366 mil empregos diretos e indiretos em atividades industriais e comerciais. US$ 11,7 bi foi o faturamento em 2014

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1 Sexta-feira, 29 de maio de 2015 H1 Especial Tecnologia da saúde Aplicativos ajudam a monitorar e analisar fatores que causam estresse H7 10% do faturamento é o investimento em P&D 0,6% é a participação no PIB nacional 366 mil empregos diretos e indiretos em atividades industriais e comerciais 7º maior mercado de equipamentos e produtos médicos do mundo 12% do faturamento é o investimento em educação profissional Raio X Mercado brasileiro de produtos para a saúde US$ 11,7 bi foi o faturamento em 2014 Mercado mundial 5% do total de gastos com saúde 13 mil empresas 186 mil estudos clínicos sendo realizados em 162 países US$ 330 bilhões é o faturamento anual estimado em 2013 Cerca de 1 milhão de empregados Cerca de 30 mil de empresas Fontes: OMS, Abimed e Brazilian Health Devices Receita complexa Um dos grandes desafios da indústria de saúde no Brasil é reduzir a dependência tecnológica, com mais investimento em pesquisa e inovação. O setor conta hoje com R$ 3,6 bilhões de programas federais para financiar projetos dep&d, dos quais R$ 1,9 bilhão do Inova Saúde, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Iniciado em abril de 2013, o programatem duração prevista até dezembro de O R$ 1,7 bilhão restante vem de programas do Ministério da Saúde. São valores que as empresas consideram insuficientes. Mas o que mais atrapalha,apontam, éa burocracia e a falta de um ambiente mais favorável à inovação. A aprovação de uma pesquisa clínica no Brasil, por exemplo, leva 365 dias, ante 30 dias na Coreia do Sul e 45 a 60 dias nos EUA. O Brasil importa a maior parte do que utiliza, desde material hospitalar e de medicina diagnóstica até fármacos e medicamentos, com um déficit comercial que chegou aus$ 11,6 bilhões em 2014, segundo levantamento da Websetorial, consultoria econômica da Associação Brasileira da Indústria dealta Tecnologia de Produtos para Saúde Burocracia e falta de ambiente favorável à inovação reforçam dependência tecnológica do país. Por Gleise de Castro, para o Valor, de São Paulo (Abimed). O maior nível de dependência está no setor de medicamentos. Segundo aassociação da Indústria FarmacêuticadePesquisa (Interfarma), 86% dos princípios ativos são importados. As inovações feitas no país são basicamente incrementais, ou seja, patentes já existentes com pequenas alterações de processo ou dosagem, ou associação de dois ou três medicamentos. Infelizmente, o Brasil tem posição medíocre na descoberta, desenvolvimento e patenteamento de medicamentos, desproporcional à qualidade de seus cientistas, diz Antonio Brito, presidente da Interfarma, que aponta como causas a desconexão entre universidade, iniciativa privada e governo e o excesso de burocracia. A exceção éaárea de vacinas, desenvolvidas por institutos públicos, como Fiocruz e Instituto Butantã, que trabalham em parceria com empresas globais. No setor de produtos para saúde, que compreende desde pinças e bisturis até equipamentos sofisticados, aprodução brasileira chega a38% do que éutilizado no país, com déficit comercial de US$ 4 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Artigos eequipamentosmédicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo). Osetor é composto por 13 mil empresas, 90% das quais de médio e pequeno porte, com faturamento de US$ 11,7 bilhões em 2014, equivalente a 5% do total de gastos com saúde, segundoaassociação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (Abimed). O Brasil é o 15 o importadoreo37 o exportador. Há um espaço enorme para participarmos do mercado mundial, diz Carlos Goulart, presidente-executivo da Abimed. Segundo Goulart, mais do que financiamento,osetor precisa de um ambiente que estimule a inovação. O governo tem reconhecido a importância da inovação, com políticas industriais efinanciamento. Mas enfrentamos burocracia e lentidão para registro e comercialização de novos produtos eaprovação de pesquisas clínicas e patentes,diz o executivo. Estudo feito em 2014 pela Abimed e Fundação Dom Cabral, com 20 CEOs do setor,aponta como principais entraves a falta de articulação entre governo, universidades e indústria e o custo Brasil, que inclui a burocracia. Para o presidente-executivo da Abimo, Paulo Henrique Fraccaro, há necessidade de reduzir o gap entre os estudos acadêmicos e as necessidades da indústria. A seu ver, o problema é o tamanho do mercado brasileiro de produtos de saúde. Essa indústria precisa crescer para exportar. Nenhuma empresa se fortalece se não tiver participação no mercado internacional, diz Fraccaro. Aexceção são equipamentos da área neonatal e de odontologia. Produtos como gabinetes e tomógrafos odontológicos e para implantes dentários criados no país registraram saldo de US$ 14 milhões em 2014, com exportações de US$ 122 milhões. Há também casos bem-sucedidos de empenho profissional, como o do monitorador pulmonar Timpel Enlight 180, que conquistou o primeiro lugar do Prêmio Inova Saúde, da Abimo, entregue em 16 de abril. Aprovado pela Anvisa em setembro de 2014, o aparelhojáéutilizado em hospitais brasileiros eexportado para a Europa e EUA, acumulando mais de 60 patentes aprovadas em outros países. Foram dez anosde pesquisa de um grupo de médicos, engenheiros, administradores, pesquisadores e fisioterapeuta er$ 20 milhões de investimento, entre recursos próprios e de agências governamentais. Desenvolvido pela Timpel, em parceria com a Serdia Eletrônica, o aparelho captura imagens em tempo real para monitorar à beira do leito os pulmões de pacientes em ambiente hospitalar. A ideia partiu de médicos do Hospitaldas Clínicas de São Paulo.Existem mais de 20 aparelhos para se verificar o funcionamento do coração, mas não havia nenhum para opulmão, diz Rafael Holzhacker, presidente da Timpel. Equipamentos e sistemas mais complexos, como cirurgias robóticas, são adotados por hospitais tecnologicamente mais avançados. OHospital Albert Einstein, que adota a tecno- logia desde 2009, criou, neste ano, uma associação para estender os conhecimentos às novas gerações de médicos do país, disponibilizando a médicos-residentes acesso gratuito a vídeos dos melhores cirurgiões do mundo. No futuro, todas as cirurgias serão robóticas, prevê o dr. Antonio Macedo, do Einstein. Especialista em cirurgia do aparelho digestivo, Macedo é o cirurgião com maior número de cirurgias feitas com ajuda de robôs no país, um total de 350 até o momento. As vantagens, segundo ele, são aprecisão emelhor qualidade da cirurgia. No Hospital Sírio-Libanês, um dos destaques é oportal do paciente, plataforma web que armazena e integra resultados de exames, prontuário médico e histórico de atendimentos e cirurgias dos pacientes. O paciente deixa de ser passivo para se tornar cada vez mais agente ativo de seu processo de cuidar, explica o dr. Luiz Reis, superintendente de pesquisa do hospital. Atendência, segundo ele, é que tais informações sejam armazenadas na nuvem. Tecnologias digitais, conhecidas como telemedicina, e- Health e m-health, ainda estão concentradas em instituições de referência. Liberação de recursos para inovação fica mais lenta A expectativa de empresas e da própria Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) é de que o ajuste fiscal pretendido pelo governo não afete os recursos destinados a pesquisa e inovação na área da saúde. Se afetar, espera-se que seja o mínimo possível. Apoiar projetos de inovação das empresas e torná-las competitivas é saída para a crise. Com oajuste fiscal, vai haver algum impacto, mas espero que seja reduzido, diz Igor Bueno,superintendente do escritório da Finep em São Paulo.Segundo ele, pelo programa Inova Saúde, a financiadora já contratou projetos no valor de R$ 1,2 bilhão eademanda qualificada, isto é, propostas que podem virar projetos, soma R$ 2,6 bilhões. Já os programas de financiamento da Finep, para todas as áreas, continuam abertos. Mas empresas e institutos de pesquisajásentem reflexos das dificuldades fiscais do país, como ritmo menor na liberação de verba para projetos aprovados. A promessa é não cortar, é manter os fluxos. Na prática, porém, alguns associados, com projetos aprovados, se queixam da velocidade menor da liberação de recursos, diz Naldo Dantas, secretário executivo da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei). Entre os projetos apoiados pela Finep estão os de medicamentos de origem biotecnológica, a nova fronteira do setor, que contam com R$ 550 milhões do Inova Saúde. A Finep espera também que as empresas brasileiras tenham domínio das novas plataformas tecnológicas,como telemedicina,para a população, diz Bueno. Para Dantas, da Anpei, o pacote do Inova Saúde foi muito bem estruturado, prevendo subvenções, empréstimos reembolsáveis e não-reembolsáveis einvestimento de venture capital (em que a Finep se torna sócia do empreendimento). Mas, na prática, a lógica de fomentar empresas inovadoras ainda não vingou, porque os três editais realizados até agora, contemplaram apenas universidades. Só ficou na fase da pesquisa, não houve odesdobramento paraempresas, afirma Dantas. Foram dez projetos na área de equipamentos, no valortotal de R$ 11,38 milhões, 16 projetos de engenharia biomédica, com R$ 1,97milhão, e sete projetos na área de oncologia, com R$ 1,38 milhão. Já os programas do Ministério da Saúde, segundo Dantas, estão caminhando bem. O Programa para o Desenvolvimento do Complexo da Indústria da Saúde (PDC) destina recursos a instituições públicas de pesquisa, enquanto as Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs) envolvem cooperação entre instituições públicas e entidades privadas para desenvolvimento, transferência e absorção de tecnologia e capacitação produtiva e tecnológica do país. O objetivo de ambos é fomentar a produção de medicamentos, vacinas e diagnósticos para atender à demanda do Sistema Único de Saúde (SUS). Para Dantas, o melhor programa é o PDP, para desenvolvimento de fármacos considerados prioritários pelo Ministério da Saúde, como antipsicóticos, antirretrovirais, imunossupressores e oncológicos. De 2009 a 2014, registrou um total de 104 propostas aprovadas. Mas afalha desse sistema, segundo Dantas, é o modelo de substituição de importações. A área de medicina de fronteira,prevista pelo InovaSaúdeeque daria ao país independência tecnológica, na prática não é contemplada porque o programa até agora só atendeu à parte da pesquisa básica. A medicina de fronteira éanova lógica da inovação, dizdantas. Pela lógica da substituição de importações, ofoco éomercadobrasileiro, mas a biotecnologia exige escala mundial. Tudo que énovo leva tempo. São longos ciclos clínicos, longos investimentos e custa caro. O risco só é pagável com perspectiva de mundo. A cultura de fabricar para o Brasil barra o desenvolvimento de novos fármacos, afirma o executivo da Anpei. (GC)

