Inovação e Exportação em Pequenas e Médias Empresas (PME): uma Pesquisa em Andamento. Autoria: Nathalia Gandolfi Figueiredo, Dante Pinheiro Martinelli

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1 Inovação e Exportação em Pequenas e Médias Empresas (PME): uma Pesquisa em Andamento Autoria: Nathalia Gandolfi Figueiredo, Dante Pinheiro Martinelli RESUMO As pequenas e médias empresas (PME) vêm assumindo, nas últimas décadas, um papel cada vez mais relevante na economia, pois, entre outros fatores, possuem maior flexibilidade de ação, o que é muito desejável num ambiente instável. Apresentam também outras vantagens em termos gerenciais, como capacidade de empreendimento e agilidade no processo de tomada de decisão. O artigo analisa os resultados de uma pesquisa de iniciação científica realizada durante o ano de Durante a pesquisa, buscou-se coletar, tratar e analisar dados que permitam compreender as dificuldades e apontar as diferenças estratégicas nas pequenas e médias empresas (PME) quanto às suas atividades exportadoras e capacidade de inovação. O estudo aborda quatro domínios de inovação: tecnológico, comercial, organizacional e institucional. Também poder-se-á verificar que 72% das PME analisadas consideram a exportação como estratégica e apontam que isso é fator essencial para a busca constante de tais empresas por seguidas inovações. Não se pretende ainda tirar conclusões definitivas, mas sim expor os resultados preliminares obtidos, bem como permitir questionamentos, críticas e considerações que gerem a busca por novas explicações e soluções para o melhor desenvolvimento do caráter exportador da PME brasileira. INTRODUÇÃO O artigo objetiva fazer uma análise da relação entre inovação e exportação nas PME do Estado de São Paulo, tomando como base a pesquisa de iniciação científica realizada pela primeira autora, sob orientação do segundo autor, dentro do programa de Bolsas de Iniciação Científica da FAPESP. Essa pesquisa teve por objetivo coletar, tratar e analisar dados que permitam compreender as dificuldades e apontar as diferenças estratégicas entre as pequenas e médias empresas (PME) quanto às suas atividades exportadoras e respectiva capacidade de inovação. As pequenas e médias empresas (PME) vêm assumindo um papel de importância crescente na economia. Para uma extensa linha de produtos e modelos que reúnem certas características como, por exemplo, fornecimento em pequenos lotes para certos nichos de mercado -, estas empresas estão mais bem dotadas para conseguir economias de escala. Possibilitam maior flexibilidade, o que é muito desejável num ambiente instável. Apresentam também outras vantagens em termos gerenciais e de empreendimento, bem como na geração de postos de trabalho. (Kruglianskas, 1996:7) Em economias desenvolvidas, têm-se verificado que pequenas empresas têm provido a maior parte dos novos empregos e a maior parte das inovações e invenções voltadas para o crescimento das empresas (micro-eletrônica, tecnologia de informação, bioquímica, etc.) têm emergido ou sido iniciadas por pequenas empresas (Amato Neto, 2000). Essa grande capacidade de crescimento e geração de renda, das pequenas e médias empresas, agora começa a ser aproveitada no Brasil, como é feito em vários países, sendo a Itália o principal exemplo. No Brasil já existem aglomerados regionais de PME de um mesmo setor, trabalhando com qualidade em todos os processos de uma grande variedade de

2 2 produtos, como os calçados em Franca e Novo Hamburgo, além de móveis em Rio Negrinho e São Bento do Sul. No entanto, de um modo geral, as empresas brasileiras dão pouca ênfase às atividades de exportação. Em um estudo realizado pelo Sebrae (1998:5), as micro e pequenas empresas paulistas concentram seus esforços de exportação em poucos mercados no exterior (53% dessas empresas com atividades exportadoras concentram esses esforços em um único mercado e apenas 9% exportam para mais de cinco mercados). A necessidade de se discutir PME e suas atividades exportadoras no Brasil é imensa, tendo em vista a crescente atuação das mesmas, tanto no mercado externo como interno. Sabe-se, no entanto, que suas bases para estruturar o trabalho não são adequadas, tendo em vista a imensa quantidade de PME que fecham suas portas antes de completar cinco anos (35% das MPEs - Micro e Pequenas Empresas - recém-criadas não chegam a concluir o seu primeiro ano de atividade; outras 11% não chegam ao segundo ano e outras 10% não chegam a concluir o terceiro ano de atividade, segundo Sebrae, 1999). A fim de fazer uma análise mais detalhada da inovação nas empresas, a pesquisa aborda quatro domínios de inovação: tecnológico, comercial, organizacional e institucional. O artigo apresenta uma análise dos dados coletados, além das informações bibliográficas, tomadas como base de estudo para a pesquisa. REVISÃO DA LITERATURA Pequenas e Médias Empresas Guimarães (1982) e Solomon (1986) (apud Amato Neto, 2000), descrevem algumas características marcantes nas pequenas empresas. A primeira delas é que elas tendem a desempenhar atividades com baixa intensidade de capital e com alta intensidade de mão-deobra. Além disso, apresentam melhor desempenho nas atividades que requerem habilidades ou serviços especializados (principalmente nos casos de produtos ou serviços projetados ou prestados para atender a demanda de um único ou pequeno grupo de clientes, tais como agentes imobiliários, alfaiates, tradutores, dentre outros). Geralmente familiares, as pequenas e médias empresas têm chamado a atenção, de maneira cada vez mais intensa, de pesquisadores e governantes, por sua imensa capacidade de geração de emprego e renda. Verificou-se, durante a pesquisa, que vários órgãos como o SEBRAE e as Universidades estão se empenhando no combate à alta mortalidade a que essas empresas estão expostas. Uma alternativa é referente às incubadoras, hoje instaladas em praticamente todos os estados do país. Muitas delas em parcerias com Universidades. A partir desses trabalhos têm-se explanações e análises de vários autores sobre o papel e a importância das PME no contexto brasileiro. A existência de um grande número de pequenas e médias empresas (PME) na economia leva à menor concentração de mercado e induz à melhor distribuição de renda, favorecendo a estabilidade social e política. Uma estrutura de mercado menos concentrada permite maior dinamismo, além de proporcionar a redução dos problemas inflacionários, decorrentes da existência dos oligopólios com grande poder sobre o estabelecimento de preços no mercado (Kruglianskas, 1996). Como parte da comunidade empresarial, as PME contribuem para o bem-estar econômico da nação, produzindo uma parte do total dos bens e serviços. Além da contribuição econômica, possuem algumas qualidades que acabam por oferecer contribuições excepcionais, na medida que fornecem novos empregos, introduzem inovações, estimulam a

