UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES Pairs Trading Arbitragem Estatística entre dois ativos: uma investigação sobre o desempenho dos pares através da abordagem da cointegração no Brasil entre 2000 e JULIO FERNANDO COSTA SANTOS Rio de Janeiro Junho/2013

2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa Mestrado em Economia Empresarial Pairs Trading Arbitragem Estatística entre dois ativos: uma investigação sobre o desempenho dos pares através da abordagem da cointegração no Brasil entre 2000 e Julio Fernando Costa Santos Dissertação apresentada ao curso de Mestrado em Economia Empresarial da UCAM, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Mestre. Orientador: Marcelo Sales Pessoa Rio de Janeiro Junho/2013

3 S237p Santos, Julio Fernando Costa. Pairs trading arbitragem estatística entre dois ativos : uma investigação sobre o desempenho dos pares através da abordagem da cointegração no Brasil entre 2000 e 2011 / Julio Fernando Costa Santos. -- Rio de Janeiro, f. : il. Dissertação (Mestrado) -- Universidade Candido Mendes, Arbitragem 2. Mercado de ações 3. Ações ao par 4. Brasil I. Universidade Candido Mendes II.Título CDU (81): /2011

4 Julio Fernando Costa Santos Pairs Trading Arbitragem Estatística entre dois ativos: uma investigação sobre o desempenho dos pares através da abordagem da cointegração no Brasil entre 2000 e Dissertação apresentada ao curso de Mestrado em Economia Empresarial da UCAM, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Mestre. Aprovado pela Banca Examinadora em / /. BANCA EXAMINADORA: Prof. Dr. Marcelo Sales Pessoa / UCAM RJ Orientador Prof. Dra. Roberta Montello Amaral / UCAM RJ Prof. Dr. Paulo Roberto Rocha Aguiar / UCAM RJ Rio de Janeiro Junho/2013

5 Dedico essa dissertação aos meus pais. Sem o apoio deles, eu jamais estaria aqui.

6 AGRADECIMENTOS Dedico essa dissertação a todas as pessoas que estiveram comigo dando apoio direta e indiretamente para que hoje estivesse aqui. Primeiro agradeço a Deus. Sem ele eu simplesmente não seria o que sou hoje. Agradeço à família. Minha mãe, pai, irmã e sobrinhos pelo amor, o carinho e o apoio. Agradeço a Lourdes por ser minha segunda mãe me apoiando de igual forma. Agradeço a vó Thereza e aos meus sogros Josi, João, aos cunhados Dani, Gabriel, César por sempre estarem do meu lado. Agradeço também ao Tobby por chefiar a casa e mostrar quem manda. Agradeço a minha linda mulher Larissa. Ela é parte fundamental da minha história. Agradeço ao pessoal da Um Investimentos Bauru (Leandro, Maurício e Fábio). Eles certamente fazem parte deste trabalho. Agradeço ao corpo docente do MEE UCAM, pelo ensino e empenho em transmitir conhecimento para nós alunos. Agradeço principalmente ao meu orientador Marcelo Sales Pessoa pela ajuda, ensino, auxílio e entendimento desse momento com tantas mudanças na minha vida.

7 A ciência nunca resolve um problema sem pelo menos criar outros dez George Bernard Shaw ( )

8 RESUMO Esta dissertação investiga a rentabilidade da estratégia pairs trading utilizando os testes de cointegração de Engle & Granger e Johansen para ações negociadas na Bovespa no período de 2000 a Foram testadas diferentes bandas de abertura, fechamento e stop. A partir desses resultados foram separadas três estratégias diferentes para análise mais detalhada. A estratégia 1 obteve como resultados o retorno líquido médio de 1,69% a.s. (3,41% a.a.) e Índice de Sharpe (IS) anualizado médio de 0,27. A estratégia 2 obteve como resultados o retorno líquido médio de 1,01% a.s. (2,03% a.a.) e Índice de Sharpe (IS) anualizado médio de 0,22. A estratégia 3 obteve como resultados o retorno líquido médio de 6,43% a.s. (13,27% a.a.) e Índice de Sharpe (IS) anualizado médio de 0,75. Em nenhuma das Estratégias encontrou-se a correlação do retorno diário dos pares como possível variável explicativa para o retorno da estratégia. Os resultados obtidos reforçam a importância do uso da cointegração em estratégias pairs trading, que podem ser usadas por investidores individuais ou institucionais. Palavras-chave: Pairs Trading, Arbitragem Estatística, Cointegração.

9 ABSTRACT This dissertation investigates the profitability of pairs trading strategy using the cointegration tests of Engle and Granger and Johansen for stocks traded on Bovespa in the period We tested different bands for opening, closing and stop. From these results, three different strategies were separated for further analysis. Strategy 1 results obtained as the average net return of 1.69% to (3.41% per year) and Sharpe ratio (IS) average of 0.27 per year. Strategy 2 results obtained as the average net return of 1.01% to (2.03% per year) and Sharpe ratio (IS) average of 0.22 per year. Strategy 3 results obtained as the average net return of 6.43% to (13.27% per year) and Sharpe ratio (IS) average of 0.75 per year. The tested Strategies could not explain the returns using correlation of the daily return of the pairs as a possible explanatory variable. The results reinforce the importance of using cointegration pairs trading strategies that can be used for individual or institutional investors. Keywords: Pairs Trading, Statistical Arbitrage, Cointegration.

10 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO CONCEITOS ENVOLVIDOS NO ESTUDO Origem A estratégia Pairs Trading O mercado de aluguel de ações Arbitragem e Limites à Arbitragem Riscos Envolvendo a Estratégia de Pairs Trading Elementos Teóricos Hipótese dos Mercados Eficientes Estratégias Contrárias de Investimento Estratégias Long-Short Neutras ao Mercado Preços Relativos e a Lei do Preço Único Cointegração Teste de Cointegração de Engle e Granger Teste de Johansen Trabalhos anteriores com Pairs Trading METODOLOGIA Base de dados e pré-seleção dos pares Cálculo do retorno do par Cálculo do Índice de Sharpe Anualizado Banda de abertura em função de σ Período de formação Período de operação Custos de transação RESULTADOS Resultados da Estratégia Resultados da Estratégia Resultados da Estratégia Comparativo entre as estratégias CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS APENDICE

11 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 Divisão dos períodos na amostra de dados Figura 2 Gráfico do lucro em função da quantidade de desvios-padrão, σ Figura 3 Gráfico em boxplot com as taxas médias anuais de aluguel Figura 4 Histograma da rentabilidade líquida dos pares na estratégia Figura 5 Histograma do Índice de Sharpe obtido dos pares na estratégia Figura 6 Histograma da rentabilidade líquida dos pares na estratégia Figura 7 Histograma do Índice de Sharpe obtido dos pares na estratégia Figura 8 Histograma da rentabilidade líquida dos pares na estratégia Figura 9 Histograma do Índice de Sharpe obtido dos pares na estratégia Figura 10 Diagrama em Dispersão Estratégia Figura 11 Diagrama em Dispersão Estratégia Figura 12 Diagrama em Dispersão Estratégia

12 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Dados de crescimento do mercado de aluguel de ações Tabela 2 Ações que cumprem os critérios de liquidez Tabela 3 Rentabilidade líquida média dos pares com banda de fechamento 0,5σ Tabela 4 Rentabilidade líquida média dos pares com banda de fechamento 0,1σ Tabela 5 Índice de Sharpe médio dos pares com banda de fechamento 0,5σ Tabela 6 Índice de Sharpe médio dos pares com banda de fechamento 0,1σ Tabela 7 Estatística descritiva das rentabilidades líquidas da estratégia Tabela 8 Análise descritiva das rentabilidades líquidas da estratégia Tabela 9 Estatística descritiva das rentabilidades líquidas da estratégia Tabela 10 Análise descritiva das rentabilidades líquidas da estratégia Tabela 11 Estatística descritiva das rentabilidades líquidas da estratégia Tabela 12 Análise descritiva das rentabilidades líquidas da estratégia Tabela 13 Comparativo das três estratégias com dados anualizados Tabela 14 Tempo médio de duração Tabela 15 Dados do período Tabela 16 Dados do período Tabela 17 Dados do período Tabela 18 Dados do período Tabela 19 Dados do período Tabela 20 Dados do período Tabela 21 Dados do período Tabela 22 Dados do período Tabela 23 Dados do período Tabela 24 Dados do período Tabela 25 Dados do período Tabela 26 Dados do período

