PROGRAMA. XXV Reunião Anual Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE) 25 a 28 de agosto Águas de Lindóia SP Brasil

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1 PROGRAMA XXV Reunião Anual Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE) 25 a 28 de agosto Águas de Lindóia SP Brasil XXXV Congresso da Sociedade Brasileira de Biofísica (SBBf) XLV Congresso da Sociedade Brasileira de Fisiologia (SBFis) XXVI Congresso da Sociedade Brasileira de Investigação Clínica (SBIC) VII Congresso da Brazilian Research Association in Vision and Ophtalmology (BRAVO) Participações Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq) Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE) Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC) Sociedade Brasileira de Biologia Celular (SBBC) Sociedade Brasileira de Biociências Nucleares (SBBN) Sociedade Brasileira de Ciência em Animais de Laboratório (SBCAL/COBEA) Depto. de Endocrinologia Básica da Soc. Bras. de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)

2 DADOS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP) Serviço de Biblioteca e Informação Biomédica do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental - FeSBE (25 : 2010 : Águas de Lindóia, SP). [Programa e resumos] : XXXV Congresso Brasileiro de Biofísica (SBBF); XLV Congresso Brasileiro de Fisiologia (SBFis); XXVI Congresso Brasileiro de Investigação Clínica (SBIC); VII Congresso da Brazilian Research Association in Vision and Ophthalmology (BRAVO) / Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC); Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq); Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE); Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI); Sociedade Brasileira de Biologia Celular (SBBC); Sociedade Brasileira de Biociências Nucleares (SBBN); Sociedade Brasileira de Ciência em Animais de Laboratório (SBCAL/COBEA); Departamento de Endocrinologia Básica da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). --São Paulo : FESBE, CD-ROM. Disponível em: <http://www.fesbe.org.br> 1. Investigação Clínica - Congressos, conferências etc. 2. Neurociências e Comportamento - Congressos, conferências etc. 3. Biofísica Congressos e conferências, etc. 4. Fisiologia Congressos e conferencias, etc. 5. Farmacologia Congressos e conferencias, etc. 6. Imunologia Congressos e conferencias, etc. 7. Endocrinologia Congressos e conferencias, etc. I. Sociedade Brasileira de Biociências Nucleares. II. Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular III Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental IV. Sociedade Brasileira de Biologia Celular V. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. VI. Sociedade Brasileira de Imunologia. VII Colégio Brasileiro de Experimentação Animal ICB/SBIB2010 2

3 Presidentes FeSBE Eduardo Moacyr Krieger Eduardo Moacyr Krieger Eduardo Moacyr Krieger Sérgio Henrique Ferreira Sérgio Henrique Ferreira Dora Fix Ventura Dora Fix Ventura Dora Fix Ventura Antonio Carlos Campos de Carvalho Gerhard Malnic Gerhard Malnic Luiz Eugênio Araújo de Moraes Mello Luiz Eugênio Araújo de Moraes Mello Comissão Organizadora e Científica Luiz Eugênio Araújo de Moraes Mello Presidente FeSBE Walter Araújo Zin 1 Vice Presidente FeSBE Giles Alexandre Rae 2 Vice Presidente FeSBE Catarina Segreti Porto 1ª Secretária Geral FeSBE Roger Chammas 2 Secretário FeSBE Hélio César Salgado Tesoureiro FeSBE Jerson Lima e Silva Presidente da SBBf Débora Foguel Presidente da SBBq Ubiratan Fabres Machado Presidente da SBFis Jamil Assreuy Presidente da SBFTE João Santana da Silva Presidente da SBI Raul Cavalcante Maranhão Presidente da SBIC Marcus Vinícius C. Baldo Presidente da SBNeC Solange Rios Salomão Presidente da BRAVO Vilma Regina Martins Presidente da SBBC Ademir Amaral Presidente da SBBN Vânia Maria Corrêa da Costa Presidente do Departamento de Endocrinologia Básica, SBEM Valderez Valero Lapchik Presidente da SBCAL/COBEA 3

4 Apoio Financeiro Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos e a parceria da OPAS Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) Universidade Federal do Ceará (UFC) Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Universidade Federal do Paraná (UFPR) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Universidade de São Paulo (USP) Secretaria Administrativa Helena Mitie Miazaki Felipe Moratori Campos José Ricardo Andrade Martins Weber Minoru Yoshioka FeSBE Federação de Sociedades de Biologia Experimental Av. Prof. Lineu Prestes 2415, ICB III São Paulo SP Fone: (11) , Fax: (11) Agradecimentos Comissão de Publicação: Brazilian Journal of Medical and Biological Research A Diretoria da FeSBE e a Comissão Organizadora da XXV Reunião Anual agradecem a todos que colaboraram para a realização desta e, de forma especial, aos pesquisadores que colaboram no processo de avaliação dos resumos científicos, painéis e seleção de comunicações orais. 4

5 Avisos Gerais Slide Desk O mídia-desk estará funcionando das 7h30 às 18h30. Os palestrantes devem entregar o arquivo de sua apresentação com pelo menos três horas de antecedência. Caso haja necessidade da utilização de projeção dupla, vídeo ou retroprojetor, por favor, entrar em contato com o mídia-desk no dia anterior da apresentação. Secretaria Horário de funcionamento durante o Congresso: 8h00 às 18h30. A partir de 23/08 (inclusive) até 28/08 a Secretaria da FeSBE estará atendendo apenas em Águas de Lindóia, fone (19) Distribuição de material para pré-inscritos e inscrições novas Dia 25/08 das 8h00 às 18h00 na Secretaria do Congresso. Novas inscrições Durante todo o Congresso na Secretaria das 8h00 às 18h00. Certificados O certificado de participação no congresso encontra-se junto ao material recebido. O certificado de apresentação de painéis será entregue no local e horário da apresentação dos mesmos. O certificado de participação em Cursos será entregue aos participantes no último dia do curso na própria sala. PLANTA DE SALAS Nível 1 Salão Imperial Expo FeSBE Painéis Secretaria do Congresso Salão Marques Salão Real Nível 2 Salas 01 a 10 Salão Esmeralda Salão Rubi Salão Safira Nível 3 Sala 11 Salão Topázio Nível 4 Jovem Cientista 5

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7 Índice 4 Agradecimentos 5 Avisos Gerais 8 Pré-congressos 13 O Jovem e a Ciência no Futuro 29 Horário Esquemático 30 Programa Quarta-Feira 31 Programa Quinta-Feira 36 Programa Sexta-Feira 41 Programa Sábado 49 Tabela de Painéis 139 Índice de Autores 209 Índice de Conferencistas 7

8 Pré-Congressos 1 o. Encontro do Clube Brasileiro das Purinas: Sinalização Purinérgica e Implicações Terapêuticas 1 st. Meeting of the Brazilian Purine Club Purinergic signaling and therapeutic implications Sala 11 Segunda-feira (Monday), 23 de agosto 16h00 18h00 Registration 18h00 Opening Ceremony 18h15 19h00 Opening conference: Geoffrey Burnstock - Autonomic Neuroscience Centre, Royal Free and University College Medical School, London, UK: The struggle to establish purinergic signalling and the current explosion of interest. 19h00 Cocktail Terça-feira (Tuesday), 24 de agosto 8h15 9h00 9h05 10h25 Conference: Pablo J. Schwarzbaum - Instituto de Química y Fisicoquímica Biológicas, Universidad de Buenos Aires, Buenos Aires, Argentina: Cell volume regulation mediated by P receptors. Simposium: Ectonucleotidases and purinergic signalling Chair-person: Dr. Ana Maria Battastini (Instituto de Ciências Básicas da Saúde, UFRGS): Knock-down of ecto-5 nucleotidases / CD73 suppresses tumor growth in a rat glioma model Ana Maria Battastini (Instituto de Ciências Básicas da Saúde, UFRGS) Carla Denise Bonan (PUCRS): Ectonucleotidases and adenosine deaminase in zebrafish: characterization and toxicological implications. José Roberto Meyer Fernandes (ICB, UFRJ): Ecto-nucleoside triphosphate diphosphohydrolases in protozoa parasites: looking for a function. Maria Rosa Schetinger (Centro de Ciências Naturais e Exatas, UFSM): NTPDase and 5 -Nucleotidase activities in physiological and disease 10h30 conditions: new perspectives for human health. Coffee break 11h00 11h55 Simposium: Purinergic receptors and immune system Chair-person: Robson Coutinho-Silva (IBCCF-UFRJ) Robson Coutinho Silva (IBCCF-UFRJ): Purinergic signaling and innate immunity: implications in the defense against intracellular parasites. Dr. Luís Carlos Crocco Afonso (ICEB, UFOP): The role of ectonucleotidases and adenosine production in the infection by Leishmania parasites. Alice Teixeira Ferreira (Dept. de Biofísica, UNIFESP): Action of ATP and analogs on murine hematopoietic cell differentiation. 12h00 Lunch 14h00 14h45 Conference: Dr. Gary Weisman - Department of Biochemistry, University of Missouri, Columbia, MO, USA: P2Y2 nucleotide receptors mediate neuroinflammatory and neuroprotective responses. 14h50 16h10 Simposium: Purinergic signalling in the nervous system Chair-person: Dr. Henning Ulrich (IQ, USP): Henning Ulrich (USP): Implications of purinergic receptors in neuronal differentiation. Dr. Benedito Honório Machado (FMRP, USP-RP): Purinergic modulation of synaptic transmission in the nucleus tractus solitarius of rats. Ana Lúcia Ventura (UFF): Nucleotide signaling and the development of the avian retina. Maria José da Silva Fernandes (Dept. de Neurologia/Neurocirurgia, UNIFESP): Purinergic P2 receptors are up-regulated in the hippocampus of patients with temporal lobe epilepsy associated with hippocampal sclerosis. 16h30 Coffee break 17h00 18h00 Poster session 8

