T E C N O L O G I A D N A R E C O M B I N A N T E. Alfredo J. M. Cravador

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "T E C N O L O G I A D N A R E C O M B I N A N T E. Alfredo J. M. Cravador"

Transcrição

1 T E C N L G I A DE D N A R E C M B I N A N T E Alfredo J. M. Cravador

2 T E C N L G I A DE D N A R E C M B I N A N T E Alfredo J. M. Cravador FAR 2001

3 PREÂMBUL estudo da base molecular da vida só muito lentamente pôde progredir comparativamente ao das outras ciências, devido, por um lado, à ausência ou à imperfeição das técnicas de análise e de medida, mas fundamentalmente à complexidade dos sistemas biológicos. Não será todavia por isso que o progressivo desvendar dos mecanismos que regem a organização máxima da matéria deixa de ser um dos capítulos mais apaixonantes da História da Ciência moderna. Foi há cerca de 50 anos que WATSN e CRICK dobraram um dos cabos mais decisivos da história da ciência moderna, ao publicarem a estrutura do ácido desoxirribonucleico (DNA). Desde então, milhares de cientistas e investigadores têm-se interessado pelos diferentes aspectos da estrutura e da função do DNA, com o fim de compreenderem como a informação genética está contida na molécula de DNA, e como ela é tratada de maneira tão ordenada e precisa durante os processos biológicos. A conjugação de todos estes trabalhos de pesquisa levou à acumulação de um volume enorme de informações e de conhecimentos em genética molecular e ao desenvolvimento de uma metodologia nova, a engenharia genética. A engenharia genética ou seja, a pesquisa sobre o DNA recombinante baseia-se num conjunto de técnicas que conferem a possibilidade, até há pouco apanágio exclusivo da química relativamente a pequenas moléculas, de romper e formar ligações covalentes de maneira específica e controlada em moléculas de DNA. material genético pode hoje ser modificado, mutado, transferido, detectado ou sintetizado com as finalidades mais diversas tanto aplicadas como fundamentais. A possibilidade de criar combinações novas, não naturais, a partir de material genético de diferentes origens e de as introduzir em organismos hospedeiros que as perpetuam e multiplicam, deu uma dimensão nova à biotecnologia, dotou-a do refinamento próprio à engenharia genética. À exploração empírica dos fenómenos biológicos contrapõe-se, hoje, a construção racional de sistemas biológicos artificiais elaborados por manipulação genética no laboratório de investigação, antes de serem explorados industrialmente ou na produção agrícola. É neste contexto que deve ser considerada a engenharia genética, não como uma nova disciplina em si, mas antes como um instrumento de investigação poderoso que tem contribuído para um melhor conhecimento e aprofundamento do conceito de gene. Esta disciplina não só permite compreender melhor os mecanismos fundamentais da vida, mas também, pela manipulação dos organismos mais diversos, produzir substâncias úteis para a medicina, a agricultura e a indústria em geral. É de salientar que os extraordinários progressos realizados em engenharia genética só foram possíveis graças aos resultados da investigação fundamental obtidos nos campos da genética, da biologia i

4 celular, da enzimologia, da virologia, da imunologia, da química dos ácidos nucleicos e das proteínas, da cristalografia e que só a interacção das diferentes competências no seio desta área multidisciplinar permite abordar nas melhores condições a tecnologia da clonagem de genes. A racionalidade e os conhecimentos humanos tendo os seus limites, a nova era industrial e agrícola em que entrámos não é destituída da ameaças e só poderá beneficiar as populações humanas a longo termo se a exploração dos recursos biológicos respeitar os grandes equilíbrios naturais, os ciclos biológicos e preservar a riqueza do património biológico terrestre já amplamente enfraquecidos. mecanismo que o homem é agora capaz de manipular é o estado superior da complexidade da matéria e é também o mais frágil. Como corolário, o impacto da acção do homem na natureza passou a ser directo e profundo. As consequências poderão ser catastróficas ou positivas e só dependem de nós. As ciências da vida ao desembocarem no domínio das aplicações, a pequena ou a grande escala, tocaram a ecologia e a ética, dimensões que não podem deixar de estar intimamente associadas à formação científica que têm por missão ministrar. ii

5 ÍNDICE 1.S INSTRUMENTS DE BASE 2 1.a.As enzimas, suas actividades e utilizações 2 Endonucleases de restrição e metilases 2 utras endonucleases 8 Exonucleases e polimerases 9 Fosfatases 12 Ligação de fragmentos de DNA 13 1.b.A sequenciação de DNA Método químico ou de Maxam & Gilbert Método de terminação de cadeia ou de Sanger Utilização da PCR em sequenciação Sequenciação "automática" Sequenciação multiplex utras tendências Sequenciação de oligonucleotídeos Chromosome walking 32 1.c.Síntese química de DNA 32 I. Princípios da síntese química de DNA 33 1) Preparação dos blocos de base para a síntese 34 2) Desprotecção selectiva 40 3) Reacções de condensação 42 4) Construção da cadeia oligodesoxinucleotídica 43 5) Desprotecção 46 Rendimentos 48 6) Isolamento, purificação e caracterização 49 2.VECTRES DE CLNAGEM 50 a. s plasmídeos 50 Concepção de um vector plasmídico 52 b. Bacteriófagos 52 Empacotamento in vitro 54 c. Cosmídeos 55 d. fago M13 56 Conclusões MUTAGÉNESE DIRIGIDA 53 Eliminações 53 Inserções 54 Substituições 54 Mutagénese dirigida com oligonucleotídeos sintéticos 56 Selecção e identificação dos mutantes 59 Aplicações da mutagénese dirigida A TRANSFRMAÇÃ BACTERIANA BANC DE CLNES DE cdna 63 Esquema de construção de um banco de clones de cdna BANCS GENÓMICS MÉTDS DE DETECÇÃ E DE ANÁLISE DE CLNES 67 a) Hibridação in situ entre o DNA dos clones recombinantes e uma sonda de DNA radioactiva 67 b) Carta de restrição 67 c) Sequenciação dos nucleotídeos do inserto nos clones positivos por hibridação 68 d) Selecção do mensageiro específico por hibridação com o DNA recombinante e tradução in vitro 68 iii

6 e) Southern blotting 68 f) Escolha das sondas de DNA sintéticas A SÍNTESE QUÍMICA DE GENES SISTEMAS DE EXPRESSÃ: RGANISMS HSPEDEIRS - VECTRES 74 a. Expressão em E. coli 74 Vectores de expressão em E. coli 74 1) Construção de vectores de expressão 76 2) Vectores baseados no promotor PL de λ 77 3) λgt11 - vector de expressão derivado do fago λ 79 Identificação das placas produtoras 79 Limitações da produção na bactéria 80 Produção da hormona de crescimento humana (hgh) 81 Hormonas de crescimento animais 85 Produção de insulina humana 86 b. Expressão em Bacillus subtilis 88 c. Expressão na levedura 90 s vectores de expressão de S. cerevisiae 91 Exemplos de vectores de expressão para produção de proteínas exógenas em leveduras 92 1) A integração dirigida 95 2) isolamento de alelos mutantes 96 3) Regulação da expressão dos genes na levedura 96 4) Um intrão codifica para uma proteína reguladora 97 5) Estrutura do gene da ferromona de levedura (MFα) 99 d. Expressão nos fungos filamentosos 100 e. Expressão em células de mamíferos 103 Transferência de genes nas células de mamíferos (transfecção) 104 Co-transformação 106 Micro-injecção 106 Isolamento dos genes transferidos 106 Clonagem de oncogenes humanos 107 Vectores virais utilizados para transfectar as células de mamíferos 108 Vector SV a) Substituição da região tardia de SV b) Substituição da região precoce de SV Vector vaivém derivado de SV Vector BPV (Bovine Papilloma Virus) 110 Vectores derivados de retrovírus 110 f. Introdução de genes estrangeiros em óvulos fertilizados. Animais transgénicos 112 Expressão do DNA estrangeiro nos animais transgénicos 113 A utilização dos retrovírus 115 Conclusões e resumo 115 g. Expressão em células de insectos 116 Construção dum vector de transferência do baculovírus 118 Actividade biológica das proteínas recombinantes ENGENHARIA GENÉTICA DE PLANTAS 120 Agrobacterium tumefaciens 120 plasmídeo Ti como vector 123 Expressão controlada pela luz e específica de órgão, dum gene de trigo em plantas de tabaco 126 Plantas transgénicas 127 a) Resistência a herbicidas 127 b) Resistência a insectos 128 c) Resistência a vírus 130 d) Produtoras de péptidos 133 As plantas monocotiledóneas 134 iv

7 11. DNA RECMBINANTE E DIAGNÓSTIC EM MEDICINA 136 a. Alterações cromossómicas 136 b. Cartografia dos cromossomas humanos 137 c. Mapeamento do genoma humano por RFLP 139 d. Anomalias monogénicas e multifactoriais 141 e. diagnóstico de defeitos genéticos 142 1) RFLP (Restriction Fragment Length Polymorphism) 143 2) Diagnóstico de mutações identificadas 144 ß-talassemias 144 a) Mutações sem sentido e frame shift 145 b) Mutações que afectam a transcrição 145 c) Mutações que afectam a maturação do RNA 146 d) Utilização dos oligonucleotídeos sintéticos 146 e) Anemia falciforme 148 A deficiência hereditária de α1-antitripsina 148 f. Detecção de mutações somáticas 150 g. Amplificação enzimática de DNA (PCR) 152 1) Detecção da anemia falciforme e da hemoglobina C por PCR 154 2) Detecção de doenças infecciosas por PCR 155 Detecção de HPVs 156 Detecção de HIV REGULAMENTAÇÃ SBRE A UTILIZAÇÃ DE RGANISMS RECMBINANTES E A PRTECÇÃ CNTRA S RISCS BILÓGICS 161 ANEX Directivas do Conselho da CEE 163 v

