PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA HABILITAÇÃO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA HABILITAÇÃO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA

2 JOSÉ IVONILDO DO REGO REITOR NILSEN CARVALHO FERNANDES DE OLIVEIRA FILHO VICE-REITOR ANTÔNIO CABRAL NETO PRÓ-REITOR DE GRADUAÇÃO MÁRCIO MORAES VALENÇA DIRETOR DO CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES ÂNGELA MARIA PAIVA CRUZ VICE-DIRETORA DO CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES NEWTON AVELINO ANDRADE CHEFE DO DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL MOACIR BARBOSA DE SOUSA COORDENADOR DO CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL Comissão de elaboração Moacir Barbosa de Sousa (Presidente) Gerson Luiz Martins Ricardo A. Rosado de Holanda Abril

3 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA JUSTIFICATIVA OBJETIVOS DO CURSO PERFIL DO FORMANDO COMPETÊNCIAS E HABILIDADES SITUAÇÃO DO DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO METODOLOGIA AVALIAÇÃO DO CURSO DEMANDAS PROJETO EXPERIMENTAL TCC AGÊNCIA JÚNIOR DE PUBLICIDADE REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS NA ELABORAÇÃO DESTE PRO JETO PORTARIA DE DESIGNAÇÃO DA COMISSÃO 3

4 1. INTRODUÇÃO N o final do ano de 2006, atendendo a uma solicitação da administração superior da UFRN, através da direção do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, um grupo de professores do Departamento de Comunicação Social discutiu a possibilidade de implantação de nova habilitação no âmbito do curso de Comunicação Social. Várias sugestões foram consideradas, sendo decidido pela criação de um curso de Publicidade e Propaganda. Depois de reuniões com a direção do CCHLA, foi constituída uma comissão, conforme portaria 014/2007-CCHLA, de 27 de fevereiro de 2007, formada pelos professores Moacir Barbosa de Sousa, Ricardo Antônio Rosado de Holanda e Gerson Luiz Martins. Devido ao pouco tempo para aprofundar as discussões com a totalidade dos docentes e discentes do curso de Comunicação Social, a comissão usou o correio eletrônico para informar os detalhes do andamento dos trabalhos e pedir sugestões a fim de aperfeiçoar o projeto. A equipe pedagógica da Pró-Reitoria de Graduação prestou um assessoramento ao processo em todas as etapas. Vale destacar o apoio, a participação e o incentivo da direção e vice-direção do CCHLA. Este Projeto Político Pedagógico tem por finalidade implantar a habilitação Publicidade e Propaganda no curso de Comunicação Social, que já conta com outras duas habilitações, Radialismo e Jornalismo. Inicialmente apresenta a trajetória das escolas de comunicação no país, a criação das diversas habilitações e a situação na atualidade. Em seguida discorre sobre as necessidades da infra-estrutura como: laboratórios, quadro de docentes, organização didáticopedagógica, organização de conteúdos e gestão do curso. A justificativa tem como referência as demandas da sociedade e do mercado para a implantação do curso. Os objetivos do curso são formulados de conformidade com as Diretrizes Curriculares Nacionais, aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação, e com a missão da UFRN apresentada no seu Plano de Desenvolvimento Institucional - PDI. Em consonância com os objetivos foram definidos o perfil do formando e as competências e habilidades a serem desenvolvidas no processo de formação do aluno, que serão a referência básica para o processo de avaliação do ensino e da aprendizagem. 4

5 A estrutura curricular do curso compreende a organização dos conteúdos, carga horária, elenco de disciplinas obrigatórias e optativas e os cadastros das disciplinas. Em seguida, será desenhado um quadro do curso a partir da infra-estrutura necessária, laboratórios, quadro de docentes, organização didático-pedagógica, organização de conteúdos e gestão do curso. Logo depois, é apresentada a metodologia de ensino que tem como princípios: a integração do tripé ensino-pesquisa-extensão, a flexibilização curricular, que possibilitará ao estudante aprofundar conhecimentos dentro do campo da Publicidade e Propaganda, a interdisciplinaridade e a integração teoria-prática. 5

