RELATÓRIO FINAL ESTUDO SOBRE A ESTRUTURA DA TAXA DE JUROS NO BRASIL

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1 FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PESQUISAS CONTÁBEIS, ATUARIAIS E FINANCEIRAS Órgão de apoio institucional ao Departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USP RELATÓRIO FINAL ESTUDO SOBRE A ESTRUTURA DA TAXA DE JUROS NO BRASIL DEZEMBRO 2004 (PARA O ANO DE 2003)

2 ESTUDO SOBRE A ESTRUTURA DA TAXA FUNDAÇÃO DE JUROS NO INSTITUTO BRASIL DE PESQUISAS CONTÁBEIS, ATUARIAIS E FINANCEIRAS Órgão de apoio institucional ao Departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USP PARTE I - SPREAD 1 SUMÁRIO EXECUTIVO (PARTE I - SPREAD) DESCRIÇÃO DO TRABALHO O SETOR BANCÁRIO E AS INSTITUIÇÕES SELECIONADAS MODELO BÁSICO DE CÁLCULO DO SPREAD BANCÁRIO DETALHAMENTO DO MODELO DE CÁLCULO DO SPREAD RESULTADOS DO SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL ALGUMAS LIMITAÇÕES DOS RESULTADOS ANEXO I) OBJETIVO II) METODOLOGIA III) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS A presente versão contém os aspectos essenciais do trabalho, mas não o texto completo. Para circulação pública, foram excluídos a identificação dos bancos da amostra e outros dados de apoio. Nada, porém, que prejudique a essência do estudo.

3 FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PESQUISAS CONTÁBEIS, ATUARIAIS E FINANCEIRAS Órgão de apoio institucional ao Departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USP PARTE II - DVA 9 SUMÁRIO EXECUTIVO (PARTE II - DVA) DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - IMPORTÂNCIA E ELABORAÇÃO SIGNIFICADO DA DVA DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO DAS INSTITUIÇÕES BANCÁRIAS BRASILEIRAS - ANO DE METODOLOGIA E INFORMAÇÕES A DVA DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS BANCÁRIAS BRASILEIRAS NO ANO DE OUTRAS FORMAS DE EVIDENCIAÇÃO DE ORIGENS E APLICAÇÕES MONTAGEM NUM FORMATO DIFERENCIADO - A DVA ADAPTADA MONTAGEM NA FORMA DE DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO RESUMO E COMENTÁRIOS FINAIS ANEXO I) EXEMPLO DE DVA - INSTITUIÇÃO NÃO FINANCEIRA...50 II) VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA, NÃO GERADO PELA PRÓPRIA ENTIDADE - SOLUÇÃO DO PROBLEMA DE DUPLA CONTAGEM...53 III) DOIS CASOS REAIS DO SETOR NÃO FINANCEIRO...55 IV) VALOR ADICIONADO EM INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS BANCÁRIAS...57 V) EXEMPLO DE DVA DE BANCOS E UM CASO REAL...57 VI) EVOLUÇÃO DOS VALORES SEMESTRE A SEMESTRE...59

4 FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PESQUISAS CONTÁBEIS, ATUARIAIS E FINANCEIRAS ESTUDO SOBRE A ESTRUTURA DA TAXA DE JUROS NO BRASIL Órgão de apoio institucional ao Departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USP ÍNDICE DE TABELAS TABELA 1 ESTRUTURA DO RESULTADO TABELA 2 SPREADS TABELA 3 CRÉDITO DE PF E PJ TABELA 4 REPRESENTATIVIDADE DOS PRODUTOS DA AMOSTRA TABELA 5 RECURSOS LIVRES E DIRECIONADOS TABELA 6 ESTRUTURA BÁSICA DO SPREAD BANCÁRIO TABELA 7 RESULTADOS DO SPREAD BANCÁRIO TABELA 8 SALÁRIO MÉDIO DOS CARGOS DO BANCO PADRÃO TABELA 9 DISTRIBUIÇÃO DOS CARGOS NAS ÁREAS DO BANCO PADRÃO TABELA 10 COMPOSIÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS DO BANCO DE VAREJO TABELA 11 CUSTOS DOS PROCESSOS TABELA 12 VALORES DOS DIRECIONADORES DE CUSTOS TABELA 13 PERCENTUAL DE DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS

5 FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PESQUISAS CONTÁBEIS, ATUARIAIS E FINANCEIRAS Órgão de apoio institucional ao Departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USP ÍNDICE DE QUADROS QUADRO 1 DIRECIONAMENTO DOS PROCESSOS DO BANCO PADRÃO QUADRO 2 JUSTIFICATIVAS DA PARTICIPAÇÃO DAS ÁREAS NOS PROCESSO QUADRO 3 CUSTO DAS ATIVIDADES DA AGÊNCIA QUADRO 4 ASSOCIAÇÃO DAS ATIVIDADES AOS PROCESSOS QUADRO 5 DIRECIONADORES DOS CUSTOS DOS PROCESSOS QUADRO 6 DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS BANCÁRIAS BRASILEIRAS (2003) QUADRO 7 DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (2003, EM %) QUADRO 8 DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONAL DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS BRASILEIRAS QUADRO 9 DVA ADAPTADA: DEMONSTRAÇÃO DE GERAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE RIQUEZA DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS BANCÁRIAS BRASILEIRAS (ANO DE 2003) QUADRO 10 DVA ADAPTADA: DEMONSTRAÇÃO DE GERAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE RIQUEZA DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS BANCÁRIAS BRASILEIRAS (ANO DE 2003, EM %) QUADRO 11 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS BANCÁRIAS BRASILEIRAS QUADRO 12 DVA DAS GERADORAS E DISTRIBUIDORAS DE ENERGIA ELÉTRICA (EM US$ MILHÕES) QUADRO 13 DVA DAS GERADORAS E DISTRIBUIDORAS - DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL QUADRO 14 DVA PETROBRAS QUADRO 15 BANCO DO BRASIL (EM R$ MILHÕES)

