Fundamental Review of the Trading Book

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2 Fundamental Review of the Trading Book João André C.M. Pereira

3 Agenda 1. Falhas na estrutura expostas na crise 2. Respostas iniciais de Basileia 3. Rumo a uma estrutura revisada 4. Revisão do modelo interno 5. Revisão do modelo padronizado 6. Cronograma

4 Agenda 1. Falhas na estrutura expostas na crise 2. Respostas iniciais de Basileia 3. Rumo a uma estrutura revisada 4. Revisão do modelo interno 5. Revisão do modelo padronizado 6. Cronograma

5 Falhas na estrutura expostas na crise Fragilidades na estrutura de capital regulatório Subjetividade da fronteira entre Trading Book e Banking Book Inexistência de uma opção crível para substituição do modelo interno Inconsistência entre os Modelos Interno e Padronizado Falhas no Modelo Interno (eventos de cauda, risco de liquidez, risco de base, prociclicidade,...) Falhas no modelo padronizado (insensibilidade ao risco e considerações limitadas a hedge e efeito diversificação) Fragilidades nas práticas de valoração Problemas de apreçamento de instrumentos complexos e ilíquidos em momentos de estresse

6 Agenda 1. Falhas na estrutura expostas na crise 2. Respostas iniciais de Basileia 3. Rumo a uma estrutura revisada 4. Revisão do modelo interno 5. Revisão do modelo padronizado 6. Cronograma

7 Respostas iniciais de Basileia Basileia 2.5 Introdução do IRC (Risco de default e de migração de rating) Adição da parcela Stressed VaR (svar) Alinhamento do tratamento de securitizações no Banking e Trading Books Incorporação de fatores de risco relevantes para o apreçamento Aperfeiçoamento das orientações para valoração prudente Aspectos das reformas de Basileia III Exigências de capital para risco de CVA Tratamento de lucros e perdas não realizados (retirados do Tier 1) Capital elegível para riscos do Trading Book

8 Deficiência do regime atual de risco de mercado Incoerências na estrutura atual VaR + svar Os problemas relacionados à fronteira Trading/Banking ainda não foram completamente tratados O risco de liquidez de mercado não é capturado uniformemente Períodos diferentes para IRC e CRM svar ainda com 10 dias (premissa que a liquidez não muda no estresse) Bancos são tratados de forma isolada As revisões ao Acordo de Basileia não atingiram os Modelos Padronizados Sem opções para a retirada da aprovação do Modelo Interno Relacionamento entre exigência de capital para CVA e o Trading Book ainda não está claro

9 Agenda 1. Falhas na estrutura expostas na crise 2. Respostas iniciais de Basileia 3. Rumo a uma estrutura revisada a) Reformulação da fronteira b) Escolha da métrica de risco e calibração c) Incorporação da liquidez de mercado d) Tratamento de hedging e diversificação e) Relação entre Modelo Interno e Padronizado 4. Revisão do modelo interno 5. Revisão do modelo padronizado 6. Cronograma

10 Reavaliação da fronteira Trading evidence-based boundary: definida não só pela intenção de negociar, mas por evidências de sua capacidade em negociar e gerenciar o risco dos instrumentos em mesas de operação. Valuation-based boundary: distancia-se do conceito de trading intent e tenta alinhar a estrutura regulatória dos requerimentos de capital com os efeitos do tratamento contábil no resultado e no patrimônio.

11 Reavaliação da fronteira: Trading evidence-based Solução proposta: Requisitos mais rigorosos para classificação no Trading Book (marcação a mercado diária, mudanças no fair value reconhecidas em contas de resultado, definição de holding period) Maior controle pela supervisão e auditoria Evidências de gerenciamento como trading e da viabilidade de negociação (existência de mercado suficientemente líquido) Restrições à reclassificação como banking/trading (análise e autorização do supervisor) Desvantagens: Dificuldade de comprovar a intenção de negociação Instrumentos fair valued no Banking Book sem cobrança de Pilar 1

12 Reavaliação da fronteira: Valuation-based Solução proposta: Todas as posições fair-valued no Trading Book, com requerimento para RM Menos as que forem comprovadamente banking (critério banking intent ) Desvantagens: Mais posições sem liquidez, não modeláveis, no Trading Book Vinculação a uma regra contábil, que pode ser inconsistente com o gerenciamento de risco Dependência dos padrões contábeis

