da supremacia das disposições constitucionais, vê-se que os órgãos de jurisdição constitucional naturalmente preponderam sobre os demais Poderes do Estado, eis que lhes cabe, em última instância, atribuir sentido à constituição e aferir a validade dos atos estatais, tendo como parâmetro a Lei Maior, aplicando a sanção cabível em caso de inconstitucionalidade. Existem dois grandes modelos pelos quais o controle judicial de constitucionalidade é exercido. O modelo norte-americano, ou difuso, foi o primeiro a se firmar, no iní- 1 Destarte, em um sentido amplo, consiste na atividade jurisdicional que interpreta e aplica a constituição. Em sentidos mais restritos, também é utilizado para designar (1) a tutela jurisdicional das liberdades fundamentais, (2) o controle judicial da constitucionalidade das leis, e (3) o controle judicial concentrado da constitucionalidade. 2 A esse respeito, consulte-se BARROSO, Luís Roberto. O controle de constitucionalidade no direito brasileiro. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2009, p

2 609 cio do século XIX. Nele, todos os juízes são investidos do poder jurisdicional legal e constitucional, dispondo da prerrogativa de controlar a constitucionalidade das normas jurídicas que devam ser aplicadas ao caso sub judice, limitados a este os efeitos da fiscalização. Dos inconvenientes da concentração, nas mãos dos mesmos órgãos, da jurisdição legal e da jurisdição constitucional, resultou a idealização de um outro modelo, o austríaco, ou concentrado, em que somente um tribunal detém a jurisdição constitucional, incumbindo-lhe, em caráter exclusivo, apreciar a constitucionalidade das normas jurídicas, possuindo a declaração de inconstitucionalidade ou de constitucionalidade eficácia erga omnes. O sistema brasileiro de jurisdição constitucional é marcado por acolher, concomitantemente, esses dois modelos. A partir do advento da Constituição Federal de 1988 (CF), vem promovendo-se sensível incremento nos mecanismos componentes do controle concentrado, exercido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Positivaram-se novas ações, a fim de se provocar o STF a fiscalizar a constitucionalidade de variadas situações jurídicas 3, ampliando-se, igualmente, o rol de legitimados para propô-las 4, em um nítido movimento de valorização e ampliação dos instrumentos assecuratório da supremacia da CF e do papel do STF em sua efetivação. Dentre as recentes inovações promovidas nesta seara, situa-se o chamado efeito vinculante das decisões, previsto em nível constitucional (art. 102, 2º) e legal (Leis 9.868/99 e 9.882/99). Cuida-se de um atributo específico das decisões do STF que declaram a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade de leis e atos normativos impugnados, proferidas em sede de jurisdição constitucional concentrada, em a- ção direta de inconstitucionalidade (ADI), ação declaratória de constitucionalidade (ADC) ou argüição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF). Antes de adentrar no estudo do efeito vinculante no direito brasileiro, cumpre 3 Atualmente, cinco são as ações típicas colocadas pela CF para essa finalidade: (1) a ação direta de inconstitucionalidade (art. 102, I, a ); (2) a ação declaratória de constitucionalidade (art. 102, I, a ); (3) a argüição de descumprimento de preceito fundamental (art. 102, 1º); (4) a ação direta de inconstitucionalidade por omissão (art. 102, I, a, in fine ); e (5) a ação direta de constitucionalidade interventiva (art. 36, III). Delimitando o objeto de nosso estudo, assinalemos que nos interessam as decisões tomadas no âmbito das três primeiras, uma vez que nelas o juízo de constitucionalidade refere-se a norma existente, não à ausência inconstitucional de norma (caso da ADI por omissão), tampouco à situação de recusa à execução de lei federal pelos Estados (caso da ADI interventiva). 4 Sob a égide da Constituição anterior, apenas o Procurador-Geral da República poderia manejar as ações do controle concentrado de constitucionalidade. Já a partir da CF de 1988, nove entes legitimados (art. 103) podem ajuizar ADI, ADC, ADI por omissão e ADPF.

3 610 esclarecer suas origens e fundamentos para que se possa, então, compreender adequadamente sua estruturação e atuação na jurisdição constitucional pátria. 2 EFEITO VINCULANTE: ORIGEM E NOÇÃO O efeito vinculante tem sua origem nos sistemas concentrados de controle de constitucionalidade. Com efeito, em face da importância e da repercussão políticas que a tarefa de controlar a constitucionalidade das normas e atos jurídicos dos Poderes estatais traz para os órgãos de jurisdição constitucional, não era de se esperar que aqueles permanecessem inerentes face à frustração de suas expectativas e projetos políticos, resultante da anulação de seus atos por inconstitucionalidade. Como explica Leal, a crescente interferência em suas esferas de atuação, insta os demais poderes e órgãos do Estado à reação, à adoção de medidas, nem sempre lícitas, com a finalidade de superar os óbices e imposições oriundas do exercício do controle jurisdicional de constitucionalidade 5. Com efeito, certos comportamentos, embora demonstrem um acatamento do decisum da sentença, importam na desconsideração, por via oblíqua, das declarações de inconstitucionalidade. Assim, nas esferas legislativa e administrativa, lança-se mão da reedição de lei ou ato normativo com o mesmo conteúdo material daquele declarado inconstitucional, assim como da convalidação dos efeitos e da edição de atos normativos visando interferir nos efeitos de lei ou ato normativo declarado inconstitucional. No plano judiciário, tem-se o cumprimento tão-somente do que dispõe a decisão, sem se atentar para outras implicações ínsitas ao juízo sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade da norma, e mesmo a completa relutância em observar o que foi decidido pelo tribunal constitucional 6. Essa renitência, em verdade, resulta em prejuízo para a efetividade e supremacia da constituição e, em conseqüência, do Estado de Direito, além de caracterizar, em si, uma violação à constituição, vez que contraria a interpretação e a decisão do órgão incumbindo, por ela própria, de sua guarda. Destarte, a constatação da insuficiência da eficácia limitada à parte dispositiva das decisões proferidas pelo(s) órgão(s) de jurisdição constitucional, conduziu à cria- 5 Cf. LEAL, Roger Stiefelmann. O efeito vinculante na jurisdição constitucional. São Paulo: Saraiva, p Para alguns exemplos concretos destas práticas, consulte-se: Ibid. p