3 3 competição, auxiliam as grandes empresas e produzem bens e serviços com eficiência (Longenecker et al., 1997). A falta de uma política bem definida de ajuda e de incentivos à indústria, comércio e serviços faz com que as PME não tenham competitividade nos mercados em que atuam. Elas precisam buscar uma forma de inovação para poder competir com o mercado global. Uma das soluções é a formação de alianças estratégicas entre empresas, resultando nas redes de inovação tecnológica (Goedert & Abreu, 2000). A chave dos fatores internos que dificultam a competitividade das pequenas empresas está na área da inovação, pois a carência de informações gerenciais e a concentração de atribuições do pequeno empresário ocasionam um encadeamento de problemas e vícios na estrutura administrativa, que acabam resultando em uma má administração e na perda de competitividade (Sauer & Colossi, 1997). Inovação As inovações constituem, essencialmente, mudanças empreendidas e adotadas pela empresa. Quando a empresa introduz um novo bem ou serviço, ou usa um novo método, seja em atividades de manufatura, seja de serviços ou gerencial, ou, ainda, utiliza outros tipos de insumos, que são novos para tal empresa, está implantando uma mudança tecnológica (Marquis apud Kruglianskas, 1996). Burgelman et Sayles (1987) definem a inovação como o desenvolvimento de um produto ou tecnologia que traga uma novidade radical. Para os fins aqui propostos, a definição citada servirá de base às reflexões: a inovação é a adoção de uma mudança por uma empresa ou organização; tal mudança está considerada no objetivo de aumentar a produtividade global, em resposta às novas exigências do mercado ou de ataque a novos mercados. É utilizada aqui a tipologia de inovação de Berreyre (1975) apud Gasse & Carrier (1992), para melhor ilustrar as diferentes formas de inovação que se pode encontrar nas empresas. De acordo com este autor, pode-se falar de quatro grandes categorias de inovação: a inovação de domínio tecnológico, a de domínio organizacional, a comercial e a institucional. A análise do caráter inovador das pequenas e médias empresas estudadas será feita através dessa divisão. 1. Inovação de Domínio Tecnológico Nesta categoria se encaixam as mudanças relativas aos aspectos técnicos de produtos ou serviços, como também os processos e métodos de produção ou de prestação de serviços utilizados pelas empresas. Como exemplo, tem-se a utilização de nova matéria prima, adoção de novos processos de fabricação, o desenvolvimento de novos formatos para o produto, a utilização de novos ingredientes ou novos tipos de energia, permitindo produzir o mesmo produto a partir de diferentes recursos. 2. Inovação de Domínio Comercial Esta categoria agrupa o conjunto de mudanças que visam a um melhoramento profundo das formas de comercialização em vigor na empresa. O desenvolvimento de novos produtos pode até ser considerado como parte predominante deste tipo de inovação. Ele permite, entre outras coisas, que a empresa satisfaça melhor seu mercado ou consiga atingir novos. Esse tipo de inovação engloba o desenvolvimento de um novo modo de distribuição de um dado produto, novas apresentações de produtos conhecidos para facilitar o acesso ao consumidor, uma nova aplicação de um produto já existente, visando a melhorar a venda de

