RAÍZES DA CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL: CONSIDERAÇÕES SOBRE ESTADO E MERCADO

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1 RAÍZES DA CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL: CONSIDERAÇÕES SOBRE ESTADO E MERCADO Rafael Adilio Silveira dos Santos Graduando em Ciências Sociais na Universidade Estadual de Maringá Bolsista PIBIC-Fundação Araucário - UEM Resumo: Em meados de 2007, teve início o processo de crise financeira nos Estados Unidos, momento em que as manifestações da crise ocorreram no setor imobiliário, influenciou fortemente a inadimplência no pagamento das hipotecas do segmento subprime (mercado de crédito), gerou ampla desvalorização de imóveis e dos ativos financeiros ligados ao setor. O estouro da crise financeira que ganhou proporções internacionais deriva da política monetária americana, de inspiração neoliberal, que advoga a não intervenção do Estado no funcionamento do mercado, gerando desregulamentação. Mas é em 2008, com a falência do Banco Lehman Brothers e de outras instituições financeiras que a crise confirma sua gravidade, causa medo no mercado mundial e deixa de ser um problema estadunidense apenas. Nestes momentos de crise do sistema capitalista, novamente altera-se o papel do Estado em relação ao Mercado, sendo que, lhe é atribuída à responsabilidade de socorrer financeiramente empresas e bancos privados, com o argumento de que é preciso garantir a recuperação da economia. Dado o contexto, o presente ensaio, busca explicitar os fatores que levaram à crise financeira deflagrada em 2007, bem como analisar parte das medidas adotadas pelo Governo americano antes e depois do início da crise, que alteraram os rumos da economia política internacional. Palavras-chave: Crise financeira nos Estados Unidos; Estado; Mercado; Economia política. 475

2 RAFAEL ADILIO SILVEIRA DOS SANTOS INTRODUÇÃO O Estado, mais do que uma instância meramente política de uma nação, também interfere nos rumos econômicos de um país, mesmo num sistema de inspiração liberal que advogue participação governamental mínima, ou seja, economia e política se relacionam. Portanto, analisamos a relação entre estas duas estruturas no atual sistema capitalista onde as instituições liberais predominam, procurando estabelecer de que maneira uma estrutura da realidade influencia a outra, onde há pontos de toque entre economia e política na vida social. Neste contexto, pretendemos estudar as causas da crise econômica iniciada em 2007, conforme sugerem Belluzzo (2011a) e Silva (2009), a qual reverbera até os dias atuais. Inseridos nos marcos da Economia Política e da Teoria Crítica, recusamos as teorias que separam economia e política, pois as compreendemos de forma articulada na análise científica da realidade, as duas perspectivas da vida humana andam juntas e não de maneira separada. Também não tratamos economia política em seus aspectos interno e externo de forma estanque e separada, o que ocorre dentro de um país não está imune ao que ocorre internacionalmente. Estamos no campo da macroeconomia, pois o que nos interessa é uma visão geral dos motivos da crise e de como o governo estadunidense tem lidado com tal circunstância. Apesar da contemporaneidade da crise, percebendo que hoje ela assola não só os Estados Unidos, mas também a Europa, isso não significa que ela seja um problema ao qual nos deparamos de maneira inédita ou surpreendente, falar da história ou do desenvolvimento da sociedade capitalista é ter que relatar a ocorrência das crises. Elas são inerentes, inevitáveis ao atual modo de produção em que vivemos e não apenas um acidente no percurso que foge a qualquer previsão, elas não têm caráter excêntrico na realidade, a crise econômica é constitutiva do capitalismo e expressão de suas contradições. Nesse sentido, cabe enfatizar que, não existiu, não existe e não existirá capitalismo sem crise. (NETTO; BRAZ, 2011, p. 167). Num rápido levantamento histórico das crises econômicas no capitalismo, de 1825 até a Segunda Guerra Mundial ocorreu quatorze delas. As crises deixaram de ser localizadas e passaram a ter dimensão internacional, a mais grave do século XIX foi em 1873, a crise de 29 certamente é uma das mais marcantes da história e tocante no que se refere ao século XX. Assim nos é apresentado o desenvolvimento conturbado da sociedade capitalista na sua história recente: Em pouco mais de um século, como se constata, a dinâmica capitalista revelou-se profundamente instável, com períodos de expansão e crescimento da produção sendo bruscamente cortados por depressões, caracterizadas por falências, quebradeiras e, no que toca aos trabalhadores, desemprego e miséria. (NETTO; BRAZ, 2011, p. 166) A frequência das crises, juntamente de seu caráter sistêmico, as tornam por si só objeto 476