13 Tabela 27 Dados do período Tabela 28 Dados do período Tabela 29 Dados do período Tabela 30 Dados do período Tabela 31 Dados do período Tabela 32 Dados do período Tabela 33 Dados do período Tabela 34 Dados do período Tabela 35 Dados do período Tabela 36 Dados do período Tabela 37 Taxas médias de aluguel (2004 a 2011) Tabela 38 Média e desvio padrão do retorno diário das ações Tabela 39 Correlação entre o retorno das ações envolvidas no estudo Tabela 40 Regressão linear entre o retorno e a correlação na Estratégia Tabela 41 Regressão linear entre o retorno e a correlação na Estratégia Tabela 42 Regressão linear entre o retorno e a correlação na Estratégia

14 14 1. INTRODUÇÃO Pairs trading, ou arbitragem estatística, é uma estratégia em bolsa na qual se opera o Spread 1 ou Ratio 2 de dois ativos financeiros. Seu objetivo principal é obter ganhos com ativos financeiros cujos preços caminhem juntos ao longo do tempo. Trata-se de estimar um valor de equilíbrio e montar operações em momentos de fortes movimentos de distorção, para apostar no retorno ao valor de equilíbrio. Caso o retorno ocorra, fecha-se a operação realizando o lucro. Na prática do mercado de capitais, ocorre da seguinte forma: analisam-se duas ações que historicamente andam juntas ou que possuem uma matriz de fatores econômicos comuns. Geralmente, usa-se a correlação dos retornos diários como medida estatística para identificar essas ações. Calcula-se o spread médio de um determinado período. Calcula-se o desviopadrão do spread histórico nesse mesmo período. Toda vez que o spread vai além de um número de desvios-padrão, compra-se a ação perdedora e vende-se a descoberto 3 a ação ganhadora. Se o spread retornar à média, basta vender a ação comprada e comprar a ação que foi vendida a descoberto, desfazendo-se a operação e realizando o lucro. No Brasil, o emprego desse tipo de estratégia é bastante comum entre corretoras e bancos de investimento. Corretoras (CTVM) distribuem, através do setor de análise, boletins recomendando operações long-short 4 Além disso, é uma estratégia bastante utilizada pelos Fundos de Investimento Long Short Neutro 5 (Classificação ANBIMA). No entanto, a abordagem estatística (Pairs Trading) não é a única metodologia utilizada para administração de fundos que utilizem estratégias long-short. 1 Spread é o termo em Inglês para denominar o diferencial de preços entre duas ações. Também é conhecido como valor relativo. No caso de ações, o Spread entre elas é o valor da Ação1 valor Ação2. 2 Ratio é a razão entre dois ativos financeiros. No caso de ações, o Ratio entre elas é o valor da Ação1/valor da Ação2. 3 No caso brasileiro, a venda a descoberto é realizada alugando-se um ativo pelo BTC. O Banco de Títulos (BTC) é um serviço de empréstimos de ativos que atende tanto aos que querem emprestar, quanto aos que desejam tomar emprestado um ativo financeiro mediante aporte de garantias. A Bolsa atua como contraparte central e garante as operações. 4 Operação long-short é uma estratégia que consiste em comprar um ativo X e vender a descoberto simultaneamente um ativo Y. 5 Fundos Long Short Neutro representam em 0,16% do Patrimônio Líquido Total dos Fundos de Investimentos existentes no Brasil em Dados obtidos da ANBIMA.

15 15 Com uma taxa de crescimento anual em 61,16% (entre 2004 e 2011) no volume de operações realizadas via BTC, o mercado de aluguel de ações no Brasil tem tido uma constante queda das altas taxas de aluguel praticadas. A tabela 36 apresenta os dados da evolução da taxa média de aluguel anualizada mês a mês durante o período de 2004 a A taxa média era de cerca de 6% a.a. em 2004 passou para menos de 3% a.a. em 2011 reduzindo assim os custos de transação para quem realiza esse tipo de estratégia. Dessa forma, devemos esperar um crescimento desse tipo de operação. Entre os trabalhos realizados com pairs trading no mercado internacional e nacional, não há uma metodologia única para a estratégia. Temos abordagens diferentes para mensurar se ativos caminham juntos. A maneira mais difundida para analisar pares com essa característica é a correlação dos retornos. No entanto, a correlação não garante reversão à média 6 ou equilíbrio de longo prazo. Uma indicação mais significativa dessa reversão vem da análise da cointegração 7. Além disso, os analistas usam diferentes bandas para abertura e fechamento de operações assim como para o controle de risco. A abordagem da cointegração já foi utilizada por Caldeira (2010), Imamura (2009) e Kabashima (2003) em três diferentes trabalhos no Brasil para a estratégia Pairs Trading. O trabalho aqui realizado se assemelha à metodologia proposta por Caldeira (2010). No entanto, o trabalho citado analisou apenas a situação com a banda de abertura em 2σ e fechamento das operações em ±0,5σ. Conforme sugerido por Vidyamurthy (2004), é necessário obter características do resíduo para que possamos estimar a banda ótima de abertura de operações. Dessa forma, a metodologia aqui proposta realizou testes com diferentes bandas de abertura e fechamento das operações objetivando encontrar uma possível banda ótima que apresenta melhor índice de Sharpe (IS) para negociação de pairs trading. Para isso, selecionamos ações com elevada liquidez da BOVESPA no período entre 2000 a Separamos 22 períodos de formação e 22 períodos de operação. Foram realizados os testes de cointegração nos 22 períodos de formação e separados os pares cointegrados para serem testados nos respectivos períodos de operação. Testamos diferentes bandas de abertura, fechamento e stop. Foram separadas três diferentes estratégias para uma 6 O conceito de reversão à média está intrinsecamente ligado ao conceito de séries estacionárias. Em um processo estacionário, não é possível a série se afastar muito da média devido à variância da série ser finita. 7 Cointegração é uma relação estatística onde duas séries de tempo que são integradas de mesma ordem, d, podem ser combinadas linearmente para produzir uma única série temporal de ordem d b, onde (d>b>0). Em pairs trading, as séries de preços I(1) são combinadas para produzir séries temporais estacionárias I(0).

16 16 análise mais detalhada. A estratégia 1, representando a sugestão operacional de Vidyamurthy (2004) obteve, como resultados, o retorno líquido médio de 1,69% a.s. (3,41% a.a.) e Índice de Sharpe (IS) anualizado médio de 0,27. A estratégia 2, representando parâmetros da prática de mercado, obteve como resultados o retorno líquido médio de 1,01% a.s. (2,03% a.a.) e Índice de Sharpe (IS) anualizado médio de 0,22. A estratégia 3, representando a banda com maior probabilidade de pares com quebra estrutural, obteve como resultados o retorno líquido médio de 6,43% a.s. (13,27% a.a.) e Índice de Sharpe (IS) anualizado médio de 0,75. A análise via regressão linear simples do retorno líquido das estratégias como variável dependente e a correlação dos retornos diários dos pares como variável explicativa rejeita a hipótese do retorno ser dependente de elevada correlação. Dessa forma, os resultados obtidos reforçam a importância do uso da cointegração em estratégias pairs trading, que podem ser usadas por investidores individuais ou institucionais como alternativa ao uso da correlação. O presente trabalho está estruturado em cinco capítulos. O segundo capítulo tem, como objetivo, discutir as fundamentações teóricas que cercam o tema além de fazer uma revisão dos trabalhos já realizados com pairs trading. O terceiro capítulo aborda a metodologia do estudo, definindo como será adotada a estratégia de pairs trading. O quarto capítulo apresenta os resultados obtidos com os pares testados no período de análise e o quinto capítulo apresenta as conclusões sobre o trabalho.

