LOGISTICA REVERSA DE GARRAFAS PET NAS EMPRESAS

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1 LOGISTICA REVERSA DE GARRAFAS PET NAS EMPRESAS Alessandra Caetano de Souza 1 Augusto Sousa da Silva Filho 2 RESUMO: Atualmente muitas empresas trabalham ou estudam as práticas de logística reversa com o objetivo de se tornarem mais competitivas no mercado, se adequarem as exigências dos consumidores que se interessam cada vez mais pelo assunto e/ou estarem preparadas para exigências governamentais já existentes tanto relacionadas ao consumo crescente, devido ao aumento da população, quanto às práticas de reciclagem o que reforça uma tendência de mudança de prática ou consciência da importância do tema, o que implica em gerar informações a todos os envolvidos. A metodologia utilizada nesta pesquisa, quanto a sua natureza, pode ser classificada como pesquisa bibliográfica onde foi possível explorar a área de logística reversa utilizada nas empresas bem como estatísticas oficiais. Neste estudo foi possível perceber uma clara tendência de crescimento na evolução da taxa de recuperação de garrafas pet no Brasil, criando a necessidade de modelos matemáticos que possam ser capazes de estimar valores de taxas de recuperação para os próximos anos, tal modelagem é apresentada e outras modelagens são sugeridas. PALAVRAS CHAVE: Logística, Logística Reversa, Embalagens PET, Reciclagem, Análise de Regressão. 1 Alessandra Caetano de Souza é graduada em Gestão Comercial, graduanda em Administração, MBA em Gestão Estratégica em Logística, MBA em Gestão Estratégica em Negócios e Professora-Tutora da Faculdade Anhanguera de Valinhos-SP. 2 Augusto Sousa da Silva Filho, estatístico, especialista em Didática e Metodologia do Ensino Superior, especialista em Gestão da Qualidade Integrada ao Meio Ambiente, mestrando em Modelagem Matemática e Computacional. É professor da Faculdade Inforium-Bh e da Faculdade IBS/Getúlio Vargas. 1

2 1-INTRODUÇÃO A logística reversa tem se tornado um assunto cada vez mais atual onde é crescente a preocupação quanto ao numero de produtos produzidos e vendidos e a posterior destinação dos mesmos após o uso. Assuntos relacionados à logística reversa estão em pauta nas organizações que anteriormente estendiam seus olhares a logística como um curso desde a matéria prima para a fabricação de produtos até o consumidor final, encerrando-se assim o ciclo. Porém a logística reversa objetiva o retorno do resíduo utilizado desde o consumidor final físico, jurídico e/ou instituições até o inicio do ciclo. Segundo Ballou (2006), independente das características físicas e do grau de tangibilidade dos produtos, a estratégia de vendas das empresas está baseada em atender uma satisfação do cliente, assim elas buscam criar produtos ou serviços respeitando esta necessidade. Desta forma a estratégia logística necessária, para torná-lo disponível, tem que se moldar ao produto, assim o profissional em logística deve conhecê-lo a fundo e classificá-lo segundo critérios. Segundo LACERDA (2002), a utilização de embalagens retornáveis ou o reaproveitamento de materiais em processos produtivos tem proporcionado economia para as empresas que utilizam estas práticas, o que vem cada vez mais despertando interesse em adotá-las. A prática de reaproveitamento de embalagens e/ou logística reversa das mesmas é interessantíssimo, pois além do beneficio econômico citado traz consigo bem estar ao saber que estará de alguma forma contribuindo beneficamente com atos sustentáveis de caráter inovador ao adepto empresa/indústria e/ou instituições estendendo-se ao consumidor final. De acordo com LEITE (2003) tem se observado, através de pesquisas diretas, que empresas líderes em seus setores já apresentam posicionamento de acréscimo de valor a seus produtos e suas imagens corporativas por meio da logística reversa. 2

