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2 2 I Junho Portugal Inovador

3 Junho I 3

4 Índice 5 Editorial 6 Abrancongelados: A perseverança que alimenta o progresso 8 Torres Novas 16 Ensino 33 Distrito de Leiria 39 Distrito de Aveiro 46 Famalicão 56 Mediação Imobiliária 4 I Junho

5 Editorial Ensino Profissional A Estratégia Europa 2020, acordada entre a União Europeia e os Estados Membros definiu cinco objetivos que contemplam as matérias de emprego, inovação, educação, inclusão social e clima/energia, que deverão ser cumpridas até 2020, com vista ao reforço da competitividade e da coesão das diferentes economias. É notório que o abandono escolar precoce e as baixas qualificações, contribuem decisivamente para o elevado desemprego entre os mais jovens. Apesar de nos últimos anos a taxa de abandono escolar em Portugal ter vindo a apresentar uma tendência de descréscimo, em 2012 representou ainda 20,8%, estando longe da média da UE que aponta para os 12,8%. A intenção do Governo português está definida e passa por, até 2020, reduzir para metade os números atuais, alcançando os 10%. O caminho para atingir estas metas passa pelo incremento do ensino profissional. É aí que muitos Agrupamentos de Escolas estão a apostar. Reforçando a sua oferta, sempre em sintonia com as necessidades do mercado e das solicitações do meio empresarial onde se enquadram. Os cursos profissionais no ensino secundário têm a duração de três anos letivos (10º até ao 12º ano) e pretendem, através da aliança entre o ensino teórico e prático, capacitar os discentes para o exercício de uma função profissional. É público que o atual Executivo pretende que cerca de 50% dos jovens inscritos no ensino obrigatório, optem pelo ensino profissional ainda este ano. Nuno Crato, ministro da Educação e Ensino Superior, referiu recentemente que o objetivo é que os jovens escolham as suas carreiras, mas pensamos que chegar aos 50% na parte da escolaridade obrigatória no ensino profissional é um objetivo que faz sentido para o país. O ministro está atento ao esforço das escolas para abrir cursos profissionais com qualidade, sendo que a empregabilidade dos cursos, direcionados para setores como o comércio, bens transacionáveis, turismo, restauração e indústria, é uma das questões a ter em conta. De acordo com Nuno Crato, o ensino profissional é fundamental para o desenvolvimento do país e todo o dinheiro empregue na educação dos portugueses é dinheiro bem empregue. Nesta edição da revista Portugal Inovador, apresentamos-lhe um especial Ensino. Visitando diversos Agrupamentos Escolares, ficamos a conhecer a visão e as propostas dos seus responsáveis, num mês em que milhares de jovens começam a decidir o seu futuro escolar e profissional. A direção da Portugal Inovador Propriedade: Página Exclusiva Publicações Periódicas, Lda. I Morada: Rua Augusto Lessa, nº 251 esc Porto I Telefones: / I Fax: I Site: I Periocidade: Mensal I Distribuição: Gratuita com o Jornal PÚBLICO I Preço unitário: 4 euros I Assinatura Anual: 44 euros (11 números) Interdita a reprodução, mesmo parcial, de textos, fotografias ou ilustrações sob quaisquer meios, e para quaisquer fins sem autorização do editor. A paginação é efetuada de acordo com os interesses editoriais e técnicos da revista e o editor não se responsabiliza pelas inserções com erros ou omissões que sejam imputáveis aos anunciantes. Junho I 5

6 A perseverança que alimenta o progresso Jorge Batista e Carlos Pombo, em entrevista à revista Portugal Inovador, falaram sobre a sua empresa, a Abrancongelados. Com uma experiência adquirida ao longo de 20 anos de trabalho no setor alimentar, assumem o seu labor com rigor e qualidade. A Abrancongelados, situada numa zona privilegiada no Centro do país, no Parque Industrial de Abrantes, comercializa todo o tipo de produtos alimentares congelados. O comércio de peixe, crustáceos, moluscos, legumes e pré-cozinhados ganham aqui maior destaque. Crescimento dedicado Existe uma grande proximidade entre Jorge Batista e Carlos Pombo, que potencia o elo de ligação com o seu trabalho e com os clientes. É com essa hospitalidade que acolhem os desafios que o mercado apresenta. Anteriormente, já tinham trabalhado em conjunto numa outra firma que se dedicava também a este ramo de negócio, mas devido às adversidades e às dificuldades que a empresa atravessava, optaram por investir num projeto onde pudessem pôr em prática todos os seus conhecimentos. Carlos Pombo e Jorge Batista, juntamente com Bruno Bexiga - outro dos funcionários que trabalhava nessa empresa -, decidiram assim embarcar num novo desafio com uma postura determinada e inovadora: a criação da Abrancongelados. Fundada em maio de 2007, inicialmente instalada na Rua João XXII, em Alferrarede, a Abrancongelados atravessou uma fase de experimentação. O facto de inaugurarem em plena época de crise, sendo pouca a abertura ao crédito, fez com que passassem por alguns momentos adversos, mas os laços fortes que Jorge Batista estabeleceu com as pessoas do meio, proporcionou o aparecimento de novas oportunidades. A evolução ao longo destes anos foi significativa: no primeiro ano faturaram euros, com o prejuízo de ; em 2008, no ano a seguir, verificou-se um maior crescimento, sem prejuízos, faturando aproximadamente ; em 2013, o crescimento foi expressivo, com dois milhões e trezentos mil euros. Já este ano, em março, mudaram 6 I Junho