8 METDLGIA D DNA RECMBINANTE A tecnologia do DNA recombinante representa na realidade, um ramo da engenharia genética considerada no seu sentido lato. Ela diz respeito à recombinação in vitro do material genético por meio de enzimas. Estas manipulações in vitro só adquirem realmente um sentido quando o DNA recombinante é introduzido num hospedeiro biológico, onde pode ser mantido e propagado indefinidamente. Uma experiência típica de clonagem requer no mínimo a) um DNA objecto duma pesquisa; b) um vector de clonagem; c) enzimas de restrição; d) DNA ligase; e) células procariotas ou eucariotas que servem de hospedeiro biológico (Fig. 1.II.). Depois da introdução no hospedeiro, as moléculas recombinantes têm que ser isoladas e caracterizadas. Foi através deste processo de caracterização, que o conhecimento do gene foi progredindo. processo de clonagem em si, só fornece um meio de isolar e de identificar rapidamente os genes de interesse. Neste capítulo passaremos em revista os diversos métodos utilizados para clonar um gene. 1

9 1. S INSTRUMENTS DE BASE 1.a.As enzimas, suas actividades e utilizações Endonucleases de restrição e metilases Sempre que um bacteriófago λ se desenvolve numa estirpe de Escherichia coli C, os fagos resultantes da lise deste hospedeiro multiplicam-se muito mal noutra estirpe, de tipo K. Diz-se que o fago é "restrito" pela segunda estirpe bacteriana. Por outro lado, os fagos que escaparam à restrição são capazes de crescer normalmente se forem utilizados para reinfectarem a estirpe K. No entanto, se estes mesmos fagos passarem primeiro por E. coli C, ficam de novo restritos por E. coli K (Fig. 2.II). Portanto, a eficácia com a qual um fago se multiplica num hospedeiro depende da estirpe na qual ele se multiplicou anteriormente. Esta modificação não hereditária, conferida ao fago pela segunda estirpe (K) e que lhe permite voltar a multiplicar-se nesta estirpe sem ser de novo restrito, chama-se modificação. s fagos restritos adsorvem-se sobre os hospedeiros restritores e injectam o seu DNA normalmente. No entanto, este DNA é rapidamente degradado depois da injecção. A enzima responsável por esta degradação é uma endonuclease, também chamada endonuclease de restrição ou enzima de restrição. hospedeiro restritor tem evidentemente que proteger o seu DNA dos efeitos das enzimas de restrição que ele próprio contém; esta protecção é assegurada pela modificação do DNA. Mais precisamente, as modificações resultam da metilação (por metilases) de certas bases num número reduzido de locais do DNA, que constituem as sequências de reconhecimento para a enzima de restrição. É, pois, compreensível a razão pela qual um fago que escapa à restrição num dado hospedeiro, pode em seguida re-infectar eficazmente o mesmo hospedeiro: o DNA do fago ter-se-á replicado em presença da metilase de modificação e será protegido, assim como o DNA do hospedeiro, contra os efeitos de restrição. s processos de restrição e de modificação existem em todos os sistemas nos quais o DNA é transferido duma bactéria para outra. A conjugação, a transformação, a transdução e a transfecção estão todas submetidas ao sistema de restrição-modificação. s genes que especificam os sistemas res-mod podem residir no cromossoma do hospedeiro, ou podem estar localizados num plasmídeo ou num profago. As endonucleases de restrição classificam-se em 3 categorias. As pertencentes à classe I são constituídas por 3 subunidades e requerem como cofactores ATP, Mg2+ e S- adenosilmetionina. Possuem simultaneamente actividades de endonuclease e de metilase situadas em subunidades diferentes. s sítios específicos de reconhecimento, longos de 15 2

10 pares de base, são complexos, situando-se a cerca de 1000 pares de bases de distância do sítio de clivagem ou de metilação. Esta categoria é pouco interessante em tecnologia genética porque o local de clivagem não é específico. As endonucleases de restrição de classe III, constituídas por 2 subunidades têm ATP e Mg2+ como cofactores obrigatórios, mas não necessariamente a S-adenosilometionina. A região de clivagem situa-se de 5 a 10 ou de 25 a 27 pares de bases a jusante do sítio de reconhecimento. As do primeiro tipo clivam em geral sequências não palindrómicas, dando origem a populações heterogéneas com extremidades 5' protuberantes, enquanto que as do segundo tipo clivam o DNA em sítios fixos. As endonucleases de restrição de classe II são constituídas por uma única subunidade activa e requerem unicamente Mg2+ como cofactor. s locais de clivagem situam-se em geral dentro das sequências de reconhecimento compostas de 4 a 8 bases. A clivagem dá origem a extremidades 5' ou 3' protuberantes ou a extremidades rombas ("blunt-end"). Estas enzimas foram isoladas a partir de mais de 200 estirpes bacterianas representando quase todos os grupos de procariotas. Esta diversidade de enzimas torna indispensável a utilização duma nomenclatura apropriada. Cada enzima é representada por um código de 3 letras derivado do nome do género e da espécie da bactéria donde a enzima foi isolada. Hae por exemplo, significa que a enzima foi isolada de Haemophilus aegyptiens. A maioria das sequências de reconhecimento conhecidas é palindrómica, i.é., possui um eixo de simetria de rotação. Por exemplo a sequência de reconhecimento de EcoRI 5'-GAATTC-3' 3'-CTTAAG-5' lê-se da mesma maneira nas duas direcções sobre as cadeias opostas. arranjo simétrico dos locais de clivagem tem duas consequências importantes: 1) os cortes em posições desviadas em relação a cada uma das cadeias produzem extremidades monocatenárias que são complementares em orientação anti-paralela, mas idênticas em orientação paralela; 2) as extremidades de uma molécula de DNA criadas por uma enzima dada, com uma dada sequência de reconhecimento, podem formar pares de bases complementares com qualquer outra molécula de DNA que possua extremidades idênticas: 3

11 5'...G papaptptp C...3 ' EcoRI 5'... G H 3' + 5'pApApTpTpC... 3' 3'...C ptptpapap G...5' 3'... CpTpTpApAp5' 3' H G 5' fragmento A (corte 1) 5'... GH 3'... CpTpTpApAp B 5'... G H pa p A p T p T p C... 3' 3'... C p T p T p A p Ap H G...5' A papaptptpc... 3' H G...5' fragmento B (corte 2) Esta associação entre bases complementares pode ser completamente estabilizada, pela formação das ligações covalentes entre as extremidades 3'H e 5'-fosfato de cada uma das cadeias de DNA. Esta reacção de ligação é realizada com uma enzima específica, uma ligase, que tem, como veremos mais adiante, uma utilização importante em metodologia de DNA recombinante. Deve ser, no entanto, referido que nem todas as sequências reconhecidas são simétricas. Devido à existência de ambiguidades nos seus locais de reconhecimento, várias enzimas reconhecem até 4 sequências alvo diferentes. A digestão duma molécula de DNA com este tipo de enzima, pode originar extremidades não idênticas que não podem ser recombinadas ao acaso. Por exemplo, EcoRII reconhece as sequências seguintes: CCAGG GGTCC e CCTGG GGACC 4

12 Várias enzimas denominadas isoesquizómeras possuem sítios de reconhecimento idênticos. HindIII e HsuI por exemplo, partilham as mesmas sequências de reconhecimento e de clivagem AAGCTT. utras isoesquizómeras tais como SmaI (CCCGGG) e Xma I (CCCGGG) possuem a mesma sequência de reconhecimento mas clivam em sítios diferentes indicados por.utras enzimas, denominadas isocaudómeras, podem diferir pelo seu sítio de reconhecimento, mas originar extremidades complementares. Por exemplo, as digestões por BamHI (GGATCC), BglII (AGATCT), Bc1I (TGATCA) e Sau3A ( GATC) conduzem às extremidades coesivas 5'-GATC-3'. Todos os fragmentos de DNA formados por clivagem com qualquer combinação destas enzimas, recombinam-se entre eles. Assim, os fragmentos formados por digestão BamHI e BglII podem recombinar-se entre eles, mas neste caso a sequência recombinante 5'-GGATCT-3' é resistente à digestão por qualquer destas duas enzimas porque as bases externas da sequência hexanucleotídica de reconhecimento de BamHI e de BglII diferem (G/C e T/A respectivamente). BamHI Bg II 5'... G GATCT...3' 3'... CCTAG A...5' 5'...GGATCT...3' 3'...CCTAGA...5' não reconhecida por BamHI nem por BglII mas sim por MboI/Sau3A/DpnI No entanto, as moléculas originais e as recombinantes podem ser clivadas por outras enzimas tais como DpnI, Sau3A e MboI e podem ser facilmente distinguidas. Estas enzimas reconhecem a sequência tetranucleotídica 5'-GATC-3' central e não são influenciadas pelas bases que a ladeiam. As endonucleases de restrição têm certas propriedades particulares: 1) Actividade parasita conhecida por "star" que é uma alteração na especificidade da sequência reconhecida, em condições de ph ou iónicas particulares. Por exemplo, um aumento do ph, um abaixamento da concentração em NaCl, ou a substituição do Mg por Mn alteram a especificidade de EcoRI que passa a reconhecer a sequência tetranucleotídica 5'- AATT-3' que ocorre mais frequentemente. Esta nova especificidade é denominada EcoRI* (Eco star). 5