3 Desta forma o tema escolhido justifica-se pela análise geral da pratica da logística reversa nas empresas. Diante do exposto anteriormente questionase: O que as empresas estão efetivamente fazendo quanto à diferenciação do processo logístico: reciclagem, reaproveitamento e embalagens? Objetivando responder ao questionamento este artigo busca explorar a área de logística reversa utilizada nas empresas através de pesquisa bibliográfica, estatísticas oficiais e artigos especializados. 2-REFERENCIAL TEÓRICO 2.1-Logística De acordo com Leite (2009, pag.2) a logística pode ser entendida como uma das mais antigas e inerentes atividades humanas na medida em que sua principal missão é disponibilizar bens e serviços gerados por uma sociedade, nos locais, no tempo, nas quantidades e na qualidade em que são necessários aos utilizadores. Assim, dentro do espírito da empresa moderna pode-se conceituar logística adotando uma definição mais atual sugerida por Council of Supply Chain Management Professionals apud Novaes (2001): Logística é o processo de planejar, implementar e controlar de maneira eficiente o fluxo e a armazenagem de produtos, bem como os serviços e informações associados, cobrindo desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender aos requisitos do consumidor (2001, p.36). 2.2-Logística Reversa De acordo com (LEITE 2009 apud STOCK, 1998) logística reversa em uma perspectiva de logística de negócios refere-se ao papel da logística no retorno de produtos, redução na fonte, reciclagem, substituição de materiais, disposição de resíduos, reforma reparação e remanufatura. Existem alguns fatores que levam à aplicação da logística reversa onde Fuller; Allen (1995) apresenta cinco destes: 3

4 Econômicos: relacionam-se com o custo da produção, por necessidade de adaptação dos produtos e processos para evitar ou diminuir o impacto ao meio ambiente ; Governamentais: relacionam-se à legislação e à política de meio ambiente ; Responsabilidade Corporativa: relacionam-se ao comprometimento das empresas fabricantes com a coleta de seus produtos ao final da vida útil ; Tecnológicos: ligam-se aos avanços tecnológicos da reciclagem e projetos de produtos com finalidade de reaproveitamento após descarte pela sociedade ; Logísticos: relacionam-se aos aspectos logísticos da cadeia reversa, como por exemplo, a coleta de produtos. Segundo o CLM (Council of Logistics Management) (1993), a estruturação de um canal de distribuição reverso para o reaproveitamento de metais ferrosos e não ferrosos como papéis e gorduras de restaurantes foi realizada devido aos ganhos apresentados aos agentes envolvidos. Conforme menciona Stock (1998), toda empresa, independente do ramo, tamanho, tipos de produtos ou localização geográfica, pode beneficiar-se do planejamento, implementação e controle de atividades da Logística Reversa, mesmo que não haja imposição governamental. Para Young (1996) as empresas que produzem ou distribuem produtos devem ser responsáveis por limpar o que foi produzido ou distribuído por elas mesmas Embalagens A embalagem é o produto da ação de uma cadeia produtiva que começa na matéria prima com os fabricantes de vidro, papel, resinas plásticas, folha de flandres, alumínio, madeira, tecidos industriais, entre outros. Representa para a indústria embaladora um componente importante no custo de produção e na composição do custo final dos produtos, assim como é um fator crítico na proteção e na logística de distribuição de seus produtos (MESTRINER, 2002). 4

5 Para Moura & Banzato (1997), a embalagem pode ser um elemento ou conjunto de elementos destinados a envolver, conter e proteger produtos durante sua movimentação, transporte, armazenagem, comercialização e consumo. Além das funções básicas originais da embalagem, ela desempenha uma série de funções e papéis nas empresas e na sociedade. Para melhor compreensão, a FIGURA 01 agrupa os principais componentes da amplitude da embalagem. FIGURA 1 Principais Componentes da Amplitude da Embalagem. Fonte Mestriner (2002, p.4) A embalagem representa um importante papel no acondicionamento do produto, pois gera valor ao que se tem envolvido, mas cada qual com suas propriedades podem e devem ser destinadas adequadamente Resíduos Sólidos De acordo com Zilberman (1997, pag. 48) os termos Resíduos Sólidos e lixo são usados mais ou menos como sinônimos, sendo que ultimamente o primeiro tem sido usado preferencialmente. O conceito atualmente aceito para resíduos sólidos está vinculado à referência a tudo aquilo que resulta das atividades do ser humano na sociedade e que, aparentemente, não possui mais ou deixou de ter utilidade. Já o lixo encontra-se vinculado ao que não presta que não tem serventia. 5