9 Pré-Congresso 18h15 19h00 Conference: 20h00 21h00 Peter Illes, Rudolf-Boehm-Institute for Pharmacology and Toxicology, University of Leipzig, Germany: P2X7 receptors of cortical astrocytes in rodent cell cultures and brain slice preparations; identification and functional roles. Dinner Annual Assembly of the Brazilian Purine Club Quarta-feira (Wednesday), 25 de agosto 8h15 9h00 9h05 10h25 Conference: Rodrigo Cunha - Institute of Biochemistry, Faculty of Medicine University of Coimbra, Portugal. Adenosine receptors define salience of information in neuronal circuits and control neurodegeneration and memory impairment in animal models of brain disease. Symposium: Neurotransmission and development. Chair-person: Roberto Paes de Carvalho (UFF) Roberto Paes de Carvalho (UFF): Adenosine as a signaling molecule in the developing retina. Lisiane Porciúncula (Instituto de Ciências Básicas da Saúde UFRGS): Caffeine and memory. Guido Lenz (IB, UFRGS): Role of the P2X7 receptor in glioblastoma cell biology and pathology. Patrícia Castelluci (ICB, USP): Effects of the intestinal inflammation, obesity and malnutrition on the P2X receptors and enteric nervous 10h30 system. Coffee break 11h00 12h00 Symposium: Young Scientists (Abstracts selected for oral presentations) Camila Marques da Silva, Mariana Martins Chaves, Vanessa Figliuolo, Bartira Rossi-Bergman, Robson Coutinho-Silva. Pyrimidine coupled P2Y receptors as a new target on Leishmania amazonensis amastigotes elimination. Speaker: Camila Marques da Silva (IBCCF-UFRJ) Renato Socodato, Rafael Brito, Karin Calaza, Roberto Paes de Carvalho. Developmental regulation of neuronal survival by adenosine in the in vitro and in vivo avian retina depends on a shift of signaling pathways leading to creb phosphorylation or dephosphorylation. Speaker: Renato Socodato Elizandra Braganhol, Filip Kukulski, Sébastien A. Lévesque, Michel Fausther, Elise G. Lavoie, Fariborz Bahrami, Fethia Ben Yebdri, Jean Sévigny, Ana Maria Oliveira Battastini. Extracellular nucleotides control Il-8 and MCP-1 secretion in U251MG glioma cell line. Speaker: Elizandra Braganhol Camila Marques da Silva, Mariana M. Chaves, Robson Coutinho Silva, Marilia Zaluar Passos Guimarães. P2X2 and P2X7 pore formation is inhibited by colchicine: a possible mechanism for its anti-inflammatory actions. Speaker: Marilia Zaluar Passos Guimarães 12h05 12h50 Conference: Francesco Di Virgilio Dept. of Experimental and Diagnostic Medicine, University of Ferrara, Ferrara, Italy: Key role of purinergic signalling in cell fusion. 12h50 13h30 Closing Ceremony Lunch 9

10 Pré-Congressos Programa Multicêntrico de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas Reunião Científica do PMPGCF Sala Topázio Terça-feira, 24 de agosto 8h45 9h00 9h15 9h15 9h30 9h45 Afixar Painéis, Inscrição e Entrega de Material Sessão de Abertura Ubiratan Fabres Machado e Aldo Bolten Lucion, pela Sociedade Brasileira de Fisiologia, José Antunes Rodrigues, Coordenador do Programa Módulo I Apresentações Orais Coordenadores: Adelina M Reis e Cláudia BR Martinez Influências dos AGEs (produtos de glicação avançada) na modulação da enzima indolamina 2,3 dioxigenase em ratos diabéticos. Paula Comune Pennacchi, UNIFAL-MG Different effects of the new donor [RU(TERPY)(BDQ)+]3+ (TERPY) on the soluble guanylyl- cyclase in aortas isolated from spontaneously hypertensive rats and renal hypertensive rats. Felipe Camargo Munhoz, UNESP- Araçatuba Alterações neuroendócrinas e cardiovasculares resultantes da expansão de volume sanguineo durante o choque séptico experimental Michael Brian Santiago, UNIFAL-MG 10h00 Determinação da intensidade do exercício de agachamento com e sem vibração de todo o corpo e efetividade clínica do treino vibratório no tratamento de idosos com osteoartrite de joelho. Núbia CP Avelar, UFVJM 10h15 Café 10h45 Módulo II Apresentações Orais e Mini- Conferência Coordenadores: Maria O. Souza e Rita Cássia Dornelles 10h45 Avaliação da função pulmonar e do músculo diafragma durante a indução do enfisema induzido por elastase em camundongos. Luciana Costa Teodoro, UNIFAL-MG 11h00 Investigação sobre os mecanismos envolvidos na produção de mediadores inflamatórios decorrentes da prática orientada de Treinamento Resistido e os efeitos da suplementação de L-arginina. Samuel RL Morais, UNESP-Araçatuba 11h15 Avaliação morfológica, citoquímica e estereológica do útero de camundongos prenhes após exercício físico extenuante. Kamila Leite Rodrigues, UNIFAL-MG 11h30 Mini-Conferência Terapia Celular em Doenças Respiratórias. Patricia RM Rocco, Universidade Federal do Rio de Janeiro 12h00 Intervalo Almoço 14h00 Módulo III Apresentações Orais e Mini-Conferência Coordenadores: Patrícia RM Rocco e Ana Cristina R Lacerda 14h00 Mini-Conferência Balanço Térmico e Fadiga Central durante o Exercício Físico. Candido Celso Coimbra, ICB UFMG 14h30 Efeitos da orquidectomia e androgenização neonatal sobre a concentração plasmática de leptina em ratos. Wagner G Mello, UNESP-Araçatuba 14h45 Papel dos receptores 5-HT1A da rafe mesencefálica no controle do apetite e da saciedade ao sal em ratos Wistar. Fabrícia V Fonseca, UFRRJ 15h00 Alterações da atividade simpática renal, tônus gabaérgico pelo núcleo paraventricular do hipotálamo (PVN) e pressao arterial e frequencia cardiaca em ratos com obesidade induzida por glutamato monossódico. Alexandro MS Mattos, UEL 10

11 Pré-Congresso 15h15 Influência da ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal sobre as alterações endócrinas e comportamentais em ratas lactantes. Fabiana Cardoso Vilela, UNIFAL-MG 15h30 Café 16h00 Módulo IV Apresentações Orais e Mini- Conferência Coordenadores: Najara Belo e Candido Celso Coimbra 16h00 Efeito do peptídeo intestinal vasoativo no núcleo paraventricular do hipotálamo sobre a produção de óxido nítrico e neuropeptídeo Y Ângelo AS Torres, UEL 16h15 Efeito da dexametasona no comportamento sexual de ratos machos. Aline Stivanin Teixeira, UNIFAL-MG 16h30 Avaliação da resposta à insulina e ao AMPc em ratos portadores de caquexia induzida por tumor Walker-256. Hely de Morais, UEL 16h45 Mini-Conferência Como as asas voam. José Guilherme Chaui-Berlinck - IB-USP 17h30 Mesa Redonda: Programas Multicêntricos: uma opção aglutinadora no Programa Nacional de Pós-Graduação Coordenadores: Ubiratan F. Machado e José Antunes Rodrigues Adalberto Vieyra: Coordenador da Área de Ciências Biológicas II da CAPES: Preenchendo os Espaços Vazios de Ciência e Pós-Graduação no Território Nacional: o Caminho Aberto pela Sociedade Brasileira de Fisiologia. Marco Antônio Zago Pro-Reitor de Pesquisa da USP São Paulo Marilza Vieira Cunha Rudge Pro- Reitora de Pós-graduação da UNESP - São Paulo 18h30 Sessão de Painéis Coordenadores: Marta Paschoalini, Adelina M Reis e Patrícia RM Rocco Quarta-feira, 25 de agosto 8h30 Módulo V Apresentações Orais Coordenadores: Cilene L Oliveira e Ilma S Brum 8h30 Peptídeos natriuréticos em um modelo pós-menopausal de obesidade e hipertensão induzidas por dieta. Everaldo N Andrade, UFBa-Vitória da Conquista 8:45 O papel dos canais EAG1 na neurogênese do cérebro do camundongo adulto. Martina Podolan, UFSC 9h00 9h15 9h30 10h00 Café Envolvimento do núcleo paraventricular do hipotálamo na resposta cardiovascular ao estresse ortostático em ratos não anestesiados. Ozahyr Andrade, UEL Efeito antinociceptivo e antihiperalgésico da acupuntura no teste de formalina em ratos machos e fêmeas. Renata C Martins, UFSC Mini-Conferência Efeitos neuroendócrinos e comportamentais de longo prazo do estresse neonatal em modelo animal. Aldo B Lucion, Universidade Federal do Rio Grande do Sul 10h30 Módulo VI Apresentações Orais e Mini-Conferência Coordenadores: Alexandre G Paiva e José Guilherme Chaui-Berlinck - IB-USP 10h30 Efeito da dieta hiperlipídica sobre a função e estrutura renal em um modelo pós-menopausal de hipertensão associada à obesidade. Liliany SB Amaral, UFBa-Vitória da Conquista 10h45 Defesas antioxidantes e alterações osmoiônicas em Prochilodus lineatus após 48 horas de exposição ao cobre. Rafaela A Vicentini, UEL 11h00 Respostas antioxidantes e mecanismos adaptativos de tilápias do nilo (Oreochromis niloticus) expostas a ambientes contaminados. Samira Flesch, UFSC 11h15 Mini-Conferência Evolução da dieta humana e surgimento de obesidade e diabetes mellitus: participação do GLUT4. Ubiratan F. Machado, Universidade de São Paulo 11h45 Encerramento 13h00 Reunião Colegiado do Programa 11

12 Pré-Congressos Quarta-feira, 25 de agosto Sala Rubi 13h00 16h00 Telemetry Workshop - Long-term monitoring of biopotential signal via telemetry system. Coordenador: Vagner Roberto Antunes (ICB-USP) What can telemetry offer my research? Simon Malpas (University of Auckland, New Zeland) Animal care for chronic monitoring. Surgical approaches for measuring different signals e.g. BP, ECG, SNA Acquiring telemetry data; the ADInstruments platform, integration in with TR systems. Scheduled sampling. Analysis and interpretation of telemetry data. User experiences; ECG, EEG, SNA, BP; include different animal models e.g. rat, mamosets. Sala Safira 13h00 16h00 Pós-graduação Latino Americana de Biofísica. Perspectivas Futuras. Coordenador: Marcelo M.Morales e Jerson Lima e Silva (UFRJ) Mesa Redonda: Marcelo M. Morales (UFRJ) Adalbeto Vieyra (UFRJ) Paulo S.L.Beirão (UFMG) Christopher Kurshmerick (UFMG) Maria Teresa Lamy (USP) Celso Caruso Neves (UFRJ) Paulo Mascarelo Bisch (UFRJ) 12