17 17 2. CONCEITOS ENVOLVIDOS NO ESTUDO 2.1. Origem Pairs trading é uma estratégia que ficou famosa em Wall Street dos anos 80. Segundo Gatev et al. (2006), a origem da estratégia está ligada a Nunzio Tartaglia e um grupo de acadêmicos que trabalhavam na época no banco de investimentos Morgan Stanley. Reunidos, descobriram oportunidades para obter lucros através de programas automatizados para negociação de ações, que utilizavam técnicas estatísticas avançadas para a época. Segundo Vidyamurthy (2004), em seu clássico livro sobre pairs trading, uma das técnicas utilizadas era a identificação de pares de ações cujos preços moviam juntos, e sempre que uma anormalidade na relação histórica de preços entre essas ações fosse detectada, os pares eram negociados sob a premissa de que essa anormalidade iria se corrigir automaticamente. Segundo Caldeira (2010), Tartaglia e seu grupo empregaram a estratégia de pairs trading com grande sucesso ao longo de Apesar de o grupo ter sido desmontado em 1989, após dois anos de resultados ruins, a estratégia pairs trading se tornou cada vez mais popular entre traders individuais, investidores institucionais e hedge-funds A estratégia pairs trading Segundo Jacobs et al. (1993), estratégias long-short com ações são estratégias que objetivam a neutralidade ao mercado (ou tentam ser, ao menos, ex-ante). Essa mantém posições compradas e vendidas com equivalentes exposições a risco de mercado em todo o tempo. Isso é alcançado quando se igualam os betas de mercado ponderados das posições compradas e vendidas dentro do portfólio. Essa abordagem elimina exposição a risco

18 18 direcional ao mercado, tal que o retorno obtido não deve apresentar correlação com o índice de referência do mercado, o que é equivalente a um portfólio beta-zero. Os retornos do portfólio são gerados pelo isolamento de alfa, ajustado pelo risco. Os recursos obtidos com a posição vendida são utilizados para financiar a posição comprada. Entretanto, Alexander e Dimitriu (2005) alertam que, apesar de operações long-short serem ditas como neutras ao mercado, se não forem desenhadas para terem beta-zero, não necessariamente são neutras ao mercado. No clássico livro sobre pairs trading, Vidyamurthy (2004) define a arbitragem estatística dos pares baseando-se no conceito de preços relativos. A ideia reside em explorar os desvios temporários de apreçamento (mispricings) entre dois ativos com características semelhantes. Os desvios são medidos em uma série temporal denominada spread. Quanto maior for seu valor, maior é o desvio de apreçamento entre os dois ativos e maior tende a ser o potencial de lucro. A estratégia envolve assumir uma posição long-short (comprar uma ação e vender a outra) a cada vez que o spread estiver longe de sua média histórica, com a expectativa de que o desvio de apreçamento irá se corrigir automaticamente, e quando isso acontecer, deve-se encerrar a operação. Segundo Nath (2003), a estratégia pairs trading necessita ser dividida em três diferentes etapas. A primeira consiste em analisar as séries temporais recentes em um universo de ativos disponíveis. Esse período é denominado período de análise. A segunda etapa relaciona-se a escolha de que método estatístico será utilizado para encontrar ativos que andam juntos. A terceira e última etapa é negociar os pares no período subsequente ao período de análise. Além dessas etapas, o mesmo autor sugere que deve-se levar em conta outras variáveis no estudo de pairs trading como: a duração do período de treinamento, o universo de ativos elegíveis, a métrica para selecionar os pares, o critério para decidir se os pares são muitos instáveis, a duração do período de negociação, o critério para abertura e fechamento das operações assim como o critério para controle de risco O mercado de aluguel de ações

19 19 No Brasil o aluguel de ações surgiu com a criação em 1996 do BTC (banco de títulos). Esse disponibiliza um serviço por meio do qual os investidores disponibilizam títulos para empréstimos e os interessados os tomam mediante aporte de garantias. A CBLC atua como contraparte no processo e garante as operações. O acesso ao serviço se dá por meio de um sistema eletrônico, e o tomador paga uma taxa ao doador, acrescida do emolumento da CBLC. A taxa é livremente pactuada entre as partes. Todos os proventos declarados pelo emissor do título pertencem ao proprietário original (www.cblc.com.br). Conforme a CBLC, os ativos elegíveis para as operações de empréstimo de títulos no BTC são as ações emitidas por companhias abertas admitidas à negociação na BOVESPA. Para minimizar possíveis falhas nos processos de liquidação das operações, nas situações em que o investidor vendedor não dispõe de títulos para entregar na liquidação das vendas, havendo disponibilidade (registro de oferta), a CBLC toma emprestados compulsoriamente os títulos para a carteira desse investidor. No Brasil, a venda descoberta é realizada através do empréstimo de ativos via BTC. A tabela 1 apresenta os dados do mercado de empréstimo de títulos de 1996 até O volume que era de pouco mais de 300 milhões de reais negociados em 1996 passou para mais de 700 bilhões de reais negociados no ano de A quantidade de ativos negociados passou de 4 para 277 no período. Tabela 1: Dados de crescimento do Mercado de Aluguel de Ações

20 20 Ano Volume R$ Quantidade de Quantidade média de milhões operações ativos objetos negociados Fonte: Elaboração do autor com dados da BOVESPA 2.4. Arbitragem e limites à arbitragem Segundo Barros (2004), nos modelos tradicionais, que partem da premissa de que os agentes são todos racionais e não há fricções, o preço de um ativo no mercado é equivalente ao seu valor fundamental, dado pela soma dos valores descontados dos seus fluxos de caixa esperados. Segundo Fama (1970), A Hipótese dos Mercados Eficientes (HME) presume que os preços atuais refletem os valores fundamentais. Ainda segundo Barros (2004), na visão de muitos economistas, mesmo que parte dos agentes dos mercados financeiros atue de forma irracional, a Hipótese de Mercados Eficientes prevalecerá. O argumento baseia-se essencialmente em duas assertivas: A primeira é que se houver um desvio nos preços dos ativos em relação a seus valores "corretos", cria-se uma oportunidade atrativa de lucros. A segunda é que os agentes racionais aproveitarão rapidamente esta oportunidade, conduzindo os preços de volta a seus valores de equilíbrio,

21 21 situação na qual o preço e o valor fundamental do ativo são iguais. A este mecanismo de correção de distorções no mercado dá-se o nome de arbitragem. Corroborando a ideia, Aldrighi e Milanez (2005) afirmam que, quando os preços dos ativos desviam do valor intrínseco, as operações de arbitragem trazem a sua convergência. Thaler e Barberis (2003) argumentam que existem barreiras à arbitragem que não tornam a oportunidade de arbitragem tão simples. Os autores explicam que, quando um ativo está mal apreçado, estratégias para retomar o equilíbrio podem ser arriscadas e custosas, tornando-se desinteressantes para os investidores racionais. Sendo assim, a presença de agentes que não são totalmente racionais poderia responder por distorções de preços permanentes ou que reverberam por longo período. Pode-se definir arbitragem como uma estratégia de investimento que oferece ganhos sem que haja risco ou custos adicionais. Os investidores racionais, ao agirem quando notam que os preços estão incorretos, são chamados de arbitradores, por buscarem um ganho sem risco. Todavia, em finanças comportamentais o argumento é que essas estratégias adotadas pelos agentes racionais no mudo real não podem ser chamadas de arbitragem, pois, na maioria dos casos, envolve risco. Por essa razão, o preço pode permanecer incorreto. Segundo Thaler e Barberis (2003) e Shleifer, (2000), os arbitradores estão expostos a diferentes riscos. Entre eles, podemos falar sobre o risco fundamental do ativo, o risco proveniente de movimentos dos investidores irracionais (noise traders) e os custos de implementação da estratégia. O risco fundamental do ativo: Para que aconteça uma arbitragem no sentido clássico sem risco é necessário que ativos substitutos perfeitos do ativo objeto da arbitragem estejam disponíveis. Por exemplo, se o objeto da arbitragem é uma ação A, é preciso encontrar uma outra ação B cujos fluxos de caixa futuros sejam perfeitamente correlacionados com os da ação A. Em razão da dificuldade de se encontrar ativos substitutos perfeitos, é impossível eliminar parte do risco fundamental do ativo; O risco proveniente de movimentos dos investidores irracionais (Noise Traders): Segundo De Long et al (1990), há o risco de que uma distorção de preços já detectada