13 2) Sequências na vizinhança de sequências de reconhecimento podem influenciar a actividade duma enzima, privilegiando a clivagem de certos sítios em relação a outros de mesma especificidade. Por exemplo, a actividade de EcoRI pode variar no plasmídeo pbr322 ao ponto de atingir diferenças de velocidade de 56x, em função da localização do sítio em relação a certas sequências. 3) A temperatura é outro factor que influencia o desenrolar da clivagem. Certos pequenos fragmentos oligonucleotídicos desnaturam-se quando a temperatura da reacção enzimática é superior à sua temperatura de dissociação. Certas enzimas têm a sua actividade óptima de funcionamento a temperaturas elevadas (65-79 C), tais como TaqI, Tth111I, Tth111II isoladas de organismos termófilos. 4) Quando o sítio de reconhecimento de certas enzimas se situa perto de uma extremidade da molécula de DNA a actividade diminui. Quando dois sítios idênticos ficam demasiados próximos só um deles é clivado, porque após a primeira clivagem o segundo sítio fica perto duma extremidade da molécula. Esta propriedade está relacionada com o fenómeno de dissociação mencionado em 3). 5) A probabilidade de uma sequência de restrição estar representada num local com n pares de bases, numa molécula de DNA, composta de 50 % de AT e de 50 % de CG é P = 1 n 4 em que n é o número de bases que comporta o sítio. Uma sequência tetranucleotídica dada aparecerá num DNA em média cada 44=256 pares de base e uma hexanucleotídica cada 46=4096 pares de base. Se for conhecida a composição em GC de um DNA e o seu comprimento, é possível prever o número de vezes que uma sequência de restrição, de composição e comprimento dados, aparece representada. s diferentes fragmentos formados por digestão com uma enzima de restrição podem ser separados por electroforese em gel de agarose ou de poliacrilamida (Fig. 3.II.). s fragmentos correm no gel em função do comprimento e podem ser visualizados por coloração com o brometo de etídio, que se intercala entre as duas cadeias do DNA. A utilização de várias enzimas isoladamente, ou em combinação, permite estabelecer a carta de restrição duma molécula de DNA (Fig.4.II. e 5.II.). A carta indica as posições em que uma enzima particular cliva o DNA. A distância entre os locais de clivagem expressa-se em pares de bases (medida em relação a um padrão de referência). 6

14 As metilases, ou enzimas de modificação, protegem o DNA de um organismo da actividade endonucleásica ao nível das sequências reconhecidas pela(s) enzima(s) de restrição própria(s) ao organismo. Estas enzimas, que possuem actividades de metilase e ausência de actividade de restrição, são a dam metilase, e a dcm metilase que fixam o grupo CH 3 (m de metilo) em posição N6 da adenina e em posição C5 da citosina respectivamente, no interior dos sítios de restrição. Dam-DNA adenina metilase GAmTC Dcm-DNA citosina metilase CCm A/TGG NHCH 3 NH 2 N N N CH 3 N N N N6-metiladenina C5-metilcitosina Enquanto que certas enzimas de restrição reconhecem unicamente sequências alvo não metiladas, os seus isoesquizómeros clivam tanto os sítios metilados como os não metilados. HpaII (C/CGG), por exemplo, cliva o tetranucleotídeo não metilado, enquanto que o isoesquizómero MspI cliva a mesma sequência não metilada ou metilada (CCmGG). As células de eucariotas contêm habitualmente citosinas metiladas em proporção que pode atingir 10 %. Se bem que de menor importância que no DNA de eucariotas, a metilação da adenina é altamente relevante no DNA dos procariotas. A metilação dos resíduos adenina pode ser testada por enzimas, tais como Sau3A ( GATC), MboI ( GATC) e DpnI (GATC). Enquanto que Sau3A cliva tanto 5'-GATC-3' como 5'-GAmTC-3', MboI cliva unicamente a sequência não metilada e DpnI cliva exclusivamente 5'-GAmTC-3'. Uma sequência hemimetilada, i.é. uma sequência metilada só numa cadeia é resistente à DpnI. Sempre que for necessário clivar DNA de procariotas em qualquer local possível, este DNA tem que ser preparado a partir de estirpes de E.coli que são dam-. Se bem que a maior parte das estirpes de E.coli possua actividades de restrição e de metilação, certas estirpes utilizadas em engenharia genética possuem uma, ou outra, ou nenhuma destas actividades. Ex.: EcoK12 possui actividades de metilase e de restrição 7

15 MM294 possui modificação mas não restrição RRI não possui nem uma nem outra utras endonucleases [para além das que possuem outra(s) actividade(s)] α) Desoxi- (Fig. 6.II.) Desoxirribonuclease I (DNase I) (pâncreas bovino). Actividade: endonuclease, cadeia dupla ou cadeia simples. Com Mg++ ataca cada cadeia independentemente e não gera obrigatoriamente extremidades rombas. Com Mn++ cliva as duas cadeias no mesmo sítio e gera fragmentos com extremidades rombas ou só com um ou dois nucleotídeos protuberantes. Utilização: - na introdução de nicks ao acaso em DNA bicatenário a fim de o preparar para a marcação radioactiva por nick translation; - na introdução dum nick em DNA circular a fim de o preparar para a mutagénese mediada por bissulfito (secção 3); - na criação de clones ao acaso para sequenciação em vectores de bacteriófago M13; - na análise de complexos proteína-dna. ß) Ribonucleases Ribonuclease A (pâncreas bovino)(fig. 7.II.). Actividade: endonuclease - ataca o RNA em 3' de bases pirimidínicas e cliva o fosfato em 5' do nucleotídeo adjacente. Dá origem à formação de nucleotídeos pirimidínicos-3'p e de oligonucleotídeos com pirimidinas-3'p. Utilização: - na remoção de regiões não hibridadas de RNA nos híbridos DNA-RNA; - no mapeamento de mutações singulares em DNA ou em RNA (desemparelhamentos de um par de bases entre RNA e DNA são reconhecidos e clivados pela RNase A). Ribonuclease T1 (Aspergillus oryzae)(fig. 8.II.) Actividade: endonuclease - ataca o RNA em 3' da guanosina e cliva o 5'-fosfato do nucleotídeo adjacente. Dá origem a guanosinas ou a oligonucleotídeos com guanosina-3'p. Utilização: - na remoção de regiões não hibridadas de RNA em híbridos DNA-RNA. 8

16 Exonucleases e polimerases α) DNA polimerase I (E. coli) (Fig. 9.II.) Actividades: exonuclease 5' 3' e 3 ' 5' polimerase 5' 3' reacção de troca Utilização: - marcação de DNA por nick-translation. - Na marcação de DNA com extremidades 3' protuberantes. ß) Fragmento de Klenow da DNA polimerase de E.coli (Fig. 10.II.) Actividades: exonuclease 3' 5' polimerase 5' 3' reacção de troca Utilização: - preenchimento das extremidades 3' retraídas formadas por digestão de DNA com enzimas de restrição; - marcação de DNA por preenchimento das extremidades 3' retraídas, com nucleotídeos trifosfatos 32P; - marcação terminal de DNA com extremidades 3' protuberantes; - síntese da segunda cadeia de cdna em clonagem de cdna; - síntese da segunda cadeia de DNA a partir de matrizes monocatenárias em mutagénese in vitro; - sequenciação de DNA pelo método dos didesoxinucleotídeos (terminação de cadeia). γ) T4 DNA polimerase (Fig. 11.II.) Actividades: exonuclease 3' 5' polimerase 5' 3' Utilização: - como o fragmento de Klenow, é utilizada na marcação de DNA por preenchimento de extremidades 3' retraídas; - na marcação das extremidades de fragmentos de DNA, rombas ou protuberantes em 3' (reacção de troca); 9

17 - na marcação de fragmentos de DNA para uso como sondas de hibridação por digestão parcial de DNA bicatenário utilizando actividade exonuclease 3' 5' seguida por reacção de preenchimento, utilizando a actividade polimerásica e [α32p]dntp; - na conversão de extremidades protuberantes (5' ou 3') de DNA bicatenário, em extremidades rombas; - na extensão do iniciador (primer) oligonucletídico mutagénico hibridado à matriz de DNA monocatenário, em mutagénese in vitro. δ) Taq polimerase (Thermus aquaticus)(fig. 12.II) Actividade: polimerase 5' 3' Utilização: - na amplificação in vitro de sequências específicas de DNA por reacção em cadeia (Polymerase Chain Reaction-PCR); - na sequenciação de DNA ε) RNA polimerases dependentes de DNA de bacteriófagos SP6, T3 e T7 (Fig. 13.II) Actividade : RNA polimerase 5' 3' Utilização: - na síntese de RNA monocatenário para utilização como sondas de hibridação, como mrnas funcionais em sistemas de tradução in vitro, ou como substratos em reacções de splicing in vitro. Cada uma destas três polimerases possui um grau elevado de especificidade para com o seu promotor. - No caso do sistema de transcrição do bacteriófago T7, para expressão de genes clonados em bactérias. ζ) Poli(A) polimerase (Fig. 14.II) Actividade: polimerisa AMP (derivado de ATP) na extremidade 3'-H livre do RNA. Utilização: - preparação de poli (A)- RNA para clonagem; - marcação da extremidade 3' de RNA com [α- 32 P]ATP para preparar sondas de hibridação. η) Reverse transcriptase (transcritase reversa) (Fig. 15.II.) (vírus aviano de mieloblastose) Actividades : polimerase 5' 3' DNA. A matriz tanto pode ser o DNA como o RNA. Exorribonuclease 5' 3' e 3' 5' (RNase H) Degrada especificamente o RNA em híbridos DNA-RNA. 10