4 4 outro, o desenvolvimento de um novo sistema comercial, expansão da oferta de produtos e serviços de forma a aumentar a clientela, entre outros. 3. Inovação de Domínio Organizacional Pode-se incluir nesta forma de inovação todas as mudanças que venham a modificar os modos de organização da empresa, assim como os procedimentos nessa modalidade de desenvolvimento. Este tipo de inovação afeta, geralmente de forma direta ou indireta, a própria estrutura interna da empresa. Pode-se agir na ocorrência de inovações relativas à composição do pessoal, às modificações de políticas nos procedimentos corriqueiros ou ainda uma mudança maior que tenha efeito sobre a estratégia global de uma empresa. Abertura de capital, a instalação de um novo departamento de pesquisa e desenvolvimento em uma empresa, novas estruturas de prevenção, as formas de departamentalização e adaptação aos objetivos da empresa e a instauração de máquinas de serviço ou guichês automáticos para certas instituições, são algumas das aplicações concretas possíveis do conceito de inovação de domínio organizacional. 4. Inovação de Domínio Institucional Falar-se-á aqui da instauração de novos sistemas e de novas normas que vigoram nas empresas. Haverá algo mais específico integrando este tipo de inovação à categoria anterior, em um contexto onde se estará especialmente preocupado com o setor de pequenas e médias empresas. Nesta categoria de inovação cita-se, a título de exemplo, a instauração de sistemas de participação do pessoal para o benefício da empresa na participação de uma quantidade crescente das empresas, em termos de engajamento social e econômico no seu ambiente. Segundo as indicações de Furtado (apud Dacorso & Yu, 2000), as economias latinoamericanas, em particular, estão sendo submetidas a pressões crescentes para desregular os seus mercados, eliminando as tarifas alfandegárias e unificando o mercado financeiro, surgindo uma nova fase do desenvolvimento capitalista. Nesse ambiente de intensa competição, a eficiência e produtividade adquirem importância decisiva e deixam de ser um diferencial competitivo, para se tornarem condições necessárias para a sobrevivência das empresas. Assim, as empresas sobreviventes passam a competir em um novo patamar de eficácia, com novos fatores de diferenciação competitiva. A capacidade de inovar, segundo alguns pesquisadores, é o grande diferencial que emerge da organização industrial desta década (Dacorso & YU, 2000). Tanto as PME como as grandes empresas têm vantagens materiais para gerar e adotar inovações. Enquanto as grandes empresas têm tais vantagens devido à sua maior capacidade de P&D, as pequenas e médias empresas têm vantagens comportamentais relacionadas à sua maior flexibilidade e capacidade de adaptação a mudanças no mercado (Rothwell & Dogson, 1993 apud La Rovere & Medeiros, 2000). A maioria das PME introduz inovações apenas quando elas percebem claramente as oportunidades de negócio ligadas à inovação (Gagnon & Toulouse, 1996 apud La Rovere & Medeiros, 2000) ou então porque estão sob pressão de clientes e/ou fornecedores. Isso ocorre devido às especificidades do processo de aprendizado tecnológico das PME, onde a busca e seleção de informações são afetadas por limitações de tempo e de recursos humanos (DG XIII/E 1996 apud La Rovere & Medeiros, 2000). Pode-se dizer que, nestas empresas, as atividades de P&D estão refletidas nos esforços orientados para a resolução de problemas rotineiros da produção, envolvendo desde pequenas melhorias incrementais em produtos, até a modernização de processos de manufatura ou introdução de novas tecnologias (Cornelsen et al., 2000). Tais observações são claramente verificáveis na análise dos dados deste artigo.

5 5 METODOLOGIA DA PESQUISA A organização e a implementação da pesquisa foram divididas em fases baseadas em Selltiz et alli (1975), que incluem: Formulação e Planejamento, na qual foi feita a seleção das empresas participantes juntamente com o estudo bibliográfico, que teve o objetivo de criar embasamento para a produção do questionário e análise dos dados que seriam coletados, sendo que, para este segundo item, foi feita uma revisão bibliográfica tendo em vista uma melhor adequação da análise ao resultado apresentado na pesquisa de campo. Em seguida foi montado o questionário com perguntas objetivas e questões abertas, com pré-teste realizado em três empresas da região de Ribeirão Preto. Em uma terceira fase, foram distribuídos os questionários e iniciada a coleta de dados. Na criação do questionário, procurou-se fazer questões objetivas, que abordassem o caráter inovador e exportador da empresa, além das dificuldades e vantagens que encontram para atuar no mercado externo. O questionário foi elaborado exclusivamente para empresas exportadoras, por ser esse o principal foco da pesquisa. A montagem do questionário iniciou-se com base no questionário utilizado durante pesquisa feita em 1999 (por André Joyal, em pesquisa realizada no Canadá) sobre o uso de informação e capacidade de exportação e de inovação nas PME. Por ser o foco da pesquisa, a autora procurou complementar o questionário voltando as perguntas para as quatro classificações de inovação citadas, entre outros dados complementares para análise. As empresas selecionadas são estritamente nacionais, de pequeno e médio porte, e as perguntas estarão voltadas para o foco da inovação em toda sua amplitude aqui considerada, que inclui as quatro divisões já citadas: inovação tecnológica, comercial, organizacional e institucional. Para a análise dos dados, foi utilizado como instrumento de auxílio estatístico o software SPSS, que teve a principal função de fazer o cruzamento de dados para posterior análise. Alguns resultados apresentados pelo uso do software, bem como sua análise para os fins deste artigo, estão apresentados a seguir. COLETA DE DADOS O método de obtenção das respostas foi feito através do envio do questionário via correio, correio eletrônico e fax. Para a segunda opção foi desenvolvido um arquivo protegido em modelo formulário, que indica os locais de resposta e onde o respondente tem total liberdade quanto ao número de palavras digitadas e suas respostas podem ser mais completas, no caso das questões abertas. Nas questões onde o respondente deve identificar um item, o modelo permite que tal identificação, no caso um x, seja feito através do mouse. Tal coleta de dados teve início em julho e percebeu-se que os respondentes tiveram preferência pelo envio por correio eletrônico, além de se constatar que a maioria das respostas bem sucedidas ocorreu através desse método. A coleta foi feita entre os meses de julho e novembro de Baseando-se em uma listagem do Siscomex Sistema Integrado de Comércio Exterior, organismo do Ministério da Fazenda que atua no controle das transações comerciais entre empresas brasileiras com estrangeiras, foi feito contato telefônico com mais de 400 empresas, solicitando o endereço eletrônico ou comum, para que fosse enviado o questionário. Algumas empresas preferiram

