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1 RELATÓRIO E CONTAS 2012 Allianz Portugal Companhia de Seguros, S. A. 2 Relatório e Contas 2010 Relatório e Contas

2 seguradora consigo de A a Z. Allianz Portugal

3 Factos de novos Mediadores 544 colaboradores 4,6 % de quota de mercado Mais 405 escritórios de Agentes Allianz em todo o país Prémios emitidos atingem 504,927 * milhões de euros Força de vendas constituída por 193 colaboradores 28 escritórios comerciais para apoio a Mediadores * Inclui Vida, Não Vida e contratos de investimento. Allianz Portugal

4 Índice Órgãos Sociais Anexo às Demonstrações Financeiras Consolidadas 5 Corpos Sociais no Exercício de Exercício de 2012 Assembleia Geral Anual Títulos e Participações 7 Convocatória de Acionistas 53 Inventário de Títulos e Participações Financeiras Relatório de Gestão Parecer do Conselho Fiscal 10 Enquadramento macro-económico 10 Mercado português - seguros e fundos de pensões 11 Enquadramento institucional 11 Análise das empresas consolidadas 12 Política de remuneração dos membros dos Órgãos de Administração e Fiscalização 12 Resultados Consolidados 12 Perspetivas para Conclusão 57 Relatório e Parecer do Conselho Fiscal sobre as Contas Consolidadas do Exercício de 2012 Certificação Legal das Contas 59 Certificação Legal das Contas Consolidadas Balanço e Contas de Ganhos e Perdas 16 Ativo 17 Passivo 18 Demonstração dos Resultados Consolidados para os Exercícios findos em 31 de Dezembro de 2012 e Demonstração do Rendimento Integral Consolidado para os Exercícios findos em 31 de Dezembro de 2012 e Demonstrações das Variações do Capital Próprio Consolidado para os Exercícios findos em 31 de Dezembro de 2012 e Demonstração dos Fluxos de Caixa Consolidados 3 8 Relatório e Contas 2010 Relatório Relatório e Contas e Contas

5 O mundo na ponta dos dedos. Em segundos a informação ocupa o centro do mundo, onde o passado e o futuro se unem no presente de um gesto simples.

6 Órgãos Sociais Corpos Sociais da Allianz Portugal no Exercício de 2012 Conselho de Administração TERESA MARGARIDA TUDELA MIRA GODINHO Administradora-Delegada VICENTE TARDIO BARUTEL HELGA JUNG IVAN DE LA SOTA DUÑABEITIA ANTÓNIO FARINHA MORAIS ANTÓNIO DOMINGUES ANTÓNIO ALBERTO RETTO FRIAS COUTO LEITÃO Administradores Conselho Fiscal JOSÉ VAZ SERRA DE MOURA Presidente Revisor Oficial de Contas KPMG & ASSOCIADOS - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas S.A. representada por ANA CRISTINA SOARES VALENTE DOURADO Revisor Oficial de Contas FERNANDO GUSTAVO DUARTE ANTUNES Suplente Mesa da Assembleia Geral JOÃO CARLOS VAZ SERRA DE MOURA Presidente LUÍS CARLOS MELO ANTUNES FERREIRA Secretário DIOGO INÁCIO VADRE CASTELINO E ALVIM ISAQUE MARCOS LAMEIRAS RAMOS Vogais MIGUEL MOURA ELIAS Membro Suplente 5 12 Relatório e Contas 2010 Relatório e Contas

7 Comunicar é estar disponível. Escrever, ver e ouvir é tão fácil como falar, sem longe nem distância, em qualquer momento.