6 A geração dessas sobras é decorrência do ser humano como utilizador de insumos e transformador de matérias primas. Apesar da geração de resíduos sólidos ocorrer desde o seu aparecimento no planeta, apenas com o processo de urbanização acelerada e com a intensificação das atividades industriais o problema assumiu as proporções que hoje conhecemos (ZILBERMAN,1997). O Brasil produz mil toneladas de resíduos sólidos urbanos (lixo) por dia. A situação atual exige soluções para a destinação final do resíduo no sentido de aumentar a reciclagem e diminuir o seu volume, ou seja, é preciso ter menos lixo e só enviar para os aterros os rejeitos. O terreno para a construção de políticas é fértil, uma vez que o País apresenta uma boa cobertura de coleta dos resíduos sólidos urbanos, da ordem de 97%, embora o destino inadequado dos mesmos seja elevado. Atualmente, 59% dos municípios brasileiros dispõem seus resíduos em lixões, (PORTAL BRASIL, 2013). A Lei de Saneamento Básico é um marco para a criação de possíveis iniciativas públicas com relação aos resíduos sólidos. A Política Nacional de Resíduos, disciplina a coleta, o destino final e o tratamento de resíduos urbanos, perigosos e industriais, entre outros. O texto da lei estabelece diretrizes para reduzir a geração de lixo e combater a poluição e o desperdício de materiais descartados pelo comércio, pelas residências, pelas indústrias, por empresas e hospitais. Harmoniza-se ainda com a Lei de Saneamento Básico e com a Lei de Consórcios Públicos. De igual modo, está interrelacionada com as Políticas Nacionais de Meio Ambiente, de Educação Ambiental, de Recursos Hídricos, de Saúde, Urbana, Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior, e as que promovam a inclusão social, (PORTAL BRASIL, 2013). A Política Nacional de Resíduos Sólidos trata da Logística Reversa, um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a facilitar a coleta e o retorno dos resíduos sólidos aos seus geradores para que sejam tratados ou reaproveitados em novos produtos, na forma de novos insumos, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, visando a não geração de rejeitos. Ou seja, é o retorno dos resíduos (agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, sacolas plásticas, entre outros) pós-venda e pós-consumo. (PORTAL BRASIL, 2013) Reciclagem O termo reciclar de acordo com Aurélio (2001, pg. 586) descreve fazer passar por um novo ciclo, reaproveitar (material já utilizado, como papel, vidro, metal, lixo) na obtenção ou fabricação de novos produtos. 6

7 A reciclagem não é uma idéia nova. Os romanos, por exemplo, reconstruíam as cidades Destruídas durante a guerra de conquista utilizando os escombros (HENDRIKS, 2000). Reciclar envolve bem mais que o retorno dos resíduos para reaproveitamento, pois nem tudo pode ser reciclado, as características dos resíduos podem ser comprometidas se o processo de separação não for eficiente PET O PET - Poli (Tereftalato de Etileno) - é um poliéster, polímero termoplástico. Segundo ABIPET (2013) a primeira amostra da resina foi desenvolvida pelos ingleses Whinfield e Dickson, em Após a Segunda Guerra, o desabastecimento afetou também a indústria têxtil da época, ainda baseada em fibras como algodão, linho, lã, entre outras. Assim, as pesquisas que levaram a produção em larga escala do poliéster começaram logo após a segunda Grande Guerra nos EUA e Europa e baseavam-se nas aplicações testeis. A idéia era criar alternativas viáveis para as fibras até então usadas, cujos campos estavam destruídos pela guerra. O poliéster apresentou-se como um excelente substituto para o algodão função que cumpre muito bem até hoje, inclusive a partir das garrafas recicladas. Segundo ABIPET (2011), no Brasil, a absoluta maioria das embalagens de PET produzidas é efetivamente reciclada. Essa reciclagem acontece graças a sistemas de coleta alternativos, realizadas através de empresas dedicadas a essa tarefa, como a realizada por catadores e suas cooperativas. Mesmo assim, parte dessas embalagens acaba sendo enviadas aos lixões, sistema mais comum no Brasil para disposição dos Resíduos Sólidos Urbanos. Segundo a ABIPET (2013) a reciclagem acontece em três etapas básicas: 1- Recuperação que se inicia no momento do descarte e termina com a confecção do fardo, que se torna sucata comercializável. 7