6 6 responder o questionário via fax. A coleta de dados resultou em 38 questionários, dos quais 29 foram considerados válidos e selecionados para a amostra final a ser analisada. RESULTADOS O principal objetivo da pesquisa foi analisar, através dos dados obtidos com o estudo bibliográfico e pesquisa de campo, o funcionamento da atual estrutura exportadora das PME no Brasil (e mais especificamente no estado de São Paulo) e quais são os investimentos feitos nessa área em termos de inovação. Outro objetivo foi angariar informações sobre as facilidades e dificuldades das pequenas e médias empresas nacionais em relação à exportação de seus produtos, bem como entender como o ambiente em que as empresas estão inseridas influencia no seu potencial de exportação. O perfil da amostra obtida é de empresas entre 16 e 30 anos de atividade (41,4% da amostra), apresentado ao todo empresas de quatro a 53 anos de atividade, atuando como exportadoras há mais de seis anos em média (havendo empresas exportadoras há um e 20 anos) e com sede em cidades próximas à Capital (50%). Em sua maioria, são indústrias de máquinas e equipamentos de médio ou pequeno porte, tendo faturado em média 20,95 milhões de reais no ano de O critério escolhido para a classificação do porte de empresas foi o tradicionalmente utilizado pelo SEBRAE (Sebrae/NA & Sebrae/UF, 1998) em estudos sobre PME. A referência para a indicação do tamanho é o número de funcionários das empresas, de acordo com o setor. Desta forma, considera-se como Microempresa aquelas com até 19 empregados na indústria e até 9 no comércio e no setor de serviços; as Pequenas Empresas são aquelas que possuem, na indústria, de 20 a 99 empregados, e no comércio e serviços, de 10 a 49 empregados; as Médias Empresas são as que possuem de 100 a 499 funcionários na indústria e de 50 até 99 funcionários no comércio e serviços. Esse critério atinge um universo um pouco maior de empresas, em relação ao critério baseado em faturamento, como o estabelecido na Lei N 9.317/96, conhecido como SIMPLES (Sebrae/NA & Sebrae/UF, 1998). Os resultados da pesquisa apontaram que 24,1% da amostra representam as Microempresas, 34,5% as Pequenas e 37,9% as Médias. O número médio de funcionários da amostra é de 117,93, com um desvio padrão de 122,86, sendo que a empresa com menor número de funcionários emprega cinco pessoas e a com maior número de funcionários, 450.

7 7 classificação das empresas por porte valores válidos pequena 35,7% media 39,3% micro 25,0% Figura 1: Porte das empresas da amostra (baseada em número de funcionários) As empresas da amostra, em sua maioria, não possuem contatos formais com outras empresas, não se utilizando também das redes de informação e tecnologia, assim como de aglomerados abordados como tema do estudo e revisão bibliográfica. Da mesma forma, não participam de qualquer tipo de cooperativas de desenvolvimento de exportação, apenas 10,3% afirmam participar desse tipo de cooperação em parceria com apenas uma empresa. Os entrevistados afirmam que nunca tiveram qualquer tipo de apoio governamental para exportação, mas mantém contato com suas respectivas associações setoriais, que estão primordialmente situadas em São Paulo (capital). Elas destinam a maior parte de suas vendas para o estado de São Paulo (média de 49%) e uma média de 13,36% do faturamento total para o exterior. Com relação ao faturamento, as empresas da amostra exportaram em média 5,06% em A Argentina é o principal destino das exportações dessas empresas. Apesar disso, o país que apresentou maior retorno com relação à venda de exportação sobre faturamento total foi o Chile, que apresentou uma média sobre faturamento de 17,48%. Um valor bastante expressivo apresentado pelas empresas da amostra é o crescimento da representatividade das exportações sobre o faturamento dessas empresas ao longo dos três últimos anos. A média deste valor cresceu de 6,82% em 1998 para 14,31% em A expectativa das empresas é que este número cresça 25% em um ano e 83% em três anos. Em termos de facilitadores na atividade de exportação, as empresas possuem preferência pelas publicações do IBGE (utilizadas por 14% da amostra) e internet (utilizada por 29,4% da amostra), fontes de informação rápidas, baratas e atualizadas. Foram identificados, dentro da amostra, os mais variados tipos de indústria. Procurouse agrupá-los de forma a não interferir no potencial econômico referente à exportação. Na divisão de categorias, foram considerados o tipo de produto e a tecnologia de produção utilizada, desconsiderando o tipo de cliente de cada indústria. A indústria de máquinas e equipamentos representa 34,5% da amostra; já a indústria metalúrgica apresenta um índice de 20,7% das empresas pesquisadas, seguida pela indústria de embalagens e a de alimentos e bebidas, com 10,3% cada, conforme mostra a tabela 8.

