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1 ISSN INTERFACE TECNOLÓGICA volume 8 - número q t Taquaritinga

2 Taquaritinga - SP Interface Tecnológica v. 8 n. 1 p

3 Interface Tecnológica Publicação Anual Volume 8, Número 1, 2011 Editora Responsável Elaine Therezinha Assirati Conselho Editorial Ana Teresa Colenci Trevelin (FATEC-Tq) Andreia da Silva Santos (Universidade Estadual da Paraíba) Angelita S. Gasparotto (FATEC-Tq) Aparecido Doniseti da Costa (FATEC-Tq) Carlos Manuel Mesquita Morais (Universidade do Minho Portugal) Carlos Roberto Regattieri (FATEC-Tq) Daniela Gibertoni (FATEC-Tq) Elaine Therezinha Assirati (FATEC-Tq) Filomena M. Cordeiro Moita (Universidade Estadual da Paraíba) Gilberto Aparecido Rodrigues (FATEC-Tq) Jairo A. V. Lopez (Universidade del Cauca Colombia) Javier F. Cadavieco (Universidade Oviedo Espanha) João José Marques (Instituto de Educação da Universidade do Minho - Portugal) Lina Chovano (Universidade de Maputo Moçambique) Luciana A. Casemiro (Univeridade de Franca) Luciana Maria Saran (UNESP Jaboticabal) Luisa Miranda (Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Bragança Portugal) Marco Antonio Alves Pereira (FATEC-Tq) Maria de Fátima Goulão (Universidade Aberta Portugal) Martin Mundo Neto (FATEC-Tq) Mercedes De La Oliva (Universidade Metropolitana de Caracas Venezuela) Mirian R. M. Carrijo (Universidade Federal Presidente Antonio Carlos - Minas Gerais) Mirley R. Moreira (UNESP Rio Claro) Nilsa Cherinda (Universidade Eduardo Mondeane Maputo Moçambique) Paula Pavarina (UNESP Franca) Roberto Garcés Gonzáles (Universidad Central Marta Abreu de Las Villas - Cuba) Teresa Pombo (Universidade de Lisboa) Conselho Consultivo Ana Teresa Colenci Trevelin (FATEC Tq) Andreza R. Lopes da Silva (Universidade Federal de Santa Catarina) Angelita S. Gasparotto (FATEC-Tq) Antonio Heiffig Jr. (FATEC Tq) Fernando Pimentel (Universidade Federal de Alagoas) Luiz Roberto Wagner (UNIESP Taquaritinga) Mara Mellini Jabur (FATEC-Tq) Marcelo Torres (FATEC-Tq) Maria Jose Sosa Díaz (Universidade de Extremadura Espanha) Martin Mundo Neto (FATEC-Tq / USP São Carlos) Moacir Bertaci (FATEC- Tq) Patrícia Primo Lourençano (FATEC-Tq) Rosiris Maturo Domingues (SENAC São Paulo) Thaís Tezani (UNESP Bauru) Revisão de Inglês Elaine T. Assirati Kátia Cristina Galatti Mirela de Lima Piteli Apoio Tecnológico Diogo de Almeida Daniela Gibertoni Marco Antonio Alves Pereira Desenvolvedor Web Diogo de Almeida Projeto Gráfico e Capa Fábio José Moretti Plínio Nogueira de Arruda Sampaio Impressão e Encadernação Santa Terezinha gráfica & editora - Gráfica Multipress Ltda. Av. Carlos Berchieri, 1671 N. Jaboticabal Jaboticabal SP - Fone/Fax: (16) CENTRO PAULA SOUZA Faculdade de Tecnologia de Taquaritinga FATEC-Tq Av. Dr. Flávio Henrique Lemos, 585 Portal Itamaracá Taquaritinga SP Brasil Fone: (16) (16) Fax: (16)

4 APRESENTAÇÃO A vida está cheia de desafios que, se aproveitados de forma criativa, transformam-se em oportunidades. De autoria de Marxwell Maltz, esta afirmação ajusta-se de modo exemplar à trajetória da Revista Interface Tecnológica, que nasceu como uma resposta desafiadora aos anseios da Fatec Taquaritinga e hoje transformou-se em uma fonte de oportunidades de divulgação científica e tecnológica. Diferentes temas compõem a 8ª edição da Interface Tecnológica e podem ser agrupados em três principais: informática, negócios e publicidade. Inevitavelmente a informática é ferramenta de apoio e muitas vezes desempenha papel fundamental para os profissionais do atual mercado de trabalho. Deste modo, o leitor poderá dominar um pouco mais essa área por meio dos artigos que tratam da Segurança da Informação do Windows Server, a Criação de um Ambiente Virtual de Aprendizagem e também o Bullying e Cyberbullying presentes em nossos ambientes educacionais. O profissional perspicaz está constantemente analisando o mercado e procurando identificar possíveis oportunidades de negócio. Os textos que discutem a Agricultura Familiar, que tratam dos Fundos Privados com Governança e por fim a Análise dos Índices de Liquidez e Rentabilidade servirão muito bem a esse propósito. E pouco adiantaria tudo isso se a publicidade não desempenhasse seu papel com esmero. No campo da publicidade a polissemia pode ser explorada como uma maneira de divulgar produtos e serviços. Esse é o desafio desta edição da Interface Tecnológica: oferecer conhecimentos para informatizar, analisar e divulgar. Boa leitura e muito sucesso. Prof. MSc. Aparecido Doniseti da Costa Professor e Coordenador do Curso de Sistemas para Internet AGRADECIMENTO À Profª Drª Ana Teresa Colenci Trevelin, pela relevante contribuição a esta revista. Profa. Dra. Elaine T. Assirati Editora