13 O Jovem e a Ciência no Futuro Quarta-Feira, 25 de agosto Sábado, 28 de agosto Jovem Salão Real 20h30 21h00 Abertura 21h00 22h00 Conferência de Abertura Quinta-Feira, 26 de agosto 08h00 10h00 Painéis 10h15 11h15 Curso Sala O Jovem e a Ciência no Futuro O Pulmão se conhece pela boca? Ou precisamos da Foto? 1ª aula: Mecânica da Respiração; Ventilação, Perfusão e Ventilação/ Perfusão Alysson Roncally Carvalho (UFRJ 13h30 15h30 Módulos Temáticos e Simpósios Participação dos estudantes em Módulos Temáticos ou Simpósios do Programa da XXV Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE) 16h00 18h00 Painéis 10h15 11h15 Simpósio Sala Anos de Carlos Chagas Filho. Coordenador: Walter A. Zin (UFRJ) O Cientista Professor Carlos Chagas Filho. Cezar Antonio Elias (UFRJ) Carlos Chagas Filho, um cientista e um cidadão do Mundo Paulo Gadelha (FIOCRUZ) O trabalho diário com o Professor Carlos Chagas Filho. Maria Apparecida Esquibel (UFRJ) 11h15 12h15 Curso O Pulmão se conhece pela boca? Ou precisamos da Foto? 3ª aula: Métodos de Imagem Funcional em Fisiologia da Respiração. Alysson Roncally Carvalho (UFRJ Sexta-feira, 27 de agosto 08h00 10h00 Painéis 10h15 11h15 Curso Sala O Jovem e a Ciência no Futuro O Pulmão se conhece pela boca? Ou precisamos da Foto? 2ª aula: Métodos de Medida em Fisiologia da Respiração Alysson Roncally Carvalho (UFRJ 14h30 15h30 Conferência Evolução da Ciência no Brasil: a importância do Professor Carlos Chagas Filho. Conferencista: Cezar Antonio Elias (UFRJ) Apresentador: Walter A.Zin (UFRJ) 16h00 18h00 Painéis 13

14 O Jovem e a Ciência no Futuro 01 papel do receptor p2x7 na neurodegeneração após isquemia cerebral focal em camundongos. ¹Araújo, M.H.M.S., ¹Brito, F.M., ²Navarro- Martins, A., ²Amorim, F.E., ²Coutinho-Silva, R., ²Cintra, W.M., ²Mendez-Otero, R., ¹Colégio de Aplicação da UFRJ, ²Laboratório de Neurobiologia Celular e Molecular do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho / UFRJ. OBJETIVOS: Analisar o papel do receptor P2X7 após a oclusão permanente da Artéria Central Média (ACM) em camundongos. Realizando também análise da área, volume e extensão da lesão em camundongos tratados com BBG. MÉTODOS E RESULTADOS: Para analisar a área, o volume e a extensão da lesão, camundongos C57B/L6 com 2 meses receberam 3 doses de BBG (45.5 mg/kg em 0.2% DMSO e PBS), 24 horas antes da lesão, e 24 e 72 horas após a lesão. O grupo controle recebeu apenas o veículo nos mesmos intervalos. Quatro dias após a oclusão da ACM, os animais foram sacrificados e foram feitas fatias coronais do cérebro com espessura de 1mm que em seguida foram coradas com Cloreto de 2,3,5-trifeniltetrazólio (TTC). O TTC reage com o tecido e tem como produto o Trifenil Formazan, que dá uma coloração avermelhada ao tecido vivo. Esta reação é muito utilizada em modelos experimentais de isquemia cerebral, pois no tecido infartado não ocorre a redução química do TTC e o tecido permanece esbranquiçado. Não foram encontradas diferenças entre o grupo tratado com BBG e o controle em relação à área e ao volume de lesão. Entretanto, foi observada uma diferença significativa no comprimento da lesão (eixo ântero-posterior) no grupo que recebeu injeção de BBG (Média = 2,8 ± 0.30 mm; n = 6), comparado ao controle (Média = 3,8 ± 0,16 mm; n = 6). CONCLUSÕES: Assim, os resultados preliminares sugerem uma diminuição do comprimento da lesão no eixo ântero-posterior em animais tratados com um dos antagonistas de P2X7R, o BBG, em relação ao controle. Entretanto, mais estudos são necessários para validar um possível efeito neuroprotetor do BBG após a oclusão da ACM. 02 DERIVADO TIENILHIDRAZÔNICO ME- LHORA A RESISTÊNCIA AO EXERCÍCIO FÍSICO APÓS INFARTO DO MIOCÁRDIO. ¹Luna,B. E., ¹Silva, M.S.M., ²Silva, J. S., ²Sudo, R. T., ²Zapata-Sudo, G., ¹Colégio de Aplicação da UFRJ, ²Laboratório de Farmacologia Cardiovascular ICB-UFRJ. OBJETIVOS: Uma importante conseqüência do infarto do miocárdio é a redução da capacidade de resistência ao exercício físico, conhecida como fadiga muscular, ocasionando dificuldade de realizar atividade diária e diminuindo a qualidade de vida do paciente. Alterações na musculatura esquelética que levariam a fadiga muscular como; vasoconstricção persistente, disfunção endotelial (Mettauer e cols., 2006; Drexler e cols., 1996), redução de enzimas aeróbicas e mudanças de proteínas contráteis (Ducha et al. 1999; Wilson e cols, 1985; Massie e cols., 1987), alterações histológicas (Sulivan e cols., 1990), e alterações no acoplamento excitação-contração do músculo esquelético. Este projeto visa avaliar a contratilidade de músculos esqueléticos solear (SOL) e extensor de dedos longos (EDL) de ratos submetidos ao IM tratados com LASSBio-294, uma substância vasodilatadora, pertencente à classe das N-acilidrazonas. MÉTODOS E RESULTADOS: Ratos Wistar, machos ( g) foram submetidos ao IM através da ligadura da artéria coronária descendente anterior. Tratamento: LASSBio-294, 2 mg/kg V.ip. durante 4 semanas. Avaliação de esforço: 3ª Semana após Cirurgia. Velocidade 25m. min-1: Tempo 15 min. 30 m.min-1: Tempo 15 min. 35 m.min-1: Rato (g) SOL/Rato (mg/g) EDL/Rato (mg/g) FO Sem Tratamento 246,9 ± 10,05 Sem Tratamento 258,7 ± 8,08 IM LASSBio ,0 ± 12,41 0,86 ± 0,03 0,79 ± 0,05 0,80 ± 0,04 0,71 ± 0,05 0,72 ± 0,05 0,69 ± 0,03 CONCLUSÕES: LASSBio-294: Melhorou a resistência ao exercício físico. Reduziu a hipertrofia cardíaca pós-im. Possível alternativa ao tratamento da fadiga muscular que acomete indivíduos que sofreram IM. 03 INVERTEBRADOS MARINHOS RADIADOS I-OS EQUINODERMOS. ¹Souza, A. C. M., ¹Gonzalez, T. S., ²Grohmann, P.A., ¹Colégio de Aplicação da UFRJ, ²Instituto de Biologia Departamento de Zoologia / UFRJ. OBJETIVOS: O objetivo deste estudo é mostrar, ao aluno principiante, a importância dos caracteres morfológicos externos do filo, visando a identificação visual das diversas classes. Posteriormente serão vistos os caracteres internos, visando o conhecimento da morfologia/fisiologia dos diversos sistemas. MÉTODOS E RESULTADOS: O Filo Echinodermata é formado por metazoários verdadeiros (aqueles já apresentando tecidos). Em sua fase larvar ele apresenta simetria bilateral, mas ao longo do seu desenvolvimento ocorre a metamorfose, originando um adulto de simetria pentarradiada: aquela em que as partes do corpo se encontram distribuídas a partir de um eixo central, passando pela boca, do qual partem cinco raios. É um grupo exclusivamente marinho apresentando grande capacidade de regeneração. Dividem-se em cinco classes: Crinoidea, os lírios-do-mar, vivem fixos ao substrato ou apresentam capacidade de natação utilizado os braços ramificados como remos; quando erguidos, esses braços funcionam como uma rede de captura de alimentos. Alimentam-se de plâncton, sendo a única classe onde boca e ânus encontram-se voltados para cima. Na classe Ophiuroidea, ou dos ofiúros, os indivíduos apresentam um disco central bem definido e braços totalmente individualizados, bastante flexíveis, conferindo ao animal um movimento serpentear que facilita seu deslocamento e a fuga quando perseguidos. São achatados dorso-ventralmente; sua boca é voltada para o substrato e não possuem ânus. Alimentam-se de partículas orgânicas existentes no lodo, devolvendo os restos pela própria boca. As estrelas-do-mar pertencem à classe Asteroidea. Apesar de se locomoverem lentamente, elas são excelentes predadoras. Algumas alimentam-se de moluscos, quebrando-lhes a concha. Possuem a boca voltada para o substrato e o ânus, quando presente, voltado para cima. Já os Echinoidea, os ouriços-do-mar e bolachas-do-mar, são encontrados em fundos rochosos, arenosos ou lamosos. Apresentam uma carapaça externa rígida com inúmeros espinhos móveis. A boca é voltada para o substrato e o ânus para cima. Alimentam-se de algas, partículas orgânicas ou, mesmo, de outras espécies de ouriços. Finalmente a classe Holothuroidea, ou pepinos-do-mar, apresenta um aspecto vermiforme e sua condição pentarradiada só pode ser vista internamente. Apresentam boca e ânus em extremidades opostas. A boca é rodeada por tentáculos que auxiliam tanto na alimentação quanto nas trocas gasosas. CONCLUSÕES: Foram desenvolvidas atividades, em laboratório, observando e caracterizando a morfologia externa de exemplares das cinco classes do filo. O material foi manipulado respeitando as metodologias cientificas de pesquisa e de catalogação, sendo identificado por comparação com amostras já existentes no laboratório e livros-texto de Zoologia. 04 DESENVOLVIMENTO DE UM MODELO ANIMAL PARA A ARTRITE CAUSA- DA PELO VÍRUS SINDBIS. ¹Vidal, J.R., ¹Barbosa-Felippe, G., ²Assunção-Miranda, I., ²Da Poian, A.T., ¹Colégio de Aplicação da UFRJ, ²Departamento de Bioquímica Médica / UFRJ. OBJETIVOS: O objetivo deste trabalho foi desenvolver um modelo animal para o estudo in vivo da resposta inflamatória e da artrite desencadeada pela infecção pelo SinV. MÉTODOS E RESULTADOS: Inicialmente camundongos C57/Bl6 fêmeas, de 5 a 6 semanas, foram infectadas com 106 pfu por via intravenosa ou intraperitoneal. O sangue foi coletado 24 e 48 horas após a infecção para análise do título viral, por ensaio de plaque, e das concentrações de citocinas presentes, por ELISA. Após 24 e 48 horas de infecção foi possível detectar o vírus no sangue dos camundogos quando infectados pela via intravenosa. Em 48 h os níveis de TNF-a retornam a níveis controle. Com estes resultados, é possível concluir que o vírus é capaz de replicar nestes animais e desencadear uma resposta inflamatória, porém transitória. 14

