RESOLUÇÃO Nº II - os créditos destinam-se à reestruturação e capitalização das cooperativas enquadradas no Programa;

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1 RESOLUÇÃO Nº 2665 Dispõe sobre o Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária - RECOOP, de que tratam a Medida Provisória nº , de 1999, e o Decreto nº 2.936, de O BANCO CENTRAL DO BRASIL, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, torna público que o CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL, em sessão realizada em 28 de outubro de 1999, tendo em vista as disposições dos arts. 4º, inciso VI, da referida Lei, 4º e 14 da Lei nº 4.829, de 5 de novembro de 1965, 10 da Lei nº 9.138, de 29 de novembro de 1995, e 2º, parágrafo 7º, da Medida Provisória nº , de 22 de outubro de 1999, RESOLVEU: Art. 1º Estabelecer que na implementação do Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária - RECOOP deve ser observado que: I - são beneficiárias do Programa as cooperativas com pr ojetos aprovados pelo Comitê Executivo do RECOOP, conforme relação divulgada pelo Banco Central do Brasil; II - os créditos destinam-se à reestruturação e capitalização das cooperativas enquadradas no Programa; III - as operações serão realizadas com recursos: a) do Tesouro Nacional, da ordem de até R$ ,00 (dois bilhões e cem milhões de reais), dos quais R$ ,00 (um bilhão, duzentos e trinta e oito milhões de reais) destinados: 1. ao financiamento de valores a receber de cooperados; 2. ao refinanciamento de dívidas com instituições financeiras, de dívidas de cooperados e de outras dívidas decorrentes de aquisição de insumos agropecuários; b) dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte, do Nordeste ou do Centro-Oeste, no caso de cooperativas dessas regiões e de acordo com a sua localização, excluídas as parcelas destinadas a novos investimentos, que serão financiadas com recursos orçamentários; IV - os créditos ficam limitados à cobertura, após a negociação de descontos com os respectivos credores, do saldo devedor de obrigações com instituições financeiras existentes em 30 de junho de 1997, ainda em ser, acrescido dos recursos necessários para pagamento das seguintes dívidas, existentes naquela data e ainda não pagas: a) decorrentes de aquisição de insumos agropecuários;

2 b) de cooperados; c) trabalhistas e provenientes de obrigações fiscais e sociais; V - ao montante apurado na forma do inciso anterior, podem ser acrescidos: a) conforme o plano de revitalização da cooperativa, os valores destinados para capital de giro e investimentos essenciais e os recebíveis de cooperados, originários de créditos constituidos até 30 de junho de 1997; b) as dívidas com instituições financeiras existentes em 30 de junho de 1997, reconhecidas no parecer de auditoria independente previsto no art. 3º da Medida Provisória , de 1999, que, por qualquer motivo, tenham mudado de classificação contábil ou de instituição financeira credora; VI - os saldos devedores de obrigações com instituições financeiras e de recebíveis de cooperados, referidos nos incisos IV e V, devem ser atualizados, até 30 de junho de 1998, pelos encargos financeiros pactuados para a situação de normalidade e, a partir de 1º de julho de 1998 e até a data da efetiva formalização dos novos instrumentos de crédito: a) os recebíveis de cooperados, pelos encargos pactuados para a situação de normalidade do contrato ou por juros de até 12% a.a. (doze por cento ao ano) acrescidos da Taxa Referencial - TR, prevalecendo o que for menor; b) as obrigações com instituições financeiras, de acordo com os seguintes critérios, por fonte de recursos envolvidos: 1. recursos de captação externa: variação cambial acrescida de juros de até 12% a.a. (doze por cento ao ano) ou taxa pactuada no contrato, se inferior; 2. repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES: encargos financeiros pactuados para situação de normalidade do contrato; 3. recursos próprios ou outras fontes não explicitadas nos itens anteriores: encargos financeiros pactuados para situação de normalidade do contrato ou juros de até 12% a.a. (doze por cento ao ano) acrescidos da TR, prevalecendo o que for menor; VII - podem ser objeto de financiamento os seguintes itens, respeitados o limite estabelecido no item 4.4 do Decreto nº 2.936, de 11 de janeiro de 1999, e o posicionamento do Comitê Executivo do RECOOP: a) valores a receber de cooperados; b) investimentos, inclusive capital de giro para início de atividades decorrentes desses investimentos; c) capital de giro;