13 Escolha da métrica e calibração Rumo ao Expected Shortfall Falha do VaR em capturar risco de cauda Pretende-se adotar o Expected Shortfall nos Modelos Internos e para determinar pesos para Modelos Padronizados Calibragem para condições de estresse Porém acabando com soma de VaR com Stressed VaR Para ambos, Modelos Interno e Padronizado

14 Incorporação da liquidez de mercado Regulação atual considera horizonte de liquidez de 10 dias para todas as posições do Trading Book (irreal) Espiral de iliquidez verificada durante a crise levou a grandes perdas, não previstas na cobrança de capital Revisão de 2009 (Basileia 2.5) já incorporou horizontes de liquidez maiores para as parcelas de IRC e CRM (piso de 3 meses) Risco de liquidez endógeno e de mudanças no prêmio de liquidez não observados no passado não capturados explicitamente nos modelos atuais Aprimoramento da metodologia, mudando o pressuposto de nível de risco constante para o de liquidação progressiva da carteira

15 Incorporação da liquidez de mercado Horizontes de liquidez variáveis (entre 10 dias e 1 ano) Pisos estabelecidos e revisados periodicamente pelo Comitê Por fator de risco, classe de ativo e/ou trading desk Liquidez endógena Já existe recomendação na estrutura atual Horizonte de liquidez maior, relacionado ao tamanho da exposição em relação ao mercado Add-on por saltos no prêmio de liquidez Para possíveis perdas futuras de liquidez não observadas nos dados históricos Metodologia não definida

16 Tratamento de hedging e diversificação Modelos Interno e Padronizado tratam diferentemente os hedges imperfeitos Só devem ser reconhecidos hedges que sejam efetivos no estresse, portanto: Capital deve ser calibrado para condições de estresse O processo de aprovação de Modelos Internos deve ser mais granular (ex. por trading desk) Buscar um melhor tratamento para os descasamentos de prazo dos hedges No Modelo Padronizado, permitir hedging (métrica mais sensível a risco) Modelo Interno: super-estimação dos benefícios de diversificação Parâmetros de correlação se mostram instáveis no estresse Limitação às correlações serão consideradas nas novas abordagens

17 Relação entre Modelo Interno e Padronizado Calibragem Definição de parâmetros pelo regulador para ambos os modelos, com o objetivo de manter consistência entre eles Cálculo paralelo do Modelo Padronizado Bancos que utilizem Modelos Internos deverão calcular também o Padronizado Floor, surcharge, benchmark e fallback Piso (ou adicional) Modelo Padronizado poderá ser considerado como piso ou adicional para requerimento de capital (% a ser definido)

18 Agenda 1. Falhas na estrutura expostas na crise 2. Respostas iniciais de Basileia 3. Rumo a uma estrutura revisada 4. Revisão do modelo interno a) Processo de elegibilidade b) Trading desks c) De desks para fatores de risco d) Agregação das classes de fatores de risco 5. Revisão do modelo padronizado 6. Cronograma

19 Processo para elegibilidade ETAPA 1 Avaliação do desempenho do modelo para o trading book como um todo, com base em critérios qualitativos e quantitativos. Passou ETAPA 2 Avaliação do desempenho do modelo por tradingdesk, com base em critérios quantitativos, incluindo backtesting e P&L attribution. Passou ETAPA 3 Análise individual por fator de risco: (a) frequênciade atualização; (b) dados históricos disponíveis; (c) outros fatores Modelável Falhou Falhou Não modelável Todo o tradingbookdeverá usar o Modelo Padronizado. Tradingdeskem questão deverá usar o Modelo Padronizado. Add-onrelacionado ao fator de risco, calculado com base em cenários de stress. Fator de risco incluído na Expected Shortfallglobal, usando parâmetros de agregação definidos pelo regulador. Cobrança de capital para Risco de Crédito(defaulte migração).

