SUBSÍDIOS PARA O MANEJO SUSTENTÁVEL NA FLORESTA ESTADUAL DO AMAPÁ: ESTRUTURA E DINÂMICA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "SUBSÍDIOS PARA O MANEJO SUSTENTÁVEL NA FLORESTA ESTADUAL DO AMAPÁ: ESTRUTURA E DINÂMICA"

Transcrição

1 Universidade Federal do Amapá - UNIFAP Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Tropical - PPGBIO Mestrado e Doutorado UNIFAP / EMBRAPA-AP / IEPA / CI-BRASIL PERSEU DA SILVA APARÍCIO SUBSÍDIOS PARA O MANEJO SUSTENTÁVEL NA FLORESTA ESTADUAL DO AMAPÁ: ESTRUTURA E DINÂMICA MACAPÁ AP 2013

2 PERSEU DA SILVA APARÍCIO SUBSÍDIOS PARA O MANEJO SUSTENTÁVEL NA FLORESTA ESTADUAL DO AMAPÁ: ESTRUTURA E DINÂMICA Tese apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Biodiversidade Tropical, como parte dos requisitos para obtenção do título de Doutor em Biodiversidade Tropical. Orientadora: Dra. Eleneide Doff Sotta Co-orientador: Dr. Marcelino C. Guedes MACAPÁ - AP 2013

3 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Biblioteca Central da Universidade Federal do Amapá Aparício, Perseu da Silva. Subsídios para o manejo sustentável na floresta estadual do Amapá: estrutura e dinâmica / Perseu da Silva Aparício; orientadora Eleneide Doff Sotta; co-orientador Marcelino C. Guedes. Macapá, f. Tese (Doutorado) Fundação Universidade Federal do Amapá, Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Tropical. 1. Floresta Conservação. 2. Desenvolvimento sustentável Amapá. 3. Recursos naturais Conservação. 4. Fitossociologia. I. Sotta, Eleneide Doff. (orient.). II. Guedes, Marcelino C. (co-orient.). III. Fundação Universidade Federal do Amapá. IV. Título. CDD. (22.ed)

4 PERSEU DA SILVA APARÍCIO SUBSÍDIOS PARA O MANEJO SUSTENTÁVEL NA FLORESTA ESTADUAL DO AMAPÁ: ESTRUTURA E DINÂMICA Banca Examinadora: Dr. João da Luz Freitas (IEPA) Dr. Luciano Araújo Pereira (UEAP) Dr. Silas Mochiutti (EMBRAPA/AP) Dr. Niro Higuchi (INPA) Orientador: Dra. Eleneide Doff Sotta (EMBRAPA) Co-orientador: Dr. Marcelino C. Guedes (EMBRAPA) MACAPÁ-AP Dezembro/ 2012

5 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho aos meus filhos e bênçãos Taiguã e Tauã, fontes de inspiração e motivação para continuar a trilhar os desafios.

6 O Senhor é a minha luz e a minha salvação. De quem terei medo? O Senhor é a fortaleza da minha vida. A quem temerei? Ainda que um exército se acampe contra mim não se atemorizará o meu coração, e, se estourar contra mim a guerra, ainda assim terei confiança. Salmo 27, v. 1,2 e 3

7 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus por ter me ofertado saúde, força e capacidade para enfrentar todos os obstáculos durante todo o curso de pós-graduação, principalmente na fase final da tese. Ao Programa de Pós Graduação em Biodiversidade Tropical pela oportunidade de aperfeiçoamento profissional. A Universidade do Estado do Amapá (UEAP) e seus dirigentes pela compreensão e incentivo concedido por meio de licença para coleta de campo e viagem para cumprimento dos deveres do Doutorado. A EMBRAPA-AP, pela confiança a mim depositada, pelo apoio financeiro e por todos os momentos de aprendizado adquiridos no campo cujos ensinamentos são indeletáveis. A Eleneide Doff Sotta, por todo exemplo demonstrado como pessoa e como profissional, pela confiança, pelos momentos de descontração, pela simplicidade, paciência, dedicação, respeito e amizade. A Marcelino Carneiro Guedes, por aceitar co-orientar-me, por me ingressar no cenário científico do Amapá, por estar sempre ao meu lado, pelos ensinamentos, apoio total, pela orientação, amizade, respeito, dedicação e paciência em todos os trabalhos realizados. A todos os motoristas e funcionários que fazem parte da Instituição EMBRAPA - AP, que viajaram para o município de Porto Grande por diversas vezes, em especial a Carlão, por todo companheirismo, paciência, auxílio no levantamento dos dados de campo durante o trabalho. A Wegliane Campelo da Silva Aparício, pela coragem, atitude, pelas discussões, pela revisão de texto, pela luta, por se fazer sempre presente nas dificuldades e conquistas e pela dedicação incomensurável, a qual jamais desapareceu de minhas lembranças, e, sou eternamente grato e abençoado por ter participado de sua vida. Aos amigos das comunidades de estudo, Filismino e família, Inês e família, Paulão (Finado), Adonias, pela moradia, televisão, peixe, camarão e açaí cedidos, por conceder autorização para a pesquisa e por toda colaboração, confiança, respeito e apoio. Aos meus orientandos Diego Armando, Anderson Pedro, João Matos, Robson Borges, Robson Carmo, Vanessa Santos, Camila Severiano, Rayanny, Harliany, Luandson, Elizabete, Renam, Samara, Marcos Vinicios, Nicacio, Aislan, Francisco, Aloncio, Erick Santos, por serem amigos desbravadores, por toda ajuda em campo, pelo companheirismo, união, consideração, respeito, humildade, pelos memoráveis momentos de descontração e por todo apoio durante este trabalho.

8 A minha família, pai, mãe, irmãos e cunhados, por serem meus verdadeiros amigos, minha referência e alicerce, por estarem ao meu lado nas horas de alegria e de tristeza, pelo incentivo à conclusão do doutorado. Ao meu tio Emano Saita Aparicio por ter me ajudado no ingresso da pós-graduação, e acreditado que poderia concluir meus objetivos. Ao meu sogro e sogra, por toda confiança, dedicação, paciência, companheirismo, consideração, incentivo e principalmente pela amizade, parceria e respeito. Aos meus filhos Taiguã e Tauã por promover os melhores momentos da minha vida, dedico.

9 RESUMO Estudos florísticos e estruturais com espécies arbóreas adultas e em regeneração são imprescindíveis para garantir a sustentabilidade do manejo de uma comunidade florestal. Nesses termos, o objetivo deste trabalho foi inferir sobre a potencialidade do manejo florestal em floresta ombrófila densa, a partir de atributos da estrutura e dinâmica das espécies arbóreas adultas e em regeneração natural. A área de estudo está localizada na Floresta Estadual do Amapá (FLOTA/AP), região central do estado, Amazônia, Brasil. As principais fitofisionomias presentes são Floresta Ombrófila Densa de terras baixas, Floresta Ombrófila Densa Submontana e Transição Cerrado Floresta. Inicialmente, foram inventariadas as árvores caídas presentes em 30 unidades amostrais em cada fitofisionomia da FLOTA, de maneira aleatória. Todas as árvores caídas com diâmetro à altura do peito a 1,30 m do solo (DAP) > 10 cm foram submetidas à cubagem rigorosa por meio dos procedimentos descritos por Smalian para determinação do volume comercial. Para gerar uma equação de predição do volume, cinco modelos de simples entrada (DAP); e oito de dupla entrada (DAP e altura comercial do fuste (H), combinadas ou não) foram testados. O volume real das árvores, obtido pela cubagem rigorosa, foi comparado com os volumes estimados pelas equações são de simples entrada e de dupla entrada com melhor ajuste dos dados e com o volume cilíndrico com fator de forma 0,7. O volume gerado por cada método foi comparado com o volume real da testemunha por meio do teste t pareado. Posteriormente, foram implantadas parcelas permanentes no segundo módulo da FLOTA/AP, por meio de amostragem em conglomerados. O universo amostral abrangeu uma população de 500 ha, distribuídos em três distintas áreas (unidades primárias - UP), equidistantes em, aproximadamente, m. Cada unidade primária foi disposta em forma quadrada com cinco parcelas permanentes de 100 x100 m para inventário de árvores adultas (DAP > 10cm), abrangendo uma área de 5 ha/up e 15 ha no total. Cada parcela foi subdividida em 100 subparcelas de 10x10 m. Destas foram sorteadas 20 subparcelas para o estudo da regeneração natural e inventário de arvoretas (5 < DAP < 10 cm). Em cada subparcela sorteada também foi implantada, aleatoriamente nos vértices, subunidade de 5x5m para inventário da regeneração natural em vara (2,5 < DAP < 5 cm). Também foram mensuradas as alturas comerciais, presença ou ausência de cipós competidores, oco e cupim, posição sociológica, qualidade e classe do fuste. O monitoramento da vegetação ocorreu entre os anos de 2010 e 2012, com remedições anuais. Foram calculados os parâmetros fitossociológicos e regeneração natural por classe de altura. Também foram gerados histogramas da estrutura diamétrica e estimado o volume total. A similaridade florística entre cada um dos dois níveis de regeneração natural e das unidades primárias, foi realizada por meio de análise de agrupamento. Todas as espécies identificadas foram separadas em grupos de valor madeireiro. O crescimento das espécies foi avaliado a partir dos incrementos periódicos anuais percentuais em diâmetro, taxas de recrutamento e mortalidade. Quando geradas as equações volumétricas por fitofisionomia e geral (n = 216 árvores caídas), foi verificado que os modelos de simples entrada de Husch e dupla entrada de Schumacher-Hall (Ln) geraram os melhores ajustes para a Floresta Ombrófila Densa, tanto para as de terras baixas, quanto para as submontanas e de transição cerrado-floresta. Não foram observadas diferenças significativas entre as estimativas de volume geradas pelas equações de simples (Husch) e dupla entrada (Schumacher-Hall (Ln)) com o volume real (t = 0,81 e p = 0,42; t = 0,62 e p = 0,53, respectivamente) das árvores da Floresta Ombrófila Densa do Amapá. Sempre que for possível medir com confiança a altura comercial das árvores, recomenda-se o uso da equação de dupla entrada (LnV = -8,75 + 1,88*LnDAP + 0,82*LnHc) para estimativa dos volumes. Se apenas medidas do DAP estiverem disponíveis é possível utilizar a equação (LnV = -7,92 + 2,21*LnDAP) de simples entrada. Foram inventariados 7557 indivíduos arbóreos vivos com DAP > 10 cm, distribuídos em 38 famílias botânicas, 115 gêneros, 183 espécies, com 12 indeterminadas. O índice de diversidade de Shannon encontrado foi de 4,38 nats/ind. Dentre as espécies mais importantes com valor comercial podem ser citadas: Tabebuia serratifolia, Apeiba tibourbou e Bowdichia nitida. O

10 número de árvores foi estimado em 504 indivíduos.ha -1, com volume total de 383,22 m 3, distribuídos em 112,13 m 3 nas árvores com DAP s entre 10 e 40cm, 40,98 m 3 para arvores com DAP s entre 40 e 50cm e 201,56 m 3 apenas para árvores com DAP s maior 50cm. A regeneração natural foi composta por indivíduos, pertencentes a 38 famílias botânicas, 93 gêneros e 141 espécies arbóreas. O agrupamento formou três grupos florísticos. Quanto à dinâmica florestal, ocorreu a perda de aproximadamente 3 % dos dados obtidos em campo, gerando um total de plantas vivas em 2010, com aumento de 0,46 % em 2011 e baixa de 0,90 % em 2012, em relação ao inicio do monitoramento. A estimativa total por hectare de varas, arvoretas e árvores foi de indivíduos. O número de indivíduos e o crescimento diamétrico das espécies foram influenciados pelo fator tempo. O inventário demonstrou que nove espécies contêm taxas de recrutamento contínua nas seis classes diamétricas iniciais, com variação de 0,02 a 0,87 %: Eschweilera coriacea, Osteophloeum platyspermum, Pourouma ovata, Eugenia sp., Iryanthera paraensis, Micropholis acutangula, Micropholis longipedicellata, Pouteria sp.1 e Sclerolobium melanocarpum. Os maiores índices de mortalidade foram observados nas classes iniciais, com exceção da classe com diâmetros acima de 110 cm (Mezilaurus itauba - 3,7 %). De maneira geral, as taxas de ingresso apresentaram valores superiores em relação à mortalidade. Quanto aos incrementos periódicos médios em DAP, durante os três anos de monitoramento foram encontrados valores para a floresta variando de 0,6 a 0,8 cm ano -1. O local de estudo apresentou um satisfatório número de espécies adultas comercializáveis com relevante número de indivíduos, boas condições fitossanitárias e volume apto à exploração, além de oferecer indivíduos jovens das espécies alvo de corte para manter a capacidade produtiva da floresta após a exploração. Palavras-chave: Fitossociologia; Crescimento; Amazônia.

11 ABSTRACT Floristic and structural studies with tree and regeneration species are essential to sustainability management of forest. So the aim was to know potential of forest management in tropical rain forest, from attributes of structure and dynamics of tree and regeneration species. The study is located in Amapá State Forest (FLOTA / AP), Amazon, Brazil. There are three types vegetation: dense rain forest lowland, lower montane rain forest and savanna-forest transition. Initially, fallen trees were inventoried present in 30 sampling in types vegetation. All fallen trees with diameter at breast height to 1.30m (DBH) > 10 cm was mensured by Smalian procedures to determine volume. To prediction equation of volume, five models with single entry (DAP), and eight double entry (DBH and commercial height (H), combined or not) were tested. The actual volume of trees was compared with volumes estimated by simple and double equations, and with cylindrical volume (form factor 0.7). The volume generated by each method was compared with the actual volume of the witness by the paired t test. Later, plots were established three primary units (UP) in the second module FLOTA / AP to estimated 500 ha. Each primary units was arranged with five plots (100 x100m) for inventory trees (DBH > 10cm). Each plot was divided into 100 subplots of 10x10 m. These 20 plots were selected for study regeneration (5 < DBH < 10 cm). In each subplot was also implemented randomly subunit 5x5m (regeneration in 2.5 < DBH < 5 cm). Also the commercial heights, presence or absence of competitors vines, hollow termite, sociological position, quality and class of stem were measured. Vegetation monitoring occurred between 2010 and Parameters phytosociological were calculated and regeneration by height class. Histograms diameter structure were generated and estimated total volume. The floristic similarity between regeneration and primary units was performed by cluster analysis. All species were separated into groups of timber value. The growth of species was evaluated from annual percentage increases in diameter, recruitment and mortality rates. With volumetric equations by vegetation type (n = 216 fallen trees), it was found that of single entry Husch and double entry Schumacher-Hall (Ln) generated the best for Rain Forest, both for lowland, submontane and transitional savanna-forest. No significant differences were observed between volume estimates by Husch and Schumacher-Hall (Ln) with actual volume (t = 0.81 and p = 0.42, t = 0.62 p = 0.53, respectively). Where it is possible to measure with confidence the commercial height of trees, it is recommended to use of double-entry equation (LNV = * * LnDAP LnHc) to estimate volumes. If only DBH are available it is possible to use equation (LNV = * LnDAP) with single entry. We recorded 7557 individual trees (DBH > 10 cm), distributed in 38 botanical families, 115 genera, 183 species, with 12 indeterminate. The Shannon diversity index was 4.38 nats / ind. Among the most important species value can be cited: Tabebuia serratifolia, Apeiba tibourbou and Bowdichia nitida. The number of trees was estimated at 504 individuals.ha -1, with a total volume of m 3, distributed in trees with DBH 10 and 40cm ( m 3 ), m 3 for trees with DBH 40 and 50cm and m 3 for trees with DBH larger 50cm. Regeneration was composed of 2,700 individuals, belonging to 38 botanical families, 93 genera and 141 species. The cluster formed three floristic groups. As for forest dynamics, the loss occurred in approximately 3% of data obtained, generating a total of 10,209 plants in 2010, an increase of 0.46% in 2011 and low of 0.90% in 2012, compared to beginning of monitoring. The total estimate per hectare was individuals (tree and regenaration). The number of individuals and diameter growth of species were influenced by time factor. The survey showed that nine species contain continuous recruitment rates in six initial diameter classes (0.02 to 0.87%): Eschweilera coriacea, Osteophloeum platyspermum, Pourouma ovata, Eugenia sp., Iryanthera paraensis, Micropholis acutangula, Micropholis longipedicellata, Pouteria sp.1 and Sclerolobium melanocarpum. The highest mortality rates were observed in initial classes except class with diameters above 110 cm (Mezilaurus itauba - 3.7%). In general, recruitment rates showed higher values in relation to mortality. As for periodic increments, during the three years of monitoring values were found ranging from 0.6 to 0.8 cm year -1. The study site

12 presented a satisfactory number of marketable species with relevant number of individuals, good phytosanitary conditions and volume fit to exploitation, as well as offering young individuals species of target cutting to maintain productive capacity of forest after logging. Key words: Phytosociology; Growth; Amazon

13 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Figura 2 Localização da Floresta Estadual do Amapá com seus limites e tipologias florestais características, com destaque para o segundo módulo ao sul do estado (Imagem do Satélite LANDSAT7 ETM+ Distribuição diamétrica e altura comercial média (Hc) das árvores caídas na Floresta Estadual do Amapá, Amazônia, Brasil Figura 3 Distribuição diamétrica de árvores vivas e caídas a cada hectare na Floresta Estadual do Amapá, Amazônia, Brasil. 38 Figura 4 Figura 5 Figura 6 Análise de distribuição gráfica de resíduos dos modelos de simples entrada para equação de árvores caídas na Floresta Estadual do Amapá. Onde: 1 - Koperzky-Gehrhardt; 2 - Hohenald-Krenn; 3 Husch; 4 Brenac; 5 Husch-Não linear. Análise de distribuição gráfica de resíduos dos modelos de dupla entrada para equação de árvores caídas na Floresta Estadual do Amapá. Onde: 1 Spurr; 2 Stoate; 3 - Naslund; 4 Meyer; 5 - Meyer modificada; 6 - Spurr (Ln); 7 - Schumacher-Hall (Ln); 8 - Schumacher-Hall-não linear. Curva do número de espécie por número de parcelas amostradas (área) representando a composição florística da floresta ombrófila densa inventariada no município de Porto Grande, Amapá, Amazônia Figura 7 Figura 8 Figura 9 Unidade Amostral Secundária (US) permanente, utilizada para o estudo das espécies arbóreas adultas e em regeneração natural no segundo módulo da FLOTA/AP Dendrograma representando as sequências de agrupamento em três áreas de estudo (A1; A2; A3) e dois níveis de regeneração natural (arvoreta < DAP < 10.0 cm; vara <DAP <5.0 cm) em floresta ombrófila densa, Porto Grande/AP. Distribuição do numero de indivíduos em distintas classes diamétricas numa floresta ombrófila densa, Porto Grande, Amapá, Amazônia. Onde: 1 (2.5 < DAP < 5cm); 2 (5 < DAP < 10cm); 3 (10 < DAP < 20cm);4 (20 < DAP < 30cm); 5 (30 < DAP < 40cm); 6 (40 < DAP < 50cm); 7 (50 < DAP < 60cm); 8 (60 < DAP < 70cm); 9 (70 < DAP < 80cm); 10 (80 < DAP < 90cm); 11 (90 < DAP < 100cm); 12 (100 < DAP < 110cm);13 (DAP > 110cm)

14 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Modelos volumétricos utilizados para representar a volumetria da Floresta Estadual do Amapá, Amazônia. 35 Tabela 2 Suficiencia amostral para numero de indivíduos e volume por hectare na Floresta Estadual do Amapá. FODTB Floresta ombrofila densa de terras baixas; FODSm Floresta ombrofila densa submontana; TCF Transição cerrado-floresta. N.U.L número unidades locadas; N.O.U numero ótimo de unidades; IC intervalo de confiança; E.A. erro de amostragem. 36 Tabela 3 Ajuste das equações de volume para as árvores caídas testadas nos modelos de simples entrada para Floresta Estadual do Amapá (FLOTA/AP). Onde: β0, β1 parâmetros estatísticos dos modelos; p nível de significância dos parâmetros dos modelos; F valor calculado da análise de variância; R²aj coeficiente de determinação ajustado; Syx erro padrão residual absoluto; Syx% - erro padrão residual relativo; IF ídice de furnival absoluto; IF% ídice de furnival relativo. 40 Tabela 4 Ajuste das equações de volume para as árvores caídas testadas nos modelos de dupla entrada para Floresta Estadual do Amapá (FLOTA/AP). Onde: β0, β1 parâmetros estatísticos dos modelos; p nível de significância dos parâmetros dos modelos; F valor calculado da análise de variância; R²aj coeficiente de determinação ajustado; Syx erro padrão residual absoluto; Syx% - erro padrão residual relativo; IF ídice de furnival absoluto; IF% ídice de furnival relativo. 41 Tabela 5 Relação das espécies arbóreas inventariadas, distribuição espacial pelo método Payandeh (Pi) e gupo de valor madeireiro (GVM) numa floresta ombrófila densa, Porto Grande, Amapá, Amazônia. 59 Tabela 6 Parâmetros Fitossociológicos de espécies arbóreas inventariadas numa floresta ombrófila densa, Porto Grande, Amapá, Amazônia. Onde: N numero total de indivíduos; DR densidade relativa; FR freqüência relativa; DoR dominância relativa; VI valor de importância; H altura comercial (metros); DAP diâmetro a altura do peito a 1.30m do solo (metros). 67 Tabela 7 Estoque volumétrico e potencial das árvores nas unidades primárias (UP) numa floresta ombrófila densa, Porto Grande, Amapá, Amazônia. Onde: Qf qualidade do fuste; N número total de indivíduos; V volume em m³.ha -1 ; PC presença de cupim; C presença de cipós competidores; O presença de oco.

15 72 Tabela 8 Estimativa do percentual da Regeneração Natural Total (RNT) para as arvoretas* (5.0 < DAP < 10.0 cm) e varas** (2.5 < DAP <5.0 cm) por classe de altura em Porto Grande/AP, listados em ordem decrescente de acordo com o maior valor de RNT, onde DR= Densidade Relativa; FR = Freqüência Relativa e RNC1 = Regeneração Natural na Classe 1 de altura; RNC2 = Regeneração Natural na Classe 2 de altura e RNC3 = Regeneração Natural na Classe 3 de altura. 85 Tabela 9 Taxa de recrutamento (R) e mortalidade (M) por classe diamétrica das espécies arbóreas inventariadas numa floresta ombrófila densa, Porto Grande, Amapá, Amazônia. Em que: classe 1(2,5 < DAP < 5cm), classe 2 (5 < DAP < 10cm), classe 3 (10 < DAP < 20cm), classe 4 (20 < DAP < 30cm), classe 5 (30 < DAP < 40cm), classe 6 (40 < DAP < 50cm) classe 7 (50 < DAP < 60cm), classe 8 (60 < DAP < 70cm), classe 9 (70 < DAP < 80cm), classe 10(80 < DAP < 90cm), classe 11(90 < DAP < 100cm), classe 12 (100 < DAP < 110cm) e classe 13 ( 110cm). 103 Tabela 10 Taxa de recrutamento (t), mortalidade (M), incremento periódico anual percentual (IPA) e incremento periódico anual médio (IPAm) nas classes diamétricas numa floresta ombrófila densa, Porto Grande/AP. 117 Tabela 11 Tabela 12 Teste de hipósete multivariado de Wilks para o efeito tempo (T) e interações sobre o número de indivíduos (N) e crescimento em diâmetro (C) entre as Unidades Primárias (UP), Nível de inclusão e Grupo de valor madeireiro (GVM) em uma floresta ombrófila densa, Porto Grande/AP. Crescimento em diâmetro (cm), representado pelo desvio padrão, nas Unidades Primárias (UP) quanto ao Grupo de valor madeireiro (GVM) em uma floresta ombrófila densa, Porto Grande/AP

16 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO GERAL OBJETIVOS DE ESTUDO ESTRUTURA DA TESE REVISÃO DE LITERATURA Fitossociologia Regeneração Natural no Contexto do Manejo Sustentável Dinâmica Florestal DESCRIÇÃO DO LOCAL DE ESTUDO ESQUAÇÕES VOLUMÉTRICAS DE ÁRVORES CAIDAS EM DIFERENTES FITOFISIONOMIAS DA FLORESTA AMAZÔNICA, BRASIL RESUMO ABSTRACT INTRODUÇÃO..., MATERIAL E MÉTODOS Caracterização da Área... Estrutura Florestal Equação Volumétrica Validação da Equação Volumétrica RESULTADOS Estrutura Florestal Equação Volumétrica Validação da Equação Volumétrica DISCUSSÃO Estrutura Florestal Equação Volumétrica Validação da Equação Volumétrica CONCLUSÕES... APTIDÃO DE ESPÉCIES ARBÓREAS O MANEJO EM FLORESTA OMBRÓFILA DENSA, AMAPÁ, AMAZÔNIA... RESUMO... ABSTRACT... INTRODUÇÃO... MATERIAL E MÉTODOS Caracterização da Área Inventário Florestal Análise Estrutural... RESULTADOS Florística e Fitossociologia

17 3.3.2 Estrutura Arbórea Potencial Madeireiro DISCUSSÃO Florística e Fitossociologia Estrutura Arbórea Potencial Madeireiro CONCLUSÕES... 4 NÍVEIS DE REGENERAÇÃO NATURAL PARA SUBSÍDIO AO MANEJO EM FLORESTA DE TERRA FIRME NO AMAPÁ... RESUMO ABSTRACT INTRODUÇÃO MATERIAL E MÉTODOS RESULTADOS DISCUSSÃO CONCLUSÕES DINÂMICA DO CRESCIMENTO DE ESPÉCIES ARBÓREAS EM FLORESTA OMBRÓFILA DENSA NO AMAPÁ RESUMO ABSTRACT INTRODUÇÃO MATERIAL E MÉTODOS RESULTADOS DISCUSSÃO CONCLUSÕES CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS

18 17 1 INTRODUÇÃO GERAL Os processos evolutivos têm modificado espontaneamente as florestas há milhares de anos, resultando no equilíbrio dos sistemas estruturais e funcionais da natureza. No entanto, nas últimas décadas têm sido intensas as mudanças provocadas pelo homem, ocasionando impactos positivos e negativos à biodiversidade. O principal responsável pelas expressivas transformações nas florestas é o desmatamento irracional para expansão urbana e/ou desenvolvimento rural. A atividade ocorre sem critérios de seleção, comprometendo a estrutura e diversidade florística das áreas atingidas e adjacentes. Historicamente, a região amazônica é alvo de interferências, com explorações desde o descobrimento à atualidade. Segundo Lima Filho et al. (2004), a região amazônica vem sofrendo interferência humana inadequada, exigindo da sociedade uma perspectiva de aproveitamento socioeconômico mais elaborado e consistente, incluindo aspecto sobre o conhecimento da sua biodiversidade. No entanto, é uma região bastante heterogênea no que diz respeito à sua composição florística, evidenciando a complexidade dos grupos vegetais que a compõem. Os impactos decorridos do desmatamento mobilizaram o Governo Brasileiro a estimular discussões sobre proteção da biodiversidade. Normas e legislações específicas foram criadas a partir dos conhecimentos empíricos e científico para mitigar as ações de desenvolvimento. No ano de 1965, foi criado o código florestal brasileiro (lei 4.771/65) o qual definiu que as florestas da Amazônia só poderiam ser utilizadas através de plano de manejo. Décadas mais tarde o ministério do meio ambiente publicou a Instrução Normativa nº4/2006 (Autorização Prévia à Análise Técnica de Plano de Manejo Florestal Sustentável APAT), e posteriormente a Instrução Normativa nº 05/2006, que dispõe sobre procedimentos técnicos para elaboração, apresentação, execução e avaliação técnica de Planos de Manejo Florestal Sustentável - PMFS nas florestas primitivas e suas formas de sucessão na Amazônia Legal. O manejo florestal também foi normatizado em áreas de assentamentos (IN nº65/2010), exigindo o licenciamento ambiental para exploração das florestas com mecanismos de controle dos cortes, regeneração e do estoque existente. No entanto, são isentos do PMFS o corte raso através do uso alternativo do solo pela agropecuária (limitado a 3 ha/ano até atingir 20% da área total) e a exploração não comercial realizada pelas pequenas propriedades e agricultores familiares.

19 18 Ainda existem inúmeros questionamentos que precisam ser esclarecidos, que variam desde princípios ecológicos (definição de diâmetro e ciclos de cortes distintos por espécie) aos econômicos (aumento das áreas destinadas à agropecuária). No ano de 2012, A lei nº , que diz respeito ao Novo Código Florestal, estabeleceu o novo regime jurídico de proteção da vegetação nativa. No entanto, longe do que se esperava pelos ambientalistas, houve um retrocesso ambiental em sua reformulação. Uma questão relevante para a conservação é o tamanho da área, considerando que a diminuição desta resulta em alterações no fluxo de nutrientes, número de indivíduos e espécies (Mantovani e Santos, 2007). Thomaziello (2007) complementa que uma floresta aparentemente homogênea apresenta indivíduos de diferentes características, que podem compor vários conjuntos vegetacionais fisionomicamente distinta. Nesses termos, o presente trabalho utiliza a forma mais usual de caracterização da estrutura da floresta, o levantamento fitossociológico. De acordo com Oliveira e Amaral (2004) a obtenção e padronização dos atributos de diferentes ambientes florísticos e fisionômicos possibilita a proposição de modelos mais adequados de manejar as florestas. Estes estudos são essenciais para continuar a embasar a aplicação dos mecanismos legais de monitoramento e conservação da floresta. Além disso, propicia a atualização de normas da política ambiental para acompanhar a dinâmica das transformações das paisagens do meio. Marangon et al. (2003), destacaram que a identidade das espécies e o seu comportamento em comunidades vegetais é o começo de todo processo para compreensão de um ecossistema. Os levantamentos florísticos catalogam as espécies que ocorrem em uma área num período de tempo, possibilitando acompanhar as mudanças sofridas e tendências ao longo dos anos (SAWCZUK, 2009). No Amapá, Aparício (2011) discorre que há poucas informações sobre as florestas, apesar de apresentar um aspecto notável na sua flora nativa, com alto grau de diversidade, distribuída em áreas relativamente próximas entre si. Assim, a obtenção dos parâmetros estruturais (florística, Fitossociologia, regeneração e dinâmica) que permitam a utilização dos recursos florestais é prerrogativa na execução e aprovação dos projetos ambientais que orientam as atividades econômicas no estado.

20 1.1 OBJETIVOS DO ESTUDO 19 O objetivo geral deste trabalho foi inferir sobre a potencialidade do manejo florestal em floresta ombrófila densa, a partir de atributos da estrutura e dinâmica das espécies arbóreas adultas e em regeneração natural. Os objetivos específicos deste trabalho foram: a) Gerar uma equação volumétrica capaz de estimar o potencial madeireiro da Floresta Estadual do Amapá (FLOTA/AP); b) Avaliar os parâmetros fitossociológicos e regeneração natural de espécies arbóreas de uma floresta ombrofila densa na FLOTA/AP; c) Conhecer a capacidade produtiva madeireira das espécies arbóreas adultas alvo de comercialização; d) Quantificar o crescimento da floresta através da dinâmica de espécies arbóreas adultas e em regeneração natural. 1.2 ESTRUTURA DA TESE A fim de se estabelecer critérios técnicos para garantir a sustentabilidade num trecho da Floresta Estadual do Amapá, foram descritos neste trabalho os principais parâmetros da vegetação que embasam a legislação florestal vigente para construção do Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS). Para atingir o objetivo, o trabalho foi dividido em quatro linhas de pesquisa, na área de concentração de uso sustentável, compondo os seguintes capítulos: a. Equações volumétricas de árvores caídas em diferentes fitofisionomias da floresta Amazônica, Brasil; b. Aptidão de espécies arbóreas ao Manejo em Floresta Ombrófila Densa, Amapá, Amazônia; c. Níveis de regeneração natural para subsidio ao Manejo em Floresta de Terra Firme no Amapá; d. Dinâmica do crescimento de espécies arbóreas em Floresta Ombrófila Densa no Amapá.