7 de instalações, estando agora sediados no Parque Industrial de Abrantes, com uma frota de 12 viaturas (quando iniciaram tinham apenas duas). A sua equipa é constituída por 24 funcionários e atuam, neste momento, em diferentes distritos do país: Portalegre, Castelo Branco, Évora, Santarém, e Leiria. A China, Angola e Brasil, são os principais marcados de exportação. Fruto de muito trabalho e dedicação, sempre apostando com inovação e rigor, a empresa demarca-se com o slogan: para uma vida mais saborosa. Etapas do trabalho Trabalhando com o setor alimentar é fundamental que o rigor e o controlo de qualidade estejam presentes em cada etapa. Até chegar ao consumidor final o produto passa por diferentes fases. Neste momento, a Abrancongelados compra-o diretamente a barcos fábrica, com condições para congelar o pescado logo após a sua captura, sendo posteriormente armazenado em câmaras frigoríficas, seguindo depois o processo de transformação: O pescado entra numa máquina, que vai desagregar o produto e que depois de colocado no tapete rolante é cortado, aparado, lavado, seguindo para o túnel da congelação a 35 graus negativos, explica Jorge Batista. Os diferentes destinos dos produtos exigem diferentes cuidados: Se for para instituições vai em caixas avulso; se for para os supermercados vai embalado posta a posta, sempre devidamente higienizados como a lei portuguesa o exige, acrescenta. Mercados internacionais Trabalhando com distintos públicos, Jorge Batista verifica a existência de várias diferenças entre o mercado nacional e o mercado internacional. A maior expressa-se na China: As distintas formas de vida das pessoas que lá habitam, a grande dimensão do país, o entrave da língua - o mandarim é de difícil compreensão e o inglês é muito pouco falado -, e a procura de um produto específico, uma vez que não existe nenhuma adulteração do pescado, ao contrário do que acontece em Portugal, são as principais dificuldades, explicam os entrevistados. Apostas para o futuro Sangue, suor e lágrimas é aquilo que mais nos define, sublinha Jorge Batista e Carlos Pombo. É com esta postura séria, sem perder de vista os novos caminhos que poderão percorrer, com a abertura de novos horizontes, que se diferenciam no mercado. Neste momento, Jorge Batista pondera contratar mais colaboradores e o futuro passa por começar a trabalhar com 80% do produto com marca própria. Temos máquinas novas e sofisticadas que potenciam as qualidades naturais do produto a preços muito competitivos no mercado, sublinha Jorge Batista. O principal objetivo da Abrancongelados, nesta primeira fase, será trabalhar moderadamente, passo a passo, estabelecendo-se no mercado de forma rigorosa. A maior aposta passa pela exportação: O mercado nacional atravessa mais dificuldades, temos maiores expetativas de expandir o nosso negócio lá fora, mas sem perder de vista as oportunidades que possam surgir em todo o território nacional, conta Jorge Batista. É com este olhar atento à realidade de Abrantes, em particular, e do mundo, em geral, que ganham novo fôlego para perseverar com determinação e aperfeiçoamento. l Junho I 7

8 De pequeno se trabalha o campo Manuel Jorge Gomes e sua esposa, começaram enquanto jovens a trabalhar as suas parcelas de terra, abastecendo os mercados tradicionais. Atualmente, os cinco filhos participam também na gerência da Hortícolas Casal d Avó, situada em Torres Novas. Decorria o ano de 1953 quando Manuel Jorge Gomes, após concluir o ensino básico, se dedicou a laborar terras herdadas dos seus pais na Região do Ribatejo, preservando assim a tradição familiar. Sónia Gomes, a filha mais nova do agricultor e elemento integrante da administração das Hortícolas Casal d Avó, revelou um pouco da história inicial, a integração dos seus irmãos e a criação da empresa em 2005: Tudo se iniciou na altura em que os meus pais ainda eram jovens, fase em que começaram a trabalhar as terras. Quando os meus irmãos atingiram a idade para trabalhar, começaram também a ajudá-los. Trabalharam sempre por conta dele até que formaram a empresa. Desde então, temos vindo a dar continuidade ao trabalhado iniciado por eles. Hoje em dia temos os nossos departamentos muito bem definidos, o Carlos e o Paulo Gomes são os responsáveis pelas plantações e logística, o Pedro Gomes é o responsável pela colheita e pelo departamento comercial, apoiado pela Sónia Gomes, a Rosa Gonçalves é a responsável de armazém e a Sónia Gomes pelo departamento administrativo e financeiro. Inicialmente começou por produzir trigo, cevada e milho, mas atualmente, a sua produção divide- -se em hortícolas e frutícolas, contabilizando 15 variedades, numa propriedade com dimensão estimada em 250 hectares. Com este crescimento, e devido ao tipo de atividade, têm vindo a possibilitar a criação de novos postos de trabalho, contratando sazonalmente em média 30 colaboradores. Contando com a implementação do sistema de Segurança Alimentar (HCCP) e a certificação de controlo e qualidade de produto (GLOBALGAP), para garantirem o estabelecimento de negócios de forma regularizada e com a qualidade pretendida, a Hortícolas Casal d Avó divide a sua produção em dois distintos tipos de cultura: Aproveitamos a terra para fazer 8 I Junho