8 Assembleia Geral Anual Convocatória São convocados os Acionistas da Companhia de Seguros ALLIANZ PORTUGAL, S. A., matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa sob o n.º 2977 e com o capital social de , titular do cartão de pessoa coletiva n.º , para reunir em Assembleia Geral Anual, na Rua Andrade Corvo, n.º 32, no próximo dia 09 de Abril de 2013, pelas 11:00 horas, com a seguinte Ordem dos Trabalhos: 1. Deliberar sobre o Relatório do Conselho de Administração, o Balanço e as Contas da Sociedade, tudo relativo ao Exercício de 2012, bem como sobre o respectivo relatório e parecer dos Órgãos de Fiscalização; o Relatório do Conselho de Administração, o Balanço e as Contas da Sociedade, tudo relativo ao Exercício de 2012, bem como sobre o respectivo relatório e parecer dos Órgãos de Fiscalização; 2. Deliberar sobre a proposta de aplicação dos resultados; 3. Deliberar sobre o Relatório do Conselho de Administração, o Balanço e os demais documentos de prestação de contas consolidadas do exercício de 2012, bem como sobre o respectivo relatório e parecer dos Órgãos de Fiscalização; 4. Proceder à apreciação geral da Administração e Fiscalização da Sociedade; a nomeação por coptação, de um Membro do Conselho de Administração; Ficam à disposição dos Senhores Acionistas, a partir do 15º dia anterior à data da Assembleia, os elementos de informação previstos no artigo 289º do Código das Sociedades Comerciais. Podem participar na Assembleia todos os Acionistas possuidores de pelo menos 100 ações, que até dez dias antes da data designada para a Assembleia as tenham registadas em seu nome, ou depositadas quer na sede da Companhia, quer em Instituição de crédito. Cada 100 ações dão direito a um voto. Os Acionistas podem fazer se representar por outro Acionista ou pelo cônjuge, ascendente ou descendente, ou por um membro do Conselho de Administração. Lisboa, 11 de Março de 2013 O Presidente da Mesa da Assembleia Geral Dr. João Carlos Vaz Serra de Moura 16 Relatório e Contas 2010 Relatório e Contas

9 A comunicação existe reciproca e disponível. Na curiosidade, à procura de uma solução, ao encontro de uma resposta, em tempo real.de A a

