Alocação de Banda Efetiva para Tráfego Multimídia em Redes IP/MPLS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Alocação de Banda Efetiva para Tráfego Multimídia em Redes IP/MPLS"

Transcrição

1 Alocação de Banda Efetiva para Tráfego Multimídia em Redes IP/MPLS Paulo. P. Carvalho 1, Priscila Solís Barreto 2, Márcio Augusto de Deus 3 e Ricardo Martins Lemos 4 1,3,4 Departamento de Engenharia Elétrica, 2 Departamento de Ciência de Computação Universidade de Brasília, Campus Darcy Ribeiro, Brasília-DF, CEP Resumo Este trabalho apresenta a proposta de uma estratégia de alocação de banda em um núcleo IP/MPLS de grande porte. Com base na análise do tráfego real presente neste tipo de redes, em que se verificam as características de auto-similaridade e longa dependência, é utilizado o calculo de banda efetiva para tráfego auto-similar. São realizadas análises de tráfego com o objetivo de verificar e validar a utilização da estratégia proposta para a e identificação de novas configurações de rede e recursos. É realizada uma comparação entre o modelo de controle de banda fixo e a estrategia proposta. Os resultados experimentais indicam a potencial aplicação da metodologia proposta em ambientes operativos de grandes operadoras de telecomunicações que procuram otimizar a alocação de banda e o uso de recursos. Palavras chave banda efetiva, tráfego auto-similar, IP/MPLS, qualidade de serviço, gerenciamento de banda. I INTRODUÇAO Nos últimos anos, a integração de serviços nas redes de telecomunicações promoveu um intenso desenvolvimento de serviços e aplicações multimídia para a Internet. Esse cenário, que caracteriza uma rede convergente, agrega diferentes tipos de tráfego em um conjunto de classes com prioridades específicas e diferentes requerimentos de QoS. Por meio de políticas diferenciadas de serviço, nos núcleos das redes têm se implementado estratégias para alocação de banda e garantias de QoS. Na grande maioria das grandes operadoras de telecomunicações, estes núcleos são baseados em tecnologias tais como o MPLS (Multi-protocol Label Switching) [1, 2] e DiffServ. Dado o grande volume de tráfego, estas estratégias apresentam suas limitações do ponto de vista de resultados e gerenciamento e são considerados estágios transitórios de tecnologia e do paradigma. Um desafio essencial nos ambientes de aplicações multimídia é a implementação de garantias de qualidade de serviço. Nesse sentido, a caracterização de tráfego, a otimização de roteamento e o planejamento da rede são pontos necessários [3, 4] a serem abordados. A partir dos trabalhos que verificaram que o tráfego baseado na multiplexação estatística não tinha um comportamento de curta dependência [5, 6, 7] e sim uma natureza auto-similar, estudos diversos realizados posteriormente sobre medidas reais de tráfego verificaram que o tráfego agregado ou multimídia, que tem a multiplexação estatística como elemento dominante nos backbones das operadoras,, também possui altos graus de auto-similaridade [8, 9, 10] e longa dependência. Com base nessa caracterização, tem sido propostas novas metodologias para dimensionamento de redes, avaliação de performance e engenharia de redes, mas a complexidade na aplicação destas metodologias tem limitado seu uso abrangente e cotidiano nos ambientes de operação real. Este trabalho se propõe, a partir da caracterização do tráfego no núcleo de rede de uma grande operadora de telecomunicações, apresentar uma proposta de uso prático para a alocação de banda de tal forma a garantir níveis de serviço necessários para aplicações diferenciadas. Com base no conhecimento e da caracterização do perfil de tráfego das aplicações, é apresentada uma metodologia composto por vários passos que tem como resultado final uma melhor eficiência no uso dos recursos. Os resultados verificados em um ambiente de simulação mostram o potencial uso da proposta em um ambiente de operação real caracteristico de um operadora de telecomunicações de grande porte. O trabalho está estruturado da seguinte forma: na seção II é descrita a metodologia de gerenciamento de banda, é explicado o procedimento de caracterização do tráfego e é apresentada a proposta para a adaptação continua da rede. Também nesta seção é descrito o modelo matemático para o computo da banda passante e é discutido o processo de configuração de rede. Na seção III são mostrados os resultados experimentais e é analisado um ambiente de simulação que comprova a aplicabilidade da metodologia proposta em um ambiente de operação real. A seção IV apresenta as conclusões e trabalhos futuros derivados deste trabalho.

2 II METODOLOGIA PARA GERENCIAMENTO DE BANDA A. Caracterização do Tráfego Conforme medidas realizadas em ambientes reais, o tipo de tráfego que está sob análise possui um nível muito alto de agregação [9]. Esta ocorrência pode ser verificada em maior ou menor grau dependendo do horário que estiver sendo medido, em grandes e em pequenas escalas de tempo. Um traço de um tráfego auto-similar coletado a uma escala de tempo possui as mesmas características estatísticas que uma versão do tráfego em uma escala de tempo diferente [11]. Sob o ponto de vista matemático, a auto-similaridade para um processo estocástico em tempo contínuo é definida pela igualdade no sentido probabilístico conforme mostrado na Eq. 1, que define um processo em tempo contínuo X(t) como exatamente auto-similar. d ( ) = X t a X ( at), a > 0 (1) A Eq. 1 mostra que as funções amostras de um processo X(t) e as de sua versão escalada a X(at), obtidas comprimindo-se o eixo do tempo por fator a e o eixo das amplitudes por um fator a, não podem ser distinguidas estatisticamente. Ou seja, os momentos de ordem n de X(t) são iguais aos momentos de ordem n de X(at) escalonados por a -n. O parâmetro de urst, o é então um elemento fundamental a ser identificado no tráfego. Para o tráfego auto-similar, o é maior que 0,5 e medidas em redes operativas mostram valores entre 0,8 e 0,95 [8, 9]. B. Computo da Banda Passante Os estimadores de banda, atualmente conhecidos, usam um conceito introduzido por Kelly et al. [12], em que existe uma dependência direta do tamanho do buffer e das escalas de tempo relacionadas com a possibilidade de trasbordo deste. O conceito está mostrado na Eq. 2 em que X[0,t] é a quantidade de bits que chegam em um intervalo [0,t] e se assume que X[0,t] possui incrementos estacionários. A variável b é o tamanho do buffer, t é o tempo ou sua escala e BP é a capacidade em bits por segundo. bx [0, t] [ ] 0 < b, < log E e BP( b, t) = t bt Na proposta apresentada neste trabalho para a computação de banda passante foi utilizada uma variação do método desenvolvido por Norros [6] chamado de Processo Envelope do Movimento Browniano Fracionado e que foi avaliado em [13] e é representado pela sigla FEP (Fractal Envelope Process). Para dependência de longa duração este método (2) gerou estimativas com um grau de confiabilidade, inclusive em situações de necessidade de uso interferente em tempo quase real. A Eq. 3 descreve o calculo da banda passante, em que K representa o buffer, a representa a média, é o parâmetro de urst, σ representa o desvio padrão das amostras e P loss representa a probabilidade da perda de dados por transbordo do buffer. Esta equação é válida para quando o valor do tráfego esteja no intervalo [0.5, 1]. EN = a + K ( 2*ln( P * ) * ( 1 ) * σ (3) loss) Com o objetivo de visualizar a aplicação da Eq.3 foi coletado um conjunto de séries de tráfego de aplicações multimídia em uma rede de grande porte. O resultado da análise destas séries é mostrado na Fig. 1, que mostra no eixo horizontal o parâmetro e no eixo vertical a banda estimada conforme a Eq. 3. Foram traçadas curvas de 0,5 segundos até 5 minutos. Pode-se notar que conforme o for maior, a necessidade de banda para um mesmo tamanho de buffer aumenta sensivelmente. Banda Estimada (Mbps) ,5 0,54 0,58 0,62 0,66 Estimador FEP Banda média = 108Mbps 0,7 σ = 52,34 e P loss =2% 0,74 0,78 0,82 0,86 0,9 0,94 0,98 Figura 1. Curva de Estimação de Banda Passante 108Mbps C. Proposta para a Adaptação Continua da Rede b=5min b=1min b=5s b=1s b=0,5s O objetivo da rede de uma operadora de telecomunicações é o de oferecer serviços conforme as necessidades dos assinantes e manter na medida do possível, as características acordadas durante todo o período de prestação de serviços. Desta forma, não é interessante que a rede tenha as suas características alteradas constantemente sem que para isto exista a garantia que o ambiente sofrerá instabilidades que invariavelmente repercutem na qualidade do serviço oferecido.