9 culturas de inverno e de verão. Obviamente, estamos dependentes das condições meteorológicas que se fazem sentir em determinadas alturas do ano. O nosso clima é, tendencialmente, seco, afirmou Sónia Gomes. Aumento de produtividade Com um volume de faturação estimado em um milhão e trezentos mil euros anuais, a Hortícolas Casal d Avó, tem utilizado uma política de investimento gradual, investiu recentemente numa lavadoura de alhos franceses, que substituiu cerca de dez funcionários, rentabilizando-os para outras funções, uma vez que a falta de colaboradores é uma das grandes dificuldades com que esta empresa se depara. A abrangência de mercado da Hortícolas Casal d Avó é, essencialmente, interna, sendo o Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL), duas grandes superfícies e armazenistas os seus clientes: Atualmente estamos direcionados para o mercado nacional. Quanto ao MARL, fornecemos apenas na época de julho a janeiro e em relação aos restantes durante todo o ano. De acordo com Sónia Gomes, o objetivo da empresa passa por expandir o negócio além-fronteiras: O nosso grande objetivo é conseguir exportar, já efetuamos alguns contactos com empresários estrangeiros, mas tem surgido algumas dificuldades em avançar com o negócio, acrescentou a responsável. Sónia Gomes caracteriza o estado da agricultura da região de forma muito particular, afiançado que o agricultor deveria ter outra forma de estar, atribuindo maior importância à união entre eles, na zona do Ribatejo existem muitos pequenos agricultores como nós, com uma produção tendencialmente baixa, vocacionada essencialmente para o mercado nacional, mas se existisse uma organização mais cooperante, unindo as várias produções, o poder de oferta e de negociação seria muito maior, à semelhança do que acontece em alguns países europeus que estruturam a sua agricultura de forma completamente diferente da nossa, noutros países, grande parte dos produtores estão agregados a cooperativas. Aqui na região existe apenas uma e está vocacionada mais para os cereais e indústria. No ano de 2013, investimos na construção de um Pavilhão com cerca de 1200 m2, situado na Golegã, para dar apoio ao existente na zona de Torres Novas, um vez que é na zona da Golegã onde têm a maior parcela de terrenos agrícolas, ficando desta forma mais próximos das zonas de produção. Sónia Gomes afiança que a empresa tem vindo a crescer gradualmente, esperando um futuro sustentado à semelhança de anos transatos. l Junho I 9

10 A solução mais segura Com perto de 5200 clientes gerais e mais de 650 ligados à central recetora de alarmes, a Horalarme, sediada em Torres Novas, dispõe das mais seguras soluções em sistemas de alarmes. A Portugal Inovador entrevistou Joaquim Gomes, sócio-gerente e um dos impulsionadores da tecnologia de ponta nesta empresa. A Horalarme é uma empresa apoiada na inovação com a intenção de demonstrar excelentes soluções de segurança atuando em todo o território de Portugal Continental. Apoiam-se em sistemas que utilizam as opções de tecnologias de GSM, GPRS, PSTN e Internet, de forma a garantir uma ampla cobertura do espaço geográfico nacional. Atualmente, esta é uma das empresas mais inovadoras e com a mais alta tecnologia a nível nacional. A inovação está relacionada com a substituição do cabo por wireless, pois anteriormente os sistemas de alarme eram aplicados por cabo, o que exigia mais mão-de-obra. O nosso próprio departamento comercial divulga, junto dos clientes, as novas tecnologias de forma a mantê-los elucidados em relação às constantes atualizações dos sistemas de segurança, completa. Dando preferência à vigilância com transmissão de imagens, os variados sistemas de alarmes são monotorizados pela central recetora de alarmes 24h por dia. Cada sistema tem a sua vantagem e destino e Joaquim Gomes aconselha o sistema ADPRO da XTRALIS para empresas que necessitem de alta-segurança e, para particulares ou outras empresas um sistema de deteção com vídeo. A Horalarme, aqui, inova também trabalhando com a tecnologia Videofied. O conceito mais inovador para conseguir a adesão dos clientes é a demonstração e a interligação com o serviço. Também, sempre que possível, tentamos associar o sistema de segurança com imagens para que o cliente verifique que a vigilância é efetuada com confiança, indica Joaquim Gomes. No que diz respeito ao pós-venda e assistência, com o serviço ativo, a Horalarme oferece uma garantia de todo o equipamento bem como a assistência dos seus sistemas sempre que necessário. Visto que possuimos uma das soluções mais seguras do mundo como é o caso do sistema ADPRO, podemos garantir absoluta proteção muito antes de a intrusão acontecer, intimidando o intruso com a ação de voz em direto, graças às nossas centrais recetoras de alarmes e imagens. Com os serviços prestados pelos vigilantes remotos, podemos dar ao cliente uma maior garantia de segurança e eficiência 24 horas por dia, completa o sócio-gerente. Parceria Vihume O nosso entrevistado admite que o objetivo da administração é solidificar e aumentar o número de serviços à central recetora, de forma a poder dar mais estabilidade à empresa e aos seus clientes. Foi com esse objetivo que foi criada a parceria com a empresa recetora de alarmes Vihume, Lda. Assim, cultiva-se um relacionamento profissional assente na confiança da execução, conclui Joaquim Gomes. l 10 I Junho

