GERENCIAMENTO AMBIENTAL NA BAÍA DO ALMIRANTADO, ILHA REI GEORGE, ANTÁRTICA

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1 GERENCIAMENTO AMBIENTAL NA BAÍA DO ALMIRANTADO, ILHA REI GEORGE, ANTÁRTICA Coordenação: Prof. Dr. Rolf Roland Weber Prof a. Dr a. Rosalinda C. Montone 5 de junho de 2006

2 Pesquisa não é atividade individual, mas de um grupo que trabalha harmonicamente. Isaias Raw

3 REDE 2 GERENCIAMENTO AMBIENTAL NA BAÍA DO ALMIRANTADO, ILHA REI GEORGE, ANTÁRTICA APRESENTAÇÃO No senso comum, redes são formadas de nós que se entrelaçam e que servem para capturar objetos. De modo formal, na ciência da física, rede é um conjunto de vértices, também chamados nós ou pontos interligados (Pivetta, 2004). Leis costumam reger a conexão entre os nós. Quando todos os vértices de um sistema têm sempre o mesmo número de conexões, como no caso de um cristal, por exemplo, há uma rede cristalina, ou seja, homogênea. Se alguns vértices de um sistema possuem muitas ligações, enquanto a maioria dos nós tem poucas ligações entre si, temos um sistema complexo quanto às interações. A física estatística estuda esses tipos de interações. O conceito formal de rede da Física, acima exposto, aplica-se exatamente às Redes de Pesquisa como é o caso da Rede 2 do PROANTAR. Os nós, isto é, os grupos de pesquisa da rede, entrelaçam-se de modo heterogêneo não linear e o resultado quase nunca será simétrico ou previsível em curto prazo. Os 15 grupos de pesquisa da Rede 2 interagem entre si o tempo todo, porém nem sempre com a mesma intensidade e nem sempre na mesma direção. Os tempos de resposta de projeto são distintos quanto a resultados e as premissas e paradigmas iniciais podem ser alterados durante o processo. Os objetivos da Rede 2 foram claramente delineados quando da sua criação 1. Estudar a região da baía do Almirantado para avaliar possíveis impactos ambientais devido às atividades de pesquisa científica e logística, principalmente, da Estação Antártica Comandante Ferraz. 2. Estabelecer as bases científicas para um correto gerenciamento ambiental da área em questão. Como coordenador, após mais de três anos de criação das REDES do PROANTAR, acredito que esses dois objetivos tenham sido atingidos. Rolf Roland Weber

4 REDE 2: UM GRANDE DESAFIO! Este trabalho ficaria apenas na intenção se não fosse a preciosa colaboração de pessoas muito especiais e que representam o autêntico espírito antártico. À Dra. Tânia Aparecida Silva Brito do MMA que, com sua visão holística, idealizou e se empenhou com grande dedicação para o financiamento e implementação da Rede-2. As palavras são poucas para expressar a enorme contribuição para o ambiente antártico. Todo o nosso respeito, admiração e eterna gratidão. À Dra. Carmen Arroio do CNPq/MCT e toda a sua equipe de apoio (Andrei, Milton, Olívia e Verônica) pela implementação das bolsas e recursos financeiros, fundamentais ao desenvolvimento dos projetos. Ao Contra-Almirante José Eduardo Borges de Souza e toda a sua grande equipe da SECIRM ligada ao PROANTAR pela infra-estrutura essencial para a realização das operações antárticas XXI a XXIV. Aos nossos queridos Verinha e Milton pelo incansável apoio na organização administrativa e financeira dos projetos. Às Dras Cristina Engel de Alvarez, Helena Passeri Lavrado, Lúcia Siqueira Campos e Rosane Gonçalves Ito pelas intermináveis discussões, tanto virtuais quanto ao vivo e a cores, na compilação e finalização dos trabalhos. A todos os 53 doutores, 29 mestres, 21 bacharéis, 41 alunos e 20 técnicos ligados aos projetos que muito contribuíram para ligar os infindáveis nós da Rede-2. Ao Dr. Heitor Evangelista da UERJ e seus colaboradores pela contribuição de dados relativos ao ambiente atmosférico da ilha Rei George. À Fernanda Rodrigues Baruel pela edição e formatação das 261 páginas deste relatório. Ao Dr. Rolf Roland Weber que aceitou o desafio de coordenar um dos primeiros projetos integrados do Proantar. Foi uma honra e um grande privilégio atuar junto à coordenação da Rede-2 e aprender a enxergar pelas diferentes ópticas de cada área do conhecimento e, principalmente, conviver com verdadeiros antárticos. A todos, os meus sinceros agradecimentos. Rosalinda Carmela Montone

