Análise de Projectos ESAPL / IPVC. Análise de Investimentos com base em Orçamentos Anuais. Algumas Noções sobre os Resultados de Exploração.

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1 Análise de Projectos ESAPL / IPVC Análise de Investimentos com base em Orçamentos Anuais. Algumas Noções sobre os Resultados de Exploração.

2 Orçamentos a Utilizar na Análise de Investimentos A avaliação de um investimento implica que se proceda à comparação entre os benefícios líquidos que se espera venham a ser gerados pelo projecto e os respectivos custos iniciais de investimento, comparação esta a concretizar segundo diferentes tipos de procedimentos alternativos de acordo com as características dos investimentos que se pretendem analisar: Período de Maturação dos Investimentos Incidência dos Investimentos na Sistema de Produção da Empresa Parcial Global Curto Orçamento Anual de Tipo Parcial Orçamento Anual de Tipo Global Longo --- Orçamentos Plurianuais de Tipo Cash-Flow ou Funds-Flow

3 Orçamentos a Utilizar na Análise de Investimentos Na realidade, quando os investimentos propostos tiverem um período de maturação relativamente curto (período de tempo necessário para que se atinja o pleno aproveitamento dos investimentos realizados), a comparação entre benefícios e custos do projecto poderá basear-se na elaboração de orçamentos anuais da empresa agrícola para as situações «antes» e «depois» do investimento. Tal comparação implicará, no entanto, o recurso a orçamentos plurianuais do tipo «cash-flow» e «funds-flow» sempre que o período de maturação dos investimentos em análise for relativamente longo, pois só assim se tornará possível levar na devida consideração a forma como evolui o fl uxo de benefícios líquidos ao longo da vida útil do projecto. Por outro lado, quando os investimentos com um período de maturação curto só implicam alterações parciais no sistema de produção das empresas agrícolas onde são realizados, é possível recorrer à utilização de orçamentos anuais parciais. Sempre que este tipo de investimentos ponha em causa a globalidade do sistema de produção das empresas agrícolas, já se tornará indispensável recorrer a orçamentos anuais globais.

4 Análise de Investimentos Agrícolas com base em Orçamentos Anuais A avaliação de projectos de investimento no âmbito da empresa agrícola por intermédio de orçamentos de exploração de tipo global baseia-se no apuramento dos resultados de exploração anual da empresa para as situações «antes» e «depois» da realização dos investimentos. O processo a adoptar no apuramento de tais resultados é idêntico para ambas as situações. O único aspecto que importa realçar refere-se ao facto de se tornar necessário proceder ao cálculo de todas as receitas e despesas anuais resultantes dos sistemas de produção que caracterizam a empresa antes e depois da realização do investimento, e não simplesmente à determinação dos valores adicionais que resultam do projecto. Mas antes, olhemos um pouco para o processo de obtenção dos diferentes tipos de resultados de exploração que se podem utilizar.

5 As diferentes vias para o cálculo dos resultados Partindo da classificação dos factores de produção que distingue Trabalho, Capital e Empresário, e tendo em conta os distintos objectivos que normalmente norteiam as empresas familiares e patronais, é possível estabelecer as diferente vias para o cálculo de resultados, por forma a permitir uma correcta avaliação da sua capacidade para remunerar esses diferentes factores em cada tipo de empresa. Partindo do Produto Bruto (PB) [somatório dos valores reais ou atribuídos correspondentes ao conjunto dos produtos vendidos (V), prestados em natureza (Pn), autoconsumidos (Ac), autoaprovisionados (Ap), corrigidos da respectiva variação de stocks (Vs)], e dele subtraindo os encargos correspondentes às compras de bens e serviços ao exterior (CI), obtém-se o Valor Acrescentado Bruto (VAB): PB = V + Pn + Ac + Ap + Vs VAB = PB CI

