Publicado segundo contrato com Harvard Business School Press.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Publicado segundo contrato com Harvard Business School Press."

Transcrição

1

2 Actual Editora Conjuntura Actual Editora, S.A. Rua Luciano Cordeiro, n.º º Esq Lisboa Portugal Tel.: (+351) Fax: (+351) Título original: Billions of Entrepreneurs, How China and India are Reshaping Their Futures and Yours Copyright: Tarun Khanna, 2008 Publicado segundo contrato com Harvard Business School Press. Edição: Actual Editora Janeiro 2011 Todos os direitos para a publicação desta obra em Portugal reservados por Conjuntura Actual Editora, S.A. Tradução: Carla Pedro Revisão: Marta Silva Pereira Design da capa: FBA Paginação: MJA Gráfica: Papelmunde Depósito legal: /11 Biblioteca Nacional de Portugal Catalogação na Publicação Khanna, Tarun Milhões de empreendedores : como a China e a Índia estão a reformular o seu futuro e o nosso. - (Col. Harvard) ISBN: CDU Nenhuma parte deste livro pode ser utilizada ou reproduzida, no todo ou em parte, por qualquer processo mecânico, fotográfico, electrónico ou de gravação, ou qualquer outra forma copiada, para uso público ou privado (além do uso legal como breve citação em artigos e críticas) sem autorização prévia, por escrito, da Actual Editora. Este livro não pode ser emprestado, revendido, alugado ou estar disponível em qualquer forma comercial que não seja o seu actual formato sem o consentimento da editora. Vendas especiais: O presente livro está disponível com descontos especiais para compras de maior volume por parte de grupos empresariais, associações, universidades, escolas de formação e outras entidades interessadas. Edições especiais, incluindo capa personalizada para grupos empresariais, podem ser-nos encomendadas. Para mais informações contactar a Actual Editora.

3 Dedicado a Rishi, Simran e Ruhi.

4

5 ÍNDICE 1. Repensar a China e a Índia 11 PARTE I FUNDAÇÕES 2. A governação A arte, a ciência e a ilusão de governar 2,4 mil milhões de pessoas Parcialidade e ruído Acesso à informação na China e na Índia Autoridade e justiça Por que motivo a China consegue construir cidades de um dia para o outro e a Índia não Maná e miasma Os meandros dos firmamentos financeiros da China e da Índia 119 PARTE II EMPRESAS 6. Infosys e TCL Emancipação das empresas locais Microsoft e Metro Pontos de vista dos escritórios mais poderosos do mundo Dividendos da diáspora Elites e párias chineses e indianos no estrangeiro Engenharia e reengenharia das aldeias Em busca de fortunas nas zonas rurais Médicos de pés descalços e turismo de saúde Esforços inúteis para enfrentar o anjo da morte 265

6 10 MILHÕES DE EMPREENDEDORES PARTE III FUTURO 11. Estradas novas e antigas para Mandalay O poder autoritário na Birmânia e mais além Estrelas de cinema e gurus O soft power em Bollywood e mais além Buda e software Vínculos antigos e novos Pontes empresariais Ligar a China, a Índia e o Ocidente 365 Notas 387 Agradecimentos 429 Índice remissivo 435

7 Capítulo 1 Repensar a China E a Índia Os sistemas de ensino frequentados pela maioria dos norte-americanos, incluindo os que estudam nas prestigiadas universidades da Ivy League ( * ), quase não reconhecem a China e a Índia. No seu discurso de abertura do ano lectivo de 2001, Richard C. Levin, reitor da Universidade de Yale, expressou a sua tristeza: O presidente da Câmara de Xangai perguntou- -me por que motivo ( ) qualquer criança chinesa em idade escolar é capaz de indicar o autor e a data da nossa Declaração de Independência e tão poucas crianças norte-americanas conseguem indicar quando caiu a Dinastia Qing, quando teve lugar a Grande Marcha e quando é que os comunistas chegaram ao poder. ( 1 ) Como era possível que a turma de finalistas de 2001 desta prestigiada instituição de ensino da Ivy League não soubesse mais sobre a China? Afinal de contas, a relação entre Yale e a China tem-se revelado duradoura ao longo de várias décadas. Yung Wing, aluno da turma de finalistas de 1854 de Yale e o primeiro chinês a obter um grau académico nos Estados Unidos, regressou à China e criou missões educacionais que enviaram cem rapazes chineses para escolas secundárias e faculdades em Nova Inglaterra (EUA). Estas missões foram criadas com recurso a uma fortuna feita na Índia. Elihu Yale, um dos primeiros beneméritos da Universidade de Yale, foi durante cerca de 20 anos membro da Companhia Britânica das Índias Orientais e foi governador do forte de St. George em Madrasta (actualmente Chennai, no Sul da Índia) em Em 1718, Cotton Mather, que representava uma pequena instituição de ensino, a Collegiate School of Connecticut, abordou Yale, pois precisava de dinheiro para um novo edifício em ( * ) N. T. Grupo composto pelas oito universidades de grande prestígio dos EUA: Brown, Columbia, Cornell, Dartmouth, Harvard, Princeton, Pensilvânia e Yale.

8 12 MILHÕES DE EMPREENDEDORES New Haven. Yale atendeu ao seu pedido, enviando-lhe mercadorias que a escola posteriormente vendeu por 560 libras esterlinas, uma quantia considerável naquele tempo, tendo o novo edifício recebido o nome do seu benfeitor. ( 2 ) Assim, o comércio entre os Estados Unidos e a Índia promoveu Yale e Yale promoveu as boas relações entre os Estados Unidos e a China. Por conseguinte, porque é que os estudantes de Yale prestam aparentemente tão pouca atenção à China e à Índia? Há alguns anos, em Bangalore, quando a cidade era mais conhecida como destino de Verão para os britânicos da Índia colonizada do que como a capital mundial do outsourcing, o meu pai e a minha mãe faziam regularmente referência a Yale, Princeton e Harvard. Os heróis dos livros de banda desenhada norte-americanos, como o Super-Homem e o Batman, protagonizavam o imaginário da minha infância. Em adolescente, aprendi que Wall Street abria portas com dinheiro, que Hollywood captava os sonhos em celulóide e que o americanismo, a mobilidade ascendente, nada tinham a ver com sistemas de roldanas. Candidatei-me às universidades americanas da Ivy League como plano alternativo aos extremamente competitivos Institutos Indianos de Tecnologia (IIT). Deste modo, apesar de ter passado nos difíceis exames de acesso aos IIT e de ter sido admitido no de Madrasta, optei pela Universidade de Princeton, pois esta ia ao encontro do meu desejo de viajar. Quando cheguei a Princeton, em Setembro de 1984, eu era objecto de curiosidade para os demais; naquela altura, havia muito poucos estudantes universitários provenientes da Índia e nenhum dos meus companheiros de quarto do primeiro ano indivíduos talentosos e ambiciosos que alcançaram um sucesso considerável conseguia localizar o meu país num planisfério. Um deles pensou que era ao pé da Arábia, comentário este que me fez retirar para o meu beliche lavado em lágrimas. Tendo vivido mais de metade da minha vida nos Estados Unidos e estando a educar dois filhos como indo-americanos num subúrbio ocidental de Boston, continuo perplexo com o pouco conhecimento dos norte- -americanos a nível de geografia. Os meus colegas e amigos, que são um grupo de pessoas bastante viajado e bastante bem informado, continuam a saber muito pouco sobre a Índia. Como é que esta faixa demográfica em particular consegue manter uma visão global que exclui 2,4 mil milhões da população do planeta? As projecções económicas actuais dizem que, em menos de uma geração, a China e a Índia tornar-se-ão, respectivamente, a primeira e a terceira maiores economias mundiais, em termos de paridade do poder de compra. Em conjunto, os dois países serão responsáveis por cerca de 40 por cento do comércio mundial, uma posição que ocuparam há um século e que é

9 REPENSAR A CHINA E A ÍNDIA 13 bem mais significativa do que os actuais 15 por cento que representam actualmente. As projecções demográficas baseadas nas populações actuais 1,3 mil milhões na China e 1,1 mil milhões na Índia sugerem que, no mesmo período, o peso da economia mundial irá transferir-se dos actuais países desenvolvidos para estes dois países emergentes. Milhares de milhões de empreendedores irão, em última análise, impulsionar esta transição. Não serão apenas os empreendedores chineses e indianos que levam empresas a entrar em bolsa, mas também os políticos com uma nova liderança e os idealistas que nos obrigam a imaginar futuros melhores. O futuro do mundo está inegavelmente ligado ao futuro da China e da Índia. Ainda assim, os Estados Unidos estão lamentavelmente mal informados sobre o passado e o presente de ambos os países. Por estas razões, fiquei pessoalmente aliviado por ouvir o reitor Levin censurar a turma de 2001 pelo seu egocentrismo. As suas observações pareceram-me emblemáticas de um despertar do ensino norte-americano para a importância do Oriente, o que, por sua vez, reflecte um despertar da própria sociedade norte-americana. Nas comemorações do 1º de Maio em 2005, a Shady Hill School em Cambridge contou com a apresentação de uma elaborada dança chinesa do leão (wushi em chinês) pelos alunos do quinto ano e com um concerto que envolveu cerca de 50 membros do corpo docente e colaboradores e que brindou a assistência com uma vibrante dança do Norte da Índia, acompanhada de música ao estilo de rock bhangra interpretada pelo cantor sique Daler Mehndi. Este cantor é actualmente apreciado a nível mundial e a sua discografia está disponível em lojas de música nas imediações de Harvard Square. Acresce que todo o programa curricular do quinto ano desta escola progressista então com 90 anos de existência está agora centrado na China. Nos próximos anos, o método de ensino desta escola irá permitir que as mentes impressionáveis de crianças de dez anos absorvam informação sobre as Guerras do Ópio, a Rota da Seda e a arte da caligrafia, ao mesmo tempo que aprendem matemática, literatura, ciências e geografia. Esta consciência cultural estende-se ao sistema público de ensino. Os alunos da escola primária Martin Luther King Jr., que fica próxima da Shady Hill School, têm aulas diárias de mandarim, com a duração de 30 minutos, desde o jardim-de-infância até ao 8.º ano, e começam a ter correspondentes na China a partir do 4.º ano. Esta é uma das centenas de escolas nos Estados Unidos que foram baptizadas com o nome do herói dos direitos civis dos anos 60, Martin Luther King Jr., um visionário afro-americano que se auto-instruiu sobre as teorias de não-violência de Mahatma Gandhi criadas na Índia. Os professores também estão a aprender mais sobre a China. A título de exemplo, Deborah Linder, uma professora de História

