Portugalglobal. Maria João Rodrigues Portugal e os novos desafios da UE 12. União Europeia Aposta no crescimento sustentável 6

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1 Portugalglobal Pense global pense Portugal Maria João Rodrigues Portugal e os novos desafios da UE 12 União Europeia Aposta no crescimento sustentável 6 Colômbia e Guiné Equatorial Mercados de prospecção 26 Empresas Monseo, Safina e Fibersensing 21 Janeiro 2011 //

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3 Janeiro 2011 // sumário Destaque // 6 Em tempos de crise e de mudança, novos desafios colocam-se à União Europeia. A Estratégia 2020 assume-se como uma nova arquitectura das políticas europeias destinadas a promover um novo impulso económico, social e ambiental na Europa. A União Europeia em análise, quando passam 25 anos da adesão de Portugal à então denominada Comunidade Económica Europeia. Entrevista // 12 Europeísta convicta, Maria João Rodrigues, ex-ministra e conselheira europeia, defende o projecto europeu como o melhor modelo de crescimento, desenvolvimento e sustentabilidade económica, social e ambiental, apesar dos problemas que enfrenta actualmente. Em entrevista, a conselheira europeia afirma ainda que a Europa deve apoiar os Estados-membros mais afectados pela crise, incluindo Portugal, e aponta caminhos a seguir. Notícias // 20 Empresas // 21 Monseo aposta na internacionalização. Safina reconhecida pela FIFA. Fibersensing seduz mercado global. Mercados // 26 A Colômbia e a Guiné Equatorial são mercados em análise pela AICEP, no âmbito da política de diversificação dos mercados de destino das exportações nacionais, e que revelam potencial para receber a oferta nacional. Um breve panorama dos novos mercados de prospecção. Análise de risco por país COSEC // 38 Estatísticas // 42 Investimento directo e exportações. Feiras e eventos// 44 AICEP Rede Externa // 46 Bookmarks // 48

4 EDITORIAL Revista Portugalglobal Av. 5 de Outubro, Lisboa Tel.: Fax: Propriedade aicep Portugal Global O Porto Bessa Leite Complex R. António Bessa Leite, º Porto Tel.: Fax: NIFiscal Comissão Executiva Basílio Horta (Presidente), Eurico Dias, José Vital Morgado, Luis Florindo, Teresa Ribeiro Mudança e Competitividade Directora Ana de Carvalho Redacção Cristina Cardoso José Escobar Vitor Quelhas Colaboram neste número Direcção de Informação da AICEP, Direcção Internacional da COSEC, Maria João Rodrigues. Fotografia e ilustração Embassy of Equatorial Guinea (FlickR), Fotolia, Messe Frankfurt Exhibition GmbH (Pietro Sutera), Rodrigo Marques, Publicidade Secretariado Helena Sampaio Assinaturas Registe-se aqui Projecto gráfico aicep Portugal Global Paginação e programação Rodrigo Marques ERC: Registo nº As opiniões expressas nos artigos publicados são da responsabilidade dos seus autores e não necessariamente da revista Portugalglobal ou da aicep Portugal Global. A aceitação de publicidade pela revista Portugalglobal não implica qualquer compromisso por parte desta com os produtos/serviços visados. O mundo está a enfrentar profundos desafios e mudanças não só em áreas fundamentais, como a economia, a sociedade, a segurança e o ambiente, como também na sua capacidade de encontrar respostas céleres, integradas e globais quando se trata de manter a competitividade em mercados cada vez mais longínquos e exigentes. A realidade tornou-se mutável, por vezes imprevisível e de difícil solução a crise actual não deixa margem a dúvidas, o que inaugura uma era de descontinuidade que, no entanto, permite equacionar novas políticas e novas formas de actuação em áreas decisivas do desenvolvimento e da sustentabilidade, bem como do reposicionamento estratégico, tanto por parte das empresas como das instituições e dos Estados. A própria União Europeia mostrou não estar imune aos novos desafios globais, nem às crises financeiras, que acabaram por abalar alguns dos seus mais importantes pilares, tanto mais que a Europa dos 27 e a Zona Euro se confronta com uma crise interna de crescimento e identidade. Para fazer face a esta turbulência, a UE mobiliza actualmente todos os Estados-membros no sentido de implementarem ajustamentos, reformas e alternativas que reforcem o papel interno e externo do projecto europeu, tendo agora por base a Estratégia Europa 2020, que se propõe torná-lo mais inovador, competitivo, solidário e sustentável. Nesta medida, a ex-ministra e conselheira europeia, Maria João Rodrigues, faz o ponto de situação, em entrevista à nossa revista, sobre aquilo que já foi feito e o que há ainda para fazer em matéria de crescimento e sustentabilidade económica, social e ambiental na Europa. Também neste contexto global de mudança, há mercados como a Colômbia, o Egipto e a Guiné Equatorial, e até há pouco o Egipto, que embora sendo pouco conhecidos, revelam oportunidades de negócio e potencial para as exportações portuguesas. Estes mercados são actualmente objecto de prospecção por parte da AICEP, numa óptica de inteligência competitiva, procurando a Agência analisar e distribuir informação sobre produtos, clientes e concorrentes de forma a apoiar a tomada de decisões e o posicionamento estratégico das empresas. É de realçar que países como o Egipto, que atravessam alguma forma de instabilidade conjuntural, são cuidadosamente analisados pela AICEP de modo a não colidirem com o interesse das empresas portuguesas e com o bom desempenho das relações bilaterais. Basílio horta Presidente da Comissão Executiva da AICEP 4 // Janeiro 2011 // Portugalglobal

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6 DESTAQUE União Europeia 2020 MAIS MUDANÇA, COOPERAÇÃO E COMPETITIVIDADE A União Europeia é um projecto arrojado e dinâmico, cuja pedra fundadora foi colocada há seis décadas, que tem transformado profundamente as relações entre países europeus e as relações destes com o mundo global, como resultado de uma prática de convergência, cooperação e consolidação financeira, política e social, em que o protagonismo da moeda e do mercado únicos, a excelência dos produtos e serviços europeus e a coerência das políticas sociais, assumem um papel central. Embora este percurso conjunto não tenha sido sempre fácil e imune a dificuldades e crises como aquela que enfrenta actualmente a Europa todos os actores da UE apostam nela como um forte paradigma de crescimento e desenvolvimento economicamente inovador, competitivo e sustentável, que se afirma e continuará a afirmar cada vez mais nos mercados e entre os novos players da cena internacional. 6 // Janeiro 11 // Portugalglobal