FACULDADE IBMEC SÃO PAULO Programa de Mestrado Profissional em Economia. Elton Takimoto A ESTRATÉGIA PAIRS TRADING NO MERCADO DE AÇÕES BRASILEIRO

FACULDADE IBMEC SÃO PAULO Programa de Mestrado Profissional em Economia. Elton Takimoto A ESTRATÉGIA PAIRS TRADING NO MERCADO DE AÇÕES BRASILEIRO FACULDADE IBMEC SÃO PAULO Programa de Mestrado Profissional em Economia Elton Takimoto A ESTRATÉGIA PAIRS TRADING NO MERCADO DE AÇÕES BRASILEIRO São Paulo 2007 Elton Takimoto A estratégia pairs trading

Leia mais

Modalidades. Aluguel de ações; Mercado a termo; Operações estruturadas; Financiamento com opções; Long & Short; Day Trade;

Modalidades. Aluguel de ações; Mercado a termo; Operações estruturadas; Financiamento com opções; Long & Short; Day Trade; Modalidades Fora o clássico buy & hold, que é a compra e eventual construção de uma posição comprada no mercado acionário algumas outras modalidades são: Aluguel de ações; Mercado a termo; Operações estruturadas;

Leia mais

Material complementar à série de videoaulas de Opções.

Material complementar à série de videoaulas de Opções. Apostila de Opções Contatos Bradesco Corretora E-mail: faq@bradescobbi.com.br Cliente Varejo: 11 2178-5757 Cliente Prime: 11 2178-5722 www.bradescocorretora.com.br APOSTILA DE OPÇÕES Material complementar

Leia mais

1. Introdução. 1.1 Introdução

1. Introdução. 1.1 Introdução 1. Introdução 1.1 Introdução O interesse crescente dos físicos na análise do comportamento do mercado financeiro, e em particular na análise das séries temporais econômicas deu origem a uma nova área de

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS CÁSSIO ANDRADE XAVIER

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS CÁSSIO ANDRADE XAVIER UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS CÁSSIO ANDRADE XAVIER ESTRATÉGIA PAIRS TRADING APLICADA AO MERCADO BRASILEIRO DE AÇÕES Porto

Leia mais

Metodologia de Gerenciamento de Risco de Mercado

Metodologia de Gerenciamento de Risco de Mercado Metodologia de Gerenciamento de Risco de Mercado O Gerenciamento de Risco de Mercado das Carteiras geridas pela Rio Verde Investimentos é efetuado pela Administradora dos Fundos, no caso BNY Mellon Serviços

Leia mais

3 Metodologia 3.1. Tipo de pesquisa

3 Metodologia 3.1. Tipo de pesquisa 3 Metodologia 3.1. Tipo de pesquisa A definição do tipo de pesquisa é fundamental para a escolha da metodologia adequada, só assim será possível atingir os objetivos propostos. Esta pesquisa usará a classificação

Leia mais

4 Tentativas de se Modelar Alterações no Prêmio de Risco

4 Tentativas de se Modelar Alterações no Prêmio de Risco 4 Tentativas de se Modelar Alterações no Prêmio de Risco Antes de partirmos para considerações sobre as diversas tentativas já realizadas de se modelar alterações no prêmio de risco, existe um ponto conceitual

Leia mais

2. Otimização de Portfolio

2. Otimização de Portfolio 2. Otimização de Portfolio 2.1. Análise de Média-Variância Portfolio (carteira, em português) é uma combinação de ativos, tais como investimentos, ações, obrigações, commodities, imóveis, entre outros.

Leia mais

Escolha de Portfólio. Professor do IE-UNICAMP http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/

Escolha de Portfólio. Professor do IE-UNICAMP http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ Escolha de Portfólio considerando Risco e Retorno Aula de Fernando Nogueira da Costa Fernando Nogueira da Costa Professor do IE-UNICAMP http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ Relação entre risco e

Leia mais

Manual de Risco Yield Capital

Manual de Risco Yield Capital Manual de Risco Yield Capital Introdução: O objetivo deste manual é apresentar a metodologia utilizada no sistema de risco da Yield Capital. Os fundos tem seu risco de mercado monitorado diariamente utilizando,

Leia mais

Análise de Regressão. Tópicos Avançados em Avaliação de Desempenho. Cleber Moura Edson Samuel Jr

Análise de Regressão. Tópicos Avançados em Avaliação de Desempenho. Cleber Moura Edson Samuel Jr Análise de Regressão Tópicos Avançados em Avaliação de Desempenho Cleber Moura Edson Samuel Jr Agenda Introdução Passos para Realização da Análise Modelos para Análise de Regressão Regressão Linear Simples

Leia mais

Estudo sobre estratégia Long-Short entre VALE3 e VALE5, realizado em 07/02/2012

Estudo sobre estratégia Long-Short entre VALE3 e VALE5, realizado em 07/02/2012 Estudo sobre estratégia Long-Short entre VALE3 e VALE5, realizado em 7/2/212 por Luiz F. Rogé Ferreira - para o site InvestCerto. Objetivo: avaliar a possibilidade de fazer uma estratégia long-short, com

Leia mais

Instituto Tecnológico de Aeronáutica Engenharia de Infra-Estrutura Aeronáutica. Relatório de Estágio Curricular. Sérgio Henrique Cunha de Albuquerque

Instituto Tecnológico de Aeronáutica Engenharia de Infra-Estrutura Aeronáutica. Relatório de Estágio Curricular. Sérgio Henrique Cunha de Albuquerque Instituto Tecnológico de Aeronáutica Engenharia de Infra-Estrutura Aeronáutica Relatório de Estágio Curricular Sérgio Henrique Cunha de Albuquerque São José dos Campos Novembro/2005 Relatório de estágio

Leia mais

Divulgação de Resultados 1T14

Divulgação de Resultados 1T14 Divulgação de Resultados 1T14 A Tarpon Investimentos S.A. ( Tarpon ou Companhia ), por meio de suas subsidiárias, realiza a gestão de fundos e carteiras de investimentos em bolsa e private-equity ( Fundos

Leia mais

Estratégias Operacionais no Mercado de Ações. Giácomo Diniz 01/10/2013

Estratégias Operacionais no Mercado de Ações. Giácomo Diniz 01/10/2013 Estratégias Operacionais no Mercado de Ações Giácomo Diniz 01/10/2013 Agenda 1) Aluguel de Ações 2) Estratégia ShortSelling 3) Estratégia Long &Short a) Spread b) Ratio c) Apuração de Resultado 4) ETF

Leia mais

Conceitos básicos de negociação em CFDs

Conceitos básicos de negociação em CFDs Conceitos básicos de negociação em CFDs N.º 808 10 20 20 ApoioCliente@GoBulling.com www.bancocarregosa.com/gobulling www.facebook.com/gobulling Advertências Específicas ao Investidor: Pode implicar a perda

Leia mais

Risk & Permanent Control

Risk & Permanent Control Estrutura Organizacional Risco de Mercado Introdução Este documento apresenta a estrutura organizacional da área de Risco de Mercado do CRÉDIT AGRICOLE BRASIL e descreve as suas principais responsabilidades

Leia mais

Escolha o seu e comece a construir o futuro que você quer ter

Escolha o seu e comece a construir o futuro que você quer ter Escolha o seu e comece a construir o futuro que você quer ter Valia Fix, Valia Mix 20, Valia Mix 35 e Valia Ativo Mix 40 Quatro perfis de investimento. Um futuro cheio de escolhas. Para que seu plano de

Leia mais

Unidade III FINANÇAS EM PROJETO DE TI. Prof. Fernando Rodrigues

Unidade III FINANÇAS EM PROJETO DE TI. Prof. Fernando Rodrigues Unidade III FINANÇAS EM PROJETO DE TI Prof. Fernando Rodrigues Quando se trabalha com projetos, é necessária a utilização de técnicas e ferramentas que nos auxiliem a estudálos, entendê-los e controlá-los.