10 14 MILHÕES DE EMPREENDEDORES do 10.º ano na Newton South High School em Newton, no estado norte- -americano de Massachusetts, passou as suas férias em Fevereiro de 2004 numa viagem de duas semanas ao Sul da China, organizada especificamente para professores por uma organização sem fins lucrativos chamada Primary Source, com a colaboração do Asia Center da Universidade de Harvard. A transição de um aluno meu, Andy Klump, do total desconhecimento sobre a Ásia para um estudo aprofundado da China por entre o cepticismo dos seus pares, um apoio limitado da Harvard Business School às suas aspirações em relação à China e absolutamente nada na sua educação no seio da classe trabalhadora que o predispusesse para a sua odisseia é outro bom prenúncio deste despertar para as riquezas do Oriente. De facto, a sua experiência é semelhante à das primeiras embarcações norte- -americanas que rumaram a Cantão, na China, na década de O destino era encarado como incerto, uma viagem reservada aos aventureiros, particularmente numa altura em que os comerciantes norte-americanos tinham de competir com os britânicos, que já estavam mais enraizados. O fascínio de Klump pela China resultou de uma viagem de Verão pela Ásia. Foi o suficiente para que ele recusasse ofertas de trabalho lucrativas no domínio das altas tecnologias e, em vez disso, procurasse um emprego na área das vendas na China. Depois de lições diárias de mandarim e meses de telefonemas a altas horas da noite para a China, Klump teve a sorte de conseguir um estágio de Verão no laboratório de software da Intel em Xangai. Nesse Verão, enquanto procurava apoiar a disseminação da tecnologia Intel na região, a rotina diária de Klump consistia numa viagem de uma hora de autocarro (que custava 30 cêntimos de dólar) durante a qual falava com quem conseguisse iniciar uma conversa para complementar as suas lições bissemanais de mandarim. Um dia, um passageiro disse-lhe: O senhor é famoso porque é o único laowai [calão para estrangeiro] que alguma vez aqui veio e disse ni hao [olá] a toda a gente. O trabalho no laboratório era rigoroso, exigindo interacção permanente com o governo. O governo de Xangai não consistia na burocracia lenta que ele associava aos empregos federais. Na China, o governo exigia desempenho e tinha calendários agressivos. O seu chefe disse-lhe: Os altos membros do Partido Comunista local determinaram o prazo e estão a inspeccionar o produto final. Não se sentiria muito bem a dizer não a um membro do Partido Comunista. Quando regressou a Boston, Klump autopromoveu-se de forma criativa junto da Dell para conseguir um emprego na China, numa altura em que a quota de mercado da Dell no mercado dos computadores pessoais estava eclipsada pelo gigante local, a Legend, posteriormente redenominada

11 REPENSAR A CHINA E A ÍNDIA 15 Lenovo. Klump foi contratado como o primeiro estrangeiro a trabalhar directamente na área de vendas em toda a Grande China, com as mesmas metas de vendas que os seus colegas chineses. As reacções dos seus colegas de curso? Deves estar a brincar! Vais formar-te pela Harvard Business School e vais aceitar um emprego que paga menos do que aquilo que a minha irmã de 24 anos ganha. Ninguém no seu perfeito juízo tomaria tal decisão. Foi ainda mais perturbador para os seus colegas de curso o facto de Klump, que falava chinês com a fluência de uma criança de oito anos, ter conversado com o seu gestor directo na China durante 20 minutos, ser o único laowai no escritório de cem pessoas em Pequim e no departamento de vendas do país (que contava com 300 colaboradores) e ter assinado contrato em pleno surto de SRA (Síndrome Respiratória Aguda) quando ainda não era evidente se a epidemia se iria propagar ou não por todo o país.( 3 ) Na China, Klump depressa aprendeu que a ideia de liderança do seu gestor consistia em salientar a importância de atingir as suas metas trimestrais de meio milhão de dólares em vendas a serem cumpridas em apenas dez semanas, pois as férias tinham tornado esse trimestre mais curto e em convencê-lo de que não há estratégias. Tem de apagar essa palavra do seu cérebro. A estratégia apenas existe para os indivíduos que mandam nesta empresa. Você está aqui para executar. Agora, pegue no telefone e execute. A primeira tarefa de Klump foi executada num mandarim rudimentar e teve como resultado desligarem-lhe o telefone na cara e a garantia do seu mentor de que, se não conseguisse atingir os 50 mil dólares de vendas até ao fim-de-semana, isso diminuiria as suas perspectivas de carreira. Depois de atingir apenas 21 por cento da sua meta de vendas no primeiro trimestre, Klump excedeu-a confortavelmente nos trimestres seguintes. Quem poderia prever isto? Klump progrediu no departamento de vendas constituído apenas por chineses. Ele tinha uma meta de quatro milhões de dólares para toda a China com seis vendedores a seu cargo e aprendeu a arte de os convencer a cumprir as suas ordens. Alguns dos seus clientes ofereceram-lhe empregos lucrativos. Ao fim de três anos, Klump tinha aprendido a comunicar com os clientes, a trabalhar com e a motivar os colaboradores predominantemente chineses, mesmo sendo ele um laowai, e a valorizar o papel do governo como cliente, regulador e até como empreendedor. Klump, Deborah, a Shady Hill School e a Martin Luther King Jr. School estão na vanguarda daqueles que estão a preparar-se para uma nova realidade global. Contudo, no geral, a compreensão do Ocidente acerca do Oriente continua bastante desanimadora.

12 16 MILHÕES DE EMPREENDEDORES Um sinal importante de que os norte-americanos continuam fortemente agarrados a uma visão do mundo que exclui uma grande parte da população do planeta é o facto de os meios de comunicação social fazerem uma cobertura mínima da China e da Índia. No decurso da maior parte dos últimos 150 anos, menos de dois por cento das peças principais do jornal The New York Times, em qualquer um desses anos, versaram sobre a China ou a Índia. ( 4 ) O interesse actual aumentou para os quatro por cento, quase tanto como no século anterior. A cobertura que hoje se faz incide acima de tudo na culinária (lo mein, caril de frango), na literatura (Jhumpa Lahiri, Yu Hua), no cinema (Bruce Lee, Jackie Chan, Bollywood) ou no turismo (a Grande Muralha, o Taj Mahal). O alarmismo é também popular; a título de exemplo, alguns comentadores de televisão culpam o outsourcing para a China e para a Índia pelo desemprego nos Estados Unidos, apesar de haver dados objectivos que indicam que o efeito do outsourcing sobre os trabalhadores ocidentais é insignificante. ( 5 ) Esta estereotipização e alarmismo são reveladores do escasso conhecimento do Oriente por parte do Ocidente. Veja-se o livro de Harold Isaacs, publicado em 1956, Scratches on Our Minds: American Views on China and India. ( 6 ) Jornalista na revista Newsweek, Isaacs fez a cobertura da Revolução Chinesa e dos acontecimentos no cenário de guerra China-Birmânia-Índia relacionados com a Segunda Guerra Mundial. Para lançar uma luz sobre a Imprecisão acerca da Ásia, que ele considerou ser a situação normal, mesmo entre os norte-americanos mais instruídos, Isaacs perguntou a 181 norte-americanos importantes académicos, empresários, diplomatas, jornalistas e missionários quais eram as suas impressões sobre a China e a Índia. Dois terços dos inquiridos tinham impressões positivas dos chineses, descrevendo-os como inteligentes, cativantes e decentes. Estas impressões baseavam-se, em grande medida, em conhecidos romances como A Boa Terra de Pearl S. Buck, escritora que retratava as personagens chinesas de forma positiva. A visão que os norte- -americanos tinham da Índia foi influenciada pelo poema Gunga Din de Rudyard Kipling, cuja personagem principal um carregador de água que Kipling retrata como sendo admirável, mas também como um nativo e, portanto, com uma forma de vida inferior era o indiano que os norte- -americanos melhor conheciam depois de Mohandas Gandhi. A alimentar esta imagem menos positiva estava o bestseller de Katherine Mayo, Mother India, que fazia uma crítica ao hinduísmo e que garantiu que a antipatia face aos indianos fosse mais profunda do que a antipatia fomentada por diferenças políticas. Em 1982, o proeminente académico John King Fairbank caracterizou os indianos como criaturas medrosas, demasiado delicadas para combater como os chineses ( ) e que nunca sorriem a ninguém, ao