3 RAÍZES DA CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL: CONSIDERAÇÕES SOBRE ESTADO E MERCADO de importantíssima análise para compreendermos melhor e de forma mais clara a conjuntura internacional, os processos envolvidos nas relações internacionais e a compreensão da dinâmica envolvida no âmbito da Economia Política Internacional. Pretendemos, assim, contribuir com nosso estudo para o entendimento das crises e o papel desempenhado pelo Estado em meio aos interesses envolvidos da sociedade civil, bem como instituições ou empresas que representam o capital. Precisamos pensar a crise para além de um fenômeno econômico, mas também nas suas implicações para as decisões políticas da vida social, onde certas prioridades ficam mais evidentes. A crise manifesta as contradições e lutas que ocorrem no âmbito da sociedade de classes na defesa por interesses, ajudando a pensar a relação capital/estado que não se separa do mundo do trabalho. A ATUAL CRISE FINANCEIRA NOS ESTADOS UNIDOS Parte-se do pressuposto de que nenhuma crise explica-se apenas pelo momento em que é deflagrada e se torna evidente, por isso, com a crise de 2007/2008 não foi diferente. No entanto, precisamos voltar um pouco no tempo para explicar as origens das perturbações da economia política que nos atingem até os dias atuais. Devido às políticas monetárias dos anos 1980, os Estados Unidos mantiveram a inflação sob controle nos anos de 1990, a taxa de juros foi mantida baixa, o que proporcionava baixo rendimento aos bancos e demais instituições financeiras fazendo com que corressem atrás de novas alternativas na competição por lucros; mas estimulava o consumo e o investimento pelo país (SILVA,2009). O ambiente de tranquilidade na economia estadunidense foi quebrado no início dos anos 2000, com a crise das empresas pontocom (empresas ligadas à internet que tiveram suas ações supervalorizadas, quando os lucros não foram os esperados, seus papéis ficaram ilíquidos) e o desaquecimento econômico que acometeu o país. O crescimento médio do PIB caiu de 4,34% para 0,31% entre 2000 e 2001, resultado da contração do consumo das famílias. Neste cenário, a taxa de juros foi reduzida sucessivamente, estimulando as famílias a contraírem empréstimos e consequentemente gastando mais para alavancar a retomada de crescimento da economia, mas não parou por aí, o governo americano também reduziu impostos para elevar o crescimento. Depois do abalo na confiança do mercado de ações com a crise das empresas pontocom e a redução do retorno deste tipo de aplicação (devido à redução da taxa de juros), todos procuravam alternativas para investirem seu dinheiro, uma das alternativas estava na construção de novas casas, ou seja, no investimento imobiliário (SILVA, 2009). O mercado já tinha bancos e financeiras que dominavam o crédito para o setor imobiliário, principalmente no segmento prime, onde as regras para os tomadores de empréstimos eram 477

4 RAFAEL ADILIO SILVEIRA DOS SANTOS mais rígidas, exigia-se um bom histórico de crédito e renda suficiente para pagar as parcelas. As novas empresas (bancos e financeiras que outrora atuavam em outros mercados, mas encontraram espaços num cenário de desregulamentação para explorar novas possibilidades e acirrar a competição) que investiam na área imobiliária procuravam lucros e crescimento rápido. O setor que apresentou as maiores possibilidades de ganhos foi o segmento subprime, onde o oferecimento de garantias exigido por parte de quem concede o financiamento é menor, como frisou Belluzzo (2011b), empréstimos saíram até para desempregados, dando uma ideia dos riscos do setor, que por isso cobrava mais juros. A casa era a garantia do financiamento e com a