6 O PB e o VAB A componente mais importante do Produto Bruto (PB) é o valor das Vendas, desde que a relação da empresa com o mercado seja relativamente intensa. No entanto existem situações em que o Autoconsumo tem um significado importante (nomeadamente em empresas familiares, em que parte do consumo alimentar dos membros da família é feito a partir dos produtos gerados na empresa). A valorização das quantidades autoconsumidas deve ser feita com base nos preços da produção escoada para o mercado. Idêntico princípio se aplica às Prestações em Natureza (vulgarmente designadas por Ofertas) e ao Autoaprovisionamento ou Auto-utilização (quantidades produzidas que são utilizadas como factores de produção no processo produtivo), sendo que neste último, a sua valorização deverá ser feita tendo por base o preço dos factores de produção substituídos. Por último, mas não menos importante, deve valorizar-se a Variação de Stocks (ou de Existências), dado que parte do produto escoado por qualquer um dos canais atrás identificados, pode ser proveniente de anos anteriores (produto que estava em armazém no inicio do exercício em causa) ou, pelo contrário, parte da produção desse exercício não ser escoada, permanecendo em armazém para o exercício seguinte. Uma vez valorizada a produção do exercício, cuja soma permite calcular o Produto Bruto, por simples subtracção do valor dos Consumos Intermédios (ou seja, a Despesa Intermédia) obtém-se o Valor Acrescentado Bruto (VAB), quer exprime o valor que a empresa conseguiu acrescentar às compras (de bens e serviços) efectuadas no exterior. Traduz a criação de riqueza por parte da empresa. Dentro dos Consumos Intermédios mais comuns na actividade agrícola encontramos as sementes, adubos, pesticidas, energia eléctrica, água, gasóleo, serviços de máquinas alugadas, rações, serviços veterinários, etc...

7 Os Rendimentos Bruto e Líquido de Exploração A partir do VAB faz-se O cálculo do Rendimento Bruto da Exploração (RBE) : deduzindo as CISnf - contribuições, impostos e prémios de seguro não fundiários, isto é relativos apenas à actividade desenvolvida; alguns exemplos: Contribuições e Impostos: imposto de circulação sobre veículos, imposto de selo, etc... Seguros: prémios de seguros de colheita, prémios de seguro referente às viaturas, etc... somando os subsídios à empresa - S, que representam receitas muitas vezes relevantes na actividade das empresas agrícolas; alguns exemplos: Ajudas ligadas à produção: ajuda ao Tomate para indústria (pago por Kg de tomate entregue), prémio às vacas aleitantes (pago por cabeça com direito atribuído); Ajudas desligadas da produção: pagamento único à exploração, ajudas Agroambientais, subsídio à electricidade verde, etc... Deduzindo ao RBE o valor das Amortizações do exercício (Am), obtém-se o valor do Rendimento Líquido de Exploração (RLE). As amortizações, embora não constituindo pagamentos efectuados no exercício, são deduzidas nesta fase uma vez que, qualquer que seja o factor de produção relativamente ao qual se pretenda calcular a respectiva remuneração, asseguramos desta forma a capacidade de substituição do capital fixo, ou seja, a não diminuição da capacidade produtiva da empresa. RBE = VAB CISnf + S RLE = RBE Am

8 O Factor Empresário O Rendimento do Empresário e da Família A partir do RLE, várias vias poderão ser seguidas, com o objectivo de calcular diversos resultados, correspondendo cada uma destas vias à remuneração de um diferente factor primário de produção. Com a primeira das vias que se podem seguir, pretende-se apurar os resultados obtidos pelo empresário agrícola, levando-se para o efeito em consideração o tipo de empresa agrícola em questão (familiar ou patronal). No caso das empresas familiares tem particular interesse o Rendimento do Empresário e da Família (REF), que se calcula subtraindo ao RLE as contribuições, impostos e prémios de seguros sobre bens fundiários (CISf), as rendas pagas (Rp) os juros sobre capital de exploração alheio (Jp) e os salários e encargos sociais pagos (Sp): REF = RLE CISf Rp Jp Sp O interesse deste tipo de resultado em empresas familiares, resulta do facto de ele representar o total dos valores (monetários e em natureza) que a família pode consumir, sem diminuir a capacidade de produção da sua exploração, e que resulta da participação dos elementos do agregado familiar na actividade agrícola sob a forma do trabalho (directivo e executivo) de capitais (a totalidade ou parte dos capitais da empresa) e dos riscos assumidos pelo empresário.

