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1 L i l i a n S i m o n e G o d o y F o n s e c a Hans Jonas e a responsabilidade do homem frente ao desafio biotecnológico Belo Horizonte Universidade Federal de Minas Gerais Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas

2 Lilian Simone Godoy Fonseca Hans Jonas e a responsabilidade do homem frente ao desafio biotecnológico Tese apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Filosofia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais como requisito à obtenção do título de Doutor em Filosofia. Linha de Pesquisa: Filosofia da Ciência Orientador: Prof. Dr. Ivan Domingues Belo Horizonte Universidade Federal de Minas Gerais Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas

3 Aos meus pais, os responsáveis pela minha existência e por minhas convicções. Ao Yuri, por ter despertado em mim o mais genuíno sentimento de responsabilidade. 3

4 AGRADECIMENTOS: Agradeço a Capes pela concessão da bolsa que possibilitou minha dedicação exclusiva à realização do meu doutoramento e, em especial, pela bolsa de estudos no exterior, dentro do Programa de Estágio de Doutorando - o PDEE, que tornou possível um ano de profícuos estudos junto à Université catholique de Louvain, na Bélgica, de janeiro de 2006 a janeiro de Agradeço também à Prof a. Nathalie Frogneux, que me acolheu, na função de coorientadora, junto à Faculté des sciences philosophiques, da UCL, e comigo generosamente compartilhou o seu profundo conhecimento sobre o conjunto da obra de Hans Jonas e, mesmo à distância, através de seu livro, forneceu-me um precioso guia para vencer as dificuldades teóricas. Ao Prof. Ivan Domingues, por aceitar, desde o início com grande interesse e entusiasmo, o tema proposto e durante todo o percurso, ter se mostrado atento às minhas falhas e compreensível com minhas limitações, ainda assim, apontando sempre direções mais pertinentes e seguras. Se o resultado não expressa todo o seu empenho, certamente, cabe a mim o demérito por não ter vencido todas as imprecisões apontadas. Aos Professores Alcino Bonella e Carlos Drawin, pelas críticas e sugestões que fortaleceram sensivelmente a versão ora apresentada, cujas imperfeições remanescentes não fazem jus à inestimável contribuição ensejada. Aos Professores Oswaldo Giacoia e Telma Birchal, pelas sugestões e críticas apresentadas no momento da defesa. À Andréa por sua boa vontade e atenção permanentes. À família que, apesar de tantos problemas, possibilitou a realização do trabalho. Aos amigos, pelos momentos em que pude renovar a energia para prosseguir a tarefa. À Ana Paula, por tudo. E ao princípio, sempre!! 4

5 O futuro da humanidade é o primeiro dever do comportamento humano coletivo na era da civilização técnica, que chegou a ser onipotente de modo negativo. Não está aqui explicitamente incluído o futuro da natureza como condição sine qua non; mas ademais, independentemente disso, o futuro da natureza é de sua responsabilidade metafísica, uma vez que o homem não só se converteu em um perigo para si mesmo, mas também para toda a biosfera. (PV, p. 245; PR, p. 227) 5

6 SUMÁRIO Introdução... p. 13 Parte I Problemática: Exposição dos diferentes aspectos do problema... p. 20 Capítulo 1: O Homem na era biotecnológica... p O século XXI como o século das biotecnologias... p. 22 a) O que são as biotecnologias?... p. 23 b) Como e quando surgiram?... p. 24 c) Usos já implantados até o momento... p Usos possíveis, usos discutíveis: a caminho do pós-humano?... p As biotecnologias e o retorno da eugenia... p. 59 Capítulo 2: Dificuldades conceituais à abordagem do problema... p Dificuldades colocadas à reflexão ética pelo pensamento moderno: os dualismos cosmológico, antropológico e moral... p. 73 A) Descartes e o moderno dualismo no homem... p. 74 B) As dicotomias colocadas pela (ou atribuídas à) filosofia de David Hume. p. 81 B.1) A problemática passagem do ser ao dever... p. 81 B.2) A separação entre juízos de fato e juízos de valor... p. 85 C) A separação kantiana entre razão prática e razão teórica... p Dificuldades colocadas à reflexão ética decorrentes do pensamento contemporâneo... p. 101 A ) G. E. Moore e a falácia naturalista... p. 102 B ) Weber e a neutralidade axiológica... p A desarticulação entre ética, ciência e técnica....p. 112 Capítulo 3: A situação da ética contemporânea... p A perspectiva metaética... p Duas diferentes abordagens de ética normativa... p