8 8 Tabela 1: Classificação das empresas por setor industrial Freqüência Porcentagem Porcentagem Acumulada Agropecuária 3 10,3 10,3 Alimentos e Bebidas 1 3,4 13,7 Editoração 3 10,3 24 Embalagens 1 3,4 27,4 Extrativismo 10 34,5 61,9 Máquinas e Equipamentos 6 20,7 82,6 Metalurgia 1 3,4 86 Químico/Farmacêutico 2 6,9 92,9 Têxtil 2 6,9 100 Total A indústria que apresenta maior tempo médio de atuação em atividade exportadora é a de editoração, com dez anos (porém, há que se considerar que esse dado é de apenas uma empresa). Em seguida aparece a indústria de embalagens, com 8,67. No entanto, este valor apresenta um desvio padrão de 9,87. A terceira indústria que apresenta maior tempo médio atuando com exportação é a de alimentos e bebidas (7,33 anos e desvio padrão de 4,33). Seqüencialmente estão as indústrias de máquinas e equipamentos, agropecuária, têxtil, químico/farmacêutico, etc. A indústria que apresenta menor desvio padrão com relação ao tempo em que a empresa exporta é a metalúrgica, que apresenta um tempo médio de 5,33 anos e desvio padrão 3,33 (tabela em anexo). Entre as pequenas empresas presentes na amostra, 60% são do setor industrial de máquinas e equipamentos, 20% do setor de agronegócios, 10% do setor metalúrgico e 10% do extrativista. As médias empresas da amostra estão representadas pelos setores de metalurgia e embalagens, com 27,2% cada setor, 18,2% pelo setor de alimentos e bebidas, 9% pelos setores químico/farmacêutico, têxtil e de máquinas e equipamentos. As microempresas são compostas pelos setores de máquinas e equipamentos e metalurgia, com 28,6% cada; os setores têxtil, editoração e alimentos e bebidas representam 14,28% das microempresas cada. Praticamente todas as empresas da amostra demonstraram interesse em aumentar o alcance do mercado externo, pelo próprio crescimento da empresa ou por motivos estratégicos, principalmente, já que 72% das respondentes consideram a exportação como essencial na estratégia da empresa. Segundo Kruglianskas (1997), a existência de um processo formal de P&D se constitui, para a empresa, numa poderosa arma de que dispõe para favorecer a inovação tecnológica. Todavia, o custo para se manter pessoal exclusiva ou prioritariamente dedicado às atividades de P&D é proibitivo, para a maior parte das PME dos setores tradicionais. Neste caso, a amostra contrariou, de certa forma, a afirmação acima, pois as empresas afirmam investir na pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, além de testarem constantemente novos recursos de produção. Isso mostra que as empresas estão evoluindo e valorizando cada vez mais P&D e o foco nas inovações. Em sua maioria, elas são médias e pequenas e algumas são de setores tradicionais, mas mesmo assim buscam de maneira cada vez mais intensa as inovações. No entanto, a citação acima é verificável na maior parte da bibliografia estudada. No caso de inovação tecnológica, as empresas da amostra demonstraram destinar a maior parte de seus investimentos ao aperfeiçoamento de produtos, que é mais barato do que a criação de novos produtos, além de permitir atualização constante.