valorização dos imóveis as possibilidades de lucros eram maiores, enquanto houvesse alta procura e consequente valorização das moradias as empresas que investiam no crédito subprime estariam confiantes (SILVA, 2009). A alta procura por imóveis por parte das famílias e especuladores os valorizou, isso afetou o consumo também, muitas pessoas refinanciaram suas residências baseadas nos novos valores, ou seja, valorizados; a segunda hipoteca permitia a quitação da primeira e ainda sobrava dinheiro para a realização de outros desejos de consumo, o que aquece a economia, embora possa afetar a inflação do país (SILVA, 2009). Os créditos subprime foram concedidos a pessoas sem renda, sem emprego e sem poupança. Isto é, as pessoas foram incentivadas a contraírem hipotecas, pois a valorização dos imóveis poderia ser usada para quitar parte da dívida e o resto seria refinanciado. Os bancos acabaram ficando cheios de contratos subprime, uma transação financeira frágil e especulativa, visto que baseava suas ações na valorização dos imóveis e no retorno maior de juros cobrados pelo risco (SILVA, 2009). Conforme nos aponta Silva (2009), bancos e instituições financeiras utilizaram um processo chamado securitização 1 para desenvolver o setor de crédito subprime, transferindo, assim, os riscos para os investidores. Este processo é utilizado pelos bancos para a alavancagem 2 do mercado subprime americano. Os ativos ligados ao segmento suprime, por se tratarem de ativos de alto risco, possibilitavam altas taxas de retorno, sendo mais atrativos para investidores, além do mais, os papéis securitizados do subprime tiveram boas notas pelas agências de classificação, o que diminui a desconfiança do mercado. A securitização do subprime torna o sistema financeiro frágil, pois é altamente especulativo, onde as garantias de pagamento por parte dos tomadores é incerta, trata-se de um setor com alto risco de calote, sem contar que não havia garantias do governo para este tipo de financiamento (SILVA, 2009). 1 De acordo com Sandroni (2003), securitização é um termo oriundo da palavra inglesa security e que significa o processo de transformação de uma dívida com determinado credor em dívida com compradores de títulos originados no montante dessa dívida. Na realidade, trata-se da conversão de empréstimos bancários e outros ativos em títulos (securities) para a venda a investidores que passam a ser os novos credores dessa dívida (SANDRONI, 2003, p. 548). 2 Termo usado no mercado financeiro para designar a obtenção de recursos para realizar determinadas operações (SANDRONI, 2003, p. 19). 478

5 RAÍZES DA CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL: CONSIDERAÇÕES SOBRE ESTADO E MERCADO Os créditos securitizados foram transferidos pelas instituições financeiras a terceiros no mercado. Todo o processo se inicia com a transferência dos contratos de empréstimos hipotecários para um fundo de investimento, que emite cotas de classes diferentes, variando a taxa de retorno proporcionalmente ao risco, lembrando que esta classificação era autenticada pelas empresas classificadoras de risco. O fundo garantia as perdas relacionadas à inadimplência no segmento subprime, os papeis desse fundo eram garantidos por outros títulos, empréstimos ou outro tipo de ativos. Cotas de médio risco eram enviadas ao fundo e anexadas a outros títulos de dívida (cartão de crédito e outros financiamentos, como o de automóveis), os papéis obtinham outra classificação, que era melhor em relação a anterior. Tal desenvolvimento permitiu que 75% dos papéis lastreados em hipotecas subprime levados ao fundo recebessem notas de baixo risco, isso fez com que os riscos do crédito fossem espalhados das instituições financeiras e bancárias para os mais diversos investidores do mercado, além do que, permitiu que as empresas ligadas ao subprime conseguissem recursos a baixo custo para financiá-lo (SILVA, 2009). Surgiram também empresas SIV (Structured Investment Vehicle) que financiavam o setor subprime, elas adquiriam títulos a longo prazo e de maior remuneração (trazendo maiores ganhos aos acionistas) e emitiam títulos de curto prazo de baixos juros. Em nossos estudos, apuramos que dois problemas decorrem deste tipo de financiamento: O primeiro