9 O Factor Empresário O Rendimento Empresarial e o Lucro No caso das empresas patronais interessa apurar duas diferentes categorias de resultados. Um primeiro, a que chamaremos Rendimento Empresarial (RE) calcula-se deduzindo ao RLE a totalidade dos salários e encargos sociais (pagos ou atribuídos), com excepção da remuneração do trabalho directivo (St), as rendas pagas ou atribuídas (Rt) e os juros sobre os capitais próprios (atribuídos) e alheios (pagos) (Jt). Este resultado exprime a remuneração alcançada pelo empresário em consequência da sua capacidade empresarial e dos riscos assumidos. RE = RLE St Rt Jt O outro resultado interessante para analisar o factor empresário é o Lucro (LE), que se calcula subtraindo ao RE a remuneração do trabalho directivo (RTD) e a reserva para riscos não seguráveis (Rs), traduzindo o benefício (remuneração) alcançado pelo empresário, uma vez assegurada a remuneração de todos os factores utilizados no âmbito da empresa no período em causa. LE = RE RTD Rs O Lucro representa a remuneração da iniciativa e risco de produção. É o resultado residual uma vez remunerados os factores de produção (próprios e alheios) de acordo com os respectivos mercados.

10 O Factor Capital Os Rendimentos Fundiário, do Capital da Empresa e do Capital Próprio Com a utilização da segunda via de cálculo, partindo do RLE, pretende-se calcular a remuneração alcançada pelo factor capital, em três das suas componentes: capital fundiário, a totalidade do capital da empresa, e o capital próprio. Para analisar a rentabilidade do capital fundiário, independentemente da sua forma de exploração, pode proceder-se ao cálculo do Rendimento Fundiário (RF), subtraindo ao RLE os salários e encargos sociais pagos e atribuídos incluindo a remuneração do trabalho directivo (St+RTD) e os juros sobre o capital de exploração próprio e alheio (Jt): RF = RLE St RTD Jt O Rendimento do Capital da Empresa (RCE), calcula-se a partir do RLE por subtracção das contribuições, impostos e prémios de seguros sobre bens fundiários (CISf), dos salários e encargos sociais pagos e atribuídos (St) e das rendas pagas (Rp), e traduz a rentabilidade do conjunto do capital da empresa, independentemente da sua origem: RCE = RLE CISf St Rp Quando se pretende analisar a rentabilidade dos capitais próprios imobilizados na empresa, pode calcular-se o Rendimento do Capital Próprio (RCP), subtraindo-se o valor dos Juros efectivamente pagos (Jp) ao RCE: RCP = RCE Jp

11 O Factor Trabalho O Rendimento do Trabalho e o Rendimento do Trabalho Familiar Com a terceira via de análise, pretende-se apurar a remuneração alcançada pelo factor trabalho, podendo-se para o efeito distinguir entre o Rendimento do Trabalho (RT) e o Rendimento do Trabalho Familiar (RTF). O primeiro calcula-se subtraindo ao RLE as contribuições, impostos e prémios de seguros sobre bens fundiários (CISf), a renda calculada com base em valores representativos (R), os juros sobre o capital de exploração calculados na mesma base (J): RT = RLE CISf R J É um resultado particularmente útil na comparação entre os resultados de diferentes tipos de explorações agrícolas, independentemente de todas aquelas diferenças de natureza jurídica, financeira e estrutural estranhas à problemática da gestão. O rácio RT/UTA assume, neste contexto, particular relevância, na medida em que traduz a remuneração média do trabalho utilizado na exploração, independentemente quer da natureza do trabalho (directivo ou executivo), quer do tipo de mão-de-obra (familiar ou contratada, qualificada ou indiferenciada). Por seu turno o Rendimento do Trabalho Familiar (RTF), que se apura subtraindo ao RT os salários e encargos sociais efectivamente pagos como tal (Sp), serve de base, no âmbito das empresas de tipo familiar, e sob a forma do rácio RTF/UTAfam, para a comparação com as remunerações que a mão de obra familiar poderá obter em alternativa: RTF = RT Sp