4 611 ção ou explicitação de um expediente que reforçasse a eficácia das decisões, adstringindo os demais órgãos do Estado ao juízo expendido pelo tribunal constitucional. Exsurgiu, dessa forma, o acréscimo eficacial 7 denominado efeito vinculante das decisões. A origem do instituto radica no direito processual constitucional alemão, encontrando-se atualmente previsto no 31, I, da Lei Orgânica do Tribunal Constitucional Federal. O efeito vinculante (Bindungswirkung) teve o escopo de conferir maior eficácia às decisões proferidas na jurisdição constitucional concentrada 8, de sorte a atingir os órgãos do Poder Judiciário, Executivo e Legislativo, vinculando-os aos juízos de constitucionalidade e às interpretações da constituição dimanados da atividade do tribunal constitucional. Para tanto, o instituto outorga força vinculante não apenas à parte dispositiva da decisão, mas também aos fundamentos do comando decisório denominados fundamentos ou motivos determinantes adstringindo os órgãos estatais a observar os comandos abstratos emergentes da interpretação, presentes na fundamentação da decisão, que o tribunal conferiu à constituição 9, devendo por eles pautar sua atuação em casos análogos, presentes e futuros. Com isso, objetiva-se afastar a possibilidade de reedição ou de reaplicação da norma jurídica declarada inconstitucional, e de recalcitrância em aplicação de norma jurídica julgada constitucional. Da Alemanha o instituto disseminou-se pela Europa continental, contanto atualmente com previsão expressa no ordenamento jurídico francês 10, espanhol 11 e português 12. Foi introduziu no Brasil em 1993, por força da EC n. 3, tendo posteriormente recebido disciplina legal. Será estudado, com o devido detalhamento, em breve. 3 FUNDAMENTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS 7 A terminologia é de LEAL. Ibid. p Cf. LEAL. Ibid.; MARTINS, Ives Gandra da Silva; MENDES, Gilmar Ferreira. Controle concentrado de constitucionalidade: comentários à Lei n , de ed. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 542, nota 326; MENDES, Gilmar Ferreira. Direitos fundamentais e controle de constitucionalidade: estudos de direito constitucional. 2. ed. São Paulo: Celso Bastos Editor, 1999, p ; TA- VARES, André Ramos. Tratado da argüição de preceito fundamental. São Paulo: Saraiva, 2001, p Cf. MARTINS; MENDES. op. cit. p v. Constituição francesa, art v. Lei Orgânica do Tribunal Constitucional espanhol, arts. 38, 1, 40, 2, e 61, v. Constituição da República Portuguesa, art. 282, 1, e a Lei do Tribunal Constitucional, art. 66.

5 612 O advento do efeito vinculante em vários ordenamentos jurídicos hodiernos justifica-se face à necessidade de resguardar e promover valores reputados fundamentais nas democracias constitucionais, nomeadamente, a segurança jurídica, a igualdade e a supremacia constitucional. Nesse sentido, a vinculação dos órgãos e Poderes do Estado às decisões sobre a constitucionalidade das normas jurídicas prestigia e promove a segurança jurídica e a estabilidade das relações políticas e sociais, haja vista a uniformidade e a previsibilidade que são alcançadas nas decisões dos agentes e órgãos sujeitos ao efeito vinculante, que, por força deste, não podem atuar de maneira desconforme com as decisões e às interpretações da Constituição proferidas pelo tribunal constitucional. Em decorrência, a eliminação de eventuais interpretações divergentes a respeito da constitucionalidade das normas jurídicas consolida a uniformidade na aplicação da constituição e a igualdade na decisão de casos concretos e na aplicação de preceitos normativos, contribuindo eficazmente para a consolidação, estabilização e concretização dos preceitos constitucionais, em nome dos princípios da supremacia e unidade da constituição. O efeito vinculante, portanto, deve ser entendido e aplicado como um instituto que opõe obstáculos à arbitrariedade e à discriminação na aplicação da Constituição, na precisa lição de Leal 13, de sorte que constitui instrumento importante na afirmação e efetivação das disposições e valores constitucionais. Embora estes sejam os fundamentos centrais que presidiram a instituição do efeito vinculante na Europa, no Brasil também se cogitou de sua necessidade como forma de reduzir a quantidade de processos judiciais, mormente daqueles que envolvam interpretação e aplicação de matérias já pacificadas na jurisprudência do STF. Com efeito, este resultado prático do efeito vinculante, se efetivamente concretizado, demonstraria sua grande utilidade em promover a prestação jurisdicional expedita e eficaz. Não é esta, porém, a realidade que se tem observado nos países que adotam o instituto em tela. Levantamento realizado por Leal demonstra que, na Alemanha, o número de processos submetidos à Corte Constituição Federal alemã praticamente dobrou entre os anos de 1990 e Da mesma forma, a quantidade de processos 13 LEAL. op. cit. p. 115.