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6 SUMÁRIO / SUMMARY Artigos 7 O PROCESSO DE IMPLEMENTAÇÃO DE UM AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM EM UMA FACULDADE DE TECNOLOGIA IMPLEMENTATION OF A VIRTUAL LEARNING ENVIRONMENT IN A CENTER OF TECHNOLOGICAL EDUCATION Diogo de Almeida Ana Teresa Colenci Trevelin Júlio Adriano Pin Marco Antonio Alves Pereira 17 SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO: UM ESTUDO SOBRE FERRAMENTAS DE SEGURANÇA PRESENTES NO WINDOWS SERVER INFORMATION SECURITY: A STUDY ON SECURITY TOOLS IN WINDOWS SERVER Edvaldo Ferreira do Nascimento 27 Violência no Século XXI: Bullying e Cyberbullying Violence in the XXI Century: Bullying and Cyberbullying Arlete Piccolo de Oliveira Aparecido Donizeti Costa Elaine Therezinha Assirati 35 ANÁLISE DOS ÍNDICES DE LIQUIDEZ E RENTABILIDADE DE UMA EMPRESA DO SETOR DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO ANALYSIS OF LIQUIDITY RATIOS AND PROFITABILITY OF A COMPANY IN THE BRAZILIAN AGRIBUSINESS SECTOR Daltro Cella Marco Antonio Alves de Souza José Valmir Appis 51 UMA ANÁLISE DA AGRICULTURA FAMILIAR NO MUNICÍPIO DE TAQUARITINGA AN ANALYSIS OF THE FAMILY FARMING IN THE CITY OF TAQUARITINGA Paulo Henrique Pessuti Marcelo Rodolfo Picchi

7 61 6 FUNDOS PRIVADOS COM GOVERNANÇA: Almeida, D. de A et al. RECENTE ATUAÇÃO DA BNDESPAR NA CONSTRUÇÃO DO MODELO BRASILEIRO DE PRIVATE EQUITIES. PRIVATE FUNDS WITH GOVERNANCE: THE BNDESPAR RECENT PERFORMANCE IN THE BUILDING OF A BRAZILIAN MODEL OF PRIVATE EQUITIES. Martin Mundo Neto Wellington Afonso Desidério Júlio César Donadone 73 A POLISSEMIA NA PUBLICIDADE: MECANISMO SEMÂNTICO E PRAGMÁTICO POLYSEMY IN ADVERTISING: SEMANTIC AND PRAGMATIC MECHANISM Luiz Roberto Wagner

8 O PROCESSO DE IMPLEMENTAÇÃO DE UM AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM EM UMA FACULDADE DE TECNOLOGIA IMPLEMENTATION OF A VIRTUAL LEARNING ENVIRONMENT IN A CENTER OF TECHNOLOGICAL EDUCATION 1 Diogo de Almeida 1 Ana Teresa Colenci Trevelin 2 Júlio Adriano Pin 3 Marco Antonio Alves Pereira 4 RESUMO Atividades de ensino não são exclusivas de ambientes presenciais. As Tecnologias de Informação e Comunicação tem crescido a cada dia. Essa foi uma necessidade da Fatec. Assim, foi implementado o Moodle, uma ferramenta que vem sendo disseminada devido ao sucesso e a popularização da internet. Esta plataforma de ensino a distância apóia o processo de ensino e aprendizagem, através dela, o professor pode promover batepapo, fórum e wiki para incentivar discussões além de aplicar provas, oferecer listas de exercícios entre outros recursos cabíveis nos métodos de ensino do professor. O código fonte Moodle é aberto, facilitando a contribuição de diversos programadores. O ambiente utilizado para a implantação do Moodle, é o Linux, Apache, MySQL e PHP. O custo para a implantação é apenas o dispendido com a mão-de-obra. Este trabalho teve por objetivo fazer uma revisão bibliográfica acerca do tema e descrever a implantação do Moodle em uma Faculdade de Tecnologia. Palavras-chave: Moodle. Tecnologias da Informação e Comunicação. Ambiente Virtual de Aprendizagem. INTRODUÇÃO Segundo Kenski (1999), desde que as Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) começaram a se expandir pela sociedade, muitas mudanças ocorreram nas formas de ensinar e de aprender. Independente do uso maior ou menor dos equipamentos didáticos em sala de aula, professores e alu- 1 Fatec Taquaritinga. Graduado em Processamento de Dados Doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade de São Paulo, Brasil(2007) Graduado em Processamento de Dados Mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade de São Paulo/SC, Brasil(2001) - fatectq.edu.br Interface Tecnológica, v. 8, n. 1, p. 7-15, 2011