7 DESTAQUE Perante os novos tempos, marcados pela crise, interna e externamente o projecto europeu procura responder a uma só voz, com novas políticas e meios de acção, aos novos desafios de identidade, cooperação e mudança internas, bem como de credibilidade, produtividade e competitividade globais. Para fazer face aos novos desafios, os eurodeputados aprovaram o orçamento para 2011, que inclui 141,8 mil milhões de euros em autorizações e 126,5 mil milhões de euros em pagamentos. Neste quadro de desafios, a Estratégia Europa 2020 assume-se como uma nova arquitectura das políticas de resposta, de rampa de lançamento de um novo impulso económico, social e ambiental na Europa, para que o projecto europeu saia fortalecido da crise económica e financeira, que anulou anos de progresso económico e social. Na realidade, ao nível da Comissão Europeia, a própria crise soou como um sinal de alarme: não era possível a Europa manter-se numa mera lógica de continuidade, tanto mais que as dificuldades decorrentes da crise revelaram debilidades sistémicas (e como as 27 economias da UE são tão altamente interdependentes e com repercussões recíprocas, sobretudo na zona Euro) e o risco de a Europa passar para segundo plano na nova ordem mundial. Na realidade, a Europa está a atravessar um período de transformação porque tem necessidade de recentrar-se nos seus objectivos e porque o próprio mundo está também ele a mudar rapidamente. Com 27 Estados-membros e uma população com perto de 500 milhões de habitantes, a União Europeia abrange grande parte da Europa, continuando a beneficiar do facto de ser uma das economias mais abertas do mundo, mas actualmente confrontada com a intensificação da concorrência das economias desenvolvidas e emergentes. Países como a China ou a Índia estão a investir fortemente em investigação e tecnologia para que as suas indústrias possam ascender na cadeia de valor e entrarem no ranking da economia mundial. Por um lado, se é certo que esta nova concorrência exerce pressão sobre a competitividade de alguns sectores da economia europeia, por outro, cada ameaça constitui igualmente uma oportunidade, pois novos mercados abrir-se-ão para muitas empresas europeias. Nesta medida, a Europa está empenhada em encontrar soluções globais com vista a criar um sistema financeiro eficiente e sustentável. No curto prazo realizaram-se já progressos significativos na resolução dos bancos insolventes, na introdução de medidas correctivas nos mercados financeiros e no reconhecimento da necessidade de uma forte coordenação das políticas na área do euro. Mas o curto prazo, segundo os líderes europeus, não chega para lançar as bases da construção de um futuro sustentável, que materialize as grandes as linhas condutoras do projecto europeu. Por isso, foram iniciadas as políticas de ajustamento, que se consubstanciam na estratégia Europa 2020, que agora conta, a par de um mercado interno e de Não era possível a Europa manter-se numa mera lógica de continuidade, tanto mais que as dificuldades decorrentes da crise revelaram debilidades sistémicas (e como as 27 economias da UE são tão altamente interdependentes e com repercussões recíprocas, sobretudo na zona Euro) e o risco de a Europa passar para segundo plano na nova ordem mundial. uma moeda única que resistiram à crise, de um conhecimento e know-how consolidados, de uma inovadora base industrial e tecnológica, com três vectores fundamentais de acção que se torna imperativo implementar: um crescimento económico inteligente (baseada no conhecimento e na inovação), sustentável (economia hipocarbónica, eficiente em termos de recursos e competitiva) e inclusivo (com altas taxas de emprego e que assegure a coesão social e territo- Portugalglobal // Janeiro 11 // 7

8 DESTAQUE rial), enfim, uma estratégia concertada que enfrente a crise e debele as suas sequelas, e gere mais produtividade, mais cooperação, mais emprego. Ou seja: a estratégia Europa 2020 está apostada e centrada na promoção das indústrias com baixas emissões de carbono, no investimento na investigação e no desenvolvimento, no crescimento da economia digital e na modernização da educação e da formação. Em números, isto significa, nos próximos 10 anos, garantir um crescimento económico de 2 por cento, aumentar os investimentos em investigação e desenvolvimento (I&D) dos actuais 1,9 por cento do produto interno bruto (PIB) para 3 por cento, criar 5 milhões e meio de empregos, diminuir as emissões de gases com efeito de estufa em 20 por cento até 2020, aumentar a parte das energias renováveis em 20 por cento até à mesma data (no quadro de combate às alterações climáticas) e reduzir em 25 por cento o número de europeus que vivem em risco de pobreza. Estes vectores de crescimento estão agora mais interligados na Europa 2020 e, nesta medida, a Comissão propõe que os objectivos da UE, para que a sua eficácia seja potenciada, sejam traduzidos em objectivos e trajectórias nacionais, nomeadamente em matéria de sete iniciativas emblemáticas que visam estimular os progressos no âmbito de cada tema prioritário: Uma União da inovação, Uma política industrial para a era da globalização, Agenda digital para a Europa, Uma Europa eficiente em termos de recursos, Agenda para novas qualificações e novos empregos, Juventude em movimento, e Plataforma europeia contra a pobreza. Perante a crise, no curto prazo realizaram-se progressos significativos na resolução dos bancos insolventes, na introdução de medidas correctivas nos mercados financeiros e no reconhecimento da necessidade de uma forte coordenação das políticas na área do euro. Mas o curto prazo, segundo os líderes europeus, não chega. Por isso a Estratégia Europa 2020 aposta nos próximos 10 anos. Contudo, para a Comissão, a prioridade imediata reside na identificação das acções necessárias para definir uma es- tratégia credível de saída da crise, prosseguir a reforma do sistema financeiro, assegurar a consolidação orçamental necessária para um crescimento a longo prazo e reforçar a coordenação no âmbito da União Económica e Monetária, resultados que exigem uma governação económica reforçada, que combine prioridades com grandes objectivos em matéria de retorno ao crescimento e às finanças públicas sustentáveis, o que requer que a parceria deve ser alargada aos comités da UE, aos parlamentares nacionais e à autoridades nacionais, locais e regionais, aos parceiros sociais e partes interessadas e à sociedade civil, de forma a assegurar a participação de todos na concretização desta visão. Reforçados, os métodos de governação visam assegurar que os compromissos se traduzem em acções concretas no terreno, devendo a Comissão acompanhar os progressos alcançados. Os relatórios e a avaliação ao abrigo da Europa 2020 e do Pacto de Estabilidade e Crescimento serão assegurados em simultâneo (apesar de continuarem a ser instrumentos distintos) com uma preocupação de coerência, permitindo que ambas as estratégias prossigam objectivos de reforma similares, assegurando deste modo a saída da crise e o relançamento da economia da UE para a próxima década. 8 // Janeiro 11 // Portugalglobal