3 VIII - podem ser objeto de refinanciamento, após negociação de descontos: a) as dívidas com instituições financeiras, exceto as relativas às operações para integralização de cotas-partes formalizadas com base na Resolução nº 2.185, de 26 de julho de 1995, e às operações securitizadas ao amparo da Lei nº 9.138, de 1995; b) as dívidas de cooperados e outras dívidas decorrentes de aquisição de insumos agropecuários; c) os tributos e os encargos sociais e trabalhistas; IX - as operações ficam sujeitas aos seguintes encargos financeiros: a) para as parcelas relativas ao financiamento de valores a receber de cooperados e de investimentos, inclusive capital de giro para início de atividades decorrentes desses investimentos, bem como para as parcelas relativas ao refinanciamento de dívidas com instituições financeiras, exceto as securitizadas, de dívidas de cooperados e outras dívidas decorrentes de aquisição de insumos agropecuários e de dívidas relacionadas a tributos e a encargos sociais e trabalhistas, incidirão, no mês de competência do cálculo: 1. a variação positiva do percentual do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas, referente ao mês anterior ao de competência do cálculo; 2. juros, à taxa efetiva de 4% a.a. (quatro por cento ao ano); b) para os recursos destinados a capital de giro: juros, à taxa efetiva de 8,75% a.a. (oito inteiros e setenta e cinco centésimos por cento ao ano); X - as operações podem ser formalizadas: a) até 31 de dezembro de 1999; b) com prazo de vencimento: 1. de até dois anos, para a parcela destinada a capital de giro; 2. de até quinze anos, para a parcela destinada aos demais itens objeto de financiamento, exceto quando se tratar de operações securitizadas; XI - as operações podem ter carência: a) de vinte e quatro meses para o principal e de seis meses para os juros, quando se tratar da parcela de recursos aplicada na quitação de dívidas com instituições financeiras, de dívidas de cooperados e outras dívidas decorrentes de aquisição de insumos agropecuários e de dívidas relacionadas a tributos e a encargos sociais e trabalhistas, bem como no financiamento de valores recebíveis de cooperados;

4 b) equivalente ao prazo de maturação do empreendimento previsto no projeto, para a parcela de recursos aplicada em investimentos; XII - as operações sujeitam-se ao seguinte cronograma de reembolso: a) principal, acrescido da variação positiva do IGP-DI: de acordo com o fluxo de caixa da cooperativa; da dívida; b) juros: exigíveis no último dia do semestre civil, no vencimento e na liquidação XIII - a instituição financeira fará jus à comissão remuneratória de 3% a.a. (três por cento ao ano), incidente sobre os saldos dos empréstimos amparados em recursos do Orçamento das Operações Oficiais de Crédito, deduzida dos juros recebidos dos beneficiários dos créditos; XIV - o risco operacional é da instituição financeira, que deve comprovar a capacidade de pagamento e exigir as garantias necessárias do tomador do crédito, em consonância com a regulamentação do crédito rural, com exceção da parcela destinada ao pagamento de dívidas ao Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, cujo risco é atribuído ao Tesouro Nacional. Parágrafo único. No caso de cooperativas localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, somente podem ser incluídos entre os itens objeto de financiamento referidos no inciso VII as parcelas destinadas a novos investimentos, respeitado o disposto no art. 5º, parágrafos 3º e 4º, da Medida Provisória nº , de Art. 2º Na formalização das operações de que trata o artigo anterior, devem ser observadas, ainda, as seguintes disposições: I - fica autorizada a concessão de prazo, até 31 de dezembro de 1999, para pagamento de parcelas vencidas ou vincendas de operações de responsabilidade de cooperativas enquadradas no RECOOP; II - a aplicação da faculdade prevista no inciso anterior abrange as operações formalizadas fora do âmbito do crédito rural; III - as operações de responsabilidade das cooperativas enquadradas no RECOOP, alongadas ao amparo da Lei nº 9.138, de 1995, e da Resolução nº 2.238, de 31 de janeiro de 1996, pelo prazo de até nove anos, podem ser repactuadas para pagamento no prazo máximo de dez anos; IV - são também admitidos: financeira; a) a concessão de créditos a uma cooperativa por mais de uma instituição

5 b) o financiamento dos recursos necessários à aquisição dos títulos do Tesouro Nacional, de que trata o art. 1º, parágrafo 2º, da Resolução nº 2.471, de 26 de fevereiro de 1998, cujo valor de face será considerado para efeito do limite referido no art. 5º da Medida Provisória nº , de 1999, respeitado ainda o limite de emissão previsto no art. 21, parágrafo 3º, inciso I, do Decreto nº 2.701, de 30 de julho de 1998; V - as operações relativas a integralização de cotas-partes, formalizadas com base na Resolução nº 2.185, de 1995, e as securitizadas ao amparo da Lei nº 9.138, de 1995, quando alongadas na forma prevista no RECOOP, podem continuar sendo computadas para fins de cumprimento das exigibilidades das respectivas fontes lastreadoras dos recursos; VI - os contratos de repasse do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (FUNCAFÉ) e dos Fundos Constitucionais, quando estiverem lastreando operações de crédito ao abrigo do RECOOP, terão seus prazos de retorno e encargos financeiros devidamente ajustados a essas operações, correndo o ônus à conta do respectivo Fundo; VII - cabe à instituição financeira tratar com a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda sobre a formalização do contrato de repasse dos recursos orçamentários. Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 4º Ficam revogadas as Resoluções nºs 2.569, de 13 de novembro de 1998, e 2.632, de 17 de agosto de Arminio Fraga Neto Presidente Este texto não substitui o publicado no DOU e no Sisbacen. Brasília, 3 de novembro de 1999

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