18 Utilização: - síntese de cdna para clonagem (1a e 2a cadeia) ou para sondas de hibridação; - marcação de extremidades de fragmentos de DNA protuberantes em 5' (reacção de preenchimento). - Também pode ser utilizada em sequenciação de DNA pelo método de terminação de cadeia com os didesoxirribonucleotídeos. θ) Nuclease Bal 31 (Fig. 16.II.) Actividades: exo e endonuclease 5' 3' e 3' 5' Utilização: - remoção de nucleotídeos das extremidades de DNA bicatenário de maneira controlada. DNA encurtado pode ser ligado a adaptadores (linkers) ou a vectores com T4 ligase; - construção de mapas de sítios de restrição; - mapeamento de estruturas secundárias do DNA, por exemplo junções entre B-DNA e Z-DNA, ou sítios de modificação em DNA bicatenário; - remoção de nucleotídeos de RNA bicatenário para preparação de RNAs recombinantes. ι) Nuclease S1 (Fig. 17.II.) Actividade: nuclease específica de DNA monocatenário ou RNA; utilização: - análise de estrutura de híbridos DNA-RNA; - remoção de extremidades livres (tails) de fragmentos de DNA para produzir extremidades rombas; - abertura do gancho formado durante a síntese de cdna bicatenário; - na análise da estrutura dos híbridos RNA-DNA. κ) Mung-bean nuclease suave. Actividade : nuclease específica de cadeia simples semelhante à nuclease S1 mas mais Utilização: - converter extremidades protuberantes de DNA em extremidades rombas. λ) Exonuclease VII (Fig. 18.II.) Utilização: - recuperação de cdna inserido em vectores plasmídicos por "tailing" dadt; Actividades: exonucleásica sobre cadeia simples de DNA, 3' 5' e 5' 3'; dispensa Mg++ e trabalha em presença de EDTA. 11

19 - construção de mapas dos intrões e dos exões. µ) Exonuclease III (Fig. 19.II.) Actividades: exonuclease 3' 5' de DNA bicatenário com extremidades 3'H retraídas. -3' fosfatase. Utilização: - Preparação de DNA linear como molde para a DNA polimerase (p.ex. na sequenciação pelo método dos didesoxi; vd. secção sequenciação); -preparação de sondas específicas de uma cadeia; -remoção de sequências das extremidades de fragmentos de DNA, criando eliminações unidireccionais a partir da extremidade 3'H retraída; -degradação preferencial da cadeia parental não tiofosfatada, no método de mutagénese específica pontual que recorre a derivados tiofosfato (vd. secção 3) ν) Exonuclease λ (Fig. 20.II) Actividade: exonuclease 5' 3' em cadeia dupla de DNA com um fosfato em 5'. Utilização: -na modificação da extremidade 5'-fosfato dos DNAs substratos ulteriores doutras enzimas (ex.: remoção da extremidade 5'-protuberante do DNA antes do "tailing" com a terminal transferase). Fosfatases Fosfatase alcalina - CAP (intestino de vitela), BAP (bactéria) (Fig. 21.II.) Actividades: catalisa a remoção dos fosfatos em 5' do DNA bicatenário ou monocatenário, do RNA e de trifosfatos dos desoxirribonucleotídeos e dos ribonucleotídeos. Utilização: -eliminação dos grupos fosfato em 5' do DNA ou do RNA para permitir a marcação com 32P em 5' pela T4 polinucleotídeo kinase e [γ32p]atp, numa reacção de troca; - remoção do fosfato em 5' do DNA a fim de impedir a auto ligação. T4 polinucleotídeo Kinase (Fig. 22.II.) Actividades: catalisa a transferência de fosfato γ de ATP para a extremidade 5'H do DNA mono ou bicatenário e do RNA por reacção de fosforilação de 5'H ou de troca com 5'P. Utilização: - marcação da extremidade 5' do DNA para a sequenciação pela técnica de Maxam-Gilbert; 12

20 - fosforilação de oligonucleotídeos sintéticos, ou de outro DNA, para ligação; - marcação de oligonucleotídeos para serem utilizados como sondas de hibridação; Ligação de fragmentos de DNA Existem dois métodos que permitem estabelecer ligações covalentes de DNA in vitro. primeiro utiliza uma enzima que intervém na replicação do DNA, a que já nos referimos anteriormente, a DNA ligase (extraída de E.coli ou de células infectadas pelo fago T4). A enzima derivada do fago T4 é até capaz de realizar a ligação entre moléculas de DNA com extremidades rombas, reacção que é estimulada pela RNA ligase de T4. T4 DNA ligase (Fig. 23.II.) Actividade: ligação de extremidades coesivas e de extremidades rombas. Utilização: -catalisa a ligação covalente de moléculas de DNA com extremidades coesivas complementares; - ligação covalente de extremidades rombas em moléculas de DNA bicatenário, umas com as outras, ou com adaptadores ("linkers") sintéticos (observação: a T4 ligase é mais eficaz nas ligações de extremidades rombas). T4 RNA ligase (Fig. 24.II) Actividade: catalisa a ligação covalente de extremidades 5' fosforiladas de DNA monocatenário ou de RNA, a extremidades 3'H de DNA monocatenário ou de RNA. Utilização: -marcação radioactiva das extremidades 3' de RNA (pequenas moléculas tais como os pnps são substratos eficazes); - síntese de oligodesoxirribonucleotídeos. segundo método utiliza uma enzima que é capaz de adicionar extremidades coesivas aos fragmentos de DNA. Quando por vezes é necessário ligar fragmentos de DNA desprovidos de extremidades coesivas complementares, recorre-se a uma enzima que permite adicionar, in vitro, sequências homopoliméricas complementares, aos fragmentos de DNA. método baseia-se na utilização duma enzima isolada de timo de vitelo, a terminal desoxirribonucleotidiltransferase (terminal transferase). Em presença de um nucleotídeo trifosfato, a enzima adiciona este nucleotídeo de maneira repetida às extremidades 3' do DNA. 13

DNA polimerases dependentes de "template"

DNA polimerases dependentes de template DNA polimerases dependentes de "template" - Adicionam deoxiribonucleótidos à extremidade 3' de cadeias duplas de DNA com um local de "priming" - A síntese ocorre exclusivamente na direcção 5'-3' da nova

Leia mais

BIOTECNOLOGIA. 2. Conceito de clonagem molecular

BIOTECNOLOGIA. 2. Conceito de clonagem molecular BIOTECNOLOGIA 1. Introdução Até a década de 70, o DNA era o componente celular mais difícil de ser analisado. Sua seqüência de nucleotídeos de enorme tamanho e monotonia química era geralmente analisada

Leia mais

DNA r ecomb m i b n i a n nt n e

DNA r ecomb m i b n i a n nt n e Tecnologia do DNA recombinante DNA recombinante molécula de DNA contendo sequências derivadas de mais de uma fonte. As primeiras moléculas de DNA recombinante 1972 Paul Berg : vírus SV40 + plasmídeo 1973:

Leia mais

Tecnologia do DNA recombinante

Tecnologia do DNA recombinante Tecnologia do DNA recombinante Tecnologia do DNA Recombinante déc. 70 conhecimento de mecanismos biomoleculares enzimas biológicas cortar DNA ligar DNA replicar DNA transcrever reversamente o RNA complementaridade

Leia mais

Avaliação Curso de Formação Pós-Graduada da Biologia Molecular à Biologia Sintética 15 de Julho de 2011 Nome

Avaliação Curso de Formação Pós-Graduada da Biologia Molecular à Biologia Sintética 15 de Julho de 2011 Nome 1 Avaliação Curso de Formação Pós-Graduada da Biologia Molecular à Biologia Sintética 15 de Julho de 2011 Nome 1 - As enzimas de restrição ou endonucleases recebem uma designação que provem (1 valor) a)

Leia mais

Enzimas e Clonagem Molecular

Enzimas e Clonagem Molecular Universidade Estadual de Maringá Enzimas e Clonagem Molecular Disciplina: Biologia Molecular 6855 Profa. Dra Maria Aparecida Fernandez Enzimas: Enzimas de Restrição Endonucleases de restrição; Fazem o

Leia mais

VI Congresso Brasileiro de Biossegurança Simpósio Latino-Americano de Produtos Biotecnológicos

VI Congresso Brasileiro de Biossegurança Simpósio Latino-Americano de Produtos Biotecnológicos VI Congresso Brasileiro de Biossegurança Simpósio Latino-Americano de Produtos Biotecnológicos Rio de Janeiro, 21-25 setembro de 2009 Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ Construções Mais Comuns

Leia mais

Biologia Molecular de Corinebactérias Produtoras de Aminoácidos: Análise do Genoma de Brevibacterium lactofermentum ATCC 13869

Biologia Molecular de Corinebactérias Produtoras de Aminoácidos: Análise do Genoma de Brevibacterium lactofermentum ATCC 13869 Biologia Molecular de Corinebactérias Produtoras de Aminoácidos: Análise do Genoma de Brevibacterium lactofermentum ATCC 13869 António Carlos Matias Correia Dissertação apresentada à Universidade de Aveiro

Leia mais

REAÇÃO EM CADEIA DA POLIMERASE (PCR)