era o risco de solvência, relacionado a possibilidade dos preços dos títulos de longo prazo se reduzirem a patamares inferiores aos preços dos títulos de curto prazo emitidos pelo fundo, levando a sua insolvência. O segundo risco era o de liquidez, devido a discrepância dos prazos da concessão e obtenção dos empréstimos. Se tomava recursos emprestados a curto prazo e concedia empréstimos de longo prazo, pelo fato dos empréstimos demorarem mais tempo para retornar poderia haver o risco de liquidez. (SILVA, 2009, p ). Os chamados fundos CDOs (Colletaralised Debt Obligations) associados as SIVs, permitiram a captação de recursos a um baixo custo, mediante a venda de ativos de alto risco, e ao mesmo tempo contribuíram com a proliferação das operações Off-balance, possibilitando ampliar o nível de alavancagem dos bancos transferindo os riscos a terceiros e ao mesmo tempo fugir das regras impostas pelo Acordo da Basiléia. Essas operações levaram a uma melhora nas avaliações de risco das carteiras das instituições financeiras, mostrando grandes probabilidades de retornos e riscos menores aos arcados na ausência dos derivativos. (Idem, p. 51). Curioso é perceber que as instituições financeiras operavam altamente alavancadas, porém, frouxamente reguladas, não possuíam reservas de capital, sem acesso aos seguros de depósitos, sem operações de redesconto e linhas de crédito de última instância dos Bancos Centrais, assim, ficando vulneráveis a saques de desconfiança e desequilíbrios patrimoniais. (CINTRA; PRATES, 2011). A melhor classificação dos papéis vinculados ao segmento subprime possibilitou a compra deles por grandes fundos, principalmente da Europa, bancos também investiram neste tipo de título esperando maior retorno e havia confiança na economia 479

6 RAFAEL ADILIO SILVEIRA DOS SANTOS que tinha desempenho favorável desde Contudo, a partir de 2004 inicia-se um efeito inflacionário, estimulado pelo preço dos imóveis valorizados, o governo passa a rever sua política monetária e adota medidas restritivas de elevação da taxa de juros. Na medida em que a taxa de juros baixava, a oferta de imóveis aumentava, quando ocorre elevação da taxa de juros, a quantidade de imóveis se reduziu, quando a taxa de juros de curto prazo chegou a 3,25%, a venda de imóveis tem uma baixa mais acentuada. O problema relacionado ao aumento da taxa básica de juros de curto prazo e a queda da venda dos imóveis estava na existência de grande quantidade dos empréstimos hipotecários estarem vinculados a taxas de juros flutuantes que variavam de acordo com a determinada pelo Federal Reserve, ou seja, muitas pessoas viram suas parcelas subirem muito acima do que poderiam pagar. Consequentemente, a inadimplência do subprime aumentou, em 2006 subiu 15%, aumentando o número de execuções hipotecárias, 320 mil execuções hipotecárias foram feitas nos primeiros seis meses de 2007 e com o declínio do valor dos imóveis, as famílias não podiam mais tomar novos empréstimos. (SILVA, 2009). Os documentos securitizados tinham seus recebimentos atrelados ao pagamento das hipotecas subprime, com a inadimplência no setor imobiliário os títulos ligados a ele sofreriam impacto também. O valor dos pacotes securitizados começaram a cair, afugentando investidores, a perda ficou para os bancos que emitiam os papéis hipotecários, ninguém queria arriscar mais e bancos passaram a não conceder empréstimos para outros bancos que necessitavam, bloqueando os fluxos de recursos interbancários. As pequenas e médias instituições financeiras foram ameaçadas por saques e cortes nas linhas de crédito; corporações tiveram dificuldades para obter empréstimos também. (CINTRA; PRATES, 2011). Com a desvalorização dos títulos subprime, as empresas SIVs que financiavam o setor se tornaram insolventes, quem detinha seus papéis começa a encarar perdas, ao mesmo tempo há retração do crédito hipotecário, levando a uma retração no mercado imobiliário com desvalorização ainda maior dos imóveis e aumento da inadimplência. A inadimplência afetou toda a economia norte americana, criou dificuldades para o crédito imobiliário, reduzindo demanda por imóveis, gerando diminuição nos gastos com materiais de construção, o que reduz a exigência por insumos. (SILVA, 2009). Na