11 Parceiro do seu negócio Portugal Inovador Na sua apresentação do tecido empresarial de Torres Novas, a revista Portugal Inovador visitou um projeto de contabilidade implementado há 26 anos no mercado. Inovação, qualidade e profissionalismo, são os valores que oferece. A Agil foi criada em 1988 no centro histórico de Torres Novas, dois anos após a entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia, numa época que apresentou muitas novidades e grandes alterações na área da contabilidade e fiscalidade. Fundada originalmente por três sócios, esta empresa direcionou a sua atuação para a criação e desenvolvimento de projetos de investimento e projetos de emprego impulsionados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional. O nosso entrevistado, Sérgio Neves, entrou na Agil em 1993 como colaborador e o crescimento no seio do projeto conduziu-o, em 1998, à partilha da gestão e da administração da mesma. Desde 2009, a equipa de gestão é formada por Sérgio Neves, Manuel Mendes e Elsa Antunes, que são os seus atuais sócios. Integrando uma equipa de nove funcionários (entre os quais três sócios), a Agil presta apoio a uma carteira de clientes que integra micro, pequenas e médias empresas, nas áreas da contabilidade, fiscalidade, recursos humanos e apoio à gestão. Ética, inovação, qualidade e profissionalismo, são os valores que oferece. Sérgio Neves alerta que, numa conjuntura socioeconómica complexa como a que vivemos, as empresas não podem olhar a contabilidade como uma obrigação, mas sim como uma ferramenta, que oferece informação e respostas que facilitam a gestão estratégica e resolvem problemas. Gerir sem informação, não é gerir e hoje em dia convém ter o acompanhamento de um profissional técnico oficial de contas que atue em parceria com os empresários. Agil Social Em abril de 2010, integrada no projeto Agil, e em parceria com uma empresa de contabilidade do Entroncamento e outros dois profissionais, nasce a Agil Social. As alterações verificadas nas regras do regime contributivo e de contabilidade apresentaram uma realidade diferente para o setor não lucrativo, como as IPSS, Associações e Clubes, por exemplo. Uma vez que estas entidades têm exigências crescentes a nível da informação para a gestão, da fiscalidade, da legislação laboral, surgiu a ideia de se trabalhar esta realidade, explica o nosso entrevistado. Atualmente tanto a Agil, como a Agil Social têm estado focalizadas nos concelhos de Torres Novas, Entroncamento, Golegã, Alcanena, Tomar, Ourém, Santarém e Leiria. Em final de conversa, Sérgio Neves mostra-se confiante quanto ao futuro da sua empresa, mas também de todo o setor. Há muito a fazer nesta área. Apesar da saturação de oferta neste ramo de atividade, acredito que quem se afirmar pela qualidade do serviço, pela ética no negócio e pela parceria com o cliente, tem muito potencial de crescimento, conclui. l Junho I 11

