Os orixás não são lentos, eles são caprichosos : o projeto de criação do Espaço Sagrado da Curva do S (Parque Nacional da Tijuca/Rio de Janeiro)

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1 Os orixás não são lentos, eles são caprichosos : o projeto de criação do Espaço Sagrado da Curva do S (Parque Nacional da Tijuca/Rio de Janeiro) Roberta Machado Boniolo 1 Resumo: A partir da etnografia dos eventos e reuniões dos integrantes do Elos da Diversidade/Secretaria do Estado do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro busco demonstrar como estes atores traçavam estratégias para implementarem o Espaço Sagrado da Curva do S, visando dar visibilidade à relação das deidades afro-brasileiras com os elementos da natureza. O Espaço Sagrado foi pensando como um meio de diminuir os conflitos entre funcionários do Parque Nacional da Tijuca (Rio de Janeiro) e religiosos de matriz afro-brasileira motivados pelas práticas rituais com alimentos e bebidas, conhecidas como oferendas dentro do Parque. Tomo como objeto demonstrar que magia-técnica, numa inversão ao desencantamento do mundo proposto por Weber, interagia e atuava de forma complementar e relacional na consolidação do Espaço Sagrado da Curva do S por meio de diferentes actantes. Palavras-chaves: conflito, espaço sagrado, produção de visibilidade O Elos da Diversidade foi criado pela Secretaria do Estado de Ambiente/ Superintendência de Educação Ambiental com o objetivo de regulamentar uma área limítrofe ao Parque Nacional da Tijuca (PNT), conhecida como Curva do S, usada pelos religiosos de matriz afro-brasileira para a prática de rituais com alimentos e bebidas, conhecidas como oferendas. Os religiosos de matriz afro-brasileira utilizavam os espaços do Parque para a realização de oferendas, mas eram impedidos, muitas vezes de forma truculenta, pelos funcionários do PNT, que consideravam as oferendas impactantes àquele ambiente. Por outro lado, os religiosos sentiam-se discriminados, já que o Parque abrigava outras religiões e atividades de lazer, considerando um cerceamento ao direito à 1 Doutoranda em Antropologia pelo Programa de Pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense (PPGA/UFF). Pesquisadora do Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional da Conflitos (INCT-InEAC) e do Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisas (NUFEP). 1

2 liberdade religiosa, na medida em que o contato com a natureza é considerado fundamental à expressão de suas crenças. O Elos foi considerado, por seus integrantes, o resultado de uma conjunção de pessoas que participaram das discussões sobre as oferendas no Parque, iniciadas no final da década de 90. Busco analisar, a partir das reuniões e eventos promovidos pelos Elos, como os atores traçavam estratégias para implementarem o Espaço Sagrado da Curva do S, reivindicando o direito de religiosos de matriz afro-brasileira realizarem suas práticas religiosas na natureza, visando dar visibilidade à relação das deidades com os elementos da natureza. Neste artigo, proponho demonstrar como essas estratégias eram pautadas em dois atributos que perpassavam e justificavam as ações dos atores responsáveis pela sua implementação: o conhecimento religioso/religiosidade e o conhecimento práticometodológico. O primeiro, eu chamei de magia, numa inversão à perspectiva do desencantamento do mundo proposta por Weber (2004); o segundo de técnica, pensando nas características de um modelo de administração racionalizada do Estado (Weber, 2010). Nesse sentido, tomo como objeto demonstrar como magia-técnica interagia e atuava de forma complementar na consolidação do Espaço Sagrado da Curva do S por meio de diferentes atores e actantes (Latour, 1994;1997). Se a construção de uma política pública supõe a racionalização com vistas à promoção de uma maior eficiência das instituições, bem como a subordinação dos indivíduos à realidade, a constante referência às deidades revelaria o encantamento do mundo ao incorporar ao discurso racional os elementos rituais religiosos. Se a racionalização produzida pelo Estado deveria produzir esferas separadas na vida social, o encantamento produziria o efeito contrário. Embora esse processo possa ser considerado contraditório por aqueles que tomam como referência o modelo burocrático-racional como algo que deveria modelar as práticas dos agentes públicos, há de se considerar que toda burocratização pressupõe aspectos formais, mas também valores, o que significa que a presença de discursos religiosos na formulação de políticas públicas não seria algo desprovido de sentido, na medida em que a relação entre religião e política possa ser de interação e complementaridade, como analisa Weber (2004). Apesar de Weber estar interpretando e analisando o processo de secularização na Alemanha, é comum quando se trata de política pública utilizar o autor para pensar a secularização (e/ou laicização) em outros contextos, sem questionar como essas noções foram historicamente desenvolvidas em cada lugar (Montero, 2009). Dessa forma, a 2