9 8 Almeida, D. de et al. nos têm contato com as mais diversas mídias e com isso absorvem informações incorporadas a partir destas interações e que se tornam referências. Essas mediações sinalizam que as atividades de ensino e aprendizagem não são exclusivas dos ambientes presenciais. Kenski (1999) ainda afirma que na realidade, o processo educacional é predominantemente semipresencial uma vez que é impossível pensar que todas as atividades educativas previstas ocorram exclusivamente no espaço da escola, em sala de aula e diante da figura do professor. Ocorre que, conforme aponta Martins (1991), as novas tecnologias da informação apresentam consequências tanto para a prática docente como para o processo de aprendizagem e isso gera uma certa resistência por parte de alguns agentes envolvidos. É preciso salientar que a tecnologia e a educação sempre andaram de mãos dadas. As tecnologias ampliam possibilidades de ensino para além do curto e delimitado espaço de presença física de professores e alunos em uma sala de aula e, ainda segundo Kenski (1999) a possibilidade de interação entre professores, alunos, pessoas, objetos e informações que estejam envolvidos no processo redefine toda a dinâmica de aula e cria novos vínculos entre seus participantes. Assim, o uso adequado das tecnologias em atividades de ensino a distância podem criar laços de aproximações bem mais firmes do que as interações que ocorrem em sala de aula. Alguns professores sentiram a necessidade de utilizar um ambiente virtual de aprendizagem para apoiar as atividades de ensino ministradas em sala de aula. O Moodle foi o ambiente escolhido pela faculdade por ser a ferramenta mais disseminada no meio, por ser gratuito e também por ter sua base toda aberta facilitando a contribuição de diversos programadores, o Moodle é um ambiente virtual de aprendizagem que oferece aos professores a possibilidade de criar e conduzir cursos presenciais e a distância através de atividades previamente elaboradas. Este artigo relata a experiência de implantação do Moodle em uma Faculdade de Tecnologia, suas características, o processo de disponibilização do serviço aos docentes e alunos, bem como a configuração do ambiente de T.I. necessário ao seu funcionamento. 1. MOODLE (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment) O Moodle é uma ferramenta livre e de com código aberto, por isso está sob a licença pública GNU e se enquadra na categoria de AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem). Esta ferramenta tem como base o construcionismo social que de acordo com Dougiamas, (2009, p.1) seu criador, não só trata a aprendizagem como uma atividade social, mas focaliza a atenção na aprendizagem que acontece enquanto se constrói ativamente artefatos como textos, por exemplo, para que outros vejam ou utilizem. Interface Tecnológica, v. 8, n. 1, p. 7-15, 2011

10 O processo de implementação de um ambiente virtual de aprendizagem em uma faculdade de tecnologia 9 A primeira versão lançada foi em 20 de agosto de 2002 e era dirigida a turmas pequenas. Desde então, foram lançadas uma série de novas versões acrescentando melhorias em recursos, escalabilidade e desempenho. Atualmente o Moodle é utilizado nas universidades mais renomadas do país e em escolas secundárias também. Para Pulino (2009) com o Moodle é possível criar várias atividades no contexto de colaboração e aprendizagem, entre elas estão: Disponibilizar Materiais on line: Os materiais são todos os tipos de conteúdos que serão apresentados no curso. Podem ser documentos arquivados no servidor, páginas criadas com o uso do editor de textos ou arquivos de outros sites visualizados no ambiente do curso. Wiki: é uma ferramenta para construção de texto colaborativo, onde um autor inicial cria um texto e os outros colaboradores tema possibilidade de contribuir com informações adicionais; Fórum: é uma ferramenta de comunicação muito versátil. Permite a troca de conhecimento entre alunos e professor de forma assíncrona, onde todos podem facilmente participar do desenvolvimento das discussões sobre um determinado assunto. Pode servir para: o Discussão de temas relativos ao conteúdo, com mediação; o Mini blog, onde cada aluno pode criar sua página pessoal; o Mural, para exposição de trabalhos; o Espaço para reflexão coletiva ou discussão de texto; o Estudos de caso; o Construção de trabalhos e projetos. Sala de bate papo ou chat: é uma ferramenta para troca de informações síncronas onde os participantes podem conversar em tempo real, sendo semelhante a outros mensageiros instantâneos, como por exemplo, o Windows Live Messenger. É necessário que todos os participantes estejam on-line, diferente do fórum que permite mensagens off-line. A sessão de chat pode ser agendada com horário de início e fim. Os registros do chat ficam disponíveis para consulta posterior. Tarefas: permitem ao professor ler, avaliar e comentar as produções dos seus alunos. Se dividem em quatro tipos, sendo a primeira o texto on-line onde o aluno digita no próprio Moodle a partir de uma janela muito parecida com o bloco de notas, a segunda é o envio de arquivo único, onde o aluno produz um texto e faz um upload para o Moodle, para esse caso é recomendado que o arquivo seja enviado no formato RTF (Rich Text Format), a terceira é a atividade off-line onde é usada para atribuir nota aos trabalhos feitos de uma forma não digital e possibilita ver notas e comentários no Moodle, a quarta é a modalidade avançada de carregamento de arquivos, que podem ser em qualquer formato, desta forma permitindo a troca de material didático entre aluno e professor de uma forma centralizada e automatizada. É importante ressaltar que as notas ficam disponíveis para conhecimento do aluno, que terá acesso somente a sua própria tarefa e nota. Glossário: usado para ajudar no aprendizado do vocabulário da área de estudo, possibilitando a rápida absorção de palavras criadas por especialistas que tentam comunicar novas idéias e verbetes. É colaborativo, ou seja, todos podem inserir itens. É importante que o professor acompanhe o trabalho dos alunos, fazendo comentários e enriquecendo as definições. Interface Tecnológica, v. 8, n. 1, p. 7-15, 2011