REAÇÃO EM CADEIA DA POLIMERASE (PCR) Área de Ciências da Saúde Curso de Medicina Módulo: Saúde do Adulto e Idoso II GENÉTICA HUMANA Professora: Dra. Juliana Schmidt REAÇÃO EM CADEIA DA POLIMERASE (PCR) A molécula de DNA é um longo polímero

Leia mais

Problemas de Engenharia Genética

Problemas de Engenharia Genética Engenharia Genética Secção de Genética e Dinâmica de Populações Departamento de Biologia Vegetal Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Problemas de Engenharia Genética 2. Técnicas de análise

Leia mais

Ficha Informativa nº11 Fundamentos de Engª.Genética

Ficha Informativa nº11 Fundamentos de Engª.Genética FICHA INFORMATIVA Nº11 FUNDAMENTOS DE ENGª.GENÉTICA Ficha Informativa nº11 Fundamentos de Engª.Genética Durante 25 anos, desde 1950 a 1957, a molécula de DNA foi considerada intocável. A partir da década

Leia mais

Rachel Siqueira de Queiroz Simões, Ph.D rachelsqsimoes@gmail.com rachel.simoes@ioc.fiocruz.br

Rachel Siqueira de Queiroz Simões, Ph.D rachelsqsimoes@gmail.com rachel.simoes@ioc.fiocruz.br Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Centro de Ciências Biológicas e da Saúde Casa da Medicina Unidade Gávea Coordenação Central de Extensão EPIDEMIOLOGIA MOLECULAR Rachel Siqueira de Queiroz

Leia mais

Técnicas de análise de DNA e RNA

Técnicas de análise de DNA e RNA Técnicas de análise de DNA e RNA Fundamento e aplicação das técnicas de análise de DNA Extracção, purificação, quantificação e detecção de ácidos nucleicos Electroforese convencional em gel de agarose

Leia mais

PROGRAMA TEÓRICO. 2. O Dogma Central da Biologia Molecular

PROGRAMA TEÓRICO. 2. O Dogma Central da Biologia Molecular PROGRAMA TEÓRICO 1. As moléculas da Biologia Molecular: DNA, RNA e proteínas Aspectos particulares da composição e estrutura do DNA, RNA e proteínas. EG- Características bioquímicas dos ácidos nucleicos,

Leia mais

Genética e Melhoramento de Plantas

Genética e Melhoramento de Plantas Genética e Melhoramento de Plantas Marcadores moleculares e sua utilização no melhoramento Por: Augusto Peixe Introdução ao uso de Marcadores moleculares Definição Marcador molecular é todo e qualquer

Leia mais

MAPA DO CROMOSSOMA DE E.coli

MAPA DO CROMOSSOMA DE E.coli REPLICAÇÃO DE DNA MAPA DO CROMOSSOMA DE E.coli TERMINOLOGIA Regras básicas para a designação de genes e proteínas: Genes bacterianos 3 letras minúsculas em itálico que reflectem a sua função aparente Ex:

Leia mais

ÁCIDOS NUCLEICOS DNA - ÁCIDO DESOXIRRIBONUCLEICO RNA - ÁCIDO RIBONUCLEICO

ÁCIDOS NUCLEICOS DNA - ÁCIDO DESOXIRRIBONUCLEICO RNA - ÁCIDO RIBONUCLEICO ÁCIDOS NUCLEICOS DNA - ÁCIDO DESOXIRRIBONUCLEICO RNA - ÁCIDO RIBONUCLEICO 1 Funções dos ácidos nucleicos Armazenar e expressar a informação genética Replicação Cópia da mensagem contida no DNA, que será

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ Departamento de Biologia Celular e Genética

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ Departamento de Biologia Celular e Genética UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ Departamento de Biologia Celular e Genética Biologia Molecular Tópicos de estudo Prof a Dr a Maria Aparecida Fernandez 2003 1 Unidade I Estrutura dos Ácidos Nucléicos Estrutura

Leia mais

Técnicas de biologia molecular. da análise de genes e produtos gênicos únicos a abordagens em larga escala

Técnicas de biologia molecular. da análise de genes e produtos gênicos únicos a abordagens em larga escala Técnicas de biologia molecular da análise de genes e produtos gênicos únicos a abordagens em larga escala os mesmos genes, qual a diferença? Dogma central Localizando alvos Técnicas iniciais para evidenciar

Leia mais

Genética Molecular. Fundamentos Aplicações científicas Biotecnologia

Genética Molecular. Fundamentos Aplicações científicas Biotecnologia Genética Molecular Fundamentos Aplicações científicas Biotecnologia Genética Molecular DNA RNA Proteínas Universo Celular Ciclo celular Ciclo Celular: Mitose Célula animal Núcleo Celular: Cromossomas Cromossoma:

Leia mais

Técnicas de análise de proteínas. Estrutura secundária da enzima COMT

Técnicas de análise de proteínas. Estrutura secundária da enzima COMT Técnicas de análise de proteínas Estrutura secundária da enzima COMT Fundamento e aplicação das técnicas de análise de proteínas Electroforese em gel de poliacrilamida (SDS-PAGE) Hibridação Western Electroforese

Leia mais

ISOLAMENTO E MANIPULAÇÃO DE UM GENE

ISOLAMENTO E MANIPULAÇÃO DE UM GENE ISOLAMENTO E MANIPULAÇÃO DE UM GENE ISOLAMENTO E MANIPULAÇÃO DE UM GENE Importância da Engenharia Genética Diversidade biológica X Diversidade gênica Etapas básicas da Clonagem Escolha e amplificação do

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA DEPARTAMENTO DE PARASITOLOGIA, MICROBIOLOGIA E IMUNOLOGIA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA DEPARTAMENTO DE PARASITOLOGIA, MICROBIOLOGIA E IMUNOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA DEPARTAMENTO DE PARASITOLOGIA, MICROBIOLOGIA E IMUNOLOGIA Genética Bacteriana Disciplina: Microbiologia Geral e Aplicada à Enfermagem Professora:Luciana Debortoli de

Leia mais

Apostila de aula prática REAÇÃO EM CADEIA PELA POLIMERASE (PCR)

Apostila de aula prática REAÇÃO EM CADEIA PELA POLIMERASE (PCR) 1 Universidade Federal Fluminense Instituto Biomédico Departamento de Microbiologia e Parasitologia Disciplina: Virologia Apostila de aula prática REAÇÃO EM CADEIA PELA POLIMERASE (PCR) A técnica de reação

Leia mais

Extração de DNA e Amplificação por PCR

Extração de DNA e Amplificação por PCR Universidade Federal de São Carlos Departamento de Genética e Evolução Disciplina Práticas de Genética Extração de DNA e Amplificação por PCR Érique de Castro 405523, Victor Martyn 405612, Wilson Lau Júnior

Leia mais

PCR Real-time thermal cycler Standard thermal cycler

PCR Real-time thermal cycler Standard thermal cycler PCR Real-time thermal cycler Standard thermal cycler Tópicos (1) Estratégias gerais de estudo de sequências de DNA específicas em populações de DNA complexas Requisitos da reacção de polimerização em cadeia

Leia mais

Hoje estudaremos a bioquímica dos ácidos nucléicos. Acompanhe!

Hoje estudaremos a bioquímica dos ácidos nucléicos. Acompanhe! Aula: 2 Temática: Ácidos Nucléicos Hoje estudaremos a bioquímica dos ácidos nucléicos. Acompanhe! Introdução: Os ácidos nucléicos são as moléculas com a função de armazenamento e expressão da informação

Leia mais

8/18/2015. IFSC Campus Lages. Biologia Molecular. Prof. Silmar Primieri. O que é Biologia Molecular?

8/18/2015. IFSC Campus Lages. Biologia Molecular. Prof. Silmar Primieri. O que é Biologia Molecular? IFSC Campus Lages Biologia Molecular Prof. Silmar Primieri O que é Biologia Molecular? 1 Aplicabilidades da Biologia Molecular Genética do Câncer Doenças com herança complexa Preservação de espécies ameaçadas

Leia mais

Estrutura e Função de Ácidos Nucléicos

Estrutura e Função de Ácidos Nucléicos UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO INSTITUTO DE QUÍMICA DEPARTAMENTO DE BIOQUÍMICA QBQ0313 Estrutura e Função de Ácidos Nucléicos Flavia Carla Meotti Os Ácidos Nucléicos Função: armazenamento e transmissão da informação

Leia mais

As bactérias operárias

As bactérias operárias A U A UL LA As bactérias operárias Na Aula 47 você viu a importância da insulina no nosso corpo e, na Aula 48, aprendeu como as células de nosso organismo produzem insulina e outras proteínas. As pessoas

Leia mais

Aula 4 Estrutura do RNA

Aula 4 Estrutura do RNA Biologia Molecular Básica Módulo I Básico Aula 4 Estrutura do RNA O RNA é uma molécula intermediária na síntese de proteínas. Ela faz a intermediação entre o DNA e as proteínas. As principais diferenças

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS BARREIRO

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS BARREIRO ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS BARREIRO 3º Teste Sumativo DISCIPLINA DE BIOLOGIA 12ºano Turmas A e B TEMA: Regulação e alteração do material genético Versão A 31 de janeiro de 2013 90 minutos Nome: Nº

Leia mais

Ácidos nucléicos. São polímeros compostos por nucleotídeos. Açúcar - pentose. Grupo fosfato. Nucleotídeo. Base nitrogenada

Ácidos nucléicos. São polímeros compostos por nucleotídeos. Açúcar - pentose. Grupo fosfato. Nucleotídeo. Base nitrogenada ÁCIDOS NUCLÉICOS Ácidos nucléicos São polímeros compostos por nucleotídeos Açúcar - pentose Nucleotídeo Grupo fosfato Base nitrogenada Composição dos Ácidos nucléicos pentoses: numeração da pentose: pentose

Leia mais

Exercício 4 Sequenciamento por finalizadores de cadeia Sequenciamento do DNA: os finalizadores

Exercício 4 Sequenciamento por finalizadores de cadeia Sequenciamento do DNA: os finalizadores Exercício 4 Sequenciamento por finalizadores de cadeia Sequenciamento do DNA: os finalizadores A determinação da seqüência de bases de um segmento de DNA é um passo crítico em muitas aplicações da Biotecnologia.