6 2. CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA O s cursos na área de comunicação surgiram no Brasil de forma isolada; eram cursos superiores de jornalismo, relações públicas, cinema ou publicidade. A primeira tentativa de unir as habilitações mencionadas ocorreu na Universidade de Brasília, quando Pompeu de Souza propôs a Darcy Ribeiro a criação de uma Faculdade de Comunicação de Massa. O projeto fracassou devido ao golpe militar de 1964, sendo retomada após dois anos pela Universidade de São Paulo, quando foi criada a Escola de Comunicações Culturais, atual Escola de Comunicações e Artes ECA. A mais antiga escola de jornalismo do Brasil é a Faculdade de Comunicação Cásper Líbero, fundada em maio de Inicialmente foi vinculada à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Bento, da Universidade Católica de São Paulo. Há referências a um curso de jornalismo e publicidade na Universidade do Distrito Federal, em A universidade foi extinta em 1939 e o acervo transferido para a Universidade do Rio de Janeiro. O curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norteteve sua origem na Lei Estadual n , de 10 de maio de 1962, assinada pelo então Governador Aluízio Alves, que criou a Faculdade de Jornalismo. No ano seguinte, através da Lei Estadual de n , o curso foi incorporado à Fundação José Augusto, recém-criada em Natal, com a denominação de Faculdade de Jornalismo Eloy de Souza, em homenagem a um dos mais respeitáveis jornalistas do estado. O Conselho Federal de Educação reconheceu o curso em 25 de setembro de 1968, através do Decreto no , publicado no dia seguinte, no Diário Oficial da União. Em 1965, a faculdade diplomou sua primeira turma, composta por 23 alunos, dos quais, aproximadamente, 80% atuavam nos meios de comunicação da capital. Passaram pelas suas salas intelectuais, empresários, políticos e jovens estudantes entusiasmados pela nova formação acadêmica. Em 1974 a Faculdade de Jornalismo Eloy de Souza recebeu a denominação de Curso de Comunicação Social, vinculado ao CCHLA, passando a funcionar no Campus Universitário. Concluída a transferência do curso, uma nova realidade se impôs como mudanças no seu sistema de funcionamento que, do regime seriado, com tempo determinado em três 6

7 anos, passou para um sistema de créditos, permitindo ao aluno integralizar os estudos durante um tempo médio de quatro anos, podendo ser concluído, no mínimo, em quatro e no máximo em sete anos. Ao longo do tempo, professores e alunos se empenharam em dinamizar o curso, haja vista o êxito de atividades pedagógicas como o programa de entrevistas Xeque-Mate, que marcou época na década de 1970, a Agência de Notícias Tec-Tec, a produção radiofônica veiculada, semanalmente, pelos alunos na Rádio Poti de Natal, as práticas laboratoriais na TV Universitária, várias edições de jornais-laboratório, que circulavam na cidade, bem como a destacada atuação de seus egressos nas redações das empresas jornalísticas, agências de publicidade, órgãos públicos, entidades e na iniciativa privada deste e de outros estados. Atualmente, mesmo diante dos desafios de formar profissionais adequados a uma comunicação midiatizada por tecnologias inovadoras, que parecem adiantar-se à própria dinâmica da sociedade, o Curso de Comunicação Social da UFRN capacita jornalistas e radialistas para atuar no mercado da informação coletiva do Rio Grande do Norte Publicidade e Propaganda sua inserção na Comunicação Social O ano de 1913 marca o surgimento da primeira agência brasileira de publicidade do país, A Eclética, fundada em São Paulo por iniciativa de João Cataldi e Jocelyn Bennaton. Na época, além dos jornais, as principais revistas eram A Cigarra, destinada para o público feminino, e A Revista da Semana, suplemento do Jornal do Brasil. Em 1929, em São Paulo, a Publix iniciava as atividades de outdoor. Em 1920, a agência Pettinati de Publicidade Ltda se encarregou da campanha eleitoral de Júlio Prestes à Presidência da República. O Decreto , de 05/11/1924, ditava normas para a telefonia sem fio, proibindo a publicidade no rádio em sua fase embrionária. Daí a ocorrência de emissoras que levavam o nome de Rádio Clube ou Sociedade, pois seus ouvintes, amantes e adeptos mantinham as rádios no ar com a participação de doações e empréstimos de discos para serem tocados nas programações. A publicidade no rádio só foi liberada pelo Decreto /32, que regulamentou o Decreto-Lei /31, substitutivo do Ainda no rádio, a publicidade ganhou força depois 7

