Bernardo Kucinski. O Que São Multinacionais

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Bernardo Kucinski. O Que São Multinacionais"

Transcrição

1 1981

2 Ficha Técnica ISBN Editoração Digital EccentricDuo

3 A necessidade de expandir constantemente os mercados para seus produtos persegue as empresas multinacionais através de toda a superfície do globo. Elas precisam estar em toda parte, instalar-se em todos os lugares, estabelecer conexões em todas as direções. A burguesia, através da exploração do mercado mundial, deu um caráter cosmopolita à produção e ao consumo em cada país. Para tristeza dos conservadores, ela puxou o tapete das indústrias nacionais. Antigas industrias nacionais foram ou estão sendo destruídas diariamente. Elas são deslocadas por industrias novas, cuja introdução se torna uma questão de vida ou morte para todas as nações civilizadas, industrias que não mais usam materiais locais, mas sim matérias-primas trazidas de lugares remotos, e cujos produtos não são consumidos apenas no país, mas em todos os quadrantes do mundo. No lugar das antigas necessidades, satisfeitas pela produção nacional, nós encontramos novas necessidades, que requerem, para sua satisfação, produtos de países e climas distantes. No lugar da antiga reclusão e autosuficiência temos o intercâmbio em todas as direções, a interdependência universal das nações.... (Trecho do Manifesto Comunista, (1848), de KarI Marx, em que substituí a expressão original capitalismo por multinacional.) À minha irmã Ana Rosa Kucinski vítima do grande capital

4 INDICE Apresentação...03 Como Nascem Multinacionais...10 Trustes, Cartéis e Zaibatsu...18 O Paraíso das Multinacionais...26 O Futuro das Multinacionais...35

5 Apresentação

6 Apresentação Dos escombros da Segunda Guerra Mundial, em 1945, nasceu o que acabaria se revelando como o mais longo período de crescimento contínuo do capitalismo em toda a sua história. Um período de quase 30 anos que só seria interrompido pela recessão e pela crise do petróleo, em fins de 1973, e no qual o valor da produção dos países capitalistas quadruplicou e o valor de suas exportações sextuplicou. Esse notável ciclo de expansão foi comandado por um conjunto definido de cerca de 650 grandes empresas - algumas de dimensões gigantescas - que ficaram conhecidas como empresas multinacionais, ou empresas ou corporações transnacionais. O adjetivo multinacional foi cunhado em 1960 por David Lilienthal, o economista norte-americano que dirigiu o projeto de desenvolvimento do Vale do Tennessee. Três anos depois, o adjetivo virava substantivo e ganhava fama mundial com a publicação do primeiro relatório especial da revista Business Week sobre essas formidáveis empresas apátridas que adotavam o planeta Terra como seu mercado. Mas, a maioria delas, apesar da desenvoltura com que atravessavam fronteiras nacionais, tinham pátria bem definida - a pátria de origem do seu capital. E por isso, muitos estudiosos pre ferem chamá-las empresas transnacionais. De fato, não se tratava, em sua maioria, de empresas novas. Nem era novidade o caráter multinacional de suas operações. Muitas dessas companhias já eram denunciadas no começo do século por monopolizarem setores inteiros da economia de seus países, e pelos acordos secretos para dividir mercados e impor preços. Eram os trustes norte-americanos, os cartéis europeus, acusados de promotores da Primeira Guerra Mundial, os zaibatsu, mentores do expansionismo japonês na Manchúria. Por que então uma palavra nova, para designar empresas antigas? Em primeiro lugar, pela nova dimensão alcançada por muitas dessas empresas. Em segundo lugar, por terem assumido o papel, antes desempenhado pelo Estado, de agente principal de todo um capítulo novo na história da internacionalização da economia capitalista. Em 1971, uma comissão especial das Nações Unidas analisou o papel das mulíinacionais, estimando em 500- bilhões de dólares o valor total por elas adicionado à produção em um ano - o equivalente a 1/5 de toda a produção capitalista. Os 3 bilhões de dólares por ano adicionados por cada uma das três maiores, superava o Produto Nacional Bruto de 80 países membros das Nações Unidas. Nos anos 90, o faturamento da maior delas, a General Motors, supera a casa dos US$ 120 bilhões, quatro vezes o valor das exportações brasileiras. Vinte cinco outras multinacionais, entre as quais muitas companhias de petróleo e automobilísticas, faturam mais do que o total das exportações brasileiras. Pelo volume de seus recursos, as multinacionais tornaram se mais poderosas que governos. A multinacional típica, detentora de uma tecnologia de ponta num determinado campo da produção, fatura entre US$ 6 e US$ 20 bilhões e tem subsidiárias em 30 países. São empresas como a Kodak, Sony, Pfizer, Aicoa, Coca-CoIa, Caterpiliar. Mesmo as menores, faturam cerca de US$ 3 bilhões por ano, com lucros da ordem de US$ 300 milhões. Metade das 500 maiores empresas multinacionais atuam nos campos do petróleo e seu refino, veículos, eletrônica e alimentos. Cortando fronteiras com capital e tecnologia, as multinacionais otimizam mercados, recursos naturais e políticos em escala mundial. Criaram uma nova forma de acumular lucros, uma nova divisão internacional de trabalho. Agora, não apenas os produtos dessasl empresas, mas também as suas fábricas espalham-se pelo mundo. Sob a égide das multinacionais, o capitalismo assumiu abertamente seu caráter supranacional e criou uma * 4 *

7 Apresentação ideologia nesse sentido; surgiram o Clube de Roma e a Comissão Trilateral, em que presidentes de corporações multinacionais discutem os destinos do Planeta Terra e o Mercado Comum Europeu resposta das multinacionais europeias ao gigantismo do mercado norte-americano e a reação americana: o bloco EUA-Canadá-México. Nasce a era dos megablocos económicos. Essa é a época em que Sydney Harold Geneen o superpoderoso chefe da International Telephone & Telegraph Corporation (ITT), a maior empresa multinacional do mundo no ramo das comunicações, pode tomar o café da manhã em Nova Iorque, reunir-se com executivos de suas subsidiárias europeias em Paris na hora do almoço, e estar de volta a Nova Iorque no : mesmo dia, graças ao avião supersônico Concorde fabricado, aliás, por uma empresa binacional. Essa é a época em que os cosmonautas americanos desembarcaram na Lua, epopeia que simboliza o apogeu desse período, a enorme capacidade de acumulação do velho capitalismo, e sua energia e criatividade reagindo a ousadia do comunismo, que lançara o primeiro satélite artificiai - e simboliza também o salto para fora de um planeta já integrado economicamente. O capitalismo, sob a liderança das multinacionais vive um período de glória, como diz este discurso da revista norte-americana de negócios Business Week uma das porta-vozes da ideologia das multinacionais. Está nascendo uma economia global, mais produtiva e inventiva do que tudo o que o mundo já viu até agora. Homens de negócio americanos e seus colegas de outros países industrializados estão criando essa economia no contexto de um novo tipo de organização - a corporação multinacional. Centenas dessas empresas estão atravessando as fronteiras nacionais para produzir bens e serviços no exterior, para clientes de todo o mundo. Ao contrário de suas predecessoras, as empresas mercantis de séculos atrás, as empresas multinacionais estão transportando fatores de produção - capital, tecnologia e técnicas de gerência -, além de mercadorias. Procuram crescimento e lucro onde quer que haja boas chances. 1 Por meio das multinacionais, o capitalismo superou os traumas provocados pelas sangrentas guerras mundiais travadas no seu interior durante a crise dos anos 20 e 30; transferiu para a periferia a crise seguinte (anos 70 e 80), a economia americana. Através da cultura do consumismo, seduziu as populações do Leste Europeu, contribuindo para a derrocada do Muro de Berlim - símbolo de um aparente triunfo do capitalismo sobre o comunismo, da vitória da concepção neoliberal, isto é: a organização social oriunda da competição entre os homens é superior socialização dos meios de produção. Mas, ao contrário do discurso neoliberal, a globalização da economia reduziu cada vez mais a competição. No final deste milénio, já se delineiam situações em que apenas uma ou duas empresas, como a IBM e a FUJITSU na informática, a EXXON e a SHELL no petróleo, a BAT nos cigarros, detêm quase a metade do mercado mundial. O avanço das multinacionais Foi tão intensa a expansão protagonizada pelas multinacionais na Europa no pós-guerra, logo extravasando para países periféricos em busca de mais matéria-prima, novos mercados ou de mão-de-obra mais dócil e 1. Business Week, 19/12/70. * 5 *

