Brasil, a bola da vez na dermatologia. SBD quer expandir-se mundo a fora levando a experiência e a competência dos dermatologistas brasileiros

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1 Março-Abril 2013 Ano 17 N. 2 Publicação oficial da Sociedade Brasileira de Dermatologia Brasil, a bola da vez na dermatologia SBD quer expandir-se mundo a fora levando a experiência e a competência dos dermatologistas brasileiros

2 Sumário Sociedade Brasileira de Dermatologia A liada à Associação Médica Brasileira 24. Capa: Do Brasil para o mundo: o avanço da dermatologia verde-amarela Diretoria 2013/2014 Presidente Denise Steiner Vice-presidente Gabriel Gontijo Secretária-geral Leandra D Orsi Metsavaht Primeira secretária Flávia Addor Segundo secretário Paulo R. Cunha Tesoureira Leninha Valério do Nascimento Coordenadores médicos do Jornal da SBD Omar Lupi Aldo Toschi Conselho editorial Denise Steiner Gabriel Gontijo Leandra D Orsi Metsavaht Flávia Addor Paulo R. Cunha Leninha Valério do Nascimento 10 SBD-Resp lança gibi A pele e o sol para alunos do Estado de São Paulo 16 Dermatologia no esporte: cuidados na prescrição dermatológica de atletas e o doping na dermatologia Jornalista responsável Erika Drumond - Reg. MT n Redação e edição Erika Drumond Editoração eletrônica Nazareno Nogueira de Souza Contato publicitário Priscila Rudge Simões A equipe editorial do Jornal da SBD e a Sociedade Brasileira de Dermatologia não garantem nem endossam os produtos ou serviços anunciados, sendo as propagandas de responsabilidade única e exclusiva dos anunciantes. As matérias e os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Correspondência para a redação do Jornal da SBD Av. Rio Branco, 39/17 o andar Centro - Rio de Janeiro RJ CEP: Assinatura anual: R$ 120,00 Número avulso: R$ 20,00 Tiragem: exemplares Impressão: Sol Grá ca 2 Carta do editor 3 Palavra da presidente 4 Preste seu Depoimento 5 Ouvidoria 6 Grape SBD 9 Defesa Pro ssional 14 Mídias Sociais 18 Biblioteca 21 Tour de Prevenção 23 Dia do Dermatologista 29 Fórum Tecnologia e medicina 36 Congresso Brasileiro de Brasília 41 Analogias em medicina 42 Destinos 46 Regionais 50 Serviços Credenciados 52 Departamentos Jornal da SBD Ano 17 n.2 1

3 DO BRASIL PARA O MUNDO DO BRASIL PARA O MUNDO DO BRASIL PARA O MUNDO DO BRASIL PARA O MUNDO Prezados associados, Omar Lupi Editor médico do Jornal da SBD Um jornal é feito pelos seus leitores! Agradecemos as inúmeras manifestações de apoio e comentários elogiosos sobre o número anterior do JSBD, que já re ete a postura da nova diretoria da SBD gestão 2013/2014. Teremos um jornal mais próximo do dermatologista, integrado aos acontecimentos mais atuais da nossa especialidade e ágil em sua proposta. A coluna Preste seu Depoimento continua a todo vapor, com atitude corajosa e clara a respeito das di culda- des práticas que encontramos em nossos consultórios e sempre escritas por quem entende bem do assunto. A iniciativa Grape expande mais sua fronteiras, mostrando o trabalho da colega Enilde Borges e convidando todos a participar de sua ações nacionais. Mostramos também a atuação da SBD-Resp na rede nacional de escolas e durante o carnaval com o projeto A pele e o sol. Do mesmo modo, o reconhecimento de que A dermatologia de amanhã se erguerá sobre os alicerces de hoje confere destaque especial à coluna coordenada por Carolina Marçon sobre as mídias sociais que, de forma direta e contundente, discute a questão da defesa pro ssional. Ampliamos neste número a nova seção sobre dermatologia no esporte abordando a questão do doping na nossa especialidade e fazemos um balanço de cinco anos do Tour de Prevenção ao Câncer da Pele. O Dia do Dermatologista, recém-comemorado em 5 de fevereiro, e o foco da nova campanha multiplataforma organizada pela SBD estão bem explicados nas matérias das página 23 e 26. Talvez o maior destaque deste número, e que nos incentivou a conceber a bela capa desta edição, seja a matéria que incorpora o mote da nova gestão: Do Brasil para o Mundo. A grande participação brasileira no recém-terminado Congresso Americano de Dermatologia em Miami é amplamente destacada na matéria central deste número contando como está a aproximação o cial da SBD com a Academia Americana de Dermatologia (AAD), o lançamento da candidatura do Rio de Janeiro e do Brasil para sediar o Congresso Mundial de Dermatogia em 2019 e tudo mais que o futuro nos reserva. Não se esqueça de checar dicas sobre o congresso brasileiro de 2013 (Brasília), que já se aproxima, e também as novidades sobre Dubai e o congresso que essa cidade receberá no próximo mês. 2 Jornal da SBD Ano 17 n.2

4 Palavra da presidente Caminho aberto Denise Steiner Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) (2013/2014) DO BRASIL PARA O MUNDO DO BRASIL PARA O MUNDO DO BRASIL PARA O MUNDO DO BRASIL PARA O MUNDO Caros ass ociado s, A Sociedade Bras ileira de Dermatologia (SBD) tem o orgulho de ocupa r uma posição de desta que entre as sociedades médicas líderes mund iais da especiali- da de. Do Brasil para o mundo é a frase que traduz com precisão nosso objetivo de internacionalização cada vez maior da dermatologia brasile ira. Gostaria de comu nicar a todos que hoje somos candidatos o cia is pa ra sediar o Congresso Mundial de Dermatologia em , feito inédito e merecido pela qualidade e potencial exc epcionais dos nossos especialistas brasileiros. Nu m clima de amizade e de muito respeito, realiza- mos durant e o Meeting, em Miami, uma reuni ão com Wolfram St erry, pr esidente da International League of Derm rmat ological Societies (Ilds), e os membm ros da Di- re toria da SBD, para a de niç ição de noss a candidatura no enc ontro de Somos considerados pelo presi- dente cand idatos fortes, int egrados e competitivos e, independente teme mente do s organizadores, é questão de honra que estejamos unidos nes sa empreitada para a valoriza ção da SBD. A SBD e a SBCD tam bém promoveram uma importante reunião com o presidente da Academia Americana de Derma mato logi a (AADA ), Dirk Elston, para a discus são de assuntos rele levantes referente tes às três sociedades médicas. A AAD te m intenção de partici- pa r de nos so s congressos e tam ambém de intensi car os laço s em relação a parcerias sociais is, cien entí cas e trei- namentos. São muito boas as pe rspectivas! Em fevereie ro, zem emos o Fórum SBD 2013, um encontro interativo e rico em conteúdo, que contouou com a participação de todos os presidentes de Regionais, Se rviços Credenciados, Dep artamentos, além da atua l Diretoria. Os principaisi pla nos de tra balho e ações foram debatidos e aprese ntados, realçando a criação do Grupo de Apoio Permanente (Grape) e), as campa - nhas sociais e a de prevenção de câncer da pele, e, esta agora com novo formato. Os Dep artamentos apres esen- tara m individualmente suas atividades desenvolvida s, e vári os questionários foram respondidos, assi sim co mo ações já iniciadas. Os Ser viços Credenciados estão sendo avaliados, redimene sionad ados, e es tão em comu- nica ção direta com a Diretor oria. A defesa pro ssi si onal do dermatologista brasi leiro tamb mbém est steve em pauta, evidene ciando que esse é um pr oblema crítico em todo o Brasil. Para ta nto, contratamos uma assessss oria jurídica e es tamos programando uma camp mpan ha publi citária encadeada com o site e a assessoria de imprensa. Ex presso aqui toda a minha satisfação pelos resultados observadosos no Fórum SBD Todos, sem exceção foram muito grati can antes. Nosso último recado é: conversem conosco! Inte- gração é nossa palavra-chave. Com responsabilidade, autonomi a, tradição e criatividade, vamos juntos continuar tra balhando para uma SBD cada vez melhor. Te- mos um único ideal e muitos sonhos. Jornal da SBD Ano 17 n.2 3