2 H2 Valor Sexta-feira, 29 de maio de 2015 Especial Tecnologia da saúde Equipamentos Multinacionais avançam em técnicas que reduzem tempo na realização de exames Imagem mais real amplia a precisão dos diagnósticos Rosangela Capozoli Fotografar um coração e seus batimentos é um procedimento complexo, mas já bastante conhecido e empregado pela medicina. Tomógrafos permitem capturar imagens de diversas partes do corpo, mesmo em movimento. O desafio,agora, éfotografar ocoração batendo, como se estivesse congelado, e com precisão e qualidade de imagem, antes nunca vistos em impressão 3D. O Revolution CT, que a GE está trazendo para o Brasil, é uma dessas máquinas revolucionárias. O equipamento é uma das inovações numa área em que a pesquisa e a agilidade garantem o sucesso das empresas. Multinacionais avançam, por exemplo, em novas técnicas que permitem redução de tempo na realização de exames e das doses de radioatividade. Com o Revolution CT é possível, por exemplo, fazer a imagem do coração durante um único batimento cardíaco sem ser afetada pelo próprio movimento do órgão e, desta forma, é possível se ter um ótimo diagnóstico, explica Luiz Augusto de Castro epaula, diretor de marketing de imagem molecular e tomografia computadorizada da GE Healthcare para América Latina. Segundo o diretor da GE, a ferramenta foi desenvolvida em parceria com um médico brasileiro, Ricardo Cury, chefe do Departamento de Imagem Cardíaca do Miami Baptist Hospital. Essa agilidade e perfeiçãona imagem facilitam aos cardiologistas enxergar as lesões e se preparar para uma intervenção. Isso já é feito nos EUA. Outro ganho para opaciente é a diminuição de radiação. O equipamentoreduz em mais de 80% a dose de radiação para se fazer uma imagem. Esse aparelho tem uso não apenas em cardiologia, mas em qualquer aplicação na área de radiologia. É possível fazer uma imagem do tórax até a pelve em fração de segundos, completa. A GE Healthcare investe mais de U$ 1 bilhão anualmente em pesquisa e desenvolvimento. A empresa não revela o preço do equipamento e os hospitais e laboratórios que estão negociando a sua compra. Luiz Augusto de Castro e Paula: Equipamento reduz em mais de 80% a dose de radiação para se fazer uma imagem Quando se fala em avanço tecnológico as soluções na área de análises clínicas de sangue andam na mesma velocidade. O Aptio, como foi batizado, e mais comumente chamado de automação laboratorial, tem capacidade para detectar qualquer tipo de patologia em tempo recorde. A tecnologia permite que médicos eespecialistas visualizem diagnósticos mesmo quandose encontram forado ambiente clínico-hospitalar, informa Julio Aderne, diretor de divisão de diagnóstico da Siemens Healthcare. Outra vantagemapontada pelo diretor éaprodutividade. O novo equipamento permite a análise de 10 mil tubos de sangue/dia frente aos sete mil por meio de aparelhos convencionais e não há necessidade de agregar mais mão de obra, garante.lançado em 2014, no Brasil, o aparelho já conta com cinco linhas de automoção instaladas no país. No mundo são 250 unidades. Em três anos esperamos ter 40 equipamentos no país no Brasil, diz Aderne. A Siemens também foi pioneira no desenvolvimento de equipamento de ultrassonografia sem fios. O Acuson Freestyle, primeiro aparelho de ultrassom wireless do mercado, permite análises aprofundadas de lesõesetambém aexploração de alta resolução de imagem,auxiliando na leitura einterpretação dos resultados finais, com maior foco em ambiente cirúrgico,informa Guilherme Marques, diretor responsável pela divisão clínica products da Siemens. Os equipamentos convencionais explica Marques podem provocar algum tipo de contaminação através dos fios, ao contrário do novo modelo. Os laboratórios e hospitais jácontam com uma centena desses aparelhos, desde o ano passado.nalista da tecnologia de ponta também está o Mammomat Inspiration Prime, que tem como principal diferencial oprocessode tomossíntese, que permite detalhamento de cada parte da mama analisada. Em razão da tecnologia 3D,oequipamento é capaz de gerar imagens com alta resolução, possibilitando a identificação de microlesões edemais fragmentos. Ao todo, são 100 equipamentos em todo país. Fernando Narvaez, diretor de imagem e terapia da Siemens, classifica o software Syngo, via Teamplay, como uma ferramenta inovadora de uso administrativo, para interação entre médicos e resultados de exames. A tecnologia permite ao corpo clínico padronizar os resultados de exames em um protocolo único de qualidade, pois o software mapeia e realiza, de forma integrada, comparativos de performance entre os exames que estão sendo realizados, diz. A Philips lança no mercado brasileiro a Ingenia S, ressonância magnética com redução de ruído e experiência inbore, ou seja, dentro do tubo, além de proporcionar ao paciente assistir a vídeos durante os exames. Já o Affiniti éum aparelho de ultrassom que combina maior qualidade de imagem ao consumo reduzido de energia, informa Patrícia Holland, diretora comercial da área de cuidados com a saúde. Automação melhora integração entre os sistemas Paulo Brito O sistema de saúde brasileiro ainda é um mercado com muito espaço para os fornecedores de TI: segundo o Datasus, são hospitais, dos quais privados, e operadoras de saúde com 53 mil planos para cobrir uma população de 50,8 milhões de cidadãos (número que de 2010 para cá cresceu 38%). O mercado todo tem um valor que varia entre US$ 100 bilhões e US$ 160 bilhões anuais, conforme o método e a consultoria. Melhor ainda, ele está muito longe do ideal em termos de tecnologia, segundo a médica Ana Maria Malik, coordenadora do Centro de Estudos e Gestão de Saúde da Escola de Administração na FGV. Na grande maioria dos hospitais o computador ainda éusado como máquina de escrever do século 21, comenta. Apesar disso, explica, serviços médicos não podem investir demais em tecnologia sem um bom plano diretor. Os sistemas de informação nunca podem ser a parte mais cara do hospital. Mas épreciso ter um plano diretor de informática para tentar garantir uma visão de longo prazo, de modo que todos saibam que as decisões de hoje terão consequências no futuro, alerta. José Roberto de Oliveira Filho, líder da vertical de saúde da Stefanini, diz que as possibilidades de aplicação das tecnologias de informação e comunicação nos hospitais são variadíssimas. Isso vai desde o simples prontuário eletrônico do paciente até sistemas de informação em tempo real para o médico saber instantaneamente o estado desse paciente, integração com equipamentos de diagnóstico e muito mais, explica. Há no país, segundo ele, um grupode 30 hospitais de alto nível que inovam constantemente em TI, com objetivo de aperfeiçoar seus serviços e seu atendimento. Até mesmo os hospitais públicos de referência estão inovando com TI: onde faltam especialistas para bebês prematuros, elestêm usado a telemedicina para levar o especialista até lá, observa. Nos últimos dez anos, depois de se consolidar nas áreas administrativa e financeira, a tecnologia da informação nos hospitais passou a integrar-se à área clínica, conta Enrico de Vettori, sócio da área de life science e healthcare da Deloitte. E agora os sistemas também estão interagindo com os de operadoras de planosde saúde para ajudarno controle de desperdício, abuso e fraude, comenta. Esses fatores influenciam bastante a inflação dos serviços de saúde no Brasil, que segundo ele se aproxima de 20% ao ano.outro aspecto no qual os hospitais têm investido, diz Vettori, é interoperabilidade, para fazer a migração de seus dados e aplicações ou a integração a outros sistemas, especialmente quando estão ocorrendo fusões e aquisições de hospitais. Para Margareth Amorim, gerente de desenvolvimento de negócios da indústria de saúde da SAP, o mercado tem basicamente doistipos de hospitais. Muitos já estabilizaram seus processos administrativos e financeiros e agora partem para inovar, mas em outros continua havendo processos manuais ou sistemas legados que não se comunicam, diz ela. A buscadeles pela inovação, observa Margareth, acontece tanto na parte de atendimento aos pacientes quanto na área administrativa, para melhorar a tomada de decisões ou melhorar o controle de custos, mas há muitas outras áreas nas quais isso pode acontecer: Os sistemas para aparte clínica respondem com informações para os médicos epara a enfermagem, inclusive em dispositivos móveis, administram estoques de medicamentos, recebem e armazenam dados e imagens de exames, e tudo isso integrado aos sistemas administrativo e financeiro, esclarece Margareth. Atualmente, um dos sistemas com maior grau de sofisticação e integração é o do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo,onde a farmácia central já opera com o auxílio de robótica para localização e entrega de medicamentos, diz o gerente de relacionamento Antonio Antonietto. Mesmo assim, a tecnologia só existe em função de melhora da qualidade de vida ou de cura do paciente, acrescenta. Uma das inovações feitas nesse sentido, afirma Antonietto, éum aplicativo que informa quanto tempo vai demorar para uma pessoa ser atendida em qualquer dos serviços do Pronto Atendimento do Sírio. A integração dos sistemas com os equipamentos de eletromedicina permite que aenfermagem ocupe mais tempo cuidando dospacientes do que preenchendo planilhas, diz ele. O Hospital Samaritano, também de São Paulo, faz a integração de seus sistemas utilizando a plataforma Tasy, da Philips, explica o superintendente Paulo Ishibashi: Ela controla a passagem dos pacientes no hospital, registra o uso de recursos e termina no sistema de faturamento. Ao redor dela, acrescenta Ishibashi, há muitos outros recursos e ferramentas que auxiliam a gestão e operação do hospital sistemas de imagens, de laboratório, de CRM e gestão eletrônica de documentos (para documentos em papel assinados por pacientes ou seus familiares). Câmbio encarece insumos e preocupa os fabricantes Guilherme Meirelles A disparada do dólar no primeiro trimestre, quando bateu os R$ 3,30, causou um clima de inquietação