10 Relatório de Gestão Allianz Portugal

11 Relatório Consolidado do Conselho de Administração Companhia de Seguros ALLIANZ PORTUGAL, S. A. Senhores Acionistas, Nos termos legais e estatutários, vimos submeter à vossa apreciação o Relatório e as Demonstrações Financeiras, relativas ao Exercício de O perímetro de integração abrange as seguintes empresas: Empresa-mãe: Companhia de Seguros Allianz Portugal, S.A. Empresa incluída: Allianz - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. A inclusão é feita pelo método de integração global. 1. Enquadramento macro-económico No ano de 2012 os mercados financeiros internacionais caracterizaram-se por uma elevada instabilidade, em resultado do agravamento da crise da dívida soberana na zona Euro, na sequência das dúvidas que se colocaram ao cumprimento das metas orçamentais em Espanha e Itália, bem como das tensões políticas que se verificaram na Grécia e dos receios que se levantaram quanto à possibilidade de desagregação da União Económica e Monetária (UEM). A segunda parte do ano trouxe contudo alguns sinais positivos. Em primeiro lugar as políticas expansionistas seguidas pelos Bancos Centrais permitiram a injeção de maior liquidez nos mercados financeiros, o que tem tido um reflexo positivo ao nível dos índices bolsistas e na redução das yields dos títulos de dívida pública da periferia da zona Euro. Outros fatores que contribuíram para reduzir a incerteza ao nível da política económica global, foram por um lado o acordo parcial alcançado ao nível do orçamento nos EUA, e por outro, na Zona Euro, com o lançamento de medidas adicionais por parte da Comissão Europeia e do BCE. Neste contexto salienta-se o acordo conseguido referente à dívida da Grécia, as medidas tomadas na direção de uma união bancária europeia, a reestruturação do sector bancário de Espanha, a apresentação do programa de aquisição de títulos da dívida pública em mercado secundário (OMT) e a manutenção das taxas de juro a níveis muito baixos. Os resultados ao nível do PIB foram dececionantes, tendo-se registado uma contração da economia na zona Euro de (-0,6%) no quarto trimestre de 2012, comparativamente com o trimestre anterior e de (-0,9%) em relação a igual período de Para este recuo contribuíram as quedas ocorridas no PIB, no último trimestre do ano, nas três principais economias da moeda única, Alemanha, França e Itália. Nos EUA registou-se um crescimento de 1,5% do PIB no último trimestre do ano, comparativamente a igual período do ano anterior, tendo o mesmo permanecido estável relativamente ao terceiro trimestre (+0,8%). A atividade económica nos últimos meses nos EUA, foi afetada pelas incertezas em redor da aprovação do orçamento e pela desaceleração das exportações em contraste com a evolução verificada nos primeiros trimestres do ano. O PIB em Portugal registou uma redução de (-3,8%) no último trimestre do ano comparativamente com o período homologo de 2011, o que representou no conjunto do ano uma quebra de (-3,2%), valor acima dos (-3,0%), previstos pelo Governo e pela Troika, tornando-se assim na segunda economia da UEM com maior contração a seguir à Grécia. Os resultados do PIB nos últimos meses do ano foram influenciados