9 DESTAQUE Portugal 25 anos de União Europeia Para quem nasceu a 12 de Junho de 1985, o seu aniversário ficou para sempre associado a um dia histórico para Portugal: a assinatura do tratado de adesão de Portugal à Comunidade Europeia, acto solene que iniciou uma viragem profunda no enquadramento global da política externa e da economia do país. Bem feitas as contas aos 25 anos da presença de Portugal na UE, embora haja vozes discordantes, o saldo é positivo mas não em todas as áreas da economia e do desenvolvimento. Este quarto de século na União Europeia mostra que a inflação desceu bastante (0,9 por cento o ano passado), o desemprego ficou mais acentuado (a crise financeira fê-lo subir para 10,8 por cento), o défice piorou ligeiramente e a dívida pública face ao PIB subiu quase para o dobro do que estava em 1986, prevendo-se que continue a subir até Em contrapartida, nos últimos 25 anos a economia portuguesa sofreu uma profunda transformação, em que foram decisivos os fundos comunitários, o alargamento do mercado, as melhores condi- ções de financiamento. Portugal tem-se visto confrontado com grandes desafios, é certo, cuja solução no quadro das políticas nacionais e comunitárias, evoluirão previsivelmente para melhor a prazo, tudo dependendo da própria evolução da zona Euro, que actualmente está a articular, de forma mais eficaz, políticas económicas e sociais de resposta à crise. Vale a pena recuar no tempo e dar uma rápida imagem de Portugal antes da adesão à CEE: tratava-se de um país pobre, economicamente assimétrico, atrasado em infra-estruturas, em boa parte analfabeto, com uma alta taxa de emigração. Esperava-se, com esta adesão, que Portugal, bem como os parentes pobres da Comunidade atingissem o patamar dos mais ricos, ou pelo menos que se aproximasse rapidamente dele, realizando assim o sonho europeu. Mas nem tudo foi fácil neste percurso: os fundos estruturais destinados à modernização da economia nem sempre foram utilizados de forma racional, cumprindo os seus objectivos, e as normas comunitárias relativas ao sector da energia, do ambiente ou da fiscalidade, nem sempre foram rigorosamente aplicadas. Mesmo assim houve convergência com a Europa a um ritmo que superou todas as expectativas, reformas significativas no quadro legal e administrativo foram levadas a cabo e o investimento estrangeiro, que quintuplicou nos primeiro cinco anos da adesão, contribuiu desde logo para a modernização e competitividade do pais. Desde a adesão, muitas etapas foram percorridas e Portugal foi um interveniente activo na construção europeia. O país exerceu três presidências do Conselho da União Europeia, em 1992, 2000 e 2007, o que fortaleceu significativamente a nossa imagem e o nosso capital de afirmação e a voz de Portugal na cena internacional. Foi testemunha privilegiada do avanço irreversível do Mercado Único, da Criação do Fundo de Coesão e das orientações para o pacote Delors. Em 2007, sob a presidência portuguesa, foi concluída a negociação do Tratado de Lisboa, fechando longos anos de impasse institucional. Fortaleceram-se os laços com os países da lusofonia, com a América Latina e o Mediterrâneo, contribuindo para isso a nossa dimensão atlântica e o prestígio do nosso papel na construção europeia. Portugalglobal // Janeiro 11 // 9

10 DESTAQUE Pequena história do Euro O euro tornou-se uma realidade palpável, circulando como moeda no espaço europeu, apenas no dia 1 de Janeiro de 2002, mas a sua preparação começou muitos anos antes. Se o Tratado de Roma, em 1957, estabeleceu o mercado comum europeu cujo objectivo era assegurar o progresso económico e contribuir para uma união mais estreita entre os povos europeus, foi o Acto Único Europeu, em 1986, e o Tratado da União Europeia, em 1992, que introduziram e consolidaram a União Económica e Monetária (UEM) e lançaram as bases para a moeda única. Mas os primeiros planos para criar uma efectiva moeda única europeia remontam a E mesmo o atraso no processo provocado pela derrocada do Sistema Bretton Woods, em 1971, e da crise do petróleo, de 1972, não impediram que, em 1979, fosse estabelecido o Sistema Monetário Europeu (SME) para conferir unidade às moedas nacionais e evitar grandes flutuações entre os respectivos valores e câmbios. No final dos anos 80, com a consolidação do Mercado Único Europeu e perante o risco do comércio na zona do SME ser prejudicado pela flutuação das taxas de câmbio, a criação de uma moeda única foi tomada como a solução lógica e a ideia regressou em força. Em 1990, com a abolição do controlo sobre as taxas de câmbio e a consequente libertação de movimentos de capitais no interior da CEE, foi dado o passo decisivo para a criação do Sistema Monetário Europeu (SME) e, em 1992, o Tratado de Maastricht formalizou o critério de convergência económica para a adopção de moeda comum. A CEE ficava para trás e nascia a União Europeia. lugar ao MET II, mas agora no contexto de um euro realmente existente. Em 1 de Junho de 1998 fora criado o Banco Central Europeu (BCE) com o grande objectivo de manter a estabilidade e a condução de uma política monetária única em toda a zona do euro. O BCE é o responsável pela coordenação do processo de produção e de introdução das notas e moedas de euros. O Banco Central Europeu (BCE) começou então a estabelecer uma política monetária correspondente a uma moeda única, com o apoio dos Bancos Centrais dos Estados-membros e começou o período de transição de três anos fixado em Madrid, que durou até 1 de Janeiro de Membros, ratificados depois por cada país de acordo com os respectivos processos legislativos nacionais. Dos actuais 27 Estados-membros são os seguintes os países da União Europeia que adoptaram a moeda comum: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta, Holanda e Portugal. Já este ano, a 1 de Janeiro, o euro foi introduzido com êxito na Estónia, aumentando, assim, para 17 o número de Estados-membros que utilizam a moeda única e para cerca de 331 milhões os cidadãos europeus que partilham a mesma moeda. O Banco Central Europeu (BCE) acolhe com agrado este novo O grande passo foi dado em 1 de Janeiro de 1999, quando o euro foi adoptado na forma não material, com as taxas de câmbio das moedas de 11 dos então 15 Estados-membros fixadas no seu valor do último dia de O Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio (MET) deu A nova moeda, que adoptou a designação Euro no Conselho Europeu de Madrid, em 1995, teve origem nos sucessivos Tratados, concebidos pelos membros do Conselho Europeu, constituído pelos Chefes de Estado ou de Governo de cada um dos Estados- alargamento da área do euro. Com a expansão da União Europeia, prevê-se que alguns dos aderentes mais recentes e também alguns dos Estados-membros mais antigos, possam, nos próximos anos, partilhar também o euro como moeda oficial. 10 // Janeiro 11 // Portugalglobal