Leia mais

Este capítulo é divido em duas seções, a primeira seção descreve a base de

Este capítulo é divido em duas seções, a primeira seção descreve a base de 30 3. Metodologia Este capítulo é divido em duas seções, a primeira seção descreve a base de dados utilizada, identificando a origem das fontes de informação, apresentando de forma detalhada as informações

Leia mais

Felipe Lopes Meira Alves Matrícula nº: 121003

Felipe Lopes Meira Alves Matrícula nº: 121003 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE ECONOMIA MBA EM FINANÇAS EMPRESARIAIS TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Fronteira eficiente: Uma aplicação ao mercado brasileiro em 2012 Felipe Lopes Meira

Leia mais

Módulo 4 - Especulação e Cobertura de Riscos com Futuros

Módulo 4 - Especulação e Cobertura de Riscos com Futuros Sumário Módulo 4 - Especulação e Cobertura de Riscos com Futuros ISEG Universidade Técnica de Lisboa 6 de Maio de 2005 Parte I Sumário Parte I: Arbitragem com Futuros Parte II: Especulação com Futuros

Leia mais

$ $ ETF EXCHANGE TRADED FUND $ $

$ $ ETF EXCHANGE TRADED FUND $ $ ETF EXCHANGE TRADED FUND Investimento para quem busca a possibilidade de melhores retornos, através de uma carteira diversificada e com menor custo. Confira porque os fundos de índices são a nova opção

Leia mais

3 CONTRATOS A TERMO E CONTRATOS DE OPÇÃO

3 CONTRATOS A TERMO E CONTRATOS DE OPÇÃO CONTRATOS A TERMO E CONTRATOS DE OPÇÃO 3 CONTRATOS A TERMO E CONTRATOS DE OPÇÃO Este capítulo discute a importância dos contratos de energia como mecanismos que asseguram a estabilidade do fluxo de caixa

Leia mais

CARTILHA PERFIS DE INVESTIMENTO VALIA FAÇA A SUA ESCOLHA. VALIA FIX VALIA MIX 20 VALIA MIX 35

CARTILHA PERFIS DE INVESTIMENTO VALIA FAÇA A SUA ESCOLHA. VALIA FIX VALIA MIX 20 VALIA MIX 35 CARTILHA PERFIS DE INVESTIMENTO VALIA VALIA FIX VALIA MIX 20 VALIA MIX 35 O melhor perfi l de investimento é o que mais se parece com você. FAÇA A SUA ESCOLHA. A Valia está disponibilizando três perfis

Leia mais

2. A Teoria Clássica. 2.1 A Concepção da Teoria do Valor Presente Líquido

2. A Teoria Clássica. 2.1 A Concepção da Teoria do Valor Presente Líquido 2. A Teoria Clássica 2. A Teoria Clássica 2.1 A Concepção da Teoria do Valor Presente Líquido Os mercados financeiros desempenham o papel de permitir que indivíduos e corporações transfiram dinheiro intertemporalmente.

Leia mais

SATURNO V 6.11. Por Hindemburg Melão Jr. http://www.saturnov.com

SATURNO V 6.11. Por Hindemburg Melão Jr. http://www.saturnov.com SATURNO V 6. Por Hindemburg Melão Jr. http://www.saturnov.com A versão 6. (ou 3.4926c83) foi analisada sob diversos aspectos, a fim de verificar a uniformidade do comportamento ao longo do tempo. Primeiramente

Leia mais

Análises: Análise Fundamentalista Análise Técnica

Análises: Análise Fundamentalista Análise Técnica Análises: Análise Fundamentalista Análise Técnica Análise Fundamentalista Origem remonta do final do século XIX e princípio do século XX, quando as corretoras de bolsa tinham seus departamentos de análise

Leia mais

INFORME FINACAP DTVM

INFORME FINACAP DTVM INFORME FINACAP DTVM Histórico de crescimento até a criação da Finacap DTVM Março/97 - A Finacap nasce como empresa de consultoria financeira, a Finacap - Consultoria Financeira e Mercado de Capitais.

Leia mais

Arbitragem Estatística, Estratégia Long-Short Pairs Trading, Abordagem com Cointegração Aplicada ao Mercado de Ações Brasileiro

Arbitragem Estatística, Estratégia Long-Short Pairs Trading, Abordagem com Cointegração Aplicada ao Mercado de Ações Brasileiro Arbitragem Estatística, Estratégia Long-Short Pairs Trading, Abordagem com Cointegração Aplicada ao Mercado de Ações Brasileiro João F. Caldeira Departamento de Economia, Universidade Federal do Rio Grande

Leia mais

www.leandrostormer.com.br

www.leandrostormer.com.br 1 OPERANDO OPÇÕES: CONCEITOS E ESTRATÉGIAS I. Introdução: Em primeiro lugar gostaria de deixar claro que este é apenas um resumo, uma pequena introdução a uma forma diferente de operar no mercado financeiro,

Leia mais

3 Metodologia de Previsão de Padrões de Falha

3 Metodologia de Previsão de Padrões de Falha 3 Metodologia de Previsão de Padrões de Falha Antes da ocorrência de uma falha em um equipamento, ele entra em um regime de operação diferente do regime nominal, como descrito em [8-11]. Para detectar

Leia mais

3 Metodologia de Gerenciamento de Riscos

3 Metodologia de Gerenciamento de Riscos 3 Metodologia de Gerenciamento de Riscos Este capítulo tem como objetivo a apresentação das principais ferramentas e metodologias de gerenciamento de riscos em projetos, as etapas do projeto onde o processo

Leia mais

SUMÁRIO CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO...1 CAPÍTULO 2 CONCEITOS BÁSICOS DE MERCADOS FUTUROS..5 CAPÍTULO 3 MERCADO FUTURO DE DÓLAR COMERCIAL...

SUMÁRIO CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO...1 CAPÍTULO 2 CONCEITOS BÁSICOS DE MERCADOS FUTUROS..5 CAPÍTULO 3 MERCADO FUTURO DE DÓLAR COMERCIAL... SUMÁRIO CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO..................................1 CAPÍTULO 2 CONCEITOS BÁSICOS DE MERCADOS FUTUROS..5 2.1 Introdução...........................................5 2.2 Posições.............................................6

Leia mais

5 Análise prospectiva dos investimentos das EFPC

5 Análise prospectiva dos investimentos das EFPC 5 Análise prospectiva dos investimentos das EFPC Nesta seção serão apresentados os resultados encontrados para os diversos modelos estimados. No total foram estimados dezessete 1 modelos onde a variável

Leia mais

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS ESCOLA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA - EPGE MESTRADO EM FINANÇAS E ECONOMIA EMPRESARIAL

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS ESCOLA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA - EPGE MESTRADO EM FINANÇAS E ECONOMIA EMPRESARIAL FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS ESCOLA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA - EPGE MESTRADO EM FINANÇAS E ECONOMIA EMPRESARIAL Uma Análise da Estratégia Long-Short e a Neutralidade dos Fundos Long- Short Brasileiros em

Leia mais

Prazos e Riscos de Mercado

Prazos e Riscos de Mercado Prazos e Riscos de Mercado A Pilla Corretora oferece aos seus clientes uma gama completa de produtos e serviços financeiros. Nossa equipe de profissionais está qualificada para atender e explicar tudo

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM MERCADO DE CAPITAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM MERCADO DE CAPITAIS UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM MERCADO DE CAPITAIS CAROLINE FERNANDES SIMÕES PIRES ESTRATÉGIA DE PAIRS TRAIDING.