8 Apresentação barata. Nessa investida, foram derrubando, uma após a outra, as alianças populistas de burguesias nacionalistas e setores populares, baseadas na proposta do desenvolvimento relativamente autónomo com forte participação estatal. Em seu lugar surgiram regimes de força, oferecendo facilidades de infra-estrutura e incentivos fiscais ao capital estrangeiro. Algumas alianças populistas foram esmagadas em meio a banhos de sangue. No Ira, em 1953, o governo da Frente Nacional de Muhammed Mussadegh foi deposto por uma conspiração organizada pela Agência Central de Informações dos Estados Unidos (CIA), que havia nacionalizado a multinacional do petróleo Anglo-Iranian Oil Company. Na Guatemala, uma invasão de mercenários financiada pela multinacional das bananas United States Fruit, derrubou o governo de Jacobo Arbenz, que havia promovido uma extensa reforma agrária e nacionalizado as terras da United Fruit. Na Indonésia, em 1965, o presidente Sukarno e seu programa de desenvolvimento NASAKOM - nacionalismo e comunismo - foram derrubados por um levante militar que procedeu à execução sistemática de todos os conhecidos comunistas e seus descendentes num total estimado em 1 milhão de vítimas. Golpes militares deram-se ao longo dos anos 60 e início da década seguinte no Brasil, na Grécia, no Uruguai, Argentina e Egito, sob o pretexto de defender o mundo livre contra o comunismo. Mas os interesses defendidos eram quase sempre os das multinacionais norte-americanas. As multinacionais e o governo de unidade popular no Chile Em 1970, Salvador Allende é eleito presidente do Chile, candidato do movimento de Unidade Popular, aliança dos principais partidos populares do Chile, o Comunista, o Socialista, o Radical e o Social- Democrata. A plataforma comum desses partidos era ao mesmo tempo um incisivo diagnóstico do sistema de exploração implantado no Chile pelas multinacionais e uma resposta a esse sistema, através da disposição de socializar os principais meios de produção e recursos naturais do país. Havia então mais de uma centena de grandes empresas norte-americanas estabelecidas no Chile, incluindo 24 das 30 maiores multinacionais de origem norte-americana. Entre elas as grandes indústrias automobilísticas, quatro das maiores distribuidoras de petróleo, os gigantescos complexos químicos, Dupont e Dow Chemical, e a International Telephone and Telegraph (ITT). Havia ainda as duas grandes mineradoras de cobre, Anaconda e Kennecott, e uma terceira, menor, Cerro, que já haviam sido forçadas a ceder formalmente 51% de suas ações ao Estado, durante o governo anterior de Eduardo Frei, mas permaneciam como elos importantes na cadeia de.dominação das multinacionais. Com jazidas de alta concentração, o Chile havia se tornado o maior produtor de cobre do mundo capitalista, após os Estados Unidos. O cobre representava 80% das exportações do Chile, a maior parte nas mãos da Anaconda e da Kennecott. Quando Allende assumiu a presidência, o Chile tinha uma dívida externa de 3 bilhões de dólares, para um país de apenas 10 milhões de habitantes e 8 bilhões de dólares de Produto Interno Bruto. Durante os cinquenta anos que precederam a eleição de Allende, empresas estrangeiras haviam investido 1 bilhão de dólares no Chile, e repatriado 7,2 bilhões, dos quais 4,6 bilhões pela Anaconda e Kennecott. 2 A vitória da Unidade Popular no Chile abria caminho para a primeira * 6 *

9 Apresentação tentativa de instalação de um regime socialista por meios pacíficos e com mandato de uma parcela significativa da opinião nacional expresso através do voto, atraindo as atenções de todo o mundo - e a fúria de algumas multinacionais. A ITT e o governo norte-americano tentaram, em primeiro lugar, impedir a posse de Allende, mobilizando todos os recursos legais e ilegais que julgavam necessários na época, tentativa que fracassou. A 1º de outubro de 1971 a ITT voltou à carga, propondo a derrubada de Allende, através de um plano de 18 pontos que incluía uma ampla operação economica de guerra contra o Chile a ser dirigida por um comando especial criado pela Casa Branca com a assistência da CIA. A ITT se propunha a contribuir com 1 milhão de dólares, ou mais, para o fundo de combate a Allende. A campanha contra Allende durou dois anos, assumindo a forma de uma onda crescente de agitação interna, promovida pela burguesia chilena, lockouts e boicotes, paralelamente a uma violenta barragem de propaganda contra o governo marxista do Chile e um bloqueio económico contra as exportações chilenas de cobre. Em dezembro de 1972; Salvador Allende proferiu seu famoso discurso perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, acusando as empresas multinacionais de agressão ao Chile: O grande crescimento em seu poder económico, sua influência política, sua capacidade de corromper, essas são as razões do alarme que deve atingir a opinião pública. O poder dessas corporações é tão grande que atravessa todas as fronteiras. Os investimentos de companhias norte-americanas, apenas no exterior, chega a 30 bilhões de dólares. Entre 1950 e 1970, esses investimentos cresceram a uma taxa de 10% ao ano, enquanto as exportações dos Estados Unidos expandiram-se em apenas 5% ao ano. Elas realizam lucros enormes, e drenam recursos substanciais dos países em desenvolvimento. Em apenas um ano, essas empresas retiraram lucros do Terceiro Mundo, representando transferências líquidas, a seu favor, da ordem de 1,7 bilhões de dólares, dos quais 1,01 bilhão da América Latina, 280 milhões da África, 376 milhões do Extremo Oriente e 74 milhões do Oriente Médio. Sua influência e seu raio de ação estão desequilibrando práticas comerciais tradicionais de transferência de tecnologia e de recursos entre países, assim como relações de trabalho. Estamos perante um confronto direto entre as grandes corporações multinacionais e os Estados. As corporações estão interferindo nos fundamentos da atividade política, nas decisões políticas, económicas e militares fundamentais dos Estados. As corporações são organizações globais que não dependem de nenhum Estado e cujas atividades não são controladas e nem reportadas a nenhum parlamento ou outra instituição representativa dos interesses coletivos. Em resumo, toda a estrutura política mundial está sendo solapada. São negociantes que não têm uma pátria. O lugar em que podem estar não se constitui em nenhum tipo de vínculo; a única coisa que lhes interessa é onde fazer lucros... Allende foi derrubado no ano seguinte por um golpe militar desfechado pelo general Pinochet, segundo o figurino do golpe brasileiro - que forneceu algum know-how aos conspiradores. 2. Chilean Road to Socialism, Dale Johnson, * 7 *

10 Apresentação A crise dos anos 80 Todo esse universo em expansão, capitaneado pelas multinacionais, entrou em pane com a crise do seu núcleo, a economia americana, a partir dos anos 70. Debilitada pela própria migração de seíores de sua produção para outros países, pela perda de mercados para a indústria japonesa, pela obsolescência de suas indústrias básicas, peia exaustão de suas reservas minerais mais produtivas, inclusive de petróleo, o poderio americano resumia-se cada vez mais no poder militar e na hegemonia de sua moeda, o dólar. O fato, de que todo o mundo capitalista era obrigado a pagar e receber em dólar, permitia ao governo americano financiar suas aventuras militares e até comprar indústrias no exterior com a emissão de dólares que já não tinham lastro em ouro. Esses dólares de propriedade de terceiros eram aplicados nos próprios Estados Unidos, em Letras do Tesouro americano ou na compra de propriedades ou de empresas americanas, o que por muito tempo encobriu no seu balanço de pagamentos o fato de os Estados Unidos gastarem mais do que ganhavam. Mas, a partir da Guerra do Vietnã, ficou clara a fraqueza do dólar e sua falta de lastro. O governo francês detonou uma corrida, exigindo em ouro o pagamento de suas reservas dolarizadas. Em 1972, em meio a crises monetárias convulsivas que afetavam todo os mercados financeiros, o presidente Nixon foi obrigado a desvalorizar o dólar, a anular unilateralmente sua garantia em ouro. Com isso, reduziam-se os ganhos de todos os países produtores de matérias-primas cotadas em dólar ao comprarem outras moedas ou mercadorias nelas cotadas. Em consequência, precipitou-se a decisão dos principais países produtores de petróleo de elevar substancialmente o preço do barril, de menos de US$ 3,00 para cerca de US$ 7,00, depois US$ 13,00. Desde o final da Primeira Guerra Mundial, o petróleo barato substituiu o carvão como fonte energética do moderno capitalismo das multinacionais, baseado na massificação do uso do automóvel, na urbanização ilimitada, com todas as casas equipadas com inúmeros bens de consumo duráveis. O consumo de petróleo pela economia capitalista assumira um caráter predatório, saltando de 8,34 milhões de barris por dia em 1948, para 44,2 milhões em Somente os Estados Unidos consumiam um terço desse total. A resposta do governo americano à elevação do preço do petróleo foi, com o apoio de todo o centro industrializado, provocar uma profunda recessão, que derrubasse o seu consumo e, ao mesmo tempo, estimulasse os bancos depositários dos bilhões de dólares ganhos pêlos países produtores de petróleo, a emprestarem esse dinheiro a países periféricos de forma que eles fossem gastos na compra de equipamentos e materiais do centro industrializado. Os preços desses bens seriam inflacionais, neutralizando assim a alta original do petróleo. Seguiram-se anos de crise crónica caracterizada por alta inflação do dólar e estagnação económica, a estagflação. O número de desempregados no centro industrializado atingiu 20 milhões. Ao mesmo tempo, a periferia se endividava, investindo em projetos, muitos deles faraonicos, financiados pêlos empréstimos baratos. Em 1979, veio o golpe: o Banco Central americano provocou uma violenta contração dos meios de pagamentos, fazendo disparar a taxa de juros de uma média de 8% ao ano, para até 20%. Uma taxa anómala que arruinou muitos dos projetos industriais financiados com os empréstimos, e a maioria dos países da América Latina, que haviam se endividado. Nessa crise, foram caindo os regimes ditatoriais implantados na fase anterior. Em Portugal, na Espanha, na Grécia, caíram devido à contradição provocada pelo desemprego súbito de um lado, e o contato * 8 *