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12 ENTREVISTA Maria João Rodrigues Portugal e os novos desafios da união europeia Na sequência da crise financeira de 2008, a zona Euro viu abalados os seus mais importantes pilares. Para debelar a recessão, estancar a dívida e relançar a economia, a União Europeia, depois dos orçamentos de alguns países terem atingido os seus limites, toma medidas e trabalha soluções. Aceita desafios com futuro, para que o projecto europeu continue a ser, aos olhos do mundo, um modelo incontornável de crescimento, desenvolvimento e sustentabilidade económica, social e ambiental. Maria João Rodrigues, ex-ministra, conselheira europeia e europeísta convicta, considera no entanto que a Europa pode fazer mais e enumera as alternativas para superar a crise e apoiar os Estados-membros mais fragilizados, entre os quais Portugal. E reafirma porque é que o projecto europeu, apesar de atravessar uma crise de crescimento e identidade sem precedentes, ainda continua a ser a nossa melhor aposta. 12 // Janeiro 11 // Portugalglobal

13 ENTREVISTA A crise marcou a celebração, em 2010, dos 60 anos do surgimento da União Europeia, dos 25 anos da adesão de Portugal e de Espanha ao projecto europeu e de um ano do Tratado de Lisboa. Temos razões para festejar? É muito positivo estarmos inseridos num espaço económico a União Europeia que conta com a maior massa crítica do mundo mas, por outro lado, estamos ao mesmo tempo a viver, enquanto projecto europeu, uma crise de identidade e crescimento, que assenta no abrandamento da capacidade de gerarmos denominadores comuns susceptíveis de dar corpo e sustentabilidade a uma verdadeira identidade económica e política ao espaço da União. O mercado único, a união económico-monetária estão a ser abalados, alguns orçamentos nacionais estão a chegar ao seu limite. Pequenas economias, como a portuguesa, e mesmo outras que não são tão pequenas, ressentem-se e precisam de apoio para estancar as suas dificuldades. Encontrar soluções para esta crise de crescimento e de confiança é, em termos comunitários, um dos nossos maiores desafios. Continuo, porém, a acreditar no potencial da União Europeia, que apesar da sua actual crise de identidade e crescimento, está a encontrar boas soluções e boas práticas, e que continua a ser o exemplo vivo e o mais avançado modelo de que dispomos quando se fala de crescimento e desenvolvimento sustentável com futuro. Numa realidade global, em que novos players entram em jogo, e em força, como a China, a Rússia ou a Índia, desafiando economicamente os EUA e a própria UE, de que modo o desafio desses novos actores face à Europa se podem transformar numa oportunidade de crescimento e desenvolvimento para o nosso país? Este é precisamente o grande teste com o qual a Europa está confrontada. Estamos a viver o que se pode chamar de crise sistémica na zona Euro, o que na realidade significa que esta crise não é apenas na zona Euro, cuja origem é a crise financeira de 2008, mas da própria zona Euro, o que fragiliza os alicerces da construção europeia. Mas ao mesmo tempo, se conseguirmos actuar na direcção certa e tudo leva a crer que o estamos a conseguir, podemos e devemos transformar esta crise estrutural numa verdadeira oportunidade de consolidação do projecto europeu e da sua adaptação ao novo paradigma que representa o mundo globalizado e pluralizado em que vivemos. Portugal faz parte desta realidade. No actual contexto de crise, de que modo podem conviver com as suas diferenças mas com equidade, no espaço da União, países social e economicamente fragilizados, como a Grécia ou a Irlanda, e países, como a França e a Alemanha, que recuperam rapidamente a sua pujança económica e o seu protagonismo global? E, nesta medida, que podem esperar do futuro os países com economias mais frágeis? Penso que devemos manter a nossa confiança no potencial do projecto europeu, por uma razão muito simples: o planeta como um todo precisa de evoluir para um novo modelo de crescimento mais inteligente (com conhecimento e inovação), mais verde (ambientalmente preservado), mais inclusivo (com melhores políticas sociais). E a Europa, por muitos que sejam os seus problemas actuais, ainda continua a ser a melhor aproximação a esse modelo, o que nunca é demais sublinhar, e é certamente através dele que o continente pode evoluir mais rapidamente do ponto de vista social, económico e ambiental. E não tenhamos dúvida que esta evolução constitui um importante e inestimável factor competitivo, claramente de longo alcance. É esta a grande opção dos países europeus em matéria de sustentabilidade social, ambiental e económica? Estas são, sem dúvida, as vantagens competitivas com futuro e por isso os países que tomarem a dianteira na construção deste modelo de crescimento terão sempre à partida uma vantagem competitiva global, embora saibamos que todos os países e continentes acabarão por atingir essa meta mais Continuo a acreditar no potencial da União Europeia, que apesar da sua actual crise de identidade e crescimento, está a encontrar boas soluções e boas práticas, e que continua a ser o exemplo vivo e o mais avançado modelo de que dispomos quando se fala de crescimento e desenvolvimento sustentável com futuro. tarde ou mais cedo, o que é do interesse de todos nós enquanto habitantes deste planeta. No capítulo da competição mundial, a soma não deve ser sempre considerada negativa, o resultado não pode ser visto sempre linearmente ou a preto e branco. Deve ser antes considerada como uma espiral evolutiva: todos podem e devem ascender no percurso mas uns chegam mais depressa às metas do desenvolvimento do que outros, o que não quer dizer que os que chegam mais depressa não sejam solidários com os que ainda não possuem todas as condições para cruzar essas metas. A Europa, apesar da sua actual crise de identidade e crescimento, tem potencial para estar na linha da frente da nova fronteira competitiva? É preciso que se diga que a Europa não enfrenta de momento o desafio de um novo paradigma de desenvolvimento, mas sim o desafio da implementação integrada das componentes fundamentais do desenvolvimento nas suas dimensões social, ambiental e económica, que sendo implementadas no seu conjunto, numa óptica de integração holística, constituem um novo modelo de desenvolvimento económico sustentável. De facto, o modelo económico das novas potências emergentes (falo apenas dessas pois são a grande novidade) vai trazer um conjunto significativo de problemas e riscos que, se não forem adequadamente enquadrados, podem comprometer não apenas o seu próprio desenvolvimento como também o futuro do planeta como um todo. Ora são precisamente as boas práticas económi- Portugalglobal // Janeiro 11 // 13

