UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA UNIR NÚCLEO DE SAÚDE NUSAU DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DEF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA UNIR NÚCLEO DE SAÚDE NUSAU DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DEF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM EDUCAÇÃO FÍSICA VIABILIDADE DO DESENVOLVIMENTO DE UM SOFTWARE PARA AUXÍLIO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA PRESCRIÇÃO DE TREINO MONOGRAFIA DE GRADUAÇÃO Acadêmico: Tarciso Nascimento Bezerra Porto Velho RO 2013

2 VIABILIDADE DO DESENVOLVIMENTO DE UM SOFTWARE PARA AUXÍLIO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA PRESCRIÇÃO DE TREINO Autor: Tarciso Nascimento Bezerra Orientador: Ms. José Roberto de Maio Godói Filho Monografia apresentada ao curso de Educação Física do Núcleo de Saúde da Universidade Federal de Rondônia, como requisito para obtenção do título de graduado em Licenciatura Plena em Educação Física. Porto Velho RO 2013

3 ii Autor: Tarciso Nascimento Bezerra Título do Trabalho: VIABILIDADE DO DESENVOLVIMENTO DE UM SOFTWARE PARA AUXÍLIO DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA PRESCRIÇÃO DE TREINO Data da Defesa: 11/04/2013 BANCA EXAMINADORA Prof. Ms. José Roberto de Maio Godoi Filho Orientador Julgamento: Assinatura: Prof. Esp. Daniel Delani Julgamento: Assinatura: Prof. Ms. Silvia Teixeira de Pinho Julgamento: Assinatura: NOTA: ( ) Porto Velho 28 de Março de 2013

4 iii DEDICATÓRIA Ao Professor Dr. Helio Franklin Rodrigues de Almeida, por ter me ajudado a trilhar este difícil caminho de minha formação.

5 iv AGRADECIMENTOS Durante todo o período no curso de Licenciatura Plena em Educação Física, sempre disse que não gostaria de trabalhar com esta área, no entanto agora por fim, acabo por perceber que, uma das áreas mais fascinantes da das formações acadêmicas é a Educação Física, meus amigos me mostraram o quanto pode ser realizador trabalhar com esta área, dentre os amigos que obtive durante o curso, não posso listar todos, pois, iria necessitar de pelo menos mil laudas, neste sentido faço alguns agradecimentos de ordem: Religiosa: o A Deus, o grande arquiteto criador do universo responsável por todas as coisas. Pessoal: o Aos meus pais Antônio do Carmo Bezerra e Maria de Fátima Barbosa Nascimento, pelo apoio e toda a compreensão que tiveram comigo desde meu nascimento. Acadêmica: o Ao meu orientador Prof. Ms. José Roberto Godoi Filho, pelo apoio e atenção a mim conferidos. o Ao Prof. Dr. Hélio Franklin Rodrigues de Almeida, pelo companheirismo e toda a dedicação, como amigo sempre disposto a colaborar. o Ao acadêmico, Carlos Magno Paiva Costa, pelo apoio como o grande amigo que se tornou. Institucional: o A Fundação Universidade Federal de Rondônia UNIR, pela formação acadêmica recebida.

6 v SUMÁRIO ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS SUMÁRIO LISTA DE FUGURAS LISTA DE TABELAS LISTA DE SIGLAS RESUMO ABSTRACT v viii ix x xii xiii ELEMENTOS TEXTUAIS 1. INTRODUÇÃO Problematização Justificativa Objetivos Objetivo Geral Objetivos Específicos Delimitação do Estudo REVISÃO DE LITERATURA Orientações Gerais Computador Contextualização Histórica Softwares Contextualização Histórica dos Softwares Primeira Geração Segunda Geração Terceira Geração... 11

7 vi Quarta Geração Lógica de Programação Sistema Operacional Plataforma de Desenvolvimento Plataforma.NET Compiladores e Interpretadores Linguagem de Programação Informática Informática no Brasil Informática na Educação Informática Aplicada na Educação Física Desenvolvimento de Software Orientações Gerais Visão Geral de Desenvolvimento Objetivo do Software Justificativa do Software Escolha da Plataforma Escolha do Compilador Escolha da Linguagem de Programação Considerações Preliminares Metodologia Caracterização do Estudo Material Utilizado Descrição do Desenho do Estudo Seleção dos Procedimentos de Desenvolvimento Planilha Macrociclo, Prescrição, avaliação da composição corporal, prescrição diária do treinamento físico contra-resistido e cardiopulmonar Orientações Gerais Banco de Dados Medidas Morfológicas... 27

8 vii Conceito Banco de Dados das Medidas Morfológicas Considerações Testes de Resistência Muscular Localizada (RLM) e Peso Máximo Orientações Estruturação do Programa de Treino Treinamento Cardiopulmonar Tabela de Prescrição de Treino Cardiopulmonar com Base no Vo2 Max Tabela de Prescrição de Treino Cardiopulmonar com Base na Frequência Cardíaca Macrociclo Periodização de Treino Visão Geral Sobre Macrociclo de Treinamento Considerações Preliminares Considerações Finais ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS REFERÊNCIASBIBLIOGRÁFICAS... 39

9 viii LISTA DE FIGURAS Figura 1: Demonstrativo de Código Fonte e Design do Software Figura 2: Dados pessoais do banco de dados Figura 3: Aspectos funcionais cardiopulmonares, banco de dados. Figura 4: Aspectos hemodinâmicos, banco de dados Figura 5: Aspectos morfológicos, banco de dados Figura 6: Aspectos neuromusculares e cardiopulmonares, banco de dados. Figura 7: Inserção dos valores de metas a serem estabelecidas, para operacionalização dos cálculos de volume e intensidade. Figura 8: Tabela Auto Avaliativa Figura 9: Estruturação do Programa de Treino, e tabela auto-avaliativa do peso Maximo e carga diária de treinamento contra-resistido. Figura 10: Planilha de exemplificação do treinamento cardiopulmonar com base no vo2máximo. Figura 11: Treinamento Cardiopulmonar com base na Freqüência Cardíaca. Figura 12: Macrociclo Quadrimestral. Figura 13: Separação diária das cargas de treino de volume e intensidade. Figura 14: Macrociclo Semestral. Figura 15: Separação diária das cargas de treino de volume e intensidade

10 ix LISTA DE TABELAS Tabela01: Demonstrativo de softwares. Tabela 02: Demonstrativo, da viabilidade de desenvolvimento do software

11 x LISTA DE ABREVIATURAS SL Software Livre CF Código Fonte EF Exercícios Físicos OMS Organização Mundial de Saúde ABC Atanasoff Berry Computer a.c Antes de Cristo d.c Depois de Cristo ENIAC Electronic Numeric Integrator and Calculator EDIVAC Electronic Discrete Variable Computer UNIVAC I Universal Automatic Computer MANIAC-I Mathematical Analyzer Numerator Integrator and Computer BASIC Beginner s All-purpose Symbolic Instruction Code COBOL Common Business-Oriented Language FORTRAN Formula Translation CPU Unidade Central de Processamento EDUCOM Educação Computacional UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro UNICAMP Universidade Estadual de Campinas UFRGS Universidade Federal do Rio Grande do Sul IDE Ambiente de Desenvolvimento Integrado SGBD Sistema Gerenciador de Banco de Dados VB Visual Basic VS Microsoft Visual C# 2010 Express C# C Sharp GHZ Giga Hertz RAM Random Access Memory HD Hard Disk LCD Liquid Cristal Display ABNT II Agencia Brasileira de Normas Técnicas Padrão dois GB Giga Byte