21 1.3 REVISÃO DE LITERATURA Fitossociologia Os distintos ambientes da Amazônia apresentam um contingente florístico rico e variado, muitas vezes exclusivo de determinado ambiente, o que a torna o maior reservatório natural da diversidade vegetal do planeta. As múltiplas inter-relações entre seus componentes bióticos e abióticos formam um conjunto de ecossistemas altamente complexos e de equilíbrio ecológico extremamente frágil (OLIVEIRA e AMARAL, 2004). A fragilidade da Amazônia está associada, principalmente, as ações antrópicas de exploração dos recursos naturais, tendo como conseqüência o desaparecimento das espécies utilizadas. Durante décadas permaneceu a idéia de que os recursos florestais eram infindáveis, no entanto a retirada de matéria-prima, em certos momentos, é superior a capacidade da floresta se recompor (LIMA, 2009), indicando a necessidade prioritária de se conhecer a composição e distribuição das espécies vegetais como subsidio ao manejo (OLIVEIRA et al., 2008). Para gerar indicadores de sustentabilidade sobre os ambientes antrópicamente descaracterizados, qualificar a estrutura é o primeiro passo para conhecer o ciclo evolutivo da floresta, apresentando fortes correlações com riqueza florística e a distribuição do número de indivíduos das diferentes espécies (SILVA et al., 2011), como forma de estudar as interrelações dentro de determinada comunidade (SILVA et al., 2008; OLIVEIRA et al., 2009). Compreender como as espécies florestais vivem em comunidade e se distribuem espacialmente são essenciais para a elaboração de planos de manejo de uso múltiplo. Esta prerrogativa permite inferências de maior acurácia sobre o estoque produtivo da floresta, identificando alguns fatores responsáveis pelas mudanças no padrão da diversidade local, estimar o grau de distúrbio da área, além de propor medidas conservacionistas (BENTES- GAMA, 2008; GUIMARÃES e CARIM, 2008; SCHNEIDER, 2008). Trabalhos realizados em vários estados da Amazônia Legal classificam algumas espécies potenciais para comercialização a partir do Valor de Importância (VI) fitossociológico, com destaque para as espécies Eschweilera coriacea, Pouteria sp., Sclerolobium sp., Bellucia grossularioides, Eschweilera longipes. (SILVA e BENTES- GAMA, 2008; GONÇALVES e SANTOS, 2008; SALOMÃO et al., 2012; POSSIMOSER et al., 2012; PEREIRA et al., 2011). Destaca-se que a riqueza florística da Amazônia está associada a um elevado número de indivíduos a cada hectare, variando ente as distintas fitofisionomias. Em alguns estudos

22 21 fitossociológicos os valores do índice de diversidade de Shannon variam de 2,38 a 4,39 nats.individuo -1 (OLIVEIRA e AMARAL, 2005; FERREIRA JÚNIOR et al., 2008; KUNZ et al., 2008; ALMEIDA et al., 2012). Nesse contexto, para a aplicação de projetos com o aproveitamento permanente da floresta, deve-se compreender o arranjo espacial dos elementos da comunidade, e ainda conhecer a função das diferentes espécies, como também os habitats preferenciais (QUEIROZ e MACHADO, 2008). Tais informações caracterizam a região quanto ao potencial econômico (SANTOS et al., 2012; OLIVEIRA et al., 2008). Desta forma, para a aplicação do manejo em regime sustentado em florestas na Amazônia, devem-se analisar as características qualitativas e quantitativas, de modo a possibilitar que a floresta atinja seu máximo potencial produtivo (FRANCEZ et al., 2009) Regeneração Natural no contexto do Manejo Sustentável No que tange o manejo florestal, a regeneração é a base para a sustentabilidade e garantia de renovação de recursos extraídos da floresta. Isso fica estabelecido na legislação florestal brasileira através da Lei de 2/3/2006, Instrução Normativa 05 MMA de 11/12/2006 e o Decreto 5975 de 30/11/2006 por meio de fundamentos técnicos e científicos em que trata o artigo 3 do referente Decreto. Devido à crescente pressão do mercado consumidor de madeira e da opinião pública quanto à sustentabilidade dos recursos florestais, há um número cada vez maior de iniciativas de manejo florestal de baixo impacto que visa reduzir os danos causados à natureza pela interferência humana (FRANCEZ et. al., 2007). Estudos sobre a dinâmica de regeneração natural são essenciais para a elaboração e aplicação correta dos planos de manejo e tratamentos silviculturais, permitindo a exploração racional e permanente dos remanescentes (SILVA et al, 2012). O termo regeneração natural tem um conceito de avaliação muito amplo, de maneira que existem diversas metodologias utilizadas pela comunidade científica para sua caracterização (KERKHOFF, 2011). Para Chami (2008), a regeneração natural é classificada por meio de classes de tamanho, sendo a padronização dos limites determinada pelo objetivo do estudo e das características da floresta estudada. Deste modo, ao estudar a vegetação por meio de classes de tamanho, cada classe é considerada a regeneração natural da classe subsequente e os tamanhos de mínimo e máximo das plantas consideradas são variáveis (GARCIA, 2009).

23 22 Segundo Schorn e Galvão (2006), a regeneração natural é representada pelo estrato arbóreo inferior da floresta, que geralmente apresentam-se com um comportamento diferenciado em muitos aspectos da estrutura e dinâmica, tais como a densidade, as taxas de ingresso e mortalidade, além do crescimento. Também há o uso do termo estrato regenerativo, referindo-se ao conjunto de indivíduos que sobrevivem ao período crítico da ação seletiva do ambiente e que representam o verdadeiro potencial regenerativo da estrutura arbórea (GARCIA, 2009). A regeneração natural decorre da interação de processos naturais de restabelecimento do ecossistema e, é, portanto, parte do ciclo de crescimento da floresta. Também se refere às fases iniciais do estabelecimento e desenvolvimento das plantas. Esse tipo de processo é parte do complexo biológico ativo das florestas tropicais que formam, desenvolvem e mantém as fitofisionomias (MARANGON, 1999). De acordo com Zanetti e Siqueira (2011) a capacidade de regeneração florestal depende dos elos do processo regenerativo (herbívoros vertebrados, chuva de sementes, fatores físicos) e/ou vários atributos diretos da regeneração (densidade, riqueza, crescimento, recrutamento, mortalidade de plantas). Além disso, a regeneração vai ainda depender das condições alelopáticas encontradas em cada local diferente. O estudo da regeneração natural permite a realização de previsões sobre o comportamento e desenvolvimento futuro da floresta, na medida em que fornece a relação e a quantidade de espécies que constitui o seu estoque, bem como suas dimensões e distribuição na área (MARAGON et al., 2008). Além de permitir a identificação das espécies que deverão ter maior importância no futuro, bem como aquelas que tendem a diminuir a participação na estrutura (SCHORN e GALVÃO, 2006). O conhecimento da composição da regeneração contribui para definir o estágio, bem como as direções sucessionais de uma vegetação em desenvolvimento. Sendo a quantificação da regeneração natural, quando associada à classificação sucessional das espécies, um indicador extremamente útil das condições de recuperação e de sustentabilidade da floresta (MARTINS, 2010). A abordagem do tema de regeneração natural permite avaliar o funcionamento e ações de manejo, devendo ter cautela no planejamento das operações de exploração para minimizar a influência direta dos danos causados às plantas emergentes (RIBEIRO e FELFILI, 2009; FRANCEZ, 2009) Dinâmica Florestal

24 23 Na Amazônia, o estudo da dinâmica florestal demonstra um desafio para os pesquisadores, devido à grande extensão com variabilidade nos ambientes e diversidade florística. Entender a dinâmica de ocorrência de perturbações periódicas, naturais ou não, também auxilia na definição dos diferentes estágios de desenvolvimento e o crescimento da floresta (PANTALEÃO, 2008). De acordo com Botezelli et al. (2005), estudos de dinâmica têm por objetivo compreender o processo evolutivo das espécies, na escala ecológica e temporal. Além de também determinar os fatores abióticos e bióticos que influenciam as alterações nas taxas de natalidade, mortalidade e recrutamento das espécies, fundamentais em atividades de sustentabilidade. Além disso, a dinâmica florestal compreende o balanço entre a mortalidade e o recrutamento de indivíduos. A taxa de crescimento assume um valor médio dinâmico, em que a floresta oscila em produção, tanto em número de árvores, espécies e biomassa (HIGUCHI et al., 2008). O crescimento da floresta é avaliado através do estudo das comunidades e/ou populações arbóreas no tempo. Assim, a vegetação é mensurada periodicamente, tanto para fins de caracterização biológica e ecológica, para prever o processo de substituição e propor estratégias e métodos para manejo da floresta em regime sustentável (HOSOKAWA et al., 1998; CARVALHO et al.,2010). Quando se utiliza os termos crescimento, incremento e mortalidade florestal estão se relacionando aos processos temporais da estrutura da floresta. Segundo Moscovich (2006), o conhecimento das interações desses processos, facilita a interpretação sobre como se desenvolveu a vegetação através do tempo, transformando-se numa ferramenta de fundamental importância na tomada de decisões concernentes ao manejo silvicultural. A determinação dos parâmetros que caracterizam a floresta no tempo deve ser considerada nos planos de manejo florestal, pois se trata de uma informação básica na estimativa da produção e ordenamento sustentável. Segundo Berger e Padilha (2007), a dinâmica determina a viabilidade técnica e econômica de empreendimentos, pois influência na escolha do regime de manejo, o período de rotação florestal ou o ciclo de corte em florestas multiâneas. De acordo com Schneider (2009) o termo crescimento se refere ao aumento das dimensões de um ou mais indivíduos em um povoamento florestal ao longo de um determinado período de tempo. Tal fato é verificado pelo avanço de suas dimensões físicas, ocasionando uma reação à ação das leis naturais, condicionadas ao clima, solo, espécie, composição florística e idade.

25 24 O incremento diamétrico, a mortalidade e o recrutamento estão entre os poucos parâmetros para se fazer predições sobre a produção futura de uma floresta. A estimativa do crescimento é essencial no ordenamento e credibilidade de um plano de manejo sustentável. No planejamento florestal, as decisões de manejo são tomadas com base na predição do crescimento e na produção que os povoamentos podem alcançar de acordo com suas respectivas taxas (FERREIRA et al., 1998; CARVALHO, 1999). Quanto à mortalidade, Campos e Leite (2009) definem como o número de indivíduos que morrem em um dado período no tempo, podendo ser expressa como uma taxa explicita dada pela razão entre o número de indivíduos que morreram e o total existente anteriormente ao evento causador da morte. A mortalidade pode ser um evento aleatório e dinâmico em florestas naturais, e só pode ser mensurada por meio de parcelas permanentes representativas da floresta (ROSSI et al., 2007). Segundo Marra (2010) vários fatores podem causar a mortalidade em povoamentos florestais, tais como a idade ou senilidade, competição e supressão, doenças e pragas, alterações climáticas, fogos silvestres, tempestades convectivas, anelamento e envenenamento, injúrias, corte ou abate de árvore, etc. Outro fator importante a ser considerado na dinâmica da floresta é o recrutamento ou ingresso, obtido pelo uso das parcelas permanentes convencionais (LIMA, 2010). Sua dinâmica esta relacionada à densidade do povoamento, histórico da exploração, tipo de floresta, presença de árvores porta-semente, dinâmica de clareiras, e outros fatores empiricamente determináveis na parcela (PINTO, 2008). O mesmo autor define que o recrutamento, ou ingresso, é o número de árvores que atinge o diâmetro mínimo considerado no monitoramento da floresta. Conforme Barros (2009), o recrutamento permite acompanhar e inferir o tempo de crescimento das espécies florestais em um determinado período. No sistema de manejo de corte seletivo, a avaliação da regeneração de espécies de valor comercial, bem como o seu ingresso em classes diamétricas comerciais, são parâmetros para indício da viabilidade técnica e econômica do regime de manejo empregado (HOSOKAWA et al., 2008). Neste sentido, no amplo horizonte do manejo florestal, o estudo da dinâmica vislumbra-se com um conjunto de interações muito complexas pela multiplicidade dos fatores nela incluídos. Sendo que estes fatores influem diretamente sobre o crescimento e desenvolvimento de todas as árvores que formam o povoamento (MOSCOVICH, 2006).

26 1.4 DESCRIÇÃO DO LOCAL DE ESTUDO 25 O trabalho está localizado na unidade de conservação de uso sustentável denominada Floresta Estadual do Amapá (FLOTA/AP), região central do estado do Amapá, Amazônia, Brasil. A unidade compreende uma área de ha dividida em 4 módulos produtivos, definidos em função de infraestrutura e vias de acessos para dinamizar os pólos de desenvolvimento do Estado. No entanto, o alvo deste estudo são as florestas localizadas no segundo módulo da FLOTA/AP (Figura 1) no município de Porto Grande/AP, a qual apresenta vegetação ombrófila densa de terras baixas e submontana (VELOSO et al., 1991; IBGE, 2012). A vegetação apresenta dossel de alto porte, até 50 m, perenifólia. Estima-se que o número de espécies arbóreas que compõem esta fitofisionomia gira em torno de 245, com destaque para Eschweilera coriacea (DC.) S.A. Mori, Pouteria caimito (Ruiz & Pav.) Radlk., Protium tenuifolium (Engl.) e Minquartia guianensis Aubl. Do total de espécies, 190 possuem valor comercial, gerando uma densidade de 27 ind.ha -1, 133 m 3.ha -1 e 48 % do total de volume de madeira (DAP > 10cm) da fitofisionomia (IEF, 2009). Os afloramentos rochosos são encontrados com baixa intensidade. A declividade varia de ondulada a fortemente ondulada. Possui formação geológica pré-cambriana, com superfícies pedi planado por canais geralmente curtos, numerosos e pouco aprofundado. O solo predominante é tipo Latossolo Vermelho-Amarelo distrófico (RADAM, 1974). A altitude varia de 60 a 100 m. O clima da região é do tipo Am (equatorial super-úmido), segundo a classificação de Köppen. A temperatura média é 25 ºC, ocorrendo pouca variação de temperatura durante o ano. A precipitação anual na região é de mm, com índice pluviométrico trimestral mais seco abaixo de 200 mm. O período mais chuvoso ocorre no trimestre de março a maio (acima de mm). A umidade relativa é alta, com valores entre 80 e 86% (TARDIN et al., 2009).

27 Figura 1. Localização da Floresta Estadual do Amapá com seus limites e tipologias florestais características, com destaque para o segundo módulo ao sul do Estado (Imagem do Satélite LANDSAT7 ETM). 26

28 27 2 EQUAÇÕES VOLUMÉTRICAS DE ÁRVORES CAÍDAS EM DIFERENTES FITOFISIONOMIAS DA FLORESTA AMAZÔNICA, BRASIL

29 RESUMO O presente trabalho visa gerar uma equação volumétrica por meio de dados biométricos de árvores caídas, capazes de estimar o estoque real de madeira em distintas fitofisionomias da Floresta Estadual do Amapá, Amazônia, Brasil. As principais fitofisionomias presentes são Floresta Ombrófila Densa de terras baixas, Floresta Ombrófila Densa Submontana e Transição Cerrado Floresta. O inventário contemplou as árvores caídas presentes em 30 unidades amostrais locadas aleatoriamente em três distintas fitofisionomias. O número de unidades amostrais foi proporcional às áreas das fitofisionomias. As unidades amostrais foram estabelecidas seguindo o sentido Norte-Sul / Leste-Oeste, a partir de faixas contínuas de 20 x 2500 m em forma de cruz. Todas as árvores caídas com diâmetro à altura do peito a 1,30 m do solo (DAP) > 10 cm foram submetidas à cubagem rigorosa, por meio dos procedimentos descritos por Smalian para determinação do volume comercial. Para construção das equações, os volumes outliers máximos e mínimos foram excluídos, bem como árvores com discrepância nas medidas longitudinais do fuste. Dos modelos volumétricos utilizados, cinco foram de simples entrada, tendo o DAP como variável independente; e oito de dupla entrada, tendo o DAP e altura comercial do fuste (H), combinadas ou não, como variáveis independentes. A melhor equação foi determinada por meio de comparações dos coeficientes de determinação ajustado (R 2 aj), erro padrão da estimativa (S YX ) e análise da variância (ANOVA). Também foi considerada a análise dos resíduos a partir do Desvio Médio Percentual (DMP), com intuito de verificar a magnitude de subestimativa ou superestimativa dos volumes estimados pelos modelos. O volume real das árvores, obtido pela cubagem rigorosa, foi comparado com o volume estimado pela equação de simples e de dupla entrada com melhor ajuste dos dados e com o volume cilíndrico com fator de forma 0,7, por meio do teste t pareado. Foram inventariadas 1449 árvores caídas, sendo 71% na Floresta Ombrófila Densa de terras baixas (FODBP), 15% na Floresta Ombrófila Densa Submontana (FODSm) e 14% na Transição Cerrado-Floresta (TCF). Baseado na distribuição dos diâmetros das árvores caídas foram utilizados os volumes reais de 300 indivíduos para a determinação das equações. Os indivíduos que compõem a amostra apresentaram diâmetros à altura do peito a 1,30 m do solo variando de 10,1 a 112,4 cm. As alturas comerciais mínimas contempladas foram 4 m, com valores máximos de 30 m. Quando geradas as equações por fitofisionomia, foi verificado que os modelos de simples entrada de Husch e dupla entrada de Schumacher- Hall (Ln) geraram os melhores ajustes nas três fitofisionomias, demonstrando independência desse fator. Para validação das equações volumétricas das árvores caídas foram utilizados os volumes reais de outras 216 árvores caídas que não foram utilizadas na construção das equações. Os indivíduos que compõem a amostra apresentaram diâmetros à altura do peito a 1,30 m do solo variando de 10,3 a 123,4 cm. As alturas comerciais mínimas contempladas foram de 3 m, com valores máximos de 28,9 m. O volume real dos indivíduos contempla de 0,05 a 15,62 m³, com média de 1,7533 m³ e erro padrão de 0,1757 m³. A expressão do volume cilíndrico com fator de forma, tradicional em inventários e planos de manejos florestais brasileiros, apresentou 1,4953 m³ (média) e 0,1537 m³ (erro padrão). Os modelos de Husch e Schumacher-Hall (Ln) foram selecionados para validação de uso e aplicação das equações volumétricas nas fitofisionomias estudadas.quando comparado os volumes, não foram observadas diferenças significativas entre as estimativas geradas pelas equações de simples (Husch) e dupla entrada (Schumacher-Hall (Ln)) com o volume real (t = 0,81 e p = 0,42; t = 0,62 e p = 0,53, respectivamente). Resultado também encontrado para o volume cilíndrico com fator de forma (t = 10,52 e p = 0,30). As estruturas diamétrica e hipsométrica das árvores caídas da Floresta Estadual do Amapá representam a estrutura das árvores vivas em pé, nas distintas fitofisionomias que a compõem. Assim, as equações volumétricas desenvolvidas neste trabalho estão habilitadas para emprego da estimativa do volume comercial das áreas destinadas ao manejo florestal sustentável. Palavras-chave: Estimativa de volume; Cubagem rigorosa; Estrutura. 28

30 ABSTRACT 29 The present work aims to generate a volumetric equation by biometric data of fallen trees, able to estimate real stock of wood in different vegetation types of Amapa State Forest, Amazon, Brazil. The main vegetation types present are dense rain forest lowland, lower montane rain forest and savanna-forest transition. The inventory included fallen trees present in 30 sampling. The number of sample units was proportional to the area of each vegetation types. The sampling units were established following the north-south / east-west (20 x 2500 m) in cross shape. All fallen trees with diameter at breast height to 1.30m (DBH) > 10 cm were mensure by procedures Smalian to determine volume. For construction of equations, maximum and minimum volumes outliers were excluded, as trees discrepancy in measurements of longitudinal shaft. By volumetric models used, five were simple input and eight double entry, with DBH and commercial height (H), combined or not. The best equation was determined by comparing adjusted coefficients of determination (R 2 aj), standard error of estimate (S YX ) and analysis of variance (ANOVA). It was also considered analysis of residues from Middle Deviation Percentage (DMP), in order to verify the magnitude of underestimation or overestimation of volumes estimated by models. The actual volume of trees was compared with volumes estimated by simple and double equations, and with cylindrical volume (form factor 0.7). Were surveyed 1449 fallen trees, distributed in Rain Forest of lowland (71%), Rain Forest submontane (15%) and savanna-forest transition (14%). Based on distribution of diameters of fallen trees were used real volumes 300 individuals for determining equations. Individuals in sample had diameters at breast height to 1.30m ranging from 10.1 to cm. Commercial heights were contemplated minimum 4 m, with maximum values 30 m. With volumetric equations by vegetation type (n = 216 fallen trees), it was found that of single entry Husch and double entry Schumacher-Hall (Ln) generated the best for all types vegetation, demonstrating independence of factor. For validation of volumetric equations of fallen trees were used the actual volume of 216 other fallen trees that were not used in construction of equations. Individuals in sample had diameters at breast height to 1.30m ranging from 10.3 to cm. Commercial heights were contemplated minimum of 3 m, with maximum values 28.9 m. The actual volume of individuals comprises 0.05 to m³, with average of m³ and standard error of m³. The volume cylindrical showed m³ (average) and m³ (standard error). Models Husch and Schumacher-Hall (Ln) were selected for validation of use and application of volumetric equations in types vegetation. When compared volumes, it was not significant differences between estimates generated by simple equations (Husch) and double entry (Schumacher-Hall (Ln)) of real volume (t = 0.81, p = 0.42, t = 0.62, p = 0.53, respectively). Result also found for volume cylindrical (t = 10.52, p =.30). The diametric structures and hypsometric fallen trees from the Amapa State Forest represent the structure of living trees alive into different vegetation types. Thus, volumetric equations developed in this work are enabled to use to estimate of volume of areas for sustainable forest management. Key words: Volume estimate; Cubing rigorous; Structure

31 INTRODUÇÃO As florestas inequiâneas na Amazônia geram grandes quantidades de matéria orgânica em diversas classes de tamanho das árvores. Hoje, o bom senso indica o aproveitamento, comercial ou não, destas árvores, evitando a utilização exagerada do método destrutivo de seleção. No entanto, é necessário se obter dados sobre a quantidade de resíduos disponíveis e quão estes podem gerar subsídios para a análise do balanço diamétrico e possíveis implicações no manejo. O uso de modelos matemáticos capazes de determinar com precisão a produção florestal, a partir da estimativa do volume de madeira, é fundamental para implantação do manejo sustentável (BARROS e SILVA JÚNIOR, 2009). No entanto, ainda existem algumas dificuldades no gerenciamento da floresta, principalmente quanto à obtenção confiável do volume de madeira em pé, o qual depende de atributos de árvores inventariadas. As técnicas mais utilizadas possuem um caráter destrutivo de derrubada da árvore para obtenção do volume de árvores individuais por meio da cubagem rigorosa. O método geométrico, que utiliza o volume cilíndrico multiplicado por um fator de forma, na tentativa de corrigir a forma da árvore, é uma alternativa à amostragem destrutiva, mas, normalmente, é pouco preciso e genérico. Segundo Thaines et al (2010), a necessidade de quantificação de estoque de matériaprima nos leva a buscar métodos de estimativa do volume comercial de madeira das árvores, que possibilite quantificar o estoque de maneira eficiente e precisa, norteando decisões que culminem na máxima produção e rentabilidade da floresta. A atividade de cubagem rigorosa do volume geralmente é feita de maneira separada das medições das unidades amostrais, o que gera aumento no custo do inventário. Este é o método direto mais utilizado na rotina de inventários e consiste na medição sucessiva de diâmetros ao longo do tronco, dividindo-o em seções que variam de comprimento de acordo com o medidor (LEITE e ANDRADE, 2002). No entanto, a utilização de dados da cubagem rigorosa pode fornecer informações individuais das árvores que representam o volume da floresta. A aplicação dessas informações em modelos de regressão, de acordo com Schneider et al. (2009), tem sido a solução de grande parte de problemas florestais, especialmente quando se pretende obter estimativas de parâmetros da floresta, utilizando-se de relações biométricas. Segundo Silva (2008), os modelos de regressão linear são aplicados para estimar volumes de árvores individuais. Nesses modelos, simples ou múltiplos, os requisitos de

32 31 normalidade de erros, de independência nas observações e de variância constante são usualmente assumidos. Entretanto, os resultados gerados devem ser interpretados a partir da relação dos índices e variáveis estatísticas aliadas a fatores ecológicos. No caso da utilização de árvores caídas da floresta como base do cálculo, ainda possuem a vantagem de redução dos custos operacionais. No tocante ao estudo de volumetria, o desenvolvimento de equações torna-se imprescindível na aplicação de planos de manejo para definir a capacidade produtiva florestal e garantir o fluxo contínuo dos produtos. No art. 10 da Resolução CONAMA 406/2009, é descrito que a partir do segundo Plano Operacional Anual-POA, o cálculo do volume de árvores em pé será aceito apenas mediante equação de volume desenvolvida especificamente para o Plano de Manejo Florestal Sustentável. Outro ponto importante que deve ser considerado para o desenvolvimento de equações esta relacionado às variações das unidades florísticas e fisionômicas da região amazônica. Tendo em vista que a classificação da vegetação pode ser explicada, por meio de alterações dos parâmetros estruturais como riqueza, densidade, frequência e dominância. Contudo, as informações sobre a distribuição diamétrica e hipsométrica tendem a ser uniformes em florestas inequiâneas, independentemente das fitofisionomias. Diante do exposto, este trabalho questiona se uma equação volumétrica de árvores caídas pode ser utilizada para estimar com confiança o volume das árvores vivas e se pode ser empregada em distintas fitofisionomias florestais. Partindo do pressuposto que a partir da estrutura das árvores caídas é possível entender a estrutura da comunidade florestal matriz, gerou-se a hipótese que as equações geradas com árvores caídas podem ser usadas para predição de volumes de árvores em pé em distintas fitofisionomias. No caso das florestas amapaenses, há necessidade de ampliar o número de informações, bem como simular a parametrização dos dados de inventários locais para aumentar a confiança na predição. Assim, o presente trabalho visa gerar uma equação volumétrica por meio de dados biométricos de árvores caídas, capazes de estimar o estoque real de madeira em distintas fitofisionomias do Amapá, Amazônia, Brasil.

33 2.2 MATERIAL E MÉTODOS Caracterização da Área O trabalho foi realizado na unidade de conservação de uso sustentável denominada Floresta Estadual do Amapá (FLOTA/AP), localizada na região central do estado do Amapá, Amazônia, Brasil. A unidade compreende uma área descontínua de ha dividida em 4 módulos produtivos, definidos em função de infra-estrutura e vias de acessos para dinamizar os pólos de desenvolvimento do estado. O clima da região é do tipo Am (equatorial super-úmido), segundo a classificação de Köppen. A temperatura média é 25 ºC, ocorrendo pouca variação de temperatura durante o ano. A precipitação anual na região varia de a mm, com índice pluviométrico trimestral mais seco abaixo de 200 mm. O período mais chuvoso ocorre no trimestre de março a maio (acima de mm). A umidade relativa é alta, com valores entre 80 e 86% (Souza e Cunha, 2010). A vegetação predominantemente é floresta ombrófila densa de baixos platôs e submontana, bem como transição cerrado-floresta (IBGE, 2012). Considerando toda a área da FLOTA/AP também podem ser encontrados ambientes de mangue, campos e várzea em pequenas áreas. As principais fitofisionomias da Floresta Estadual do Amapá são descritas abaixo quanto às espécies arbóreas mais importantes, presença de afloramento rochoso, declividade (IEF, 2009), geologia, solos (RADAM, 1974) e altitudes. Floresta Ombrófila Densa de terras baixas Apresenta dossel de alto porte, até 50 m, perenifólia, em planícies costeiras. Estima-se que o número de espécies arbóreas que compõem esta fitofisionomia gira em torno de 245, com destaque para Eschweilera coriacea (DC.) S.A. Mori, Pouteria caimito (Ruiz & Pav.) Radlk., Protium tenuifolium (Engl.) e Minquartia guianensis Aubl. Do total de espécies, 190 possuem valor comercial, gerando uma densidade de 27 ind.ha -1, 133 m 3.ha -1 e 48 % do total de volume de madeira (DAP > 10cm) da fitofisionomia. Os afloramentos rochosos são encontrados com baixa intensidade. A declividade varia de ondulada a fortemente ondulada. Possui formação geológica pré-cambriana, com superfícies pedi planado por canais geralmente curtos, numerosos e pouco aprofundado. O solo predominante é tipo Latossolo Vermelho-Amarelo distrófico. A altitude varia de 60 a 100 m.

34 33 Floresta Ombrófila Densa Submontana Situada em encostas, com dossel uniforme e de alto porte (até 50 m), perenifólia. O número de espécies arbóreas é de aproximadamente 176, com destaque para Eschweilera coriacea (DC.) S.A. Mori, Pouteria caimito (Ruiz & Pav.) Radlk., Inga auristellae Harms, Guarea pubescens subsp. pubiflora (A. Juss.) T.D. Penn e Vouacapoua americana Aubl. Cento e dezessete (117) espécies arbóreas identificadas possuem valor comercial, o que representa 26 ind.ha -1, 142 m 3.ha -1 e 49 % do total de volume (DAP > 10cm) por hectare da fitofisionomia. Os afloramentos rochosos são encontrados de baixa a moderada intensidade. A declividade varia de ondulada a fortemente ondulada. Possui formação geológica précambriana, com relevo montanhoso e medianamente profundo. O solo predominante é tipo Latossolo Vermelho-Amarelo distrófico. A altitude máxima registrada é 320 m, com média de 195 m. Transição Cerrado Floresta Situada em área mais próxima do litoral, com dossel uniforme e de médio porte (até 30 m), perenifólia. Foram registrados nesta fitofisionomia cerca de 203 espécies arbóreas, com maior representatividade da Pouteria caimito (Ruiz & Pav.) Radlk., Protium decandrum (Aubl.) March. e Guarea pubescens subsp. pubiflora (A. Juss.) T.D. Penn, bem como espécies típicas do cerrado: Ormosia coccínea Jacks., Perebea sp., Cheiloclinium cognatum (Miers) A.C.Sm. Cento e vinte quatro (124) espécies arbóreas identificadas possuem valor comercial, o que representa 27 ind.ha -1, 129 m 3.ha -1 e 48 % do total de volume por hectare da fitofisionomia. Os afloramentos rochosos são encontrados de moderada a alta intensidade. A declividade é inexistente (plana). Possui formação geológica pré-cambriana, com superfícies pedi planado por drenagem pouco profunda. O solo predominante é tipo Latossolo Amarelo distrófico e concrecionários lateríticos. A altitude média encontrada gira em torno de 60 m Estrutura Florestal O inventário contemplou as árvores caídas presentes em 30 unidades amostrais locadas aleatoriamente em três distintas fitofisionomias. O número de unidades amostrais foi proporcional às áreas das fitofisionomias, distribuídas em vinte e três (23) na Floresta

35 34 Ombrófila Densa de Baixos Platôs, quatro (4) na Floresta Ombrófila Densa Submontana e três (3) na Transição Cerrado-Floresta. As unidades amostrais foram estabelecidas seguindo o sentido Norte-Sul / Leste- Oeste, a partir de faixas contínuas de 20 x 2500 m em forma de cruz. Todas as árvores caídas com diâmetro à altura do peito a 1,30 m do solo (DAP) > 10 cm foram submetidas à cubagem rigorosa por meio dos procedimentos descritos por Smalian para determinação do volume comercial. As árvores caídas amostradas foram divididas em dez classes diamétricas com amplitude de 10 cm. A primeira contemplou indivíduos com 10 < DAP < 20 cm e a última todos os indivíduos > 100 cm. A representatividade do número de indivíduos da amostra foi realizada com limite de 20 % de erro, a um nível de significância de α > 0, Equação Volumétrica Para construção das equações, os volumes outliers máximos e mínimos foram excluídos, bem como árvores com discrepância nas medidas longitudinais do fuste. Logo, vinte por cento (20 %) das árvores caídas inventariadas foram selecionadas proporcionalmente as classes diamétricas para representar as fitofisionomias. Os dados coletados foram submetidos aos testes de normalidade de Kolmogorov- Smirnov e homocedasticidade de F-Snedecor. Quando verificado a não normalidade e/ou variâncias heterogêneas foi realizado a transformação logarítmica. Estabelecida à preparação dos dados, foram testados modelos volumétricos comuns e usuais na região amazônica (COUTO e BASTOS, 1987; GOMES e GARCIA, 1993; MACHADO et al., 2000; ENCINAS e KLEINN, 2001; GIRARDI, 2005; ROLIM et al., 2006; LEITE, 2008; BARROS e SILVA JUNIOR, 2009; ENCINAS et al., 2009; LEITE e REZENDE, 2010). Dos modelos volumétricos utilizados, cinco foram de simples entrada (dois aritméticos e três não lineares), tendo o DAP como variável independente; e oito de dupla entrada (cinco aritméticos e três não lineares), tendo o DAP e altura comercial do fuste (H), combinadas ou não, como variáveis independentes (Tabela 1).