3 separação é tomada como modelo de democracia moderna ocidental (Miranda, 2010). Por isso, eu parto dessa concepção para mostrar que, na cidade do Rio de Janeiro, a relação entre religião e política ganha outros contornos, buscando demonstrar como magia e técnica se faziam presente no plano prático e teórico das ações dos membros do Elos da Diversidade, atuando conjuntamente. A relação entre magia e técnica já foi explorada por outros autores na Antropologia. Malinowski (1978 [1922]), por exemplo, demonstrou como era impossível pensar a separação da técnica e da magia na construção de canoas, nas ilhas Trobriand. Havia a necessidade da técnica para que as canoas fossem construídas e da magia para garantir que as mesmas fossem colocadas no mar, para que as vidas dos homens que saíssem nas expedições fossem preservadas e que obtivessem sucesso nos seus empreendimentos comerciais marítimos. Mauss (2008[1904]) observou que a magia não só acompanhava a técnica auxiliando nas atividades pesqueiras, agrícolas e de caça, como também era um elemento dominante em outras ações. Na medicina, o autor destacou que a prática médica permaneceu durante muitos anos envolvida e dependente da magia, cercada pelos encantamentos, precauções, preces, passes e dietas mágicas. Desse modo, Mauss enfatizava que a relação entre esses domínios não deveria ser pensada isoladamente, mas em conjunto. Nessa direção, não busquei traçar os limites entre magia e técnica, mas compreender a partir de uma perspectiva antropológica como os atores as incorporavam na legitimação da construção da política pública, tanto para os favoráveis como para os contrários à implementação do Espaço Sagrado. A análise antropológica, nesse sentido, possibilitou pensar a construção desta política por meio da etnografia, favorecendo o entendimento e o questionamento das práticas dos atores que são responsáveis pela elaboração, implementação e execução da mesma, levando em consideração as dimensões subjetivas e objetivas das ações (Miranda, Paes e Oliveira, 2007) e dos discursos. A fim de evitar levar a discussão para um plano jurídico ou religioso e também como veremos no decorrer do texto, ambiental tomei como referência os trabalhos de Bruno Latour (1994) para pensar que as grandes divisões nas quais acostumamos a pensar o mundo já não dariam conta de explicar fenômenos que não pertenceriam somente às ciências naturais ou às ciências sociais, nem à natureza nem à cultura, mas estariam contidas nesses domínios, isto é, seriam híbridos, o que levaria ao questionamento dessas separações. Nesse sentido, ao invés de pensar quais seriam os domínios da magia e da 3

4 técnica na construção do Espaço Sagrado da Curva do S, foquei como magia-técnica atuava de forma complementar e relacional nos entendimentos e nas ações dos atores. Todos os dados apresentados foram construídos no decorrer de 17 meses de trabalho de campo para a escrita da minha dissertação (Boniolo, 2014), entre os anos de 2012 e 2014, acompanhando principalmente os eventos e as reuniões do Elos. Além da observação dessas atividades, analisei o material produzido pelos atores que participaram das discussões da temática das oferendas dentro do Parque Nacional da Tijuca. Espaço Sagrado da Curva do S Para ficar claro o que é/foi o Espaço Sagrado da Curva do S, proponho pensá-lo a partir de três pontos inter-relacionados: como um projeto, como um lugar e como uma política pública. Baseada na teoria ator-rede (Latour, 1994; 1997), descrevo brevemente como os múltiplos actantes que participaram do processo foram se associando para mostrar as estratégias de reivindicações de direitos pelo uso do Parque pelos integrantes do Elos da Diversidade. O Elos fazia parte de um dos componentes do Programa Ambiente em Ação da SEAM/SEA, em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), por meio de uma ação de extensão. O Programa tinha por finalidade apoiar a construção da sustentabilidade ambiental através da articulação, fortalecimento e implementação de políticas públicas voltadas para questões sociais, culturais e ambientais 2, sendo constituído por três componentes: Elos da Diversidade, Ambiente saudável é ambiente sem homofobia e Eixo Campanhas. O foco, porém, do Programa sempre foi o Elos da Diversidade, como afirmou um dos seus membros, já que os demais seriam apoio a outras Secretarias. O projeto de construção de um espaço destinado aos religiosos de matriz afrobrasileira surgiu devido aos impedimentos por parte dos funcionários do Parque do uso das florestas e cachoeiras feita pelos religiosos. Diante das restrições de acesso dos espaços PNT, representantes de ONGs, professores acadêmicos, religiosos de matriz afrobrasileira e funcionários do Parque passaram a discutir a temática da oferenda com o objetivo de encontrar maneiras de garantir que os direitos constitucionais dos religiosos fossem assegurados, e que, ao mesmo tempo, os direitos de proteção do Parque fossem 2 Relatório de Atividades do Elos da Diversidade (2011). 4