20 Processo para elegibilidade: Cálculo de capital Capital para mesas de negociação elegíveis = Expected Shortfall para fatores de risco modeláveis + soma de add-nos de fatores de risco não modeláveis + risco de migração e de default Exigência de capital agregada = exigência de capital considerando as mesas de negociação elegíveis + exigência de capital padronizada p/ mesas inelegíveis

21 Elegibilidade das trading desks (Etapa 2) O P&L attribution deve ser feito com os mesmos fatores de risco incluídos no modelo de risco Devem ser comparados P&L teórico e realizado (testa se o modelo de risco captura os principais drivers do P&L) A avaliação de backtesting é complementar (perdas estimadas vs. realizadas)

22 Definição das trading desks (Etapa 2) Deverá levar em conta estrutura, controles, limites, remuneração, etc.

23 Fatores de risco na trading desk (Etapa 3) Fatores de risco modeláveis Preços continuamente disponíveis (na frequência correspondente ao horizonte de liquidez definido) e reais (transacionado pelo banco ou por outras contrapartes, ou tenha uma cotação firme) Fatores não modeláveis exigência de capital calculada com base em cenários de estresse e somada ao resultado da exigência de capital calculada para os demais fatores modeláveis

24 Calibragem dos parâmetros (Etapa 3) Intervalo de confiança deve ser menor que 99% (exceto para risco de crédito) Calibração para período de estresse é difícil usando método direto Pode não haver alguns fatores de risco no passado distante Trabalho computacional é pesado Métodos alternativos: Subconjunto de fatores de risco representativos para definição do período de estresse Método indireto: usar subconjunto e fazer scale-up para carteira total

25 Conversão das desks em classes de fator de risco O cálculo de capital é baseado em fatores de risco, apesar da aprovação do modelo ser baseada nas trading desks Duas abordagens possíveis: Mapear fatores de risco nas classes (juros, câmbio, commodities, ações e crédito) Agrupar as desks de acordo com a classe de risco predominante Em ambos os casos calcula-se a exigência de capital para cada classe

26 Agregação das classes de fatores de risco Pretende-se impor restrições nas correlações entre classes de fatores de risco Fórmula de capital: Onde: IMCC: capital por Modelo Interno calibrado para período de estresse C i : classe de risco L i :1 se i for comprada, -1 se vendida ρ ij : correlação de uma classe com outra, dada pelo supervisor IMCC: capital por Modelo Interno sem correlações do supervisor Dentro de uma classe, o banco calculará as correlações, mas ainda sujeito à aprovação do supervisor

27 Agenda 1. Falhas na estrutura expostas na crise 2. Respostas iniciais de Basileia 3. Rumo a uma estrutura revisada 4. Revisão do modelo interno 5. Revisão do modelo padronizado a) Partial risk factor approach b) Fuller risk factor approach 6. Cronograma

28 Partial risk factor approach Passo 1: Alocar instrumentos aos buckets de ativos Expectativa: cerca de 20 buckets por cada classe Classes: juros, câmbio, ações, crédito e commodities Buckets = grupos de risco homogêneo Em cada classe, haverá um bucket para instrumentos exóticos ou inovadores Instrumentos com mais de um fator de risco serão desmembrados (cross cutting buckets) Para cada classe de risco, haverá um ou mais buckets para conter as gregas das opções (puts separadas de calls), com exceção do delta

29 Partial risk factor approach Passo 2: Calcular a medida de risco em cada bucket Capital exigido p/ cada bucket: Onde: MV i : valor marcado a mercado ou a modelo do instrumento i RW i : ponderação de risco regulatória do instrumento i ρ ij : correlação entre as variações de valor dos instrumentos i e j Pisos para RW i e ρ ij são definidos pelo Comitê Buckets de câmbio e juros são cross-cutting Nos buckets de juros, os fluxos de caixa são decompostos em vértices

30 Partial risk factor approach Passo 3: Agregar os buckets Exigência de capital: Onde: γ bc é um fator de correlação entre os buckets b e c, definido pelo regulador correlações definidas pelo Comitê!

31 Fuller risk factor approach Exposições devem ser mapeadas em fatores de risco regulatórios Esses fatores seguem hierarquias E são aplicados choques nesses fatores (definidos pelo Comitê) Hedges serão reconhecidos para fatores de riscos comuns

32 Fuller risk factor approach

33 Agenda 1. Falhas na estrutura expostas na crise 2. Respostas iniciais de Basileia 3. Rumo a uma estrutura revisada 4. Revisão do modelo interno 5. Revisão do modelo padronizado 6. Cronograma

34 Cronograma Documento de consulta pública (versão intermediária) publicado em maio/2012, com comentários enviados até setembro/2012 Novo documento de consulta pública ( rules text ): junho/2013 Previsão de publicação das novas regras: junho/2014 Implementação nas jurisdições:???

35 Obrigado!

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