Leia mais

Exame de 1ª Época Engenharia Genética 16 de Janeiro de 2009 Duração: 2h30min

Exame de 1ª Época Engenharia Genética 16 de Janeiro de 2009 Duração: 2h30min Nome: Curso: Nº Exame de 1ª Época Engenharia Genética 16 de Janeiro de 2009 Duração: 2h30min As bactérias Gram-negativas como Salmonella typhi têm de se adaptar a uma variedade de stresses ambientais extremos

Leia mais

SÍNTESES NUCLEARES. O DNA éo suporte da informação genética. Parte 1 Replicação

SÍNTESES NUCLEARES. O DNA éo suporte da informação genética. Parte 1 Replicação SÍNTESES NUCLEARES O DNA éo suporte da informação genética Parte 1 Replicação Estrutura do DNA Replicação do DNA Nucleótidos A informação genética das células é armazenada sob a forma de 2 moléculas similares:

Leia mais

MEDICINA VETERINÁRIA. Disciplina: Genética Animal. Prof a.: Drd. Mariana de F. G. Diniz

MEDICINA VETERINÁRIA. Disciplina: Genética Animal. Prof a.: Drd. Mariana de F. G. Diniz MEDICINA VETERINÁRIA Disciplina: Genética Animal Prof a.: Drd. Mariana de F. G. Diniz Gene, é a unidade fundamental da hereditariedade. Cada gene é formado por uma sequência específica de ácidos nucléicos

Leia mais

Genética Bacteriana. Prof (a) Dra. Luciana Debortoli de Carvalho

Genética Bacteriana. Prof (a) Dra. Luciana Debortoli de Carvalho Universidade Federal de Juiz de Fora Departamento de Microbiologia, Parasitologia e Imunologia Genética Bacteriana Prof (a) Dra. Luciana Debortoli de Carvalho Introdução O DNA existe como uma hélice de

Leia mais

Os primeiros indícios de que o DNA era o material hereditário surgiram de experiências realizadas com bactérias, sendo estas indicações estendidas

Os primeiros indícios de que o DNA era o material hereditário surgiram de experiências realizadas com bactérias, sendo estas indicações estendidas GENERALIDADES Todo ser vivo consiste de células, nas quais está situado o material hereditário. O número de células de um organismo pode variar de uma a muitos milhões. Estas células podem apresentar-se

Leia mais

16/04/2015 ÁCIDOS NUCLEICOS DNA E RNA DNA E RNA DNA E RNA BREVE HISTÓRICO DA DESCOBERTA DO DNA BREVE HISTÓRICO DA DESCOBERTA DO DNA

16/04/2015 ÁCIDOS NUCLEICOS DNA E RNA DNA E RNA DNA E RNA BREVE HISTÓRICO DA DESCOBERTA DO DNA BREVE HISTÓRICO DA DESCOBERTA DO DNA ÁCIDOS NUCLEICOS E RNA E RNA Plano de Aula -Componentes básicos de e RNA -Características estruturais e funcionais -Tipos de RNA Profª Dra. Juliana Schmidt Medicina 2014 E RNA BREVE HISTÓRICO DA DESCOBERTA

Leia mais

Bases Moleculares da Hereditariedade

Bases Moleculares da Hereditariedade UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS PROG. DE PÓS GRAD. EM GENET. E MELHORAMENTO NÚCLEO DE ESTUDOS EM GENET. E MELHORAMENTO Bases Moleculares da Hereditariedade Ministrante: João Paulo

Leia mais

DNA recombinante in a nutshell

DNA recombinante in a nutshell DNA recombinante in a nutshell Biologia Molecular Aplicada A tecnologia do DNA recombinante Prof. Dr. Francisco Prosdocimi Teoria bem fundamentada Por volta do início da década de 70, os fundamentos básicos

Leia mais

DO GENE À PROTEÍNA ALGUNS CONCEITOS BASICOS COMO SE ORGANIZAM OS NUCLEÓTIDOS PARA FORMAR O DNA?

DO GENE À PROTEÍNA ALGUNS CONCEITOS BASICOS COMO SE ORGANIZAM OS NUCLEÓTIDOS PARA FORMAR O DNA? DO GENE À PROTEÍNA O processo de formação das proteínas no ser humano pode ser difícil de compreender e inclui palavras e conceitos que possivelmente nos são desconhecidos. Assim, vamos tentar explicar

Leia mais

Replicação do DNA. geradas cópias c. idênticas. das moléculas de DNA presentes lula-mãe, a seguir herdadas pelas duas célulasc.

Replicação do DNA. geradas cópias c. idênticas. das moléculas de DNA presentes lula-mãe, a seguir herdadas pelas duas célulasc. Replicação de DNA DNA Dupla-hélice composta de nucleotídeos ligados entre si e cujas bases nitrogenadas de uma hélice fazem pontes de hidrogênio com bases nitrogenadas de outra hélice, numa direção anti-paralela

Leia mais

Fundamentos de GENÉTICA BACTERIANA. Profa Francis Moreira Borges

Fundamentos de GENÉTICA BACTERIANA. Profa Francis Moreira Borges Fundamentos de GENÉTICA BACTERIANA Profa Francis Moreira Borges As bactérias possuem material genético, o qual é transmitido aos descendentes no momento da divisão celular. Este material genético não está

Leia mais

Colónias satélite: ao fim de 2 dias (a e b) e de 4 (c)

Colónias satélite: ao fim de 2 dias (a e b) e de 4 (c) Colónias satélite: ao fim de 2 dias (a e b) e de 4 (c) 1 Regulação da expressão de genes 2 A decisão em iniciar a transcrição de um gene que codifica uma proteína em particular é o principal mecanismo

Leia mais

BIOLOGIA MOLECULAR. Prof. Dr. José Luis da C. Silva

BIOLOGIA MOLECULAR. Prof. Dr. José Luis da C. Silva BIOLOGIA MOLECULAR Prof. Dr. José Luis da C. Silva BIOLOGIA MOLECULAR A Biologia Molecular é o estudo da Biologia em nível molecular, com especial foco no estudo da estrutura e função do material genético

Leia mais

ESTRUTURA DO DNA E ORGANIZAÇAO DA ATIVIDADE BIOLÓGICA

ESTRUTURA DO DNA E ORGANIZAÇAO DA ATIVIDADE BIOLÓGICA ESTRUTURA DO DNA E ORGANIZAÇAO DA CROMATINA ATIVIDADE BIOLÓGICA 1 Qual é a natureza química da molécula responsável por estocar a informação genética??? CARACTERÍSTICAS 1. Estocar a informação e transmitir

Leia mais

Tecnologia do DNA Recombinante-TDR

Tecnologia do DNA Recombinante-TDR Tecnologia do DNA Recombinante-TDR (clonagem de DNA) CONSTRUINDO A MOLÉCULA DE DNA RECOMBINANTE, BIOTECNOLOGIA:Engenharia genética. A utilização de microorganismos, plantas e animais para a produção de

Leia mais

A presença de IPTG nos meios de cultura para rastreio de colonias azuis/brancas tem como função:

A presença de IPTG nos meios de cultura para rastreio de colonias azuis/brancas tem como função: MANIPULAÇÃO MOLECULAR E BIOTECNOLOGIA EXAME TEÓRICO EM O DNA complemantar (cdna) de um gene contém: a) Sequencia correspondente aos intrões b) A Sequencia correspondente à região promotora c) As sequencias

Leia mais

Ficha de Apoio Teórico: Replicação do DNA

Ficha de Apoio Teórico: Replicação do DNA Escola Secundária c/ 3º Ciclo João Gonçalves Zarco Ano Lectivo 2008/2009 Biologia/Geologia (ano 2) Ficha de Apoio Teórico: Replicação do DNA Introdução Uma das características mais pertinentes de todos

Leia mais

GENÉTICA VII APLICAÇÕES DO CONHECIMENTO GENÉTICO

GENÉTICA VII APLICAÇÕES DO CONHECIMENTO GENÉTICO GENÉTICA VII APLICAÇÕES DO CONHECIMENTO GENÉTICO Prof. Jose Amaral/2012/2013 Metabolismo de controle O metabolismo é controlado pelos ácidos nucléicos, compostos que coordenam uma série de reações em que

Leia mais

BANCO DE QUESTÕES - BIOLOGIA - 1ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO ==============================================================================================

BANCO DE QUESTÕES - BIOLOGIA - 1ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO ============================================================================================== PROFESSOR: Leonardo Mariscal BANCO DE QUESTÕES - BIOLOGIA - 1ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO ============================================================================================== Ácidos Nucleicos 01- Os