no setor de equipamentos e produtos de saúde. Apesar do recuoapartir da primeira quinzena de abril, o setor trabalha com a forte probabilidade de uma alta volatilidade da moeda americana no decorrer do ano, cenário bem distinto do observado em 2014, quando o dólar iniciou janeiro a R$ 2,41 e fechou oano a R$ 2,65, com momentos de baixaque atingiu R$ 2,21 (junho). O principal motivo de preocupaçãoéafortedependênciadasindústrias com matérias-primas importadas, casos do titânio e de plásticos especiais. Hoje, segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), cerca de 63% do mercado nacional (exceto medicamentos) é suprido por produtos importados. Em 2014, as importações atingiram R$ 4,507 bilhões ante R$ 775,2 milhões obtidos com as remessas para o exterior. Para Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da Abimo, a volatilidade do dólar não deverá ter impactos imediatos junto às empresas do setor. A partir de seis meses até um ano já teremos como avaliar os efeitos, afirma. Segundo Fraccaro, as companhias com maior dependência de componentes importados deverão absorver nos três primeiros meses aalta da moeda americana esegurar os seus preços, já que não há tempo hábil para negociação. Na mesma linha, as empresas exportadoras não deverão se beneficiar em um primeiro momento, uma vez que os contratos de remessa ao exterior normalmente envolvem longas negociações. Porém, de um modo geral, em razão da grande exposição do setor às matérias-primas importadas, a elevação do dólar tende a trazer resultados negativos. Como boa parte do fornecimento é por meio de licitação, os preços hoje estão garantidos, mas para contratos futuros o empresário poderá ser obrigado a aumentar os preços, afirma. Já no caso das empresas exportadoras,diz, Fraccaro, a alta deverá beneficiar principalmente aquelas que já estão com seus pés no mercado externo, uma vez que poderão até mesmo negociarseus preços com os clienteseoferecer descontos vantajosos em busca de maior participação de mercado. Com 22% de sua produção voltada para 42 destinos no exterior, a Baumer deverá se beneficiar da nova taxa de câmbio, acredita Ruy Baumer, presidente da companhia. Temos como meta aumentar em mais de 20% as exportações em 2015, afirma. Há 63 anos no mercado,a Baumer tem comocarros-chefes produtos para esterilização, centro cirúrgico, biomateriais elavanderia. Há espaço para colocação em países do Norte da África e na Europa, diz Baumer. Porém, diz o presidente, a área de implantes ortopédicos, voltada. Mercado da saúde Produtos médicos, odontológicos, hospitalares e de laboratório 22,0 16,5 11,0 5,5 0,0 Consumo aparente (Valor em R$ bilhões) 10,92 Fonte: Empresa 12,85 13,95 16,77 19, paraoabastecimentodomercado interno, será afetadapela mudança, oque poderá acarretar um repasse na linha e produtos. Para que haja um crescimento sustentável, o câmbio deveria ficar entre R$ 3 e R$ 3,40, no máximo, afirma. Para Djalma Luiz Rodrigues, diretor executivo da Fanem, fabricante de produtos das linhas neonatal, laboratorial e de biossegurança, avolatilidade nocâmbio causa uma insegurança em função das frequentes antecipações de Adiantamento sobre Contratos de Câmbio (ACCs ) que a empresa é obrigada a fazer para garantir o seu capital de giro. Os governos têm atrasado os seus pagamentos nos contratos e isto nos obriga a antecipar os créditos antes do embarque das mercadorias para cumprir os nossoscompromissos. Até 40,0 37,5 35,0 32,5 30,0 Produção nacional no consumo (Participação em %) 37,6 37,3 38,6 35,3 31, o ano passado, a prática não causava dores-de-cabeça. Quando antecipamos os valores com o dólar em baixa há a possibilidade da moeda estar em alta na data do embarque, o que nos traz uma vantagem. Mas, agora com este clima de volatilidade, há orisco de haver uma perda, afirma. Em 2014, a Fanem exportou R$ 26,4 milhões,o que representou 32,2% de sua receita. Para este ano, independentemente da taxa de câmbio, diz Rodrigues, a empresa já cumpriu parte de sua meta com o fechamento de um contrato de R$ 22 milhões para fornecimento de aparelhos da linha neonatal para a Etiópia. Segundo Rodrigues, a África tem despontado como uma região de boas oportunidades e grande potencial para os produtos brasileiros. 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 Importações (Em US$) 0,62 0, Com mais de 90% de sua produção de implantes dentários voltada para o mercado doméstico, a paranaense Signo Vinces tem como estratégia inicial absorver os custos adicionais gerados pela nova política cambial. Segundo Fredy Vogt, o aumento do titânio, principal matériaprima das peças, causará impacto nas contas da empresa,que deverá com isso alterar os investimentos previstos na linha de produção.para Vogt, ocâmbio ideal para aempresa seria na faixa de R$ 2,50, nível ligeiramente acima do dólar médio de R$ 2,30 registrado em Quero viabilizar novos negócios com o exterior em 2015,afirma. No ano passado,a Signo Vinces exportou US$ 600 mil para a Turquia, Portugal, Espanha e países da América do Sul.

3 Especial Tecnologia da saúde Sexta-feira, 29 de maio de 2015 Valor H3 Tecnologia Central do Einstein apoia 15 hospitais públicos e um privado Telemedicina avança em cuidados com o paciente Nova rede social atrai comunidade de hospitais de SP Martha Funke Depois de garantirespaço nos processos educacionais, as práticas de telemedicina avançam nos hospitais, levam cuidados qualificados para qualquer parte do país ecomeçam a chegarao monitoramento a distância. Um dos mais adiantados no setor é o Hospital Israelita Albert Einstein, que em 2012 se juntou ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) do Ministério da Saúde, que visa fortalecer o sistema por meio de parcerias com hospitais de excelência para amenizar os contrastes no atendimento em saúde. O primeiro passo foi aplicar o conceito com foco em pacientes de alta complexidade de hospitais de nível primário. Com uma central de atendimento ininterrupto na sede do hospital e carrinhos móveis com recursos de áudio e vídeo e conexão de banda larga dedicada, suficiente para visualizar detalhes de exames e conversar com médicos e pacientes, hoje a instituição apoia 15 hospitaispúblicos e um privado em diversos Estados do país, incluindo Amazonas, Maranhão e Mato Grosso. Já foram atendidos mais de 2,5 mil casos por uma centena de profissionais. A estrutura foi empregada, por exemplo, depois do incêndio da boate Kiss, em Santa Maria (RS), que matou 242 pessoas e deixou mais 680 feridos em Conectamos um dos hospitais com o daqui ecom vários profissionais em Israel enos EUA, podendo transmitir e discutir casos on-line com profissionais do mundo todo, conta o coordenador do serviço, Milton Steinman. No momento, a estrutura suporta o atendimento remoto a pacientes com suspeita de dengue em tendas armadas em parceria com a prefeitura de São Paulo. Além de apoio a situações de emergência, o especialista destaca resultados em terapias intensivas e na implantação de protocolos. Um dos indicadores éaredução na transferência de 25% nos casos neurológicos. Outro são os resultados obtidos em casos de acidentes vasculares cerebrais (AVCs), em que a implantação de protocolo chegou a taxas de tratamento com trombólise similares às do próprio Einstein, de cerca de 10% dos pacientes. Agora a mira se volta ao cuidado médico ou monitoramento não presencial. O hospital já oferece apoio a tratamentos psicológicos a distância, para casos como tabagismo, etem piloto com uma unidade básica de saúde (UBS) para apoio a consultas e outro em home care. Já testamos dispositivos de captura e transmissão de dados vitais. Os testes indicam a antecipação e alta e menos readmissões, diz Steinman. Aexpansão, porém, depende de melhoria das conexões, ajustes na regulamentação e aculturação dos profissionais. Outro que avança em telemedicina é o Hospital Sírio Libanês. No ano passado colocou no ar em seu portal o registro pessoal de saúde, Steinman: Conectamos um hospital com profissionais em Israel e EUA que permite acesso do paciente aos registros de sua passagem pela instituição, além de aplicativo móvel que permite visualizar até tempo de espera no pronto-socorro. Uma das bases é a plataforma de prescrição desenhada com o apoio dos profissionais, que contam com o Portal Médico com facilidades como agilidade em agendamentos cirúrgicos econsulta acolegas ou acesso a prontuários do paciente no consultório. Só nos três primeiros meses deste ano, foram 67 mil acessos ao Portal do Paciente e 138 mil prescrições registradas, contabiliza o superintendente técnico hospitalar Antonio Carlos Onofre de Lira. A instituição também aprimorou sua estrutura de educação e hoje tem 81 mil professores e alunos cadastrados em seu Portal de Educação.Aplataformadeensino registrou crescimento de 53% de usuários no ano passado e semanalmente suporta em média 24 mil acessos. A mesma estrutura tecnológica suporta a interação entre profissionais e beneficia instituições comoohospitaldo Grajaú,em São Paulo, um dos que fazem parte do Instituto de Responsabilidade Social do HSL, com a discussão de casos graves entre colegas. Mais incipiente é opiloto de acompanhamento remoto de pacientes com o grupo especializado em feridas. Estamos testando questões como visibilidade para avaliação a distancia, diz Lira. Outro piloto bem sucedido de atendimento a distancia foi feito em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS) eacisco. Com foco em consultas colaborativas de pediatria, médicos generalistasnas cidades de Lagarto etobias Barreto e paciente interagiram com especialistasdohospital Universitário de Sergipe por meio de tecnologia de telepresença. A implantação de uma rede de telemedicina para garantir a capacitação de instituições e profissionais em áreas mais remotas deu origem à Rede Social de Saúde, criada pelo grupo Taisei, especializado em tecnologia, em parceria com a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp). Lançado no início do ano, com ferramenta desenvolvida pela IBM, oprojeto recebeu apoio da Secretaria de Saúde do Estado ejá conta com 2 mil profissionais cadastrados. Cerca de 30 hospitais já estão iniciando suas comunidades na rede. Instituições como o Incor já aderiram à experiência e outras, como o Hospital São Paulo, da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp) eaassociação Médica Brasileira (AMB)também planejam sua atuação dentro da RSS. Segundo o CEO do grupo Taisei, Nilton Tahahashi, um dos objetivos da nova rede