LEGISLAÇÃO E RESPONSABILIDADE TÉCNICA T ESTABELECIMENTOS DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL

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2 SEMINÁRIO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICAT MÓDULO AVANÇADO ADO INSPEÇÃO SANITÁRIA ESTRELA RS 28 DE MAIO DE 2013 LEGISLAÇÃO E RESPONSABILIDADE TÉCNICA T EM ESTABELECIMENTOS DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL

3 RESPONSÁVEL TÉCNICO: T UM ILUSTRE DESCONHECIDO!

4 RESPONSÁVEL TÉCNICOT É o profissional - médico veterinário - que responde técnica, ética e legalmente pelos seus atos profissionais e pelas atividades desenvolvidas no estabelecimento no qual exerce a responsabilidade técnica.

5 LEGISLAÇÃO PARA A RESPONSABILIDADE TÉCNICAT Lei nº 5.517, de , que dispõe sobre o exercício da profissão de médico veterinário e cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Medicina Veterinária. Decreto nº , de , que aprova o Regulamento da profissão de médico veterinário e dos Conselhos de Medicina Veterinária. Resoluções do sistema CFMV/CRMVs.

6 EXIGÊNCIA LEGAL PARA A RESPONSABILIDADE TÉCNICAT As firmas de profissionais da medicina veterinária, as associações, empresas ou quaisquer estabelecimentos cuja atividade seja passível de ação do médico veterinário, deverão, sempre que se tornar necessário, fazer prova de que, para esse efeito, têm a seu serviço profissional habilitado na forma desta lei. Artigo 28 da Lei 5.517, de

7 CONSELHO FEDERAL E REGIONAIS DE MEDICINA VETERINÁRIA RIA CFMV/CRMVs É uma autarquia federal, criada pela Lei nº 5.517, de 23 de outubro de 1968, dotada de personalidade jurídica de direito público, com autonomia administrativa e financeira.

8 ATRIBUIÇÕES DO CFMV/CRMVs Fiscalizar o exercício da profissão de médico veterinário e de zootecnista. Orientar, supervisionar e disciplinar as atividades relativas à profissão de médico veterinário e de zootecnista. Servir como órgão de consulta dos governos da União, dos Estados e dos Municípios em todos os assuntos relativos à profissão de médico veterinário e zootecnista ou ligados à produção ou à indústria animal.

9 FISCALIZAÇÃO DO CFMV/CRMVs Através do registro das empresas, associações, cooperativas, entidades públicas, de economia mista e outras que exercem atividades peculiares à medicina veterinária e à zootecnia. Através da responsabilidade técnica do médico veterinário e do zootecnista.

10 FISCALIZAÇÃO DO CFMV/CRMVs NAS INDÚSTRIAS DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL Porque exercem uma atividade que é privativa do médico veterinário, qual seja, o controle higiênico, sanitário e tecnológico dos produtos de origem animal em toda sua cadeia produtiva. Porque esses estabelecimentos estão sujeitos à fiscalização sanitária exercida pelo MAPA, CISPOA ou SIMs.

11 CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL PARA ASSUMIR A RESPONSABILIDADE TÉCNICA A responsabilidade técnica deve ser assumida na área de pleno conhecimento e formação técnica específica, sendo que a melhoria da capacitação técnica deve ser uma preocupação constante do profissional.

12 RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL O responsável técnico é quem garante, perante o consumidor, a qualidade dos produtos e serviços prestados pelas indústrias de produtos de origem animal, respondendo ética, civil e penalmente pelos seus atos profissionais.

13 A RESPONSABILIDADE ÉTICA DO RESPONSÁVEL TÉCNICOT Exercer a profissão com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade. Defender a dignidade profissional, quer seja por remuneração condigna, por respeito à legislação vigente ou por condições de trabalho compatíveis com o exercício éticoprofissional em relação ao seu aprimoramento científico. Aprimorar continuamente seus conhecimentos e usar o melhor do progresso científico em benefício dos animais e do homem. Exercer somente atividades que estejam no âmbito de seu conhecimento profissional.

14 A RESPONSABILIDADE TÉCNICA T DO RESPONSÁVEL TÉCNICO Prestar orientação técnica em todos os processos produtivos. Garantir o controle de qualidade de processos e produtos. Inteirar-se das atribuições técnicas e legais do serviço oficial de fiscalização sanitária do estabelecimento. Atuar em consonância com o serviço oficial de fiscalização sanitária. Notificar às autoridades sanitárias as ocorrências de interesse da saúde pública. Implementar programas de garantia da qualidade (POP, BPF/BPM, PPHO, APPCC).

15 A RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL DO RESPONSÁVEL TÉCNICO O profissional será responsabilizado pelos atos que, no exercício da profissão, praticar com dolo ou culpa, respondendo civil e penalmente pelas ações ou omissões que venham a causar dano. A responsabilidade civil e penal do responsável técnico é de fim e objetiva, independendo de culpa por imperícia, imprudência ou negligência.