36 Tabela 1. Modelos volumétricos utilizados para representar a volumetria da Floresta Estadual do Amapá, Amazônia. Modelo Autor Simples Entrada V= β 0 + β 1 DAP² + ε Koperzky e Gehrhardt V= β 0 + β 1 DAP + β 2 DAP² + ε Hohenald e kreen Ln (V)= β 0 + ln(dap) β 1 + ε Husch Ln (V) = β 0 + β 1 ln DAP + β 2 DAP -1 + ε Brenac V = β 0 * DAP β1 + ε Husch- Não linear Dupla Entrada V= β 0 + β 1 (DAP².H) + ε Spurr V= β 0 + β 1. DAP ²+ β 2 DAP² H + β 3 H + ε Stoate V= β 0 + β 1. DAP ²+ β 2 DAP².H + β 3 DAP.H² + β 4 H² + ε Naslund V= β 0 + β 1. DAP + β 2 DAP² + β 3 DAP.H + β 4 DAP².H + β 5 H + ε Meyer V = β 0 + β 1. DAP + β 2. DAP² + β 3 DAP.H + β 4 DAP².H + ε Meyer modificada Ln (V) = β 0 + β 1 ln (DAP².H) + ε Spurr (Ln) Ln (V) = β 0 + β 1 ln DAP + β 2 ln H + ε Schumacher e Hall V = β 0 * DAP β1 * H β2 + ε Schumacher-Hall-Não linear 35 Os coeficientes dos modelos foram estimados pelo método dos mínimos quadrados. A seleção dos coeficientes foi realizada retirando-se aquelas que não apresentaram nível de significância p < 0,05. A determinação da melhor equação foi obtida através de comparações dos coeficientes de determinação ajustado (R 2 aj), erro padrão da estimativa (S YX ) e análise da variância (ANOVA). Também foi considerada a análise dos resíduos a partir do Desvio Médio Percentual (DMP), gerada a partir dos valores observados e estimados do volume, com intuito de verificar a magnitude de subestimativa ou superestimativa dos volumes estimados pelos modelos. Para os modelos logarítmicos, o erro padrão da estimativa foi corrigido na escala original da variável dependente, para possibilitar a comparação com os modelos aritméticos. Essa correção foi realizada com o índice de Furnival (FURNIVAL, 1961) Validação da Equação Volumétrica

37 36 Para validação das equações volumétricas, cerca de 15 % dos indivíduos (não utilizados na construção das equações) foram selecionados proporcionalmente ao número de indivíduos das classes diamétricas e estimado o volume. As estimativas volumétricas da testemunha (volume real das árvores, obtido pela cubagem rigorosa) foi comparada com o volume estimado pela equação de simples entrada com melhor ajuste dos dados, com o volume estimado pela equação de dupla entrada com melhor ajuste dos dados e com o volume cilíndrico com fator de forma 0,7. O volume gerado por cada método foi comparado com o volume real da testemunha por meio do teste t pareado. As análises foram executadas no software STATISTICA TRIAL. 2.3 RESULTADOS Estrutura Florestal Foram inventariadas em toda área cerca de 1449 indivíduos (árvores caídas), distribuídos 1026 na fitofisionomia de Floresta Ombrófila Densa de Baixo Platô (FODBP), 70,81 % do total, seguida da Floresta Ombrófila Densa Submontana (FODSm) com 15,60 % e a Transição Cerrado-Floresta (TCF) com 13,60%. O número de árvores caídas para a Floresta Estadual do Amapá foi estimado em 4,95 ± 1,00 indivíduos.ha -1, com um volume médio de 10,45 ± 1,39 m 3.ha -1 e altura comercial variando de 3,5 a 36,7 m. O erro de amostragem foi de 20,4 % para o número de indivíduos e 13,2 % para o volume (Tabela 2). Tabela 2. Suficiencia amostral para numero de indivíduos e volume por hectare na Floresta Estadual do Amapá. FODTB Floresta ombrofila densa de terras baixas; FODSm Floresta ombrofila densa submontana; TCF Transição cerrado-floresta. N.U.L número unidades locadas; N.O.U numero ótimo de unidades; IC intervalo de confiança; E.A. erro de amostragem. Indivíduos / ha Volume (m³/ ha) FODTB FODSm TCF Total FODTB FODSm TCF Total N. U. L N. O. U I. C. 4,53 ± 0,95 5,6 ± 5 6,7 ± 2,24 4,95 ± 1 10,32 ± 1,79 8,52 ± 2,85 13,74 ± 3,07 10,45 ± 1,39 E. A. (%) 20,4 13,2

38 37 Quanto a FODTB estimam-se que ocorrem 4,53 ± 0,95 árvores caídas a cada hectare. No que diz respeito aos limites superiores e inferiores do intervalo de confiança gerado, estes valores não são significativos em relação à FODSm (5,6 ± 5 indivíduos.ha -1 ) e TCF (6,7 ± 2,24 indivíduos.ha -1 ), com sobreposição das estimativas. A tendência de interseção dos limites superiores e inferiores dos intervalos de confiança se repetem quando observados para os volumes das árvores caídas por fitofisionomias, com valores de 13,74 ± 3,07 para TCF, 10,32 ± 1,79 para FODTB e 8,52 ± 2,85 m 3.ha -1 para FODSm. As três fitofisionomias não variaram em relação à distribuição diamétrica dos indivíduos, com predominância de árvores caídas nas classes iniciais. Quando realizada a distribuição diamétrica total, as categorias com centro de classes de 25 (20,5 %) e 35 (20,3 %) cm possuem maior proporção na queda das árvores (Figura 2). Figura 2. Distribuição diamétrica e altura comercial média (Hc) das árvores caídas na Floresta Estadual do Amapá, Amazônia, Brasil. A queda das árvores nas maiores classes diamétricas, onde ocorrem às árvores aptas ao aproveitamento madeireiro (conforme Legislação Florestal Brasileira o diâmetro mínimo de corte estabelecido é 50 cm para todas as espécies), decresceram progressivamente, variando de 21 (centro de classe 95 cm) a 158 (centro de classe 55 cm) indivíduos, representando variação percentual de 1,5 % a 11 %, respectivamente. A curva diamétrica das árvores caídas inventariadas na FLOTA/AP apresentou maior sensibilidade à queda e/ou mortalidade na classe com centro 35, com significativa redução do

39 38 número de indivíduos, quando comparada a distribuição diamétrica dos indivíduos vivos inventariados na Floresta Estadual do Amapá. Os resultados foram semelhantes quando consideradas as distintas fitofisionomias (Figura 3). Figura 3. Distribuição diamétrica de árvores vivas e caídas a cada hectare na Floresta Estadual do Amapá, Amazônia, Brasil. As alturas comerciais predominantes (85 %) das árvores caídas na área amostral foram de 5 a 18 m. No entanto, podem ser encontradas variações entre 3 a 38 m para a fitofisionomia FODBP, seguida da TCF (3 a 34 m) e FODSm (3 a 24 m). A altura dos indivíduos aumentou proporcionalmente aos diâmetros, com pequenas variações a partir da classe diamétrica de centro 65 cm. As classes diamétricas que apresentaram indivíduos de fustes com maiores comprimentos médios foram as de centro 85 cm com 17,4 m de comprimento, seguida da classe de centro 95 cm com 16,8 m e de centro 65 cm com 16,1 m. A primeira classe (15 cm) foi à única que os fustes médios não ultrapassaram 10 m (7,8 m) Equação Volumétrica Baseado na distribuição dos diâmetros das árvores caídas foi utilizado os volumes reais de 300 indivíduos para a determinação das equações. Os indivíduos que compõem a amostra apresentaram DAP de 10,1 a 112,4 cm e alturas comerciais mínimas de 4,0 a 30,0 m. O volume dos indivíduos da amostra variou de 0,04 a 13, 93 m³ árvore caída -1, o que representa um volume real total de 664,12 m³. A média volumétrica considerada foi de 2,21 ± 0,16 m³ (média ± 1DP).

40 39 Todos os modelos testados apresentaram distribuições normais dos resíduos. No entanto, em modelos de simples entrada (Koperzky-Gehrhardt, Hohenald-kreen e Husch - Não linear) e de dupla entrada (Meyer modificada) foram constatados a heterocedasticidade dos resíduos. A multicolinearidade entre variáveis independentes foi verificada nos modelos de simples entrada de Hohenald-kreen e Brenac com correlações de 0,9673 e 0,9549, respectivamente. Fato também constatado em alguns modelos de dupla entrada (Stoate, Naslund, Meyer e Meyer modificada), com correlação na ordem de 88 a 96 %. Quando geradas as equações por fitofisionomia, foi verificado que os modelos de simples entrada de Husch e dupla entrada de Schumacher-Hall (Ln) geraram os melhores ajustes estatísticos na Floresta ombrófila densa de terras baixas, submontana e transição cerrado-floresta. As equações volumétricas totais, geradas para as três fitofisionomias, também foram significativas nos ajustes das árvores caídas, com valores de F cal. variando de 345,1782 (p<0,0001; Meyer) a 2550,4323 (p<0,0001; Schumacher-Hall (Ln)). A estimativa dos coeficientes de determinação ajustados (R² aj ) proporcionou distintos ajustes das variáveis dendrométricas (Tabela 3). As equações de simples entrada de Koperzky-Gehrhardt, Hohenald-Krenn e Husch - Não linear apresentaram valores em torno de 70 %. Para as equações de dupla entrada, foram obtidos coeficientes de determinação ajustados (R² aj ) de 56 ( purr ( n)), 83 ( purr e toate), 84 ( slund, Meyer modificada e Schumacher-Hall-Não linear) e 85 % (Meyer). Entretanto, quando utilizados modelos logaritmizados houve ajustes mais representativos (Husch e Brenac - 89 %; Schumacher-Hall (Ln) - 94 %), e maior eficiência no ajuste dos dados (Tabela 4).

41 40 Tabela 3. Ajuste das equações de volume para as árvores caídas testadas nos modelos de simples entrada para Floresta Estadual do Amapá (FLOTA/AP). Onde: β0, β1 parâmetros estatísticos dos modelos; p nível de significância dos parâmetros dos modelos; F valor calculado da análise de variância; R²aj coeficiente de determinação ajustado; Syx erro padrão residual absoluto; Syx% - erro padrão residual relativo; IF ídice de furnival absoluto; IF% ídice de furnival relativo. Modelo Descrição Parâmetros P F R²aj Syx Syx% IF IF% 1. Koperzky-Gehrhardt β0 0,1202 0, β1 0,0009 < 0, ,9881 0,7097 0,0855 3, β0-0,9617 < 0, Hohenald-Krenn β1 0,0533 < 0, ,0562 0,7239 0,0834 3, β2 0,0003 < 0, Husch β0-7,9182 < 0,001 β1 2,2077 < 0, ,4452 0,8977 0,0256-0,0578 2,611 β0-6,7617 < 0, Brenac β1 1,9575 < 0, ,9251 0,8985 0,0255-0,0575 2,6017 β2-7,8722 0, Husch-Não linear β0 0,0032 < 0,001 β1 1,7065 < 0, ,3941 0,7208 0,0840 3,

42 Tabela 4. Ajuste das equações de volume para as árvores caídas testadas nos modelos de dupla entrada para Floresta Estadual do Amapá (FLOTA/AP). Onde: β0, β1 parâmetros estatísticos dos modelos; p nível de significância dos parâmetros dos modelos; F valor calculado da análise de variância; R²aj coeficiente de determinação ajustado; Syx erro padrão residual absoluto; Syx% - erro padrão residual relativo; IF ídice de furnival absoluto; IF% ídice de furnival relativo. 41 Modelo Descrição Parâmetros p F R²aj Syx Syx% IF IF% β0 0,3013 < 0, Spurr 1484,5857 0,8322 0,0650 2,9388 β1 0,00005 < 0, β0-0,3753 0, Stoate β1 0,0002 < 0,001 β2 0,00003 < 0, ,7226 0,8383 0,0638 2, β3 0,0555 < 0,001 β0 0,1456 0,2334 β1 0,0005 < 0, slund β2-0, , ,9417 0,8473 0,0620 2, β3 0,0001 < 0,001 β4-0,0033 < 0,001 β0 0,5570 0,1713 β1-0,0240 0, Meyer β2 0,0003 < 0,001 β3 0,0065 < 0, ,1781 0,8519 0,0611 2, β4-0, ,2520 β5-0,1305 < 0,001 β0-0,5059 0,0217 β1 0,0090 0, Meyer modificada β2 0,0001 0, ,9982 0,8476 0,0619 2, β3 0,0022 0,0010 β4 0,00001 < 0,001 6.Spurr (Ln) β0-1,5421 < 0, ,4417 0,5599 0,0531-0,1199 5,4183

43 42 7. Schumacher-Hall (Ln) 8. Schumacher-Hallnão linear β1 0,01760 < 0,001 β0-8,7529 < 0,001 β1 1,8769 < 0, ,4323 0,9446 0, ,9223 β2 0,8216 < 0,001 β0 0,0005 0, ,4107 0,8475 0,0622 2, β1 1,5806 < 0,001 β2 0,8546 < 0,001

44 43 Nas equações de simples entrada, os modelos aritméticos e Husch-Não linear obtiveram um erro padrão residual (S xy ) de aproximadamente 3,8 %. Enquanto, os modelos logarítmicos apresentaram estimativas mais precisas (2,6 %), determinadas pelo índice de furnival. erro padrão residual para os modelos de dupla entrada ( purr, toate, slund, Meyer, Meyer modificada e Schumacher-Hall-Não linear) variaram entre 2,7 e 2,9 %. Entretanto, dois modelos extrapolaram este intervalo, com amplitude máxima para o modelo de Spurr (Ln) (5,4 %), e mínima Schumacher-Hall (Ln) (1,9 %). O desvio médio percentual (DMP), nos modelos de simples entrada (-68,24 a 14,19 %) teve uma variação quanto à distribuição dos resíduos semelhantemente aos modelos de dupla entrada (-60,25 a 42,13 %). Das equações geradas, seis subestimaram o volume das árvores caídas (dois de simples e quatro de dupla entrada). A superestimação do volume ocorreu nos modelos de Meyer (5,48 %), Hohenald-Krenn (9,82 %), Brenac (14,19 %), Meyer modificada (17,03 %) e Spurr (Ln) (42,13 %), em valores positivos. Nos modelos de simples entrada (Husch-Não linear, Koperzky-Gehrhardt e Hohenald- Krenn), pode-se observar que a grande limitação é o ajuste dos maiores volumes das árvores caídas. À medida que há o aumento do volume individual das árvores caídas, a variação dos resíduos aumenta positiva e negativamente (Figura 4). Essa limitação também é observada nos modelo de Spurr, Stoate, Naslund, Meyer, Meyer modificada e Schumacher-Hall-Não linear. Esse comportamento é típico de resíduos heterocedásticos, com formação gráfica de um cone (Figura 5).

45 Figura 4. Análise de distribuição gráfica de resíduos dos modelos de simples entrada para equação de árvores caídas na Floresta Estadual do Amapá. Onde: 1 - Koperzky-Gehrhardt; 2 - Hohenald-Krenn; 3 Husch; 4 Brenac; 5 Husch-Não linear. 44

46 Figura 5. Análise de distribuição gráfica de resíduos dos modelos de dupla entrada para equação de árvores caídas na Floresta Estadual do Amapá. Onde: 1 Spurr; 2 Stoate; 3 - Naslund; 4 Meyer; 5 - Meyer modificada; 6 - Spurr (Ln); 7 - Schumacher-Hall (Ln); 8 - Schumacher-Hall-não linear. 45

47 46 As equações mais significativas foram as formadas pelos modelos de Schumacher- Hall (Ln) e Husch, com DMP de 2,51 e 2,52 %. Esses valores exprimem o quanto os resíduos estão distribuídos de forma homogênea na amostra de árvores caídas. Os modelos de Meyer (5,48 %), Hohenald-Krenn (9,82 %) e Brenac (14,19 %), também apresentaram bons resultados. Na distribuição dos resíduos verifica-se que os modelos de Meyer e Hohenald-Krenn estimam com eficiência o volume de pequenas árvores caídas. No entanto, o modelo de Brenac apesar de possuir maior DMP produz confiabilidade nas estimativas com maior amplitude de volume de árvores caídas Validação da Equação Volumétrica Para validação das equações volumétricas das árvores caídas foram utilizados os volumes reais de 216 indivíduos que não fizeram parte da amostragem para ajuste das equações. Os indivíduos que compõem a amostra apresentaram diâmetros à altura do peito a 1,30 m do solo variando de 10,3 a 123,4 cm. As alturas comerciais mínimas contempladas foram de 3 m, com valores máximos de 28,9 m. O volume real médio dos indivíduos foi de 1,7533 ± 0,1757 m³ (média ± erro padrão) com valores variando de 0,05 a 15,62 m³. A expressão do volume cilíndrico médio com fator de forma, tradicional em inventários e planos de manejos florestais brasileiros, apresentou 1,4953 ± 0,1537 m³. Os modelos de Husch e Schumacher-Hall (Ln) foram selecionados para validação de uso e aplicação das equações volumétricas nas fitofisionomias estudadas. A equação a partir do modelo de Husch gerou um volume médio de 1,6230 ± 0,1528 m³, enquanto a de Schumacher-Hall (Ln) de 1,5935 ± 0,1493 m³. Quando comparado os volumes, não foram observadas diferenças significativas entre as estimativas geradas pelas equações de simples (Husch; t = 0,81 e p = 0,42) e dupla entrada (Schumacher-Hall (Ln); t = 0,62 e p = 0,53) com o volume real. Resultado também encontrado para o volume cilíndrico com fator de forma (t = 10,52 e p = 0,30). As comparações entre volumes estimados pelas equações (t = 0,04 e p = 0,96) e expressão do cilindro com fator de forma (Husch; t = 0,26 e p = 0,80 e Schumacher-Hall (Ln); t = 0,31 e p = 0,76) também não foram diferentes.

48 2.4 DISCUSSÃO Estrutura florestal A confiabilidade das estimativas do número de árvores caídas por fitofisionomia variou em função do número de unidades amostrais estabelecidas. Entretanto, não foram observadas variações para afetar a representatividade dos volumes. Quando comparada com a estrutura diamétrica das árvores vivas em pé, as distribuições de indivíduos proporcionaram curvas exponenciais similares às árvores caídas por fitofisionomia. Estes comportamentos são típicos de florestas inequiâneas, o que também leva a pensar que as árvores que caem apresentam proporcionalidade com a vegetação remanescente, portanto capaz de possibilitar quaisquer análises que represente a floresta em pé. Há evidencias que, em termos médios as florestas inequiâneas na Amazônia têm percentual de 2 % de árvores mortas a cada ano (SILVA, 2012). Em termos absolutos há maior mortalidade de árvores nas menores classes de diâmetros, entretanto, em termos relativos é nas maiores classes de diâmetro que ocorre a maior mortalidade, já que a distribuição decrescente típica das florestas nativas deixa claro um menor número de árvores nestas classes (SCOLFORO et al., 1996). Na Floresta Estadual do Amapá, foram estimados 399 (FODTB), 426 (FODSm) e 465 (TCF) indivíduos vivos.ha -1, os quais proporcionaram volumes de , e m³ ha -1, respectivamente (INAM, 2009). O pequeno aumento do número de árvores caídas na TCF está relacionado à mudança de estrutura da floresta, que apresenta indivíduos com menores dimensões, mais susceptível a intempéries climáticas. Entretanto, o número de árvores caídas nas fitofisionomias, provavelmente, está relacionado à presença de afloramentos rochosos e condições edafoclimáticas. O decréscimo do número de árvores caídas das sucessivas classes diamétricas configura uma suave curva tendendo a reta com declividade negativa, descendendo para direita. Este comportamento é típico de comunidades florestais em estágio primário de sucessão, com aptidão ao manejo florestal. Segundo Sterba (2004), freqüentemente a estabilidade de distribuições diamétricas de florestas inequiâneas são pensadas com inúmeras espécies, em distintas idades. A distribuição diamétrica exponencial das árvores em florestas nativas, com proporcionalidade constante em classes sucessivas, é o indicio de estabilidade na comunidade (DE LIOCOURT, 1898). Outra forma de verificar o equilíbrio de uma floresta é assumir que

49 48 o número de árvores que ingressam numa classe diamétrica é igual à quantidade de árvore que ingressam na classe imediatamente posterior (SCHUTZ, 1975), ou quando há grande produção de sementes, germinação satisfatória e com taxa de mortalidade decrescente nas idades mais avançadas (DAUBERNMIRe, 1968). A exceção é a primeira classe diamétrica, onde geralmente nos inventários florestais agrupam o maior número de indivíduos. No entanto, era esperada uma redução do número de indivíduos na classe inicial, proporcionado pela velocidade de decomposição e mineralização das árvores menores ao caírem, mesmo compostas por distintas espécies de variadas densidades. O efeito de componentes do solo e da vegetação sobre a percentagem de decomposição de madeira de espécies arbóreas não está associada ao tipo de solo, topografia, quantidade de liteira fina, biomassa e densidade arbórea (TOLEDO et al., 2012), e sim pelo material de origem (dimensão da árvore, por exemplo), tempo, microorganismos e condições microclimáticas do sítio (LEPSCH, 2002). A estrutura hipsométrica das árvores caídas também foi similar ao das árvores vivas em pé inventariadas em 2009 na F TA. s resultados das alturas comerciais não variaram sigificativamente entre as fitofisionomias. As árvores vivas em pé da F DTB apresentaram altura média, máxima e mínima de 21,3, 42 e 6 m, respectivamente. Seguida das árvores da FODSm (média de 21,3 m, máxima de 39 m, mínima de 7m) e TCF (18,8 m, máxima de 42 m, mínima de 6 m) Equação volumétrica Os ajustes similares das equações por fitofisionomia é consequência da similaridade da estrutura diamétrica e hipsométrica das áreas estudadas. As diferenças são observadas apenas nas composições florísticas, não interferindo na estimativa volumétrica. Os volumes das árvores caídas nas fitofisionomias apresentaram ajustes similares entre os modelos de simples e dupla entrada. Esse comportamento dos modelos fornece a vantagem de uso de equações com menor número de variáveis, tornando a atividade de romaneiro no campo mais prática e com menor custo. Estatísticamente, tal fato é explicado pela ausência de efeitos aditivos das variáveis independentes em alguns modelos. A ocorrência de multicolinearidade proporciona similaridade entre o poder explicativo adicional e correlação parcial dos diâmetros e/ou alturas com o volume das árvores caídas, não deixando clara as diferenças de estimativas quanto ao uso de uma única variável ou combinações.

50 49 Na medida que as variáveis independentes são correlacionadas, elas compartilham uma parte do seu poder preditivo, ou seja, as duas variáveis independentes explicam uma mesma parcela da variável dependente (CORRAR et al., 2007). Resultados semelhantes foram encontrados por Tonini et al. (2005), trabalhando com quatro espécies florestais nativas da Amazônia, com equações de volume de simples e dupla entrada apresentando ajustes semelhantes. Na Floresta Nacional do Tapajós, no trecho de Santarém a Cuiabá, Brasil, Silva e Araujo (1984) desenvolveram uma equação de volume para qualquer espécie e para diâmetro variando de 15 cm a 45 cm, com equações aritméticas apresentando resultados levemente superiores às equações logarítmicas testadas. Resultados similares foram encontrados por Ferreira et al (2011) os quais verificaram que para estimativa de volume de árvores em florestas equianeas, a equação mais aconselhável e eficiente é de simples entrada com DAP, quando comparada à equação de Schumacher e Hall, pois a mesma não necessita de obtenção da variável altura, diminuindo assim o tempo de obtenção de dados, ocasionando a redução de custos totais no trabalho. Tonini e Melo (2009) verificaram que os modelos de Baden-Wurt, Schumacher-Hall e Spurr (Ln) apresentaram melhor desempenho nos índices de R²aj, variando de 0,932 a 0,935. O modelo Baden-Wurt apresentou os valores mais altos para R²aj, porém não foi o selecionado por apresentar o erro padrão de estimativa elevado. O menor ajuste de modelos de simples entrada é esperado quando são realizados trabalhos com variáveis da vegetação, pois assume-se que árvores de mesmo diâmetro têm a mesma altura, o que não é verdadeiro para florestas heterogêneas (ROLIM et al., 2006). A pesquisa de Barros e Silva Jr. (2009) acrescenta ainda que se levando em consideração a praticidade de uso da equação, a diminuição do trabalho de campo, deixando-se de medir a variável altura, bem como os possíveis erros cometidos durante sua medição, o modelo de Brenac (simples entrada) é preferido em relação ao modelo de Spurr (dupla entrada). A precisão de modelos com diâmetro à altura do peito e volume em nível de população demonstra que os modelos de afilamento são capazes de produzir previsões exatas do diâmetro do caule e volumes, tanto da população quanto em nível de árvore individual (YANG et al., 2009). A hipótese de que o uso da variável independente DAP é suficiente para boas estimativas em equações volumétricas locais foi rejeitada por Leite e Andrade (2003), os quais concluíram que o uso da altura no modelo deve ser considerado para obter estimativas precisas.

51 50 Santos et al. (2006) com objetivo de testar modelos matemáticos encontradas na literatura florestal para estimar o volume individual de arvores no estado do Paraná, verificou que todos os modelos, exceto o de Husch, que utiliza apenas diâmetro, sem considerar altura do fuste, apresentam boa performance. Tonini e Melo (2009) trabalhando com espécies nativas, selecionaram as seguintes equações: Spurr logaritimizada para a castanha-do-brasil; Schumachar-Hall para o angelimferro; Stoate para o Visgueiro. Segundo Santos (2006), um modelo matemático só pode realmente ser indicado depois de verificado à existência ou não de um comportamento tendencioso sobre toda a linha de regressão, com os resíduos o mais uniformemente distribuído sobre a linha. Os valores do erro padrão residual (S xy ), por expressar a medida de variação dos volumes estimados das árvores caídas pelas equações, quando comparado ao volume real, são considerados aceitáveis ao uso Validação da Equação Volumétrica Há praticidade no uso das equações de simples entrada e/ou fator de forma para obtenção do volume de espécies arbórea, pois fornecem estimativas precisas com menor custo e praticidade. No entanto, de acordo com a Resolução CONAMA 406/09 é obrigatório, a partir do segundo ano de exploração florestal, o cálculo do volume de árvores em pé mediante equação de volume desenvolvida. Em equações de simples entrada, mesma quando os critérios estatísticos são obedecidos, podem ocorrer a sub ou superestimação dos volumes de árvores individuais ou povoamentos. Estes resultados variam em função do tamanho das árvores. Em florestas nativas, árvores de mesmo diâmetro não possuem necessariamente a mesma altura. No entento, é cada vez mais comum na Amazônia brasileira a utilização de equações de simples entrada, com a variável independente DAP, para estimativa do volume de florestas a serem submetidas ao manejo florestal (FERREIRA et al., 2011; BARROS e SILVA Jr., 2009; YANG et al., 2009). As características do conjunto de dados volumétricos faz com que em diferentes sitios, com características distintas de clima, solo e vegetação, proporcionem ajustes diferenciados quanto aos modelos de regressão. Brandeis et al. (2006) trabalhado em florestas subtropicais secas de Porto Rico e outras ilhas do Caribe verificaram que os modelos de Hohenald-Krenn e Spurr obtiveram melhores ajustes para o volume do tronco das árvores.

52 2.5 CONCLUSÕES 51 As estruturas diamétrica e hipsométrica das árvores caídas da Floresta Estadual do Amapá representam a estrutura das árvores vivas em pé, nas distintas fitofisionomias que a compõem. Assim, as equações volumétricas desenvolvidas neste trabalho estão habilitadas para emprego da estimativa do volume comercial das áreas destinadas ao manejo florestal sustentável. As equações de simples e dupla entrada, bem como o fator de forma apresentaram resultados confiáveis para estimativa volumétrica. No entanto, deve-se priorizar a utilização das equações para predição do volume, por atender as indicações legais previstas na legislação florestal brasileira. Apesar das vantagens opeacionais observadas para equação volumétrica de Husch, recomenda-se a utilização da equação volumétrica de Schumacher e Hall (Ln) levando em consideração que as árvores de mesmo diâmetro da Floresta Estadual do Amapá não possuem a mesma altura.

53 52 3 APTIDÃO DE ESPÉCIES ARBÓREAS AO MANEJO EM FLORESTA OMBRÓFILA DENSA, AMAPÁ, AMAZÔNIA

54 RESUMO O trabalho pretende verificar a viabilidade de execução de manejo florestal na Floresta Estadual do Amapá, Amazônia, Brasil. O inventário foi realizado em três unidades primárias. Cada unidade primária foi disposta em forma quadrada com cinco parcelas de 100 x 100 m. O nível de inclusão foi de árvores com DAP (Diâmetro a altura do peito a 1,30 m do solo) > 10 cm. Em todos os indivíduos foram coletados nome popular, altura comercial, qualidade do fuste e presença ou ausência de cipós, oco e cupim. As espécies foram separadas em grupos de valor madeireiro (GVM). Foram calculados os parâmetros fitossociológicos, agregação, estrutura vertical e diamétrica. Para cada classe diamétrica foi estimado o volume total. Foram inventariados 7557 indivíduos, distribuídos em 38 famílias, 115 gêneros, 182 espécies, com 12 indeterminadas. O índice de Shannon foi de 4,38 nats/ind. Dentre as espécies com valor comercial podem ser citadas: Tabebuia serratifolia (GVM 1), Carapa guianensis (GVM 2), Dipteryx magnífica (GVM 3) e Aspidosperma excelsum (GVM 4). O número de árvores foi estimado em 503,80 ± 25,51 ind.ha -1, com volume médio de 383,22m 3.ha -1. O volume entre as classes diamétricas evidenciou 67,33 m 3.ha -1 nas árvores com DAP s entre 10 e 40 cm, 22,37 m 3.ha -1 (DAP s entre 40 e 50 cm) e 293,53 m 3.ha -1 (DAP s maior 50 cm). A distribuição diamétrica dos indivíduos evidenciou uma curva decrescente. Dessa forma, há indícios de potencial volumétrico para fins de manejo, com estimativas por hectare superior a permitida nas bases legais da política florestal brasileira. Palavras-chave: Diversidade; Volume; Distribuição diamétrica. 53

55 ABSTRACT The work aims to verify the feasibility of implementing forest management in Amapa State Forest, Amazon, Brazil. The inventory was conducted in three primary units. Each primary units was arranged in a square with five plots of 100 x 100 m. The inclusion level was trees with DBH (diameter at breast height to 1.30m) > 10 cm. In all individuals were collected popular name, commercial height, trunk quality and presence or absence of vines, hollow termite. The species were separated into groups of timber value (GVM). Parameters phytosociological, aggregation, vertical structure and diameter were calculated. For each diameter class was estimated total volume. We recorded 7557 individuals belonging to 38 families, 115 genera, 182 species, with 12 indeterminate. The Shannon index was 4.38 nats / ind. Among the species with commercial value can be cited: Tabebuia serratifolia (GVM 1) Carapa guianensis (GVM 2), Dipteryx magnificent (GVM 3) and Aspidosperma excelsum (GVM 4). The number of trees was estimated at ± ind.ha -1, with an average volume of m 3.ha -1. The volume between the diameter classes showed m 3.ha -1 in trees with DBH between 10 and 40 cm, m 3.ha -1 (DBH between 40 and 50 cm) and m 3.ha -1 (DAP's largest 50 cm). The diameter distribution showed a decreasing curve. Thus, there is evidence of potential volume for management purposes, with estimates per hectare higher than permitted in legal bases Brazilian forest policy. Key words: Diversity, Volume, Distribution diameter. 54

56 INTRODUÇÃO O registro de inúmeras espécies da flora com capacidade de fornecer matéria-prima para a construção civil, cosméticos, farmacêuticos, etc. tem contribuído para destacar a Amazônia no cenário internacional. O código florestal brasileiro (Lei /2012) prevê a utilização destes recursos a partir da elaboração de Plano de Manejo Florestal ustentável de uso múltiplo - PMF, com discriminação dos procedimentos técnicos em normas específicas. Atualmente, os procedimentos e especificações técnicas para o acesso aos recursos provenientes de florestas primitivas da Amazônia são orientados pelas Instruções Normativas 04 e 05/2006 MMA e Resolução CONAMA 406/2009. Tradicionalmente são consideradas com aptidão ao manejo florestal, espécies com número de indivíduos superior a três a cada 100 hectares, diâmetro mínimo de corte (50 cm para todas as espécies), fuste cilíndrico e com ausência de oco. No entanto, há generalidade da legislação quanto às espécies e intensidade de exploração, permitindo a máxima retirada de madeira por unidade de área, com danos irreversíveis à floresta remanescente (ROCHA et al., 2000; PINTO et al., 2002).As diretrizes estabelecidas nas normativas brasileiras atende apenas as florestas como comunidade, não atendendo especificidades de populações de espécies arbóreas com distintos comportamentos ecológicos. Para dar inicio as discussões sobre procedimentos técnicos considerando a peculiaridade de cada espécie, é necessário identificar as relações fitossociológicas, distribuição diamétrica, vertical e espacial para fundamentar a adoção de planejamentos mais adequados de exploração. Nos últimos dez anos, diversos autores (JARDIM e SOARES, 2010; SAMPAIO et al., 2005; PROCÓPIO e SECCO, 2008; HIRAI et al., 2008)têm estudado o comportamento individual de espécies arbóreas comerciais da Amazônia, como Sterculia pruriens (Aublet) Schumann, Manilkara huberi Standley, Aniba rosaeodora Ducke e Couratari guianensis Aublet descrevendo o número de árvores susceptíveis ao manejo com distintas estruturas na floresta. Diante do exposto, o trabalho pretende verificar a viabilidade de execução de manejo florestal em floresta ombrófila densa na Amazônia, avaliando o comportamento individual e da comunidade. Este trabalho pretende responder se existem espécies com estruturas distintas capazes de serem submetidas ao manejo florestal madeireiro.