5 Nesta coluna, o associado poderá manifestar de forma ética e responsável suas sugestões, insatisfações e experiências com a indústria, na compra de insumos ou equipamentos. Alexandre Filippo Vice-presidente da SBCD e coord. de Assuntos com a Indústria da SBD Preste seu ASBD por meio dessa iniciativa proporciona aos nossos associados conhecimento de experiências que possam servir de alerta, de ajuda e até mesmo de incentivo na mudança de atitudes com relação a fatos que acontecem em nossa rotina médica. Tive uma experiência marcante em minha vida pro ssional que gostaria de compartilhar com todos. Há mais ou menos dois anos, fui convidado para participar como palestrante da Jornada Cearense de Dermatologia, evento de alto nível, que incluía na programação parte teórica e parte prática, a qual era transmitida ao vivo para o auditório. Na prática, fui apresentador das novas ponteiras fracionadas da plataforma Etherea, da Industra. Essas novas ponteiras tinham sido colocadas no mercado há pouco tempo e não havia ainda tempo hábil para total aprendizado tanto dos parâmetros quanto da técnica de aplicação. A paciente foi bem selecionada, pele tipo 1, e estava bem preparada para o procedimento. Como ainda não havia grande experiência com essas ponteiras, utilizei os parâmetros recomendados pela empresa. Na sala havia algumas pessoas da organização do evento, como também um médico querendo aprender ao vivo, que não parava de fazer perguntas. Além de ter que falar para um auditório e fazer a aplicação, esse médico tirava-me parte da atenção. Quando terminei o procedimento, percebi algumas áreas esbranquiçadas na pele da paciente, sinal de ocorrência de bulking (queimadura de dentro para fora). No dia seguinte, a Dra. Maggy Poty, responsável pelo acompanhamento da paciente, me informou que a paciente apresentava bolhas, solicitando minha atuação. Fiz a orientação e prescrição, responsabilidade assumida pela SBD-Ceará, sob a presidência do Dr. René Diógenes, que mandou não medir esforço para reverter a complicação. A Dra Maggy cou acompanhando diariamente a paciente e me mantinha informado da evolução. O quadro evoluiu para infecção secundária, posteriormente cicatrizes hipertró cas e depois atró cas. Após tratar a infecção secundária, troquei informações com diversos colegas, e chegamos ao consenso de que a paciente deveria fazer o Dye laser. Depoimento Contactei o Dr. Francisco Leite, de Brasília, que tem esse aparelho e prontamente abriu sua clínica e recebeu a paciente várias vezes para realizar o tratamento das cicatrizes hipertró cas. A área tratada evoluiu com atro a, e, por sugestão do Dr. Francisco, foi iniciado o laser de CO 2. Durante todo esse período, tivemos o apoio total da Industra, que acompanhou junto conosco a evolução do caso e estava sempre à disposição no que precisávamos. Esse episódio foi muito estressante, por ter que acompanhar a paciente a distância, mas contei com a gentileza da Dra. Maggy, que a avaliava quase diariamente e lhe dava suporte emocional, a amizade do Dr. Francisco, que gentilmente tratou a paciente, e com a Industra, que se mostrou grande parceira, dando o suporte necessário para resolver o problema. Várias lições podem ser tiradas desse episódio. Nos workshops, s devemos nos preocupar com o ensino e utilizar parâmetros mais baixos, pois iremos embora, e os médicos locais cam com o paciente e às vezes acabam passando por situações bastante difíceis. Devemos preconizar mais as apresentações em vídeo, pois além de poder mostrar o antes e o depois do procedimento, evitamos o alto custo de preparar uma sala, selecionar pacientes, ter liberação da Anvisa e contar com a boa vontade da indústria de fornecer os materiais necessários para a realização do procedimento. Complicações só acontecem com quem faz procedimentos, e uma boa relação com o paciente atenua muito o estresse gerado. Devemos sempre trocar informações com outros colegas, e até mesmo solicitar um terceiro para assumir o caso, tirando um pouco do desgaste emocional do caso ocorrido. Abrace o caso e vá com ele até o nal, com muita paciência e mostrando ao paciente que estamos engajados em resolver o problema, chegamos quase sempre a resultado satisfatório, evitando muitas vezes transtornos jurídicos. Hoje a paciente se encontra em perfeitas condições e sem nenhuma sequela da complicação. Concluo, citando uma frase famosa de Chico Xavier: Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, podemos começar agora e fazer um novo m. 4 Jornal da SBD Ano 17 n.2