11 10 Almeida, D. de et al. Lição: ferramenta em Moodle que possibilita que o aluno leia um texto, veja imagens e animações e depois responda a questões que mudam dependendo dos acertos. As questões mudam de acordo com a resposta, desde que o professor monte ramificações para as questões dentro da ferramenta. Questionário: usado para avaliação de desempenho da aprendizagem, através de um teste bem elaborado é possível que o professor avalie estatísticas, e possa melhorar o conteúdo de suas aulas para melhorar o aprendizado. É possível montar questões de múltipla escolha, dissertativa, associativa, e questões embutidas em texto, é possível também estipular o tempo para cada resposta, o número de tentativas para cada pergunta podendo subtrair pontos para cada tentativa e embaralhar as questões de um banco de dados para que cada aluno responda questões diferentes a cada momento. Após o questionário é possível que o aluno receba um feedback para as respostas em relação à sala. 2. Requisitos para Instalação do Moodle O Moodle é implantado principalmente em sistemas operacionais Linux, usando Apache, MySQL e PHP (a combinação habitualmente designada de plataforma LAMP), mas também é testado regularmente com PostgreSQL e nos sistemas operativos Windows XP, Mac OS X e Netware 6. (Moodle docs, 2008, p.1). Antes de se iniciar a instalação do Moodle é necessário que a máquina tenha um servidor web instalado e configurado, suporte para a linguagem PHP e um servidor de base de dados devidamente configurado. O Linux é disponibilizado sob a licença GPL que possibilita que muitos usem e melhorem o código, e é um conjunto de Kernel, drivers, bibliotecas, aplicativos e outros componentes. (MORIMOTO, 2009) Entre os sistemas operacionais, Linux existe mais de 600 distribuições, é o sistema operacional adotado para muitas aplicações web devido a sua maturidade, segurança, modularidade, rápido desenvolvimento para correção de bugs, compatibilidade com várias aplicações especificas, e ainda é gratuito. Todas essas características tornam o sistema estável e leve sanando as necessidades dos grandes ambientes de aplicação crítica. O Linux escolhido para a instalação foi o OpenSUSE 11.3 de 64 bits por ser a última versão estável, foi feito o download da imagem do sistema operacional no site opensuse.org. Durante a instalação é possível escolher o idioma, o layout de teclado, configuração do relógio e fuso horário, área de trabalho com Gnome ou KDE, o particionamento do disco, senha para usuário e administrador. Na configuração de instalação deve-se editar a lista de software e adicionar o ambiente LAMP na instalação, ainda na edição da lista de software deve-se ir ao ícone detalhes, pesquisar as bibliotecas do php e selecionar as essenciais: curl-php, php-zip, php5-xml, intltool, hp5-gd, php5-ctype, php5-iconv, freetype, php5-mbstring e php5-zlib. No início da web com apenas páginas estáticas os componentes necessários (TEIXEIRA, 2004, P.13) eram os browsers, o protocolo HTTP (Hypertext Transfer Protocol), os servidores web, os documen- Interface Tecnológica, v. 8, n. 1, p. 7-15, 2011