8 da década de 1940, gerando consumismo e impulsionando as empresas à produtividade. A publicidade se desenvolveu dentro das redações de jornais e nas emissoras de rádio; nestas últimas, seus locutores, redatores, programadores e até diretores atuaram como vendedores de anúncios, produzindo, eles próprios, os textos comerciais, conseguindo, dessa forma, manter o faturamento das estações a altura da folha de pagamento. Na década de 1920, a indústria holandesa Philips instala-se no Brasil e para divulgar seus produtos, funda em 12 de março de 1930, na antiga capital federal, a PRA-X - Sociedade Rádio Philips do Brasil. Era possuidora do melhor som dentre as demais emissoras da época, não só pela potência do sinal irradiado, mas também pelo bom funcionamento dos rádios da marca, vendidos à elite carioca por um pernambucano que viria a se tornar em um dos mais famosos produtores de programas de rádio da época: Ademar Casé (avô da atriz e apresentadora de programas Regina Casé). Os locutores da emissora propagavam-na como sendo a rádio do signo das estrelas, já que compunha sua logomarca o desenho de 4 estrelas. Ademar Casé iniciou sua trajetória de sucesso no rádio em um domingo, 14 de fevereiro de 1932, com o primeiro programa de rádio a veicular comerciais, ou reclames, como eram chamados naquela época. O primeiro patrocínio de um programa de rádio ocorreu em 1924, nos Estados Unidos, pelas pilhas Eveready. Conforme conta seu neto Rafael Casé no livro Programa Casé - O Rádio Começou Aqui ( ), duas horas antes de entrar no ar, todos estavam reunidos no estúdio da rádio Philips, localizado no quinto andar da Rua Sacadura Cabral, 43 - perto da Praça Mauá, no centro do Rio de Janeiro. Tudo pronto para a primeira irradiação do programa, Victoriano Augusto Borges, diretor da Rádio Philips, foi convidado para saudar os rádio-ouvintes em nome da emissora. Porém, poucos minutos antes de iniciar o programa o diretor descobriu que este não tinha nome. Casé, só então, deu conta de que havia se esquecido desse "pequeno detalhe"; coube a Victoriano, no improviso, criar o nome. Às oito da noite, ele abriu a chave do microfone e anunciou: "A Rádio Philips do Brasil, PRAX, vai começar a irradiar o Programa Casé." (Casé, ). Esta é a tendência na maior parte das estações de rádio e televisão no Brasil, atualmente: dar o nome do apresentador ao programa. Foi assim no passado e continua hoje. Em 13 de maio de 1942, 8

9 Auricélio Penteado fundou o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística IBOPE, primeiro instituto de pesquisa da América Latina. A criatividade sempre foi uma característica da propaganda, como nas frases de humor que já eram consideradas bons anúncios, no passado: Sente-se mal? Compre uma cadeira de balanço na Casa Bela Aurora e sente-se bem. Pilogênio [produto para os cabelos] é tão bom que faz crescer cabelos até em uma bola de bilhar. (Baldo, ) Nascido em 1911 e falecido em 1999, em seu pequeno castelo na França, David Ogilvy, conhecido como o pai da propaganda moderna, fundou a agência de propaganda Ogilvy & Mather em 1948, hoje conhecida só como Ogilvy, uma das maiores do Brasil. Ele dizia: Quando fundei a Ogilvy& Mather, nas quintas e sextas-feiras eu era o diretor de pesquisas. Nas segundas, terças e quartas-feiras, eu era o diretor de criação. Sempre enxerguei a função criativa com olhos de pesquisador. A primeira agência de propaganda de Natal foi a Vésper Propaganda inaugurada em 1962 por Fernando Luís da Câmara Cascudo, filho de Luís da Câmara Cascudo. Nos primórdios da propaganda na capital potiguar, os anúncios eram feitos por corretores, sendo o rádio o veículo mais utilizado, seguido pelo jornal. Os próprios comerciantes às vezes redigiam seus próprios textos publicitários. Havia uma tabela de preços, cabendo ao corretor 20% do valor pago ao veículo, de acordo com Maranhão Filho ( ): A redação ficava a cargo do radialista, a locução com [...], a cobrança voltava para [a estação de rádio] e a comissão... ah, esta demorava um pouquinho, mas vinha no final do mês, para reforço da feira. Com o desenvolvimento da propaganda nos veículos de comunicação, surgiram outras agências em Natal, destacando-se a J.Propaganda, cujo dono era o radialista Jota Oliveira. Entre os anunciantes, destacaram-se a Casa Régio ( uma como nenhuma ), Girafa Tecidos, Lojas Utilar, A Formosa Syria, Casas Duas Américas, J.Resende e A Sertaneja (esta, com o nome do proprietário Radir Pereira sempre em destaque nos anúncios). A Casa Vesúvio, localizada na Rua João Pessoa (Grande Ponto), patrocinava na Rádio Poti Alma Itálica, um programa diário de 10 minutos, que ia ao ar antes da Voz do Brasil. 9