57 3.2 MATERIAL E MÉTODOS Caracterização da Área A área de estudo está localizada no módulo II da Floresta Estadual do Amapá (FLOTA/AP), região central do estado do Amapá, Amazônia, Brasil. O universo amostral abrangeu uma população de 500 ha, com vegetação descontínua de floresta ombrófila densa de terras baixas (IBGE, 2012). O solo predominante é tipo Latossolo Vermelho-Amarelo distrófico (RADAM, 1974). A altitude varia de 60 a 100 m. O clima da região é do tipo Am (equatorial super-úmido), segundo a classificação de Köppen Inventário Florestal O inventário foi realizado em unidades amostrais conglomeradas, distribuídas em três distintas áreas (unidades primárias - UP), equidistantes em aproximadamente m. Cada unidade primária foi disposta em forma quadrada com cinco parcelas permanentes (unidades secundárias) de 100 x 100 m, abrangendo uma área de 5 ha por UP. As parcelas foram estabelecidas de acordo com os critérios da Rede de Monitoramento da Dinâmica das Florestas da Amazônia, com nível de inclusão das árvores abrangendo DAP > 10 cm (SILVA et al., 2005). Todos os indivíduos foram etiquetados com numeração progressiva e coletados nome popular, DAP, altura comercial (h) (até a inserção do primeiro galho com auxílio de hipsômetro TRIPULSE 360º) e presença ou ausência de cipós competidores (C), oco (O) e cupim (PC). Os fustes das árvores foram classificados quanto a qualidade do fuste (Qf) (VACCARO et al., 2003), onde: (1) reto, (2) levemente tortuoso e (3) tortuoso. A classe "reto" abrangeu os fustes que apresentam qualidade entre 80 e 100 % de seu comprimento; a classe "levemente tortuoso" entre 50 e 80 % e a classe "tortuoso" menos que 50 %. A identificação taxonômica das espécies foi realizada com levantamento prévio em campo e os nomes botânicos seguiram o sistema APG III (2010).Todas as espécies identificadas foram separadas em grupos de valor madeireiro (GVM), onde: 0 menor valor comercial; 1 alto valor comercial; 2 reconhecido valor comercial; 3 comumente comercializadas; 4 comercialização local; 5 não classificadas.

58 3.2.3 Análise Estrutural 57 A suficiência amostral florística foi determinada a partir da confecção da curva do coletor. A representatividade do número de indivíduos e volume foi efetuada com limite de erro em torno da média de até 10 %, para um nível de probabilidade de 95 % (P = 0,95), precisão recomendada na IN 05/2006 IBAMA. Com base nas informações coletadas foram calculados os parâmetros fitossociológicos utilizando o software MATA NATIVA 2.O padrão de agregação das espécies foi definido com auxílio do índice de Payandeh (Pi). A estrutura vertical foi estimada a partir de três estratos: estrato inferior -árvores com altura comercial inferior a média aritmética menos um desvio padrão; estrato médio - árvores cujas alturas se inserem nos limites inferior e superior da média aritmética e desvio padrão; e estrato superior - árvores com altura superior a média das alturas mais um desvio padrão(scolforo, 1998). Também foram gerados histogramas da estrutura diamétrica por qualidade do fuste. O número de classes diamétricas foi calculado segundo Higuchi et al. (2008).Para cada classe diamétrica foi estimado o volume total, utilizando a equação de Schumacher e Hall (Ln): Onde: V = volume (m³) DAP = diâmetro a altura do peito a 1,30m do solo (cm) Hc = altura comercial (m) 3.3 RESULTADOS Florística e Fitossociologia A composição florística foi representada com sucesso a partir da décima quarta parcela, quando se iniciou a estabilidade linear da curva de suficiência amostral (Figura 6). A vegetação representada foi composta por indivíduos arbóreos vivos, agrupados em 38 famílias botânicas, 115 gêneros, 182 espécies, com 12 indeterminadas.

59 58 Figura 6. Curva do número de espécie por número de parcelas amostradas (área) representando a composição florística da floresta ombrófila densa inventariada no município de Porto Grande, Amapá, Amazônia. O índice de diversidade de Shannon encontrado foi de 4,38 nats/ind. Quando consideradas as unidades secundárias que compõe cada conglomerado o índice de diversidade variou de 3,87 a 4,24 nats/ind. As famílias botânicas com maior contribuição na riqueza florística foram: Fabaceae (41 espécies), Sapotaceae (13), Burseraceae e Lauraceae (11) e Lecythidaceae (10). Quanto ao número de indivíduos estas famílias continuam predominando entre as mais representativas (Fabaceae (24,49 %), Lecythidaceae (10,27 %), Sapotaceae (10,19 %) e Burseraceae (8,32 %)). Quando considerados os grupos de valor madeireiro, as espécies comerciais foram distribuídas da seguinte forma: 9com alto valor comercial; 18 com reconhecido valor tecnológico; 21 comumente comercializadas e 107 com baixo valor comercial (classificadas como madeiras brancas). Entretanto, 27 espécies não foram consideradas comerciais, com baixa representatividade em número de indivíduos (5,1%). Dentre as espécies com valor comercial podem ser citadas em ordem decrescente de número de indivíduos inventariados: no GVM 1 - Bowdichia nítida (117),Tabebuia serratifolia (95) e Apeiba tibourbou (79); no GVM 2 - Carapa guianensis (441),Manilkara huberi (228), Dinizia excelsa (54) e Dipteryx magnífica (5); no GVM 3 - Vouacapoua americana (1649) e Qualea albiflora (150); e no GVM 4 - Aspidosperma excelsum (579), Vochysia guianensis (362) e Virola michelii (275). Os distintos números de indivíduos nas unidades primárias contribuíram para formação de três categorias de distribuição espacial. Das espécies identificadas, 113 estão dispostas de forma agrupada, 21 com tendência ao agrupamento e 49 se apresentaram de forma aleatória. 49 não formam (Tabela 5).

60 59 Tabela 5. Relação das espécies arbóreas inventariadas, distribuição espacial pelo método Payandeh (Pi) e gupo de valor madeireiro (GVM) numa floresta ombrófila densa, Porto Grande, Amapá, Amazônia. FAMÍLIA NOME CIENTÍFICO NOME VULGAR Pi CLASSIFICAÇÃO Pi GVM Anacardiaceae Anacardium spruceanum Benth. ex Engl. Cajuí 1,14 Tend. Agrup. 4 Tapirira guianensis Aubl. Tatapiririca 2,59 Agrupamento 4 Annonaceae Duguetia stelechantha (Diels) R.E. Fr. Envira pindauba 4,00 Agrupamento 4 Guatteria procera R.E. Fr. Envira surucucu 1,00 Não Agrup. 4 Guatteria sp. Ruiz & Pav. Envira-preta 3,78 Agrupamento 4 Oxandra acuminata Diels Envira-vermelha, Lamuci 0,93 Não Agrup. 4 Apocynaceae Aspidosperma exalatum Monach. Araracanga 1,86 Agrupamento 4 Aspidosperma excelsum Benth. Carapanaúba 1,06 Tend. Agrup. 4 Couma guianensis Aubl. Sorveira 4,47 Agrupamento 4 Geissospermum sericeum Benth. & Hook. F. ex Miers Quina 1,40 Tend. Agrup. 4 Geissospermum vellosii Allemão Quinarana 1,00 Não Agrup. 4 Lacmellea aculeata Ducke Catuaba 0,79 Não Agrup. 0 Araliaceae Schefflera morototoni (Aubl.) Maguire, Steyerm. & Frodin Morototó 2,00 Agrupamento 0 Bignoniaceae Jacaranda copaia (Aubl.) D. Don Parapará 1,00 Não Agrup. 4 Tabebuia serratifolia (Vahl) G. Nicholson Ipê amarelo 0,67 Não Agrup. 2 Tabebuia sp. Gomes ex DC. Ipê 2,10 Agrupamento 1 Burseraceae Dacryodes nitens Cuatrec. Breu 4,73 Agrupamento 4 Dialium guianense (Aubl.) Sandwith Jutaí pororoca 2,00 Agrupamento 2 Protium altsonii Sandwith Breu mescla 0,93 Não Agrup. 4 Protium decandrum (Aubl.) Marchand Breu vermelho 7,10 Agrupamento 4 Protium paniculatum Engl. Breu amarelo 3,00 Agrupamento 4 Protium pernervatum Cuatrec. Breu folha grande 1,76 Agrupamento 4 Protium pilosum (Cuatrec.) D.C. Daly Breu folha miúda 0,86 Não Agrup. 4 Protium sagotianum Marchand. Breu manga 1,13 Tend. Agrup. 4 Protium sp. Burm. f. Breu folha média 1,32 Tend. Agrup. 4

61 60 Protium tenuifolium (Engl.) Engl. Breu branco 4,85 Agrupamento 4 Trattinnickia rhoifolia Willd. Breu sucuruba 2,71 Agrupamento 2 Caryocaraceae Caryocar glabrum (Aubl.) Pers. Piquiarana 2,43 Agrupamento 4 Caryocar villosum (Aubl.) Pers. Piquiá 1,00 Não Agrup. 2 Chrysobalanaceae Couepia excelsa Ducke Achuá 5,46 Agrupamento 4 Couepia guianensis Aubl. Cumatê 2,53 Agrupamento 0 Hirtella sp. L. Macucú 3,80 Agrupamento 1 Licania canescens Benoist Cariperana,Casca seca 3,02 Agrupamento 4 Licania octandra (Hoffmanns. ex Roem. & Schult.) Kuntze Pintadinho 2,64 Agrupamento 4 Parinarium sp. Juss. Pranari 2,47 Agrupamento 4 Clusiaceae Rheedia benthamiana Planch. & Triana Bacuri 4,57 Agrupamento 4 Symphonia globulifera L. f. Anani 2,86 Agrupamento 4 Tovomita sp.aubl. Manguirana 2,20 Agrupamento 4 Combretaceae Buchenavia grandis Ducke Piriquiteira 1,00 Não Agrup. 4 Terminalia amazonia (J.F.Gmel.) Exell Mirindiba 2,79 Agrupamento 2 Terminalia sp. L. Cuiarana 1,00 Não Agrup. 1 Ebenaceae Diospyros sp. L. Envira 1,80 Agrupamento 4 Elaeocarpaceae Sloanea sp. L. Urucurana 1,49 Tend. Agrup. 4 Euphorbiaceae Conceveiba guianensis Aubl. Pitaíca 2,05 Agrupamento 2 Croton sp. L. Pau de índio 0,79 Não Agrup. 4 Hevea brasiliensis Müll. Arg. Seringueira 1,00 Não Agrup. 3 Sapium prunifolium Klotzsch Murupita 1,57 Agrupamento 0 Fabaceae Abarema auriculata (Benth.) Barneby & J. W. Grimes Ingarana 2,79 Agrupamento 4 Abarema jupunba (Willd.) Britton & Killip Saboeira 1,33 Tend. Agrup. 4 Alexa grandiflora Ducke Melancieira 1,03 Tend. Agrup. 2 Ambelania acida Aubl. Pau de leite, Pepino do mato 2,93 Agrupamento 3 Bowdichia sp. Kunth Sucupira 1,55 Agrupamento 1 Bowdichia nitida Spruce Sucupira amarela 0,49 Não Agrup. 1 Campsiandra comosa var. laurifolia Acapurana 2,71 Agrupamento 4

62 61 Candolleodendron sp. R.S. Cowan Fava 2,49 Agrupamento 4 Copaifera multijuga Hayne Copaíba 0,93 Não Agrup. 4 Dimorphandra multiflora Ducke Fava amarela 1,00 Não Agrup. 3 Dinizia excelsa Ducke Angelim vermelho 1,57 Agrupamento 2 Diplotropis purpurea (Rich.) Amshoff. Sucupira preta 3,77 Agrupamento 1 Dipteryx magnifica Ducke Cumaru rosa 1,00 Não Agrup. 3 Dipteryx odorata (Aubl.) Willd. Cumaru 2,16 Agrupamento 3 Dussia discolor (Benth.) Amshoff Mututirana 2,88 Agrupamento 0 Elizabetha bicolor Ducke Boa macaca 11,49 Agrupamento 4 Eperua schomburgkiana Benth. Apá 5,71 Agrupamento 4 Eperua sp. Aubl. Iperana 1,36 Tend. Agrup. 1 Hymenaea courbaril L. Jatobá 1,14 Tend. Agrup. 3 Hymenaea parvifolia Huber Jutaí 1,49 Tend. Agrup. 4 Hymenolobium petraeum Ducke Angelim pedra 0,86 Não Agrup. 2 Inga auristellae Harms Ingá vermelho 6,64 Agrupamento 4 Inga gracilifolia Ducke Ingá folha miúda 1,57 Agrupamento 4 Inga paraensis Ducke Ingá xixica 0,86 Não Agrup. 4 Inga sp. 1 Mill. Ingá 4,71 Agrupamento 4 Inga sp. 2 Mill. Ingá branco 1,67 Agrupamento 4 Parkia gigantocarpa Ducke Fava esponja, Atanã 1,57 Agrupamento 4 Peltogyne paniculata Benth. Roxinho 0,93 Não Agrup. 3 Peltogyne paradoxa Ducke Coataquiçaua 1,57 Agrupamento 4 Pentaclethra macroloba (Willd.) Kuntze Pracaxi 18,24 Agrupamento 4 Piptadenia gonoacantha (Mart.) J.F.Macbr. Timborana 1,46 Tend. Agrup. 4 Pterocarpus rohrii Vahl Mututi 1,00 Não Agrup. 4 Schizolobium amazonicum Huber ex Ducke Paricá da mata 1,00 Não Agrup. 0 Sclerolobium melanocarpum Ducke Taxi vermelho 4,86 Agrupamento 4 Stryphnodendron pulcherrimum (Willd.) Hochr. Fava folha fina 2,88 Agrupamento 4 Swartzia racemosa Benth. Pacapeuá 0,93 Não Agrup. 0 Swartzia sp. Schreb. Tento 4,00 Agrupamento 3

63 62 Tachigali myrmecophila Ducke Taxi preto 3,11 Agrupamento 1 Tachigali sp. Aubl. Taxi 1,60 Agrupamento 4 Taralea oppositifolia Aubl. Cumarurana 1,57 Agrupamento 2 Vouacapoua americana Aubl. Acapú 5,46 Agrupamento 3 Zygia racemosa (Ducke) Barneby & J.W.Grimes Angelim rajado 0,64 Não Agrup. 3 Goupiaceae Goupia glabra Aubl. Cupiúba 1,60 Agrupamento 2 Humiriaceae Humiria balsamifera Aubl. Umiri 1,00 Não Agrup. 0 Sacoglottis guianensis Benth. Uxirana 1,81 Agrupamento 4 Hypericaceae Vismia cayennensis (Jacq.) Pers. Lacre 4,00 Agrupamento 2 Indeterminada 1 Indeterminada 1 Indeterminada 1 1,32 Tend. Agrup. 0 Indeterminada 2 Indeterminada 2 Indeterminada 2 2,64 Agrupamento 0 Indeterminada 3 Indeterminada 3 Indeterminada 3 2,00 Agrupamento 0 Indeterminada 4 Indeterminada 4 Indeterminada 4 1,14 Tend. Agrup. 0 Indeterminada 5 Indeterminada 5 Indeterminada 5 2,00 Agrupamento 0 Indeterminada 6 Indeterminada 6 Indeterminada 6 2,00 Agrupamento 0 Indeterminada 7 Indeterminada 7 Indeterminada 7 2,00 Agrupamento 0 Indeterminada 8 Indeterminada 8 Indeterminada 8 1,00 Não Agrup. 0 Indeterminada 9 Indeterminada 9 Indeterminada 9 2,00 Agrupamento 0 Indeterminada 10 Indeterminada 10 Indeterminada 10 3,24 Agrupamento 0 Indeterminada 11 Indeterminada 11 Indeterminada 11 1,00 Não Agrup. 0 Indeterminada 12 Indeterminada 12 Indeterminada 12 3,00 Agrupamento 0 Lauraceae Aniba burchellii Kosterm. Louro canela 3,79 Agrupamento 4 Aniba puchury-minor (Mart.) Mez Preciosa 1,32 Tend. Agrup. 4 Licaria cannella (Meisn.) Kosterm. Louro preto 1,85 Agrupamento 4 Licaria mahuba (A. Samp.) Kosterm. Maúba 0,93 Não Agrup. 0 Mezilaurus duckei van der Werff Itaúba amarela 2,98 Agrupamento 3 Mezilaurus itauba (Meisn.) Taub. ex Mez Itaúba, Itaúba preta, Louro itaúba 6,31 Agrupamento 2 Nectandra rubra (Mez) C. K. Allen Louro vermelho 2,41 Agrupamento 0 Ocotea aciphylla (Nees) Mez Louro amarelo 1,62 Agrupamento 4 Ocotea amazonica (Meisn.) Mez Louro branco 1,81 Agrupamento 4

64 63 Ocotea sp. Aubl. Louro 5,29 Agrupamento 4 Persea jariensis Vattimo Louro cravo 0,93 Não Agrup. 4 Lecythidaceae Couratari guianensis Aubl. Tauarí 1,35 Tend. Agrup. 4 Eschweilera coriacea (DC.) S.A.Mori Matamatá branco 4,71 Agrupamento 4 Eschweilera grandiflora (Aubl.) Sandwith Matamatá preto 0,93 Não Agrup. 4 Eschweilera juruensis R. Knuth Matamatá amarelo 1,00 Não Agrup. 4 Eschweilera sp. Mart. ex DC. Matamatá vermelho 8,35 Agrupamento 3 Gustavia augusta L. Jeniparana 3,35 Agrupamento 0 Lecythis lurida (Miers) S.A. Mori Jarana 1,82 Agrupamento 4 Lecythis pisonis Cambess. Sapucaia 0,71 Não Agrup. 4 Lecythis poiteaui O. Berg Jarana amarela 1,62 Agrupamento 4 Lecythis sp. Loefl. Sapucainha 1,71 Agrupamento 3 Malpighiaceae Byrsonima aerugo Sagot Murici 0,93 Não Agrup. 0 Malvaceae Apeiba tibourbou Aubl. Pente de macaco 1,43 Tend. Agrup. 1 Pachira sp. Aubl. Mamorana 2,43 Agrupamento 4 Quararibea sp. Aubl. Envira branca 3,00 Agrupamento 3 Sterculia pilosa Ducke Capoteiro 3,28 Agrupamento 4 Theobroma speciosum Willd. ex Spreng. Cacauí 1,00 Não Agrup. 0 Theobroma subincanum Mart. Cupuí 4,26 Agrupamento 0 Melastomataceae Miconia pubipetala Miq. Canela de velho 1,00 Não Agrup. 4 Mouriri apiranga Spruce ex Triana Meraúba 5,60 Agrupamento 4 Mouriri nervosa Pilg. Louro folha fina 4,20 Agrupamento 3 Meliaceae Carapa guianensis Aubl. Andiroba 3,03 Agrupamento 2 Guarea carinata Ducke Andirobarana 1,65 Agrupamento 4 Theobroma sect. Cacao (Mill.) Bernoulli Cacau 1,00 Não Agrup. 3 Moraceae Bagassa guianensis Aubl. Tatajuba 0,93 Não Agrup. 3 Brosimum lactescens (S. Moore) C. C. Berg Muirapiranga 0,93 Não Agrup. 1 Brosimum parinarioides Ducke Amapá doce 3,00 Agrupamento 3 Brosimum sp. Sw. Amapá 1,80 Agrupamento 3 Ficus nymphaeifolia Mill. Apuí 1,00 Não Agrup. 0

65 64 Helicostylis sp. Trécul Inharé 2,17 Agrupamento 4 Maquira sclerophylla (Ducke) C. C.Berg Muiratinga 1,51 Agrupamento 3 Myristicaceae Iryanthera grandis Ducke Ucuuba casca de vidro 10,43 Agrupamento 4 Iryanthera paraensis Huber Ucuuba de sangue 2,78 Agrupamento 2 Osteophloeum platyspermum (Spruce ex A. DC.) Warb. Ucuubarana 1,53 Agrupamento 4 Virola calophylla (Spruce) Warb. Ucuuba 0,57 Não Agrup. 3 Virola michelii Heckel Ucuuba branca 2,42 Agrupamento 4 Myrtaceae Eugenia diplocampta Diels Araçá 1,00 Não Agrup. 4 Eugenia sp. L. Goiabinha 14,08 Agrupamento 4 Myrcia fallax (Rich.) DC. Murta 1,00 Não Agrup. 4 Olacaceae Minquartia guianensis Aubl. Acariquara 3,59 Agrupamento 4 Pentaphylacaceae Ternstroemia sp. Mutis ex L. f. Figo-bravo 1,00 Não Agrup. 4 Rubiaceae Chimarris turbinata DC. Araruta 1,14 Tend. Agrup. 3 Genipa americana L. Jenipapo 7,25 Agrupamento 2 Salicaceae Laetia procera (Poepp.) Eichler Pau jacaré 3,00 Agrupamento 4 Sapotaceae Ecclinusa lanceolata (Mart. & Eichler) Pierre Abiu da folha grande, Casca grossa 4,60 Agrupamento 4 Manilkara huberi (Ducke) Chevalier Maçaranduba 0,68 Não Agrup. 2 Manilkara sp. Adans. Maparajuba 0,86 Não Agrup. 4 Micropholis acutangula (Ducke) Eyma Abiu guajará, guajará, Guajará branco 1,11 Tend. Agrup. 4 Micropholis longipedicellata Aubrév. Abiu folha pequena, Folha miúda 2,83 Agrupamento 4 Micropholis venulosa (Mart. & Eichler) Pierre Abiu acariquara, Guajará bolacha 11,49 Agrupamento 4 Neoxythece elegans (A DC.) Aubrev. Abiu, Abiu branco, Guajará pedra, Guajará preto, Guajará vermelho 1,69 Agrupamento 4 Pouteria caimito (Ruiz & Pav.) Radlk. Abiu folha média 3,24 Agrupamento 4 Pouteria engleri Eyma Abiu casca fina 2,18 Agrupamento 4 Pouteria macrophylla (Lam.) Eyma Abiu cutiti 0,86 Não Agrup. 4 Pouteria sp.1 Aubl. Abiurana 2,92 Agrupamento 4 Pouteria sp.2 Aubl. Abiu folha fina 0,86 Não Agrup. 4 Pouteria sp.3 Aubl. Abiu folha marrom 1,36 Tend. Agrup. 4 Simaroubaceae Simarouba amara Aubl. Marupá 0,80 Não Agrup. 4

66 65 Siparunaceae Siparuna sp. Aubl. Louro folha grande 1,62 Agrupamento 4 Urticaceae Cecropia sciadophylla Mart. Embaúba torem 0,93 Não Agrup. 4 Pourouma heterophylla Mart. ex Miq. Embaúba pata de anta 8,80 Agrupamento 4 Pourouma minor Benoist Embaúba branca 2,55 Agrupamento 4 Pourouma ovata Trécul Embaúba 12,30 Agrupamento 4 Pourouma villosa Trécul Embaúba vick 1,57 Agrupamento 4 Vochysiaceae Qualea albiflora Varm. Mandioqueira 2,67 Agrupamento 3 Vochysia guianensis Aubl. Quaruba branca 21,40 Agrupamento 4 Vochysia maxima Ducke Quaruba vermelha 1,45 Tend. Agrup. 4 Vochysia sp. Aubl. Quaruba 5,29 Agrupamento 4

67 66 O maior valor de frequência relativa (FR) foi partilhado por 28 espécies (1,09 %), as quais podemos citar Ocotea amazonica, Bowdichia sp. E Vouacapoua americana, com número de indivíduos variando de 51 (Bowdichia sp.) a 361 (Eschweilera coriacea). A frequência nas unidades secundárias variou de 107 a 80 espécies, com 29 espécies comuns as unidades primárias, 30 presente apenas na UP1, seguida de 5 e 14 espécies exclusivas das demais UP s. Dentre as espécies com menor frequência relativa (0,07 %), foi observado que estão inseridas oito das doze indeterminadas. As espécies com maior densidade relativa (DR) foram: Eschweilera coriacea (4,78 %), Inga auristellae (4,61 %) e Iryanthera paraensis (4,02 %). Também foi observado que apenas 32 espécies apresentam percentuais de DR acima de 1 %. Entretanto, 72 espécies apresentaram percentuais abaixo de 0,1 %, entre elas estão dez das indeterminadas, bem como Hevea brasiliensis, Hymenaea parvifolia e Terminalia amazonia. Maiores percentuais de dominância relativa (DoR) foram obtidas para Vouacapoua americana com 6,45 %, seguida da Eschweilera coriacea (3,81 %) e Inga auristellae (3,38 ). Quando consideradas as UP s, a variação de dominância ocorreu de 0,0005 a 2,1452 m²ha -1, com representantes florísticos predominantes as espécies Inga auristellae Harms eeschweilera coriacea (DC.) S.A.Mori (UP1); Inga auristellae Harms e Protium tenuifolium (Engl.) Engl. (UP2); Eschweilera coriacea (DC.) S.A.Mori e Eugeniasp. L. (UP3). Quando consideradas em conjunto as contribuições dos parâmetros fitossociológicos, verificou-se que a amplitude do Valor de Importância (VI) apresentou baixa variabilidade na floresta. Tal fato gerou uma variação de 3,34 a 0,03 % (Tabela 5).