ausência de regulação do mercado financeiro, onde se segue um modelo liberal de autorregulação, o capital fictício pôde ser reproduzido de forma livre, o que agravou a crise, os bancos puderam fazer a alavancagem financeira, o que possibilitava a concessão de empréstimos num valor superior ao que existia em caixa, contrariando acordos, como o da Basiléia 3. Ainda há a utilização das hipotecas para mascarar o que era um incentivo ao consumo e a permissão 3 O Acordo de Basiléia recomendava que os bancos não emprestassem mais do que nove vezes o que possuía em caixa, mantendo uma coerência entre os prazos de empréstimos e restituições para não ter escassez de caixa no curto prazo. (SILVA, 2009, p. 58). 480

7 RAÍZES DA CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL: CONSIDERAÇÕES SOBRE ESTADO E MERCADO de refinanciamento das casas para tirar proveito da valorização dos imóveis. Outro sintoma da desregulamentação no sistema financeiro e da prática especulativa, foi a ação dos chamados shadow banks 4, que, ao não estarem circunscritos às restrições regulatórias dos bancos comerciais, representavam uma alternativa, inclusive para os próprios bancos, de executar empréstimos com maior grau de alavancagem e engendrar instrumentos financeiros criativos, como os subprimes, títulos de pagamentos somente dos juros, opções com amortização negativa, entre outros. Assim, a expansão do shadow banking system foi seguida pela euforia com a valorização das residências nos Estados Unidos, pela criação de sofisticadas transações hipotecárias e, consequentemente, pela progressiva exposição do mercado financeiro ao risco. (GOMES, 2011, p. 55). Mediante a crise, a atuação do FED salvou bancos da falência. Em 2007, o Banco Central estadunidense começou a cortar juros da taxa básica, com o objetivo de atenuar os efeitos da redução dos empréstimos interbancários; no mesmo ano, foi emprestado dinheiro a taxas mais baixas aos bancos, trazendo liquidez 5 ao mercado, apenas estas medidas nos apontam para a rapidez da ação do governo quando se tratou de salvar os causadores da crise e os interesses do capital financeiro. Em outubro de 2008, o congresso americano aprovou um pacote de US$700 bilhões para a compra de ações das instituições financeiras, recapitalizando os bancos pecadores. Para estimular a economia através do consumo e consequente retomada da produção, o FED veio baixando a taxa básica de juros até chegar a 0,15% em setembro de (SILVA, 2009). Uma crise que afeta uma potência mundial como os Estados Unidos também exige medidas internacionais, neste sentido, mais uma vez o FED interviu, aumentando para US$900 bilhões os acordos de troca de moedas com catorze bancos centrais para ampliar a liquidez em dólares no mercado mundial. (CINTRA; PRATES, 2011). Já durante o governo Obama, algumas medidas foram tomadas para a regulação do sistema financeiro dos Estados Unidos: Acordou-se a criação de uma agência de proteção ao consumidor para a regular os produtos financeiros (cartões de crédito, hipotecas, empréstimos etc.), bem como a criação de um conselho de supervisão para acompanhar o risco sistêmico, ampliando a autoridade de Fed sobre os grandes conglomerados. Criaram-se ainda regras para a liquidação de instituições falidas, sem ônus para os contribuintes. Parte dos derivativos de balcão trocas de taxas de juros, de câmbio e derivativos de crédito passará a ser negociada em bolsas de liquidação e compensação. 4 O termo shadow banking system foi cunhado por Paul McCulley para designar as estruturas financeiras que, embora operassem de forma legal no mercado americano, estavam completamente fora da esfera de regulação aplicadas aos bancos pelo banco central estadunidense Federal Reserve (Fed). (GOMES, 2011, p. 55). 5 Disponibilidade em moeda corrente, meios de pagamento, ou posse de títulos, ou valores conversíveis rapidamente em dinheiro. (SANDRONI, 2003, p. 350). 481