12 O processo de implementação de um ambiente virtual de aprendizagem em uma faculdade de tecnologia 11 tos HTML (Hypertext Markup Language) e o sistema de nomenclatura de hosts e documentos (as URLs (Uniforme Resource Locator)). No final de 1995 surge a possibilidade de páginas dinâmicas com CGI (Common Gateway Interface), acrescentando a maneira de iniciar outra aplicação no lado servidor a partir do browser. (TEIXEIRA, 2004). Para criar uma interação cliente-servidor baseada em páginas dinâmicas é necessário um servidor web, dentre eles podemos citar Apache HTTP Server, BadBlue, Boa, Caudium, uma derivação do Roxen, Covalent Enterprise Ready Server (baseado no Apache HTTP Server), Fnord, IBM HTTP Server (baseado no Apache HTTP Server, antigo Domino Go Webserver), Internet Information Services (IIS) da Microsoft, Light HTTP Server (lighttpd), NaviServer, Nginx, Oracle HTTP Server (baseado no Apache HTTP Server), Roxen, Sun Java System Web (Server da Sun Microsystems, antigo Sun ONE Web Server, iplanet Web Server, and Netscape Enterprise Server), Thttpd da ACME Laboratories, Zeus Web Server, AOLWebServer. Os servidores web são a espinha dorsal da Internet, são eles que hospedam todas as páginas, incluindo os mecanismos de busca e servem como base para todo tipo de aplicativo via web, incluindo os webmails. No futuro, esta tendência deve se acentuar, com páginas web dinâmicas e aplicativos via web substituindo cada vez mais os aplicativos desktop. (MORIMOTO, 2008, cap.6 p.1). O Apache é mais usual, porém o Moodle deve funcionar em todos. Ele é um dos servidores web mais antigos e um dos mais seguros, e possui inúmeros módulos, que adicionam suporte aos mais exóticos recursos. O Apache em si oferece suporte apenas a recursos estáticos, mas ele pode ser expandido através de módulos, passando a suportar scripts em PHP, acessar bancos de dados MySQL, entre inúmeros outros recursos. Sempre que é solicitada uma página em PHP ou outra linguagem, entra em ação o módulo apropriado, que faz o processamento necessário e devolve ao Apache a página html que será exibida. Outros recursos populares são a encriptação de páginas em SSL (Secure Socket Layer), necessário para a criação de páginas seguras (usadas em lojas virtuais, por exemplo) e sistemas de geração de relatórios de acesso, como o Webalizer. (MORIMOTO, 2008, cap.6 p.2). De acordo com Morimoto (2008) o PHP assim que surgiu foi aceito rapidamente para criação de páginas dinâmicas, pois a linguagem é bastante flexível e segura. O interpretador PHP fica carregado continuamente na memória esperando por comando que podem vir do servidor Web diferente de um script CGI que precisa ser carregado na memória toda vez que é feita uma requisição. De acordo com Date (2000) base de dados é uma coleção de dados logicamente relacionados com algum significado. Um SGBD (Sistema Gerenciador de Base de Dados) é uma coleção de programas que permitem aos usuários criarem e manipularem uma base de dados. Partindo desses conceitos através dessas abordagens tem-se potencial para obrigar a padronização; Flexibilidade; Redução do Tempo de desenvolvimento de aplicações e Disponibilidade de informações atualizadas. O MySQL, Firebird, MS-SQLServer, Oracle, PostgreSQL e DB2 são os SGBDs mais comuns. Interface Tecnológica, v. 8, n. 1, p. 7-15, 2011

13 12 Almeida, D. de et al. O Moodle funciona perfeitamente com Mysql, porém o PostgreSQL também é recomendado pela comunidade que utiliza e colabora com a plataforma. Para MORIMOTO (2008,cap.6 p.9) o MySQL é um banco de dados (BD) extremamente versátil, usado para os mais diversos fins. Pode-se acessar o BD a partir de um script PHP, através de um aplicativo em C, C++, ou praticamente qualquer outra linguagem. 3. Implantação na Fatec Dentro da Faculdade de Tecnologia de Taquaritinga - FATEC, a Coordenadoria de laboratório de Informática (CLI), divisão responsável pela informática na unidade, começou o processo de implantação do moodle em 2008, com o objetivo de aprofundar os estudos em uma plataforma de ensino a distância e fornecer ao professor uma opção de disponibilizar material on-line para os alunos. Para implantar o sistema, foram utilizados recursos de hardware e rede que a própria unidade tinha disponível. A fim de otimizar o hardware da instituição, foi criada uma máquina virtual com o sistema operacional Linux e banco de dados MySQL, ambos livres e contemplando a idéia do construcionismo social de Martin Dougiamas. A versão escolhida para a instalação do Moodle foi a 1.9 por ser a mais estável naquele momento. Num primeiro momento foi montado um servidor web dedicado apenas a plataforma, para que se pudesse fazer testes e estudos mais precisos e sem afetar os outros serviços on-line vigentes na Instituição. Desde o momento da primeira instalação até o ambiente entrar em produção, a plataforma foi configurada cinco vezes, sendo que duas delas foram realizadas atualizações de versão. Sua primeira reinstalação ocorreu logo após a primeira instalação em 2008, quando identificada a necessidade de melhorar a quantidade de hardware disponível na máquina, inclusive o tamanho de HD. Em 2009, outra reinstalação ocorreu em função de um bug identificado pela própria pela própria comunidade moodle.org. Este erro acontecia quando se tentava atualizar o Moodle. Em 2010, em função da reestruturação da rede da unidade, o Moodle foi integrado com o mesmo servidor web que sustenta a website da Instituição, utilizando apenas uma base de dados. Atualmente a plataforma funciona em um servidor dedicado, com autenticação LDAP, a mesma utilizada na rede interna da Instituição, porém a base de dados continua integrada com o site da Fatec. Hoje a equipe responsável estuda os possíveis impactos para atualizar para a versão 2.0. A atualização é traumática devido a grandes mudanças em tabelas do Baco de dados. O próprio Moodle disponibiliza ferramentas para facilitar a migração, mas o risco de perda de informação ainda é grande O Processo de Instalação Para dar início ao processo de instalação do Moodle na Faculdade de Tecnologia de Taquaritinga, foi Interface Tecnológica, v. 8, n. 1, p. 7-15, 2011