6 Ouvidoria Prezados associados, Temos um início de 2013 repleto de temas a ser tratados pela SBD e trazidos pelos associados via internet na página do grupo Defesa Pro ssional da Dermatologia (DPD), no Facebook. Entre os debates acalorados que foram travados no espaço, a Ouvidoria destacou 14 assuntos para avaliação mais detalhada junto à Diretoria da SBD. Esses assuntos vão desde a atuação de biomédicos invadindo a área da dermatologia e de médicos não dermatologistas apresentando-se como tal até a atuação de dermatologistas em cursos para não dermatologistas. Há questionamentos dos associados também sobre a própria via de comunicação a página da DPD no Facebook, suas premissas e a participação exclusiva de dermatologistas ou não. Essas participações têm sido ricas, entusiasmadas e demonstram a necessidade de uma visão da SBD que traduza as principais linhas de pensamento de seus associados. Esses temas foram identi cados e encaminhados para avaliação da Presidência da SBD, que passa a considerar essas questões em suas decisões e ações. Gostaria de destacar a importância da participação dos associados no início do processo, informando, denunciando e demandando providências, e também na parte nal seguindo as posturas orientadas pela SBD. O Departamento Jurídico da SBD está elaborando uma cartilha para de nir as posturas que os dermatologistas devem adotar. O livro irá uniformizar as ações cabíveis a cada um, dentro da conformidade legal de seus atos. Outras ações são de atuação centralizada da SBD e serão encaminhadas de forma diferenciada para cada caso. Há ainda questões que demandam encaminhamento para avaliação da Comissão de Ética. É sempre necessário destacar o enorme desa o assumido pela Presidência da SBD em monitorar os debates desenvolvidos na rede social. O ritmo dos registros postados, suas inúmeras réplicas e tréplicas inviabilizam a análise e resposta no mesmo veículo. Dessa forma, as manifestações encontradas na rede são coletadas e o cializadas junto à SBD para análise, tratamento e comunicação aos associados. Maria Helena L. Sandoval Ouvidora da SBD Vice-Presidente da SBD-ES Jovem Dermatologista Novidades no Prêmio Fide 2013 Oportunidade única para jovens dermatologistas latino-americanos apresentarem seus trabalhos cientí cos em importante evento internacional Serão oferecidas este ano pela Fundação Internacional para a Educação Dermatológica (Fide) em parceria com a Sociedade Internacional de Dermatologia (ISD) quatro bolsas destinadas a jovens dermatologistas latino-americanos que queiram apresentar seus trabalhos no Congresso Internacional de Dermatologia, a ser realizado de 4 a 7 de dezembro, em Nova Déli, capital da Índia. Dermatologistas graduados com menos de cinco anos na especialidade e residentes na América Latina tiveram até o dia 15 de março para enviar um resumo em inglês de trabalhos que possam ser apresentados no Congresso, conforme o regulamento do evento dispo- nibilizado no site (www.icddelhi2013.com). Agora eles aguardam o resultado do júri, formado por dermatologistas do Brasil, Estados Unidos, Espanha, Colômbia, responsáveis pela seleção dos melhores trabalhos de cada país. No ano passado, o Prêmio Fide foi conferido às dermatologistas paranaenses Heliane Sanae Suzuki, do Serviço do Hospital das Clínicas de Curitiba, e Luciana de Abreu, do Instituto de Dermatologia Prof. Rubem David Azulay, no Rio de Janeiro. Ambas acabaram de voltar do 71 o Meeting da AAD, ocorrido em Miami, na Flórida. Na próxima edição, divulgaremos os vencedores da Bolsa Fide Jornal da SBD Ano 17 n.2 5

7 Educação em Saúde pos de Apoio Permanente Grape SBD Por Oswaldo Del ni Filho e Carlos A. Silva Bastos Coordenadores de Ações Institucionais SBD Oswaldo Del ni Filho (SP) OProjeto Grape-SBD inicia sua caminhada. Após o informativo veiculado via internet, recebemos muitas consultas de colegas interessados nesse tipo de trabalho, existindo já alguns grupos formados e em funcionamento, enquanto outros solicitaram mais detalhes, especi camente sobre como organizar um Grape-SBD. Queremos enfatizar aqui que qualquer sócio da SBD que estiver motivado em realizar esse tipo de ação pode constituir e coordenar um Grape-SBD, focado em alguma dermatose de interesse. As reuniões poderão ser realizadas em suas clínicas ou consultórios, não necessitando estar vinculado a nenhuma instituição pública ou privada, embora elas sejam de extrema importância na participação do Projeto. Já contamos com vários grupos cadastrados, sendo que o primeiro, AAGAP- Alopecia Areata Grupo de Apoio, de São Paulo (SP), coordenado pela Dra. Enilde Borges Costa e constituído em 2003 com apoio da SBD-Resp, na época presidida pela Profa. Alice Alchorne, pronta e gentilmente aceitou nosso convite para incorporar-se ao Projeto Grape-SBD, fato de suma relevância, tendo em vista que AAGAP já funciona há 10 anos, e, portanto, acumula experiência para desde já, tornar-se referência maior dentro do Projeto Grape-SBD. Esperamos que outros grupos semelhantes venham, em breve, juntar-se a nós. Muito nos honrou também o interesse do estimado João Roberto Antonio, professor emérito da Faculdade Estadual de Medicina de São José do Rio Preto, em criar e coordenar, no Serviço de Dermatologia do Hospital de Base da referida Faculdade, um Grape-SBD focado em psoríase. Se consideramos o Grupo-AAGAP da Dra. Enilde como referência maior, o Grupo do Prof. João Roberto será nosso exemplo maior. Agradecemos desde já o denodo e a dedicação dos coordenadores de outros grupos formados e em funcionamento. Ressaltamos que a ação, além dos benefícios trazidos ao paciente, que é o foco maior desse trabalho, com certeza contribui para signi cativa melhora do relacionamento médico/paciente, maior adesão aos protocolos terapêuticos, bem como para o respeito e valorização do médico dermatologista. Veja as agendas e os contatos dos Grapes-SBD já constituídos no site da SBD. Carlos A. Silva Bastos (PR) Grape-SBD fecha parceria com a Leo Pharma No dia 23 de fevereiro, a presidente da SBD, Denise Steiner, e o coordenador de Ações Institucionais da SBD, Oswaldo Del ni Filho, se reuniram com representantes da indústria farmacêutica LEO Pharma para a apresentação do projeto Grape-SBD e formação de possível parceria. O intuito desse encontro preliminar residiu no interesse dessa indústria no Projeto Grape-SBD, pois, como foi exposto, a LEO Pharma, empresa dinamarquesa centenária, pauta-se pela responsabilidade de desenvolvimento socioambiental e econômico sustentável, e o projeto vem ao encontro dessa premissa, tornando de interesse uma parceria para seu apoio, explica Del ni. Em sua opinião, a divulgação inicial será por meio de mídia eletrônica e confecção de produtos, tais como, banners, camisetas, bonés, folders etc. À medida que o projeto se desenvolver, outros procedimentos de implementação e/ou patrocínio deverão ser estudados, completa. Em nome da SBD, Denise Steiner e Oswaldo Del ni sentiram-se honrados pelo interesse demonstrado e agradeceram a iniciativa importante desse apoio, desejando que a parceria seja exemplar e de muito sucesso. Participaram da reunião os representantes da LEO Vinicius Dantas Alves (gerente de Produto), Anderson Luciano Issa Abon Ali (gerente de Marketing), Giuliana Gonçalves Silva (coordenadora de Relações com o Mercado) e Samanta Nunes (gerente médica). 6 Jornal da SBD Ano 17 n.2