6 PARTE I - SPREAD APURAÇÃO DO SPREAD DA INDÚSTRIA BANCÁRIA PARA O ANO DE

7 1) SUMÁRIO EXECUTIVO (PARTE I SPREAD) O trabalho desenvolvido pela FIPECAFI por solicitação da Febraban tem por objetivo a apuração da estrutura do spread bancário no Brasil, destacando seus principais componentes. As instituições financeiras selecionadas para a pesquisa representam 58,82% do ativo total das instituições financeiras participantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN), respondendo ainda por mais da metade (56,30%) do total dos créditos fornecidos pelo sistema bancário nacional em 31/12/03. Fazem parte desta amostra Bancos Públicos e Privados (Nacionais e Internacionais), Bancos de Atacado e de Varejo de pequeno, médio e grande porte. O spread foi calculado nesse trabalho para o total da indústria bancária e para cada um dos 13 produtos financeiros oferecidos a pessoas físicas (6) e pessoas jurídicas (7) selecionados para esta pesquisa pelo consenso entre a FIPECAFI e os membros da Febraban componentes do comitê gestor deste projeto. A apuração do spread bancário foi feita através de um modelo desenvolvido pela FIPECAFI e aplicado a cada um dos produtos financeiros selecionados para a pesquisa e descritos no item 2 Identificação do Trabalho. O spread foi calculado considerando os valores apurados pelos bancos relativos ao exercício de Todas as informações constantes do modelo de apuração do spread bancário foram obtidas através de questionários respondidos pelos bancos selecionados para a pesquisa, e informações adicionais oferecidas pelas instituições por ou pessoalmente aos pesquisadores da FIPECAFI. A FIPECAFI procurou validar, pelo menos de uma maneira global, todas as informações recebidas, principalmente através de confrontos com as demonstrações contábeis formalmente publicadas pelos bancos, padrões de mercado fornecidos pelo Banco Central e médias obtidas das instituições participantes da pesquisa. O modelo de apuração do spread proposto pela FIPECAFI traz algumas contribuições originais em relação a outros cálculos mais tradicionais, a seguir resumidas em seus pontos principais: a) O spread bancário foi classificado em três categorias: bruto, direto e líquido. Normalmente é divulgado somente o spread bruto, oferecendo um resultado incompleto, apenas parcial e daí ilusório do resultado da intermediação financeira no Brasil; b) O trabalho dá destaque ao spread líquido, apurado após a dedução das despesas financeiras de captação, das despesas identificáveis diretamente com os produtos financeiros, das despesas indiretas e dos impostos sobre lucros; c) O modelo da FIPECAFI destaca, ainda, os resultados na captação financeira realizada pelos bancos, ou seja, quanto a instituição pagou a menos que a taxa utilizada como referencial de suas atividades financeira (CDI). 8

8 Os resultados do spread bancário, obtidos de acordo com Modelo Básico desenvolvido no Capítulo 4 desta Parte I, são apresentados a seguir: TABELA 1 ESTRUTURA DO RESULTADO ESTRUTURA DO RESULTADO PF PJ PF + PJ A. RECEITA DE APLICAÇÃO FINANCEIRA 100,00% 100,00% 100,00% B. DESPESA DE CAPTAÇÃO -26,90% -50,13% -37,88% SPREAD BRUTO (A - B) 73,10% 49,87% 62,12% SPREAD DIRETO (C - D) 45,64% 30,08% 38,29% SPREAD LÍQUIDO 11,22% 1,84% 6,79% TABELA 2 SPREADS SPREADS PF PJ PF + PJ A. RECEITA DE APLICAÇÃO FINANCEIRA 35,49% 21,81% 27,37% B. DESPESA DE CAPTAÇÃO -9,55% -10,93% -10,37% SPREAD BRUTO (A - B) 25,94% 10,87% 17,00% SPREAD DIRETO (C - D) 16,20% 6,56% 10,48% SPREAD LÍQUIDO 3,98% 0,40% 1,86% A Tabela 1 destaca a participação de cada spread definido nesse trabalho sobre o total da receita de aplicação financeira dos bancos auferida no exercício de Pelos valores apurados conclui-se que, para cada R$ 100,00 de receita financeira, as instituições financeiras auferiram um resultado líquido positivo de R$ 11,22 nas operações com pessoas físicas e R$ 1,84 com pessoas jurídicas. O resultado líquido total das operações de crédito é de R$ 6,79. É importante ressaltar que do total do crédito concedido pelas instituições financeiras da amostra da pesquisa, 59,3% são direcionados a pessoas jurídicas, e somente 40,7% são destinados a pessoas físicas, valores bastante próximos da média do sistema financeiro. O resultado líquido total (PF + PJ) de 6,79% é que deve ser comparado com o spread apurado no demonstrativo de valor adicionado (DVA) dos bancos, trabalho também desenvolvido pela FIPECAFI para o setor bancário e relativo ao exercício de 2003, incluído na Parte II DVA deste relatório. Tanto a DVA como o cálculo do spread bancário foram desenvolvidos em paralelo e de forma independente um do outro, e concluíram por resultados bastante próximos, corroborando as suas conclusões. A Tabela 2 reflete o conceito mais consagrado de spread bancário adotado pelo mercado, medido pela diferença entre a taxa de aplicação e a de captação de recursos financeiros. O spread nesse quadro é também calculado para as três classificações adotadas: bruto, direto e líquido. Os resultados indicam, no mesmo sentido da estrutura de resultados da Tabela 1, um valor positivo de 3,98% para a pessoa física e de 0,40% para a pessoa jurídica. O total do spread bancário praticado no Brasil em 2003 pelos bancos constantes da amostra selecionada é de 17% bruto; 10,48% direto, e 1,86% líquido. 9