8 2- Revalorização com início na compra da sucata em fardos e fim na produção de matéria-prima reciclada. 3-Transformação final do processo completo de reciclagem é a utilização da matéria-prima oriunda das garrafas de PET pós-consumo para a fabricação. 3-PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Seguindo os parâmetros estabelecidos por Gil (1991), esta pesquisa, quanto a sua natureza, pode ser classificada como uma pesquisa bibliográfica. Segundo Gil (1991), as pesquisas são consideradas bibliográficas: quando elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos e atualmente com material disponibilizado na Internet. Utilizaram-se dados estatísticos disponibilizados pela ABIPET (2013), por se tratar de dados de domínio público. Através desta base de dados, foi gerada um modelo de previsão utilizando a metodologia da regressão linear. A obtenção de um modelo signficativo para previsões da taxa de evolução de recuperação do PET no Brasil, fará com que certas decisões estratégicas possam ser tomadas antecipadamente, facilitando de modo digno de nota as decisões gerenciais. Após a obtenção do modelo de previsão, realizou-se a análise residual e observou-se cada especificidade e exigência para a validação do modelo obtido. Tais estatísticas são importantes, pois traçam um perfil do atual cenário da reciclagem de embalagens PET no Brasil. 4 - ANÁLISE DE DADOS A FIGURA 1 mostra a tendência crescente nos últimos censos, tendência de crescimento que teve início em meados do ano de 1997, visto que estes dados são os mais recentes publicados. 8

9 FIGURA 1 Fonte: ABIPET Evolução da taxa de recuperação de PET no Brasil. quilos por toneladas. A seguir, observamos o gráfico de dispersão para a variável FIGURA 2 Gráfico de dispersão Linear 9

10 Através do gráfico de dispersão da figura 2, podemos perceber que a série histórica tem um comportamento linear crescente. A série varia entre os anos de 1994 a Métodos de previsão podem estimar o valor dos quilos por toneladas para os próximos anos, permitindo assim um melhor gerenciamento e planejamento para as futuras decisões. Através da metodologia de regressão linear simples podemos estimar o valor dos quilos por toneladas para o ano de No entanto alguns cuidados devem ser levados em consideração. A regressão linear simples não será eficaz para previsões de tempo muito acima do intervalo (1994 ate 2011), podendo ser considerados apenas valores pertencentes aos limites extremos do intervalo, ou seja, para valores como 2015 ou 2016, a regressão linear simples não apresentará resultados confiáveis. Para previsões em valores acima do intervalo outras metodologias devem ser consideradas, tais como a Previsão de Séries Temporais. Utilizando o software minitab, obtemos os seguintes resultados para uma regressão linear simples: A equação de regressão é: ton = ,757 Anos S = 4,80700 R-Sq = 90,9% R-Sq(adj) = 90,3% Analise de Variância Source DF SS MS F P Regression , ,00 159,43 0,000 Error ,72 23,11 Total ,71 FIGURA 3 Saída de dados de uma regressão Linear Simples - Minitab y= ,757 anos. Desta forma, a equação obtida para uma previsão é dada por Da regressão simples temos: y=β 0 +β 1 x As hipóteses utilizadas pela análise de variância são dadas por: { H 0 :β 1 = 0 H 1 :β 1 0} 10

11 Logo, o p-valor apresentado pela tabela de análise de variância foi igual a (p-valor = 0,000). Indicando que a um nível de 5% de significância, podemos afirmar que existem evidências amostrais suficientes para rejeitarmos a hipótese nula, ou seja, rejeitamos a hipótese de que o coeficiente angular da reta de regressão ( β 1 =2,757) possa ser considerado igual à zero, indicando que os quilos por toneladas sofrem efeitos significativos dos anos. Antes de procedermos a previsão do valor dos quilos por toneladas para o ano de 2012, é necessário realizarmos uma análise dos resíduos, para verificarmos se o modelo obtidos obedece aos pré-requisitos básicos da análise residual. Devemos levar em conta que os resíduos devem ser normalmente distribuídos, independentes e possuírem variância constantes. Normalidade nos Resíduos = Teste de Anderson-Darling; Independência nos Resíduos = Teste de Durbin-Watson; Variância Constantes nos Resíduos = Teste de Breusch-Pagan; Para verificarmos a normalidade nos resíduos, utilizaremos o teste de Anderson-Darling, que é visto a seguir. Percentil FIGURA 4 Gráfico de Probabilidades dos Resíduos Gráfico de Probabilidade dos Resíduos Normal Mean 1,004628E-13 StDev 4,663 N 18 AD 0,274 P-Value 0, Residuos 5 10 Desta forma, temos: 11