8 Movimento do bem: SBD convida todos a participar do Grape Projeto visa renovar as esperanças do surgimento de novos grupos pelo Brasil Dermatologistas da SBD têm gradativamente demonstrado interesse em desenvolver trabalhos que ofereçam suporte e apoio contínuo psicoemocional e educativo a pacientes com dermatoses excludentes, como complemento à assistência ambulatorial ou de consultório. Até o fechamento desta edição, nove grupos já se haviam formado, sendo o primeiro sob o comando de Enilde Borges (SP), recém-associada ao Grape e coordenadora do Grupo de Apoio aos Pacientes com Alopecia Areata (AAGAP), de São Paulo, que em 2013 completa 10 anos. Desde a a década de 1990, período em que a dermatologista começou a acompanhar pacientes com alopecia areata no ambulatório do Departamento de Dermatologia da Unifesp, ela tem observado a necessidade de algo mais do que uma medicação que trouxesse de volta os cabelos daquelas pessoas. Notei que os pacientes precisavam de um espaço em que pudessem entender o que estava acontecendo com eles, trazer suas dúvidas, seus medos; encontrar outros indivíduos com problemas semelhantes; perceber que a perda dos cabelos e pelos não os impedia de continuar suas vidas. Foi então que, em 2003, a professora Alice Alchorne, então presidente da SBD-Resp, me fez o convite para criar um grupo de apoio a esses pacientes, com o respaldo da Regional de São Paulo. E assim zemos. Nessa época, trabalhava conosco a psicóloga Simone Godinho, que assumiu, junto comigo, a coordenação do grupo, explica Enilde sobre como se deu o processo de criação do AAGAP. Desde então, cerca de 300 pessoas passaram pelo grupo, que se reúne mensalmente, sempre aos sábados pela manhã na sede da SBD-Resp. Cada encontro congrega de 15 a 20 pessoas, entre adultos e crianças. Os encontros têm dinâmica bastante variada. Algumas vezes trazemos atividades lúdicas, em outros momentos compartilhamos um lme ou a leitura de um livro com discussão em seguida. Às vezes contamos com a colaboração de músicos. Mas o o condutor das reuniões é o esclarecimento, o acolhimento e o amadurecimento mútuo, informa ao jornal. Enilda esclarece que o papel do médico inclui tentar enxergar a verdadeira necessidade do paciente que o procura e aplicar o conhecimento adquirido em sua formação pro ssional para oferecer alternativas que possam suprir essa necessidade. Portanto, com o recurso do grupo de apoio, conseguimos alcançar muitas pessoas que buscam esclarecimentos, acolhimento, espaços para compartilhar suas angústias, num clima de seriedade e re exão, mas também de leveza e descontração. E, aqui, acrescento: todos nós, pro ssionais, que participamos das reuniões do grupo, sempre saímos fortalecidos, inspirados, e com mais recursos para atuar em nossa vida pro ssional e pessoal, frisa. COMPROMISSO COM A TRANSFORMAÇÃO Segundo o coordenador de Ações Institucionais da SBD, Oswaldo Del ni, a experiência do AAGAP serviu de inspiração para a recente criação do Grape. Segundo Enilde Borges, que tem a seu lado na coordenação do AAGAP a dermatologista Ideli Neitzke e a psicóloga Conceição Coelho, a iniciativa deve motivar o surgimento de novos grupos de apoio a pacientes com doenças dermatológicas estigmatizantes no Brasil. Não tenho dúvida de que o projeto Grape vai despertar outros colegas para essa atividade. Aliás, já estamos vendo outros grupos se formando. Ver a criação de outros grupos de apoio em outras cidades do país era o meu grande sonho. Aos colegas dermatologistas a rmo, sem medo de errar, que esse tempo usado para observar os pacientes, para ouvi-los, para realmente entender suas necessidades, é um tempo muito rico, que vai fornecer a nós, médicos, os elementos de que precisamos para fazer a diferença na sociedade em que estamos, naliza. Na foto acima estão Enilde Borges e Oswaldo Del ni na primeira reunião do ano, ocorrida em fevereiro, na sede da Resp. Na seguinte, crianças participam de atividades lúdicas promovidas constantemente nos encontros. Para Enilde, o o condutor das reuniões é formado por esclarecimento, acolhimento e amadurecimento mútuo Jornal da SBD Ano 17 n.2 7

9 Defesa Pro ssional Defesa pro ssional, um debate necessário Comprometida com a defesa do médico especialista em dermatologia que possui seu título devidamente registrado no CRM e, sobretudo, com a preservação da saúde da população, a SBD lista a seguir os procedi- mentos que podem ser adotados pelos associados para promover a comunicação de irregularidades cometidas no exercício da dermatologia. São eles: Por meio de newsletter dirigida nos dias 28 de fevereiro e 1 o de abril, a SBD ressaltou os principais procedimentos a serem realizados pelos dermatologistas para tratar as questões ligadas à defesa pro s- sional da especialidade. Todos sabem que só se pode intitular especialista em dermatologia o médico que possuir o registro da especialidade junto ao Conselho Federal de Medicina (CFM). Entretanto, muitos procedimentos ligados à área da dermatologia estão sendo realizados por pro ssionais não médicos, pondo a saúde do paciente em risco e comprometendo o exercício correto da pro ssão. Questão também preocupante e que vem sendo alertada continuamente pela SBD diz respeito ao boom de médicos que se vêm intitulando dermatologistas sem possuir o título de especialidade ou, possuindo, não o ter registrado junto ao órgão competente (CRM). Para saber se o pro ssional tem registro no CFM, basta ir ao site do órgão (www.portal.cfm.org.br) e veri car no banco de dados os registros de médicos especialistas em dermatologia. Deve-se lembrar sempre que a defesa pro ssional é trabalho de cada membro da SBD e não somente de uma comissão, e que a valorização do especialista começa no consultório de cada um, que deve atuar como médico especialista nas doenças de pele. Cabe a ele, por meio de desempenho ético e pro ssional, mostrar a seus pacientes a importância da escolha de um dermatologista para a resolução de seus problemas, sejam eles clínicos ou cosméticos, declarou Marisa Cunha (SP), assessora de assuntos de Defesa Pro ssional da SBD. 1. As comunicações deverão ser dirigidas à Comissão de Ética da Regional da SBD do local em que forem constatados atos que podem con gurar irregularidades. Se não houver Comissão de Ética na Regional, a comunicação deverá ser feita diretamente ao presidente da Regional. 2. As comunicações deverão ser feitas sempre por escrito, com minuciosa descrição dos fatos, e acompanhadas de provas (com cópia de documentos hábeis a provar os fatos narrados). 3. Recebida a comunicação, o presidente da Regional da SBD deverá encaminhá-la por escrito ao presidente do CRM do local em que ocorreram os fatos supostamente irregulares. O órgão, por sua vez, poderá apurar diretamente os fatos aplicando as sanções cabíveis ou encaminhar a comunicação ao Ministério Público Estadual para que tal instituição apure os fatos e, se necessário, instaure os procedimentos cíveis ou criminais pertinentes. 4. O modelo de comunicação por escrito pode ser encontrado no site da SBD. Se o associado preferir, é possível obter uma cópia do mencionado modelo diretamente na Regional da SBD de seu estado. Lembro a todos que a scalização do bom exercício ético não é prerrogativa apenas do CRM, mas de todos nós, pois, do contrário, estaremos cometendo infração ética por omissão. No estado da Paraíba, a Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame) sob meu comando, tem sido bastante atuante em reprimir divulgações dessa ordem. Também defendo que a denuncia seja encaminhada aos demais órgãos de sca- lização (Vigilância Sanitária, Procon e Ministério Público), alertando-os do perigo da propaganda enganosa, reforçou Otávio Lopes (PB), assessor de assuntos de Defesa Pro ssional da SBD. Jornal da SBD Ano 17 n.2 9