13 REPENSAR A CHINA E A ÍNDIA 17 passo que os chineses são vigorosos e sorridentes, em grande contraste com a indolência e repressão dos indianos. ( 7 ) A ideia que os norte-americanos tinham da Índia era ainda mais impressionante pelo facto de os Estados Unidos terem ligações comerciais e culturais duradouras com aquele país. De acordo com algumas estimativas, entre 1795 e 1805 os Estados Unidos comercializaram mais com a Índia do que com todos os países da Europa juntos. Apesar destas ligações, os norte-americanos interpretavam a arte e as curiosidades trazidas da Índia como trabalho de bárbaros, pelo que consideravam a Índia uma civilização outrora grandiosa, em declínio terminal. Optei por escrever um livro comparativo porque creio que poderemos compreender melhor as escolhas da China quando justapostas com as da Índia e vice-versa. Existem semelhanças históricas ambas as nações passaram pela sua primeira grande unificação em torno do ano 200 a.c., sob influência dos Máurias, na Índia, e da Dinastia Han, na China. Os britânicos humilharam a Índia durante dois séculos e a China também suportou o seu século de humilhação. Ambos os países ficaram profundamente marcados. Ambos passaram por mudanças políticas radicais quase ao mesmo tempo: a China tornou-se um Estado moderno em 1949, quando Mao Tsé-Tung tomou o poder. E isso aconteceu apenas dois anos depois de Jawaharlal Nehru ter assumido a liderança da Índia independente em Mao e Nehru foram os arquitectos de planos visionários para os seus respectivos novos países; dois líderes tremendamente influentes cujas opções bem diferentes tiveram consequências muito distintas, apesar das semelhanças em termos de dimensão, proximidade e antiguidade. Estas semelhanças superficiais, não obstante os rumos completamente diferentes, fazem com que as últimas cinco décadas representem uma espécie de caixa de Petri ( * ) para os cientistas sociais, onde podemos aprender algo profundo sobre como se desenvolvem as sociedades. Com isto, tentarei lançar alguma luz sobre a ignorância acerca do que se está a passar na China e na Índia. O meu argumento é que, apesar das mudanças económicas constantes e amplamente positivas em ambos os países nas últimas décadas, as molduras de ferro que envolvem estas mudanças são radicalmente distintas. A China apresenta um modelo de desenvolvimento com orientação descendente, com um Partido Comunista omnisciente que articula uma administração central e que determina os limites de tudo menos da dissidência marginal. Os responsáveis do Partido a nível local possuem cada vez mais autonomia económica, da qual têm feito uso com admirável eficácia, mas apenas num contexto de centralização ( * ) N. T. Recipiente para testes e experiências em laboratório.

14 18 MILHÕES DE EMPREENDEDORES política ainda mais restrita. A linha política do Partido tem pura e simplesmente de ser respeitada. A Índia dá uma imagem mais heterogénea e pluralista, quase parecendo um caos para os estrangeiros, mas permite também uma agitação positiva no terreno. Tem um mercado ineficiente mas, ainda assim, é um mercado que resulta da concorrência a vários níveis na prestação de serviços, da concorrência em termos de talento e de negociações políticas, enquanto os media lutam indisciplinadamente por atenção. Apesar de a China cortejar o capital estrangeiro e só muito recente e relutantemente ter reconhecido o sector privado, a sua falta de transparência interna e a ausência de direitos de propriedade privada enfraquecem os seus mercados internos em comparação com as regiões da Índia onde existe uma enorme concorrência. Por outro lado, o poder absoluto da China permite-lhe neutralizar alianças susceptíveis de bloquear o progresso material, algo que a Índia não consegue fazer da mesma forma. Os prós e os contras das abordagens seguidas por cada um destes países são diferentes. No presente livro, dou a conhecer a China e a Índia Hangzhou e Hiderabade, Qingdao e Bangalore, Dalian e Chennai para mostrar as diferenças radicais subjacentes a ambos os países. Os ocidentais poderão reformular a suas opiniões sobre estes dois países modernos e cheios de vida e interpretar os seus acontecimentos recentes no contexto das suas respectivas histórias, que são muito ricas, antigas e variadas. Espero dar resposta, entre outras coisas, a muitas questões que surgem normalmente a um observador curioso e moderno acerca destes países, tais como: Porque é que a China consegue construir cidades de um dia para o outro enquanto os indianos têm dificuldade em construir estradas? Porque é que a China proíbe as eleições livres ao passo que os indianos, em eleições livres e imparciais, votam em governantes com cadastro criminal? Porque é que os chineses gostam que os seus familiares se estabeleçam no estrangeiro, ao passo que os indianos, aparentemente, não gostam? Porque é que tantos chineses não são saudáveis, mas ainda assim são mais saudáveis do que os indianos? Porque é que há tão poucas empresas privadas de classe global com origem na China Continental, apesar da criação de uma poderosa potência económica? Porque é que a China ultrapassou a Índia no seu território comum? Porque é que a China foi indianizada no passado, ao passo que a Índia ignorou a China? Porque é que os chineses recebem bem os indianos na China, mas os indianos não retribuem esse tratamento?

15 REPENSAR A CHINA E A ÍNDIA 19 Os diferentes rumos seguidos por ambos os países têm outra implicação profunda, que só agora começa a manifestar-se: a China e a Índia juntas podem ter um maior impacto uma sobre a outra e sobre o mundo do que isoladamente. A China é boa em coisas nas quais a Índia não é e vice-versa. Ambos os países são a imagem invertida um do outro no espelho. Esta complementaridade cria as bases necessárias para uma cooperação económica que já começou, à medida que empreendedores nativos entram nos terrenos uns dos outros, numa repetição da sua cooperação histórica secular, em vez das recentes quatro décadas de hostilidade. Este mutualismo está aí para benefício do mundo inteiro e não apenas dos chineses e dos indianos. Dada a ascensão oficial da Índia no domínio do nuclear e a mobilização maciça de recursos pela China para criar uma marinha, os analistas de segurança e os cientistas políticos salientam a desconfiança com que os dois gigantes himalaicos olham um para o outro. Contudo, estes analistas e académicos ignoram, erradamente, o potencial dos laços económicos mutuamente benéficos, particularmente quando cada um destes países está sem dúvida mais concentrado em alimentar os seus pobres do que em criar poder militar. É óbvio que o tópico favorito dos comentadores quem está a ganhar, a China ou a Índia? falha completamente o alvo. E digo isto apesar de há alguns anos ter sido co-autor de Can India Overtake China? ( * ), um artigo que desencadeou a presente odisseia intelectual. ( 8 ) Acabei por me aperceber de que a verdadeira questão está no facto de as diferenças entre ambos terem criado uma cooperação no âmbito das novas riquezas a serem desfrutadas pelos países e por todos aqueles que, em qualquer parte do mundo, queiram lucrar com o seu despontar. Há mais de um século, Rudyard Kipling escreveu estas palavras famosas: Tomai o fardo do Homem Branco Enviai os melhores da vossa raça Ide, condenai vossos filhos ao exílio Para servirem as necessidades dos vossos cativos ( 9 ) Existe ainda alguma controvérsia sobre se Kipling pretendeu que este poema fosse racista ou altruísta; ainda assim, o fardo do homem branco explicou o direito e a necessidade de a Grã-Bretanha governar os bárbaros da Índia. Talvez devido ao facto de a Índia ser a jóia do império britânico, esta não estava sob a influência dos Estados Unidos. ( * ) N. T. Poderá a Índia ultrapassar a China?

16 20 MILHÕES DE EMPREENDEDORES Contudo, esta imagem do oriental desafortunado, bem como a imagem mais moderada da irrelevância reafirmada por Isaacs, estão desactualizadas e são contraproducentes. O mesmo acontece com o outro extremo, a histeria, que não é justificada ou lógica. No seu programa na CNN, o jornalista Lou Dobbs denuncia o outsourcing para a China e para Índia, dizendo que é uma prática que rouba empregos aos norte-americanos, apesar de os dados objectivos revelarem que o efeito do outsourcing no emprego ocidental é ainda insignificante. Sabemos que a histeria anda no ar quando os cartunistas editoriais também se envolvem a nível local, os alunos da Harvard Business School sugeriram por brincadeira, num número do Dia das Mentiras da publicação diária dos estudantes, The Harbus, que se devia recorrer ao outsourcing para a Índia para procurar um novo reitor para a escola. ( 10 ) Esta questão irá afectar, como nenhuma outra, o sector das profissões qualificadas, historicamente muito mais imunes ao outsourcing, e também o sector da saúde, naquela que é uma questão bastante pessoal e, por isso, bastante política. Em Abril de 2005, o premiado programa de informação 60 Minutes transmitiu uma peça sobre o turismo de saúde que apresentava os hospitais Apollo, na Índia, como um destino muito concorrido pelos doentes ocidentais em busca de cuidados de saúde de alta qualidade a um décimo dos custos que teriam de pagar nos Estados Unidos ou no Reino Unido. Pouco depois de o programa ter ido para o ar, a clientela ocidental no hospital do Apollo Group em Deli duplicou. A imprensa britânica imitou esta publicidade feita pelos Estados Unidos quando fez a cobertura exaustiva de Elliot Knott, o rapaz de Dorset com 14 anos que decidiu viajar até à Índia em Agosto de 2005 para uma operação à coluna evitando assim uma lista de espera de nove meses no seu país providenciada por uma empresa do sector do turismo de saúde detida por britânicos e indianos. ( 11 ) Não creio que esta seja a última vez que ouviremos falar de inovações na China e na Índia na área da saúde. A diabetes, por exemplo, é um flagelo moderno, com cerca de 200 milhões de doentes em todo o mundo. Em 2030, quanto este número estiver mais próximo dos 300 milhões, pelo menos um terço destas pessoas viverão na China ou na Índia. Enquanto as curas puramente baseadas na ciência serão muito provavelmente descobertas em laboratórios norte-americanos, muitas inovações em matéria de serviços como regimes de tratamento ou mecanismos de distribuição de insulina muito provavelmente surgirão da necessidade de tratar as dezenas de milhões de doentes pobres na China e na Índia. Estas inovações, por sua vez, irão beneficiar os pobres e aqueles que têm cuidados de saúde limitados nos Estados Unidos, talvez tanto como os tratamentos proibitivamente dispendiosos e puramente baseados na ciência.