9 2) DESCRIÇÃO DO TRABALHO Objetivo do Projeto: analisar e relatar a estrutura do Spread bancário praticado pelas instituições financeiras no Brasil, aplicada aos produtos financeiros abaixo relacionados. Essa estrutura deve destacar os principais componentes de receita e despesa incorridos pelos bancos em suas atividades de intermediação financeira. Comitê Gestor: Foi designado um comitê gestor composto pelos Srs. Fernando Costa, Octávio de Barros, Hugo Dantas da parte da Febraban, com o acompanhamento também do Sr. Roberto Troster e, da parte da FIPECAFI, os Srs. Alexandre Assaf Neto e L. Nelson Carvalho. Enfoque do Trabalho: São várias, e algumas de excelente qualidade, as análises macro e microeconômicas sobre o spread no Brasil com enfoque das ciências econômicas. No entanto, com freqüência, lucros reportados em demonstrações contábeis e conseqüentemente apurados consoante os princípios e práticas da contabilidade pelos bancos que operam no Brasil são utilizados na tentativa de conclusões por segmentos representativos da sociedade (aí incluídos, não exclusivamente, a imprensa, a classe política, analistas de mercado e eventualmente representantes do Poder Judiciário). A partir desta constatação, a Febraban solicitou à FIPECAFI que este trabalho, complementarmente, tomasse como base as demonstrações contábeis (ditas financeiras pela Lei das S.A. vigente) para análise do spread bancário. O material de trabalho foi o conjunto de informações emanadas da contabilidade dos bancos e substancialmente registrado nos seus balancetes e balanços conforme as regras impostas pelo COSIF, o plano de contas padrão das instituições financeiras. Pretendeu-se com isto oferecer uma análise técnica, consubstanciada, substantiva e coerente com os mesmos elementos de análise usados por significativos segmentos da sociedade brasileira preocupados com o tema. Na Forma de Desenvolvimento do trabalho: foram estabelecidas com o Comitê Gestor, e cumpridas, diversas metas na execução da pesquisa, conforme resumidas a seguir: - Pesquisa sobre textos e outros estudos já realizados a respeito preparados por diferentes organizações e pesquisadores, como Banco Central do Brasil, IPEA, UFRJ, Febraban entre outros. - Entrevistas com executivos de diferentes escalões de todas as instituições financeiras relacionadas na amostra da pesquisa, com dirigentes do Banco Central do Brasil, com o Economista Chefe e com o Diretor Executivo da Febraban, com economistas com larga experiência e comprovada competência no mercado bancário, como os Drs. Pedro Malan, Armínio Fraga e Gustavo Loyola, com consultores especializados na indústria bancária e com professores e pesquisadores. - Definição e aprovação, junto ao Comitê Gestor do Projeto, dos Produtos Financeiros e das Instituições Financeiras que fariam parte da amostra do estudo solicitado pela Febraban à FIPECAFI. - Visita de pesquisadores da FIPECAFI aos bancos selecionados para coleta das informações financeiras, contábeis e gerenciais necessárias à execução do trabalho na medida em que fornecidas pelas instituições visitadas. 10