10 SBD-Resp lança gibi A pele e o sol para alunos da rede escolar nacional Ação faz parte de campanha desenvolvida na gestão 2013/2014 e tem foco social, educacional e preventivo Uma das prioridades da Diretoria da SBD-Resp para o biênio 2013/2014 é a realização de ações que visem às Boas Práticas sobre Educação em Exposição Solar na Infância. Nesse sentido e a m de chamar a atenção da sociedade civil sobre a importância do uso do ltro solar desde cedo, a Regional inaugurou no ano passado, na posse da nova Diretoria, ocorrida durante a 17 a Radesp, em Atibaia (SP), a campanha Sol, Amigo da Infância, voltada para as crianças do ensino fundamental de escolas públicas e privadas do país e composta por três pilares: o desenvolvimento de uma revista em quadrinhos, DVD desses quadrinhos e peça teatral. Intitulado A pele e o sol, o gibi já lançado em fevereiro conta com o apoio do cartunista Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica. A trajetória teve início com Meire Parada que obteve o apoio do grupo Maurício de Sousa Produções, o qual encampou nossa campanha e desenvolveu conosco o gibi A pele e o sol, da Turma da Mônica. Isso valorizou imensamente nossas ações institucionais. A campanha cumpre dois objetivos: ação social e educacional junto à sociedade civil brasileira, missão da nossa SBD e valorização do dermatologista SBD que, dessa forma, se mostra compromissado com o presente e o futuro das pessoas, explica o idealizador do projeto e presidente da SBD-Resp, Paulo Criado. ASSOCIADOS TAMBÉM GANHAM QUADRINHOS Entre fevereiro e março, os associados da SBD-Resp e da Nacional receberam os gibis que poderão ser re- 10 Jornal da SBD Ano 17 n.2

11 passados a seus pacientes nas clínicas, nos hospitais e Serviços Credenciados. Nessa primeira etapa da ação foram impressos 500 mil exemplares custeados pela Regional São Paulo que, futuramente, espera apoio para tiragens de dois milhões de exemplares, para distribuição gratuita nas escolas da rede pública e privada do Estado de São Paulo. Também distribuímos durante o carnaval nos pedágios das balsas de São Sebastião e Bertioga, e no mês de março nas praças de pedágio da EcoVias nas estradas que ligam a Baixada Santista e São Paulo, complementa o presidente da Resp. O conteúdo dos quadrinhos foi desenvolvido por um desenhista roteirista dos estúdios Maurício de Sousa, com base em orientações sobre exposição solar segura na infância transmitidas pela diretoria da SBD-Resp, composta ainda por Walter Belda Junior (vice-presidente), Meire Brasil Parada (secretária), Nilton Di Chiacchio (tesoureiro), Aparecida Machado de Moraes (coordenadora cientí ca) e Fátima Rabay (coordenadora de Comunicações). Atualmente, além da nossa diretoria, têm-se engajado nesse projeto o Dr. Samuel Maldenbaum, responsável pela Campanha de Câncer da Pele no Estado de São Paulo, e o Dr. Octávio Moraes Jr., de Santos, outro colaborador assíduo. O presidente da SBD-PE, Dr. Sergio Palma, também tem apoiado ativamente a campanha, incluindo ações a implementar na educação do Estado de Pernambuco. São Paulo agradece imensamente seu apoio e a disseminação dessa campanha por sua diretoria. O Dr. Rubens Leite, do Distrito Federal, também tem-nos apoiado e trabalhado em prol da campanha na capital federal, o que agradecemos de público. A diretoria da SBD Nacional também declarou seu apoio, salienta Paulo Criado. EDUCAÇÃO SOLAR NA INFÂNCIA Segundo o presidente, a ideia da campanha não é nova, tendo sido implementada na década de 1970 nas escolas da Austrália por meio do programa SunSafe. Sabe-se que educação nessa faixa etária tem boas probabilidades de mudar o futuro comportamento de vida dessas crianças. Cerca de 25-50% da radiação ultravioleta que o indivíduo recebe ao longo de sua vida ocorre entre os 18 e os 21 anos de idade. Assim, nessa faixa etária instalam-se danos no DNA da epiderme que podem não ser reparados adequadamente e, ao longo de décadas, originar os cânceres cutâneos não melanoma e melanoma. As queimaduras solares na infância com formação de bolhas podem duplicar o risco de melanoma na vida adulta, e a exposição solar na infância correlaciona-se diretamente ao número de nevos melanocíticos que o indivíduo terá na vida adulta, ressalta. As crianças aprendem com os adultos. É fundamental Servir de modelo para que os pequenos possam cooperar na hora de cuidar da pele Jornal da SBD Ano 17 n.2 11

12 Mídias sociais A dermatologia de amanhã se erguerá sobre os alicerces de hoje Por Carolina Reato Marçon Carolina Reato Marçon (SP) Assessora para Comunicação SBD As discussões nos grupos do Facebook têm sido muito abrangentes, envolvendo assuntos distintos, mas todos de muita importância, tanto do ponto de vista acadêmico quanto da defesa pro ssional. Devido ao dinamismo e à rápida velocidade da captura de conhecimento, essa troca de informações tornou-se uma forma efetiva de enriquecer a bagagem pro ssio- nal, bem como de interagir, mobilizar, quando se faz necessário, e, também, de fazer amizades. É interessante como criamos a nidades também de forma virtual. O crescimento dos grupos, com participação constante dos associados, propicia a convergência de ideias e o fortalecimento de nossa classe para implementação de ações, o que se mostra muito importante no momento atual. Nesse contexto, destaco o informativo da SBD comunicando as diretrizes para a comunicação de prática irregular da dermatologia pelos ditos especialistas e pro- ssionais não médicos, que realizam com cada vez mais frequência procedimentos ligados a nossa área de especialidade, colocando em risco os pro ssionais quali ca- dos/intitulados e, principalmente, a sociedade em geral. Tornam-se cada vez mais frequentes nos grupos relatos de colegas que se depararam com complicações, muitas vezes graves, de procedimentos realizados por pro ssionais não quali cados. O crescimento exponencial dos estabelecimentos relacionados à área estética, do número de escolas médicas, e dos cursos de especialização na área, bem como da facilidade de pagamento gerada, por exemplo, pelos sites de compra coletiva, faz com que a questão chegue a patamar bastante preocupante, beirando um problema de saúde pública. Esses fatos estão gerando diversos problemas não só para a SBD e seus associados, como também e sobretudo para os pacientes que, ao procurar atendimento de um dermatologista, são atendidos por pro- ssional que não possui essa especialidade médica aos olhos do Conselho Federal de Medicina (CFM). Uma vez que há prejuízo social e pro ssional, faz-se necessária mobilização para que sejam efetuadas denúncias e punições aos envolvidos na má prática médica. De acordo com a legislação em vigor, só se pode intitular especialista em dermatologia o médico que possui o registro da especialidade junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM) competente e que, portanto, é reconhecido como tal pelo CFM. Engajada na defesa do médico especialista em dermatologia que possui seu título devidamente registrado no CRM e, principalmente, na preservação da saúde da população, a SBD lançou informativo contendo as diretrizes que os seus associados podem adotar para promover a comunicação de irregularidades cometidas no exercício da dermatologia (as diretrizes se encontram no site da SBD, É muito importante para a defesa da especialidade que todos os associados adiram 14 Jornal da SBD Ano 17 n.2

