RECURSOS MULTIMÉDIA NO APOIO AO ENSINO À DISTÂNCIA

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1 Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro RECURSOS MULTIMÉDIA NO APOIO AO ENSINO À DISTÂNCIA VANESSA FILIPA LOPES ALVES

2 Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro RECURSOS MULTIMÉDIA NO APOIO AO ENSINO À DISTÂNCIA Dissertação submetida à Universidade de Trás- -os-montes e Alto Douro para satisfação parcial dos requisitos de grau de Mestre em Comunicação e Multimédia Orientador: Prof. Dr. Pedro Miguel Mestre Alves Silva Co-orientador: orientador: Prof. Dr. Carlos Manuel José Alves Serôdio VANESSA FILIPA LOPES ALVES

3 A todos aqueles que sempre me ajudaram e me apoiaram

4 Agradecimentos Não podia começar esta lista de agradecimentos sem mencionar os meus pais que sempre me apoiaram em todos os momentos da minha vida. Estiveram sempre presentes para me dar força e me aconselhar. Obrigada aos dois por me terem educado e permitido estar aqui. Obrigada por terem feito com que me tornasse a pessoa que sou hoje. Orgulho-me muito dos pais que tenho. Obrigada mãezinha por todo o carinho que me dás e pela sabedoria que me transmites. Para mim és o modelo de uma grande mulher. Quero também agradecer ao Nuno, uma pessoa muito especial para mim. Obrigada pelo carinho e amor que me dás nos momentos mais difíceis. Obrigada pela força que me transmites sempre que penso que não vou conseguir. Por tudo que és, por tudo que me dás, pela forma que me tratas, obrigada Amor. Não posso esquecer a grande pessoa que me orientou e ajudou na elaboração desta dissertação e sem o qual esta não seria possível, o professor doutor Pedro Mestre que se demonstrou incansável e me ajudou incondicionalmente. Obrigada. Ao David, o meu afilhado lindo que tanto amo, à Nádia e aos meus tios que estiveram sempre presentes ao longo do meu crescimento e que continuam a estar presentes sempre que preciso. Obrigada a todos.

5 Resumo As várias tecnologias de comunicação e as ferramentas multimédia que possuímos hoje em dia levam a nossa sociedade a deparar-se perante um novo mundo e uma nova realidade: o ensino à distância. Ao longo desta dissertação, vai familiarizar-se com alguns recursos multimédia que têm como principal função o apoio ao ensino à distância e irão surgir-lhe alguns conceitos tais como as plataformas Web que se apresentam sob a forma de sites que se destinam exclusivamente ao ensino e que detêm toda a informação de que um formando necessita para complementar a aquisição dos seus conhecimentos. Irá também ficar a conhecer a dimensão extraordinária dos mundos 3D que nos permitem teletransportar para um mundo virtual ou se preferirem para uma realidade paralela e assim realizar uma serie de actividades. Para além de todo o trabalho de pesquisa, pretendeu-se tentar criar e implementar um sistema que nos permitia realizar uma sessão de ensino à distância, usando para tal uma série de recursos tecnológicos livres. Este sistema faz-se acompanhar por uma plataforma Web que o complementava com os seus diferentes recursos formativos. Os testes identificaram-se como o ponto culminante deste trabalho, pois esclareceram-nos relativamente à fiabilidade desta nova forma de ensinar e à sua relevância no quotidiano. Palavras-chave: Ensino à distância, tecnologias de comunicação, ferramentas multimédia, mundos 3D, plataformas Web.

6 Abstract The growth and development of Information Communication Technologies (ICTs) as well as multimedia tools have led the society to a new world and a brand new reality: Remote teaching. This study aims to get you familiarized with several multimedia resources whose main purpose is to support remote teaching. Some concepts like web platforms, which are introduced as web sites designed exclusively to education, are analized among others. These platforms hold all the information that a trainee needs to accomplish his knowledge. The amazing world of 3D environments will be presented; these virtual world allows us to travel to a new dimension and to achieve several tasks. Apart from the reaserch, we managed to create and implement a system that holds an remote teaching session on using free techological resources. This system is accompanied by a Web platform that complements it with its different training resources. Furthermore, the tests naturally assumed a primary role, for they enlightened us to the reliability of this new teaching method and its relevance. Keywords: Remote teaching, Communication Technologies, multimedia tools, 3D environments, web platforms.

7 Résumé Les différentes Technologies de communication et les outils multimédia que nous possédons de nos jours ont conduit notre société à se confronter avec un nouveau monde e une nouvelle réalité: «l enseignement à distance». Au long de ce document de recherche, vous allez vous familiariser avec quelques recours multimédia qui ont comme principal fonction l appui à l éducation à distance et il va vous surgir quelques concepts tels comme les plateformes web qui se présentent sous la forme de sites qui se destinent exclusivement à l enseignement et qui détiennent toute l information qu un étudiant nécessite pour complémenter l acquisition de ses connaissements. Vous allez aussi connaître la dimension extraordinaire des mondes 3D qui permettent nous télé-transporter pour un monde virtuel ou si vous préférez pour une réalité parallèle et ainsi réaliser une série d activités. En outre de tout un travail d investigation, on a voulu aller plus loin en essayent de créer et implémenter un système qui nous permisse réaliser une session d enseignement à distance, utilisant pour cela une série de recours technologiques gratuits. Ce système s est fait accompagner d une plateforme web qui le complémentait avec ses différents matériaux formatifs. Les tests se sont présentés comme le point culminant de ce travail, puisqu ils nous ont clarifié relativement à la fiabilité de cette nouvelle forme «d enseigner» et sa relevance dans notre quotidien. Mots-clés : Enseignement à distance, technologies de communication, outils multimédia, mondes 3D, plateformes web.

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9 Índice Capítulo 1 Introdução Introdução Motivação Organização... 4 Capítulo 2 - O ensino à Distância Conceitos de Ensino à Distância Modelos de Ensino à Distância Referência Histórica A Tele-escola A Universidade Aberta Capítulo 3 - A Tecnologia e o Ensino à Distância Plataformas Web no Apoio ao Ensino à Distância Vídeo/Áudio Conferência VoIP (Voice over Internet Protocol - VoIP) SIP (Session Initiation Protocol) O Asterisk Novos Conceitos: Os Mundo 3D SecondLife Projecto Wonderland da SUN Microsystems: Vantagens / Desvantagens das Salas Virtuais Capítulo 4 - Concepção e Implementação Arquitectura Central telefónica utilizada Teste de Aplicações para Voz e Vídeo Aplicações com suporte de Voz Aplicações com suporte de Voz e Vídeo i

10 4.3.3 Outros Vantagens do X-lite face aos restantes programas Videoconferência Videoconferência ponto-a-ponto Videoconferência multiponto Teste em mundos 3D Construção de um portal de apoio O Portal (Joomla) Disponibilização de uma disciplina no Moodle Disponibilização de Vídeo Capítulo 5 - Análise de Resultados º Teste º Teste Inquérito aos alunos º Teste º Teste º Teste Conclusões Perspectivas de Trabalho Futuro Bibliografia Anexos X-lite Manual de Instalação e Configuração Inquérito do Teste Inquérito do teste Inquérito do Teste Criar uma disciplina no Moodle Inserir Conteúdos didácticos numa disciplina no Moodle ii

11 Índice de Imagens FIGURA 1 - AS QUATRO GERAÇÕES DO ENSINO À DISTÂNCIA [1]... 3 FIGURA 2 - MODELO DE ENSINO, ADAPTADO [2]... 8 FIGURA 3 - PROCESSO DE ENSINO... 8 FIGURA 4 - EXEMPLO DE VIDEOCONFERÊNCIA (1) FIGURA 5 - MODELO DE ENSINO À DISTÂNCIA [12] FIGURA 6 - MODELO DE ENSINO À DISTÂNCIA [6] FIGURA 7 - SISTEMA DE ENSINO À DISTÂNCIA [8] FIGURA 8 - REQUISITOS DE UM SISTEMA DE ENSINO À DISTÂNCIA [13] FIGURA 9 - TELEVISÃO EDUCATIVA [14] FIGURA 10 - PROFESSOR GRAVA EMISSÃO [14] FIGURA 11 - UMA ALUNA ASSISTE ÀS AULAS A PARTIR DE CASA [14] FIGURA 12 - SITE DA UNIVERSIDADE ABERTA [15] FIGURA 13 UAB - TRANSMISSÃO DE UMA AULA DE SOCIEDADE E CULTURA PORTUGUESA II 23 FIGURA 14 - MOODLE DA UTAD FIGURA 15 - SIDE, PÁGINA DOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÕES E MESTRADOS FIGURA 16 - PÁGINA DAS UNIDADES CURRICULARES DO MESTRADO EM CM FIGURA 17 - HORÁRIO DO 2º ANO DE UM CURSO DE MESTRADO FIGURA 18 - MODELO CLIENTE/SERVIDOR FIGURA 19 - UMA VISÃO GERAL DO FUNCIONAMENTO DO SISTEMA VOIP [17] FIGURA 20 - MODELO DE INTERACÇÃO DO SIP [18] FIGURA 21 - VISTA DA ILHA UTAD NO SL FIGURA 22 - RABELO COM UM DOS PROJECTOS REALIZADOS PELOS ALUNOS iii

12 FIGURA 24 - VISTA DO MPK FIGURA 25 - CONTEÚDOS DISPONIBILIZADOS NUMA DAS SALAS DO MPK FIGURA 26 - PLATAFORMA DE APOIO AO ENSINO NO MPK FIGURA 27 - SECONDLIFE VS MPK20 (SUN) FIGURA 28 - SALA DE REUNIÃO DO MPK FIGURA 29 - A ÁREA DE INTERVENÇÃO - MODELO ADAPTADO [13] FIGURA 30 - PLATAFORMA DESENVOLVIDA FIGURA 31 - PLATAFORMA TRIXBOX FIGURA 32 - CONFIGURAÇÃO DE UMA CONFERÊNCIA UTILIZANDO O TRIXBOX FIGURA 33 - INTERFACE SJPHONE FIGURA 34 - INTERFACE DO EXPRESS TALK FIGURA 35 - INTERFACE DO EKIGA FIGURA 36 - INTERFACE X-LITE FIGURA 37 - INTERFACE DO WINGIZMO FIGURA 38 - INTERFACE DO MARRATECH FIGURA 39 - INTERFACE DO ÁUDIO/VÍDEO CONFERENCE FIGURA 40 - INTERFACE DO IVISIT FIGURA 41 - INTERFACE DO VIDPHONE FIGURA 42 - INTERFACE DO CLOSEDTALK FIGURA 43 - INTERFACE DO DWIKO FIGURA 44 - INTERFACE DO ZOOMCALL FIGURA 45 - TABELA DE COMPARAÇÃO DOS SOFTWARES LIVRES COM SUPORTE SIP FIGURA 46 - POWERPOINT PROJECTADO NUMA DAS PAREDES DO MPK FIGURA 47 - REQUISITOS DAS PLATAFORMAS SECONDLIFE E MPK FIGURA 48 - TEMPLATE ESCOLHIDO FIGURA 49 ALTERAÇÃO DA IMAGEM DE FUNDO I iv

13 FIGURA 50 - MENUS E CONTEÚDO ALTERADO FIGURA 51 - MENU DO PORTAL FIGURA 52 - LOGIN FIGURA 53 - DOWNLOAD DE MATÉRIA DE REDES DE COMPUTADORES FIGURA 54 - INSERIR UMA DISCIPLINA NO MOODLE FIGURA 55 - ESQUEMA DO CENÁRIO DE TESTES FIGURA 56 CONTROLO REMOTO DE UM COMPUTADOR FIGURA 57 - CENÁRIO DO TESTE FIGURA 58 - APRESENTAÇÃO DE UM TRABALHO VIA VIDEOCONFERÊNCIA FIGURA 59 - CENÁRIO DO TESTE FIGURA 60 CONFIGURAÇÃO DO TIGHTVNC FIGURA 61 COMPUTADOR A CONTROLAR A APRESENTAÇÃO FIGURA 62 - ÁREA DE DOWNLOADS DA DISCIPLINA "REDES DE COMPUTADORES" FIGURA 63 - ALUNOS A ACEDEREM AO PORTAL FIGURA 64 ALUNA A PERCORRER O PORTAL FIGURA 65 ALUNOS A DESCARREGAREM O DOCUMENTO COM A MATÉRIA DA AULA FIGURA 66 - PDF DA DISCIPLINA STORYTELLING v

14 Capítulo 1 Introdução 1.1 Introdução A educação detém um papel fundamental no bom crescimento de qualquer ser humano. Até aos nossos dias, o papel da escola tradicional e da família era suficiente para responder às necessidades de qualquer um. O avanço das tecnologias alterou significativamente os paradigmas da educação. Mesmo em casa, as crianças já não se deparam apenas perante a educação dos pais, mas estão abertos a um Mundo de conhecimentos através do uso de diferentes meios, tais como os chats, o que permitem uma maior interacção entre as pessoas, que lhes são disponibilizados, por exemplo, com a Internet. Consoante as tecnologias se foram desenvolvendo, também o Ensino à distância se alterou e desenvolveu. 1

15 Considera-se assim que o Ensino à Distância, devido ao desenvolvimento das tecnologias, passou por quatro fases distintas [1]. A primeira geração tecnológica tem a ver com o surgimento do Ensino à Distância. Esta caracteriza-se essencialmente pelo facto de se recorrer quase exclusivamente ao texto para a apresentação dos conteúdos didácticos e à correspondência postal que era feita essencialmente pelo professor ou pela instituição de ensino. Aqui, a interacção entre os alunos e entre alunos/professores era quase nula, uma vez que o tempo de resposta era muito demorado. Esta primeira fase designa o Ensino à Distância como Ensino por Correspondência. A segunda geração caracteriza-se pelo recurso a vários e diferentes medias tais como o texto, o som, a imagem estática e vídeo para a apresentação dos conteúdos educacionais. Aqui, as aulas eram transmitidas pela rádio e pela televisão [caso português da telescola). A comunicação entre o professor e o aluno faz-se essencialmente através do telefone e é mais frequente do que na primeira geração. Este tipo de Ensino à Distância designa-se por Teleeducação. A terceira geração tecnológica baseava-se essencialmente no uso de recursos multimédia e interactivos, ou seja, recorre-se a vários media, mas em suporte digital, como por exemplo, os CD-ROMs. Neste caso, a comunicação entre o professor e o aluno e aluno/aluno faz-se de uma forma mais rápida devido ao uso do e dos fóruns de discussão. Esta terceira fase designa-se por Geração Multimédia. Por fim, surgiu a quarta geração tecnológica que está associada, por exemplo, ao e-learning. Esta deve-se essencialmente ao facto dos conteúdos didácticos serem representados através do uso de redes de computadores. Aqui, os conteúdos multimédia já não são estáticos, tal como acontecia na geração anterior, podendo estes ser alterados e/ou reconstruídos em ambientes colaborativos. A comunicação entre os alunos e os professores é intensa, 2