10 - Ajustes e validação, com representantes de praticamente todos os bancos constantes da amostra, das variáveis financeiras relevantes por eles disponibilizadas. - Desenvolvimento do modelo de cálculo e apuração do spread da indústria bancária brasileira a partir dos bancos e produtos da amostra. Nesse objetivo de envolver todas as instituições no trabalho de apuração do spread bancário: a) foram desenvolvidas reuniões com os principais executivos dos bancos selecionados (em alguns foram feitas várias reuniões de trabalho); b) posteriormente, foram mantidos diversos contatos por e telefônicos com as instituições. Produtos Financeiros: A partir de discussões com as instituições financeiras relacionadas e incorporando sugestões do Comitê Gestor e de outros executivos da indústria bancária, foram definidos os seguintes produtos financeiros para apuração do spread no escopo do presente estudo: PESSOA FÍSICA - Crédito Pessoal - Cheque Especial - CDC Veículos - CDC Geral - Empréstimo em Folha de Pagamento - Crédito Rural PESSOA JURÍDICA - Descontos (duplicatas e cheques) - Operações de Hot Money - Empréstimo de Capital de Giro - Conta Corrente Garantida - Crédito Rural - Repasse BNDES (Finame) - ACC OUTROS Constarão a este título todas as demais operações de crédito (incluídas neste item as operações de Crédito Imobiliário) não enquadradas acima, para fins de visualizar a importância proporcional dos produtos financeiros selecionados relativamente ao total de operações da indústria bancária brasileira. 3) O SETOR BANCÁRIO E AS INSTITUIÇÕES SELECIONADAS Essa parte do trabalho visa traçar uma comparação entre os dados do SFN Sistema Financeiro Nacional e os dados dos bancos participantes da amostra composta para desenvolvimento do modelo de spread das instituições bancárias. O objetivo é destacar a relevância das instituições e produtos financeiros selecionados para a pesquisa. 11

11 O ativo consolidado dos bancos participantes da amostra representa 58,82% do ativo total das instituições do SFN. Os bancos participantes da amostra responderam, ainda, por 56,30% do total de créditos fornecidos pelo sistema, enquanto que os ativos totais do setor representavam 84,87% em relação ao total do SFN, e o total de crédito do setor representava 79,61% do total de crédito mantido pelo SFN. Por outro lado, em relação ao total do Setor 1, a soma dos ativos da amostra representa 69,30% ( / ) e o total de créditos fornecidos, 70,72% ( / ). A composição, em termos percentuais, da Carteira de Crédito e Arrendamento Mercantil em relação ao total de ativos de cada Instituição nos anos de 2002 e 2003 demonstra a pequena participação do crédito na carteira total dos bancos. A média da amostra situou-se em 29,4% e, para o total do sistema financeiro, em 30,72%, não incluídos ACC/ACE e outros créditos no conceito da Resolução TABELA 3 CRÉDITO DE PF E PJ - R$ milhões OPERAÇÕES DE CRÉDITO DEZEMBRO DE 2003 SALDO % TOTAL ,00 PESSOA JURÍDICA ,71 Capital de Giro ,68 Conta Garantida ,78 Aquisição de bens ,09 Vendor ,51 Hot Money 535 0,24 Desconto de Duplicata ,33 Desconto de Promissória 250 0,11 Financiamento Imobiliário 551 0,25 ACC ,49 Export Notes 186 0,08 Resolução ,20 Outros ,94 PESSOA FÍSICA ,29 Cheque Especial ,98 Crédito Pessoal ,60 Cartão de Crédito ,89 Financiamento Imobiliário ,62 Aquisição de Bens ,76 Veículos ,37 Outros ,37 Outros ,45 Fonte: bcb.gov.br/sfn/informações de op bancárias/taxas op. crédito/dados consolidados/tabela VII. Consulta em março/ Para o total do Setor, consideramos o conceito adotado pelo BACEN de Consolidado Bancário I, o qual inclui (110 instituições): - os Conglomerados em cuja composição se verifica pelo menos uma instituição do tipo Banco Comercial ou Banco Múltiplo em Carteira Comercial; - as Instituições Financeiras do tipo Banco Comercial, Banco Múltiplo com Carteira Comercial ou Caixa Econômica que não integram Conglomerado. 12

12 A Tabela 3 (pág. 12), elaborada pelo Banco Central do Brasil, ilustra a destinação do crédito do setor bancário às Pessoas Físicas e Jurídicas, considerando as modalidades de produtos consumidos. Observa-se na referida tabela que 60,71% dos créditos são destinados às Pessoas Jurídicas e 39,29% às Pessoas Físicas. Os saldos de cada modalidade correspondem ao consolidado dos créditos com recursos livres concedidos por instituições pertencentes ao Sistema Financeiro Nacional. Da Tabela 3, podemos extrair que os produtos considerados no modelo de spread representam 39,63% do volume de crédito à Pessoa Jurídica e 33,32% do crédito à Pessoa Física do total verificado no SFN, conforme destacado na Tabela 4, a seguir: TABELA 4 REPRESENTATIVIDADE DOS PRODUTOS DA AMOSTRA OPERAÇÕES DE CRÉDITO SALDO SFN SALDO SFN AMOSTRA $ % % (1) TOTAL ,00 PESSOA JURÍDICA ,71 39,63 Capital de Giro ,68 14,68 Conta Garantida ,78 9,78 Aquisição de Bens ,09 - Vendor ,51 - Hot Money 535 0,24 0,24 Desconto de Duplicata ,33 3,33 Desconto de Promissória 250 0,11 0,11 Financiam. Imobiliário 551 0,15 - ACC ,49 11,04 Export Notes 186 0,08 Resolução ,20 Outros ,94 PESSOA FÍSICA ,29 33,32 Cheque Especial ,98 3,98 Crédito Pessoal ,60 13,60 Cartão de Crédito ,89 - Financiam. Imobiliário ,62 - Aquisição de Bens ,76 15,74 Veículos ,37 13,37 Outros ,37 2,37 Outros (1) ,45 (1) % em relação ao total do SFN O objetivo principal dessa análise é confirmar a relevância do conjunto de produtos escolhidos para tratamento pelo modelo, fazendo uma correspondência com os itens publicados pelo Banco Central. Aqui estão considerados somente os produtos com recursos livres e os saldos de final de período (dezembro/2003). 13