5 A Rede 2 é constituída por 15 projetos, sendo 8 grupos de pesquisa da área de Ciências Exatas e da Terra, 6 grupos das Ciências da Vida e 1 grupo das Ciências Sociais aplicadas. PROJETO COORDENAÇÃO GERAL Análise da biodiversidade e biogeografia de microrganismos indicadores de poluição fecal, degradadores de compostos xenobióticos e análise da estrutura de comunidade na baía do Almirantado (MICROBIO) Avaliação do conhecimento da estrutura das comunidades bentônicas para o gerenciamento ambiental da baía do Almirantado (GABABENTOS) Caracterização Textural da Superfície de fundo e suas Relações com a Dinâmica Sedimentar na enseada Martel (ilha Rei George, Shetlands do Sul) (CADISMAR) Comunidades vegetais de áreas de degelo da Antártica (CVA) Criossolos austrais: solos criogênicos da antártica: distribuição, ciclagem biogeoquímica, seqüestro de carbono e retenção de metais pesados (CRIOSSOLOS) Desenvolvimento de tecnologias apropriadas e planejamento de ações visando a minimização do impacto ambiental das edificações brasileiras na Antártica através da otimização na manutenção, ordenamento no crescimento e procedimentos específicos de uso (ARQUIANTAR) Distribuição, abundância e biologia das aves da Baía do Almirantado, I. Rei George - Shetland do Sul (AVES Hidrocarbonetos de petróleo (HP-ANTAR) Hidrogeoquímica da baía do Almirantado (HIDROGEOQUIMBA) Implantação de estratégia de monitoramento de impacto ambiental na fauna bentônica da zona costeira rasa da baía do Almirantado (GEAMB) Integração de dados ambientais da Área Antártica Especialmente Gerenciada da baía do Almirantado, através de sistema de informações geográficas (ASIG) Modelagem da qualidade da água na baía do Almirantado (MODQUALI) Monitoramento de impacto ambiental, na baía do Almirantado, através de biomarcadores (MONIBIO) Poluentes orgânicos persistentes (POPs) e esgotos (POPs-ANTAR) Sistema Carbonato (CARBONATO) COORDENAÇÃO Prof. Dr. Rolf Roland Weber Prof a Dr a Rosalinda C. Montone (IO/USP) Prof.ª Dr.ª Vivian H. Pellizari (ICB/USP) Prof.ª Dr.ª Thais Navajas Corbisier (IO/USP) Prof. Dr. Michel M. de Mahiques (IO/USP) Prof. Dr. Antonio Batista Pereira (ULBRA) Prof. Dr. Carlos Ernesto Schaefer (UFV) Prof. a Dr. a Cristina Engel de Alvarez (UFES) Prof. Martin Sander (UNISINOS) Prof.ª Dr.ª Márcia Caruso Bícego (IO/USP) Prof.ª Dr.ª Elisabete de Santis B. G. Saraiva (IO/USP) Prof.ª Dr.ª Lucia de Siqueira Campos (UFRJ) Prof. Dr. Norberto Dani (UFRGS) Prof. Dr. Belmiro Mendes de Castro Filho (IO/USP) Prof. Dr. Phan Van Ngan (IO/USP) Prof.ª Dr.ª Rosalinda Carmela Montone (IO/USP) Prof.ª Dr.ª Rosane Gonçalves Ito (IO/USP)