Leia mais

Grupo Tchê Química Análise de Moléculas de DNA

Grupo Tchê Química Análise de Moléculas de DNA Grupo Tchê Química Análise de Moléculas de DNA EDUARDO GOLDANI, ROCHELE FERNANDES ÍNDICE Introdução 03 Fundamentação teórica 05 Como as moléculas de DNA são analisadas 08 Fotos de eletroforese em gel 12

Leia mais

Biologia molecular aplicada ao diagnóstico de vírus

Biologia molecular aplicada ao diagnóstico de vírus Biologia molecular aplicada ao diagnóstico de vírus Tânia Rosária Pereira Freitas Pesquisadora em Ciências Exatas e da Natureza Virologia Animal - Lanagro/MG Biologia Molecular DNA RNA Proteínas Célula

Leia mais

ÁCIDOS NUCLEÍCOS RIBOSSOMO E SÍNTESE PROTEÍCA

ÁCIDOS NUCLEÍCOS RIBOSSOMO E SÍNTESE PROTEÍCA ÁCIDOS NUCLEÍCOS RIBOSSOMO E SÍNTESE PROTEÍCA ÁCIDOS NUCLÉICOS: Moléculas orgânicas complexas, formadas polimerização de nucleotídeos (DNA e RNA) pela Contêm a informação que determina a seqüência de aminoácidos

Leia mais

Mestrado em Genética Molecular

Mestrado em Genética Molecular Mestrado em Genética Molecular Ano lectivo de 2000/2001, edição 2000-2002 Biologia Molecular Expressão génica (RT-PCR) Protocolo das sessões práticas Braga, 2000 Rui Pedro Soares de Oliveira Mestrado em

Leia mais

PCR MARCADORES MOLECULARES. Prof. Dr. José Luis da C. Silva

PCR MARCADORES MOLECULARES. Prof. Dr. José Luis da C. Silva PCR MARCADORES MOLECULARES Prof. Dr. José Luis da C. Silva Histórico da PCR Kornberg (1960) Isolou e caracterizou a DNA polimerase. O isolamento desta enzima possibilitou o desenvolvimento da síntese in

Leia mais

Princípios moleculares dos processos fisiológicos

Princípios moleculares dos processos fisiológicos 2012-04-30 UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO FACULDADE DE CIÊNCIAS DEI-BIOLOGIA ---------------------------------------------- Aula 5: Princípios moleculares dos processos fisiológicos (Fisiologia Vegetal, Ano

Leia mais

BIOLOGIA MOLECULAR. Ácidos Nucléicos e Síntese de Proteínas

BIOLOGIA MOLECULAR. Ácidos Nucléicos e Síntese de Proteínas BIOLOGIA MOLECULAR Ácidos Nucléicos e Síntese de Proteínas Nucleotídeos São moléculas formadas pela união de um açúcar ou pentose, uma base nitrogenada e um grupo fosfato. Os Ácidos Nucléicos (DNA e RNA)

Leia mais

Replicação Quais as funções do DNA?

Replicação Quais as funções do DNA? Replicação Quais as funções do DNA? Aula nº 4 22/Set/08 Prof. Ana Reis Replicação O DNA é a molécula que contém a informação para todas as actividades da célula. Uma vez que as células se dividem, é necessário

Leia mais

DNA E SÍNTESE PROTEICA

DNA E SÍNTESE PROTEICA Genética Animal DNA e síntese proteica 1 DNA E SÍNTESE PROTEICA Estrutura do DNA: -Molécula polimérica, cujos monômeros denominam-se nucleotídeos. -Constituição dos nucleotídeos: açúcar pentose (5 -desoxirribose)

Leia mais

TRANSCRICAO E PROCESSAMENTO DE RNA

TRANSCRICAO E PROCESSAMENTO DE RNA TRANSCRICAO E PROCESSAMENTO DE RNA Número de genes para RNA RNA ribossômico - rrna Os rrnas correspondem a 85 % do RNA total da célula, e são encontrados nos ribossomos (local onde ocorre a síntese proteíca).

Leia mais

Criado e Desenvolvido por: RONNIELLE CABRAL ROLIM Todos os direitos são reservados 2015. www.tioronni.com

Criado e Desenvolvido por: RONNIELLE CABRAL ROLIM Todos os direitos são reservados 2015. www.tioronni.com Criado e Desenvolvido por: RONNIELLE CABRAL ROLIM Todos os direitos são reservados 2015. www.tioronni.com ÁCIDOS NUCLEICOS ÁCIDOS NUCLÉICOS: são substâncias formadoras de genes, constituídas por um grande

Leia mais

SEQÜENCIAMENTO ENCIAMENTO DE DNA: MÉTODOS E PRINCÍPIOS

SEQÜENCIAMENTO ENCIAMENTO DE DNA: MÉTODOS E PRINCÍPIOS SEQÜENCIAMENTO ENCIAMENTO DE DNA: MÉTODOS E PRINCÍPIOS PIOS Cristiane Kioko Shimabukuro Dias Pós-doutorado - FAPESP E-mail: crisdias@ibb.unesp.br Laboratório de Biologia e Genética de Peixes - Departamento

Leia mais

Equipe de Biologia. Biologia

Equipe de Biologia. Biologia Aluno (a): Série: 3ª Turma: TUTORIAL 5B Ensino Médio Equipe de Biologia Data: Biologia Ácidos nucléicos Os ácidos nucléicos são moléculas gigantes (macromoléculas), formadas por unidades monoméricas menores

Leia mais

ORGANIZAÇÃO SUPRAMOLECULAR DO MATERIAL GENÉTICO

ORGANIZAÇÃO SUPRAMOLECULAR DO MATERIAL GENÉTICO ORGANIZAÇÃO SUPRAMOLECULAR DO MATERIAL GENÉTICO ORGANIZAÇÃO DO MATERIAL GENÉTICO CELULAR Massa compacta, ocupando um volume limitado As suas variadas actividades, tal como replicação e transcrição, têm

Leia mais

NATUREZA E ESTRUTURA DO MATERIAL GENÉTICO

NATUREZA E ESTRUTURA DO MATERIAL GENÉTICO NATUREZA E ESTRUTURA DO MATERIAL GENÉTICO ÁCIDOS NUCLEICOS INTERVENÇÃO EM MUITAS REACÇÕES IMPORTANTES TRANSPORTE DA INFORMAÇÃO GENÉTICA DUPLICAÇÃO FIEL TRANSCRIÇÃO SELECTIVA VARIABILIDADE REPLICAÇÃO DNA

Leia mais

Reação em Cadeia Da Polimerase

Reação em Cadeia Da Polimerase Reação em Cadeia Da Polimerase X Jornada Farmacêutica IV Amostra 2010 Sueli Massumi Nakatani LACEN-PR Um Pouco de História... Um Pouco de História... 1983 Kary Mullis for his invention of the polymerase

Leia mais

Clonagem Molecular. Esta tecnologia permite estudar os genes e os seus produtos, obter organismos transgênicos e realizar terapia gênica.

Clonagem Molecular. Esta tecnologia permite estudar os genes e os seus produtos, obter organismos transgênicos e realizar terapia gênica. Clonagem Molecular A clonagem molecular é o processo de construção de moléculas de DNA recombinante e da sua propagação em hospedeiros apropriados que possibilitam a selecção do DNA recombinante. Esta

Leia mais

Replicação do DNA a Nível Molecular

Replicação do DNA a Nível Molecular Replicação do DNA a Nível Molecular Função do DNA Transferência de informação Copiada em DNA (Replicação) Traduzida em proteína Modelo de replicação do DNA proposto por Watson e Crick Replicação ou Duplicação?

Leia mais

ELEMENTOS CELULARES ENVOLVIDOS NA GENÉTICA BACTERIANA

ELEMENTOS CELULARES ENVOLVIDOS NA GENÉTICA BACTERIANA GENÉTICA BACTERIANA INTRODUÇÃO O DNA existe como uma hélice de fita dupla, mantidas pelo pareamento de bases nitrogenadas específicas (AT; CG). - A seqüência de bases codifica a informação genética; -

Leia mais

7.012 Conjunto de Problemas 5

7.012 Conjunto de Problemas 5 Nome Seção 7.012 Conjunto de Problemas 5 Pergunta 1 Enquanto estudava um problema de infertilidade, você tentou isolar um gene hipotético de coelho que seria responsável pela prolífica reprodução desses

Leia mais

Exercício 3 PCR Reação em Cadeia da Polimerase

Exercício 3 PCR Reação em Cadeia da Polimerase Exercício 3 PCR Reação em Cadeia da Polimerase (Polymerase Chain Reaction - PCR) Uma das dificuldades dos pesquisadores frente à análise baseada no DNA é a escassez deste. Na medicina forense pode-se ter

Leia mais

A partícula viral infectante, chamada vírion, consiste de um ácido nucléico e de uma capa protéica externa (capsídeo). O conjunto do genoma mais o

A partícula viral infectante, chamada vírion, consiste de um ácido nucléico e de uma capa protéica externa (capsídeo). O conjunto do genoma mais o 1 A partícula viral infectante, chamada vírion, consiste de um ácido nucléico e de uma capa protéica externa (capsídeo). O conjunto do genoma mais o capsídeo de um vírion é denominado de nucleocapsídeo.