5 mantidos 3. Após as mobilizações iniciais para garantir acesso dos religiosos ao Parque, foi criado pelas coordenações de educação ambiental e de cultura do PNT, o projeto Meio Ambiente e Espaço Sagrado 4. Em um primeiro momento, as coordenadoras buscaram compreender como as diversas religiões que usavam o Parque se relacionavam com o meio ambiente. Em seguida, foram realizados seminários para debater o tema das oferendas. No primeiro seminário foi idealizado a criação de um espaço, fora do Parque, destinado a realização das oferendas. A construção desse espaço foi vista como uma possibilidade de diminuir os conflitos motivados pelas oferendas (Nascimento, 2006). A Curva do S não foi a primeira opção dos atores dessas discussões, mas acabou sendo escolhido por abrigar os elementos naturais indispensáveis aos rituais religiosos, como pedra, água, árvores e, principalmente, pela privacidade. Ainda que às margens de uma avenida, o lugar fica protegido do olhar de quem passa pela estrada. Assim, a Curva do S foi escolhida para sediar o primeiro espaço sagrado público da cidade do Rio de Janeiro. O lugar, já frequentado pelos religiosos, ganharia uma infraestrutura que permitiria aos frequentadores mais conforto e dignidade. De um local cogerido pelo Parque, a Curva do S passou a ser um dos pontos centrais do projeto de criação do espaço sagrado. O projeto consistia/consiste em reformular o interior da Curva do S para melhorar as condições das práticas rituais. Desde o primeiro croqui até a maquete apresentada pelo Elos, em 2013, foram planejados banheiros, telefone público, composteira 5, vestiários, bancos, construção de rampas para facilitar o acesso de deficientes físicos e idosos, coleta regular de lixo e um espaço em que pudesse ser realizado cerimônias, eventos e até oficinais de reformulação das oferendas. Paralelamente às tentativas de criação da infraestrutura, os atores que participaram desse processo buscavam incentivar o uso de materiais biodegradáveis nas oferendas, quando fosse possível. Para isso percorriam casas e terreiros buscando conversar com os religiosos e com as entidades sobre as possibilidades de alteração dos procedimentos adotados nas oferendas. Nessas ocasiões eram distribuídos os materiais produzidos pelas 3 Para o conhecimento de todas as instituições e pessoas que participaram desse processo, ver Nascimento (2006). 4 Para um aprofundamento desse processo, ver Nascimento (2006) e Costa (2008). 5 A composteira seria usada para transformar os elementos que poderiam ser reaproveitados das oferendas em adubo. 5

6 pessoas e instituições que faziam parte dos grupos de discussões sobre as oferendas no Parque, como a cartilha OKU ABO - Decálogo das Oferendas. O Decálogo foi escrito por integrantes da ONG Defensores da Terra e o templo Ilê Omi Oju Arô, com apoio da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da ALERJ. O Décalago pontua os cuidados que devem ser tomados na escolha do local para a realização da oferenda, os 5 R s das oferendas: reduzir, reaproveitar, reciclar, responsabilizar e recolher, o uso de materiais biodegradáveis nas oferendas, e ainda pontos polêmicos entre os próprios religiosos como o uso, ou não, de velas e o tempo mínimo que a oferenda precisa ficar na natureza. Desse modo, seus criadores focaram a necessidade de se discutir as práticas adotadas nos rituais, levando em conta a importância de se admitir novas atitudes que dialoguem entre os saberes trazidos pelos religiosos e a proteção dos recursos naturais, ressaltando que a destruição da natureza seria resultado desse desconhecimento e não da religião em si. Nessa direção, os integrantes dos grupos de discussões dos seminários construíam vínculos entre os conhecimentos dos religiosos mais velhos na busca de elementos que pudessem reformular as práticas das oferendas, entendidas como uma volta às origens a partir dos conhecimentos técnico-científicos dos ambientalistas. Além disso, argumentava-se o uso da floresta dentro de um discurso ressignificado sobre a relação dos ancestrais dos religiosos com a própria formação do Parque 6, bem como a diferenciação dos religiosos dos simpatizantes, demarcando aqueles a quem deveriam ser atribuídos os impactos da natureza daqueles que desejavam a sua proteção. Por outro lado, aqueles contrários à presença dos religiosos dentro do PNT discutiam os danos que as práticas religiosas causavam àquele ambiente, em defesa da proteção da floresta. Quando um dos atores, que sempre participou ativamente desse processo, foi escolhido para um cargo na Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Ambiente (SEAM/SEA), as pessoas favoráveis à criação do espaço sagrado ficaram mais otimistas, passando a ver o momento como o mais favorável para a concretização dos planejamentos arquitetônicos da Curva do S, já que o projeto havia tornado uma pauta do próprio governo. Nesse momento foi criado o Elos da Diversidade. 6 Devido às crises de abastecimento de água na cidade do Rio de Janeiro, durante o período imperial, a área atualmente pertencente ao Parque passou por um processo de reflorestamento. O projeto foi elaborado pela administração da cidade, mas executado por escravos. 6