6 REDE 2 - GERENCIAMENTO AMBIENTAL NA BAÍA DO ALMIRANTADO, ILHA REI GEORGE, ANTÁRTICA 1. INTRODUÇÃO OBJETIVOS CARACTERIZAÇÃO GERAL DA ÁREA DE ESTUDO AMBIENTE TERRESTRE Breve histórico de ocupação da Península Keller A Estação Antártica Comandante Ferraz Cenário atual Geomorfologia e solos Cobertura Vegetal As Aves Edificações Resíduos sólidos Avaliação Pós Ocupação da EACF A Paisagem O Plano Diretor da Estação Antártica Comandante Ferraz Considerações finais sobre o ambiente terrestre AMBIENTE MARINHO Sistema aquático Marinho Distribuição termohalina e circulação Parâmetros químicos e biológicos Distribuição de hidrocarbonetos e organoclorados na água do mar Sistema bentônico Descrição do ambiente bentônico Biota bentônica Relações tróficas Cenário atual Sistema Aquático Marinho Sistema Bentônico Efeitos na biota bentônica Considerações finais sobre o Ambiente Marinho AMBIENTE ATMOSFÉRICO Emissões locais de dióxido de carbono atmosférico Poluentes Orgânicos Persistentes Aporte atmosférico continental e emissões locais na ilha Rei George ESTRUTURAÇÃO DO SIG LACUNAS VERIFICADAS PROPOSTA DE ESTRATÉGIA DE MONITORAMENTO ESTRATÉGIAS DE MELHORIAS CONSIDERAÇÕES FINAIS PRODUÇÃO CIENTÍFICA ( ) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXO ANEXO

7 1. INTRODUÇÃO Nos últimos anos, o crescente impacto das atividades humanas no meio ambiente antártico passou a ser motivo de grande preocupação. A baía do Almirantado foi designada uma Área Antártica Especialmente Gerenciada (AAEG) para evitar o impacto cumulativo das diversas nações que atuam na área e para otimizar esforços na obtenção de dados científicos. Além disso, o Comitê Científico de Pesquisas Antárticas (SCAR) recomenda o estudo abrangente do estado do meio ambiente dessa região para permitir uma real avaliação do impacto da atividade humana causado por cientistas, turistas e pessoal de apoio das estações e operações logísticas atuais e pretéritas. Para a avaliação ambiental da baía do Almirantado, foi considerada a necessidade de compreeder as variáveis que vêm sendo identificadas e estudadas ao longo do tempo nos ambientes terrestre e marinho da baía. Essa avaliação preliminar permite a identificação de parâmetros relevantes que podem ser utilizados de forma integrada numa caracterização ambiental ampla e num acompanhamento de modificações temporais. No sentido de facilitar a integração da grande diversidade de temas nesse tipo de estudo, identificam-se perguntas e objetivos comuns, que podem convergir para uma compreensão multidisciplinar do meio ambiente. Nesse contexto e respeitando as metodologias diferenciadas de acordo com a característica própria de cada área de pesquisa, estabelecem-se os nós para a formação do trabalho em Rede. O principal desafio para a integração de informações é a coordenação da aquisição de dados, avaliação da adequação dos dados numericamente comparáveis e estabelecimento de associações conceituais sempre que possível. No exercício da transdisciplinaridade, observa-se que muitas das informações coletadas e suas correlações não se podem resumir a dados numéricos ou estatísticos, além de ser necessário que (...)o enfoque a ser adotado não se resuma cartesianamente e não se conclua de forma reducionista e mecanicista. Muitas propriedades e características dos sistemas vivos transcendem essas abordagens, porquanto eles se comportam holisticamente, por necessidades nem sempre conhecidas, mas reais e concretas e em virtude do acaso. Instrumentos da abordagem cartesiana devem e precisam fazer parte da avaliação ambiental. No entanto, é desejável que outras ferramentas sejam realizadas e aplicadas para globalizar suas conclusões e resultados (Macedo, 1995:13). Metodologicamente, a busca de instrumentação para a gestão ambiental da AAEG da baía do Almirantado baseou-se no conhecimento das condições pretéritas, na avaliação detalhada das condições atuais do ambiente e nessas análises juntas, propiciando inferir sobre cenários futuros, tanto para o ambiente terrestre quanto para o marinho. Os resultados obtidos são úteis como base para o planejamento estratégico de atividades, - 1 -