16 surgindo o conceito de aprendizagem colaborativa. O facto dos professores e alunos poderem comunicar intensamente e frequentemente é uma característica relevante nesta geração, figura 1. Figura 1 - As quatro gerações do Ensino à Distância [1] 1.2 Motivação As ferramentas multimédia disponíveis, em conjunto com as tecnologias de comunicação permitem a obtenção de sistemas de ensino complementares aos tradicionais. É assim possível implementar sistemas interactivos que permitam aos formandos dispersados por uma grande área geográfica ou dentro de uma 3

17 sala de aulas, aceder a conteúdos tais como tutoriais, aulas, demonstrações, sessões de esclarecimentos, experiências ao vivo, entre muitas outras, isto com o intuito de complementar a sua formação. Esta dissertação tem como principal objectivo estudar a implementação de uma plataforma para o suporte de uma estrutura e-learning, na qual apenas seriam utilizadas ferramentas livres e protocolos abertos. Foi ainda implementado um portal com base num CMS (Content Management System), que contém todas as ferramentas e serviços necessários para possibilitar a distribuição, pelos clientes, de todos os conteúdos multimédia, como por exemplo, tutoriais, aulas em diferido ou em directo assim como conferências. Esclarece-se a cerca do recurso multimédia de vídeo que se pode apresentar sob a forma de voz mais vídeo e necessita de um suporte VoIP (Voice over Internet Protocolo). O VoIP é uma tecnologia que permite ao utilizador efectuar chamadas através de uma rede, como por exemplo a internet Fala-se ainda da realidade e do impacto dos mundos 3D e das salas virtuais no nosso quotidiano. Analisaram-se ainda os modelos apresentados por alguns autores, tais como Arnaldo Santos, Carlos Vaz de Carvalho e Solange Coelho, identificando-se desta forma os requisitos de cada um para o bom funcionamento de um sistema de ensino à distância. 1.3 Organização A dissertação constitui-se por cinco capítulos distintos, sendo estes: O presente capítulo faz uma introdução ao trabalho apresentado nesta dissertação e uma descrição geral do seu conteúdo. 4

18 O Capítulo II, O Ensino à Distância, refere o tipo de ensino de uma forma geral, focando-se ainda os diferentes paradigmas do ensino. Neste estão inseridos, alguns conceitos inerentes do termo ensino à distância, os diferentes modelos propostos por alguns autores, nos quais estes descrevem os recursos essenciais para o bom funcionamento de um sistema com tal relevância como este. Faz-se ainda uma referência histórica, na qual se refere o caso Português da Telescola e o exemplo da Universidade Aberta (UAb). No Capítulo III, A Tecnologia e o Ensino à Distância, refere-se essencialmente às várias tecnologias que podem ser utilizadas no apoio ao ensino e apresenta-se os exemplos das plataformas Moodle e SIDE, descrevese a importância do uso dos protocolos SIP (Session Initiation Protocol) e o VOIP (Voice over Internet Protocol) no estabelecimento de uma videoconferência, invoca-se ainda a central telefónica Asterisk, na qual está baseada a nossa central telefónica. Neste capítulo surgem ainda novos conceitos relacionados com mundos 3D, tal como o SecondLife que não foi pensado desde início para o ensino à distância e O MPK20 (Projecto Wonderland) da Sun que, ao contrário do SecondLife, foi desde sempre pensado para colaboração à distância. Referem-se os requisitos mínimos necessários para o bom funcionamento dos dois mundos virtuais. Analisam-se ainda as diferentes vantagens e desvantagens das salas virtuais. O Capítulo IV, Concepção e Implementação, consiste na concepção do presente trabalho. Nesta parte, identifica-se qual a área de intervenção, segundo os modelos apresentados no capítulo II. Apresenta-se o que foi desenvolvido, o que se pode oferecer e o que se testou, tal como os suportes de voz e vídeo, podendo este apresentar-se sob a forma de diferido ou directo (videoconferência), os testes feitos aos diferentes mundos 3D. Apresenta-se uma descrição genérica sobre o CMS desenvolvido recorrendo à plataforma Joomla. Relativamente ao último capítulo, o Capítulo V, este apresenta a análise de resultados, as nossas conclusões e as perspectivas de trabalho futuro. 5

19 A dissertação conta ainda com uma área de Anexos, onde consta a documentação suplementar ao nosso trabalho, tal como por exemplo, o manual de instalação e configuração do software livre X-Lite, fornecido aos formandos, os inquéritos distribuídos pelos alunos ao longo dos testes realizados e o manual de criação de uma disciplina no Moodle. 6

20 Capítulo 2 - O ensino à Distância Antes de se falar em Ensino à Distância é essencial perceber no que consiste o acto de Aprender / Estudar. O Estudar e Aprender não provém única e exclusivamente da escola e dos professores, mas sim da sociedade que nos rodeia. Estudar consiste em aprender pouco a pouco, usando para tal a prática através das experiências e lições e através da comunicação que se tem com outras pessoas, adquirindo as experiências das mesmas [2]. Estudar consiste ainda em receber, por parte do professor (escola) e família (casa) toda a teoria necessária para a vida prática. Surgiu assim o ambiente colaborativo, figura 2. 7

21 Figura 2 - Modelo de Ensino, adaptado [2] Desde sempre que os estudantes tiveram uma educação e um tipo de ensino colaborativo. Nas escolas, interagem com os professores, partilhando ideias e conhecimentos. Em casa, em família, falam e aprendem os significados da vida e na sociedade deparam-se perante vivências e crenças, Pode assim dizer-se que não se aprende sozinho, aprende-se comunicando, não só com os professores e com a família, mas também com a comunidade que nos rodeia, figura 3. Figura 3 - Processo de Ensino 8

22 Desde sempre, os seres humanos se preocuparam em comunicar uns com os outros, tendo esse meio sofrido muitas transformações e evoluções ao longo dos tempos. Tornou-se necessário vencer a barreira que separava os homens, o que foi possível graças à tecnologia. As tecnologias foram evoluindo e com elas, aumentou a distância e a quantidade de informação que se pretendia comunicar [3]. A vontade de ir mais longe era cada vez maior e a ajuda da tecnologia acompanhou o seu ritmo. O simples termo de comunicar já não nos satisfazia o homem e era preciso mais e melhor, maior proximidade, maior realismo, maior quantidade e qualidade de informação a transmitir. A solução era sem dúvida poder transmitir no virtual o que se passa na realidade, ao vivo e a cores como se costuma dizer, ouvir a informação não chegava, era agora necessário poder visualiza-la. O sistema visual é considerado pela maior parte dos especialistas como sendo o mais sofisticado e tendo uma surpreendente capacidade de selecção de imagens. Parte do nosso cérebro dedica-se ao nosso sistema visual [3] [4]. O rosto humano é por ventura a maior fonte de informação que existe. Por exemplo, quando falamos cara-a-cara com alguém, obtemos mais informação através dos seus gestos faciais e atitudes de que propriamente das suas palavras. Segundo Guillermo Fragello [4], quando comunicamos com alguém face a face, apenas 7% daquilo que comunicamos é transmitido pelas palavras, 38% de como estas são ditas e os 55% restantes correspondem a sinais visuais. O grande problema que surgiu é que com a evolução, ficou cada vez mais difícil estabelecer uma comunicação cara a cara, a população tornou-se mais distante e assumiu novas necessidades, o dia-a-dia passou a ser uma correria e as reuniões físicas tornaram-se praticamente impraticáveis. As deslocações são dispendiosas e conduzem a um grande consumo de tempo. Tal como diz o povo português, o tempo é dinheiro. O telefone, o fax, o 9

23 rapidamente se tornaram impotentes perante tal situação, surgindo assim um novo conceito: Videoconferência. A videoconferência responde assim às necessidades de comunicação humanas, permitindo transmitir, de uma forma bidireccional, informação, não só sonora, mas também visual entre pólos separados pela distância, reduzindo-se os custos e aumentando-se a qualidade. Desta forma, a videoconferência pode ser vista como das maiores descobertas a nível das tecnologias e comunicações [3]. A videoconferência pode, assim, ser feita através de uma discussão em grupo ou pessoa-a-pessoa, na qual os intervenientes se encontram em locais geograficamente diferentes, podendo ver-se e ouvir-se mutuamente, como se estivessem fisicamente juntos. Este sistema possibilita também o trabalho cooperativo/colaborativo através da partilha de informação sem necessidade de qualquer tipo de movimentação geográfica [2]. Graças a todas estas vantagens, a videoconferência tornou-se indispensável no âmbito empresarial, aplicações médicas, entre outros, mas também educacional. São cada vez mais as crianças que não podendo deslocar-se à escola por qualquer motivo, de saúde necessitam de recorrer ao sistema de videoconferência, tendo assim o tão referido ensino à distância. Com o evoluir dos tempos, das tecnologias e das consequentes necessidades, será cada vez mais, exigida a possibilidade dos pais ficarem tranquilamente em casa ou no trabalho enquanto os seus filhos assistem a uma aula de música ou de inglês nos seus quartos, em vez de terem de se deslocar à escola [5]. Foi no século XVIII que surgiu o Ensino à Distância, mas apenas a partir do século XX é que este se tornou mais consistente com a utilização da rádio e da televisão e mais tarde com o computador. A grande finalidade deste tipo de ensino é o facto do aluno e do professor se encontrarem em locais diferentes, o 10

24 que não lhes impede o acesso à informação, podendo esta ser distribuída por um grande número de pessoas simultaneamente [6] [7]. Os conteúdos curriculares são importantíssimos no conceito de ensino à distância, uma vez que são eles que vão servir de apoio aos formandos e é a qualidade dos mesmos que poderá motivar ou não os alunos, assumindo assim um papel fundamental na aprendizagem. Estes materiais didácticos costumam ser apresentados num sistema sob a forma de texto, áudio, vídeo, videoconferência ou digital (informático) [3] [8]. Segundo Elisabete Vidal, apesar da grande evolução tecnológica na área da transmissão da informação digital, o texto mantém-se um formato muito apreciado por todos e a predominância do suporte papel na transmissão de informação tende em resistir a tanta evolução. No ensino à distância, este tipo de suporte tem de ser muito acessível a nível de escrita e de fácil compreensão, uma vez que não haverá a presença do formador para explicar a complexidade dos documentos [8]. A grande vantagem deste suporte é o facto de se manter relativamente barato em comparação com outros meios tecnológicos, no entanto, se houver necessidade de actualizar um documento escrito em papel, tal actividade acarreta elevados custos na impressão do mesmo, sem falar do tempo gasto no processo de rectificação. O vídeo, por si só, não engloba a informação base da aprendizagem, apenas é visto como um complemento a outros meios, sendo estes escritos, visuais ou orais. A vantagem deste suporte é o facto do formando poder visualizar a sua aula as vezes que quiser e sempre que desejar. O grande inconveniente é que para garantir este meio de informação, é necessária uma tecnologia relativamente avançada assim como pessoal especializado, o que leva a elevados custos monetários. O áudio pode estar apresentado sob a forma de telefone, rádio e audioconferência e é essencialmente utilizado no estudo de línguas 11

25 estrangeiras, música. É de fácil utilização e tem a vantagem de deter uma grande adaptabilidade com outros média. A isto opõe-se o facto de uma transmissão vocal ser muito impessoal, não existindo qualquer tipo de contacto visual com o outro lado. Relativamente ao suporte digital, este ainda não está ao alcance de toda a população, uma vez que nem todos detêm os conhecimentos necessários para lidar com um computador, o que leva a que este meio tenha um público-alvo relativamente restrito, o que pode ser visto como um inconveniente. Por um lado, o computador permite-nos um aumento evidente no acesso à informação e permitem o contacto entre pessoas, estejam estas em qualquer sítio do mundo, mas por outro, a constante evolução destes sistemas implica que formadores e formandos se mantenham actualizados de forma a conseguirem acompanhar a evolução o que os conduz a elevados custos na aquisição deste tipo de tecnologias o que se torna uma grande barreira [8]. A videoconferência é mais um meio de suporte ao ensino à distância, permitindo o contacto visual e sonoro entre as duas partes, o formador e o formando. Para que a videoconferência se torne mais eficaz, esta necessita de alguma tecnologia, tal como câmaras, televisões, microfones, computadores, linha telefónica digital e/ou acesso à Internet. A grande vantagem deste meio é o facto de permitir um contacto visual em tempo real entre o formador e o seu formando. A grande desvantagem é o facto de ainda ser pouco conhecido, apesar de possuir um grande desenvolvimento proprietário [9], figura 4. 12

26 Figura 4 - Exemplo de Videoconferência [1] 2.1 Conceitos de Ensino à Distância Ao longo deste documento, refere-se várias vezes os termos Ensino à Distância e e-learning, sem que no entanto, se entendam os respectivos significados. Considerou-se importante clarificar o que realmente estes conceitos significam e em que âmbito podem ser utilizados, sendo estes geralmente utilizados de uma forma quase inconsciente para representar uma mesma situação sem que estes sejam propriamente sinónimos uns dos outros. A educação à distância caracteriza-se essencialmente pela separação entre o professor e os formandos, característica esta que se opõe claramente ao ensino presencial. A este conceito associam-se ainda as tecnologias de comunicação, os meios multimédia utilizadas neste tipo de ensino, factor este que o tem levado a um grande desenvolvimento perante as instituições de ensino superior, pois, são os estudantes universitários que mais se interessam e necessitam deste tipo de ensino devido às actividades profissionais ou não por estes desenvolvidas. Esta modalidade de ensino serve de alternativa ou complemento ao ensino presencial. É importante ainda referir que este conceito supõe a necessidade de uma comunicação bidireccional entre os vários 13

27 intervenientes neste processo de ensino e aprendizagem, o que apenas é possível pela utilização de meios de comunicação eficazes. Por sua vez, o e-learning pode ser visto como um conjunto de tecnologias e estratégias que permitem disponibilizar, partilhar e utilizar recursos e a comunicação entre vários membros de uma comunidade de ensino, mas sempre com a referência à componente tecnológica. Pode assim dizer-se que o e-learning assenta na utilização de tecnologias de comunicação síncrona e assíncrona, mas sempre baseadas na Internet, de forma a que o aluno possa adquirir novos conhecimentos ou reforçar os que já tem, sem contudo necessitar da presença física de um professor. O uso das novas tecnologias veio revolucionar o mundo do ensino, sobretudo a forma como se pode aprender à distância, o que levou o e-learning, estes últimos anos a identificar-se cada vez mais. Todos os dias somos influenciados pela televisão, pela publicidade, pela Internet a adoptar esta forma de ensino com recurso às novas tecnologias, à distância e de uma forma individualizada. [11]. 2.2 Modelos de Ensino à Distância Para uma melhor compreensão dos requisitos exigidos por um sistema tão complexo como o do Ensino à Distância, vão ser apresentados aqui alguns modelos, tais como os vários componentes estratégicos do ensino à distância, tendo estes sido invocados pelos autores que se seguem. Segundo Arnaldo Santos, existem 5 componentes estratégicos e essenciais adequados a cada modelo de Ensino à Distância, sendo estes [12], figura 5: os materiais e conteúdos com qualidade científica e adequados à auto-aprendizagem; 14