Leia mais

As técnicas mais difundidas para avaliar propostas de investimentos são:

As técnicas mais difundidas para avaliar propostas de investimentos são: 18 CAPÍTULO 1 INVESTIMENTO A LONGO PRAZO (continuação) 2. Técnicas de Orçamento de Capital 2.1 Técnicas de análise de Orçamento de Capital As técnicas de análise de orçamentos de capital são utilizadas

Leia mais

Correlação Canônica. Outubro / 1998. Versão preliminar. Fabio Vessoni. fabio@mv2.com.br (011) 30642254. MV2 Sistemas de Informação

Correlação Canônica. Outubro / 1998. Versão preliminar. Fabio Vessoni. fabio@mv2.com.br (011) 30642254. MV2 Sistemas de Informação Correlação Canônica Outubro / 998 Versão preliminar Fabio Vessoni fabio@mv.com.br (0) 306454 MV Sistemas de Informação Introdução Existem várias formas de analisar dois conjuntos de dados. Um dos modelos

Leia mais

Tipos de ações As ações se diferenciam basicamente pelos direitos que concedem a seus acionistas. No Brasil, elas estão divididas em dois grandes

Tipos de ações As ações se diferenciam basicamente pelos direitos que concedem a seus acionistas. No Brasil, elas estão divididas em dois grandes Tipos de ações As ações se diferenciam basicamente pelos direitos que concedem a seus acionistas. No Brasil, elas estão divididas em dois grandes grupos: as ações ordinárias e as ações preferenciais. As

Leia mais

CURSO ON-LINE PROFESSOR: VÍTOR MENEZES

CURSO ON-LINE PROFESSOR: VÍTOR MENEZES Caros concurseiros, Como havia prometido, seguem comentários sobre a prova de estatística do ICMS RS. Em cada questão vou fazer breves comentários, bem como indicar eventual possibilidade de recurso. Não

Leia mais

GUIA SOBRE RISCOS DE RENDA VARIÁVEL V1. 04_2012

GUIA SOBRE RISCOS DE RENDA VARIÁVEL V1. 04_2012 AO FINAL DESTE GUIA TEREMOS VISTO: GUIA SOBRE RISCOS DE RENDA VARIÁVEL V1. 04_2012 O objetivo deste material é prestar ao investidor uma formação básica de conceitos e informações que possam auxiliá-lo

Leia mais

3 Estratégias de Análise Técnica

3 Estratégias de Análise Técnica 3 Estratégias de Análise Técnica Como foi visto no Capítulo 2, as estratégias dos investidores do mercado são compostas por dois fatores, a saber: o mecanismo de ativação σ i (t) (Eq. 2-10) e o mecanismo

Leia mais

3 Concurso de Rentabilidade

3 Concurso de Rentabilidade 3 Concurso de Rentabilidade 3.1.Motivação O capítulo anterior mostra que a motivação dos fundos de investimento é a maximização da expectativa que a população tem a respeito da rentabilidade de suas carteiras.

Leia mais

PPS MSDPREV PORTFOLIO PERFORMANCE

PPS MSDPREV PORTFOLIO PERFORMANCE 1 MSDPREV ANÁLISE DE DESEMPENHO DOS FUNDOS DE INVESTIMENTOS JAN.15 RENDA FIXA MSDPREV RF (WESTERN) CLASSIFICAÇÃO: CLUSTER RENDA FIXA ÍNDICES - MODERADO Fevereiro/14 a Janeiro/15 O histórico dos últimos

Leia mais

5 Análise dos Resultados Seguro de Vida

5 Análise dos Resultados Seguro de Vida Capítulo 5 Análise dos Resultados - Seguro de Vida 5 Análise dos Resultados Seguro de Vida Este capítulo tem como objetivo a análise dos resultados obtidos através da modelagem dos dados de uma seguradora.

Leia mais

COMPRAR E VENDER AÇÕES MERCADO A VISTA

COMPRAR E VENDER AÇÕES MERCADO A VISTA COMPRAR E VENDER AÇÕES MERCADO A VISTA ATENÇÃO ESTE FOLHETO FAZ REFERÊNCIA AO PREGÃO À VIVA VOZ, FORMA DE NEGOCIAÇÃO UTILIZADA ATÉ 30/9/2005. A PARTIR DESSA DATA, TODAS AS OPERAÇÕES FORAM CENTRALIZADAS

Leia mais

COMO CALCULAR O COEFICIENTE BETA DE UMA EMPRESA DE CAPITAL FECHADO

COMO CALCULAR O COEFICIENTE BETA DE UMA EMPRESA DE CAPITAL FECHADO COMO CALCULAR O COEFICIENTE BETA DE UMA Como dimensionar o Custo de Capital de uma empresa de capital fechado? Como solucionar a apuração de custo de capital no Brasil? A determinação do coeficiente Beta

Leia mais

Opportunity. Resultado. Agosto de 2012

Opportunity. Resultado. Agosto de 2012 Opportunity Equity Hedge FIC FIM Agosto de 2012 Resultado Ao longo do segundo trimestre de 2012, o Opportunity Equity Hedge alcançou uma rentabilidade de 5% depois de taxas, o que representa 239,6% do

Leia mais

COMO AVALIAR O RISCO DE UM PROJETO ATRAVÉS DA METODOLOGIA DE MONTE CARLO

COMO AVALIAR O RISCO DE UM PROJETO ATRAVÉS DA METODOLOGIA DE MONTE CARLO COMO AVALIAR O RISCO DE UM PROJETO ATRAVÉS DA O que é risco? Quais são os tipos de riscos? Quais são os tipos de análises? Qual a principal função do Excel para gerar simulações aleatórias? O que é distribuição

Leia mais

Gestão Financeira de Organizações

Gestão Financeira de Organizações Gestão Financeira de Organizações Módulo 10 - Política de Dividendos e Relações com Investidores Prof. Luiz Antonio Campagnac e-mail: luiz.campagnac@gmail.com Livro Texto Administração Financeira: princípios,

Leia mais

Quanto vale FINANÇAS. Miguel A. Eiranova é diretor da área de corporate finance da Price Waterhouse, firma que integra a PricewaterhouseCoopers.

Quanto vale FINANÇAS. Miguel A. Eiranova é diretor da área de corporate finance da Price Waterhouse, firma que integra a PricewaterhouseCoopers. Quanto vale O preço de uma empresa, referência fundamental nas negociações de qualquer tentativa de fusão ou aquisição, nunca é aleatório. Ao contrário, sua determinação exige a combinação da análise estratégica

Leia mais

O QUE É E COMO FUNCIONA O CREDIT SCORING PARTE II

O QUE É E COMO FUNCIONA O CREDIT SCORING PARTE II O QUE É E COMO FUNCIONA O CREDIT SCORING PARTE II! Como implementar o escore de crédito?! Como avaliar o escore de crédito?! Como calcular a função discriminante usando o Excel?! Como aplicar a função

Leia mais

Circular 3477/2009 Aspectos Qualitativos. Dezembro de 2011. Introdução

Circular 3477/2009 Aspectos Qualitativos. Dezembro de 2011. Introdução Circular 3477/2009 Aspectos Qualitativos Dezembro de 2011 Introdução Este relatório foi elaborado com o objetivo de apresentar as atividades relacionadas à gestão de riscos, ao Patrimônio de Referência

Leia mais

Back-Test no MetaStock

Back-Test no MetaStock Back-Test no MetaStock Visão Geral Tela principal do System Tester O System Tester visa testar sistemas (trading systems) para determinar seu histórico de rentabilidade. Ele ajuda a responder a pergunta

Leia mais

BANCO STANDARD DE INVESTIMENTOS S.A. ( BSI ) STANDARD BANK INTERNATIONAL HOLDINGS S.A. ( SIH ) ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO

BANCO STANDARD DE INVESTIMENTOS S.A. ( BSI ) STANDARD BANK INTERNATIONAL HOLDINGS S.A. ( SIH ) ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO BANCO STANDARD DE INVESTIMENTOS S.A. ( BSI ) STANDARD BANK INTERNATIONAL HOLDINGS S.A. ( SIH ) ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO ÚLTIMA VERSÃO Abril 2013 APROVAÇÃO Conselho de Administração

Leia mais

POLÍTICA: ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO

POLÍTICA: ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO POLÍTICA: ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE MERCADO 1. INTRODUÇÃO A política de Risco de Mercado do Scotiabank Brasil ( Scotiabank ) é baseada na política do grupo de Risk Management Global do Scotiabank

Leia mais

COMPRAR E VENDER AÇÕES MERCADO A VISTA

COMPRAR E VENDER AÇÕES MERCADO A VISTA COMPRAR E VENDER AÇÕES MERCADO A VISTA ATENÇÃO Este texto não é uma recomendação de investimento. Para mais esclarecimentos, sugerimos a leitura de outros folhetos editados pela BOVESPA. Procure sua Corretora.