6 613 julgados pelo Tribunal Constitucional espanhol, no período de 1985 a 2003, aumentou em 700% 14. No Brasil também se constata um aumento no número de processo judiciais processados e julgados pelo STF, sendo particularmente relevante o incremento nas reclamações (CF, art. 102, I, l ) ajuizadas desde a introdução do efeito vinculante, eis que, como veremos, a legitimidade ativa para sua propositura foi alargada em decorrência do novel instituto 15. De fato, não é esta a função precípua do efeito vinculante na jurisdição constitucional concentrada, mas, sim, promover a uniformidade da interpretação da constituição e a efetividade dos preceitos constitucionais. A redução do número de processos e a agilização da tramitação dos feitos no Poder Judiciário podem ser alcançados a- penas por vias reflexas O EFEITO VINCULANTE NA JURISDIÇÃO CONSTITUCIONAL BRASILEIRA FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS E LEGAIS Embora se possa identificar certa similitude entre o efeito vinculante e alguns instrumentos existentes outrora no direito positivo brasileiro, relacionados, em geral, à repercussão da interpretação do STF acerca da legislação federal e estadual e da Constituição 17, certo é que o instituto em tela foi introduzido no ordenamento jurídico pátrio pela EC n. 3/1993. Na oportunidade, dentre as inovações que se operaram, criou-se, ao lado da ADI, a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal (ADC), também da competência do STF, conforme o art. 102, a, da CF. Atribuíram-se, às decisões definitivas de mérito desta ação, eficácia contra todos e efeito vinculante, 14 Cf. Ibid. p Consoante o autor, em 1990 foram distribuídos, na Corte Constitucional Federal alemã, processos; em 1995, foram Já no Tribunal Constitucional espanhol, em 1985 foram distribuídos processos; em 1994, demandas; em 1996, feitos; em 1999, processos; e em 2003, demandas. 15 Cf. Ibid. p Conforme dados apresentados pelo autor, extraídos do Banco Nacional do Poder Judiciário, em 1994 foram distribuídas 45 reclamações e julgadas 59; em 2001, distribuíram-se 275 e julgaram-se 400 reclamações; e em 2004, 491 reclamações foram ajuizadas e 616 julgadas. 16 Cf. LEAL. op. cit. p Merece destaque a chamada representação interpretativa, introduzida no sistema jurídico brasileiro pela EC n. 7/1977, nos seguintes termos: Art. 9º.: A partir da data da publicação da ementa do acórdão no Diário Oficial da União, a interpretação nele fixada terá força vinculante, implicando sua não-observância negativa de vigência do texto interpretado (grifo nosso). O Regimento Interno do STF, disciplinando a espécie, dispôs, em seu art. 187, que, a partir da publicação do acórdão, por suas conclusões e ementa, no Diário da Justiça da União, a interpretação nele fixada terá força vinculante para todos os efeitos (grifo nosso).

7 614 relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e ao Poder Executivo, nos termos do 2º do art. 102 da CF, com a redação de então. A despeito de se ter dotado apenas as sentenças da ADC de efeito vinculante, parcela significativa da doutrina pátria 18, e também alguns ministros do STF 19, não demoraram a pugnar pela extensão de tal atributo também às decisões definitivas de mérito proferidas em ADI. Entendia-se que assim deve ser porque, a despeito da denominação e de possuírem algumas características distintas 20, a ADI e a ADC haveriam de ser compreendidas como ações com sinal trocado, isto é, ambas se prestam a apreciar, em abstrato, a constitucionalidade de norma impugnada, podendo resultar, de qualquer delas, a declaração da constitucionalidade ou da inconstitucionalidade da espécie 21. Não obstante, o STF não chegou a consolidar jurisprudência no sentido de estender o efeito vinculante também às decisões definitivas de mérito da ADI. A problemática decorrente desta duplicidade de regime eficacial, porém, restou superada com o advento da Lei 9.868/99, que disciplinou o processo e o julgamento da ADI e da ADC, trazendo a previsão expressa de que a declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade, inclusive a interpretação conforme a Constituição e a declaração parcial de inconstitucionalidade sem redução de texto, têm eficácia contra todos e efeito vinculante em relação aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública federal, estadual e municipal, nos termos do parágrafo único do art. 28. Por conseguinte, restou explicitado, em nível positivo, que as decisões definitivas de mérito tanto da ADI como da ADC são dotadas de efeito vinculante. Note-se, ainda, que, em vez de mencionar o Poder Executivo como um dos destinatários deste instituto, como consta do 2º do art. 102 da CF, a Lei 9.868/99 referiu-se à Administra- 18 Cf., por todos, MARTINS; MENDES. op. cit. p Digna de nota é a posição do Min. Sepúlveda Pertence em defesa da extensão do efeito vinculante também às decisões proferidas em ADI, haja vista não vislumbrar razões para que ações de natureza tão semelhante, como a ADI e a ADC, tivessem regime jurídico diverso no que concerne à eficácia. 20 A ADC possui objeto mais restrito que a ADI: enquanto esta se presta a impugnar a constitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual, aquela serve para apreciar a constitucionalidade somente de leis e atos normativos federais. A ADC subordina-se à existência de controvérsia judicial relevante sobre a aplicação da disposição objeto da ação, que deve ser indicada em sua petição inicial, conforme o art. 14, III, da Lei n /1999, condição que inexiste na ADI. Também no âmbito da ADC o Advogado-geral da União não se manifesta, vez que não há lei ou ato normativo cuja constitucionalidade é impugnada, ao contrário da ADI. 21 Assim o demonstra o art. 24 da Lei n /1999, in verbis: Proclamada a constitucionalidade, julgar-se-á improcedente a ação direta ou procedente eventual ação declaratória; e, proclamada a inconstitucionalidade, julgar-se-á procedente a ação direta ou improcedente eventual ação declaratória.

8 615 ção Pública federal, estadual e municipal. As implicações resultantes desta diferenciação serão trazidas a exame em breve. Poucas semanas após esta regulamentação, promulgou-se a Lei 9.882/99, disciplinando, com fundamento no 1º do art. 102 da CF, o processo e o julgamento da ADPF, novel instrumento de controle de constitucionalidade, cuja decisão definitiva de mérito, previu-se, [...] terá eficácia contra todos e efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder Público, a teor do disposto no 3º do art. 10 daquela lei. Por derradeiro, a promulgação da EC 45/2004, dentre outras importantes inovações, inseriu, em nível constitucional, a previsão segundo a qual as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, dando nova redação ao 2º do art. 102 da CF. Em síntese, no direito brasileiro atual, o instituto do efeito vinculante possui base constitucional (art. 102, 2º) e legal (art. 28, parágrafo único, da Lei 9.868/99), em relação às decisões da ADI e ADC, e base simplesmente legal, quanto às decisões da ADPF (art. 10, 3º, da Lei 9.882/99). 5 DECISÕES VINCULANTES Como já discutido no item anterior, são dotadas de efeito vinculante as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo STF, em sede de ADI, ADC e ADPF, quer sejam pela constitucionalidade, quer pela inconstitucionalidade da norma questionada. Assim dispõem os dispositivos que disciplinam o instituto, referidos no item precedente. Somente as sentenças de mérito, no sentido do art. 269, I, do CPC, possuem efeito vinculante, isto é, apenas as decisões que declaram, em caráter definitivo, a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade da norma impugnada possuem eficácia vinculante. Importa ressaltar que, embora o 2º do art. 102 da CF tenha redação semelhante ao parágrafo único do art. 28 da Lei 9.868/99, ambos se referindo ao efeito vinculante da decisão definitiva de mérito proferida em ADI e ADC, este último dispositivo traz um plus, consistente em assinalar, expressamente, que a declaração de inconstitucionalidade, inclusive a interpretação conforme a Constituição e a declaração