3 O fluxo geral apresentado na Fig. 2 é uma proposta para a adaptação continua da rede com base na caracterização do tráfego, na estimação de banda e na adaptação dos elementos de rede. Como pode ser observado nesta figura, na fase de tratamento e análise (T.A.), o primeiro passo consiste na coleta dos dados, efetuada através de softwares específicos ou diretamente nas interfaces de rede dos roteadores. Na proposta deste trabalho, a fase de classificação do tráfego é importante para que a análise possa ser efetuada de forma diferenciada, isto é, cada aplicação deve ter as suas amostras separadas para efetuar uma análise por tipo de serviço. Na fase de análise os parâmetros, média e variância ou desvio padrão são inferidos. Após a finalização da fase T.A. os parâmetros são inseridos em um estimador de banda onde é determinada a necessidade por tipo de aplicação ou serviço. Com base nesta informação devem ser configurados túneis através de uma ferramenta que fará a tradução das novas configurações em comandos diretos nos elementos de rede. Um melhor detalhe dos processos envolvidos na fase T.A. está descrito na Fig. 2, em que, após os dados terem sido coletados, é efetuado o cálculo de medida de posição (média, mínimo, máximo), é feito o calculo das medidas de dispersão representadas pelo desvio padrão ou variância, coeficientes de variação e assimetria. Caso existam outliers estes deverão ser retirados. A análise seguinte está relacionada com a inferência do tipo de distribuição. Os parâmetros para a caracterização do tipo de tráfego serão inferidos através de no mínimo duas técnicas distintas, conforme detalhado em trabalhos relacionados [7]. Rede sob análise Coleta de dados Classificação Análise T.A. Abstração de comandos para a rede Nova configuração Estimação de nova banda necessária Retirar outliers s n T.A. Dados coletados Medidas de posição Medidas de Dispersão Cálculo de existência de outlier Existem outliers? n Análise da validade do nº de amostras Inferência da distribuição Grau de aderência Qui-Quadrado Nº de amostras ok? Média, Mediana, Moda, Mínimo, Máximo Amplitude, Desvio padrão, Variância, Coeficiênte de Variação e Assimetria Armazena Tipo de distribuição Marca escala Estimação Estimação h(t) Est.B Figura 3. Processo inicial de caracterização de tráfego D. Configuração de Túneis Armazena Armazena h(t) A idéia central relativa ao controle é a possibilidade de estabelecer túneis por engenharia de tráfego configurando enlaces de alta velocidade. A Fig. 4 descreve esquematicamente a influencia do método proposto no estabelecimento dos túneis, em que a banda nominal das interfaces é de 10Gbps. Após a configuração e seleção dos túneis a serem utilizados por tipo de aplicação, neste caso representado pelo campo DSCP do cabeçalho IP ou do campo EXP do cabeçalho MPLS, o processo é iniciado com a configuração inicial dos túneis com base na utilização calculada em função de cada aplicação ou serviço, de forma estática. Após, os processos de coleta são iniciados, conforme descrito anteriormente na Fig. 3. Neste momento é importante definir o grau de liberdade que a ferramenta poderá atuar de forma a modificar o parâmetro de banda dos túneis em função da Eq. 3. Figura 2. Fluxo geral da estratégia de planejamento e curto e longo prazo

4 Tráfego Tráfego Agregado Todas as aplicações Aplicação de diffserv seleção de túnel Interface física Tráfego Agregado Todas as aplicações 350 Modelo FEP P loss =1% Sistema de Aplicação de Engenharia de tráfego Túneis Intserv RSVP Figura 4. Estabelecimento de túneis BP GL= ± Ω.(EN) (4) O método de estimação descrito na Eq. 3 apresenta tendência para a superestimação de banda [13, 15]. Em [14] é introduzido um fator de otimização de banda, descrito pelas Eqs. 5 e 6, em quef op é a nova banda otimizada, b é o buffer normalizado, b =b/b 0 e b 0 é o menor tamanho de buffer considerado. A variável L indica o máximo fator de rajada(burst). 2 EN fop = 5 ' b L if 0 < 0.7 (5) 2 EN fop = 75 ' b L if > 0.7 (6) Na Fig. 5 é feita uma comparação entre o cálculo de banda fixo para o estabelecimento dos recursos de rede contidos nos túneis e os estimadores dinâmicos. Como pode ser visto na figura, o processo de estimação após ter sido otimizado, permite a sua utilização na determinação do parâmetro de banda para o estabelecimento dos túneis. A Tabela 1 mostra os valores da banda total, da banda média e do desvio padrão para cada um dos túneis. TABELA 1. ESTIMAÇÃO FIXA DOS TÚNEIS PARA TTP E Túnel por aplicação Banda Média σ Túnel fixado pelo máximo Túnel TTP fixado pelo máximo fop = Taxa (Mbps) :00 04:00 06:00 08:00 10:00 Tempo (h ) 12:00 14:00 16:00 18:00 20:00 22:00 Figura 5. Predição de tráfego TTP e com fator de otimização III. RESULTADOS EXPERIMENTAIS TTP Túnel TTP constante Túnel Constante Para avaliar o comportamento da rede real quando submetida à metodologia proposta neste trabalho, foi realizado um ciclo completo do fluxograma, com especial atenção à fase T.A., com coletas e classificação de tráfego por tipo de aplicação. A fonte de tráfego mais significativa, nas coletas realizadas, foi o http (hyper text transfer protocol), seguido pelas aplicações do tipo (peer-to-peer). O serviço de browsing ou http é o serviço com a maior parcela de uso. Porém não se pode considerar este como resultado de uso apenas dos serviços do tipo www (world wide web), pois atualmente diversas aplicações estão sendo mascaradas por trás deste tipo de serviço, o que dificulta a sua identificação. A Fig. 6 mostra uma parcela de 07 (sete) dias do tráfego, em que pode-se observar que nos dias 07 (sete) e 08 (oito) existe um comportamento diferenciado, pois tratam-se de finais de semana. A Fig. 7 mostra o comportamento das séries de tráfego para diferentes aplicações, coletadas em um ambiente de operação real durante um intervalo de 24 horas. Os dados foram coletados na rede através do sistema de gerência dos elementos, de forma a ser possível a identificação do tipo de aplicação. O resultado da fase de caracterização do tráfego é mostrado na Tabela 2. O método utilizado para o cálculo de parâmetro foi o proposto em [16]. É interessante observar nesta tabela que para todas as coletas de tráfego, os valores do parâmetro de auto-similaridade possui valores próximos Pode-se observar que todos os tráfegos apresentam valores bem acima de 0,5, e em alguns casos, o está acima de 0,9, o que confirma um alto grau de longa dependência e conseqüentemente, uma maior dificuldade de tratamento para este tipo de aplicação.

5 Na Tabela 3 são mostrados os resultados de análise para estabelecimento dos túneis por valores de pico, que seria o parâmetro principal para os parâmetros de configuração dos túneis ao se considerar o método de controle de banda fixo. A Fig. 8 mostra um comparativo do resultado dos túneis ao serem estabelecidos conforme a metodologia proposta neste trabalho e as medidas de pico de tráfego para cada tipo de aplicação. Os valores mostrados servirão de base para a realimentação do sistema nas próximas fases. Nota-se que os valores calculados possuem grande dependência do tamanho de buffer utilizado. Para este trabalho, foram usados os valores padronizados pelo fabricante dos elementos roteadores utilizados na simulação. Mbps / n SOMA DE CAPACIDADE : 02-03: 02-09: 02-15: 02-21: 03-03: 03-09: 03-15: 03-21: 04-03: 04-09: 04-15: 04-21: 05-03: 05-09: 05-15: 05-21: 06-03: Dia- oras TEMPO 06-09: 06-15: 06-21: 07-03: 07-09: 07-15: 07-21: 08-03: 08-09: 08-15: 08-21: SERVIÇO VoIP Browsing TABELA 2. CÁLCULO DO PARÂMETRO DE URST Time Slot Parâmetro de auto-similaridade (horas) TTP VoIP Figura 6. Consumo de banda por serviço medido no sentido rede para o assinante, valores reais divididos por uma constante n, coleta de 07 (sete) dias 0:00 0,898 0,723 0,68 1:00 0,962 0,730 0,842 2:00 0,963 0,709 0,843 3:00 0,935 0,708 0,825 4:00 0,928 0,710 0,808 5:00 0,942 0,720 0,822 6:00 0,964 0,790 0,844 Banda (Mbps) Medidas Reais de Tráfego (Dia 26 de abril de 2006) VoIP TTP 7:00 0,968 0,870 0, :00 0,948 0,950 0, :00 0,926 0,931 0,806 02:00 04:00 06:00 08:00 10:00 12:00 14:00 16:00 18:00 20:00 22: :00 0,942 0,940 0,822 11:00 0,965 0,950 0,845 12:00 0,948 0,950 0,828 13:00 0,953 0,950 0,833 14:00 0,967 0,952 0,847 15:00 0,964 0,951 0,844 16:00 0,967 0,957 0,847 17:00 0,977 0,958 0,857 18:00 0,975 0,960 0,855 19:00 0,979 0,950 0,859 20:00 0,981 0,902 0,861 21:00 0,985 0,899 0,865 22:00 0,984 0,890 0,864 23:00 0,981 0,811 0,861 24:00 0,900 0,790 0,861 Tempo (h) Figura 7. Amostras de tráfego real retiradas de uma rede real TABELA 3. PICOS DE TRÁFEGO PARA ESTABELECIMENTO DOS TÚNEIS Parâmetro TTP VoIP Pico 200,00 548,00 192,00 σ 16,68 178,12 68,74 Média 174,17 362,83 113,00 Um segundo fator de extrema importância é o período mínimo de atuação na rede que o sistema proposto poderá atuar sem comprometer a estabilidade da mesma. Neste trabalho, de forma empírica a partir de observações na rede, foram escolhidos períodos maiores a 60 (sessenta) minutos, pois as coletas de dados para análise ocorrerão em intervalos mínimos de 1 minuto. É importante mencionar o fato de que a Fig. 8 mostra a predição em um intervalo de 24 horas, porém sendo feito a