12 Ainda algumas Notas Explicativas CISf - as contribuições, impostos e seguros sobre bens fundiários. Correspondem a despesas efectivas, e a Contribuição Autárquica, a Taxa de Rega, ou um seguro sobre uma benfeitoria são exemplos ilustrativos; Rp - as rendas efectivamente pagas, o que acontece se a empresa familiar explorar terras de terceiros, cuja renda tem que ser paga aos proprietários; Jp - os juros pagos sobre a utilização de capital alheio, de que um exemplo muito frequente na actividade das empresas agrícolas são os juros relativos a créditos de campanha, ou a créditos de médio-longo prazo contraídos para apoio ao investimento; Sp - a remuneração devida ao factor trabalho não familiar, calculado na base dos salários efectivamente pagos e dos encargos sociais a ele associados; St - a totalidade dos salários e respectivos encargos sociais, quer os valores correspondam a salários efectivamente pagos (como normalmente acontece nas empresas patronais), quer correspondam a estimativas do valor de trabalho não remunerado, calculadas com base nos valores que correm no mercado; Rt - o valor total da renda, quer os valores efectivamente pagos (pela utilização de terra de terceiros) quer pela utilização da terra própria (valor atribuído da renda), igualmente calculados com base nos valores correntes no mercado; Jt - a totalidade dos juros sobre o capital utilizado (próprio e alheio), sendo que os juros sobre o capital alheio deverão ser calculados com base numa taxa adequada para medir o custo de oportunidade do capital; RTD - a remuneração do trabalho directivo, por trabalho desenvolvido pelo empresário, e que não seja remunerado sob a forma salarial; Rs - a reserva para riscos não seguráveis, constituída com o objectivo de fazer face a eventuais riscos que não encontrem cobertura no mercado de seguros, e que o empresário não esteja disposto a correr.

13 A Obtenção dos Resultados de Exploração em resumo Produto Bruto - Compras de Bens e Serviços ao Exterior = Valor Acrescentado Bruto - Contribuições, impostos e seguros relativos apenas à exploração, isto é, não fundiários + Subsídios à empresa = Rendimento Bruto de Exploração - Amortizações de máquinas, alfaias e benfeitorias = Rendimento Líquido de Exploração Empresas Familiares Empresas Patronais - Contribuições, impostos e seguros sobre bens fundiários - Rendas Pagas - Juros sobre Capital de Exploração Alheio - Salários e Encargos Sociais Pagos - Sal. e Enc. Sociais Pagos e Atribuídos - Rendas Pagas e Atribuídas - Juros sobre Capitais Próprios e Alheios = Rendimento Empresarial - Sal. e Enc. Sociais Pagos e Atribuídos incluindo a Remun. do Trabalho Directivo - Juros sobre Capitais Próprios e Alheios = Rendimento Fundiário - Contribuições, impostos e seguros sobre bens fundiários - Rendas Atribuídas - Juros sobre Capital de Expl. Atribuído = Rendimento do Trabalho = Rendimento do Empresário e Família - Remuneração do Trabalho Directivo - Reserva para Riscos não Seguráveis = Lucro - Contribuições, impostos e seguros sobre bens fundiários - Sal. e Enc. Sociais Pagos e Atribuídos - Rendas Pagas - Salários e Encargos Sociais Pagos = Rendimento do Trabalho Familiar = Rendimento do Capital da Empresa - Juros sobre Capital de Exploração Alheio = Rendimento do Capital Próprio

14 A utilização dos Resultados de Exploração na Análise de Investimentos Uma vez conhecidos os diferentes tipos de resultados de exploração, tornar-seá indispensável proceder ao estabelecimento de critérios que nos permitam avaliar não só da rendibilidade empresarial dos investimentos como também da sua previsível viabilidade financeira. O tipo de critérios a utilizar, e consequentemente os resultados de exploração anual em que se baseiam, depende fundamentalmente do tipo da empresa agrícola cujas decisões de investimento se pretendem analisar e que iremos considerar esquematicamente divididas nos dois seguintes tipos extremos: empresas agrícolas de tipo familiar e empresas agrícolas de tipo patronal.

