ANVISA e INDÚSTRIAS QUÍMICAS e FARMACÊUTICAS: proposições para o aprimoramento dessa relação visando melhorias na regulação

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ANVISA e INDÚSTRIAS QUÍMICAS e FARMACÊUTICAS: proposições para o aprimoramento dessa relação visando melhorias na regulação"

Transcrição

1 ANVISA e INDÚSTRIAS QUÍMICAS e FARMACÊUTICAS: proposições para o aprimoramento dessa relação visando melhorias na regulação por Eduardo Ferreira da Silva e Guilherme Perussolo* Curitiba Artigo Revista 4.indd :36:49

2 Sumário 1. Introdução 2. Intervencionismo, um breve histórico 3. Investigação dos fundamentos da intervenção estatal no mercado farmacêutico 3.1. O papel da ANVISA 3.2. Fundamentos da Intervenção Estatal I. Elasticidade da demanda e essencialidade II. Alternativas ao controle de preços 4. Referências Bibliográficas 2 Artigo Revista 4.indd :36:50

3 1. Introdução O presente trabalho tem a intenção de apontar alternativas à regulação de mercado encabeçada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária sobre o setor farmacológico. Começou-se com um breve histórico das origens do intervencionismo estatal na economia. Seguindo, localizou-se o papel da ANVISA no controle de preços dos medicamentos no Brasil, abordando os aspectos legais e políticos atinentes a questão. Ato contínuo, foram identificados os fundamentos que levaram, e ainda levam, a forte regulação do setor farmacêutico pela dita agência reguladora. Por fim, foram apresentadas alternativas à regulação de mercado, não sem antes desmistificar os principais argumentos que atualmente norteiam a política de controle de preços da ANVISA. 3 Artigo Revista 4.indd :36:51

4 2. Intervencionismo, um breve histórico O intervencionismo estatal no domínio econômico, tal como o conhecemos atualmente é algo totalmente novo na História, fruto de uma proposta neoliberal, que surgiu para suprir a total deficiência do Estado de Bem-Estar. Porém o intervencionismo como forma de ingerência do Estado no domínio econômico já existe há muitos séculos. Exemplificam-se, para tanto, as condições econômicas da Inglaterra do século XVII, com centenas de instituições feudais que faziam com que o Rei possuísse poder absoluto. Talvez seja até mesmo por isso, que foi justamente na ilha bretã, que proliferou a maior quantidade de escritos econômicos à época. Entretanto, para o presente escrito, convém limitar-se a épocas de maior relevância para o nosso tempo, possuidoras de maior eco histórico. O primeiro grande crítico do intervencionismo estatal foi Adam Smith ( ), descendente de toda tradição iluminista escocesa, sua teoria conquistou hegemonia na ciência econômica até o século XIX, a obra onde a expôs foi An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations (Investigação sobre a natureza e causas da riqueza das nações). Nela Smith analisa como uma sociedade comercial pode prosperar, apesar de os homens estarem perseguindo os próprios interesses. Ele supõe, porém, um arcabouço de justiça sem o qual a sociedade seria destruída, e é nele que surgem os benefícios da liberdade. 1 É com essa obra, também, que surge o lema mais conhecido de toda história da economia, o laissez-faire, laissez-passer - deixai fazer, deixai passar em outras palavras é uma defesa à liberdade natural, uma terceira opção aos dois sistemas conhecidos pelo autor, o sistema mercantil e o sistema da fisiocracia (agropastoril). Contrapunha-se ferozmente à qualquer tipo de privilégio que o governo pudesse oferecer, entre eles o Monopólio, conforme trecho a seguir: O monopólio... é um grande inimigo da boa administração, que jamais pode ser aplicada universalmente, mas em conseqüência disso [há] a competição livre e universal, que força todo mundo a recorrer a ela a título de autodefesa. 2 Através da livre competição os recursos são desviados para as áreas que mais necessitam, os indivíduos são levados pela mão invisível a promover um fim que não fazia parte de sua intenção. O único papel do Estado aí seria o de garantir um sistema de justiça, para que o sistema de liberdade efetivamente funcionasse. Tanto os gastos com a justiça como com as forças armadas, embora improdutivos, eram essenciais para o pleno funcionamento do sistema. Outra exceção que Smith acreditava ser um dever do soberano era a de manter as instituições públicas e suas obras, como transporte e educação primária, mas, mesmo assim era favorável à cobrança de pedágios e tarifas, pois assim os usuários pagariam o máximo possível e os empregados, a exemplo dos professores, teriam um incentivo para exercer seu labor da melhor maneira. Já no séc. XIX, surge o primeiro grande contraponto a Adam Smith, baseando-se na economia de David Ricardo, porém transcendendo-a, apresenta-se a figura de Karl Marx ( ). Contaminado pelas idéias hegelianas propagadas na Universidade de Berlim, e acreditando que Hegel, com sua flagrante paralaxe cognitiva, fugia constantemente do mundo real, resolveu aplicar a dialética a todo campo do conhecimento, criando assim o materialismo histórico e acreditando ser ele a fonte da evolução da humanidade, tratando a natureza tão-somente como um plano de fundo a ser dominado e transformado pelo ser humano. Cada fase da história possuía uma classe dominante, comparável à tese da dialética, como sua antítese apareceria a classe de oprimidos que se rebelaria, e, por fim, desse embate, a classe operária, mais numerosa, triunfaria, criando uma nova sociedade (síntese) mais justa e humana. O feudalismo deu seu lugar ao capitalismo, que por sua vez daria seu lugar ao socialismo, e por fim ao comunismo, o estágio mais alto da sociedade, semelhante em vários aspectos a aldeias tribais primitivas, principalmente da América do Sul. Em sua obra máxima, Das Kapital (O Capital), Marx investiga a sociedade capitalista de dentro dela. Segundo o autor, o capital não era simplesmente o dinheiro, mas ele deveria ser inicialmente transformado em meios de produção e força de trabalho, depois em capital no processo de produção, adiante em mercadoria e, enfim, em dinheiro novamente. Essa era a clássica forma D-M-D (dinheiro mercadoria mais dinheiro) BACKHOUSE, Roger E. História da Economia Mundial. Primeira Ediçao. Estação Liberdade. São Paulo, p.152. SMITH, Adam. A Riqueza das Nações. Primeira Ediçao. 2 volumes. Martins Fontes. São Paulo, p.26. Artigo Revista 4.indd :36:52