12 { H 0 :Os dados seguem uma distribuição normal N (µ,σ 2 ) } H 1 :Os dados não seguem uma distribuição normal O valor da Estatística de Anderson-Darling (AD = 0,274) e o p-valor associado ao teste foi igual a 0,622, indicando que a um nível de 5% de significância, que existem evidências amostrais suficientes para não rejeitarmos a hipótese nula, ou seja, os resíduos são provenientes de uma distribuição normal. A estatística de Durbin-Watson identifica se houver independência nos resíduos, ou seja, determina se a magnitude de um resíduo não influência a magnitude do resíduo seguinte. Neste caso, a correlação entre resíduos sucessivos é nula (ρ=0). As hipóteses do teste, para aferir se a relação entre dos resíduos consecutivos é estatisticamente significativa, é dada a seguir: { H 0 :ρ=0 H 1 :ρ 0} A estatística de Durbin-Watson foi igual a 0, e um (p-valor = 0,000), nos levando a rejeitar a hipótese nula a um nível de significância de 5%, ou seja, existe autocorrelação nos resíduos, logo os resíduos não são independentes, nos levando a um problema de autocorrelação nos resíduos. O próximo teste deverá verificar a presença de homocedasticidade. A homocedasticidade é o termo usado para designar a presença da variância constante dos erros e i para observações diferentes ao longo do tempo. A formulação da hipótese é dada a seguir: { H 0 :σ 2 i =σ 2 2} H 1 :σ 2 i σ A estatística de Brush-Pagan é igual a (BP = 5,2555) e o p-valor associado ao teste é igual a 0,2188. Desta forma, ao nível de 5% de significância possuímos evidências amostrais suficientes para não rejeitarmos a hipótese nula, ou seja, há evidências da presença de homocedasticidade nos resíduos, indicando que os resíduos possuem variâncias iguais. Portanto, para realizarmos uma previsão é necessário que os resíduos não apresentem uma violação nos pressupostos básicos. No entanto, durante a realização da análise dos resíduos foi observado uma violação na 12

13 pressuposição de autocorrelação nos resíduos. Para realizarmos a previsão inicial é necessário corrigirmos este problema e para isso será utilizado o método de COCHRANE-ORCUTT. Este método consiste em estimar um modelo de regressão pelo método dos mínimos quadrados, (já utilizado em uma regressão linear simples), obtendo os resíduos. O método de Cochrane- Orcutt implica em um processo interativo. O processo interativo termina quando os valores de ρ aparecerem aproximadamente iguais de estimação para estimação. Utilizando o software R, temos: FIGURA 5 Saída de dados de uma regressão Linear Simples - R Logo o modelo estimado é y= 5734, ,8815 anos. O coeficiente de determinação foi de (R 2 = 0,9488), indicando uma melhora em relação em relação ao primeiro modelo proposto. Portanto, podemos estimar para o ano de 2012 um valor de cerca 63,3 quilos toneladas para a taxa de recuperação de PET no Brasil, tal previsão é importante para que empresários/governo possam tomar decisões baseadas em um valor fundamentado em metodologias estatísticas, facilitando assim a sua tomada de decisão. 13