7 A Kant e a razão prática como origem do dever incondicional... p. 130 B Weber e a distinção entre Ética da Convicção e Ética da Responsabilidade... p O surgimento e desenvolvimento das Éticas Aplicadas e Bioética....p. 146 Parte II Sistemática: A ética da responsabilidade como resposta ao desafio atual... p. 158 Capítulo 4: Do Fenômeno da Vida rumo ao Princípio Responsabilidade... p Breve apresentação biobibliográfica de Hans Jonas... p O dualismo como problema central na reflexão filosófica jonassiana... p O trajeto para a resolução do dualismo... p.171 A. Tentativas anteriores para a resolução do dualismo cartesiano... p. 171 A.1 A Substância de Spinoza... p. 171 A.2 A Mônada de Leibniz... p. 172 A.3 O pan-organismo de Whitehead... p. 174 B. A solução de Hans Jonas... p Avaliação e conseqüências dessa solução... p As diferentes formulações de pr e a resposta jonassiana às éticas anteriores p. 206 Capítulo 5 - A fundamentação ontológica da ética do futuro... p A questão do saber como propedêutica à fundamentação... p Fundamentação passo 1 - A Teoria dos fins ou a relação entre Ser e fins. p Fundamentação passo 2 - A teoria da responsabilidade ou a articulação entre o Bem, o Dever e o Ser... p. 272 Capítulo 6 Técnica Medicina e Ética como aplicação do Princípio Responsabilidade... p A concepção jonassiana sobre as pesquisas biotecnológicas em geral.. p.319 7

8 6.2 A reflexão jonassiana acerca das pesquisas com seres humanos... p A reflexão jonassiana quanto às aplicações das biotecnologias em seres humanos... p. 360 Capítulo 7 Contribuições, críticas e limitações da formulação jonassiana ao enfrentamento do desafio biotecnológico... p Contribuições da ética da responsabilidade à discussão do tema... p Críticas à formulação ética jonassiana... p Aspecto conceitual... p. 408 a. Os tripla significação do termo «valor»... p. 408 b. A ambigüidade do estatuto do «homem»... p. 410 c. Um conceito limitado de «natureza»... p Aspecto metodológico... p. 414 a. O recurso à «heurística do medo»... p. 414 b. Viabilidade de uma fundamentação ontológica... p. 419 c. Uma ética subjetivista: rumo ao «psicologismo»?... p Aspecto prático... p. 422 a. Apologia ao totalitarismo político?... p. 423 b. Contra a liberdade da ciência?... p Para vencer os limites da formulação ética jonassiana... p. 425 Conclusão... p. 447 Referências Bibliográficas... p.453 1) Títulos de Hans Jonas... p ) Textos sobre Jonas... p ) Títulos afins... p ) Instrumentos de pesquisa consultados... p ) Leituras secundárias... p ) Sites consultados... p