14 O processo de implementação de um ambiente virtual de aprendizagem em uma faculdade de tecnologia 13 realizado um download da plataforma Moodle no site oficial do moodle.org. Neste mesmo endereço foi realizado um registro de uso da plataforma para esta unidade. Com o registro, possibilitou-se que a equipe responsável realizasse atualizações regularmente, além de poderem participar de fóruns de apoio e otimização da plataforma. Antes da instalação foi necessário criar o diretório /moodle/moodledata para armazenar os dados referentes aos cursos, com o mesmo dono e grupo do usuário apache (chown wwwrun:www R moodle) Em seguida, marcou-se o arquivo como executável (chmod +x moodle-weekly-20.tgz), ao descompactou-se o moodle dentro do diretório /srv/www/htdocs com (tar -xzfv moodle-weekly-20.tgz) abriu-se o browser com a url e por último foi determinado o idioma para a instalação. Nas etapas de instalação, foi feita a escolha do driver para a base de dados (MySQL), confirmou-se os caminhos para endereço web (localhost), o diretório onde está o código fonte do Moodle e o diretório de dados, além de ter sido necessário configurar os parâmetros para a conexão com o banco de dados e concordado com os direitos autorais. Passando por estas etapas o processo de instalação foi concluído. Após a instalação foi necessário configurar a conta do administrador principal do ambiente preenchendo os campos obrigatórios solicitados, como nome, nome de usuário, Senha, entre outros não obrigatórios. Após seguir esses passos, o Moodle foi instalado e configurado para uso. Ao término da instalação foi necessário iniciar os serviços do apache (rcapache2 start) e do Mysql (rcmysql start), também criar uma senha de root para o MySQL (mysqladmin u root password ps senhaaqui) e uma base de dados no qual o Moodle (CREATE DATABASE moodledb;) armazena os dados O Moodle na Prática Docente A equipe de implantação ao apresentar a plataforma aos professores se deparou com diferentes situações: para alguns utilizar o Moodle era uma novidade interessante apesar da dificuldade encontrada em utilizar o software; para outros uma experiência terrível em função de já terem tido contato sem sucesso em experiências anteriores em outras faculdades. Dessa forma e com o intuito de alcançar o objetivo almejado, após a instalação, em 2009 o experimento contou com a participação inicial de apenas dois professores e duas turmas de alunos, com a disponibilização de material on-line e aplicação de avaliação a partir de um banco de questões. Como pontos positivos, além de todas as facilidades já citadas anteriormente verificou-se que à partir da utilização da plataforma foi possível, nessas disciplinas facilitar o trabalho do professor ao pre- Interface Tecnológica, v. 8, n. 1, p. 7-15, 2011

15 14 Almeida, D. de et al. parar questões de avaliação e exercícios além de dar um feedback mais rápido aos alunos no que se refere à correção de provas e trabalhos. Como pontos negativos, houve uma dificuldade de acesso em função dos usuários precisarem memorizar uma senha a mais e um novo endereço. Muitos alunos esqueciam esses dados e isso gerava retrabalho para os administradores do Moodle. Para resolver esse problema, foi implementada a autenticação LDAP que permite que a senha e o usuário sejam o mesmo já utilizados na rede interna da Instituição. O ambiente tem crescido a cada semestre e atualmente conta com mais de vinte cursos criados. A plataforma pode auxiliar as mais diversas disciplinas, nas básicas, como matemática onde o aluno apresenta mais dificuldade, nas específicas, como disciplinas de programação, nas teóricas que cabe disponibilizar mais estudos de caso como, por exemplo, as disciplinas de administração até as mais práticas que necessitam do aluno enviar trabalhos aos professores. CONCLUSÃO Atualmente, discutir a presença de elementos tecnológicos como suporte ao ensino presencial torna- -se uma questão crucial e pensar nesses elementos como suporte ao fazer pedagógico é um grande desafio uma vez que existe certa resistência as mudanças por parte das pessoas envolvidas. Para uma Instituição que forma profissionais de ensino superior na área tecnológica a preocupação com esses elementos deve ser uma constante. O uso de tecnologia, de ambientes virtuais, de recursos áudio-visuais devem estar a frente das preocupações da Instituição. Através das Tecnologias da Informação e dos AVA, é possível ampliar a interação no processo de ensino e aprendizagem. Não se trata apenas de modismo. O Moodle como plataforma de gestão de ensino e aprendizagem facilita a interação do professor com o aluno além de facilitar a entrega de trabalhos e sua correção em um ambiente de sala de aula virtual, que pode ser acessado a qualquer hora e em qualquer lugar. Partindo desse pressuposto e da necessidade da Instituição em ampliar seu ambiente de aprendizagem, a equipe responsável pela TI da Instituição ficou incumbida de instalar e implantar o Moodle na Faculdade de Tecnologia de Taquaritinga. Foi um grande desafio por se tratar de um projeto pioneiro e desafiador. No início houve uma certa resistência mas atualmente, apesar do impacto inicial há um grande aceite e a maioria dos professores já estão aderindo à sua utilização. Além disso, os alunos reconhecem melhorias na aprendizagem e facilidade em acessar o material disponibilizado pelo professor. Em vista das vantagens apresentadas, como perspectiva futura pretende-se otimizar a plataforma e ampliar sua utilização para todas as disciplinas da Instituição. Interface Tecnológica, v. 8, n. 1, p. 7-15, 2011