9 616 parcial de inconstitucionalidade sem redução de texto (grifo nosso), também são dotadas de efeito vinculante. Mas que são interpretação conforme a Constituição e declaração parcial de inconstitucionalidade sem redução de texto? Essas modalidades de decisão têm sua origem no direito alemão, tendo sido incorporadas à práxis do STF há algumas décadas 22, se bem que sem o emprego de tal terminologia. A interpretação conforme a Constituição consiste em técnica decisória utilizada em face da verificação, pelo Tribunal, de que, dentre as várias interpretações do texto normativo impugnado, umas são incompatíveis com a Constituição, e outra, ou outras interpretações, revelam-se constitucionais. A decisão, então, confere ao texto interpretação conforme a Constituição, declarando inconstitucionais as interpretações que considera incompatíveis com a Lei Maior, afastando-as, e determinando a aplicação daquela(s) interpretação(ões) que reputou compatíveis com as disposições constitucionais 23. Por sua vez, a declaração parcial de inconstitucionalidade sem redução de texto consiste na limitação da aplicação da norma questionada, sem comprometimento da estrutura e da literalidade do seu enunciado textual, que permanece intacto 24. Logo, também são vinculantes a(s) interpretação(ões) reputada(s) conforme a Constituição e a declaração parcial de nulidade da norma sem redução de seu texto, quando proferidas pelo STF em decisão definitiva de mérito, em sede de ADI e ADC. Por fim, importante indagar se as decisões concessivas de medida cautelar em sede de ADI e ADC possuem efeito vinculante 25. Concedida a medida em sede de ADI, suspende-se a eficácia, fática e jurídica, da norma impugnada, até o final do julgamento, preservando-se, assim, a validade da norma 26. Se a medida cautelar for 22 Cf. MARTINS; MENDES. op. cit. p e p Cf. MARTINS; MENDES. op. cit. p ; NERY JÚNIOR, Nelson; NERY, Rosa Maria de Andrade. Constituição Federal comentada e legislação constitucional. 2. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, p Na jurisprudência do STF, entre outros: ADI 1377/DF, rel. Min. Octávio Gallotti, rel. p/ Acórdão Min. Nelson Jobim, DJ ; ADI 1344-MC/ES, rel. Min. Moreira Alves, DJ ; 24 Cf. MARTINS; MENDES. op. cit. p ; NERY JÚNIOR; NERY. Constituição Federal... op. cit. p A concessão da medida, como em toda ação cautelar, requer a demonstração da existência de fumus boni iuris no caso, a demonstração, prima facie, da inconstitucionalidade ou da constitucionalidade, conforme o caso, da norma impugnada e periculum in mora na espécie, a demonstração que a demora no julgamento da ação pode trazer conseqüências danosas para a ordem pública. 26 Cf. NERY JÚNIOR; NERY. Constituição Federal... op. cit. p Nos termos do 1º do art. 11 da Lei n /1999, a medida cautelar é dotada de eficácia erga omnes e eficácia ex nunc, salvo se o Tribunal entender que deva conceder-lhe eficácia ex tunc. O parágrafo seguinte dispõe que a concessão da medida cautelar torna aplicável a legislação anterior, caso existente, salvo expressa manifestação do Tribunal em sentido contrário.

10 617 concedida em sede de ADC, determina-se aos juízes e Tribunais que suspendam o julgamento dos processos em que envolvam a aplicação da lei ou do ato normativo objeto da ação, até o seu julgamento definitivo, conforme o disposto no art. 21. Nesse caso, deve STF proceder ao julgamento da ação no prazo de 180 dias, sob pena de perda da eficácia da medida (art. 21, parágrafo único). Como se vê, a lei não faz menção a efeito vinculante relativamente a estas decisões, sendo expressa apenas quanto às decisões definitivas de mérito. Deve-se entender, por certo, que apenas as decisões acobertadas pela coisa julgada material possuem efeito vinculante. A decisão concessiva da medida cautelar, quando proferida em ADI, não declara a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade da norma, mas tão-só suspense sua eficácia fática e jurídica, em nada afetando sua validade; quando concedida em ADC, apenas suspende o curso do julgamento dos processos que envolvam a lei ou ato normativo objeto da ação, em nada afetando a eficácia ou a validade da norma. Logo, em nenhum caso não faz coisa julgada material, não podendo, em decorrência, possuir efeito vinculante, mas, apenas, conforme determina o 1º do art. 11 da Lei 9.868/99, eficácia erga omnes 27. Não obstante, é outro o entendimento que tem prevalecido no STF, que tem concedido medidas cautelares, em sede de ADI e ADC, expressamente dotadas de efeito vinculante, mesmo inexistindo base normativa específica a respeito 28. No mesmo sentido, Gilmar Ferreira Mendes defende que o efeito vinculante refere-se, também, às decisões concessivas de medida cautelar, eis que considera que o poder cautelar é inerente ao STF, quando exerce a jurisdição constitucional concentrada, sendo o efeito vinculante das decisões concessivas de medida cautelar decorrência do particular papel político-institucional desempenhado pela Corte ou pelo Tribunal Constitucional e da própria jurisdição constitucional concentrada 29. Todavia, data maxima venia, acredita-se não ser possível conferir o caráter de vinculante a tais decisões. A finalidade da medida cautelar em ADI ou ADC não é de- 27 Cf. NERY JÚNIOR; NERY. Constituição Federal... op. cit. p No mesmo sentido é o entendimento de LEAL. op. cit. p Cf. ADC 12-MC/DF, rel. Min. Carlos Britto, DJ ; ADC 9-MC/DF, rel. Min. Néri da Silveira, DJ ; ADC 8-MC/DF, rel. Min. Celso de Mello, DJ ; por fim, a paradigmática ADC 4-MC/DF, rel. Min. Sydney Sanches, DJ Cf. ADC 12-MC/DF, rel. Min. Carlos Britto, DJ ; ADC 9-MC/DF, rel. Min. Néri da Silveira, DJ ; ADC 8-MC/DF, rel. Min. Celso de Mello, DJ Cf. Direitos fundamentais e controle de constitucionalidade: estudos de direito constitucional. 3. ed. São Paulo: Saraiva, p , especialmente p