8 este devendo ser coerente com os objetivos do Programa Antártico Brasileiro e com a capacidade de suporte na baía do Almirantado. Dessa forma, ao longo do tempo, alguns estudos enfatizam naturalmente a Península Keller, uma vez que é onde o Brasil concentra suas atividades e onde ocorre o maior interesse no desenvolvimento de um programa de monitoramento ambiental. Dentro dessa visão integrada, estabeleceu-se a Rede 2 de pesquisa em junho de Seu principal objetivo foi avaliar possíveis impactos ambientais na baía do Almirantado para estabelecer as bases científicas para uma gestão ambiental apropriada na área, especialmente na enseada Martel onde se encontra grande parte da atividade de pesquisa brasileira, Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). Desde o início das atividades, verificou-se a possibilidade de amplo intercâmbio de informações entre os projetos formadores da Rede, sendo traçadas diretrizes de trabalhos conjuntos, especialmente nas atividades de campo na Antártica. As atividades foram executadas de forma a integrar mais diretamente áreas de conhecimentos similares e/ou complementares tanto no ambiente terrestre quanto no marinho. O resultado foi a formação de grupos de trabalho para esses dois ambientes, sendo que, no marinho, se considerou- o compartimento aquático (coluna d água e microbiota pelágica) e o sistema bentônico (sedimentos e biota). Reuniões periódicas com os coordenadores de cada projeto envolvido na Rede 2 foram realizadas para otimização da logística e do uso de recursos disponíveis e, também, para o amplo intercâmbio de informações e averiguação das correlações dos dados coletados (pretéritos e da fase exploratória). Das atividades multi e interdisciplinares, foram identificadas as lacunas das proposições iniciais da Rede 2, sendo que, a partir dessas, alguns estudos adicionais foram desenvolvidos de modo conjunto. A elaboração de artigos, principalmente os multidisciplinares, bem como as apresentações em vários eventos científicos e específicos para cada área de conhecimento permitiram o real entrelaçamento dos resultados e avanço substancial do conhecimento do ambiente estudado, inclusive com a obtenção de informações adicionais não previstas inicialmente

9 2. OBJETIVOS O objetivo geral da Rede 2 foi o de realizar uma avaliação ambiental na Área Especialmente Gerenciada (AAEG) da baía do Almirantado através de estudos multidisciplinares dos diversos parâmetros bióticos e abióticos, visando o diagnóstico e implementação de estratégia de monitoramento ambiental. Os objetivos específicos do projeto foram: - levantar os parâmetros ambientais já existentes na AAEG da baía do Almirantado. - caracterizar o ambiente terrestre, estudando as comunidades vegetais e animais através de suas distribuições e associações ecológicas com o propósito de identificar as espécies e os indicadores de impacto ambiental para projetos futuros de monitoramento; caracterizar a pedologia e micro-morfologia dos solos, incluindo matéria orgânica, ciclos bioquímicos e metais pesados, assim como a sua distribuição espacial (mapeamento), biodiversidade microbiana em solos e impacto das edificações; - caracterizar o ambiente marinho, estudando os aspectos básicos das correntes e circulação das massas d água, sua hidrogeoquímica, sistema carbonato da água do mar e CO 2 atmosférico, a topografia de fundo, sua textura e dinâmica sedimentar, a estrutura das comunidades bentônicas, a biodiversidade microbiana nos sedimentos, os níveis de hidrocarbonetos de petróleo, os poluentes orgânicos persistentes (POPs), os esteróis fecais e o uso de biomarcadores para avaliação de impactos antropogênicos em peixes e anfípodes; - incluir controles múltiplos na detecção de efeitos antropogênicos através de análises assimétricas (análises estatísticas univariadas, apropriadas para o exame de dados de pós-impacto, em que o valor do parâmetro na área impactada é comparado ao valor médio das áreas controladas a fim de distinguir, de forma mais objetiva, os impactos naturais dos antropogênicos); - implantar um Sistema de Informações Geográficas (SIG) para utilização como ferramenta com o objetivo de promover a integração espacial dos dados obtidos por todos os projetos da rede de pesquisa, prestar suporte para o monitoramento do impacto ambiental causado pelas atividades humanas e auxiliar nas decisões do plano de gerenciamento da AAEG. - estabelecer as bases científicas para a estratégia de monitoramento da AAEG. - testar materiais, avaliar características arquitetônicas e de acústica da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), integrando essas informações às de utilização do espaço físico interno e externo à EACF, além de dados adquiridos por outros - 3 -