14 ENTREVISTA cas, ambientais e sociais que estão a ser progressivamente implementadas e consolidadas na União Europeia, pese embora o contexto de crise e incerteza, que apontam para o futuro e que já começam a dar os seus frutos em termos de desenvolvimento e sustentabilidade. Se estamos a falar de um modelo de crescimento mais inteligente, mais verde e mais inclusivo, o que é que na Europa já se encontra na dianteira? No desenvolvimento de tecnologias verdes e da protecção ambiental, embora ainda haja muito caminho a percorrer, o avanço europeu é ambicioso, notório e tudo indica que a este ritmo a Europa pode manter a sua posição de liderança, tanto mais que dispõe de um número cada vez maior de empresas orientadas para o mercado alternativo como é o caso de Portugal e também porque as populações europeias, globalmente, são as mais sensibilizadas e pró-activas Podemos e devemos transformar esta crise estrutural numa verdadeira oportunidade de consolidação do projecto europeu e da sua adaptação ao novo paradigma que representa o mundo globalizado e pluralizado em que vivemos. Portugal faz parte desta realidade. a este respeito. Em matéria de crescimento inteligente, a Europa dispõe de uma massa crítica muito relevante em I&D, embora aqui esteja a perder de momento terreno relativamente aos EUA e ao Japão e a ver a distância encurtar-se face às economias emergentes, como a China, a Índia ou a Coreia do Sul. Quanto ao crescimento inclusivo, ou seja, um crescimento que assenta na qualidade de vida das pessoas, que aposta nas suas condições de vida e de trabalho, no acesso à saúde e à educação, nos serviços de protecção social e de apoio ao emprego, se bem que o chamado modelo social europeu tenha grandes necessidades de reforma e de ir mais além, confere, no entanto, uma base de sustentação para um trabalho de qualidade na área social que não tem equivalente em qualquer outro ponto do globo. A Europa tem seguidores no campo das reformas de dianteira? Actualmente vemos que os EUA estão a dotar-se de um sistema de saúde abrangente (no que estavam atrasados relativamente à Europa) e de outros sistemas de protecção social, sendo relevante, também nesta matéria, o caso da China que agora se esforça por adoptar políticas sociais cada vez mais abrangentes. É do interesse europeu implementar internamente e encorajar externamente, junto dos grandes actores da economia mundial, essa convergência estratégica que aliás já faz parte da agenda do G-20, o qual aprovou, em 2009, uma Carta para o Desenvolvimento Sustentável. Diga-se que actualmente os europeus aproveitam todas as cimeiras bilaterais com os seus parceiros estratégicos para colocar este tema do crescimento mais inteligente, mais verde e mais inclusivo encima da mesa. Consideramos e na realidade é também do interesse dos nossos parceiros esta convergência estratégica em matéria de desenvolvimento integrado e sustentável. Os países que constituem a União Europeia desenvolvem-se, desde o início, a várias velocidades, o que dá lugar a assimetrias de desenvolvimento e portanto de capacidade de resposta à crise que não foram resolvidas inicialmente e que, segundo alguns analistas, contribuíram para uma maior extensão da crise da moeda única. A primeira coisa a fazer é um diagnóstico do problema com que estamos confrontados na zona Euro. Há, de facto, um problema em matéria de reequilíbrios dos orçamentos nacionais, especialmente em alguns países. Mas, a meu ver, o problema central da Europa do euro não é necessariamente esse, mas sim o do relançamento estratégico do crescimento e do emprego, conseguindo-se simultaneamente reequilibrar os orçamentos. O grande desafio é conseguir-se as duas coisas ao mesmo tempo, pois seria um erro sacrificar o crescimento apenas para reequilibrar os orçamentos. Vale a pena também lembrar quer uma parte do desequilíbrio dos orçamentos tem que ver com uma crise financeira excepcional que emergiu em 2008 e que obrigou os governos a adoptarem pacotes de estímulo extraordinário para evitar que os respectivos países entrassem em recessão profunda, tentando evitar deste modo a falência de bancos e empresas, e o agravamento drástico do desemprego. Na realidade, estamos ainda a digerir essa crise, que teve várias fases, sendo que a actual se transformou na crise da zona Euro, que é preciso superar, porque caso contrário ela pode minar tudo o que construímos e queremos construir. Mas se queremos resolver esta crise de forma duradoura, a primeira coisa que temos de perguntar é quais são as condições para que a zona Euro seja sustentável a prazo. Por um lado, há quem afirme que actualmente a zona Euro A Alemanha está focada no objectivo de posicionar-se como uma economia que compete ao nível global, mas a verdade é que este país depende ainda em larga medida do mercado interno europeu e portanto se se verificar uma fragmentação e um enfraquecimento do mercado da Zona Euro, a Alemanha vai ser mais tarde ou mais cedo penalizada por isso. já não é sustentável e, por outro, aqueles que afirmam, e que constituem a tendência em crescimento, que é precisamente a implementação e consolidação da sua sustentabilidade que constitui o grande desafio europeu. Neste caso, quais são as condições incontornáveis de sustentabilidade que é necessário implementar e assegurar? A responsabilidade e a disciplina orçamentais constituem, no seu conjunto, uma das condições, ou regras do jogo, que todos os Estados da zona Euro têm que respeitar. Mas 14 // Janeiro 11 // Portugalglobal

15 ENTREVISTA Ora se vamos ter divergências crescentes em torno de taxas de juro e de condições de acesso ao crédito, vamos ter certamente divergências em torno dos efeitos das altas taxas de juros e da restrição do crédito sobre os défices, as dívidas e as condições de investimento (cada vez mais difíceis para os Estados e as empresas) e, por via de consequência, também sobre as taxas de crescimento e na criação de emprego. Corremos o risco de em vez de termos uma dinâmica de convergência passarmos a ter uma dinâmica de divergências cumulativas na zona Euro. É este o risco sistémico perante o qual estamos confrontados e cuja solução constitui um dos grandes desafios da UE. A própria Alemanha pode-se ver confrontada com esse risco. Em que medida a Alemanha, a maior economia da Europa, correria esse risco? A Alemanha está eminentemente focada no objectivo de posicionar-se como uma economia que compete ao nível global, tal como a China, a Índia ou os EUA, mas a verdade é que este país depende ainda em larga medida do mercado interno europeu e se se verificar uma fragmentação e um enfraquecimento do mercado da zona Euro, a Alemanha vai ser mais tarde ou mais cedo penalizada por isso. Como sabemos, o sucesso comercial e competitivo de um país ou de uma zona monetária como a nossa, depende não só de aspectos financeiros e económicos mas também da imagem de marca da sua moeda, neste caso do euro ao qual estava associada até aqui uma economia europeia de sucesso, imagem que hoje se encontra seriamente afectada, o que prejudica a capacidade exportadora da Europa. Países como a China começam a olhar para a Europa como uma zona que está a perder velocidade e que eventualmente comporta riscos, o que afecta todos os países da zona Euro, nomeadamente a Alemanha. no mesmo plano de importância encontra-se também o desenvolvimento sustentável, que é fundamental, bem como a aposta não na divergência mas na convergência interna (do ponto de vista dos défices, das dívidas, das taxas de crescimento e da capacidade de investir), a estabilidade financeira e o acesso ao crédito em condições normais. Estas são as quatro condições incontornáveis para tornar a zona Euro sustentável a prazo. Contudo, verifica-se que a quarta questão aquela que se refere ao crédito assume contornos preocupantes, nomeadamente para países como Portugal O que há de preocupante não têm propriamente que ver com diferenças de spread (que são indicativas do grau de risco de cada país), mas com divergências crescentes em torno das taxas de juro dos spread, ou seja, a diferença entre a taxa de juros que as instituições financeiras pagam pela captação do dinheiro e a que cobram aos países. São taxas de juro excessivas que não deveriam ultrapassar os 5 por cento e que constituem um sério risco não apenas para a saúde financeira dos países da União, sobretudo para os mais fragilizados pelas consequências da crise, como também para a zona Euro no seu conjunto. Neste quadro, qual o papel do novo Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), que pode acabar por enfermar também ele da tendência para as taxas de juro demasiado altas destinado ao resgate da dívida de países europeus em dificuldades? Foi importante que o FEEF tenha sido criado, pois antes da crise grega não havia qualquer fundo para esse efeito. No entanto, apresenta ainda muitos problemas, que têm de ser superados se queremos dar uma resposta credível aos países europeus em dificuldade e aos próprios mercados. Na realidade este mecanismo devia permitir não só conceder empréstimos como comprar dívida. Nesta medida, é preciso praticar taxas de juro razoáveis, os 5 por cento de que falámos, que permitam ao país em questão utilizar esse apoio financeiro não só para reduzir a sua dívida e défice, mas para relançar o crescimento. Chegar a este compromisso é um dos grandes desafios que temos pela frente. Seja como for, o crédito a taxas de juro razoáveis implica não só exigir rigor, um esforço de equilíbrio orçamental ao país, mas deve também criar condições para esse país fazer avançar um plano de crescimento, de competitividade e emprego. Penso, por isso, que cada país deve ter condições para negociar com essa entidade, não apenas a questão orçamental, mas sobretudo um plano de crescimento. Mas tudo isto está ainda a ser intensamente debatido a nível europeu mas apesar das divergências, há cada vez mais actores comunitários a apoiarem este tipo de orientação. Portugalglobal // Janeiro 11 // 15