principalmente pela quebra registada ao nível das exportações, numa conjuntura global mais difícil devido á maior recessão que se verificou nas economias da zona Euro. A nível externo houve por parte dos investidores internacionais uma maior disponibilidade de exposição à economia portuguesa, com resultados francamente positivos, de que são exemplo a descida das Yields da dívida pública, e principalmente a reabertura dos mercados primários de dívidas de longo prazo aos bancos e empresas e, já no início de 2013, ao Estado. A taxa de desemprego no final de 2012 sofreu um agravamento face ao ano anterior, tendo-se situado nos 16,5% (14,6% em 2011), muito acima da taxa da zona euro que foi de 11,7% (10,7% em 2011). A inflação situou-se nos 2,8% menos 0,8 p.p que no ano anterior e 0,3 p.p acima da taxa da zona Euro (2,5%). No que se refere aos resultados da execução orçamental, a receita fiscal do Estado registou, no período compreendido entre Janeiro e Novembro de 2012, uma variação homóloga de (-5,8%), que resultou principalmente da evolução negativa da cobrança dos impostos diretos e, em menor escala, das receitas referentes aos impostos indiretos. Do lado da despesa verificou-se uma diminuição de (-3,7%) em relação ao período homólogo, decorrente da suspensão do pagamento dos subsídios de férias e Natal à maior parte dos funcionários públicos. Assim, o défice do Estado foi de milhões de Euros até Novembro (9.784 milhões em 2011). Os riscos referentes ao crescimento da economia portuguesa são grandes, face aos impactos das novas medidas de austeridade, nomeadamente o aumento dos impostos sobre a procura interna, o agravamento previsto do desemprego e o impacto da recessão na zona Euro nas exportações. 2. Mercado português - Seguros e Fundos de Pensões Em 2012 o sector segurador teve novamente um decréscimo do volume de prémios, embora de menor expressão do que o do ano anterior (-28,1% em 2011 e -7,1% em 2012). A produção total do sector foi de 10.9 mil milhões de euros, representando cerca de 6,4% do PIB português. Face ao ano anterior verificouse uma redução de 0,8 mil milhões de euros no total da produção, e uma quebra do peso desta no PIB de (-0,5%). As necessidades de financiamento do sector bancário continuaram a condicionar a estratégia dos bancos, que preferencialmente direcionaram as poupanças de médio e longo prazo para depósitos, em detrimento dos produtos financeiros de seguros. A evolução da atividade seguradora fundamentalmente no que se refere ao ramo vida, foi igualmente condicionada pela alteração do regime de benefícios fiscais a que estavam sujeitos alguns produtos específicos de seguros e pela diminuição da capacidade de poupança das famílias. O segmento Vida, cujo peso no total da produção foi de 63,5%, teve uma redução de (-8,9%) face a um ano de 2011 onde já se tinha registado uma quebra significativa de (-37,6%). No caso do segmento Não Vida verificou-se um decréscimo de (-3,8%), o que representa um agravamento face a 2011, onde se tinha verificado uma quebra menos acentuada de (-0,6%). A redução do volume de prémios deste segmento é explicada pelo comportamento Relatório e Contas 2010 Relatório Relatório e Contas e Contas