68 67 Tabela 6. Parâmetros Fitossociológicos de espécies arbóreas inventariadas numa floresta ombrófila densa, Porto Grande, Amapá, Amazônia. Onde: N numero total de indivíduos; DR densidade relativa; FR freqüência relativa; DoR dominância relativa; VI valor de importância; H altura comercial (metros); DAP diâmetro a altura do peito a 1.30m do solo (metros). NOME CIENTÍFICO N DR FR DoR VI Hcmax Hcmin DAPmax DAPmin Vouacapoua americana 193 2,55 1,02 6,45 3,34 30,5 4,3 1,02 0,1 Eschweilera coriacea 361 4,78 1,09 3,81 3,22 26,4 2,2 1,08 0,1 Inga auristellae 348 4,61 1,09 3,38 3, ,9 0,77 0,1 Eschweilera sp ,64 1,09 2,75 2,49 26,8 1,5 0,9 0,1 Pouteria sp ,98 1,09 3,38 2,48 25,7 2,7 0,95 0,1 Iryanthera paraensis 304 4,02 1,09 1,91 2, ,2 0,68 0,1 Protium tenuifolium 269 3,56 1,09 2,3 2,31 25,3 2,2 0,95 0,1 Protium decandrum 195 2,58 1,09 1,54 1,74 39,7 2 0,76 0,1 Pourouma ovata 191 2,53 0,94 1,43 1,63 24,1 4 0,62 0,1 Sclerolobium melanocarpum 148 1,96 1,09 1,71 1,59 32,6 3,8 1,28 0,1 Theobroma subincanum 182 2,41 1,09 0,93 1,48 21,1 1,6 0,42 0,1 Nectandra rubra 57 0,75 0,87 2,8 1,47 26,4 5,1 1,68 0,1 Micropholis venulosa 82 1,09 0,94 2,35 1,46 25,3 5,8 1,02 0,1 Sterculia pilosa 116 1,54 1,09 1,71 1,45 28,2 3,1 0,89 0,1 Micropholis acutangula 120 1,59 1,09 1,64 1,44 23,6 3,3 0,95 0,1 Osteophloeum platyspermum 89 1,18 1,09 1,69 1,32 24,7 3,2 0,87 0,1 Tachigali myrmecophila 82 1,09 1,09 1,61 1, ,5 1,09 0,1 Eugenia sp ,12 0,94 0,7 1,25 19,3 2 0,46 0,1 Maquira sclerophylla 135 1,79 1,09 0,85 1, ,6 0,48 0,1 Dacryodes nitens 111 1,47 1,02 1,22 1,23 21,8 3 0,83 0,1 Dipteryx odorata 33 0,44 0,87 2,38 1, ,5 1,27 0,12 Inga sp ,87 1,09 0,72 1,23 22,4 1,4 0,39 0,1 Eperua schomburgkiana 69 0,91 0,94 1,79 1,22 26,5 3,6 0,97 0,11 Mouriri apiranga 121 1,6 1,09 0,93 1,21 26,1 2,6 0,65 0,1 Ocotea sp ,27 1,09 1,26 1,21 29,9 4,3 1,27 0,1 Aspidosperma excelsum 80 1,06 1,09 1,43 1,19 26,4 3 0,94 0,1 Iryanthera grandis 115 1,52 1,09 0,81 1, ,6 0,67 0,1 Mezilaurus itauba 107 1,42 1,02 0,92 1,12 23,8 4,6 1,24 0,1 Couratari guianensis 34 0,45 0,8 2,09 1,11 33,2 6,6 1,59 0,11 Inga sp ,38 1,02 0,95 1,11 22,3 4,3 1,15 0,1 Couepia excelsa 100 1,32 1,02 0,89 1,07 20,2 5,2 0,55 0,1 Goupia glabra 26 0,34 0,87 2,01 1,07 25,1 5,9 1,34 0,11 Conceveiba guianensis 61 0,81 1,02 1,38 1,07 20,6 3 0,95 0,11 Ecclinusa lanceolata 81 1,07 1,09 0,96 1,04 23,8 3,6 0,92 0,1 Vochysia guianensis 75 0,99 0,8 1,19 0,99 32,6 2,9 1,26 0,1 Hirtella sp ,38 1,09 0,51 0,99 25,4 2,5 0,48 0,1 Licania canescens 73 0,97 0,94 1,05 0,99 21,7 5 0,58 0,1 Alexa grandiflora 86 1,14 1,09 0,7 0,98 25,3 1,5 0,68 0,1 Guatteria sp. 91 1,2 1,09 0,56 0,95 25,9 3,7 0,54 0,1

69 68 Micropholis longipedicellata 90 1,19 1,09 0,53 0,94 24,1 2,2 0,4 0,1 Manilkara huberi 28 0,37 0,87 1,52 0,92 25,6 6,1 1,05 0,11 Qualea albiflora 28 0,37 0,73 1,61 0,9 27,8 3,2 1,1 0,11 Candolleodendron sp. 43 0,57 0,94 1,04 0,85 29,8 4,2 0,95 0,1 Symphonia globulifera 65 0,86 1,02 0,66 0,84 35,1 2,4 0,57 0,1 Diplotropis purpurea 67 0,89 0,8 0,82 0,84 23,5 2,3 0,95 0,1 Carapa guianensis 43 0,57 0,87 1,06 0,83 32,5 5,9 0,78 0,11 Lecythis lurida 56 0,74 0,94 0,72 0,8 28,3 5,6 0,74 0,1 Abarema auriculata 71 0,94 1,09 0,33 0,78 17,5 2 0,4 0,1 Pouteria caimito 71 0,94 0,94 0,45 0,78 22,5 4,5 0,57 0,1 Ocotea amazonica 61 0,81 1,09 0,34 0,75 24,4 3,2 0,6 0,1 Couma guianensis 64 0,85 0,87 0,51 0,74 21,5 2 0,58 0,1 Inga paraensis 62 0,82 1,09 0,29 0,73 18,2 3,7 0,63 0,1 Bowdichia sp. 51 0,67 1,09 0,43 0,73 22,7 2,4 0,56 0,1 Apeiba tibourbou 10 0,13 0,44 1,55 0, ,8 2,92 0,14 Taralea oppositifolia 38 0,5 1,02 0,6 0,7 25,6 2,9 1,27 0,1 Guarea carinata 53 0,7 0,94 0,38 0,68 25,6 3 0,67 0,1 Pourouma minor 48 0,64 0,94 0,38 0,65 20,7 4,5 0,4 0,1 Licaria cannella 38 0,5 0,94 0,51 0,65 21,9 3 0,82 0,1 Dinizia excelsa 8 0,11 0,36 1,46 0, ,8 1,4 0,14 Sloanea sp. 41 0,54 0,94 0,41 0,63 27,4 5,1 0,64 0,1 Quararibea sp. 52 0,69 0,94 0,22 0,62 24,7 5 0,35 0,1 Pourouma heterophylla 37 0,49 1,02 0,34 0, ,5 0,58 0,1 Neoxythece elegans 42 0,56 0,94 0,33 0, ,2 0,5 0,1 Pentaclethra macroloba 57 0,75 0,22 0,84 0,6 19,6 3,6 0,53 0,1 Virola michelii 53 0,7 0,73 0,38 0,6 25 4,1 0,51 0,1 Bowdichia nítida 17 0,22 0,94 0,43 0,53 23,4 4,2 1,27 0,1 Tapirira guianensis 41 0,54 0,87 0,16 0,52 19,7 3,5 0,31 0,1 Licania octandra 41 0,54 0,73 0,3 0,52 21,2 5,4 0,5 0,1 Vochysia sp. 31 0,41 0,65 0,45 0,5 20,9 3,7 0,98 0,1 Sacoglottis guianensis 29 0,38 0,87 0,2 0,49 19,2 4 0,51 0,1 Tachigali sp. 27 0,36 0,8 0,27 0,47 24,7 4 0,65 0,1 Piptadenia gonoacantha 12 0,16 0,58 0,61 0,45 26,7 5,1 1,02 0,14 Ocotea aciphylla 17 0,22 0,73 0,35 0,43 23,5 4,6 1,07 0,11 Vochysia máxima 18 0,24 0,58 0,48 0,43 23,3 6,8 0,73 0,11 Tabebuia serratifolia 9 0,12 0,58 0,57 0,42 38,4 6,2 1,02 0,12 Abarema jupunba 18 0,24 0,65 0,32 0,4 21,3 4,1 0,84 0,14 Pachira sp. 20 0,26 0,51 0,42 0,4 19,3 6 1,11 0,1 Minquartia guianensis 22 0,29 0,58 0,3 0,39 20,6 5,5 0,58 0,12 Geissospermum sericeum 16 0,21 0,65 0,27 0,38 20,1 5,4 0,71 0,1 Parinarium sp. 16 0,21 0,51 0,41 0,38 22,6 1,4 0,87 0,11 Eperua sp. 20 0,26 0,8 0,06 0,37 14,3 3,6 0,21 0,1 Ambelania acida 34 0,45 0,58 0,09 0,37 12,9 2 0,2 0,1 Gustavia augusta 27 0,36 0,65 0,1 0,37 17,8 3,1 0,32 0,1 Protium sagotianum 13 0,17 0,58 0,32 0,36 21,3 4,9 1,23 0,12

70 69 Couepia guianensis 19 0,25 0,58 0,21 0,35 28,8 4,6 0,63 0,11 Myrcia fallax 16 0,21 0,73 0,09 0, ,38 0,1 Caryocar villosum 6 0,08 0,36 0,57 0, ,1 1,18 0,29 Brosimum sp. 16 0,21 0,51 0,29 0, ,74 0,1 Simarouba amara 13 0,17 0,65 0,16 0,33 22,1 8,1 0,43 0,1 Indeterminada ,24 0,51 0,2 0,32 19,1 4,8 0,62 0,1 Virola calophylla 12 0,16 0,73 0,06 0,31 12,7 3 0,28 0,1 Stryphnodendron pulcherrimum 18 0,24 0,58 0,11 0,31 24,1 2,4 0,39 0,1 Helicostylis sp. 18 0,24 0,58 0,1 0,31 22,9 2,3 0,55 0,1 Indeterminada ,24 0,51 0,17 0,31 18,6 2,5 0,89 0,1 Tovomita sp. 19 0,25 0,58 0,08 0,3 15,5 4 0,29 0,1 Hymenaea courbaril 5 0,07 0,29 0,55 0,3 25,6 14,5 1,17 0,6 Caryocar glabrum 11 0,15 0,44 0,32 0,3 22,3 6 0,79 0,1 Dussia discolor 16 0,21 0,36 0,32 0,3 22,7 7,7 0,67 0,11 Trattinnickia rhoifolia 15 0,2 0,44 0,26 0,3 17,5 8,6 0,7 0,11 Protium pernervatum 14 0,19 0,51 0,17 0,29 16,4 6,7 0,56 0,1 Elizabetha bicolor 29 0,38 0,29 0,17 0,28 13,2 3,9 0,43 0,1 Croton sp. 10 0,13 0,58 0,11 0,27 15,6 4,2 0,48 0,12 Genipa americana 23 0,3 0,44 0,06 0,27 21,2 2,5 0,2 0,11 Aspidosperma exalatum 15 0,2 0,44 0,14 0,26 21,5 5 0,42 0,11 Hymenaea parvifolia 7 0,09 0,36 0,32 0, ,88 0,22 Tabebuia sp. 9 0,12 0,36 0,27 0,25 21,5 6,9 0,83 0,18 Lecythis poiteaui 9 0,12 0,36 0,25 0,24 25,3 6,7 0,61 0,13 Mezilaurus duckei 14 0,19 0,44 0,08 0,23 12,5 6,4 0,33 0,1 Parkia gigantocarpa 8 0,11 0,36 0,23 0,23 26,7 6,7 0,9 0,11 Anacardium spruceanum 5 0,07 0,29 0,32 0,22 24,1 15,2 0,93 0,39 Pouteria engleri 12 0,16 0,36 0,14 0, ,52 0,1 Mouriri nervosa 14 0,19 0,36 0,11 0,22 24,9 1,7 0,52 0,1 Zygia racemosa 6 0,08 0,44 0,12 0, ,2 0,53 0,1 Lecythis pisonis 5 0,07 0,36 0,2 0,21 17,4 10,4 0,9 0,16 Hymenolobium petraeum 3 0,04 0,22 0,37 0,21 20,6 18,9 0,92 0,84 Campsiandra comosa var. laurifólia 10 0,13 0,36 0,06 0,18 13,8 4,5 0,39 0,1 Aniba burchellii 10 0,13 0,29 0,12 0,18 19,1 7,5 0,77 0,1 Terminalia amazonia 6 0,08 0,22 0,24 0,18 19,1 2,9 0,92 0,25 Siparuna sp. 9 0,12 0,36 0,04 0,17 24,2 7 0,35 0,11 Pouteria sp.3 6 0,08 0,29 0,1 0,16 20,2 7,5 0,6 0,11 Rheedia benthamiana 11 0,15 0,29 0,03 0,16 11,2 7,6 0,18 0,11 Jacaranda copaia 6 0,08 0,36 0,02 0,16 27,06 2,5 0,27 0,11 Lecythis sp. 6 0,08 0,29 0,08 0,15 21,1 11,1 0,45 0,15 Schefflera morototoni 5 0,07 0,22 0,12 0,14 16,3 8,9 0,55 0,19 Diospyros sp. 7 0,09 0,29 0,02 0,14 14,8 6,9 0,19 0,11 Chimarris turbinata 5 0,07 0,29 0,02 0,13 20,6 5,8 0,23 0,14 Dialium guianense 2 0,03 0,07 0,27 0,12 24,6 16,6 0,95 0,91 Indeterminada 3 5 0,07 0,29 0,01 0,12 10,4 4,5 0,16 0,11

71 70 Lacmellea aculeata 4 0,05 0,29 0,01 0,12 10,3 6,8 0,13 0,1 Manilkara sp. 4 0,05 0,22 0,08 0, ,7 0,56 0,12 Peltogyne paniculata 2 0,03 0,15 0,18 0, ,2 0,95 0,48 Indeterminada 1 4 0,05 0,22 0,04 0,1 16,8 8,4 0,38 0,12 Bagassa guianensis 2 0,03 0,15 0,14 0, ,1 0,85 0,41 Protium sp. 4 0,05 0,22 0,02 0,1 12 5,9 0,24 0,13 Protium pilosum 3 0,04 0,22 0,03 0,1 22,7 9,9 0,35 0,13 Aniba puchury-minor 4 0,05 0,22 0,02 0,1 14,5 10 0,22 0,12 Manilkara sp. 3 0,04 0,22 0,02 0,09 29,3 8,9 0,35 0,11 Ternstroemia sp. 1 0,01 0,07 0,2 0,09 17,1 17,1 1,11 1,11 Pouteria macrophylla 3 0,04 0,22 0,02 0,09 12,3 8 0,23 0,13 Pouteria sp.2 3 0,04 0,22 0,02 0,09 18,4 11,9 0,22 0,15 Peltogyne paradoxa 3 0,04 0,15 0,06 0,08 15,7 4,9 0,48 0,17 Humiria balsamifera 1 0,01 0,07 0,14 0,08 19,1 19,1 0,95 0,95 Brosimum lactescens 2 0,03 0,15 0,05 0,07 21,3 14,5 0,52 0,18 Sapium prunifolium 3 0,04 0,15 0,02 0,07 11,2 8,5 0,24 0,18 Byrsonima aerugo 2 0,03 0,15 0,03 0,07 24,3 8,4 0,33 0,32 Pourouma villosa 3 0,04 0,15 0,02 0,07 15,8 5,2 0,27 0,1 Inga gracilifolia 3 0,04 0,15 0,01 0,07 17,7 10,6 0,19 0,13 Terminalia sp. 1 0,01 0,07 0,11 0,06 17,8 17,8 0,83 0,83 Protium altsonii 2 0,03 0,15 0,02 0,06 18,7 11,7 0,32 0,16 Eschweilera grandiflora 2 0,03 0,15 0,02 0,06 9,9 7,3 0,32 0,11 Swartzia racemosa 2 0,03 0,15 0,02 0,06 9,8 6,8 0,29 0,11 Copaifera multijuga 2 0,03 0,15 0,01 0,06 12,1 5,4 0,23 0,1 Oxandra acuminata 2 0,03 0,15 0,01 0,06 13,4 7,2 0,24 0,11 Persea jariensis 2 0,03 0,15 0,01 0,06 9 5,9 0,19 0,17 Cecropia sciadophylla 2 0,03 0,15 0,01 0,06 13,2 12,4 0,16 0,14 Ficus nymphaeifolia 1 0,01 0,07 0,09 0,06 7,5 7,5 0,76 0,76 Licaria mahuba 2 0,03 0,15 0,01 0,06 10,1 9,7 0,16 0,11 Brosimum parinarioides 3 0,04 0,07 0,06 0,06 20,6 13,1 0,51 0,17 Laetia procera 3 0,04 0,07 0,05 0,05 16,2 5,5 0,51 0,17 Swartzia sp. 4 0,05 0,07 0,03 0,05 16,4 10,5 0,32 0,14 Indeterminada 8 2 0,03 0,07 0,06 0,05 13,6 12 0,46 0,39 Vismia cayennensis 4 0,05 0,07 0,01 0,05 12,5 7,9 0,2 0,12 Duguetia stelechantha 4 0,05 0,07 0,01 0,05 11,1 8,5 0,14 0,11 Dipteryx magnifica 1 0,01 0,07 0,04 0,04 17,4 17,4 0,53 0,53 Indeterminada ,04 0,07 0,01 0,04 11,8 10 0,16 0,11 Indeterminada 4 2 0,03 0,07 0,02 0,04 22,6 9,4 0,27 0,24 Protium paniculatum 3 0,04 0,07 0,01 0,04 13,4 9,6 0,13 0,1 Indeterminada 2 2 0,03 0,07 0,02 0,04 8,8 8 0,24 0,22 Schizolobium amazonicum 1 0,01 0,07 0,02 0,04 8,4 8,4 0,37 0,37 Indeterminada 5 2 0,03 0,07 0,01 0,04 8 6,7 0,17 0,15 Indeterminada 6 2 0,03 0,07 0 0,03 8,9 4,7 0,11 0,11 Eugenia diplocampta 1 0,01 0,07 0 0,03 7,3 7,3 0,18 0,18 Geissospermum vellosii 1 0,01 0,07 0,01 0,03 8,6 8,6 0,18 0,18

72 71 Hevea brasiliensis 1 0,01 0,07 0 0,03 9,9 9,9 0,17 0,17 Eschweilera juruensis 1 0,01 0,07 0 0,03 6,7 6,7 0,14 0,14 Buchenavia grandis 1 0,01 0,07 0 0, ,13 0,13 Indeterminada 7 1 0,01 0,07 0 0,03 16,9 16,9 0,13 0,13 Theobroma sect. 1 0,01 0,07 0 0,03 4,8 4,8 0,13 0,13 Theobroma speciosum 1 0,01 0,07 0 0,03 7,1 7,1 0,13 0,13 Miconia pubipetala 1 0,01 0,07 0 0, ,11 0,11 Guatteria procera 1 0,01 0,07 0 0,03 8,2 8,2 0,11 0,11 Dimorphandra multiflora 1 0,01 0,07 0 0, ,12 0,12 Pterocarpus rohrii 1 0,01 0,07 0 0,03 7,7 7,7 0,12 0,12 Indeterminada ,01 0,07 0 0,03 5,9 5,9 0,1 0,1 Total Estrutura Arbórea A estimativa do número de indivíduos na área foi de 503,80 ± 25,51 árvores por hectare.tal resultado se apresenta no limite de erro aceitável, com percentual abaixo de 5,07 %. Os maiores diâmetros das árvores variaram de 103 a 292 cm e altura comercial média de 9,4 a 12,2 m. Quando considerados apenas os indivíduos com DAP aptos a exploração (igual ou superior 50 cm), foram registradas 561 árvores distribuídas em 108 espécies. Porém, 81,48 % destas árvores não possuem estrutura horizontal capaz de cumprir as exigências de conservação da legislação brasileira. Dentre essas, podem ser citadas a: Dinizia excelsa, Guarea carinata, Hymenaea courbaril e Tabebuia serratifolia. Vinte espécies foram consideradas suscetíveis ao manejo, abrangendo 47,24 % do total das árvores (265), com destaque para a Vouacapoua americana (54 indivíduos/amostra), Eschweilera coriacea (20 indivíduos/amostra) e Micropholis venulosa (18 indivíduos/amostra). A distribuição do número de indivíduos nas três classes de altura demonstrou que 937 árvores estão presentes no estrato inferior da floresta (Hc < 6,48 m), 5442 no estrato médio (6,48 < Hc < 15,64 m) e 1178 no estrato superior (Hc > 15,64 m). A espécie que melhor representa o estrato inferior foi Eugenia sp. (62 indivíduos), classificada no grupo de GVM4, no estrato médio Inga auristellae Harms (277 individuos), classificada no grupo de GVM4 e no estrato superior Vouacapoua americana Aubl. (54 indivíduos), classificada no grupo de GVM3.

73 72 O total de indivíduos inventariados subsidiaram a formação de quatorze classes diamétricas, com amplitude de 5 cm, formando uma curva exponencial negativa, padrão característico de florestas inequiâneas mistas. A primeira classe contemplou árvores com DAP entre 10 e 15 cm, enquanto que na última classe foram agrupadas as árvores com DAP superior a 75 cm. As espécies que apresentaram maior número de indivíduos na qualidade do fuste 1 (Qf1) foram: Eschweilera coriacea, Eschweilera sp. einga auristellae, Iryanthera paraensis e Protium tenuifolium, Pourouma ovata, Mezilaurus itauba e Vouacapoua americana. Entretanto, as espécies com atributos do fuste menos aceitáveis comercialmente foram: Inga auristellae Harms, e Eugeniasp. L. (Qf2); Tachigali myrmecophila Ducke, Inga auristellae Harms e Theobroma subincanum Mart. (Qf3) Potencial Madeireiro O erro de amostragem para o volume das árvores foi de 8,96 %, com volume total de 5748,2964 m 3 em 15 ha, acarretando em valor médio de 383,22 m 3 ha -1.O volume por hectare distribuído entre as classes diamétricas evidenciou 67,33 m 3 ha -1 nas árvores com DAP s entre 10 e 40 cm, 22,37 m 3 ha -1 para arvores com DAP s entre 40 e 50 cm e 293,53 m 3 ha -1 apenas para árvores com DAP s maior 50 cm. Quando consideradas as unidades primárias, verificou-se volumes superiores a 365 m³ por hectare, com predominância de indivíduos na qualidade do fuste 1. Foram registradas poucas árvores tortuosas (Qf3) distribuídas em variações de 17 (UP1), 45 (UP2) e 164 (UP3) (Tabela 6). Tabela 7. Estoque volumétrico e potencial das árvores nas unidades primárias (UP) numa floresta ombrófila densa, Porto Grande, Amapá, Amazônia. Onde: Qf qualidade do fuste; N número total de indivíduos; V volume em m³.ha -1 ; PC presença de cupim; C presença de cipós competidores; O presença de oco. UP N V PC C O , Qf , , Subtotal , ,

74 73 Qf , , Subtotal , , Qf , , Subtotal , Total Os grupos de valor madeireiro apresentaram potenciais similares de volume por hectare, onde o GVM4 apresentou 382,71 m 3 ha -1, seguido do GVM3 (378,44 m 3 ha -1 ), GVM2 (352,15 m 3 ha -1 ) e GVM1 (335,59 m 3 ha -1 ). As espécies que apresentaram maiores volumes a cada hectare foram: Tachigali myrmecophila (7,18 m³ ha -1 ) (GVM1), Goupia glabra(8,51 m³ ha -1 ) (GVM2) Dipteryx odorata (9,45 m 3 ha -1 ) (GVM3)e Vochysia sp. (24,39 m 3 ha -1 ) (GVM4). Apenas dezoito árvores apresentaram presença de oco, com predominância na UP 3 (16 árvores) e das espécies Eugenia sp. (3 árvores) e Inga auristellae (2 árvores). Também se evidenciou a presença de cupins em 2867 árvores (37,94 %), pertencentes a 143 espécies e cipós em 1037 árvores (13,7 %), com destaque para Inga auristellae, Eschweilera coriacea e Eschweilera sp. 3.4 DISCUSSÃO Florística e Fitossociologia A diversidade florística da área apresenta um padrão elevado para o índice de Shannon em floresta de terra firme na Amazônia. Normalmente, o índice de diversidade de Shannon apresenta valores entre 1,5 a 3,5 nats/ind., raramente ultrapassando 4,5 para logaritmo neperiano (MARGALEF, 1972).Segundo Pereira et al. (2007) em florestas tropicais, para quaisquer fitofisionomias, o índice de diversidade varia de 3,83 a 5,85. Na região sul da Floresta Estadual do Amapá foi verificado índices de diversidade de aproximadamente 4,3 nats/ind., tanto para fitofisionomia Densa de Baixo Platô quanto para Submontana (SANTOS, 2011). No Pará, numa região de platô na Floresta Nacional Saracá-Taquera, através do ranqueamento das espécies em categorias

75 74 ecológicas de prioridade alta, intermediária e baixa, encontrou-se um índice de Shannon de 5,43 nats/ind. (SALOMÃO et al., 2012). Quanto à riqueza de espécies, o número encontrado (182) está abaixo dos resultados de Oliveira et al. (2008) e Alves e Miranda (2008), os quais trabalharam com o mesmo nível de inclusão, mas com áreas amostrais distintas. Entretanto, Espírito- Santo et al. (2005) e Pereira et al. (2011), em áreas amostrais similares, apresentaram riqueza variando de 100 a 200 espécies. Comumente, a riqueza explorada em florestas submetidas ao manejo sustentável no Amapá varia de 10 a 20 espécies, com volumes inferiores a 25 m³ ha -1. Atualmente, são mais de 1500 espécies comercializadas no Brasil, registradas no sistema de controle de origem florestal (DOF), sendo 50 % do volume total concentrado em 33 espécies (NETO et al., 2010). O elevado número de espécies comuns entre as unidades primárias demonstra uniformidade no estabelecimento. Além disso, nenhuma das espécies identificadas consta na lista de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção (IN 06/2008 MMA). A ausência de espécies ameaçadas e o registro de inúmeras espécies comerciais proporcionam o planejamento dos processos operacionais da cadeia de produção florestal. Além da riqueza florística, os padrões espaciais de distribuição das espécies na área auxiliam na exploração das toras manejadas, com alternativas para construção de ramais de escoamento distintos para minimizar custos. A presença do agrupamento da maioria das espécies permite concentrar as atividades de exploração num número menor de ramais e, consequentemente, na utilização reduzida de pátios na floresta. Yared e Souza (1993) afirmam que a distribuição espacial contribui na seleção das árvores alvo de exploração, bem como daquelas que deverão ser mantidas como matrizes (porta-sementes), a fim de garantir a regeneração natural. Cabe ressaltar que os padrões espaciais são próprios de cada espécie, determinados a partir da dispersão de frutos e sementes e adaptações edáficas do sítio. Evidenciou-se uma baixa variação da densidade e frequência relativa entre as espécies ao longo da área, determinando o estabelecimento de distintas espécies nas variadas condições do sítio, mesmo com número reduzido de indivíduos. Resultados diferentes foram encontrados por Alves e Miranda (2008), os quais na busca para

76 75 descrever a estrutura de uma floresta de terra firme sob regime de manejo na Amazônia Oriental, Pará, constataram que algumas espécies de valor comercial apresentaram variações importantes na densidade, sugerindo risco de extinção em comunidades onde as espécies apresentam densidade muito baixa. Comportamento diferente foi observado quanto à dominância relativa. As espécies com maior crescimento diamétrico e número de indivíduos se apresentaram mais adaptadas à região. Estas espécies geralmente estão presentes entre as de maior valor de importância, com poucos indivíduos, mas com grandes diâmetros, acarretando numa falsa interpretação de adaptação e estabelecimento na área Estrutura Arbórea O número de indivíduos registrados no inventário está dentro dos padrões encontrados na Amazônia. Souza et al. (2006) trabalhando com objetivo de analisar a estrutura horizontal (árvores com DAP 15 cm) numa Unidade de Manejo Florestal em Paragominas, Pará, estimou uma densidade variando de 309 a 322,4 indivíduos por hectare. A quantidade de árvores com DAP aptos a exploração variou em razão dos critérios selecionados. Atualmente, os critérios de seleção são orientados pela IN 05/2006 MMA, a qual dispõe sobre procedimentos técnicos para elaboração, apresentação, execução e avaliação técnica de Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) nas florestas da Amazônia legal. Um ponto relevante trata da obrigação do detentor em manter pelo menos 10 % do numero de árvores por espécie na área de efetiva exploração, respeitando o limite mínimo de manutenção de 3 árvores por espécie por 100 ha. O dossel da floresta foi considerado de alto porte. Esta característica viabiliza a estimativa de maiores volumes por árvore. Entretanto, as variações das alturas comerciais por espécies estão mais relacionadas às avaliações da inserção do primeiro galho. A altura comercial considerada pela indústria madeireira na Amazônia varia de 6 a 33 m (RIVEIRA, 2007; GONÇALVES et al., 2008), em diferentes critérios de avaliação, com predominância da estimativa através do principio geométrico, sem uso de aparelhos ópticos.

77 76 O decréscimo do número de indivíduos nas sucessivas classes diamétricas configura uma suave curva tendendo a reta com declividade negativa, descendendo para direita. Segundo Sterba (2004), frequentemente a estabilidade de distribuições diamétricas de florestas inequiâneas são pensadas em comunidades, compostas por populações de espécies com distintas idades. A distribuição diamétrica exponencial das árvores em florestas nativas, com proporcionalidade constante em classes sucessivas, é o indicio de estabilidade na comunidade (DE LIOCOURT, 1898) Potencial Madeireiro Verificou-se que há potencial volum étrico na área amostral para fins de manejo florestal, com estimativas por hectare similar a florestas já exploradas. É importante salientar que as árvores de estoque, situadas entre os DAP s 40 e 50 cm, possuem um volume capaz de repor a quantidade permitida para exploração nos ciclos de corte (até 30 m³ ha -1 ). A conicidade das árvores também contribui para agregar valor madeireiro à área. Em todas as UP s o número de indivíduos com características de fuste mais cilíndricas foi superior aos indivíduos mais tortuosos. Tal fato evidencia maior rendimento das toras que serão submetidas à exploração, com garantia de manutenção das árvores que possuem menor valor econômico, porém com fundamental função ecológica. A aptidão ao manejo florestal também foi evidenciada por baixos percentuais de árvores com oco e cupim. Além disso, foi constatado que a presença de cipós não será limitante nas operações pré-exploratórias, devido sua baixa incidência. Segundo Vidal e Gerwing (2003), a abundância de cipós reduz o valor silvicultural da floresta, sendo necessário o desenvolvimento de uma estratégia eficiente de manejo nas florestas designadas para a produção madeireira. Estudos apontam que altas densidades de cipós na floresta amazônica representam evidencias de distúrbios severo no passado (BALÉE E CAMPBELL, 1990), fato não constatado na área em estudo.

78 CONCLUSÕES A diversidade florística da área apresentou um padrão elevado para o ambiente de terra firme na Amazônia, representada por elevado número de indivíduos distribuídos em poucas espécies. A estrutura fitossociológica da área amostral apresenta inúmeras espécies com capacidade de perpetuação de remanescentes, bem como distribuição espacial e relações interespecíficas que garantem a exploração de árvores com aptidão ao manejo. Na área em estudo há potencial volumétrico para fins de manejo, com estimativas por hectare superior a permitida nas bases legais da política florestal brasileira. No entanto, em razão dos critérios técnicos previstos na legislação, a quantidade de árvores com DAP aptos a exploração variou entre as espécies e áreas. O planejamento de operações de manejo é promissor na região, devido ao grande número de espécies aptas ao manejo. No entanto, a área de efetivo manejo deve ser definida numa única Unidade de Produção Anual para viabilizar a utilização dos recursos.

79 78 4 NÍVEIS DE REGENERAÇÃO NATURAL PARA SUBSIDIO AO MANEJO EM FLORESTA DE TERRA FIRME NO AMAPÁ

80 79 RESUMO Este trabalho objetivou identificar a regeneração natural na fitofisionomia ombrófila densa da Floresta Estadual do Amapá, descrevendo as relações entre estratos verticais. A área de estudo está localizada no município de Porto Grande/AP, Amazônia Oriental. Foram implantados três conglomerados, equidistantes em m, para a estimativa da regeneração natural. Foram utilizadas cem subparcelas de 10 x 10 m para o estudo das arvoretas (5,0 < DAP s (Diâmetro a altura do peito a 1.30 m do solo) < 10,0 cm) e varas (5 x 5 m) (2,5 < DAP s < 5,0 cm) por conglomerado. Foram coletadas as alturas e nomes populares. As alturas foram divididas em três classes de regeneração para estimativa dos parâmetros fitossociológicos de freqüência e densidade, bem como a regeneração por classe de tamanho e total. A diversidade foi estimada pelo Índice de Shannon. Também se analisou a similaridade florística entre as varas e arvoretas por conglomerado. O inventário contemplou indivíduos, pertencentes a 38 famílias botânicas, 93 gêneros e 141 espécies arbóreas, com 6 indeterminadas. O índice de Shannon foi de 4,21 (arvoretas) e 4,11 nats.ind. -1 (varas). Foi constatada a ocorrência de 33 espécies comuns nas três classes de regeneração. A regeneração natural total apresentou variações de 10,3 a 0,1 % (varas) e 5,6 a 0,1 % (arvoretas). As espécies com menores percentuais foram as Indeterminadas, Vouacapoua americana, Carapa guianensis, Virola calophylla e Manilkara huberi. Logo, fica evidente que as espécies estão desenvolvendo seu processo sucessional de forma eficiente, garantindo a conservação da fitofisionomia da região. Palavras-chave: Classes de altura; Similaridade florística; Métodos de amostragem.