7 O Elos da Diversidade pode ser entendido como uma política pública que tinha três metas: a construção da infraestrutura do Espaço Sagrado, a regulamentação do seu uso por meio de regras construídas em conjunto com os religiosos e atividades de educação ambiental, que consistiam em oficinas com a finalidade de discutir a reformulação das práticas religiosas e incentivar o uso de elementos biodegradáveis, situando os grupos religiosos dentro de um contexto mais amplo dos discursos ambientalistas de preservação da natureza. Além do mais, podia ser entendido como um grupo formado por religiosos de matriz afro-brasileira (umbanda e candomblé), por professores acadêmicos, por uma equipe de apoio administrativa e de eventos e, ainda, por funcionários da SEAM/SEA 7. Um conjunto de dez religiosos mais velhos considerados pelos membros do Elos, os mais tradicionais da cidade, tanto do candomblé como da umbanda, chamados de Guardiões do Sagrado e da Natureza finalizava a lista dos integrantes. Embora, a participação dos mais velhos ficassem restritas aos eventos, a influência deles era a garantia de credibilidade perante os religiosos de fora do projeto, como veremos a seguir. A magia-técnica na implementação do Espaço Sagrado da Curva do S Uma das formas de entender a especificidade da política pública Espaço Sagrado da Curva do S é a partir da relação entre os membros do projeto e as deidades afrobrasileiras, ou melhor, a partir das características pessoais dos componentes do Elos com as características dos guias e orixás. De certa forma, essa relação com as divindades auxilia na compreensão de como os próprios integrantes do Elos viam o papel de cada um dentro do grupo e como eram construídas as respectivas relações. As qualidades e os defeitos, bem como as funções que as pessoas desempenhavam dentro da própria religião, eram acentuadas por meio de relações jocosas (Radcliffe- Brown, 1974), isto é, relações obrigatórias de brincadeira que podiam ser percebidas como uma forma de interação entre pessoas de um mesmo grupo em que algumas destas 7 Os integrantes do Programa Ambiente em Ação Elos da Diversidade dividem-se de acordo com os seguintes cargos: 1)Secretário de Estado do Ambiente; 2) superintendente de educação ambiental e coordenadora geral do Programa Ambiente em Ação; 3)coordenadora acadêmica do Programa Ambiente em Ação; 4) coordenador do componente Elos da Diversidade; 5) coordenadora adjunta do componente Elos da Diversidade; 6) coordenadora administrativa; 7) coordenador de logística; 8) coordenador do plano integrado de comunicação; 9) moderadora; 10) articuladores e consultores de comunidades e povos de terreiros; 11) assessor técnico religioso; 12) secretária e 13) equipe de produção. Para ver a função de cada cargo, ver Boniolo (2014). 7

8 estariam autorizadas a fazer brincadeiras e zombarias, sem que a outra parte se sentisse ofendida, nem que gerasse hostilidade. A análise empreendida por Radcliffe-Brown, sobre as relações de parentesco, mostrou que esse tipo de brincadeira não podia ser pensada isoladamente. Quando acontecia uma relação caracterizada pela jocosidade, ocorria ainda uma relação de evitação (Radcliffe-Brown, 1974). Desse modo, as brincadeiras marcavam as interações dentro desse grupo, mas ao mesmo tempo em que aproximavam as pessoas, produzia uma distância ao explicitar que existiam outras hierarquias em disputa naquele ambiente. Em uma religião como o candomblé, por exemplo, que é marcada pelos ritos de iniciação, esse tipo de relação é importante para compreender não somente o lugar de cada um dentro do grupo, mas também a maneira como eram construídas as relações, pautadas nos atributos místicos de suas divindades (Silva, 2006, p.90). A constituição dos membros do projeto privilegiou as pessoas que já participavam das discussões sobre as oferendas desde o início, no PNT. Quando a incorporação de outras pessoas era feita ao projeto, estas tendiam a ser indicadas pelos próprios membros. Embora esse tipo de indicação possa conflitar com os princípios da burocracia-racional, nas religiões de matriz afro-brasileira, os relacionamentos são efetivados por laços sociais e de sangue, por isso, não seria contraditório que os nomes sugeridos fossem de pessoas conhecidas. Mesmo o projeto seguindo uma estrutura hierárquica e a função de cada um dentro do grupo estivesse definida previamente, a seleção de pessoas para ocuparem os cargos ia além de suas qualificações técnicas, era compreendida igualmente em relação às designações das deidades. Se num primeiro momento essa indicação fugia a uma racionalidade burocrática, por outro lado, garantia um diálogo mais próximo com os membros dos cultos afro-brasileiros e as especificidades destas religiões. Não significava dizer, no entanto, que as relações não fossem conflituosas entre os próprios membros do Elos e destes com outros religiosos. A articulação entre a Secretaria do Ambiente do Estado e a Universidade (UERJ) atribuía um tom técnico ao programa, tornando para um dos membros do Elos um fator positivo para que estes mobilizassem outros religiosos, de fora do projeto. Assim, a universidade, formuladora de um conhecimento científico, garantiria uma visão de seriedade junto aos religiosos. Isso aconteceria do mesmo modo com os funcionários do Parque que compartilhavam com a academia o valor pelo conhecimento científico. 8