12 dos seus principais ramos, isto é, Automóvel e Acidentes de Trabalho, modalidades mais afetadas pela desaceleração económica verificada. Relativamente aos canais de distribuição, a bancassurance manteve-se como o maior canal de distribuição no ramo Vida, representando 76% face a 78,3% em Nos ramos Não Vida este canal continuou a aumentar o seu peso, representando agora cerca de 15% (face a 13,9% em 2011). No segmento Vida, verificou-se uma redução do crescimento em todas as modalidades, face a A principal quebra de produção verificou-se nos PPR (-14,1%), produto mais afetado pela conjuntura económica e pela retirada dos benefícios fiscais, e a menos acentuada registou-se nos produtos de risco (-3,0%). No segmento Não Vida, é de salientar o crescimento de 3,3% dos seguros de Multiriscos Habitação e de 2,2% dos seguros de Saúde, que foram as únicas linhas de negócio que apresentaram uma evolução positiva comparativamente ao ano anterior. O ramo Automóvel teve um dos níveis de produção mais fracos dos últimos anos, tendo registado um decréscimo de (-5,4%). Para esta quebra contribuiu a redução que se verificou no prémio médio na cobertura de responsabilidade civil, devido ao efeito da pressão concorrencial do mercado. Relativamente ao ramo de Acidentes de Trabalho, registou-se uma redução dos prémios de (-10,6%), provocada pelo aumento do desemprego e contenção da massa salarial, mas também pela deterioração da tarifa média resultante da pressão concorrencial do mercado. Nos últimos anos este ramo tem vindo a reduzir o seu peso na estrutura de carteira dos ramos Não Vida em detrimento do ramo Saúde. Em 2012, prevê-se que os resultados líquidos das empresas de seguros atinjam os 531 milhões de euros, valor significativamente superior ao verificado em 2011, de 36 milhões de euros. A taxa de cobertura prevista para a margem de solvência é de 250%, 70 pontos percentuais acima dos valores atingidos no ano anterior. Relativamente ao mercado dos Fundos de Pensões, no final de 2012 o valor sob gestão de fundos ascendia a M, o que representa um acréscimo de 9,3% em relação ao ano de Em 2012 registou-se um crescimento dos valores sob gestão dos fundos de pensões fechados de 9,2%, enquanto que os restantes fundos abertos e os PPR cresceram 13.9% e 1,5% respetivamente. No final do ano de 2012, a distribuição do volume de ativos sob gestão por categorias era a seguinte: Fundos Fechados (13.196M ), Outros Fundos Abertos (915M ) e Fundos PPR (356M ). 3. Enquadramento institucional Durante o ano de 2012 foram introduzidas alterações legislativas relevantes, nomeadamente: Lei 3/2012 de 10 de Janeiro, que aprovou alterações ao Código do Trabalho; Lei 14/2012 de 26 de Março, que aprovou alterações ao regime legal dos Contratos de Serviços Financeiros prestados à distância; Lei 14-A/2012 de 30 de Março, que aprovou alterações ao Código do Imposto sobre Valor Acrescentado e dos Impostos Especiais sobre o Consumo; Lei 16/2012 de 20 de Abril, que aprovou alterações ao Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas; Lei 19/2012 de 8 de Maio, que aprovou o novo Regime Jurídico da Concorrência; Lei 20/2012 de 14 de Maio, que aprovou a primeira alteração ao Orçamento de Estado para 2012, no âmbito do programa de reforço da estabilidade financeira; Lei 31/2012 de 14 de Agosto, que procedeu à revisão do Regime Jurídico do Arrendamento Urbano; Lei 55-A/2012 de 29 de Outubro, que aprovou alterações ao Códigos do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares e das Pessoas Colectivas, ao Código do Imposto de Selo e à lei Geral Tributária; Lei 60/2012 de 9 de Novembro, que aprovou alterações ao Código de Processo Civil, nomeadamente no que respeita ao processo executivo; Lei 64/2012 de 20 de Dezembro, que aprovou a segunda alteração ao Orçamento de Estado para 2012; Lei 66-B/2012 de 31 de Dezembro, que aprovou o Orçamento de Estado para 2013; Decreto - Lei 85-A/2012 de 5 de Abril, que suspendeu o regime de flexibilização da idade de acesso à pensão de reforma por antecipação; Decreto-Lei 149/2012 de 9 de Julho, que alterou o Código dos Contratos Públicos; Citam-se também alguns dos documentos normativos mais importantes, emitidos pelo Instituto de Seguros de Portugal: Normas nº 5/2012 R, de 6 de Junho e nº 8/ R, de 29 de Outubro, que estabelecem novas regras para o cálculo e reporte das provisões técnicas com base em princípios económicos; Norma nº 9/ R, de 14 de Dezembro: que adiou a entrada em vigor do regime de registo obrigatório da Base de Dados de Beneficiários de Seguros; Circular nº 2/2012, de 1 de Março: que divulgou os deveres de diligência dos Seguradores relativamente aos Seguros de Proteção ao Crédito; Circular nº 3/2012, de 19 de Abril: que reviu os limiares relevantes para a determinação da margem de solvência para os Ramos Não Vida e dos Limites Mínimos do Fundo de Garantia para o Ramo Vida e para os Ramos Não Vida. 4. Análise das empresas consolidadas 4.1 Companhia de Seguros Allianz Portugal, S. A. O resultado líquido do Exercício de 2012 é de ,75, inferior em 31,9% ao verificado em 2011, consequência do agravamento dos resultados financeiros. Verificou-se um crescimento de 1,9% do volume de prémios total (incluindo os contratos de investimento classificados como instrumentos financeiros), em contraciclo com o mercado, que em termos globais sofreu uma queda de (-7,1%). O crescimento foi induzido pelo negócio Não Vida onde se registou um aumento de 5,3%, enquanto no negócio de Vida houve uma redução de (-3.4%). Em ambos os casos os valores superaram os atingidos pelo mercado português, que decresceu (-8,9%) no negócio Vida e (-3,8%) em Não Vida. No que se refere ao stock de apólices, a Companhia teve um crescimento de 2,6% comparativamente com o ano anterior, atingindo um total de apólices Relatório e Contas 2010 Relatório e Contas