10 projetos relacionados ao ambiente terrestre da Rede 2, e utilizar as informações obtidas para elaborar um plano diretor para a Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) e o Zoneamento Ambiental de Uso da península Keller. - promover o planejamento de utilização ambiental da península Keller, visando sua conservação através do estabelecimento de diretrizes de uso do solo, ordenamento de percursos e condutas específicas de acordo com o nível de fragilidade ambiental observado pela Rede

11 3. CARACTERIZAÇÃO GERAL DA ÁREA DE ESTUDO A Área Antártica Especialmente Gerenciada (AAEG) da baía do Almirantado está localizada no setor central da ilha Rei George, arquipélago das Shetlands do Sul, separada por 120 quilômetros do norte da península Antártica (figura 3.1). A AAEG constitui-se uma área de grande interesse ambiental e científico, pois está numa região que apresenta grande variabilidade ao longo do ano, como a variação da cobertura de gelo marinho e das condições climáticas, o que, naturalmente, influencia nas condições de todo ecossistema. A AAEG tem uma área de 362 km², divididos em setores cobertos por gelo, setores livres de gelo permanente e o setor da baía, ocupado pelas águas do mar. Da área total, 195 km² (54 %) são ocupados pelas 36 geleiras que drenam a massa glacial da ilha, que supera a altitude de 700 metros no domo central do campo de gelo da ilha. As águas da baía do Almirantado ocupam 138 km² (38 %) com profundidades variáveis, desde regiões rasas até locais com profundidades que superam 550 metros, como o observado na região de comunicação do fiorde que constitui a baía do Almirantado com o estreito de Bransfield. Os 29 km² restantes (8 %) são constituídos de áreas livres de gelo, localizadas ao longo da zona de praia e em algumas proeminências rochosas, majoritariamente algumas áreas como a península Keller, ponta Hennequin, ponta Demay e a região de ponta Thomas (área em torno da Estação Polonesa Henrik Arctowski). O substrato geológico da AAEG é constituído por uma seqüência estratigráfica de rochas sedimentares na base recobertas por rochas vulcânicas do Jurássico e do Cenozóico (Birkenmajer, 1982). As linhas de falhamento geológico têm orientação no sentido lestenordeste para sul-sudoeste e controlam o padrão de drenagem da baía. A morfologia glacial da ilha constitui-se de geleiras que podem ser caracterizadas em três padrões: (1) geleiras suaves que descarregam sua massa na forma de falésias de gelo; (2) geleiras encaixadas em vales curtos e estreitos com alta declividade, terminando na forma de cascatas de gelo (3) geleiras que terminam em terra, apresentando depósitos de moraina na sua parte frontal (Bremer, 1998). Esses depósitos de morainas, bem como as áreas que apresentam afloramento do substrato rochoso, são densamente ocupados por colônias de vegetais constituídas basicamente por musgos e líquens. Nessas áreas, também ocorre densa população de diversas espécies de aves e mamíferos, que usam esses locais para a reprodução ou descanso (Arigony, 2001). As condições meteorológicas da AAEG e de todo arquipélago são controladas pela passagem de sistemas ciclônicos, oriundos do mar de Bellingshausen, que se movem na direção leste trazendo umidade e calor, o que faz com que essa área tenha alta nebulosidade e condições de temperatura mais amenas (Setzer e Hungria, 1994; Rakuza- Suszczewski et al, 1993 ). A média anual é de -2,8 ºC, sendo que no verão, a média é de 0,9 ºC e, no inverno, -7 ºC (Ferron et al, 2004). A umidade relativa média é superior a - 5 -