12 xi LAF Liberação Para Atividades Físicas

13 xii RESUMO No mundo globalizado a tecnologia da informação vem tomando cada vez mais seu espaço, neste sentido buscou-se com esta averiguação compreender parâmetros para o desenvolvimento de um software de computador com o objetivo de auxiliar o profissional de Educação Física na tarefa da prescrição de treinamento esportivo, durante o desenvolvimento deste ensaio, verificou-se varias dificuldades, dentre elas a possibilidade da utilização de uma linguagem de programação não adequada traria alguns problemas no desenvolvimento de tal tarefa, portanto entendendo desta forma foi realizado o desenvolvimento de uma pequena aplicação, para que se entendessem as dificuldades e possibilidades de tal desenvolvimento, por fim como resultado obteve-se que para o desenvolvimento de um software desta magnitude, poderia levar cerca de um a dois anos, e que talvez só fosse possível se houvesse uma parceria com profissionais de educação física e programadores de informática. Palavras Chave: Software, Educação Física, Tecnologia.

14 xiii ABSTRACT In the globalized world of information technology is increasingly taking its place, in this sense we sought to understand this finding parameters for the development of computer software for the purpose of assisting the professional Physical Education the task of prescription sports training during the development of this assay, it has several problems, among them the possibility of using a programming language would not adequately some problems in developing such a task, so understanding this manner was performed to develop a small application that he understood the difficulties and possibilities of such a development, finally as a result it was found that the development of a software of this magnitude could take about one to two years, and that perhaps it would be possible only if there is a partnership with education professionals physics and computer programmers. Keywords: Software, Physical Education, Technology.

15 1 1. INTRODUÇÃO 1.1. Problematização No início o homem fazia uso dos recursos naturais existentes em sua localidade, tais como caça, pesca etc. uma vez esgotados tais recursos, as populações migravam, para outras localidades dando novamente início ao ciclo de sobrevivência, no princípio o homo-herectus tinha que se movimentar, tendo que prover alimento para sua subsistência, nos dias atuais principalmente com a revolução industrial no século XVIII, a qual acomodou acentuadamente o homem, acarretando cada vez menos necessidade de esforço físico, fenômeno este compreendido na literatura como sedentarismo (NETO, 1997). Na literatura pode-se observar por diferentes ópticas de autores que este fenômeno é o principal responsável por doenças crônico-degenerativas, tais doenças podem garantir uma diminuição acentuada de desempenho na vida somática, podendo, portanto evoluir inclusive para o óbito (PITANGA, 2004; SIMÃO, 2007; CHRISTOFFEL, 2008; REIS, 2008). Observando por um aspecto epidemiológico, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças crônico-degenerativas mataram cerca de 1,5 milhões de pessoas só na América no norte em 1999, já no Brasil tais doenças implicam em pelo menos um milhão de internações por ano sendo que cerca de 25% delas evoluem ao óbito (OLIVEIRA et al. 2004). Segundo Almeida (2007), é sugerido que apenas profissionais com formação acadêmica competente, tem a capacidade de promover a melhoria dos níveis funcionais e orgânicos através de Exercícios Físicos (EF) planejados, e prescritos, respeitando as leis que regem o treinamento físico humano, trazendo assim uma melhoria sistêmica, ao que se conhece como Aptidão Física. Uma das maiores problemáticas encontradas por profissionais de Educação Física principalmente em academias trata-se da sistematização de treinamentos, tais como prescrição adequada de cargas, avaliações físicas,

16 2 antropométricas, designação de nível funcional, aplicabilidade de protocolos, etc. Desde o início dos tempos com a inclusão de máquinas para facilitar o trabalho humano, tais como, o Ábaco a aproximadamente 3500 a.c. um equipamento extremamente rudimentar, mas capaz de realizar cálculos, maquina criada especificamente para isso, não é difícil encontrar pessoas que considerem este o primeiro computador da humanidade. Já em 815 d.c. com o surgimento de um novo conceito chamado algoritmo trouxe uma revolução jamais vista, um algoritmo é uma sequência de instruções finita, e ordenada de forma lógica, para a resolução de tarefas ou problemas, fazendo assim surgir idéias de que maquinas poderiam realizar o trabalho humano, graças a esta base lógica, pôde-se fomentar a criação dos Logaritmos, em 1614 por Jon Napier. Com a criação da primeira calculadora em 1623 por Pascal, começaram a colocar os sonhos de Jon Napier e da humanidade em pratica, uma vez que a calculadora nada mais é que uma maquina criada para a realização de cálculos numéricos, um dispositivo simples, mas para a época um grande feito, porem diminuta por ser o estopim do inicio do sedentarismo tecnológico, facilitando a vida de pessoas, diminuindo a capacidade de realizar cálculos com suas próprias faculdades mentais. Segundo Mugge, 2005, já em 1936 surgiu o primeiro computador elétrico chamado Atanasoff Berry Computer (ABC), o projeto foi finalizado em 1942, foi o primeiro computador eletrônico da historia, porem não era programável, ao fim era utilizado apenas para resolver sistemas de equações lineares, equações estas bem difíceis, tais como as equações protocolares de treinamentos em educação física. Com o passar dos anos as tecnologias da informação vem tomando cada vez mais o seu espaço no mundo globalizado, fazendo com o que maquinas realizem o trabalho pesado dos seres humanos. Hoje em dia com as tecnologias da informação, auxiliada pela existência da mecatrônica, tal como em indústrias automobilísticas onde os trabalhos são quase cem por cento automatizados, surge, portanto a idéia de

17 3 utilizar a informatização para auxiliar o profissional de educação física, a realizar prescrição de treino cientificamente adequada. Diante destas constatações surge a problemática a qual vem a discutir se a utilização de softwares para a realização da prescrição de treino para indivíduos é viável ou não, diante disso formulou-se o seguinte problema de pesquisa: EXISTE A POSSIBILIDADE DO DESENVOLVIMENTO DE UM SOFTWARE, COMO AUXILIADOR DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA PRESCRIÇÃO DE TREINO?

18 Justificativa Entendendo o treinamento esportivo como sendo uma tarefa complexa e muito extensa, levando o profissional em educação física horas ou ate mesmo dias para prescrever o treino de um individuo ou até mesmo de um time inteiro, sabe-se que em respeito às regras e leis do treinamento esportivo, um indivíduo jamais pode ser comparado a outro em respeito principalmente a individualidade biológica dos seres vivos (ALMEIDA, 2002). Tratando exercícios físicos como tarefas complexas e se levadas em consideração às leis do treinamento esportivo, efetuando um trabalho correto pode-se conduzir o indivíduo a uma melhoria funcional orgânica baseada no conceito de aptidão física (ALMEIDA, 2002; COOPER, 1991). Em se tratando de softwares de computador, observa-se na literatura, que não existem muitos referenciais literários, tratando de ferramentas informatizadas a serem utilizadas na educação física, tais como programas de computador, ou hipermídia sofisticadas para a utilização do profissional (BERG et ali, 1999; VALENTE, 2001; SANTOS, 2010). Tendo em vista, que obter melhorias funcionais orgânicas em indivíduos humanos é uma tarefa ardilosa, pois os tipos de treinamentos físicos e de desenvolvimento funcional, são bastante complexos e levam um determinado tempo para se consolidarem, surgiu, portanto a idéia de que um software de computador baseado em uma linguagem de programação adequada pudesse ajudar a desenvolver essa tarefa. Este trabalho se justifica pela presença cada vez mais acentuada das tecnologias da informação nos dias atuais, não é preciso procurar muito para encontrar diversos softwares, que facilitam em muito a vida do homem quando se trata de tecnologias da informação (FERNANDES, 2003). Considerando que não foi encontrado na literatura disponível, nenhum estudo que averiguasse possíveis, programas de computador, a atuarem como auxiliares do profissional de educação física na prescrição de treinamentos pressupõe-se que tal aspecto ainda não esteja totalmente esclarecido, justificando assim o tonos desta averiguação.