13 O número de clientes aumentou 4% face a 2011, atingindo um total de no final do ano. Em função da instabilidade dos mercados financeiros, verificou-se uma redução de (- 40,8%) nos resultados financeiros, face a A cobertura das provisões técnicas aumentou cerca de 19 p.p., tendo contribuído para esta situação a forte instabilidade e pressão verificada nos mercados financeiros. Os Capitais Próprios totalizam 230,437 M, apresentando um aumento de 26,1% face ao ano anterior. Ao nível da margem de solvência, o rácio atingiu no final do ano de 2012 o valor de 263,72%. Em 2011 este rácio apresentava um valor de 184,3% Allianz - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S. A. O resultado líquido do exercício de 2012 apresentou uma melhoria de ,70 face ao verificado em 2011, ascendendo a um resultado líquido negativo de ,05. exercício correspondentes a todo o mandato. Existem no entanto já implementadas em outras empresas do Grupo Allianz políticas de remuneração variável diferidas no tempo por períodos de 3 anos, que irão ser aplicadas à Administração da Allianz Portugal a partir do ano de Os mecanismos existentes relativamente à ligação da remuneração variável ao desempenho da empresa estão refletidos no próprio sistema de remuneração variável que, conforme foi referido acima, está sempre dependente do cumprimento de objetivos económicos e financeiros da sociedade, pelo que caso o desempenho da sociedade não seja adequado, a remuneração variável sofrerá a respetiva redução ou anulação. O Conselho Fiscal da Sociedade é composto por três membros que recebem uma remuneração fixa anual definida tendo em conta as obrigações inerentes às funções desempenhadas e à responsabilidade das mesmas. A remuneração do Revisor Oficial de Contas é aprovada anualmente pelo Conselho de Administração. Os valores pagos no ano de 2012 aos membros dos Órgãos de Administração e de Fiscalização, no âmbito das respetivas funções, foram os seguintes: O resultado negativo ocorrido no ano resulta fundamentalmente da diminuição das comissões cobradas aos Fundos de Pensões, da redução dos juros das aplicações financeiras e de menos-valias na amortização de uma obrigação no valor de 8.845,73. O resultado operacional passou de ,07 para ,54 negativos justificado pelo apresentação na demonstração de resultados dos valores da rúbrica Juros, dividendos e outros rendimentos similares em resultado operacional em vez de resultados antes de impostos, em linha com o normativo. No que se refere aos resultados financeiros, estes cifraram-se em ,86 contra ,44 em Quanto à atividade da Allianz, SGFP em 2012, no valor dos fundos geridos verificou-se um ligeiro aumento de ,71 para ,59, tendo sob gestão 3 fundos fechados e 1 fundo aberto com várias adesões coletivas e individuais. A rentabilidade média dos fundos foi positiva, sendo de 10,9%, naturalmente variável de fundo para fundo em função da carteria e da respetiva liquidez. 5. Política de remuneração dos membros dos Orgãos de Administração e Fiscalização Esta declaração expressa os princípios gerais que regem a estrutura de remuneração dos membros do Conselho de Administração, do Conselho Fiscal e do Revisor Oficial de Contas. Relativamente ao Conselho de Administração, apenas é remunerado o Administrador-Delegado, sendo essa remuneração definida pela Comissão de Remunerações da Sociedade. A remuneração é fixada tendo em conta a necessidade da mesma ser competitiva face à atividade da Sociedade e ao mercado onde a mesma está inserida, sempre com o objetivo de atrair os melhores valores e de permitir que a Sociedade possa beneficiar dos serviços de profissionais da mais elevada qualidade. A remuneração variável é definida tendo em conta um conjunto de objetivos que são previamente fixados no início do período em avaliação. Esses objetivos dividem-se em objetivos financeiros da própria sociedade e objetivos individuais do administrador, que se encontram naturalmente alinhados uns com os outros. No final do período anual, é avaliada qual a percentagem de cumprimento dos objetivos fixados e, com base no resultado dessa avaliação, é determinada a remuneração variável a pagar. Para 2012 o valor máximo a pagar poderia atingir os 150% da remuneração fixa. Para o ano de 2012 ainda não existia qualquer mecanismo que previsse a possibilidade de o pagamento da remuneração variável ter lugar, no todo ou em parte, após o apuramento das contas de CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 2012 Teresa Margarida Tudela Mira Godinho ,00 Ivan de la Sota Duñabeitia 0,00 Vicente Tardio Barutel 0,00 Helga Jung 0,00 António Domingues 0,00 António Farinha de Morais 0,00 António Alberto Retto Frias Couto Leitão 0,00 CONSELHO FISCAL 2012 José Vaz Serra Moura 3.000,00 Diogo Inácio Vadre Castelino Alvim 5.000,00 Isaque Marcos Lameiras Ramos 5.000,00 REVISOR OFICIAL DE CONTAS 2012 KPMG & Associados Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, S. A ,00 6. Resultados consolidados O resultado líquido consolidado do exercício de 2012 atribuível aos acionistas é de , inferior em cerca de 31,7% ao registado em 2011 de Para esta variação contribuiu a evolução negativa dos resultados financeiros. 7. Perspetivas para 2013 Apesar de se prever uma conjuntura económica mais favorável do que em 2012, as principais economias mundiais deverão atingir em 2013 taxas de crescimento económico relativamente baixas ou moderadas. Alguns riscos, principalmente de natureza política, continuarão a condicionar a atividade económica, nomeadamente a capacidade dos EUA ultrapassarem os problemas orçamentais, as decisões referentes à criação da união bancária e orçamental da Zona Euro, as eleições em Itália e na Alemanha e as tensões sociais nos países do sul da Europa mais afetados com as medidas de austeridade. Dentro dos principais riscos negativos para a evolução da atividade económica global, há ainda a considerar o possível aumento do Relatório e Contas 2010 Relatório Relatório e Contas e Contas