16 O processo de implementação de um ambiente virtual de aprendizagem em uma faculdade de tecnologia 15 ABSTRACT Moodle is a tool which has been widespread used due to the success and popularity of the Internet. This distance learning platform supports the process of teaching and learning, and through it, the teacher can promote online chat, forum and wiki to encourage discussions in addition to applying tests, offering lists of exercises and other resources in reasonable teacher s teaching methods. The Moodle is open source, facilitating the contribution of several programmers. The environment used for the implementation of Moodleis Linux, Apache, MySQL and PHP. The cost for deployment is spent only with the workmanship. This study aimed to review the literature on the subject and describe the implementation of Moodle in the Faculty of Technology. KEYWORDS: Moodle. Communication and Information Technology. Virtual Learning Environment. REFERÊNCIAS COMMER, D. E. Internetworking with TCP/IP: Principles, Protocols and Architecture. 4. ed. Prentice Hall, DATE, C. J. Introdução a Sistema de Banco de Dados. 7.ed. Campus, PULINO FILHO, A. R. Conte com Moodle no próximo semestre p. Trabalho Acadêmico (Graduação) União Educacional de Brasília, Faculdade de Educação, Brasília, MICROSOFT Visão Geral das Edições. disponível em < Acesso em 12 de Dezembro de MOODLE DOCS História do Moodle. disponível em <http://docs.moodle.org/pt/hist%c3%b3ria_ do_moodle> Acesso em 10 de Dezembro de MOODLE DOCS Instalação do Moodle. disponível em < Instala%C3%A7%C3%A3o_do_Moodle> Acesso em 12 de Dezembro de MORIMOTO Configurando servidores web. disponível em < Acesso em 12 de Dezembro de MORIMOTO Uma breve história do Linux. disponível em < leia/index.php?p=intro-1> Acesso em 12 de Dezembro de TEIXEIRA, M. A.M. Suporte a serviços diferenciados em servidores web: modelos e algoritmos p. Tese (Doutorado) Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação ICMC-USP, São Carlos, Disponível em: < Acesso em 12 de Dezembro TOP500 Operating system Family share for 11/2010. disponível em < charts/list/36/osfam> Acesso em 12 de Dezembro de Interface Tecnológica, v. 8, n. 1, p. 7-15, 2011

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18 SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO: UM ESTUDO SOBRE FERRAMENTAS DE SEGURANÇA PRESENTES NO WINDOWS SERVER INFORMATION SECURITY: A STUDY ON SECURITY TOOLS IN THE WINDOWS SERVER Edvaldo Ferreira do Nascimento 1 RESUMO O presente artigo trata da segurança da informação, mais precisamente das ferramentas de segurança existentes no Windows Server Para tanto, é dada uma explicação sobre segurança da informação, bem como as ameaças existentes e os diversos aspectos que um sistema de informação ou rede de computadores devem levar em consideração para se ter um sistema de segurança mais eficiente e menos propenso a invasões ou sabotagens, seja por parte de programas maliciosos, seja por pessoas mal intencionadas que verificam falhas de segurança pra se infiltrarem e assim obterem informações privilegiadas. Durante o trabalho algumas das principais ferramentas de segurança existentes são abordadas, ao final uma pequena análise sobre a importância de se estar sempre atualizando e buscando novas ferramentas que auxiliem na segurança da informação em ambientes profissionais. PALAVRAS-CHAVE: Informação. Segurança. Ameaças. Ferramentas. Rede. INTRODUÇÃO Informação, o bem mais precioso nos dias atuais e também uma fonte de problemas com falhas de segurança. Segundo Junior (2009), existem os seguintes tipos de informação: Armazenada: são considerados dados armazenados os que residem em notebooks, desktops e servidores; Em movimento: são considerados dados em movimento os que residem em pen drives, smartphones, CDs e s; Em uso: são considerados dados em uso os que se encontram em estado de processamento (sistemas de e-commerce, bancos de dados, ERPs etc.). Informações estratégicas são os principais alvos de concorrentes e invasores. Segurança da informação está ligada à proteção de informações e dados com o intuito de preservar o valor que possuem para uma organização ou indivíduo. Para Junior (2009), elaborar e garantir os critérios de proteção às informações contra fraudes, roubos ou vazamentos das empresas são responsabilidades dos gestores e analistas de segurança da informação. Os administra- 1 Fatec Taquaritinga. Graduado em Processamento de Dados pela Fatec Taquaritinga.. Graduando em Sistemas para Internet pela Fatec Taquaritinga. Pós-Graduando em Gestão da Produção pela Fatec Taquaritinga. Endereço: Rua Osmar Mantovani, 57, Jardim Santo Antônio, Taquaritinga SP. Telefones: (16) / (16) Interface Tecnológica, v. 8, n. 1, p , 2011