é amenizar a carência de informação técnica, operacionale de gestão do setor principalmente no universo formado pelos 2,1 mil hospitais filantrópicos do país, dos quaiscerca de 450 estão concentrados em São Paulo. Eles cuidam de 60% do povo brasileiro, mas são desunidos, o que enfraquece sua posição no contexto da saúde do país, avalia. Além de facilitar a integração das equipes de uma instituição, a RSS é um espaço para informações sobre o mercado da saúde e troca de experiências entre usuários, que em um futuro próximo poderão também participar de cursos on-line sobre diversos temas. Outro benefícioéo uso da rede como ferramenta de gestão interna, em que os gestores de um determinado hospital podem visualizar, gerenciar e concluir rapidamente tarefas com suas equipes por meio do compartilhamento de designações, documentos e conteúdos. A criação de comunidadesfacilitará a localização,de forma individual e de acordo com áreas de interesse e atuação, tanto de instituições quantode profissionais, possibilitando a troca de informações e conhecimentos. Também está nos planos a expansão do acesso à ferramenta para os pacientes, para que possam esclarecer dúvidas com especialistas. O primeiro passo é cadastrar a entidade. Segundo ele, já são mais de 1000 hospitais cadastrados. A segunda onda é criar as comunidades, para agrupar funções como presidência, administrativos, financeiros, diretores clínicos ou CIOs, para aproximar usuários com conhecimentos similares. Ameta é contar com mais de 30 mil pessoas até o fim do ano.ao final, em 2016, chegará a vez dos pacientes. A rede da IBM tem a vantagem de ser acessível por qualquer plataforma. A Santa Casa de Ourinhos (SP)é uma das que já estão fazendo uso da RSS.Os cerca de 680 funcionários, 150 médicos e profissionais diversos, já foram cadastrados pela área de RH. Já existe integração entre os funcionários, com a rede de saúde e entre hospitais, diz o administrador da entidade, Fernando Abreu. (MF) OFUTURO DOATENDIMENTO ÀSAÚDE Acesso rápido, integrado e seguro aos dados clínicos dos pacientes As soluções para Saúde Conectada da InterSystems estão presentes nos melhores hospitais e em grandes projetos de saúde pública em todo o mundo, proporcionando benefícios reais para instituições de saúde, para profissionais do setor e para os cidadãos. A tecnologia InterSystems permite a troca de informações entre instituições de saúde o acesso aos dados analíticos dos pacientes de forma integrada, a partir de qualquer local, aqualquer momento. Com isso, atecnologia InterSystems oferece amplo suporte aos profissionais de saúde, melhorias efetivas de gestão e vantagens ao cidadão, como redução de filas e melhor atendimento. Saiba mais em Medialink

4 H4 Valor Sexta-feira, 29 de maio de 2015 Especial Tecnologia da saúde Investimento Aumenta interesse dos fundos pela indústria, que é vista como intensiva em tecnologia Venture capital tem R$ 4 bi para o setor Roseli Loturco LUIS USHIROBIRA/VALOR Humberto Matsuda, da Performa, que administra R$ 201 milhões: foco em biotecnologia, equipamentos e serviços Nem mesmo a situação macroeconômica ruim tem tirado o apetite dos investidores no setor de saúde no país. Além de estarem capitalizados, os fundos especializados em compra de participação em empresas veem a área como atraente por ser anticíclica e estar em plena expansão. Há diversas formas e estágios para entrar nesses negócios,mas muitos investidores preferem apostar em empresas iniciantes para potencializar o seu crescimento e consequentemente os recursos nelas aplicados. No total, a indústria de private equity (que olha para grandes operações) e venture capital (que investe entre R$ 2 milhões e R$ 10 milhões) possuíam no final do ano passado R$ 36,4 bilhõesdisponíveis para investimentos, segundo dados da ABVCAP, associação do setor. Desse total, estima-se que R$ 4bilhões sejam para aplicarem empresas menores consideradas escaláveis ou de rápido crescimento. Nesse contexto, saúde desponta no interesse desses fundos. O interesse dos fundos de venture capital na saúde se explica pelos múltiplos, que chegam aquatro ou cinco vezes do capital investido. Hoje são 124 fundos desse porte no país. Boa parte deles está de olho na saúde, afirma um experiente estudioso desse mercado, professor Cláudio Vilar Furtado, diretorexecutivo do GVCEPE, Centro de Estudos de Private Equity e Venture Capital da FGV. Furtado explica que parte do interesse dos fundos nas empresas de saúde é porque se trata de um setor que demanda muita aplicação de tecnologia e os investidores gostam disso. Do back office, passando pelo diagnóstico, até a área hospitalar. Tudo precisa de constante aprimoramento tecnológico. Hoje há bons projetos para se investir nesta área, avalia o professor. Tanto é verdade que a gestora de fundos de venture capital Performa Investimentos vem aumentando sua exposição na área. Das 11 empresas em que investe, duas são do setor de saúde. Acabamos de fechar com uma empresa de saúde que está na sua terceira fase de investimentos e estamos de olho em mais um negócio no setor, afirma Humberto Matsuda, sócio da Performa, que administra R$ 201 milhões em recursos entre os dois fundos que possui evêaárea com grande espaço para investimento. Buscamos novas oportunidades. Entendemos que há diferentes mercados dentro de saúde que vão de biotecnologia, equipamentos tecnológicos a serviços, considera. Muitos especialistas avaliam que oaumento de interesse pelo setordesaúde se deu mais fortemente de 2005 para cá. Dos 30 fundos que a Finep possui, 11 investem em 21 empresas na área de saúde. Ao todo, elas receberam R$ 200 milhões em recursos. Desses 11 fundos, tem um que é exclusivo para o setor de saúde que é o BBI Financial, que possui R$ 170 milhões. Já investiu em cinco empresas e deve fechar com mais uma ainda este ano, revela Guilherme Mantovan, gerente do departamento de investimento em fundos da Finep. Esses fundos buscam empresas que faturam até R$ 100 milhões por ano e têm encontrado em empresas de biotecnologia, telemedicina, biofármacos, TI para saúde e equipamentos seus principais alvos. Acabamos de aprovar mais um fundo específico para o setor. O Forward Bio Ventures que está em fase captação e deve atingir R$ 200 milhões em patrimônio, revela Mantovan. Além desse, outro fundo recém-aprovado, o Brasil Central, dedicará um terço dos R$ 50 milhões em recursos, para negócios na área. Estamos aumentando nossa exposição em saúde, pois é um setor intensivo em tecnologia e inovação, além de ser anticíclico, conclui. Para Fernando Kuzuhara, sócio da F2 Investimentos, que possui parceria com vários fundos de venture capital, saúde está entre os dois setores de maior preferência dos investidores hoje. O outro é aeducação. Esses são setores que crescem dois dígitos, mesmo com o país passando por situação difícil, avalia. A F2, que investe na fase inicial de desenvolvimento das empresas, acha essencial manter as parcerias com os fundos maiores para poder fazer a ponte correta quando o negócio precisar de recursos mais volumosos. Há quatro meses investiram entre R$ 100 mil e R$ 150 mil em uma empresa no setor de saúde, a Multifarma, e por meio de aconselhamentos ampliaram o focode seu negócio. Como eles começaram acrescer muito rápido, ajudamos a Multifarma a captar novos recursos em uma segunda e terceira rodada com fundos de venture capital para receberem até R$ 10 milhões, afirma Kuzuhara. Outro caso em que a F2 auxiliou na rodada de investimentos foi oda SuperDental, na área de odontologia, para receber até R$ 200 mil em investimento.a F2 mantém também parceria com 12 investidores-anjo que juntos detém R$ 700 mil em capital disponível para investimento. Pelo menos 50% desses recursos devem ir para empresas nas áreas de saúde e educação, revela. Fundo aporta mais de R$ 22 milhões na Mendelics Vencedora do prêmio MIT (Massachusetts Institute of Technology)de inovação no ano passado, a Mendelics é um exemplo típico de empresa que os investidores estão procurando. Foi o primeiro laboratório do país dedicado 100% a análise genômica de câncer e doenças raras. Em 2012, quando três médicos e um bioinformata (programador de dados biológicos) resolveram abandonar seus antigos empregos nos laboratórios do Hospital Israelita Albert Einstein, Laboratórios Fleury e o Hospital das Clínicas para abrir o novo negócio receberam uma ajuda considerada preciosa. Além de R$ 10 milhões, o recurso veio das mãos de quem entende de inovação e resolveu apostar: Laércio Cosentino, presidente e idealizador da Totvs, que hoje acumula a presidência do conselho da Mendelics. Naquela época, os grandes laboratórios precisavam mandar esses exames para ser realizados fora do país. Com arevolução do sequenciamento genético hoje podemos analisar de forma personalizada mais de 5 mil doenças raras, afirma David Schleisinger, sócio e presidente da empresa. A entrada da Mendelics no mercado fez com que os preços desses testes caíssem significativamente, passando de US$ 25 mil para US$ 6 mil em 2012 e para US$ 2,9 mil hoje. Os ganhos em escala propiciaram a queda até mesmo dos nossos preços. O valor de US$ 2,9 mil é menor do que o de um exame PET Scan eteoferece uma precisão e variedade de informações muito maior, assegura Schleisinger. O laboratório produz entre 200 a 300 exames por mês. A Mendelics realizou 90% do sequenciamento genético feito no país no ano passado, afirma. Para sustentar esse ritmo de crescimento, a Mendelics acaba de fechar uma segunda rodada de R$ 22 milhões em investimentos do fundo de venture capital BBI Financial, que só investe em empresas da área de saúde. O prêmio do Massachusetts Institute of Technology veio por conta do desenvolvimento de um software que assegura 95% de precisão na análise do genoma humano. O produto, em princípio, seria para uso próprio, mas não está descartada a possibilidade de comercializá-lo com multinacionais do setor. Além disso, a empresa acaba de lançar um serviço novo no mercado. Somos oprimeiro laboratório a realizar o exame de prénatal não invasivo do país. Fazemos o sequenciamento de uma pequena amostra de sangue da mãe para identificar riscos de doenças cromossômicas e osexo da criança, revela o médico. Ele garante ser este um teste realizado somente fora do Brasil. O preço médio desses exames nos grandes laboratórios está em torno de R$ 3 mil. A Mendelics o colocou no mercado pela metade do valor. Acho que a concorrência não vai gostar muito, mas não é preciso cobrar mais do