5 De acordo com Karl Marx, a etapa precedente do comunismo, o socialismo, era constituída pela ditadura do proletariado, na qual era necessária a existência de um Estado inflado, que tivesse controle dos meios de produção, para que posteriormente esse Estado pudesse se auto-dissolver. Dessa forma pode-se considerar Marx o primeiro pensador que já possui a idéia de Estado moderno, e que pugna pela sua intervenção direta, para não dizer seu monopólio, no domínio econômico. É inevitável dizer que a economia marxista influenciou sobremaneira o sistema econômico dos regimes comunistas do séc. XX, mesmo com adaptações todos tiveram como pano de fundo a obra de Marx. Logo após a revolução bolchevique na URSS, Lênin tratou de imediatamente acelerar o capitalismo no país, pois acreditava que a República Soviética ainda não estava pronta para o salto de um regime tzarista-agrário, para um socialismoindustrial, para tanto adotou medidas que aos olhos de hoje, se assemelhariam muito com as medidas neoliberais de alguns países latinos. Porém, pouco depois as medidas protecionistas foram rapidamente tomando espaço, até a total estatização dos meios de produção e a regulação total do Estado na economia da República. É exatamente nessa fase que surge o intervencionismo como um sistema econômico político, sistema adotado em praticamente todo regime socialista soviético, o chamado NEP, New Economic Policy. Quando parecia que não despontariam mais críticos habilitados a refutar materialmente a teoria marxista, surge toda a escola austríaca com autores como Ludwig von Mises e Friedrich Hayek, e desbancam toda a teoria econômica marxista. A obra máxima sobre o tema foi de autoria de Mises e chama-se Kritik des Interventionismus (Crítica ao Intervencionismo), porém outras obras importantes foram publicadas pelos autores da escola, como Caminho para Servidão, Ação Humana, Sete Lições, etc. Em sua crítica, Mises conceitua intervencionismo inicialmente dizendo que ele foi criado devido à frustração de antigos militantes e membros do politburo em aplicar o puro socialismo, e dessa forma simplesmente trataram de travar a economia. Por sua vez, a justificativa para aplicação do intervencionismo em países cuja essência não era socialista, foi que com o controle da competição ocorreria a salvaguarda da propriedade, quando, em verdade, com essa intervenção prejudicava-se ambos, pois ao mesmo tempo em que se reduzia a competição também se restringia o uso da propriedade, esta sim, o verdadeiro objeto núcleo do liberalismo. Neste ponto, especificamente, ele diferencia o intervencionismo do socialismo, pois no intervencionismo o que sobrevinha era uma ordem limitadora de uma autoridade, enquanto no socialismo era impossível haver uma ordem limitadora da propriedade, vez que nela o Estado já era o responsável pela produção e distribuição. Dessa forma, o fenômeno do intervencionismo era um fenômeno que não ocorria necessariamente em países socialistas, mas em qualquer tipo de governo e sistema político. Após o duro embate pró e anti-intervencionistas, vários Estados optam por seguir uma possível terceira via que se lhes apresenta, e esta via é o Estado de Bem Estar Social, o Welfare State. Escritores como Sidgwick, Marshall e Pigou introduziram essa teoria, segundo a qual era do Estado o papel de fornecer o bem estar a sua população, ou seja, ele deveria permitir o acesso a todas as necessidades básicas para toda população, e, para além, não só às básicas, mas também às necessidades de acordo com o grau de utilidade momentânea e também de acordo com a necessidade de cada cidadão. Ou seja, uma teoria totalmente embasada no utilitarismo. Porém, com o passar do tempo, para poder embasar as suas teorias os autores tiveram que ir cada vez mais longe e explorar terrenos cada vez mais obtusos, criando uma distinção entre velha teoria do bem estar e nova teoria, e, por fim, Samuelson elaborou a teoria dos bens públicos puros. Esses bens são aqueles que são oferecidos para todos, em que ninguém pode se beneficiar dele sem reduzir os benefícios dos outros. Sua quantidade fornecida será sempre menor que a quantidade desejável. Essas crenças foram amplamente usadas para justificar a intervenção, para que o governo forneça bens que o mercado não suprirá e também para que o governo interfira em nível macroeconômico para garantir o pleno emprego. Como crítica final do Estado de bem estar, já ruindo, surgem teorias sobre o comportamento de eleitores, governos etc.teorias formuladas por James Buchanan, Gordon Tullock, Mancur Olson e Anthony Downs, questionavam se os governos seriam mesmo organizações desprendidas que agiriam pelo interesse público. Os políticos oferecem políticas que maximizarão o apoio que terão na eleição; e os administradores dirigem suas organizações de maneira a aumentar seu status e renda. Impostos e gastos governamentais seriam o resultado de processos políticos em que interesses concorrentes estavam expressos. Para essa crítica não foi apresentada nenhuma solução de contraponto que sustentasse o Welfare State. Assim, como o Estado já não suportava mais suprir diversas necessidades e não havia mais uma teoria que continuasse justificando a existência desse tipo de modelo econômico, o Welfare State ruía-se, mostrando-se como um modelo fadado ao fracasso. 5 Artigo Revista 4.indd :36:53

6 Com a falência do Estado de Bem Estar, surge uma nova proposta, a Neoliberal, que visa a diminuição gradativa do Estado através de privatizações, e, seguindo a Lei De Say, acredita que com o tempo e com a diminuição de poder dos sindicatos o número de empresas e investidores voltará a crescer, a oferta cria sua própria demanda. Com a constante privatização criou-se uma tributação regressiva, a ponto de surgir, como na Inglaterra de Tatcher, o Poll Tax, ou imposto comunitário. O exemplo da Primeira Ministra foi seguido por muitos, inclusive por Ronald Reagan. Foi nesse cenário de privatização e encolhimento estatal que surgiram as agências e empresas reguladoras, com regime jurídico diferenciado. Elas buscam estabelecer parâmetros e instituir regramentos para certas áreas econômicas, principalmente aquelas que forneceriam bens considerados indispensáveis ou de responsabilidade estatal, mas que, devido à total inviabilidade do Estado atuar nessas áreas, optou por privatizá-las e regulamentar sua fabricação ou seu preço e forma de venda. 3. Investigação dos Fundamentos da Intervenção Estatal no Mercado Farmacêutico 3.1. O papel da ANVISA A ANVISA ocupa a secretaria executiva da CMED - Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, órgão criado para intervir economicamente na atividade farmacêutica. A CMED foi instituída pela Lei n /03 e tem como objetivos a adoção, implementação e coordenação de atividades relativas à regulação econômica do mercado de medicamentos, voltados a promover a assistência farmacêutica à população, por meio de mecanismos que estimulem a oferta de medicamentos e a competitividade do setor. Sua competência é delineada pelo artigo 6 do referido diploma legal, o qual transcreve-se abaixo: 6 3 Art. 6. Compete à CMED, dentre outros atos necessários à consecução dos objetivos a que se destina esta Lei: I - definir diretrizes e procedimentos relativos à regulação econômica do mercado de medicamentos; II - estabelecer critérios para fixação e ajuste de preços de medicamentos; III - definir, com clareza, os critérios para a fixação dos preços dos produtos novos e novas apresentações de medicamentos, nos termos do art.7 o ; IV - decidir pela exclusão de grupos, classes, subclasses de medicamentos e produtos farmacêuticos da incidência de critérios de estabelecimento ou ajuste de preços, bem como decidir pela eventual reinclusão de grupos, classes, subclasses de medicamentos e produtos farmacêuticos à incidência de critérios de determinação ou ajuste de preços, nos termos desta Lei; V - estabelecer critérios para fixação de margens de comercialização de medicamentos a serem observados pelos representantes, distribuidores, farmácias e drogarias, inclusive das margens de farmácias voltadas especificamente ao atendimento privativo de unidade hospitalar ou de qualquer outra equivalente de assistência médica; VI - coordenar ações dos órgãos componentes da CMED voltadas à implementação dos objetivos previstos no art. 5 o ; VII - sugerir a adoção, pelos órgãos competentes, de diretrizes e procedimentos voltados à implementação da política de acesso a medicamentos; VIII - propor a adoção de legislações e regulamentações referentes à regulação econômica do mercado de medicamentos; IX - opinar sobre regulamentações que envolvam tributação de medicamentos; X - assegurar o efetivo repasse aos preços dos medicamentos de qualquer alteração da carga tributária; XI - sugerir a celebração de acordos e convênios internacionais relativos ao setor de medicamentos; XII - monitorar, para os fins desta Lei, o mercado de medicamentos, podendo, para tanto, requisitar informações sobre produção, insumos, matérias-primas, vendas e quaisquer outros dados que julgar necessários ao exercício desta competência, em poder de pessoas de direito público ou privado; XIII - zelar pela proteção dos interesses do consumidor de medicamentos; XIV - decidir sobre a aplicação de penalidades previstas nesta Lei e, relativamente ao mercado de medicamentos, aquelas previstas na Lei n o 8.078, de 11 de setembro de 1990, sem prejuízo das competências dos demais órgãos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor; XV - elaborar seu regimento interno. 3 Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l htm>. Acesso em: 15 jul Artigo Revista 4.indd :36:54