12 80% e a precipitação anual é de 500 mm, podendo ultrapassar 1000 mm nas partes altas da calota (Rakusa-Suszczewski et al, 1993). O registro de aquecimento atmosférico em toda região da península Antártica também é significativo na ilha Rei George, apresentando uma tendência de aquecimento na ordem de 0,022 ºC a -1 ºC desde 1947 até o ano de 1995, o que significa uma elevação na temperatura média de 1,1 ºC nesse período. Esse aquecimento tem contribuído para a retração frontal das geleiras, que perderam 12 % da sua área no período compreendido entre (Arigony, 2001). A AAEG baía do Almirantado é densamente ocupada por atividades de pesquisa e de logística, além de ser freqüentemente visitada por turistas, dadas as facilidades de acesso a essa região da Antártica. Encontram-se, nessa área, as instalações científicas de cinco países (Brasil, Polônia, Peru, Equador e Estados Unidos), com duas estações de pesquisa que operam o ano inteiro - Estação Antártica Comandante Ferraz (Brasil) e Estação Polonesa Henry Arctowski (Polônia), uma estação permanente de uso no verão - Estação Antártica Peruana Machu Picchu (Peru), um refúgio de ocupação freqüente no verão - Refúgio Pieter J. Lenie, também conhecido como Copacabana (EUA) e um refúgio equatoriano de uso eventual. Destaca-se, ainda, a existência de um farol na Estação Arctowski, que funciona durante todo o ano, e de pequenas edificações sem uso freqüente, assim como acampamentos e instalações temporárias de uso rotineiro no verão. Outras estruturas antrópicas como monumentos e marcos são encontrados na baía, além de diversos artefatos e objetos remanescentes do período de descoberta e exploração dos recursos naturais da ilha, como pequenas embarcações, madeiras, carvão etc. Em síntese, a baía do Almirantado é uma região de incontestável significância ambiental, histórica, científica e estética, cuja ocupação nos últimos anos tem sido ampliada, justificando a necessidade do estabelecimento de um plano de monitoramento ambiental que resulte em ações efetivas de gerenciamento no auxílio à preservação de sua características

13 Figura 3.1 Localização da Área Antártica Especialmente Gerenciada

14 4. AMBIENTE TERRESTRE Os estudos no ambiente terrestre concentraram-se, especialmente, nas pesquisas relativas ao solo, fauna, flora, microorganismos e edificações. Num primeiro momento, principalmente nas áreas com poucos ou nenhuns dados pretéritos, buscou-se a compreensão do ambiente terrestre em seu sentido mais amplo, em paralelo à intenção de constituir uma base comparativa com a situação atual da área mais diretamente afetada pela presença da Estação Antártica Comandante Ferraz, visto que o trabalho de monitoramento está sendo implantado anos após a sua instalação. Nas áreas de estudo com atividades anteriores à formação das redes, as informações pretéritas foram coletadas e analisadas, visando, especialmente, a busca de informações e parâmetros para estudos comparativos. Os resultados gerais seguem descritos de forma sucinta, enfatizando que o detalhamento pode ser obtido nos relatórios individuais de cada subprojeto. O conjunto edificado da Estação Antártica Comandante Ferraz, na condição de infraestrutura principal de apoio à pesquisa científica brasileira, torna-se, inevitavelmente, um dos maiores agentes de interferência ambiental na região da baía do Almirantado. Incluem-se, nessa afirmação, as interferências inerentes ao dia-a-dia do uso da estação e do entorno da península Keller, causadas pelas atividades rotineiras de pesquisa, assim como as conseqüentes de ações específicas, como os procedimentos de manutenção e construções e o turismo, de menor importância no contexto. Dessa forma, a proposta de elaboração de um diagnóstico do ambiente terra, compreendido como inter-relacionado com as demais questões estudadas no âmbito da Rede 2, envolve temas diferenciados que vão dos aspectos relacionados ao ambiente natural, tais como os estudos de solos, aves e botânica, até os vinculados ao ambiente edificado, como a organização e composição das edificações, a geração de resíduos, o impacto na paisagem, o problema da acústica, dentre outros. Assim, embora o objetivo da pesquisa seja a baía do Almirantado, o principal alvo dos estudos foi a península Keller (Figs. 4.1 e 4.2) com maior detalhamento para as áreas do entorno da Estação Ferraz. Embora nem todas as pesquisas estivessem necessariamente vinculadas à uma planificação espacial, a produção de uma base cartográfica confiável foi de grande importância, especialmente considerando o objetivo da Rede em implementar o sistema GIS para a formação de um banco de dados e para análise ambiental