8 RAFAEL ADILIO SILVEIRA DOS SANTOS Além disso, a chamada regra Volcker - proposta pelo ex-presidente do Fed, Paul Volcker- limitará as operações de tesouraria em fundos de hedge e em fundos de private equity em 3% do capital dos bancos. As instituições geradoras de ativos financeiros complexos (securitização de hipotecas, por exemplo) deverão reter uma parte dos riscos em seus balanços. (CINTRA; PRATES, 2011, p. 17). Não foi a primeira vez que o governo estadunidense teve de salvar os bancos do país, na crise de 1929, foi necessária a intervenção governamental no âmbito monetário e fiscal durante o mandato do presidente Roosevelt, ele procurou regular o sistema de crédito, mas a recuperação do país depois da crise se deu somente com o início da Segunda Guerra Mundial. Tampouco a desregulamentação das finanças domésticas é recente, junto da inserção na divisão internacional do trabalho, o protecionismo comercial e os privilégios concedidos pelo Estado aos empresários, faz parte das quatro vertentes de expansão da economia dos Estados Unidos no século XIX. (BELLUZZO, 2009). O Estado americano é liberal para garantir as normas de concorrência no mercado, porém, protege seus negócios e interesses nacionais, na medida em que é plutocrático, os grupos econômicos mais poderosos se desenvolveram com a sua ajuda, ligando os interesses políticos aos privados e se aproveitando das liberdades por falta de legislação adequada. (BELLUZZO, 2009). Nos marcos de hoje, onde impera a democracia representativa com financiamento privado de campanha, o Estado se torna um centro de disputa de interesses para quem pode financiar os seus candidatos dispostos a realizar as demandas dos grandes grupos privados. (BELLUZZO, 2011c). Junto ao avanço da indústria, aparece uma classe financeira nos Estados Unidos, que rege a grande empresa, que se distingue por seu caráter permanente dos processos especulativos e criação contábil de capital fictício, uma gestão empresarial especulativa, em suma. A concorrência internacional no mercado só acelerou o processo de financeirização e concentração de riqueza, acionistas exigem cada vez mais lucros, o que exige novas maneiras de administração, flexibilização das leis de trabalho e redução de custos. O Estado é chamado a limitar as perdas em circunstâncias de desvalorização das riquezas, fica submetido ao poder de quem acumula riqueza. (BELLUZZO, 2009). Há concentração das riquezas nas mãos daqueles que detém as carteiras de títulos, com consequência de concentração de poder público e privado, o restante da população fica com o risco de desemprego, exclusão social e incertezas de um sistema financeirizado e especulativo. (BELLUZZO, 2009). A deflagração da crise fez com que o governo estadunidense socorresse aqueles que têm o poder econômico e concentram riqueza, algo observável nas ações do FED já citadas, porém, não há garantias da manutenção dos empregos e nem das moradias de quem as perdeu quando não pôde mais pagar as parcelas da hipoteca. Na realidade, pode haver um ataque aos direitos 482

9 RAÍZES DA CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL: CONSIDERAÇÕES SOBRE ESTADO E MERCADO sociais para beneficiar os direitos econômicos de acumular riqueza, como ocorreu no estado de Wisconsin: Depois de favorecer as empresas com uma redução de impostos de 117 milhões de dólares, Walker propôs, para cobrir o prejuízo, dobrar o valor da contribuição dos funcionários aos planos de saúde e um aumento substancial no pagamento dos planos de aposentadoria. Isso, naturalmente, além da supressão do direito à negociação coletiva. Os cálculos do Budget Office de Wisconsin asseguram que essas medidas vão proporcionar uma receita de 300 milhões de dólares em dois anos. (BELLUZO, 2011b) O exemplo de Wisconsin, bem como o que foi delineado nas políticas do FED para salvar as instituições financeiras, nos remetem a pensar o papel do Estado no processo de crise financeira nos Estados Unidos. Nas medidas adotadas pelo governo estadunidense para recuperar a economia de seu país abalada pela crise, não podemos entendê-las como livres de interesses ou em uma leitura simplista de que visam o interesse geral da nação, existem forças, agentes que pressionam para seguir determinados caminhos. A política econômica do governo se concentra no processo de acumulação de capital, fato evidenciado na urgência de salvar o sistema financeiro prestando socorro às empresas afetadas, nunca é demais lembrar que vivemos numa organização social que vislumbra o lucro, o capitalismo. Capitalismo este, de orientação neoliberal, que