que isso, já que realizaremos todo o teste aqui, garante Schleisinger. Em até três anos, ameta da Mendelics é estar faturando R$ 50 milhões. E por meio de estudos de mercado identificou que o potencial desse setor é muito maior. Só na atividade de sequenciamento de câncer e doenças raras prevê R$ 2 bilhões de potencial de mercado e outros R$ 1,5 bilhão nos exames de pré-natal não invasivo. Os cálculos foram feitos com base científica. Por exemplo,todo ano 1milhão de grávidas pagam exames pré-natal particular ou por meio de planos de saúde. A conta é simples e pode aumentar, afirma. BNDES tem recursos para linha de biotecnológicos Rosangela Capozoli Depois de disponibilizar R$ 4,9 bilhões ao Complexo Industrial da Saúde (CIS) nos últimos dez anos, com 120 projetos aprovados, o Profarma Programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já tem novo pacote de recursos disponível. Entre 2013 e 2017 o total soma R$ 5 bilhões, dos quais 80% direcionados aos laboratórios. O restante fica por conta do setor de equipamentos médicos. A principal ênfase é o apoio à biotecnologia, diz João Paulo Pieroni, gerente do Departamento de Produtos para Saúde (Defarma) do BNDES. Criado em 2004, o Profarma tem como diretriz estratégica elevar a competitividade do CIS, contribuir para a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e articular a Política Industrial e a Política Nacional de Saúde no país. O programa estava voltado à expansão da capacidade produtiva e desenvolvimento de medicamentos, mas em sua segunda fase focou em desenvolvimento de novos produtos e inovação. De acordo com o Ministério da Saúde, hoje, os dez medicamentos mais comercializados emtodo omundo são biológicos e, no Brasil, o principal comprador é o SUS. O SUS consome entre R$ 4 bilhões er$ 5bilhões desses medicamentos por ano. Segundo o Defarma, o banco apoia laboratórios no desenvolvimento de biotecnológicos, entre eles o Libbs, BiommeoRecepta. Em 2011, o Profarma concedeu à companhia R$ 47,3 milhões que foram destinados ao desenvolvimento de novos medicamentos e farmoquímicos não produzidos no Brasil. Em 2013, recebemos a aprovação de um financiamento de R$ 250,8 milhões para a construção da nossa nova unidade de biofármacos, voltada para a produção de medicamentos biotecnológicos para tratamento de câncer e doenças autoimunes, que será inaugurada em 2016, afirma Márcia Martini Bueno, diretora de relações institucionais da Libbs. Segundo o Ministério da Saúde, os dez medicamentos mais comercializados em todo o mundo são biológicos Segundo a executiva, a fábrica será a primeira planta da América do Sul a produzir anticorpos monoclonais utilizados para o tratamento do câncer ede doenças autoimunes.será amaior do mundo com atecnologia singleuse (uso único). Outros R$ 266,7 milhões foram aprovados em 2007 junto ao banco para projetos de pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos e medicamentos. No caso do Laboratório Biomm, o BNDES atua como acionista e financiador. No final de 2013, explica Sergio Figueiredo, diretor financeiro e de relação com investidores da Biomm, foi feito um aumento de capital de R$ 132,6 milhões. A operação foi celebrada junto ao BNDESpar, subsidiária do BN- DES, ao BDMGTec, do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), ao IBR LP, fundo controlado pela TMG II e os acionistas da Biomm. Na operação está previsto um aporte de R$ 20 milhões no empreendimento por parte do BDMGTec eder$ 19,10 milhões do BNDESPar. O maior aporte ficou por conta do IBR, que irá destinar R$ 77 milhões para afabricante de insulina. Já os atuais controladores da empresa realizarão um aporte de R$ 16,5 milhões, detalha. A Biomm contará também com linhas de financiamento da ordem de R$ 200 milhões. Serão R$ 73,5 milhões contratados junto ao BNDES eorestante distribuídos entre BDMG; Fundação de Amparo àpesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig); e a Finep. A unidade irá produzir 20 milhões de frascos de insulina humana recombinante anualmente, diz. A Recepta Biopharma dedica-se à pesquisa com fármacos para o tratamento do câncer. O BNDES- Par injetou R$ 28,9 milhões na companhia, em Esse aporte nos permitiu desenvolver drogas no combate ao câncer, diz José Fernando Perez, diretor presidente da Recepta Biopharma. João Paulo Pieroni, gerente do BNDES: de 2013 a 2017 os recursos disponíveis somam R$ 5 bilhões Desembolsos Projetos financiados pelo BNDES Beneficiário Biomm Libbs Recept Fonte: BNDES Modalidade BNDESPar e financiamento renda fixa Financiamento renda fixa BNDESPar - em R$ milhões Valor 120,6 251,0 28,9 Total (R$ milhões) 301,5 939,9 Investimento total com contrapartidas 35,0 333,0 571,9 Objetivo do Projeto Implantação de unidade industrial biofarmacêutica para produção de insulina Construção de planta produtiva de biofármacos e condução dos ensaios clínicos de medicamentos biotecnológicos Apoio ao plano de P&D apresentado pela Recepta para um horizonte de quatro anos, incluindo ensaios clínicos de anticorpos monoclonais inéditos contra o câncer

5 Especial Tecnologia da saúde Sexta-feira, 29 de maio de 2015 Valor H5 Mercado País contabilizou 40 franqueadoras odontológicas nos últimos dez anos, com 1,4 mil unidades Bem-estar impulsiona criação de franquias Rosangela Capozoli As franquias voltadas para a área de saúde e bem-estar estão se expandido, na esteira do ganho de poder aquisitivo, principalmente das classes C e D. Um exemplo desse fenômeno pode ser observado na área odontológica, segmento ainda restrito às faixas de renda mais elevadas. Entre 2004 até agora, opaís contabiliza 40 franqueadoras e cerca de 1,4 mil unidades neste setor. Precursora em franchising no setor, a Ortodontic Center Franquias atendeu 5 milhões de pacientes em 11 anos. Aconcorrente Sorridentsdestacou-se na disputa ao lançar ocartão de crédito Sorridents, que permite o parcelamento dos tratamentos em até 18 vezes, sem juros. Outros setores aproveitam o crescimento do mercado de saúde para expandir suas marcas. Entre eles aquelas que cuidam de idosos, farmácia demanipulação eaté exercícios para o cérebro. Trata-se de um segmento tão promissor que franquias multinacionais estão se instalando aqui, como éocaso da Right at Home, tida como líder mundial em cuidados para idosos e da italiana Amplifon, que atua no setor de soluções auditivas. Nos últimos anos, com a ascensão das classesmenosfavorecidas, as pessoas passaram a consumir produtos antes inacessíveis, particularmente os ligados à saúde. À medida que o serviço é oferecido em rede há uma otimização de custos na compra de produtos e equipamentos, o que favorece o consumo, explica Claudio Tieghi, diretor de inteligência de mercado e sustentabilidade da Associação Brasileira de Franchising (ABF). A área odontológica, diz, é a que mais se beneficia desse cenário. Fernando Massi, sócio fundador da rede Ortodontic, não tem dúvidas disso. A Ortodontic tem hoje 180 franquias em todo o país. Queremos atingir 230 unidades até dezembro e para 2016 a meta é fechar com um total de 400 unidades, afirma. Para atrair novos sorrisos, a companhia montou um plano de negócios. Se fôssemos esperar pelo hábito do brasileiro de procurar um dentista espontaneamente, não teríamos um único negócio viável no Brasil conta Massi. A melhor arma foi desenvolver campanhas que têm a saúde como mote. A Ortodontic opera com 10 modelos diferentes de franquias que vão desde unidades que são adquiridas e convertidas e, nesse caso,o desembolso soma R$ 35 mil, até ainstalação de consultórios dentários em cidades com mais de 250 mil habitantes, cujos investimentos chegam a R$ 250 mil. O faturamento oscila entre R$ 30 mil a R$ 150 mil mensais, afirma. A Sorridents fez 20 anos com 160 unidades em 14 Estados. A rede começou o ano investindo mais de R$ 1,9 milhão em equipamentos de alta tecnologia para criar o chamado Conceito Sorridents, nova comunicação que vai das fachadas até o layout interno das clínicas e um manual denominado Welcome Kit. O objetivo do manual é orientar sobre higiene bucal. Acompanhia pretende inaugurar duas clínicas por mês em 2015, chegando a 182 unidades em operação no final deste ano com um faturamento de R$ 200 milhões. Queremos manter um crescimento médio anual de 20% no número CAROL CARQUEJEIRO/VALOR Claudio Tieghi, diretor de inteligência de mercado da Associação Brasileira de Franchising: A área odontológica é a que mais se beneficia desse cenário de franquias nos próximos anos. Se mantivermos este ritmo, chegaremos a 350 unidades em operação até ofim de 2018, prevê Carla Sarni, fundadora da Sorridents. ARight at Home é líder mundial em cuidados com idosos em domicílio. As franquias começaram em 2014 no Brasil, e têm hoje duas operações.oplano éexpandirpara todas as regiões do país. Pretendo chegar em dezembro de 2015 com cinco unidades e mais cinco ou sete até o final do próximo ano, diz Eduardo Chvaicer, máster franqueado. Os investimentos estão na casa de R$ 120 mil. A Supera, por sua vez, valeu-se de conceitos da neurociência para oferecer cursos aos idosos com vistas à saúde do cérebro. Estamos entre as franquias que mais crescem no Brasil e isto não nos surpreende, porque atuamos em dois mercados que estão em plena expansão, educação e saúde, diz Victor Rocha, diretor de expansão da franquia. A ginástica para o cérebro, observa, é garantia de qualidade de vida para a terceira idade, um público hoje consciente, que quer manter-se ativo e evitar doenças degenerativas como o Alzheimer, observa. A companhia criou, de acordo com Rocha, um método de desenvolvimento cognitivo para melhorar memória, foco, raciocínio e ainda habilidades socioemocionais como autoestima e sociabilização. Hoje são 100 unidades em todo Brasil e Portugal. A prática estimula os neurônios efaz com que os idosos se sintam mais ativos, retomem algumas atividade e retardem sintomas de doenças degenerativas, diz. A franqueadora Direito de Ouvir foi aporta de entrada paraalíder mundial em soluções auditivas Amplifon, nascida na Itália há 63 anos. Presente em 22 países, a Amplifon adquiriu 51% da brasileira, e atende pelo nome de Direito de Ouvir Amplifon. Para a Amplifon, a América Latina é um novo evasto mercadoaser explorado. O negócio da empresa não é produzir ou fabricar aparelhos, mas associar-se a fabricantes que oferecem as melhores e mais modernas soluções auditivas que contemplam todos os bolsos enecessidades. A Direito de Ouvir Amplifon vê na Argentina e Chile alvos para suas futuras expansões.