13 Os créditos com recursos direcionados estão apresentados na Tabela 5 e não estão disponíveis as informações segmentadas por Pessoa Física e Jurídica. A tabela ilustra a composição do crédito do SFN de acordo com a segmentação em Recursos Livres, Recursos Direcionados, Repasses e Outras (Operações de Leasing e Setor Público), comparando-os com os saldos médios informados pelas instituições da amostra. Também é destacada da amostra a distribuição percentual dos créditos PF e PJ. TABELA 5 RECURSOS LIVRES E DIRECIONADOS R$ milhões AMOSTRA SFN TOTAL PF PJ TOTAL (1) 100% (2) 100% ,7% ,3% RECURSOS LIVRES ,7% ,0% ,2% ,8% Outros ,7% ,2% ,5% ,5% Crédito Rural 0,0% ,8% ,5% ,5% DIRECIONADOS ,6% ,6% ,6% ,4% Habitação ,6% ,5% ,7% ,3% Rural ,9% ,0% ,7% ,3% BNDES ,1% ,4% ,0% Direto ,4% 0 0,0% 0 Repasses ,7% ,4% % Outros ,7% OUTROS ,9% Fonte: bcb.gov.br / sfn / informações de op bancárias/taxas op. Crédito / dados consolidados / Tabela VII. Consulta em março/2004 (1) Inclui todos os créditos no conceito da Resolução e considera aproximadamente 190 instituições do SFN. (2) Saldos médios informados pelos bancos da Amostra 4) MODELO BÁSICO DE CÁLCULO DO SPREAD BANCÁRIO O modelo desenvolvido de cálculo do spread, apresentado em sua estrutura básica na Tabela 6, foi aplicado a cada um dos produtos financeiros relacionados para a pesquisa, mencionados na parte inicial deste relatório. Todos os dados considerados no cálculo do spread referem-se ao exercício de Deve ser ressaltado que esse modelo não foi elaborado com objetivos gerenciais. O intuito principal é destacar a estrutura e composição do spread bancário no Brasil. As informações inseridas nesse modelo foram levantadas através de questionários entregues aos bancos participantes da pesquisa e outras por eles fornecidas por ou pessoalmente aos pesquisadores da FIPECAFI. Em todas as instituições foram realizadas reuniões com os executivos indicados pela sua direção, expondo-se o objetivo do trabalho, sua metodologia, formalização do documento sobre a confidencialidade exigida da FIPECAFI e os procedimentos detalhados de preenchimento das informações solicitadas. A atividade bancária é complexa e de mais difícil interpretação do que a das empresas não financeiras, impondo um maior risco em sua análise. Não há como se fazer uma analogia com outros tipos de empresas, assumindo os bancos características próprias de gestão. A estrutura contábil das instituições financeiras, base 14

14 das informações dessa pesquisa, apresenta ainda sérias limitações para interpretação dos resultados, determinadas principalmente pela natureza de alguns critérios de divulgação ( disclosure ) dos relatórios financeiros, apropriações contábeis insuficientemente descritivas adotadas em algumas contas e inadequação do COSIF para algumas análises, entre outras limitações encontradas. É verificável ainda que os critérios de apropriação contábil e mesmo as definições de produtos financeiros diferem entre os bancos, podendo produzir cada um diferentes informações e resultados para um mesmo processo. Na atividade de intermediação financeira, ainda, os bancos têm diversas formas de captações e aplicações de recursos, que podem ocorrer ao mesmo tempo e sem nenhuma ordem de seqüência e/ou temporal. Isso torna a apuração dos resultados por produto mais difícil que de uma empresa não financeira. De fato, a maior parte dos executivos entrevistados comentou que a gestão da rentabilidade bancária é muito mais orientada POR CLIENTE do que POR PRODUTO, visto um mesmo cliente ser consumidor, concomitantemente, de diversos produtos. Sem dúvida essa realidade leva a um conceito implícito de subsídios cruzados na medida em que para atrair um cliente que apresente boas perspectivas de lucratividade em uma linha de produtos bancários pode ser necessário sacrificar margens em outra linha de produtos ao mesmo cliente. Em conseqüência dessas e outras características peculiares do setor, as informações financeiras produzidas pelos bancos são menos conclusivas e requerem um tratamento mais cuidadoso para seu manuseio. A FIPECAFI procurou validar, da melhor forma possível, as informações levantadas, principalmente confrontando-as com as demonstrações contábeis auditadas publicadas, bem como com médias apresentadas pelas instituições participantes da pesquisa e com informações padrões do setor disponibilizadas pelo Banco Central. É importante registrar que a FIPECAFI não teve acesso aos dados originais necessários para a determinação do spread bancário, recebendo os números diretamente das próprias instituições nas respostas aos questionários e s. Apesar de todo o esforço de validação das informações financeiras disponibilizadas pelos bancos, conforme apontado acima, permanece ainda a possibilidade de eventuais impropriedades ou inadequações em razão de não ter sido parte do escopo deste estudo a realização de uma validação ou auditoria dos dados originais na contabilidade das instituições financeiras, que pudesse melhor padronizar as informações diante de critérios de apropriação nem sempre equivalentes. TABELA 6 ESTRUTURA BÁSICA DO SPREAD BANCÁRIO RESULTADOS A) Receita Financeira de Aplicação XX Operações de Crédito Direcionamento B) Despesa de Captação (X) Recursos de Terceiros Resultado na Captação C) SPREAD BRUTO (A B) XX RESULTADOS D) Despesas Operacionais Diretas (x) Impostos s/ Operação Inadimplência Outras E) SPREAD DIRETO (C D) F) Despesas Operacionais Indiretas (x) G) SPREAD Antes IR/CSLL (E F) XX H) Provisão para IR e CSLL (x) I) SPREAD Líquido (G H) XX 15