11 dos trabalhadores com o sindicalismo mais avançado da Europa Ocidental, de outro. Na América Latina a queda nos investimentos e nos salários, necessária para o pagamento da dívida externa, destruiu a única fonte de legitimidade dos regimes fortes, o crescimento económico continuado. As próprias elites que haviam promovido o endividamento viram-se obrigadas a abrir o regime para socializar a crise. Assim, se transferiu a crise, do centro do capitalismo para a sua periferia, através de mecanismos financeiros oriundos da hegemonia do dólar, e assumindo a forma de uma brutal dívida externa, que no final dos anos 80 somava mais de US$ 1 trilhão, demandando pagamentos regulares de juros da periferia para o centro, da ordem de US$ 100 bilhões por ano. A América Latina entrou em compasso de decadência industrial e social acelerada. Apenas no Ira e na Nicarágua, o capitalismo perdeu o controle da situação. Na Nicarágua, uma coluna guerrilheira tomou o poder instalando o regime sandinista de economia mista. No Ira, uma revolução fundamentalista derrubou o regime opressor do Xá, armado peias multinacionais. Significativamente, a revolução iraniana, aníiocidental, anti-multinacionais, acabou liderada pêlos setores mais conservadores do país, o clero fundamentalista. Era a tradição, reagindo contra a violência de um sistema multinacional que havia destruído o tecido social e a cultura nacional em nome do Produto Interno Bruto. Apresentação * 9 *

12 Como Nascem Multinacionais

13 Como Nascem Multinacionais Toda multinacional é a sobrevivente vitoriosa de lutas por mercado nas quais arruinou concorrentes que depois absorveu - um processo interminável de concentração de capital e monopolização da produção. Vejamos como nasceu a maior de todas as multinacionais, a Exxon, que detêm 15% do mercado mundial de derivados de petróleo, através do controle acionário de quase 300 empresas em 52 países. 3 A história da Exxon é típica do modo de formação das multinacionais norte-americanas, que primeiro dominaram o mercado de seu próprio país, em si quase um continente. Esgotada essa etapa, viram-se naturalmente equipadas para o domínio dos mercados mundiais. John Rockefeller, fundador em 1859 de uma peque na empresa petrolífera, descobriu já nos primórdios da era do petróleo que o controle do transporte desse combustível levava ao controle do seu mercado. O risco da descoberta ou não das jazidas milionárias, esse ele deixava aos aventureiros. Durante 32 anos, Rockefeller manteve acordos secretos com ferrovias, pagando tarifas menores pelo petróleo de suas refinarias. Um após outro, foi quebrando e abocanhando seus competidores. Em 1892, Rockefeller já detinha o monopólio do petróleo em vasta área dos Estados Unidos. O grupo Rockefeller é então reorganizado, adotando a forma de truste, gerência essencialmente financeira, com uma direção central para fins de planejamento estratégico (e evasão fiscal), deixando a cada empresa componente ampla liberdade de ação tática - traço essencial da multinacional de hoje. Assim nasceu a Standard Oil, e assim nasceu o 3. Para as ações mais recentes da Exxon leia Dirty Business, de Ovid Demaris, Avon Books, NY, truste, pois a receita de Rockefeller foi copiada por dezenas de grupos monopolistas formados nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha durante a primeira metade deste século. Como truste tornou-se expressão pejorativa, esse tipo de gerência adotou o nome holding, em vigor atuaimente. Em 1890, o Congresso norte-americano baixou a lei antitruste (Sherman Act), para impedir práticas monopolísticas como as adotadas por Rockefeller. E, em 1911, o truste foi finalmente forçado a se dissolver. Mas o grupo Rockefeller sobreviveu em torno de algumas das 38 empresas nascidas da partilha, entre elas a Standard Oii de New Jersey, precursora da Exxon. Rockefeller já era então o homem mais rico do mundo. E para compensar a perda do monopólio nos Estados Unidos, penetrou nos mercados da Europa, atingiu o Peru, o Congo Belga e o Oriente Médio. Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, Rockefeller detinha 35% do mercado de petróleo do mundo capitalista. Além da Standard Oil de New Jersey, a família Rockefeller possuía 16% das ações da Móbil Oil, 11% das ações da Standard Oil de Indiana e 12% das ações da Socai (Standard Oil da Califórnia), todas elas grandes empresas petrolíferas. Os lucros desse comércio propiciaram à família a formação do maior conglomerado financeiro-industrial do mundo. Um império económico que inclui o terceiro maior banco comercial do mundo (Chase Manhattan), a empresa holding Basic Economic Corporation (IBEC), holding de dezenas de empresas agropecuárias e de serviços e a própria Exxon. Em 1984, empresas do grupo Rockefeller absorveram duas outras multinacionais petrolíferas: a Gulf Oil e a Getty Oil. * 11 *

14 Como Nascem Multinacionais As seis irmãs do petróleo A Exxon pertence a uma família de seis empresas, entre as quais a Móbil Oi! e a Socai ligadas também aos Rockefelier, que detém entre si 70% do mercado mundial de petróleo. Antes da absorção da Gulf pela Socai, essa família era conhecida como as sete irmãs do petróleo. Reduzidas hoje a seis, elas são: Exxon, British Peíroleum, Royal Dutch-ShelI, Texaco, Socai e Móbil Oil. São chamadas de irmãs devido às relações incestuosas que mantém entre si, pois cada uma delas participa em graus variáveis, nos empreendimentos controlados pelas demais. Através desse emaranhado de participações acionárias, as seis irmãs formam um quase-truste mundial de petróleo, conciliando interesses estratégicos comuns, sem eliminar rivalidades regionais. Nesse quase-truste, o capital norte-americano é hegemónico. No início da década de 70, esse quase-truste levou à exaustão parte das reservas conhecidas de petróleo de baixo custo de extração, pondo fim ao período de quase trinta anos de comercialização do petróleo ao preço vil de apenas 2 dólares o barril de 150 litros. A prática de vendas volumosas de petróleo a baixo custo unitário levanta uma questão teórica interessante: por que empresas com poderes de truste não tentaram otimizar lucros, impondo preços altos para o petróleo que tinham sob controle? Em primeiro lugar, porque era materialmente possível vender a preço baixo e auferir lucro, graças ao custo quase zero de extração nas grandes jazidas do Oriente Médio - da ordem de apenas centavos de dólar por barril. Em segundo lugar, porque somente assim seriam marginalizados os eternos aventureiros, as pequenas e médias empresas, que não podiam competir num mercado onde apenas operações muito grandes davam lucro. O preço vil, a exploração predatória, a massificação do consumo, foi a forma específica de domínio de mercado encontrada pelo truste no setor petrolífero. Quando veio a crise e os preços quadruplicaram em 1973, países como o Brasil, que haviam atrelado suas economias ao consumo massificado de petróleo importado foram à ruína. As multinacionais, ao contrário, ficaram ainda mais ricas, pois seu faturamento mais que quintuplicou. Há muitos anos, desde 1967, as sete irmãs, em antecipação à crise, vinham investindo pesadamente em prospecções nas águas profundas dos oceanos, de custo de extração elevado, devido à necessidade de complexos equipamentos submersos e flutuantes. Inaugura-se assim a era do petróleo caro, na qual seu preço é determinado pelo custo de extração mais alto, o das jazidas das águas profundas do Mar do Norte. Pequenas empresas e aventureiros continuarão marginalizados, desta vez devido à necessidade de capital intensivo para a exploração em águas profundas. A era dos caçadores de petróleo, dos romanticos, acaba definitivamente. Só com muito capital, da ordem de alguns bilhões de dólares, é possível almejar uma fatia desse mercado. Ao mesmo tempo, acirrou-se a disputa pelo controle das jazidas de baixo custo ainda existentes no Oriente Médio. Quando o Iraque anexou o Kuwait em fins de 1990, tornando-se dono de 1/3 das reservas de petróleo da região, foi atacado, e obrigado a recuar, por uma devastadora força combinada de países do centro industrializado liderada pêlos Estados Unidos e financiada principalmente pelo Japão. * 12 *

15 Como Nascem Multinacionais Os grandes casamentos Desde o início, a luta pelo petróleo foi também uma luta entre estadosmaiores de potências imperialistas, cada qual apoiando ou apoiando-se em algumas grandes empresas. Dessa ligação entre governos e empresas nasceu uma espécie distinta de multinacional - a empresa binacional. A aliança circunstancial entre dois estados-maiores propiciou o casamento duradouro de duas empresas, a Royal Dutch, modesta companhia holandesa que explorava petróleo nas Índias Holandesas, e a britânica Shell Transport and Trading Company Limited. A Royal Dutch sofria pressões crescentes do grupo Rockefeller, que deixava espaços abertos para que os aventureiros descobrissem novas jazidas de petróleo, mas depois os engolia através de manobras monopolistas. Para reforçar o seu capital, o proprietário Henri Deterding promoveu uma abertura de capital, vendendo ações da Royal Dutch a milhares de pessoas, de forma que nenhuma delas adquirisse poder de voto significativo. Em 1902, sempre para fazer frente a Rockefeller, Deterding promove a fusão da Royal Dutch com a Sheii, casamento abençoado pelo governo brit nico, que estende à nova empresa binacional a sua proteção imperial. A receita do casamento da Royal Dutch com a Shell foi adotada por outros grupos monopolistas, antigos rivais de mesmo porte que substituíram a competição pela associação. Surgiu, assim, uma linhagem de empresas binacionais, nas quais o capital não tem realmente uma pátria definida - mas tem duas pátrias bem definidas. O casamento Royal Dutch-Shell, consistiu na criação de duas novas empresas paralelas, uma holandesa e outra brit nica, que dividiram entre si, em proporções consideradas justas pelas duas partes, o patrimônio comum formado pelas centenas de empresas que possuíam espalhadas por todo o mundo. Cada empresa continua registrada na sua pátria de origem, como se não tivesse nada a ver com a outra. Royal Dutch Petroleum Company 60% Shell Petroleum N.V. (Holanda) O casamento Royal Dutch-Shell 100% Quatro empresas de serviços Comitê informal de Diretores Empresas operacionais da Royal Dutch-Shell Shell Transport and Trading Company Limited 40% The Shell Petroleum Company Limited (Grã-Bretanha) * 13 *