28 os professores e formadores; os sistemas de interacção adequados à população e aos objectivos de aprendizagem; as tecnologias; os sistemas de avaliação. Figura 5 - Modelo de Ensino à Distância [12] Carlos Vaz de Carvalho [6], considera que o ensino e a aprendizagem são processos planeados que ocorrem em tempos diferentes que exigem muita capacidade, do professor e do aluno, em conceber, estruturar e gerir os conteúdos e as actividades da formação, tais como os objectivos de aprendizagem, a tecnologia utilizada, definindo-se assim um trajecto de aprendizagem relevante. Desta forma, os componentes essenciais ao e- learning são os seguintes, figura 6. Figura 6 - Modelo de Ensino à Distância [6] 15

29 Segundo este autor, para uma boa aprendizagem, o modelo de Ensino à distância deve englobar o acesso a tutoriais, todo o tipo de conteúdos, um processo linear com conteúdos e testes de avaliações, uma comunicação síncrona ou assíncrona que retrata o sistema real do professor ou formador, um ambiente de ensino distribuído e um sistema que permita o acesso no mesmo espaço a várias ferramentas. Alguns autores defendem que um sistema de Ensino à Distância necessita de um formando, um formador e os suportes ao sistema que se dividem em suportes técnicos e suportes técnicos didácticos, figura 7. Figura 7 - Sistema de Ensino à Distância [8] Para estes, o Formando é o elemento mais importante do sistema de ensino à distância, uma vez que é para ele que este faz sentido. Considera-se que todo o tipo de formandos que recorrem ao e-learning, o fazem essencialmente porque, na maioria, são estudantes com outras actividades para além dos estudos e vêm a educação como sendo secundária, não residem todos na mesma zona habitacional, são de diferentes idades e têm interesses intelectuais diferentes. 16

30 O ensino à distância pode ser muito positivo, mas para isso, é necessário que este esteja muito bem pensado e implementado de forma a que o estudante tenha uma formação exemplar. Torna-se também importante referir que o formando deve ter um perfeito conhecimento daquilo que pretende, porque só assim, ele poderá estar motivado e determinado a prosseguir com a sua aprendizagem, pois neste tipo de ensino, a formação não depende do formador que apenas tem como função orientar o aluno, mas da capacidade de trabalho do formando que tem de encaminhar o seu trabalho pelo caminho da individualidade e participar mais no percurso da sua educação [8]. Relativamente ao papel do Formador, este tem de deter um conhecimento muito profundo do sistema de Ensino à Distância por ele utilizado, uma vez que vai necessitar de mais meios e técnicas de ensino em relação às que está geralmente habituado. O quadro, o giz, os documentos impressos assim como as apresentações digitais vão estar acompanhadas das mais diversificadas e avançadas tecnologias. O Formador assume, neste caso, o papel de uma interface entre o formando e o conhecimento. Já não chega o facto do formador falar e se fazer ouvir pelo formando, compete-lhe sim, orientá-lo pelo caminho de uma boa aprendizagem. Este modelo refere ainda a existência de suportes de apoio, podendo estes ter a ver com a disponibilização de materiais didácticos, registo de docentes e alunos, gestão de recursos técnicos, entre muitas outras coisas. Estes suportes são a base para o bom funcionamento de um sistema de ensino à distância eficiente. Segundo Solange Coelho de Azevedo [13], tal como nos mostra a figura que se segue: 17

31 Figura 8 - Requisitos de um Sistema de Ensino à Distância [13] enquanto que no ensino presencial, o bom funcionamento de um curso dependia exclusivamente dos professores, das salas de aula, dos materiais didácticos e de alguns laboratórios para as aulas práticas, no Ensino à Distância, são necessários vários recursos para a aprendizagem, podendo estes ser utilizados isoladamente ou não. 18

32 2.3 Referência Histórica A Tele-escola A situação de Portugal no século XIX, no que diz respeito à educação, não era famosa. A ditadura ditava as suas regras e a população analfabeta não parava de aumentar. Foi então em 1965 que a telescola começou a ser emitida nos estúdios do Monte da Virgem em Gaia. Introduziu-se no sistema de ensino português uma nova tecnologia: a televisão. As aulas funcionavam num sistema de mono docência apoiado por emissões televisivas. Mais tarde estas aulas em directo foram substituídas por cassetes de vídeo pré-gravadas. Já nesta altura, se falava em ensino à distância em que os alunos começaram então a assistir às aulas de dois professores, um no ecrã da televisão e outro na própria sala de aula, figura 9. Figura 9 - Televisão Educativa [14] A RTP (Rádio Televisão Portuguesa) e o Ministério da Educação Nacional decidiram apostar na educação nacional e responder à falta instrução no país, 19

33 instalando televisores não só nas escolas mas também nos locais de trabalho dos portugueses, tal como em fábricas, entre outros locais. Figura 10 - Professor grava emissão [14] Através da televisão, estudantes e trabalhadores assistiam a aulas de Português, História, Francês, Ciências Naturais, Matemática, Desenho, Religião e Moral, Educação Física, entre outras, figura 11. Figura 11 - Uma aluna assiste às aulas a partir de casa [14] Já nessa altura, a transmissão deste tipo de aulas exigia um trabalho de colaboração entre professores e equipa técnica da RTP. Estes tinham um trabalho colaborativo, trocando impressões de forma a que os alunos usufruíssem de aulas esclarecedoras [14]. 20

34 É importante evidenciar que não se deve confundir o conceito de telescola com o ensino â distância, uma vez que no primeiro, os alunos continuavam a ter um ensino presencial em que o aluno está sujeito à presença numa sala de aula e a um horário. Pelo contrário, no segundo conceito, os alunos encontram-se, tal como o nome indica: Ensino à Distância, distantes da sala de aula. A única comparação que se poderá fazer é o facto de ambas utilizarem materiais didácticos mediatizados A Universidade Aberta A Universidade Aberta (UAb) é uma instituição pública de ensino superior a distância. Esta tem como principal função formar estudantes que, por várias razões, não seguiram anteriormente estudos universitários. Desde 1988 que a Universidade Aberta teima em orientar-se para a educação de massas populacionais dispersas geograficamente. Tem assim respondido com novas oportunidades de formação a nível superior em 24 países. Pioneira em Portugal, a Universidade Aberta tem-se preocupado em promover o ensino superior à distância, promovendo assim a expansão da língua e cultura portuguesa assim como a formação superior dos habitantes das comunidades lusófonas. A UAb tem desenvolvido actividades de investigação através da utilização das TIC (tecnologias de informação e comunicação). Conceberam e desenvolveram assim materiais pedagógicos nas áreas da tecnologia do ensino e formação a distância e da comunicação educacional multimédia. Todos os materiais pedagógicos são disponibilizados de forma on-line, para que os alunos lhes tenham acesso directo, figura

35 Figura 12 - Site da Universidade Aberta [15] Pode-se quase chamar a este tipo de ensino, uma espécie de prestação de serviço público, uma vez que nos estúdios da universidade, concebe-se e lecciona-se cursos, formando técnicos e docentes, isto através de produções audiovisuais, emissões televisivas entre outras coisas. Cabe à UAb a maior bolsa de oferta de cursos on-line do país. Actualmente, a Universidade Aberta é mesmo considerada como um dos mega-providers de e- learning europeus e desempenha um papel fundamental na leccionação de cursos de licenciatura e mestrado em várias áreas. Este tipo de ensino permite ainda uma grande flexibilidade e inovação na aprendizagem, uma vez que os alunos e os professores não necessitam de partilhar os mesmos espaços e o mesmo tempo físico. Constroem-se assim ambientes de aprendizagem não presenciais através do uso intensivo de tecnologias da informação e comunicação diversificadas. O modelo pedagógico da Universidade Aberta baseia-se no regime de e- learning e contribui para a interacção entre o aluno e o professor, focando-se 22

36 essencialmente o estudante como sendo um elemento activo e construtor do seu conhecimento (Sobre a Universidade Aberta) No que diz respeito à avaliação, esta é feita de forma presencial, ao contrário das aulas, figura 13. Figura 13 UAB - Transmissão de uma aula de Sociedade e Cultura Portuguesa II O aluno tem assim uma maior flexibilidade no que diz respeito à aprendizagem. Este partilha recursos, conhecimentos e actividades com os seus professores de acordo com a sua disponibilidade. 23

37

38 Capítulo 3 - A Tecnologia e o Ensino à Distância Uma das tecnologias desenvolvidas para o Ensino à Distância é por exemplo o LMS. O LMS (Learning Management Systems) é um software que foi desenvolvido segundo normas pedagógicas com o intuito de auxiliar a promoção de ensino e aprendizagem virtual ou parcialmente presencial. 3.1 Plataformas Web no Apoio ao Ensino à Distância O Moodle ou Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment é uma plataforma OpenSource (GNU Public Source) que permite a criação de sites 24

39 para o apoio escolar. Foi criado em 2001 pelo professor e cientista Martin Dougiamas, mas continua em constante desenvolvimento por vários programadores, designers, professores e utilizadores. Constitui um sistema de administração de actividades educacionais destinadas à criação de comunidades online e ambientes virtuais direccionados para a aprendizagem colaborativa. Permite, assim, de uma forma simples, que um estudante ou um professor estude ou ensine um curso via Internet. O próprio Dougiamas diz: (...) não só trata a aprendizagem como uma actividade social, mas focaliza a atenção na aprendizagem que acontece enquanto construímos activamente artefactos (como textos, por exemplo), para que outros os vejam ou utilizem. O Moodle não é nada mais que um ambiente de aprendizagem modular, orientado por objectos e dinâmico, figura14. Figura 14 - Moodle da UTAD 25

40 Muitas instituições de ensino básico ou superior e alguns centros de formação estão a adaptar esta plataforma aos seus próprios conteúdos e necessidades, não para cursos virtuais, mas também para apoiar os cursos do ensino presencial. Esta plataforma está ainda a ser utilizada para o desenvolvimento de projectos e no ensino à distância essencialmente. Nela, professores e outras entidades podem disponibilizar documentos de texto, páginas Web, apontadores para ficheiros ou páginas. À semelhança do Moodle, o SIDE da UTAD, é uma plataforma de e-learning fechada, tendo esta sido completamente produzida pela Universidade de Trásos-Montes e Alto Douro. Este disponibiliza vários conteúdos referentes aos diferentes cursos e unidades curriculares, figura 15. Figura 15 - SIDE, página dos Cursos de Pós-graduações e Mestrados 26

41 Cada um dos cursos está dividido em unidades curriculares, nas quais os alunos podem fazer o download dos conteúdos disponibilizados pelos professores das respectivas unidades curriculares. Para tal, cada formando necessita de realizar um login, cujos elementos lhe são fornecidos a quando da matrícula no curso, figura 16. Figura 16 - Página das Unidades Curriculares do Mestrado em CM Para além de consultarem as matérias das disciplinas, os alunos podem ainda, através do SIDE, participar em fóruns, inscrever-se nas turmas, inscreverem-se nos exames, visualizar o calendário escolar ou simplesmente consultar o seu horário, figura 17. O professor, tem, para além dos que já foram referidos, o acesso a outros serviços, tais como a possibilidade de introduzir toda a informação acerca da disciplina, como é o caso da Unidade Curricular, os métodos de avaliação, a bibliografia a seguir e a marcação das salas de aula e dos exames e inserir 27

42 avisos sempre que necessário. Pode ainda disponibilizar conteúdos das aulas, inserir as notas referentes a cada uma das cadeiras do aluno, registar os sumários, assim como as presenças e faltas dos mesmos. Figura 17 - Horário do 2º Ano de um Curso de Mestrado Para consultar o SIDE ou o Moodle da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, basta aceder aos seguintes endereços: moodle.utad.pt Quanto às actividades praticadas no Moodle, são muito dinâmicas e permitem uma interacção muito grande entre os alunos e os professores, constituindo assim a mais-valia do software. Estas podem por exemplo apresentar-se sob a forma de chat, disponibilizando aos utilizadores uma sala de conversação onde as conversas entre alunos e professores são feitas em tempo real; de fórum 28

43 onde se partilham ideias e se tiram dúvidas; de trabalho, em que o professor propõe um trabalho ao aluno, o trabalho é realizado e enviado ao professor na própria actividade e por sua vez o professor tem acesso aos trabalhos dos seus alunos; mini-testes feitos online e com a possibilidade de o aluno visualizar a sua classificação, entre outras actividades [16]. O software baseia-se num modelo Cliente / Servidor, no qual o Cliente deve ter um browser e um software específico para visualização de documentos.pdf e.doc, etc. e o Servidor deve ter um servidor WEB com suporte PHP (Hypertext Preprocessor), Apache, IIS (Internet Information Services), e um sistema de gestão de base de dados tal como o MySQL, figura 18. Figura 18 - Modelo Cliente/Servidor A aderência ao Moodle é de tal forma elevada que conta já com aproximadamente sites registados em 175 países diferentes e 10 milhões de utilizadores [16]. Só em Portugal, constavam em 2007, 900 sites registados para estabelecimentos de ensino, empresas de formação, agrupamentos de escolas, sites oficiais de escolas, igrejas, entre outros. 29

44 3.2 Vídeo/Áudio Conferência VoIP (Voice over Internet Protocol - VoIP) O VoIP é uma tecnologia que permite ao utilizador estabelecer chamadas telefónicas através de uma rede de dados como a Internet. Convertem um sinal de voz analógico num conjunto de sinais digitais que são disponibilizados por pacotes com endereçamento IP. Estes podem ser enviados, através de uma ligação à Internet (preferencialmente banda larga), figura 19. Apenas é necessário ter um PC equipado com microfone e auscultadores, um telefone IP ou um vulgar telefone analógico ligado a um adaptador IP. Figura 19 - Uma visão geral do funcionamento do sistema VoIP [17] SIP (Session Initiation Protocol) O Protocolo de Iniciação de Sessão (SIP) teve origem em meados da década de 1990 com o objectivo de adicionar ou remover participantes dinamicamente de uma sessão multicast. 30