15 5) DETALHAMENTO DO MODELO DE CÁLCULO DO SPREAD Tema atual e constante nas discussões de natureza econômica no Brasil, o spread é constantemente vítima de análises imperfeitas. A primeira e principal destas é não identificá-lo apropriadamente por seus diversos componentes. Numa visão introdutória, tem-se com freqüência e indevidamente tomado o spread calculado em sua forma bruta (receita de aplicação menos custo de captação) como sendo o valor final equivalente ao resultado dos intermediários financeiros. Nada mais incorreto tecnicamente; essa leitura equivaleria a se tomar o conhecido dado do resultado bruto das empresas comerciais e industriais como sendo o resultado líquido das mesmas, o que não é: daquele, há que se deduzir todas as despesas operacionais, e por último os impostos, para apenas então se chegar ao resultado operacional e posteriormente ao resultado líquido. Desta forma, procurou-se neste trabalho desmistificar a visão errônea de resultado bruto = resultado líquido, adotando-se apurações de spreads nos três momentos específicos da atividade bancária adiante discriminados. Por conseqüência, o modelo de apuração do spread bancário proposto traz diversas originalidades em relação às estruturas de cálculo mais tradicionais ou mais simplistas. Inicialmente, o spread está classificado em três categorias: a) bruto, deduzido somente das despesas financeiras de captação; b) direto, após a exclusão de outras despesas diretamente identificáveis com os produtos e c) líquido, obtido após a dedução das despesas indiretas apropriadas e dos impostos sobre lucros. Estão considerados no modelo, ainda, de forma original e mais analítica, os resultados na captação, apurados pelo que o banco pagou a menos que a taxa do CDI, taxa referencial de suas atividades financeiras. A seguir descrevemos cada um dos componentes do modelo: RECEITA FINANCEIRA DE APLICAÇÃO: Corresponde à consolidação da receita média (média de saldos diários informados pelas instituições e líquidos dos juros apropriados no período) por produto PF e PJ informada pelos bancos da amostra. A receita está subdividida em duas grandes categorias: Créditos e Direcionamento. A receita de Créditos corresponde à receita das operações efetuadas com recursos livres e aos repasses do BNDES. A receita de Direcionamento corresponde às receitas de aplicações das exigibilidades definidas pelo BACEN para o Crédito Rural e para o Crédito Imobiliário. Alguns ajustes são efetuados nos casos em que a Instituição não disponha de dados dos produtos. Para o Crédito Rural, por exemplo, observou-se que a maioria dos bancos não dispõe dos dados segregados entre PF e PJ e informaram, por solicitação posterior ao preenchimento da planilha, através de estimativa e experiência no negócio. DESPESA DE CAPTAÇÃO: A despesa de captação corresponde à consolidação das despesas financeiras de levantamento de recursos dos bancos da amostra. Para cada um dos bancos essa despesa é calculada através de metodologia que considera o custo total de recursos de terceiros. 16

16 A despesa de captação de cada produto foi subdividida em duas partes: Terceiros e Resultado na Captação: Terceiros: A despesa de captação do capital de terceiros é determinada no modelo pela multiplicação dos volumes emprestados (média dos saldos de aplicações informados pelos bancos e líquidos dos juros apropriados no período) de cada produto pela taxa média de CDI de 2003 (23,27%). Resultado na Captação: O resultado na captação corresponde à diferença da despesa de captação à taxa de CDI e da taxa média ponderada de captação efetivamente praticada pelo banco. Para os produtos Crédito Rural e BNDES, que possuem fundings específicos, foi utilizada a respectiva taxa de captação informada pelos bancos. A taxa do Crédito Rural, quando o banco teve aplicações com recursos próprios, foi ponderada pelos respectivos volumes e custo de fundings. No modelo desenvolvido de spread neste estudo, as despesas de compulsório foram consideradas iguais às respectivas receitas para anular o efeito das aplicações em compulsório que, de fato, não correspondem às operações de crédito. SPREAD BRUTO: Corresponde à diferença entre a receita financeira de aplicação consolidada e a despesa total de captação. DESPESAS OPERACIONAIS DIRETAS: Corresponde à consolidação das despesas diretamente identificadas com os produtos financeiros. Foram considerados os impostos indiretos (PIS, Cofins, ISS e outros de responsabilidade da instituição financeira), de acordo com as informações fornecidas pelas Instituições, e a inadimplência. Através de uma primeira avaliação, a inadimplência poderia ser calculada pela diferença entre as perdas acumuladas no período e as respectivas recuperações ocorridas no período. Contudo, em virtude da dificuldade de obtenção dessas informações por produto, foi considerada somente a constituição de provisões do período (PDD) divulgada nas demonstrações contábeis de Nos casos em que a Instituição informou a inadimplência por produto considerando o critério inicial, a diferença da despesa informada em relação ao total de PDD foi redistribuída com base nos percentuais médios de inadimplência com mais de 90 dias de atraso divulgados pelo BACEN (percentuais médios = os percentuais mensais multiplicados pelos volumes mensais do ano de 2003). Os percentuais foram aplicados aos respectivos saldos dos produtos e, para os produtos que não têm os percentuais divulgados (Crédito Rural, BNDES, outros), foi utilizado um percentual médio dos bancos que informaram. O conceito de inadimplência utilizado pelo BACEN é o saldo das operações em atraso sobre o saldo total de operações (nível de atraso); embora não seja um critério utilizado para constituição de provisão, os percentuais servem como parâmetro para distinguir a diferença de atraso entre os produtos. Parte-se do pressuposto de que quanto maior o nível de atraso, maior a necessidade de constituição de provisão; contudo, essa constituição depende da classificação de risco do cliente e da operação, o que não está disponível por produto. 17