9 Os membros do Elos procuravam articular o saber religioso ao saber científico, valorizando-o dentro de um discurso vinculado aos discursos sobre a preservação ambiental. Dessa forma, o conhecimento técnico e o conhecimento religioso se faziam presentes o tempo todo nas reuniões e eventos do projeto. Como explicou um dos membros: O discurso não é tão cartesiano, não é tão objetivo; tem as coisas objetivas das organizações dos eventos e do conhecimento; mas ao mesmo tempo tem uma ligação direta com o sagrado: isso é coisa de exu, o orixá quer (...) (Membro do Elos da Diversidade durante uma reunião semanal). Se a universidade e a trajetória profissional dos seus membros garantiam um caráter técnico-científico ao discurso, por outro lado, o pertencimento às religiões afrobrasileira pelos mesmos, sem dúvida, fazia muita diferença nos esforços de concretização do projeto ao longo dos anos, tanto por parte dos membros do Elos como dos funcionários do PNT. A forma como o grupo desenvolvia suas ações tentando conciliar diferentes discursos (religiosos e científicos) possibilita pensarmos o conflito entre o modelo racional da burocracia e a forma como as políticas públicas são implementadas. Embora houvesse um movimento por parte dos membros do Elos de valorizar o conhecimento dos religiosos para a reformulação das práticas religiosas, as mudanças tomariam por base os saberes técnicos das ciências da natureza: primeiro porque esta é a linguagem característica da política pública; e segundo porque precisavam se posicionar diante dos possíveis impedimentos dos funcionários do Parque usando as próprias categorias da conservação. Além disso, era a linguagem que os coordenadores do Elos também dominavam. A ressignificação das práticas a partir de um discurso ecológico incidia em um dos pontos principais da criação do Espaço Sagrado da Curva do S : a construção de normas para o uso religiosos do espaço. Como política pública objetiva-se padronizar o acesso e o uso do espaço a todos que procurarem o lugar para realizar seus ritos religiosos. Se alguns membros do Elos diziam que era fundamental estabelecer regras de uso, uma vez que trata de uma área que integra uma unidade de conservação, outros diziam que, ao criá-las, o Estado estaria interferindo nas práticas dos cultos. 9

10 A controvérsia (Latour, 2000) em torno das regras era pautada em duas ideias que os membros do Elos tentavam articular: a ideia do que seria tradição representando os valores dos religiosos e da modernidade representando as mudanças das práticas orientadas pelo saber científico sobre a natureza. Ora estes dois termos se articulavam e se faziam presentes na interação entre os religiosos e as divindades, ora havia uma tentativa em demarcar e separar os limites entre ambos. De acordo com um dos membros, a mudança nas práticas era necessária porque ao colocar uma oferenda em uma área de unidade de conservação, o religioso cometeria um crime, podendo ser punido. No entanto, as mudanças não deveriam ser impostas de forma arbitrária, mas feitas conjuntamente pelos religiosos e outros atores, como afirmou um dos membros do Elos. Por isso, a presença dos guardiões, mesmo que apenas nos eventos, ia além da legitimação das ações dos seus membros, mas também na tentativa, por meio de suas experiências e de seus conhecimentos, de considerar os valores presentes nessas religiões na construção das regras de uso do Espaço Sagrado. A mudança sem perder o fundamento aparecia na análise feita por Mariana Silva (2012) sobre a articulação dos religiosos de cultos afro-brasileiros, conhecidos como batuqueiros, na região de Porto Alegre (RS), diante dos ataques de grupos neopentecostais e de polêmicas sobre o uso de animais em rituais pela associação dos defensores dos direitos dos animais, ressaltando a relação de suas divindades com a natureza. No trabalho, Silva demonstrou como ocorria a depreciação destes religiosos na sociedade, principalmente, pelo uso de sangue de animais nas oferendas que eram muitas vezes associados às práticas macabras e de magia negra, e como os batuqueiros buscavam dar soluções práticas para os elementos usados nos rituais dentro de um discurso ambiental a partir da ideia de oferenda ecológica e da sacralização dos animais. Para Silva, as religiões e suas tradições estão sempre se reinventando, se repensando, dialogando com outros valores éticos e morais de acordo com a mudança na sociedade brasileira (2012, p.125). Dessa forma, os batuqueiros e umbandistas da cidade de Porto Alegre reinterpretavam a religião como ecológica. E ser ecológico, segundo a autora, não é apenas um novo modo de fazer seus rituais, mas também é compreendido como voltar às origens, à prática antiga do batuque, no tempo em que os ebós possuíam até mais força mágica, quando eram feitos em cima da folha de bananeira (2012, p ). 10