reivindica liberdades para as empresas atuarem, ou seja, livres para acumular riquezas nas disputas pelo mercado. Nos momentos de crise e de desequilíbrios na estrutura do sistema econômico-financeiro, a iniciativa privada insolvente não consegue e talvez, não queira, resolver autonomamente os problemas, que escapam a esfera restrita do caixa da empresa e desembocam em desemprego, quebradeiras, não pagamentos aos fornecedores, de impostos e indenizações, entre outras. Por não ser um evento isolado, restrito a um grupo empresarial, mas de caráter amplo e diversificado, o Estado é acionado para agir, como vimos, por meio das ações de regulamentação ou do FED para salvar as instituições financeiras em apuros, intervindo para que o processo de acumulação não se rompa, para que não haja distorções e agravos piores. Como as insuficiências e desequilíbrios do capitalismo não podem ser resolvidos pelo livre mercado, visto que ele mesmo gera descontroles, cabe ao governo adotar medidas para garantir e revigorar a empresa privada. Desta forma, em períodos sem crise, o Estado é ausente, mas na crise assume a direção das atividades. O poder estatal é chamado para restabelecer o equilíbrio do sistema econômico, sanar os problemas e estabelecer a ordem onde há anarquia, procurando preservar o status quo. (IANNI, 2004). As decisões governamentais não se organizam tendo apenas como base os critérios puramente econômicos e objetivos, tratam de interesses de grupos financeiros que envolvem interesses políticos e, em certa medida, anseios sociais. As soluções encontradas para a crise 483

10 RAFAEL ADILIO SILVEIRA DOS SANTOS revelam o conteúdo político e social que envolve o Estado, mais do que um ato econômico, optar por salvar as instituições financeiras também é uma manifestação política de como se pretende sanar os problemas gerados pela crise. Nesse sentido, temos no Estado o principal centro de decisões, discute-se a partir daí como se realizará sua intervenção, ele representa a sociedade enquanto sistema econômico, social e político estruturado em classes sociais e o equilíbrio de forças se dá por intermédio dele, mediando também a relação entre as classes, assim, não há como guardar independência em relação aos fatos. (IANNI, 2004). Ao mesmo tempo em que media a relação entre classes, o Estado interfere na economia visando a reprodução do capital, desta maneira, os interesses econômicos se conectam aos sociais e políticos. Cria-se uma conexão entre as tendências econômicas e as atuações do governo como centro de decisões, durante as crises esta vinculação parece se aprofundar para ditar os caminhos tomados, fato exemplificado no lobby das empresas e o balcão de negócios que pode se tornar um parlamento. Mas não se pode reduzir a atuação estatal apenas à reprodução do capital, é necessário que ele atenda a um mínimo as classes sociais menos favorecidas e nem elas podem ser tratadas como inertes ou passivas. Embora os interesses de quem possui poder econômico pressione o governo para o seu favorecimento, as classes subalternas também podem se organizar quando seus direitos são atacados, a história da luta de classes nos mostra isso, apresentando a capacidade de pressão das massas sobre o Estado. Assim, ao mesmo tempo em que precisa garantir a reprodução do capital, o Estado tem de dar atenção àqueles que perdem com a crise de forma mais intensa, pois já se encontram em situação desfavorável enquanto trabalhadores assalariados, mas que em conjunto têm grande poder reivindicatório. Desta forma, não só problemas econômicos, a crise enseja como nunca a necessidade de se pensar de maneira articulada o econômico, o social e o político na realidade, embora pensemos que isso deva se aplicar como regra, e não como exceção da análise, mas em momentos difíceis as contradições saltam aos olhos e as conexões se descobrem. CONSIDERAÇÕES FINAIS Estado e mercado têm uma relação de amor e ódio no atual sistema capitalista de orientação neoliberal com grande concentração e ampliação de capital, principalmente o fictício na área financeira. Ao mesmo tempo em que as empresas reclamam da interferência estatal na economia quando esta entra em choque com os seus interesses, pedem socorro aos governos quando há uma tormenta econômica que é tão característica do capitalismo. A intervenção estatal se torna indispensável para a reprodução do capital, visto que livre, ele se torna desregulado, especulativo e sem capacidade de se planejar em limites 484