6 H6 Valor Sexta-feira, 29 de maio de 2015 Especial Tecnologia da saúde Mercado Empreendimento cresce com uso intensivo de tecnologia Clínicas de baixo custo avançam no atendimento NILANI GOETTEMS/VALOR Jane Soares No Brasil, aproximadamente 150 milhões de pessoas dependem unicamente do Sistema Único de Saúde (SUS). A situação é dramática: a saúde é vista como o principal problema do país por 58% da população, como mostra pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Ibope, divulgada no ano passado. A situação que se arrasta inalterada há décadas é vista como uma grande oportunidade por empresários que criaram redes de atendimento médico de baixo custo, de olho na demanda de brasileiros que não têm plano de saúde. Com quatro unidades em São Paulo euma em São Bernardo do Campo, na região do ABCD paulista, a rede de atendimento Dr. Consulta realiza cerca de 20 mil atendimentos por mês e está prestes aatuar em três novos endereços. No Paraná, osucesso de uma clínica médica criada no município de Colombo, em 2006,deu origem à rede de franquia Acesso Saúde, hoje com três unidades próprias e sete franqueadas no Estado. Outras sete novas franquias devem entrar em operação ainda neste ano em Tocantins, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Brasília. Em nove anos de atividade, foram realizadas 300 mil consultas e 600 mil exames. Embora com atuação emodelos de negócios distintos, as duas redes de atendimento têm em comum o fato de oferecerem consultas e exames em diversas especialidades, a preços populares. Na Dr. Consulta, os exames ficam de 25% a 50% mais em conta do que os custos praticados pela concorrência e as consultas custam entre R$ 90 er$ 120, dependendo da especialidade. Na Acesso Saúde, os preços variam de acordo com a localidade em Curitiba e Região Metropolitana custam R$ 68, enquanto os exames são entre 30% e80% mais baratos. Além disso, as duas empresas estão fortemente alicerçadas na tecnologia, uma forma de agilizar e garantir a qualidade do atendimento, reduzir custos efacilitar o trabalho dos médicos, entre outros objetivos. No ano passado, a Dr. Consulta investiu 30% do seu faturamento em tecnologia. O aumento da despesa coincidiu com a chegada Gaston Perez, da Dr. Consulta: A tecnologia tem a função de facilitar todos os processos da rede, a ideia é usar a inteligência disponível em todos os canais de Gaston Perez, diretor de tecnologia, e uma missão desafiadora: preparar a empresa para um crescimento acelerado nos próximos cinco anos. Sem revelar números, o executivo diz que a intenção é estar presente em todos os bairros populares de São Paulo, onde é grande a demanda por serviços médicos. Com uma experiência de 12 anos na área de gestão de empresas médicas, Perez e uma equipe de 18 pessoas, desenvolveram o atual programa usado pela Dr. Consulta. A tecnologia tem a função de facilitar todos os processos da rede. A ideia éusar ainteligência disponível em todos os canais para agilizar e humanizar o atendimento, explica o executivo. As consultas, por exemplo, podem ser marcadas rapidamente por telefone fixo, celular ou internet e, na maioria dos casos, são agendadas para no máximo de 48 horas. A vida dos profissionais de saúde também é facilitada. O prontuário médico dos pacientes pode ser acessado pelos médicos de qualquer unidade e a qualquer hora. Ele tem acesso a informações como resultados dos exames feitos e medicamentos prescritos, explica Tatiana Franco Hirakawa, diretora médica da rede. A tecnologia também permite acompanhar tudo o que acontece em cada unidade, como a necessidade de abrir nova agenda para uma das especialidades. Perez garante que todos os equipamentos para a realização dos exames são de última geração 90% deles são realizados na própria rede. A Dr. Consulta não gasta em luxo. Investe em tecnologia, afirma o executivo. O programa usado pela Acesso Saúde foi desenvolvido pela Javé Nessí Informática, especializada no atendimento de operadoras e planos de saúde. A tecnologia foi criada há três anos, quando a empresa se transformou em franquia, diz Antônio Carlos Brasil, diretor executivo.na época, o investimento foi de R$ 95 mil. Hoje, a Acesso Saúde investe anualmente 5% de seu faturamento na área, principalmente no desenvolvimento de novas ferramentas para a web. O sistema integrado de agendamento é o coração da Acesso Saúde e as sugestões pertinentes são sempre acatadas, comenta o franqueado Roniel Aubert Rupp, que opera a franquia de Cascavel (PR) há dois anos. O programa criado para a Acesso Saúde também trabalha com prontuários digitais, sistema de avaliação dos serviços médicos prestados e oferece toda a parte de gestão financeira econtábil tanto das franquias quanto da franqueadora. Estamos preparados para suportar o crescimento da rede e nos transformar em referência no atendimento humanizado, diz Brasil, que tem a expectativa de chegar a 2017 com 25 unidades. Em relação ao impacto causado pelas redes de atendimento de baixo custo,oconselho Federal de Medicina (CFM) diz estar em fase de coleta de informações sobre otema, para só depois se posicionar oficialmente. Aposentados se surpreendem com qualidade e rapidez das consultas NILANI GOETTEMS/VALOR Ocasal de aposentados Geraldo emarilu Alves descobriu a rede de atendimento Dr. Consulta por indicação de uma médica. O atendimento dos dois com um reumatologista, marcado pela internet, foi realizado na unidade do Jabaquara. A consulta de Geraldo foi minuciosa e demorou tantotempo que, revela Marilu, ficamos até sem graça porque ninguém está acostumado a consultas longas. O médico relacionou as dores sentidas por meu marido com a má postura porque ele tem pé chato. Como até agora ninguém tinha percebido isto?, admira-se a aposentada. Na própria clínica, o casal também agendou uma ressonância magnética e o retorno de Geraldo. Marilu também iria se consultar com uma reumatologista o custo foi de R$ 90 por atendimento. Pela ressonância, o casal pagou R$ 115. Os preços são acessíveis para quem não tem problemas graves e não tem convênio, nem outro tipo de assistência, explica Marilu. Este, porém, não é o caso dos aposentados Geraldo e Marilu, ex-funcionários públicos, com direito à assistência médica em um hospital criado para atender à categoria. Mas o serviço é muito precário, diz a aposentada. Há cerca de um ano, Marilu quase perdeu a visão em função de uma uveite. Foiconsultada no prontosocorro do hospital. Fez todos os exames solicitados pelo médico, mas nunca conseguiu entregálos, apesar da guia fornecida pelo profissional que, teoricamente, deveria lhe garantir preferência na hora de agendar a consulta. Com nódulos nos dois seios, Marilu também não consegue retorno para levar a mamografia e o ultrassom realizados há meses. Acabo de fechar um plano com a Prevent Sênior, dirigido A aposentada Marilu Dias Alves: Ficamos até sem graça porque ninguém está acostumado a consultas longas para pessoas idosas, mas resolvemos vir aqui por causa das dores fortes que a gente estava sentindo, diz Marilu, que aguarda aliberação para o uso do novo convênio. Não fizemos oplano para o Geraldo porque ficaria muito pesado. Mas ele pode continuar usando a Dr. Consulta quando precisar, afirma ela. A satisfação do casal com os serviços oferecidos não é uma exceção. A rede Dr. Consulta realiza cerca de 20 mil atendimentos por mês. Todos os pacientes recebem um questionário para avaliar a qualidade do tratamento dispensado pelo corpo clínico e pelos atendentes da unidade. Entre 18% e 20% dos usuários respondem à pesquisa e 95% mostram-se satisfeitos com o atendimento médico e 93%, com o dos funcionários. As condições de trabalho são elogiadas por médicos como o urologista Daniel Cocito Simões, há três anos na rede. Simões presta serviço também em um hospital público em um município da Grande São Paulo eem uma policlínica que atende vários convênios. No hospital onde trabalho, que recebe pacientesdosistema Único de Saúde (SUS), o aparelho para triturar pedras dos rins está quebrado há dois anos, enquanto aqui há uma grande preocupaçãotanto com o bem-estar dos pacientes quanto com as condições de atendimento dos médicos,explica Simões, que já indicou vários profissionais para trabalhar na rede. Segundo Simões, adr. Consulta paga melhor emais rapidamente pelo trabalho dos médicos, que também não estão sujeitos às frequentesglosas feitas pelos planos de saúde. A tecnologia também colabora com o serviço do profissional. Por meio de grupos criados no whatsapp, podemos esclarecer dúvidas e solicitar materiais necessários às nossas atividades, diz Simões. (JS) Laboratório em MG cresce com adoção de metas Carlos Eduardo Cherem Para o Valor, de Belo Horizonte A dedicação dos sócios ao negócio e uma busca de metas compatíveis com otamanho do empreendimento.essa éafórmula adotada pelos farmacêuticos-bioquímicos Rogério Pereira Iunes, Sônia Iunes e Maria Luiza Coelho de Castro, proprietários do Laboratório São Luiz, com sede e cinco unidades em Formiga (MG), para garantir crescimento do negócio. Criado em 1970 pelo médico Leopoldo Corrêa para prestar serviços para a Santa Casa de Caridade de Formiga, o laboratório foi administrado até 1978 pelo médico Alberico Salazar Neto, quando uma de suas estagiáriasadquiriu o empreendimento e profissionalizou o negócio.a farmacêutica Maria Luíza Coelho de Castro assumiu a gestão do São Luiz, registrou o laboratório que, desde então não parou de crescer.em 1998, o casal de farmacêuticos-bioquímicos Rogério e Sónia Iunes tornou-se sócio no empreendimento. Cada um dos três proprietários possui 33% do laboratório. Empresa familiar com gestão profissional desde seu início, mas focado em planejamento e metas a partir de parâmetros aceitos internacionalmente, o Laboratório São Luiz tem ampliado seu faturamento em torno de 10% nos últimos anos,ese aproxima do teto de receita bruta que define para efeito de tributos uma micro empresa no país: R$ 3,6 milhões. Atualmente, o São Luiz tem 70 profissionais: 13 biomédicos com pós-graduação,sete auxiliares técnicos de nível médio, 30 pessoas nas áreas administrativa e financeira, além de 20 profissionais no atendimento. Desde os anos 1990, a gestão do laboratório incorporou diversos programas de qualidade, inovação e excelência no atendimento, além da segurança nos diagnósticos, um ponto básicona rotina de um laboratório, diz Sônia Iunes. Ela diz que, além desses procedimentos, a dedicação dos sócios explica o sucesso do São Luiz. O crescimento do laboratório tem superado qualquer expectativa. Trabalhamos (os sócios) de 6h30 às 20h e, às vezes, precisamos voltar ao laboratório. Não há outra escolha nesse segmento. A doação é de tempo integral. Mas vale o sacrifício, afirma E não é só uma dedicação absoluta, buscamos participar de congressos, seminários e encontros, para que possamos fazer intercâmbios e tomar conhecimento de novas tecnologias e procedimentos nos diagnósticos e exames, afirma Sônia. A farmacêutica diz que o laboratório adotou parâmetros do programa de controle de qualidade da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, a ISO , específica para laboratórios, além do modelo internacional de gestão do Sebrae para micro empresas. Alémda utilização do códigode barra na identificação das amostras, segurança e controles interno e externo de qualidade, a tecnologia e a equipe de profissionais são constantemente atualizadas com conhecimentodos novos procedimentos científicos no segmento de exames e laboratório. Segundo Sonia, além desses procedimentos, o São Luiz vem ampliando oconforto para atendimento de sua clientela. As unidades possuem salas para coleta infantil easede funciona 24 horas por dia. No caso de empresas, a coleta é feita no próprio local de trabalho e a entrega dos laudos diretamente para os médicos do trabalho ou área de saúde.