17 REPENSAR A CHINA E A ÍNDIA 21 Os elogios efusivos aos médicos indianos por parte dos turistas de saúde norte-americanos e britânicos aos quais foi recusado tratamento no seu país de origem, e a possibilidade de a cura para doenças crónicas ser cada vez mais procurada na China e na Índia, não parecem ser um fardo duradouro para o Homem Branco. Talvez esta situação aponte para um reverso deste fardo. Outra passagem de Kipling parece mais apropriada: E o fim da luta é uma lápide branca Com o nome do falecido E o epitáfio lúgubre: Aqui repousa um tolo Que tentou espoliar o Oriente É bem melhor ser-se sensato e estar informado sobre as mudanças em todo o mundo do que ser o tolo que tentou espoliar o Oriente. Contudo, a melhor metáfora não é a dos fardos reais, imaginários ou revertidos mas as viagens de esperança. Há uma esperança renovada na China e na Índia, à medida que experimentam o sucesso ao lidar com o mundo e põem de lado as suas hostilidades mútuas em prol de colaborações. Há esperança também nos empreendedores pioneiros ocidentais que preferem compartilhar os recentes ganhos da China e da Índia do que tentar sabotar, com proteccionismo imprudente, o florescimento destes dois gigantes no palco internacional. ESCUTAR NATHU LA: UM MUTUALISMO BEM SUCEDIDO A 6 de Julho de 2006, nos Himalaias, na fronteira da China com a Índia, ocorreu um acontecimento histórico que passou quase despercebido no Ocidente. A passagem fronteiriça de Nathu La que significa caminho do ouvido que escuta e fez parte da Rota da Seda foi aberta pela primeira vez em 40 anos. Após uma pequena cerimónia presidida pelos dirigentes indianos, chineses e tibetanos, uma vedação de arame farpado, antes guardada pelo exército, foi derrubada e cerca de 200 comerciantes indianos e tibetanos percorreram os poucos degraus da estreita passagem himalaica que atravessa a fronteira entre ambos os países. Os seus passos marcaram o primeiro ano da amizade sino-indiana, tornada possível pelos tratados comerciais bilaterais assinados pela China e pela Índia na década de Historicamente, o encerramento da fronteira é que é a anomalia. A passagem tinha sido fechada em 1962 pela Índia, como consequência do conflito fronteiriço sino-indiano, um combate a alta altitude que deu origem a disputas pelos territórios fronteiriços de cada um destes países. Em finais do

18 22 MILHÕES DE EMPREENDEDORES século XIX, esta passagem suportava o tráfego de mais de mil mulas. O Dalai Lama fazia caminhadas naquela área de cerca de quatro quilómetros. Antes de disputarem os seus respectivos marcos fronteiriços, a China e a Índia mantinham boas relações. Desde inícios do século XX que os líderes da indústria indiana, comerciantes marwari provenientes do actual estado indiano do Rajastão, possuíam negócios de relevo na China. Apesar de a reabertura de Nathu La ser principalmente simbólica entre os 20 produtos que se podem exportar por camião incluem-se o melaço, sapatos, cobertores e café do lado indiano, e peles de cabra, seda selvagem, caudas de iaque e bórax do lado chinês é um sinal do comércio permanente que acontece a uma escala mais elevada. É também simbólica a visita do primeiro-ministro indiano, Atal Behari Vajpayee, a Pequim em 2005 e a visita recíproca do seu homólogo chinês, Wen Jiabao, a Deli em Por muito necessária que seja esta reaproximação política, os ganhos económicos provenientes do comércio e do investimento oferecem uma base ainda mais importante para a amizade mútua. As tecnologias da informação do século XXI permitem que as empresas de ambos os lados realizem trocas comerciais de capital, produtos manufacturados, marketing, capital intelectual, talento, matérias-primas e trabalhadores. O NÚCLEO CENTRAL DOS EUA OUVE NASIK E NANCHANG Uma empresa que já ouve o burburinho vindo do Oriente é a John Deere, líder mundial no fabrico de tractores. A sua linhagem, que a coloca entre as empresas industriais mais antigas dos Estados Unidos, as suas origens que remontam a 1837 no estado de Illinois e a sua marca consagrada já não são suficientes para que mantenha a posição de liderança. Os pequenos tractores fabricados pela recém-criada empresa indiana Mahindra & Mahindra (M&M) têm invadido algumas regiões dos Estados Unidos. A ascensão da M&M marca a chegada à maioridade dos empreendedores originários da Índia. Na qualidade de empresa do ramo industrial, a M&M constitui um desvio significativo face às empresas indianas de software que atingiram o sucesso na última década. Além disso, a M&M detém 80 por cento de um empreendimento conjunto que estabeleceu com o governo da cidade chinesa de Nanchang. Denominada Mahindra (China) Tractor, o empreendimento conjunto sino-indiano detém, por sua vez, activos adquiridos à Jiangling Tractor, situada a meio caminho entre Xangai e Guangzhou. Através deste empreendimento conjunto, a M&M desenvolveu um tractor abaixo dos 40 cavalos de potência, fabricado à medida para o mercado norte-americano. A concepção e o projecto

19 REPENSAR A CHINA E A ÍNDIA 23 foram desenvolvidos na Índia e o protótipo foi construído na China. Quando falei com Anand Mahindra, CEO da M&M, na sede da empresa em Bombaim, ele teceu os maiores elogios ao empreendimento conjunto no domínio dos tractores: Estamos a quebrar o mito de que é difícil fazer dinheiro na China ou de que a assimilação cultural é complicada. A discoteca local em Nanchang toca agora música [indiana] ( ) e o antigo presidente do conselho de administração da empresa, com 40 anos, cantou canções dos filmes do indiano Raj Kapoor no nosso primeiro banquete. A compatibilidade em matéria de gestão é um desafio, mas certificámo-nos de que a meia dúzia de indianos que está na China há apenas 15 colaboradores indianos, contra 385 colaboradores chineses responde perante chefes chineses; eles não tiveram qualquer problema com isso. ( 12 ) Esta união é ainda mais extraordinária se tivermos em conta as diferenças entre as duas empresas. A M&M é uma entidade totalmente privada, liderada pela terceira geração de uma das mais proeminentes famílias indianas de empreendedores, ao passo que a sua parceira chinesa faz parte do governo. De facto, o governo é o empreendedor na China; na Índia, os empreendedores têm-se mantido o mais afastados possível do Estado. O facto de o empreendimento conjunto estar localizado na China e não na Índia também é revelador: a China está aberta ao investimento directo estrangeiro, ao passo que a Índia se mantém fechada aos estrangeiros, favorecendo a descendência nativa. Privado versus público, desconfiança face aos estrangeiros versus tolerância os modelos económicos seguidos pelos dois países não poderiam ser mais distintos. A John Deere está claramente preocupada com a M&M. Num anúncio invulgarmente certeiro, não estou bem ciente se pago pela empresa ou por alguma das suas concessionárias, a empresa norte-americana prometeu um desconto de 1500 dólares a qualquer agricultor norte-americano que trocasse um tractor M&M por um da John Deere. O departamento operacional da M&M nos Estados Unidos procurou os clientes visados pela publicidade e localizou apenas uns quantos que tinham respondido ao anúncio. Além disso, 97 por cento dos proprietários de tractores M&M que foram contactados pela empresa indiana não estavam interessados no desconto da John Deere e expressaram a sua satisfação com os seus tractores M&M. Na Índia, a popularidade da M&M é impulsionada pelo fabrico de tractores de baixa potência (menos de 70 cavalos), adequados para as propriedades rurais fragmentadas do país. A empresa detém 30 por cento de quota do mercado indiano (enquanto uma empresa sua concorrente detém 23 por cento). A M&M constatou que existe um mercado subaproveitado nos Estados Unidos para o qual o seu tractor de baixa potência é

20 24 MILHÕES DE EMPREENDEDORES apropriado: a agricultura de lazer. Cada vez mais, em regiões do Sul e do Sudoeste dos Estados Unidos, os baby boomers ( * ) estão a abandonar as suas agitadas vidas citadinas na Califórnia e a mudar-se para locais como Flagstaff, no Arizona, onde pelo preço de um apartamento num condomínio de luxo em São Francisco eles podem comprar seis hectares de terra, ideais para serem lavrados por um pequeno tractor. Dado que muitos dos clientes da M&M nos Estados Unidos são mulheres, a empresa respondeu com ironia ao anúncio do tractor da John Deere com o seu próprio anúncio que apresentava uma mulher norte-americana loura, de rabo-de-cavalo, a conduzir um tractor. A legenda dizia: Deere John, I have found someone new. ( ** ) Os baby boomers recordar-se-ão decerto da popular série de comédia chamada Dear John ( *** ), que começava com uma carta dirigida ao protagonista da série, deixada pela sua ex-namorada descrevendo as razões que a tinham levado a deixá-lo. Esta cena, por sua vez, tinha tido origem no fenómeno em que as mulheres enviavam cartas de despedida aos seus namorados há muito ausentes por terem ido para a guerra. A quota de mercado da M&M nos Estados Unidos para os tractores abaixo dos 70 cavalos de potência cresceu seis por cento e nos principais mercados dos estados do Sul a sua quota atingiu os 20 por cento. Estas percentagens são extraordinárias, dado que os maiores fabricantes mundiais de tractores incluindo a New Holland, a Agco e a japonesa Kubota competem agressivamente neste segmento. Em 2005, a divisão de tractores da M&M nos Estados Unidos registou vendas de cem milhões de dólares, o que representa um crescimento agressivo numa época de estagnação industrial. Em 2007, por um feliz acaso, vi anúncios da Mahindra USA a passarem no horário nobre em estações televisivas que chegam até à Pensilvânia rural. A gama de tractores da M&M também é apropriada para a China. Com o fim das comunas chinesas na década de 1980, o número de pessoas que passaram a lavrar em proveito próprio cresceu rapidamente. Setecentas mil charruas mecânicas tinham em tempos lavrado a terra, mas de forma ineficaz. Surgiram empresas de tractores para servir estes agricultores, atingindo as 400, apesar de actualmente este número ter descido para 25, ( * ) N. T. Referência aos nascidos durante o período de explosão demográfica ocorrido após a Segunda Guerra Mundial. ( ** ) N. T. Deere John lê-se da mesma forma que dear John, pelo que em português seria: Querido John, arranjei outro. ( *** ) N. T. Em Portugal esta série foi exibida precisamente com o título de Querido John.