7 Uma das formas de atuação deste órgão é a regulação de preços, onde a CMED, através de resoluções, estabelece os preços que devem ser praticados pelo mercado farmacêutico. Ocorre que esse excesso de intervenção acaba por inibir o desenvolvimento da atividade farmacêutica, trazendo graves prejuízos tanto para a indústria dos fármacos, quanto para a população. Se o objetivo fundamental da criação dessas agências é o acesso universal à saúde, com estímulo à competitividade no setor e a conseqüente baixa nos preços, não faz sentido engessar o mercado de fármacos. Afinal, é de conhecimento de todos que a regulação dos preços desestimula os investimentos na alma do negócio farmacêutico, qual seja, os investimentos em pesquisas e inovações tecnológicas, as quais propiciam a descoberta de milhares de novas drogas para a nossa população. Por certo que a intervenção excessiva do Estado nos setor afeta toda a cadeia produtiva, causando prejuízos tanto para a saúde da população, quanto para a saúde do mercado farmacêutico. Diante destes fatos, o que se propõe aqui não é a liberdade total do mercado para se auto-regular, mas sim a presença da ANVISA como um órgão monitorador, que é a função que a própria lei lhe outorgou. A Lei n 9.782/99 que instituiu a Agência Nacional de Vigilância Sanitária prescreveu as competências inerentes às atividades a serem desenvolvidas pela agência, dentre elas a competência para monitorar a evolução nos preços dos medicamentos, conforme dispõe o artigo 7, XXV: Art. 7º Compete à Agência proceder à implementação e à execução do disposto nos incisos II a VII do art. 2º desta Lei, de XXV - monitorar a evolução dos preços de medicamentos, equipamentos, componentes, insumos e serviços de saúde, podendo para tanto: a) requisitar, quando julgar necessário, informações sobre produção, insumos, matérias-primas, vendas e quaisquer outros dados, em poder de pessoas de direito público ou privado que se dediquem às atividades de produção, distribuição e comercialização dos bens e serviços previstos neste inciso, mantendo o sigilo legal quando for o caso; b) proceder ao exame de estoques, papéis e escritas de quaisquer empresas ou pessoas de direito público ou privado que se dediquem às atividades de produção, distribuição e comercialização dos bens e serviços previstos neste inciso, mantendo o sigilo legal quando for o caso; c) quando for verificada a existência de indícios da ocorrência de infrações previstas nos incisos III ou IV do art. 20 da Lei no 8.884, de 11 de junho de 1994, mediante aumento injustificado de preços ou imposição de preços excessivos, dos bens e serviços referidos nesses incisos, convocar os responsáveis para, no prazo máximo de dez dias úteis, justificar a respectiva conduta; d) aplicar a penalidade prevista no art. 26 da Lei no 8.884, de 1994; 4 Ou seja, a própria lei que criou a ANVISA conferiu-lhe a competência de órgão monitorador, sendo essa a intenção do legislador ao definir as competências da agência, e não de órgão interventor e regulador de preços. Dessa forma, a atuação da ANVISA no mercado farmacêutico seria plausível em momentos de desequilíbrios econômicos, e de maneira provisória até sua estabilização. No mais, sua atuação deve ficar adstrita a função monitoradora Fundamentos da Intervenção Estatal O mercado dos medicamentos apresenta particularidades que o tornam pouco concorrencial, a despeito do grande número de firmas envolvidas na produção e comercialização. Em primeiro lugar, a baixa elasticidade-preço da demanda por medicamentos, em razão da essencialidade do produto, o que faz com que o consumo não diminua sensivelmente em razão de aumento de preços, ou aumente em razão de reduções. A assimetria de informações, na medida em que o paciente, em geral, desconhece a possibilidade de adquirir medicamento substituto ao medicamento prescrito, em particular em razão da referência, nas receitas, a medicamentos de marca, e não à denominação genérica do produto. A interveniência, na decisão de consumo, do profissional da medicina, não necessariamente sensível à variável preço. 5 (grifou-se) 4 5 Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l9.782.htm>. Acesso em: 15 jul Disponível em <http://www.seae.fazenda.gov.br/central_documentos/notas_imprensa/1998-1/3-nt981127>. Acesso em: 15 jul Artigo Revista 4.indd :36:55

8 Os apontamentos retro transcritos foram retirados de uma nota à imprensa emitida pela Secretaria de Acompanhamento Econômico, com o intuito de justificar a implementação de uma dada regulamentação ao setor farmacêutico. Através de tal nota identificamos uma série de falsas premissas que ainda hoje conduzem os órgãos governamentais nacionais a controlar os preços dos medicamentos, como se essa fosse a única saída para a universalização da saúde no Brasil. Este tópico tem o intuito, talvez pretensioso, de desmistificar a presente temática, apontando que as características do mercado farmacêutico não conduzem, necessariamente, ao intervencionismo estatal. I. Elasticidade da demanda e essencialidade De acordo com a Pró-Genéricos, atualmente, cerca de 15% da população brasileira é responsável pelo consumo de 50% dos medicamentos comercializados no país. Estima-se que cerca de 50% da população brasileira têm pouco ou nenhum acesso a qualquer tipo de medicamento, em função de seu baixo nível de renda 6 Fonte: Pró-Genêrico 8 Tal gráfico dá conta de demonstrar que o mercado de medicamentos não é exatamente inelástico, como muitos anunciam. Variações de preço podem SIM induzir o consumo de fármacos. Afinal, não obstante a notória essencialidade do produto aqui discutido, ele ainda não é acessível a todos. As variações apontadas pelo gráfico conduzem-nos à conclusão de que a variação do preço de um medicamento tem o condão de induzir ou inibir o seu consumo, exatamente como ocorre em outros setores da economia. A verdade é que para grande parte da população brasileira o preço do medicamento influi substancialmente na decisão de adquiri-lo ou não. Com um preço menor, os fabricantes teriam a oportunidade de atingir uma fatia maior do mercado e, assim, compensar a redução do preço. Entretanto, a forte regulamentação do setor estrangula a concorrência e faz com que os produtores vejam-se desmotivados a buscar processos mais eficientes e competitivos. Ora, os fabricantes têm suas margens de lucro condenadas pela opinião pública e balizadas pelo sistema de controle de mercado da Anvisa. Sem a intervenção da ANVISA, a indústria ver-se-ia inserida em um mercado mais sedutor e, portanto, mais competitivo. Compreende-se a preocupação do governo em relação aos medicamentos. Eles são de fato indispensáveis a concretização do desenvolvimento humano. Nada obstante, existe uma infinidade de produtos que também podem ser considerados indispensáveis, e nem por isso o Estado regula seus preços tão ferozmente. É o caso dos produtos da cesta básica, por exemplo. Trata-se de gêneros indispensáveis à mesa da família brasileira. Poder-se-ia até compará-los aos fármacos (afinal, a alimentação adequada é um direito de todos, bem como a todos deve ser garantido o acesso aos medicamentos). Se há um aumento generalizado e abusivo dos preços no setor agrícola, ou cartelização, o Estado utiliza-se de instrumentos legais para corrigir tais distorções, o CADE é um bom exemplo. Do contrário, se os preços estão subindo por conta de condições próprias do mercado, como inflação e custos de produção, o governo vale-se de medidas estimulantes da oferta, tal como a concessão de crédito barato e financiamento de produção. Jamais se cogita em impingir ao produtor rural os ônus do subdesenvolvimento nacional. Os preços de tais produtos não restam tabelados, como ocorre com o mercado farmacêutico. Se o Estado quer ver os preços dos medicamentos abaixarem, é só reduzir os custos de sua produção. Grande parte do custo de um medicamento vem da alta taxação do setor. Isso sem falar no sem-número de exigências burocráticas que acabam encarecendo o produto final. Se se demandasse esforços para combater os dois entraves retro apontados como se demanda para controlar os preços, certamente estes reduziriam significativamente. 6 Disponível em <http://www.mzweb.com.br/profarma/web/conteudo_pt.asp?idioma=0&tipo=3782&conta=28>. Acesso em: 15 jul Artigo Revista 4.indd :36:57

9 II. Alternativas ao controle de preços Atualmente pintam os agentes econômicos privados dos setores da indústria farmacêutica como os grandes vilões da problemática sanitária do país. Não se considera, entretanto, a grande contribuição que tais entidades oferecem para a evolução da saúde no mundo. Afinal, são os grandes laboratórios os responsáveis pelo desenvolvimento das inovações no setor. E isso só ocorre, frise-se, em virtude dos lucros que a indústria almeja alcançar futuramente. Essa é a lógica capitalista para todos os setores da economia. A inovação surge na indústria com o intuito de gerar lucros ao seu criador. Não obstante, tal desenvolvimento tecnológico acaba por beneficiar toda a sociedade. Obstaculizar a lucratividade e a livre regulação do setor farmacêutico é contribui com a estagnação tecnológica. Sem inovação, um sem-número de males que ainda atingem a saúde da população continuarão insolúveis, um evidente retrocesso histórico. Corroborando de tal entendimento colacionamos um recente estudo, o qual apontou que o tempo médio para lançamento de um medicamento no mercado norte-americano onde o controle se faz tão somente por meio das compras efetuadas pelo governo e pelos planos de saúde é de apenas quatro meses, enquanto na França país com maior controle os lançamentos se dão após 15 meses 7. Ainda nesta esteira é o estudo do Departamento de Comércio dos EUA, que estima a redução de investimentos em pesquisa e desenvolvimento farmacológico em termos globais na faixa de US$ 5 a US$ 8 bilhões por ano. Com isso, calcula-se que três a quatro novos princípios ativos deixem de ser desenvolvidos e lançados anualmente no mercado mundial. Números estarrecedores. A verdade é que muitos setores do atual governo, e da classe política brasileira como um todo, ainda são muito reticentes ao conferir uma postura de fato capitalista ao Brasil. Atitudes como estas contribuem para que o país continue a chafurdar no subdesenvolvimento econômico e social e fazem com que a nação brasileira fique de fora das inovações tecnológicas que tanto contribuem para o desenvolvimento humano. O problema não está na lucratividade do setor farmacêutico (que, aliás, é bastante salutar). O problema está no alto preço dos medicamentos. Alto, aliás, em termos. Os medicamentos no Brasil são considerados caros porque a população é pobre e o Estado também. Veja-se comparação com outros países. Fonte: Tabelas IMS Note-se que no estudo o Brasil aparece como o 4º na lista dos países com medicamentos mais baratos. Temos um dos menores preços do MUNDO. Tal informação evidencia ainda mais a desnecessidade da regulação aqui debatida. Em um estado liberal, como pretendemos ser, convém ao Estado intervir no domínio econômico tão somente em momentos de deflagrada crise. Não é o que se observa em relação aos fármacos. O que se tem é uma verdadeira bonança no que se refere aos preços dos medicamentos e uma palpável estabilidade nas condições econômico-financeiras do setor. Não há razões plausíveis para a atual política de controle de preços encabeçada pela ANVISA. 7 OHANA, Eduardo Felipe. Comparativo Internacional de Preços de Produtos Farmacêuticos em Edição Eletrônica. São Paulo: Artigo Revista 4.indd :36:58