9 Abreviaturas: Títulos de Jonas: CDA: Le concept de Dieu après Auschwitz EF: Pour une Éthique du Futur EL: Évolution et Liberté Gpr: De la Gnose au principe responsabilité OF: Organismus und Freiheit PhE: Philosophical Essays PhL: The Phenomenon of Life PhV: Le Phénomène de la Vie PR: Le Principe Responsabilité PV: Das Prinzip Verantwortung TME: Technik, Medizin und Ethik TME[e]: Técnica, medicina y ética (versão espanhola) TPUT: The Practical Uses of Theory Outros: ECT: Ética, Ciência e Técnica (Ivan Domingues) EPM: Enquête sur les Principes de la Morale (Hume) DH: La puissance de la subjetivité comme dignité de l homme (Frogneux) FMC: Fundamentação da Metafísica dos Costumes LK: Lexikon Kantien (Na verdade: Kant-Lexikon) MW: Max Weber (Julien Freund) PcV: Política como Vocação (edição da UnB) PEf: Principia Ethica (versão francesa) TNH: Tratado da Natureza Humana (Hume) VM: Hans Jonas ou la Vie dans le Monde (Frogneux) 9

10 Resumo: O principal objetivo desse estudo foi examinar a formulação ética do filósofo alemão Hans Jonas, à luz do desafio colocado pelos avanços biotecnológicos dirigidos à aplicação em seres humanos não apenas com o propósito de curar, mas de aperfeiçoar ou de hibridar a espécie humana com outras espécies ou máquinas. Algo que se torna cada vez mais possível, em função dos crescentes progressos das pesquisas nessa área. Buscou-se evidenciar as questões que estão em jogo, sobretudo, na proposta da chamada eugenia positiva e no projeto póshumano e confrontar com elas a formulação ética jonassiana, para estabelecer um parâmetro ou um limite eticamente consistente, visando inibir a execução real de tal programa. 10

11 Abstract The main objective of this study was to examine the ethical formulation of the German philosopher, Hans Jonas, in light of the challenge put by the biotechnological progress destined to the application to the human beings not only with the goal to cure, but to improve or to cross the human race with other species, even machines. Something that becomes more and more possible, because of the increasing progress of the researches in this field. It was tried to show the aspects that are in question, mainly, in the proposition of called positive eugenics and in the post-human project, to confront them with the jonassian ethical formulation and, so, to establish a parameter or a morally solid limit to avoid the true execution of such program. 11

12 Résumé: L'objectif principal de cette étude a été le d'examiner la formulation éthique du philosophe allemand, Hans Jonas, à lumière du défi mise par le progrès biotechnologique conduit envers à l'application aux êtres humains non pas seulement avec la finalité de guérir, mais d'améliorer ou d'hybrider l'espèce humaine avec des autres espèces, voire des machines. Quelque chose qui se devient de plus en plus possible, à cause du progrès croissant des recherches dans ce champ. Il s'est essayé de montrer les aspects qui sont en question, principalement, dans la proposition du dit eugénisme positif et dans le projet post-humain, pour leur confronter à la formulation éthique jonassienne et, ainsi, établir un paramètre ou une limite moralement solide pour bloquer la vraie exécution d'un tel programme. 12

13 Introdução A situação do homem atual, identificada no título ao termo desafio, num certo sentido, não se distingue da situação do homem em outras épocas. Pois, o ser humano, por sua própria condição, sempre foi confrontado ao desafio de assegurar sua própria sobrevivência. O desafio não constitui, portanto, algo novo para a espécie humana. Novo é, porém, o tipo de desafio ora colocado o qual, mais que inédito, apresenta um caráter altamente ambíguo. Com efeito, o século XX chegou ao fim legando ao XXI um cenário jamais imaginado em toda a História, tanto por suas promissoras conquistas, quanto por suas insuspeitas ameaças, ambas decorrentes do avanço das tecnologias em geral e da inédita possibilidade da aplicação em seres humanos das chamadas biotecnologias, em particular. Do ponto de vista das tecnologias em geral, as conquistas são inumeráveis. Elas podem ser sintetizadas, porém, no próprio ambiente doméstico, onde, sobretudo graças à eletricidade, foi possível integrar ao cotidiano uma série de utensílios para facilitar e aumentar o conforto, especialmente dos moradores das áreas urbanas que, por conseguinte, foram completamente transformadas. Não obstante, essas inegáveis conquistas trouxeram consigo um grande número de problemas de ordem social, urbanística e ambiental, de proporções cada vez maiores e com aspectos cada vez mais complexos, representando uma indisfarçável ameaça ao equilíbrio e à continuidade da vida planetária, num futuro cada vez menos remoto Tais questões, às quais Jonas dispensa também sua atenção, embora de grande urgência e relevância, não serão tratadas aqui, por extrapolarem o foco proposto: a aplicação das biotecnologias em seres humanos, especialmente aquelas que, como veremos, são destinadas a fins não-terapêuticos. 13