13 a esse movimento e que se mobilizem para efetuar as comunicações de exercício irregular da dermatologia. Temos discutido nos grupos para sedimentar ideias e promover união em prol dessas medidas que visam à defesa pro ssional. Em decorrência de todos esses acontecimentos, existe forte apelo dos associados para que seja instituída prontamente a campanha de valorização da especialidade e orientação populacional. Sugere-se que seja contínua e de abrangência maciça na mídia, com a nalidade de ter grande impacto. Muitas vezes são dados exemplos de campanhas de sucesso realizadas em outros países e por outras especialidades médicas no Brasil, principalmente pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), que enfrenta situação semelhante e tem sido incisiva em suas colocações e posicionamentos. Conhecem-se os custos e di culdades que envolvem medidas como essa, mas acredito que a Diretoria esteja empenhada e dedicada a essa causa. Outra questão, que também está envolvida com o assunto e que tem sido muito discutida e cobrada pelos associados, é o posicionamento da SBD em relação aos membros da Sociedade que colaboram na formação dos pro ssionais em pauta. Seja por meio de aulas ministradas em cursos oferecidos a não médicos, cursos para médicos não oriundos de Serviços Credenciados, cursos preparatórios para o Título de Especialista em Derma- tologia (TED), participação em cursos de nalidades diversas etc. Os associados entendem que as mudanças estatuárias recentemente implementadas respaldam atitudes mais enérgicas contra ações de membros que vão contra os interesses da classe. As especialidades mais procuradas são as que oferecem maior ganho nanceiro, e, nesse contexto, a dermatologia é uma das especialidades mais requisitadas. O crescimento da visão econômica faz com que a saúde esteja cada vez mais suscetível de ser encarada como objeto de consumo. Com isso, surgem a banalização da classe e a desvalorização pro ssional, bem como a ameaça à população, que ca sujeita a essa situação, sem estar ciente dos fatos. A dermatologia de amanhã se erguerá sobre os alicerces de hoje. A visualização da situação atual nos faz projetar um futuro incerto. Os desa os são enormes, mas não podemos sucumbir. Temos que seguir, juntos, na luta por uma dermatologia mais digni cante, combatendo bravamente as ameaças que afetam nossa especialidade. O assunto TED, amplamente discutido nos últimos meses, será abordado detalhadamente na próxima edição. Não percam! Seguem os links para quem ainda não participa dos grupos: https://www.facebook.com/groups/ / https://www.facebook.com/groups/ / Jornal da SBD Ano 17 n.2 15

14 Dermatologia no esporte Os cuidados na prescrição dermatológica de atletas e o doping na dermatologia Renato M. Bakos Presidente da SBD-RS 2013/2014 Por Renato M. Bakos* As práticas esportivas são relacionadas à saúde e ao bem-estar, sendo cada vez mais utilizadas pela população. Estima-se que nos Estados Unidos, cerca de 75% da população seja ativa e participe de alguma atividade desportiva. Esses dados possivelmente são verdadeiros em outras partes do mundo, o Brasil incluído. No nosso país, há crescente procura de atividade esportiva por motivos relacionados à saúde dos indivíduos, por condições sociais e climáticas favoráveis e, nos últimos anos, pelo estímulo que exercem grandes competições mundiais, como a Copa do Mundo de futebol e os Jogos Olímpicos. É natural imaginar que grande parcela desses atletas amadores ou pro ssionais frequente consultórios de dermatologistas. Dessa forma, é fundamental que esse especialista, pro ssional mais capacitado para atender aos anseios desses pacientes, domine as necessidades desse grupo. Cada esporte possui suas peculiaridades, podendo ser desenvolvido em locais fechados ou ao ar livre, disputado em ambiente terrestre ou aquático e com uso de vestimentas variadas. O correto conhecimento da atividade esportiva de nossos pacientes torna-se informação importante dependendo da terapêutica dermatológica a ser instituída. Como exemplo pode ser citada a maior necessidade de emolientes para nadadores e portadores de dermatite atópica. Os cuidados com relação à prescrição dermatológica de esportistas devem ter início na anamnese, com a inserção de perguntas simples que identi quem a prática do paciente, local, frequência e, ainda, se o esporte é praticado de modo pro ssional. Em especial nos atletas pro ssionais, os cuidados com a prescrição incluem o risco de utilização de alguma medicação de uso proibido no esporte. Esses atletas são submetidos constantemente a exames de controle de dopagem durante competições, bem como durante períodos de treinamentos de forma aleatória. As sanções por uso de medicações proibidas são pesadas, podendo, aliás, acarretar o banimento do atleta do esporte. A maioria dos remédios mais utilizados na dermatologia é permitida; algumas medicações de uso comum são, entretanto, proibidas. Dos fármacos tópicos, o principal grupo a ser evitado é dos anabolizantes (testosterona, clostebol, DHEA). Os corticoides de uso tópico são permitidos. Entre as 16 Jornal da SBD Ano 17 n.2

15 medicações sistêmicas, além de anabolizantes e diuréticos, o uso dos corticoides, produtos que contenham efedrina, pseudoefedrina e espironolactona são os mais importantes a evitar. Em 2010, a Agência Mundial de Antidoping (Wada) retirou a nasterida da lista de proibidos, até então considerado um potencial agente mascarador do uso de anabolizantes. A Wada 1 e o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) 2 publicam anualmente em seus sites lista atualizada das substâncias proibidas. É importante mencionar que quaisquer medicações em uso pelo paciente, independentemente de constar na lista de drogas proibidas, devem ser citadas pelo atleta no momento da coleta de amostras para controle de doping. Caso algum paciente necessite empregar por condições clínicas alguma medicação que esteja na lista, a federação esportiva do atleta e a sua equipe médica devem ser noti cados, e um formulário de Isenção de Uso Terapêutico (IUT) disponível no site do COB precisa ser encaminhado para apreciação das autoridades antes do uso da medicação. Além disso, determinados fármacos podem causar reações indesejadas em atletas. Isso ocorre em especial com medicações fotossensíveis em atletas que realizam atividades regulares ao ar livre. Ainda, o potencial sedativo de anti-histamínicos e outros agentes sedantes podem ser prejudiciais em determinados esportes. Apesar de não haver contraindicação para seu uso, pacientes que realizam atividades de alto rendimento devem ser monitorados quando do uso de isotretinoína e outros retinoides. Além da fotossensibilidade, esses agentes podem induzir, em alguns pacientes, mialgias e, até mesmo, lesões articulares. 3 Em suma, a dermatologia se insere nesse contexto como importante especialidade médica no cuidado multidisciplinar de atletas. Reconhecer as necessidades desses pacientes e evitar danos clínicos, de desempenho e desclassi catórios torna-se missão adicional de nossa especialidade. Referências: 1. Manual de medicações proibidas da Wada. Site: Sports-Anti-Doping-Organization/International-Standard/ Prohibited-List/; 2. (www.cob.org.br); 3. Chroni E, Monastirli A, Tsambaos D. Neuromuscular adverse effects associated with systemic retinoid dermatotherapy: monitoring and treatment algorithm for clinicians. Drug Saf 2010;33(1): * Professor adjunto de dermatologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Especialista em medicina do esporte pela Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e Esporte Jornal da SBD Ano 17 n.2 17