11 RAÍZES DA CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL: CONSIDERAÇÕES SOBRE ESTADO E MERCADO lógicos. A livre concorrência traz o progresso e o avanço em certas tecnologias ou inovações financeiras, porém, sem controle devido estas manobras levam às crises, a necessidade de produzir cada vez mais riqueza esbarra nos limites do consumo e da segurança nos negócios. No meio da briga entre Estado e mercado ficam as classes subalternas e trabalhadoras com seus anseios e necessidades. O Estado precisa compatibilizar as expectativas do proletariado com o desenvolvimento econômico que exige garantias à reprodução do capital, que por sua vez, pede medidas que atacam os direitos conquistados pelos trabalhadores. Assim, o poder econômico das corporações tem grande capacidade de pressão sobre os governos para pedir certas regalias e ajudas para consecução de seus lucros, ao mesmo tempo, a população tem sua capacidade de pressão pelo voto, mas mais do que isso, pela possibilidade de manifestação nas ruas. Cabe ao Estado mediar os diversos interesses das classes, sem perder de vista o desenvolvimento capitalista e sua visão limitada de reproduzir e ampliar o capital, embora possam falar em responsabilidade social. Uma saída encontrada para as crises é reaquecer o consumo, isto por sua vez, implica em crédito, em dívidas para os governos e famílias, sem contar os limites do próprio consumo e da produção material da vida, e nem entramos na discussão sustentável do ponto de vista ambiental. Falar em consumo sustentável numa sociedade de consumo parece a maior falácia dos últimos tempos, está aí mais um desafio ao Estado, ao mercado e aos rumos que a sociedade quer tomar. Por ora, se não chegamos a pensar em uma ruptura com o atual modelo econômico, político e social, precisa-se encontrar um equilíbrio nas relações entre Estado e mercado ancorados nos interesses de classes. Se a empresas não gostam de regulação também precisam perceber seus limites e o Estado precisa garantir não só os lucros, mas também que não haja desamparo aos trabalhadores. Eis aí os desafios que o capitalismo se coloca a cada crise quando suas fragilidades são expostas e as decisões políticas que afetam a economia e a vida social precisam ser tomadas, como se fosse possível conciliar capital, Estado e trabalho. REFERÊNCIAS BELLUZZO, Luiz Gonzaga. Os antecedentes da tormenta: origens da crise global. 1. ed. São Paulo: UNESP; Campinas: FACAMP, Alertas ignorados. Carta Capital. Fev 2011a. Disponível em <http://www.cartacapital. com.br/economia/alertas-ignorados>. Acesso em: 18 set Manual prático do Tea Party. Carta Capital, Mar 2011b. Disponível em <http://www. cartacapital.com.br/internacional/manual-pratico-do-tea-party>. Acesso em: 18 set

12 RAFAEL ADILIO SILVEIRA DOS SANTOS. O poder dos donos. Carta Capital, Jun 2011c. Disponível em <http://www.cartacapital. com.br/economia/o-poder-dos-donos>. Acesso em: 18 set CINTRA, Marcos Antonio Macedo; PRATES, Daniela Magalhães. Os países em desenvolvimento diante da crise financeira global. In: ACIOLY, Luciana (Org.); LEÃO, Rodrigo Pimentel Ferreira (Org.). Crise Financeira Global: mudanças estruturais e impactos sobre os emergentes e o Brasil. Brasília: Ipea, p GOMES, Keiti da Rocha. A crise financeira e o comportamento do mercado brasileiro: entre euforia e incerteza. In: ACIOLY, Luciana (Org.); LEÃO, Rodrigo Pimentel Ferreira (Org.). Crise Financeira Global: mudanças estruturais e impactos sobre os emergentes e o Brasil. Brasília: Ipea, p IANNI, Octavio. Estado e capitalismo. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, NETTO, José Paulo; BRAZ, Marcelo. Economia Política: uma introdução crítica. 7. ed. São Paulo: Cortez, SANDRONI, Paulo. Novíssimo Dicionário de Economia. 12. ed. São Paulo: Best Seller, SILVA, Claudeci da. Crise Mundial e Efeito Local: transmissão da crise financeira americana para a economia brasileira f. Monografia - Departamento de Economia, UEM, Maringá,

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