19 Objetivos Objetivo Geral Estudar a possibilidade do desenvolvimento de um software de computador voltado ao profissional de educação física Objetivos Específicos Avaliar a possibilidade do desenvolvimento de um software, como auxiliador do profissional de educação física na prescrição de treino, com base em uma linguagem adequada de programação. Avaliar a melhor linguagem de programação a ser utilizada. Discutir interfaces, e desenvolver uma pequena aplicação em plataforma baseada em.net. Observar o desempenho técnico e funcional da aplicação Delimitação do Estudo O estudo propõe-se a averiguar a possibilidade do desenvolvimento e um software com base na linguagem de programação C#, para a utilização do profissional em educação física no auxílio da prescrição de treinamento físico, utilizando a plataforma.net.

20 6 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1. Orientações Gerais Em observação ao objeto de pesquisa deste estudo, e com o intuito de possibilitar, uma melhor compreensão deste capítulo, procurou-se observar e dissecar, os conteúdos abordados na seguinte sequência de tópicos: a) Computador; b) Contextualização Histórica; c) Softwares; d) Lógica de programação; e) Sistema operacional; f) Plataforma de desenvolvimento; g) Compiladores e interpretadores; h) Linguagem de Programação; i) Informática; j) Desenvolvimento de Software; k) Considerações Preliminares Computador Segundo Bottaro (2006), o computador pode ser classificado, como um aparelho eletrônico, programável, capaz de armazenar, manipular, bem como resolver cálculos extremamente complexos, em velocidade extremamente alta, neste sentido um computador nada mais é que uma maquina programável capaz de realizar trabalho humano de forma, descomplicada e rápida Contextualização Histórica Desde a sua criação o homem, procurou encontrar uma forma de produzir mais com menos esforço, por isso criou máquinas que por vez representaram o mais significativo marco, para a otimização, simplificação e evolução do trabalho humano, que por sua vez contribuíram, em suma com a evolução e aperfeiçoamento tecnológico, e industrial nos dias atuais (MARREIRA, et al 2012; SONG, 2010) A principio o ser humano se utilizava do sistema numérico decimal para realizar cálculos, posteriormente aproximadamente a.c. inventou o ábaco maquina cujo sua função é apenas de realizar cálculos, considerada a primeira máquina significativa criada pelo homem para auxiliar na tarefa da realização de cálculos numéricos (SONG, 2010).

21 7 Segundo o que se mostra na historia a primeira calculadora propriamente dita foi criada em 1623, por Bleise Pascal, e posteriormente aprimorada por Leibniz, que baseado no projeto de seu antecessor criou uma máquina bem mais sofisticada, porem sem grandes avanços (SONG, 2010). Segundo Bessa (2002), estas máquinas criadas, não podem ser comparadas a tecnologia empregada em nossas máquinas atuais, pois, elas trabalhavam basicamente combinando números que eram inseridos nelas através de alavancas e relógios, e por sua vez não possuíam condições nenhuma de armazenamento numérico, para posteriores consultas. Foi durante a revolução industrial no século XVIII, que as primeiras grandes idéias de o trabalho humano ser realizado por máquinas, saíram do papel, nesta época, por exemplo, foi criada a primeira máquina de tear, idealizada por Joseph Marie Jacquard, durante esse período um professor inglês chamado Charles Babbage, também conhecido como pai do computador, se utilizou das idéias criativas de Jacquard, para a criação de um calculador analítico. Segundo Marreira, et al (2012) apesar de Charles Babbage não ter tido o seu projeto concluído, sua maquina, é considerada como o primeiro projeto semelhante, ao nosso atual computador, por possuir em sua estrutura a capacidade de armazenamento de dados em uma memória, para serem utilizadas como base para futuras consultas. Segundo Marreira, et al (2012), entre os projetos futuristas de Babbage, que contribuíram para a criação dos atuais computadores estão também, a idealização, de um dispositivo de entrada e saída de dados, que parecia com uma leitora de cartões e um dispositivo apenas de saída, semelhante às impressoras que existem atualmente. De acordo com Song, (2010) o crescente avanço das tecnologias que ate então eram empregadas na criação de maquinas, chamaram a atenção dos militares norte americanos, e por sua vez interessados no poder que essas maquinas poderiam trazer, investiam uma grande soma de dinheiro, nestas pesquisas de desenvolvimento.

22 8 Porem somente durante a segunda guerra mundial o governo norte americano começou a ver alguns resultados, foi desenvolvido o Mark I, uma enorme máquina capaz de realizar equações lineares, foi desenvolvida em conjunto pela Marinha Norte americana, a universidade de Harvard e a IBM, em 1944 (SONG, 2010). De acordo com relatos da história, o exército americano apoiava paralelamente um grande projeto na área da computação, durante a segunda guerra mundial foi criado um grande e novo computador para fins bélicos, o ENIAC (Electronic Numeric Integrator and Calculator), idealizado e desenvolvido por dois cientistas americanos John Eckert e John Mauchly em 1946, este por sua vez nem chegou a ser utilizado, pois ficou pronto apenas em 1946, dirimindo o seu objetivo que era utilizá-lo para a guerra (BESSA, 2002). De acordo com Song, (2010) após o ENIAC, foi elaborado um novo projeto, com a idéia de se criar um computador programável, para superar os problemas da falta de memória do ENIAC, criou-se então o projeto EDIVAC (Electronic Discrete Variable Computer) em 1949 idealizado e criado por Mauchly e Eckert, que começaram a desenvolver este modelo, dias após o lançamento do ENIAC. Segundo Marreira, et ali, (2012) posteriormente a criação do ENIAC e EDIVAC, um novo projeto e mais ambicioso que os primeiros foi o UNIVAC I (Universal Automatic Computer) em 1951, que possuía uma forma nova de inserção de informações através de cartões magnéticos, seus sucessores foram, o MANIAC-I, (Mathematical Analyser Numerator Integrator and Computer), o MANIAC-II e o UNICAC-II, os primeiros computadores comerciais da historia. Observando-se a história do computador, nota-se que até o ano de 1949, os computadores, eram utilizados apenas para projetos militares e acadêmicos, é notável que algumas empresas em 1950, passaram a estudar a possibilidade de se produzir computadores em larga escala com o objetivo de empregá-los no mercado particular, foi quando a IBM, em 1951, começou a produzir computadores em serie.