12 Exportar e internacionalizar são os objetivos Jovem, ambiciosa e realista são os vocábulos escolhidos por Tiago Moreira do Vale para caraterizar a POTTHOFF Portugal, empresa que, recentemente, apostou no setor do aço inoxidável. O seu reconhecimento no mercado conta com 83 anos de história, começando por direcionar a sua atividade à comercialização de material eléctrico. Atualmente, o panorama é totalmente distinto. A POTTHOFF Portugal dedica-se à importação e distribuição de aço inoxidável, estando sediada em Cascais, com um departamento comercial no Porto e um centro de operações localizado na zona industrial de Torres Novas. Em entrevista, Tiago Moreira do Vale revelou os motivos que levaram a administração a optar por este mercado e os benefícios que identificaram com as características das atuais instalações: Estas instalações possuem infraestruturas preparadas para as nossas necessidades. Quanto ao produto em si, é um material de qualidade, resistente, diretamente ligado à inovação e é utilizado em variadíssimas produções. Nos últimos anos, o aço inox tornou-se um material mais acessível, principalmente devidos às alternativas que têm vindo a ser produzidas pelas principais fábricas, e nós atribuímos muita importância a todos esses pormenores. Para além disso, os nossos atuais recursos humanos possuem bastante know-how neste mercado, o que aliado a um espaço de mercado existente em Portugal fez com que decidíssemos avançar com este projeto, introduziu o diretor geral. Através da colaboração de nove profissionais, o modus operandi da POTTHOFF Portugal passa, essencialmente, pela transação de aço inoxidável em todo o país, conseguindo em alguns casos acrescentar ainda algum valor ao produto: Importamos o aço inoxidável sob várias formas e trabalhamos com praticamente todo o tipo de produtos em inox usados como matéria- -prima na indústria. Distribuímos e vendemos maioritariamente a empresas que têm necessidade de produzir algum produto específico, mas também a outros distribuidores de menor dimensão, acrescentou Tiago Moreira do Vale. A abrangência de mercado da POTTHOFF Portugal estende-se por todo o país, tendo como princípio fulcral do negócio a próxima relação com os seus clientes de forma a garantir um bom serviço: Aqueles que precisam de comprar em larga escala recorrem a um distribuidor com capacidade financeira que faça essa ponte, sendo esse o nosso papel, sublinhou Tiago Moreira do Vale. O diretor geral frisou que o elevado know-how de toda a estrutura e um departamento de formação permitem prestar um aconselhamento em relação ao produto, afiançando que perspetiva um futuro positivo, ambicionando a exportação e internacionalização: O nosso mercado é interno, mas pretendemos alterar o mais rápido possível. Já efetuámos alguns negócios com os PALOP, tendo outros contactos na Europa. A internacionalização passa pela nossa cabeça, nomeadamente nos PALOP onde existem ainda poucos players. l 12 I Junho

13 Aposta nos recursos humanos Maria Teresa Patrocínio, diretora técnica do Laboratório de Análises Clínicas, situado na Rua Nova de Dentro, em Torres Novas, em entrevista à revista Portugal Inovador, falou-nos da prioridade da saúde das pessoas. e uma de triagem. Têm diferentes postos de recolha distribuídos pelo país, os postos da Chamusca, Entroncamento, Alcanena, Riachos, Azinhaga são os mais antigos. Maria Teresa Patrocínio licenciou-se no Porto, estagiou no Hospital de Sto. António, tendo sido convidada posteriormente para ficar lá a trabalhar. Mais tarde, teve oportunidade de ir laborar para Lamego, abrindo o Laboratório de Análises do Hospital da Misericórdia. No dia 1 de junho de 1973 fixou-se no Laboratório de Análises Clínicas em Torres Novas. No próximo mês, em junho, irá fazer 41 anos que a Maria Teresa Patrocínio lidera este espaço, sendo que no total, o laboratório, conta com cerca de 50 anos de história. No início, quando o laboratório estava sob a direção da sua colega, havia quatro funcionárias, que ainda hoje se mantêm. Mais tarde, quando abraçou este desafio contrataram mais 12, contando agora no total com 16 funcionários. As pessoas são a alavanca que ajudam a crescer de forma sustentada este espaço, explica a entrevistada. Valores e visão Bom atendimento, idoneidade nas boas práticas laboratoriais, organização em todas as valências, credibilidade nos resultados analíticos, atualização dos equipamentos, brevidade na resposta ao cliente, confidencialidade, formação contínua, são os valores pelos quais o Laboratório de Análises Clínicas de Torres Novas prima. A sua visão aposta na qualidade e competitividade dos serviços para continuar a desempenhar um papel relevante na saúde pública. O laboratório encontra-se estruturado por diferentes divisões, contando com três salas de colheita Desafios do setor Maria Teresa Patrocínio retratou o estado deste setor em Portugal, falou-nos sobre a exigência de adaptação constante para trabalhar nesta área. Não podemos fugir às regras, as análises são feitas com o máximo rigor, se for necessário repeti-las, temos essa abertura, assumindo a responsabilidade, conta. Destacou particularmente a falta de apoios existentes para com a população envelhecida, visto ser a população mais fragilizada. Futuramente, pretendem continuar a trabalhar nesta área, com a mesma dedicação. É um trabalho aliciante que envolve muito esforço físico e psicológico, mas compensador, conclui a entrevistada. l Junho I 13