11 As tentativas de adaptação a um contexto local e como os religiosos encontravam soluções para essas dificuldades impostas fizeram parte da etnografia escrita por Halloy sobre a instalação e fixação de um terreiro na cidade de Carnières Bélgica. O autor demonstrou as dificuldades que o chefe do culto encontrava na tentativa de adaptar o culto aos recursos humanos e aos materiais disponíveis para a realização dos rituais. No primeiro caso, a dificuldade estava relacionada em encontrar tocadores para acompanhar os rituais de saída do santo, seja por estes não acreditarem na legitimidade de um culto conduzido por um belga e branco; seja pelos percussionistas desconhecerem os toques específicos das cerimônias, o que atrapalhava a condução do culto, pelo consumo de bebidas ou drogas antes das cerimônias pelos músicos, e ainda, de encontrar as plantas que pudessem ser trocadas para a realização dos rituais. Pensando a construção do Espaço Sagrado como uma política pública, o primeiro desafio que os membros do Elos precisaram lidar foi com o tempo. O tempo da política pública era marcado por cronogramas de atividades e cumprimento da programação dentro dos prazos estipulados. Assim, era preciso que todos aqueles que estavam empenhados em sua implementação trabalhassem conjuntamente e realizassem dentro do tempo determinado o que cada um ficou incumbido de executar. Constantemente eram verificadas as datas finais de cada etapa do projeto nas reuniões. Quando estas estavam próximas, os coordenadores cobravam as ações de seus responsáveis. Essa temporalidade definida por meio de um calendário precisava lidar com outra temporalidade: o tempo dos orixás e das entidades, que era apreendido pelos religiosos a partir das narrativas dos mais velhos. Nesse sentido, os encontros com os pais e mães de santo tradicionais da cidade era uma forma de os membros do Elos compreenderem os valores da religião apresentados em formas de mitos e lembranças de tempo pretéritos a fim de serem traduzidos (Latour, 2000) em uma linguagem do direito. Desse modo, os membros do Elos atuariam como porta-vozes das deidades na consolidação do Espaço Sagrado da Curva do S a partir dos saberes técnico-científicos da conservação. A aparente falta de objetividade dos encontros para uma pessoa de fora da religião demonstrava claramente como o conhecimento é transmitido nas religiões afrobrasileiras. Em muitas ocasiões tive dificuldade para entender o objetivo desses encontros que eram marcados pela narração de histórias. Segundo Vagner Silva, o conhecimento no candomblé é apresentado em forma de parábolas, de mitos, de casos aparentemente sem sentido imediato (...). Um conhecimento que o ouvinte só lentamente vai juntando para constituir sua compreensão da religião (2006, p.45). Dessa maneira, nos encontros com 11

12 os guardiões, ao incentivar que estes contassem como deveria ser o comportamento dos filhos no terreiro, a ex-superintendente que também era do candomblé pretendia que, a partir das histórias contadas, os valores centrais da religião aparecessem para nortear as regras do Espaço Sagrado da Curva do S. Tal forma é diferente do que se espera num documento técnico oficial. Construir política públicas em conjunto com os povos de santo demandava, portanto, uma preocupação em entender esse tempo não linear, esse tempo que é experimentado na vivência do terreiro e nas falas dos mais velhos. Assim, se a veiculação dos membros do Elos com as religiões afro-brasileiras era vista com desconfiança para quem estava de fora do projeto e desqualificado por fugir à lógica da burocracia racional, permitia aos membros avançar em determinadas discussões por conhecerem os valores da religião. Os valores que marcavam a tradição apareciam nas narrativas de forma saudosista e iam além de um tempo passado, consolidando-se nos aspectos que os mais velhos consideravam centrais na prática religiosa, como a oralidade e a hierarquia, ambas refletidas na ação de ouvir atentamente os ensinamentos dos mais velhos. Se considerarmos que o sucesso do projeto dependia, com ou sem a sua implementação, de que os religiosos e frequentadores da Curva do S se sensibilizassem sobre a reformulação de suas práticas, não bastava que alguns elementos fossem trocados durante o ritual por outros, era preciso focar nas diferenças e necessidades presentes dentro de cada culto, por isso os encontros com os guardiões. Em relação ao projeto Espaço Sagrado da Curva do S, a questão principal quando se pensa a reformulação das práticas rituais, mais do que articular os saberes da conservação com os saberes da tradição, ou uma volta às origens, é saber se os actantes estão de acordo com as mudanças. Como explicaram dois religiosos mais velhos, na umbanda quem determina os elementos que serão utilizados são as entidades. Logo, as mudanças nas práticas passariam pelos mesmos. Nesse caso, a agência dos não humanos se sobressaía a dos humanos. Já no candomblé, as mães e os pais de santo além de serem sensibilizados, precisavam de meios para que estas mudanças se concretizassem durante o ritual e para que possam negociá-las com as entidades. Apesar de ser uma religião fundamentada na natureza, a maior parte dos terreiros se localizam no espaço urbano. Dessa maneira, não bastaria trocar, por exemplo, o alguidar por uma determinada folha, uma vez que não tendo acesso a esta ou o alto custo de alguns materiais, comprados em locais específicos, tornaria o ritual inviável de ser concretizado. 12