23 9 Porem os computadores, ainda possuíam um grande valor e consumiam muita energia, para operarem, a invenção dos transistores em 1964 por William Shockley, J. Bardeen e W, Brattain no Bell Laboratories trouxe consigo uma grande mudança no que se compunha os computadores, eram pequenos componentes semicondutores e capazes de realizar a mesma função das válvulas com ate 100 vezes mais eficiência, consumindo menos energia, foi uma revolução para a época (MARREIRA, et al 2012). Com a evolução dos transistores criou-se a idéia de desenvolver uma peça eletrônica com maior capacidade de processamento de informações simultâneas, era criado o CHIP por volta de 1979, que consiste na reunião de vários transistores em apenas uma peça. Portanto a história mostra que entre os fatores de produção de ampla escala existiam grandes dificuldades na fabricação desses imensos computadores, e somente em 1951, surgiram os primeiros computadores em escala comercial. Observa-se que nas maquinas da segunda geração de computadores a válvula foi substituída por transistores, essa tecnologia foi usada por volta de 1959 e 1965 (MARREIRA, et al 2012). Segundo Song, (2010), o primeiro computador que chegou no Brasil foi um UNIVAC 1105, no ano de 1961, era lento e consumia muita eletricidade, pois esse modelo ainda possuía componentes de válvulas, e foi trazido para processamento de dados no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Contudo as tecnologias da computação continuam a modificar-se continuamente em um ciclo infreável, o mundo hoje chegou a um estagio em que muda completamente do dia para a noite, tornando obsoletas tecnologias de ultima geração, em poucos dias, a cada dia se cria algo novo e melhor, mais rápido e confiável, com maior capacidade de auxiliar o homem em suas tarefas diárias, fazendo com isso que as tecnologias envolvam sistemicamente o homem, direta ou indiretamente (BESSA, 2002; MARREIRA, et al 2012; SONG, 2010; MUGGE, 2005).

24 Softwares Softwares são todos os programas que compõem um sistema, é um conjunto ordenado de funções, escritas em qualquer linguagem, ao qual faz o computador de alguma forma produzir resultados (MORAIS, 2003). Podem ser chamados de softwares todos os programas que são utilizados para um computador funcionar, por uma ótica menos técnica, os softwares são a parte funcional e flexível de interação com o homem (BESSA, 2002). Através de todas as décadas que envolvem a criação do primeiro computador ao que se possui hoje nas casas, também cresceu a vontade de que o computador pudesse interagir com o usuário, desde sua criação o homem vem procurando uma forma de fazer com que se programe um computador, fato que fez com que milhões de dólares em investimentos foram necessários ate que se tivessem os primeiros resultados (BESSA, 2002). Segundo Bessa, (2002), o software é um programa, pronto que não existe a necessidade de ser escrito, toda vez que se quiser trabalhar, pois basta executá-lo, de qualquer forma sua principal função, é instruir a maquina a realizar uma determinada tarefa Contextualização Histórica dos Softwares Como se pôde observar nos componentes integrados (hardwares) em suma sua criação, ocorreu em meio a gerações, não diferente disso os softwares também em sua evolução se desenvolveram em quatro gerações de linguagem Primeira Geração A primeira geração da linguagem de programação pode ser também chamada de linguagem de máquina, por estar mais relacionada com o funcionamento da máquina do que com a interação humana, é em suma

25 11 representada por dois bits 0 e 1, em relação a isso, pode-se afirmar que qualquer computador só consegue entender esta linguagem, que pode ser denominada linguagem de baixo nível, que ocorre entre os componentes físicos da maquina, chamada também de linguagem binária (TONET, 2006) Segunda Geração Segundo Tonet, (2006) a segunda geração da linguagem de programação possui o nome de ASSEMBLER, sua função era facilitar aos programadores, para que conseguissem memorizar os códigos da linguagem de máquina, porém exigia que o programador possuísse, um grande conhecimento técnico, esse tipo de linguagem também, pode ser classificada como baixo nível Terceira Geração A terceira linhagem das linguagens de programação foi desenvolvida por cientistas norte americanos com o intuito de deixá-las mais próximo das dos seres humanos, essa linguagem foi baseada, no inglês, essas por sua vez são chamadas de alto nível de linguagem, o que tornou muito mais fácil para um programador desenvolver suas aplicações. Dentre as linguagens de alto nível pode-se citar: BASIC (Beginner s Allpurpose Simbolic Instruction Code), que pode ser utilizada por principiantes para as mais diversificadas funções por ser simples e funcional, COBOL (Common Business-Oriented Language) mais ligada ao meio do comercio, e por fim a FORTRAN (Fórmula Translation) direcionada exclusivamente a matemática e a engenharia (BESSA, 2002) Quarta Geração A quarta geração está mais ligada à integração entre homem, hardware e software, denominada altíssimo nível, por se assemelhar com a linguagem

26 12 natural, como por exemplo, os comandos: Read, Write, Type, etc. esta vai além da programação propriamente dita, em função do avanço das tecnologias físicas e lógicas, se criou um novo conceito em comunicação entre homem e máquina, que não se trata de um simples processamento de dados, e sim do diagnostico de informações, para serem aplicadas nos infinitos campos profissionais (BESSA, 2002; TONET, 2006; WILLRICH, 2010) Lógica de Programação Segundo Filho (2007), George Boole, nascido em 1815, foi considerado como o fundador da Lógica de programação simbólica, foi o responsável pelo desenvolvimento do primeiro sistema formal de raciocínio lógico, visto também que Boole foi o primeiro a colocar em evidencia a possibilidade de se aplicar o calculo formal, em diferentes situações, como por exemplo, fazer operações com regras formais, desconsiderando operações primitivas. Bole foi quem forneceu uma idéia bem clara sobre o formalismo algébrico da lógica de programação em sua obra The Mathematical Analysis of Logic em 1847, também foi o primeiro desenvolvedor de um sistema bem sucedido, utilizando os acordos das regras formais simbólicas desconsiderando as interpretações dos símbolos usados (FILHO, 2007). Nos dias atuais a lógica de programação se confunde com a programação propriamente dita, uma vez que as linguagens de programação utilizadas hoje em dia aproximam-se em muito com linguagem humana, por fim, lógica de programação é a forma em que a linguagem de programação esta devidamente ordenada a fim de desempenhar uma função necessária sem erros (FILHO, 2007) Sistema Operacional Segundo Bessa, (2002) o sistema operacional, possui uma importante função, por ser o responsável direto, por realizar o papel de tradutor e

27 13 interprete entre a máquina física e o homem, e vice-versa, além é claro, possui também a função de gerência dos periféricos, tais como, teclado, mouse, câmera, caixas acústicas, tela, etc. devido ao seu trabalho intimamente conjunto com a unidade central de processamento (CPU). Dentre os sistemas operacionais existentes pode se destacar o Windows, que de fato tomou o mercado mundial desde a sua criação Plataforma de Desenvolvimento Segundo um conceito da gigante fabricante Motorola, uma plataforma de desenvolvimento de softwares pode ser classificada como um conjunto de ativos que são usados, para alavancar, o reuso da base (plataforma), bem como o rápido desenvolvimento, dos novos produtos (aplicativos ou softwares), definindo o ambiente operacional, em uma arquitetura de alto nível, tornando todos os produtos desenvolvidos, com base nesta plataforma, compatíveis entre si, com um conjunto de políticas para o desenvolvimento de softwares, cujo objetivo é de aperfeiçoar, a plataforma e o desenvolvimento de novas aplicações Plataforma.NET Em resumo a plataforma.net, pode ser classificada como a que possui a maior interface gráfica, e maior facilidade de trabalho devido ao seu sistema disposto em janelas, segundo Bottaro (2006), os programas Windows são dispostos em janelas, que se assemelham no seu formato, e, portanto proporcionam quem usa mais opções de escolhas e facilidades de trabalho, neste sentido, explica-se a escolha desta plataforma para o desenvolvimento de aplicações sistêmicas e de fácil uso por profissionais de diversas áreas. Para um possível desenvolvimento de software aplicado a educação física, entende-se como sendo a plataforma.net a mais aplicável, pois sua semelhança com, os sistemas operacionais existentes tais como o Windows, mais corriqueiramente utilizado no Brasil, se tornaria mais fácil sua