Leia mais

COMENTÁRIO AFRM/RS 2012 ESTATÍSTICA Prof. Sérgio Altenfelder

COMENTÁRIO AFRM/RS 2012 ESTATÍSTICA Prof. Sérgio Altenfelder Comentário Geral: Prova muito difícil, muito fora dos padrões das provas do TCE administração e Economia, praticamente só caiu teoria. Existem três questões (4, 45 e 47) que devem ser anuladas, por tratarem

Leia mais

Pairs tranding de Ativos do IBOVESPA com Utilização da Cointegração

Pairs tranding de Ativos do IBOVESPA com Utilização da Cointegração UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO PPGA ESPECIALIZAÇÃO EM MERCADO DE CAPITAIS Marcelo Halmel Pairs tranding de Ativos do IBOVESPA

Leia mais

FINANÇAS E MERCADOS FINANCEIROS A Consolidação do Mercado de Capitais Brasileiro João Basilio Pereima Neto *

FINANÇAS E MERCADOS FINANCEIROS A Consolidação do Mercado de Capitais Brasileiro João Basilio Pereima Neto * FINANÇAS E MERCADOS FINANCEIROS A Consolidação do Mercado de Capitais Brasileiro João Basilio Pereima Neto * O mercado de capitais brasileiro vai fechar o ano de 2007 consolidando a tendência estrutural

Leia mais

Contratos Diferenciais CFDs: Contracts For Difference

Contratos Diferenciais CFDs: Contracts For Difference Contratos Diferenciais CFDs: Contracts For Difference PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO ADVERTÊNCIA AO INVESTIDOR Risco de perda súbita total, superior ou parcial do capital investido Remuneração não garantida

Leia mais

Os investimentos no Brasil estão perdendo valor?

Os investimentos no Brasil estão perdendo valor? 1. Introdução Os investimentos no Brasil estão perdendo valor? Simone Maciel Cuiabano 1 Ao final de janeiro, o blog Beyond Brics, ligado ao jornal Financial Times, ventilou uma notícia sobre a perda de

Leia mais

Relatório AWM Investimentos no atual cenário de juros

Relatório AWM Investimentos no atual cenário de juros Mudança nas características dos investimentos no Brasil A mudança estrutural que o Brasil está vivenciando diante da forte queda de juros, afetou diretamente os investimentos da população. Conforme abordado

Leia mais

ebook - Forex para Iniciantes

ebook - Forex para Iniciantes Mercado financeiro Na economia, o mercado financeiro é um mecanismo que permite a compra e venda (comércio) de valores mobiliários (por exemplo ações e obrigações), mercadorias (como pedras preciosas ou

Leia mais

CONTRATOS DERIVATIVOS. Futuro BVMF de Standard & Poor s 500 (S&P 500)

CONTRATOS DERIVATIVOS. Futuro BVMF de Standard & Poor s 500 (S&P 500) CONTRATOS DERIVATIVOS Futuro BVMF de Standard & Poor s 500 (S&P 500) Futuro de S&P 500 Solução unificada para administração de risco ou alavancagem relativa a um portfólio diversificado de ações de primeira

Leia mais

ESTUDO DE ALM SERPROS FUNDO MULTIPATROCINADO SERPRO (PSI) e SERPRO (PSII BD/PSII CD)

ESTUDO DE ALM SERPROS FUNDO MULTIPATROCINADO SERPRO (PSI) e SERPRO (PSII BD/PSII CD) ESTUDO DE ALM SERPROS FUNDO MULTIPATROCINADO SERPRO (PSI) e SERPRO (PSII BD/PSII CD) Janeiro de 2012 1 MOVIMENTOS FIC ADVANTAGE III PSI E PSII - BD Carteira Título Vencimento Alocação Atual - MTM Alocação

Leia mais

FILOSOFIA DE INVESTIMENTO. Retorno esperado de um lançamento 80% 100% + 20% 100% ( ) = 60% ( 1 20% ) 20 =1,15%

FILOSOFIA DE INVESTIMENTO. Retorno esperado de um lançamento 80% 100% + 20% 100% ( ) = 60% ( 1 20% ) 20 =1,15% Através da CARTA TRIMESTRAL ATMOS esperamos ter uma comunicação simples e transparente com o objetivo de explicar, ao longo do tempo, como tomamos decisões de investimento. Nesta primeira carta vamos abordar

Leia mais

Boletim de Risco Ano III. Nº 22. Agosto/2015

Boletim de Risco Ano III. Nº 22. Agosto/2015 Boletim de Risco Ano III. Nº. Agosto/ Cenário O mês de julho foi marcado por uma nova rodada de turbulências políticas e macroeconômicas que resultaram numa expressiva alta do CDS soberano brasileiro (gráfico.),

Leia mais

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O SPINELLI FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES CNPJ 55.075.238/0001-78 SETEMBRO/2015

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O SPINELLI FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES CNPJ 55.075.238/0001-78 SETEMBRO/2015 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais sobre o Spinelli Fundo de Investimento em Ações. As informações completas sobre esse fundo podem ser obtidas no Prospecto e no Regulamento do fundo,

Leia mais

Retorno e risco de carteiras de investimento

Retorno e risco de carteiras de investimento Retorno e risco de carteiras de investimento 1 OBJETIVOS DA UNIDADE DE ESTUDO Compreender o processo de avaliação do risco de uma carteira. Definir e mensurar a covariancia entre duas variáveis Definir

Leia mais

Índice REGULAMENTOS DA TELETRADE. Introdução...2. Margem de negociação...3. Tipos de aplicações/ordens...5. Envio e execução de ordens de mercado...

Índice REGULAMENTOS DA TELETRADE. Introdução...2. Margem de negociação...3. Tipos de aplicações/ordens...5. Envio e execução de ordens de mercado... Índice Introdução...2 Margem de negociação...3 Tipos de aplicações/ordens...5 Envio e execução de ordens de mercado...7 Ordem limitada...9 Autorização/registro... 13 Divisão... 14 Contratos futuros...

Leia mais

OTIMIZAÇÃO MULTICRITÉRIO DE CARTEIRA DE INVESTIMENTOS

OTIMIZAÇÃO MULTICRITÉRIO DE CARTEIRA DE INVESTIMENTOS Anais do 14 O Encontro de Iniciação Científica e Pós-Graduação do ITA XIV ENCITA / 2008 Instituto Tecnológico de Aeronáutica São José dos Campos SP Brasil Outubro 20 a 23 2008. OTIMIZAÇÃO MULTICRITÉRIO

Leia mais

Curso on-line BACEN Analista Finanças. Prova Resolvida Áreas 02 e 03

Curso on-line BACEN Analista Finanças. Prova Resolvida Áreas 02 e 03 FINANÇAS ANALISTA ÁREA 02 BACEN 2009 PROVA RESOLVIDA 38 Quando um investidor faz uma venda de um título a descoberto, isso significa que (A) comprou anteriormente a descoberto. (B) comprou e depois vendeu

Leia mais

PRAZOS E RISCOS DE INVESTIMENTO. Proibida a reprodução.