15 Painéis Além disso, a melhor rota de inoculação é a via intravenosa CONCLUSÕES: Chegamos à conclusão que o Vírus Sindbis (SinV) é capaz de replicar nos camundongos. Porém ainda não podemos considerar a obtenção do modelo para o estudo da artrite em réplicas animais, pois ainda não foram obtidos dados que comprovassem o desenvolvimento da artrite nestes animais. 05 MATERIAIS E TECNOLOGIAS ECOLÓ- GICAS PARA CONSTRUÇÕES SUSTEN- TÁVEIS. ¹Sousa, A. S., ¹Cardoso, F. B., ²Ohayon, P., ¹Colégio de Aplicação da UFRJ, ²Faculdade de Administração e Ciências Contábeis / UFRJ. OBJETIVOS: Os materiais não-convencionais são muito abrangentes e de grande diversidade. Estão incluídos os materiais que têm sido usados pelo o homem desde o começo da civilização como pedra, solo, palha, cal viva e madeira, assim como os resíduos industriais e agrícolas tais as cinzas volantes, cinzas de casa de arroz, além de todos os tipos de fibras vegetais, a saber: fibra de coco, sisal, piaçava, estes usados como reforço em diferentes tipos de matrizes, materiais reciclados como os plásticos, borracha e metal. Trata-se de acompanhar o desenvolvimento dos Materiais e Tecnologias Não-Convencionais (MTNC) e a utilização destes em mercados caracterizados no Brasil por um déficit de mais de doze milhões de habitações, de modo a aumentar o grau de compreensão acerca deste complexo tema. Tal esforço permite gerar e aportar conhecimentos que ampare a formulação e implementação de políticas, diretrizes e iniciativas por parte dos tomadores de decisão públicos e privados, visando estimular a criatividade, a inovação e a ação empreendedora das gerações atual e futura. O objetivo geral do Projeto é focalizar a atenção nos estudos e pesquisas relacionados como desenvolvimento de materiais e tecnologias ditos não-convencionais existentes e efetivamente usados no Brasil e no Mundo. MÉTODOS E RESULTADOS: Trata-se de um estudo exploratório que efetuou levantamentos junto a: IESP - Instituições de ensino e de pesquisa (PUC-Rio e UFRJ); organizações não-governamentais tais como a ABMTENC - Associação Brasileira dos Materiais e Tecnologias Não-Convencionais. O estudo foi conduzido a partir de pesquisa documental e bibliográfica (leituras seletivas) visando colher subsídios para o mapeamento dos MTNC e suas aplicações. Os resultados de numerosos projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico referentes aos MTNC, realizados em países como o Brasil e essencialmente voltados à construção civil não foram usados na prática em larga escala. Uma das principais razões é devida à falta de adequado sistema de planejamento e gestão de programas implementados por agências governamentais de fomento ou por organizações privadas concernidas por materiais e tecnologias denominadas sustentáveis. O resultado pretendido foi propiciar análises críticas relacionadas à construção ecológica e ao desenvolvimento local sustentável. CONCLUSÕES: Finalmente, um conjunto de recomendações decorrentes do estudo foi apontado, a saber: (1) a implementação de MTNC poderá ser bem sucedida através de uma maior difusão dos programas e projetos de pesquisa; (2) o uso dos MTNC deve ser mais bem incorporado aos curricula do CAp/UFRJ visando maior consciência ecológica e sustentabilidade sócio-econômica. 06 TELHADOS VERDES: SOLUÇÃO PRÁTICA PARA PROBLEMAS AMBIENTAIS URBA- NOS. ¹Barbosa, R. A. S., ²Paulino, M. S., ²Junqueira, M. B., ¹Colégio de Aplicação da UFRJ, ²Faculdade de Arquitetura e Urbanismo / UFRJ. OBJETIVOS: O Projeto é uma resposta à constante preocupação por parte da sociedade e, sobretudo de instituições de ensino, quanto à solução e prevenção de problemas ambientais, principalmente nas grandes cidades. Universidades e escolas têm trabalhado no sentido de elaborar conteúdo teórico, estudos, pesquisas e experimentos que possam propor soluções a questões ambientais como ilhas de calor; escassez de áreas verdes no meio urbano cada vez mais impermeabilizado; alagamentos; deslizamentos; inundações; má utilização de recursos naturais como a água, por exemplo, e proporcionar melhorias na construção civil. O Trabalho tem por objetivo experimentar uma alternativa, o Telhado Verde, que nada mais é que a substituição da cobertura convencional das edificações pela de vegetação, capaz de amenizar problemas ambientais no meio urbano, trazer vantagens ecológicas que esta técnica pode proporcionar, buscar uma conscientização de alunos e professores da importância do cuidado com o meio ambiente e a divulgação da existência de soluções práticas e técnicas para atenuar problemas ecológicos nas cidades. MÉTODOS E RESULTADOS: Foi instalado no Colégio de Aplicação da UFRJ, junto a um sistema de captação de água de chuva, um Telhado Verde com sistema de irrigação próprio. Nesta fase mais recente do projeto houve um acompanhamento do desempenho do Sistema, com medições dos níveis de água de chuva nos reservatórios, observação do desenvolvimento da vegetação e dos componentes do Telhado. Com base no resultado deste acompanhamento iniciou-se o processo de Avaliação Técnica dos componentes do Sistema. Testaram-se os diversos benefícios que esta técnica pode proporcionar como a melhoria do microclima urbano; eficiência energética; retardo do escoamento das águas pluviais para a rede de drenagem e a reversão nos processos de impermeabilização. Os resultados foram positivos, tanto em relação ao conforto térmico uma vez que se observou uma diminuição de temperatura na região da edificação onde a cobertura vegetal foi instalada, quanto à captação da água de chuva, já que os níveis de água nos reservatórios mantiveram-se em quantidade satisfatória, para evitar a utilização de água potável para a rega da vegetação do Telhado. O reuso da água de chuva atendeu à totalidade da necessidade de água do jardim durante o ano, podendo ainda ser utilizada para outros usos no Colégio. A vegetação teve um bom desenvolvimento e um efeito paisagístico agradável. Houve também um trabalho de conscientização de alunos e professores quanto à importância da preservação da natureza na resolução dos desequilíbrios ecológicos urbanos, objetivando a educação ambiental. O Telhado foi visitado pela comunidade acadêmica e divulgado como uma solução prática aos transtornos acima citados. CONCLUSÕES: Comprovou-se a eficácia deste projeto inovador e experimental que permitirá sua reprodução em outras áreas da cidade, devido a seu efeito multiplicador. Não há dúvidas quanto às vantagens desta técnica de naturação de ambientes sobre os sistemas convencionais de cobertura de lajes, o que significa que a técnica pode facilmente ser inserida na prática construtiva. Apesar disso, há grande resistência por parte da sociedade e até mesmo pela comunidade acadêmica quanto à aplicação deste projeto. As propostas de inserção do conteúdo do projeto na grade curricular de matérias do Colégio com o objetivo de promover educação ambiental e estímulo à sustentabilidade foram rejeitadas. Esse é o grande desafio: tornar prático este conhecimento. 07 DETEÇÃO NEURAL DE PARTÍCULAS NUM AMBIENTE DE BAIXA RAZÃO SINAL-RUÍDO E ALTA TAXA DE EVENTOS. ¹Gurgel, T.O., ¹Martins, B. D., ²Xavier, T.C., ²Seixas, J.M., ¹Colégio de Aplicação da UFRJ, ²COPPE / PEE / UFRJ. OBJETIVOS: Discriminação neural de sinais de múons com baixa razão sinal-ruído provenientes de um calorímetro de altas energias operando numa alta taxa de colisão de partículas. MÉTODOS E RESULTADOS: Sinais de múons provenientes das duas leituras de uma mesma célula de deposição de energia do calorímetro hadrônico (Tile- Cal) do ATLAS, o maior detetor do experimento LHC (Large Hadron Collider), foram amostrados a uma taxa de 40 MHz, num total de 11 amostras temporais. De forma a aumentar a razão sinal-ruído (SNR), os sinais de múons de uma mesma célula do calorímetro são somados analogicamente. O conjunto de dados foi dividido em 50% pra treino e 50% pra teste. O conjunto de treino é usado para o treinamento da rede neural, que consiste em ajustar os parâmetros de forma a maximizar a discriminação entre o sinal de múon e ruído. Por sua vez, o conjunto de teste é utilizado para avaliar o desempenho da rede treinada. Após o Jovem 15