28 14 assimilação, e utilização por profissionais com baixo conhecimento em informática (BOTTARO, 2006) Compiladores e Interpretadores Segundo Carvalho (2008), os termos compiladores e interpretadores, referem-se à maneira como um programa é executado em uma máquina, sistematicamente existem detrimidamente dois métodos gerais ao qual um programa pode ser executado, a maneira, pela qual um programa e executado não é precisamente definida pela linguagem em que ele foi escrito, os interpretadores e compiladores são apenas programas sofisticados capazes de operam sobre o código fonte de um programa. A diferença entre compilador e interpretador é bem simples, um interpretador como o nome já diz, lê o código fonte do programa linha por linha desempenhando a instrução especifica nessa linha (Programa Pronto), já um compilador lê um programa inteiro e converte-o em um código-objeto, que uma instrução de normas que são convertidas em uma forma que o computador possa executar direto (Programa a Ser Compilado) (CARVALHO, 2008). Por fim os compiladores são softwares altamente sofisticados capazes de transformar uma linguagem de programação especifica em um conjunto de normas prontas, a serem executadas diretamente por qualquer maquina, sem a necessidade de um programa intermediário (CARVALHO, 2008) Linguagem de Programação No mercado existe uma centena de milhares de linguagens de programação, e dialetos computacionais distintos, disponíveis cabe ao desenvolvedor a utilização da linguagem, a qual se destina, exclusivamente ao seu propósito, a sistematização da utilização de uma linguagem para a programação nada mais é que a forma de especificar o funcionamento de um computador (MARQUES, 2000; GUDWIN, 1997).

29 15 Cabe ao desenvolvedor, encontrar e classificar qual a linguagem mais se adéqua ao seu propósito, sendo, portanto, criteriosa sua escolha, levando em consideração alguns fatores como: Domínio da Linguagem, Plataforma a que se Destina Adequação ao Propósito etc Informática Pode-se dizer que a informática, já dominou o mundo nos dias atuais, tal ferramenta pode ser classificada como informação automática, ou seja, a automatização de métodos e técnicas no tratamento de informações, porem, para que essa tarefa seja possível é necessária uma ferramenta adequada a esta função, ou seja, o computador eletrônico (GUDWIN, 1997) Informática no Brasil Nos anos 70 se iniciou o uso dos primeiros computadores aplicados na educação no Brasil, alguns movimentos se destacaram por difundir a informática nas escolas, tais movimentos foram de nominados ondas, esses movimentos foram iniciados nos anos 70, com o objetivo de promover uma evolução, tanto social quanto, cientifica e tecnológica no país (GUDWIN, 1997). Esse movimento se atualiza no Brasil com a evolução das maquinas e softwares, então o governo iniciou um projeto de capacitação dos professores na utilização da informática, tal atividade ocorre progressivamente, na atualidade, objetivando encontrar uma melhor forma, da utilização dos recursos da informática principalmente no que se diz, ensino e aprendizagem, adequando assim, alunos e professores, a realidade do mundo moderno (MARQUES, 2000; GUDWIN, 1997) Informática na Educação Na educação nacional o movimento da informática nasce por interesse de alguns educadores de universidades brasileiras, sendo motivados pelo

30 16 contexto que vinha ocorrendo em outros países, tomando como exemplo, Estados Unidos da America e a França (VALENTE, 1997). Segundo Valente (1997) as primeiras entidades que foram responsáveis por estudos investigativos, sobre o uso de computadores na educação do Brasil foram a UFRJ em 1973, UNICAMP de 1975 a 1983, e UFRGS em Por fim nota-se que todos os centros EDUCOM destinados a pesquisa, batalharam na intuitiva vontade de produzir ambientes educacionais e educadores, utilizando o computador, como um recurso facilitador, do processo de aprendizagem educacional (VALENTE, 1993) Informática Aplicada a Educação Física A Educação Física no Brasil, tanto escolar quanto em academias, possui uma enorme carência no que se trata de materiais didáticos disponíveis ao teor de softwares direcionados a essa área, porém não menos diminuta que isso, é a necessidade de se colocar as tarefas do profissional de educação física em um ambiente computacional, trazendo assim, mais facilidade e agilidade na elaboração de treinos e acesso a informações do aluno (BERG, et al 1999). Os altos valores de softwares voltados a área de treinamento, passam por tornarem-se inviáveis, devido a sua complexidade técnica, muitas vezes fazendo com que seja pouco provável a obtenção de resultados se estes não forem operados por profissionais da área da computação eletrônica em conjunto com profissionais da Educação Física (BERG, et al 1999) Desenvolvimento de Software Orientações Gerais Para um melhor entendimento deste tópico buscou-se separar em partes as etapas que compõem o desenvolvimento de um software, são elas: a) Visão Geral de Desenvolvimento, b) Objetivo do Software, c) Justificativa

31 17 do Software, d) Escolha da Plataforma, e) Escolha do Compilador, f) Escolha da Linguagem, g) Considerações Preliminares Visão Geral de Desenvolvimento O desenvolvimento de um software,, é uma tarefa sistematicamente estudada antes de ser realizada, de frente a isso se deve observar determinados fatores da futura aplicação, como por exemplo, a escolha incorreta de uma linguagem de programação, pode fazer com que ocorra uma enorme perda de tempo, em seu desenvolvimento (CARVALHO, 2008). Segundo Carvalho (2008), uma aplicação, demanda de alguns fatores intervenientes para o seu desenvolvimento, tais como: tempo, pessoal disponível, estudo, etc. para que seja posto propriamente dito em prática sua construção. Alguns programadores possuem imensas dificuldades pra desenvolver suas aplicações, devido a pequenos erros, em seus códigos fonte (CF), esses códigos fonte são os comandos internos de um software,, demonstrado a seguir na imagem:

32 18 Códigos fontes ou linhas de código são, uma linhagem indutiva sistematicamente projetada a fim de que o computador entenda o que o programa quer realizar, são essas linhas de código que são responsáveis pelo funcionamento do design do software (FILHO, 2007). Segundo Carvalho (2008), linhas de código é definitivamente, a tarefa mais complexa no desenvolvimento de uma aplicação, elas demandam de um grande conhecimento técnico de quem as escreve, a quantidade de linhas de código, em um software pode variar de acordo com o tamanho do software (o que define o tamanho do software são suas funções). Na tabela a seguir, pode-se entender mais rapidamente a demanda de um software em sua arquitetura de desenvolvimento, baseando-se categoria, equipe, duração, e a quantidade de linhas escritas em um CF. Categoria Categorias de Tamanho de Softwares Tamanho da Equipe Duração Tamanho do Código Fonte (Linhas de Código) Trivial Semanas 500 Pequeno Meses 1000 a 2000 Médio Anos 5 mil a 50 mil Grande Anos 50 mil a 100 mil Muito Grande Anos 1 milhão Extremamente Anos 1 a 10 milhões Grande Tabela 1: Demonstrativo, da viabilidade de desenvolvimento de softwares Objetivo do Software A aplicação em questão tem como objetivo, ser uma ferramenta que atue como auxiliar do profissional em Educação Física, trazendo os métodos científicos para dentro de um sistema otimizado e integrado, de forma a facilitar, a realização da prescrição de treino propriamente dita.