PRAZOS E RISCOS DE INVESTIMENTO. Proibida a reprodução. Proibida a reprodução. A Planner oferece uma linha completa de produtos financeiros e nossa equipe de profissionais está preparada para explicar tudo o que você precisa saber para tomar suas decisões com

Leia mais

Evidências do processo de descoberta de preços de ADRs de empresas brasileiras

Evidências do processo de descoberta de preços de ADRs de empresas brasileiras III Fórum Baiano de Economia Aplicada 2014 Evidências do processo de descoberta de preços de ADRs de empresas brasileiras R. Ballini, Rodrigo L. F. Silveira, L. Maciel Instituto de Economia, Universidade

Leia mais

Estratégias de Pesquisa

Estratégias de Pesquisa Estratégias de Pesquisa Ricardo de Almeida Falbo Metodologia de Pesquisa Departamento de Informática Universidade Federal do Espírito Santo Agenda Survey Design e Criação Estudo de Caso Pesquisa Ação Experimento

Leia mais

Risco de Mercado ESTRUTURA

Risco de Mercado ESTRUTURA Risco de Mercado Em atendimento a Resolução 3.464/2007 do Conselho Monetário Nacional, o Banco Fidis ponderou a natureza das operações e a complexidade dos produtos associados aos seus negócios e implementou

Leia mais

O que é e como funciona uma operação de swap

O que é e como funciona uma operação de swap O que é e como funciona uma operação de swap! O que é Swap! O que é Hedge! Mecanismo básico de funcionamento de uma operação de Swap Autores: Francisco Cavalcante(f_c_a@uol.com.br)! Administrador de Empresas

Leia mais

AULAS 13, 14 E 15 Correlação e Regressão

AULAS 13, 14 E 15 Correlação e Regressão 1 AULAS 13, 14 E 15 Correlação e Regressão Ernesto F. L. Amaral 23, 28 e 30 de setembro de 2010 Metodologia de Pesquisa (DCP 854B) Fonte: Triola, Mario F. 2008. Introdução à estatística. 10 ª ed. Rio de

Leia mais

Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 15, Mercado de Capitais::REVISÃO

Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 15, Mercado de Capitais::REVISÃO Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 15, Mercado de Capitais::REVISÃO 1. Uma empresa utiliza tecidos e mão-de-obra na produção de camisas em uma fábrica que foi adquirida por $10 milhões. Quais de seus insumos

Leia mais

Ativos Patrimônio Líquido CAPÍTULO 2 CUSTO DE CAPITAL E CUSTOS FINANCEIROS. 1. Custo de Capital

Ativos Patrimônio Líquido CAPÍTULO 2 CUSTO DE CAPITAL E CUSTOS FINANCEIROS. 1. Custo de Capital 34 CAPÍTULO 2 CUSTO DE CAPITAL E CUSTOS FINANCEIROS 1. Custo de Capital Custo de capital é a taxa de retorno que a empresa precisa obter sobre os seus projetos de investimentos, para manter o valor de

Leia mais

ETF Exchange Traded Fund

ETF Exchange Traded Fund ETF Exchange Traded Fund FUNDOS BM&FBOVESPA Eficiência. Eficiência. Transparência. Transparência. Flexibilidade. Flexibilidade. Em um Em único um único investimento. investimento. O que é Exchange Traded

Leia mais

Gerenciamento de Riscos Pilar 3

Gerenciamento de Riscos Pilar 3 Gerenciamento de Riscos Pilar 3 2º Trimestre de 2014 ÍNDICE I - INTRODUÇÃO 3 II OBJETIVO 3 III PERFIL CORPORATIVO 3 IV GOVERNANÇA CORPORATIVA 4 V RISCO DE CRÉDITO 4 VI RISCO DE MERCADO 5 VII RISCO DE LIQUIDEZ

Leia mais

POLÍTICA DE GOVERNANÇA CORPORATIVA

POLÍTICA DE GOVERNANÇA CORPORATIVA Sumário: 01. OBJETIVO:... 2 02. CONCEITUAÇÃO / DEFINIÇÃO:... 2 03. ABRANGÊNCIA / ÁREAS ENVOLVIDAS:... 2 04. RESPONSABILIDADES:... 2 04.01. Responsáveis pela execução das atribuições desta política... 2

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, A Resolução CFC n.º 1.329/11 alterou a sigla e a numeração da NBC T 1 citada nesta Norma para NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.213/09 Aprova a NBC TA 320 Materialidade no Planejamento e

Leia mais

Modelagem e Simulação Material 02 Projeto de Simulação

Modelagem e Simulação Material 02 Projeto de Simulação Modelagem e Simulação Material 02 Projeto de Simulação Prof. Simão Sirineo Toscani Projeto de Simulação Revisão de conceitos básicos Processo de simulação Etapas de projeto Cuidados nos projetos de simulação

Leia mais

a) mercados de derivativos, tais como, exemplificativamente, índices de ações, índices de preços, câmbio (moedas), juros;

a) mercados de derivativos, tais como, exemplificativamente, índices de ações, índices de preços, câmbio (moedas), juros; CREDIT SUISSE HEDGINGGRIFFO 1. Públicoalvo LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS dezembro/2013 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais sobre o CSHG EQUITY HEDGE LEVANTE FUNDO DE INVESTIMENTO

Leia mais

Curso Preparatório CPA20

Curso Preparatório CPA20 Página 1 de 9 Você acessou como Flávio Pereira Lemos - (Sair) Curso Preparatório CPA20 Início Ambiente ) CPA20_130111_1_1 ) Questionários ) Passo 2: Simulado Módulo II ) Revisão da tentativa 1 Iniciado

Leia mais

COMO INVESTIR NO MERCADO A TERMO MERCADOS

COMO INVESTIR NO MERCADO A TERMO MERCADOS COMO INVESTIR NO MERCADO A TERMO MERCADOS Como Investir no Mercado a Termo 1 2 Como Investir no Mercado a Termo O que é? uma OPERAÇÃO A TERMO É a compra ou a venda, em mercado, de uma determinada quantidade

Leia mais

COMO CALCULAR A PERFORMANCE DOS FUNDOS DE INVESTIMENTOS - PARTE II

COMO CALCULAR A PERFORMANCE DOS FUNDOS DE INVESTIMENTOS - PARTE II COMO CALCULAR A PERFORMANCE DOS FUNDOS DE INVESTIMENTOS - PARTE II O que é o Índice de Treynor? Índice de Treynor x Índice de Sharpe Restrições para as análises de Sharpe e Trynor A utilização do risco

Leia mais

FATORES MACROECONÔMICOS QUE AFETARAM O SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL APÓS O PLANO REAL. Resumo

FATORES MACROECONÔMICOS QUE AFETARAM O SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL APÓS O PLANO REAL. Resumo FATORES MACROECONÔMICOS QUE AFETARAM O SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL APÓS O PLANO REAL Luciano Rodrigues Lara* Resumo No Brasil, a partir da implantação do Plano Real, houve uma acentuada queda no spread bancário,

Leia mais

Qual é o risco real do Private Equity?

Qual é o risco real do Private Equity? Opinião Qual é o risco real do Private Equity? POR IVAN HERGER, PH.D.* O debate nos mercados financeiros vem sendo dominado pela crise de crédito e alta volatilidade nos mercados acionários. Embora as

Leia mais

O investimento baseado em fatores em renda fixa: um estudo de caso do mercado de obrigações corporativas com grau de investimento dos EUA

O investimento baseado em fatores em renda fixa: um estudo de caso do mercado de obrigações corporativas com grau de investimento dos EUA COLABORADORES Aye M. Soe, CFA Diretora Sênior Pesquisa e Desenho aye.soe@spdji.com Hong Xie, CFA Diretora Pesquisa e Desenho hong.xie@spdji.com O investimento baseado em fatores em renda fixa: um estudo

Leia mais

Ementários. Disciplina: Gestão Estratégica

Ementários. Disciplina: Gestão Estratégica Ementários Disciplina: Gestão Estratégica Ementa: Os níveis e tipos de estratégias e sua formulação. O planejamento estratégico e a competitividade empresarial. Métodos de análise estratégica do ambiente

Leia mais

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O VIDA FELIZ FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES CNPJ 07.660.310/0001-81 OUTUBRO/2015

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O VIDA FELIZ FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES CNPJ 07.660.310/0001-81 OUTUBRO/2015 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais sobre o Vida Feliz Fundo de Investimento em Ações. As informações completas sobre esse fundo podem ser obtidas no Prospecto e no Regulamento do fundo,

Leia mais

[POLÍTICA DE INVESTIMENTOS]

[POLÍTICA DE INVESTIMENTOS] [POLÍTICA DE INVESTIMENTOS] Este documento aborda o processo de seleção e alocação de valores mobiliários da Interinvest Data de Publicação: Abril de 2012 Política de Investimentos 1. Conteúdo do Documento

Leia mais