81 ABSTRACT This study aimed to identify the natural regeneration in dense rain forest vegetation, Amapa, describing relations between vertical stract. The study area is located in Porto Grande / AP, eastern Amazon. Were implanted three conglomerates, equidistant at m, for regeneration estimation. We used a hundred plots of 10 x 10 m for the study of saplings (5.0 < DBH (diameter at breast height to 1.30 m soil) < 10.0 cm) and sticks (5 x 5 m) (2.5 <DBH <5.0 cm) by conglomerate. We collected the heights and popular names. The heights were divided into three classes of regeneration to estimate parameters phytosociological frequency and density, as well as regeneration by size class and overall. Diversity was estimated by Shannon Index. Also analyzed the floristic similarity between cluster analisys. The inventory included 2,700 individuals belonging to 38 botanical families, 93 genera and 141 species of trees, with 6 undetermined. The Shannon index was 4.21 (saplings) and 4.11 nats.ind. -1 (sticks). It has been found the occurrence of 33 common species in three classes of regeneration. The total natural regeneration varied from 10.3 to 0.1% (sticks) and 5.6 to 0.1% (saplings). The species with the lowest percentages were Indeterminate, Vouacapoua americana, Carapa guianensis, Virola calophylla and Manilkara huberi. Thus, it is evident that species are developing their successional process efficiently, ensuring conservation of vegetation type. Key words: Height classes; floristic similarity; Sampling 80

82 INTRODUÇÃO A exuberância e fragilidade dos ambientes na Amazônia são alvos de inúmeras discussões na sociedade, sejam para utilização dos recursos ou preservação dos ecossistemas. No caso das florestas, a composição e distribuição das árvores, principalmente dos indivíduos em fase de regeneração natural, orientam o desenvolvimento dos temas sobre sustentabilidade. Atualmente, a sustentabilidade das atividades de exploração nas florestas tropicais é questionada, devido à quantidade retirada de madeira ocorrer sem considerar a peculiaridade de cada sítio. A legislação brasileira permite nas florestas primitivas da Amazônia a retirada de até 30m³ a cada hectare, prevista na IN 05/2006 MMA. Entretanto, o estabelecimento da regeneração natural varia de acordo com as condições de cada sítio e das operações de manejo. Diante desta problemática, caracterizar o estado da regeneração natural em floresta tropicais da Amazônia é fundamental para inferir sobre o estado de conservação e estoque disponível de espécies para garantir a resiliência do meio. Tal prerrogativa é fundamentada na teoria de que a regeneração natural representa o conjunto de indivíduos capazes de serem recrutados para os estádios posteriores (SILVA et al., 2007; GAMA et al., 2003). De acordo com Martins e Rodrigues (2002), é preciso caracterizar o momento de estabelecimento das espécies na floresta para definir estratégias de conservação. A maneira mais tradicional de caracterizar as espécies regenerantes é por meio de amostras quali-quantitativas na floresta. Dessa maneira, as informações permitem reconhecer a função das espécies na comunidade, bem como suas preferências em habitat e relações ecológicas inter e intraespecíficas. Nesses termos, uma avaliação momentânea da regeneração natural subsidia a predição da estrutura da floresta adulta. Assim, a garantia da permanência de determinada espécie em uma floresta é função direta do número de indivíduos e da distribuição nas classes de tamanho, baseados no diâmetro ou altura. Em florestas ombrófila densas da Amazônia, estudos apontam alta diversidade de espécies arbóreas em fase de regeneração, porém com grande percentual de espécies representadas apenas por um indivíduo (PRANCE et al., 1976; LIMA FILHO, 2001; APARÍCIO, 2011). No Amapá, o desenvolvimento de uma economia sustentável

83 82 baseada nas pretensões de destinar a Floresta Estadual a concessões é limitado pela carência de informações técnicas sobre o estado das espécies arbóreas nas distintas fases de crescimento. Este cenário tem despertado o interesse da sociedade científica para desenvolver pesquisas que possam garantir a conservação das espécies após inicio das atividades exploratórias na Floresta Estadual. Logo, para se obter respostas que fortaleçam a eficiência da implantação do manejo florestal sustentável, este trabalho tentou responder a seguinte questão: A estrutura das espécies arbóreas regenerantes garante uma significativa representatividade para compor o futuro dossel da florestal? Diante do exposto, pretende-se verificar como ocorre a regeneração natural na fitofisionomia ombrófila densa de terras baixas da Floresta Estadual do Amapá, descrevendo as relações entre estratos verticais. 4.2 MATERIAL E MÉTODOS O trabalho foi realizado na Floresta Estadual do Amapá (FLOTA/AP), no município de Porto Grande, região central do estado do Amapá, Amazônia Oriental, Brasil. A vegetação é perenifólia, característica da fitofisionomia ombrófila densa de terras baixas (IBGE, 2012). O solo predominante é do tipo Latossolo Vermelho- Amarelo distrófico. A declividade característica é ondulada, com altitude variando de 60 a 100 m (RADAM, 1974). O clima da região é Am (equatorial super-úmido), segundo a classificação de Köppen. O inventário florestal foi realizado em três conglomerados, equidistantes em aproximadamente m. Cada conglomerado foi constituído por cinco parcelas permanentes de 100 x 100 m, equidistantes em 250 m. A área total estimada abrangeu 15 ha amostrados. Para a estimativa da regeneração natural cada parcela foi dividida em cem subparcelas de 10 x 10 m. Destas, foram selecionadas aleatoriamente vinte subparcelas/parcela para avaliação das arvoretas. Nos vértices das subparcelas sorteadas foram locadas, aleatoriamente, subunidades de 5 x 5 m para estimativas das varas. O critério de inclusão foi adotado foi baseado nos diâmetros dos indivíduos para distinguir arvoretas (5,0 < DAP s (Diâmetro a altura do peito a 1.30 m do solo) < 10,0

84 83 cm) e varas (2,5 < DAP s < 5,0 cm) seguindo a metodologia de Silva et al. (2005) (Figura 7). Figura 7. Unidade Amostral Secundária (US) permanente, utilizada para o estudo das espécies arbóreas adultas e em regeneração natural no segundo módulo da FLOTA/AP. Dos indivíduos amostrados foram registrados o nome popular e altura comercial (Hc). Os nomes científicos foram conferidos no MOBOT segundo o sistema APG III (2010). Para representar a regeneração natural como estrutura vertical, as alturas foram divididas em classes de tamanho, onde a classe I contemplou indivíduos de 1,0 < H < 5,0 m; classe II com indivíduos de 5,0 < H < 10,0 m e a classe III com indivíduos > 10,0 m. Os parâmetros fitossociológicos foram estimados nas classes de tamanho (FINOL, 1971) das arvoretas e varas com auxílio do Microsoft EXCEL A diversidade de espécies foi estimada a partir do Índice de hannon (H ) ( DUM, 1988). A similaridade florística entre as classes de tamanho de arvoretas e varas nos conglomerados foi realizada por meio de análise de agrupamento (método de ligação simples), utilizando como medida a distância euclidiana. 4.3 RESULTADOS O número total de indivíduos amostrados foi de plantas vivas, pertencentes a 38 famílias botânicas, 93 gêneros e 141 espécies arbóreas, com 6 indeterminadas. Quando consideradas apenas as arvoretas, foram inventariados indivíduos, pertencentes a 30 famílias, 126 espécies e 4 indeterminadas. No caso dos

85 84 indivíduos em nível de vara foram inventariados 919 indivíduos, onde foram quantificadas 29 famílias, 111 espécies e 5 indeterminadas. índice de diversidade de hannon (H ) encontrado foi de 4,21 nats/ind. para a regeneração natural em arvoreta e 4,11 nats/ind. em nível de vara. A diversidade de espécies foi melhor representada entre as famílias com maior riqueza: Fabaceae (33 espécies), Sapotaceae (11), Lauraceae (10), Burseraceae (8) e Chrysobalanaceae (6). Estas famílias representaram 50,37 % do total amostrado. As espécies que se destacaram com maior número de indivíduos foram respectivamente: Hirtella sp. (139 plantas), Eschweilera coriaceae (117 plantas), Mouriri apiranga (116), Protium tenuifolium (112) e Guatteria sp. (99). Os parâmetros fitossociológicos relativos demonstraram que a composição florística e distribuição das espécies modifica à medida que as plantas vão atingindo o dossel imediatamente superior. Quanto à freqüência relativa, observou-se que o número de espécies reduziu com o aumento das alturas das plantas, tanto para arvoretas como varas. As arvoretas apresentaram 48 (classe I), 44 (classe II) e 35 (classe III) espécies. Nas varas foi observado uma menor riqueza, com 38 espécies na classe I, 37 na classe II e apenas 4 na classe III. As espécies que se destacaram com densidades relativas elevadas nas classes de regeneração natural foram: Eugenia sp. e Hirtella sp. (5,3 %) e Mouriri apiranga (4,2 %) (arvoretas) e Mouriri apiranga e Hirtella sp. (varas) para classe I; Eschweilera coriacea e Protium tenuifolium (arvoretas) e Guatteria sp. e Pourouma ovata (varas) para classe II; e destaque apenas para a Protium tenuifolium tanto arvoreta quanto para vara na classe III. A distribuição das arvoretas em regeneração no estrato vertical evidenciou que 665 indivíduos, em 100 espécies, estão presentes na classe de altura I, seguida da classe de altura II com indivíduos pertencentes a 115 espécies e da classe de altura III com apenas 49 indivíduos em 33 espécies. As espécies inventariadas em nível de arvoreta (126) apresentaram apenas 33 táxons presentes em todas as classes de altura. Os percentuais de arvoretas presentes nas classes de regeneração foram principalmente da Hirtella sp. e Eschweilera coriacea (classe I e II) e Protium tenuifolium (classe III). A distribuição percentual das arvoretas nas classes de regeneração natural demonstrou que 41,12 % estão concentradas na classe I, seguida da classe II (40,77 %) e classe III (18,09 %) (Tabela 8).

86 85 Tabela 8. Estimativa do percentual da Regeneração Natural Total (RNT) para as arvoretas* (5.0 < DAP < 10.0 cm) e varas** (2.5 < DAP <5.0 cm) por classe de altura em Porto Grande/AP, listados em ordem decrescente de acordo com o maior valor de RNT, onde DR= Densidade Relativa; FR = Freqüência Relativa e RNC1 = Regeneração Natural na Classe 1 de altura; RNC2 = Regeneração Natural na Classe 2 de altura e RNC3 = Regeneração Natural na Classe 3 de altura. NOME CIENTÍFICO FR* FR** DR* DR** RN* RN** FR* FR** DR* DR** RN* RN** FR* FR** DR* DR** RN* RN** RNT* RNT** C1 C1 C1 C1 C1 C1 C2 C2 C2 C2 C2 C2 C3 C3 C3 C3 C3 C3 Abarema auriculata (Benth.) Barneby e J. W. Grimes 2,4 2,3 2,7 1,7 2,6 2,0 2,0 2,3 2,2 2,5 2,1 2,4 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 2,2 1,5 Alexa grandiflora Ducke 0,7 0,9 0,5 0,5 0,6 0,7 1,1 1,5 0,9 1,3 1,0 1,4 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 1,2 0,7 Ambelania acida Aubl. 2,9 1,2 3,2 0,7 3,0 0,9 1,3 0,8 0,9 0,6 1,1 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 1,4 0,5 Aniba burchellii Kosterm. 0,2 0,2 0,2 0,1 0,2 0,2 0,6 0,0 0,3 0,0 0,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,1 Aniba puchury-minor (Mart.) Mez 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,4 0,0 0,2 0,0 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0 Apeiba tibourbou Aubl. 0,2 0,0 0,2 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0 Aspidosperma exalatum Monach. 0,5 0,7 0,3 0,4 0,4 0,5 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,2 Aspidosperma excelsum Benth. 0,2 0,7 0,2 0,4 0,2 0,5 0,6 0,0 0,4 0,0 0,5 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,2 Bowdichia sp. Kunth 1,5 1,8 1,4 1,8 1,4 1,8 0,6 0,8 0,5 0,6 0,5 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,6 0,8 Bowdichia nitida Spruce 0,7 0,5 0,6 0,4 0,7 0,4 0,4 0,0 0,2 0,0 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,3 0,1 Brosimum sp. Sw. 0,2 0,7 0,2 0,4 0,2 0,5 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,2 Campsiandra comosa var. laurifólia L. 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Candolleodendron sp. R.S. Cowan 0,2 0,0 0,2 0,0 0,2 0,0 0,4 0,0 0,3 0,0 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0 Carapa guianensis Aubl. 0,5 0,2 0,3 0,3 0,4 0,2 0,2 0,8 0,1 0,6 0,1 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,3 Caryocar villosum (Aubl.) Pers. 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,2 0,2 0,8 0,1 0,6 0,1 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,3 Caryocar villosum (Aubl.) Pers. 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,8 0,0 0,6 0,0 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 Cecropia sciadophylla Mart. 0,5 0,0 0,3 0,0 0,4 0,0 0,2 1,5 0,1 1,3 0,1 1,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,5 Conceveiba guianensis Aubl. 0,5 0,0 0,3 0,0 0,4 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0 Couepia excelsa Ducke 1,2 0,9 0,8 0,5 1,0 0,7 1,3 1,5 1,2 1,3 1,3 1,4 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 1,4 0,7 Couepia guianensis Aubl. 0,5 0,5 0,3 0,3 0,4 0,4 0,4 0,8 0,4 0,6 0,4 0,7 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 0,9 0,4 Couma guianensis Aubl. 1,2 0,7 1,2 0,4 1,2 0,5 1,3 0,0 0,7 0,0 1,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,7 0,2 Couratari guianensis Aubl. 1,0 0,7 0,6 0,5 0,8 0,6 0,4 0,0 0,2 0,0 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,4 0,2

87 86 Croton sp. L. 0,2 0,0 0,2 0,0 0,2 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0 Dacryodes nitens Cuatrec. 0,7 1,6 0,6 1,8 0,7 1,7 1,5 0,0 1,3 0,0 1,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,7 0,6 Dimorphandra multiflora Ducke 0,2 0,0 0,2 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0 Diospyros sp. L. 0,7 0,5 0,6 0,3 0,7 0,4 0,7 0,0 0,4 0,0 0,6 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,4 0,1 Diplotropis purpurea (Rich.) Amshoff. 1,2 0,9 0,8 0,8 1,0 0,9 0,6 0,0 0,3 0,0 0,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,5 0,3 Dipteryx odorata (Aubl.) Willd. 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Duguetia stelechantha (Diels) R.E. Fr. 0,2 0,2 0,2 0,1 0,2 0,2 0,0 0,8 0,0 0,6 0,0 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,3 Ecclinusa lanceolata (Mart. e Eichler) Pierre 1,5 0,9 1,1 0,5 1,3 0,7 1,3 0,8 0,9 0,6 1,1 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,8 0,5 Elizabetha bicolor Ducke 0,7 0,7 0,5 0,5 0,6 0,6 0,4 0,0 0,6 0,0 0,5 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,4 0,2 Eperua schomburgkiana Benth. 0,5 0,2 0,3 0,1 0,4 0,2 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,1 Eperua sp. Aubl. 1,0 0,5 0,8 0,3 0,9 0,4 0,4 0,8 0,3 0,6 0,3 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,4 0,4 Eschweilera coriacea (DC.) S.A.Mori 2,4 3,0 3,9 4,7 3,2 3,8 2,6 1,5 4,8 1,3 3,7 1,4 4,1 0,0 4,1 0,0 4,1 0,0 3,7 1,7 Eschweilera sp. Mart. ex DC. 2,7 2,3 4,1 2,2 3,4 2,3 2,2 3,1 2,2 2,5 2,2 2,8 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 2,5 1,7 Eugenia diplocampta Diels 0,5 0,5 0,5 0,7 0,5 0,6 0,2 0,8 0,1 0,6 0,1 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,4 Eugenia sp. L. 2,4 2,1 5,3 2,7 3,8 2,4 1,8 1,5 3,2 1,9 2,5 1,7 4,1 0,0 4,1 0,0 4,1 0,0 3,5 1,4 Geissospermum vellosii Allemão 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Genipa americana L. 1,0 0,9 1,2 0,9 1,1 0,9 1,1 0,8 0,9 0,6 1,0 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,7 0,5 Goupia glabra Aubl. 0,5 0,2 0,3 0,1 0,4 0,2 0,2 3,1 0,3 3,8 0,2 3,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 1,2 Guarea carinata Ducke 1,5 2,1 1,1 1,7 1,3 1,9 2,2 0,0 2,6 0,0 2,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 1,2 0,6 Guatteria procera R.E. Fr. 0,2 0,2 0,2 0,1 0,2 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1 Guatteria sp. Ruiz e Pav. 2,2 2,8 3,2 3,8 2,7 3,3 2,8 5,3 3,7 5,7 3,2 5,5 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 2,6 2,9 Gustavia augusta L. 1,2 0,9 0,9 0,8 1,1 0,9 0,7 0,8 0,5 0,6 0,6 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,6 0,5 Helicostylis sp. Trécul 1,7 1,6 1,5 2,2 1,6 1,9 0,9 2,3 0,9 1,9 0,9 2,1 4,1 0,0 4,1 0,0 4,1 0,0 2,2 1,3 Hevea brasiliensis Müll. Arg. 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 Hirtella sp. L. 3,4 3,2 5,3 6,8 4,3 5,0 2,8 3,1 4,2 5,1 3,5 4,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 2,6 3,0 Hymenaea parvifolia Huber 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 0,7 0,0 Indeterminada 1 0,5 1,4 0,3 0,8 0,4 1,1 0,6 1,5 0,3 1,3 0,4 1,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,3 0,8 Indeterminada 10 0,5 0,2 0,3 0,3 0,4 0,2 0,4 0,0 0,2 0,0 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,1

88 87 Indeterminada 11 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 Indeterminada 13 0,5 0,2 0,3 0,1 0,4 0,2 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,1 Indeterminada 3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Indeterminada 5 0,0 0,2 0,0 0,3 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 Inga auristellae Harms 1,5 1,4 1,8 1,6 1,6 1,5 2,0 1,5 2,8 1,3 2,4 1,4 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 1,0 Inga paraensis Ducke 1,0 1,8 0,6 1,2 0,8 1,5 1,7 0,8 1,4 0,6 1,5 0,7 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 1,5 0,7 Inga sp. 1 Mill. 1,0 1,2 1,1 1,4 1,0 1,3 1,5 3,1 1,4 2,5 1,4 2,8 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 1,5 1,4 Inga sp. 2 Mill. 2,4 1,2 2,4 1,4 2,4 1,3 1,8 3,1 2,0 5,1 1,9 4,1 0,0 25,0 0,0 25,0 0,0 25,0 1,4 10,1 Inga velutina Willd. 0,2 0,0 0,2 0,0 0,2 0,0 0,0 0,8 0,0 0,6 0,0 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,2 Iryanthera grandis Ducke 0,2 0,0 0,3 0,0 0,3 0,0 1,1 0,8 1,0 0,6 1,1 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,4 0,2 Iryanthera paraensis Huber 2,4 1,2 2,3 0,9 2,3 1,0 2,6 1,5 2,7 1,3 2,6 1,4 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 2,3 0,8 Jacaranda copaia (Aubl.) D. Don 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,2 0,4 0,0 0,4 0,0 0,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1 Lacmellea aculeata Ducke 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,2 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 Lecythis lurida (Miers) S.A. Mori 0,5 0,0 0,5 0,0 0,5 0,0 0,7 0,0 0,5 0,0 0,6 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,4 0,0 Licania canescens Benoist 0,5 0,5 0,3 0,3 0,4 0,4 1,1 1,5 1,2 1,9 1,2 1,7 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 1,2 0,7 Licania octandra (Hoffmanns. ex Roem. e Schult.) Kuntze 0,7 0,9 0,5 0,7 0,6 0,8 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,3 Licaria cannella (Meisn.) Kosterm. 0,7 1,2 0,8 1,2 0,7 1,2 1,1 0,0 0,7 0,0 0,9 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,5 0,4 Licaria mahuba (A. Samp.) Kosterm. 0,5 0,5 0,3 0,3 0,4 0,4 0,2 0,8 0,1 0,6 0,1 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,4 Manilkara huberi (Ducke) Chevalier 0,2 0,0 0,2 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0 Manilkara sp. Adans. 0,2 0,0 0,2 0,0 0,2 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0 Maquira sclerophylla (Ducke) C. C.Berg 1,0 1,8 0,8 1,4 0,9 1,6 2,0 0,0 1,8 0,0 1,9 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 1,6 0,5 Mezilaurus itauba (Meisn.) Taub. ex Mez 1,0 0,9 0,8 0,7 0,9 0,8 1,5 0,8 1,8 0,6 1,6 0,7 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 1,5 0,5 Miconia pubipetala Miq. 1,0 0,0 0,6 0,0 0,8 0,0 0,4 0,0 0,2 0,0 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,4 0,0 Miconia surinamensis Gleason 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Micropholis acutangula (Ducke) Eyma 2,2 2,5 2,1 3,0 2,1 2,8 2,0 3,1 2,6 3,2 2,3 3,1 4,1 25,0 4,1 25,0 4,1 25,0 2,8 10,3 Micropholis longipedicellata Aubrév. 1,0 0,5 0,8 0,3 0,9 0,4 1,3 0,8 1,3 0,6 1,3 0,7 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 1,4 0,4 Micropholis venulosa (Mart. e Eichler) Pierre 0,5 0,0 0,3 0,0 0,4 0,0 0,4 0,8 0,2 0,6 0,3 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,2 Minquartia guianensis Aubl. 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1

89 88 Mouriri apiranga Spruce ex Triana 2,9 3,0 4,2 6,5 3,6 4,8 2,4 2,3 2,8 3,8 2,6 3,0 4,1 0,0 4,1 0,0 4,1 0,0 3,4 2,6 Mouriri nervosa Pilg. 0,5 0,2 0,6 0,1 0,5 0,2 0,6 0,0 0,4 0,0 0,5 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 1,0 0,1 Myrcia fallax (Rich.) DC. 1,9 3,2 1,8 4,7 1,9 4,0 1,7 2,3 1,1 3,2 1,4 2,7 4,1 0,0 4,1 0,0 4,1 0,0 2,5 2,2 Nectandra rubra (Mez) C. K. Allen 0,7 0,9 0,8 0,5 0,7 0,7 0,4 0,0 0,2 0,0 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,3 0,2 Neoxythece elegans (A DC.) Aubrev. 0,5 0,7 0,3 0,5 0,4 0,6 0,9 1,5 0,7 1,3 0,8 1,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,4 0,7 Ocotea aciphylla (Nees) Mez 0,2 0,5 0,2 0,3 0,2 0,4 0,4 0,0 0,5 0,0 0,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,1 Ocotea amazonica (Meisn.) Mez 1,0 1,6 1,2 1,2 1,1 1,4 1,7 2,3 2,0 1,9 1,8 2,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 1,0 1,2 Ocotea sp.1 Aubl. 1,9 2,5 2,0 3,6 2,0 3,1 1,5 1,5 1,5 1,3 1,5 1,4 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 1,8 1,5 Ocotea sp.2 Aubl. 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 Osteophloeum platyspermum (Spruce ex A. DC.) Warb. 1,0 1,4 0,9 0,8 0,9 1,1 1,3 1,5 1,2 1,9 1,3 1,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,7 0,9 Oxandra acuminata Diels 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,4 0,8 0,2 0,6 0,3 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,2 Pachira sp. Aubl. 0,0 0,5 0,0 0,3 0,0 0,4 0,4 0,0 0,2 0,0 0,3 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 0,8 0,1 Parinarium Juss. 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 Parkia gigantocarpa Ducke 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,8 0,0 0,6 0,0 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 Pentaclethra macroloba (Willd.) Kuntze 0,5 0,0 0,3 0,0 0,4 0,0 0,6 0,8 0,6 0,6 0,6 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,3 0,2 Poecilanthe effusa (Huber) Ducke 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Pourouma minor Benoist 1,0 0,5 0,6 0,3 0,8 0,4 0,6 1,5 0,3 1,9 0,4 1,7 4,1 0,0 4,1 0,0 4,1 0,0 1,8 0,7 Pourouma ovata Trécul 1,5 1,6 2,0 2,2 1,7 1,9 1,5 6,1 2,7 6,3 2,1 6,2 4,1 0,0 4,1 0,0 4,1 0,0 2,6 2,7 Pourouma villosa Trécul 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 Pouteria caimito (Ruiz e Pav.) Radlk. 2,2 1,2 1,8 1,2 2,0 1,2 1,3 0,8 0,9 0,6 1,1 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 1,0 0,6 Pouteria sp.1aubl. 1,7 1,6 1,4 1,6 1,5 1,6 1,8 1,5 1,4 1,3 1,6 1,4 6,1 0,0 6,1 0,0 6,1 0,0 3,1 1,0 Pouteria sp.2 Aubl. 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Protium decandrum (Aubl.) Marchand 0,7 1,2 0,6 0,7 0,7 0,9 2,0 0,8 2,0 0,6 2,0 0,7 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 1,6 0,5 Protium pernervatum Cuatrec. 0,2 0,5 0,2 0,3 0,2 0,4 0,2 0,8 0,1 0,6 0,1 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,4 Protium pilosum (Cuatrec.)D.C. Daly 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,8 0,0 0,6 0,0 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 Protium sagotianum Marchand. 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,2 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 25,0 0,0 25,0 0,0 25,0 0,0 8,4 Protium sp. Burm. f. 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Protium tenuifolium (Engl.) Engl. 2,2 2,8 3,0 3,6 2,6 3,2 2,8 1,5 5,2 1,9 4,0 1,7 10,2 25,0 10,2 25,0 10,2 25,0 5,6 10,0

90 89 Pterocarpus rohrii Vahl 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Qualea albiflora Varm. 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,2 0,6 0,8 0,4 0,6 0,5 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,3 Quararibea sp. Aubl. 1,5 0,9 1,1 0,8 1,3 0,9 0,7 1,5 0,9 1,3 0,8 1,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,7 0,7 Rheedia benthamiana Planch. e Triana 0,7 0,0 0,5 0,0 0,6 0,0 0,4 0,0 0,2 0,0 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,3 0,0 Rinorea lindeniana (Tul.) Kuntze 0,5 0,5 0,3 0,5 0,4 0,5 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,2 Rinorea racemosa (Mart.) Kuntze 0,0 0,2 0,0 0,3 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 Rinorea sp. Aubl. 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,8 0,0 0,6 0,0 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 Sacoglottis guianensis Benth. 1,7 1,6 2,6 1,2 2,1 1,4 1,1 2,3 2,0 1,9 1,5 2,1 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 1,9 1,2 Schizolobium amazonicum Huber ex Ducke 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 Sclerolobium melanocarpum Ducke 1,2 1,2 0,8 0,9 1,0 1,0 1,5 0,8 1,3 0,6 1,4 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,8 0,6 Sclerolobium melinonii Harms 0,2 0,0 0,2 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0 Simarouba amara Aubl. 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Siparuna sp. Aubl. 0,0 0,5 0,0 0,3 0,0 0,4 0,4 0,0 0,2 0,0 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1 Sloanea sp. L. 0,5 0,0 0,3 0,0 0,4 0,0 0,6 0,0 0,3 0,0 0,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,3 0,0 Sterculia pilosa Ducke 0,2 0,9 0,3 0,9 0,3 0,9 0,9 1,5 0,8 1,3 0,8 1,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,4 0,8 Stryphnodendron pulcherrimum (Willd.) Hochr. 0,2 0,2 0,2 0,1 0,2 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1 Swartzia racemosa Benth. 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,2 0,4 0,0 0,2 0,0 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1 Swartzia sp. Schreb. 0,2 0,0 0,3 0,0 0,3 0,0 0,2 0,8 0,1 0,6 0,1 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,2 Symphonia globulifera L. f. 0,5 0,5 0,3 0,4 0,4 0,4 0,6 1,5 0,3 1,3 0,4 1,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,3 0,6 Tachigali myrmecophila Ducke 1,2 1,4 0,8 1,0 1,0 1,2 1,5 1,5 0,9 1,3 1,2 1,4 6,1 0,0 6,1 0,0 6,1 0,0 2,8 0,9 Tachigali sp. Aubl. 0,0 2,1 0,0 1,4 0,0 1,8 0,9 0,0 0,8 0,0 0,8 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,3 0,6 Tapirira guianensis Aubl. 1,5 0,9 0,9 0,9 1,2 0,9 1,5 1,5 2,9 1,9 2,2 1,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 1,1 0,9 Taralea oppositifolia Aubl. 1,2 2,5 1,5 2,1 1,4 2,3 0,9 0,0 0,9 0,0 0,9 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,7 0,8 Terminalia sp. L. 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 Theobroma subincanum Mart. 1,9 1,8 2,7 1,7 2,3 1,8 1,7 0,8 1,0 0,6 1,4 0,7 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 1,9 0,8 Tovomita sp.aubl. 0,7 0,5 0,5 0,4 0,6 0,4 0,6 0,0 0,3 0,0 0,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,3 0,1 Trattinnickia rhoifolia Willd. 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Virola calophylla (Spruce) Warb. 0,5 0,2 0,3 0,1 0,4 0,2 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,1

91 90 Virola michelii Heckel 1,0 0,9 0,9 0,8 0,9 0,9 1,5 1,5 1,1 1,3 1,3 1,4 2,0 0,0 2,0 0,0 2,0 0,0 1,4 0,7 Vismia cayennensis (Jacq.) Pers. 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Vochysia guianensis Aubl. 0,7 0,2 1,1 0,3 0,9 0,2 0,7 0,8 0,5 0,6 0,6 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,5 0,3 Vochysia maxima Ducke 0,2 0,0 0,2 0,0 0,2 0,0 0,4 0,0 0,3 0,0 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0 Vochysia sp. Aubl. 0,7 0,7 0,6 0,5 0,7 0,6 0,6 0,0 0,5 0,0 0,5 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,4 0,2 Vouacapoua americana Aubl. 0,0 0,2 0,0 0,1 0,0 0,2 0,2 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 Total

92 91 Dentre as espécies inventariadas em nível de vara, apenas 31 estavam presentes em todas as classes de regeneração natural. Quanto ao número de indivíduos nas mesmas classes foi observada a seguinte distribuição: 55,97% na classe I, 41,84% na classe II e 2,17 % na classe III. As espécies em nível de vara predominantes nas três classes de regeneração natural foram: Mouriri apiranga e Hirtella sp. (classe I); Guatteria sp. e Pourouma ovata (classe II); e Protium tenuifolium, Micropholis acutangula e Inga sp. 2 (classe III). Quanto à regeneração natural total (RNT) na comunidade, as maiores variações foram encontradas para as espécies em nível de vara (10,3 a 0,1 %), enquanto que as arvoretas pouco variaram (5,6 a 0,1 %). O número de espécies com percentuais inferiores a 1 % é elevado, com 121 e 103 espécies para varas e arvoretas, respectivamente, podendo-se citar as Indeterminadas, Vouacapoua americana, Carapa guianensis, Virola calophylla e Manilkara huberi. Para a similaridade florística entre as arvoretas e varas nos distintos conglomerados adotou-se como limite de significância a linha de fenon a aproximadamente 50 % da distância de ligação (6,75). Neste limite houve a interceptação em três ramos do agrupamento, resultando em três grupos florísticos distintos (Figura 8).

93 92 Linha de fenon Figura 8. Dendrograma representando as sequências de agrupamento em três áreas de estudo (A1; A2; A3) e dois níveis de regeneração natural (arvoreta < DAP < 10.0 cm; vara <DAP <5.0 cm) em floresta ombrófila densa, Porto Grande/AP. Na formação dos grupos florísticos, foi observado que dois conglomerados apresentaram similaridade entre si. Entretanto, o primeiro grupo florístico contemplou as espécies em nível de arvoreta nos dois conglomerados, enquanto que o segundo agrupou os indivíduos mais jovens (varas). O conglomerado mais isolado formou o terceiro grupo da análise, onde se verificou similaridade da composição florística desde as plantas em nível de vara até os indivíduos melhor estabelecidos (arvoreta). No entanto, os grupos gerados apresentam distintas significâncias de formação, mensuradas através da proximidade do grupo com a linha de fenon. Tal característica (grupo x linha de fenon) sugere maior fragilidade de constituição dos grupos. O segundo grupo florístico apresentou a distância de ligação mais próxima da linha de fenon (6,60), seguida do terceiro (5,5) e do primeiro (5,30). 4.4 DISCUSSÃO Os valores dos índices de diversidade de Shannon encontrados (4,21 e 4,11 nats ind. -1 ) para os níveis de regeneração natural são considerados altos. No entanto, se deve levar em consideração às diferenças nos estágios de sucessão, discrepâncias

94 93 metodológicas e identificações taxonômicas, as quais variam nos levantamentos florísticos da região. Esta afirmação é baseada na variabilidade das diversidades usualmente encontradas em florestas tropicais (entre 1,5 e 3,5 nats.ind. -1 ), onde raramente ultrapassam 4,5 (DIAS et al.,2000; SILVA et al., 2007; MARANGON et al., 2003). Os fatores que normalmente contribuem para o aumento da diversidade são a existência de elevado número de plântulas, brotação de cepas e banco de sementes de variadas espécies sob distintas condições edafoclimáticas. Em florestas ombrófila densa, Aparício et al. (2011) analisando a regeneração natural de espécies arbóreas tropicais obtiveram diversidade de Shannon de 3,32 nats ind. -1. Resultados semelhantes foram expostos em florestas secundárias no Pará, na avaliação momentânea da composição florística em regeneração (3,5 nats ind. -1 ) (RAYOL et al., 2008). As espécies inventariadas com maior número de indivíduos são consideradas mais aptas a se estabelecer às condições impostas pelo meio. Estas mantêm uma proporção de plantas entre os níveis de vara para arvoreta. No entanto foi observado que os parâmetros de freqüência e densidade das espécies variaram em função do nível de regeneração. Acredita-se que a variação pode estar relacionada ao tamanho das classes de altura que foram pré-estabelecidas para o estudo e ao estágio sucessional em que se encontra a área. As espécies que ocorrem nas três classes de altura de regeneração natural são aquelas que teoricamente possuem um maior potencial de estabelecimento na floresta e que deverão estar presentes no futuro dossel (SILVA et al., 2007; CITADINI- ZANETTE, 1995). Entretanto, algumas espécies que apresentaram maiores índices de regeneração natural em nível de vara, não foram observadas nas arvoretas, como o Protium sagotianum, que quando jovem foi classificado entre as espécies mais adaptadas, mas poucos indivíduos foram registrados na classe de tamanho imediatamente superior. Além disso, houveram espécies encontradas apenas em uma classe de tamanho, apresentando uma regeneração natural baixa. Tal fato indica dificuldades no processo de estabelecimento, possivelmente ocasionado pela seletividade a que estão expostas ou pela dinâmica de germinação do banco de sementes. Como destaque, pode-se citar a Vouacapoua americana, que ocorreu apenas na classe I (tanto para varas como arvoretas) com densidade relativa elevada.