MENSAGEM DE ANO NOVO. Palácio de Belém, 1 de Janeiro de 2008

MENSAGEM DE ANO NOVO. Palácio de Belém, 1 de Janeiro de 2008 MENSAGEM DE ANO NOVO Palácio de Belém, 1 de Janeiro de 2008 Portugueses No primeiro dia deste Novo Ano, quero dirigir a todos uma saudação amiga e votos de boa saúde e prosperidade. Penso especialmente

Leia mais

3-5-2010 CURSO DE MAHATMA GANDHI TIS. Sandra Jacinto

3-5-2010 CURSO DE MAHATMA GANDHI TIS. Sandra Jacinto 3-5-2010 CURSO DE TIS MAHATMA GANDHI Sandra Jacinto 1869 Gandhi nasce no dia 2 de outubro, na Índia ocidental( Porbandar). 1891 - Forma-se em direito em Londres volta para a Índia a fim de praticar a advocacia.

Leia mais

O que fazemos por si?

O que fazemos por si? O que fazemos por si? PT O que fazemos por si? Nos últimos anos, a Europa tem vindo a sofrer uma crise económica e financeira internacional de uma dimensão sem precedentes. A segurança social, os sistemas

Leia mais

MAHATMA GANDHI. Cronologia

MAHATMA GANDHI. Cronologia Cronologia 1869 Data de nascimento de Gandhi 1888 1891 Estudou direito em Londres 1893 1914 Período em que viveu na África do Sul 1920 Lutou pelo boicote aos produtos ingleses 1930 Campanhas de desobediência

Leia mais

UNIDADE 2 Empreendedorismo

UNIDADE 2 Empreendedorismo UNIDADE 2 Empreendedorismo O mundo tem sofrido inúmeras transformações em períodos de tempo cada vez mais curtos. Alguns conceitos relativos à administração predominaram em determinados momentos do século

Leia mais

INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP ****

INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP **** INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP **** Gostaria de começar por agradecer o amável convite da CIP para participarmos nesta conferência sobre um tema determinante para o

Leia mais

A Chevron e Angola. Parceiros de Longa Data

A Chevron e Angola. Parceiros de Longa Data A Chevron e Angola Parceiros de Longa Data As oportunidades de crescimento e progresso nunca foram tão vastas nas seis décadas de história da Chevron em Angola. Biliões de dólares estão a ser investidos

Leia mais

SOUSA GALITO, Maria (2010). Entrevista ao Embaixador Miguel Costa Mkaima. CI-CPRI, E T-CPLP, º8, pp. 1-6.

SOUSA GALITO, Maria (2010). Entrevista ao Embaixador Miguel Costa Mkaima. CI-CPRI, E T-CPLP, º8, pp. 1-6. SOUSA GALITO, Maria (2010). Entrevista ao Embaixador Miguel Costa Mkaima. CI-CPRI, E T-CPLP, º8, pp. 1-6. E T-CPLP: Entrevistas sobre a CPLP CI-CPRI Entrevistado: Embaixador Miguel Costa Mkaima Entrevistador:

Leia mais

XII ENCONTRO GESVENTURE DISCURSO DE BOAS VINDAS

XII ENCONTRO GESVENTURE DISCURSO DE BOAS VINDAS XII ENCONTRO GESVENTURE DISCURSO DE BOAS VINDAS Exmo. Senhor Presidente do Grupo Caixa Geral de Depósitos, Engº Fernando Faria de Oliveira Exmo. Senhor Presidente do IAPMEI e da InovCapital, Dr. Luís Filipe

Leia mais

Entrevista com FTM Holding. Com quality media press para LA VANGUARDIA & Expresso. Francisco Tavares Machado. Presidente

Entrevista com FTM Holding. Com quality media press para LA VANGUARDIA & Expresso. Francisco Tavares Machado. Presidente Entrevista com FTM Holding Com quality media press para LA VANGUARDIA & Expresso Francisco Tavares Machado Presidente Quality Media Press quais os principais sectores de actividade do Grupo FTM? R. O Grupo

Leia mais

Intro/Outro x Não é importante. Narrador x Não é importante

Intro/Outro x Não é importante. Narrador x Não é importante Learning by Ear Aprender de Ouvido Empresários Africanos Bem sucedidos e responsáveis 11º Episódio: Quanto mais se trabalha, mais sucesso se tem Mo Ibrahim, Londres Autora: Ute Schaeffer Editores: Katrin

Leia mais

PERFIL DA VIETTEL A Viettel é o grupo de telecomunicações e TI número um no Vietname. É bem conhecida por ser pioneira, que levou a uma revolução nas

PERFIL DA VIETTEL A Viettel é o grupo de telecomunicações e TI número um no Vietname. É bem conhecida por ser pioneira, que levou a uma revolução nas PERFIL DA VIETTEL A Viettel é o grupo de telecomunicações e TI número um no Vietname. É bem conhecida por ser pioneira, que levou a uma revolução nas telecomunicações à apenas alguns anos, transformando

Leia mais

As baleias da economia mundial

As baleias da economia mundial A U A UL LA Acesse: http://fuvestibular.com.br/ As baleias da economia mundial Nesta aula vamos conhecer a Índia e a República Popular da China, dois países que apresentaram rápido crescimento econômico

Leia mais

Entrevista com Clínica Maló. Paulo Maló CEO. www.clinicamalo.pt. Com quality media press para LA VANGUARDIA

Entrevista com Clínica Maló. Paulo Maló CEO. www.clinicamalo.pt. Com quality media press para LA VANGUARDIA Entrevista com Clínica Maló Paulo Maló CEO www.clinicamalo.pt Com quality media press para LA VANGUARDIA Esta transcrição reproduz fiel e integralmente a entrevista. As respostas que aqui figuram em linguagem

Leia mais

ATÓRIO OBSERV. mcf*(penso) julho/agosto 2013

ATÓRIO OBSERV. mcf*(penso) julho/agosto 2013 OBSERV ATÓRIO Outro dia, por mais uma vez, decidi que freqüentaria a uma academia. Como acabei de me mudar de casa, busquei no Google maps do meu celular por Academia e de imediato diversos pontinhos vermelhos

Leia mais

O presidente falou ontem aos alunos da América

O presidente falou ontem aos alunos da América Publicado em 09 de Setembro de 2009 O presidente falou ontem aos alunos da América Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola

Leia mais

A educação básica na China 1

A educação básica na China 1 A educação básica na China 1 Alana Kercia Barros Andrea Jerônimo Jeannette Filomeno Pouchain Ramos 2 Introdução Como parte de uma iniciativa maior, que se propõe a lançar um olhar sobre aspectos da educação

Leia mais

ACE BUSINESS CLASS PLUS SEGURO DE VIAGEM CORPORATE INTERNACIONAL

ACE BUSINESS CLASS PLUS SEGURO DE VIAGEM CORPORATE INTERNACIONAL ACE BUSINESS CLASS PLUS SEGURO DE VIAGEM CORPORATE INTERNACIONAL Apesar das sequelas da crise financeira global e da ressaca de uma recessão em vários países, os analistas esperam que a procura de viagens

Leia mais

Você sabia que... Alguns fatos sobre o meu país

Você sabia que... Alguns fatos sobre o meu país Brasil Você sabia que... A pobreza e a desigualdade causam a fome e a malnutrição. Os alimentos e outros bens e serviços básicos que afetam a segurança dos alimentos, a saúde e a nutrição água potável,

Leia mais

Uma Administração pública em rede

Uma Administração pública em rede Uma Administração pública em rede Maria Manuel Leitão Marques Unidade de Coordenação da Modernização Administrativa ucma@ucma.gov.pt Resumo Por detrás dos mais variados produtos e serviços que consumimos

Leia mais

Para Salman Khan ensino requer menos academia e mais prática

Para Salman Khan ensino requer menos academia e mais prática Para Salman Khan ensino requer menos academia e mais prática O americano Salman Khan, de 38 anos, é hoje a figura mais influente do mundo em tecnologia da educação. Ex-analista de fundo de hedge, ele criou,

Leia mais

Aviso Legal...6. Sobre o autor... 7. Prefácio... 8. 1. Empreendimento Online Por Que Criar Um?... 11. 2. Importação Seus Mistérios...

Aviso Legal...6. Sobre o autor... 7. Prefácio... 8. 1. Empreendimento Online Por Que Criar Um?... 11. 2. Importação Seus Mistérios... Conteúdo Aviso Legal...6 Sobre o autor... 7 Prefácio... 8 1. Empreendimento Online Por Que Criar Um?... 11 2. Importação Seus Mistérios... 14 2.1 Importar é Legal?... 15 2.2 Por Que Importar?... 15 2.3

Leia mais

Este documento provê informação atualizada, e simples de entender, para o empreendedor que precisa iniciar ou avaliar suas operações online.

Este documento provê informação atualizada, e simples de entender, para o empreendedor que precisa iniciar ou avaliar suas operações online. Os segredos dos negócios online A Internet comercial está no Brasil há menos de 14 anos. É muito pouco tempo. Nesses poucos anos ela já mudou nossas vidas de muitas maneiras. Do programa de televisão que

Leia mais

PESM PROJETO EU SOU DE MINAS PROPOSTA DE PARCERIA

PESM PROJETO EU SOU DE MINAS PROPOSTA DE PARCERIA PESM PROJETO EU SOU DE MINAS PROPOSTA DE PARCERIA Prestação de Serviço de Configuração de Portal de Cidade VISÃO GERAL PESM Projeto Eu Sou de Minas tem a satisfação de enviar esta proposta de serviços

Leia mais

Este testemunho é muito importante para os Jovens.