6 cada 60 minutos e não simultaneamente para todo o intervalo de tempo mostrado. Desta forma, a cada ciclo é realizada uma análise dos dados amostrados para a tomada de decisão. Com o objetivo de validar os resultados anteriores foram realizadas simulações de uma rede operacional real com o uso do OPNET [17]. A Fig. 9 mostra a topologia completa em que cada símbolo corresponde a uma sub-rede com no mínimo 6 (seis) e no máximo 20 (vinte) elementos. Modelo FEP P loss=1% fop = Taxa (Mbps) :00 04:00 06:00 08:00 10:00 12:00 14:00 Tempo (h ) Figura 8. Predição de banda para a configuração dos túneis dinâmicos 16:00 18:00 20:00 22:00 Túnel TTP - Pico TTP Túnel - Pico Túnel VoIP - Pico O tráfego foi inserido do centro de roteamento A para o B e cada túnel para as aplicações (http, e VoIP) foi inicialmente configurado com o valor de pico. No ambiente real estas sub-redes estão situadas a uma distância de 2.000km. A partir deste ponto a rede começa a ter os seus dados coletados e então após os primeiros 60 (sessenta) minutos é realizada a primeira inferência dos resultados, de forma periódica. Valores típicos observados em rede reais para a variável p loss estão entre 0,1% até 2% e representam a probabilidade de perda de pacotes. Nas simulações realizadas foi adotado um valor de 2%. Para verificar o nível de efetividade foram realizadas várias simulações para comparar os valores da largura de banda alocada para os túneis conforme os valores de pico e a metodologia proposta neste trabalho. A primeira configuração estabeleceu os túneis com base nos dados de tráfego calculados pelo valor pico. O tráfego foi marcado como AF=3 com 200Mbps, o tráfego http foi marcado como BE=3 com taxa de 548 Mbps e VoIP foi marcado como EF=5 com taxa de 192 Mbps (ver Tabela 2). Na segunda configuração, os túneis foram estabelecidos conforme os valores calculados pela Eq. 3 e otimizados pelas Eqs. 5 e 6. O calculo para o tráfego marcado como AF=3 foi de 20Mbps, o tráfego http marcado como BE=3 foi de 160 Mbps e o tráfego VoIP marcado como EF=5 foi de 20 Mbps. VoIP fop = Taxa (Mbps) Simulação 02:00 Figura 9. Topologia da rede em operação. 04:00 06:00 08:00 10:00 Modelo FEP P loss=1% 12:00 14:00 Tempo (h ) Figura 10. Comparação da alocação de banda para os túneis simulação 1 16:00 18:00 20:00 22:00 Túnel TTP - Pico TTP Túnel - Pico Túnel VoIP - Pico Os resultados comparativos das anteriores configurações são mostrados na Fig. 10 em que se pode observar que o método de alocação da banda dos túneis conforme a metodologia proposta neste trabalho representa uma economia de recursos de 656 Mbps ou 69,78% para o período de análise. Para outro período de observação os túneis foram configurados pelos valores de pico sendo o tráfego (marcado como AF=3) igual a 200Mbps o tráfego http (marcado como BE=3) igual a 548 Mbps e VoIP (marcado como EF=5) igual a 192 Mbps. Após, os túneis foram estabelecidos conforme os valores calculados pela Eq. 3 com a otimização das Eqs. 5 e 6 com o tráfego marcado como AF=3 com 196Mbps, o tráfego http marcado como BE=3 com 548 Mbps e o tráfego VoIP marcado como EF=5 com 176Mbps. Os resultados são mostrados na Fig. 11. VoIP

7 Este caso representa pouco em termos de economia de recursos, pois foram apenas 20Mbps ou 2% para este período de análise. Por outro lado. esta medida demonstra que os períodos de congestionamento foram respeitados não havendo restrição de recursos para os períodos de maior tráfego. As perdas após o período de análise foram monitoradas durante na simulação e observou-se que os valores não ultrapassaram o valor de 1% previamente definido em todas as simulações. economizada por um novo ciclo de atuação pode ser usado por uma outra aplicação. Devido à necessidade de se manter a estabilidade das redes também foi proposta um grau de liberdade para a atuação do sistema de predição e comprovou-se que não se deve atuar na rede em curtos espaços de tempo. Nos casos analisados a recomendação é de um intervalo de 60 (sessenta) minutos entre cada novo ciclo. Neste trabalho o uso dos estimadores multifractais não foi ainda avaliado, porém para controles em escalas menores que 1(um) minuto pode ser necessário no sentido de fornecer uma maior precisão ao calculo. Trabalhos em desenvolvimento derivados desta pesquisa se concentraram em gerar tráfego multi-fractal, avaliar a banda efetiva conforme esse modelo e verificar o impacto na rede em termos de otimização de recursos. V. BIBLIOGRAFIA [1] Evans J., Filsfils C. Deploying IP and MPLS QoS for multiservice networks. ISBN-13: , Morgan Kaufmann, [2] Sheluhin O., Smolskiy S., O. Andrew. Self-Similar Processes in Telecommunications. ISBN: , Wiley Publishers, Fig. 11. Comparação da alocação de banda para os túneis simulação 2 Conforme o resultado anterior observa-se que o a metodologia proposta com as suas características temporais de aplicação mostra-se adequada de ser aplicada em uma rede de operação de grande porte. IV. CONCLUSÕES E TRABALOS FUTUROS Neste trabalho foi proposta uma metodologia para a alocação e gerenciamento de banda em redes IP/MPLS. A metodologia se fundamenta na caracterização do tráfego conforme o modelo de auto-similaridade e FEP (fractal envelope process). O calculo da banda passante é utilizado para o estabelecimento de túneis em uma rede de serviços integrados. Em função da análise do comportamento do tráfego e do tipo de serviço que está sendo transportado, nota-se que a utilização do modelo de tráfego auto-similar contribui positivamente para a melhoria da eficiência na alocação da banda. Durante o desenvolvimento deste trabalho, em função da análise do comportamento do canal dependendo do tipo de serviço que está sendo transportado, nota-se que a utilização do modelo auto-similar contribui positivamente para a melhoria da eficiência do uso do canal. O principal resultado atingido foi o indicador de uma melhoria na eficiência dos recursos de rede, uma vez que a banda [3] Elwalid A., Jin C., Low S. Widjaja I., MATE: MPLS Adaptive Traffic Engineering, pp , Infocom [4].Lee K., Toguyeni A., Noce A., Rahmani A., Comparison of Multipath Algorithms for Load Balancing in a MPLS Network, Volume3391, pp , Lecture Notes in Computer Science, Springer-Verlag, [5] Leland W. et al. On the self-similar nature of ethernet traffic (extended version), IEEE/ACM Trans. on Networking, vol. 2, no. 1, pp [6] Norros, Ilkka.. On the use of factional Brownian motion in the theory of connectionless networks. IEEE Journal of Selected Areas in Communications, 13(6): , [7] Mark E. Crovella and Azer Bestavros. Self-Similarity in World Wide Web Traffic: Evidence and Possible Causes. In: IEEE/ACM Transactions on Networking, Vol. 5, pp , [8] Sahinoglu, Z. Tekinay, S, On multimedia networks: self-similar traffic and network performance. In: IEEE Communications, Volume: 37, Issue: 1, pp , [9] Carvalho, P.. P.,Solis P. A. B, Deus, M., Queiroz, B.,Carneiro, B. A per Application Traffic Analysis in a Real IP/MPLS Service Provider Network. The 2nd IEEE IFIP/ International Workshop on Broadband Convergence Networks (IM2007/BCN2007), IEEE Communications Society [10] Yusheng JI. Multi-Scale Internet Traffic Analysis Using Piecewise Self- Similar Processes. In: IEICE Transactions in Communications, E89-B: , [11] Park K., Willinger W. Self-Similar Network Traffic and Performance Evaluation. John Wiley and sons. ISBN: , [12] Kelly, F.P., Zachary, S., Ziedins, I., editors. Notes on Effective Bandwidth, pages Oxford University Press [13] Fonseca N. L. S., Drummond, A. C., Devetsikiotis, M. Uma Avaliação de Estimadores de Banda Passante Baseados em Medições. Instituto de Computação Universidade Estadual de Campinas. Department of Electrical