10 Na capital do estado existem cursos de Publicidade e Propaganda funcionando na Universidade Potiguar UNP, na FATERN/Gama Filho, na Fanec e na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN, sendo que as três primeiras são particulares. Com relação ao mercado de trabalho, as agências de propaganda natalenses empregam 300 pessoas, possibilitando cerca de 5000 outros empregos indiretos em serviços prestados pelas gráficas, produtoras de vídeo, serigrafias, confecção e venda de brindes etc. O mercado movimenta anualmente 100 milhões de reais, sendo que 40 por cento das cifras têm origem em anúncios do poder público, como o estado e prefeituras (Natal e Mossoró) e Assembléia Legislativa com a divulgação de editais e publicidades oficiais. 10

11 3. JUSTIFICATIVA A publicidade brasileira, em virtude do Milagre Econômico dos anos 70 consolidou-se no país tornando-se um negócio rendoso e reconhecido. Criou-se então uma estrutura industrial composta por anunciantes, veículos de comunicação e agências de propaganda. Como resultado, houve uma expansão natural de cursos de publicidade impulsionada pelas reformas de ensino que se sucederam. Com o seu poder de utilizar o belo dentro de uma estética cuidadosamente planejada, a propaganda brasileira aos poucos tomou seu lugar ao sol no panorama mundial. A propaganda atualmente no país acompanha os a- vanços tecnológicos como a internet. A General Motors, por exemplo, grande anunciante na web, foi a primeira em todo o mundo a lançar um novo modelo de automóvel pela rede mundial de computadores. O Astra teve um site próprio No campo do ensino, as universidades brasileiras iniciaram o século XXI despertando para a urgência de preparar os alunos para enfrentar o desafio que se refere à dicotomia mercado de trabalho, demandas sociais e academia. Não basta adaptar e maquiar antigos cursos, introduzindo três ou quatro novas disciplinas e com isso supor que já estão sendo atendidas todas as exigências do mercado. É preciso reconstruir a formação acadêmica em sua totalidade. Conceitos como reflexão crítica, interdisciplinaridade e fluência discursiva são pontos essenciais na formação do estudante. Faz-se imperativo dar ferramentas ao aluno para que a- prenda a raciocinar, levando em conta todas as variáveis que o mundo moderno lhe impõe para tomar decisões. O importante não é a informação em si, mas como se processam e se gerenciam as significações que essas informações comportam. O conjunto de conhecimentos do campo da Comunicação pode ser agrupado nas seguintes áreas: 1) área das Ciências Sociais, englobando conteúdos que permitam ao estudante o conhecimento da realidade social em que vai operar e, ao mesmo tempo, lhe forneçam modelos teóricos e metodológicos para analisar o sistema de produção e os processos de mudança social; 2) áreas de Ciências da Comunicação e da Linguagem, permitindo o conhecimento dos sistemas de comunicação existentes ou necessários à sociedade; 3) áreas de Filosofia e Arte, 11