11 618 clarar a inconstitucionalidade ou a constitucionalidade da norma impugnada, mas, somente, impedir a continuidade da sua aplicação e obstar os processos judiciais em que sua aplicação esteja em causa. Não se pode admitir que uma decisão, proferida com base em cognição sumária, tendo em conta apenas a verossimilhança das alegações e a plausibilidade jurídica da tese, seja vinculante tal como as decisões definitivas de mérito. Destarte, defende-se a não incidência do efeito vinculante relativamente às decisões concessivas de medida cautelar em ADI e ADC. 6 UM ESCLARECIMENTO NECESSÁRIO: A EFICÁCIA ERGA OMNES Conforme exposto em tópico supra, a disciplina constitucional e legal do efeito vinculante no direito brasileiro atribui às decisões definitivas de mérito, proferidas pelo STF no controle concentrado, eficácia erga omnes e efeito vinculante. Se a normatização da matéria dota as decisões de ambos os atributos, é porque eles se referem a fenômenos jurídicos distintos. A compreensão desta diferença é fundamental para que se possa alcançar a autonomia do efeito vinculante e entender sua operatividade no sistema de controle de constitucionalidade pátrio. Assim, antes de proceder ao exame do efeito vinculante, trataremos de discutir os aspectos essenciais da eficácia erga omnes, a fim de contrastar ambos os atributos. O primeiro passo nessa tarefa está em examinar a decisão proferida pelo STF. Nos termos da legislação supracitada, apenas as decisões definitivas de mérito dispõem de eficácia erga omnes e efeito vinculante. Tais atributos referem-se, portanto, somente às decisões que, concomitantemente, (1) julgam o mérito da pretensão do autor e (2) e são definitivas. Dessas afirmações se infere que apenas as decisões que fazem coisa julgada material são dotadas de eficácia erga omnes e efeito vinculante. A coisa julgada material é a qualidade que torna imutável e indiscutível o comando que emerge da parte dispositiva da sentença de mérito não mais sujeito a recurso ordinário ou extraordinário, [...] nem à remessa necessária 30. Vê-se, portanto, que se trata de uma qualidade atribuída a um pronunciamento jurisdicional específico o que julga o mérito da pretensão do autor num momento processual determinado quando não há mais recurso passível de ser impetrado contra tal deci- 30 Cf. NERY JÚNIOR, Nelson; NERY, Rosa Maria de Andrade. Código de processo civil comentado e legislação extravagante. 10. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 680.

12 619 são. Sendo induvidoso que a função exercida pelo STF no desempenho do controle concentrado de constitucionalidade é uma função jurisdicional, e que o mérito da ADI, da ADC e da ADPF, diz respeito à constitucionalidade (juízo afirmativo ou negativo) de norma jurídica impugnada, sempre que o STF pronunciar-se, em decisão definitiva 31 proferida nessas ações, sobre a constitucionalidade da espécie, ter-se-á a formação de coisa julgada material, e a conseqüente imutabilidade e indiscutibilidade do conteúdo da decisão. A coisa julgada material, vale lembrar, atinge apenas a parte dispositiva do acórdão do STF, onde radica exatamente a declaração da constitucionalidade ou da inconstitucionalidade da norma impugnada, que, acobertada pela coisa julgada material, torna-se imutável e indiscutível, sendo vedado, em processo futuro, voltar-se a discutir a questão, ficando todos os juízos e tribunais, inclusive o STF, impedidos de emitir outro pronunciamento judicial sobre aquele mesmo objeto 32. A coisa julgada material possui limites objetivos e subjetivos. Do primeiro, atinente ao seu conteúdo, já se cuidou: refere-se apenas à parte dispositiva de decisão de mérito, nos termos dos arts. 469 e 470 do CPC. Já dos limites subjetivos da coisa julgada é preciso que se cuide com mais detença, eis que a eficácia erga omnes radica neste aspecto. Nos termos do art. 472, primeira parte, do CPC, a coisa julgada refere-se às partes entre as quais a sentença é dada, não prejudicando, nem beneficiando terceiros. Ocorre, porém, que no processo de controle concentrado de constitucionalidade não há partes. Trata-se de processo objetivo, em que há apenas uma parte, o autor, postulando a apreciação da constitucionalidade de norma jurídica em abstrato, isto é, fora do âmbito de qualquer caso concentro, em que a mesma deva ser aplicada. Nesse sentido, os legitimados para ajuizar as ações do controle concentrado atuam como substitutos processuais de toda a coletividade, na busca pela preservação da higidez do ordenamento jurídico. Os sujeitos enumerados no art. 103 da CF possuem legitimação 31 Vale reafirmar, neste ponto, que, por força dos dispositivos constitucionais e legais supramencionadas, a coisa julgada material ocorrerá somente nas as decisões definitivas de mérito, não atingindo decisões provisórias, ainda que com conteúdo de mérito, como, por exemplo, as decisões concessivas de medida cautelar em ADI ou ADC. A esse respeito, cf. NERY JÚNIOR; NERY. Constituição Federal... op. cit. p Cf. CÂMARA, Alexandre Freitas. A coisa julgada no controle direto da constitucionalidade. In: SARMENTO, Daniel (organizador). O controle de constitucionalidade e a Lei 9.868/99. Rio de Janeiro: Lumen Juris, p