8 and Computer Engineering North Carolina State University Raleigh, EEUU [14] Fonseca N. L. S., Drummond, A. C., Devetsikiotis, M. Uma Avaliação de Estimadores de Banda Passante Baseados em Medições. Instituto de Computação Universidade Estadual de Campinas. Department of Electrical and Computer Engineering North Carolina State University Raleigh, EEUU [15] Abry, P., Baraniuk, R.G., Flandrin, P. Riedi, R.. e Veitch, D. The Multiscale Nature of Network Traffic: Discovery, Analysis, and Modelling. In: IEEE Signal Processing Magazine, vol. 19, nº. 3, pp , [16] Kettani,., Gubner, J.A. A. Novel Approach the Estimation of the urst Parameter in Self-similar Traffic, Proceedings of IEEE Conference on Local Computer Networks, Tampa, Flórida, Novembro [17] OPNET, Modeler, SP Guru, IT Guru Academic Edition. Documentação disponível eletronicamente em 2007

Impacto das Fontes de Tráfego Multimídias em um Nó de Rede Usando o Escalonador FIFO

Impacto das Fontes de Tráfego Multimídias em um Nó de Rede Usando o Escalonador FIFO Impacto das Fontes de Tráfego Multimídias em um Nó de Rede Usando o Escalonador FIFO Tatiana Annoni Pazeto; Renato Moraes Silva Curso de Licenciatura Plena em Informática Universidade Federal de Mato Grosso

Leia mais

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito - QoS e Engenharia de Tráfego www.labcisco.com.br ::: shbbrito@labcisco.com.br Prof. Samuel Henrique Bucke Brito Introdução Em oposição ao paradigma best-effort (melhor esforço) da Internet, está crescendo

Leia mais

Gerenciamento Adaptativo de Largura de Banda Baseada na Predição de Tráfego Usando Wavelets

Gerenciamento Adaptativo de Largura de Banda Baseada na Predição de Tráfego Usando Wavelets Gerenciamento Adaptativo de Largura de Banda Baseada na Predição de Tráfego Usando Wavelets Autora: Marta Calasans Costa Lacerda 1, Orientador: Jamil Salem Barbar 1 1 Programa de Pós-Graduação em Ciência

Leia mais

QoS para VoIP II: Calculador VoIP de Largura de Banda e Atraso

QoS para VoIP II: Calculador VoIP de Largura de Banda e Atraso QoS para VoIP II: Calculador VoIP de Largura de Banda e Atraso Esta série de tutoriais sobre Qualidade de Serviço (QoS) para Voz sobre IP (VoIP) apresentará algumas particularidades relativas à Qualidade

Leia mais

Este tutorial apresenta conceitos e recomendações para o planejamento de uma rede multi-serviço.

Este tutorial apresenta conceitos e recomendações para o planejamento de uma rede multi-serviço. O que se deve considerar no planejamento de uma rede multi-serviço? Este tutorial apresenta conceitos e recomendações para o planejamento de uma rede multi-serviço. Jorge Moreira de Souza Doutor em Informática

Leia mais

QoS em Redes IP: Arquitetura e Aplicações

QoS em Redes IP: Arquitetura e Aplicações QoS em Redes IP: Arquitetura e Aplicações Mário Meireles Teixeira mario@deinf.ufma.br Motivação Atualmente, funcionam sobre as redes IP aplicações cujos requisitos elas não foram projetadas para atender

Leia mais

Um estudo comparativo de processos envelope para modelagem de tráfego multifractal

Um estudo comparativo de processos envelope para modelagem de tráfego multifractal Um estudo comparativo de processos envelope para modelagem de tráfego multifractal César Augusto Viana Melo, Nelson Luis Saldanha da Fonseca Ý ½ Instituto de Computação Universidade Estadual de Campinas

Leia mais

Análise do retardo fim-a-fim em redes de servidores Generalized Processor Sharing com tráfego auto-similar

Análise do retardo fim-a-fim em redes de servidores Generalized Processor Sharing com tráfego auto-similar Análise do retardo fim-a-fim em redes de servidores Generalized Processor Sharing com tráfego auto-similar Nelson L. S. da Fonseca, Flávio de M. Pereira,DaltonS.Arantes Instituto de Computação Universidade

Leia mais

3 Qualidade de serviço na Internet

3 Qualidade de serviço na Internet 3 Qualidade de serviço na Internet 25 3 Qualidade de serviço na Internet Além do aumento do tráfego gerado nos ambientes corporativos e na Internet, está havendo uma mudança nas características das aplicações

Leia mais

Análise da Influência do Parâmetro de Hurst na Avaliação de Desempenho de Filas P/M/1

Análise da Influência do Parâmetro de Hurst na Avaliação de Desempenho de Filas P/M/1 Análise da Influência do Parâmetro de Hurst na Avaliação de Desempenho de Filas P/M/1 Wiliam H. Hisatugu & Anilton S. Garcia Resumo O uso de sistemas de filas com Distribuição de Pareto é uma das formas

Leia mais

Dimensionamento e Engenharia de Tráfego: Optimização de Redes de Telecomunicações

Dimensionamento e Engenharia de Tráfego: Optimização de Redes de Telecomunicações Dimensionamento e Engenharia de Tráfego: Optimização de Redes de Telecomunicações Prof. Amaro F. de Sousa asou@ua.pt, DETI-UA, gab.325 23 de Abril de 2008 Objectivos Desenvolvimento e implementação de

Leia mais

Tópicos Especiais em Redes Alta Performance. Paulo Aguiar DCC/UFRJ

Tópicos Especiais em Redes Alta Performance. Paulo Aguiar DCC/UFRJ Tópicos Especiais em Redes Alta Performance Paulo Aguiar DCC/UFRJ Conteúdo A convergência das redes e os grandes desafios Sistemas grandes são melhores Rede IP global como solução: limitações de desempenho

Leia mais

SIMULAÇÃO DE REDES DE COMPUTADORES COM OPNET IT GURU ACADEMIC EDITION

SIMULAÇÃO DE REDES DE COMPUTADORES COM OPNET IT GURU ACADEMIC EDITION 20 de Dezembro de 2011 SIMULAÇÃO DE REDES DE COMPUTADORES COM OPNET IT GURU ACADEMIC EDITION José Roberto Teixeira Dias Filho SIMULAÇÃO DE REDES DE COMPUTADORES COM OPNET IT GURU ACADEMIC EDITION Aluno:

Leia mais

IV. Em uma rede Frame Relay o roteamento dos quadros é de responsabilidade do protocolo IP da família de protocolos TCP/IP.

IV. Em uma rede Frame Relay o roteamento dos quadros é de responsabilidade do protocolo IP da família de protocolos TCP/IP. Exercícios: Redes WAN Prof. Walter Cunha http://www.waltercunha.com/blog http://twitter.com/timasters http://br.groups.yahoo.com/group/timasters/ Frame-Relay 1. (FCC/Pref. Santos 2005) O frame-relay é

Leia mais

Qualidade de serviço. Determina o grau de satisfação do usuário em relação a um serviço específico Capacidade da rede de atender a requisitos de

Qualidade de serviço. Determina o grau de satisfação do usuário em relação a um serviço específico Capacidade da rede de atender a requisitos de Qualidade de serviço Determina o grau de satisfação do usuário em relação a um serviço específico Capacidade da rede de atender a requisitos de Vazão Atraso Variação do atraso Erros Outros Qualidade de

Leia mais

Redes de Dados. Aula 1. Introdução. Eytan Mediano

Redes de Dados. Aula 1. Introdução. Eytan Mediano Redes de Dados Aula 1 Introdução Eytan Mediano 1 6.263: Redes de Dados Aspectos fundamentais do projeto de redes e análise: Arquitetura Camadas Projeto da Topologia Protocolos Pt - a Pt (Pt= Ponto) Acesso