15 Figura Mosaico semicontrolado da península Keller

16 Figura 4.2- Modelagem em 3D da península Keller, sobrepondo o mosaico ao modelo digital de elevação BREVE HISTÓRICO DE OCUPAÇÃO DA PENÍNSULA KELLER Os estudos de avaliação de impacto ambiental na baía do Almirantado estão vinculados à história de sua ocupação e às conseqüências ambientais daí oriundas. No caso do subgrupo terrestre da Rede 2 do PROANTAR, os estudos e avaliações concentraram-se, especialmente, na península Keller, visto ser esse o principal local de ocupação das edificações brasileiras na Antártica através da Estação Antártica Comandante Ferraz. No entanto, é importante registrar que a área onde hoje está localizado o conjunto edificado da Estação Ferraz foi, no passado, explorada e ocupada por noruegueses e ingleses. Os primeiros mantiveram, no local, uma estação de pesca a baleias na década de Os segundos ocuparam o local a partir de 1948, ali permanecendo até o início da década de 1960, quando as edificações componentes da estação meteorológica e de pesquisa conhecida como Base G (fig ) foram desativadas (Schuch, 1994; Martins, 1998). O registro dessas ocupações na península Keller está, até hoje, presente, é representado pelas ossadas de baleias espalhadas ao longo da praia (fig ) e por um bote em madeira (fig ). Complementam a leitura do ambiente as estruturas de fundação em concreto da Base G (fig ) e as cruzes fincadas na elevação posterior à estação brasileira (fig ) que, simbolicamente, registram a morte de quatro pesquisadores ingleses. Uma quinta cruz é alusiva ao falecimento de um brasileiro, em 1990, portanto, desconectada do referencial de precedência de ocupação dos demais elementos mencionados

17 Figura Vista externa da Base "G", em 1987, construída em madeira e desativada em Figura As ossadas, ao longo da praia, registram as atividades de pesca à baleia e são referenciais da ocupação norueguesa na península Keller. Figura Bote em madeira que, junto às ossadas de baleias, marca a paisagem ao longo das praias da península Keller

18 Figura Fundações da edificação principal da antiga Base G Figura As cinco cruzes já estão integradas à paisagem do local e tornaram-se um dos principais pontos referenciais na região A ESTAÇÃO ANTÁRTICA COMANDANTE FERRAZ A história da Estação Antártica Comandante Ferraz inicia-se em dezembro de 1982 quando ocorre a primeira Operação Antártica Brasileira OPERANTAR I, cuja principal missão era estabelecer o local onde deveria ser construída a futura estação brasileira (Bacila, 1985). Para isso, foi necessário considerar as questões logísticas acessibilidade, obtenção de água, condições de gelo no verão e no inverno etc e as de interesse para a pesquisa, visto ser a comunidade científica o principail usuário previsto para a Estação. Ferraz foi a primeira e até hoje a mais importante instalação brasileira construída na Antártica, estando situada na baía do Almirantado na ilha Rei George, arquipélago Shetlands do Sul nas coordenadas 62 05" S; 58 24" W. Seu posicionamento na península Keller foi motivado por ser uma área ampla, com boas condições de acesso, movimentação de embarque, desembarque e abastecimento de água (www.mar.mil.br/~secirm/ferraz em 23/09/2000). Como complementação ao exposto,