13 Assim, era preciso envolver os não humanos na formulação da política pública, tendo em vista que nenhuma mudança ou reformulação seria possível se os mesmos não estiverem de acordo. Embora não fossem explicitados nas reuniões, os não humanos participaram ativamente do projeto, já que eram consultados para saber os rumos a serem tomados, através dos trabalhos individuais que seus membros faziam e nas consultas 8 nos dias de festa. Por isso, o pertencimento dos membros do Elos às religiões afro-brasileiras não deve ser visto como um empecilho à construção da política pública, mas sim como uma forma possível de direcionar as ações de forma específica devido ao compartilhamento das mesmas cosmologias. Ao pensarmos o projeto Espaço Sagrado da Curva do S o sagrado perpassava todas as ações de seus integrantes. Entretanto, a objetividade, caracterizada pela técnica, também estava presente entre os membros do Elos. Podia ser vista na forma como o texto do projeto foi escrito; nas ações a serem executadas, descritas por meio do uso de verbos no infinitivo, marcando a impessoalidade dos sujeitos a quem a mesma era destinada; na padronização das ofertas e serviços aos religiosos de matriz afro-brasileira; na participação dos especialistas; na construção de um relatório de atividades; na prestação de contas e nas demais ações. Magia e técnica, portanto, compunham um conjunto, muitas vezes não harmônico, em que uma se sobrepunha à outra de acordo com o contexto em que seus usos precisavam ser acionados. Assim sendo, o desencantamento do mundo que abriu portas para a técnica e para a ciência, como vimos, não excluía a magia da política, nem das ações dos atores envolvidos na implementação das políticas públicas Cabe sublinhar que essa relação não é uma característica apenas dos religiosos de matriz afro-brasileira. De acordo com Vital da Cunha e Lopes, quando os pentecostais se organizaram com o temor de que a Igreja Católica ampliasse seus privilégios na formulação da Constituição de 1988, consideravam como justificativa para ocupar o campo político a defesa dos valores da família, por isso (...) precisavam se organizar para atuar contra ativistas homossexuais e feministas, bem como contra os defensores da umbanda e do candomblé. Como consequência, os católicos que atuavam até a Constituinte por meio de lobby e de acesso privilegiado de religiosos do CNBB ao governo e aos políticos (VITAL DA CUNHA e LOPES, 2012, p. 41), posteriormente, passaram a se organizar em frentes parlamentares. 8 Consulta é o momento do rito de umbanda no qual o médium, incorporando seus guias espirituais, fornece conselhos, orientações em relação a um problema ou dificuldade que o consulente esteja passando. 13

14 Na implementação da política pública Espaço Sagrado da Curva do S, técnica e magia se faziam presentes em todos os domínios e em todas as ações dos integrantes do Elos da Diversidade. Não pretendi classificar as ações do Elos enquadrando-as como fundamentadas na magia ou na técnica, mas mostrar que estes termos fazem parte de um conjunto, e que, portanto, não podem ser pensados isoladamente, mas de forma relacional e dinâmica (Dumont, 2008). Eram essas duas ideias, acionadas em contextos diferentes, que legitimavam as ações do Elos para os demais religiosos e para os representantes do Estado, funcionários do PNT e aqueles contrários à presença dos religiosos nas áreas do Parque. Considerações Finais Ao dizer que a técnica e a magia estavam presentes nas ações dos integrantes do Elos da Diversidade, atuando conjuntamente e de forma relacional, pretendi demonstrar que esses dois termos não são contraditórios quando se pensa a implementação de políticas públicas, mas complementares e que, portanto, não podem ser isolados na análise. A todo o momento eram feitas referências às divindades para justificar a construção da política pública, de cujo sucesso dependia de que as práticas reformuladas fossem aprovadas por elas. A presença constante dos não humanos nos discursos era uma forma de legitimar as ações dos membros do Elos perante os religiosos, dentro e fora do projeto. Às deidades também eram atribuídos os encontros que marcavam as associações nas redes tecidas pelos atores durante o longo processo de criação do projeto de construção do Espaço Sagrado. Da mesma forma que a elas se dirigiam os pedidos para que o projeto de criação do Espaço Sagrado fosse concretizado. Por outro lado, havia a necessidade de construir as ações pautadas em argumentos técnico-científicos para justificar e legitimar a própria política pública para aqueles de fora da religião ou contrários à criação do Espaço Sagrado. As duas ações, no entanto, aconteciam de forma conjunta: ao mesmo tempo em que era discutida a planilha de gastos dos materiais que seriam usados nos eventos, pedia-se à divindade que não chovesse no dia marcado. Assim, ao mapear como as redes foram tecidas pelos atores até chegarem ao Elos da Diversidade busquei demonstrar, mesmo que brevemente, as estratégias argumentativas e práticas que foram utilizadas para a criação de um espaço visto pelos atores que participam das discussões sobre as práticas religiosas dentro do PNT como uma solução para o conflito entre os rituais com oferendas e as leis de proteção ambiental 14