Leia mais

QoS em roteadores Cisco

QoS em roteadores Cisco QoS em roteadores Cisco Alberto S. Matties 1, André Moraes 2 1 Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores Rua Gonçalves Chaves 602 96.015-000 Pelotas RS Brasil 2 FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC

Leia mais

Walter Cunha Tecnologia da Informação Redes WAN

Walter Cunha Tecnologia da Informação Redes WAN Walter Cunha Tecnologia da Informação Redes WAN Frame-Relay 1. (FCC/Pref. Santos 2005) O frame-relay é uma tecnologia de transmissão de dados que (A) opera no nível 3 do modelo OSI. (B) tem velocidade

Leia mais

Uso da montagem de rajadas em redes de comutação óptica de pacotes e o impacto no tráfego Internet passante

Uso da montagem de rajadas em redes de comutação óptica de pacotes e o impacto no tráfego Internet passante Uso da montagem de rajadas em redes de comutação óptica de pacotes e o impacto no tráfego Internet Gustavo Bittencourt Figueiredo *, Nelson Luís Saldanha da Fonseca *, César Augusto Viana Melo *, Marcos

Leia mais

NetBook: uma ferramenta para avaliação de desempenho de sistemas de comunicação

NetBook: uma ferramenta para avaliação de desempenho de sistemas de comunicação NetBook: uma ferramenta para avaliação de desempenho de sistemas de comunicação Marcilia Andrade Campos 1, Erick Lopes Silva 1, Diogo de Carvalho Pedrosa 1, Jorge Luiz de Castro e Silva 1, Janine Aguiar

Leia mais

Fig. 1: Relatório de lucratividade de setembro de 1998 a setembro de 1999 ( )

Fig. 1: Relatório de lucratividade de setembro de 1998 a setembro de 1999 ( ) 1, This article presents a purpose of QoS for IP networks. It shows how Internet Service Providers can guaranty QoS, according with the type of flow being controlled. We have described how a high speed

Leia mais

Francisco Tesifom Munhoz X.25 FRAME RELAY VPN IP MPLS

Francisco Tesifom Munhoz X.25 FRAME RELAY VPN IP MPLS X.25 FRAME RELAY VPN IP MPLS Redes remotas Prof.Francisco Munhoz X.25 Linha de serviços de comunicação de dados, baseada em plataforma de rede, que atende necessidades de baixo ou médio volume de tráfego.

Leia mais

MPLS. Multi Protocol Label Switching

MPLS. Multi Protocol Label Switching MPLS Multi Protocol Label Switching Nome: Edson X. Veloso Júnior Engenheiro em Eletrônica Provedor de Internet desde 2002 Integrante da equipe de instrutores da MikrotikBrasil desde 2007 Certificado Mikrotik:

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Introdução Instituto de Informátic ca - UFRGS Redes de Computadores Circuitos virtuais, frame relay,tm e MPLS (redes WN) ula 4! Comunicação entre dois dispositivos exige um meio Enlaces ponto-a-ponto ou

Leia mais

Estudo Experimental da Tecnologia MPLS: Avaliação de Desempenho, Qualidade de Serviço e Engenharia de Tráfego

Estudo Experimental da Tecnologia MPLS: Avaliação de Desempenho, Qualidade de Serviço e Engenharia de Tráfego Estudo Experimental da Tecnologia MPLS: Avaliação de Desempenho, Qualidade de Serviço e Engenharia de Tráfego Roberto Willrich (INE-UFSC) Roberto A. Dias (CEFET-SC), Fernando Barreto, Renato D. V. de Oliveira,

Leia mais

Otto C. M. B. Duarte Universidade Federal do Rio de Janeiro COPPE/PEE Brasil C.P. 68504 21945-970 Rio de Janeiro, RJ E. mail: otto@gta.ufrj.br.

Otto C. M. B. Duarte Universidade Federal do Rio de Janeiro COPPE/PEE Brasil C.P. 68504 21945-970 Rio de Janeiro, RJ E. mail: otto@gta.ufrj.br. Análise de Mecanismos de CAC para Redes ATM Michel Ferreira Abdalla Department of Computer Science and Engineering University of California, San Diego EUA 9500 Gilman Dr. La Jolla, CA 92093 E. mail: mabdalla@cs.ucsd.edu

Leia mais

Serviços de Comunicações. Serviços de Comunicações. Módulo 7 Qualidade de Serviço em redes IP. condições de rede existentes em cada momento

Serviços de Comunicações. Serviços de Comunicações. Módulo 7 Qualidade de Serviço em redes IP. condições de rede existentes em cada momento Módulo 7 Qualidade de Serviço em redes IP 7.1. O porquê da Qualidade de Serviço 7.2. Mecanismos para QoS 7.3. Modelo de Serviços Integrados - IntServ 7.4. Modelo de Serviços Diferenciados - DiffServ 1

Leia mais

de Telecomunicações para Aplicações Multimídia Distribuídas Infra-estrutura Infra-estrutura de Telecomunicações Serviço Multicast

de Telecomunicações para Aplicações Multimídia Distribuídas Infra-estrutura Infra-estrutura de Telecomunicações Serviço Multicast Departamento de Engenharia de Telecomunicações - UFF Infra-estrutura de Telecomunicações Comunicação Multicast Infra-estrutura de Telecomunicações para Aplicações Multimídia Distribuídas Profa. Débora

Leia mais

SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA GRUPO XVI GRUPO DE ESTUDO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E TELECOMUNICAÇÃO PARA SISTEMAS ELÉTRICOS VOIP FATORES QUE INFLUENCIAM A QUALIDADE DE SERVIÇO: COMO DIMENSIONAR, MEDIR E CONTROLAR Jorge Moreira de Souza

Leia mais

Introdução. Sistemas de Comunicação Wireless. Sumário. Visão Geral de Redes Móveis "#$%%% Percentual da população com telefone celular

Introdução. Sistemas de Comunicação Wireless. Sumário. Visão Geral de Redes Móveis #$%%% Percentual da população com telefone celular Sumário Sistemas de Comunicação Wireless! #$%%% & Visão Geral de Redes Móveis Introdução Percentual da população com telefone celular Brasil 19% 34% 2001 2005 Fonte: Global Mobile, Goldman Sachs, DiamondCluster

Leia mais

ALGORITMO DE PREDIÇÃO DE TRÁFEGO DE REDE BASEADO NA FUNÇÃO AUTOCORRELAÇÃO DE UM MODELO MULTIFRACTAL

ALGORITMO DE PREDIÇÃO DE TRÁFEGO DE REDE BASEADO NA FUNÇÃO AUTOCORRELAÇÃO DE UM MODELO MULTIFRACTAL Anais do XIX Congresso Brasileiro de Automática, CBA 2012. ALGORITMO DE PREDIÇÃO DE TRÁFEGO DE REDE BASEADO NA FUNÇÃO AUTOCORRELAÇÃO DE UM MODELO MULTIFRACTAL *BRUNO V. L. SOUZA, *FLÁVIO H. T. VEIRA, *ALISSON

Leia mais

QoS para VoIP I: Avaliação da Largura de Banda e do Atraso

QoS para VoIP I: Avaliação da Largura de Banda e do Atraso QoS para VoIP I: Avaliação da Largura de Banda e do Atraso Esta série de tutoriais sobre Qualidade de Serviço (QoS) para Voz sobre IP (VoIP) apresentará algumas particularidades relativas à Qualidade de

Leia mais

Rede de Computadores II

Rede de Computadores II Slide 1 Técnicas para se alcançar boa qualidade de serviço Reserva de recursos A capacidade de regular a forma do tráfego oferecido é um bom início para garantir a qualidade de serviço. Mas Dispersar os

Leia mais

Modelagem Estatística e Análise de Desempenho de Tráfego Multifractal

Modelagem Estatística e Análise de Desempenho de Tráfego Multifractal SIMPÓSIO BRASILEIRO DE TELECOMUNICAÇÕES SBrT, - DE SETEMBRO DE, BRASÍLIA, DF Modelagem Estatística e Análise de Desempenho de Multifractal Jeferson Wilian de Godoy Stênico e Lee Luan Ling Resumo Neste

Leia mais

Uma Arquitetura para a Integração e Avaliação da Tecnologia Voz sobre IP em Enlaces PLC

Uma Arquitetura para a Integração e Avaliação da Tecnologia Voz sobre IP em Enlaces PLC Uma Arquitetura para a Integração e Avaliação da Tecnologia Voz sobre IP em Enlaces PLC André M. Zenun 1, Diego L. Kreutz 2, Rafael R. Righi 1 1 Faculdade de Tecnologia SENAI Florianópolis SENAI-SC Rodovia

Leia mais

Gerenciamento de redes

Gerenciamento de redes Gerenciamento de redes Gerenciamento de Serviços Gerenciamento de QoS (Qualidade de serviço) slide 1 Qualidade de serviços: aplicações de multimídia: áudio e vídeo de rede ( mídia contínua ) QoS rede oferece