45 É um protocolo da camada de aplicação, que utiliza o modelo pedidoresposta, similar ao HTTP, para iniciar sessões de comunicação interactiva entre utilizadores. Estabelece o padrão de sinalização e controlo para chamadas entre terminais que não utilizam o padrão H.323, e possui os seus próprios mecanismos de segurança e confiabilidade, figura 20. Este protocolo foi inspirado em outros protocolos de Internet baseados em texto como o SMTP ( ) e o HTTP (páginas da web) e foi desenvolvido para estabelecer, mudar e terminar chamadas por um ou mais utilizadores de uma rede IP. Tal como acontece com o HTTP, o SIP leva os controles da aplicação para o terminal, eliminando a necessidade de uma central de comutação. O protocolo SIP possui as seguintes características: Simplicidade. Independência do protocolo de transporte. Baseia-se em texto. Oferece 6 tipos de serviços para iniciação e finalização de sessões multimédia: Localização do Utilizador - O SIP é responsável pela localização do terminal para estabelecer a ligação; Disponibilidade do Utilizador - Realiza a vontade do utilizador em estabelecer um sessão de comunicação; Recursos do Utilizador - Determina os meios a serem utilizados; Características da Negociação Negoceia e acorda as funcionalidades que serão compartilhadas entre os dois pontos. Gestão da Sessão Inicia, termina ou coloca em espera, sessões; Modificar Sessão - Modificar uma sessão em andamento; 31

46 Figura 20 - Modelo de Interacção do SIP [18] O SIP assume um papel cada vez mais importante na telefonia IP devido à sua simplicidade, flexibilidade, segurança, facilidade de mobilidade e, principalmente, devido à capacidade de integrar serviços de Internet como a Web, o , o correio de voz, as mensagens instantâneas, entre outras. 3.3 O Asterisk O Asterisk é uma central telefónica que funciona segundo o protocolo VOIP e foi criado para a telefonia. Oferece imensa flexibilidade na área das comunicações, uma vez que pode ser usado em conferências, pode fazer de atendedor automático, de voic , de interface telefónica para um local de rede, entre outras coisas. O Asterisk encontra-se em muitas aplicações da vida real e é uma das respostas aos problemas ligados à comunicação sobre IP. 32

47 O Asterisk encontra-se disponível na Internet de forma completamente gratuita, sendo dos sistemas mais populares ligados à comunicação. Centrais telefónicas e centros de desenvolvimento de comunicação, em todo o mundo, utilizaram como base o Asterisk para construir sistemas completos e novas centrais telefónicas. O Asterisk é um Switch (PBX), podendo este ser configurado para funcionar puramente em IP ou como um PBX híbrido. A diferença está nas ligações, na gestão das rotas, e a forma como liga os utilizadores do mundo exterior ao IP, quer através de ligações analógicas (POTS-Plain old telephone service) ou ligações digitais. A arquitectura modular do Asterisk permite ainda converter um vasto número de protocolos de comunicação e codecs de media a quando construído segundo um gateway de um portal de media. Não podemos esquecer a grande vantagem que o Asterisk tem ao ser suportado por vários sistemas operativos, incluindo o Linux, o Mac OS X, o OpenBSD, o FreeBSD e o SunSolaris e ao proporcionar todas as características de um PBX, incluindo as funções avançadas frequentemente associadas à alta qualidade e ao custo elevado dos PBX. Em suma, o Asterisk foi concebido para disponibilizar aos seus utilizadores uma grande flexibilidade e para suportar Voz sobre IP e muitos protocolos, podendo ainda cooperar com quase todos os modelos baseados na telefonia e todo o tipo de equipamentos [19]. 3.4 Novos Conceitos: Os Mundo 3D Com o avanço das novas formas de ensino à distância, surgiu também o conceito de realidade virtual ou ambiente 3D que consiste na reprodução de uma vida humana virtual paralela à sua vida real. Esta realidade virtual consiste 33

48 numa tecnologia de interface presente entre o utilizador e o computador. O objectivo principal desta tecnologia é de essencialmente mergulhar ao máximo, o utilizador, numa realidade quase perfeita. Para que o utilizador possa ter uma maior noção de realidade e possa sentir todos os sentimentos provenientes dessa mesma realidade, este tipo de processo faz-se em tempo real [20]. Cada utilizador é representado no mundo virtual por um avatar, ou seja, uma representação gráfica de uma pessoa que tanto pode ter o aspecto de um humano 3D, como ser uma simples imagem. Estes movimentam-se pelo cenário, como se fossem pessoas reais SecondLife O Second Life é um ambiente 3D desenvolvido em 2003 cujo intuito é de simular a vida real dos humanos, englobando os aspectos, sociais, culturais e económicos. Algumas pessoas vêm-no como um simulador, outros como um jogo ou então como uma espécie de rede social que permite a comunicação entre os diferentes utilizadores, estando estes, muitas das vezes, a grandes distâncias uns dos outros. Tal como o seu nome indica, o Second Life é uma espécie de segunda vida, uma vida para além da realidade, figura

49 Figura 21 - Vista da Ilha UTAD no SL No Second Life, existem duas partes, o cliente ou utilizador e o servidor. O servidor está constantemente em funcionamento, permitindo a sensação de tempo real. Quanto ao utilizador, este apenas necessita de fazer um registo pela internet para se tornar membro desta sociedade mágica e quase real. Tal como já referido anteriormente, o sistema possui uma economia própria, apesar de esta não ter qualquer valor directo no mundo real, no entanto, o Linden Dollar, a moeda utilizada pelo programa, pode ser convertida no nosso mundo.relativamente ao campo educacional, existem cada vez mais iniciativas para a utilização do mesmo na educação, Exemplo disso é a Confereência sobre Comunicação, Educação e Formação no Second Life, cujos objectivos são reunir a comunidade científica, educativa e tecnológica nacional, interessada no desenvolvimento do conhecimento e na partilha de experiências de utilização do Second Life como forma de complementar e enriquecer as experiências eduucativas nos mais diversos contextos de vida, de trabalho e de aprendizagem formal e informal [21]. Este facto também é notório nas Universidades de Harvard e Oxford, em que o programa passou a ser usado 35

50 para o ensino de línguas estrangeiras. Alguns professores, usam o mundo virtual para ensinar em algumas escolas virtuais oferecidas pelo sistema [22], figura 22. Figura 22 - Rabelo com um dos projectos realizados pelos alunos Uma questão a ter em conta no SecondLife, são os uploads. O SL suporta vários tipos de ficheiros como o caso do.jpg, o que pode ser uma grande desvantagem, sobretudo se este fosse utilizado na área da formação ou do ensino, uma vez que é um formato que se torna muito mais pesado na internet e tem uma aparência estática, tal como é possível ver nas figuras16 e 17. Para além disso, cada upload é pago, tendo um custo de L10$ por upload, o que complica ainda mais as coisas, pois se pensarmos que pretendemos disponibilizar uma apresentação em PowerPoint com a extensão.ppt, cada um dos slides vai ter de ser convertido num formato específico, o que nos vai levar a um número elevado de diapositivos, ou seja, de imagens, ficando-nos a um custo muito elevado [23] [24]. É relevante ter em conta o facto de os uploads poderem ser feitos do exterior através de streeming ou do interior (in-world). Por exemplo, se estivermos inworld, os sons e as imagens são assets com formatos específicos, mas estes podem ser importados a partir de outros [25], figura

51 Figura 23 - Formatos dos ficheiros compatíveis com o SL [25] Desta forma, as imagens podem ser enviadas nos formatos habituais, como por exemplo, formatos tais como o.jpg,.pgn entre outros. O mesmo acontece com os sons que também podem ser colocados no SecondLife com o formato.wav, apesar de acabar por ser convertido para.ogg internamente [24]. Se estivermos no exterior e a fazer streeming, a situação é diferente. Para podermos ver filmes ou vídeos no SecondLife, é necessário ter o QuickTime instalado, sendo o único compatível com o mundo virtual em questão e termos as opções de áudio e vídeo activas [26] Projecto Wonderland da SUN Microsystems: O MPK20 da Sun Microsystems constituí um ambiente 3D com suporte SIP que foi pensado para colaboração à distância. Este apresenta-se sob a forma de um grande edifício comercial, onde as pessoas se podem reunir para trabalhar. 37

52 Neste ambiente, não há necessidade de as pessoas se encontrar fisicamente presentes para participar num compromisso, figura 24. Figura 24 - Vista do MPK20 Esta ferramenta, a Terra Maravilhosa, baseou-se no projecto Daarkstar que assentava num servidor, que projectava jogos para multi-utilizadores. Este permite que as pessoas possam praticar as mesmas actividades que praticam na vida real, podem partilhar documentos e comunicar entre si, usando a sua verdadeira voz. O MPK20 é uma amostra de um mundo virtual. Esta ferramenta possui todos os meios necessários para recriar o mundo assim como os avatares e as animações necessárias dos mesmos. Assim, tudo parece mais real uma vez que nele se partilham várias sensações entre as quais as auditivas e visuais. Quando se anda pelo edifício virtual, ouvimos as pessoas, ouvimos música e vemos todo o tipo de movimento das pessoas. A Terra Maravilhosa foi criada em Java com o grande objectivo de se conseguir partilhar neste mundo virtual todas as aplicações que temos no ambiente de trabalho, figura

53 Figura 25 - Conteúdos disponibilizados numa das salas do MPK20 Vejamos por exemplo, a plataforma Web que se criou para apoiar o ensino no MPK20,figura 26. Figura 26 - Plataforma de Apoio ao Ensino no MPK20 39

54 Ao contrário do Second Life, o MPK20 da Sun foi exclusivamente construído tendo como principal objectivo o ensino. Mundo 3D Facilidade de Instalação Facilidade de Utilização Orientado ao Ensino SecondLife Não MPK 20 (SUN) Sim Fácil Médio Difícil Figura 27 - SecondLife Vs MPK20 (SUN) A pergunta Porquê usar um ambiente 3D em vez de uma ferramenta 2D com as mesmas funcionalidades nalidades para o MPK20? tem surgido frequentemente, mas é importante ter em consideração que se juntarmos o ambiente 3D à sensação auditiva, tudo nos vai parecer mais real e assim adquirimos a sensação de intuição. Por exemplo, se juntarmos vários avatares com vozes, vamos supor que podemos comunicar com eles. O mesmo acontece se virmos vários avatares perto da porta de uma sala, vamos supor que estes vão assistir a uma reunião. A forma em que os objectos estão dispostos transmite a sensação de realidade e supõem uma vida sociável. Assim, todos os participantes ao verem e ouvirem, adquirem sensações imediatas que outros que não estão presentes não conseguem sentir, figura

55 Figura 28 - Sala de Reunião do MPK20 O próximo passo do MPK20 da Sun será conseguir representar o espaço físico de cada participante no mundo 3D de forma a que cada utilizador se sinta mais familiarizado com o seu ambiente espacial [27]. 3.5 Vantagens / Desvantagens das Salas Virtuais Os especialistas dizem que o Ensino a Distância tem mais vantagens que desvantagens [28] [29], no entanto, estas existem. Uma das desvantagens mais evidentes é o facto deste tipo de ensino ainda ser pouco conhecido e apenas ser utilizado, no nosso país, em situações específicas. Outra das desvantagens tem também a ver com a baixa qualidade de serviço e desempenho da nossa rede Internet, em Portugal, o que debilita a transferência de pacotes de informação, podendo estes ser de suporte vídeo ou áudio. Desde 1997 que a prática da educação à distância em instituições de ensino superior tem vindo a proliferar. Apesar da grande polémica à cerca desta 41

56 modalidade, os educadores destacam mais benefícios que problemas na prática deste novo tipo de ensino. O investigador da Faculdade de Educação da Unicamp (Universidade de Campinas) Sérgio Ferreira do Amaral, afirma não haver "operacionalmente", empecilhos para ensinar à distância [30]. Segundo ele, "A dificuldade geral, hoje, é manter o mesmo nível de qualidade presente no ensino tradicional. Em termos gerais, é tudo muito novo, e fica difícil estabelecer parâmetros para comparar. Saber se quem aprende em aulas não-presenciais sabe mais ou não", afirma Sérgio Amaral. A falta de interacção entre o professor e o aluno pode no entanto ser vista como desvantagem, mas pode ser rapidamente ultrapassado graças aos chats, à videoconferência. Graças à webcam, a realidade é retratada tal como é. Para Sérgio Amaral, um "problema", que não pode ser visto propriamente como desvantagem, é o alto custo da produção de material teórico. "A adaptação do conteúdo didáctico para novas médias é muito caro. Requer linguagem específica, recursos visuais. Tudo isso é feito por pessoas especializadas que trabalham em parceria com os professores. Mais uma vez, a mão-de-obra é mais cara. Além disso, hoje é imprescindível o uso do computador [30]. Por outro lado podemos pensar que este material poderá ser utilizado por milhares de pessoas em todo o mundo e desta forma, o investimento feito não é assim tão grande. Este tipo de serviços é também muito útil a pessoas que têm outras actividades, sem disponibilidade de horários, optimizando os tempos livres. Pessoas com deficiências físicas graves ou qualquer tipo de paralisia, não podendo sair de casa, podem assim estudar, sendo este método visto como uma ferramenta de inclusão social e digital, que é uma das grandes preocupações dos programas governamentais. 42

57 Para concluir pode-se identificar algumas vantagens das salas virtuais tais como a disseminação quase instantânea da informação, o facto de múltiplas cópias poderem ser fornecidas facilmente, uma única cópia pode ser acedida por vários utilizadores, existe a possibilidade de leitura não linear, a participação dos alunos é mais equilibrada, a diferença social quase deixa de existir com este tipo de sistema, trabalhos cooperativos podem assim ser realizados, entre outras coisas. 43

58 Capítulo 4 - Concepção e Implementação Ao longo deste trabalho, focou-se essencialmente à área dos recursos utilizados no processo de aprendizagem através de um modelo de videoconferência. Rapidamente se conclui que um sistema desta dimensão deverá suportar todo o tipo de materiais de apoio, podendo estes ser impressos, como as sebentas, os cadernos de exercícios, livros, textos ou folhetos; telemáticos com o uso da videoconferência, audioconferência, internet, correio electrónico, entre outros. Deve também conter ou suportar materiais hipermédia e multimédia, tais como os CD-ROMs interactivos, vídeos digitais, entre outros e uma vertente audiovisual, através da televisão, rádio, filmes, videocassetes e muito mais, figura

59 Figura 29 - A área de intervenção - Modelo adaptado [13] 4.1 Arquitectura O principal intuito do presente trabalho centra-se em criar e oferecer uma plataforma que permite ao utilizador, formador ou aluno, o acesso a qualquer tipo de conteúdos, usando para isso diferentes tipos de suportes digitais, figura 30. De entre os suportes mais comuns podem destacar-se: Suporte de Voz: Podemos ter um suporte de voz, através de conferências áudio, utilizando para tal, o protocolo VoIP (Voice over IP), em por exemplo, sessões de esclarecimento de dúvidas, mas também o suporte de voz gravada para servir por exemplo de apoio a outra documentação. 45