16 Como Nascem Multinacionais Para resolver o problema da unidade de comando do grupo, foi criado um comité, sem personalidade jurídica, composto pêlos diretores das duas empresas, que se reúne periodicamente para traçar estratégias de investimentos e analisar resultados globais. A execução das decisões ficou a cargo de quatro empresas de serviço, todas sob controle acionário das duas matrizes do grupo. Mesmo em fusões de empresas de mesma nacionalidade tem sido adotada a fórmula de equalização de capital criado pela Royal Dutch-Shell. O segundo grande casamento entre duas empresas monopolistas de nacionalidades diferentes deu origem à Unilever, a maior multinacional, hoje, no setor de alimentos e produtos de higiene pessoal e doméstica, com vendas da ordem de 19 bilhões de dólares anuais, realizadas por nada menos que 500 empresas, operando em 70 países, num total de 300 mil empregados. Eis a história desta superfusão, o maior amálgama entre duas empresas ocorrido até então na Europa, através de um folheto da própria empresa: A elevação do padrão de vida das classes trabalhadoras e médias britânicas permitiram que a Lever Brother Limited, uma empresa atacadista de secos e molhados de Lancashire, aplicasse métodos de comercialização em larga escala de uma marca registrada de sabão para uso doméstico, o Sun-Light, o que inexistia até então, porque sabão era vendido a granel ou a picado. O enorme sucesso dessa marca consolidou-se com novas marcas, como Lifebuoy e Lux. Enquanto isso, nos Países Baixos, duas empresas exploravam, independentes uma da outra, uma nova invenção, a margarina. Em 1927, as condições dos mercados de margarina após a Primeira Guerra Mundial eram tais que as duas firmas, Van den Berghs e Jurgens, resolveram se amalgamar, após 60 anos de rivalidades... um dos problemas das duas empresas era a garantia de suprimentos adequados de matériaprima, e para isso ambas haviam construído vastas empresas auxiliares, moinhos e armazéns; também haviam entrado em choque com fabricantes de sabões, que disputavam as mesmas matérias-primas, especialmente a Lever Brothers... Em 1929, chegou-se a um acordo que permitiu o amálgama entre a Lever Brothers e a Margarine Union. Mais de meio século depois, quando os países do Leste Europeu abriram suas fronteiras às multinacionais, a Unilever engoliu a Pollena, a maior fabricante de alimentos e produtos de higiene da Polónia. Os casamentos entre grandes empresas europeias de nacionalidades diferentes e portes comparáveis voltaram a ser celebrados na década de 60, numa impressionante escalada do processo de concentração do capital e muitinacionalização das empresas. Em 1964, amalgamaram-se a fabricante de filmes alemã Agfa e sua congénere belga Gevaert, estabelecendo uma empresa conjunta binacional nos moldes da Royal Dutch-Shell; em 1970, uniram-se as duas poderosas fabricantes de produtos de borracha, cabos e pneus, a Dunlop, de capital brit nico, e a Pirelli, italiana. E, também, as duas multinacionais farmacêuticas, no caso, ambas suíças, a Ciba e a Geigy, dando origem à maior empresa do ramo em todo o mundo. Tudo isso era uma resposta dos capitais europeus ao gigantismo das multinacionais americanas. Mesmo após o casamento, o grupo Dunlop-PireIli tinha um faturamento anual de apenas 5 bilhões de dólares em comparação com os 7,5 bilhões da GoodYear. * 14 *

17 Como Nascem Multinacionais Os gigantes da indústria automobilística A indústria automobilística é o espécime mais representativo dessa fauna tão heterogénea que chamamos de empresa multinacional. Em primeiro lugar, porque foi essa indústria que combinou de forma mais notável os processos simult neos de concentração de capital e sua multinacionalização. Pode-se dizer, sem perigo de errar, que 90% de todos os automóveis produzidos atualmente no mundo capitalista saem de fábricas pertencentes a não mais do que dez gigantescas empresas multinacionais, espalhadas nos cinco continentes. Foi também a indústria automobilística, através dos métodos de produção em série e racionalização do trabalho de Henry Ford, que estabeleceu as bases da atua! divisão internacional do trabalho, característica da empresa multinacional. Ao estabelecer que cada operário apertaria apenas um parafuso, e sempre o mesmo parafuso, na linha de montagem, Ford abriu o caminho para o emprego maciço de mão-de-obra não especializada, numa produção que em seu conjunto é altamente especializada. Bastava, para isso, que um pequeno grupo de especialistas fizesse preliminarmente todos os cálculos e projetasse os dispositivos para essa produção em série. Essa forma de fazer as coisas, adotada hoje por todos os setores da indústria, permitiria o estabelecimento de fábricas em praticamente qualquer parte do mundo, tivesse ou não mão-de-obra especializada, tivesse ou não tradição industrial. Finalmente, a própria popularização do automóvel, sua produção em massa - a outra face da produção em série - simboliza, mais do que qualquer outro aspecto do consumismo, a expansão económica sob a égide das multinacionais. A maior empresa multinacional, é a automobilística General Motors, com 850 mil empregados e US$ 126 bilhões de faturamento anual, seguida de perto pela Ford, com quase US$ 100 bilhões de vendas. Há seis outras multinacionais automobilísticas disputando lugar com as companhias petrolíferas e de material elétrico, entre as 25 maiores multinacionais: Toyota, Daimier-Benz, Fiai, Chrysler, Nissan e Volkswagen. Cada uma dessas empresas engoliu dezenas de outras, que por sua vez já haviam engolido empresas ainda menores, num processo impressionante de concentração que se iniciou nos anos 20. A General Motors já nascera, em 1908, a partir da fusão de cinco empresas, com um capital considerado grande na época, e logo depois absorveu 17 outros fabricantes de veículos, tornando-se assim maior do que a Ford. A linha de montagem e a produção em série naturalmente favoreciam as empresas maiores, com mais recursos para a massificação do produto. Mas em 1923, quando ainda existiam nos Estados Unidos 88 fábricas de veículos, a General Motors descobriu o ingrediente que faltava para a verdadeira concentração do capital no setor e domínio do mercado: o lançamento de um novo modelo a cada ano. Somente as grandes empresas, as verdadeiramente gigantescas, podiam se dar ao iuxo de refazer boa parte de sua linha de montagem, de seus estampes e moldes, de seus desenhos, uma vez por ano. O recurso não visava incorporar aperfeiçoamentos técnicos, pois esses não ocorriam com essa velocidade (os principais mecanismos de um automóvel, como o virabrequim, a suspensão, mantêm ainda hoje as características desenvolvidas pêlos seus primeiros inventores). O objetivo era desalojar do mercado as empresas pequenas, que obviamente nem podiam fazer esse investimento anual em projetos e dispositivos de produção e muito menos investir na publicidade dos novos modelos. Doze anos depois dessa genial invenção, já em meio à depressão, havia apenas dez fabricantes de veículos nos Estados Unidos. * 15 *

18 Como Nascem Multinacionais Dominado e repartido o grande mercado norte-americano, as três grandes voltaram seus olhos para o resto do mundo, especialmente para a Europa, e passaram a engolir, uma após outra, as fábricas europeias de veículos. À frente dessa corrida esteve sempre a General Motors, cuja história se cruzou, após a Primeira Guerra Mundial, com a de um outro grupo monopolista gigantesco, a Dupont, que controlava 64 fábricas de pólvora nos Estados Unidos já no começo do século e que realizou lucros substanciais durante a Primeira Guerra Mundial como principal fornecedora dos aliados. Uma forte injeção de capitai da Dupont permitiu à General Motors comprar a Vauxhall inglesa e a Opel alemã, além de abrir escritórios de vendas em muitos países e oficinas de montagem naqueles países que impunham tarifas proibitivas à importação do veículo já montado. A Ford respondeu a essa ofensiva nos mercados mundiais, associando-se minoritariamente a fabricantes locais e reforçando sua infraestrutura produtiva. Um notável exemplo dessa política foi a compra de terras no Pará, em 1928, onde a Ford chegou a produzir 12 mil toneladas de borracha natural por ano. A ofensiva do carro americano nos mercados mundiais prosseguiu com vigor redobrado no pós-guerra, acelerando a concentração dos fabricantes europeus. Na Grã-Breíanha, dez fabricantes foram engolidos um após o outro, dando origem à British Leyland Motors Corporation, em Na Alemanha, os dois grandes uniram-se: DaimIer-Benz e Volkswagen associaram-se em alguns projetos comuns, e o mesmo aconteceu na França entre a Peugeout-Citrõen, que já vinha de uma fusão, como indica o nome, e a Renault. Com a crise do petróleo, na década seguinte, começa mais um ciclo de concentração, tendo como força ascendente, dessa vez, a indústria japonesa, com seus veículos compactos, de baixo consumo de combustível. No início dos anos 90, as multinacionais japonesas já haviam penetrado definitivamente nos mercados americano e europeu. Dos trinta maiores fabricantes de veículos, 12 eram japoneses. British Motor Corp 1966 Coventry Climax Engines Ltd Guy Motor Ltd Daimler Motor Co. Jaguar Cars Ltd Leyland Motors Ltd Standard-Triumph International Associated Comm. Vehicles Rover Group Aveling-Barford Group Cronologia de uma concentração Jaguar Cars Ltd (1963) Leyland Motors Ltd (1968) British Motor Holdings (1968) British Leyland Motor Corp (1968) * 16 *