14 No âmbito das conquistas biotecnológicas, é possível citar o aumento da qualidade e da expectativa de vida (ao menos de uma parcela da humanidade 2 ), a identificação dos genes responsáveis por várias enfermidades, permitindo, graças à técnica da amniocentese 3, o reconhecimento precoce (intra-uterino) de certos males, o que pode oferecer aos médicos e pacientes algumas alternativas de lhes fazer face. Alguns destes podem ser curados antes mesmo do nascimento ou, nos casos em que a cura ainda não é possível, conceder aos pais a possibilidade de optar entre impedir o nascimento 4 do filho cuja (provável curta) existência seria extremamente penosa para eles e para o próprio bebê 5 ou deixá-lo nascer, conscientes, porém, da limitada condição de vida da criança e das implicações dessa decisão em suas próprias vidas. Ninguém seria tolo o bastante para negar ou recusar esses e outros benefícios proporcionados pelas biotecnologias. Todavia, pretende-se aqui examinar o outro lado dessa preciosa moeda. Pois, como tudo na esfera humana, as aplicações biotecnológicas em seres humanos podem se destinar a fins aceitáveis ou a outros questionáveis, até abusivos, por implicarem riscos ou eventuais prejuízos de dimensões equivalentes ou superiores aos excepcionais benefícios que se espera alcançar com elas. 2. Já que as conquistas não são largamente distribuídas, mas, em sua maioria, mantidas como privilégios dos países mais ricos e, mesmos nesses, garantida, quase que exclusivamente, aos mais abastados. 3. Método de diagnóstico pré-natal que consiste na aspiração trans-abdominal de pequena quantidade de fluído amniótico da bolsa amniótica, que envolve o feto. É particularmente aconselhada aos pais perante a probabilidade de deformações genéticas durante a gravidez. Trata-se de uma avaliação citogenética, que permite detectar a existência de trissomia 21 (responsável pela síndrome de Down) e estabelecer o sexo fetal, importante quando se prevêem patologias ligadas ao sexo, como a hemofilia. Este processo também permite: determinar os grupos sangüíneos ABO e sensibilização ao fator Rh; estimar a maturidade fetal; revelar anomalias bioquímicas homozigóticas (erros hereditários de metabolismo); determinar, através da análise bioquímica de células, a presença de quaisquer patologias fetais, como a doença de Tay-Sachs ou galactosemia e determinar a possível necessidade de uma transfusão fetal intra-uterina. Fonte: em 14/02/ Obviamente, em países em que o chamado aborto terapêutico é permitido. 5. Um exemplo refere-se aos fetos portadores de anencefalia definida como Uma malformação congênita que se caracteriza geralmente pela ausência da abóbada craniana e massa encefálica reduzida. Questiona-se a adequação do termo, uma vez que não se trata de uma ausência do encéfalo, como o termo faz sugerir. O tema, em 2005, gerou intensa discussão entre a sociedade e os parlamentares brasileiros, em função de uma decisão do, então, ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio de Mello, que concedeu medida liminar autorizando a antecipação terapêutica de parto nos casos de anencefalia, o que levou a sociedade a polemizar o assunto e o STF a cassar, em reunião plenária, a liminar concedida. Fonte: 14