15 dentro de uma unidade de conservação. A criação deste espaço para os membros do Elos, no entanto, não estava ligada apenas às garantias das práticas rituais das oferendas, mas, principalmente, a um ato de respeito às religiões que durante muitos anos foram perseguidas e criminalizadas pelos agentes do Estado. A argumentação para defender os interesses dos membros do Elos, na busca por acesso ao espaço público e no reconhecimento dos direitos dos religiosos pelos agentes do Estado fazia com que a técnica e a magia, agindo conjuntamente, perpassassem outras áreas do conhecimento, ou ainda, que acionassem novas redes. Em vista disso, mesmo que o tempo da política pública fosse ditado pelas eleições e o Elos tenha chegado ao fim sem ter conseguido executar a implementação da infraestrutura e das regras de uso do Espaço Sagrado, o projeto continuava. O projeto iniciado em 1996/1997 está longe de ser concretizado, mas isso não desanimava aqueles que participaram/participam desse processo: os orixás não são lentos, eles são caprichosos, afirmou um dos membros do Elos. Em um tom confiante, outro respondeu: o que são 17 anos para eles? Nada!. A dúvida e a incerteza dos novos rumos são constantes, a única certeza é de que para seguir em frente com a luta é preciso articular e restabelecer alianças e/ou traçar novas estratégias. Referências Bibliográficas BONIOLO, Roberta Machado. Um tempo que se faz novo : o encantamento de uma política pública voltada à regulamentação dos rituais de religiões afro-brasileiras. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense, Niterói, COSTA, Lara Moutinho. A Floresta Sagrada da Tijuca: Estudo de Caso de conflito envolvendo uso publico religioso de Parque Nacional. Dissertação (Mestrado em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social) Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, Instituto de Psicologia Programa de Estudos Interdisciplinares de Comunidades e Ecologia Social EICOS, Rio de Janeiro, DUMONT, Louis. Homo Hierarchicus: o sistema de castas e suas implicações. São Paulo: EdUSP, HALLOY, Arnaud. Um candomblé na Bélgica: traços etnográficos de tentativa de instalação e suas dificuldades. Revista de Antropologia, São Paulo, USP, 2004, v.47, n.2. 15

16 LATOUR, Bruno. Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora. São Paulo: Editora UNESP, LATOUR, Bruno. Jamais fomos modernos: ensaio de antropologia simétrica. Rio de Janeiro: Ed.34, LATOUR, Bruno; WOOLGAR, Steve. A vida de laboratório: a produção dos fatos científicos. Rio de Janeiro: Relume Dumará, MALINOWSKI, Bronislaw. Argonautas do Pacífico Ocidental. Um relato do empreendimento e da aventura dos nativos nos arquipélagos da Nova Guiné Melanésia. São Paulo: Abril Cultural, 1978 [922]. MAUSS, Marcel. Ensaio sobre a dádiva. In.: Sociologia e Antropologia. São Paulo: Cosac Naify, 2008 [1904]. MIRANDA, Ana Paula M. Entre o privado e o público: considerações sobre a (in)criminação da intolerância religiosa no Rio de Janeiro. In: Anuário Antropológico, MIRANDA, Ana Paula Mendes de; PAES, Vívian Ferreira; OLIVEIRA, Marcella Beraldo. Antropologia e Políticas Públicas. Cuadernos de Antropología Social, v. 25, p , MONTERO, Paula. Secularização e espaço público: a reinvenção do pluralismo religioso no Brasil. Etnográfica (Lisboa), v. 13, p. 7-16, NASCIMENTO, Graça. Projeto Religião e Meio Ambiente. In.: I Seminário de Educação, Cultura e Justiça Ambiental: Meio Ambiente e espaços sagrados no contexto das unidades de conservação. Rio de Janeiro: RADCLIFFE-BROWN & FORDE, Daryll (orgs.) [1950]. Sistemas políticos africanos de parentesco e casamento. Lisboa: Calouste Gulbenkian, SILVA, Mariana Barbosa e. Orixás, guardiões da ecologia : um estudo sobre conflito e legitimação das práticas religiosas afro-brasileiras em Porto Alegre. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo, São Paulo, SILVA, Vagner Gonçalves da. O antropólogo e sua magia: trabalho de campo e texto etnográfico nas pesquisas antropológicas sobre religiões afro-brasileiras. 1.ed., São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, VITAL DA CUNHA, Christina; LOPES, Paulo Victor Leite. Religião e Política: uma análise de parlamentares evangélicos sobre direitos das mulheres e de LGBTs no Brasil. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich,

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