16 ENTREVISTA E qual o papel do FMI, que tanta celeuma e dúvidas tem gerado, nomeadamente em Portugal? Está também em discussão, além da questão das taxas de juro mais baixas, a redução progressiva do papel do Fundo Monetário Internacional (FMI), porque é cada vez mais evidente que a Europa tem capacidade financeira, económica e técnica para desempenhar esse papel, de forma mais adaptada às necessidades dos países europeus e às suas regras do jogo. Se bem que eu reconheça que o FMI está ele próprio em mutação, pois a sua abordagem em termos de intervenção sobre as economias que se pautava até aqui pelos princípios do chamado Washington Consensus, está a ser posta em causa pela estrutura do FMI e, actualmente, até o seu próprio director se está a demarcar desse modo de actuação. Mas a verdade é que muita da inércia do passado ainda se mantém. O que actualmente está em debate, ao nível da UE, é que a haver um novo Fundo Europeu de Estabilização Financeira, esse deve ser inteiramente europeu. E se até aqui o FMI tem sido parceiro deste fundo europeu, é porque havia quem levantasse dúvidas sobre a capacidade da Europa ter a força política necessária para impor as condições que esses países terão de aceitar para receber o apoio. Neste quadro, qual seria a melhor opção para Portugal? Quando estamos em presença de um dilema, é porque existem duas opções muito claras. No caso português existem dois cenários: ou tentar sobreviver sem o FMI, recorrendo a outros apoios, como o Banco Central Europeu e outros compradores possíveis da dívida portuguesa, ou recorrer ao actual mecanismo europeu, que conta ainda com a participação do FMI. Eu acredito, no entanto, que existe uma terceira solução: fazer evoluir o actual mecanismo de apoio de modo a que seja mais abrangente em termos de desenvolvimento e opere com de taxas de juro aceitáveis. E, entretanto, caso Portugal tenha necessidade de recorrer ao Fundo, deverá intervir na discussão das regras europeias e ganhar tempo até que este mecanismo tenha sido reequacionado para oferecer melhores condições, mais apropriadas aos nossos problemas. Pode clarificar melhor o que representa este mecanismo ser aceitável? Antes de mais, ser um mecanismo 100 por cento europeu, criado pela zona Euro, disponível para apoiar os Estados-membros da zona Euro em dificuldade, e que leve em consideração três questões ou objectivos fundamentais: gerir a crise da dívida soberana, melhorar a gestão da dívida pública em geral e apoiar os investimentos de longo prazo que a Europa precisa para avançar para um crescimento mais inteligente, mais verde e mais inclusivo. Ou seja: a zona Euro deve dotar-se rapidamente com esse mecanismo e para esse efeito ela tem que evoluir para uma emissão de eurobonds (títulos de dívida pública), em muito maior escala do que actualmente, pois estes são uma boa alternativa e uma oportunidade que não devemos perder, para atrair agora capitais em todo o mundo. Hoje existe uma emissão reduzida para captar recursos para apoiar pontualmente países em crise de dívida soberana, como foi o caso da Irlanda e da Grécia, apoio que está longe de ser eficaz e que comporta limitações. O novo Fundo, que está ser criado e consolidado com garantias dos Estados-membros, emitirá eurobonds que serão classificados ao mais alto nível do mercado, destinados a mobilizar recursos financeiros para emprestar a países em crise na zona Euro. Está também em discussão, além da questão das taxas de juro mais baixas, a redução progressiva do papel do FMI, porque é cada vez mais evidente que a Europa tem capacidade financeira, económica e técnica para desempenhar esse papel, de forma mais adaptada às necessidades dos países europeus e às suas regras do jogo. E qual seria o passo seguinte? Consiste em transformar essas garantias fornecidas por todos os Estados-membros numa garantia conjunta, que será mais fácil de activar, possibilitando a esse fundo a emissão de eurobonds não só para apoiar países em crise, mas permitir aos países emitirem conjuntamente dívida e por esse facto beneficiarem de spreads mais baixos. Seja como for, os países em dificuldade, bem como as suas empresas e cidadãos estão a ser objecto de uma dura disciplina orçamental, enquanto as instituições financeiras, que não estão isentas de responsabilidade na crise, aparentemente continuam sem regulamentação eficaz que reduza os seus excessos. O que é que está previsto neste sentido? As nossas economias de mercado precisam todas de sistemas financeiros eficazes, por exemplo para converter poupança em investimento produtivo, que alavanque o crescimento, a produtividade e a competitividade. Contudo esta crise demonstrou que os sistemas financeiros não estavam suficientemente centrados nessa função. Na realidade, sobretudo a partir dos anos 90, as instituições financeiras passaram por 16 // Janeiro 11 // Portugalglobal