16 A RESPONSABILIDADE TÉCNICA T E OS CRIMES CONTRA AS RELAÇÕES DE CONSUMO - Lei 8.137, de 27 de dezembro de Constitui crime contra as relações de consumo: Vender ou expor à venda mercadoria cuja embalagem, tipo, especificação, peso ou composição esteja em desacordo com as prescrições legais, ou que não corresponda à respectiva classificação oficial. Misturar gêneros e mercadorias de espécies diferentes, para vendê-los ou expô-los à venda como puros; misturar gêneros e mercadorias de qualidades desiguais para vendê-los ou expô-los à venda por preço estabelecido para os de mais alto custo.

17 Induzir o consumidor ou usuário a erro, por via de indicação ou afirmação falsa ou enganosa sobre a natureza, qualidade do bem ou serviço, utilizando-se de qualquer meio, inclusive a veiculação publicitária. Vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma entregar matéria-prima ou mercadoria em condições impróprias ao consumo.

18 - Lei nº 8.078, de 11 de setembro de São impróprios ao uso e consumo: I os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos. II os produtos deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados, corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou, ainda, aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação, distribuição ou apresentação. III os produtos que, por qualquer motivo, se revelem inadequados ao fim a que se destinam.

19 Art. 75 quem, de qualquer forma, concorrer para os crimes referidos neste código, incide as penas a esses cominadas na medida de sua culpabilidade, bem como o diretor, administrador ou gerente da Pessoa Jurídica que promover, permitir ou por qualquer modo aprovar o fornecimento, oferta, exposição à venda ou manutenção em depósito ou a oferta e prestação de serviços nas condições por ele proibidas. Art. 76 são circunstâncias agravantes dos crimes tipificados neste Código: II ocasionarem grave dano individual ou coletivo.

20 PENALIZAÇÃO PARA O RESPONSÁVEL TÉCNICOT Quem, de qualquer modo, inclusive por meio de Pessoa Jurídica, concorre para os crimes definidos nesta lei, incide nas penas a estes cominadas, na medida de sua culpabilidade. Pena: detenção de 2 a 5 anos ou multa. - Lei 8.137, de 27 de dezembro de

21 ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICAT - ART - É estabelecida entre as partes (profissional/crmv) e é o documento que comprova a prestação do serviço profissional executado pelo médico veterinário, contratado por pessoa física ou jurídica.

22 FORMULÁRIO RIO DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA

23 REGULARIDADE DO ESTABELECIMENTO A prova de regularidade do estabelecimento é o Certificado de Regularidade de Pessoa Jurídica, que deverá estar afixado em local visível e à disposição da fiscalização do CRMV-RS e da autoridade sanitária.

24 CERTIFICADO REGULARIDADE DE PESSOA JURÍDICA

25 IMPEDIMENTO PARA O EXERCÍCIO CIO DA RESPONSABILIDADE TÉCNICA Gerado pela incompatibilidade do profissional servidor público federal, estadual ou municipal que exerça cargo, função ou atividade de fiscalização sanitária.

26 RESPONSABILIDADE TÉCNICA X FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA São completamente distintas, não se confundindo em momento algum. À fiscalização sanitária compete fazer cumprir as normas, os padrões e a legislação estabelecidas pela autoridade sanitária (SIF/CISPOA/SIM), tendo como objetivo final a preservação da saúde pública (consumidor). Ao responsável técnico compete garantir a qualidade do produto oferecido ao consumo.

27 RELACIONAMENTO DO RESPONSÁVEL TÉCNICO T COM A FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA O responsável técnico deve executar as suas atribuições em consonância com os serviços oficiais de fiscalização sanitária, acatando as normas estabelecidas pela legislação e em estreita colaboração com o inspetor sanitário.

28 TERMO DE CONSTATAÇÃO E RECOMENDAÇÃO O Responsável Técnico deverá, obrigatoriamente, dar ciência ao estabelecimento, por escrito, quando identificar problemas técnicos e/ou operacionais que necessitem de uma ação corretiva.

29 FORMULÁRIO RIO DE TERMO DE CONSTATAÇÃO E RECOMENDAÇÃO TERMO DE CONSTATAÇÃO E RECOMENDAÇÃO EMPRESA: RESPONSÁVEL TÉCNICO: DATA: / / IRREGULARIDADES CONSTATADAS: RECOMENDAÇÃO: PRAZO PARA SOLUCIONAR AS IRREGULARIDADES: Assinatura e carimbo Assinatura do Proprietário/Resp. Legal do Resp. Técnico ou Gerente 1ª via Empresa 2ª via Profissional

30 LAUDO INFORMATIVO CONFIDENCIAL O Responsável Técnico deverá emitir o Laudo Informativo Confidencial quando o Termo de Constatação e Recomendação não atingir o seu objetivo. É a forma correta do profissional limitar a sua responsabilidade (culpabilidade).