16 O Jovem e a Ciência no Futuro desenvolvimento do discriminador, é feito um estudo de relevância das variáveis de entrada da rede neural. As variáveis de entrada são substituídas, uma a uma, pela sua média estatística. Dependendo da variação do desempenho do discriminador, essas variáveis são consideradas relevantes ou não. Resultados mostraram que o sinal de soma atinge uma eficiência de deteção de múons de 99,5%, o que é 6 p.p. acima da eficiência atingida pelos sinais não somados, quando se fixa uma taxa de falso alarme (ruído classificado como múon) de 10%. Já a compactação por relevância possibilita uma diminuição de até 50% do número de amostras a serem consideradas, sem que a performance seja significativamente alterada. CONCLUSÕES: O estudo mostrou que é possível detectar múons com informação de calorimetria. A soma dos dois sinais de múons de uma mesma célula de deposição de energia aumenta a SNR do sistema, o que se reflete numa melhor discriminação de múons. Mesmo diminuindo a quantidade de variáveis de entrada do discriminador pela metade, através do mapeamento por relevância, a performance do discriminador se mantém elevada. 08 AUTOMAÇÃO DE SISTEMAS URBA- NOS DE ÁGUA E ESGOTO. ¹Corrêa, C. C. S., ¹Correa, M. G. C., ²Pina Filho, A.C. De, ¹Colégio de Aplicação da UFRJ, ²Departamento de Expressão Gráfica - Escola Politécnica / UFRJ. OBJETIVOS: O presente trabalho tem como foco a Automação de Sistemas Urbanos com base na sua evolução tecnológica. Dentre os principais tipos de sistema destaca-se aquele de água e esgoto. Serão apresentados os tipos de bombas que ajudaram na automação das Estações de tratamento de água (ETA) e das bombas das Estações de tratamento de esgoto (ETE). MÉTODOS E RESULTADOS: A partir de pesquisas em livros e sites específicos sobre o assunto, procurou-se avaliar os tipos de bombas utilizadas nos sistemas de água e esgoto, relatando o funcionamento das mesmas, bem como seus principais elementos e aplicações. Também foi estudada a estrutura das estações de água e esgoto. Como resultado, verificouse que o uso de bombas vem sendo desenvolvido com o passar dos anos, auxiliando na automação dos sistemas, aumentando a eficiência dos processos. CONCLUSÕES: Com a criação das bombas aqui apresentadas, o trabalho humano foi diminuído e os procedimentos foram sendo aprimorados, graças às máquinas que participaram deste processo de automação das redes de tratamento de água e esgoto. Antes da criação das bombas o trabalho humano era mais frequente e difícil. 09 MAPEAMENTO DE FEIÇÕES TECNO- GÊNICAS EM VOLTA REDONDA (RJ). ¹Telles Silva, S. C., ²Silva, S. M., ²Sanchez, I. D. P., ²Peixoto, M. N. de O., ¹Colégio de Aplicação da UFRJ, ²Núcleo de Estudos do Quaterná rio e Tecnógeno (NEQUAT) / UFRJ. OBJETIVOS: Identificar e analisar as características das feições e depósitos tecnogênicos reconhecidos, buscando classificá-los segundo critérios encontrados na literatura; estabelecer relações entre os tipos de depósitos e feições identificados e o processo de expansão urbana no município; e mapear áreas e materiais possivelmente geradores de riscos para a sociedade. MÉTODOS E RESULTADOS: O presente trabalho tem por escopo o Mapeamento de Depósitos e Feições Tecnogênicas no município de Volta Redonda, localizado no Médio Vale do Rio Paraíba do Sul, onde concentram-se os estudos desenvolvidos pelo Núcleo de Estudos do Quaterná rio e Tecnógeno (NEQUAT/UFRJ) nas últimas décadas. Sua gênese está associada ao mapeamento de Uso e Cobertura do Solo desenvolvimento pela equipe do NEQUAT/UFRJ. Durante a elaboração deste último, a análise e interpretação das imagens utilizadas e as verificações de campo permitiram a identificação de diversas feições relacionadas direta ou indiretamente à ação antrópica que por serem evidências da geomorfologia tecnogênica necessitavam de uma pesquisa própria. Por sua ação modificadora da paisagem o homem, conforme é ressaltado por Peloggia, 1998, deve ser considerando um agente geológico modelador da superfície terrestre. É preciso observar ainda que por ser parte integrante do meio aquele está suscetível aos processos correntes no meio físico, muitos dos quais catastróficos. A identificação e localização dos produtos geomorfológicos do tecnógeno pode auxiliar, além de pesquisas acadêmicas, em um Uso do Solo menos danífico ao ambiente e que não exponha o homem à vulnerabilidade dos processos naturais e das intempéries induzidas do meio. CONCLUSÕES: Pretende-se que este estudo contribua para a discussão sobre os depósitos e feições tecnogênicas na cartografia de formações superficiais, e forneça subsídios para estudos aplicados ao mapeamento de riscos ambientais em áreas urbanas e rurais. Este projeto continua em andamento para continuarmos observando as mudanças tecnogênicas identificadas durante o passar do tempo, pois o homem sempre terá uma participação contínua a formação e mudança da natureza. 10 Preparação de nanopartículas de ferro magnéticas a partir de reagentes de uso comercial. ¹Rebello, G.A.F., ²Barros Neto, J.C., ²Silva, J. F. M., ¹Colégio de Aplicação da UFRJ, ²Instituto de Química / UFRJ. OBJETIVOS: Obtenção de nanopartículas magnéticas com reagentes de uso comercial para aplicação em aulas do ensino escolar de química, a fim de dinamizar o aprendizado sem a necessidade de materiais caros. MÉTODOS E RESULTADOS: De início, a reação para a preparação das nanopartículas (NP) foi feita com reagentes analíticos do seguinte modo: a uma solução de 10 ml FeCl2 foram adicionados 20 ml de solução de FeCl3. A esta mistura, foram adicionados, lentamente e sob agitação, 120 ml de solução de NH4OH. A mistura reacional foi deixada em repouso por alguns minutos para a precipitação das NP. Após o sucesso do experimento, foram sendo substituídos um por um os materiais de laboratório por materiais comerciais achados em lojas específicas, tendo estes se comportado de maneira ideal. A preparação das nanopartículas foi aplicada como atividade experimental aos alunos de uma escola pública em Duque de Caxias. O tema Nanociência e Nanotecnologia foi desenvolvido em sala de aula utilizando o conteúdo curricular da Química do Ensino Médio. CONCLUSÕES: A partir de materiais de baixo custo foi possível preparar nanopartículas de magnetita empregando reagentes de uso comercial. O desenvolvimento do tema sugere a discussão de vários conceitos em Química tais como funções inorgânicas, número de oxidação, equações de oxirredução, preparação de soluções e transferência de líquidos. 11 SIGNOS DELEUZIANOS (OS SIGNOS EM GILLES DELEUZE). ¹Silva, T.N.B., ²Castelo Branco, G., ¹Colégio de Aplicação da UFRJ, ²Departamento de Filosofia IFCS / UFRJ. OBJETIVOS: Explicar o conceito de signo para Deleuze. Entender esse conceito fazendo um paralelo com a Imagem do pensamento. Analisar signos e imagens de pensamento na contemporaneidade. MÉTODOS E RESULTADOS: Para Deleuze signo é tudo aquilo que necessita ser decifrado. Desta forma, para o filósofo, tudo no mundo é um signo e a forma de decifrá-los é aprofundar-se, desmembrando o objeto (concreto ou abstrato). Para decifrar os signos é necessário tratá-los como códigos, você primeiro fragmenta-o até a menor parte possível e a partir desses fragmentos você procura entender o todo. Através dos signos você ultrapassa a idéia inicial dada pelo senso comum. A idéia inicial dada pelo senso comum pode ser explicada e exemplificada através do que Deleuze chama de Imagens do Pensamento. A imagem do pensamento supõe o entendimento fácil. Quando alguém diz ou escreve algo, o interlocutor imagina que o compreende sem muitas dificuldades, pois estamos carregados com pensamentos do senso comum. O senso comum nos dá a falsa impressão que podemos compreender com toda facilidade o que está no mundo. Partindo do pressuposto do senso comum todos acreditam saber do que estão falando e que os demais podem entender porque compartilhamos dos mesmos signos. 16