13 620 processual extraordinária para ajuizar, como substitutos processuais, ADI, ADC, e, por força do art. 2º, I, da Lei 9.882/99, também ADPF, de sorte que as decisões definitivas de mérito proferidas nessas ações, acobertadas que são pela coisa julgada, alcançam também o substituído processual, que, no caso, são todos os membros da coletividade. A coisa julgada no controle concentrado de constitucionalidade possui, portanto, limites e abrangência subjetivas erga omnes. Daí se dizer que a controle judicial da constitucionalidade, exercido concentrada e abstratamente pelo STF, produz coisa julgada erga omnes. Nery Júnior e Nery aduzem que a eficácia erga omnes abrange, além da coletividade, também os Poderes Executivo e Judiciário, mas não o Poder Legislativo, porque pode, sempre, alterar o texto constitucional e as leis infraconstitucionais, nos termos e limites impostos pela CF 33. Tal assertiva vai ao encontrado da disciplina jurídica da matéria, que dispõe que a eficácia erga omnes refere-se aos órgãos do Poder Judiciários e à Administração Pública direta e indireta, em todas as suas esferas. Em síntese, a eficácia erga omnes corresponde à abrangência ou aos limites subjetivos da coisa julgada material que se forma na decisão definitiva de mérito que declara a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade de norma jurídica, proferida pelo STF em sede de controle concreto de constitucionalidade, implicando na imutabilidade da decisão e na impossibilidade de seus destinatários a coletividade e os Poderes Executivo e Judiciário rediscutirem a matéria. 7 EFEITO VINCULANTE: LIMITES OBJETIVOS A questão do alcance objetivo ou dos limites objetivos do efeito vinculante diz respeito ao seu conteúdo, isto é, à(s) parte(s) da decisão definitiva de mérito que possui(em) a qualidade de vinculante. A problemática apresenta-se profundamente controvertida entre os estudiosos e na jurisprudência do STF, sendo identificadas duas correntes acerca do assunto: a primeira propugna corresponder o conteúdo do efeito vinculante apenas a uma adução na eficácia erga omnes da decisão, que se circunscreve ao decisório da sentença. Já a segunda corrente entende que o efeito vinculante alcança a 33 Cf. Constituição Federal... op. cit. p. 485.

14 621 parte dispositiva e também os fundamentos ou motivos determinantes da decisão, fazendo-os transcender ao caso. Consoante a primeira corrente, o conteúdo do efeito vinculante corresponde a uma adução, um plus, na eficácia erga omnes das decisões definitivas de mérito, proferidas pelo STF em sede de ADI, ADC e ADPF. Nesse sentido, a eficácia aduzida dessas decisões implicaria na sua vinculabilidade em relação a todos os demais órgãos do Poder Judiciário e a Administração Pública direta e indireta, em todas as suas esferas, que restariam obrigados a respeitar e a pautar sua atuação pelo que foi decidido pelo STF, o que possibilita a igualdade de efeitos de sua manifestação, pela submissão a seus termos de todas as causas, inclusive daquelas que estão em andamento 34. Para esta concepção, o efeito vinculante tem o condão de reforçar a eficácia subjetiva das decisões a que se refere, tornando de obrigatória e impostergável observância da declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade da norma jurídica questionada, presente na parte dispositiva das decisões, conferindo-lhe força obrigatória qualificada em relação aos seus destinatários 35. Os fundamentos que conduziram à afirmação ou à negação da constitucionalidade da norma não possuem nenhum caráter vinculante e, em decorrência, não transcendem ao caso concreto. Nesse sentido, posicionam-se Nery Júnior e Nery 36, Clèmerson Clève 37, Regina Ferrari 38, Teori Zavascki 39, Elival da Silva Ramos 40, entre outros. O STF também já prolatou decisões acolhendo esta concepção do efeito vinculante 41. Por outro lado, a segunda corrente sustenta que o conteúdo do efeito vinculante refere-se à parte dispositiva e aos fundamentos, ou, mais especificamente, aos funda- 34 Cf. FERRARI, Regina Maria Macedo Nery. Efeito da declaração de inconstitucionalidade. 5. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004, p Cf. ZAVASKI, Teori Albino. Eficácia das sentenças na jurisdição constitucional. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2001, p Cf. Constituição Federal... op. cit. p e p Cf. A fiscalização abstrata da constitucionalidade no direito brasileiro. 2. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, p Cf. op. cit. p. 237 e ss. 39 Cf. op. cit. p Cf. Argüição de descumprimento de preceito fundamental: delineamento do instituto. In: TAVA- RES, André Ramos; ROTHENBURG, Walter Claudius (organizadores). Argüição de descumprimento de preceito fundamental: análises à luz da Lei nº 9.882/99. São Paulo: Atlas, p Cf. Rcl AgR/RN, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ ; Rcl AgR/MG, rel. Min. Carlos Velloso, rel. p/ Acórdão Min. Marco Aurélio, DJ ; ADC 1-QO/DF, rel. Min. Moreira Alves, DJ

15 622 mentos ou motivos determinantes, da decisão definitiva de mérito proferida em ADI, ADC e ADPF. Alcançando também esses fundamentos, isto é, a ratio decidendi subjacente ao caso, o efeito vinculante impede que os seus destinatários reproduzam normas que, na substância, coincidem com outras, anteriormente declaradas inconstitucionais pelo STF. Também os impede de negar aplicação, a pretexto de reputá-las inconstitucionais, a normas declaradas constitucionais pelo Tribunal, e de adotar via interpretativa diversa da esposada nos julgamentos proferidos pela Corte 42. Os defensores deste entendimento afirmam que esta concepção resulta na autonomia do efeito vinculante em face da eficácia erga omnes e da coisa julgada, vez que estas se adscrevem apenas à parte dispositiva da decisão, enquanto o efeito vinculante prende-se à parte dispositiva e aos fundamentos determinantes da decisão. 43 Como se vê, a questão central desta concepção do efeito vinculante radica em precisar o que são os fundamentos ou motivos determinantes da decisão. Certamente, tais fundamentos são determinantes no sentido de que constituem as razões que resultam no comando decisório da parte dispositiva da decisão. Nesse sentido, segundo Vogel, citado por Martins e Mendes, a indigitada expressão corresponde à norma decisória concentra presente na ratio decidendi, que seria aquela idéia jurídica subjacente à formulação contida na parte dispositiva, que, concebida de forma geral, permite não só a decisão do caso concreto, mas também a decisão de caso semelhantes 44. Já Leal entende que tal parcela da decisão corresponde aos motivos, princípios e interpretações que lhe serviram de fundamento 45. Em suma, pode-se afirmar que os fundamentos determinantes, que o efeito vinculante faz transcender ao caso, consiste nos arrazoados, motivos de ordem fática e jurídica e interpretações que conduziram e serviram de base ao comando existente parte dispositiva da decisão de mérito, consistente na declaração da constitucionalidade ou da inconstitucionalidade da norma. Afora os fundamentos determinantes, o conteúdo presente na fundamentação que não contribui para a formação do preceito decisório da parte dispositiva da sentença, recebe a denominação de obiter dictum, isto é, considerações exaradas marginal- 42 Cf. LEAL. op. cit. p Também: MENDES, Gilmar Ferreira. Argüição de descumprimento de preceito fundamental: comentários à Lei n , de São Paulo: Saraiva, p Nesse sentido: MENDES. Argüição... op. cit. p VOGEL, Klaus. Rechtskraft und Gesetzkraft, in BVerfG und GG, v. 1, p. 568 (599), apud MAR- TINS; MENDES. op. cit. p Cf. op. cit. p. 112.