17 ENTREVISTA transformações, que pouco a pouco as fizeram descolar para outro tipo de investimento, mais de lógica financeira e especulativa, o que permitiu criar a ilusão de que estavam a criar novos recursos, quando na realidade não era isso que acontecia, porque não estavam a investir, transformando, numa lógica de desenvolvimento, a economia real. Como demonstrou a crise dos activos tóxicos nos Estados Unidos, todo este sistema pode ruir, com efeito de dominó... Uma das grandes conclusões desta crise é que precisamos regular o sistema financeiro para que o seu foco seja apoiar o investimento produtivo e a criação de emprego e não apenas a especulação financeira, que no entanto terá sempre o seu lugar. Em termos europeus, foi acordada uma agenda de regulação do sistema financeiro, que actualmente se encontra no circuito legislativo da União e, neste sentido, estão a passar muitas leis de regulação vária no Congresso norteamericano e no Parlamento Europeu, o que inclui a obrigatoriedade de criação de um fundo de reserva nos bancos que sirva de colchão de segurança em função do volume de crédito que vão concedendo. Mesmo assim, se é verdade que a regulação está em curso, eu diria que não está a ser feito o suficiente. Podia-se fazer mais, potenciando-se o desenvolvimento e salvaguardando-se o futuro de novas crises. No actual contexto de crise, são as PME que mais constrangimentos sofrem em matéria de crédito, como acontece em Portugal, seja porque há estrangulamento no crédito seja porque este fica demasiado caro, incomportável. O que é que está a ser feito nesta matéria a nível europeu? Também aqui as coisas vêm de trás: o sistema financeiro na realidade não estava suficientemente adaptado às necessidades das PME. Somou-se a esta inadequação uma crise financeira global que fragilizou o sistema bancário e agora estamos a atravessar uma crise da zona Euro que dificulta ainda mais o acesso ao crédito em geral, especialmente para as PME. Nesta matéria, temos pelo menos dois desafios pela frente. Por um lado, temos a reforma do sistema financeiro conferindo-lhe uma nova focagem que reside no apoio ao investimento e ao crescimento, com particular sensibilidade pelas PME, processo que está a meio caminho, havendo no entanto ainda muito a fazer. E, por outro, normalizar o acesso ao crédito na zona Euro e, claro, resolver esse mesmo problema no caso português, que é relativamente específico, já que não tem uma despesa pública descontrolada e intimamente ligada a uma corrupção em grande escala e de alto nível, como na Para Portugal aceder ao novo FEEF, com contratos mais aceitáveis, teremos nós próprios - Estado, empresas, cidadãos - que aceitar as novas regras do jogo, que são: disciplina orçamental, redução do endividamento das empresas e das famílias e, sobretudo no caso português, nunca é demais insistir, melhoria da produtividade e da competitividade. Grécia. Portugal também não tem um problema crítico de segurança social e não tem um problema de gestão bancária que adopta práticas altamente especulativas, como na Irlanda. Temos um sistema bancário no essencial sólido, com uma ou outra excepção bem conhecida, e é preciso que se diga que, ao contrário de outros, o problema português é basicamente de produtividade e competitividade. Contudo Portugal continua a ser pressionado para adoptar soluções que podem não ser as mais benéficas e eficazes. Como poderemos redireccionar estas pressões e adoptar soluções que nos sejam realmente favoráveis? O país está confrontado com uma grande escolha, como seja a de aumentar a sua produtividade, mas entretanto vai sendo pressionado para adoptar a solução mais fácil, ou seja, travar salários e reduzir o emprego para aumentar a produtividade, o que é, quanto a mim, uma solução francamente ilusória e contraproducente, mesmo à escala de cada empresa. O desafio para Portugal seria escolher um outro caminho, que é o de ser capaz de gerar produtos e serviços de maior qualidade e valor acrescentado, tanto para o mercado interno como externo. Este é um grande e incontornável trabalho de fundo, de longo prazo, que tem de ser feito na economia e na sociedade portuguesas, porque caso não o seja, compromete-nos a todos: empresários, quadros, trabalhadores, parceiros sociais, bem como as políticas potenciadoras do desenvolvimento, relativas à exportação, inovação, educação, emprego, entre outras. Para um país como Portugal, que é uma pequena economia, é fundamental identificar áreas de aposta, uma dezena no máximo, em que possamos gerar produto de muito bom nível internacional e mobilizar os recursos para essas áreas prioritárias. Portugalglobal // Janeiro 11 // 17