10 Novamente, compreende-se o interesse dos governos em tornar o acesso aos medicamentos mais universal. Entretanto, cumpre salientar, que se há algum medicamento de fato indispensável, este deve ser subsidiado pelo governo, e não pelas indústrias e distribuidoras privadas. É papel do Estado suprir as necessidades básicas do cidadão. Se este não tem condições de arcar com dado medicamento, cabe ao Estado provê-lo, e não ao setor privado. Neste sentido, podemos citar uma série de medidas que vêm dando certo mundo afora. Os Estados Unidos, por exemplo, criaram um sistema de subsídio parcial na compra de fármacos. Ou seja, se o cidadão não tem condições de arcar com o valor integral do tratamento, bancará, ao menos, parte dele. Definem-se faixas de renda e sobre estas são estabelecidos os montantes percentuais de contribuição que o paciente arcará com o próprio tratamento. Tal iniciativa tem desonerado de forma significativa o orçamento da Saúde naquele país. Outra possibilidade é obrigar os planos de saúde a fornecer medicamentos dentro de seus planos. Tais instituições teriam maior poder de barganha diante da indústria (em virtude do volume das compras) e, assim, conseguiriam melhores preços. Outra possibilidade seria a realização de campanhas voltadas à população em geral. Tais campanhas teriam o objetivo de esclarecer a sociedade acerca da compra de medicamentos. Um consumidor mais informado teria condições de comparar os preços dos medicamentos, procurando-os através de seu princípio ativo, e não através da marca (resolvendo a problemática da assimetria de informações - citada pela nota à imprensa da SEAD). Alguns países e planos de saúde pelo mundo chegam a estabelecer orçamentos para cada médico. Assim, estes se motivam a procurar alternativas terapêuticas menos custosas ou a indicar medicamentos mais baratos, sem perder de vista, por óbvio, o tratamento mais adequado ao paciente. Enfim, existem uma séria de alternativas à regulamentação do mercado. Todas mais salutares que a atual política de controle de preços, pois não inibem a concorrência e a inovação do setor. É claro que os países desenvolvidos também possuem mecanismos de controle de preços de produtos farmacêuticos. Trata-se de alternativa que não pode ser ignorada, tendo em vista a relevância do setor para a saúde e para a poupança da população. Entretanto, as medidas de natureza estrutural alhures descritas, uma vez adotadas, poderão assegurar a evolução módica de preços nesse setor. Somos da opinião de que essas medidas devem ser implementadas antes da drástica medida aqui denominada controle de preços. Tal entendimento leva em consideração os efeitos indesejáveis que a instituição de sistema de controle de preços produz: inibição de investimentos no setor, inclusive em pesquisa e desenvolvimento; contração do processo de liberação de preços; introdução de distorções no funcionamento do setor com relação a preços, substituindo as decisões dos agentes econômicos pelas decisões do Governo. Por fim, cumpre destacar que a regulação do setor farmacológico tem sofrido inúmeras alterações durante os últimos 40 anos. O setor foi submetido a incontáveis regramentos que ora recrudesciam no controle de preços, ora assumiam uma postura mais liberal e menos interventora. Nota-se grande preocupação dos governantes em encontrar a melhor alternativa para o mercado de medicamentos no Brasil. Contudo, as seguidas alterações nas regras do jogo afugentam o capital financeiro, o que acaba contribuindo ainda mais na falta de competitividade e eficiência do setor. Faz-se mister a adoção de uma política de Estado (e não de governo) séria e comprometida com o desenvolvimento nacional, pensada a longo prazo e que seja capaz de coadunar interesses das indústrias, distribuidoras, consumidores, governo e sociedade em geral. 10 Artigo Revista 4.indd :37:00 15 Ibid.

11 4. Referências Bibliográficas BACKHOUSE, Roger E. História da Economia Mundial. Primeira Edição. Estação Liberdade: São Paulo, DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. (coord.). Direito Regulatório: Temas Polêmicos. 2ª Edição. Fórum: Belo Horizonte JUSTEN FILHO, Marçal. O Direito das Agências Reguladoras. Primeira Edição. Dialética: São Paulo MARX, Karl. O Capital. 16ª Edição. Civilização Brasileira: Rio de Janeiro OHANA, Eduardo Felipe. Comparativo Internacional de Preços de Produtos Farmacêuticos em Edição Eletrônica. São Paulo: PRÓ-FARMA: Disponível em Acesso em: 15 jul. 08. ROMANO, Luiz Affonso Neiva. Intervenção e Regulação no Brasil. A Indústria Farmacêutica. Edição Eletrônica. São Paulo: SECRETARIA DE ACOMPANHAMENTO ECONÔMICO: Disponível em br/central_documentos/notas_imprensa/1998. Acesso em: 15 jul. 08. SMITH, Adam. A Riqueza das Nações. Primeira Edição. 2 volumes. Martins Fontes: São Paulo, VON MISES, Ludwig. Critique of Interventionism. 2ª Edição. Foundation for Economic Education: New York Artigo Revista 4.indd :37:01

12 12 * Eduardo Ferreira da Silva e Guilherme Perussolo, autores e ganhadores do 2º lugar do concurso SINQFAR 45 ANOS: Prêmio EDgar vianna rodbard. Ambos estudantes de Direito da Faculdade de Direito de Curitiba. Contato: e Artigo Revista 4.indd :37:01

ECONOMIA MÓDULO 1 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA

ECONOMIA MÓDULO 1 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA ECONOMIA MÓDULO 1 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA Índice 1. Apresentação da Disciplina...3 2 1. APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA A disciplina Economia de Mercado objetiva apresentar as relações econômicas que balizam

Leia mais

INTERVENÇÃO DO ESTADO NO DOMÍNIO ECONÔMICO

INTERVENÇÃO DO ESTADO NO DOMÍNIO ECONÔMICO INTERVENÇÃO DO ESTADO NO DOMÍNIO ECONÔMICO O ESTADO VEIO TENDO, NO DECORRER DO SÉCULO XX, ACENTUADO PAPEL NO RELACIONAMENTO ENTRE DOMÍNIO JURÍDICO E O ECONÔMICO. HOJE, TAL RELAÇÃO JÁ SOFRERA PROFUNDAS

Leia mais

DECRETO Nº 4.732, DE 10 DE JUNHO DE 2003. Dispõe sobre a Câmara de Comércio Exterior - CAMEX, do Conselho de Governo.

DECRETO Nº 4.732, DE 10 DE JUNHO DE 2003. Dispõe sobre a Câmara de Comércio Exterior - CAMEX, do Conselho de Governo. DECRETO Nº 4.732, DE 10 DE JUNHO DE 2003. Dispõe sobre a Câmara de Comércio Exterior - CAMEX, do Conselho de Governo. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos

Leia mais

Capítulo 1: Introdução à Economia

Capítulo 1: Introdução à Economia 1 Capítulo 1: Introdução à Economia Conceito de Economia Problemas Econômicos Fundamentais Sistemas Econômicos Curva (Fronteira de Possibilidades de Produção. Conceito de Custos de Oportunidade Análise

Leia mais

ANEXOS. Processo de definição da taxa de juros

ANEXOS. Processo de definição da taxa de juros ANEXOS Processo de definição da taxa de juros A taxa de juros constitui-se no mais importante instrumento de política monetária à disposição do Banco Central. Através dela, a autoridade monetária afeta

Leia mais

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT)

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O capitalismo teve origem na Europa, entre os séculos XIII e XIV, com o renascimento urbano e comercial e o surgimento de uma nova classe social:

Leia mais

MEDICAMENTOS GENÉRICOS

MEDICAMENTOS GENÉRICOS MEDICAMENTO GENÉRICO Uma importante conquista para a saúde pública no Brasil 15 anos 15 anos , 15 ANOS DE BENEFÍCIOS PARA A SOCIEDADE BRASILEIRA. Ao completar 15 anos de existência no país, os medicamentos

Leia mais

RELATÓRIO. RELATOR: Senador FERNANDO COLLOR

RELATÓRIO. RELATOR: Senador FERNANDO COLLOR RELATÓRIO Da COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE, DEFESA DO CONSUMIDOR E FISCALIZAÇÃO E CONTROLE, sobre o Aviso AMA nº 25, de 2012 (Aviso nº 1.432-Seses-TCU-Plenário, de 8 de novembro de 2012, na origem), do Tribunal

Leia mais

(PROCURADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal,

(PROCURADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal, A SRA. JANAÍNA BARBIER GONÇALVES (PROCURADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, na pessoa de quem cumprimento as demais autoridades

Leia mais

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A O capitalismo teve origem na Europa, nos séculos XV e XVI, e se expandiu para outros lugares do mundo ( Ásia, África,

Leia mais

CLIPPING SINFARMIG RETORNO DE MÍDIA PESQUISA GENÉRICOS

CLIPPING SINFARMIG RETORNO DE MÍDIA PESQUISA GENÉRICOS CLIPPING SINFARMIG RETORNO DE MÍDIA PESQUISA GENÉRICOS Fonte: Jornal Estado de Minas - Caderno Opinião Fonte: Agência Brasil Fonte: Jornal Hoje em Dia - Carderno Economia Fonte: Jornal O Tempo VERSÕES

Leia mais

Por que custa caro ligar de telefone fixo para celular?