17 De acordo com o critério utilizado, a despesa de inadimplência alocada foi de 5,56%, sendo 3,78% sobre os saldos dos produtos PJ e de 8,16% sobre os saldos de produtos PF. SPREAD DIRETO: Corresponde ao Spread Bruto consolidado deduzido das despesas operacionais diretas de todos os bancos da amostra. DESPESAS OPERACIONAIS INDIRETAS: As despesas operacionais indiretas correspondem ao percentual de 37,41% da soma das despesas de Pessoal e Outras Despesas Administrativas divulgadas pelos bancos nas Demonstrações de Resultado de A alocação do percentual ao processo Crédito e a alocação dos percentuais de despesas por produto foram realizadas considerando modelo de rateio desenvolvido pela FIPE- CAFI, especificamente para o Projeto (Anexo 1). SPREAD ANTES DO IR/CSLL: Corresponde ao Spread Direto deduzido das despesas operacionais indiretas dos bancos da amostra. Para o IR e CSLL foi considerada a alíquota de 34% quando o spread antes do IR/CSLL do produto se apresentou positivo e foi considerado o crédito tributário de 34% sobre o spread antes do IR/CSLL quando esse se apresentou negativo. Dessa forma, as despesas de IR/CSSL consolidadas por produto e pelo total na última coluna do modelo correspondem à alíquota de 34% sobre o spread antes do IR/CSLL. SPREAD LÍQUIDO: Corresponde à receita financeira das aplicações deduzidas das receitas financeiras de captação, despesas diretas, despesas operacionais indiretas e as despesas de IR e CSLL. Os spreads são apresentados por produto, por cliente PF e PJ e pelo total das Operações de Crédito. 18

18 6) RESULTADOS DO SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL A Tabela 7 ilustra os resultados da aplicação do modelo, segmentados em produtos PF e PJ. TABELA 7 RESULTADOS DO SPREAD BANCÁRIO R$ mil Consolidado todos os bancos PF PJ PF + PJ SALDO TOTAL SALDO DO CAPITAL EMPRESTADO SALDO DE REDIRECIONAMENTO A. RECEITA FINANCEIRA DE APLICAÇÃO Créditos Direcionamento B. DESPESA DE CAPTAÇÃO ( ) Terceiros ( ) ( ) ( ) Resultado na Captação C. SPREAD BRUTO (A - B) D. DESPESAS OPERAC. DIRETAS ( ) Impostos s/ Operações ( ) ( ) ( ) Inadimplência ( ) ( ) ( ) Outras E. SPREAD DIRETO (C - D) F. DESPESAS OPERAC. INDIRETAS ( ) ( ) ( ) G. SPREAD ANTES IR/CSLL (E - F) IR/CSLL ( ) ( ) ( ) H. SPREAD LÍQUIDO ESTRUTURA DO RESULTADO PF PJ PF + PJ A. RECEITA DE APLICAÇÃO FINANCEIRA 100,00% 100,00% 100,00% B. DESPESA DE CAPTAÇÃO -26,90% -50,13% -37,88% SPREAD BRUTO (A - B) 73,10% 49,87% 62,12% SPREAD DIRETO (C - D) 45,64% 30,08% 38,29% SPREAD LÍQUIDO 11,22% 1,84% 6,79% SPREADS PF PJ PF + PJ A. RECEITA DE APLICAÇÃO FINANCEIRA 35,49% 21,81% 27,37% B. DESPESA DE CAPTAÇÃO -9,55% -10,93% -10,37% SPREAD BRUTO (A - B) 25,94% 10,87% 17,00% SPREAD DIRETO (C - D) 16,20% 6,56% 10,48% SPREAD LÍQUIDO 3,98% 0,40% 1,86% Apesar das operações de crédito com pessoas jurídicas representarem 59,32% (R$ /R$ ) do total da média do crédito concedido, os bancos da amostra auferiram no ano de 2003 aproximadamente 52,74% de suas receitas financeiras de PJ e 47,26% de PF. Constatando-se que o custo médio de captação da PF e da PJ são bastante próximos, esse comportamento é melhor explicado como conseqüência das taxas de juros mais elevadas cobradas dos créditos concedidos às pessoas físicas. Observe na Tabela 7, 19