19 18 Nascimento, E. F. do dores de redes devem estar constantemente atualizados com relação às ferramentas que auxiliam na proteção das redes de computadores e sistemas operacionais servidores. Alguns pontos devem ser levados em consideração no que diz respeito à segurança e disponibilidade de informações: - Definição de planos de atualização e instalação de novos aplicativos no ambiente; - Definição de políticas e formas de uso da rede; - Desativação de tudo o que não for necessário em servidores e aplicações; - Prevenção e detecção à rede de computadores como monitoração e controle da rede; - Ajuste fino de servidores e aplicações; - Atenção com o gerenciamento de identidades e controles de acesso à rede; - Plano de contingência e um plano para recuperação de desastres. O presente trabalho aborda algumas das diversas ferramentas utilizadas em servidores que utilizam Windows Server, mais precisamente soluções para Windows 2003 Server e Windows 2008 Server. 1. Tipos de ameaças De maneira geral, risco é qualquer ameaça que possa causar impacto na capacidade de empresas ou diversos outros órgãos de atingirem seus objetivos de negócio. Em tecnologia da informação risco é igual à ameaça. As vulnerabilidades podem ser relativas às pessoas, tecnologias ou processos. Os eventos de segurança são resultados de determinadas ameaças que exploram essas vulnerabilidades. A tabela 1 mostra a terminologia usada na Segurança da Informação, em seguida a tabela 2 trata sobre as categorias de ameaças: Tabela 1 Terminologia Termo Definição Software, hardware, precariedade no procedimento, um recurso ou configuração Vulnerabilidade que pode ser ponto fraco explorado durante um ataque. Também chamado de exposição. Uma tentativa de um agente de ameaça aproveitar as vulnerabilidades com Ataque propósitos indesejáveis. As configurações de software, hardware ou de procedimentos que reduzem Contramedida o risco em um ambiente e computador. Também denominada salvaguarda ou atenuação. Ameaça Uma fonte de perigo. A pessoa ou processo que ataca um sistema através de uma vulnerabilidade de Agente de ameaça uma maneira que viola sua diretiva de segurança. Fonte: (2011) Interface Tecnológica, v. 8, n. 1, p , 2011

20 Segurança da informação: um estudo sobre ferramentas de segurança presentes no Windows Server 19 Tabela 2 Categorias de ameaças Termo Definição Spoofing de identidade Obtenção de acesso ilegalmente e uso das informações de autenticação de outra pessoa, como nome de usuário ou senha. Violação com dados Modificação mal-intencionada dos dados. Repúdio Divulgação de informações Negação de serviço Elevação de privilégio Associado aos usuários que negam a execução de uma ação, sem possibilidade de provar o contrário. (Não-repúdio refere-se à capacidade de um sistema contra atacar as ameaças de repúdio, inclusive as técnicas como assinar uma encomenda como recebida de modo que o recibo assinado possa ser usado como prova). A exposição de informações a indivíduos que não possuem acesso a elas, como acessar arquivos sem ter direitos apropriados. Uma tentativa explícita de evitar que usuários autorizados utilizem um serviço ou um sistema. Quando um usuário sem privilégios obtém acesso privilegiado. Um exemplo seria um usuário sem privilégio que consegue uma forma de ser acrescentado ao grupo de usuários com privilégios. Fonte: (2011) Na tabela 3 há uma relação dos principais agentes de ameaças existentes tanto para servidores e redes corporativas, quanto para computadores e redes domésticas. Tabela 3 Agentes de ameaças Termo Definição Vírus Worm Cavalo de Tróia Rootkits Um programa de invasão que infecta os arquivos inserindo cópias de código de duplicação automática e apaga arquivos críticos, faz modificações no sistema ou efetua outra ação para causar danos aos dados do computador ou ao próprio computador. Um vírus se anexa a um programa de host. Um programa que se duplica, frequentemente tão prejudicial quanto um vírus, e pode se espalhar de um computador a outro sem infectar os arquivos. O software ou que se apresenta como útil ou benigno, mas que de fato executa uma finalidade destrutiva ou fornece acesso ao invasor. Estes programas miram o controle de um sistema operacional sem o consentimento do usuário e sem serem detectados. Um grande mérito é conseguirem se esconder de quase todos os antivírus existentes devido ao seu código avançado de programação. Interface Tecnológica, v. 8, n. 1, p , 2011

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