14 preço das matérias primas, designadamente de bens energéticos, devido aos habituais riscos geopolíticos no Médio Oriente. Na Zona Euro, prevê-se uma contração da atividade económica, principalmente nos primeiros meses do ano, provocada pelo clima de incerteza relacionado com a crise da dívida soberana, sobretudo no que se refere ao desempenho das economias da periferia, sujeitas a políticas orçamentais restritivas. As perspetivas para as Economias dos Países emergentes são mais favoráveis, uma vez que estas, ao contrário da zona Euro, estão menos condicionadas com o peso da dívida pública, prevendo-se que a procura interna se manterá elevada. O principal risco para estas economias será uma possível desaceleração das exportações, em virtude dos riscos orçamentais das principais economias mundiais. Em Portugal, prevê-se para 2013 uma contração da atividade económica. Os primeiros meses do ano serão fortemente condicionados pelo impacto das medidas de austeridade sobre a procura interna e a diminuição das exportações em virtude da maior recessão económica das principais economias da zona Euro. Paralelamente à difícil conjuntura económica, existe o risco em aberto de o Tribunal Constitucional poder rejeitar algumas medidas do OE 2013, o que poderá levar à necessidade de introduzir medidas compensatórias de forma a garantir a execução orçamental. No final de 2012, foram já visíveis alguns resultados positivos do programa de ajustamento da economia portuguesa cuja tendência se espera prosseguir em 2013, principalmente ao nível da melhoria das condições financeiras externas, possibilitando o regresso aos mercados internacionais de algumas empresas nacionais e do próprio Estado. Para 2013 prevê-se a manutenção da estagnação do mercado interno dos fundos de pensões, tendo em conta as medidas de austeridade e a contração da economia, as empresas e os particulares irão adiar a constituição de complementos de pensão privados. O OE de 2013 reduz os limites máximos de deduções à coleta das contribuições individuais para os fundos de pensões, prevendo-se assim a diminuição destas contribuições em Os nossos agradecimentos a todos os Colaboradores, pelos resultados obtidos nas suas áreas de responsabilidade. É igualmente relevante o apoio que recebemos dos accionistas Allianz Group e Grupo BPI, para que os programas de longo prazo sejam implementados e contribuam para o aumento do valor da Allianz Portugal. O nosso agradecimento, ainda, ao Conselho Fiscal, à KPMG e à Oliveira & Reis e Associados, Lda - nossos auditores e Revisores Oficiais de Contas, ao Instituto de Seguros de Portugal e à Associação Portuguesa de Seguradores, pela colaboração e capacidade de resposta demonstradas. Lisboa, 6 de Março de 2013 O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Teresa Tudela Mira Godinho Administradora-delegada Vicente Tardio Presidente Helga Jung Ivan José de la Sota Duñabeitia António Farinha de Morais António Domingues António Alberto Retto Frias Couto Leitão 8. Conclusão Num contexto económico muito difícil a Allianz Portugal conseguiu uma vez mais, durante o ano de 2012, contrariar a tendência do mercado, obtendo um crescimento do volume de prémios em contraciclo com a generalidade do mercado. Em 2012, a Allianz Portugal conseguiu igualmente aumentar a sua base de agentes, o número de clientes, o número de escritórios comerciais e melhorar o seu rácio de custos. Considerando a inovação um fator essencial no crescimento e diferenciação do mercado, a Allianz Portugal lançou em 2012 as base do seu projeto digital. Este tem por objetivo principal desenvolver e potenciar o modelo de negócio da companhia e dos seus mediadores utilizando as ferramentas do universo digital. A Allianz Portugal, a exemplo dos últimos anos, assumiu em 2012 como um dos seus principais pontos estratégicos, a proteção de Capital, reforçando a sua solidez financeira. Relativamente ao envolvimento dos trabalhadores gostaríamos de salientar que foi realizado um Inquérito Global de Clima Organizacional, comum a todo o Grupo Allianz, sendo que face a 2011 a Allianz Portugal melhorou significativamente os resultados, quer no nível de participação (94%, +5pp) quer nos Índices de Satisfação (87%, +5pp) e de Liderança (77%, +4pp). É de realçar o facto de a empresa ter melhorado em todas as catorze dimensões que constituíam o questionário, relativamente aos resultados obtidos em E de não menos importância, o facto de a Allianz Portugal ter sido a empresa que em todo o Grupo Allianz, atingiu o resultado mais alto no Nível de Satisfação, em igualdade com a Allianz Espanha. A Allianz Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, apresentou resultados ligeiramente negativos em 2012, decorrentes principalmente da degradação dos resultados financeiros, no entanto face ao ano anterior verificou-se uma melhoria dos resultados líquidos Relatório e Contas 2010 Relatório Relatório e Contas e Contas