33 19 A prescrição de treino segundo Almeida (2002), é uma tarefa complexa que demanda de tempo, esforço, e conhecimento técnico, a fim de desenvolver, níveis otimizados de aptidão física Justificativa do Software Nota-se na atualidade que ferramentas informatizadas são utilizadas corriqueiramente, para aperfeiçoar, a qualidade de vida do homem, ou seja, realizar muito trabalho, sem quase nenhum esforço. Atualmente o homem nem se da conta, mas utiliza-se de softwares para quase tudo, no caixa eletrônico do banco, no celular, no carro, quando liga sua central de ar, quando liga seu computador, etc. Seguindo esta idéia, a criação de uma ferramenta para a otimização do trabalho do profissional de Educação Física, se torna necessária visto que, a informática já dominou o mundo (FILHO, 2007), e a utilização dos conhecimentos técnicos em educação física, fundidos em uma ferramenta de informática, pode trazer deveras benefícios aos profissionais da área Escolha da Plataforma Como já dito a plataforma de desenvolvimento é necessariamente como o software vai se comportar, visto isso se optou por utilizar a plataforma.net de desenvolvimento, uma vez que esta plataforma se comporta com um funcionamento em janelas, trazendo portanto, uma melhor interface gráfica, por assemelhar-se muito ao sistema operacional Windows. Ao realizar uma pequena análise na internet, pode-se constatar que, que uma grande fatia de utilizadores, preferem, aplicações em sistema operacional Windows cerca de 78% dos downloads, enquanto 18% são para andróid, e 4% para plataformas diversas (fonte: 17/06/2012, 18:56).

34 20 Portanto, optou-se pela utilização de uma plataforma compatível com o sistema operacional Windows, visto que a talvez a assimilação do publico possa ser mais favorável Escolha do Compilador Como já visto, um compilador é um software extremamente sofisticado, capaz de transformar os códigos fonte em um aplicativo executável que pode ser rodado em qualquer maquina sem o auxilio de um programa intermediário (CARVALHO, 2008). Alguns critérios são importantes para a escolha de um compilador, tais como: a linguagem que ele assemelha, interface gráfica, fama em comunidades entre desenvolvedores, entre outras coisas, são fundamentais para que não se perca tempo, utilizando uma ferramenta que dificulte o trabalho de quem o utiliza. Na internet existem milhões e softwares compiladores, no entanto, entendeu-se que a ferramenta IDE mais adequada seria o Microsoft Visual C# 2010 Express (VS), por ser gratuito e devido a sua interface gráfica arrojada, também por ser de fácil manuseio, bem como se utilizar das ferramentas do Visual Basic (VB), compilador também da gigante Microsoft, que traz como principio o desenvolvimento através da interface gráfica Escolha da Linguagem de Programação A escolha da linguagem de programação, é uma tarefa complexa que demanda de certo conhecimento técnico, como já se sabe existem cerca de centenas de milhões de linguagens de programação no mercado hoje em dia, porem a escolha de uma para o desenvolvimento de um trabalho demanda de alguns requisitos tais como: Conhecimento técnico da linguagem utilizada Adequação da linguagem a plataforma Vinculação da linguagem com o compilador escolhido

35 21 Material disponível para consulta Domínio das técnicas de programação da linguagem Adequação da linguagem a função desempenhada na aplicação Coesão com o tipo de software desenvolvido Adequação do compilador as funções da linguagem e ao software desenvolvido Estes são alguns fatores intervenientes a escolha da linguagem de programação, no entanto, talvez o fator mais importante seja o domínio a linguagem. A fim, entendeu-se que a linguagem C Sharp (C#) possivelmente seria a mais adequada a ser utilizada, devido a sua ampla flexibilidade sendo adequada a plataforma.net, e ao VS, bem como sua maleabilidade, na aplicação de funções, janelas, a facilidade do trabalho com seus CF, etc Considerações Preliminares Entende-se que para desenvolvimento de um software, demanda-se de muito tempo, dependendo de seu tamanho, bem como muita dedicação por parte de seus programadores, para se fazer uma estimativa da viabilidade em tempo e gastos com o desenvolvimento de tal software, optou-se por fazer uma aplicação simples em plataforma Microsoft Excel 2007 (Excel), com as diferentes funções previstas para o software. Primeiramente por não haver necessidade imediata da programação direta com C#, bem mais complexa que a linguagem de cálculos realizada pelo Excel, traria uma visão primaria da flexibilidade de da pré-testagem do método eletrônico de prescrição a cerca dos possíveis erros em métodos e aplicabilidades, possibilitando, portanto mais facilidade e agilidade na previsão, da viabilidade do desenvolvimento de tal software.

36 22 3. METODOLOGIA 3.1. Caracterização do Estudo De acordo com Gomes e Matos et al (2004), este estudo caracteriza-se como sendo do tipo descritivo, uma vez que considerando todos os objetivos estabelecidos, busca-se verificar a viabilidade do desenvolvimento de um software de computador, como auxiliador do profissional de Educação Física na prescrição de treino Material Utilizado Para o desenvolvimento destas, se fez necessário a utilização de um microcomputador, do tipo notebook com processador AMD, Dual Core X2, 3.0 GHZ Mobile Tecnology, 2 GB de memória RAM, HD 320GB, tela LCD 15 polegadas, Teclado ABNT II, sistema Operacional Windows 7 Ultimate, sistema de gerenciamento de escrita e processamento de texto Pacote Microsoft Office 2007, Sistema compilador de codificação C#, Visual Studio 2010 C# Express Descrição do Desenho do Estudo De acordo com o objetivo deste estudo buscou-se primeiramente, o desenvolvimento de uma pequena aplicação com o intuito de estabelecer, padrões de desenvolvimento, através de uma aplicação simples, estabelecida em base de desenvolvimento Microsoft Excel, utilizando-se de protocolos existentes para avaliações e prescrição de treino em Educação Física. A tarefa de desenvolvimento perdurou-se por cerca de 180 dias, com o intuito de utilizar protocolos da forma mais fidedigna possível, fazendo com que todos os cálculos fossem realizados com a menor taxa de erros possível.