95 94 A presença de uma espécie apenas na classe de menor altura (RNC1), com densidade elevada, pode apresentar valores de regeneração natural total (RNT) maior do que a de outras espécies presentes em todas as classes de altura (SILVA JUNIOR et al., 2008). Porém, de acordo com Volpato (1994), esse resultado deve ser analisado com cautela, já que a espécie pode desaparecer ainda nessa fase inicial de desenvolvimento. Os baixos valores estimados de regeneração para algumas espécies na área de estudo também podem ser atribuídos a grande diversidade da área, a exposição da vegetação à declividade do terreno, solo, grupo ecológico e principalmente ao fato da área ter poucos indícios antrópicos. Em relação à similaridade florística, foi observada que as condições do estado de conservação das áreas são semelhantes, fortalecendo a permanência de específicos exemplares florísticos em cada fase da vegetação. No entanto, merece destaque o terceiro grupo florístico, formado pelo agrupamento de varas e arvoretas numa mesma área, demonstrando que o processo de sucessão está ocorrendo com perpetuação das espécies com maior índice de regeneração. 4.5 CONCLUSÕES As espécies arbóreas em regeneração demonstraram potencial para a autorecuperação, com diversidade elevada nos níveis estudados e número de indivíduos capazes de compor o futuro dossel da floresta. Estima-se que a estrutura e as relações entre os estratos verticais das espécies arbóreas em regeneração natural são capazes de desenvolver o processo sucessional de forma eficiente, garantindo a conservação da fitofisionomia da região.

96 95 5 DINÂMICA DO CRESCIMENTO DE ESPÉCIES ARBÓREAS EM FLORESTA OMBRÓFILA DENSA NO AMAPÁ

97 96 RESUMO Este capítulo teve como objetivo realizar uma avaliação inicial da dinâmica das espécies arbóreas numa floresta ombrófila densa destinada ao manejo florestal no estado do Amapá.As parcelas foram implantadas no segundo módulo da Floresta Estadual do Amapá, através da amostragem em conglomerados. Cada unidade primária foi disposta em forma quadrada com cinco parcelas permanentes de 100x100 m (árvores adultas com DAP s (Diâmetro a altura do peito a 1,30 m do solo) > 10cm), abrangendo uma área de 5 ha/up. Cada parcela foi subdividida em 100 subparcelas de 10x10 m. Destas foram sorteadas apenas 20 subparcelas para o estudo da regeneração natural em arvoreta (5 < DAP < 10cm). Nas subparcelas sorteadas também foram implantadas, aleatoriamente nos vértices, subunidades de 5x5m para inventário da regeneração natural em vara (2,5 < DAP < 5cm). A identificação taxonômica foi realizada com um levantamento prévio em campo por especialistas e os nomes botânicos foram conferidos no Missouri Botanical Garden. O monitoramento da vegetação ocorreu entre os anos de 2010 e Foi realizado o teste de esfericidade de Mauchly para justificar a análise multivariada de medidas repetidas. O crescimento das espécies foi avaliado a partir dos incrementos periódicos anuais percentuais em diâmetro, taxas de recrutamento e mortalidade. Para interpretação das mudanças estruturais ocorridas no tempo de monitoramento na floresta utilizou-secomo medida de dispersão em torno da média o desvio padrão.quanto à dinâmica florestal, ocorreu a perda de aproximadamente 3 % dos dados obtidos em campo, gerando um total de plantas vivas em 2010, com aumento de 0.46 % em 2011 e baixa de 0.90 % em 2012, em relação ao inicio do monitoramento. A estimativa total por hectare de varas, arvoretas e árvores foi de indivíduos. O número de indivíduos e o crescimento diamétrico das espécies foi influenciado pelo fator tempo. O inventário demonstrou que nove espécies contêm taxas de recrutamento contínua nas seis classes diamétricas iniciais, com variação de 0,02 a 0,87 %: Eschweilera coriacea, Osteophloeum platyspermum, Pourouma ovata, Eugenia sp., Iryanthera paraensis, Micropholis acutangula, Micropholis longipedicellata, Pouteria sp.1 e Sclerolobium melanocarpum. Os maiores índices de mortalidade foram observados nas classes iniciais, com exceção da classe com diâmetros acima de 110 cm (Mezilaurus itauba %). Quanto aos incrementos periódicos médios durante os três anos de monitoramento, os valores foram decrescendo à medida que o tamanho das árvores aumentava. A superioridade das taxas de ingresso em relação à mortalidade indica que a floresta se apresenta num estágio sucessional de constante renovação. Baseado nesta renovação acredita-se que a floresta é capaz de ser submetida ao manejo, sem comprometer a estrutura da comunidade. Palavras-chave: Amazônia, Mortalidade, Recrutamento

98 ABSTRACT This chapter aims to perform an initial assessment of dynamics of tree species in tropical rain forest allocated to forest management in Amapa. Plots were established in second module of Amapa State Forest, through cluster sampling. Each primary unit was arranged with five plots of 100x100 m (trees with DBH (diameter at breast height to 1.30m) > 10cm). Each plot was divided into 100 plots of 10x10 m. These only 20 were selected for study of regeneration (5 < DBH < 10cm). Subunits were also implanted (5x5m) for inventory other (2.5 < DBH < 5cm). Taxonomic identification was realized by Missouri Botanical Garden. Vegetation monitoring occurred between 2010 and Mauchly sphericity test was performed to justify the multivariate repeated measures. The growth of species was evaluated from annual percentage increases in diameter, recruitment and mortalidade rates. To interpretation of structural changes in the monitoring time forest used measure of dispersion around the mean. As for forest dynamics, the loss occurred in approximately 3% of data obtained, generating a total of 10,209 plants in 2010, an increase of 0.46% in 2011 and low of 0.90% in 2012, compared to beginning of monitoring. Estimate per hectare of sticks, saplings and trees was 2303 individuals. The number of individuals of species and diameter growth was influenced by time factor. The survey showed that nine species contain continuous recruitment rates in six initial diameter classes (0.02 to 0.87%): Eschweilera coriacea, Osteophloeum platyspermum, Pourouma ovata, Eugenia sp., Iryanthera paraensis Micropholis acutangula, Micropholis longipedicellata, Pouteria sp.1 and Sclerolobium melanocarpum. The highest mortality rates were observed in initial classes, except class with diameters above 110 cm (Mezilaurus itauba - 3.7%). As for periodic increments average during three years of monitoring, the values were decreasing as the size of the trees grew. The superiority of recruitment rates in relation to mortality indicates that forest has a successional stage of constant renewal. Based on this renovation it is believed that forest can be subjected to handling, without compromising the community structure. Key words: Amazon, Mortality, Recruitment 97

99 INTRODUÇÃO O planejamento do manejo sustentável nas florestas tropicais deve ser subsidiado a partir da utilização da projeção das espécies nos sítios de produção. A projeção do crescimento da floresta se constitui no estudo da dinâmica, seja de árvores adultas ou em regeneração. Segundo Mendonça (2003) a partir do crescimento também é possível mensurar a capacidade da floresta de gerar bens e serviços. Esforços têm sido realizados em pesquisas que abrangem a dinâmica de espécies arbóreas de valor comercial madeireiro, visando fundamentar a adoção de práticas silviculturais de manejo. Tais práticas contribuem para acelerar as taxas de crescimento e diminuir a competição no povoamento (AZEVEDO et al., 2008), pois o número de árvores exploradas influência no aumento do crescimento da floresta (FONSECA et al., 2008). Atualmente a taxa de crescimento é definida na Resolução CONAMA 406/2009 para espécies comerciais, quando não houver estudos para a área, estimativa da produtividade anual de 0,86 m³/ha/ano. No entanto, estudos têm apontado taxas de crescimento diferentes por espécies (OLIVEIRA et al., 2005; TEIXEIRA et al., 2007; COLPINI et al., 2010), sugerindo a utilização de ciclos específicos por grupos de espécies, de acordo com suas características ecológicas ou de interesse comercial. Segundo Teixeira et al. (2007), a partir das taxas de crescimento, recrutamento e mortalidade são definidos os ciclos de corte. Do ponto de vista ambiental, nenhuma floresta deveria ser destinada a produção, antes de sofrer estudos ecológicos, especialmente dinâmicos, para conhecer o crescimento das espécies e a taxa de rendimento sustentado, a fim de estabelecer o ciclo de corte e o volume a ser cortado periodicamente. (SCHNEIDER e FINGER, 2000; VACCARO et al., 2003). Desta forma, entender como ocorre à dinâmica florestal em sítios da Amazônia é fundamental para gerar informações que subsidiem manejos distintos por espécie e área. Nesses termos, para gerar prognósticos temporais da estrutura da floresta devem ser implantadas parcelas permanentes, as quais, de acordo com Phillips e Baker (2006), são essenciais para predição e rendimentos no manejo florestal. No caso do estado do Amapá, pretende-se averiguar se a utilização dos principais indicadores dinâmicos das florestas pode auxiliar nas práticas de

100 99 sustentabilidade do manejo. Para responder este questionamento parte-se do pressuposto que os indivíduos apresentam crescimento similar aos catalogados em outras áreas tropicais submetidas ou não a intervenções antrópicas. Logo, o objetivo deste trabalho é realizar uma avaliação inicial da dinâmica das espécies arbóreas numa floresta ombrófila densa destinada ao manejo florestal no estado do Amapá. 5.2 MATERIAL E MÉTODOS O trabalho está localizado num perímetro de floresta ombrófila densa de terras baixas (IBGE, 2012) numa área de 500 ha ao sul da Floresta Estadual do Amapá (FLOTA/AP), região central do estado, Amazônia, Brasil. Os solos são do tipo Latossolo vermelho-amarelo, ligado a variações amplas de relevo, com destaque para classe ondulada (ZEE/AP, 2008). O clima da região é do tipo Am (equatorial super-úmido), segundo a classificação de Köppen. A temperatura média é 25 ºC, ocorrendo pouca variação de temperatura durante o ano. A precipitação anual na região é de mm, com índice pluviométrico trimestral mais seco abaixo de 200 mm. O período mais chuvoso ocorre no trimestre de março a maio (acima de mm). A umidade relativa é alta, com valores entre 80 e 86% (TARDIN et al., 2009). O inventário foi realizado em unidades amostrais conglomeradas, distribuídas em três distintas áreas (unidades primárias - UP), equidistantes em aproximadamente m. Cada unidade primária foi disposta em forma quadrada com cinco parcelas permanentes de 100 x 100 m, abrangendo uma área de 5 ha / UP com total de 15 ha amostrados. As parcelas foram estabelecidas de acordo com os critérios da Rede de Monitoramento da Dinâmica das Florestas da Amazônia, com três níveis de inclusão: varas (2,5 < DAP (Diâmetro a altura do peito a 1,30 m do solo) < 5,0 cm); arvoretas (5,0 < DAP < 10,0 cm); e árvores (DAP > 10,0 cm) (SILVA et al., 2005). Para inventário das árvores foram utilizadas como unidades amostrais as parcelas de 100 x 100 m. Quanto às arvoretas, cada parcela foi dividida em 100 subparcelas de 10 x 10 m, com posterior seleção aleatória de 20 subparcelas / parcela para avaliação. Nos vértices das subparcelas sorteadas foram locadas, aleatoriamente, as subunidades de 5 x 5 m para inventário das varas.

101 100 Todos os indivíduos foram etiquetados com numeração progressiva, identificados pelo nome popular e medidos os DAP s. A identificação taxonômica foi de acordo com o sistema APG III (2010) Todas as espécies identificadas foram separadas em grupos de valor madeireiro (GVM), onde: 0 menor valor comercial; 1 alto valor comercial; 2 reconhecido valor comercial; 3 comumente comercializadas; 4 comercialização local; 5 não classificadas. Para interpretação das mudanças estruturais ocorridas na floresta utilizou-se como referência as variações diamétricas das espécies em três ocasiões de coleta ( e 2012). Foram consideradas dez classes diamétricas com amplitude de 10 cm, com exceção das classes 1 e 2 as quais foram mantidas as amplitudes dos níveis de inclusão de vara e arvoreta. As espécies presentes em todos os níveis de inclusão e UP s formaram um conjunto de dados submetidos ao teste de esfericidade de Mauchly, com intuito de justificar a análise multivariada de medidas repetidas (NEMEC, 1996). A análise de medidas repetidas subsequentemente foi empregada para avaliar o quanto o fator tempo influenciou o número de indivíduos e o crescimento em diâmetro das espécies. Para facilitar a interpretação do crescimento em diâmetro das espécies nas classes diamétricas foi utilizada como medida de dispersão em torno da média o desvio padrão, captando a variabilidade no desenvolvimento dos indivíduos. O crescimento das espécies foi avaliado a partir dos incrementos periódicos anuais percentuais em diâmetro, taxas de recrutamento e mortalidade, para todas as espécies e nas classes de diâmetro. Para as estimativas de taxas de recrutamento das árvores, arvoreta e varas, foi considerado como ingresso o indivíduo vivo que inicialmente se localizava na i-ésima classe diamétrica e ao final do monitoramento migrou para classe imediatamente posterior ou não. Quanto à mortalidade, foi considerado como morto o indivíduo vivo no primeiro ano de monitoramento e que estava morto no ano final de monitoramento. A partir das estimativas do número de indivíduos mortos estimou-se a taxa de mortalidade. Todas as análises foram realizadas com auxílio do Microsoft Excel 2007 e STATISTICA TRIAL.

102 RESULTADOS Os indivíduos inventariados atingiram um total de plantas vivas em 2010, com aumento de 0,46 % em 2011 e baixa de 0,90 % em 2012, em relação ao inicio do monitoramento. As perdas de informações de indivíduos por não localização no campo, mensuração incorreta, entre outras causas foram de aproximadamente 3 %. A estimativa total por hectare de varas, arvoretas e árvores foi de indivíduos. O padrão exponencial negativo presente tradicionalmente nas florestas tropicais para a distribuição diamétrica foi mantido com a inserção de níveis de inclusão menores (Figura 9), com maior concentração nas classes iniciais. A primeira classe diamétrica apresentou aproximadamente 1212 indivíduos por hectare (ind.ha -1 ), seguida da segunda classe com 588 ind.ha -1 e a terceira classe com 301 ind.ha -1. Figura 9. Distribuição do numero de indivíduos em distintas classes diamétricas numa floresta ombrófila densa, Porto Grande, Amapá, Amazônia. Onde: 1 (2.5 < DAP < 5cm); 2 (5 < DAP < 10cm); 3 (10 < DAP < 20cm);4 (20 < DAP < 30cm); 5 (30 < DAP < 40cm); 6 (40 < DAP < 50cm); 7 (50 < DAP < 60cm); 8 (60 < DAP < 70cm); 9 (70 < DAP < 80cm); 10 (80 < DAP < 90cm); 11 (90 < DAP < 100cm); 12 (100 < DAP < 110cm);13 (DAP > 110cm). A taxa de recrutamento dos indivíduos obteve sua maior proporção entre 90 < DAP < 100 cm de diâmetro (12,25 %). Também se destacaram percentuais de recrutamento em torno de 10 % (classes diamétricas 6 e 10). Nove espécies contêm taxas de recrutamento contínua nas seis classes diamétricas iniciais, com variação de 0,02 a 0,87 %: Eschweilera coriacea,

PRÁTICAS SILVICULTURAIS

PRÁTICAS SILVICULTURAIS CAPÍTULO 10 PRÁTICAS SILVICULTURAIS 94 Manual para Produção de Madeira na Amazônia APRESENTAÇÃO Um dos objetivos do manejo florestal é garantir a continuidade da produção madeireira através do estímulo

Leia mais

NORMA DE EXECUÇÃO N.º 2, DE 26 DE ABRIL DE 2007

NORMA DE EXECUÇÃO N.º 2, DE 26 DE ABRIL DE 2007 INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS DIRETORIA DE FLORESTAS NORMA DE EXECUÇÃO N.º 2, DE 26 DE ABRIL DE 2007 Institui, no âmbito desta Autarquia, o Manual Simplificado

Leia mais

Keywords: Floristics analysis, phytosociological analysis, diversity.

Keywords: Floristics analysis, phytosociological analysis, diversity. COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA E FITOSSOCIOLÓGICA NUM FRAGAMENTO DE FLORESTA PRIMÁRIA EM SANTA BÁRBARA (ZONA BRAGANTINA), PA. Dayse Natasha Barbosa Pastana 1 ;Kênia Samara Mourão Santos 2 ; Denison Henrique Lima

Leia mais

O SOFTWARE SPP Eucalyptus

O SOFTWARE SPP Eucalyptus Rua Raul Soares, 133/201 - Centro - Lavras MG CEP 37200-000 Fone/Fax: 35 3821 6590 O SOFTWARE SPP Eucalyptus 1/7/2008 Inventar GMB Consultoria Ltda Ivonise Silva Andrade INTRODUÇÃO Um dos grandes problemas

Leia mais

Ciência Florestal ISSN: 0103-9954 cf@ccr.ufsm.br Universidade Federal de Santa Maria Brasil

Ciência Florestal ISSN: 0103-9954 cf@ccr.ufsm.br Universidade Federal de Santa Maria Brasil Ciência Florestal ISSN: 0103-9954 cf@ccr.ufsm.br Universidade Federal de Santa Maria Brasil Saltini Leite, Flávia; Valéria Rezende, Alba ESTIMATIVA DO VOLUME DE MADEIRA PARTINDO DO DIÂMETRO DA CEPA EM

Leia mais

Inventário Florestal Nacional IFN-BR

Inventário Florestal Nacional IFN-BR Seminário de Informação em Biodiversidade no Âmbito do MMA Inventário Florestal Nacional IFN-BR Dr. Joberto Veloso de Freitas SERVIÇO FLORESTAL BRASILEIRO Gerente Executivo Informações Florestais Brasília,

Leia mais

ESTRUTURA FITOSSOCIOLÓGICA DO COMPONENTE ÁRBOREO DE UMA FLORESTA OMBRÓFILA EM PORTO VELHO, RONDÔNIA

ESTRUTURA FITOSSOCIOLÓGICA DO COMPONENTE ÁRBOREO DE UMA FLORESTA OMBRÓFILA EM PORTO VELHO, RONDÔNIA ESTRUTURA FITOSSOCIOLÓGICA DO COMPONENTE ÁRBOREO DE UMA FLORESTA OMBRÓFILA EM PORTO VELHO, RONDÔNIA Priscilla Menezes Andrade Antônio Laffayete Pires da Silveira RESUMO: O presente estudo foi realizado

Leia mais

BIODIVERSIDADE E MANEJO SUSTENTÁVEL DA FLORESTA TROPICAL 1 BIODIVERSIDADE

BIODIVERSIDADE E MANEJO SUSTENTÁVEL DA FLORESTA TROPICAL 1 BIODIVERSIDADE BIODIVERSIDADE E MANEJO SUSTENTÁVEL DA FLORESTA TROPICAL 1 João Artur Silva 2 Márcio Ribeiro² Wilson Junior Weschenfelder² BIODIVERSIDADE Modelos de Diversidade A diversidade biológica varia fortemente

Leia mais

METODOLOGIAS ESTATÍSTICAS APLICADAS A DADOS DE ANÁLISES QUÍMICAS DA ÁGUA PRODUZIDA EM UM CAMPO MADURO DE PETRÓLEO

METODOLOGIAS ESTATÍSTICAS APLICADAS A DADOS DE ANÁLISES QUÍMICAS DA ÁGUA PRODUZIDA EM UM CAMPO MADURO DE PETRÓLEO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE TECNOLOGIA CT CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA CCET PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E ENGENHARIA DE PETRÓLEO - PPGCEP DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

Leia mais

Sazonalidade da temperatura do ar e radiação solar global em cidades de diferentes portes na Amazônia Brasileira.

Sazonalidade da temperatura do ar e radiação solar global em cidades de diferentes portes na Amazônia Brasileira. Sazonalidade da temperatura do ar e radiação solar global em cidades de diferentes portes na Amazônia Brasileira. Ingrid Monteiro Peixoto de Souza 1, Antonio Carlos Lôla da Costa 1, João de Athaydes Silva

Leia mais

Avaliação de Danos Utilizando Técnica de Estatística Multivariada na Floresta

Avaliação de Danos Utilizando Técnica de Estatística Multivariada na Floresta Avaliação de Danos Utilizando Técnica de Estatística Multivariada na Floresta RESUMO Estadual do Antimary Cristiano Corrêa da Silva 1 Altemir da Silva Braga 2 A Avaliação de Danos deve ser parte integrante

Leia mais

A ARBORIZAÇÃO DO CAMPUS DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

A ARBORIZAÇÃO DO CAMPUS DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA A ARBORIZAÇÃO DO CAMPUS DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA Diogo Luis Kurihara Universidade de Brasília - Departamento de Engenharia Florestal José Imaña-Encinas Universidade de Brasília - Departamento de Engenharia

Leia mais

: Transforme seu plantio em um fundo de investimento ativo. The single source for Forest Resource Management

: Transforme seu plantio em um fundo de investimento ativo. The single source for Forest Resource Management : Transforme seu plantio em um fundo de investimento ativo The single source for Forest Resource Management 2 Tecnologia laser aerotransportada LiDAR LiDAR é um sistema ativo de sensoriamento remoto, originalmente

Leia mais

SCIENTIA PLENA VOL. 8, NUM. 4 2012 www.scientiaplena.org.br

SCIENTIA PLENA VOL. 8, NUM. 4 2012 www.scientiaplena.org.br SCIENTIA PLENA VOL. 8, NUM. 4 2012 www.scientiaplena.org.br Análise da estrutura vegetacional em uma área de transição Cerrado-Caatinga no município de Bom Jesus-PI T. M.Oliveira 1 ; A. R. Alves 2 ; G.

Leia mais

TENDÊNCIA DE MUDANÇAS DA TEMPERATURA EM IGUATU, CEARÁ 1

TENDÊNCIA DE MUDANÇAS DA TEMPERATURA EM IGUATU, CEARÁ 1 TENDÊNCIA DE MUDANÇAS DA TEMPERATURA EM IGUATU, CEARÁ 1 ELIAKIM M. ARAÚJO 2, JOAQUIM B. DE OLIVEIRA 3, ITALO N. SILVA 4, EDMILSON G. CAVALCANTE JÚNIOR 4, BRUNO M. DE ALMEIDA 4 1 Parte do TCC do primeiro

Leia mais

1.2.1.Nome: Narcizo Lievore 1.2.2.Endereço: Rua 143, nº. 167, Bairro Eldorado, Timóteo-MG. CEP: 35.181-210.

1.2.1.Nome: Narcizo Lievore 1.2.2.Endereço: Rua 143, nº. 167, Bairro Eldorado, Timóteo-MG. CEP: 35.181-210. ANÁLISE QUANTITATIVA DA VEGETAÇÃO ARBÓREA DE UM REMANESCENTE DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECÍDUA NA FAZENDA ARATACA TIMÓTEO/MG 1 - Informações Gerais 1.1 - Identificação da Propriedade 1.1.1 Denominação:

Leia mais

USO DO SOFTWARE WINDOGRAPHER PARA ESTIMATIVAS DA VELOCIDADE DO VENTO EM ALTITUDE NUMA REGIÃO DO LITORAL CEARENSE

USO DO SOFTWARE WINDOGRAPHER PARA ESTIMATIVAS DA VELOCIDADE DO VENTO EM ALTITUDE NUMA REGIÃO DO LITORAL CEARENSE USO DO SOFTWARE WINDOGRAPHER PARA ESTIMATIVAS DA VELOCIDADE DO VENTO EM ALTITUDE NUMA REGIÃO DO LITORAL CEARENSE Emerson Mariano da Silva 1 ; Flavio José Alexandre Linard 2 1 Universidade Estadual do Ceará

Leia mais

Relação entre variáveis de fertilidade do solo e o tipo de vegetação no Estado de São Paulo, utilizando técnicas de geoestatística e SIG.

Relação entre variáveis de fertilidade do solo e o tipo de vegetação no Estado de São Paulo, utilizando técnicas de geoestatística e SIG. Relação entre variáveis de fertilidade do solo e o tipo de vegetação no Estado de São Paulo, utilizando técnicas de geoestatística e SIG. Tiago Brochado Pires Introdução: Estudos voltados para a interpretação

Leia mais

EQUAÇÕES VOLUMÉTRICAS E O MODELO QUE UTILIZA O FATOR DE FORMA MÉDIO: UM ESTUDO DE CASO NA AMAZÔNIA CENTRAL

EQUAÇÕES VOLUMÉTRICAS E O MODELO QUE UTILIZA O FATOR DE FORMA MÉDIO: UM ESTUDO DE CASO NA AMAZÔNIA CENTRAL INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DE FLORESTAS TROPICAIS EQUAÇÕES VOLUMÉTRICAS E O MODELO QUE UTILIZA O FATOR DE FORMA MÉDIO: UM ESTUDO DE CASO NA AMAZÔNIA

Leia mais

III SEMINÁRIO DE BIODIVERSIDADE E AGROECOSSISTEMAS AMAZÔNICOS. 13 a 16 de outubro de 2015 Alta Floresta-MT Universidade do Estado de Mato Grosso

III SEMINÁRIO DE BIODIVERSIDADE E AGROECOSSISTEMAS AMAZÔNICOS. 13 a 16 de outubro de 2015 Alta Floresta-MT Universidade do Estado de Mato Grosso AVALIAÇÃO DE CRESCIMENTO DIÂMETRICO DE UM POVOAMENTO CLONAL DE Tectona grandis EM SISTEMA SILVIPASTORIL NO MUNICÍPIO DE ALTA FLORESTA- MT MARIA 1, Luciano de Souza; SILVA 1, Marcia Soares da; GARCIA 2,

Leia mais

Ricardo Viani LASPEF - UFSCar/Araras. Foto: Ricardo Viani - APP em restauração Conservador das Águas, Extrema-MG

Ricardo Viani LASPEF - UFSCar/Araras. Foto: Ricardo Viani - APP em restauração Conservador das Águas, Extrema-MG Ricardo Viani LASPEF - UFSCar/Araras Foto: Ricardo Viani - APP em restauração Conservador das Águas, Extrema-MG OBJETIVOS: Conceitos e definições gerais; Principais indicadores para monitoramento; Amostragem

Leia mais

Visão geral e resumo no formato exigido pelo PNUD

Visão geral e resumo no formato exigido pelo PNUD Visão geral e resumo no formato exigido pelo PNUD I. O PROBLEMA DE DESENVOLVIMENTO E PROBLEMAS IMEDIATOS ENFOCADOS A conversão da floresta primária na Amazônia ameaça a biodiversidade e libera estoques

Leia mais

Treinamento em Cálculos Florestais Diversos Por Meio do Software FlorExcel

Treinamento em Cálculos Florestais Diversos Por Meio do Software FlorExcel Treinamento em Cálculos Florestais Diversos Por Meio do Software FlorExcel Julio Eduardo Arce Professor Adjunto do Departamento de Ciências Florestais Universidade Federal do Paraná Av. Pref. Lothário

Leia mais

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA Parâmetros Básicos dos Estágios Sucessionais dos Campos de Altitude Associados à Floresta Ombrófila Mista, à Floresta Ombrófila Densa

Leia mais

Mapeamento da Cobertura Vegetal do Município do Rio de Janeiro, 2010 Autores:

Mapeamento da Cobertura Vegetal do Município do Rio de Janeiro, 2010 Autores: Mapeamento da Cobertura Vegetal do Município do Rio de Janeiro, 2010 Desafios Uma cidade com a natureza exuberante e diferenciada merece um levantamento a sua altura: Inédito Único no Brasil Multidisciplinar

Leia mais

FITOSSOCIOLOGIA ARBÓREA DO MÓDULO IV DA FLORESTA ESTADUAL DO AMAPÁ, BRASIL

FITOSSOCIOLOGIA ARBÓREA DO MÓDULO IV DA FLORESTA ESTADUAL DO AMAPÁ, BRASIL FITOSSOCIOLOGIA ARBÓREA DO MÓDULO IV DA FLORESTA ESTADUAL DO AMAPÁ, BRASIL ARBOREAL PHYTOSOCIOLOGY OF MODULE IV IN AMAPÁ STATE FOREST, BRAZIL FITOSOCIOLOGÍA ARBÓREA DEL MÓDULO IV DE LA FORESTA DEL ESTADO

Leia mais

Termo de Referência para Elaboração do Plano de Manejo Florestal Sustentável

Termo de Referência para Elaboração do Plano de Manejo Florestal Sustentável Governo do Estado do Rio Grande do Norte Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos Termo de Referência para Elaboração do Plano Avenida Nascimento de Castro, 2127 Lagoa Nova Natal RN

Leia mais

PRECIPITAÇÃO EFETIVA E INTERCEPTAÇÃO PELA VEGETAÇÃO NA FLORESTA NACIONAL DE CAXIUANÃ NA AMAZÔNIA ORIENTAL 1.

PRECIPITAÇÃO EFETIVA E INTERCEPTAÇÃO PELA VEGETAÇÃO NA FLORESTA NACIONAL DE CAXIUANÃ NA AMAZÔNIA ORIENTAL 1. PRECIPITAÇÃO EFETIVA E INTERCEPTAÇÃO PELA VEGETAÇÃO NA FLORESTA NACIONAL DE CAXIUANÃ NA AMAZÔNIA ORIENTAL 1. Leidiane Leão de Oliveira 2, Francisco de Assis S. de Sousa 2b, Antonio Carlos Lola da Costa

Leia mais

Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Cerrado no Estado, e dá providências correlatas

Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Cerrado no Estado, e dá providências correlatas LEI Nº 13.550, DE 02 DE JUNHO DE 2009 Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Cerrado no Estado, e dá providências correlatas O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que

Leia mais

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ DEPARTAMENTO DE CIÊNCIASFLORESTAIS VIII SIMPÓSIO DE TÉCNICAS DE PLANTIO E MANEJO DE EUCALIPTO PARA USOS MÚLTIPLOS INVENTÁRIO FLORESTAL

Leia mais

Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB)

Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB) Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB) F. D. A. Lima 1, C. H. C. da Silva 2, J. R. Bezerra³, I. J. M. Moura 4, D. F. dos Santos 4, F. G. M. Pinheiro 5, C.