16 Biblioteca Uma análise sobre o melasma Padrões clínicos e epidemiológicos do melasma facial em mulheres brasileiras (Estudo realizado na Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp) que aborda as características clínicas e epidemiológicas do melasma facial em mulheres brasileiras) A. de A. Tamega, L.D.B. Miot, C. Bonfietti, T.C. Gige, M.E.A. Marques, H.A. Miot. JEADV 2013;27: Nesse trabalho recente foram estudados 302 pacientes do sexo feminino, fototipos de I a VI de Fitzpatrick, com diagnóstico de melasma, independentemente do tempo de duração ou tratamentos realizados. Os autores analisaram dados clínicos e demográ cos por meio de um questionário, e foram medidos os valores de TSH e cortisol basal. Os resultados mostraram que a idade de início do melasma é em torno de 27,5 ± 7,8 anos, e a duração média da doença de 9 ± 11 anos. Os fototipos III, IV e V foram os mais acometidos, e mais da metade dos pacientes estudados apresentavam antecedente familiar em primeiro grau para a doença, a maioria habitando áreas rurais ou litorâneas. Esses pacientes tiveram maior tempo de duração da doença, sugerindo que a predisposição genética seria um fator de manutenção do melasma, e não mostravam características clínicas diferentes de distribuição das lesões. A baixa incidência de melasma nos fototipos extremos sugere maior estabilidade e homogeneidade da reação pigmentar da pele ao estímulo da radiação ultravioleta. A distribuição das lesões na população estudada mostrou dois padrões principais: centro-facial e periférico. A maioria dos pacientes apresentava acometimento de seis ou mais regiões da face, sendo a região zigomática a de maior ocorrência (90,5%). As causas mais frequentes foram gravidez, uso de anticoncepcionais orais e exposição solar intensa. Em 244 pacientes, o melasma foi associado à gravidez; nesses casos a idade de início foi mais precoce, e a ocorrência estava diretamente relacionada a um maior número de gestações, mas sem apresentar distribuição característica das lesões. O uso de anticoncepcional oral foi relacionado ao maior acometimento da região mentoniana. Os valores de TSH foram anormais em 25,3% dos pacientes, sendo 24,1% acima, e 1,2% abaixo do normal. O nível de cortisol estava alterado em 9,6% dos pacientes, sendo 7,7% com níveis elevados, e 1,9% abaixo. Esses achados são consistentes com os 18 Jornal da SBD Ano 17 n.2

17 Nesta edição, a coluna disponibiliza a sugestão de leitura de dois artigos sobre o melasma, a segunda maior queixa nos consultórios dermatológicos, de acordo com os resultados do censo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realizado em Convidamos a coordenadora da Biblioteca da SBD, Ana Paula Meski (SP), para comentar os artigos a seguir, publicados este ano no Jornal da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (JEADV) e na Surgical & Cosmetic Dermatology. níveis encontrados na população feminina adulta, não podendo nesse caso ser relacionado diretamente ao melasma. Estudos anteriores mostraram a relação entre exposição solar intensa e níveis anormais de TSH, e maior prevalência de melasma em pacientes com alterações autoimunes de tireoide, mas ainda não se conhece o real papel desses achados. Outros estudos apontaram que níveis elevados de cortisol também in uenciam o curso do melasma desencadeado pelo uso de anticoncepcionais orais, contribuindo para sua persistência mesmo após a interrupção da medicação. Os autores concluíram que apesar de a amostra estudada não ser representativa da população de mulheres brasileiras, foram levantados importantes dados sobre o melasma em nosso meio, como a idade de início, a importância de fatores genéticos, a maior incidência em fototipos intermediários e a precipitação por fatores hormonais, semelhantes aos achados em outros países. Avanços no tratamento do melasma: revisão da literatura recente (Os autores revisaram trabalhos sobre tratamento da doença, publicados no Medline entre 2006 e 2012) Arefiev KL and Hantash BM. Dermatol Surg 2012;38: O agente clareador consagrado, tanto na prática como na literatura cientí ca, é a hidroquinona, que atua pela inibição da tirosinase. Os cremes com a tripla combinação de tretinoína, corticoide e hidroquinona em geral são os mais recomendados como tratamento inicial, mas o risco de atro a pelo uso prolongado do corticoide impossibilita seu uso na terapia de manutenção. Os resultados com esses cremes combinados foram melhores do que com o uso isolado de hidroquinona a 4%. O arbutim a 1% é o derivado botânico de hidroquinona com menos efeitos adversos. Estudos mostraram redução da melanina após seis meses de utilização. O ácido elágico é antioxidante encontrado em frutas e plantas que apresenta possível efeito inibitório na melanogênese. A aplicação duas vezes ao dia a 1% reduziu signi cativamente a melanina após seis meses de uso. O rucinol é um derivado do resorcinol que inibe a tirosinase. A utilização a 0,3% em serum, aplicado duas vezes ao dia, durante 12 semanas, em 32 pacientes, mostrou redução signi cativa da pigmentação. O ácido azelaico é ácido dicarboxílico sintetizado pela Malassezia furfur e está associado à hipopigmentação da tinea versicolor. É inibidor fraco da tirosinase, e foram demonstrados efeitos citotóxicos e antiproliferativos nos melanócitos anormais. Os oligopeptídeos constituem nova classe descrita de inibidores da tirosinase, sendo considerada alternativa bené ca para a hidroquinona. A aplicação de emulsão com 0,01% de decapeptídeo-12, duas vezes ao dia, mostrou mais de 50% de clareamento, após 16 semanas de uso, mas o trabalho foi realizado em apenas cinco pacientes. Além dos tratamentos tópicos, foram estudados os peelings químicos com ácido glicólico (20% a 70%), oito sessões, com intervalos de duas semanas, mostrando redução em mais de 80% do Masi. Peelings com ácido salicílico a 30% realizados a cada duas semanas, durante 12 semanas, clarearam o melasma graças a sua ação queratolítica e anti-in amatória. Peelings com solução de Jessner mostraram resultados semelhantes aos de ácido salicílico, mas inferiores aos descritos com a realização de peelings com ATA 20%. O laser ablativo com CO 2 fracionado apresentou bons resultados no clareamento do melasma em 60 pacientes (10.600nm, 11,3J/cm2, 350ns, uma passada), principalmente quando combinado à fórmula modi cada de Kligman. O laser Nd:YAG 1064nm (quality switched neodymiun-doped yttrium aluminum garnet laser) ofereceu bons resultados para o clareamento parcial do melasma em um estudo com 22 pacientes, mas três desenvolveram hipopigmentação moteada e quatro hiperpigmentação rebote. O laser fracionado não ablativo de 1550nm (erbium glass laser) aplicado em 20 pacientes após quatro tratamentos, durante oito semanas, mostrou melhora importante do melasma. Em outro estudo, porém, foi observada piora da hiperpigmentação em mais de 30% dos pacientes tratados. Apesar de controverso, alguns autores apresentaram bons resultados no clareamento do melasma com a utilização de luz intensa pulsada associada à fórmula modi cada de Kligman. Os autores dessa revisão concluíram que os trabalhos que abordam os tratamentos do melasma são de difícil interpretação, pois não existem ainda protocolos bem estabelecidos, e a heterogeneidade e a variação da doença são fatores que di cultam qualquer avaliação mais precisa. Mais estudos são necessários mostrando e cácia e segurança. Jornal da SBD Ano 17 n.2 19