Leia mais

Conceitos Básicos de Técnicas em Biologia Molecular

Conceitos Básicos de Técnicas em Biologia Molecular Conceitos Básicos de Técnicas em Biologia Molecular 1 2 Conceitos Básicos de Técnicas em Biologia Molecular Conceitos Básicos de Técnicas em Biologia Molecular 3 ISSN 0103-0205 Setembro, 2008 Empresa Brasileira

Leia mais

Organização do Material Genético nos Procariontes e Eucariontes

Organização do Material Genético nos Procariontes e Eucariontes Organização do Material Genético nos Procariontes e Eucariontes Organização do Material Genético nos Procariontes e Eucariontes Procariontes Eucariontes Localização Organização Forma Disperso no citoplasma

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DA DREPANOCITOSE (Anemia Falciforme)

CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DA DREPANOCITOSE (Anemia Falciforme) CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DA DREPANOCITOSE (Anemia Falciforme) Genética Humana, LCS 3º Ano,1º Semestre, 2012-2013 2ª Aula Sumário Quantificação de DNA cromossomal e avaliação do grau de pureza por espectrofotometria

Leia mais

Aula 2 Unidades fundamentais dos ácidos nucléicos

Aula 2 Unidades fundamentais dos ácidos nucléicos Biologia Molecular Básica Módulo I Básico Aula 2 Unidades fundamentais dos ácidos nucléicos Prezado professor, nesta aula você vai estudar os nucleotídeos que formam os blocos constituintes dos ácidos

Leia mais

PCR in situ PCR Hotstart

PCR in situ PCR Hotstart Bruno Matos e Júlia Cougo PCR in situ PCR Hotstart Disciplina de Biologia Molecular Profª. Fabiana Seixas Graduação em Biotecnologia - UFPel PCR in situ - É a técnica de PCR usada diretamente numa lâmina

Leia mais

Criado e Desenvolvido por: Todos os direitos são reservados 2015. www.tioronni.com

Criado e Desenvolvido por: Todos os direitos são reservados 2015. www.tioronni.com Criado e Desenvolvido por: Todos os direitos são reservados 2015. www.tioronni.com O NÚCLEO E A SÍNTESE PROTEÍCA O núcleo celular, descoberto em 1833 pelo pesquisador escocês Robert Brown, é uma estrutura

Leia mais

Como a vida funciona? O processo de Transcrição. Prof. Dr. Francisco Prosdocimi

Como a vida funciona? O processo de Transcrição. Prof. Dr. Francisco Prosdocimi Como a vida funciona? O processo de Transcrição Prof. Dr. Francisco Prosdocimi Dogma central O fluxo da informação é unidirecional Refutação definitiva da herança dos caracteres adquiridos Transcrição

Leia mais

UN.2 -PATRIMÓNIO GENÉTICO E ALTERAÇÕES AO MATERIAL GENÉTICO

UN.2 -PATRIMÓNIO GENÉTICO E ALTERAÇÕES AO MATERIAL GENÉTICO UN.2 -PATRIMÓNIO GENÉTICO E ALTERAÇÕES AO MATERIAL GENÉTICO Biologia 12º ano Cap.2.1. Alterações do Material Genético Mutações UN.2 -PATRIMÓNIO GENÉTICO E ALTERAÇÕES AO MATERIAL GENÉTICO Situação Problemática

Leia mais

Antes da descoberta dos sirnas oligonucleotídeos antisenso (ASO) eram usados para silenciar genes

Antes da descoberta dos sirnas oligonucleotídeos antisenso (ASO) eram usados para silenciar genes Antes da descoberta dos sirnas oligonucleotídeos antisenso (ASO) eram usados para silenciar genes Zamecnik PC and Stephenson ML, 1978: oligonucleotídeos como agentes antisenso para inibir replicação viral.

Leia mais

Aula 2 Organização gênica em eucariotos

Aula 2 Organização gênica em eucariotos Biologia Molecular Básica Módulo II Intermediário Aula 2 Organização gênica em eucariotos Os eucariotos, células nucleadas e com organelas, teriam surgido de eventos de endossimbiose (simbiogênese) entre

Leia mais

Núcleo Celular. Biomedicina primeiro semestre de 2012 Profa. Luciana Fontanari Krause

Núcleo Celular. Biomedicina primeiro semestre de 2012 Profa. Luciana Fontanari Krause Núcleo Celular Biomedicina primeiro semestre de 2012 Profa. Luciana Fontanari Krause Núcleo Celular Eucarioto: núcleo delimitado por membrana nuclear (carioteca) Portador dos fatores hereditários e controlador

Leia mais

Estrutura e função dos ácidos nucléicos. Profa. Melissa de Freitas Cordeiro-Silva

Estrutura e função dos ácidos nucléicos. Profa. Melissa de Freitas Cordeiro-Silva Estrutura e função dos ácidos nucléicos Profa. Melissa de Freitas Cordeiro-Silva > Polímeros de nucleotídeos Funções: DNA (ácido desoxirribonucléico) : > Armazenar as informações necessárias para a construção

Leia mais

As enzimas de restrição

As enzimas de restrição As enzimas de restrição A Engenharia Genética é possível graças a um grupo especial de enzimas que cortam o DNA. Estas enzimas são chamadas de enzimas de restrição ou endonucleases de restrição. As enzimas

Leia mais

Sequenciamento de genomas

Sequenciamento de genomas Sequenciamento de genomas 1 o genoma completo vírus OX174 5.000 nt (Sanger et al. 1977) em 1977 1000 pb sequenciados por ano neste ritmo genoma E. coli K-12 4.6-Mbp levaria mais de 1000 anos para ser completo

Leia mais

Técnicas Moleculares Aplicadas ao Estudo de Patologias

Técnicas Moleculares Aplicadas ao Estudo de Patologias Patologia x Genética Técnicas Moleculares Aplicadas ao Estudo de Patologias Lucas Brandão Patologia Clínica Definição: Fornece informações ao médico, de modo a proporcionar-lhe os meios necessários para

Leia mais

DNA A molécula da vida. Prof. Biel Série: 9º ano

DNA A molécula da vida. Prof. Biel Série: 9º ano DNA A molécula da vida Prof. Biel Série: 9º ano DNA FINGER-PRINTING A expressão DNA "Finger-Print" (ou Impressões Genéticas) designa uma técnica de separação de segmentos de DNA que permite a identificação

Leia mais

Painéis Do Organismo ao Genoma

Painéis Do Organismo ao Genoma Painéis Do Organismo ao Genoma A série de 5 painéis do organismo ao genoma tem por objetivo mostrar que os organismos vivos são formados por células que funcionam de acordo com instruções contidas no DNA,

Leia mais

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. Sgrillo.ita@ftc.br

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. Sgrillo.ita@ftc.br Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo Sgrillo.ita@ftc.br São macromoléculas gigantescas, com massa molecular maior que 100 milhões. Os ácidos nucléicos foram isolados pela primeira vez a partir do núcleo

Leia mais

Do Corpo Humano ao DNA. Noções de Biologia Molecular. Nucleotídeos - DNA RNA. Dogma central. Prof a. Dr a. Mônica B.

Do Corpo Humano ao DNA. Noções de Biologia Molecular. Nucleotídeos - DNA RNA. Dogma central. Prof a. Dr a. Mônica B. Do Corpo Humano ao DNA Noções de Biologia Molecular Prof a. Dr a. Mônica B. Melo FCM - SCSP - Estrutura dos ácidos nucléicos (DNA, RNA) - Replicação - Transcrição - Processamento - Tradução -Mutações -

Leia mais

Curso - Psicologia. Disciplina: Genética Humana e Evolução. Resumo Aula 2- Organização do Genoma

Curso - Psicologia. Disciplina: Genética Humana e Evolução. Resumo Aula 2- Organização do Genoma Curso - Psicologia Disciplina: Genética Humana e Evolução Resumo Aula 2- Organização do Genoma Estrutura dos Ácidos Nucleicos- Nucleotídeos Cinco tipos: Adenina, Guanina, Citosina, Timina e Uracila.

Leia mais

TEÓRICA 6 DOCENTES: Prof. Helena Galvão (responsável componente teórico) Prof. Margarida Reis (componente prático)

TEÓRICA 6 DOCENTES: Prof. Helena Galvão (responsável componente teórico) Prof. Margarida Reis (componente prático) TEÓRICA 6 DOCENTES: Prof. Helena Galvão (responsável componente teórico) Prof. Margarida Reis (componente prático) VIRUS CONCEITOS E DEFINIÇÕES Características: 1. Não têm estrutura celular, mas multiplicam-se»

Leia mais

Sequenciamento de DNA

Sequenciamento de DNA Sequenciamento de DNA Figure 8-50a Molecular Biology of the Cell ( Garland Science 2008) Método de Sanger Reação de síntese de DNA por uma DNA polimerase A incorporação de um dideoxinucleotídeo interrompe

Leia mais

O fluxo da informação é unidirecional

O fluxo da informação é unidirecional Curso - Psicologia Disciplina: Genética Humana e Evolução Resumo Aula 3- Transcrição e Tradução Dogma central TRANSCRIÇÃO DO DNA O fluxo da informação é unidirecional Processo pelo qual uma molécula de

Leia mais

O complexo maquinário de replicação e suas enzimas

O complexo maquinário de replicação e suas enzimas O complexo maquinário de replicação e suas enzimas AULA 10 objetivos Ao final desta aula, você deverá ser capaz de: Apresentar os diferentes componentes do maquinário de replicação. Conhecer as diferentes

Leia mais

Southern blotting análise de DNA. Northern blotting análise de RNA. Western blotting análise de proteínas

Southern blotting análise de DNA. Northern blotting análise de RNA. Western blotting análise de proteínas Southern blotting análise de DNA Northern blotting análise de RNA Western blotting análise de proteínas Southern blotting Hibridação DNA-DNA em membrana Southern blot Digestão enzimática Eletroforese em

Leia mais