19 anterior, que o spread bruto em relação as receitas financeiras de aplicação é de 73,10% para PF e de 49,87% para PJ. Apesar de apresentarem custo de captação bastante próximos (9,55% na PF e 10,93% na PJ), a despesa de captação da PF em relação às receitas financeiras de aplicação é quase a metade da PJ (26,90% em relação a 50,13%), o que evidencia, de outra forma, o mais baixo spread que os bancos operam com a PJ. É interessante ressaltar na estrutura das despesas de funding o Resultado na Captação (R$ mil) calculado pela diferença entre a taxa de referência dessas operações (CDI) e a taxa média ponderada de captação efetivamente praticada pela instituição. O resultado total é positivo, e corresponde a 47,13% da receita financeira total da aplicação (R$ mil). A diferença entre a receita financeira de aplicação e a despesa de captação é entendida como o spread bruto; no exercício de 2003 esse resultado foi de 17%. Ao deduzir desse valor as despesas diretas (identificáveis diretamente com o produto), chega-se ao que se denomina de spread direto. O spread direto total foi de 10,48% no período. Em relação a receita financeira de aplicação, o spread direto atinge a 45,64% para a PF, 30,08% para a PJ e 38,29% para o total das operações de crédito. As despesas indiretas foram atribuídas às operações de crédito de acordo com critérios de alocação descritos em anexo a esse trabalho (Anexo 1). Esta alocação obedeceu a certos padrões de mercado e foi consensada pelas instituições financeiras participantes da pesquisa como uma das metodologias adequadas. Fica ressaltado que, diante da complexidade presente na alocação de custos indiretos aos produtos, outros critérios poderiam ser adotados, produzindo identicamente resultados razoáveis. As despesas indiretas são relevantes no cálculo do spread, consumindo mais de 73,0% do resultado direto auferido pelas instituições financeiras. Essa participação das despesas indiretas, junto com os impostos, reduz o spread líquido total para 6,79%, se comparado com as receitas financeiras, e para 1,86% se apurado pela diferença entre as taxas de aplicação e captação. O saldo de depósitos compulsórios totalizou R$ mil e as receitas informadas pelas instituições da amostra totalizaram R$ mil. Conforme citamos anteriormente, neste trabalho as despesas de compulsório foram consideradas iguais às respectivas receitas para anular o efeito das aplicações compulsórias. Comentários adicionais podem ser efetuados em relação ao retorno sobre o Patrimônio Líquido. Considerando-se o índice de capitalização de 11% (índice de Basiléia) e a ponderação de risco de crédito de 100% sobre o total dos volumes aplicados pelos bancos (R$ mil) pode-se ilustrativamente calcular o retorno sobre o Patrimônio Liquido (ROE) a partir do spread líquido calculado (R$ mil): K ex = C x i K ex = x 11% = K ex : Capital exigido C: Saldo total do capital emprestado i: Índice de capitalização 20

20 ROE = spread líquido = = 16,89% K ex Assim, com base na exigência de capital determinada pelo Banco Central, a rentabilidade sobre o capital próprio proveniente das operações de crédito é de 16,89%. 7) ALGUMAS LIMITAÇÕES DOS RESULTADOS O spread é calculado em valores nominais, e não em valores reais (não foram depurados os efeitos da inflação); Reconhecidamente, os bancos enfocam mais os clientes e não os produtos. Dessa forma, alguns produtos financeiros podem apresentar ilusoriamente um baixo spread em razão de vantagens oferecidas pelos clientes em outros produtos e serviços prestados pelo banco; O caixa dos bancos é único, não ocorrendo à identificação ( casamento ) do dinheiro. Dessa forma, não é possível identificar-se o funding diretamente com a operação. No desenvolvimento do trabalho, priorizou-se a utilização da taxa média do caixa único do banco, identificando-se apenas os custos de funding do crédito rural e dos repasses do BNDES; Não há um critério objetivo cem por cento que possibilite ratear as despesas operacionais indiretas aos produtos. Com isso, o spread líquido incorpora certa parcela de subjetividade determinada pelos critérios utilizados de alocação dos custos aos produtos. A margem de impropriedade dessa subjetividade fica, no entanto, minimizada pelo exercício de julgamento dos profissionais e pesquisadores que conduziram este trabalho pela FIPECAFI todos especialistas bem como pela validação das conclusões em discussões com especialistas em custos e controladoria dos bancos participantes da amostra. Por não considerar as despesas operacionais indiretas (não identificadas diretamente com os produtos), o spread direto é calculado sem a dedução do IR e CSLL. 8) ANEXO 1 CRITÉRIOS DE DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS I) OBJETIVO O modelo proposto define os critérios de distribuição dos custos indiretos (despesas operacionais indiretas) para os produtos de instituições bancárias. A distribuição, em um primeiro passo, direciona os custos para as categorias Empréstimos e Financiamentos a Pessoas Físicas, Empréstimos e Financiamentos a Pessoas Jurídicas e Outros, enquadrando-se nesta úl- 21

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