Leia mais

MÁRCIO AUGUSTO DE DEUS

MÁRCIO AUGUSTO DE DEUS UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA ESTRATÉGIAS DE GERENCIAMENTO DE BANDA IP/MPLS PARA O TRANSPORTE EFICIENTE DE SERVIÇOS INTEGRADOS MÁRCIO AUGUSTO DE DEUS

Leia mais

Faculdade Lourenço Filho Curso de Redes de Computadores. TRABALHO DE TELEFONIA IP Serviços Diferenciados - QoS

Faculdade Lourenço Filho Curso de Redes de Computadores. TRABALHO DE TELEFONIA IP Serviços Diferenciados - QoS Faculdade Lourenço Filho Curso de Redes de Computadores TRABALHO DE TELEFONIA IP Serviços Diferenciados - QoS Equipe: Afonso Sousa, Jhonatan Cavalcante, Israel Bezerra, Wendel Marinho Professor: Fabio

Leia mais

5 SIMULAÇÃO DE UM SISTEMA WDM DE DOIS CANAIS COM O SOFTWARE VPI

5 SIMULAÇÃO DE UM SISTEMA WDM DE DOIS CANAIS COM O SOFTWARE VPI 68 5 SIMULAÇÃO DE UM SISTEMA WDM DE DOIS CANAIS COM O SOFTWARE VPI O software VPI foi originalmente introduzido em 1998 e era conhecido como PDA (Photonic Design Automation). O VPI atualmente agrega os

Leia mais

Software Educacional para Dimensionamento de Sistemas Móveis Celulares

Software Educacional para Dimensionamento de Sistemas Móveis Celulares Software Educacional para Dimensionamento de Sistemas Móveis Celulares A.M.Cavalcante, E. S. Lelis, G. H. S. Carvalho, G. P. S. Cavalcante e J.C.W.A. Costa UFPA Universidade Federal do Pará Departamento

Leia mais

Cap 01 - Conceitos Básicos de Rede (Kurose)

Cap 01 - Conceitos Básicos de Rede (Kurose) Cap 01 - Conceitos Básicos de Rede (Kurose) 1. Quais são os tipos de redes de computadores e qual a motivação para estudá-las separadamente? Lan (Local Area Networks) MANs(Metropolitan Area Networks) WANs(Wide

Leia mais

Prof. Manuel A Rendón M

Prof. Manuel A Rendón M Prof. Manuel A Rendón M Tanenbaum Redes de Computadores Cap. 1 e 2 5ª. Edição Pearson Padronização de sistemas abertos à comunicação Modelo de Referência para Interconexão de Sistemas Abertos RM OSI Uma

Leia mais

Dimensionamento de equipamentos reservas para subestações

Dimensionamento de equipamentos reservas para subestações XVIII Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica SENDI 2008-06 a 10 de outubro Olinda - Pernambuco - Brasil Dimensionamento de equipamentos reservas para subestações Leonardo Labarrere de Souza

Leia mais

Engenheiro da Computação pelo Instituto Nacional de Telecomunicações INATEL (2012).

Engenheiro da Computação pelo Instituto Nacional de Telecomunicações INATEL (2012). Redes Cognitivas: Análise de Protocolos de Múltiplo Acesso A tecnologia de rádio cognitivo é forte candidata como solução para as próximas gerações de redes de comunicações sem fio. O protocolo de múltiplo

Leia mais

ncia de Redes NGN - NEXT GENERATION NETWORK Hugo Santana Lima hugosl@nec.com.br Porque Telefonia IP?

ncia de Redes NGN - NEXT GENERATION NETWORK Hugo Santana Lima hugosl@nec.com.br Porque Telefonia IP? Convergência ncia de Redes NGN - NEXT GENERATION NETWORK Hugo Santana Lima hugosl@nec.com.br Porque Telefonia IP? O negócio Presença universal do IP Maturação da tecnologia Passagem para a rede de dados

Leia mais

Simulação Transiente

Simulação Transiente Tópicos Avançados em Avaliação de Desempenho de Sistemas Professores: Paulo Maciel Ricardo Massa Alunos: Jackson Nunes Marco Eugênio Araújo Dezembro de 2014 1 Sumário O que é Simulação? Áreas de Aplicação

Leia mais

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Faculdade de Arquitetura e Urbanismo DISTRIBUIÇÃO AMOSTRAL ESTIMAÇÃO AUT 516 Estatística Aplicada a Arquitetura e Urbanismo 2 DISTRIBUIÇÃO AMOSTRAL Na aula anterior analisamos

Leia mais

Qualidade de Serviço na Internet

Qualidade de Serviço na Internet Qualidade de Serviço na Internet Carlos Alberto Kamienski cak@di.ufpe.br Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba a Universidade Federal de Pernambuco b Resumo A Internet passou a ser uma realidade

Leia mais

MONITORAMENTO DE REDES. Prof. José Augusto Suruagy Monteiro suruagy@cin.ufpe.br

MONITORAMENTO DE REDES. Prof. José Augusto Suruagy Monteiro suruagy@cin.ufpe.br MONITORAMENTO DE REDES Prof. José Augusto Suruagy Monteiro suruagy@cin.ufpe.br 2 Preâmbulo O que é medição? 3 Realizar medições consiste em ajustar parâmetros de um modelo de modo que ele (ao menos aproximadamente)

Leia mais

MODELOS DE QUALIDADE DE SERVIÇO - APLICAÇÕES EM IP

MODELOS DE QUALIDADE DE SERVIÇO - APLICAÇÕES EM IP MODELOS DE QUALIDADE DE SERVIÇO - APLICAÇÕES EM IP Nilton Alves Júnior naj@cbpf.br Kelly Soyan Pires Dominguez kelly@cbpf.br Resumo Este trabalho tem como função explicitar o conceito de Qualidade de Serviço

Leia mais

Redes Convergentes no Cenário da IEC-61850. Brasil

Redes Convergentes no Cenário da IEC-61850. Brasil Redes Convergentes no Cenário da IEC-61850 O. J. M. da MOTTA e C.A. CORDEIRO FURNAS M. G. CASTELLO BRANCO* e C. H. R. de OLIVEIRA CPqD Brasil RESUMO Neste trabalho, os autores propõem uma abordagem dos

Leia mais

Joao.Neves@fe.up.pt. João Neves 1. João Neves, 2007. João Neves, 2006 2

Joao.Neves@fe.up.pt. João Neves 1. João Neves, 2007. João Neves, 2006 2 Análise de Fluxos Joao.Neves@fe.up.pt João Neves, 2007 Análise de Fluxos João Neves, 2006 2 João Neves 1 Conceito de Fluxo O conceito de fluxo (fluxo de dados ou fluxo de tráfego) para uma ligação fim-a-fim

Leia mais

Redes WAN Conceitos Iniciais. Prof. Walter Cunha

Redes WAN Conceitos Iniciais. Prof. Walter Cunha Redes WAN Conceitos Iniciais Prof. Walter Cunha Comutação por Circuito Todos os recursos necessários em todos os subsistemas de telecomunicação que conectam origem e destino, são reservados durante todo

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Camada de Rede Aula 6/2006 UEM/DIN/Elvio/1023-1224 1 Camada de Rede É a camada mais baixa que trata da comunicação fim-a-fim Função de encaminhar os pacotes da fonte até o destino

Leia mais

Interconexão de redes locais. Repetidores. Pontes (Bridges) Hubs. Pontes (Bridges) Pontes (Bridges) Existência de diferentes padrões de rede

Interconexão de redes locais. Repetidores. Pontes (Bridges) Hubs. Pontes (Bridges) Pontes (Bridges) Existência de diferentes padrões de rede Interconexão de redes locais Existência de diferentes padrões de rede necessidade de conectá-los Interconexão pode ocorrer em diferentes âmbitos LAN-LAN LAN: gerente de um determinado setor de uma empresa

Leia mais

A INTEGRAÇÃO ENTRE ESTATÍSTICA E METROLOGIA

A INTEGRAÇÃO ENTRE ESTATÍSTICA E METROLOGIA A INTEGRAÇÃO ENTRE ESTATÍSTICA E METROLOGIA João Cirilo da Silva Neto jcirilo@araxa.cefetmg.br. CEFET-MG-Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais-Campus IV, Araxá Av. Ministro Olavo Drumonnd,

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES. Camada de Rede. Prof.: Agostinho S. Riofrio

REDES DE COMPUTADORES. Camada de Rede. Prof.: Agostinho S. Riofrio REDES DE COMPUTADORES Camada de Rede Prof.: Agostinho S. Riofrio Agenda 1. Introdução 2. Funções 3. Serviços oferecidos às Camadas superiores 4. Redes de Datagramas 5. Redes de Circuitos Virtuais 6. Comparação