16 623 mente, de passagem, e não possui, consoante o entendimento em exame, eficácia vinculante 46. Na doutrina pátria, aderem a este entendimento Gilmar Mendes 47 e Ives Gandra Martins 48, Roger Leal 49, André Ramos Tavares 50, Alexandre de Moraes 51, Ingo Sarlet 52 e Walter Claudius Rothenburg 53, entre outros. Na jurisprudência do STF 54, a maioria dos julgados que versa sobre a matéria também acolhe esta concepção, pugnando pela transcendência dos motivos determinantes da decisão, na terminologia não raro empregada pela Corte. Expostos os dois entendimentos existentes a respeito do conteúdo do efeito vinculante, vê-se que o consenso entre os defensores dessas teses ainda está distante. O STF também não consolidou um posicionamento a respeito, mas estamos certos de que a continuidade dos debates, que devem atentar sempre para as conseqüências práticas resultantes da posição assumida, deverá conduzir à conformação do entendimento mais adequado à realidade da jurisdição constitucional brasileira. 8 LIMITES SUBJETIVOS 8.1 Os destinatários do efeito vinculante Feitas as considerações acerca do conteúdo do efeito vinculante, coloca-se a 46 Cf. LEAL. op. cit. p ; MENDES. Argüição... op. cit. p Na jurisprudência do STF, vide o acórdão proferida na Rcl 2.475/MG, rel. Min. Carlos Velloso, DJ , em que se discute se certas considerações do voto do Min. Moreira Alves na ADC 1-1/DF haveriam ou não de ser consideradas obter dicta, e, em decorrência, estavam ou não abrangidas pelo efeito vinculante. 47 Cf. Argüição... op. cit. p ; Controle concentrado... op. cit. p Cf. Controle concentrado... op. cit. p Cf. op. cit. p Cf. Tratado... op. cit.. p. 381 e ss. 51 Cf. Direito constitucional. 19. ed. São Paulo: Atlas, p Cf. Argüição de descumprimento de preceito fundamental: alguns aspectos controvertidos. In: TAVARES; ROTHENBURG (organizadores). op. cit. p Cf. Argüição de descumprimento de preceito fundamental. In: Ibid. p Nesse sentido: Rcl MC, rel. Min. Cezar Peluso, DJ ; Rcl MC, rel. Min. Celso de Mello, DJ ; Rcl MC, rel. Min. Celso de Mello, DJ ; Rcl 3.291, rel. Min. Cezar Peluso, DJ ; Rcl 2.363, rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 1º ; Rcl MC, rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 1º ; entre outras.

17 624 questão relativa ao seu alcance subjetivo ou limites subjetivos, ou seja, aos seus destinatários. A fim de determiná-los, é imperioso perscrutar-se a disciplina dada ao instituto pela CF e pela legislação pertinente. Como adverte Leal, o efeito vinculante não compreende um caráter subjetivo implícito, é dizer, não está subentendida em sua expressão a vinculação de um destinatário específico, quer porque a eficácia erga omnes já cumpre essa função, inclusive em face dos Poderes e órgãos do Estado, quer porque os destinatários do efeito vinculante são explicitados no conjunto normativo que o disciplina 55. É preciso assinalar, de início, que, apesar de a disciplina do instituto ter evoluído neste aspecto, o mesmo tem se referido sempre aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública, com a exclusão do Poder Legislativo. Nesse sentido, o 2º do art. 102 da CF, com a redação que lhe deu a EC 3/1993, dispunha as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo STF em ADC, produziriam efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e ao Poder Executivo (grifo nosso). Posteriormente, com o advento da Lei n /1999, disciplinando o processo e o julgamento da ADI e da ADC, previu-se que a declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade tem efeito vinculante em relação aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública federal, estadual e municipal (art. 28, parágrafo único grifo nosso). No mesmo ano, a Lei 9.882/99, que disciplinou o processo e julgamento da ADPF, dispôs, em seu art. 10, 3º, que a decisão desta ação tem efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder Público (grifou-se). Por fim, o advento da EC 45/2004 conferiu nova redação ao 2º do art. 102 da CF, que passou a dispor que as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo STF em ADI e ADC, possuem efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal (grifo nosso). Como se vê, a despeito de certa divergência terminológica, o efeito vinculante refere-se sempre ao Poder Judiciário e à Administração Pública. Resta, agora, verificar o alcance do instituto em relação a cada um destes destinatários, examinando, após, os instrumentos postos pelo sistema jurídico a fim de garantir a efetividade das decisões vinculantes. 55 Cf. op. cit. p. 150.