Por que custa caro ligar de telefone fixo para celular? Por que custa caro ligar de telefone fixo para celular? César Mattos 1 A ampla difusão da telefonia celular levou a alguns comportamentos curiosos dos usuários. Muitos compram telefones que comportam chip

Leia mais

Unic Sorriso Economia

Unic Sorriso Economia Professor FÁBIO TAVARES LOBATO Economista(UFRGS) MBA Gestão em Agribusiness(FGV) MBA Gestão Empresarial(UFRJ) MBA Finanças Empresariais (UNIC) MBA Liderança e Coaching (UNIC) 3. Evolução do Pensamento

Leia mais

Minuta de Lei para criação do Sistema Municipal do Meio Ambiente

Minuta de Lei para criação do Sistema Municipal do Meio Ambiente Minuta de Lei para criação do Sistema Municipal do Meio Ambiente Faço saber que a Câmara Municipal de, Estado de Goiás, decreta e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei: Art. 1.º - Esta lei, com

Leia mais

CAPÍTULO I DA NATUREZA E COMPETÊNCIA

CAPÍTULO I DA NATUREZA E COMPETÊNCIA CAPÍTULO I DA NATUREZA E COMPETÊNCIA Art.1º - A SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE - SUSAM integra a Administração Direta do Poder Executivo, na forma da Lei nº 2783, de 31 de janeiro de 2003, como órgão responsável,

Leia mais

"Desvalorizar o real e abrir mais o País dariam um rumo à indústria"

Desvalorizar o real e abrir mais o País dariam um rumo à indústria Nº EDIÇÃO: 816 30.MAI.13 ENTREVISTAS Edmar Bacha, economista e ex-presidente do BNDES "Desvalorizar o real e abrir mais o País dariam um rumo à indústria" O economista Edmar Bacha, que integrou a equipe

Leia mais

O papel do Estado 20/3/2012

O papel do Estado 20/3/2012 O papel do Estado Na passagem do século XIX para o século XX Função Principal do Direito e Segurança garantia da liberdade da propriedade Século XIX nenhuma interferência na ordem natural da economia O

Leia mais

DEBATES FUCAPE F U C A P E. Quebra de Monopólio e Aumento da Produtividade: Lições da Indústria de Petróleo no Brasil. Editorial.

DEBATES FUCAPE F U C A P E. Quebra de Monopólio e Aumento da Produtividade: Lições da Indústria de Petróleo no Brasil. Editorial. F U C A P E DEBATES Editorial Em 1995 o monopólio da Petrobras no setor de petróleo foi legalmente quebrado. Mais de 10 anos depois ela continua controlando quase 1 0 0 % d o m e r c a d o d e extração

Leia mais

SEMINÁRIO TEMÁTICO II: RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA E TERCEIRO SETOR

SEMINÁRIO TEMÁTICO II: RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA E TERCEIRO SETOR SEMINÁRIO TEMÁTICO II: RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA E TERCEIRO SETOR AULA 02: TERCEIRO SETOR (PARTE I) TÓPICO 01: EIXOS TEÓRICOS Os fundamentos da Gestão Social não se restringem a ideais históricos.

Leia mais

ESPELHO DE EMENDAS DE RENÚNCIA DE RECEITA

ESPELHO DE EMENDAS DE RENÚNCIA DE RECEITA S AO PLN 0059 / 2010 - - LOA Página: 3 de 4 1 de 6 9041 - João Dado 90410001 PL 2472/2003 - Isenção de Imposto de Importação para Cadeiras de Rodas MODALIDADE DA Câmara dos Deputados TIPO: PL NÚMERO: 2472/2003

Leia mais

Teoria do comércio Internacional

Teoria do comércio Internacional Teoria do comércio Internacional Teoria do comércio Internacional Surgimento de uma economia global; Comércio + ou - = conflito armado; Estado nacional moderno e a economia internacional moderna surgem

Leia mais

Prof. Esp. Lucas Cruz. www.proflucas.com

Prof. Esp. Lucas Cruz. www.proflucas.com Prof. Esp. Lucas Cruz www.proflucas.com O principal discípulo de Smith, David Ricardo, sofisticou um pouco mais essa teoria. Segundo ele, ainda que uma economia fosse mais eficiente em todos os produtos,

Leia mais

POLÍTICA SOCIAL E SERVIÇO SOCIAL: ABORDAGENS TEÓRICAS PARA A COMPREENSÃO DA RELAÇÃO ESTADO/SOCIEDADE CIVIL NA PERSPECTIVA DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL

POLÍTICA SOCIAL E SERVIÇO SOCIAL: ABORDAGENS TEÓRICAS PARA A COMPREENSÃO DA RELAÇÃO ESTADO/SOCIEDADE CIVIL NA PERSPECTIVA DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL POLÍTICA SOCIAL E SERVIÇO SOCIAL: ABORDAGENS TEÓRICAS PARA A COMPREENSÃO DA RELAÇÃO ESTADO/SOCIEDADE CIVIL NA PERSPECTIVA DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL Vera Lúcia Martins 1 Resumo: O trabalho apresenta, sinteticamente,

Leia mais

Espaço Geográfico (Tempo e Lugar)

Espaço Geográfico (Tempo e Lugar) Espaço Geográfico (Tempo e Lugar) Somos parte de uma sociedade, que (re)produz, consome e vive em uma determinada porção do planeta, que já passou por muitas transformações, trata-se de seu lugar, relacionando-se

Leia mais

Seja Bem-vindo(a)! AULA 1

Seja Bem-vindo(a)! AULA 1 Seja Bem-vindo(a)! Neste módulo vamos trabalhar os principais conceitos de Administração Pública que apareceram com mais frequência nas últimas provas. AULA 1 Estado, origens e funções Teoria Burocrática

Leia mais

Perguntas e respostas sobre Rastreabilidade

Perguntas e respostas sobre Rastreabilidade Perguntas e respostas sobre Rastreabilidade Qual o benefício que a etiqueta trará para o cidadão? A etiqueta de segurança lançada pela Anvisa trará duas grandes novidades: garantir que o medicamento é

Leia mais

Acompanhamento de preços de produtos para a saúde é desnecessário e prejudicial ao mercado

Acompanhamento de preços de produtos para a saúde é desnecessário e prejudicial ao mercado Acompanhamento de preços de produtos para a saúde é desnecessário e prejudicial ao mercado * Rodrigo Alberto Correia da Silva O mercado brasileiro de produtos para a saúde sofre por conta da publicação

Leia mais

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO 1 - INTRODUÇÃO Séc. XIX consolidação da burguesia: ascensão do proletariado urbano (classe operária) avanço do liberalismo.