9 9 Tabela 2: Comparação do percentual de empresas da amostra que investem nas várias possibilidades de inovação tecnológica Aperfeiçoamento dos produtos pelo menos a cada dois anos 75,90% Investimento em P&D 62,10% Teste de novos recursos de Produção 55,20% Adaptação de equipamentos 55,20% Novas tecnologias de produção 41,40% Contato com centros de pesquisa 27,60% O contato com centros de pesquisa foi apresentado como a inovação tecnológica menos utilizada pelas empresas. Sobre esse assunto, Soares (1994, apud Kruglianskas, 1997) recomenda, para um melhor desempenho em termos de inovação tecnológica, aproximar as PME das instituições de pesquisa, mediante maior divulgação dos tipos de serviços oferecidos e do perfil de seus pesquisadores, bem como criar mecanismos que tornem factíveis as contratações dos serviços destas instituições. Essa realidade é bem diferente em países que conseguem aproximar mais os institutos de pesquisa do mercado empresarial e das PME de um modo geral. Pratten (1991, apud Kruglianskas, 1997) identificou como as principais fontes de competitividade das PME o desenvolvimento de produtos e a qualidade dos serviços propiciados aos clientes. As principais inovações de domínio comercial citadas pelas empresas referem-se à criação de novos produtos (73,1%) ou alteração na apresentação de produtos já comercializados (63%). Com relação aos clientes, não são considerados grande preocupação pela maioria das empresas da amostra. A inovação comercial menos utilizada pelas PME é a publicidade em jornais e revistas, seguida por exposição em feiras setoriais. Com relação à essa realidade, Soares (1991, apud Kruglianskas, 1997) recomenda aos agentes de desenvolvimento subsidiar e facilitar a participação das PME em feiras e exposições, bem como nas atividades ligadas à implantação de novos processos e produtos. Tabela 3: Comparação do percentual de empresas da amostra que investem nas várias possibilidades de inovação comercial Criação de novos produtos 73,10% Alterações na apresentação dos produtos 63,00% Modificação do produto 53,60% Participação em feiras setoriais como expositor 42,90% Publicidade em jornais e revistas estrangeiras 21,40% No caso de inovações organizacionais, o maior investimento é feito em cursos de formação internos, especialmente treinamento técnico. Em seguida, muito próximos, estão: consultoria sobre exportação, política formal de exportação e departamento de exportação. Considerou-se que tal proximidade de resultados ocorre devido à existência de uma relação entre tais inovações, pois uma consultoria provavelmente estará implantando uma política formal de exportação, o que por sua vez leva à definição de um responsável sobre essa política, que acaba resultando em um novo departamento na empresa.

10 10 Tabela 4: Comparação do percentual de empresas da amostra que investem nas várias possibilidades de inovação organizacional Cursos de formação internos 51,70% Consultoria em comércio exterior 48,10% Política formal de exportação 44,80% Departamento de exportação 44,80% Meios de comunicação internos 41,40% Cursos de formação externos 41,40% Sistema de informação integrado ao comércio exterior 17,20% As empresas possuem baixos investimentos em sistemas de informação. Geralmente são produtos muito caros e quase sempre possuem soluções muito mais complexas do que as buscadas por pequenas empresas. A principal inovação institucional utilizada pela amostra é o contato com órgãos socioeconômicos, além de investimentos em programa de participação de funcionários. A certificação ISO é a que possui menor investimento por parte da amostra (20% das empresas da amostra possuem ISO). No entanto, ao se comparar com resultados apresentados em Ghisi et al. (2000), conforme tabela 6, verifica-se que, em pesquisa feita em 1999 com PME no estado de São Paulo, que foi tomada como ponto de partida para o projeto desta bolsa de iniciação científica, apenas 3% da amostra pesquisada possuía certificação ISO. Considera-se que tal diferença seja causada, principalmente, pelo fato de que, na amostra apresentada no artigo de Martinelli et al. (2000), as PME pesquisadas não eram necessariamente exportadoras, ao contrário da amostra analisada neste relatório. Ou seja, o fato de serem exportadoras faz com que as empresas busquem com maior intensidade melhorias exigidas por um mercado mais competitivo. Tabela 5: Comparação do percentual de empresas da amostra que investem nas várias possibilidades de inovação institucional Contato com órgãos socioeconômicos 51,70% Política de participação dos funcionários 44,80% Relacionamentos com Universidades 31,00% Mudança cultural 27,60% Certificação ISO 20,70% Tabela 6: Caráter inovador das PME Pesquisa Martinelli & Joyal % das em presas que realizam essas Práticas de Inovação práticas P&D 77% Novas Tecnologias de P rodução 72% Design dos P rodutos 62% Form ação do P essoal 60% Concepção de Novos P rodutos 58% A perfeiçoam ento dos produtos/processos 80% Certificação IS O 3% E m vias de Certificação IS O 13% Fonte: Martinelli, D. P. & Joyal, A. (2000) Tal observação encontra apoio em artigo de La Rovere et al. (2000) citando: A maioria das PME introduz inovações apenas quando elas percebem claramente as