Este testemunho é muito importante para os Jovens. Este testemunho é muito importante para os Jovens. Eu sempre digo que me converti na 1ª viagem missionária que fiz, porque eu tinha 14 anos e fui com os meus pais. E nós não tínhamos opção, como é o pai

Leia mais

Entrega e Distribuição

Entrega e Distribuição Entrega e Distribuição 1 - Simplifique o processo de picking e embalagem O nome do jogo é evitar a duplicação de esforços. Os encargos salariais são baseados no tempo, por isso desenhe um gráfico operacional

Leia mais

O IMPERIALISMO EM CHARGES. Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com. 1ª Edição (2011)

O IMPERIALISMO EM CHARGES. Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com. 1ª Edição (2011) O IMPERIALISMO EM CHARGES 1ª Edição (2011) Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com Imperialismo é a ação das grandes potências mundiais (Inglaterra, França, Alemanha, Itália, EUA, Rússia

Leia mais

República de Moçambique Presidência da República DISCURSO PARA BANQUETE DE ESTADO

República de Moçambique Presidência da República DISCURSO PARA BANQUETE DE ESTADO República de Moçambique Presidência da República DISCURSO PARA BANQUETE DE ESTADO Discurso de Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da República de Moçambique, por ocasião do Banquete de Estado

Leia mais

MINISTÉRIO DOS NEGóCIOS ESTRANGEIROS DIRECÇÃO GERAL DOS ASSUNTOS MULTILATERAIS Direcção de Serviços das Organizações Económicas Internacionais

MINISTÉRIO DOS NEGóCIOS ESTRANGEIROS DIRECÇÃO GERAL DOS ASSUNTOS MULTILATERAIS Direcção de Serviços das Organizações Económicas Internacionais MINISTÉRIO DOS NEGóCIOS ESTRANGEIROS DIRECÇÃO GERAL DOS ASSUNTOS MULTILATERAIS Direcção de Serviços das Organizações Económicas Internacionais Intervenção de SEXA o Secretário de Estado Adjunto do Ministro

Leia mais

Resenha. Jackson de SOUZA 1

Resenha. Jackson de SOUZA 1 Resenha As armas da persuasão: como influenciar e não se deixar influenciar (CIALDINI, Robert B. [tradução de Ivo Korytowski]; Rio de Janeiro: Sextante, 2012) Jackson de SOUZA 1 Embora todos queiram tomar

Leia mais

No Centro da Transformação de África Estratégia para 2013-2022

No Centro da Transformação de África Estratégia para 2013-2022 Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento No Centro da Transformação de África Estratégia para 2013-2022 Sumário Executivo A Estratégia do Banco Africano de Desenvolvimento para 2013-2022 reflecte as

Leia mais

Nível Médio Prova 1: Compreensão leitora e língua em uso

Nível Médio Prova 1: Compreensão leitora e língua em uso TEXTO 1 Leia o texto abaixo e nas alternativas de múltipla escolha, assinale a opção correta. INTERCÂMBIO BOA VIAGEM 1 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Cursos de intercâmbio são uma

Leia mais

Conheça a trajetória da empresa no Brasil através desta entrevista com o Vice- Presidente, Li Xiaotao.

Conheça a trajetória da empresa no Brasil através desta entrevista com o Vice- Presidente, Li Xiaotao. QUEM É A HUAWEI A Huawei atua no Brasil, desde 1999, através de parcerias estabelecidas com as principais operadoras de telefonia móvel e fixa no país e é líder no mercado de banda larga fixa e móvel.

Leia mais

Dica de Trading - Verifique se o seu computador está a funcionar corretamente.

Dica de Trading - Verifique se o seu computador está a funcionar corretamente. Seja bem-vindo as Opções Binárias. Este E-book irá mostrar a você uma pequena visão sobre tudo o que precisa saber sobre os conceitos básicos das opções binárias. O que são Opções Binárias? Uma forma relativamente

Leia mais

Açores precisam de mudança de políticas. Senhora e Senhores Membros do Governo,

Açores precisam de mudança de políticas. Senhora e Senhores Membros do Governo, Açores precisam de mudança de políticas 18 de Junho de 2015 Isto está que não se aguenta disse recentemente, na ilha Terceira, o presidente da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo. E assim juntou a

Leia mais

8 Passos para o Recrutamento Eficaz. Por Tiago Simões

8 Passos para o Recrutamento Eficaz. Por Tiago Simões 8 Passos para o Recrutamento Eficaz Por Tiago Simões Uma das coisas que aprendi na indústria de marketing de rede é que se você não tem um sistema de trabalho que comprovadamente funcione, muito provavelmente

Leia mais

Instituto Superior de Línguas e Administração GAIA. APPLE X Microsoft

Instituto Superior de Línguas e Administração GAIA. APPLE X Microsoft Instituto Superior de Línguas e Administração GAIA APPLE X Microsoft Carlos Magno 256 Carlos Moreira 259 Licenciatura Sistemas de Informação e Multimédia Projecto de Concepção Fevereiro 2008 Este trabalho

Leia mais

Bolsa do Empreendedorismo Dia da Europa. PROPRIEDADE INDUSTRIAL O que é? Para que serve? Teresa Colaço

Bolsa do Empreendedorismo Dia da Europa. PROPRIEDADE INDUSTRIAL O que é? Para que serve? Teresa Colaço Bolsa do Empreendedorismo Dia da Europa PROPRIEDADE INDUSTRIAL O que é? Para que serve? Teresa Colaço Departamento de Informação e Promoção da Inovação Lisboa 9 Maio 2012 O que é a Propriedade Industrial?

Leia mais

Cerimónia de lançamento do contrato de colaboração entre o Estado Português e o Massachusetts Institute of Technology, MIT

Cerimónia de lançamento do contrato de colaboração entre o Estado Português e o Massachusetts Institute of Technology, MIT Cerimónia de lançamento do contrato de colaboração entre o Estado Português e o Massachusetts Institute of Technology, MIT Centro Cultural de Belém, Lisboa, 11 de Outubro de 2006 Intervenção do Secretário

Leia mais

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação...

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação... Sumário Agradecimentos... 7 Introdução... 9 1 - Um menino fora do seu tempo... 13 2 - O bom atraso e o vestido rosa... 23 3 - O pequeno grande amigo... 35 4 - A vingança... 47 5 - O fim da dor... 55 6

Leia mais

Orientação ao mercado de trabalho para Jovens. 1ª parte. Projeto Super Mercado de Trabalho 1ª parte Luiz Fernando Marca

Orientação ao mercado de trabalho para Jovens. 1ª parte. Projeto Super Mercado de Trabalho 1ª parte Luiz Fernando Marca Orientação ao mercado de trabalho para Jovens 1ª parte APRESENTAÇÃO Muitos dos jovens que estão perto de terminar o segundo grau estão lidando neste momento com duas questões muito importantes: a formação

Leia mais

Os Descobrimentos, a comunicação a nível global e a Conquista do Espaço

Os Descobrimentos, a comunicação a nível global e a Conquista do Espaço Os Descobrimentos, a comunicação a nível global e a Conquista do Espaço Este ponto é aqui. É a nossa casa. Somos nós, numa imagem tirada a partir de 6 mil milhões de quilómetros da Terra pela sonda Voyager

Leia mais

Senhor Ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Senhor Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia,

Senhor Ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Senhor Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, ATO DE POSSE, 9 DE AGOSTO 2013 Emídio Gomes Presidente da CCDR-N Senhor Ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Senhor Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Senhor Secretário

Leia mais

A Revolução Industrial, iniciada na Grà-Bretanha, mudou a maneira de trabalhar e de pensar das pessoas

A Revolução Industrial, iniciada na Grà-Bretanha, mudou a maneira de trabalhar e de pensar das pessoas A Revolução Industrial, iniciada na Grà-Bretanha, mudou a maneira de trabalhar e de pensar das pessoas A industrialização mudou a história do homem. O momento decisivo ocorreu no século XVIII com a proliferação

Leia mais

O dentista que virou dono de restaurante chinês 1

O dentista que virou dono de restaurante chinês 1 O dentista que virou dono de restaurante chinês 1 O cirurgião dentista Robinson Shiba, proprietário da rede China In Box, em 1992 deixava de exercer sua profissão como dentista para inaugurar a primeira

Leia mais

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, Senhores membros do Governo,

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, Senhores membros do Governo, Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, Senhores membros do Governo, De acordo com dados fornecidos pela Organização das Nações Unidas, mais de dez mil milhões de pessoas, repito, dez mil milhões

Leia mais

Crise de 1929 IDADE CONTEMPORÂNEA

Crise de 1929 IDADE CONTEMPORÂNEA IDADE CONTEMPORÂNEA Crise de 1929 Nos anos 1920, os Estados Unidos viveram uma prosperidade nunca antes vivenciada. Ao longo da Primeira Guerra Mundial haviam se tornado a maior economia do mundo e depois

Leia mais

Bom dia, Senhoras e Senhores. Introdução

Bom dia, Senhoras e Senhores. Introdução Bom dia, Senhoras e Senhores Introdução Gostaria de começar por agradecer o amável convite que o Gabinete do Parlamento Europeu em Lisboa me dirigiu para participar neste debate e felicitar os organizadores

Leia mais

COMO GERIR A OFICINA EM TEMPOS DE CRISE? e as oficinas têm de se adaptar às novas

COMO GERIR A OFICINA EM TEMPOS DE CRISE? e as oficinas têm de se adaptar às novas COMO GERIR A OFICINA EM TEMPOS DE CRISE? 1 1 Com esta crise, já não há filas à porta das oficinas, nem listas de marcações com vários dias de espera. Era bom, era, mas já foi! Os tempos são de mudança

Leia mais

01. Com freqüência os meios de comunicação noticiam conflitos na região do Oriente Médio.

01. Com freqüência os meios de comunicação noticiam conflitos na região do Oriente Médio. 01. Com freqüência os meios de comunicação noticiam conflitos na região do Oriente Médio. Sobre essa questão, leia atentamente as afirmativas abaixo: I. Em 11 de setembro de 2001, os EUA sofreram um violento

Leia mais

EXPANSÃO E COLAPSO DO CAPITALISMO

EXPANSÃO E COLAPSO DO CAPITALISMO EXPANSÃO E COLAPSO DO CAPITALISMO 2ªRevolução Industrial HOLDING TRUSTE CARTEL Empresas financeiras que controlam complexos industriais a partir da posse de suas ações. Formação de grandes conglomerados

Leia mais

Você já teve a experiência de enviar um email e, em pouco tempo, ver pedidos de orçamento e vendas sendo concretizadas?