Leia mais

MONITORAMENTO AMBIENTAL E O MONITORAMENTO DA AMBIÊNCIA

MONITORAMENTO AMBIENTAL E O MONITORAMENTO DA AMBIÊNCIA Universidade Federal do Ceará Centro de Ciências Agrárias Departamento de Engenharia Agrícola Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola MONITORAMENTO AMBIENTAL E O MONITORAMENTO DA AMBIÊNCIA Mariana

Leia mais

INVENTÁRIO FLORESTAL E RECOMENDAÇÕES DE MANEJO PARA A FLORESTA ESTADUAL DE ASSIS INSTITUTO FLORESTAL, SP. GAROSI, Vagner Aparecido

INVENTÁRIO FLORESTAL E RECOMENDAÇÕES DE MANEJO PARA A FLORESTA ESTADUAL DE ASSIS INSTITUTO FLORESTAL, SP. GAROSI, Vagner Aparecido INVENTÁRIO FLORESTAL E RECOMENDAÇÕES DE MANEJO PARA A FLORESTA ESTADUAL DE ASSIS INSTITUTO FLORESTAL, SP GAROSI, Vagner Aparecido Engenheiro Florestal- FAEF Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal

Leia mais

INVENTÁRIO FLORESTAL (Floresta Plantada) Propriedade: Fazenda Alto Limoeiro 4 Timóteo - MG

INVENTÁRIO FLORESTAL (Floresta Plantada) Propriedade: Fazenda Alto Limoeiro 4 Timóteo - MG INVENTÁRIO FLORESTAL (Floresta Plantada) Propriedade: Fazenda Alto Limoeiro 4 Timóteo - MG Julho / 2008 INVENTÁRIO FLORESTAL 1 ) INFORMAÇÕES GERAIS 1.1 IDENTIFICAÇÃO DA PROPRIEDADE Denominação: Fazenda

Leia mais

XV COBREAP - CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA DE AVALIAÇÕES E PERÍCIAS - IBAPE/SP 2009

XV COBREAP - CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA DE AVALIAÇÕES E PERÍCIAS - IBAPE/SP 2009 XV COBREAP - CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA DE AVALIAÇÕES E PERÍCIAS - IBAPE/SP 2009 ANÁLISE COMPARATIVA NA AVALIAÇÃO DE FLORESTA PLANTADA DE PINUS PELO MÉTODO DO VALOR ECONÔMICO, UTILIZANDO COMO PARÂMETROS

Leia mais

Aumento da produtividade da segunda rotação de eucalipto em função do método de desbrota

Aumento da produtividade da segunda rotação de eucalipto em função do método de desbrota S ÉRIE TÉCNICA IPEF v. 11, n. 0, p. 5-1, mai., 1997 Aumento da produtividade da segunda rotação de eucalipto em função do método de desbrota Hélder Bolognani Andrade; Vanderlei Benedetti José Carlos Madaschi;

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO AMAPÁ ESTRATÉGIAS PARA REDD NO AMAPÁ

GOVERNO DO ESTADO DO AMAPÁ ESTRATÉGIAS PARA REDD NO AMAPÁ GOVERNO DO ESTADO DO AMAPÁ ESTRATÉGIAS PARA REDD NO AMAPÁ INDICADORES Fronteira: Pará, Guiana Francesa e Suriname Municípios: 16 Área: 143.453,71 km 98% de cobertura florestal conservada População: 613.164

Leia mais

Mudanças na estrutura diamétrica em uma comunidade no Cerrado de Itirapina, São Paulo

Mudanças na estrutura diamétrica em uma comunidade no Cerrado de Itirapina, São Paulo Mudanças na estrutura diamétrica em uma comunidade no Cerrado de Itirapina, São Paulo ANA GABRIELA FARACO 1, EDER DASDORIANO PORFIRIO JUNIOR 2, TÂNIA MARIA DE MOURA 1, VANESSA PESSANHA TUNHOLI 3 & VIVIAN

Leia mais

A FLORESTA HOJE Cobertura Vegetal Natural do Estado de São Paulo

A FLORESTA HOJE Cobertura Vegetal Natural do Estado de São Paulo A FLORESTA HOJE Cobertura Vegetal Natural do Estado de São Paulo Importância da Floresta Proteção e conservação do solo e da água; Produção de madeira (casas, barcos, carvão; etc); Produção de alimentos

Leia mais

PROPOSIÇÃO DE UM SISTEMA DE INVENTÁRIO FLORESTAL CONTÍNUO MEDIANTE COMPARAÇÃO COM SISTEMA UTILIZADO EM PLANTIOS DE

PROPOSIÇÃO DE UM SISTEMA DE INVENTÁRIO FLORESTAL CONTÍNUO MEDIANTE COMPARAÇÃO COM SISTEMA UTILIZADO EM PLANTIOS DE 0 ALOIS ZATOR FILHO PROPOSIÇÃO DE UM SISTEMA DE INVENTÁRIO FLORESTAL CONTÍNUO MEDIANTE COMPARAÇÃO COM SISTEMA UTILIZADO EM PLANTIOS DE Pinus taeda NO PLANALTO NORTE CATARINENSE Dissertação apresentada

Leia mais

Biomassa Epígea e Estoque de Carbono de Agroflorestas em Tomé-Açu, PA

Biomassa Epígea e Estoque de Carbono de Agroflorestas em Tomé-Açu, PA Biomassa Epígea e Estoque de Carbono de Agroflorestas em Tomé-Açu, PA Aboveground Biomass and the Carbon Storage the Agroforestry in the Tomé-Açu, PA Bolfe, Edson Luis. Embrapa/CPATC - Unicamp/IG, bolfe@cpatc.embrapa.br;

Leia mais

03 de Dezembro de 2015

03 de Dezembro de 2015 Página 1 de 9 Marco Legal pertinente à área florestal no Brasil (1965 ao presente) Data de publicação Ato ou Lei Função 1 1965 Código Florestal Brasileiro Define diretrizes gerais para o uso e conservação

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 4, de 08 de setembro de 2009.

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 4, de 08 de setembro de 2009. INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 4, de 08 de setembro de 2009. Dispõe sobre procedimentos técnicos para a utilização da vegetação da Reserva Legal sob regime de manejo florestal sustentável, e dá outras providências.

Leia mais

ESTUDOS EM MANEJO FLORESTAL Série Técnica n. 1

ESTUDOS EM MANEJO FLORESTAL Série Técnica n. 1 Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas ESTUDOS EM MANEJO FLORESTAL Série Técnica n. 1 Análise técnica da alteração no critério de seleção de árvores para corte em Planos de

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DE FRAGMENTOS FLORESTAIS EM PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS NA REGIÃO CENTRO-SUL DO PARANÁ RESULTADOS PARCIAIS.

CARACTERIZAÇÃO DE FRAGMENTOS FLORESTAIS EM PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS NA REGIÃO CENTRO-SUL DO PARANÁ RESULTADOS PARCIAIS. CARACTERIZAÇÃO DE FRAGMENTOS FLORESTAIS EM PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS NA REGIÃO CENTRO-SUL DO PARANÁ RESULTADOS PARCIAIS. Regiane Aparecida Ferreira (USF-UNICENTRO), Lúcio de Paula Amaral (Fundação Araucária/Mestrado

Leia mais

VEGETAÇÃO BRASILEIRA: visão fitogeográfica geral

VEGETAÇÃO BRASILEIRA: visão fitogeográfica geral VEGETAÇÃO BRASILEIRA: visão fitogeográfica geral PEDRO EISENLOHR pedrov.eisenlohr@gmail.com Ao final da aula, vocês deverão ser capazes de: 1. Conceituar e diferenciar termos essenciais para o estudo da

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO ESTATÍSTICA DE TENDÊNCIAS EM SÉRIES DE DADOS CLIMÁTICOS DE CHAPADINHA-MA

CARACTERIZAÇÃO ESTATÍSTICA DE TENDÊNCIAS EM SÉRIES DE DADOS CLIMÁTICOS DE CHAPADINHA-MA CARACTERIZAÇÃO ESTATÍSTICA DE TENDÊNCIAS EM SÉRIES DE DADOS CLIMÁTICOS DE CHAPADINHA-MA Virgínia de Fátima Bezerra Nogueira 1, Valner da Silva Nogueira, Magaly de Fátima Correia 3, Estefânia de Sousa Soares

Leia mais

ANÁLISE DAS VAZÕES DO RIO SÃO FRANCISCO COM O FILTRO HODRICK-PRESCOTT

ANÁLISE DAS VAZÕES DO RIO SÃO FRANCISCO COM O FILTRO HODRICK-PRESCOTT ANÁLISE DAS VAZÕES DO RIO SÃO FRANCISCO COM O FILTRO HODRICK-PRESCOTT Igor Madson Fernandes dos Santos 1, Bruno dos Santos Guimarães 1, Renato Vieira Costa 1, Luiz Carlos Baldicero Molion² e João Rafael

Leia mais

Monitoramento de plantios de eucalipto utilizando técnicas de sensoriamento remoto aplicadas em imagens obtidas por VANT

Monitoramento de plantios de eucalipto utilizando técnicas de sensoriamento remoto aplicadas em imagens obtidas por VANT Monitoramento de plantios de eucalipto utilizando técnicas de sensoriamento remoto aplicadas em imagens obtidas por VANT Guilherme Rodrigues de Pontes 1 Thiago Ubiratan de Freitas 2 1 International Paper

Leia mais

VARIABILIDADE E INTENSIDADE DAS CHUVAS EM BELÉM-PA

VARIABILIDADE E INTENSIDADE DAS CHUVAS EM BELÉM-PA VARIABILIDADE E INTENSIDADE DAS CHUVAS EM BELÉM-PA ALAILSON V. SANTIAGO 1, VICTOR C. RIBEIRO 2, JOSÉ F. COSTA 3, NILZA A. PACHECO 4 1 Meteorologista, Dr., Pesquisador, Embrapa Amazônia Oriental (CPATU),

Leia mais

JOSÉ CONSTANTINO SILVEIRA JÚNIOR DIÓGENES SALAS ALVES MARIA ISABEL ESCADA

JOSÉ CONSTANTINO SILVEIRA JÚNIOR DIÓGENES SALAS ALVES MARIA ISABEL ESCADA Utilização de Técnicas de Análise Espacial no Estudo da Correlação entre Expansão das Áreas Desflorestadas e da Fronteira Agropecuária no Estado do Mato Grosso JOSÉ CONSTANTINO SILVEIRA JÚNIOR DIÓGENES

Leia mais

Heloisa Iara Colchete Provenzano. Personalidade e Risco: Um estudo em Finanças Comportamentais. Dissertação de Mestrado

Heloisa Iara Colchete Provenzano. Personalidade e Risco: Um estudo em Finanças Comportamentais. Dissertação de Mestrado Heloisa Iara Colchete Provenzano Personalidade e Risco: Um estudo em Finanças Comportamentais Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação em Administração de Empresas da

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM CIÊNCIAS FLORESTAIS E AMBIENTAIS - PPGCIFA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM CIÊNCIAS FLORESTAIS E AMBIENTAIS - PPGCIFA UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM CIÊNCIAS FLORESTAIS E AMBIENTAIS - PPGCIFA ADILENE KROESSIN ESTRUTURA E DINÂMICA DE UMA FLORESTA

Leia mais

EFEITO DA EXPLORAÇÃO FLORESTAL SELETIVA EM UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL 1

EFEITO DA EXPLORAÇÃO FLORESTAL SELETIVA EM UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL 1 Trab-778-01 (6 páginas) PROVA GRÁFICA Efeito da Exploração Florestal Seletiva em uma Floresta... 65 EFEITO DA EXPLORAÇÃO FLORESTAL SELETIVA EM UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL 1 Sueli Sato Martins

Leia mais

SISTEMAS SILVICULTURAIS APLICADOS ÀS FLORESTAS TROPICAIS

SISTEMAS SILVICULTURAIS APLICADOS ÀS FLORESTAS TROPICAIS C:\Documents and Settings\DISCO_F\MEUS-DOCS\LIVRO_ENF_344\enf344_PDF\CAP_VIII_SIST-SILV-QUADROS.doc 127 SISTEMAS SILVICULTURAIS APLICADOS ÀS FLORESTAS TROPICAIS O conceito de manejo fundamenta-se no fato

Leia mais

TÉCNICAS DE RESTAURAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS 1

TÉCNICAS DE RESTAURAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA APLICADA AO MANEJO E CONSERVAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS TÉCNICAS DE RESTAURAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS 1 Sílvia Maria Pereira Soares

Leia mais

Material e Métodos. Schumacher e Hall linearizado Schumacher e Hallnão-linear

Material e Métodos. Schumacher e Hall linearizado Schumacher e Hallnão-linear DIFERENTES MÉTODOS DE AJUSTE DO MODELO VOLUMÉTRICO DE SCHUMACHER E HALL SintiaValerio Kohler 1, Fabiane Aparecida de Souza Retslaff 2, Rômulo Môra 3, Afonso Figueiredo Filho 4, Neumar Irineu Wolff II 5

Leia mais

Sci. For., Piracicaba, v. 43, n. 105, p. 83-90, mar. 2015 MATERIAL E MÉTODOS

Sci. For., Piracicaba, v. 43, n. 105, p. 83-90, mar. 2015 MATERIAL E MÉTODOS Scientia Forestalis Modelagem do crescimento e produção para um povoamento de Eucalyptus utilizando dois métodos para quantificação do índice de local Growth and production modeling for a Eucalyptus population

Leia mais

Correlação de Miconia albicans e concentração de alumínio no solo em um fragmento de cerrado denso, Itirapina.

Correlação de Miconia albicans e concentração de alumínio no solo em um fragmento de cerrado denso, Itirapina. Correlação de Miconia albicans e concentração de alumínio no solo em um fragmento de cerrado denso, Itirapina. ARILDO DE S. DIAS 1, CLÁUDIA DE M. MARTINELLI 2, LARISSA G. VEIGA 1, RICARDO GABRIEL MATTOS

Leia mais

MODELAGEM HIPSOMÉTRICA EM POVOAMENTO CLONAL DE Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis NO DISTRITO FEDERAL

MODELAGEM HIPSOMÉTRICA EM POVOAMENTO CLONAL DE Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis NO DISTRITO FEDERAL MODELAGEM HIPSOMÉTRICA EM POVOAMENTO CLONAL DE Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis NO DISTRITO FEDERAL Caroline Maiara de Jesus¹; Eder Pereira Miguel²; Gileno Brito de Azevedo³; Glauce Taís de Oliveira

Leia mais

Resolução SMA - 44, de 30-6-2008 Define critérios e procedimentos para a implantação de Sistemas Agroflorestais

Resolução SMA - 44, de 30-6-2008 Define critérios e procedimentos para a implantação de Sistemas Agroflorestais Resolução SMA - 44, de 30-6-2008 Define critérios e procedimentos para a implantação de Sistemas Agroflorestais O Secretário do Meio Ambiente, considerando: A necessidade de regulamentação da utilização

Leia mais

AVALIAÇÃO DO USO DA FOTOGRAMETRIA NO POSICIONAMENTO DOS VÉRTICES DE IMÓVEIS RURAIS PARA FINS CADASTRAIS CONFORME PRECISÃO DETERMINADA PELO INCRA

AVALIAÇÃO DO USO DA FOTOGRAMETRIA NO POSICIONAMENTO DOS VÉRTICES DE IMÓVEIS RURAIS PARA FINS CADASTRAIS CONFORME PRECISÃO DETERMINADA PELO INCRA AVALIAÇÃO DO USO DA FOTOGRAMETRIA NO POSICIONAMENTO DOS VÉRTICES DE IMÓVEIS RURAIS PARA FINS CADASTRAIS CONFORME PRECISÃO DETERMINADA PELO INCRA Ronaldo Aparecido de Oliveira, MSc. ENGEFOTO Engenharia

Leia mais

PÓS GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DE FLORESTAS TROPICAIS-PG-CFT INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA-INPA. 09/abril de 2014

PÓS GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DE FLORESTAS TROPICAIS-PG-CFT INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA-INPA. 09/abril de 2014 PÓS GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DE FLORESTAS TROPICAIS-PG-CFT INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA-INPA 09/abril de 2014 Considerações Estatísticas para Planejamento e Publicação 1 Circularidade do Método

Leia mais

NOSSA ASPIRAÇÃO JUNHO/2015. Visão Somos uma coalizão formada por associações

NOSSA ASPIRAÇÃO JUNHO/2015. Visão Somos uma coalizão formada por associações JUNHO/2015 NOSSA ASPIRAÇÃO Visão Somos uma coalizão formada por associações empresariais, empresas, organizações da sociedade civil e indivíduos interessados em contribuir para a promoção de uma nova economia

Leia mais

Fábio da Silva Abrate

Fábio da Silva Abrate Fábio da Silva Abrate Elaboração de um Questionário para Avaliar as Variáveis Determinantes do Endividamento de Estudantes Universitários no Cartão de Crédito: Um Estudo Piloto Adaptado para o Mercado

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DA Carapaguianensis Aubl. (ANDIROBA) EM FLORESTA DE TERRA FIRME, PORTO GRANDE-AP, BRASIL

CARACTERIZAÇÃO DA Carapaguianensis Aubl. (ANDIROBA) EM FLORESTA DE TERRA FIRME, PORTO GRANDE-AP, BRASIL CARACTERIZAÇÃO DA Carapaguianensis Aubl. (ANDIROBA) EM FLORESTA DE TERRA FIRME, PORTO GRANDE-AP, BRASIL CHARACTERIZATIONOFCarapaguianensis Aubl. (ANDIROBA) INUPLAND FOREST, PORTO GRANDE-AP,BRAZIL Marciane

Leia mais

ANÁLISE MULTIVARIADA: IMPORTÂNCIA DA TÉCNICA DE COMPONENTES PRINCIPAIS NA ANÁLISE FITOSSOCIOLÓGICA

ANÁLISE MULTIVARIADA: IMPORTÂNCIA DA TÉCNICA DE COMPONENTES PRINCIPAIS NA ANÁLISE FITOSSOCIOLÓGICA ANÁLISE MULTIVARIADA: IMPORTÂNCIA DA TÉCNICA DE COMPONENTES PRINCIPAIS NA ANÁLISE FITOSSOCIOLÓGICA Vitor Hugo Zanette 1, Sonia Maria Kurchaidt 2, João Vitor Zanette 3, Henrique Soares Koehler 4. 1. Doutorando

Leia mais

Palavras-chave: campo rupestre, síndromes de dispersão, Serra dos Pireneus.

Palavras-chave: campo rupestre, síndromes de dispersão, Serra dos Pireneus. 1 TIPOLOGIA DE FRUTOS E SÍNDROMES DE DISPERSÃO DE UMA COMUNIDADE DE CAMPO RUPESTRE NO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DOS PIRENEUS, GOIÁS. Sabrina do Couto de Miranda 1,4 ; Marineide Abreu Batista 1,4 ; Jair

Leia mais

EQUAÇÃO DE CHUVAS INTENSAS PARA O MUNICÍPIO DE JOAÇABA/SC

EQUAÇÃO DE CHUVAS INTENSAS PARA O MUNICÍPIO DE JOAÇABA/SC EQUAÇÃO DE CHUVAS INTENSAS PARA O MUNICÍPIO DE JOAÇABA/SC Daiani Rosa 1 ; Elfride Anrain Lindner 2 ; Angelo Mendes Massignam 3 RESUMO As relações entre a intensidade, duração e freqüência de chuvas podem

Leia mais

Membros. Financiadores

Membros. Financiadores Projeto de Pesquisa: CARACTERIZAÇÃO FITOGEOGRÁFICA, DISTRIBUIÇÃO DAS ESPECIES LENHOSAS E DETERMINANTES VEGETACIONAIS NA TRANSIÇÃO CERRADO/AMAZÔNIA Descrição: Serão feitos levantamentos de solos e vegetação

Leia mais

DECRETO Nº 6.660, DE 21 DE NOVEMBRO DE

DECRETO Nº 6.660, DE 21 DE NOVEMBRO DE DECRETO Nº 6.660, DE 21 DE NOVEMBRO DE 2008: Regulamenta dispositivos da Lei no 11.428, de 22 de dezembro de 2006, que dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica.

Leia mais

A N E X O LEGISLAÇÃO AMBIENTAL

A N E X O LEGISLAÇÃO AMBIENTAL A N E X O V LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ASPECTOS DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL REFERENTE AO MANEJO FLORESTAL 1. DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL BRASILEIRA A legislação ambiental traduz um sistema de princípios e normas jurídicas

Leia mais

EQUAÇÕES HIPSOMÉTRICAS PARA PLANTIOS MISTOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL NA MATA ATLÂNTICA EM SEROPÉDICA-RJ

EQUAÇÕES HIPSOMÉTRICAS PARA PLANTIOS MISTOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL NA MATA ATLÂNTICA EM SEROPÉDICA-RJ EQUAÇÕES HIPSOMÉTRICAS PARA PLANTIOS MISTOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL NA MATA ATLÂNTICA EM SEROPÉDICA-RJ Camila Mayer Massaroth Staub¹, Carlos Roberto Sanquetta 2, Ana Paula Dalla Corte 2, Mateus Niroh

Leia mais

MODELOS HIPSOMÉTRICOS PARA Genipa americana L. EM PLANTIO HOMOGÊNEO NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA DA CONQUISTA, BAHIA

MODELOS HIPSOMÉTRICOS PARA Genipa americana L. EM PLANTIO HOMOGÊNEO NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA DA CONQUISTA, BAHIA MODELOS HIPSOMÉTRICOS PARA Genipa americana L. EM PLANTIO HOMOGÊNEO NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA DA CONQUISTA, BAHIA Celsiane Manfredi¹, Thaiana Ferreira Alves¹, Patrícia Anjos Bittencourt Barreto² ¹Engenheira

Leia mais

Análise de temperatura e precipitação em Porto Alegre-RS entre os anos de 1977 e 2006. e-mail:monicawtavares@gmail.com

Análise de temperatura e precipitação em Porto Alegre-RS entre os anos de 1977 e 2006. e-mail:monicawtavares@gmail.com Análise de temperatura e precipitação em Porto Alegre-RS entre os anos de 1977 e Mônica W. Tavares 1 ; Henderson S. Wanderley 1 ; Alex S. da Silva 1 ; Douglas da S. Lindemann 1 ; Flávio B. Justino 1. 1

Leia mais

UTILIZAÇÃO DE MÉTODOS ESTATÍSTICOS EM INVENTÁRIO FLORESTAL

UTILIZAÇÃO DE MÉTODOS ESTATÍSTICOS EM INVENTÁRIO FLORESTAL UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA "LUIZ DE QUEIROZ" DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS UTILIZAÇÃO DE MÉTODOS ESTATÍSTICOS EM INVENTÁRIO FLORESTAL Seminário apresentado à disciplina

Leia mais

A importância dos levantamentos florístico e fitossociológico para a conservação e preservação das florestas

A importância dos levantamentos florístico e fitossociológico para a conservação e preservação das florestas V. 9, n. 2, p. 42-48, abr - jun, 2013. UFCG - Universidade Federal de Campina Grande. Centro de Saúde e Tecnologia Rural - CSTR. Campus de Patos - PB. www.cstr.ufcg.edu.br Revista ACSA: http://www.cstr.ufcg.edu.br/acsa/

Leia mais

Resolução SMA nº 70 DE 02/09/2014 Norma Estadual - São Paulo Publicado no DOE em 03 set 2014

Resolução SMA nº 70 DE 02/09/2014 Norma Estadual - São Paulo Publicado no DOE em 03 set 2014 Resolução SMA nº 70 DE 02/09/2014 Norma Estadual - São Paulo Publicado no DOE em 03 set 2014 Define a metodologia a ser adotada em caráter experimental para a conversão das obrigações de reposição florestal

Leia mais

Manual para Análise de Inventário Florestal e Equação de Volume em Projetos de Manejo Florestal Sustentável - PMFS

Manual para Análise de Inventário Florestal e Equação de Volume em Projetos de Manejo Florestal Sustentável - PMFS GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE DIRETORIA DE GESTÃO FLORESTAL Manual para Análise de Inventário Florestal e Equação de Volume em Projetos de Manejo Florestal Sustentável

Leia mais

ATUALIZAÇÃO DO MÉTODO DAS ISOZONAS PARA A REGIÃO AMAZÔNICA. Simei Héber Nunes Pontes - IC Iria Vendrame Fernandes - PQ

ATUALIZAÇÃO DO MÉTODO DAS ISOZONAS PARA A REGIÃO AMAZÔNICA. Simei Héber Nunes Pontes - IC Iria Vendrame Fernandes - PQ ATUALIZAÇÃO DO MÉTODO DAS ISOZONAS PARA A REGIÃO AMAZÔNICA Simei Héber Nunes Pontes - IC Iria Vendrame Fernandes - PQ RESUMO A partir de séries históricas de chuvas horárias e de 24 horas para um grupo

Leia mais

RESUMO SUMMARY 1. INTRODUÇÃO

RESUMO SUMMARY 1. INTRODUÇÃO COMPARAÇÃO DA PRECISÃO DE MODELOS HIPSOMÉTRICOS AJUSTADOS COM DADOS OBTIDOS POR MEIO DO USO DE PRANCHETA DENDROMÉTRICA E FITA MÉTRICA EM POVOAMENTOS FLORESTAIS DO GÊNERO EUCALYPTUS NA REGIÃO DO OESTE DO

Leia mais

Previsão de demanda em uma empresa farmacêutica de manipulação

Previsão de demanda em uma empresa farmacêutica de manipulação Previsão de demanda em uma empresa farmacêutica de manipulação Ana Flávia Brito Rodrigues (Anafla94@hotmail.com / UEPA) Larissa Pinto Marques Queiroz (Larissa_qz@yahoo.com.br / UEPA) Luna Paranhos Ferreira

Leia mais

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense Biomas Brasileiros 1. Bioma Floresta Amazônica 2. Bioma Caatinga 3. Bioma Cerrado 4. Bioma Mata Atlântica 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense 6. Bioma Pampas BIOMAS BRASILEIROS BIOMA FLORESTA AMAZÔNICA

Leia mais

Variação Temporal de Elementos Meteorológicos no Município de Pesqueira-PE

Variação Temporal de Elementos Meteorológicos no Município de Pesqueira-PE Variação Temporal de Elementos Meteorológicos no Município de Pesqueira-PE Diogo Francisco Borba Rodrigues¹; Abelardo Antônio de Assunção Montenegro²; Tatiana Patrícia Nascimento da Silva³ & Ana Paula

Leia mais

DESENVOLVIMENTO E APLICABILIDADE DE UMA BASE DE DADOS RELACIONAL PARA O INVENTÁRIO FLORESTAL CONTÍNUO DO RIO GRANDE DO SUL

DESENVOLVIMENTO E APLICABILIDADE DE UMA BASE DE DADOS RELACIONAL PARA O INVENTÁRIO FLORESTAL CONTÍNUO DO RIO GRANDE DO SUL DESENVOLVIMENTO E APLICABILIDADE DE UMA BASE DE DADOS RELACIONAL PARA O INVENTÁRIO FLORESTAL CONTÍNUO DO RIO GRANDE DO SUL RESUMO Enio Giotto Elódio Sebem Doádi Antônio Brena Universidade Federal de Santa

Leia mais

Biometria Roberval Monteiro Bezerra de Lima (roberval.lima@embrapa.br) Sumaia Vasconcelos (sumaia.vasconcelos@inpa.gov.br)

Biometria Roberval Monteiro Bezerra de Lima (roberval.lima@embrapa.br) Sumaia Vasconcelos (sumaia.vasconcelos@inpa.gov.br) PÓS GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DE FLORESTAS TROPICAIS-PG-CFT INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA-INPA Biometria Roberval Monteiro Bezerra de Lima (roberval.lima@embrapa.br) Sumaia Vasconcelos (sumaia.vasconcelos@inpa.gov.br)

Leia mais

Resumos do 56º Congresso Nacional de Botânica. Diversidade de árvores em florestas tropicais: estudos baseados em parcelas permanentes

Resumos do 56º Congresso Nacional de Botânica. Diversidade de árvores em florestas tropicais: estudos baseados em parcelas permanentes Diversidade de árvores em florestas tropicais: estudos baseados em parcelas permanentes ALEXANDRE ADALARDO DE OLIVEIRA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO aaoliveira@ib.usp.br O uso sustentável dos recursos naturais

Leia mais

A INTEGRAÇÃO ENTRE ESTATÍSTICA E METROLOGIA

A INTEGRAÇÃO ENTRE ESTATÍSTICA E METROLOGIA A INTEGRAÇÃO ENTRE ESTATÍSTICA E METROLOGIA João Cirilo da Silva Neto jcirilo@araxa.cefetmg.br. CEFET-MG-Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais-Campus IV, Araxá Av. Ministro Olavo Drumonnd,

Leia mais

INVENTÁRIO DE RECURSOS FLORESTAIS Conceitos básicos

INVENTÁRIO DE RECURSOS FLORESTAIS Conceitos básicos INVENTÁRIO DE RECURSOS FLORESTAIS Conceitos básicos Introdução Introdução Silvicultura (Forestry) Silvicultura é a ciência, a arte, o negócio, a prática, de conservar e gerir florestas e áreas florestais

Leia mais

PROJETO DE PESQUISA ESTUDO DOS COMPONENTES LENHOSOS NA COBERTURA VEGETAL DA ENCOSTA DA FACULDADE MACHADO SOBRINHO, JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, BRASIL

PROJETO DE PESQUISA ESTUDO DOS COMPONENTES LENHOSOS NA COBERTURA VEGETAL DA ENCOSTA DA FACULDADE MACHADO SOBRINHO, JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, BRASIL PROJETO DE PESQUISA Professor Flávio José Soares Júnior Biólogo graduado pela Universidade Federal de Juiz de Fora; Mestre em Biologia Vegetal pela Universidade Federal de Viçosa; Doutorando em Botânica

Leia mais

Anais XVI Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto - SBSR, Foz do Iguaçu, PR, Brasil, 13 a 18 de abril de 2013, INPE

Anais XVI Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto - SBSR, Foz do Iguaçu, PR, Brasil, 13 a 18 de abril de 2013, INPE Comparação da precisão de procedimentos de estratificação em inventário florestal em fragmento de Floresta Estacional Semidecidual Amanda Candida Ribeiro Nunes¹ Rossi Allan Silva¹ Sérgio Teixeira da Silva¹

Leia mais

AVALIAÇÃO DE UM SISTEMA DE INVENTÁRIO FLORESTAL CONTÍNUO EM ÁREAS MANEJADAS E NÃO MANEJADAS DO ESTADO DO AMAZONAS (AM)

AVALIAÇÃO DE UM SISTEMA DE INVENTÁRIO FLORESTAL CONTÍNUO EM ÁREAS MANEJADAS E NÃO MANEJADAS DO ESTADO DO AMAZONAS (AM) UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS UFAM INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA INPA PROGRAMA INTEGRADO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA TROPICAL E RECURSOS NATURAIS PIPBTRN CURSO DE CIÊNCIAS DE FLORESTAS

Leia mais

VARIAÇÃO TEMPORAL DAS ONDAS DE CALOR NA CIDADE DE PELOTAS-RS

VARIAÇÃO TEMPORAL DAS ONDAS DE CALOR NA CIDADE DE PELOTAS-RS Abstract: VARIAÇÃO TEMPORAL DAS ONDAS DE CALOR NA CIDADE DE PELOTAS-RS Bruno Zanetti Ribeiro 1 André Becker Nunes² 1 Faculdade de Meteorologia, Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Campus Universitário

Leia mais

RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS

RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS Instituto Estadual do Ambiente - INEA Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas - DIBAP Gerência do Serviço Florestal - GESEF ESTRUTURA DA APRESENTAÇÃO Conceitos /

Leia mais

Conceitos em Ecologia: o estudo de Populações, Comunidades e Ecossistemas. Prof. Francisco Soares Santos Filho, D.Sc. UESPI

Conceitos em Ecologia: o estudo de Populações, Comunidades e Ecossistemas. Prof. Francisco Soares Santos Filho, D.Sc. UESPI Conceitos em Ecologia: o estudo de Populações, Comunidades e Ecossistemas. Prof. Francisco Soares Santos Filho, D.Sc. UESPI População é o conjunto de seres da mesma espécie que vivem na mesma área geográfica,

Leia mais

BIOVESTIBA.NET BIOLOGIA VIRTUAL Profº Fernando Teixeira UFRGS. ECOLOGIA Conceitos e Sucessão Ecológica

BIOVESTIBA.NET BIOLOGIA VIRTUAL Profº Fernando Teixeira UFRGS. ECOLOGIA Conceitos e Sucessão Ecológica UFRGS ECOLOGIA Conceitos e Sucessão Ecológica 1. (Ufrgs 2014) Considere as seguintes afirmações sobre conceitos utilizados em ecologia. I. Nicho ecológico é a posição biológica ou funcional que um ecossistema

Leia mais

Capital Humano e Capital Social: Construir Capacidades para o Desenvolvimento dos Territórios

Capital Humano e Capital Social: Construir Capacidades para o Desenvolvimento dos Territórios UNIVERSIDADE DE LISBOA FACULDADE DE LETRAS DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA Capital Humano e Capital Social: Construir Capacidades para o Desenvolvimento dos Territórios Sandra Sofia Brito da Silva Dissertação

Leia mais