17 Painéis Marcel Proust foi o primeiro a falar sobre os signos na sua obra À la recherche du temps perdu (Em Busca do Tempo Perdido). Nela, Deleuze encontrou quatro tipos diferentes de signos, os signos mundanos vazios, os signos mentirosos do amor, os signos sensíveis materiais, e, enfim, signos essenciais da arte, capazes de transformar todos os outros. CONCLUSÕES: Os estudos realizados propiciaram, além de um melhor entendimento das teorias de poder marxista e liberalista e da analítica do poder, uma nova visão de mundo a partir das noções estudadas. 12 Colorações em Grafos. ¹Silva, L. G. S., ²Pereira, D. S. S., ²Figueiredo, C. M. H., ¹Colégio de Aplicação da UFRJ, ²COPPE / UFRJ. OBJETIVOS: Estudar o Problema das Quatro Cores com o objetivo de aprender sobre coloração em grafos. MÉTODOS E RESULTADOS: Um grafo é um conjunto de vértices ligados por arestas, onde estas arestas representam alguma relação entre os vértices. Em nosso trabalho, os vértices representam as regiões de um mapa e existe uma aresta entre dois vértices se as respectivas regiões são vizinhas. O problema de coloração em grafos que estudamos é o problema de se colorir vértices de um grafo de modo que vértices que sejam ligados por arestas possuam cores diferentes. Apresentamos colorações dos mapas do Brasil, Portugal, Estados Unidos e América do Sul com restrições em mapas que necessitam de, no mínimo, quatro cores para que sejam coloridos de modo que regiões vizinhas possuam cores diferentes. Utilizamos os grafos referentes aos mapas para explicar as restrições e para estudar e apresentar noções de Teoria dos Grafos. CONCLUSÕES: O estudo de coloração em grafos foi motivado pelo Problema das Quatro Cores que consistia em determinar o menor número de cores necessárias para se colorir qualquer mapa de modo que regiões vizinhas possuíssem cores diferentes. Appel e Haken em 1976 resolveram este problema com o auxílio de computador. Eles provaram que quatro cores ou menos bastam para se colorir qualquer mapa. Apresentamos colorações dos mapas do Brasil, Portugal, Estados Unidos e América do Sul com seus respectivos grafos, determinando as restrições existentes nestes grafos e com isto, aprendendo definições e propriedades de Teoria dos Grafos. 13 A RECEPÇÃO de Textos Literários No ensino médio: UM ESTUDO PILOTO. ¹Leal, L. F., ²Silva, S. N. S. M, ²Zyngier, S., ¹Colégio de Aplicação da UFRJ, ²Departamento de Letras Anglo- Germânica. OBJETIVOS: Investigar como o aluno do ensino médio avalia o uso de textos literários em aulas que não as de português ou literatura. MÉTODOS E RESULTADOS: O uso de textos literários durante as aulas de Ciências Exatas e a percepção de que esses textos não pareciam ser utilizados pelos professores motivaram a pergunta de pesquisa Como se dá a recepção do texto literário nas aulas que não as de português ou literatura no Ensino Médio?. Segundo Zilberman (1999) a associação da leitura e da educação indica quão próxima à literatura [...] está do ensino, logo, pesquisar sobre seu uso é de imensa importância. Para responder a pergunta de pesquisa foram aplicadas entrevistas estruturadas que comparavam o uso de textos literários em disciplinas de humanas e de exatas e investigavam de que forma os textos eram trabalhados na escola e como eram recebidos pelos alunos. Participaram da pesquisa estudantes com idades entre 14 e 17 anos do turno da manhã de colégios públicos da cidade do Rio de Janeiro. CONCLUSÕES: As respostas obtidas sugerem que para a maioria dos participantes consultados: a) O texto literário não contribui para a aprendizagem de Ciências Exatas; b) Os textos literários das aulas de Ciências Humanas podem ser bons, mas não são bem trabalhados pelos professores; c) Os estudantes preferem textos que tenham relação com suas áreas de interesse pessoal ou que criem pontes entre o conteúdo estudado e seu cotidiano. 14 TECNOLOGIA COMPUTACIONAL NO ENSINO/APRENDIZAGEM DE MATE- MÁTICA. ¹Jacovazzo, F. A., ¹Lessa, D. F., ²Hasche, F., ²Mattos, F. R. P., ²Guimarães, L. C., ¹Colégio de Aplicação da UFRJ, ²LIMC / UFRJ. OBJETIVOS: Com o uso de softwares de Geometria Dinâmica, visamos elaborar roteiros e ambientes para um ensino da matemática diversificado para alunos de diversos níveis; desde o ensino fundamental até o ensino superior. MÉTODOS E RESULTADOS: Utilizando o software de Geometria Dinâmica (GD) Tabulae Colaborativo, elaborado no Laboratório de Desenvolvimento e Pesquisa de Ensino de Matemática e Ciências da UFRJ (LIMC-UFRJ) tivemos a oportunidade de visitar diversos tópicos da matemática de uma forma não-usual, valorizando as construções geométricas e transformações geométricas pertinentes aos tópicos abordados. Com um software de GD, é possível aplicar a diversos conceitos da matemática um caráter empírico, onde as teorias aprendidas em sala de aula podem se manifestar em ambiente virtual; buscando estimular o conhecimento da disciplina, que foi o principal objetivo do projeto. Desde construções simples como quadrados e triângulos isósceles, passando por funções reais e visitando outros diversos tópicos da matemática como: Razão Áurea, Sequência de Fibonacci e um primeiro contato com conceitos do Cálculo Diferencial; era possível ver a disciplina de forma integrada; onde as fronteiras das sub-disciplinas tornavam-se difusas. Devido à geração de movimento do software, é possível observar diferentes situações, e avaliar construções que, no ambiente de GD, ficam cada vez mais acessíveis aos alunos, germinando uma diferente habilidade para a aprendizagem de matemática. Além do Tabulae, foi apresentado também o software Cabri 3D, que como o próprio nome já diz, permite a exploração da geometria espacial em ambiente virtual. Com este, foi possível entrar em contato com os conceitos fundamentais das cônicas como secções de um cone reto sempre enfatizando que, com o devido estímulo e com ferramentas apropriadas, o aluno é capaz de construir conhecimento; fazendo todas as construções, passo a passo. Às vezes, um pequeno erro de construção resulta em um resultado não esperado, e, diante da necessidade de refazer uma construção, reavaliam-se os conceitos aprendidos, que é uma forma de conferir se foram bem compreendidos. Por fim, integrando o conhecimento de Geometria Sintética com a Geometria Analítica, pudemos conhecer algumas das características do software GeoGebra. Este é muito útil e específico, pois, além das características comuns aos softwares de GD, também permite a construção de gráficos. Ao digitar a sentença que define uma função real, lhe é apresentado seu gráfico; permitindo uma exploração até então impossibilitada pela utilização de lápis e papel. A parte mais interessante é perceber que um mesmo problema de matemática pode envolver dois, ou os três programas; como um mesmo problema pode ser interpretado de diferentes formas, e resolvido de diferentes maneiras; desde problemas de otimização a problemas de aplicação da matemática em si mesma. CONCLUSÕES: Com o foco na aprendizagem, as tecnologias computacionais podem viabilizar aplicações de diversos tópicos da matemática; tanto na parte conceitual quanto na prática. 15 PASSOS PARA A MODERNIDADE. ¹Freitas, A. A., ¹Mehl, S. V., ²Fridman, F., ¹Colégio de Aplicação da UFRJ, ²Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional / UFRJ. OBJETIVOS: O nosso trabalho tem como objetivo afirmar que Pereira Passos não sofreu influências só de Paris para traçar o plano urbanístico da cidade do Rio de Janeiro. MÉTODOS E RESULTADOS: As grandes obras urbanísticas, coordenas pelo prefeito Pereira Passos e empreendidas no governo de Rodrigues Alves, implicaram em demolições no centro da cidade do Rio de Janeiro para a capital da República fosse transformada numa vitrine do país, moderna, higiênica e civilizada à altura das metrópoles européias e norte-americanas. Mas afinal, será que Passos apenas se baseou em Paris para traçar todo o plano Jovem 17

18 O Jovem e a Ciência no Futuro urbanístico da capital do Brasil? Será que podemos afirmar que o prefeito queria transformar o Rio de Janeiro em uma Paris tropical sem ter sofrido outras influências? Foram essas perguntas que nortearam o nosso trabalho e com as pesquisas as solucionamos.o nosso trabalho contribui para quebrar com a idéia consagrada de que Pereira Passos sofreu apenas influências de Paris. De fato, grande parte do seu projeto foi influenciado pelas obras de Haussmann, no entanto as intervenções cariocas também se basearam em modelos e idéias de diversas cidades do mundo como Chicago, com suas Exposições Universais, e as urbes européias como Milão, Florença, Roma e Barcelona, onde passos acompanhou obras importantes que o influenciaram. CONCLUSÕES: Com esse trabalho vimos que na verdade ele sofreu outras influências tanto de outros países europeus como também de cidades americanas. Este estudo revela ainda que, ao assumir, Pereira Passos encontrou uma cidade colonial e ao término do mandato deixou a Capital da República. 16 OS METAIS PODEM SER UTILIZADOS COMO MEDICAMENTOS? Lima, A.E.*, Motta, A.P.R, Carvalho, E.M., Laboratório de Ressonância Magnética Nuclear, Plataforma de Métodos Analíticos (PMA), Farmanguinhos, PROVOC FIOCRUZ, RJ, Brasil. OBJETIVO: O objetivo deste trabalho foi sintetizar complexos bioinorgânicos usando metais como o Cu+ 2, Co+ 2, Ni+ 2, Zn+ 2 e Cd+ 2 para avaliar sua possível atividade fungicida. A síntese desses metais com compostos orgânicos como o ácido dehidroacético (DHA) é importante, pois se sabe que esses metais aumentam a atividade de determinados compostos orgânicos. A formação destes complexos foi confirmada através de métodos espectroscópicos como a Ressonância Magnética Nuclear (RMN). A técnica de RMN permite verificar se os complexos de diferentes metais do mesmo grupo na tabela apresentam as mesmas características estruturais. Desse modo, é possível contribuir para o desenvolvimento da Química Bioinorgânica MÉTODOS E RESULTADOS: Inicialmente, foram utilizadas as seguintes substâncias: CuSO4, CoSO4 e NiSO4 que reagiram com o DHA, para saber se realmente esses complexos formados possuíam atividade fungicida como já haviam sido descritas em algumas literaturas científicas. Os reagentes foram aquecidos e agitados em hexano por cerca de 24h a 25ºC. Para isso, foi feita a caracterização desses complexos, através da Ressonância Magnética Nuclear (RMN), Infravermelho (IV), Ultravioleta (UV) e Ponto de Fusão (PF). Estes testes comprovaram que os produtos foram obtidos em 55-70% de rendimento. Além disso, foram feitos experimentos por RMN com os complexos formados pelo Zn e o Cd com o objetivo de determinar se os metais na mesma família possuem estruturas semelhantes. A análise dos resultados mostrou que o complexo do Zinco com o ácido dehidroacético possui estrutura piramidal, enquanto o complexo de Cádmio apresenta uma estrutura octaédrica CONCLUSÃO: A análise espectroscópica confirmou a formação dos complexos dos diversos metais com o ácido dehidroacético mostrando que a metodologia sintética foi eficaz. Enquanto a técnica de RMN foi bastante eficiente e rápida para comprovar e elucidar a estrutura dos complexos de Zn e de Cd, diferenciando o número de ligantes (cinco e seis) e do arranjo geométrico dos complexos. 17 NEUROBIOLOGIA DAS EMOÇÕES. Antonio, A. P.*, Souza, D.S., LATEC/SAP, Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio EPSJV/FIOCRUZ, RJ, Brasil. OBJETIVOS: O presente trabalho reside em um estudo acerca das emoções, seu processamento neural e consequentes manifestações fisiológicas. Para tanto serão analisado os mecanismos cerebrais que interpretam o estímulo emocional, promovem respostas adequadas a tais estímulos e sua expressão a nível corporal. Devido a abrangente gama emocional e os limitados conhecimentos acerca da mesma, o presente trabalho vai analisar apenas as emoções de raiva, medo e prazer, descrevendo os mecanismos que as processam como o Sistema Límbico e seus componentes, e os que as expressam fisiologicamente através do Sistema Nervoso Autônomo. MÉTODOS E RESULTADOS: Para o estudo do tema proposto serão realizadas análise e interpretação das contribuições teóricas sobre neurologia e neurobiologia das emoções, isto é, uma revisão bibliográfica a partir de materiais já publicados. CONCLUSÃO: Analisando as várias teorias emocionais, que ao longo do tempo foram refutadas, a teoria do Sistema Límbico (dentro de suas limitações) como o centro de controle emocional, foi a que melhor conseguiu descrever os mecanismos de processamento emocional, dos quais é notável a participação da amígdala, do hipocampo e do córtex pré frontal. O estímulo emocional, previamente processado pelo Sistema Límbico e com sua resposta adequada, é transmitido ao Sistema Nervoso Autônomo, que será o responsável por executar a resposta a determinado estímulo. Quando o estímulo emocional for o medo, verificase as reações de luta e fuga, observando-se taquiacardia, dilatação das pupilas dentre outras reações que preparam o organismo contra o sujeito desencadeador do estimulo de medo. Se o estimulo emocional for a raiva, observa-se reações que desencadearão a agressão, caracterizada, majoritariamente, por comportamentos em que o individuo grita e ataca o sujeito que desencadeou o estimulo, estando presente também o aumento da frequência respiratória e cardíaca. E quando o estímulo emocional for o prazer, as manifestações fisiológicas diferenciam - se substancialmente da raiva e do medo, (que são emoções negativas, cuja tendência é a não repetição de determinados comportamentos provenientes de estímulos aversivos) pelo fato do prazer ser uma emoção positiva com comportamentos baseados no mecanismo de prazer e recompensa, que promove a repetição de determinados comportamentos provenientes de estímulos apetitivos, onde a dopamina é o neurotransmissor responsável por induzir tais comportamentos. 18 AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DO ERRO APRESENTADO NO RESULTADO DO ENSAIO DO LISADO DO AMEBÓCITO DE LIMULUS (LAL). Lemgruber, A.P.M.*, Presgrave, O.A.F., Caldeira, C., Laboratório de Toxicologia, Departamento de Farmacologia e Toxicologia, INCQS, PROVOC FIOCRUZ, RJ, Brasil. INTRODUÇÃO: A norma ISO exige que todo material usado em experimento que envolva unidades de medida deve estar calibrado. A calibração de micropipetas é de grande importância para os testes analíticos, pois permite verificar os erros e incertezas associados ao material utilizado. Não há um limite máximo de erro definido no certificado de calibração, sendo difícil estipular até que ponto uma micropipeta pode continuar a ser usada sem que interfira nos resultados de um experimento. Um exemplo é o Ensaio do Lisado de Amebócitos do Limulus (LAL), um teste toxicológico para detecção de endotoxinas, utilizado no controle da qualidade de produtos injetáveis, que devem ser livres de pirogênio. OBJETIVO: Determinar o percentual de erro da micropipeta a ser aceito no teste de LAL. MÉTODOS E RESULTADOS: Os percentuais de erro a serem estudados foram obtidos através do levantamento dos erros reais constantes em 44 certificados de calibração de pipetas do Departamento de Farmacologia e Toxicologia do INCQS. Foi utilizada uma pipeta monocanal, de volume variável calibrada, com certificado emitido por laboratório da Rede Brasileira de Calibração, sem erro significativo nos volumes testados e o kit LAL Cromogênio QCL-1000 (Lonza). O teste foi realizado conforme descrito no kit, entretanto, variando-se o volume das soluções aplicadas em três etapas distintas do método: endotoxina padrão, substrato do LAL e substrato de cor, de forma a simular percentuais de erro. A curva de endotoxina foi construída com as concentrações de 0,1 UE/mL, 0,25 UE/mL, 0,5 UE/mL e 1 UE/mL. Os erros induzidos de ±2%, ±4% e ±10% foram comparados com a concentração de 0,5 UE/mL, usada como referência, representando 100% da presença dos reagentes. Cada ponto foi realizado em quadruplicata, com 3 repetições. Os resultados foram avaliados através do teste-t de Student, comparando-se cada grupo correspondente a determinado erro com o ponto de referência, sendo consideradas diferenças significativas ao nível de 18