Leia mais

Análise de Tendência aplicada a Estruturas Multivariadas em Tráfego de Fluxos de Redes

Análise de Tendência aplicada a Estruturas Multivariadas em Tráfego de Fluxos de Redes Análise de Tendência aplicada a Estruturas Multivariadas em Tráfego de Fluxos de Redes Arnoldo N. da Silva, Paulo Roberto Freire Cunha Centro de Informática, UFPE 50732-970, Recife, PE E-mail: ans2@cin.ufpe.br,

Leia mais

Aplicando políticas de QoS. MUM Brasil São Paulo Outubro/2008. Sérgio Souza

Aplicando políticas de QoS. MUM Brasil São Paulo Outubro/2008. Sérgio Souza Aplicando políticas de QoS MUM Brasil São Paulo Outubro/2008 Sérgio Souza Nome: País: Sergio Souza Brasil Tecnólogo em Processamento de Dados Consultor independente atuando há vários anos em implementação,

Leia mais

UNIDADE II. Fonte: SGC Estácio e João Bosco M. Sobral

UNIDADE II. Fonte: SGC Estácio e João Bosco M. Sobral UNIDADE II Aula 6 LPCD, Redes IP/MPLS, VPN e Frame Relay Fonte: SGC Estácio e João Bosco M. Sobral MPLS significa Multi Protocol Label Switching. OMPLSé um mecanismo eficiente i de encapsulamento em hardware

Leia mais

MPLS MultiProtocol Label Switching

MPLS MultiProtocol Label Switching MPLS MultiProtocol Label Switching Cenário Atual As novas aplicações que necessitam de recurso da rede são cada vez mais comuns Transmissão de TV na Internet Videoconferências Jogos on-line A popularização

Leia mais

Aula-19 NAT, IP Móvel e MPLS. Prof. Dr. S. Motoyama

Aula-19 NAT, IP Móvel e MPLS. Prof. Dr. S. Motoyama Aula-19 NAT, IP Móvel e MPLS Prof. Dr. S. Motoyama 1 NAT Network address translation Resto da Internet 138.76.29.7 10.0.0.4 Rede local (ex.: rede doméstica) 10.0.0/24 10.0.0.1 10.0.0.2 10.0.0.3 Todos os

Leia mais

REDES MPLS. Roteiro. Protocolos anteriores ao MPLS. Demanda crescente por largura de banda.

REDES MPLS. Roteiro. Protocolos anteriores ao MPLS. Demanda crescente por largura de banda. REDES MPLS PARTE 1 PROFESSOR: MARCOS A. A. GONDIM Roteiro Protocolos anteriores ao MPLS. Motivações para o uso de Redes MPLS. O Cabeçalho MPLS. Label Switch Router (LSR). Switched Path (LSP). Forwarding

Leia mais

Modelagem e Simulação

Modelagem e Simulação AULA 11 EPR-201 Modelagem e Simulação Modelagem Processo de construção de um modelo; Capacitar o pesquisador para prever o efeito de mudanças no sistema; Deve ser próximo da realidade; Não deve ser complexo.

Leia mais

Escalonador de Métrica Única Combinada para a Implementação dos Serviços Proporcionais Diferenciados

Escalonador de Métrica Única Combinada para a Implementação dos Serviços Proporcionais Diferenciados SBRC 27 - Serviços Diferenciados 839 Escalonador de Métrica Única Combinada para a Implementação dos Serviços Proporcionais Diferenciados Flavio B. Gonzaga, Ronaldo M. Salles Seção de Engenharia de Sistemas

Leia mais

QoSTVApp: Uma Aplicação Semântica para o SBTVD. Autores: Mailson S. Couto (IF Sertão) Vandeclécio L. Da Silva (UERN) Cláudia Ribeiro (UERN)

QoSTVApp: Uma Aplicação Semântica para o SBTVD. Autores: Mailson S. Couto (IF Sertão) Vandeclécio L. Da Silva (UERN) Cláudia Ribeiro (UERN) QoSTVApp: Uma Aplicação Semântica para o SBTVD Autores: Mailson S. Couto (IF Sertão) Vandeclécio L. Da Silva (UERN) Cláudia Ribeiro (UERN) Novembro, 2012 Roteiro 1) Introdução TV Digital 2) Qualidade de

Leia mais

ABORDAGEM EDUCACIONAL PARA ESTUDO DE REDES DE COMPUTADORES UTILIZANDO O OPNET

ABORDAGEM EDUCACIONAL PARA ESTUDO DE REDES DE COMPUTADORES UTILIZANDO O OPNET ABORDAGEM EDUCACIONAL PARA ESTUDO DE REDES DE COMPUTADORES UTILIZANDO O OPNET Luciano Leonel Mendes lucianol@inatel.br Instituto Nacional de Telecomunicações INATEL Av. João de Camargo, 51 INATEL 3754-

Leia mais

Engenharia de Tráfego em uma Rede de Serviços Diferenciados

Engenharia de Tráfego em uma Rede de Serviços Diferenciados Engenharia de Tráfego em uma Rede de Serviços Diferenciados Carlos Alberto Kamienski 1 cak@cin.ufpe.br Djamel Sadok jamel@cin.ufpe.br Centro de Informática Universidade Federal de Pernambuco Recife, Brasil

Leia mais

PASSIVE OPTICAL NETWORK - PON

PASSIVE OPTICAL NETWORK - PON PASSIVE OPTICAL NETWORK - PON É uma solução para a rede de acesso, busca eliminar o gargalo das atuais conexões entre as redes dos usuários e as redes MAN e WAN. A solução PON não inclui equipamentos ativos

Leia mais

Redes WAN. Prof. Walter Cunha

Redes WAN. Prof. Walter Cunha Redes WAN Conceitos Iniciais Prof. Walter Cunha Comutação por Circuito Todos os recursos necessários em todos os subsistemas de telecomunicação que conectam origem e destino, são reservados durante todo

Leia mais

Redes de Computadores e a Internet

Redes de Computadores e a Internet Redes de Computadores e a Internet Magnos Martinello Universidade Federal do Espírito Santo - UFES Departamento de Informática - DI Laboratório de Pesquisas em Redes Multimidia - LPRM 2010 Introdução Redes

Leia mais

A Utilização de Software Livre na Análise de QoS em Redes IP Utilizando Mineração de Dados

A Utilização de Software Livre na Análise de QoS em Redes IP Utilizando Mineração de Dados A Utilização de Software Livre na Análise de QoS em Redes IP Utilizando Mineração de Dados Maxwel Macedo Dias 1, Edson M.L.S. Ramos 2, Luiz Silva Filho 3, Roberto C. Betini 3 1 Faculdade de Informática

Leia mais

UMA METODOLOGIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO BASEADA NA ABORDAGEM AUTO-SIMILAR PARA A CARACTERIZAÇÃO DE PARÂMETROS E A OTIMIZAÇÃO DE REDES MULTIMÍDIA

UMA METODOLOGIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO BASEADA NA ABORDAGEM AUTO-SIMILAR PARA A CARACTERIZAÇÃO DE PARÂMETROS E A OTIMIZAÇÃO DE REDES MULTIMÍDIA UNIVERSIDADE DE BRASILIA FACULDADE DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA UMA METODOLOGIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO BASEADA NA ABORDAGEM AUTO-SIMILAR PARA A CARACTERIZAÇÃO DE PARÂMETROS E A OTIMIZAÇÃO

Leia mais

Estudo sobre as condições de oferta dos serviços em banda larga

Estudo sobre as condições de oferta dos serviços em banda larga Relatório Técnico/Consultoria PD.33.10.92A.0216A/RT-03-AA Estudo sobre as condições de oferta dos serviços em banda larga Resumo Executivo Cotação: 25601/2010 Cliente: SINDITELEBRASIL Contato: Sergio Kern

Leia mais

Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins

Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins Material de apoio 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina e não substitui a leitura

Leia mais

Fundamentos. Prof. Dr. S. Motoyama

Fundamentos. Prof. Dr. S. Motoyama Fundamentos Prof. Dr. S. Motoyama 1 Tipos de Comunicação - Difusão: Rádio e TV - Pessoa-a-Pessoa: Telefonia - Máquina-a-Máquina: Computadores Difusão: Rádio e TV Receptor Receptor Receptor Transmissor

Leia mais

Tecnologias da Rede Multiserviços da Copel Telecom. Joelson Tadeu Vendramin

Tecnologias da Rede Multiserviços da Copel Telecom. Joelson Tadeu Vendramin Tecnologias da Rede Multiserviços da Copel Telecom Joelson Tadeu Vendramin Agenda Evolução da rede óptica da Copel Backbone: (Synchronous Digital Hierarchy) e DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing)

Leia mais

Análise de Desempenho de Algoritmos de Gerenciamento de Estruturas de Filas em Redes ATM

Análise de Desempenho de Algoritmos de Gerenciamento de Estruturas de Filas em Redes ATM Análise de Desempenho de Algoritmos de Gerenciamento de Estruturas de Filas em Redes ATM Antônio M. Alberti Departamento de Telecomunicações, Instituto Nacional de Telecomunicações Santa Rita do Sapucaí,

Leia mais

V3PN Voice, Video and Integrated Data IP. Palestra V3PN

V3PN Voice, Video and Integrated Data IP. Palestra V3PN V3PN Voice, Video and Integrated Data IP V3PN Voice, Video and Integrated Data Palestrante André Gustavo Lomônaco Diretor de Tecnologia da IPPLUS Tecnologia Mestre em Engenharia Elétrica Certificado Cisco

Leia mais

Palavras-Chave Modelo Multifractal de Tráfego, Probabilidade de Perda, Controle de Admissão.