18 Administração Pública Consoante exposto acima, por força do disposto no 2º do art. 102 da CF e no parágrafo único do art. 28 da Lei n /1999, a Administração Pública encontra-se sujeita ao efeito vinculante emergente das decisões definitivas de mérito proferidas em ADI e ADC. Embora a redação do dispositivo constitucional seja mais ampla que o dispositivo legal, conforme acima exposto, parece induvidosa a prevalência do 2º do art. 102 da CF, vez que norma de hierarquia superior. No mesmo sentido, consoante a melhor doutrina, a expressão Poder Público, contida na disciplina legal do efeito vinculante da ADPF, também se refere à Administração Pública direta e indireta, em todas as suas esferas 56. Assim, o efeito vinculante das decisões da ADI, da ADC e da ADPF refere-se à Administração Pública direta e indireta, nas suas esferas federal, estadual, distrital e municipal. De se anotar, ainda, que, de início, a disciplina constitucional do efeito vinculante da decisão da ADC referia-se a Poder Executivo, não a Administração Pública, expressão que foi adotada pela Lei 9.868/99 e pela EC 45/2004 em relação às decisões de ADI e ADC. Essa modificação, que de plano poderia parecer irrelevante, trouxe, consoante a percuciente observação de Leal, relevantes conseqüências. Isto porque o 2º do art. 102, com a redação que lhe atribuiu a EC 3/1993, ao se referir a Poder Executivo, implicava em fazer o efeito vinculante alcançar-lhe em suas atribuições administrativas e políticas. Nesta esfera, segundo Leal, o efeito vinculante impunha ao Presidente da República (1) a proibição de editar medidas provisórias ou regulamentos e de enviar projetos de lei que tivessem o mesmo conteúdo material de outro diploma declara inconstitucional, e (2) o dever de vetar, por inconstitucionalidade, proposituras legislativas que reiterassem preceitos normativos julgados inconstitucionais em ADC 57. A substituição da expressão Poder Executivo por Administração Pública resultou na redução do grau de sujeição do Poder Executivo em face do efeito vinculante, pois, como anota Leal, com precisão, modificou-se o critério de delimitação conceitual do destinatário. A vinculação, a partir da Lei 9.868/99 e da EC 45/2004, refere-se 56 Cf. LEAL. op. cit. p. 157; NERY JÚNIOR; NERY. Constituição Federal... op. cit. p Cf. LEAL. op. cit. p

19 626 apenas à função administrativa do Poder Executivo. Disto resulta que a atividade legislativa do Poder Executivo fica liberada de observar as decisões do STF em ADC e em ADI, o que lhe permite reproduzir, em desafio às decisões da Corte, medidas provisórias, regulamentos e projetos de lei de mesmo conteúdo material de outros diplomas normativos declarados inconstitucionais 58 isto independentemente de se adotar a concepção restrita ou ampla do efeito vinculante, eis que aqui se cuida do destinatário, não do conteúdo, do efeito vinculante. 8.3 Poder Judiciário Desde sua introdução no ordenamento jurídico brasileiro e ao longo de sua evolução, o efeito vinculante das decisões definitivas de mérito proferidas em ADI, ADC e ADPF sempre se referiu ao Poder Judiciário, consoante se pôde acompanhar nas citações dos textos normativos supra. A primeira questão que usualmente se coloca a respeito refere-se à vinculação do próprio STF, órgão de cúpula do Poder Judiciário, às suas decisões anteriores. A resposta é negativa, e possui duplo fundamento formal e material. Primeiramente, sob o ângulo formal, é de se notar que tanto o 2º do art. 102 da CF, acerca das decisões da ADI e da ADC, como o 3º do art. 10 da Lei n /1999, sobre as decisões da ADPF, preceituam que os efeitos vinculantes referem-se aos demais órgãos do Poder Judiciário e aos demais órgãos do Poder Público, respectivamente, excluindo, dessarte, o STF do âmbito de aplicação do efeito vinculante. Por outro lado, sob o ângulo material, é possível excluir a autovinculação do STF às suas decisões anteriores, proferidas no controle concentrado e abstrato de constitucionalidade, pois tal representaria a possibilidade de o Tribunal renunciar ao desenvolvimento progressivo e atualizador da Constituição, mister inerente aos órgãos de jurisdição constitucional 59, e que lhe foi precipuamente confiado pela própria Lei Maior (art. 102, caput). Destarte, os demais órgãos do Poder Judiciário estão vinculados à declaração da constitucionalidade ou da inconstitucionalidade, proferida pelo STF em decisão de- 58 Cf. Ibid. p Cf. MARTINS; MENDES. op. cit. p , lembrando que no direito alemão a tese hoje prevalente também é pela inadmissão da autovinculação do Tribunal Constitucional. No mesmo sentido: LE- AL. op. cit. p. 159, lembrando, ainda, que a autovinculação do STF impediria a adaptação do conteúdo da Constituição em virtude das constantes alterações da realidade social e política do País.

20 627 finitiva prolatada em sede de ADI, ADC ou ADPF. Dessa forma, estão os demais órgãos judiciais impedidos de aplicar, nos casos concretos, lei ou ato normativo declarado inconstitucional pelo STF, no controle concentrado e abstrato de constitucionalidade. Por outro lado, estão igualmente impedidos de deixar de aplicar, por entender inconstitucional 60, lei ou ato normativo declarado constitucional pela Excelsa Corte. A medida dessa vinculação, conforme já discutido, depende da concepção que se tenha do conteúdo do efeito vinculante. De acordo com aquela primeira corrente, os demais órgãos judiciais não podem recusar aplicação ou insistir em aplicar normas jurídicas declaradas, respectivamente, constitucional ou inconstitucional pelo STF, comandado constante da parte dispositiva da decisão. Pela segunda corrente, os demais órgãos do Poder Judiciário devem atentar para a solução interpretativa dada pelo STF, acolhendo a declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade e os respectivos fundamentos determinantes da decisão. Assim, ao defrontar-se com lei substancialmente idêntica a outra, declarada inconstitucional pelo STF, em sede de jurisdição constitucional concentrada, os órgãos judiciais devem seguir a interpretação do Tribunal, declarando, incidenter tantum, a sua inconstitucionalidade, e recusar-lhe aplicação ao caso concreto. Por fim, lembre-se que o efeito vinculante também se refere às decisões, proferidas em ADI e ADC, que se tenham valido de interpretação conforme a Constituição. Por conseguinte, a via interpretativa adotada pelo STF, ao conformar o sentido do texto da norma impugnada à Constituição, torna-se vinculativa para os demais órgãos judiciais, que devem adotar esta interpretação no julgamento dos casos presentes e futuros A não vinculação do Poder Legislativo Conforme já assinalado, as disposições constitucionais e legais relativas ao e- feito vinculante das decisões da ADI e da ADC são expressas no sentido de excluir de seu alcance o Poder Legislativo. Em decorrência, o legislador pode revogar leis declaradas constitucionais pelo STF, ou reeditar normas de mesmo conteúdo material a ou- 60 Exercitando, aí, fiscalização, pela via concreta e incidental, de sua constitucionalidade. 61 Cf. LEAL. op. cit. p. 159.

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