60 Suporte de Vídeo: Também existe a possibilidade de se usar um suporte de vídeo ou videoconferência, suportada pelo protocolo VoIP, por exemplo para a transmissão de aulas. O vídeo poderá apresentar-se segundo dois tipos distintos: Vídeo em Diferido: O vídeo em diferido poderá servir para uma consulta posterior de aulas ou mesmo para a leccionação, apresentando-se sob a forma de material de apoio, uma vez que possui um cariz mais documental. Vídeo em Directo: Por sua vez, o Vídeo em directo, não sendo este uma conferência, para a transmissão de numa direcção. Suporte escrito e/ou gráfico: A plataforma desenvolvida suporta também, para além, do suporte vídeo e áudio, todo o tipo de documentação escrita e/ou gráfica, podendo esta apresentar-se sob a forma de PDFs, PowerPoints, entre outros. Para obtermos estas funcionalidades escritas, implementamos a plataforma que se encontra esquematizada na figura 30, que terá quatro componentes ligadas através da Internet e/ou rede local que são: PC do Formador que será utilizado para aceder remotamente ao PC da sala de aulas, de onde são transmitidas as aulas remotas; PC da sala de aulas, que será acedido remotamente pelo formador, para comunicar com os alunos na sala de aula e/ou para efectuar as apresentações; Central SIP, utilizada para o estabelecimento das chamadas de voz e vídeo. 46

61 Portal, utilizado pelo formador para disponibilizar aos formandos os conteúdos escrito e/ou gráfica e vídeo em diferido e directo. Figura 30 - Plataforma Desenvolvida 4.2 Central telefónica utilizada Para efectuar os testes recorrendo a áudio e vídeo conferência tornou-se necessário utilizar uma central telefónica com suporte SIP. Como já foi referido anteriormente, o Asterisco é uma das aplicações mais utilizadas neste campo. Baseadas em Asterisk existem algumas distribuições de Linux, que apresentam produtos prontos a utilizar, como é o caso do TrixBox, figura

62 Utilizou-se esta opção em detrimento de instalar o Asterix num computador, pois esta plataforma apresenta uma interface Web que permite de uma forma fácil configurar os serviços pretendidos. Figura 31 - Plataforma Trixbox Para além de permitir configurar as extensões telefónicas, o Trixbox permite também de uma forma fácil, a criação de conferências de áudio, tal como mostramos na figura

63 Figura 32 - Configuração de uma Conferência utilizando o Trixbox Na figura a cima, é mostrada a criação de uma conferência, que neste caso, é dominada de Conferência de teste, que será acedida pelos utilizadores, marcando o número Nesta conferência existem dois tipos de utilizadores, o administrador/líder que se identifica no sistema, utilizando o PIN (Personal Identification Number) 555 e os restantes utilizadores identificados pelo pin

64 4.3 Teste de Aplicações para Voz e Vídeo Para a comunicação entre o formador e os formandos, recorrendo a voz e vídeo sobre IP, é necessário o recurso a aplicações que permitam o estabelecimento da ligação telefónica. É importante referir que todas estas aplicações foram escolhidos pelo facto de suportarem o protocolo SIP, condição exigida pela Central de testes. Todos os testes aqui apresentados foram efectuados em plataforma Win32. Estes testes têm por base duas instalações de softwares, uma no início deste trabalho e outra no fim, podendo existir algumas alterações, como por exemplo, um programa podia ser livre aquando da primeira instalação e devido a alterações notórias, ter-se tornado pago Aplicações com suporte de Voz SJphone: O SJphone é um programa VoIP e suporta SIP. Este é compatível com qualquer outro programa de telefonia VoIP. Necessita de uma central para efectuar chamadas de longa distância. Este funciona muito bem, tendo uma instalação rápida e um funcionamento excelente, no entanto, não pode ser utilizado, uma vez que apenas permite transferência de voz. Na versão mais recente, o programa mantém-se muito eficiente, mas continua a permitir apenas transferência de voz, figura

65 Figura 33 - Interface SJphone ExpressTalk: É um programa de telefonia VoIP com suporte SIP. Este permite realizar até seis chamadas em simultâneo para outros ExpressTalk ou para outros programas VoIP. Permite a compressão de dados e diminuição do ruído. De uma instalação para a outra, registaram-se algumas melhorias, uma vez na primeira instalação, apenas permitia áudio e na segunda, já possibilitou a transmissão de vídeo. Verificou-se ainda que este software tem a vantagem de não precisar de uma central com conferência ligada, uma vez que a aplicação faz a gestão da própria conferência. Apresenta ainda a vantagem de permitir uma visualização do formador em ecrã completo, o que não acontece no X- Lite. Contudo, este último continua a ser mais estável, figura

66 Figura 34 - Interface do Express Talk Aplicações com suporte de Voz e Vídeo EKIGA: É muito conhecido por GnomeMeeting e é uma ferramenta livre VoIP que permite conferências de vídeo e áudio. Usa protocolos SIP e H.323. Funciona com outros softwares da Microsoft NetMeeting. A segunda vez que foi testado não se notaram grandes evoluções no programa. Este apresenta uma grande instabilidade na plataforma Win32, o que pode ser explicado pelo facto deste ter sido criado para o Linux, figura

67 Figura 35 - Interface do Ekiga X-lite: É de fácil instalação e utilização, sendo muito acessível a qualquer tipo de utilizador, independentemente dos seus conhecimentos em informática. Possui os requisitos pretendidos para a elaboração do trabalho prático, uma vez que permite a transferência de dados de voz tal como de vídeo, figura 36. Figura 36 - Interface X-lite 53

68 WinGizmo: Na primeira instalação, este software não podia ser utilizado, uma vez que apenas permitia a realização de chamadas de voz, no entanto, a nova versão já permite também a transferência de vídeo. Para além disso é possível ligar a qualquer central que suporte SIP assim como à central própria do programa. Relativamente à instalação, é muito acessível, figura 37. Figura 37 - Interface do WinGizmo Mirial: Este software tem um suporte SIP e H323, possui um HD de 720p e H264 para uma excelente qualidade de vídeo. Permite duas ligações em simultâneo. O utilizador pode gravar as suas videochamadas, entre muitas outras coisas. Este programa apenas foi testado uma vez, devido ao facto de não se ter encontrado na Internet, gratuitamente, para a segunda instalação. O Mirial apenas permite a transferência de vídeo pondo de lado as chamadas apenas de voz. 54

69 4.3.3 Outros Marratech 6.1: Este software permite chamadas de voz e de vídeo. Oferece a possibilidade de reduzir os ruídos, permite uma boa transferência de áudio e de vídeo, tendo uma qualidade H.264 com três níveis de qualidade. Apesar de possuir uma fácil instalação, oferece dificuldades na sua utilização. Na segunda instalação, o programa continua a ser de fácil instalação, no entanto, requer a utilização de um servidor próprio, não sendo possível utilizar com uma central SIP, figura 38. Figura 38 - Interface do Marratech Jajah: Esta aplicação apenas funciona com as suas próprias centrais, não me sendo possível usar a central SIP disponibilizada para a elaboração deste trabalho. Audio/vídeo conference: Esse programa apenas foi testado uma vez ( ). De instalação longa, o programa exige a utilização de uma central própria, figura

70 Figura 39 - Interface do Áudio/vídeo conference Ivisit: Instalação rápida e fácil. Este programa exige a utilização de uma central própria, figura 40. Figura 40 - Interface do Ivisit Vidphone: De fácil instalação, este programa tem um design muito apelativo e rico como por exemplo. Este programa exige a utilização de uma central própria. Apenas foi testado uma vez, figura

71 Figura 41 - Interface do Vidphone Efónica: De fácil instalação, este programa bloqueia muito facilmente. Aparece uma página da internet a quando da abertura do programa. Apenas foi testado uma vez. ClosedTalk: Este programa é de fácil instalação, mas não se consegue ver a interface do programa sem a configuração. Este programa exige a utilização de uma central própria. Apenas foi testado uma vez, figura 42. Figura 42 - Interface do ClosedTalk 57

72 Dwiko: Este programa foi testado duas vezes, no entanto não apresenta grandes evoluções. Requer o uso de uma central própria, não sendo possível testá-lo correctamente nem utilizá-lo, figura 43. Figura 43 - Interface do Dwiko ZoomCall: De fácil instalação, este programa tem suporte SIP. É de fácil instalação e tem a vantagem de ser freeware. Permite videoconferância entre várias pessoas, tal como a gravação das mesmas, no entanto requer a utilização de uma central própria, motivo este pelo qual não é possível utilizá-lo, figura 44. Figura 44 - Interface do ZoomCall 58

73 Foram encontrados outros programas para além destes, no entanto, muitos deles, nem nos era possível fazer download ou então era necessária a realização de um registo. Na figura 45 encontra-se uma comparação das diferentes aplicações testadas: 59

74 Figura 45 - Tabela de Comparação dos softwares livres com suporte SIP Fácil Médio Difícil 57 60

75 4.3.4 Vantagens do X-lite face aos restantes programas Tal como já foi referido, escolhemos para a realização das experiências com áudio e vídeo conferência o software X-lite. Esta escolha deve-se ao facto de ser o único que encontramos compatível com o protocolo SIP e que apresentava em simultâneo a transferência de voz e vídeo, sendo ainda de fácil instalação. Dispõe de uma interface intuitiva que facilita a sua utilização. Uma das grandes vantagens deste programa face aos outros é essencialmente a sua estabilidade. Este dispõe de: tons de Toque (DTMF); permite 3 chamadas em espera; vários proxies; uma opção para ignorar as chamadas; possibilidade de enviar chamadas para a caixa de voic ; encaminhamento de chamadas; opções para marcar/remarcar/desligar; identificador de chamada (ID do SIP); cronómetro de ligação; opção de chamada em espera; modo mute e uma agenda. 4.4 Videoconferência O termo videoconferência surge frequentemente ao longo desta dissertação. Vejamos portanto de que se trata. Imaginemos simplesmente um grupo de pessoas, localizadas em lugares diferentes, a realizarem reuniões como se dividissem o mesmo espaço. Este tipo de sistema permite a duas ou mais pessoas conversar umas com as outras, assim como interagir e ter a noção de proximidade através de uma visualização dos restantes interlocutores, através de um ecrã. Neste tipo de reuniões é ainda possível a troca de uma apresentação e de qualquer tipo de informação em diferentes formatos [31]. Nos inícios da computação, os equipamentos eram muito grandes e ocupavam imenso espaço físico, necessitando assim de locais próprios para serem 61

76 instalados. Posteriormente, a tecnologia foi evoluindo, reduzindo-se assim o tamanho dos diferentes equipamentos, aumentando a performance dos computadores que passaram a ter maior autonomia, a largura de banda aumento. Os computadores transformaram-se, assim, em computadores pessoais com grandes capacidades de armazenamento e de mobilidade. O mesmo está a acontecer com a videoconferência. Actualmente, um utilizador que tenha um computador portátil, PDAs (Personal digital assistants), entre outros, pode levá-los para qualquer parte do mundo, tendo a possibilidade de se ligar a qualquer outra parte do mundo, utilizando para tal a Internet, possibilitando assim, frequentar reuniões ou simplesmente conversar com outros utilizadores que se encontram a grandes distâncias, como se estivessem presentes fisicamente. Até há poucos anos, enviar vídeo com áudio através de uma linha telefónica, utilizando computadores, apenas era possível com o uso de Hardware dedicado muito dispendioso e sofisticado, o que restringia a sua utilização apenas a grandes empresas. No entanto, hoje em dia, com o progresso da videoconferência, este serviço é acessível a qualquer tipo de pessoa. Existem dois tipos de videoconferência: Videoconferência ponto-a-ponto A videoconferência realiza-se entre dois terminais de videoconferência. Estabelece-se uma chamada telefónica mediante a utilização de uma linha RDIS (Redes Digitais Com Integração de Serviços). No fim só é preciso saber, qual o equipamento de videoconferência que está ligado à linha RDIS para que se inicie as comunicações [31]. 62

77 4.4.2 Videoconferência multiponto Nesta situação, a videoconferência é estabelecida entre mais de dois terminais, tornando-se necessário o uso de um equipamento capaz de estabelecer a ligação entre todos os terminais que pretendam participar na videoconferência. Este equipamento tem como principal função receber o sinal de todos os equipamentos de videoconferência e de distribuir todos estes sinais a todos os equipamentos, com o fim de que todos possam participar ao mesmo tempo na comunicação [31]. Antes de iniciar qualquer sessão de videoconferência, existem alguns cuidados a ter, especialmente com a sala e do campo de visão da câmara. Para que haja uma boa videoconferência, a sala necessita de alguns cuidados, devendo acrescentar-se mais ou menos 60 cm de distância entre a câmara e os participantes, por cada participante que se pretende incluir no campo de visão da mesma. Por exemplo, se vão estar quatro pessoas diante da câmara, devemos colocar o sistema pelo menos a 2,4m dos participantes. Para além da câmara, deve também ter-se em atenção a colocação dos microfones e a acústica da sala, uma vez que numa videoconferência o som é tão importante quanto a imagem. Se estivermos num gabinete, o microfone ou o telefone deve encontrar-se na secretária. É também possível utilizar auscultadores de áudio ou auriculares com microfone. Apenas se devem utilizar os microfones necessários, porque se houver demasiados, surgirão problemas de feedback maior ruído de fundo se irá captar. Em caso de eco, este deve ser absorvido através do uso de elementos apropriados para o efeito, tal como cortinas, tapetes, entre outros [31]. Com um sistema de videoconferência é muito fácil que as linhas de áudio produzam um eco uma vez que o som que recebemos através dos sistemas de 63

78 alta-voz volta a ser captado pelos nossos microfones ou pelas câmaras, no caso de estas possuírem um microfone incorporado, pelo que se aconselha a utilização dos microfones de sala desligados ou em modo MUTE sempre que se esteja em escuta, e que não se liguem até ao momento em que se vá intervir [31]. Relativamente ao campo de visão da câmara, é importante tê-lo em conta, ou seja, a área que a câmara abrange. O campo de visão da câmara aumenta com a distância entre a câmara e os participantes da reunião. Quanto maior for o número de participantes na videoconferência, maior deve ser o local onde terá de se colocar a câmara. Para videoconferências realizadas num gabinete, recomenda-se que o utilizador esteja sentado perante o seu computador e que a sua câmara se encontre a uma distância ampla [31]. Deve ainda realizar-se uma pré-visualização das câmaras, o que consiste em ver a imagem proveniente da câmara antes de a enviar ao receptor. Isto permite ajustar a imagem e a sua qualidade antes de a enviar. É também aconselhável, quando o campo de visão da câmara não abrange todos os assistentes, e sempre que a equipa de videoconferência o permita, pré-definir ângulos de câmara, com o objectivo de poder passar de uma zona ou pessoa para a outra sem ter que o fazer utilizando o zoom e o ângulo da câmara. Hoje em dia, a videoconferência é na maior parte das vezes utilizada para a realização de reuniões, permitindo que os intervenientes possam comunicar como se estivessem cara a cara, o que nem sempre é possível. A videoconferência substitui assim a presença física e real dos participantes, reduzindo custos e tempo, tornando as reuniões mais acessíveis. Há assim uma maior ênfase no trabalho de equipa, mesmo que as pessoas se encontrem em localizações diferentes. 64