Você já teve a experiência de enviar um email e, em pouco tempo, ver pedidos de orçamento e vendas sendo concretizadas? 2 Você já teve a experiência de enviar um email e, em pouco tempo, ver pedidos de orçamento e vendas sendo concretizadas? É SOBRE ISSO QUE VOU FALAR NESTE TEXTO. A maioria das empresas e profissionais

Leia mais

José Epifânio da Franca (entrevista)

José Epifânio da Franca (entrevista) (entrevista) Podemos alargar a questão até ao ensino secundário Eu diria: até à chegada à universidade. No fundo, em que os jovens já são maiores, têm 18 anos, estarão em condições de entrar de uma maneira,

Leia mais

AULA: 17 Assíncrona. TEMA: Cidadania e Movimentos Sociais DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES HISTÓRIA

AULA: 17 Assíncrona. TEMA: Cidadania e Movimentos Sociais DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES HISTÓRIA CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA AULA: 17 Assíncrona TEMA: Cidadania e Movimentos Sociais 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Conteúdos: China: dominação

Leia mais

IPAM reforça no Porto. Pdg. 76. Por M." João Vieira Pinto

IPAM reforça no Porto. Pdg. 76. Por M. João Vieira Pinto IPAM reforça no Porto Pdg. 76 Por M." João Vieira Pinto IPAM reforça no Porto Afirma-se como lhe Marketing School e ambiciona ser a referência do ensino nesta área. Por isso, ejá a partir do próximo ano,

Leia mais

OS 3 PASSOAS PARA O SUCESSO NA SEGURANÇA PATRIMONIAL

OS 3 PASSOAS PARA O SUCESSO NA SEGURANÇA PATRIMONIAL WWW.SUPERVISORPATRIMONIAL.COM.BR SUPERVISOR PATRIMONIAL ELITE 1 OS 3 PASSOS PARA O SUCESSO NA CARREIRA DA SEGURANÇA PATRIMONIAL Olá, companheiro(a) QAP TOTAL. Muito prazer, meu nome e Vinicius Balbino,

Leia mais

Mobilizar para a saúde ambiental... 12 A mudança leva tempo... 13 Actividades para aprender e mobilizar... 14 As mulheres precisam de uma voz...

Mobilizar para a saúde ambiental... 12 A mudança leva tempo... 13 Actividades para aprender e mobilizar... 14 As mulheres precisam de uma voz... Mobilizar para a saúde ambiental........................... 12 A mudança leva tempo................................... 13 Actividades para aprender e mobilizar........................ 14 As mulheres precisam

Leia mais

Transcrição de Entrevista nº 5

Transcrição de Entrevista nº 5 Transcrição de Entrevista nº 5 E Entrevistador E5 Entrevistado 5 Sexo Feminino Idade 31 anos Área de Formação Engenharia Electrotécnica e Telecomunicações E - Acredita que a educação de uma criança é diferente

Leia mais

Ensino Fundamental II

Ensino Fundamental II Ensino Fundamental II Valor do trabalho: 2.0 Nota: Data: /dezembro/2014 Professora: Angela Disciplina: Geografia Nome: n o : Ano: 8º Trabalho de Recuperação Final de Geografia ORIENTAÇÕES: Leia atentamente

Leia mais

TV Ciência: Que modelos de ajuda para a eliminação da pobreza em Moçambique propõe?

TV Ciência: Que modelos de ajuda para a eliminação da pobreza em Moçambique propõe? TV Ciência: É considerado que as forças da globalização e marginalização são responsáveis por criarem dificuldades ao desenvolvimento. Pode concretizar esta ideia? Jessica Schafer: A globalização como

Leia mais

Sr. Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores Sras. e Srs. Deputados Sra. e Srs. membros do Governo

Sr. Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores Sras. e Srs. Deputados Sra. e Srs. membros do Governo A mulher e o trabalho nos Piedade Lalanda Grupo Parlamentar do Partido Socialista A data de 8 de Março é sempre uma oportunidade para reflectir a realidade da mulher na sociedade, apesar de estes dias

Leia mais

Segredo 11 Como investir em ações para construir riqueza

Segredo 11 Como investir em ações para construir riqueza Segredo 11 Como investir em ações para construir riqueza Um tempo atrás, escrevi um ensaio curto sobre como Warren Buffett havia enriquecido tanto, mas não mencionei o quão rico ele havia se tornado. Com

Leia mais

As empresas farmacêuticas não se importam com a DH, certo?

As empresas farmacêuticas não se importam com a DH, certo? Notícias científicas sobre a Doença de Huntington. Em linguagem simples. Escrito por cientistas. Para toda a comunidade Huntington. Entrevista: Graeme Bilbe, chefe global de Neurociências na Novartis O

Leia mais

MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Palácio de Belém, 1 de Janeiro de 2012 Boa noite, A todos os Portugueses desejo um Bom Ano Novo, feito de paz e de esperança. O ano que

Leia mais

Transcrição de Entrevista n º 22

Transcrição de Entrevista n º 22 Transcrição de Entrevista n º 22 E Entrevistador E22 Entrevistado 22 Sexo Masculino Idade 50 anos Área de Formação Engenharia Electrotécnica E - Acredita que a educação de uma criança é diferente perante

Leia mais

Gestão da Comunicação em Situações de Crise no Ambiente Médico-Hospitalar

Gestão da Comunicação em Situações de Crise no Ambiente Médico-Hospitalar Gestão da Comunicação em Situações de Crise no Ambiente Médico-Hospitalar Sumário Prefácio: Os hospitais não são essenciais Introdução: O sistema hospitalar mudou, mas continua o mesmo! Imagem pública

Leia mais

Nova revolução para pequenas empresas. O nascimento de uma nova estratégia de negócios

Nova revolução para pequenas empresas. O nascimento de uma nova estratégia de negócios O DADO DAS EMPRESAS Nova revolução para pequenas empresas O trabalho é uma parte necessária e importante em nossas vidas. Ele pode ser o caminho para que cada trabalhador consiga atingir seu potencial

Leia mais

Observatório da Criação de Empresas. Observatório da Criação de Empresas

Observatório da Criação de Empresas. Observatório da Criação de Empresas Observatório da Criação de Empresas O Observatório da Criação de Empresas é um projecto desenvolvido pelo IAPMEI, com a colaboração da Rede Portuguesa de Centros de Formalidades das Empresas (CFE), que

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 81 Discurso no jantar oferecido pelo

Leia mais

O incumprimento entre empresas aumenta, em comparação com 2011

O incumprimento entre empresas aumenta, em comparação com 2011 Lisboa, 29 de Maio de 2013 Estudo revela que os atrasos nos pagamentos entre empresas na região da Ásia - Pacífico se agravaram em 2012 - As empresas estão menos optimistas relativamente à recuperação

Leia mais

Pedro Queiroga Carrilho. DESCUBRA O MILIONÁRIO QUE HÁ EM SI Como multiplicar as suas fontes de rendimento

Pedro Queiroga Carrilho. DESCUBRA O MILIONÁRIO QUE HÁ EM SI Como multiplicar as suas fontes de rendimento Pedro Queiroga Carrilho DESCUBRA O MILIONÁRIO QUE HÁ EM SI Como multiplicar as suas fontes de rendimento Descubra o Milionário Que há em Si 2010, Pedro Queiroga Carrilho Todos os direitos reservados ISBN:

Leia mais

As Tecnologias de Informação na minha Vida Pessoal e Profissional

As Tecnologias de Informação na minha Vida Pessoal e Profissional As Tecnologias de Informação na minha Vida Pessoal e Profissional Foi na madrugada de 03 de Agosto de 1972, que nasceu uma linda menina, no Hospital de Faro, e deram-lhe o nome de Fernanda Maria. Essa

Leia mais

Curso de Língua Chinesa, Cultura e Dinâmica de Negócios para Empresários e Gestores na China

Curso de Língua Chinesa, Cultura e Dinâmica de Negócios para Empresários e Gestores na China 2ª Edição Curso de Língua Chinesa, Cultura e Dinâmica de Negócios para Empresários e Gestores na China Realizar Negócios na China é o sonho de qualquer empresário, mas pode ser uma realidade para os que

Leia mais

PROJECTO - FRANCHISING SOCIAL POTENCIADO PELO

PROJECTO - FRANCHISING SOCIAL POTENCIADO PELO PROJECTO - FRANCHISING SOCIAL POTENCIADO PELO MARKETING SOCIAL DESENVOLVIDO PELA CÁRITAS EM PARCERIA COM A IPI CONSULTING NETWORK PORTUGAL As virtualidades da interação entre a economia social e o empreendedorismo