15 Para evocar apenas alguns deles, vale citar: a utilização da mesma técnica da amniocentese para identificar o sexo do feto e, em caso de não ser o desejado pelo casal, justificar o aborto praticado, sobretudo, quando se trata de fetos do sexo feminino 6, especialmente, em nações como a Índia e a China, cujas culturas privilegiam o nascimento de meninos. 7 Outro problema criado pela cultura biotecnológica diz respeito à prática comum, no âmbito da pesquisa, de se patentear as invenções. Recentemente, o mapeamento do genoma humano tornou possível também o registro de patentes dos genes humanos 8. Uma situação tão inusitada quanto absurda que mereceria um estudo à parte, por estabelecer a chave do patrimônio genético da humanidade como uma propriedade intelectual privatizável. No entanto, o que desde o início constituiu o alvo principal dessa investigação foi o tema da eugenia. Pois, embora tenha por base uma prática bastante antiga que, no final do século XIX, foi associada a uma suspeita sistematização teórica, a eugenia ressurgiu e foi potencializada enormemente, tornando-se ainda mais complexa, graças à possibilidade de aplicação das biotecnologias em seres humanos, com propósitos, no mínimo, antagônicos e questionáveis. Isso porque, assim como os diferentes usos da amniocentese podem ser aceitáveis ou discutíveis - conforme os alvos visados surgem, aqui, duas diferentes possibilidades: a primeira diz respeito ao uso das biotecnologias para, como já mencionado, curar doenças geneticamente transmitidas e que, como se 6. Aqui, não se discute o direito do casal de escolher o sexo do bebê, mas se defende o direito à vida independentemente do sexo do feto. 7. Esta preferência tem provocado um expressivo desequilíbrio na população desses países, quanto à proporção cada vez maior de indivíduos do sexo masculino. 8. Jeremy Rifkin denuncia esta prática em seu livro Il secolo biotech. Il commercio genetico e l ínizio di una nuova era, no segundo capítulo intitulado Patentear a vida, onde ele discute os problemas decorrentes da atividade científica que trata A vida como invenção (Tópico 2) e Os seres humanos como propriedade intelectual (Tópico 4). Tais aspectos mostram a complexidade da questão que, todavia, não será aqui discutida. 15

16 trata de eliminar uma característica herdada, foi chamada de eugenia negativa. Esse consistiria um uso, em princípio, aceitável. Porém, há outro caso, bastante discutível - e do qual vamos nos ocupar - com relação à utilização das mesmas técnicas não para curar, mas para melhorar a carga genética recebida, para criar um bebê com características supostamente superiores. Eis a chamada eugenia positiva, assim classificada por inserir características ausentes no material genético do feto. O problema que se coloca tem que ver com o fato de, por princípio, nas condições atuais, ela não ser destinada a todos 9, mas somente a uma elite econômica, resultando na criação de uma casta geneticamente privilegiada de seres humanos. Deste modo, estabelecendo não apenas mais um mecanismo de discriminação e desigualdade social, mas certamente o mais cruel, já que verdadeiramente irreversível. O efeito imediato dessa nova discriminação sócio-genética sugere problemas de ordens: social, por possibilitar uma nova modalidade de discriminação; ética, quanto a estabelecer se isso seria eticamente aceitável; e política, para equacionar as relações de forças entre os diferentes grupos que, certamente, seriam conflitantes. Quadro que se mostra extremamente complexo, exigindo, portanto, uma minuciosa reflexão filosófica, antes que sua prática seja adotada e instituída. Outro uso possível das biotecnologias em seres humanos que se apresenta como um desafio à reflexão ética refere-se ao projeto defendido por diferentes autores, entre os quais Roberto Marchesini 10, para quem o corpo humano, tornado obsoleto, levaria à proposta do que ele denomina de hibridismo, isto é, a possibilidade de se combinar aspectos físicos humanos com os de animais ou mesmo máquinas, para criar o que se intitulou de pós-humano. 9. Neste contexto, será discutida, também, a chamada eugenia liberal, para avaliar até que ponto ela resolveria esse impasse. 10. Autor do livro Post-human. Verso nuovi modelli di esistenza. Torino: Bollati Boringhieri,