19 Painéis p<0,05. O perfil da curva com o uso da endotoxina padrão e do substrato do LAL se mostrou coerente com o erro induzido, mostrando uma relação dependente entre a quantidade de endotoxina/substrato maior ou menor, em comparação com a concentração de referência. A análise estatística mostrou que tanto para a endotoxina de referência quanto para o substrato do LAL, um erro na pipeta de até 2% não interfere nos resultados, enquanto que acima desse percentual, existe alteração. O erro da pipeta não interfere na reação do substrato de cor. CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que erros superiores a ± 2% devem ser corrigidos através da alteração do volume ajustado na pipeta de volume variável. Pipetas monocanais de volume fixo e multicanais devem ser consertadas ou descartadas quando o erro for superior a ± 2%. Erros iguais ou inferiores a ± 2% não necessitam de correção. A não correção dos erros pode levar a resultados falso-negativos ou falso- positivos comprometendo a qualidade do ensaio. 19 Isolamento e caracterização de cepas de Bacillus thuringiensis e Lysinibacillus sphaericus a partir de Culex sp. (Diptera: Culicidae). Rocha, A.V.C., Brito, j.t., esch, L.V.S., cavados, c.f.g., Laboratório de Fisiologia Bacteriana, IOC, PROVOC - FIOCRUZ, RJ, Brasil. INTRODUÇÃO: Lysinibacillus sphaericus é uma bactéria esporulante, de endósporo terminal, em formato esférico e esporângio deformante. Esta espécie é considerada entomopatogênica para larvas de dípteros vetores de interesse em Saúde Pública quando apresenta um cristal protéico composto por toxinas binárias, denominadas bina e binb. Seu mecanismo de ação ocorre quando o inseto ingere o cristal e este é solubilizado no ph alcalino do intestino médio da larva, liberando as proteínas. Estas são clivadas por enzimas, tornando-se toxinas ativas, ligando-se ao sítio ativo das microvilosidades, formando assim poros responsáveis pelo desequilíbrio iônico da célula, com posterior lise da mesma pela entrada de água e desequilíbrio osmótico. O inseto pode morrer por inanição, septicemia ou afogamento, no caso de larvas aquáticas. OBJETIVO: O objetivo deste estudo é isolar cepas de L. sphaericus proveniente de larvas de Culex sp., coletadas no estado de São Paulo, caracterizá-las a partir de técnicas laboratoriais como bioensaios qualitativos, análise do perfil protéico das cepas com potencial entomopatogênico através de SDS-PAGE e análise molecular da diversidade genética através de REP-PCR. MÉTODOS E RESULTADOS: Como resultados, 21 cepas de L. sphaericus foram isoladas e identificadas através da citomorfologia, provas bioquímicas e fisiológicas específicas para identificação de Bacillus e Gêneros Correlatos. Através dos bioensaios qualitativos realizados para verificar a toxicidade das cepas para larvas de 3º estádio de Cx. quinquefasciatus, verificou-se que apenas uma das 21 cepas apresentou 100% de mortalidade (LFB-FIOCRUZ 1513), as demais foram consideradas não-entomopatogênicas. Por SDS-PAGE (Sodium Dodecil Sulfate Poliacrilamide Gel Electrophoresis), em gel a 10%, a amostra entomopatogênica LFB- FIOCRUZ 1513 apresentou perfil protéico condizente com sua patogenicidade, pois foi observada a presença de proteínas com peso molecular equivalente às toxinas binárias. Com o REP-PCR (Repetitive Extragenic Palindromic Elements Polymerase Chain Reaction), foi possível observar alto padrão de diversidade genética entre as cepas, pois dentre as 21 cepas e os 5 controles utilizados, observou-se 23 grupos distintos. CONCLUSÕES PARCIAIS: Após o isolamento de 35 cepas, foram realizados os testes bioquímicos e fisiológicos identificando 26 delas como Lysinibacillus sphaericus. No bioensaio qualitativo, apenas a cepa número 1 apresentou entomopatogenicidade, com mortalidade larval de 100%.Este resultado está de acordo com o perfil protéico observado através do SDS- PAGE, onde puderam ser visualizados os fragmentos de peso molecular equivalente às frações BinA e BinB da toxina binária, responsável pela entomopatogenicidade da cepa. 20 Cardiomioplastia celular em pacientes portadores da Doença de Chagas crônica. BATEMARCO, B.*. Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio EPSJV/FIOCRUZ, RJ, Brasil. OBJETIVOS: Estudar a fisiopatologia da Doença de Chagas Humana, com ênfase nas manifestações clínicas e mecanismos imunológicos do organismo durante sua fase crônica cardíaca. Investigar os mecanismos moleculares e celulares que influenciam na proliferação, migração e diferenciação das células da medula-óssea em cardiomiócitos. Discutir, a partir das análises anteriores, as perspectivas e os futuros desafios da técnica de terapia celular. Avaliar a viabilidade da deste procedimento terapêutico como forma de regeneração do tecido cardíaco e possível tratamento dos pacientes chagásicos crônicos na rede de saúde pública. MÉTODOS E RESULTADOS: A partir de um embasamento teórico prévio, a metodologia deste trabalho consiste basicamente na análise de materiais teóricos acerca da patologia chagásica e do uso clínico das células-tronco, além da realização de comparações quantitativas dos resultados apresentados pelas experimentações relatadas em materiais publicados. CONCLUSÃO: A terapia celular apresenta um considerável potencial na regeneração do tecido cardíaco, lesado pela infecção com o parasita, o que acarretaria na melhora da função cardíaca, da qualidade de vida e no aumento da sobrevida dos pacientes. Até o presente momento, este procedimento se mostra exeqüível e seguro, o que pode consolidá-lo como alternativa no tratamento de pacientes chagásicos. 21 EMBRIOFETOTOXICIDADE E AGENTE TÓXICO. OLIVEIRA, B.*, Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, EPSJV/Fiocruz, RJ, Brasil. OBJETIVOS: Analisar em fêmeas Rattus rattus grávidas determinada droga (mantida sob sigilo), a fim de verificar o seu efeito embriofetotóxico experimentalmente; Identificar as alterações ósseas, quanto à formação do esqueleto, dos fetos expostos à droga durante o período embrionário; Analisar dimensionalmente órgãos pulmão, rim, coração, cérebro, baço após a cesárea dos fetos. Os valores usados como referência serão os do grupo de controle; Pretendese ao longo dessa pesquisa analisar a relação existente entre organismo e droga, com foco no período que a amostra foi exposta; MÉTODOS E RESULTADOS: Revisão de literatura disponível sobre embriofetotoxicidade; Experimentação em fêmeas prenhas de Rattus rattus que sofrerão exposição à uma droga, sendo usado como controle uma substância conhecidamente embriofetotóxica: a ciclofosfamida. A exposição se dará em um determinado dia da gestação, e será com doses acima das recomendadas para uso humano; Ainda há poucos estudos sobre a droga, então só será plausível apresentar possíveis resultados: Possível alteração no esqueleto do feto exposto a droga; Possível diferença na relação proporcional nos órgãos dos ratos expostos à droga, quando comparado ao grupo de controle; Número de filhotes por ninhada reduzido quando comparado ao grupo controle. CONCLUSÃO: Droga utilizada para exposição nos fetos pode ser considerada embriofetotóxica por determinadas alterações pontuais: Os fetos expostos à droga apresentaram malformação em seu desenvolvimento embrionário. O número de filhotes por ninhada foi menor. Fato analisado diante dos números apresentados nas ninhadas das fêmeas de controle. 22 PARASITOSES INTESTINAIS: LEVANTA- MENTO EPIDEMIOLÓGICO, CONHE- CIMENTOS, ATITUDES E PERCEPÇÃO DOS MORADORES DA COMUNIDADE DO AMORIM, MANGUINHOS, RJ. LIMA, D.S.*, PEREIRA, A.P.M.F., MORAES NETO, A.H.A., Laboratório de Ecoepidemiologia e Controle da Esquistossomose e Geohelmintoses, IOC, PROVOC FIOCRUZ, RJ, Brasil. OBJETIVOS: Realizar um programa para prevenção e controle das parasitoses intestinais na comunidade do Amorim, Manguinhos, RJ, localizada no entorno da FIOCRUZ, RJ, Jovem 19