14 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Atualmente muitas empresas trabalham ou estudam as práticas de logística reversa com o objetivo de se tornarem mais competitivas no mercado, se adequarem as exigências dos consumidores que se interessam cada vez mais pelo assunto e/ou estarem preparadas para exigências governamentais futuras tanto relacionadas ao consumo crescente devido ao aumento da população quanto às práticas de reciclagem o que reforça uma tendência de mudança de prática ou consciência da importância do tema o que implica em gerar informações a todos os envolvidos. Analisando a evolução de garrafas pet no Brasil foi possível perceber uma tendência de crescimento para os próximos anos. Estudos envolvendo a regressão linear simples são bastante interessante para conhecermos a tendência crescente ou decrescente da série histórica, no entanto, pode-se afirmar que não é uma metodologia adequada para previsões para um grande horizonte de eventos. Para estudos futuros é necessário a utilização de técnicas de previsão mais robustas, como a média móvel, modelos autoregressivos integrados e de média móvel, ou a metodologia de Box-Jenkins. Tais metodologias possibilitam melhores estimativas de previsão, facilitando de modo digno de nota a tomada de decisão gerencial. 14

15 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABIPET, Associação Brasileira da Indústria do PET, disponível em: <http://www.abipet.org.br/index.html> Acesso em 18/06/2011. ABIPET, Associação Brasileira da Indústria do PET, disponível em: <http://www.abipet.org.br/index.html> Acesso em 18/06/2013. BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos/logística empresarial Ronald H. Ballou 5ª Edição Porto Alegre: Editora Bookman, Disponível em: <http://lfcompiani.dominiotemporario.com/doc/logistica_reversa_aluminio.pdf > Acesso em: 25. Jun CLM Council of Logistics Management. Reuse and Recycling Reverse Logistics Opportunities. Illinois, Council of Logistics Management, Disponível em: Acesso em 25 Jun COUNCIL OF SUPPLY CHAIN MANAGEMENT PROFESSIONALS. Supply Chain Management/Logistics Management Definitions. Disponível: < 87.pdf >. Acesso em 25 Jun FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda, , Miniaurélio Século XXI Escolar: O miniaurélio da língua portuguesa/aurélio Buarque de Holanda Ferreira; coordenação de edição, Margarida dos Anjos, Marina Baird ferreira; 15

16 lexicografia, Margarida dos Anjos... (et AL.).4 ed.rev.ampliada-rio de Janeiro: Nova Fronteira,2001. FULLER, D. A., ALLEN, J. Reverse Channel Systems, Nova Iorque, Haworth Press, Disponível em: Acesso em 25 Jun GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, Disponível em: Acesso em: 25 Jun HENDRIKS, C.F. The building cycle. Ed. Aeneas. Holanda p. Disponível em: DF Acesso em: 25 Jun LACERDA, L. Logística Reversa: uma visão sobre os conceitos básicos e as práticas operacionais, Revista Tecnologística, (Jan), pp , Disponível em: Acesso em: 25. Jun LEITE, P.R. Logística Reversa: Meio Ambiente e Competitividade. 1 ed. São Paulo, Prentice Hall,2003. Disponível em: <http://www.aedb.br/seget/artigos06/616_logistica_reversa_seget_06.pdf >Acesso em: 25. Jun LEITE, Paulo Roberto. Meio ambiente e competitividade Paulo Roberto Leite - São Paulo: Pearson Prentice Hall, LEITE, P.R. Logística Reversa: Meio Ambiente e Competitividade. 1 ed. São Paulo, Prentice Hall, Disponível em: 16

17 em 25 Jun Acesso MESTRINER, F. Desing de embalagem. 2ed. Pearson Education: São Paulo, Disponível em: Acesso em: 18 jun Minitab, Program for Statistical. Release 16. Statistical Software. MOURA, R. A. & BANZATO, J. M. Embalagem, Unitização & Conteinerização. Vol.3, 2ed. IMAM: São paulo, Disponível em: Acesso em: 18 jun PORTAL BRASIL: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Disponível em < Acesso em: 01/04/2013 R Version Copyright 2012 The R Foundation for Statistical Computing. SILVA FILHO, Augusto Sousa da; Malaguti, Priscila. Métodos Estatísticos aplicados aos indicadores anuais de reciclagens de garrafas PET, artigo de especialização PUC-MG, STOCK, J.R. Development and Implementation of Reverse Logistics Programs. Oaks Brook, IL, Council of Logistics Management Books, Disponível em: Acesso em 25 Jun YOUNG, J. Reverse Logistics: What Goes Around Comes Around, APICS - The 17

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