11 11 oportunidades de negócio ligadas à inovação (Gagnon & Toulouse, 1996) ou então porque estão sob pressão de clientes e/ou fornecedores. Isto ocorre devido às especificidades do processo de aprendizado tecnológico das PME, onde a busca e seleção de informações é afetada por limitações de tempo e de recursos humanos (DG XIII/E 1996 apud La Rovere et al., 1996 ). Tabela 7; Comparação dos usos de cada tipo de inovação feitos pela amostra Inovação de Domínio Tecnológico 52,90% Inovação de Domínio Comercial 50,80% Inovação de Domínio Organizacional 41,34% Inovação de Domínio Institucional 35,16% A tabela 7 faz uma comparação das médias dos quadros anteriores, de cada tipo de inovação apresentados ao longo da pesquisa. Verifica-se que as inovações de domínio tecnológico, apresentadas às empresas através do questionário, são as que possuem maior investimento por parte das PME, seguidas pelas inovações de domínio comercial, organizacional e institucional, pela ordem. Além dos custos envolvidos em determinados tipos de inovação, avalia-se também que o prazo de retorno dos diferentes tipos de inovação influencia as PME na escolha de seus investimentos, entre outros fatores. As principais vantagens das PME frente a seus concorrentes, conforme apontadas pela amostra, são a confiabilidade dos produtos da empresa (48,3% das respostas), a oferta de produtos muito especializados e de alta categoria (37,9%) e a qualidade ou desempenho dos produtos (37,9%). Verifica-se nessas respostas o caráter altamente tecnológico das empresas pesquisadas, buscando sempre o melhor desempenho dos produtos. Muitas vezes as PME estão atuando como fornecedoras de novas tecnologias às grandes empresas, como,por exemplo, através da terceirização da atividade de P&D das mesmas. Tabela 8: Comparação dos itens considerados grande vantagem para as PME da amostra com relação à concorrência itens que obtiveram nota cinco em uma escala entre 1 e 5. Vantagens* A confiabilidade dos produtos da empresa 48,30% Oferta de produtos muito especializados ou de alta categoria 37,90% A qualidade ou desempenho dos produtos 37,90% Vantagem tecnológica, tecnologia de produção 27,60% O serviço pós-venda 27,60% Preços 24,10% Custos de fabricação 17,20% Visibilidade da empresa no mercado, reputação 17,20% O design dos produtos da empresa 13,80% Oferta de ampla gama de produtos 6,90% A inovação, o desenvolvimento de novos produtos 6,90% Métodos de marketing, de colocação no mercado 6,90% A rede de distribuição da empresa 3,40% *foram computadas somente as respostas "vantagem importante" A principal desvantagem das PME brasileiras na sua atuação no mercado, conforme apontado pela amostra, é a rede de distribuição, seguida pelos métodos de marketing e

12 12 colocação no mercado. Para efeito de comparação, em pesquisa feita por Kruglianskas (1997), os pontos mais vulneráveis residem na comunicação mercadológica praticada, nos efeitos da concorrência e na falta de agressividade das equipes de vendas das PME. Quanto às preocupações das PME, verificou-se na análise de dados que a principal delas é quanto às garantias de recebimento (48,3% das empresas consideraram preocupação muito importante). Por ser uma comercialização mais complexa, as empresas ainda têm receio do não recebimento do pagamento, enquanto o comprador teme o extravio da carga. Em seguida, têm-se a identificação e contato com o cliente potencial (44,8%), o que pode causar dificuldades devido às diferenças culturais e à distância entre fornecedor e mercado ou cliente, que por sua vez aumenta consideravelmente o preço de venda do produto. Tabela 9: Comparação das principais preocupações das PME quanto à atuação em atividades de exportação - itens que obtiveram nota cinco de uma escala entre 1 a 5. Preocupações As garantias de recebimento (da empresa importadora) 48,30% Identificar ou contatar clientes em potencial 44,80% Os preços do mercado 41,40% Potencial, o desempenho, a boa adaptação dos produtos da empresa 37,90% Os períodos de entrega a serem respeitados 37,90% As normas técnicas ou regulamentações no exterior 37,90% Os concorrentes 34,50% Os novos produtos no mercado 31,00% Como desenvolver os contatos e as relações da empresa no meio 31,00% Investimentos 27,60% A demanda, os gostos ou necessidades dos consumidores e clientes 24,10% Contratos e aspectos legais do comécio internacional 24,10% O serviço pós-venda comum no mercado 20,70% Conhecer os principais meios de distribuição 20,70% Informações sobre o transporte e a liberação na alfândega dos produtos 20,70% Informações de caráter bastante geral sobre o mercado 17,20% Aperfeiçoar ou desenvolver a distribuição atual 17,20% As possibilidades de parceria com outras empresas 13,80% Marketing dos produtos ou métodos promocionais 6,90% *foram computadas somente as respostas "vantagem importante" CONSIDERAÇÕES FINAIS E PERSPECTIVAS DE TRABALHOS FUTUROS A pesquisa demonstrou, principalmente, que as empresas que exportam possuem certa necessidade de inovar. Tal fato pode ser percebido quando se relacionam os tipos de investimentos em cada inovação. No caso de inovação tecnológica, 55,2% das empresas responderam que fazem algum tipo de investimento em produção para atender demandas externas. No âmbito das inovações comerciais, 42,9% das empresas entrevistadas afirmaram investir em feiras comerciais internacionais periodicamente, aumentando assim o contato com novas perspectivas dos mercados em que atuam e sendo, com isso, motivadas a investir na inovação nas suas empresas. Em termos de inovação organizacional, 44,8% afirmam possuir uma política formal de exportação e 48,1% contratam consultoria a fim de melhorar essa atividade. O caso da inovação institucional foi explicitado através da comparação do percentual de PME investindo em certificações ISO, no caso de uma amostra exclusivamente exportadora (20% das empresas possuem ISO) e de outra sem essa condição (3% das empresas possuem ISO). Através dos quadros apresentados, que demonstram as vantagens e preocupações das empresas com relação à exportação, pode-se concluir que as PME que têm um foco específico