Palavras-Chave Modelo Multifractal de Tráfego, Probabilidade de Perda, Controle de Admissão. Estimação de para Trafego Multifractal com Incrementos de Pareto e sua Aplicação em Controle de Admissão Jeferson Wilian de Godoy Stênico e Lee Luan Ling Resumo Neste trabalho, nós propomos uma nova expressão

Leia mais

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito - Metro-Ethernet (Carrier Ethernet) www.labcisco.com.br ::: shbbrito@labcisco.com.br Prof. Samuel Henrique Bucke Brito - Ethernet na LAN www.labcisco.com.br ::: shbbrito@labcisco.com.br Prof. Samuel Henrique

Leia mais

Algoritmo adaptativo para balanceamento de carga para tráfego tipo melhor esforço em redes IP/MPLS

Algoritmo adaptativo para balanceamento de carga para tráfego tipo melhor esforço em redes IP/MPLS Algoritmo adaptativo para balanceamento de carga para tráfego tipo melhor esforço em redes IP/MPLS M. D. Cavalcante, T. M. R. Lima, V. L. da Costa, M. F. Magalhães, R. S. Mendes DCA - FEEC - UNICAMP -

Leia mais

XX SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

XX SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA XX SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA Versão 1.0 22 a 25 Novembro de 2009 Recife - PE GRUPO XV GRUPO DE ESTUDO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO E TELECOMUNICAÇÃO PARA SISTEMAS

Leia mais

Além do melhor esforço

Além do melhor esforço Além do melhor esforço Redes Multimídia Prof. Emerson Ribeiro de Mello Instituto Federal de Santa Catarina IFSC campus São José mello@ifsc.edu.br 25 de agosto de 2011 1 / 42 Sumário 1 Além do melhor esforço

Leia mais

phptcadmin: Uma Solução Para o Planejamento e Implementação de Qualidade de Serviço em Redes de Computadores

phptcadmin: Uma Solução Para o Planejamento e Implementação de Qualidade de Serviço em Redes de Computadores phptcadmin: Uma Solução Para o Planejamento e Implementação de Qualidade de Serviço em Redes de Computadores Reinaldo Carvalho 1, Weverton Cordeiro 2, Antônio Abelém 3 Instituto de Informática Universidade

Leia mais

Mecanismos para Controle de Tráfego UDP através de Política de Preços Baseada na Utilidade

Mecanismos para Controle de Tráfego UDP através de Política de Preços Baseada na Utilidade Mecanismos para Controle de Tráfego UDP através de Política de Preços Baseada na Utilidade Rafael D. RIBEIRO, Ronaldo M. SALLES Instituto Militar de Engenharia - IME Seção de Engenharia de Computação -

Leia mais

MultiProtocol Label Switching - MPLS

MultiProtocol Label Switching - MPLS MultiProtocol Label Switching - MPLS Prof. S. Motoyama Rede IP Tradicional ROT - roteador ROT ROT ROT ROT ROT ROT ROT ROT ROT uvem IP ROT ROT 2 Encaminhamento de pacote na rede tradicional Prefixo Enderereço

Leia mais

Classificação de QoS em Conteúdo Multimídia para Rede VPN utilizando Rede Neural Multilayer Perceptron

Classificação de QoS em Conteúdo Multimídia para Rede VPN utilizando Rede Neural Multilayer Perceptron Classificação de QoS em Conteúdo Multimídia para Rede VPN utilizando Rede Neural Multilayer Perceptron Paula Letícia S. Lima 1, Helvio Seabra V. Filho 1, Rian Sérgio A. Lima 1, Ananias Pereira Neto 1 1

Leia mais

6 Trabalhos Relacionados

6 Trabalhos Relacionados 6 Trabalhos Relacionados 55 6 Trabalhos Relacionados Para avaliar o desempenho da arquitetura DiffServ em prover qualidade de serviços em redes IP, uma série de experimentos tem sido realizados por vários

Leia mais

Selective packet forwarding provided by an IP-based Multimedia Gateway

Selective packet forwarding provided by an IP-based Multimedia Gateway Selective packet forwarding provided by an IP-based Multimedia Gateway Rafael Fernando Diorio (Universidade Estadual de Campinas, SP, Brasil) rafael@diorio.com.br Varese Salvador Timóteo (Universidade

Leia mais

Redes de Computadores e a Internet

Redes de Computadores e a Internet Redes de Computadores e a Internet Magnos Martinello Universidade Federal do Espírito Santo - UFES Departamento de Informática - DI Laboratório de Pesquisas em Redes Multimidia - LPRM Agenda 1.1 O que

Leia mais

GERÊNCIA INFRAESTRUTURA Divisão Intragov - GIOV INTRAGOV Rede IP Multisserviços

GERÊNCIA INFRAESTRUTURA Divisão Intragov - GIOV INTRAGOV Rede IP Multisserviços GERÊNCIA INFRAESTRUTURA Divisão Intragov - GIOV INTRAGOV Rede IP Multisserviços Julho 2013 Milton T. Yuki Governo Eletrônico (e-gov) Público Alvo Cidadão/Sociedade Órgãos de Governo Serviços e-gov para

Leia mais

Backbones Ad Hoc. Aluno: Eduardo Hargreaves Orientador: Luís Felipe M. de Moraes Coppe/UFRJ - Programa de Engenharia de Sistemas e Computação

Backbones Ad Hoc. Aluno: Eduardo Hargreaves Orientador: Luís Felipe M. de Moraes Coppe/UFRJ - Programa de Engenharia de Sistemas e Computação Backbones Ad Hoc Aluno: Eduardo Hargreaves Orientador: Luís Felipe M. de Moraes Coppe/UFRJ - Programa de Engenharia de Sistemas e Computação Estrutura do Trabalho Motivações MBN TBONE Conclusões Motivações

Leia mais

AULAS 13, 14 E 15 Correlação e Regressão

AULAS 13, 14 E 15 Correlação e Regressão 1 AULAS 13, 14 E 15 Correlação e Regressão Ernesto F. L. Amaral 23, 28 e 30 de setembro de 2010 Metodologia de Pesquisa (DCP 854B) Fonte: Triola, Mario F. 2008. Introdução à estatística. 10 ª ed. Rio de

Leia mais

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOLTA REDONDA UniFOA Curso Tecnológico de Redes de Computadores Disciplina: Redes Convergentes II Professor: José Maurício S. Pinheiro

Leia mais

APÊNDICE A. O simulador NS-2. A.1 Características principais

APÊNDICE A. O simulador NS-2. A.1 Características principais APÊNDICE A O simulador NS-2 A.1 Características principais Como mostrado em alguns casos no capítulo 3, a simulação é uma ferramenta importante para avaliar e validar ferramentas de gerenciamento para

Leia mais

Assumiu em 2002 um novo desafio profissional como empreendedor e Presidente do Teleco.

Assumiu em 2002 um novo desafio profissional como empreendedor e Presidente do Teleco. VPN: Redes Privadas Virtuais O objetivo deste tutorial é apresentar os tipos básicos de Redes Privadas Virtuais (VPN's) esclarecendo os significados variados que tem sido atribuído a este termo. Eduardo

Leia mais

Modelo para Análise e Otimização de Backbone para Tráfego IPv6 utilizando MPLS-TE

Modelo para Análise e Otimização de Backbone para Tráfego IPv6 utilizando MPLS-TE Modelo para Análise e Otimização de Backbone para Tráfego IPv6 utilizando MPLS-TE Roberto J. L. Mendonça 1, Alessandra B. S. Almeida 2 1 Superintendência de Operações Serviço Federal de Processamento de

Leia mais