19 Os fabricantes tradicionais, tendo à frente mais uma vez a General Motors, reagiram à ofensiva japonesa valendo-se da velha técnica do modelo anual, agora elevado à dimensão universal: lançaram o modelo mundial, um veículo só, vendido e montado simultaneamente em todos os países. Em cada grande mercado é produzido apenas uma de suas partes, o motor em um país, o girabrequim em outro, a caixa de câmbio num terceiro. É o sistema da indústria de prateleiras, concentrando e, portanto, elevando a escala da produção a uma nova divisão internacional do trabalho. Ao mesmo tempo, deu-se um novo processo de acomodação frente aos japoneses, com novas fusões, e, principalmente, a multiplicação de associações entre empresas. A Ford associou-se à Pegeaut na Europa, à Volkswagen no Brasil, à Aston-Martin, na Inglaterra, à Mazda japonesa, a fabricantes na Coreia e na Itália. A General Motors associou-se à Izuzu, à Toyota e à Subam. A Volkswagen, além da fusão com a Ford, no Brasil, adquiriu a Seat espanhola e a tcheca Skoda. Formou-se, entre os fabricantes mundiais de veículos, um emaranhado de interesses semelhante ao que existe entre as companhias petrolíferas. Como Nascem Multinacionais * 17 *

20 Trustes, Cartéis e Zaibatsu

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT)

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O capitalismo teve origem na Europa, entre os séculos XIII e XIV, com o renascimento urbano e comercial e o surgimento de uma nova classe social:

Leia mais

O processo de concentração e centralização do capital

O processo de concentração e centralização do capital O processo de concentração e centralização do capital Pedro Carvalho* «Algumas dezenas de milhares de grandes empresas são tudo, os milhões de pequenas empresas não são nada», afirmava Lénine no seu livro

Leia mais

ESTADOS UNIDOS: superpotência mundial. Capítulo 8 Educador: Franco Augusto

ESTADOS UNIDOS: superpotência mundial. Capítulo 8 Educador: Franco Augusto ESTADOS UNIDOS: superpotência mundial Capítulo 8 Educador: Franco Augusto EUA: Processo histórico Colônia de povoamento (Reino Unido, em especial a Inglaterra) A ocupação da costa do Atlântico foi baseada

Leia mais

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A O capitalismo teve origem na Europa, nos séculos XV e XVI, e se expandiu para outros lugares do mundo ( Ásia, África,

Leia mais

Comércio (Países Centrais e Periféricos)

Comércio (Países Centrais e Periféricos) Comércio (Países Centrais e Periféricos) Considera-se a atividade comercial, uma atividade de alto grau de importância para o desenvolver de uma nação, isso se dá pela desigualdade entre o nível de desenvolvimento

Leia mais

O IMPERIALISMO EM CHARGES. Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com. 1ª Edição (2011)

O IMPERIALISMO EM CHARGES. Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com. 1ª Edição (2011) O IMPERIALISMO EM CHARGES 1ª Edição (2011) Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com Imperialismo é a ação das grandes potências mundiais (Inglaterra, França, Alemanha, Itália, EUA, Rússia

Leia mais

Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo

Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo A UA UL LA MÓDULO 7 Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo Nesta aula O café foi o principal produto de exportação durante a República Velha. Os cafeicultores detinham o controle da

Leia mais

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 CAP. 02 A Dinâmica dos espaços da Globalização. (9º ano) *Estudaremos a difusão do modo capitalista de produção, ou seja, do modo de produzir bens e

Leia mais

1) Caracterize a economia e a história recente da região insular da América Central.

1) Caracterize a economia e a história recente da região insular da América Central. 1) Caracterize a economia e a história recente da região insular da América Central. 2) Considere a tabela para responder à questão: TAXA DE CRESCIMENTO URBANO (em %) África 4,3 Ásia 3,2 América Lat./Caribe

Leia mais

EXPANSÃO E COLAPSO DO CAPITALISMO

EXPANSÃO E COLAPSO DO CAPITALISMO EXPANSÃO E COLAPSO DO CAPITALISMO 2ªRevolução Industrial HOLDING TRUSTE CARTEL Empresas financeiras que controlam complexos industriais a partir da posse de suas ações. Formação de grandes conglomerados

Leia mais

Espaço Geográfico (Tempo e Lugar)

Espaço Geográfico (Tempo e Lugar) Espaço Geográfico (Tempo e Lugar) Somos parte de uma sociedade, que (re)produz, consome e vive em uma determinada porção do planeta, que já passou por muitas transformações, trata-se de seu lugar, relacionando-se

Leia mais

O poderio norte-americano

O poderio norte-americano A U A UL LA Acesse: http://fuvestibular.com.br/ O poderio norte-americano Nesta aula vamos estudar os Estados Uni- dos da América, a mais importante economia nacional do planeta, e o Canadá, seu vizinho,

Leia mais

BLOCOS ECONÔMICOS. O Comércio multilateral e os blocos regionais

BLOCOS ECONÔMICOS. O Comércio multilateral e os blocos regionais BLOCOS ECONÔMICOS O Comércio multilateral e os blocos regionais A formação de Blocos Econômicos se tornou essencial para o fortalecimento e expansão econômica no mundo globalizado. Quais os principais

Leia mais

VALOR E PARTICIPAÇÃO DAS EXPORTAÇÕES, POR FATOR AGREGADO E PAÍS DE DESTINO

VALOR E PARTICIPAÇÃO DAS EXPORTAÇÕES, POR FATOR AGREGADO E PAÍS DE DESTINO VALOR E PARTICIPAÇÃO DAS EXPORTAÇÕES, POR FATOR AGREGADO E PAÍS DE DESTINO 1 - CHINA 2 - ESTADOS UNIDOS 2014 34.292 84,4 4.668 11,5 1.625 4,0 6.370 23,6 5.361 19,8 13.667 50,6 2013 38.973 84,7 5.458 11,9

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

Capítulo 03 Mercados regionais

Capítulo 03 Mercados regionais Capítulo 03 Mercados regionais As organizações decidem atuar no mercado global quando sabem que o crescimento externo será maior do que o interno. Nesse sentido, a China é um dos mercados para onde as

Leia mais

A era dos impérios. A expansão colonial capitalista

A era dos impérios. A expansão colonial capitalista A era dos impérios A expansão colonial capitalista O século XIX se destacou pela criação de uma economia global única, caracterizado pelo predomínio do mundo industrializado sobre uma vasta região do planeta.

Leia mais

1. Organizações e Propriedades

1. Organizações e Propriedades 1. Organizações e Propriedades Conteúdo 1. Organizações 2. Propriedades 3. Formas de Propriedades Privadas 4. Alguns Conceitos 5. Propriedades Públicas 1 Bibliografia Recomenda Livro Texto: Administração

Leia mais

GLOBALIZAÇÃO. BLOG: www.boscotorres.com.br EMAIL: bosco.torres@hotmail.com. 3. Globalização 1

GLOBALIZAÇÃO. BLOG: www.boscotorres.com.br EMAIL: bosco.torres@hotmail.com. 3. Globalização 1 GLOBALIZAÇÃO CURSO: Administração DISCIPLINA: Comércio Exterior FONTE: DIAS, Reinaldo. RODRIGUES, Waldemar. Comércio Exterior Teoria e Gestão. Atlas. São Paulo: 2004. 3. Globalização 1 SUMÁRIO Globalização

Leia mais

Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático

Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático Capítulo 1: Japão - Capítulo 2: China - Capítulo 4: Tigres Asiáticos Apresentação elaborada pelos alunos do 9º Ano C Monte Fuji - Japão Muralha da China Hong Kong

Leia mais

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno.

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno. 1. ASPECTOS GERAIS Comércio é um conceito que possui como significado prático, trocas, venda e compra de determinado produto. No início do desenvolvimento econômico, o comércio era efetuado através da

Leia mais

A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil

A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil Análise Economia e Comércio Bernardo Erhardt de Andrade Guaracy 30 de outubro de 2003 A Redução do Fluxo de Investimento

Leia mais

CRISE DO ESCRAVISMO. O Brasil foi o último país da América Latina a abolir a escravidão.