12 enfatizando os aspectos estéticos dos fenômenos; 4) as áreas de administração e informática, considerando o avanço tecnológico e suas demandas para a Comunicação Social. Desde o seu surgimento, o curso está alicerçado nas leis que regem o ensino superior brasileiro. A base de sustentação é a Lei de Diretrizes e Bases n 9.394/96, os atos legais dela derivados, as novas Diretrizes Curriculares para o Curso de Comunicação Social e suas habilitações, bem como a legislação específica de cada campo de atuação profissional. Ao aluno formado será conferido o título de Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda. Para a Comunicação, o mercado comporta os seguintes setores: agências de publicidade e propaganda, emissoras de rádio e TV, empresas jornalísticas, empresas ou assessorias especializadas em marketing; composição gráfica de revistas, jornais, livros e outras publicações; produtoras de jingles, filmes e spots. A profissão é regulamentada pela Lei 4.680, de 18/06/65. Diante do exposto, a UFRN, como instituição pública, oferece à comunidade um curso de Publicidade e Propaganda, cujo mercado tem amplas possibilidades de absorver egressos dos mais diferentes ramos da publicidade, tais como: planejamento, atendimento, criação, mídia, pesquisa de mercado e elaboração de planos de marketing. A fundamentação pedagógica do curso que se pretende criar está focada em quatro parâmetros: articulação entre a teoria e a prática; a instrumentalização do ingressante; prática da extensão como formação da cidadania, articulada à pesquisa e ao ensino; e, desafios que o futuro profissional irá enfrentar. Na sua formação, o aluno, a partir do quarto período desenvolve projetos específicos a- través dos quais ele irá construindo o próprio conhecimento, auxiliado pelos professores do curso, que atuarão de maneira interdisciplinar, de acordo com o andamento do projeto. Dessa forma, sob a orientação do professor, o perfil profissional do aluno vai se formando na medida em que as fases são ultrapassadas, chegando à fase final, no oitavo e nono períodos. O mercado de trabalho hoje espera um profissional preparado e não admite um recémformado sem experiência. Por isso, o trabalho prático específico da carreira publicitária ocorrerá através do desenvolvimento de experiências de estágios em entidades do terceiro setor e em agências e veículos prestadores de serviços, com apoio e orientação dos professores. No campo profissional, a função de diretor de criação é o mais valorizado na carreira, mas, apenas um 12

13 grupo reduzido de publicitários das agências trabalha nessa área, incluindo, ainda, pesquisa de mercado, arte e redação. Trabalhar em propaganda não significa apenas entender de anúncios, mas ainda de administração e de custos. Há poucos especialistas em planejamento e promoção de vendas e cresce a necessidade das empresas nessa área. 13

14 4. OBJETIVOS DO CURSO C onforme o Plano de Desenvolvimento Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a missão da instituição é educar, produzir e disseminar o saber universal, contribuir para o desenvolvimento humano, comprometendo-se com a justiça social, a democracia e a cidadania. Dentro deste princípio, o curso objetiva: Formar profissionais de comunicação críticos, reflexivos e criativos, habilitados ao planejamento, execução e supervisão de estratégias de comunicação, no exercício da publicidade e propaganda. Proporcionar uma sólida formação técnica e metodológica para que os estudantes possam, frente às aceleradas conquistas científicas do início do século XXI, atuar de forma dinâmica e inovadora. Deter o conhecimento e o domínio de técnicas e instrumentos necessários para atender às demandas sociais, de mercado e institucionais; 14

15 5. PERFIL DO FORMANDO D e acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Comunicação Social, aprovadas pelo Parecer 492/2001, de 3 de abril de 2001, o perfil comum do egresso corresponde a um objetivo de formação geral que deve ser atendido por todos os cursos da área e em todas as habilitações de Comunicação, qualquer que seja sua ênfase ou especificidade. Trata-se de base que garante a identidade do curso como de Comunicação Social. O egresso do Curso de Graduação em Comunicação, em qualquer de suas habilitações, caracteriza-se por: a. sua capacidade de criação, produção, distribuição, recepção, e análise crítica referentes às mídias, às práticas profissionais e sociais relacionadas com estas, e a suas inserções culturais, políticas e econômicas; b. sua habilidade em refletir a variedade e mutabilidade de demandas sociais e profissionais na área, adequando-se à complexidade e velocidade do mundo contemporâneo; c. sua visão integradora e horizontalizada - genérica e ao mesmo tempo especializada de seu campo de trabalho possibilitando o entendimento da dinâmica das diversas modalidades comunicacionais e das suas relações com os processos sociais que as originam e que destas decorrem; d. utilizar criticamente o instrumental teórico-prático oferecido em seu curso, sendo portanto competente para posicionar-se de um ponto de vista ético-político sobre o exercício do poder na comunicação, sobre os constrangimentos a que a comunicação pode ser submetida, sobre as repercussões sociais que enseja e ainda sobre as necessidades da sociedade contemporânea em relação à comunicação social. O perfil do egresso na habilitação Publicidade e Propaganda se caracteriza: a. pelo conhecimento e domínio de técnicas e instrumentos necessários para a proposição e execução de soluções de comunicação eficazes para os objetivos de mercado, de negócios de anunciantes e institucionais; 15