Leia mais

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS E CONCLUSÕES

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS E CONCLUSÕES 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS E CONCLUSÕES O modelo tradicional do setor elétrico estruturado através de monopólios naturais verticalizados foi a principal forma de provisionamento de energia elétrica no mundo

Leia mais

* DECRETO Nº 21.459, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2009. A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, no uso de suas atribuições legais,

* DECRETO Nº 21.459, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2009. A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, no uso de suas atribuições legais, Governo do Estado do Rio Grande do Norte Gabinete Civil Coordenadoria de Controle dos Atos Governamentais * DECRETO Nº 21.459, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2009. Institui o Programa Estadual de Proteção a Vitimas

Leia mais

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO II

EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO II EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO II David Ricardo Profa. Enimar No século XVIIII tem início a fase científica da Economia. As Escolas Fisiocrata e Clássica foram as primeiras Escolas do Pensamento Econômico

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA ECONOMIA COMO FERRAMENTA DE GESTÃO NA EMPRESA COOPERATIVA DE CRÉDITO SICOOB NOROESTE 1

A IMPORTÂNCIA DA ECONOMIA COMO FERRAMENTA DE GESTÃO NA EMPRESA COOPERATIVA DE CRÉDITO SICOOB NOROESTE 1 A IMPORTÂNCIA DA ECONOMIA COMO FERRAMENTA DE GESTÃO NA EMPRESA COOPERATIVA DE CRÉDITO SICOOB NOROESTE 1 CALDEIRA, Aldair Francisco² OLIVEIRA, Leticia Nascimento³ OYAMA, Denise Harue 4 GUALASSI, Rodrigo

Leia mais

uma realidade de espoliação econômica e/ou ideológica. No mesmo patamar, em outros momentos, a negação da educação disseminada a todas as classes

uma realidade de espoliação econômica e/ou ideológica. No mesmo patamar, em outros momentos, a negação da educação disseminada a todas as classes 1 Introdução A ascensão do sistema capitalista forjou uma sociedade formatada e dividida pelo critério econômico. No centro das decisões econômicas, a classe proprietária de bens e posses, capaz de satisfazer

Leia mais

Algumas Considerações sobre Assistência à Saúde

Algumas Considerações sobre Assistência à Saúde 254 Algumas Considerações sobre Assistência à Saúde Luiz Eduardo de Castro Neves 1 Nos dias atuais, em que há cada vez mais interesse em bens de consumo, é, sem dúvida, nos momentos em que as pessoas se

Leia mais

Rankings de universidades: Para que? e Como construí-los?

Rankings de universidades: Para que? e Como construí-los? Rankings de universidades: Para que? e Como construí-los? Sandra N. Brisolla Departamento de Política Científica e Tecnológica, Universidade Estadual de Campinas Brasil. John Maynard Keynes afirmava que

Leia mais

David Ricardo. Já a riqueza era entendida como os bens que as pessoas possuem, bens que eram necessários, úteis e agradáveis.

David Ricardo. Já a riqueza era entendida como os bens que as pessoas possuem, bens que eram necessários, úteis e agradáveis. David Ricardo David Ricardo nasceu em Londres, em 18 ou 19 de abril de 1772. Terceiro filho de um judeu holandês que fez fortuna na bolsa de valores, entrou aos 14 anos para o negócio do pai, para o qual

Leia mais

QUESTÕES DE MICROECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS DA FGV PROFESSOR HEBER CARVALHO

QUESTÕES DE MICROECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS DA FGV PROFESSOR HEBER CARVALHO Olá caros(as) amigos(as), Hoje, venho comentar as questões de Microeconomia e Finanças Públicas do último concurso aplicado pela FGV, onde essas disciplinas foram cobradas. É o concurso para Assessor Técnico

Leia mais

..., respeitosamente, à presença do CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO - CNPQ, por seu representante legal, inconformada, data vênia, com a especificação contida nos Itens 1.0

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 TÍTULO III DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO CAPÍTULO II DA UNIÃO Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:

Leia mais

Unidade: Introdução ao estudo do Direito. Unidade I: Financeiro e a Atividade Financeira do Estado

Unidade: Introdução ao estudo do Direito. Unidade I: Financeiro e a Atividade Financeira do Estado Unidade: Introdução ao estudo do Direito Unidade I: Financeiro e a Atividade Financeira do Estado 0 Unidade: Introdução ao estudo do Direito Financeiro e a Atividade Financeira do Estado. 1. INTRODUÇÃO

Leia mais

MODELO REGIMENTO DO CORPO CLÍNICO CAPÍTULO I CONCEITUAÇÃO

MODELO REGIMENTO DO CORPO CLÍNICO CAPÍTULO I CONCEITUAÇÃO MODELO REGIMENTO DO CORPO CLÍNICO CAPÍTULO I CONCEITUAÇÃO Art. 1º - Corpo Clínico é o conjunto de médicos que se propõe a assumir solidariamente a responsabilidade de prestar atendimento aos usuários que

Leia mais

Integralidade da Assistência

Integralidade da Assistência Integralidade da Assistência A Questão do Direito Individual e as Escolhas em Nome do Coletivo. André Medici (Banco Mundial) CLASSAUDE 2009 São Paulo, 2 de junho de 2009 Temas a Desenvolver O SUS e seus

Leia mais

SOCIOLOGIA - 2 o ANO MÓDULO 05 O MODELO CAPITALISTA BRASILEIRO E A NOVA ORDEM INTERNACIONAL

SOCIOLOGIA - 2 o ANO MÓDULO 05 O MODELO CAPITALISTA BRASILEIRO E A NOVA ORDEM INTERNACIONAL SOCIOLOGIA - 2 o ANO MÓDULO 05 O MODELO CAPITALISTA BRASILEIRO E A NOVA ORDEM INTERNACIONAL Como pode cair no enem Leia o trecho abaixo e responda: A propriedade do rei suas terras e seus tesouros se

Leia mais

As Patentes e o Futuro da Indústria Nacional de Fármacos

As Patentes e o Futuro da Indústria Nacional de Fármacos Seminário As Patentes e o Futuro da Indústria Nacional de Fármacos Dando sequência a quatro seminários em 2011 sobre patentes e inovação, o Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos

Leia mais

Módulo 6 A Evolução da Ciência Econômica. 6.1. Os Socialistas

Módulo 6 A Evolução da Ciência Econômica. 6.1. Os Socialistas Módulo 6 A Evolução da Ciência Econômica 6.1. Os Socialistas O pensamento socialista surge em meio à revolução industrial, com suas grandes fábricas. Os trabalhadores possuíam condições precárias de trabalho

Leia mais

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador BENEDITO DE LIRA

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador BENEDITO DE LIRA PARECER Nº, DE 2015 1 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS, em decisão terminativa, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 218, de 2011, do Senador EUNÍCIO OLIVEIRA, que dispõe sobre o empregador arcar com os

Leia mais

CHAMADA DE SELEÇÃO PÚBLICA PARA INCUBADORA DE PROJETOS DE EMPRESAS DA ESCOLA DE NEGÓCIOS DO SEBRAE SP

CHAMADA DE SELEÇÃO PÚBLICA PARA INCUBADORA DE PROJETOS DE EMPRESAS DA ESCOLA DE NEGÓCIOS DO SEBRAE SP CHAMADA DE SELEÇÃO PÚBLICA PARA INCUBADORA DE DE EMPRESAS DA ESCOLA DE NEGÓCIOS DO SEBRAE SP CHAMADA PERMANENTE Nº 01/2014 DE DE INCUBAÇÃO O Programa de Incubação de Projetos, através da coordenação da

Leia mais

Economia de mercado socialista da China: Papéis do governo e dos capitais privados e estrangeiros

Economia de mercado socialista da China: Papéis do governo e dos capitais privados e estrangeiros Economia de mercado socialista da China: Papéis do governo e dos capitais privados e estrangeiros Após a 3ª sessão plenária do 11º Congresso Nacional do Partido Comunista da China (PCCh) realizada em 1978,

Leia mais

Instrumentos Econômicos: Tributos Ambientais.

Instrumentos Econômicos: Tributos Ambientais. Alguns acreditam que quando você paga para usar (ou usufruir de) alguma coisa, há a tendência de você usar essa coisa com maior cuidado, de maneira mais eficiente. Isso é verdadeiro quando você compra

Leia mais

Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável

Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável Este artigo é cópia fiel do publicado na revista Nu e va So c i e d a d especial em português, junho de 2012, ISSN: 0251-3552, . Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável

Leia mais

A questão do trabalho infantil no mercado de trabalho: um estudo da oferta de trabalho na década de 1990*

A questão do trabalho infantil no mercado de trabalho: um estudo da oferta de trabalho na década de 1990* A questão do trabalho infantil no mercado de trabalho: um estudo da oferta de trabalho na década de 1990* Rafael Loures Ogg¹ Cleise Maria de Almeida Tupich Hilgemberg² Palavras-chave: Violação; Criança;

Leia mais

Total aulas previstas

Total aulas previstas ESCOLA BÁSICA 2/3 DE MARTIM DE FREITAS Planificação Anual de História do 7º Ano Ano Lectivo 2011/2012 LISTAGEM DE CONTEÚDOS TURMA Tema 1.º Período Unidade Aulas Previas -tas INTRODUÇÃO À HISTÓRIA: DA ORIGEM

Leia mais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 190, DE 2001

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 190, DE 2001 COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 190, DE 2001 Cria contribuição de intervenção no domínio econômico, denominada Contribuição de Equalização Tributária (CET), com base no

Leia mais

Agências Reguladoras: o novo em busca de espaço

Agências Reguladoras: o novo em busca de espaço III Congresso Iberoamericano de Regulação Econômica Agências Reguladoras: o novo em busca de espaço São Paulo-SP Junho de 2008 Alvaro A. P. Mesquita Sócio Sumário I. Objetivo II. III. IV. Regulação Papel

Leia mais

What Are the Questions?