14 Presente em momentos difíceis Situada no centro da cidade do Entroncamento, a Agência Rainho promove a ideia que uma agência funerária deve ser um apoio à família. Disfrutando de um historial familiar neste ramo, Elisabete Rainho e Pedro Santos, procuram transformar este negócio considerado pesado, em algo leve e aberto. Não me recordo de como entrei neste ramo, porque o conceito funerário desde sempre esteve muito presente no historial da minha família, indica a gerente. A Agência Funerária Rainho foi fundada pelo avô da nossa entrevistada e passou também pelas mãos dos seus pais até 2012, quando decidiu adquirir a agência na totalidade e arriscou seguir com um conceito inovador. Queremos inovar e criar um ambiente mais simples até na forma de receber as pessoas, do mesmo modo que procuramos prestar um serviço de excelência ao melhor preço, com cuidado, dedicação e competência, acreditamos contribuir para ajudar a família durante um processo doloroso e difícil, completa Elisabete Santos. A diferenciação desta agência passa pelo serviço de qualidade, pelo profissionalismo e total empenho na elaboração dos serviços funerários que são auxiliados pelas condições atuais dos locais onde estão sediados. Estamos a inovar com o objetivo de atenuar a consternação e as preocupações inerentes a um funeral e ao serviço em si. Cumprimos a nossa missão quando conseguimos ajudar a superar as dificuldades do funeral, elucida Pedro Santos. A agência é complementada por uma loja onde são comercializados os habituais produtos como arranjos florais e imagens religiosas. Inseridos na agência, são prestados serviços de funeral, cremações e transladações em território nacional ou estrangeiro. No que diz respeito ao acompanhamento pós-funeral, a Agência Funerária Rainho dá auxílio no tratamento de documentação associada ao funeral e orienta a pessoa sobre todos os passos a dar relativamente a apoios sociais que, eventualmente, as famílias enlutadas tenham direito. Apoio Psicológico Em jeito de conclusão, Elisabete Santos realçou um novo projeto que será lançado dentro de pouco tempo, onde pretendem oferecem apoio em algumas situações mais complicadas. Temos algumas ocasiões difíceis em que procuramos proporcionar apoio a pessoas que não aceitam tão bem a solidão e, nesse sentido, lembramo-nos de criar uma parceria com uma psicóloga local, de forma a proporcionar consultas de psicologia de luto aos nossos clientes que assim o solicitem, completa a nossa entrevistada. l 14 I Junho

15 Boom empreendedor Situada em Alburitel, freguesia de Ourém, a MegaPC comercializa produtos informáticos de software de Gestão e hardware, alcançando um crescimento assinalável. Serafim Silvestre, sócio-gerente, sempre foi entusiasta do mundo da Informática. Fruto do tempo que passava em frente ao computador enquanto jovem, acabou por decidir especializar-se no ramo informático, alimentando, o desejo de abrir o seu próprio espaço. Questionado sobre os primórdios da Mega PC, Serafim Silvestre relembrou a época corria o ano de 1995 em que havia pouca oferta, tendo tido, naturalmente, um sucesso imediato: Acabamos por colmatar uma lacuna que existia na região. Quando abrimos, tivemos muitos clientes do concelho onde estamos inseridos e de concelhos vizinhos, numa fase em que o computador era novidade, disse. Perto de completar 20 anos no mercado, a MegaPC procurou sempre marcar a diferença pela honestidade e transparência com que atua no mercado. Atualmente, possui lojas nos distritos de Santarém, Leiria e Lisboa, mais precisamente nas cidades de Ourém, Tomar, Torres Novas, Alburitel, Caxarias, Leiria, Caldas da Rainha e Torres Vedras. Com o objetivo de se antecipar às tendências de mercado, decidimos desde 2008 abrir espaços comerciais dedicados em exclusivo a assistência informática em Centros Comerciais. No total, a equipa é formada por 24 colaboradores. Serafim Silvestre vê a internet como concorrente desleal, em relação às grandes superfícies conseguimos preços mais competitivos. Ainda assim, ressalvou que a Mega PC marca a diferença através da qualidade do seu serviço e o relacionamento com cada cliente. Mantendo parcerias com a SAGE, ZoneSoft e a WINTOUCH, o responsável pela MegaPC delineou as duas vertentes nas quais está a concentrar esforços: A assistência traz-nos rentabilidade e segurança para o futuro e a outra passa pela área empresarial, colaboradores com competências e formação a nível de software de Gestão. Projetos para o futuro vai depender da resposta do mercado, temos tido um crescimento sustentável com uma gestão de rigor, não desperdiçando oportunidades, tentamos sempre ser melhores que a nossa concorrência, pois quanto melhor for a concorrência mais motivação temos para melhorar. Perspetivando o futuro e identificando os maiores desafios do ramo informático, o responsável destacou o acompanhamento ao mercado: O maior desafio passa por estarmos adaptados, de forma constante, à realidade do mercado. Se não atualizarmos o nosso produto ou serviço, corremos o risco de ser ultrapassados, terminou. l Junho I 15