37 Seleção dos Procedimentos de Desenvolvimento Objetivando minimizar, a quantidade de erros possíveis durante o desenvolvimento, buscou-se estabelecer suas fases em etapas, a fim de não transformar o desenvolvimento em um caos, são as etapas: Macrociclo, Prescrição, avaliação da composição corporal, prescrição diária do treinamento físico contra-resistido e cardiopulmonar Planilha Todas as planilhas dentro da pasta Macrociclo a serem utilizadas como referência, foram desenvolvidas com base em protocolos existentes, a fim de minimizar as possibilidades de erros, e ser mais fidedigna possível disponibilizando assim uma referência real a quem a utiliza. Contudo o desenvolvimento destas planilhas se deram com o objetivo de poupar tempo de quem necessita realizar a prescrição de treino, por serem auto-avaliativas tornam mais fácil e ágil o trabalho do profissional Macrociclo, Prescrição, avaliação da composição corporal, prescrição diária do treinamento físico contra-resistido e cardiopulmonar Orientações gerais Para um melhor entendimento buscou-se separar de forma ordenada, e sintética a interface da planilha a fim de proporcionar o entendimento visual sem muito conhecimento técnico. O desenvolvimento desta planilha foi dissecado em abas divididas tais como: a) Banco de Dados, b) Medidas Morfológicas, c) Testes de Resistência muscular localizada (RLM) e peso Maximo, d) Tabela de Prescrição do treinamento cardiopulmonar com base no Vo2Max, e) Tabela de Prescrição

38 24 do treinamento cardiopulmonar com base na Freqüência Cardíaca, f) Macrociclo Semestral, g) Macrociclo Quadrimestral, h) Protocolos Banco de Dados Para o banco de dados buscou-se a obtenção de alguns dados imprescindíveis para o profissional de Educação Física na prescrição de treinamento, na primeira porção do banco de dados são solicitados algumas informações pessoais, os campos editáveis possuem seu texto em vermelho a fim de direcionar de forma correta ao campo onde deve ser inserido o dado solicitado, na primeira porção são solicitadas informações como: Nome, Nível Funcional, obtido indiretamente através dos questionários LAF, DFP, e RC, Profissão, sexo, idade. Figura 2. Figura 2: Dados pessoais do banco de dados Já na segunda porção do banco de dados é informado os aspectos funcionais tais como, Vo2Max e PAANAL, Figura 3. Figura 3: Aspectos funcionais cardiopulmonares, banco de dados. Na terceira porção do banco de dados são solicitadas algumas informações e informados alguns dados para fim de conhecimento funcional hemodinâmico do individuo, devem ser informados pelo profissional dados como: Pressão Sistólica e pressão Diastólica em (mmhg), FC de repouso e FC máxima obtida durante esforço em (BPM).

39 25 Em contratempo é informado nessa porção do banco de dados informações tais como: debito cardíaco em (l/bpm), duplo produto em (mmhg), FC Máxima em (BPM), MIVO2maximo em (100g/VE min -1) e volume sistólico em (ml/bpm), como mostrado na figura 4. Figura 4: Aspectos hemodinâmicos, banco de dados. Na quarta porção do banco de dados são informados alguns dados obtidos a partir de dados já inseridos ou que ainda serão inseridos pelo usuário, a cerca dos aspectos morfológicos do individuo a ser treinado, são eles: Peso corporal total em (kg), Peso gordura em (kg), densidade corporal em (g/ml), peso ósseo em (kg), peso residual para homens em (kg), peso residual para mulheres em (kg), peso muscular para homens em (kg), peso muscular para mulheres em (kg), porcentagem de gordura em (%G), estatura em (cm), porcentagem de correlação cintura quadril em (estatística), e por fim o índice de massa corporal (IMC), como na figura 5. Figura 5: Aspectos morfológicos, banco de dados Por fim na quinta porção são solicitados os resultados dos testes cardiopulmonares e neuromusculares obtidos durante os testes, são eles:

40 26 resistência muscular local (RLM), de abdômen expressa em (repetições máximas), RLM de membros superiores expressa em (repetições máximas), RLM de membros inferiores expressa em (repetições máximas), distancia percorrida em ciclo estacionário expressa em (metros), flexibilidade toraco-lombar expressa em (cm), e por fim teste estacionário de equilíbrio expresso em (numero de tentativas), como exposto na figura 6 (ALMEIDA & SAMPEDRO (1997)). Figura 6: Aspectos neuromusculares e cardiopulmonares, banco de dados. Também na porção inicial do banco de dados do macrociclo de treinamento deve-se estabelecer os valores de metas a serem cumpridas no decorrer do período treinado, para que a operacionalização dos cálculos seja realizada, estabelecendo as linhas de volume e intensidade do treino, esta fase é extremamente necessária, como demonstrado na figura de numero 7. Figura 7: Inserção dos valores de metas a serem estabelecidas, para operacionalização dos cálculos de volume e intensidade.

41 Medidas Morfológicas Conceito Segundo Almeida & Sampedro (1997), os parâmetros morfológicos individuais são aqueles que evidenciam a forma dos órgãos em geral, e que influenciam em seu funcionamento, ou seja, o funcionamento de um órgão é influenciado por sua forma. As medidas morfológicas são convencionadas internacionalmente em sua matriz de aquisição, segundo Carvalho (2007), para que sejam facilmente entendidas, e utilizadas por outros autores Banco de dados das medidas morfológicas Na porção a seguir, encontra-se uma tabela auto-avaliativa, a cerca dos padrões morfológicos individuais, tais como: a) Densidade Corporal b) Gordura Corporal c) Peso Ósseo d) Peso Residual para Homens e) Peso Residual para Mulheres f) Peso Muscular Para Homens g) Peso Muscular para Mulheres h) Correlação Cintura Quadril

42 28 Figura 8: Tabela Auto Avaliativa Na figura anterior são visualizados também os valores de estatura e peso, no entanto não podem ser modificados, pois são ligações da planilha anterior. Na mesma figura são solicitados alguns dados morfológicos individuais aos quais são utilizando para operacionalização de alguns cálculos, são estes dados, perímetros, dobras cutâneas, e diâmetros ósseos, sendo respectivamente: Perímetros: Pescoço expresso em (cm), braço direito expresso em (cm), braço esquerdo expresso em (cm), ante-braço esquerdo expresso em (cm), Ante braço direito expresso em (cm), Punho esquerdo expresso em (cm), Punho direito expresso em (cm), Tórax expresso em (cm), cintura expresso em (cm), abdômen expresso em (cm), quadril expresso em (cm), coxa direita expresso em (cm), coxa esquerda expresso em (cm), perna

43 29 esquerda expresso em (cm), perna direita expresso em (cm), tornozelo esquerdo expresso em (cm), tornozelo direito expresso em (cm). No mesmo sentido as dobras cutâneas solicitadas são: Peitoral expresso em (mm), bicipital expresso em (mm), tricipital expresso em (mm), subescapular expresso em (mm), axilar média expresso em (mm), supra-iliaca expresso em (mm), abdominal expresso em (mm), coxa expresso em (mm) e por fim perna expresso em (mm). Na mesma ótica, alguns diâmetros ósseos são solicitados, tais como: diâmetro radio-ulnar expresso em (cm), umeral expresso em (cm), femoral expresso em (cm) e tornozelo expresso em (cm). No sentido da inserção dos dados na tabela alguns são imprescindíveis para a operacionalização dos cálculos, são eles marcados pela coloração majenta mais escura, na ordem natural decrescente da tabela são respectivamente, os perímetros da cintura e quadril, dobras cutâneas, tricipital, subescapular e axilar media e por fim os perímetros ósseos radioulnar e femoral Considerações A planilha foi desenvolvida com uma interface amigável e de fácil compreensão, para que seja diminuída a possibilidade de erros, todos os dados fundamentais são marcados, com cores vibrantes de forma que não passe despercebido ao olhar do usuário. Entendendo que para a coleta das informações a serem inseridas, subentende que o profissional, ao qual irá realizar a coleta das dobras cutâneas, perímetros e diâmetros, siga fielmente as normas internacionais e convencionadas, de acordo com os padrões acadêmicos aceitos no mundo. Carvalho (2007) expressa, que as medidas morfológicas possuem um padrão internacional convencionado, e que pode ser aceito em qualquer comunidade acadêmica no mundo.