79 Com a videoconferência existe um contacto visual que permite uma maior familiaridade entre os participantes de um determinado projecto. Tal como acontece com outras novas tecnologias, uma boa introdução da videoconferência numa determinada actividade depende das necessidades de cada um. Tudo deve ser baseado nas necessidades e no conforto dos utilizadores finais. Em reuniões de ponto-a-ponto simples não há dificuldades para que a interacção seja possível, desde que a qualidade do vídeo e do áudio seja aceitável. O importante é assegurar que os participantes na conferência consigam ver e ouvir os restantes utilizadores por isso, os microfones devem ser de qualidade suficiente para captar a voz da pessoa que está a falar naturalmente, devem ser posicionados de forma a não causar interferências, provocando ruídos. A qualidade da câmara deve ser suficientemente boa de forma a adquirir uma imagem aceitável. O volume de som e a posição da câmara devem ser ajustáveis pelo utilizador e quanto à iluminação da sala, deve posicionar a câmara de forma a que a luz natural não danifique a imagem. Uma videoconferência deve ser sempre organizada com tempo: deve procederse à configuração da reunião e aos testes necessários com tempo de forma a que nada falhe, independentemente do objectivo da videoconferência e da área a que pertence a reunião. A videoconferência pode utilizar-se em vários locais e para diferentes finalidades, por exemplo numa sala de aula, sendo provavelmente a área mais interessante de todas e que mais se pode desenvolver no futuro. Todos os factores referidos anteriormente devem também ser respeitados numa sala de aula. Os participantes distantes devem sentir que estão a ter a mesma atenção que os estudantes presentes fisicamente e estes não devem sentir que os estudantes ausentes estão a perturbar a aula. Também a Tele-medicina inclui cada vez mais o uso de tecnologias de comunicações para fornecer e apoiar cuidados de saúde quando a distância 65

80 separa os participantes. Observe-se o caso de um paciente no qual o seu médico de família acaba por diagnosticar um problema cardíaco. Não sendo da especialidade do médico, este prefere consultar a opinião de um especialista, remoto. Para tal, utiliza um sistema de videoconferência que tem no seu consultório médico para comunicar com o cardiologista. O trabalho à distância é mais uma tendência que cresce rapidamente em muitas áreas geográficas à medida que as companhias e os empregados percebem os seus benefícios. Tanto para empresas grandes ou pequenas, mover a sua força de trabalho para escritórios em casa pode levar entidades a uma redução de custos pela redução do tamanho do espaço dos escritórios, tão necessário no trabalho normal, assim como o gasto de tempo e custos nas deslocações dos funcionários. Contemplando a riqueza de um ambiente de trabalho em casa, a videoconferência pode fornecer uma melhor produtividade. Relativamente ao sistema judicial, este encontrou na videoconferência uma tecnologia produtiva e de custo efectivo baixo para as suas necessidades. Vários municípios começaram a instalar sistemas de videoconferência em prisões e tribunais, o que fornece vários benefícios, pois reduz o número de acusados/testemunhas que precisam de ser transportados das prisões até as salas de audiência, reduz a superlotação nas instalações dos tribunais, reduz os riscos de segurança associada com o transporte e traslado de acusados, poupa tempo e dinheiro. Pode por exemplo referenciar-se o caso do Ministério da Justiça Português que já efectua audiências por videoconferência, em que as testemunhas podem depor num local geograficamente distante do local onde se está a realizar a audiência presencial [32]. Assim, pode então dizer-se que a videoconferência detém algumas vantagens tais como a redução ou eliminação de gastos de deslocação (avião, táxis, carros de aluguer, ), a eliminação de custos de alojamento e alimentação, a redução do tempo de espera e de deslocamento. 66

81 Passa a ser possível realizar uma reunião a qualquer momento, mesmo que os intervenientes se situem em locais diferentes, as reuniões são mais concisas, havendo um aproveitamento de tempo e é possível realizar várias conferências ou reuniões numa só. 4.5 Teste em mundos 3D Ao longo desta secção, foram estudados dois mundos 3D, o SecondLife e o MPK20. Apesar de ambos serem ambos 3D, estes não foram pensados e criados com o mesmo intuito. O SecondLife não foi inicialmente pensado para o ensino, muito pelo contrário. Este permitia aos seus utilizadores comunicarem uns com os outros numa outra realidade. Um dos grandes inconvenientes do Second Life e um dos factores pelos quais este não se destina ao ensino é o facto de se pretendermos inserir documentos, tais como todo o tipo de materiais didácticos, indispensáveis no ensino de qualquer disciplina, tem um custo, isto devido à economia existente na plataforma. Se tal não acontecesse, a economia decairia. Este custo monetário deve-se também ao facto de não estarmos a utilizar o nosso próprio servidor, o que nos obriga a pagar o serviço do servidor próprio da plataforma. O Second Life é visto como sendo um ambiente 3D não muito acessível, o que pode ser um obstáculo, principalmente se este for utilizado como uma plataforma de ensino, uma vez que se destinado para tal, deveria estar preparado para qualquer tipo de utilizador, independentemente dos seus conhecimentos em ambientes deste tipo, o que não acontece. A primeira vez que acede à interface do programa, o utilizador pode sentir-se completamente perdido, não sabendo para onde ir nem o que fazer, pode 67

82 mesmo chegar a estar perdido durante dias a fio numa ilha da qual não consegue sair. Apenas visualizando outras pessoas a comunicar ou simplesmente a rondar pelo cenário. Apenas com a ajuda de um utilizador com mais experiência do que ele no assunto, consegue, através das coordenadas correctas, teletransportar-se para a ilha da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, por exemplo, onde pode visualizar uma ilha identificada por um placar com o seu nome e o seu logótipo, na qual estão vários rabelos, pertencendo cada um deles a um curso diferente e onde os alunos apresentam alguns dos seus projectos. Ao invés do SecondLife, o MPK20 foi pensado e implementado para a colaboração entre os utilizadores, permitindo-lhes partilhar entre eles de uma forma colaborativa qualquer tipo de documento, utilizando o nosso próprio servidor, sem custos adicionais. O MPK20 torna-se muito mais simples de utilizar, o que facilita muito a utilização do ambiente por parte de qualquer tipo de utilizador, sendo uma vantagem para quem o usa como meio de aprendizagem e de meio de comunicação, figura 46. Figura 46 - PowerPoint projectado numa das Paredes do MPK20 68

83 Os requisitos mínimos que a Linden Labs e a Sun recomendam para os seus sistemas estão detalhados na seguinte tabela: Requisitos do Sistema SecondLife MPK20 Processador 800 MHz, Pentium III, Athlon 1.5 Ghz Memória 512 MB 1GB RAM Placa Gráfica NVIDIA GeForce 2, GeForce 4 MX, ATI Radeon 8500, 9250, Intel 945 chipset 128 MB Sistema Operativo Linux, Windows, MAC OS Linux, Windows XP, Solaris, MAC OSX Ligação à Internet Cabo ou ADSL Cabo ou ADSL Resolução do Monitor 1024x768 pixels 1024x768 pixels Para calcular a largura de banda das duas plataformas, foram efectuados testes que permitiram determinar a largura de banda necessária para aceder às plataformas 3D aqui apresentadas. Essa comparação está resumida na tabela seguinte: Largura de Banda * SecondLife Sem movimento: 1Kbps (min.) 136Kbps (máx.) 10Kbps (média) Com Chat: MPK20 Sem movimento: 0Kbps (min.) 201Kbps (máx.) 9Kbps (média) Com Chat: 13Kbps 7,5Kbps * A largura de banda irá depender de cenário para cenário, da quantidade de objectos que é preciso carregar e do nível de detalhe que o utilizador requer. Figura 47 - Requisitos das plataformas SecondLife e MPK20 69

84 No caso do MPK20, o valor min. é zero porque foi utilizado um servidor próprio, onde a quantidade de ligações ao servidor é muito menor do que no Second Life.É importante ter em conta que a largura de banda foi medida depois do utilizador ter o login efectuado e depois de estarem carregadas todas as texturas necessárias. 4.6 Construção de um portal de apoio Para exemplificar o que é um recurso multimédia de apoio ao ensino à distância, foi criado um portal que disponibilizasse aos alunos ou formandos, toda a documentação didáctica de que precisassem, podendo esta apresentarse sob a forma escrita ou não, tal como apresentações em PowerPoint, PDFs, vídeos das aulas anteriores, assim como a transmissão de aulas via videoconferência. Sim, porque um aluno, para aprender, não necessita apenas de assistir às aulas, tendo a necessidade de um apoio suplementar para completar algumas lacunas ou simplesmente para rever o que foi abordado numa das aulas anteriores. O site deverá ser essencialmente acessível e intuitivo para que qualquer utilizador seja capaz de o utilizar, não necessitando para tal de qualquer tipo de conhecimento na área. Ao mesmo tempo, pretendia-se que este tivesse um aspecto visual considerado agradável. Tendo em conta todos estes aspectos, decidiu-se optar pelo uso de um CMS, neste caso o Joomla, que nos permitisse criar um portal atractivo, sem contudo, dispensar demasiado tempo e custo na criação e manutenção do site em questão. O importante é, mesmo, conseguir disponibilizar todo o tipo de conteúdos de uma forma simples. 70

85 Inicialmente, foram realizados alguns testes ao Drupal que também é um CMS, no entanto, este é uma plataforma de desenvolvimento mais complexo e menos intuitivo quando comparado com o Joomla. 4.7 O Portal (Joomla) O Joomla é um CMS (Content Management System) que foi desenvolvido segundo o Mambo. Está escrito em PHP e corre num servidor Web Apache ou IIs e numa base de dados MySQL. Pode mesmo dizer-se que o Joomla é um dos mais poderosos sistemas de gestão de conteúdos do planeta. Este está a ser usado pelo mundo inteiro, tanto para construir simples sites pessoais como plataformas relativamente complexas, tais como aplicações governamentais, sites de revistas e jornais, sites de pequenas e grandes empresas, entre outros [33]. Com o Joomla, é possível controlar muito facilmente o aspecto do site, adicionar conteúdos ou imagens, actualizar a informação disponibilizada, realizar pagamentos de cartão de crédito e muito mais. A grande vantagem do Joomla é que este veio resolver o grande problema que constitui o elevado custo de criar e manter um Web site mais ou menos complexo com diversos recursos e conteúdos. Geralmente, são necessárias várias pessoas tais como designers e programadores para a criação deste tipo de sites, o que fica muito caro e ao mesmo tempo, os autores do conteúdo ficam dependentes do pessoal técnico para conseguir publicar o material, o que não acontece com o Joomla e outros CMS. O termo CMS já foi algumas vezes referido, vejamos de que se trata. Um CMS serve para nos ajudar a criar um site de forma rápida e eficiente, ajudando-nos a publicar conteúdos, mesmo que não sejamos técnicos nem profissionais, usando apenas, para tal, uma base de dados pré-definida. 71

86 Vários elementos de um Web site são comuns, como por exemplo, o login do utilizador, a criação, edição e a publicação do conteúdo, a publicação dos banners. No Joomla, todos esses recursos já estão pré-programados e prontos a serem utilizados. É ainda possível a instalação de módulos e componentes que servem para acrescentar algumas funcionalidades que poderão não estar disponíveis na instalação básica (fóruns, chats, galeria de imagens ). Muitos desses recursos (módulos e componentes) estão disponíveis para download na Internet, sendo muitos deles gratuitos. A instalação do Joomla é essencialmente feita através do upload dos arquivos e directórios do Joomla para o directório onde se pretende alojar o site e onde será executado o script PHP, criando-se assim, de forma automática, as tabelas com a base de dados que o sistema irá utilizar (é feito através do browser). O script pedirá o nome de utilizador e a palavra passe do mesmo para aceder ao host/database. O servidor que usarmos para instalar o site deverá ter um suporte para PHP e MySql, o que é relativamente comum. Tudo que se segue na instalação do software em si é feito através do nosso browser. Para a apresentação do sistema de videoconferência, optou-se por elaborar um portal em Joomla. Este tem como principais funcionalidades, a disponibilização de materiais didácticos assim como as transmissões directas e em diferido para que os alunos tenham acesso às aulas presentes, mas também às anteriores. O primeiro passo da elaboração do portal está relacionado com a aparência do site. Foi necessário escolher o template que o suporta. Teve de se prestar principal atenção para a versão do template, tendo esta de ser compatível com a versão do CMS que se tinha instalado: 1.5. Pretendia-se um template simples e intuitivo por forma a que qualquer pessoa fosse mais ou menos capaz de o utilizar, independentemente dos seus conhecimentos informáticos. Assim, a escolha resultou no seguinte template, figura 48: 72

87 Figura 48 - Template escolhido Este constituía-se por três colunas, nas quais, a primeira coluna era o menu, a segunda continha a informação principal e a terceira coluna tinha alguns conteúdos publicitários. As colunas têm um aspecto transparente que permite a visualização de uma imagem de fundo à escolha, dando assim ao site, um aspecto jovem e moderno, não sendo muito maçudo. O que mais agradou neste template foi a possibilidade que oferece ao utilizador de alterar a imagem de fundo. 73

88 No topo da coluna central, encontra-se uma série de imagens de fundo que são aplicadas quando se clica em cima de uma delas, podendo assim, o utilizador alterar a aparência do portal consoante os seus gostos, característica esta, bem interessante na área do ensino, uma vez que se pode relacionar as imagens de fundo com o estabelecimento de ensino ou com o curso em si. Foi então que se teve a ideia de definir como imagens de fundo algumas fotos tiradas à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, obtendo o seguinte resultado, figura 49: Figura 49 Alteração da Imagem de Fundo I A próxima preocupação que se teve foi de eliminar a terceira coluna do site, pois considerou-se que esta não seria necessária, uma vez que o essencial no 74

89 portal a elaborar era a existência de um menu simples e intuitivo e um espaço central, onde a informação seria apresentada. Considera-se fundamental que um site deste tipo seja o mais funcional possível, tendo em conta o objectivo a que se propõe. O passo seguinte consistiu em alterar os links dos menus e a respectiva informação, figura 50. Figura 50 - Menus e Conteúdo Alterado Neste portal, criaram-se duas disciplinas fictícias, sendo estas, o Storytelling e Redes de Computadores. Estas duas cadeiras estão inseridas no link Documentação do menu principal, figura

90 Figura 51 - Menu do Portal Quando se opta por uma delas, temos de fazer o login para poder fazer o download da matéria e para visualizar os conteúdos, figura 52 e somos redireccionados para a página da disciplina em questão. Figura 52 - LOGIN 76