16 O inglês abre muitas portas O Centro de Línguas Britannia House, sediado em Torres Novas e reconhecido oficialmente pelo Ministério da Educação, tem lecionado, há mais de 20 anos cursos de inglês aplicado a todas as faixas etárias e vertentes profissionais. Ao serviço do ensino há cerca de três décadas, Valerie Santos, inglesa e natural do norte do País de Gales, conheceu o seu marido, de nacionalidade portuguesa, no Canadá e acompanhou-o no seu regresso a Portugal em 1975, após a revolução de abril. Fazendo-se acompanhar da sua filha, Catarina Santos licenciada em inglês pela Universidade de Coimbra e também professora neste estabelecimento, começou por revelar a sua caminhada até à oficialização do seu próprio centro de línguas, fase em que se surpreendeu largamente: Após alguns anos a lecionar inglês num instituto da região, resolvi abrir um espaço onde, no princípio, dava explicações de inglês. Com o aumento exponencial do número de alunos, em 1986, iniciei o processo de oficialização do meu próprio instituto. Pouco a pouco e com muito trabalho, rigor e dedicação tornamo-nos naquilo que somos hoje, reconhecidos no concelho de Torres Novas como símbolo de prestígio e qualidade no ensino de língua inglesa, iniciou Valerie Santos. Com alunos desde os sete anos até à idade sénior e, atualmente, com seis professoras, devidamente qualificadas para o ensino da língua inglesa como língua estrangeira e cuja língua materna é o inglês, a Britannia House prima, essencialmente, pelo gosto da língua inglesa: Queremos que os nossos alunos aprendam inglês e gostem realmente da língua. As aulas estão preparadas para eles comunicarem com pronúncia e aprenderem um pouco da cultura inglesa, afirma Valerie Santos, responsável pelo instituto. Com o decorrer da entrevista, ficou claro que o tecido empresarial português tem procurado a aprendizagem da língua inglesa. Ademais, a Britannia House pode programar formação específica caso seja necessário: Neste momento, temos cinco turmas de adultos para aprenderem inglês direcionado ao mundo do trabalho. O ano passado demos formação a profissionais de enfermagem que emigraram para Inglaterra, acrescentou Valerie Santos. Os resultados dos exames da Universidade de Cambridge (PET, FCE e CAE), para os quais os alunos são preparados, são extremamente positivos e o sucesso dos alunos são fruto da constante atualização dos professores, exigência pedida e capacidade em cativar os alunos. Desta forma, Valerie Santos reconhece um maior interesse dos jovens na língua inglesa e a crescente necessidade de certificação em inglês como ferramenta para o futuro, mostrando-se satisfeita pelo reconhecimento obtido através dos ex-alunos. Quanto ao futuro, o objetivo passa por manter a qualidade e os melhores resultados possíveis de todos os alunos. l 16 I Junho

17 Junho I 17

18 Uma referência no ensino profissional na Região Oeste Filomena Rodrigues e Luís Sá Lopes, responsáveis pela Escola Técnica Empresarial do Oeste, falaram connosco sobre a sua oferta formativa e as suas mais-valias para a comunidade estudantil. Foi em outubro de 1990 que a ETEO foi instalada, nas Caldas da Rainha, por iniciativa de algumas das principais entidades locais. O objetivo subjacente à sua criação prendia-se com a necessidade de formar técnicos para áreas em que a região estivesse carenciada. Inicialmente, as turmas eram apenas duas, distribuídas por um curso de Gestão e outro de Turismo. Atualmente, são 15, agrupando um universo de 354 alunos e uma oferta formativa altamente diversificada. O conjunto de opções inclui o curso de T. Auxiliar de Saúde, T. Comunicação-Marketing, Relações Públicas e Publicidade, T. Contabilidade, T. Energias Renováveis, T. Fotografia, T. Gestão, T. Higiene e Segurança no Trabalho e Ambiente, T. Multimédia, T. Serviços Jurídicos, T. Termalismo, Animador Sociocultural e T. Turismo. Procuramos que a nossa oferta esteja articulada com as necessidades do mercado de trabalho, sublinha Filomena Rodrigues. Estamos bem posicionados nessa matéria, uma vez que a decisão final é tomada em Assembleia Geral da entidade proprietária da escola (a APE- PO Associação Para O Ensino Profissional Do Oeste) onde estão representadas as forças vivas da região (Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Associação Comercial dos Concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos, Associação Industrial da Região do Oeste e Turismo do Centro de Portugal). Acresce a isso a atenção a outros fatores, como o interesse dos jovens relativamente às áreas de formação que procuram. Como o ensino obrigatório estendeu-se ao 12º ano e os alunos têm que o concluir seja em que área for e é importante que os cursos sejam o mais atrativos possível, considera Luís Sá Lopes. É nesse sentido que têm sido introduzidas novas áreas para além das tradicionais, como as energias renováveis ou o termalismo. Entre os exemplos de outros cursos de sucesso da ETEO, conta-se o curso de T. Comunicação-Marketing, Relações Públicas e Publicidade, que é muito atrativo, existindo atualmente três turmas em funcionamento, e o de Animador Sociocultural, para o qual há muitas solicitações por parte das entidades locais e tem contribuído muito para a visibilidade da escola na região. Para acompanhar esse crescimento na 18 I Junho