Leia mais

www.euimportador.com

www.euimportador.com Você já pensou ganhar dinheiro usando a internet, montando sua própria loja sem ter que gastar rios de dinheiro com estoque, logística e vários funcionários? Isso é perfeitamente possível e nós chamamos

Leia mais

Orçamento do Estado 2016 Uma Perspectiva Pessoal

Orçamento do Estado 2016 Uma Perspectiva Pessoal Aese Orçamento do Estado 2016 Uma Perspectiva Pessoal Quando o Fórum para a Competitividade me convidou para esta intervenção, na qualidade de empresário, já se sabia que não haveria Orçamento de Estado

Leia mais

ÍNDICE. Prefácio 9» 12 17» 42 19 28 29 32 33 35 37 39 43» 108 44 46 48 52 57 59 61 63 67 70 73 77 81 85 86 88 90 93 95

ÍNDICE. Prefácio 9» 12 17» 42 19 28 29 32 33 35 37 39 43» 108 44 46 48 52 57 59 61 63 67 70 73 77 81 85 86 88 90 93 95 ÍNDICE 9» 12 17» 42 19 28 29 32 33 35 37 39 40 43» 108 44 46 48 52 57 59 61 63 67 70 73 77 81 85 86 88 90 93 95 Prefácio 1. Enquadramento Imagens da China As Raízes do Passado A China e o Ocidente Vários

Leia mais

METODOLOGIAS E PRESSUPOSTOS

METODOLOGIAS E PRESSUPOSTOS 4 METODOLOGIAS E PRESSUPOSTOS 4.1 Introdução Vimos atrás, no ponto 2.9.3, uma justificação e uma descrição resumidas dos pontos que devem ser tratados sob este tema metodologias e pressupostos a adoptar

Leia mais

CARTÃO 1. Entre meia hora e uma hora. Entre uma hora e hora e meia. Entre hora e meia e duas horas. Entre duas horas e duas horas e meia

CARTÃO 1. Entre meia hora e uma hora. Entre uma hora e hora e meia. Entre hora e meia e duas horas. Entre duas horas e duas horas e meia CARTÃO 1 Nenhum Menos de meia hora Entre meia hora e uma hora Entre uma hora e hora e meia Entre hora e meia e duas horas Entre duas horas e duas horas e meia Entre duas horas e meia e três horas Mais

Leia mais

CICLO DE CONFERÊNCIAS "25 ANOS DE PORTUGAL NA UE"

CICLO DE CONFERÊNCIAS 25 ANOS DE PORTUGAL NA UE Boletim Informativo n.º 19 Abril 2011 CICLO DE CONFERÊNCIAS "25 ANOS DE PORTUGAL NA UE" A Câmara Municipal de Lamego no âmbito de atuação do Centro de Informação Europe Direct de Lamego está a promover

Leia mais

0 21 anos: Fase do amadurecimento biológico 21 42 anos: Fase do amadurecimento psicológico mais de 42 anos: Fase do amadurecimento espiritual

0 21 anos: Fase do amadurecimento biológico 21 42 anos: Fase do amadurecimento psicológico mais de 42 anos: Fase do amadurecimento espiritual Por: Rosana Rodrigues Quando comecei a escrever esse artigo, inevitavelmente fiz uma viagem ao meu passado. Lembrei-me do meu processo de escolha de carreira e me dei conta de que minha trajetória foi

Leia mais

Mercados dicas internacionalização

Mercados dicas internacionalização Mercados dicas internacionalização Julho 2012 Breve contexto 2ª Maior economia do mundo, com uma taxa de crescimento média de 10%, nos últimos 30 anos. População chinesa representa 1/5 da população mundial.

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 17 Discurso no encerramento do Fórum

Leia mais

Ensino Vocacional, Técnico e Tecnológico no Reino Unido

Ensino Vocacional, Técnico e Tecnológico no Reino Unido Ensino Vocacional, Técnico e Tecnológico no Reino Unido Apoiar a empregabilidade pela melhora da qualidade do ensino profissionalizante UK Skills Seminar Series 2014 15 British Council UK Skills Seminar

Leia mais

Tecnologias de Informação

Tecnologias de Informação Sistemas Empresariais Enterprise Resource Planning (ERP): Sistema que armazena, processa e organiza todos os dados e processos da empresa de um forma integrada e automatizada Os ERP tem progressivamente

Leia mais

Curso Geral de Gestão. Pós Graduação

Curso Geral de Gestão. Pós Graduação Curso Geral de Gestão Pós Graduação Curso Geral de Gestão Pós Graduação Participamos num processo acelerado de transformações sociais, políticas e tecnológicas que alteram radicalmente o contexto e as

Leia mais

FUNDAÇÃO PARA A SAÚDE. António Sampaio da Nóvoa. 27 de Setembro, 17 horas

FUNDAÇÃO PARA A SAÚDE. António Sampaio da Nóvoa. 27 de Setembro, 17 horas FUNDAÇÃO PARA A SAÚDE António Sampaio da Nóvoa 27 de Setembro, 17 horas Foi uma grande imprudência ter aceitado este convite. No meio de tantas pessoas que conhecem tudo deste campo, que posso eu dizer?

Leia mais

EMPREENDEDORISMO UNIMÓDULO

EMPREENDEDORISMO UNIMÓDULO EMPREENDEDORISMO UNIMÓDULO Prof. Ricardo Suñer Romera Neto rsromera@hotmail.com Prof. Ricardo Suñer Romera Neto 1 Ementa Estudo dos fundamentos, experiências e conhecimentos acumulados a respeito das atividades

Leia mais

ajudam a lançar negócios

ajudam a lançar negócios Capa Estudantes portugueses ajudam a lançar negócios em Moçambique Rafael Simão, Rosália Rodrigues e Tiago Freire não hesitaram em fazer as malas e rumar a África. Usaram a sua experiência para construírem

Leia mais

2ª Conferência. Cresce e Empreende! Projecto Sports For All. Fundação Aragão Pinto. Real Colégio de Portugal. Bruno de Carvalho 23 de Outubro de 2012

2ª Conferência. Cresce e Empreende! Projecto Sports For All. Fundação Aragão Pinto. Real Colégio de Portugal. Bruno de Carvalho 23 de Outubro de 2012 2ª Conferência Cresce e Empreende! Projecto Sports For All Fundação Aragão Pinto Real Colégio de Portugal Bruno de Carvalho 23 de Outubro de 2012 CRESCE! O que é crescer? Dicionário: Desenvolver-se; Tornar-se

Leia mais

Pai Rico, Pai Pobre. Faculdade São Judas Tadeu Curso: Administração de Empresas Teoria Geral da Administração II

Pai Rico, Pai Pobre. Faculdade São Judas Tadeu Curso: Administração de Empresas Teoria Geral da Administração II Faculdade São Judas Tadeu Curso: Administração de Empresas Teoria Geral da Administração II Pai Rico, Pai Pobre Conta a história de Robert Kiyosaki e seu amigo Mike. Robert era filho de um professor universitário,

Leia mais

CAMINHO DAS PEDRAS Renata Neves

CAMINHO DAS PEDRAS Renata Neves CAMINHO DAS PEDRAS Renata Neves Estado de Minas Março de 2001 O método criado pelo professor Fernando Dolabela ensina empreendedorismo a 40 mil alunos por ano. Fernando Dolabela da aula de como abrir um

Leia mais

O fim das distâncias!...

O fim das distâncias!... O fim das distâncias!... CAIRNCROSS, Frances. O fim das distâncias: como a revolução nas comunicações transformará nossas vidas. São Paulo: Nobel/Exame, 2000. 341 p. Frances Cairncross é editora-chefe

Leia mais

Opening Remarks. Roadshow Portugal Global. Lisboa. Lisboa. Julho 15, 2015. Miguel Frasquilho

Opening Remarks. Roadshow Portugal Global. Lisboa. Lisboa. Julho 15, 2015. Miguel Frasquilho Roadshow Portugal Global Lisboa Opening Remarks Julho 15, 2015 Lisboa Miguel Frasquilho Presidente do Conselho de Administração, AICEP Portugal Global Senhores Empresários, Distintas Entidades aqui presentes,

Leia mais

SESSÃO 2: Explorando Profissões

SESSÃO 2: Explorando Profissões SESSÃO 2: Explorando Profissões CURRÍCULO DE PROGRAMA Muitas meninas adolescentes (e adultos também) dizem que não tem ideia do que querem fazer com o resto de suas vidas. Embora que algumas meninas sonham

Leia mais

Eng.ª Ana Paula Vitorino. por ocasião da

Eng.ª Ana Paula Vitorino. por ocasião da INTERVENÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA A SECRETÁRIA DE ESTADO DOS TRANSPORTES Eng.ª Ana Paula Vitorino por ocasião da Sessão de Encerramento do Colóquio PORTO DE AVEIRO: ESTRATÉGIA E FUTURO, Ílhavo Museu Marítimo

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO. Desenvolvimento de uma política comunitária de aviação civil em relação à Austrália

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO. Desenvolvimento de uma política comunitária de aviação civil em relação à Austrália COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 05.09.2005 COM(2005) 408 final COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO Desenvolvimento de uma política comunitária de aviação civil em relação à Austrália 1. INTRODUÇÃO 1.1

Leia mais

Motivar a sua equipe: O grande desafio da Liderança

Motivar a sua equipe: O grande desafio da Liderança Motivar a sua equipe: O grande desafio da Liderança Existem diversos textos sobre Gestão sendo publicados diariamente, e dentre eles, muitos tratam do tema liderança, que certamente é um dos assuntos mais

Leia mais

ENTERPRISE 2020 Inteligente Sustentável Inclusivo

ENTERPRISE 2020 Inteligente Sustentável Inclusivo ENTERPRISE 2020 Inteligente Sustentável Inclusivo With the support of the European Commission and the Belgian Presidency of the European Union Porquê Enterprise 2020? Os desafios económicos, sociais e

Leia mais