7 Especial Tecnologia da saúde Sexta-feira, 29 de maio de 2015 Valor H7 Mercado Consumidor busca na tecnologia um jeito de se conectar ao corpo e gerenciar informações Aplicativos ajudam a monitorar fatores que causam estresse ALINE MASSUCA/VALOR Ediane Tiago A conectividade e amobilidade tornam-se aliadas cada vez mais importantes nos cuidados com asaúde e obem-estar. A conclusão é de um estudo realizado pelo ConsumerLab em 49 países. A unidade de pesquisa da Ericsson estudou o comportamento de usuários de internet que adotaram aplicativos para monitorar e melhorar o comportamento em busca de melhor qualidade de vida. A análise engloba principalmente sistemas de monitoramento de saúde e boa forma. O consumidor quer instalar no smartphone ferramentas capazes de ajudá-lo a monitorar atividades e quantificar progressos, afirma Jesper Rhode, diretor de marketing da Ericsson para a América Latina. Segundo ele, o consumidor busca na tecnologia uma forma de se conectar melhor ao corpo e gerenciar de forma eficaz as informações. O estudo revela que, para os usuários de smartphones, monitorar e analisar os fatores de estresse aumenta a expectativa de vida em, pelo menos, dois anos. Isso explica o surgimento de aplicativos para quantificar atividades físicas, horas de sono e descanso, explica Rhode. Não é à toa que cresce o desenvolvimento de equipamentos e acessórios grudados ao corpo como relógios e pulseiras. No Brasil, 14% dos entrevistados pela pesquisa afirmam utilizar plataformas para saúde e bem-estar pelo menos uma vez por semana. Mas a tendência é de adoção mais acentuada no país, uma vez que 22% dos brasileiros pretendem utilizar algum desses produtos no futuro. Em São Paulo, 81% dos respondentes acreditam que verificadores de qualidade de água seriam úteis para a vida urbana. Com aevolução de sistemas como big data veremos uma utilização grande dos dados gerados pelo usuário. Com isso, será possível democratizar o sistema de saúde, cobrando menos de pessoas que realmente se cuidam, acredita. Plataforma SaúdeControle coloca nas mãos dos usuários todas as informações médicas O controle pessoal é ofoco da plataforma SaúdeControle sistema de armazenamento e gestão de dados médicos. As pessoas sempre foram muito reati- vas em relação às informaçõesde saúde. Não têm acesso aos próprios dados e ficam reféns dos sistemas de clínicas, hospitais e laboratórios, comenta Adrianno Barcellos, presidente da SaúdeControle. Para ele, o envolvimento do paciente em seu tratamento e na gestão da própria saúde é uma tendência global e vai demandar aplicativos cada vez mais especializados. A plataforma SaúdeControle, por exemplo, coloca nas mãos dos usuários todas as informações médicas. O banco de dados reúne informações inseridas pelo usuário como doenças crônicas, alergias, cirurgias, intervenções,medicação e dados de consulta. Além disso, osistemaconta com robôs para buscar earmazenar resultados de exames que estão nos sistemas dos laboratórios utilizados pelo paciente. O sistema pode ser acessado pelo smartphone em plataforma Android ou ios (Apple) e pela Web. A manutenção da boa saúde depende do nível de informação que o usuário possui sobre ele, explica Barcellos. O telefone celular pode ser um aliado em programas de saúde em comunidade e no apoio para mudanças que envolvem, por exemplo, parar de fumar. O sistema Clever Care, de- Jesper Rhode, diretor de marketing da Ericsson: consumidor quer monitorar atividades e quantificar progressos senvolvido pela Kidopi, mescla tecnologias de tratamento de linguagem natural, aprendizado de máquina einteligência artificial para mantercontato, via serviços de mensagens, com pacientes em tratamento médico, ou envolvidos em programas de mudanças de hábito. A ferramenta, explica Mario Sérgio Adolfi Júnior, um dos fundadores da Kidopi, já é utilizada para acompanhamento de pacientes em quimioterapia que decidiram fazer o tratamento em casa. Osistema envia mensagens no horário de tomar os medicamentos e cria um canal de comunicação entre o paciente e o centro de saúde, o que inclui o médico. O paciente pode mandar perguntas ao sistema ou relatar sintomas. Se a informação estiver no banco de dados, o Clever Care envia resposta automática.sefor necessáriaaintervenção do médico, a ferramenta dispara mensagem para o profissional de saúde que entra em contato com o paciente, explica. A novidade da plataforma está na inclusão do serviço de mensagens Whatsapp nas opções de contato. Ajudar os usuários a encontrar uma unidade de pronto atendimento que não esteja lotada é principal função do QuickMed. Oaplicativo utiliza sistema de geolocalização (GPS) e conta com informações que os próprios pacientes inserem. A ideia é criar uma comunidade de avaliação dos hospitais, uma vez que o paciente informa o tempo que levou para ser atendido, afirma Thiago Naves, idealizador da ferramenta. Sistemas dão agilidade às indicações de tratamento Os aplicativos para a área da saúde ganham espaço também entreos médicos. Sistemas capazes de agilizar abusca de informações estão entre os mais procurados pelos profissionais. A tecnologia é uma aliada importante na hora da consulta. Com informações rápidas, podemos dedicar mais tempo ao paciente, comenta Lívia Santos, dermatologista e usuária do sistema Memed, que auxilia na prescrição de receita médica. Ganho entre 10 e 15 minutos de tempo na consulta, completa a médica. OMemed utilizaum banco de dados com catálogo de medicamentos divididos por área de especialização eo usuário pode consultar por nome, princípio ativo ou indicação de tratamento. O acesso é feito pelo computador ou telefone celular. Tenho todas as informações em mãos. Posso indicar o melhor tratamento, dar opções para o paciente em medicamento similar ou genérico e ainda verificar se há algum princípio ativo que ele não possa utilizar, explica Lívia. O sistema imprime a receita, com o remédio e otratamento. Essa automação evita erros na medicação. O paciente fica mais seguro e arelação com omédico mais transparente, diz Ricardo Moraes, co-fundador da Memed. Segundo ele, os profissionais da saúde, por mais atualizados que estejam, têm dificuldades em acompanhar tantas mudanças na área de medicamentos. Todos os dias surgem medicamentos novos, outros são descontinuados e é preciso ter uma base para atualização, comenta Moraes. Lívia confirma a demanda. Em dermatologia são tantos cremes, xampus e pomadas que fica impossível acompanhar o avanço da indústria farmacêutica. OMemed começouatendendo as necessidades da área de dermatologia e já é utilizado por 40% dos profissionaisque atuamneste segmento no Brasil, somando 2,6 mil usuários. Em 2014, mais Ricardo Moraes, sócio da Memed: O paciente fica mais seguro de 100 mil prescriçõesforam preenchidas pelo sistema e mais de 350 mil buscas de medicamentos realizadas. A plataforma conquistou investimento do fundo Redpoint e foi ampliada para atender todas as especialidades médicas. São mais de 20 milmedicamentos, ou 90% da base de produtosregistrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O sistema só não atende àárea de medicamentos hospitalares, destaca Moraes. Já a PEBMed tem uma solução voltada para estudantes de medicina, residentes e médicos recém-formados. A ideia surgiu com a união de três médicos que se propuseram a escrever um aplicativo de médico para médico. A tecnologia auxilia a prática diária da medicina, por reunir informações para tomada de decisão clínica, explica Bruno Lagoeiro, um dos fundadores. O PEBMed é uma biblioteca digital para consulta rápida, pode ser instalada nos smartphones ou nos computadores. A ideia é substituir os livros de bolso que todo médico iniciante carrega e oferecer recursos como anotações, calculadoras e protocolos para diagnósticos de doenças, comenta Lagoeiro. Para quem ainda está cursando medicina, o sistema é um apoio aos estudos. As informações médicas são constantemente atualizadas no sistema, destaca Lagoeiro. Quem adquiri aferramenta disponível para venda nas lojas virtuais da Apple e do Google baixa um aplicativo que funciona também 100% offline. Os médicos trabalham em ambientes onde ocelular tem de ficar desligado ou simplesmente não pega. Tivemos de considerar isso. Em três anos, o PEBMed conquistou mais de 100 mil usuários únicos sendo 45 mil ativos todos os meses. Mais de 270 mil profissionais já baixaram o aplicativo. (ET) Aqui celebramos a vida. HOSPITAL SANTACRUZ, CALOR HUMANO EINOVAÇÃO FAZEM PARTE DA SUA TRADIÇÃO. Ahospitalidade e a busca constante pela inovação,aliadas à tradição japonesa, estão presentes no Hospital Santa Cruz. Com atendimento humanizado e uma estrutura hospitalar completa, o Hospital Santa Cruz é reconhecido pela qualidade na oftalmologia, na cardiologia e na ortopedia, entre outras especialidades.