17 Todos aqueles que, por diferentes motivos, defendem a preservação do corpo humano tal qual ele é, ou questionam as razões que motivariam um ser humano a hibridar-se ou, simplesmente, colocam-se contra sua proposta são pejorativamente chamados de puristas 11. Embora possa parecer uma proposta delirante, o fato é que o mapeamento do genoma humano e as pesquisas no campo da transgenia tornam tal delírio totalmente exeqüível, possibilitando a criação de verdadeiras quimeras, que nada deixam a dever às figuras mitológicas dos centauros, sereias, minotauros, medusas e outros do imaginário popular como lobisomem ou da ficção do século XX como homem mosca, homem aranha, etc. Para além de seu aspecto, até certo ponto, risível, o que está aqui em jogo é nada menos que o patrimônio genético humano 12. Por esse motivo, essa será, ao lado da eugenia positiva, a segunda aplicação da biotecnologia a ser examinada para estabelecer se, afinal, podem ser consideradas aceitáveis ou, ao contrário, abusivas. Cabe notar que, devido à já numerosa existência de títulos consagrados ao assunto, a clonagem será abordada apenas brevemente. Pois, embora suas implicações éticas não sejam de modo algum irrelevantes, julgamos que as duas questões destacadas: a eugenia positiva e o pós-humano constituem um campo suficientemente problemático e por serem, até o momento, menos debatidas que a clonagem, elas exigirão maior atenção e melhor detalhamento ao longo da exposição, sendo mais sensato, restringi-la apenas às duas. Nesse cenário tão promissor quanto ameaçador, forçosamente, a biotecnologia, mais que um tema, torna-se, um desafio à reflexão filosófica, já que nos coloca a todos diante de algo que, por um lado, pode libertar o ser humano de uma série de males e 11. Também identificados ao termo tecnófobos ou, mais recentemente, ao termo bioconservadores. 12. Que, diga-se de passagem, está sendo silenciosa, mas sistematicamente, patenteado. 17

18 limitações, que desde os primórdios perturbam a humanidade. Por outro, pode (se levados a cabo todos os projetos delirantes, graças a ela, tornados possíveis), não apenas danificar a constituição genética, ao tentar estabelecer melhorias, mas, suprimir definitivamente o que até o momento atual foi designado pelo termo Homem, ao buscar realizar o projeto pós-humano, criando inúmeros seres de espécies mistas e indefinidas. Essa ameaça, por si só, deveria senão inibir, ao menos, coibir a ação daqueles que estão à frente das pesquisas com vistas a tornar exeqüíveis esses projetos que, lamentavelmente, parecem justificar a presença no imaginário popular da figura do cientista maluco, aquele que conhece certos mistérios insondáveis, ao menos para nós leigos, mas que, em nome do orgulho, da vaidade e do próprio poder, faz um uso irresponsável desse conhecimento. Contudo, ao invés de se inibirem diante do que constitui uma ameaça, ao contrário, tais mentes se sentem estimuladas e, até mesmo, impelidas a prosseguir, ainda que o preço a pagar seja demasiado elevado e, o que é pior e mais injusto, a ser pago não por aqueles que hoje tomam a decisão de levar adiante seus projetos, mas pelas futuras gerações. Tal estado de coisas coloca a discussão dessas aplicações das biotecnologias no centro da reflexão ética. Entre os autores que se ocupam desse problema, Hans Jonas foi um dos precursores. No final da década de 1970, ele já compreendia a necessidade de elaborar, no seu Princípio Responsabilidade (1979), uma ética para a civilização tecnológica. Desde o início, ele se posiciona criticamente, pois, embora não rejeite os benefícios das tecnologias, vê também seus riscos potenciais e contra eles nos adverte. De modo surpreendente, Jonas antecipa os problemas que, cada vez mais, se fazem notar. E, enquanto alguns autores se esforçam para justificar e endossar todos os projetos tornados possíveis pelas biotecnologias, ele se empenha em demonstrar a 18