20 O Jovem e a Ciência no Futuro visando melhorias na qualidade de vida de seus moradores. MÉTODOS E RESULTADOS: As residências pertencentes à Microárea 1 da comunidade do Amorim, conforme divisão adotada pelo Programa Saúde da Família / Escola Nacional de Saúde Publica (ENSP) que atua na área, foram cadastradas através de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), aplicação de questionário socioeconômico e sobre conhecimentos, atitudes e percepções (CAP) acerca das parasitoses intestinais (n=86). Paralelamente, foram realizados exames coproparasitológicos (método de Lutz, 1919) (n=127). A maioria das famílias cadastradas (67%) possui renda mensal de 2 a 4 salários mínimos; 36% dos indivíduos possuem ensino fundamental incompleto; 52% dos domicílios são abitados por 1 a 3 moradores e 89% utilizam para consumo, a água canalizada. Em relação ao questionário sobre CAP, 28% afirmaram que o ato de andar descalço e a falta de higiene são as principais fontes de infecção das parasitoses; 34% dos moradores não souberam dizer como os vermes conseguem entrar na pessoa; 53% afirmaram que o intestino é o habitat dos vermes no homem; 51% não souberam declarar quais são as vias de eliminação e locais de deposição dos parasitas; 49% afirmaram que os vermes sobrevivem fora do organismo humano e 60% disseram que eles morrem fora do organismo. Também, foram identificadas crenças populares enraizadas que são passadas de geração em geração, como: Se pega verme comendo doces. Apesar dos sujeitos da pesquisa expressarem conceitos corretos sobre conhecimentos e atitudes de alguns aspectos do ciclo evolutivo de parasitas intestinais, estes não mostravam relação com suas atitudes cotidianas. A prevalência foi de 30,7% e o parasito mais frequente foi o protozoário Entamoeba histolytica (7,9%), veiculado pela água contaminada. CONCLUSÃO: Estes dados são de fundamental importância para conhecermos a real situação das parasitoses intestinais na área. A análise das atitudes e dos fatores culturais (representações sociais) de uma comunidade é indispensável para que medidas preventivas sejam capazes de provocar mudanças comportamentais que auxiliam a prevenção das parasitoses intestinais. 23 CARACTERIZAÇÃO DOS METABOLITOS SECUNDÁRIOS DE PAECILOMYCES VARIOTTI E ASPERGILLUS FLAVUS. da Silva, D.G.A.*, da Costa, G.L., Laboratório de Taxonomia, Bioquímica e Bioprospecção de Fungos, IOC, PROVOC FIOCRUZ, RJ,Brasil. OBJETIVOS: O objetivo deste trabalho foi estudar a composição química de extratos brutos produzidos por uma linhagem de Paecilomyces variotti e uma de Aspergillus flavus, proveniente de inseto e solo, assim como avaliar a atividade biológica desses extratos frente a bactérias gram positiva e negativa. MÉTODOS E RESULTADOS: As linhagens foram submetidas a fermentações nos meios de cultura Batata dextrose liquido e batata dextrose Agar, por quatorze dias a temperatura controlada de 28ºC. Após esse período a cultura líquida foi filtrada, extraída com acetato de etila e concentrada em vácuo. A cultura sólida foi cortada e colocada em Erlenmeyer, adicionando sobre a cultura 400 ml de acetato de etila deixando em repouso por 48 horas, após esse período o material foi filtrado e rotaevaporado. Para avaliar o perfil químico, os extratos brutos foram submetidos a analise por CCD. Os extratos foram aplicados em cromatoplaca de sílica gel Merck e eluídos no sistema CHCl3:MeOH (95:5). A revelação das placas de CCD foi feita através de lâmpada UV 254nm e com reveladores universais e específicos para as seguintes classes: alcalóides, terpenos e flavonóides. A atividade dos extratos foi avaliada pela técnica de bioautografia, utilizando como organismos teste: Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa. Para avaliar o perfil químico cromatográfico, os extratos brutos foram submetidos a cromatografia em camada delgada com os seguintes eluentes: Hexano: Acetato 6:4 e Clorofórmio: Metanol 95:5, utilizando-se Sulfato Cérico e Godin como reveladores gerais de classes de compostos, além de Dragendorff, específico para alcalóides. Foi feita a análise preliminar da atividade antibacteriana dos extratos por bioautografia em CCD (screening) método Agar-overlay. Observamos uma variedade de compostos sendo mais significativa a presença de terpenos, hidrocarbonetos e fenóis. Nos estudos qualitativos da atividade antimicrobiana, através do método Agar overlay, foi observada uma atividade mais significativa do extrato bruto obtido na fermentação em meio BDA, estático, por 14 dias, frente a bactérias Gram positivas e Gram negativas. A análise quantitativa (Concentração Inibitória Mínima) foi realizada nos extratos de fermentação sólida, e nestes observou-se atividade frente à maioria das bactérias testadas, em concentrações até 7,8 µg/ml, exceto contra Klebisiella pneumoniae. CONCLUSÃO: O metabolismo secundário dos fungos é interessante devido à diversidade de classes químicas, provenientes de diferentes hospedeiros. Os fungos também são grandes produtores de substâncias com atividades biológicas úteis. Observamos que os extratos brutos de Paecilomyces variotti e Aspergillus flavus possuem atividades contra Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa. Há necessidade de dar continuidade aos estudos, visando o melhor conhecimento das classes químicas e das atividades biológica frente á outros microorganismos, com o intuito de obter novas substâncias bioativas. 24 OCORRÊNCIA DE MEMBROS DO GRUPO BACILLUS CEREUS SENSU LATO EM LEITE INTEGRAL E A AVALIAÇÃO DA CAPACI- DADE ENTEROTOXIGÊNICA DAS CEPAS ISOLADAS ATRAVÉS DO MULTIPLEX- PCR. Paiva, E.P.*, Chaves, J.Q., Cavados, C.F.G. Laboratório de Fisiologia Bacteriana, IOC, PROVOC - FIOCRUZ, RJ, Brasil. OBJETIVO: O presente estudo tem como objetivo determinar a ocorrência de membros do Grupo Bacillus cereus sensu lato em amostras de leite pasteurizado e UAT (ultraalta temperatura) disponíveis no mercado varejista do Estado do Rio de Janeiro, a fim de obter subsídios que permitam avaliar o risco potencial que esse produto alimentício pode apresentar devido à possibilidade de servir como veículo de disseminação de um microrganismo envolvido em casos de doenças de transmissão alimentar. MÉTODOS E RESULTADOS: Até o momento foram analisados 18 diferentes marcas de leite, com intuito de se investigar a presença de cepas do grupo B. cereus senso lato. Através de meio seletivo contendo lecitina, foram isoladas 48 cepas, sendo 17 da espécie B. cereus e 31 de B. thuringiensis, como também foram calculados o número de esporos/ml das amostras analisadas. A capacidade de germinação de esporos e a multiplicação das bactérias foram averiguadas após tratamento térmico (15min a 90 C) das amostras de leite, a seguir, permaneceram por 15min à temperatura ambiente e, então, foram acondicionadas sob refrigeração por 24h. Das 18 amostras, 10 (55,5%) mostraramse contaminadas por membros do grupo B. cereus depois de submetidas à fervura, sendo que 3 amostras apresentaram contagem do n de esporos maior que 10 UFC/mL. Já no plaqueamento direto sem termo-resistência somente uma amostra de leite apresentou nº de esporos superior a 10 UFC/mL. Os novos isolados foram submetidos às provas fenotípicas próprias para o estudo taxonômico de bactérias do Gênero Bacillus. Ao aplicar a técnica de SDS-PAGE, 8 cepas de B. thuringiensis apresentaram o mesmo perfil protéico do sorovar israelensis, sendo confirmados pelo bioensaio qualitativo, com toxicidade para larvas de Aedes aegypti e Culex quinquefasciatus. CONCLUSÃO: Até o momento, os dados evidenciaram a presença de membros do grupo B. cereus senso lato. em 99% das amostras de leite analisadas. Dessa forma, vale salientar que quanto pior a qualidade higiênico-sanitária, maior a chance de o leite veicular microorganismos patogênicos aos consumidores. 25 Biodiversidade em água não tratada. Santos, F.S.*, Bento, S.F.V, Silva, F.L.C., Victorino, L.C. Espaço Biodescoberta, Museu da Vida, COC, PROVOC FIOCRUZ, RJ, Brasil. OBJETIVOS: O projeto teve o objetivo de estudar, observar e registrar a biodiversidade encontrada em amostras de água não tratada. MÉTODOS E RESULTADOS: Primeiramente a metodologia usada foi de natureza bibliográfica com base em 20

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