19 vale serem citados os condicionantes estabelecidos pelo CMG Edison Nascimento Martins, enquanto participante da Operação Antártica II, destinada à escolha do local para implantação da estação brasileira, em 1984:... um fundeadouro livre de gelos grandes para garantir a segurança do navio e do movimento navio-praia-terra; [...] uma praia com gradiente adequado, o mais suave possível, e, preferencialmente, sem muitos obstáculos a remover, que possibilitasse um desembarque sem problemas; [...] um terreno sem grandes desníveis, para evitar excessivo trabalho de terraplenagem; [...] um local bastante espaçoso, que comportasse as ampliações futuras da estação; [...] a presença de nascentes ou lagoas de degelo próximas, que permitissem o abastecimento facilitado de água, sem o trabalhoso processo de derretimento de neve e gelo; [...] um ambiente propício à realização de trabalhos científicos nos campos de atmosfera, terra e vida; [...] uma área isolada, afastada de outras estações e bases, não só para indicar a intenção de auto-suficiência que estávamos imprimindo ao PROANTAR como, também, para possibilitar o crescimento futuro da estação sem a interferência do surgimento próximo de instalações de vizinhos, evitando-se, ainda, a eventual poluição ambiental que um conglomerado de estações acaba causando (Martins, 1998). No dia 06 de fevereiro de 1984, Ferraz foi inaugurada com oito contêineres e capacidade para abrigar 12 pessoas entre pesquisadores e pessoal de apoio (Fig ). A instalação dos primeiros contêineres ocorreu ainda sem as diretrizes ambientais que hoje envolvem todas as atividades dos brasileiros na região; porém, a técnica construtiva adotada monoblocos transportados inteiros do Brasil para a Antártica permitiram sua implementação inicial com a pressa e a segurança necessárias à época. O esgoto, por exemplo, reduzia-se a um buraco cavado com pás e coberto com as esteiras metálicas - utilizadas anteriormente no desembarque dos contêiners na praia -, com um orifício destinado à saída dos gases. Os canos que conectavam as instalações da cozinha e do sanitário na pretensa fossa eram de PVC, sem qualquer isolamento térmico (Martins, 1998). Considerando que a ocupação, na época, era reduzida e que toda a água utilizada na Estação era aquecida, o sistema de esgoto funcionava relativamente bem. No entanto, a constante obstrução dos canos por dejetos congelados originou a necessidade de instalação de isolantes térmicos. No aspecto paisagístico, as reduzidas dimensões do conjunto e o local de inserção sem concorrência tanto com a exuberante paisagem natural como com as edificações em madeira da Base G instaladas nos cumes laterais à depressão em que Ferraz foi construída geravam uma sensação de harmonia, especialmente no verão

20 Figura A Estação Antártica Comandante Ferraz em fevereiro de 1984, logo após sua inauguração. Imagem: Martins, 1998 p. 67. A cor verde dos módulos, as formas retilíneas e a bandeira nacional defronte à fachada principal sugeriam um agradável contraste, marcando a presença brasileira na região. Já no inverno, quando a Estação ficava quase totalmente encoberta pelo gelo, a imagem transmitida era da fragilidade da edificação perante os rigores climáticos, o que mostrava alguns dos equívocos na escolha do local. Destaca-se que a posição de implantação no sítio e a escala em relação ao lugar indicam modificações mínimas na paisagem natural, e a técnica construtiva permitia a recuperação total do ambiente, praticamente sem vestígios, caso a estação fosse retirada. Observando-se antigas imagens do local, pode-se afirmar que o maior impacto ocorreu na flora local com a destruição de formações vegetais ocasionada pelos serviços de terraplenagem, pelo arrasto dos contêineres e pelo pisoteio constante, necessário às atividades de implantação (Fig ). Salienta-se que, a partir da implantação da Estação, a área precedente à mesma passou a ser utilizada continuamente, nas atividades de apoio à pesquisa e funcionamento diário da EACF, como pátio de manobras do maquinário, não permitindo, assim, uma regeneração gradativa dos ecossistemas afetados. Também era comum, na época, a arrecadação de souveniers, sendo grande a quantidade de ossos de baleias subtraídos do local e levados ao Brasil como troféus. No entanto, é inegável o sucesso da implantação de Ferraz e, já em 1985, foi promovida sua ampliação, passando a contar com 33 módulos 1, sendo o ano seguinte marcado pelo início do período de permanência também durante o inverno (Fig ). No 1 Por existirem alguns pequenos módulos destinados à guarda de materiais, abrigo para motores, depósito de gás e guarda de equipamentos de menor porte, a bibliografia consultada difere no quantitativo de unidades existentes, com um número que varia de 32 a 38. Nesse caso, adotou-se por critério considerar como unidade as construções que permitem algum tipo de atividade humana em seu interior

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PROPOSTA DE ZONEAMENTO AMBIENTAL DE USO NA ÁREA DO ENTORNO DA ESTAÇÃO ANTÁRTICA COMANDANTE FERRAZ, PENÍNSULA KELLER, ANTÁRTICA PROPOSTA DE ZONEAMENTO AMBIENTAL DE USO NA ÁREA DO ENTORNO DA ESTAÇÃO ANTÁRTICA COMANDANTE FERRAZ, PENÍNSULA KELLER, ANTÁRTICA Arq. Drª. Cristina Engel de Alvarez (1) Arq. Braz Casagrande (1) Arq. Daniel

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