19 necessidade de um parâmetro, um critério para discernir e um limite para evitar suas aplicações duvidosas. Exatamente por isso, entre as diversas alternativas possíveis, escolheu-se, portanto, a concepção jonassiana para tentar enfrentar essa questão que constitui, certamente, um dos mais complexos problemas transmitidos pelo século XX aos legatários do XXI. Para tanto, dividiremos a exposição em duas partes, designadas respectivamente de problemática, onde serão apresentados os vários aspectos concernentes à abordagem do problema e sistemática, onde serão apresentadas a formulação, a fundamentação, a aplicação e, por fim, uma avaliação da proposta ética jonassiana, buscando-se também sugerir alguns caminhos que possam sanar os eventuais limites encontrados e conduzir à sua efetiva concretização. 19

20 PARTE I PROBLEMÁTICA EXPOSIÇÃO DOS DIFERENTES ASPECTOS DO PROBLEMA Introdução ao Problema A questão a ser abordada é certamente um dos mais complexos e delicados problemas criados pelo homem nos últimos tempos. Trata-se da aplicação das biotecnologias em seres humanos. Questão complexa, uma vez que, como apontado, as biotecnologias se apresentam como uma grande conquista da humanidade quando permitem, por exemplo, a detecção precoce e a cura definitiva de inúmeras doenças hereditárias ou congênitas até então incuráveis, acendendo, assim, uma esperança inaudita na história humana: a de - antes mesmo do nascimento - vencer, de uma vez por todas, diversas doenças diante das quais, anteriormente, a humanidade encontravase inteiramente indefesa. Esse aspecto das biotecnologias digno de todo louvor, esconde, porém, um lado bastante polêmico, justamente sobre o qual se pretende aqui debruçar. Vem a ser, a sua aplicação dirigida não à cura, mas ao aperfeiçoamento dos atributos humanos, seja por meio de manipulação genética ou de outros recursos a serem oportunamente abordados. Sobretudo é esse uso mais pretensioso das biotecnologias que inspira receio, revela o caráter delicado da questão e divide as opiniões que foram - de modo simplista - reduzidas por alguns autores (entre os quais Gilbert Hottois e Roberto. Marchesini) em duas posições: a dos tecnófilos e a dos tecnófobos. Ou seja, de um lado os entusiastas incondicionais e de outro os intolerantes radicais com relação às tecnologias em geral. Mas, para além dessa divisão reducionista, o que se pretende aqui é realizar uma crítica 13 no sentido de buscar o(s) limite(s) adequado(s) para o uso das biotecnologias 13. No sentido de alcançar, com relação à aplicação das biotecnologias em seres humanos, o mesmo propósito estabelecido por Kant em relação à razão, sobretudo em seu uso teórico, quando na Crítica da 20