91 Aqui, o formando tem acesso a toda documentação e informação referente às aulas da respectiva disciplina, podendo esta ser uma apresentação em PowerPoint, um documento PDF ou por exemplo, os vídeos que servem de apoio à disciplina, figura 53. Figura 53 - Download de Matéria de Redes de Computadores Para que tal fosse possível, foi necessário instalar um módulo de gestão de ficheiros no Joomla. Uma vez esta tarefa cumprida restou-nos publicar o respectivo plugin e começar a fazer os uploads dos materiais. 4.8 Disponibilização de uma disciplina no Moodle Para além da disponibilização das disciplinas através do portal desenvolvido, também foram disponibilizados os mesmos conteúdos utilizando o Moodle. Desta forma será possível efectuar uma comparação entre a utilização de um portal dedicado a um conjunto de disciplinas e um sistema inteiramente virado para o e-learning. No Moodle uma discplina pode ser acrescentada e uma forma bastante fácil, como é mostrado na Figura 54. O administrador preenche um formulário com os dados da disciplina, onde colocará todos dos dados relativos a esta, como 77

92 por exemplo o nome da disciplina, as semanas de funcionamento e quem é o Professor (ver anexo 5.7). Figura 54 - Inserir uma disciplina no Moodle 4.9 Disponibilização de Vídeo Enquanto que para o acesso a vídeo em diferido, basta colocar os vídeos num servidor Web, no caso do vídeo em directo é necessário utilizar um servidor próprio, como por exemplo, o VLS (VideoLan Server) e VLC (player). Baseando-nos no facto de o VideoLan Server ser um servidor de streaming, torna-se importante tentarmos perceber o que é o streaming. O streaming não é mais que uma tecnologia que nos permite enviar ou receber informação multimédia, podendo esta ser um vídeo, uma música, por exemplo, dividida em pacotes. Ou seja, o receptor dessa informação vai recebê-la pacote a pacote. A informação é partilhada por pacotes de informação. Estes são enviados um a um através de uma rede, mais propriamente a Internet. 78

93 No caso de termos uma largura de banda bastante elevada, os pacotes vão chegar muito rapidamente ao destino e de uma forma sequencial, dando-nos a sensação que estamos a assistir a uma transmissão em tempo real. O streaming tem ainda a vantagem de não haver necessidade de descarregarmos o pacote todo de informação para podermos visualizá-la, podendo assistir a uma transmissão ao mesmo tempo que os pacotes são descarregados [34]. O VideoLan Server é portanto um servidor que nos permite realizar streaming, ou seja, permite-nos enviar fluxos de informação de vídeo ou de áudio, repartida por pacotes de uma forma tão rápida que podemos dizer que estamos a transmitir vídeo ou áudio em tempo real, isto segundo um protocolo IP. Este servidor suporta arquivos MPEG 1, MPEG 2 ou MPEG 4, DVD e canais digitais por satélite, tudo isto, através de uma rede unicast ou multicast. Este servidor tem ainda a vantagem de converter os dados que recebe para o formato MPEG 2-TS antes de ser enviado para o seu destino [35]. Ao contrário do VLS que é um servidor, o VLC é um player, ou seja, é a plataforma que está do lado do cliente e permite reproduzir ficheiros de áudio e vídeo de forma totalmente gratuita, uma vez que o programa é freeware. O VLC ou VideoLan Cliente é um programa que reconhece praticamente todos os códigos, à excepção de arquivos com uma extensão.real. Este permitenos reproduzir a uma qualidade relativamente boa ficheiros de áudio e vídeo com vários formatos tais como MPEG 1, MPEG 2, MPEG 4, DivX, mp3, e muitos outros. Com este programa podemos ainda ter o nosso próprio servidor de streaming, uma vez que podemos configurar um servidor que capture o vídeo de uma câmara Web, fazendo com que vários utilizadores consigo assistir ao mesmo vídeo ou áudio através da rede de Internet [36]. 79

94 Capítulo 5 - Análise de Resultados Neste capítulo, serão apresentados alguns testes realizados, assim como os resultados obtidos dos mesmos º Teste Para além do portal de apoio ao ensino, onde são disponibilizados os materiais didácticos de apoio ao estudo, também foi elaborado um cenário, recorrendo apenas a ferramentas livres, para possibilitar a apresentação de matérias recorrendo à videoconferência e a apresentações remotas de diapositivos. O cenário de testes realizado, apresentado no esquema da figura 55, é constituído por: 80

95 Computador portátil ou pessoal com suporte para dois monitores; Projector multimédia; Câmaras de Vídeo; Monitor, opcional se for utilizado um portátil; Uma ligação à Internet ou à rede local; Um computador pessoal para o formador. Figura 55 - Esquema do Cenário de Testes Na sala de aula, o computador pessoal terá duas saídas visíveis para os utilizadores/formandos, uma saída para um monitor local, onde será mostrada numa janela de vídeo em tempo real o formador. O segundo monitor neste caso será o projector multimédia, que será utilizado para efectuar a projecção das apresentações. 81

96 Este computador será controlado remotamente pelo formador, utilizando o VNC, como se pode observar na figura 56. O formador tem acesso aos dois monitores do computador que se encontram na sala, conseguindo portanto ter controlo sobre o que está a ser mostrado aos formandos. Figura 56 Controlo Remoto de um Computador 82

97 A transmissão de vídeo e áudio entre a sala de formação e o local onde o formador remoto se encontra é efectuado recorrendo à aplicação de software X-lite, anteriormente referida. Para além dos formandos receberem uma janela onde podem ver o formador, a câmara de vídeo existente na sala permite ao formador observar os formandos. Este processo bidireccional tem como objectivo aumentar a interactividade entre os dois extremos. Remotamente, o formador terá um computador pessoal, também munido de uma câmara de vídeo, a executar o software de controlo remoto (VNC) e o softphone (X-lite). O cenário apresentado foi testado em três cenários físicos diferentes, todos dentro do Campus da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Realizouse uma apresentação remota: Em que todos os computadores se encontravam ligados ao mesmo Ponto de Acesso (AP) da rede sem fios da UTAD, realizado no Edifício de Engenharias II; Os computadores encontravam-se ligados a dois APs diferentes, realizado no Edifício de Engenharias I; Apresentação remota, em que os computadores se encontravam ligados a dois APs diferentes, realizado no Edifício de Engenharias II; O primeiro teste realizado envolveu apenas as pessoas envolvidas neste trabalho, tratando-se apenas dum teste para verificar o correcto funcionamento do conjunto. Os objectivos foram plenamente atingidos com este teste, em que os dois lados da comunicação conseguiram comunicar perfeitamente entre si, sendo a qualidade do som e do vídeo excelente. 83

98 No que se refere ao controlo remoto do computador da apresentação podemos considerar que esta pode ser classificada de em tempo real, obviamente que dentro dos parâmetros exigidos para este tipo de aplicações º Teste Após a realização do primeiro teste, sentiu-se a necessidade de ir mais longe e de observar como se comportaria o sistema de videoconferência, se, ao contrário do que aconteceu no primeiro teste, utilizássemos dois Access Point (AP) diferentes, mas contudo, estando na mesma rede, figura 57. Figura 57 - Cenário do Teste 2 84

99 Aproveitou-se também para testar o sistema num cenário semelhante ao de uma sessão de formação, assim, o segundo teste foi realizado num cenário envolvendo mais utilizadores e não apenas a equipa de trabalho. Neste caso, a autora efectuou a apresentação de um trabalho teórico da Unidade Curricular de Storytelling do Mestrado em Comunicação e Multimédia tal como se pode observar na figura 58. Em vez de se prosseguir os trâmites normais de uma apresentação, optou-se por apresentar o trabalho via videoconferência. Este teste teve portanto como audiência os alunos do Mestrado em Comunicação e Multimédia da UTAD. Neste cenário de teste, a sala de aula e o local de onde foi efectuada a transmissão da apresentação encontravam-se distanciados o suficiente para que os APs utilizados pelos equipamentos fossem diferentes. Desta forma, estaremos também dependentes da rede de interligação dos referidos equipamentos. De referir que um dos APs, se encontra muito próximo de uma zona de convívio, que habitualmente se encontra repleta de portáteis ligados à rede sem fios da nossa Universidade. Este factor revelou-se como um problema na apresentação, pois a falta de largura de banda e o atraso nas comunicações revelou-se fatal para a apresentação, tendo impossibilitado o controlo remoto de uma forma correcta e afectando severamente a qualidade do vídeo e do áudio trocado entre os dois pontos em comunicação. O facto de não existirem políticas de QoS (Qualidade de Serviço), relativamente ao serviço de VoIP, a transferência de dados tornou-se debilitada, tal como o áudio que sofreu vários cortes ao longo da transmissão. A videoconferência tornou-se assim impraticável. Pensou-se que este facto pudesse estar relacionado com o facto de ser durante o horário de aulas, estando a rede sobrecarregada, o que não aconteceu a quando do primeiro teste, uma vez que este se deu à noite, quando não havia quase ninguém na universidade figura

100 Figura 58 - Apresentação de um Trabalho Via Videoconferência Inquérito aos alunos No final da apresentação foi distribuído aos alunos um inquérito (ver anexo 5.4) que tinha como objectivo avaliar a apresentação assim como recolher as opiniões de outras pessoas a cerca da videoconferência em geral e as suas áreas de aplicação. Apesar do funcionamento menos bom do sistema, os alunos responderam ao inquérito distribuído obtendo-se o seguinte resultado: À pergunta: O que acha do ensino à distância, os alunos responderam que é um recurso fundamental e uma mais-valia para todos aqueles que não se podem deslocar por qualquer motivo, seja este de doença ou simplesmente um motivo profissional ou de localização espacial. Não deixaram de referir que é pena que este recurso esteja pouco desenvolvido e apenas utilizado em casos excepcionais, sobretudo em Portugal. Comentaram ainda que este tem todo o interesse se devidamente utilizado e com todos os meios necessários. 86

101 A segunda pergunta questionava os alunos relativamente à utilidade da videoconferência, à qual todos responderam afirmativamente, focando essencialmente o factor distância, uma vez que este tipo de recursos permite reunir duas ou mais pessoas que se encontrem em localizações espaciais diferentes, evitando gastos financeiros e temporais excessivos. Relativamente às áreas aplicacionais da videoconferência, as respostas foram unânimes, considerando que este tipo de recurso é essencialmente necessário na Medicina, no Ensino, na Acessibilidade, na área empresarial assim como comercial, jurídica e também social. A última pergunta do inquérito consistiu em recolher a opinião dos alunos a cerca da apresentação via videoconferência à qual tinham acabado de assistir. Responderam mais uma vez de forma unânime, considerando que o grande problema foi mesmo a largura de banda da rede sem fios utilizada, o que dificultou e impediu todo o processo, uma vez que debilitou o sistema de áudio e de vídeo. Referiram ainda o facto da janela de vídeo ser demasiado pequena º Teste Após o resultado menos bom obtido aquando da realização do segundo teste, decidiu-se realizar um terceiro teste com as mesmas características do segundo: A videoconferência realizou-se no mesmo dia da semana, à mesma hora, no entanto, num edifício diferente. Tal como no cenário anterior a sala de aula utilizada e o local de onde foi realizada a transmissão encontram-se distanciados um do outro para que o APs utilizado por cada extremo fosse diferentes, figura

102 Figura 59 - Cenário do Teste 3 Começou-se por instalar um dos computadores portáteis, o projector, assim como uma coluna e os microfones para garantir uma boa transmissão sonora. De seguida, procedeu-se à configuração dos portáteis. Executou-se o VNC no segundo portátil, ou seja, aquele que iria estar a transmitir os acetatos numa das salas de aula, obteve-se o endereço IP do mesmo para que se pudesse configurar o outro computador. Ainda neste portátil, abriu-se também o documento.pdf que se pretendia transmitir. No computador principal, arrancou-se então o programa de controlo remoto em modo de viewer e inseriu-se o endereço IP do outro PC e estabeleceu-se a ligação após a introdução da password do utilizador, figura

103 Figura 60 Configuração do TightVNC Após o VNC ter iniciado, consegue-se então controlar a apresentação que está a decorrer remotamente. Tal como se pode ver na imagem que se segue, consegue-se ver os dois monitores, o do projector com os acetatos e o do portátil onde está o X-lite. Tal como é possível observar na figura 61, o formador, no seu posto de trabalho, consegue visualizar, não só o ambiente de trabalho no seu monitor, mas também o ambiente de trabalho do computador que está a transmitir remotamente a apresentação, assim como o segundo monitor do mesmo, que é, neste caso, o retroprojector. Tem ainda acesso ao vídeo que está a ser transmitido nos dois pontos. Figura 61 Computador a Controlar a Apresentação 89

104 Foi então que se começou a apresentação que, apesar de estarmos em horário de aulas, não se registou quaisquer problemas durante o teste. A Transmissão, tanto de vídeo como de áudio estava de muito boa qualidade. Podemos afirmar que este teste foi um sucesso do ponto de vista técnico. Como este edifício não tem o mesmo volume de clientes da rede sem fios e como nenhum dos APs utilizados se encontravam em zonas susceptíveis de terem muitos clientes ligados, como se passou no teste anterior, não ocorreram problemas relacionados com a falta de largura de banda º Teste Para além dos testes feitos ao sistema de videoconferência, realizou-se também, no âmbito de uma aula de Redes de Computadores, um teste ao portal. Propôs-se assim a cinco alunos de uma escola de informática, com idades aproximadas de 16 anos, testar o portal, efectuando o download de um documento Word, contendo a matéria de que precisavam para a aula. Para tal, foi necessário efectuarem o login. Este foi-lhes disponibilizado com antecedência, assim como um documento, indicando o endereço do portal e um pequeno inquérito [ver anexo 5.5) referente ao site que acabaram de testar. Esperava-se que estes opinassem a cerca da acessibilidade do site e das suas funcionalidades figura

105 Figura 62 - Área de Downloads da Disciplina "Redes de Computadores" Os alunos acederam então ao site e após o percorrer durante alguns minutos, entraram na à área de downloads da disciplina que lhes interessava: Redes de Computadores e descarregaram o ficheiro de que precisavam para a aula figura 63. Achando o site interessante, não ficaram apenas pelos passos que lhes foram inicialmente indicados, mas aproveitaram ainda para visualizar um pequeno vídeo que se encontra na parte do vídeo em diferido. Figura 63 - Alunos a acederem ao portal 91