44 Testes de Resistência muscular localizada (RLM) e peso Maximo Figura 9: Estruturação do Programa de Treino, e tabela auto-avaliativa do peso Maximo e carga diária de treinamento contra-resistido Orientações Na figura nove e expresso de forma simples e objetiva os resultados dos testes de resistência muscular local, para cada grupamento muscular com o intuito de obter as cargas máximas de cada grupamento, conseguindo assim uma melhor associação para o desenvolvimento dos trabalhos contra resistidos. Entendendo que para a coleta das informações a serem inseridas, subentende que o profissional, ao qual ira realizar a coleta de informações, siga fielmente as normas internacionais e convencionadas, de acordo com os padrões acadêmicos aceitos no mundo. Carvalho (2007) expressa, que as medidas morfológicas possuem um padrão internacional convencionado, e que pode ser aceito em qualquer comunidade acadêmica no mundo.

45 Estruturação do Programa de Treino De acordo com a figura nove, são expressas as informações de prescrição diária do treinamento contra resistido, com expressão do peso Maximo obtido por equação de rejeição linear. No canto superior esquerdo é exposto o volume e intensidade do treinamento para o dia em questão no microciclo, este por sua vez não pode ser modificado por ser uma reprodução da inserção na planilha inicial. De forma simples éexposto na figura nove, o demonstrativo de utilização do programa de treino, da esquerda para a direita, são mostrados os músculos a serem trabalhadas, a carga inicial de treinamento e a carga de isometria inicial. Como já dito, as marcações em vermelho são campos em que devem ocorrer modificações por parte do usuário, neste caso são solicitados, o peso levantado para cada músculo e a quantidade de repetições realizadas, definidos estes parâmetros, através de equação de regressão linear, se obtêm o resultado do peso Máximo como referência de treino, (FLECK, 1999; DANTAS, 1996; ZATSIORSKY, 2002). Nesta mesma óptica é demonstrado, por auto avaliação dos dados a carga a ser utilizada, a quantidade de repetições e o intervalo em segundos, demandando unicamente da fase do treino em que se encontra o indivíduo, de acordo com o tipo de força a ser treinada, seja ela explosiva, absoluta ou repetitiva. Uma vez que a coleta das repetições máximas são expressão de que o indivíduo a ser testado, já deva ter passado por uma adaptação e subentenda que ele possua uma vivencia e saiba realizar os exercícios de forma correta, com a orientação de um profissional de Educação Física Treinamento Cardiopulmonar Com o intuito de desenvolver uma aplicação simples porém ampla que venha a trabalhar tanto, neuromuscular quanto cardiopulmonar o indivíduo,

46 32 optou-se por estender em suma uma pequena parte na realização deste ensaio, que por sua vez englobando também o sistema cardiopulmonar de forma simples, trará uma melhor abrangência do futuro software Tabela de Prescrição do treinamento cardiopulmonar com base no Vo2Max Segundo Yazbek (1985), o consumo de oxigênio (VO2) é uma medida objetiva da capacidade funcional, ou seja, da capacidade do organismo em ofertar e utilizar o oxigênio para a produção de energia. O VO2aumenta linearmente com o trabalho muscular crescente, sendo considerado máximo (VO2 máx.) (ALMEIDA, 2002; McARDLE, 1998). A seguir uma imagem retirada da aplicação exemplificando o trabalho realizado de acordo com a utilização do VO2Max. Figura 10:Planilha de exemplificação do treinamento cardiopulmonar com base no vo2maximo. Neste sentido, esta intervenção se justifica devido ao parâmetro cardiopulmonar ser um dos fatores intervenientes da aptidão física (ALMEIDA, 2002).

47 33 Nesta parte a aplicação, compreende a prescrição diária do trabalho cardiopulmonar individual a ser trabalhado, como correlação de estímulo podendo ser utilizados corrida ou caminhada, pedalando e ou nadando, com a metragem e o tempo estimado para o estímulo, que decorre, da fase do treinamento, sendo esta tabela auto-didata. Na coluna mais a esquerda são expostos dados como Vo2 de reserva expresso em (ml(kg.min)-1), METmax expresso em (MET s), distância máxima a ser percorrida expressa em (m/h), a velocidade ideal de a ser percorrida expressa em (m/min), o custo energético expresso em (kcal/min) e por fim o tempo de estímulo a ser executado, dependendo da fase em que se encontra o indivíduo trabalhado Tabela de Prescrição do treinamento cardiopulmonar com base na Freqüência Cardíaca Figura 11: Treinamento Cardiopulmonar com base na Freqüência Cardíaca. Em expressão de trabalho cardiopulmonar, existe uma segunda forma de trabalho individual, ao qual segundo Almeida (2002), não existe diferenciação a cerca da qualidade do estimulo, através da freqüência

48 34 cardíaca máxima, ou do Vo2 máximo, ambos compreendem na mesma melhora funcional orgânica. No mesmo sentido pode ser visualizado que, esta parte da aplicação demanda da utilização da freqüência cardíaca, obtida nos testes e inseridas no banco de dados. Por meio de equações de regressão linear, pôde se obter dados como: tempo total de treino, freqüência cardíaca ideal de treino, freqüência cardíaca máxima, freqüência cardíaca de reserva, e por fim freqüência cardíaca de repouso. Sendo esses dados fundamentais para a prescrição do treino cardiopulmonar com base na freqüência cardíaca, basta, portanto a escolha do melhor estímulo a ser utilizado sendo critério do profissional atuante Macrociclo Periodização de treino Segundo Gambetta (1991) é de suma importância a periodização do treinamento em atletas, ou em pessoas comuns, Gambetta também enfatiza a importância do conceito de periodização tradicional proposto por alguns autores soviéticos, tais como Ozolin (1970), e Matveev (1977) Visão geral sobre Macrociclo de treinamento Segundo Almeida (2002), um macrociclo de treinamento, pode ser definido como sendo uma periodização de um determinado treino, capaz de organizar todo o trabalho por um determinado período e encerrando-se normalmente em uma fase de otimização, dividindo o treinamento em Mesociclos, Microciclos, Unidades de Treino bem como Seções de Treino. Um macrociclo é também capaz de dividir o treinamento em fazes e períodos, Almeida (2002) trata esta organização como sendo fundamental para se obter uma otimização funcional orgânica ao fim da periodização do treinamento, seja ele cardiopulmonar ou neuromuscular.

49 35 Almeida (2002), também trata do controle de um macrociclo, com a indução das linhas de volume e intensidade, capazes de controlar, dia-a-dia o treinamento físico individual. Neste sentido, buscando uma maior abrangência da aplicação em questão buscou-se desenvolver, dois modelos de macrociclos, separados por período, um primeiro com apenas quatro meses de forma simples, bem como um segundo semestral, de forma simples, respectivamente figuras 12 e 14. Figura 12: Macrociclo Quadrimestral. Figura 13: Separação diaria das cargas de treino de volume e intensidade.

50 36 Figura 14: Macrociclo Semestral. Figura 15: Separação diaria das cargas de treino de volume e intensidade. Com o objetivo de manter uma aplicação simples, e estimar concisamente, o período estimado para o desenvolvimento de um software voltado a este sentido como auxiliar do profissional de Educação Física, entendeu-se que, uma aplicação com este argumento e utilizando-se de uma linguagem de programação baseada em C#, levaria vários dias ou até mesmo anos para ser desenvolvida, visto que um macrociclo de treinamento, deve ser estruturado com alguns padrões de treinamento de acordo com Ozolin (1970), e Matveev (1977), os quais organizam o treinamento através e equações de regressão linear, e dados obtidos através de testes.

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