15 Empresas Agrícolas de Tipo Familiar Nas explorações agrícolas de tipo familiar os resultados de exploração anual mais indicados para serem utilizados como base para o estabelecimento de critérios de avaliação de projectos são os seguintes: rendimento do empresário e da família (REF) e rendimento do trabalho familiar (RTF). O primeiro exprime, como se disse, o resultado da participação da família na actividade agrícola através do fornecimento de trabalho (directivo e executivo) e de capitais (totalidade ou parte do capital da empresa) e como entidade que assume os riscos inerentes ao funcionamento da empresa. Representa o total dos valores (monetários e em natureza) que a família pode consumir sem diminuir a capacidade de produção da respectiva empresa. O RTF, ao exprimir a remuneração alcançada pela mão-de-obra familiar aplicada na empresa, serve de base para a comparação com as remunerações que a mão-de-obra familiar possa obter alternativamente. Este resultado apresenta, no entanto, algumas limitações em relação ao REF, na medida em que se baseia na atribuição de juros aos capitais de empresa, os quais não são usualmente levados em consideração pelos empresários agrícolas familiares na fundamentação das suas decisões de investimento. Os critérios a utilizar na avaliação de investimentos no âmbito deste tipo de empresas agrícolas são expressos de forma diferente consoante se destinem à análise de rendibilidade empresarial e da viabilidade financeira dos respectivos projectos.

16 Empresas Agrícolas de Tipo Familiar Análise Empresarial Para a análise da rendibilidade empresarial podem considerar-se seguintes tipos de critérios: Ou ainda: AREF = REFDI REF UTAF UTA DI REFAI UTA F AI AI F AI 100 REFDI RTFDI RC ou RC UTA UTA F DI F DI Em que: AREF Acréscimo do Rendimento do Empresário e da Família DI Depois do Investimento AI Antes do Investimento F Familiar UTA Unidades de Trabalho Anual (corresponde a 1800 horas de trabalho anual). RC Rendimento Comparável

17 Empresas Agrícolas de Tipo Familiar Análise Empresarial - continuação As condições de aprovação dos projectos com base nestes critérios não são fáceis de estabelecer, uma vez que dependerão para o critério AREF da variação em percentagem considerada aceitável e para os outros dois critérios do rendimento de referência adoptado. Em relação ao primeiro critério pode sugerir-se um AREF da ordem dos 25 % como condição mínima para suscitar a realização de novos investimentos, enquanto em relação aos outros dois se pode considerar como RC o salário mínimo nacional para as actividades não agrícolas.

18 Empresas Agrícolas de Tipo Familiar Análise Financeira No respeitante à análise da viabilidade financeira torna-se importante garantir que: REF DI + AA m SD REF AI Sendo que: REF DI e REF AI Rendimento do Empresário e da Família antes e depois do Investimento, sem contabilização dos juros pagos; AA m = A mdi A mai a variação do valor das Amortizações resultante do Investimento realizado; SD = R EM + J EM o serviço de dívida correspondente ao empréstimo obtido para financiamento do projecto, o qual integrará o respectivo reembolso (R EM ) e juros (J EM ).

19 Empresas Agrícolas de Tipo Patronal Análise Empresarial O rendimento do capital de empresa (RCE) é o resultado de exploração anual que deverá ser utilizado neste caso como base para o estabelecimento de critérios de avaliação de projectos. Este resultado traduz a remuneração do conjunto dos capitais da empresa, servindo de base para a comparação da remuneração média dos capitais investidos com outro tipo de aplicações alternativas em iguais condições de duração e de risco. Para efeito de análise da rendibilidade empresarial é neste tipo de resultado anual da exploração que assenta o estabelecimento do critério rácio benefício-custo (RBC) dado por: RBC = ARCE + AA INV FRC m cuja condição de aprovação é RBC > 1 e em que: ARCE = RCE DI RCE AI é o Acréscimo do Rendimento do Capital de Empresa resultante da realização do investimento; AA m = A mdi A mai é o acréscimo no valor das amortizações resultante da realização do investimento; INV é o custo do investimento inicial; FRC e o Factor de Reposição do Capital calculado para n e i, respectivamente correspondentes ao número de anos de vida útil do investimento e ao custo de oportunidade empresarial e real do capital.

20 Empresas Agrícolas de Tipo Patronal Análise Financeira Quanto à análise da viabilidade financeira, torna-se necessário assegurar que: RCE DI + AA m SD RCE AI tendo os símbolos o significado já referido a propósito das expressões anteriormente apresentadas, à excepção do RCE, para o qual não deverão ser contabilizados os salários atribuídos.

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