18 Campanha Tour de Prevenção completa 5 anos com êxito SBD já planeja as ações deste ano, que devem ser realizadas em setembro Cerca de 20% dos pacientes assistidos no Tour tinham mais de 65 anos de idade, e 42% deles eram homens Em 2013 a SBD completa o quinto ano consecutivo de parceria com a La Roche-Posay para a realização do Tour de Prevenção, ação até então permanente e parte importante da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele (CNPCP). Os dados fornecidos pelo laboratório mostram que as quatro edições do Tour atenderam a mais de 12 mil pessoas, sendo registrados mil diagnósticos de câncer da pele. No ano passado, o projeto priorizou visitas em cidades interioranas das regiões Norte e Nordeste, onde o acesso à informação e ao atendimento médico ainda é pequeno. Nove cidades brasileiras estiveram na rota do Tour, que registrou assistências com o diagnóstico de 296 lesões suspeitas da doença. Em 2011, pessoas passaram por consultas no caminhão itinerante, e 329 apresentaram sinais de câncer da pele. Segundo o coordenador da CNPCP, Marcus Maia, as estatísticas demonstram uma elevada percentagem de diagnóstico para câncer da pele, provavelmente pela divulgação das características do paciente de risco, bem como do aspecto clínico da doença. Hoje a estratégia na luta contra o câncer da pele é: Você é um paciente de risco? Então faça o exame preventivo para câncer da pele! As caracteríscas do paciente de risco são sempre muito divulgadas. A diretora da La Roche-Posay, Sophie Velut, a rmou que o Tour de Prevenção, realizado conjuntamente com a SBD, é uma importante iniciativa que rea rma o caráter social da marca. A La Roche-Posay se preocupa, acima de tudo, com o bem-estar do indivíduo, por isso consideramos tão importante essa parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Precisamos educar e conscientizar a população sobre a melhor forma de se prevenir contra os danos causados pela radiação solar. Para nossa equipe, compartilhar dessa missão é motivo de orgulho. PROTETOR SOLAR, UM ALERTA Uma das constatações da campanha de 2012 foi a identi cação de que atualmente é grande o número de pessoas (69%) que não utiliza o protetor solar ao se expor ao sol. Esse percentual ainda é maior em cidades como Rondonópolis (79%), Belém (79%), Araguaia (71%), Recife (68%) e Teresina (70%), que apresentaram resultados acima da média brasileira. Segundo o relatório nal do Tour, o carcinoma basocelular continua sendo o que apresenta maior índice de diagnósticos, principalmente nas cidades de Rondonópolis (39%), Recife (52%), Arapiraca (32%), sendo que em 65% dos casos a lesão foi encontrada na face, reforçando a necessidade da utilização de protetor solar diariamente. Após o atendimento no caminhão, 60% dos pacientes foram encaminhados para cirurgias ou realização de biópsia nos Serviços Credenciados pela SBD. A prevenção ao câncer da pele é um processo de educação, principalmente da população, e essa ação simbolizada no Tour cumpre a sua função, ou seja, divulga a maneira como o câncer da pele pode ser evitado por meio da fotoproteção, principalmente para o paciente de risco. No entanto, o mais marcante são os diagnósticos, na maioria das vezes da doença em sua fase inicial, o que permite a cura com uma cirurgia simples. Para isso, esse atendimento é também resolutivo pois assegura tratamento imediato nos Serviços Credenciados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), completa Maia. De acordo com Barbara Gurgita, da Comunicação Cientí ca da La Roche-Posay, a campanha deste ano já está sendo estruturada, e o principal foco será alertar crianças e adolescentes quanto aos malefícios do sol sem proteção e a longo prazo. Aproximadamente 80% da exposição solar de toda a nossa vida ocorre nos 18 primeiros anos, tendo efeito cumulativo. Por esee motivo, a marca estuda desenvolver materiais especí cos para esse grupo no Tour deste ano, salienta. O roteiro sugerido para a edição de 2013 que terá início em setembro prevê a visitação de 12 cidades, entre elas Brasília, Goiânia, Fortaleza, Recife, Vitória da Conquista e Rio de Janeiro. Jornal da SBD Ano 17 n.2 21

19 Dia do Dermatologista SBD investe em campanha multiplataforma para comemorar o Dia do Dermatologista Ação em várias mídias é bem-aceita entre público leigo. Um hotsite desenvolvido para a data registrou mais de 17 mil visitantes em um só dia Uma grande e inédita campanha multiplataforma promovida pela SBD para homenagear e valorizar o especialista no diagnóstico, tratamento e prevenção clinicocirúrgico de doenças do maior órgão do corpo humano, a pele, marcou o Dia do Dermatologista, celebrado em 5 de fevereiro. A ação contou com a criação de um hotsite interativo (www.diadodermatologista.com.br), no qual o público pode entrar em contato com os associados da SBD, enviando mensagens de felicitações diretamente a seu dermatologista, além de localizar os associados da SBD que atuam nas regiões brasileiras e acessar informações sobre a importância da consulta regular a um especialista da área. Nosso desejo com essa ideia foi fazer uma homenagem ao dermatologista da SBD e também incentivar a população a conhecer melhor esse pro ssional tão importante para a medicina, ressalta a presidente Denise Steiner, satisfeita com os resultados positivos alcançados na ação realizada em período bastante curto. Em um único dia, o hotsite registrou acessos com 859 dermatologistas recebendo mensagens de felicitação. No Facebook, o número de seguidores da fanpage teve aumento de 30% com visualizações em anúncios patrocinados (Facebook Ads). Os números gerais são ainda mais expressivos: o post da campanha somou curtidas, 799 comentários e compartilhamentos, sendo o mais visto e compartilhado da história da SBD no Facebook. Ficamos muito felizes com os resultados, que não poderiam ser melhores. Ver a grande participação do público leigo, que hoje está mais atento e preocupado, indo mais ao dermatologista para checar sua saúde, é um sinal de que estamos no caminho certo, completa a presidente. Além do hotsite, dos anúncios no Facebook e no Google AdWords, o projeto desenvolvido pela empresa Calebe Design também incluiu veiculação de propagandas em grandes portais da internet, como Globo.com, Terra, Dermatologia.net, IG e Uol. Segundo informações contidas no relatório nal da empresa, a ação ultrapassou a marca de 37 milhões de views nos grandes portais e contabilizou visualizações dos anúncios do Dia do Dermatologista por meio de todos os veículos utilizados (portais, links patrocinados e redes sociais). O Dia do Dermatologista 2013 foi a primeira ação de grande visibilidade midiática da nova diretoria que, num prazo extremamente curto, conseguiu colocar muita coisa para funcionar. Além disso, foi uma ação inovadora, multiplataforma, que utilizou mídias e recursos até então não explorados pela SBD. Com o relativo sucesso, estabelecemos parâmetros a alcançar e superar nas campanhas posteriores, disse Calebe Asafe, diretor de criação da Calebe Design. A presidente Denise Steiner salienta que ao longo de seu mandato serão realizadas ações contínuas de valorização do dermatologista, incluindo as de cunho social, por meio Grape, a m de promover apoio consistente e contínuo aos pacientes com dermatoses que impliquem comprometimento na qualidade de vida ou provoquem discriminação. Jornal da SBD Ano 17 n.2 23

20 Capa Do Brasil para o mundo: o avanço da dermatologia verde-amarela SBD leva as cores da dermatologia brasileira para o maior encontro dermatológico do planeta, o Meeting da AAD, e estrutura novas parcerias para o crescimento internacional da especialidade 24 Jornal da SBD Ano 17 n.2

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