21 em seres humanos. Nem cego entusiasmo, nem intolerância obstinada, o que se almeja é uma crítica consciente dessa prática que, embora extremamente promissora, se não utilizada de forma criteriosa, pode se converter numa ameaça de conseqüências imprevisíveis, irreversíveis e de proporções jamais vistas, ao interferir na base genética da humanidade. É essa ameaça que impõe a postura crítica, como tentativa de se propor um limite e um critério de aplicação a essas novas tecnologias que, se utilizadas indiscriminada e aleatoriamente, podem afetar definitivamente a constituição humana, desfigurando algo que a humanidade, ao longo de toda a sua história, preservou 14 : nosso patrimônio genético 15. Evidentemente, inúmeras questões se colocam para a introdução do tema, sendo as iniciais: o que são biotecnologias? Como e quando surgiram? Quais são seus usos possíveis? Essas e outras questões serão abordadas no decorrer do capítulo 1, com o intuito de preparar para as demais reflexões que terão lugar nos capítulos posteriores. No capítulo 2, serão abordadas as principais dificuldades conceituais que se colocam, desde a modernidade, à abordagem desse problema. E, no capítulo 3, será apresentada, em linhas gerais, a situação da ética contemporânea. Segue-se, assim, uma breve consideração sobre o contexto atual, acerca das chamadas biotecnologias. Razão Pura, ele considera que a tarefa própria da razão é: determinar de maneira completa e segura os limites do uso que é tentado para além de todos os limites da experiência. (Kant-Lexikon. p. 226) Em francês: déterminer de façon complète et sûre les limites de l usage qui en est tenté au-delà de toutes les limites de l expérience. A ênfase aqui recai, porém, na noção de limite do uso, especialmente, na esfera da própria experiência, que é o que se pretende buscar. 14. Embora, talvez, porque ainda não dispusesse dos recursos ora disponíveis. 15. Estima-se que o homem, tal como conhecido atualmente, alcançou sua estabilidade genética há, aproximadamente, anos. Fonte: A. Kahn & D. Lecourt. Bioéthique et liberte. Paris: PUF, 2004, p. 76. Na verdade, os próprios autores fornecem dois diferentes dados. À página 31, do mesmo livro, registra-se anos. De qualquer modo, evidentemente, trata-se de um cálculo aproximativo. 21

22 CAPÍTULO 1: O HOMEM NA ERA BIOTECNOLÓGICA Esse capítulo será dedicado à discussão dos aspectos gerais das biotecnologias (1.1) e de algumas de suas aplicações em seres humanos mais polêmicas: aquela direcionada ao projeto pós-humano (1.2) e à eugenia em suas diferentes possibilidades (1.3) O século XXI como o século das biotecnologias Embora a maior parte das descobertas que inauguraram a era biotecnológica tenham sido feitas no século XX, sobretudo a partir da década de 70; é o século XXI que tem sido chamado de século biotecnológico 16. Isso se deve ao fato, tão importante quanto preocupante de que, se no século anterior a ampliação do conhecimento nessa área possibilitou o surgimento de uma nova matriz operativa 17, ao que tudo indica, é o século atual que será marcado pela aplicação, nos mais diferentes setores e das mais diferentes formas, desses conhecimentos em plena fase de expansão. Ademais, cabe enfatizar um paralelo entre o século XX e o atual, considerando o primeiro como sendo o da física, cujo marco principal foi a descoberta da fissão nuclear, tendo por conseqüência a criação da energia, mas também da bomba nuclear. E o XXI, o século da biologia, cujo marco principal remonta-se à descoberta do DNA 18, tendo por conseqüência a possibilidade de cura de graves doenças pela manipulação genética, mas também seu uso para fins, no mínimo, discutíveis como, por exemplo, a eugenia positiva. 16. Título do livro de Jeremy Rifkin, The Biotech Century que, no presente tópico, será citado várias vezes. 17. Expressão utilizada por Rifkin, para caracterizar esse novo viés inaugurado no interior da biologia. 18. Costuma-se afirmar que existiram dois momentos na história da descoberta dos ácidos nucléicos (DNA e RNA). O primeiro foi a descoberta da sua existência no núcleo celular - ocorrida em 1869 graças ao bioquímico alemão Johann Friedrich Miescher ( ) - e a determinação de sua composição química. O segundo momento foi a identificação e aceitação do DNA como material hereditário. Depois da descoberta de que o DNA constituía o material hereditário; inúmeras pesquisas foram realizadas para elucidar sua estrutura e entender que fatores tornavam o DNA o banco de memória da informação hereditária. Vários experimentos foram realizados até chegar, em 1953, à proposta do modelo da dupla hélice do DNA de James Watson (1928- ) e Francis Crick ( ). Fonte: Em 23/03/08. 22

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