8 H8 Valor Sexta-feira, 29 de maio de 2015 Especial Tecnologia da saúde Tecnologia Empresas de telefonia estão de olho neste novo segmento Mobilidade avança e leva facilidade para usuários Martha Funke A mobilidade avança no segmentodesaúde. AUnitCareéuma das empresas dedicadas ao setor. Fundada em 2011 como spin off do grupo Global Care, responde por 25% dos R$ 77 milhões que o grupo deve faturar esteano eoferece serviços de tele orientação em saúde, eletrocardiograma nas nuvens e o aplicativo Compara Remédios, além de telemonitoramento remoto de pacientes crônicoscom aparelhos que aferem sinais vitais de pacientes. Captados pela base por bluetooth, os dados são enviados via internet à central e disponibilizados à equipe médica para acesso remoto por computadores, tablets ou smartphones. O serviço aindaédisponibilizado como piloto para 250 pacientes de três das cinco maiores operadoras do país, com custo mínimo de R$ 200 mensais. A expectativa é lançar no segundo semestre tecnologia para capturar os dados por celular. O custo deve baixar para 10% do atual, diz oceo LuizTizatto. A AxisMed, comprada pela Telefônica Digital em 2013, atua no mesmo segmento. Fornece o serviço de teleatendimento Axisline, já no portfólio da operadora. Cerca de 80% das questões são solucionadas sem que o participanteprocure um pronto socorro, diz o diretor executivo Fábio Abreu. Operadoras de telefonia estão de olho no segmento. A Telefônica Vivo tem 3 milhões de clientes em vinte serviços dirigidos a consumidores,como Vivo LigueSaúde evivo Ligue Bebê. No segmento B2B, lançou opções como Hospital Digital,para gestãodeti ecomunicações, e Vivo Gestão de Imagens Médicas, solução em nuvem para laudos e imagens médicas. Com suporte da AxisMed, oferece o Vivo Gestão de Crônicos, para acompanhamento remoto de pacientes por diferentes canais, em residência ou através de mobilidade. Claro e Oi entraram no segmento em Aprimeira com portal de informações e o Alô Saúde, atendimento humano por portal de voz paraorientações em parceria com a Med Aliance, com 500 mil cadastrados. Custa R$ 5,99 mensais e fornece informativos por SMS e descontos em farmácias, diz o diretor Alexandre Olivares. Em breve será lançado um serviço de monitoramento remoto de crônicos como assinatura. A Oi apresentou a solução Nuvem de Laudos para armazenar e disponibilizar imagens e laudos de exames radiológicos e lança em maio uma solução de gestão de saúde que atenda unidades hospitalares e agentes em campo, adianta o diretor de TI Roni Wajnberg. A Ericsson investiu R$ 1 milhão nos últimos dois anos em projeto para melhorar abase de dados de seis Unidades Básicas de Saúde (UBS) da Zona Oeste da capital paulista, equipando agentes com smartphones conectados ao Sistema Único de Saúde para registro dos perfis médicos de cada casa visitada. O prazo de cadastramento foi reduzido de 60 dias para alguns Alexandre Olivares, da Claro, que criou portal com informações e descontos minutos, comemora o diretor de inovação Edvaldo Santos. O segmento atrai o ecossistema de inovação.awyless,especialista em M2M, passou a apoiar a startup Comtato, que fornece suporte a tratamento de diabéticos com telefonia móvel, central de atendimento eestrutura de emergência. As startups MedCloud é uma plataforma em nuvem para compartilhamento e gestão de exames, imagens e laboratórios médicos e odontológicos, acessível por dispositivos móveis. Fundada há dois anos, está presente em dez Estados e quatro países, tem 45 empresas de saúde clientes, está sendo acelerada na Artemísiaena americana Startup Health e tem apoio da Hot- Milk, da PUC-PR. Marisangela Brittes, uma das sócias da novata, também é sócia da Maisha, plataforma que utiliza SMS paratroca de mensagens com pacientes crônicos. Com potencial para universalizar o serviço e criar um banco de dados de pacientes saudáveis, foi selecionada como finalista do Social Good Brasil Lab 2014 e está sendo apoiada pela Mirach Ventures. Escolas técnicas ampliam as opções de formação Adriana Carvalho Para trabalhar como auxiliar em um laboratório de análises clínicas a lei não faz nenhuma exigência de formação técnica. Masomercado, sim. Afinal, esse profissional tem entre suas responsabilidades as de coletar amostras trazidas pelos pacientes, identificá-las e prestar auxílio aos bioquímicos e biomédicos. Ao constatar essa demanda,a franquia educacional Projeta Cursos Profissionalizantes decidiu agregar essa opção de formação em suas escolas. Muitas empresas e laboratórios precisavam elas mesmas capacitar funcionários para a função. Enxergamos então uma oportunidade de colocar esse curso na nossa grade e, dessa forma, oferecer ao mercado profissionais já preparados para o cargo, afirma Daniel Guedes, presidente da franquia. Onicho encontrado pela Projeta rede que hoje conta com 36 unidades em nove Estados atendendo alunos é um exemplo de como a necessidade de mão de obra especializada em saúde vem estimulando escolas a ampliar a oferta de formação nessa área. Além desse, temos outros 11 cursos em funções que o mercado vem demandando bastante, como o de auxiliar em saúde bucal (ASB), diz Guedes. Desde 2007 essa é uma profissão regulamentada e para exercê-la é necessário obter registro junto ao Conselho Regional de Odontologia. O fundador da Projeta diz que a demanda pelos cursos vem aumentando, especialmente fora dos grandes centros urbanos o que deverá possibilitar o crescimento da rede para 50 franqueados até o final deste ano. Segundo Claudio Tieghi, diretor de inteligência de mercado, relacionamento e sustentabilidade da Associação Brasileira de Franchising (ABF) essasfranquias crescem porque há uma necessidade cada vez maior de mão de obra qualificada. São profissionais que têm sido muito requisitados não só por empresas, mas também por pessoas físicas. Quem quer contratar um profissionalpara tomar conta de um parente idoso, por exemplo, prefere alguém que tenha no currículo ocurso de cuidador, oferecido hoje por algumas escolas. Com um portfólio com 200 cursos em saúdeebem estar, em nível técnico e superior, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) tem entre os destaques a formação de técnicoemenfermagem. Aproximadamente três mil alunos saem formados acada ano desse curso, que tem carga de 1800 horas e taxa de empregabilidade de 98%, afirma Gabriela Hak Gábor Fitere, gerente de desenvolvimento de produtos e serviços do Senac São Paulo. As mudanças e avanços tecnológicos em saúde têm sido muito rápidas e demandam que os profissionais estejam sempre acompanhando essas evoluções, diz. Segundo Gabriela, o segundo curso com mais alunos éotécnico em estética com 4300 alunos em 2014 seguido do técnico em farmácia, com 2600 alunos. O LABORATÓRIOSABIN ACREDITA QUE O CAMINHO CERTO PARA CONSTRUIR UM FUTURO MELHOR É A INOVAÇÃO. LABORATÓRIO SABIN: PATROCINADOR DA PRIMEIRA ACELERADORA DE STARTUPS DE SAÚDE DA AMÉRICA LATINA -BERRINI VENTURES. OSabin inovou mais uma vez. Aempresa referência no mercado de medicina diagnóstica incentiva projetos inovadores de tecnologia, serviços enegócios sociais na área de saúde. OLaboratório éumdos parceiros da Berrini Ventures, aprimeira aceleradora de startups dedicada ao setor de saúde no País. Com isso, pretende estimular acriação de produtos eserviços inovadores, capazes de melhorar aqualidade de vida de milhares de brasileiros. Ainovação está presente no DNA do Sabin desde oinício da empresa e, seguindo as novas tendências, passou a adotar o modelo Open Innovation, promovendo ideias, pensamentos, processos e pesquisas abertas. Tudo isso para reforçar seu compromisso social e técnicocientífico, beneficiando tanto os seus clientes quanto as comunidades em que atua. Startups de todo obrasil poderão participar do processo de aceleração patrocinado pelo Laboratório Sabin. Mais informações no site Dra. Sandra Soares Costa, CRF 402-DF ISO 9001: 2008

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