13 13 voltado para as exportações tomam por base para as suas atividades produtos com bom desenvolvimento e investimento em tecnologia. Por outro lado, elas ainda possuem dificuldades quanto à burocracia da atividade como forma de recebimento e suas garantias e contato com cliente. Ainda parece haver também uma forte barreira comercial, pois também possuem grande preocupação com relação ao ganho de competitividade no mercado internacional. A partir da base de dados coletada através da pesquisa citada, e explorada neste artigo, os autores pretendem dar continuidade às pesquisas nesse assunto bem como à análise dos dados obtidos. Nesta nova fase, estar-se-á trabalhando em estudos de casos com empresas que possuem o mesmo perfil, a fim de aprofundar questões referentes à motivação em investir nas atividades de exportação, maior exploração do caráter exportador das PME e posicionamento estratégico da atividade de exportação para a pequena e média empresa brasileira. NOTA DE FINAL DE TEXTO A pesquisa na qual este artigo está baseado foi desenvolvida com o apoio da FAPESP, em bolsa de iniciação científica concedida à primeira autora sob orientação do segundo autor e co-orientação do Prof. Dr. Edmundo Escrivão Filho, da Escola de Engenharia de São Carlos, durante o ano de BIBLIOGRAFIA FUNDAMENTAL Amato Neto, J. (2000). Redes de Cooperação Produtiva e Clusters Regionais: Oportunidades para as Pequenas e Médias Empresas. São Paulo: Atlas, Burgelman, R. A. & Sayles, L. (1987). Les intrapreneurs: stratégie, structure et géstion de l innovation dans l entreprise. Paris: McGraw-Hill. Casarotto Filho, N. & Pires, L. H. (1998). Redes de Pequenas e Médias Empresas e Desenvolvimento Local. São Paulo: Atlas, Cornelsen, S. G. & Buoro, F. & Sbragia, R. & Larubia, A. C. Inovação nas Pequenas Indústrias: Resultados do Programa Mobilização Tecnológica. São Paulo: Dacorso, A. L. R. & Yu, A. S. O. (2000). Inovação e risco na pequena empresa. XXI Simpósio de Gestão da Inovação Tecnológica. São Paulo: Ferrari, F. M., Martinelli, D. P. & Joyal, A. (2000). Uso da informação e capacidade de inovação das PME brasileiras, Congresso de Inovação Tecnológica, São Paulo, novembro de 2000 Gasse, Y. & Carrier, C. (1992). Gérer la croissance de sa PME. Montreal: Les éditions de l entrepreneur. Ghisi, F. A. & Martinelli, D. P. & Joyal, A. (2000). Capacidade de exportação e caráter inovador das PME: uma pesquisa no estado de São Paulo. Apresentado e publicado nos anais do V SEMEAD, São Paulo, Goedert, A. R. & Abreu, A. F. (2000). Rede de inovação: uma aplicação para a apicultura catarinense. XXI Simpósio de Gestão da Inovação Tecnológica. São Paulo: 2000.

14 14 IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (1999), Contas Regionais do Brasil, Rio de Janeiro: IBGE. Kruglianskas, I. Tornando a Pequena e Média empresa competitiva. São Paulo: Instituto de Estudos Gerenciais e Editora, La Rovere, R. L. & Medeiros, J. R. (2000). Gestão da Inovação em Pequenas e Médias Empresas: um Estudo de Caso. XXI Simpósio de Gestão da Inovação Tecnológica. São Paulo: Longenecker, J. G. & Moore, C. W. & Petty, J. W. (1997). Administração de Pequenas Empresas. São Paulo: Makron Books. Martinelli, D. P. & Joyal, A. (2000). Estudo comparativo sobre inovação nas PME brasileiras e canadenses. Proposto ao Congresso de Inovação Tecnológica, São Paulo, Martinelli, D. P. & Cônsoli, M. A. & Joyal, A. (2000). Comparação da Realidade das PME Brasileiras e Canadenses Uma Pesquisa em Andamento, apresentado e publicado nos Anais do SIMPOI FGV, São Paulo. Sauer, L.& Colossi, N. (1997). A visão das associações comerciais e industriais de Santa Catarina sobre os fatores de sucesso de pequenas e médias empresas. XVII Encontro Nacional de Engenharia de Produção. Anais, Gramado/Canela, Rio Grande do Sul/RS: Sebrae (1998a). Desempenho potencial exportador das MPEs paulistas (relatório de pesquisa). Sebrae-SP Junho/1998 Sebrae (1998b). A Micro e Pequena Empresa no Comércio Exterior 2ª Parte. Brasília: Agosto de Selltiz et alli (1975). Métodos de Pesquisa nas Relações Sociais. São Paulo: E.P.U.

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