16 b. pela tradução em objetivos e procedimentos de comunicação apropriados os objetivos institucionais, empresariais e mercadológicos; c. pelo planejamento, criação, produção, difusão e gestão de comunicação publicitária, de a- ções promocionais e de incentivo, eventos e patrocínio, atividades de marketing, venda pessoal, design de embalagens e de identidade corporativa, e de assessoria publicitária de informação. 16

17 6. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES 6.1. As competências gerais do campo da Comunicação Social são as seguintes: a. discutir informações atualizadas, de acordo com a diversidade teórico-prática; b. fomentar a pesquisa em comunicação a partir do desenvolvimento do pensamento crítico e da competência metodológica; c. desenvolver uma formação profissional, voltada ao compromisso com a realidade social e qualidade de vida; d. desenvolver e consolidar uma prática profissional baseada em princípios éticos; e. capacidade de assimilar criticamente conceitos que permitam a apreensão de teorias; f. capacidade de usar tais conceitos e teorias em análises críticas da realidade; g. capacidade de dominar as linguagens habitualmente usadas nos processos de comunicação, nas dimensões de criação, de produção, de interpretação e de técnica; h. experimentar e inovar no uso destas linguagens; i. refletir criticamente sobre as práticas profissionais no campo da Comunicação; j. ter competência no uso da língua nacional para escrita e interpretação de textos gerais e especializados na área As habilidades específicas para a Publicidade e Propaganda são: a. ordenar as informações conhecidas e fazer diagnóstico da situação de clientes; b. realizar pesquisas de consumo, de motivação, de concorrência, de argumentos etc. c. definir objetivos e estratégias de comunicação como soluções para problemas de mercado e institucionais dos anunciantes; d. conceber meios de avaliar e corrigir resultados de programas estabelecidos; e. executar e orientar o trabalho de criação e produção de campanhas de propaganda em veículos impressos, eletrônicos e digitais; f. realizar e interpretar pesquisas de criação como subsídio para a preparação de campanhas publicitárias; 17

18 g. dominar linguagens e competências estéticas e técnicas para criar, orientar e julgar materiais de comunicação pertinentes a suas atividades; h. planejar, executar e administrar campanhas de comunicação com o mercado, envolvendo o uso da propaganda e de outras formas de comunicação, como a promoção de vendas, o merchandising e o marketing direto; i. identificar e analisar as rápidas mudanças econômicas e sociais em escala global e nacional que influem no ambiente empresarial; j. identificar a responsabilidade social da profissão, mantendo os compromissos éticos estabelecidos; k. assimilar criticamente conceitos que permitam a compreensão das práticas e teorias referentes à publicidade e à propaganda. 18

19 7. SITUAÇÃO DO DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - DECOM C onforme o Plano Trienal do Decom para , o quadro de docentes atual do departamento é formado por 32 professores, sendo 25 efetivos e sete substitutos. Entre os primeiros, 10 têm o título de doutor, 11 de mestre, 3 de especialista e apenas 1 graduado. O quadro de apoio técnico é composto por 5 funcionários com funções administrativas e 8 com funções técnicas (áudio e vídeo) Bases de Pesquisa No Decom existem 2 bases de pesquisa. Elas contribuem para despertar no estudante o gosto pela pesquisa através do programa de iniciação científica, articulando-se, assim, com o ensino de graduação. São as seguintes: a. Comídia Estudos da Comunicação, Cultura e Mídia, com a participação de 7 professores, conforme quadro a seguir: Professor Pesquisador Adriano Lopes Gomes Gerson Luiz Martins Moacir Barbosa de Sousa Itamar Moraes Nobre Miriam Moema F.Pinheiro Área de pesquisa História da mídia Estudos de Jornalismo História da Mídia Imagem, comunicação, cultura e sociedade Estudos da televisão José Carlos Aronchi Mídia e Globalização Gêneros na Comunicação Eletrônica Maria Érica da Silva Pensamento Comunicacional no RN: Mídia e Memória Fonte: Plano Trienal Departamento de Comunicação Endereço eletrônico: Diretório de grupos de pesquisa do CNPq: 19