106 De seguida, responderam ao inquérito que lhes foi distribuído no inicio da aula ao qual responderam de uma forma muito genérica às perguntas que questionavam a cerca do ensino à distância e da videoconferência, mas também o portal que tiveram de testar, obtendo-se o seguinte resultado: À pergunta O que acha do ensino à distância, os alunos responderam que este é muito importante, sobretudo para pessoas que não têm acesso à educação o possam ter, como é o caso da população incapacitada, por motivo de doença ou simplesmente porque as suas vidas profissionais não o permitem, como por exemplo, os trabalhadores estudantes. Todos responderam à segunda pergunta Considera que o recurso de videoconferência é útil, positivamente, pois consideram que assim, as pessoas, mais propriamente os estudantes, não precisam de se encontrar num local específico, como por exemplo na escola ou na universidade, para aprender. À pergunta Em que situações, acha que este tipo de sistema pode ser utilizado, os alunos focaram essencialmente motivos de saúde, como por exemplo, doenças contagiosas, doenças em fase terminal ou simplesmente por motivo de internamento. Relativamente ao portal, responderam à primeira pergunta O que achou do portal a que acabou de aceder que o site está bem construído e organizado, é rápido e de fácil utilização. Uma aluna referiu ainda o facto de apenas as pessoas relacionadas com o site serem capazes de fazer o download da informação, por exemplo, apenas estudantes que soubessem que a disciplina que lhes interessa contem a matéria de que precisam e que para tal, é obrigatório realizar o login para aceder à mesma, figura

107 Figura 64 Aluna a percorrer o portal Responderam afirmativamente à pergunta Considera-o acessível e intuitivo. À penúltima pergunta Sabendo que este portal se destina a complementar e apoiar o ensino à distância, que funcionalidades considera que este deveria ter mais os alunos sugeriram que podia por exemplo ter um link para testes e exames assim como aulas gravadas, estando já esta funcionalidade disponível, apesar de ainda não conter, nesta altura, nenhuma aula gravada, o que terá brevemente. A última pergunta O que acha que se poderia melhorar neste portal pretendia essencialmente que os alunos propusessem algumas ideias para que se melhorasse o mais possível não só o aspecto visual como as funcionalidades que o site detém. A esta pergunta, responderam que o endereço do site deveria ser mais curto de forma a permitir uma melhor memorização do mesmo e referiram o facto de este ser um bocadinho diferente se visualizado com o Internet Explorer em vez do Mozilla Firefox, figura

108 Figura 65 Alunos a descarregarem o documento com a matéria da aula De forma geral pode dizer-se que este teste ao portal correu de forma satisfatória, os alunos tiveram facilidade na utilização do site, as respostas ao inquérito foram satisfatórias e as poucas críticas que os alunos fizeram são construtivas e úteis para o melhoramento do site. No que diz respeito à videoconferência e ao ensino à distância, os alunos, apesar das idades e do nível académico diferentes, responderam de uma forma idêntica aos alunos que realizaram o segundo teste ao sistema da videoconferência, sendo estes últimos mais velhos e mais instruídos academicamente. Portanto, conclui-se que as pessoas vêm estes recursos multimédia de uma forma genérica e têm uma opinião feita relativamente a este tema º Teste Após se ter testado o portal construído para este trabalho, considerou-se importante, testar o portal Moodle pelos mesmos alunos e, assim, ver qual eles preferiam e consideravam mais acessível. Propôs-se aos alunos, acederem ao site, inserindo o login que lhes foi fornecido juntamente com um documento que indicava o endereço do site e um 94

109 pequeno inquérito (anexo 5.6). O objectivo consistia em fazer o download de uma apresentação PowerPoint da disciplina de Storytelling, figura 66. Figura 66 - PDF da disciplina Storytelling Os alunos navegaram pelo portal algum tempo para se familiarizarem com o mesmo e para fazerem o download da matéria de que precisavam, até descobriram que havia possibilidade de comunicarem uns com os outros através de um chat, no entanto não o conseguiram fazer. Tiveram também muita dificuldade em encontrar como se fazia o download do ficheiro pretendido. Por fim, responderam ao pequeno inquérito (ver anexo 5.6), obtendo-se o seguinte resultado: À primeira pergunta O que acha do portal a que acabou de aceder?, três alunos responderam que este era bastante complicado, que não era intuitivo e detentor de pouco interesse. Consideram que é confuso, que tem a informação muito espalhada, sendo difícil encontrar o que se pretende. Apenas uma aluna 95

110 o considerou interessante pelo facto de ter muitas funcionalidades, como um chat, um calendário de eventos, entre outras coisas. À segunda pergunta Considera-o acessível e intuitivo? Todos os alunos responderam de forma unânime, dizendo que o portal não é intuitivo, que é muito complicado de usar, não o conhecendo, a informação encontra-se distribuída e perdida pelo site todo. À pergunta Sabendo que este portal se destina a complementar e apoiar o ensino à distância, que funcionalidades considera que este deveria ter mais?, os alunos consideram que este devia estar mais organizado antes de mais. À pergunta seguinte O que acha que se poderia melhorar neste portal, todos responderam basicamente da mesma forma, pois consideram que se devia melhorar o tipo de navegação, que as funcionalidades deviam estar mais expostas para melhor se aceder a elas, que se devia diminuir o tempo de procura de um documento, criando um caminho mais directo para os conteúdos do portal. A última pergunta Considera-o mais ou menos eficiente do que o site visto na aula anterior?, todos responderam que este era menos eficiente do que o anterior, pois o outro é mais intuitivo, conseguindo-se encontrar o que se pretende muito mais rapidamente. Disseram ainda que, às vezes, é preferível que um portal deste tipo, seja mais eficiente, do que contenha imensas funcionalidades que se calhar acabam por não se usar muito. Referiram que no primeiro site que analisaram, a informação estava melhor distribuída e mais organizada do que neste. 96

111 5.2 Conclusões Após todo um trabalho de pesquisa e testes, chegou-se á conclusão que apesar do grande interesse que poderá despertar e das grandes vantagens que um sistema de videoconferência pode oferecer aos seus utilizadores, este ainda se encontra muito pouco desenvolvido, sobretudo no nosso país, onde este é ainda apenas utilizado em casos excepcionais nas diferentes áreas como por exemplo, a área do ensino. É também fortemente condicionado pelo QoS das nossas redes de computadores (Internet), o qual foi perfeitamente visível num dos testes realizados ao sistema. Relativamente aos mundos 3D, estudaram-se o SecondLife e o MPK20 da Sun, sendo, não tendo o primeiro sido criado com o intuito de ser utilizado para o ensino à distância, ao contrário do segundo que foi elaborado para colaboração à distância. Considera-se ainda que, apesar de estas plataformas 3D apresentarem ainda alguns problemas, estes estão em forte expansão e certamente que em breve, serão acessíveis a qualquer utilizador, independentemente dos seus conhecimentos na área. Verificou-se ainda que poderá não existir nenhum software livre que permita transmissão de vídeo e áudio para vários utilizadores, não sendo possível efectuar uma videoconferência entre mais de um usuário, usando para tal um programa livre. Pode ainda concluir-se que os recursos multimédia no apoio ao Ensino à Distância são ainda precários, esperando-se contudo um forte desenvolvimento futuro, devido à importância e necessidade que este poderá implicar na vida dos nossos estudantes e mesmo dos professores e verifica-se, através dos vários modelos apresentados por diferentes autores que existe a preocupação em melhorar estes recursos. 97

112 5.3 Perspectivas de Trabalho Futuro A nível melhoria, poderá vir a explorar-se a opção de videoconferência com múltiplos utilizadores, para tal, será necessário encontrar ou desenvolver uma aplicação de suporte que permita a transferência de voz e vídeo, utilizando os protocolos VoIP e SIP. Desta forma, um dos possíveis trabalhos futuros, poderia justamente ser, a criação de um pacote de instalação fácil, para que qualquer professor possa utilizar o sistema nas suas aulas. Seria interessante que a aplicação a criar permitisse a visualização do vídeo num ecrã maior tal como acontece com o software Express Talk, visto no Capítulo 4 desta dissertação e tal como foi sugerido ao longo de um dos testes por alguns alunos. Poderia ainda implementar-se algumas funcionalidades de registo automático no portal criado de forma a que os alunos e os professores se pudessem registar de forma automática na central telefónica. 98

113 5.4 Bibliografia 1. Pensamentos Equivocados. 2. Santos, Arnaldo. Ensino à Distância e Tecnologias de Informação - e- learning. s.l. : FCA, À Distância Também Se Aprende. 22 Junho Vidal, Elisabete. Ensino à Distância VS Ensino Tradicional. Universidade Fernando Pessoa, Porto : s.n., Asterisk. 6. Azevedo, Solange Coelho de. Gestão e Organização de Centro de Educação à Distância Canês, Cristina Novo. Modelo de Ensino à Distância baseado em e- Learning para o CEDES. Universidade de Aveiro : s.n., SIP. 9. Sobre a Universidade Aberta. Universidade Aberta Sun Microsystems Universia Voz sobre IP. Wikipédia. 99

114 13. António Valério Netto, Liliane Dos Santos machado, Maria Cristina Ferreira De Oliveira. Realidade Virtual-Definições, Dispositivos e Aplicações. Instituto de Ciências Matemáticas de Computação, São Paulo : s.n. 14. Érica Beatriz Pinto Moreschi de Oliveira, Daisy Pires Noronha. A Comunicação Cientírfica e o Meio. São Paulo : s.n., Fragello, Guillermo. Sistemas de VedeoConferencia Nunes, Carlos. A Plataforma Moodle Rachel Capelini Suzuki, Tatiane Regina Bonfim. Aplicações de Recursos Computacionais no Ensino à Distância, IV Congresso RIBIE Research, Linden. Second Life RTP. Telescola O que é a videoconferência. Universia FirsSolutions SLImageUpload Streaming. Wikipédia Terra VLC Protocol. SecondLife. 100

115 27. F1 Help - SecondLife - Menu Commands. SecondLife F1 Help - SecondLife - Streaming Media FAPI. t=2007_out_ Portal da Justiça. [En ligne] 31. JoomlaPT Dongsong Zhang, J. Leon Zhao, Lina Zhou, Jay F. Nunamaker. Can E- Learning Replace Classroom Learning? Communications of the ACM. 2004, Vol Declan Dagger, Alexander O'Connor, Séamus Lawless, Eddie Walsh, Vincent P. Wade. Service-Oriented E-Learning Platforms. IEEE Internet Computing Sprey, Jan A. Videoconferencing as a Communication Tool. IEEE. 1997, Vol Paul, Grant. An Overview Of Videoconferencing Technology. IEEE Chen, Gang, et al. Collaborative Education Model and Its Application in E- learning. IEEE Computer Society Conferência sobre Comunicação, Educação e Formação no Second Life, on-line Gomes, Maria João. Gerações de Inovação Tecnológica no Ensino à Distância. Revista Portuguesa de Educação. Universidade do Minho,

116 5.5 Anexos X-lite Manual de Instalação e Configuração Após o download do programa X-lite, deve-se instalá-lo. INSTALAÇÃO A instalação é simples e faz-se como qualquer outro programa: Passo 1: 102

117 Passo 2: Leia e aceite a licença (Se concordar). Passo 3: Escolha a pasta de destino. 103

118 Passo 4: Opte onde colocar os ícones. Passo 5: Finalização. 104

119 Passo 6: Execução e Configuração: Na primeira vez que instalar, escolha a opção YES para a configuração. CONFIGURAÇÃO: Passo 1: Escolha a opção Add. 105

120 Passo 2: Domain: User name: (O login fornecido) Display Name: (O seu nome) Password: (A password fornecida) Authorization User name: (igual ao user name) Domain Proxy Register with domain and receive incoming calls Send outbound via: Domain 106

121 Passo 3: Escolher Close Passo 4: O X-Lite está então pronto a ser utilizado. Só lhe resta ligar. 107

122 5.5.2 Inquérito do Teste 2 RECURSOS MULTIMÉDIA NO APOIO AO ENSINO À DISTÂNCIA 1. O que acha do ensino à distância? 2. Considera que o recurso de videoconferência é útil? Sim Não Porquê? 3. Em que situações acha que este tipo de sistema pode ser utilizado? 4. O que acha que se podia melhorar na apresentação via videoconferência a que acabou de assistir? Obrigada pela sua colaboração. 108

123 5.5.3 Inquérito do teste 4 RECURSOS MULTIMÉDIA NO APOIO AO ENSINO À DISTÂNCIA Aceda ao site /mestrado/joomla-vanessa Efectue o seu login para poder aceder à área de downloads Username: aluno02 Password: utad 1. O que acha do ensino à distância? 2. Considera que o recurso de videoconferência é útil? Sim Não Porquê? 3. Em que situações acha que este tipo de sistema pode ser utilizado? 109

124 4. O que acho do portal a que acabou de aceder? 5. Considera-o acessível e intuitivo? Sim Não 6. Sabendo que este portal se destina a complementar e apoiar o ensino à distância, que funcionalidades considera que este deveria ter mais? 7. O que acha que se poderia melhorar neste portal? Obrigada pela sua colaboração. 110

125 5.5.4 Inquérito do Teste 5 RECURSOS MULTIMÉDIA NO APOIO AO ENSINO À DISTÂNCIA Aceda ao site /alunos/vanessa/moodle Efectue o seu login para poder aceder à área de downloads Username: aluno02 Password: utad 1. O que acha do portal a que acabou de aceder? 2. Considera-o acessível e intuitivo? Sim Não Porquê? 3. Sabendo que este portal se destina a complementar e apoiar o ensino à distância, que funcionalidades considera que este deveria ter mais? 4. O que acha que se poderia melhorar neste portal? 111

126 5. Considera-o mais ou menos eficiente do que o site visto na aula anterior? Porquê? Obrigada pela sua colaboração. 112

127 5.5.5 Criar uma disciplina no Moodle O utilizador começa por realizar o seu login: Abre-se uma interface que permite ao administrador criar, por exemplo, uma disciplina. Para isso, este tem de clicar no link Disciplina : 113

128 Escolhe-se a opção Adicionar/Editar disciplinas : Clica-se em Adicionar nova Disciplina : 114

129 De seguida, é necessário dizer a que curso esta disciplina pertence e qual o seu nome: Pode ainda referir se as inscrições para a disciplina estão abertas ou não, quando será o início e o fim das mesmas, qual o professor, entre outras coisas: 115

130 Para activar a disciplina, apenas resta gravá-la: Resta atribuir os cargos aos diferentes utilizadores da plataforma: 116

131 Podemos, por exemplo, definir quem será o administrador da disciplina: Gravam-se as alterações: 117

132 Podemos agora ver que no Cursos de Formação, existem duas disciplinas: Redes de Computadores II e Storyelling: Inserir Conteúdos didácticos numa disciplina no Moodle Clica-se na disciplina na qual se pretende inserir conteúdos: 118

133 No menu que se encontra no lado direito inferior, clica-se na opção Ficheiros : Escolhe-se a opção Enviar Ficheiro para se seleccionar o ficheiro que se pretende associar à disciplina: 119

134 Clica-se em procurar para se poder seleccionar a fonte do ficheiro e envia-se o ficheiro: Grava-se para que o ficheiro fique activo. Após ter acedido à página principal do Moodle e feito login, deve "Activar modo de edição": 120

135 Clica-se então na disciplina a que se pretende adicionar um ficheiro: Selecciona-se a semana em que se pretende leccionar determinada matéria: 121

136 Só falta adicionar uma notícia: Começa-se um novo tema : 122

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