31 FORMULÁRIO RIO DE LAUDO INFORMATIVO CONFIDENCIAL Ao Presidente do CRMV/RS Porto Alegre RS LAUDO INFORMATIVO Eu,...,médico veterinário ou zootecnista, inscrito no CRMV/RS, sob o número..., no exercício da responsabilidade técnica na empresa..., situada/em......, registrada neste CRMV/RS sob o numero.../pj, constatei a(s) irregularidade(s) que passo a relatar: Após cumprida toda a formalização da(s) irregularidade(s) perante empresa, apresento este Laudo Informativo por entender que a(s) irregularidade(s) constatada(s) fere(m) os dispositivos legais e regulamentadores, cumprindo-me o dever de informar a este CRMV/RS, isentando, desta forma, o envolvimento de minha atuação profissional quanto a essa(s) prática(s) que considero irregular(es). Atenciosamente 1ª via = CRMV/RS 2ª via = profissional Local e Data... Assinatura CRMV-RS n.º...

32 QUESTÃO PARA DEBATE!

33 Ser ou não ser, eis a questão!

34 Quem é o médico veterinário que a sociedade conhece?

35 E este é o médico veterinário que a sociedade não conhece!

36 O berço esplêndido! É da competência privativa do médico veterinário a inspeção e a fiscalização, sob o ponto de vista sanitário, higiênico e tecnológico, dos matadouros, frigoríficos, fábricas de conserva de carne e de pescado, fábricas de banha e gorduras em que se empregam produtos de origem animal, usina e fábricas de laticínios, entrepostos de carne, leite, peixe, ovos, mel e cera e demais derivados da indústria pecuária e, de um modo geral, quando possível, de todos os produtos de origem animal nos locais de produção, manipulação, armazenagem e comercialização. Alínea f, artigo 5º da Lei 5.517/68

37 PUBLICAÇÃO NO JORNAL ZERO HORA 15 DE MAIO DE 2013

38 DECRETO Nº N /81 Art. 2º - São privativos do Químico: II produção, fabricação e comercialização de produtos industriais derivados de matéria-prima de origem animal.

39 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº N 734/2007 Autoriza o Poder Executivo a acrescentar atribuição ao cargo de Fiscal Federal Agropecuário, incluindo o Engenheiro de Alimentos. Justificativa: O Ministério da Agricultura, Pecuária E Abastecimento tem realizado concursos para Fiscal Federal Agropecuário restringindo a participação aos Engenheiros Agrônomos, Médicos Veterinários, Zootecnistas, Farmacêuticos e Químicos. Reconhecemos que esses profissionais são importantes na fiscalização, mas é o Engenheiro de Alimentos o profissional melhor capacitado para inspecionar o processamento de alimentos dentro da indústria alimentícia.

40 O PERFIL DO RESPONSÁVEL TÉCNICO T NA ÁREA DE ALIMENTOS - Portaria MS nº n 1.428/93 - Compreensão dos componentes do Sistema APPCC. Capacidade de identificação e localização de PCCs em fluxogramas de processos. Capacidade de definir procedimentos, eficazes e efetivos, para os controles dos PCCs. Conhecimento da ecologia de microrganismos patogênicos e deterioradores. Conhecimento da toxicologia alimentar. Capacidade para selecionar métodos apropriados para monitorar PCCs, incluindo estabelecimento de planos de amostragem e especificações.

41 AUTORIDADE E COMPETÊNCIA DO RESPONSÁVEL TÉCNICOT - Portaria MS nº n 1.428/93 - Elaborar as Boas Práticas de Fabricação e Boas Práticas de Prestação de Serviços na área de alimentos. Responsabilizar-se pela aprovação ou rejeição de matérias-primas, insumos, produtos semi-elaborados e produtos terminados, procedimentos, métodos ou técnicas, equipamentos ou utensílios, de acordo com as normas próprias estabelecidas nas Boas Práticas de Fabricação e Boas Práticas de Prestação de Serviços na área de alimentos. Avaliar a qualquer tempo registros de produção, inspeção, controle e de prestação de serviços, para assegurar-se de que não foram cometidos erros, e se esses ocorrerem, que sejam devidamente corrigidos e investigadas suas causas.

42 AUTORIDADE E COMPETÊNCIA DO RESPONSÁVEL TÉCNICOT - Portaria MS nº n 1.428/93 - Supervisionar os procedimentos de fabricação para certificar-se de que os métodos de produção e de prestação de serviços, estabelecidas nas Boas Práticas de Fabricação e Boas Práticas de Prestação de Serviços na área de alimentos estão senso seguidos. Adotar métodos de controle de qualidade adequados, bem como procedimentos a serem seguidos no ciclo de produção e/ou serviço que garantam a identidade e qualidade dos mesmos. Adotar o método APPCC para a garantia de qualidade de produtos e serviços.

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44 OBRIGADO! MED. VET. JOSÉ PEDRO SOARES MARTINS CRMV-RS 2090 COORDENADOR TÉCNICO

45 OBRIGADO!

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