15 Comunicar é partilhar conhecimento. Palavras, números, imagens, está tudo lá. A todo o instante, compartilhado por todos.

16 Balanço e Contas de Ganhos e Perdas Allianz Portugal 32 Relatório e Contas 2010 Relatório e Contas

17 Balanço Consolidado em 31 de Dezembro de 2012 e 2011 EXERCÍCIO BALANÇO Notas Valor bruto Imparidade, depreciações/amortizações ou ajustamentos Valor líquido EXERCÍCIO ANTERIOR ATIVO Caixa e seus equivalentes e depósitos à ordem Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos Ativos financeiros detidos para negociação Ativos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas Derivados de cobertura Ativos financeiros disponíveis para venda Empréstimos concedidos e contas a receber Depósitos junto de empresas cedentes Outros depósitos Empréstimos concedidos Contas a receber Outros Investimentos a deter até à maturidade Terrenos e edíficios Terrenos e edíficios de uso próprio Terrenos e edifícios de rendimento Outros ativos tangíveis Inventários Goodwill Outros ativos intangíveis Provisões técnicas de resseguro cedido Provisão para prémios não adquiridos Provisão matemática do ramo Vida Provisão para sinistros Provisão para participação nos resultados Provisão para compromissos de taxa Provisão para estabilização de carteira Outras provisões técnicas Ativos por benefícios pós-emprego e outros benefícios de longo prazo Outros devedores por operações de seguros e outras operações Contas a receber por operações de seguro direto Contas a receber por operações de resseguro Contas a receber por outras operações Ativos por impostos e taxas Ativos por impostos (e taxas) correntes Ativos por impostos diferidos Acréscimos e diferimentos Outros elementos do ativo Ativos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas TOTAL ATIVO Relatório e Contas 2010 Relatório e Contas

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