What Are the Questions? PET-Economia UnB 06 de abril de 2015 Joan Robinson Mrs. Robinson Formou-se em Economia na Universidade de Cambridge em 1925 Em 1965, obteve a cadeira de professora titular em Cambridge Economista pós-keynesiana

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 5.056, DE 2013 (Da Sra. Erika Kokay)

PROJETO DE LEI N.º 5.056, DE 2013 (Da Sra. Erika Kokay) CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI N.º 5.056, DE 2013 (Da Sra. Erika Kokay) Dispõe sobre a profissão de Técnico em Nutrição e Dietética, regulamenta o seu exercício e dá outras providências. DESPACHO:

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE POUSO REDONDO CNPJ 83.102.681/0001-26 Rua Antonio Carlos Thiesen, 74 89.172-000 Pouso Redondo Santa Catarina

PREFEITURA MUNICIPAL DE POUSO REDONDO CNPJ 83.102.681/0001-26 Rua Antonio Carlos Thiesen, 74 89.172-000 Pouso Redondo Santa Catarina PREFEITURA MUNICIPAL DE POUSO REDONDO CNPJ 83.102.681/0001-26 Rua Antonio Carlos Thiesen, 74 89.172-000 Pouso Redondo Santa Catarina LEI N. 1925/06 de 25.07.2006. Dispõe sobre a criação do Conselho Municipal

Leia mais

PLANEJAMENTO E GESTÃO. Renato De Marchi

PLANEJAMENTO E GESTÃO. Renato De Marchi PLANEJAMENTO E GESTÃO Renato De Marchi Processo de Trabalho e Eficiência Produtiva Com o avanço da divisão do trabalho, a ocupação da maior parte daqueles que vivem do trabalho, isto é, da maioria da população,

Leia mais

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA - CCTCI

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA - CCTCI COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA - CCTCI PROJETO DE LEI Nº 6835, DE 2010 Dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de pontos de acesso sem fio à Internet nas ERB Estações

Leia mais

Como Investir em Ações Eduardo Alves da Costa

Como Investir em Ações Eduardo Alves da Costa Como Investir em Ações Eduardo Alves da Costa Novatec CAPÍTULO 1 Afinal, o que são ações? Este capítulo apresenta alguns conceitos fundamentais para as primeiras de muitas decisões requeridas de um investidor,

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS 1 PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS Instituto de Ciências Econômicas e Gerencias Curso de Ciências Contábeis Controladoria em Agronegócios ANÁLISE COMPARATIVA DO CUSTEIO POR ABSORÇÃO E DO

Leia mais

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO 1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO A análise da evolução temporal (ou dinâmica) da economia constitui o objeto de atenção fundamental do desenvolvimento econômico,

Leia mais

Karl Marx e o materialismo histórico e dialético (1818-1883)

Karl Marx e o materialismo histórico e dialético (1818-1883) Karl Marx e o materialismo histórico e dialético (1818-1883) O pensamento de Marx: Proposta: entender o sistema capitalista e modificá-lo [...] (COSTA, 2008, p.100). Obra sobre o capitalismo: O capital.

Leia mais

TERMO DE ADESÃO PARA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE INTERMEDIAÇÃO

TERMO DE ADESÃO PARA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE INTERMEDIAÇÃO TERMO DE ADESÃO PARA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE INTERMEDIAÇÃO São partes deste Instrumento, VAIVOLTA.COM SERVIÇOS DE INTERNET SA, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 15.529.518/0001-94, com sede na Rua Frei Caneca,

Leia mais

CURSOS ON-LINE DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO PROFESSORES RODRIGO LUZ E MISSAGIA AULA DEMONSTRATIVA

CURSOS ON-LINE DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO PROFESSORES RODRIGO LUZ E MISSAGIA AULA DEMONSTRATIVA AULA DEMONSTRATIVA Olá pessoal. Com a publicação do edital para Auditor-Fiscal da Receita Federal, como é de costume, houve mudanças em algumas disciplinas, inclusão de novas, exclusão de outras. Uma das

Leia mais

ENCONTRO ESTADUAL DE FARMACÊUTICOS PREPARATÓRIO PARA A 15ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE RELATÓRIO FINAL OFICINA AMAZONAS

ENCONTRO ESTADUAL DE FARMACÊUTICOS PREPARATÓRIO PARA A 15ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE RELATÓRIO FINAL OFICINA AMAZONAS ENCONTRO ESTADUAL DE FARMACÊUTICOS PREPARATÓRIO PARA A 15ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE RELATÓRIO FINAL OFICINA AMAZONAS Informações gerais Estado Amazonas Organizadores (sindicato e Sindicato dos Farmacêuticos

Leia mais

ED 2059/09. 9 fevereiro 2009 Original: inglês. A crise econômica mundial e o setor cafeeiro

ED 2059/09. 9 fevereiro 2009 Original: inglês. A crise econômica mundial e o setor cafeeiro ED 2059/09 9 fevereiro 2009 Original: inglês P A crise econômica mundial e o setor cafeeiro Com seus cumprimentos, o Diretor-Executivo apresenta uma avaliação preliminar dos efeitos da crise econômica

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS DO ESTADO DE SÃO PAULO

MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS DO ESTADO DE SÃO PAULO Dra. Élida Graziane Pinto Procuradora do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo Pós-doutora em Administração pela EBAPE-FGV Doutora em Direito Administrativo pela UFMG Esforço de aproximação

Leia mais

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador MARCELO CRIVELLA I RELATÓRIO

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador MARCELO CRIVELLA I RELATÓRIO PARECER Nº, DE 2015 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS, em decisão terminativa, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 533, de 2013, do Senador Sérgio Souza, que estabelece a obrigatoriedade de as farmácias

Leia mais

Grupo 3 - Cadeias em que oportunidades e ameaças são localizadas e ou se anulam

Grupo 3 - Cadeias em que oportunidades e ameaças são localizadas e ou se anulam Grupo 3 - Cadeias em que oportunidades e ameaças são localizadas e ou se anulam 3.1 Cosméticos Diagnóstico Os países desenvolvidos dominam o mercado mundial do setor de cosméticos, perfumaria e artigos

Leia mais

ESTADO DE GOIÁS MUNICÍPIO DE. Projeto de Lei n..., de de de 2012.

ESTADO DE GOIÁS MUNICÍPIO DE. Projeto de Lei n..., de de de 2012. ESTADO DE GOIÁS MUNICÍPIO DE Projeto de Lei n..., de de de 2012. Dispõe sobre o Conselho e Fundo Municipal de Políticas sobre Drogas do Município de e dá outras providências. A Câmara Municipal de (nome

Leia mais

A Presença da Siderurgia Brasileira no Mercado Internacional: Desafios para Novos Avanços

A Presença da Siderurgia Brasileira no Mercado Internacional: Desafios para Novos Avanços A Presença da Siderurgia Brasileira no Mercado Internacional: Desafios para Novos Avanços Fernando Rezende 1 As importantes transformações ocorridas na siderurgia brasileira após a privatização promovida

Leia mais

(REPRESENTANTE DA CONECTAS DIREITOS HUMANOS) Excelentíssimo Senhor Ministro Presidente; ilustríssimos

(REPRESENTANTE DA CONECTAS DIREITOS HUMANOS) Excelentíssimo Senhor Ministro Presidente; ilustríssimos A SRA. HELOÍSA MACHADO DE ALMEIDA (REPRESENTANTE DA CONECTAS DIREITOS HUMANOS) Excelentíssimo Senhor Ministro Presidente; ilustríssimos representantes dos Estados, senhoras e senhores. Em primeiro lugar,

Leia mais

Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil

Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil Fernando Veloso IBRE/FGV Book Launch of Surmounting the Middle Income Trap: The Main Issues for Brazil (IBRE/FGV e ILAS/CASS) Beijing, 6 de Maio

Leia mais

Curso de Especialização em Saúde da Pessoa Idosa

Curso de Especialização em Saúde da Pessoa Idosa Curso de Especialização em Saúde da Pessoa Idosa Módulo Unidade 01 Tópico 01 Políticas na Atenção do Idoso Introdução as Políticas Públicas Políticas Públicas Ao longo do tempo o papel do Estado frente

Leia mais

Argumentos Contra e a Favor da Valorização O que é o IOF Medidas Adotadas Resultados. Câmbio X IOF Resumo da Semana

Argumentos Contra e a Favor da Valorização O que é o IOF Medidas Adotadas Resultados. Câmbio X IOF Resumo da Semana Câmbio X IOF Nesta apresentação será exposto e discutido parte do debate sobre a valorização do real frente outras moedas, em especial o dólar. Ao final será apresentado um resumo das notícias da semana.

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 93 Exposição na abertura do encontro

Leia mais

Regulamenta o Fundo Estadual de Desenvolvimento de Transportes - FUNTRANS.