CRISE DO ESCRAVISMO. O Brasil foi o último país da América Latina a abolir a escravidão. CRISE DO ESCRAVISMO A Dinamarca foi o primeiro país Europeu a abolir o tráfico de escravos em 1792. A Grã-Bretanha veio a seguir, abolindo em 1807 e os Estados Unidos em 1808. O Brasil foi o último país

Leia mais

Construção do Espaço Africano

Construção do Espaço Africano Construção do Espaço Africano Aula 2 Colonização Para melhor entender o espaço africano hoje, é necessário olhar para o passado afim de saber de que forma aconteceu a ocupação africana. E responder: O

Leia mais

Ensino Fundamental II

Ensino Fundamental II Ensino Fundamental II Valor do trabalho: 2.0 Nota: Data: /dezembro/2014 Professora: Angela Disciplina: Geografia Nome: n o : Ano: 8º Trabalho de Recuperação Final de Geografia ORIENTAÇÕES: Leia atentamente

Leia mais

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Causas da Hegemonia atual dos EUA Hegemonia dos EUA Influência Cultural: músicas, alimentações, vestuários e língua Poderio Econômico: 20% do PIB global Capacidade Militar sem

Leia mais

Guerra fria (o espaço mundial)

Guerra fria (o espaço mundial) Guerra fria (o espaço mundial) Com a queda dos impérios coloniais, duas grandes potências se originavam deixando o mundo com uma nova ordem tanto na parte política quanto na econômica, era os Estados Unidos

Leia mais

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL REVOLUÇÃO INDUSTRIAL - Eram aprendizes órfãos? Todos aprendizes órfãos. - E com que idade eram admitidos? Os que vinham de Londres tinham entre 7 e 11 anos. - (...) Qual o horário de trabalho? De 5 da

Leia mais

TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA

TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA DOLOROSA: O NAZISMO ALEMÃO A ascensão dos nazistas ao poder na Alemanha colocou em ação a política de expansão territorial do país e o preparou para a Segunda Guerra Mundial. O saldo

Leia mais

II - Desenvolvimento. 1. O primeiro mundo. 2. Sociedades de consumo

II - Desenvolvimento. 1. O primeiro mundo. 2. Sociedades de consumo I - Introdução Consideram-se como Norte os países ricos ou industrializados: o primeiro Mundo ou países capitalistas desenvolvidos, em primeiro lugar e também os países mais industrializados do antigo

Leia mais

Gabarito oficial preliminar: História

Gabarito oficial preliminar: História 1) Questão 1 Segundo José Bonifácio, o fim do tráfico de escravos significaria uma ameaça à existência do governo porque Geraria uma crise econômica decorrente da diminuição da mão de obra disponível,

Leia mais

História B Aula 21. Os Agitados Anos da

História B Aula 21. Os Agitados Anos da História B Aula 21 Os Agitados Anos da Década de 1930 Salazarismo Português Monarquia portuguesa foi derrubada em 1910 por grupos liberais e republicanos. 1ª Guerra - participação modesta ao lado da ING

Leia mais

Geografia: ROCHA Globalização A globalização é a mundialização da economia capitalista que forma o aumento do processo de interdependência entre governos, empresas e movimentos sociais. Globalização Origens

Leia mais

O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO CAPITALISMO

O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO CAPITALISMO O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO CAPITALISMO MODO DE PRODUÇÃO: Pode ser entendido com a estrutura econômica de uma sociedade. Incluem-se nessa noção a maneira como essa sociedade produz, distribui, consome

Leia mais

O Complexo Jogo dos Espaços Mundiais

O Complexo Jogo dos Espaços Mundiais O Complexo Jogo dos Espaços Mundiais O Mundo está fragmentado em centenas de países, mas ao mesmo tempo, os países se agrupam a partir de interesses em comum. Esses agrupamentos, embora não deixem de refletir

Leia mais

Resumo Aula-tema 03: Desenvolvimento Econômico da China

Resumo Aula-tema 03: Desenvolvimento Econômico da China Resumo Aula-tema 03: Desenvolvimento Econômico da China Esta aula trata da história econômica e do processo de desenvolvimento da China, país que se tornou a segunda economia do mundo, atrás dos Estados

Leia mais

QUARTA CONSTITUIÇÃO (A CONSTITUIÇÃO DO ESTADO NOVO)

QUARTA CONSTITUIÇÃO (A CONSTITUIÇÃO DO ESTADO NOVO) QUARTA CONSTITUIÇÃO (A CONSTITUIÇÃO DO ESTADO NOVO) NOME...Constituição dos Estados Unidos do Brasil DATA...10 de Novembro de 1937 ORIGEM...Outorgada DURAÇÃO...9 anos PREÂMBULO O Presidente da República

Leia mais

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL A partir de meados do séc. XVI, o Império Português do Oriente entrou em crise. Que fatores contribuíram para essa crise? Recuperação das rotas

Leia mais

MECANISMOS DA INJUSTIÇA FISCAL

MECANISMOS DA INJUSTIÇA FISCAL MECANISMOS DA INJUSTIÇA FISCAL Fatores que tornam o sistema tributário regressivo Fatores que potencializam a evasão fiscal Mitos são assim: alguém cria, outros repetem e os demais acreditam e passam adiante.

Leia mais

ED 2059/09. 9 fevereiro 2009 Original: inglês. A crise econômica mundial e o setor cafeeiro

ED 2059/09. 9 fevereiro 2009 Original: inglês. A crise econômica mundial e o setor cafeeiro ED 2059/09 9 fevereiro 2009 Original: inglês P A crise econômica mundial e o setor cafeeiro Com seus cumprimentos, o Diretor-Executivo apresenta uma avaliação preliminar dos efeitos da crise econômica

Leia mais

VIRGÍLIO, P.; LONTRINGER, S.. Guerra Pura: a Militarização do Cotidiano. São Paulo: Brasiliense, 1984, p. 39.

VIRGÍLIO, P.; LONTRINGER, S.. Guerra Pura: a Militarização do Cotidiano. São Paulo: Brasiliense, 1984, p. 39. Velocidade é violência. O exemplo mais óbvio é o punho cerrado. Nunca o pesei mas pesa cerca de 400 gramas. Posso transformar esse punho na carícia mais delicada. Mas, se o arremessar em alta velocidade,

Leia mais

Grupo 3 - Cadeias em que oportunidades e ameaças são localizadas e ou se anulam

Grupo 3 - Cadeias em que oportunidades e ameaças são localizadas e ou se anulam Grupo 3 - Cadeias em que oportunidades e ameaças são localizadas e ou se anulam 3.1 Cosméticos Diagnóstico Os países desenvolvidos dominam o mercado mundial do setor de cosméticos, perfumaria e artigos

Leia mais

A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo

A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo A importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo Prof. William Eid Junior Professor Titular Coordenador do GV CEF

Leia mais

Faz sentido o BNDES financiar investimentos em infraestrutura em outros países?

Faz sentido o BNDES financiar investimentos em infraestrutura em outros países? Faz sentido o BNDES financiar investimentos em infraestrutura em outros países? Marcos Mendes 1 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem financiado a construção de infraestrutura

Leia mais

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Capítulo 1: América: Um continente de Contrastes Capítulo 2: Estados Unidos e Canadá Apresentação elaborada pelos alunos do 8º Ano B Montanhas Rochosas

Leia mais

2 Histórico de fusões e aquisições e conceitos.

2 Histórico de fusões e aquisições e conceitos. 2 Histórico de fusões e aquisições e conceitos. 2.1. Fusões e aquisições globais Com a globalização e a necessidade de escalas cada vez maiores de operação, as grandes empresas ultrapassaram fronteiras

Leia mais

Toshiba Corporation. Faturamento (2000): US$ 47.950 mi. Empregados (2000): 190.870

Toshiba Corporation. Faturamento (2000): US$ 47.950 mi. Empregados (2000): 190.870 Toshiba Corporation 1. Principais Características Matriz: Toshiba Corporation Localização: Minato-Ku, Tóquio, Japão Ano de fundação: 1875 Internet: www.toshiba.co.jp Faturamento (2000): US$ 47.950 mi Empregados

Leia mais

Panorama Mundial (2013)

Panorama Mundial (2013) Panorama Mundial (2013) Produção mundial alcançou US$ 444 bilhões em 2013; Mesmo com os efeitos da crise internacional, registra 85% de crescimento desde 2004, a uma taxa média de 7% ao ano; 54% da produção

Leia mais

20 de agosto de 2013. Xisto muda geopolítica da energia

20 de agosto de 2013. Xisto muda geopolítica da energia 20 de agosto de 2013 Xisto muda geopolítica da energia A "revolução do xisto" em curso nos Estados Unidos, que já despertou investimento de US$ 100 bilhões na indústria americana, vai resultar em uma nova

Leia mais

Imagem 1 Imagem 2. Fontes: Imagem 1 ROBIN, M. - 100 fotos do século, Evergreen, 1999./ Imagem 2 Le Monde Diplomatique ano 2, nº16 novembro de 2008

Imagem 1 Imagem 2. Fontes: Imagem 1 ROBIN, M. - 100 fotos do século, Evergreen, 1999./ Imagem 2 Le Monde Diplomatique ano 2, nº16 novembro de 2008 Nome: Nº: Turma: Geografia 3º ano Gabarito - Prova Augusto Mar/10 1. Observe as imagens abaixo e faça o que se pede: Imagem 1 Imagem 2 Fontes: Imagem 1 ROBIN, M. - 100 fotos do século, Evergreen, 1999./

Leia mais

América: a formação dos estados

América: a formação dos estados América: a formação dos estados O Tratado do Rio de Janeiro foi o último acordo importante sobre os limites territoriais brasileiros que foi assinado em 1909, resolvendo a disputa pela posse do vale do

Leia mais

Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes.

Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes. A ECONOMIA GLOBAL Após a década de 1990, várias pessoas em todo o mundo mantêm hábito de consumo semelhantes. O século XX marcou o momento em que hábitos culturais, passaram a ser ditados pelas grandes

Leia mais

OS NÚMEROS DA CRISE CAPÍTULO I

OS NÚMEROS DA CRISE CAPÍTULO I CAPÍTULO I OS NÚMEROS DA CRISE A crise de 1929 consistiu, acima de tudo, numa queda generalizada da produção em quase todo o mundo industrializado (com exceção da URSS e do Japão). Convém primeiro entendê-la

Leia mais

Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016

Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016 COMUNICADO No: 58 Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016 10 de dezembro de 2015 (Genebra) - A International Air Transport Association (IATA) anunciou

Leia mais

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas Análise Economia e Comércio / Desenvolvimento Carolina Dantas Nogueira 20 de abril de 2006 O processo de abertura comercial da China:

Leia mais

Brasil e América do Sul

Brasil e América do Sul Brasil e América do Sul Brasil Linha do equador Tropico de Capricórnio O Brasil é o quinto país mais extenso e populoso do mundo. É a sétima maior economia mundial. É um país capitalista à apresenta propriedade

Leia mais

NAPOLEÃO BONAPARTE. Pode-se dividir seu governo em três partes: Consulado (1799-1804) Império (1804-1815) Governo dos Cem Dias (1815)

NAPOLEÃO BONAPARTE. Pode-se dividir seu governo em três partes: Consulado (1799-1804) Império (1804-1815) Governo dos Cem Dias (1815) NAPOLEÃO BONAPARTE 1 Profª Adriana Moraes Destaca-se política e militarmente no Período Jacobino. DIRETÓRIO Conquistas militares e diplomáticas na Europa defesa do novo governo contra golpes. Golpe 18

Leia mais

O globo em jornal. Nesta aula vamos aprender que existem

O globo em jornal. Nesta aula vamos aprender que existem A U A UL LA Acesse: http://fuvestibular.com.br/ O globo em jornal Nesta aula vamos aprender que existem muitas diferenças e semelhanças entre as nações que formam o mundo atual. Vamos verificar que a expansão

Leia mais

Choques Desequilibram a Economia Global

Choques Desequilibram a Economia Global Choques Desequilibram a Economia Global Uma série de choques reduziu o ritmo da recuperação econômica global em 2011. As economias emergentes como um todo se saíram bem melhor do que as economias avançadas,

Leia mais

CONHECENDO O CHILE ATRAVÉS DE SEU SETOR SERVIÇOS. www.prochile.gob.cl

CONHECENDO O CHILE ATRAVÉS DE SEU SETOR SERVIÇOS. www.prochile.gob.cl CONHECENDO O CHILE ATRAVÉS DE SEU SETOR SERVIÇOS www.prochile.gob.cl O Chile surpreende pela sua variada geografia. Suas montanhas, vales, desertos, florestas e milhares de quilômetros de costa, o beneficiam

Leia mais

DINÂMICA LOCAL INTERATIVA I APRENDER A APRENDER APRENDER A APRENDER CONTEÚDO E HABILIDADES GEOGRAFIA. Aula 10.2 Conteúdo: Guianas.

DINÂMICA LOCAL INTERATIVA I APRENDER A APRENDER APRENDER A APRENDER CONTEÚDO E HABILIDADES GEOGRAFIA. Aula 10.2 Conteúdo: Guianas. Aula 10.2 Conteúdo: Guianas. 2 Habilidades: Observar as limitações das Guianas e suas ligações com o Brasil. 3 Colômbia 4 Maior população da América Andina. Possui duas saídas marítimas: Para o Atlântico

Leia mais

Soluções Integradas em Petróleo, Gás e Energia BRASIL

Soluções Integradas em Petróleo, Gás e Energia BRASIL BRASIL O Brasil possui uma economia sólida, construída nos últimos anos, após a crise de confiança que o país sofreu em 2002, a inflação é controlada, as exportações sobem e a economia cresce em ritmo

Leia mais

Northern Telecom Ltd (Nortel). Isto devido ao seu atraso na substituição da tecnologia analógica pela digital.

Northern Telecom Ltd (Nortel). Isto devido ao seu atraso na substituição da tecnologia analógica pela digital. MOTOROLA A empresa alcançou um faturamento global da ordem de US$ $37.6 bilhões em 2000. É líder mundial em sistemas e serviços eletrônicos avançados. Atuando de maneira globalizada em 45 países, mais

Leia mais

Futebol alemão X Futebol brasileiro

Futebol alemão X Futebol brasileiro Futebol alemão X Futebol brasileiro Um fez sua revolução. Outro nem começou! Novembro de 2015 A revolução na Alemanha Eliminação precoce na Eurocopa de 2000 impulsionou as mudanças. Plano de longo prazo

Leia mais

Exemplos de Marketing Global. Coca-Cola, Philip Morris, DaimlerChrysler. McDonald s, Toyota, Ford, Cisco Systems

Exemplos de Marketing Global. Coca-Cola, Philip Morris, DaimlerChrysler. McDonald s, Toyota, Ford, Cisco Systems Fundamentos de Marketing Global Parte 01 O significado de Marketing Global Uma empresa global bem-sucedida deve ser capaz de pensar globalmente e agir localmente. Marketing global pode incluir uma combinação

Leia mais

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia e Comércio / Integração Regional Jéssica Naime 09 de setembro de 2005 Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia

Leia mais

PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA

PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA BANCO DE QUESTÕES - GEOGRAFIA - 9º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================== 01- O desenvolvimento

Leia mais

Segundo Helen Deresky, (2004, p. 55), as alianças estratégicas não acionárias ocorrem:

Segundo Helen Deresky, (2004, p. 55), as alianças estratégicas não acionárias ocorrem: O modelo supply chain As empresas de hoje atuam segundo algumas correntes, ou modelos econômicos. Dentre estes se pode citar a cadeia de suprimentos ou supply chain, modelo das grandes corporações, e a

Leia mais

ATUDALIDADES - Conflitos na Atualidade

ATUDALIDADES - Conflitos na Atualidade ATUDALIDADES - Conflitos na Atualidade Origem dos povos ORIENTE MÉDIO: Conflitos árabes-israelenses: 1948 Independência de Israel 1949 Guerras da Independência 1956 Crise de Suez 1964 Criação da OLP` 1967

Leia mais

27/09/2011. Integração Econômica da América do Sul: Perspectiva Empresarial

27/09/2011. Integração Econômica da América do Sul: Perspectiva Empresarial 27/09/2011 Integração Econômica da América do Sul: Perspectiva Empresarial Estrutura da apresentação Perspectiva empresarial Doing Business 2011 Investimentos Estrangeiros e Comércio Exterior Complementaridade

Leia mais

Rei (controla poder moderador) além de indicar o primeiro ministro e dissolve a Câmara de Deputados Monarquia torna-se estável

Rei (controla poder moderador) além de indicar o primeiro ministro e dissolve a Câmara de Deputados Monarquia torna-se estável História do Brasil Professora Agnes (Cursinho Etec Popular de São Roque) Política Interna O SEGUNDO REINADO (1840-1889) * Apogeu da monarquia brasileira. * Centralização política e administrativa. * Pacificação

Leia mais

Blocos Econômicos ESTÁGIOS DE INTEGRAÇÃO ENTRE PAÍSES

Blocos Econômicos ESTÁGIOS DE INTEGRAÇÃO ENTRE PAÍSES Blocos Econômicos ESTÁGIOS DE INTEGRAÇÃO ENTRE PAÍSES ZONA DE LIVRE- COMÉRCIO Estágio inicial de integração. Eliminação gradativa de barreiras comerciais entre os países-membros. O Nafta é um exemplo de

Leia mais

Investindo em um gigante em expansão

Investindo em um gigante em expansão Investindo em um gigante em expansão Revolução econômica transforma a China no grande motor do crescimento mundial Marienne Shiota Coutinho, sócia da KPMG no Brasil na área de International Corporate Tax

Leia mais

HISTÓRIA-2009 2ª FASE 2009

HISTÓRIA-2009 2ª FASE 2009 Questão 01 UFBA - -2009 2ª FASE 2009 Na Época Medieval, tanto no Oriente Médio, quanto no norte da África e na Península Ibérica, muçulmanos e judeus conviviam em relativa paz, fazendo comércio e expressando,

Leia mais

Presidente da Terra Brasis faz críticas às mudanças na regulamentação do resseguro

Presidente da Terra Brasis faz críticas às mudanças na regulamentação do resseguro Presidente da Terra Brasis faz críticas às mudanças na regulamentação do resseguro Por Paulo Botti, presidente da Terra Brasis, resseguradora local Nascido em 2008 após árduo trabalho e amplo diálogo entre

Leia mais

CORELAÇÃO DE FORÇAS E NÚMEROS DA CSN

CORELAÇÃO DE FORÇAS E NÚMEROS DA CSN CORELAÇÃO DE FORÇAS E NÚMEROS DA CSN CONJUNTURA INTERNACIONAL E NACIONAL A crise mundial não acabou está cozinhando em banho-maria. Países ricos estão exportando empresas para os BRICs, para ocupar todo

Leia mais

GRANDE DEPRESSÃO (1929)

GRANDE DEPRESSÃO (1929) GRANDE DEPRESSÃO (1929) A Grande Depressão, ou Crise de 1929, foi uma grave crise econômica iniciada nos Estados Unidos, e que teve repercussões no mundo inteiro. Considerada o mais longo e grave período

Leia mais

Data: GEOGRAFIA TUTORIAL 5B. Aluno (a): Equipe de Geografia IMAGENS BASE. Fonte: IBGE, 2009.