18 ENTREVISTA Apesar das dificuldades, o tecido empresarial português tem reagido com alguma confiança e iniciativa. Pode-se e deve-se pedir mais? Hoje, Portugal tem empresas que são verdadeiros casos de inovação e sucesso a nível internacional, que já estão a mostrar o caminho e a demonstrar que empresas destas são possíveis de serem criadas de forma sustentada no país. Nós temos qualidade, conhecimento e know-how, boa formação e mão-de-obra qualificada, tudo o que é preciso quando se fala de investimento e competitividade. Mas o que está aqui em causa não é eleger umas centenas de empresas como líderes deste processo, mas sim propiciar e apoiar uma mudança em grande escala do tecido produtivo e empresarial, já que temos um sério problema de escala que tem de ser ultrapassado. bém ao nível europeu, mas hoje a Europa, com a Alemanha e a França à cabeça, tem uma política industrial. Portugal não. Repare-se que os países mais competitivos da zona Euro têm uma política industrial e afirmam-se com sucesso nos mercados globais graças a ela. A razão de Portugal não ter uma política industrial é porque há entre nós uma corrente de opinião, alimentada por decisores políticos e economistas, que pensa Mas para isso temos que dispor de um plano de crescimento ambicioso e de instrumentos económicos e políticos com grande poder de alavancagem Gostaria de referir aqui que, por razões várias, na história mais recente da economia portuguesa nunca promovemos uma política industrial e o que temos agora é um grande tabu à volta disso. E ainda hoje não há um discurso português sobre política industrial. Curiosamente este problema existia tamque uma política industrial é uma coisa do passado, portanto ultrapassada, porque é por definição proteccionista. Mas hoje está a emergir um novo conceito de política industrial, que é perfeitamente compatível com uma economia liberal, aberta à globalização, que consiste em ver sector a sector, cluster a cluster, quais são as melhores condições envolventes para os seus actores serem bem sucedidos, o que tem que ver com concertação estratégica e não com proteccionismo estatal. À semelhança do que está a acontecer por toda a Europa, sobretudo a Leste, cujas unidades industriais estão integradas nas grandes cadeias produtivas lideradas pela França e pela Alemanha, é óbvio que Portugal, além de uma maior internacionalização, tem que se integrar em cadeias competitivas europeias e saber negociar, de acordo com um quadro de relacionamento económico, a nossa posição nessas cadeias, em termos de investimento estruturante, que tem naturalmente um efeito de arrastamento positivo sobre as PME. Pode explicitar as premissas e as iniciativas que envolvem o projecto de políticas conjuntas, que sirvam a zona Euro como um todo? Para avançar nesse sentido, tem que haver uma negociação mais global sobre tudo o que é democracia económica da zona Euro. E neste sentido, hoje estamos a viver o maior movimento de reforma na zona Euro: a reforma do Pacto de Estabilidade (que está em curso entre a Comissão e o Parlamento), e que está a avançar; está a ser lançada a nova Estratégia de Crescimento e Emprego da UE (a chamada Estratégia UE 20/20, associada à Estratégia de Lisboa, e que tem de se dotar de meios de implementação); vamos começar a discussão do orçamento comunitário e o novo papel dos fundos estruturais, bem como os novos Programas comunitários (Ciência e Tecnologia, Infra-estruturas, e outros); e estamos a lançar algo que é novo, e que portanto ainda não existia: a Vigilância Macroeconómica de cada país da zona Euro. Quais as consequências destas reformas e sobretudo do mecanismo de vigilância macroeconómica para Portugal? Isto quer dizer que a evolução da economia portuguesa vai passar a ser seguida não só em relação ao défice e à dívida mas também em matéria de desequilíbrio externo, bem como de endividamento público e privado. Se se verificarem desequilíbrios, vamos ter que os corrigir, caso contrário Portugal será objecto de alertas e sanções. Ou seja, para Portugal aceder a esse mecanismo ou novo FEEF, com contratos mais aceitáveis, teremos nós próprios Estado, empresas, cidadãos que aceitar as novas regras do jogo, que são: disciplina orçamental, redução do endividamento das empresas e das famílias e, sobretudo no caso português, nunca é demais insistir, melhoria da produtividade e da competitividade. A Alemanha, o maior contribuinte para o FEEF, nunca irá avançar para um mecanismo mais dotado de apoio financeiro aos países em dificuldade sem contrapartidas, o que quer dizer sem um compromisso, por partes dos países da União, e portanto de Portugal, de fazerem esse esforço. É claro que isto exige comportamentos e políticas de exigência e rigor, que se estendem à forma como produzimos, trabalhamos, consumimos ou poupamos. Significa mudar de vida. 18 // Janeiro 11 // Portugalglobal

19 Quer internacionalizar o seu negócio? Use a energia certa. A expansão nos mercados externos é uma possibilidade para inúmeras empresas, que estão preparadas e têm as condições necessárias para expandir as suas fronteiras e os seus limites. Amplie os seus mercados e aumente as suas exportações, com o nosso apoio. Somos parte de um grupo Bancário de grande dimensão, com capacidade financeira e reconhecido prestígio internacional. Estamos preparados e queremos apoiar o Negócio Internacional, dispomos de mais de 2300 agências bancárias na península ibérica, assim como de um conjunto de parcerias bancárias, para facilitar os seus negócios.

20 NOTÍCIAS Fórum dos Embaixadores 2011 O aumento das exportações portuguesas esteve no centro do debate do Fórum dos Embaixadores, no passado dia 5 de Janeiro, numa iniciativa da AICEP organizada em parceria com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e que visa demonstrar o potencial da diplomacia económica na promoção do país e da economia portuguesa. Basílio Horta, presidente da AICEP, defendeu que o aumento das exportações e do investimento directo estrangeiro deve constituir um desígnio nacional para os próximos anos em Portugal e apresentou, genericamente, o programa que a Agência definiu para atingir esse objectivo: Internacionalizar para crescer. Este programa engloba quatro eixos e propõe-se mobilizar as empresas para a internacionalização, de forma a conseguir alargar a base exportadora nacional e aumentar as exportações através de uma maior diversificação dos mercados de destino da oferta nacional. No encerramento do encontro, o ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, Vieira da Silva, afirmou que a economia portuguesa tem de se orientar para um crescimento na ordem dos 40 por cento das exportações no PIB, salientando que Portugal tem empresas de referência e capacidade e que as exportações portuguesas têm hoje um perfil mais tecnológico. À margem do encontro, o ministro do Negócios Estrangeiros, Luís Amado, reforçou esta afirmação, sublinhando que Portugal tem pela frente um desafio muito grande, que está identificado. Amado disse ainda que o país tem de reorientar a economia para sectores de bens transaccionáveis, porque precisamos de exportar mais e aproveitar as oportunidades de crescimento da procura mundial, num processo de reorga- nização da economia mundial que hoje se conhece. Exortou ainda os empresários a apostarem em mercados como o Brasil, a Rússia, a Índia e a China. Por seu lado, o presidente da AICEP disse que a Agência tudo fará para compensar a diminuição da procura interna com o aumento das exportações e do investimento estrangeiro em Questionado pelos jornalistas sobre as dificuldades que as empresas enfrentam na actual conjuntura, Basílio Horta deixou uma garantia: Há duas maneiras de encarar as dificuldades: sentarmonos sobre elas e passar a vida a fazer análises, ou olhar para elas para as resolver. Nós optamos pela segunda via. No Fórum dos Embaixadores estiveram ainda presentes empresários de sectores de actividade diversos (farmacêutico, TIC, automóvel e água), bem como os responsáveis da rede externa da AI- CEP e do MNE. Missão ao Qatar e Emirados Árabes Unidos O Primeiro-ministro José Sócrates liderou uma missão oficial e empresarial ao Qatar e a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Sócrates foi acompanhado na visita aos Emirados Árabes Unidos por 60 empresários dos sectores financeiro, energias renováveis, imobiliário, construção civil e gestão hoteleira e pelos Ministros de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís, Amado, de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos, da Economia, Inovação e Desenvolvimento, Vieira da Silva e das Obras Públicas Transportes e Comunicações, António Mendonça. Basílio Horta, presidente da AICEP, também integrou a missão. Nos EAU foi assinado um memorando de entendimento para criar um comité conjunto destinado a estabelecer um programa abrangente para promover a cooperação entre os dois países nas áreas de economia, comércio, cultura, justiça e segurança. Foi também assinado um acordo para evitar a dupla tributação e a fuga fiscal e outro de utilização do espaço aéreo. A visita oficial do Primeiro-ministro português ao Qatar permitiu a assinatura de dois acordos nas áreas do turismo e da energia, mas, sobretudo, afirmar a economia portuguesa e as exportações portuguesas, disse fonte oficial. No âmbito do Fórum Empresarial a Câmara de Comércio do Qatar e a Confederação da Indústria Portuguesa assinaram um memorando de entendimento para cooperarem em várias áreas, com destaque para a construção civil e distribuição. 20 // Janeiro 11 // Portugalglobal

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