20 b. Gemini Estudos de Mídia: análises e pesquisas em cultura, processos e produtos midiáticos, com a participação de 4 professores, de acordo com o quadro abaixo: Professor Pesquisador Josimey da Costa Silva Kênia Beatriz Maia Marcelo Bolshaw Gomes Área de pesquisa Corporeidade, Artifícios e Fluxos A Informação Científica nos Meios de Comunicação Comunicação e Política Maria das Graças Pinto Coelho Fonte: Plano Trienal Departamento de Comunicação Endereço eletrônico: Diretório de grupos de pesquisa do CNPq: Processos Socioculturais e de Significação Setores de apoio didático Hemeroteca A Hemeroteca foi implantada no curso de Comunicação Social em 1990, com o objetivo de oferecer aos estudantes de Comunicação, um espaço para leitura e pesquisa dentro do curso. Para facilitar o trabalho de pesquisa de estudantes e professores, os técnicos trabalham em sistema de escala com tarefas definidas. O acervo da Hemeroteca, fruto de doações efetuadas pelos seus usuários ou por instituições de caráter educativo e cultural e empresas, é composto por: jornais; revistas; boletins; Projetos Experimentais monográficos catalogados por áreas da Comunicação Social; um pequeno acervo de livros de comunicação doados por estudantes e professores; recortes de jornais, com temas classificados em ordem cronológica; arquivo de matérias publicadas em peri- 20

21 ódicos; arquivo de textos acadêmicos de autoria de professores e outros textos classificados por área de conhecimento Biblioteca O Campus Universitário da UFRN dispõe da Biblioteca Central Zila Mamede - BCZM - uma unidade suplementar vinculada à Reitoria, dentro de uma área física de 4.937,32 m2, diretamente subordinada ao Gabinete do Reitor. É órgão central executivo, responsável pela administração, planejamento, coordenação e supervisão das atividades do Sistema de Bibliotecas - SISBI - da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O Sistema de Bibliotecas - SISBI - compreende, além da Biblioteca Central, as bibliotecas setoriais, que funcionam em unidades acadêmicas e as bibliotecas setoriais especializadas, depositárias de acervos específicos dos cursos de Pós-graduação. O serviço ofertado pelo Sistema de Bibliotecas da UFRN tem como objetivo fornecer suporte informacional ao ensino, à pesquisa e à extensão universitária. As coleções didáticas básicas e literárias são circulantes, exceto as coleções de periódicos de referência e de obras raras. A consulta ao acervo é de livre acesso para a comunidade em geral. O empréstimo é oferecido apenas à comunidade universitária: alunos de graduação (3 livros por 15 dias), professores (5 livros por 30 dias) funcionários (3 livros por 15 dias) e alunos de pós-graduação (5 livros 30 dias). As Bibliotecas têm funcionamento de segunda a sexta-feira, das 07h 30m às 22h. A Biblioteca põe em prática os seguintes serviços especiais: 1) Garantia de um exemplar da coleção circulante, na coleção reserva, para possibilitar a consulta local; 2) Rastreamento das publicações não localizadas nos acervos do SISBI e fornecimento de cópias dos artigos de periódicos, de teses, de capítulos de livros, através do COMUT/IBICT; 3) Participação em sistemas on-line de pesquisa e comutação - LILACS e MEDILINE (Biblioteca Setorial do Centro de Ciências da Saúde e Biblioteca Setorial do Departamento de O- dontologia, ambos da UFRN), Rede Antares e CCN (Catálogo Coletivo Nacional de Periódicos/ IBICT/ Biblioteca Zila Mamede ). 21

22 Dentre as várias ofertas de Serviços, a BCZM instrui os usuários sobre o uso dos serviços oferecidos pelas Bibliotecas. Através de visitas programadas, orienta e atende aos pedidos de busca bibliográfica em base de dados através de CD-Rom e internet. A BCZM dispõe de salas para estudo em grupo e individual, com ar condicionado, sala para projeção de fitas de vídeo com 20 lugares, auditório com capacidade para 140 pessoas, hall para exposições, lançamento de livros e outros eventos culturais Laboratório de Comunicação Labcom O Labcom é um complexo de salas de aula, estúdios de rádio e televisão, auditório, salas de bases de pesquisa, salas para laboratórios de computadores e fotografia, e pequenas salas com destinos diversos. Foi construído em 2004 e sua estrutura garante uma ampliação com mais salas de aula, salas para coordenação do curso, chefia de departamento e ambientes para os professores (projeto que se encontra em estudos). Quando concluído, o projeto permitirá o funcionamento de uma Escola de Comunicação. 22

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