Data: GEOGRAFIA TUTORIAL 5B. Aluno (a): Equipe de Geografia IMAGENS BASE. Fonte: IBGE, 2009. Aluno (a): Série: 3ª Turma: TUTORIAL 5B Ensino Médio Equipe de Geografia Data: GEOGRAFIA IMAGENS BASE Fonte: IBGE, 2009. Colégio A. LIESSIN Scholem Aleichem - 1 - NANDA/MAIO/2014-488 TEXTO BASE Os blocos

Leia mais

TEMA I A EUROPA E O MUNDO NO LIMIAR DO SÉC. XX

TEMA I A EUROPA E O MUNDO NO LIMIAR DO SÉC. XX TEMA I A EUROPA E O MUNDO NO LIMIAR DO SÉC. XX A supremacia Europeia sobre o Mundo A Europa assumia-se como 1ª potência Mundial DOMÍNIO POLÍTICO Inglaterra, França, Alemanha, Portugal e outras potências

Leia mais

EUA: Expansão Territorial

EUA: Expansão Territorial EUA: Expansão Territorial Atividades: Ler Livro didático págs. 29, 30 e 81 a 86 e em seguida responda: 1) Qual era a abrangência do território dos Estados Unidos no final da guerra de independência? 2)

Leia mais

Bolsa de Valores de Tóquio A Bolsa de Valores de Tóquio é a mais antiga do Japão, tendo sido estabelecida em 1878 (Foto: Cortesia de Getty Images)

Bolsa de Valores de Tóquio A Bolsa de Valores de Tóquio é a mais antiga do Japão, tendo sido estabelecida em 1878 (Foto: Cortesia de Getty Images) Economia A Economia do Japão em uma Era de Globalização Bolsa de Valores de Tóquio A Bolsa de Valores de Tóquio é a mais antiga do Japão, tendo sido estabelecida em 1878 (Foto: Cortesia de Getty Images)

Leia mais

O QUE É UMA MICROEMPRESA

O QUE É UMA MICROEMPRESA O que é empresa O Artigo 6º da Lei n.º 4.137, de 10/09/1962 define empresa como "... toda organização de natureza civil ou mercantil destinada à exploração por pessoa física ou jurídica de qualquer atividade

Leia mais

A Revolução Industrial, iniciada na Grà-Bretanha, mudou a maneira de trabalhar e de pensar das pessoas

A Revolução Industrial, iniciada na Grà-Bretanha, mudou a maneira de trabalhar e de pensar das pessoas A Revolução Industrial, iniciada na Grà-Bretanha, mudou a maneira de trabalhar e de pensar das pessoas A industrialização mudou a história do homem. O momento decisivo ocorreu no século XVIII com a proliferação

Leia mais

As Linhas de Swap Acentuam o Papel Global do Dólar

As Linhas de Swap Acentuam o Papel Global do Dólar As Linhas de Swap Acentuam o Papel Global do Dólar Quando os mercados financeiros globais enfrentam dificuldades, os bancos centrais coordenam swaps de moedas para aliviar a tensão. Devido ao importante

Leia mais

DEBATES FUCAPE F U C A P E. Quebra de Monopólio e Aumento da Produtividade: Lições da Indústria de Petróleo no Brasil. Editorial.

DEBATES FUCAPE F U C A P E. Quebra de Monopólio e Aumento da Produtividade: Lições da Indústria de Petróleo no Brasil. Editorial. F U C A P E DEBATES Editorial Em 1995 o monopólio da Petrobras no setor de petróleo foi legalmente quebrado. Mais de 10 anos depois ela continua controlando quase 1 0 0 % d o m e r c a d o d e extração

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DO MONTE DA CAPARICA Curso de Educação e Formação de Adultos NS. Tema Princípios de conduta, de igualdade e equidade

ESCOLA SECUNDÁRIA DO MONTE DA CAPARICA Curso de Educação e Formação de Adultos NS. Tema Princípios de conduta, de igualdade e equidade 1 de 5 Princípios de conduta, de igualdade e equidade OBJECTIVO: Assumir condutas adequadas às instituições e aos princípios de lealdade comunitária. 1 No seu relacionamento social como se posiciona face

Leia mais

GLOBALIZAÇÃO DEFINIÇÃO

GLOBALIZAÇÃO DEFINIÇÃO DEFINIÇÃO O termo globalização surgiu no início dos anos 80, nas grandes escolas de administração de empresas dos Estados Unidos (Harvard, Columbia, Stanford, etc.), como referência às oportunidades de

Leia mais

Docente: Willen Ferreira Lobato willenlobato@yahoo.com.br

Docente: Willen Ferreira Lobato willenlobato@yahoo.com.br Docente: Willen Ferreira Lobato willenlobato@yahoo.com.br Natal 27/01/2011 1 Considerações Gerais; Desenvolvimento do capitalismo; O mundo no pós guerra; A conferência de Bretton Woods; A OMC (Organização

Leia mais

SEMIPRESENCIAL 2013.1

SEMIPRESENCIAL 2013.1 SEMIPRESENCIAL 2013.1 MATERIAL COMPLEMENTAR II DISCIPLINA: REALIDADE S. P. E. BRASILEIRA PROFESSOR: CARLOS ALEX BRIC BRIC é um acrônimo criado em novembro de 2001, pelo economista Jim O'Neill, chefe de

Leia mais

CADERNO DE EXERCÍCIOS 3C

CADERNO DE EXERCÍCIOS 3C CADERNO DE EXERCÍCIOS 3C Ensino Fundamental Ciências Humanas Questão Conteúdo Habilidade da Matriz da EJA/FB 1 África: Colonização e Descolonização H40 2 Terrorismo H46 3 Economia da China H23 4 Privatizações

Leia mais

Marie Curie Vestibulares Lista 4 Geografia Matheus Ronconi AGROPECUÁRIA, INDÚSTRIA E DISTRIBUIÇÃO TECNOLÓGICA MUNDIAL

Marie Curie Vestibulares Lista 4 Geografia Matheus Ronconi AGROPECUÁRIA, INDÚSTRIA E DISTRIBUIÇÃO TECNOLÓGICA MUNDIAL AGROPECUÁRIA, INDÚSTRIA E DISTRIBUIÇÃO TECNOLÓGICA MUNDIAL 1) (UDESC - 2012) São exemplos da indústria de bens de consumo (ou leve): a) Indústria de autopeças e de alumínio. b) Indústria de automóveis

Leia mais

Os Impérios e o Poder Naval. Apresentação cedida, organizada e editada pelos profs. Rodrigo Teixeira e Rafael Ávila

Os Impérios e o Poder Naval. Apresentação cedida, organizada e editada pelos profs. Rodrigo Teixeira e Rafael Ávila Os Impérios e o Poder Naval Apresentação cedida, organizada e editada pelos profs. Rodrigo Teixeira e Rafael Ávila Considerações Iniciais Esse capítulo discutirá a importância que o poder naval teve na

Leia mais

Organizações internacionais Regionais

Organizações internacionais Regionais Organizações internacionais Regionais Percurso 4 Geografia 9ºANO Profª Bruna Andrade e Elaine Camargo Os países fazem uniões a partir de interesses comuns. Esses interesses devem trazer benefícios aos

Leia mais

Mercado em Foco: Chile

Mercado em Foco: Chile Mercado em Foco: Chile EXPOMIN, 2014 Breve estudo com informações sobre as perspectivas de negócios da economia do Chile. Apresentamos também uma análise do comércio exterior de máquinas e equipamentos

Leia mais

Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace

Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace Manaus Av. Joaquim Nabuco, 2367, Centro CEP: 69020-031 Tel.: +55 92 4009-8000 Fax: +55 92 4009-8004 São

Leia mais

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq.

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq. Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq. Frenkel, R. (2002). Capital Market Liberalization and Economic Performance in Latin America As reformas financeiras da América

Leia mais

Resolução de Questões- Tropa de Elite ATUALIDADES Questões- AULA 1-4 NILTON MATOS

Resolução de Questões- Tropa de Elite ATUALIDADES Questões- AULA 1-4 NILTON MATOS Resolução de Questões- Tropa de Elite ATUALIDADES Questões- AULA 1-4 NILTON MATOS 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. OBS: EM NEGRITO OS ENUNCIADOS, EM AZUL AS

Leia mais

Os ensinamentos de Lênin sobre a questão do Imperialismo

Os ensinamentos de Lênin sobre a questão do Imperialismo /////////////// Artigo * /////////////// Os ensinamentos de Lênin sobre a questão do Imperialismo [...] Luiz Marcos Gomes Lênin escreveu sua obra sobre o imperialismo no decorrer da Primeira Guerra Mundial,

Leia mais

Parte 01 - Versão 2.3 (Março de 2009)

Parte 01 - Versão 2.3 (Março de 2009) Parte 01 - Versão 2.3 (Março de 2009) Teorias clássica ou neoclássica (liberalismo); Teoria keynesiana; Teoria marxista. Visão do capitalismo como capaz de se auto-expandir e se autoregular Concepção

Leia mais