Regulamenta o Fundo Estadual de Desenvolvimento de Transportes - FUNTRANS. Regulamenta o Fundo Estadual de Desenvolvimento de Transportes - FUNTRANS. O Governador do Estado de Minas Gerais, no uso de atribuição que lhe confere o artigo 90, inciso VII, da Constituição do Estado,

Leia mais

Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace

Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace Manaus Av. Joaquim Nabuco, 2367, Centro CEP: 69020-031 Tel.: +55 92 4009-8000 Fax: +55 92 4009-8004 São

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 350, DE 2015 - COMPLEMENTAR

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 350, DE 2015 - COMPLEMENTAR PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 350, DE 2015 - COMPLEMENTAR Altera a Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, e a Lei nº 12.529, de 30 de novembro de 2011, para definir, como competência do Conselho Administrativo

Leia mais

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES LEI N. 1.022, DE 21 DE JANEIRO DE 1992 "Institui o Sistema Estadual de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia e o Conselho Estadual de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia e dá outras providências." O GOVERNADOR

Leia mais

www.boscotorres.com.br Prof. Bosco Torres CE_07_Adam Smith e David Ricardo 1

www.boscotorres.com.br Prof. Bosco Torres CE_07_Adam Smith e David Ricardo 1 ADAM SMITH e DAVID RICARDO DISCIPLINA: Comércio Exterior FONTE: DIAS, Reinaldo. RODRIGUES, Waldemar. Comércio Exterior Teoria e Gestão. Atlas. São Paulo: 2004. CE_07_Adam Smith e David Ricardo 1 Principais

Leia mais

As privatizações e o desenvolvimento econômico brasileiro: O papel do Estado na regulação

As privatizações e o desenvolvimento econômico brasileiro: O papel do Estado na regulação As privatizações e o desenvolvimento econômico brasileiro: O papel do Estado na regulação Maria Ivanúcia Lopes da Costa 1 Resumo: Com as privatizações chegando ao Brasil na década de 90, o Estado preparou-se

Leia mais

SECRETARIA DA JUSTIÇA E DA DEFESA DA CIDADANIA FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR DIRETORIA DE PROGRAMAS ESPECIAIS

SECRETARIA DA JUSTIÇA E DA DEFESA DA CIDADANIA FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR DIRETORIA DE PROGRAMAS ESPECIAIS São Paulo, 28 de agosto de 2012 Considerações da Fundação Procon SP à Consulta Pública nº 48, da Agência Nacional de Saúde ANS, que dispõe sobre a regulamentação do agrupamento de contratos coletivos de

Leia mais

COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. EMENDAS DE PLENÁRIO AO PROJETO DE LEI Nº 4.385, DE 1994. (Do Senado Federal)

COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. EMENDAS DE PLENÁRIO AO PROJETO DE LEI Nº 4.385, DE 1994. (Do Senado Federal) COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR EMENDAS DE PLENÁRIO AO PROJETO DE LEI Nº 4.385, DE 1994. (Do Senado Federal) Dá nova redação ao artigo 15 da Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, que dispõe sobre o

Leia mais

PARECER DECRETO CALL CENTER

PARECER DECRETO CALL CENTER PARECER DECRETO CALL CENTER PARECER DECRETO 6.523/2008 Elizabeth Costa de Oliveira Góes Trata-se de parecer com vistas a analisar a aplicabilidade do Decreto 6.523/2008, de 31 de julho de 2008, no que

Leia mais

Alguns equívocos comuns sobre saúde suplementar

Alguns equívocos comuns sobre saúde suplementar 50 Alguns equívocos comuns sobre saúde suplementar SANDRO LEAL ALVES 1 1 Este artigo reflete a opinião do autor e foi produzido a partir de apresentação realizada pelo mesmo por ocasião da 4ª Conferência

Leia mais

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião plenária dos Ministros da Fazenda do G-20 Financeiro

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião plenária dos Ministros da Fazenda do G-20 Financeiro , Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião plenária dos Ministros da Fazenda do G-20 Financeiro São Paulo-SP, 08 de novembro de 2008 Centrais, Senhoras e senhores ministros das Finanças e presidentes

Leia mais

O Princípio da Eficiência na Administração Pública

O Princípio da Eficiência na Administração Pública O Princípio da Eficiência na Administração Pública Cristiane Fortes Nunes Martins 1 1. Introdução A Administração Pública é regida por princípios que se encontram discriminados na Constituição Federal

Leia mais

LEI Nº 2.422, DE 08 DE ABRIL DE 2008 CERTIDÃO Certifico e dou fé que esta Lei foi publicada no placard do Município no dia- / /

LEI Nº 2.422, DE 08 DE ABRIL DE 2008 CERTIDÃO Certifico e dou fé que esta Lei foi publicada no placard do Município no dia- / / LEI Nº 2.422, DE 08 DE ABRIL DE 2008 CERTIDÃO Certifico e dou fé que esta Lei foi publicada no placard do Município no dia- / / JANE APARECIDA FERREIRA =Responsável pelo placard= Dispõe sobre a composição,

Leia mais

Em resumo, tarifa de energia elétrica dos consumidores cativos é, de forma um pouco mais detalhada, constituída por:

Em resumo, tarifa de energia elétrica dos consumidores cativos é, de forma um pouco mais detalhada, constituída por: A Tarifa de Energia O que é a tarifa de energia? Simplificadamente, a tarifa de energia é o preço cobrado por unidade de energia (R$/kWh). Em essência, é de se esperar que o preço da energia elétrica seja

Leia mais

ESTADO DO PARÁ PREFEITURA MUNICIPAL DE ABAETETUBA

ESTADO DO PARÁ PREFEITURA MUNICIPAL DE ABAETETUBA Lei nº 407/2014, DE 12 DE SETEMBRO DE 2014. Dispõe sobre o Conselho e Fundo Municipal de Políticas sobre Drogas do Município de Abaetetuba e dá outras providências. Faço saber que a Câmara Municipal de

Leia mais

Plataforma da Informação. Finanças

Plataforma da Informação. Finanças Plataforma da Informação Finanças O que é gestão financeira? A área financeira trata dos assuntos relacionados à administração das finanças das organizações. As finanças correspondem ao conjunto de recursos

Leia mais

ISE 2010 Revisão do Questionário Workshop com as Empresas. Dimensão Econômico-Financeira Carlos Eduardo Lessa Brandão

ISE 2010 Revisão do Questionário Workshop com as Empresas. Dimensão Econômico-Financeira Carlos Eduardo Lessa Brandão ISE 2010 Revisão do Questionário Workshop com as Empresas Dimensão Econômico-Financeira Carlos Eduardo Lessa Brandão São Paulo, 20 de abril de 2010 GVces Fundação Getulio Vargas Agenda Cronograma Processo

Leia mais

FEDERAÇÃO ÚNICA DOS PETROLEIROS

FEDERAÇÃO ÚNICA DOS PETROLEIROS A FUP defende Mudanças Imediatas no Marco Regulatório da Indústria de Exploração, Produção e Comercialização de Petróleo e Gás Natural no Brasil Documento final aprovado pela primeira reunião do Conselho

Leia mais

DECRETO Nº 6.555, DE 8 DE SETEMBRO DE 2008.

DECRETO Nº 6.555, DE 8 DE SETEMBRO DE 2008. DECRETO Nº 6.555, DE 8 DE SETEMBRO DE 2008. Dispõe sobre as ações de comunicação do Poder Executivo Federal e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o

Leia mais

SISTEMA DE CONTROLE DE RISCO DO BANCO CENTRAL DO BRASIL

SISTEMA DE CONTROLE DE RISCO DO BANCO CENTRAL DO BRASIL SISTEMA DE CONTROLE DE RISCO DO BANCO CENTRAL DO BRASIL Autor: Luciano Duarte Peres, sócio diretor de Peres Advogados Associados, atuante na área de direito financeiro e mercado de capitais. Obrigatoriedade

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2010 (Do Sr. Guilherme Campos - DEM/SP)

PROJETO DE LEI Nº, DE 2010 (Do Sr. Guilherme Campos - DEM/SP) PROJETO DE LEI Nº, DE 2010 (Do Sr. Guilherme Campos - DEM/SP) Estabelece o direito ao reembolso dos gastos efetuados por pessoas jurídicas para cumprimento de obrigações acessórias instituídas pela Secretaria

Leia mais

Volume II Estratégia Documento Base Brasília Março de 2013

Volume II Estratégia Documento Base Brasília Março de 2013 Volume II Estratégia Documento Base Brasília Março de 2013 Volume II Estratégia Sumário I Considerações Iniciais 1 II Estratégia 2 II.1 Construção do Pacto 2 II.1.1 Consolidação do entendimento 2 II.1.2

Leia mais