19 oferta e na visibilidade da ETEO, em 2005, foram construídas as atuais instalações. Para um ensino de qualidade é necessário garantir que os alunos tenham acesso a espaços e equipamentos adequados. Há cursos para os quais temos recursos próprios, noutros temos protocolos para esse efeito, refere Filomena Rodrigues. Em cursos, como o de Energias Renováveis, Multimédia, Fotografia e outros, esse objetivo é conseguido através de equipamentos e espaços próprios. Nos de Auxiliar de Saúde e de Termalismo, é concretizado através da realização de protocolos de colaboração com outras entidades, como é o caso do Centro Hospitalar do Oeste, onde está inserido o Hospital Termal de Caldas da Rainha. Questionada sobre as mais- -valias das escolas de ensino profissional e da sua em concreto, Filomena Rodrigues chama a atenção para o fator dimensão: Os alunos aqui têm um nome. Muitas vezes, as dificuldades que se detetam em alguns, não se prendem com dificuldades de compreensão, mas sim com problemas de ordem afetiva ou familiar e só estando atentos a esses problemas é que podemos ultrapassar as dificuldades. Muitos dos alunos nessa situação, acabam mesmo por se revelar excelentes alunos à semelhança de outros ; acresce a isto, nomeadamente, a qualidade do ensino praticado, o desenvolvimento de capacidades fundamentais no atual mercado de trabalho e o significativo envolvimento com os agentes sócio económicos. Além disso, o ensino profissional dá resposta a uma carência do próprio país: O fim das escolas industriais e comerciais, após o 25 de Abril, deixou uma lacuna que as Escolas Profissionais têm ajudado a preencher. Portugal continua a ter muito mais licenciados do que quadros intermédios, proporcionalmente às suas necessidades. Falando de resultados concretos do bom trabalho desempenhado pela ETEO, assim como da validade do ensino profissional como opção no percurso de um estudante, os números apontam uma taxa de empregabilidade que anda próxima dos 65%, sendo cerca de 15% a de prosseguimento de estudos, o que totaliza 80%. l Junho I 19

20 Uma escola centenária a assegurar o futuro A Escola Secundária José Falcão é uma das mais antigas do país e encontra-se num edifício de interesse público. Estivemos em diálogo com o diretor, Paulo Ferreira. O percurso da José Falcão remonta ao ano de 1836, no âmbito da reforma de Passos Manuel, em que se estabeleceram os liceus do Porto, de Lisboa e Coimbra. Era então, inicialmente, o Liceu de Coimbra. Exatamente um século mais tarde, em 1936, adota o nome de Liceu D. João III e instala-se nas atuais instalações, classificada pelo IGESPAR como Monumento de Interesse Público. Foi em 1979 que passou a Escola Secundária José Falcão. É frequentada por um total de alunos próximo de um milhar, acompanhados por cerca de uma centena de professores e trinta funcionários. A oferta formativa abrange as quatro vertentes dos cursos científico-humanísticos e, em acréscimo, dois cursos na área do ensino profissional: Técnico de Audio-Visuais e Técnico de Turismo Ambiental e Rural. Esta escola está num eixo fundamental para a cidade, sublinha, explicando: Estamos próximos do maior empregador da cidade, que é o Hospital da Universidade de Coimbra, e também temos a Universidade muito próxima de nós. Nesse contexto, acabamos por ser fundamentais para muitos pais, que têm necessidade de colocar os filhos aqui. Outro fator de valorização da sua escola elencado por Paulo Ferreira diz respeito à qualidade das relações interpessoais que aqui se verifica: Os miúdos vêm para cá muito por causa desse valor. As relações interpessoais aqui são, de facto, melhores e essa é uma aposta nossa. A importância de mais-valias como essa prende-se, em grande parte, com o contexto altamente competitivo em que esta escola opera. Coimbra é paradigmático nessa questão, refere, uma vez que a oferta educativa por metro quadrado é enorme. De uma forma mais transversal ao que se tem verificado pelo país, descreve igualmente uma tendência de desertificação das escolas não intervencionadas para as escolas intervencionadas, perante a qual escolas como esta precisam de se saber defender. Essa preocupação e a respetiva capacidade de resposta está também plasmada num forte conjunto de apoios, atividades e clubes: Para além da parte estritamente curricular, temos aqui todo um trabalho de formação participativa, inclusiva, que visa uma cidadania integral e, de facto, temos participado em inúmeros concursos e eventos a nível nacional com bastante sucesso, congratula-se. l 20 I Junho

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