Por que as empresas privadas investem em projetos sociais e urbanos no Rio de Janeiro?

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1 Por que as empresas privadas investem em projetos sociais e urbanos no Rio de Janeiro? Cláudia Pfeiffer EDITORA ÁGORA DA ILHA 1

2 FICHA CATALOGRÁFICA PFEIFFER, Cláudia Por que as empresas privadas investem em projetos sociais e urbanos no Rio de Janeiro? / Cláudia Pfeiffer Rio de Janeiro, abril de páginas Editora Ágora da Ilha - ISBN Parceria público-privado Administração municipal. Política pública. 8 Política urbana. CDD-352 COPYRIGHT: CLÁUDIA PFEIFFER TEL.: 0 XX DIREITOS DESTA EDIÇÃO RESERVADOS À AUTORA, CONFORME CONTRATO COM A EDITORA. É PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTA OBRA SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DA MESMA. Por que as empresas privadas investem em projetos sociais e urbanos no Rio de Janeiro?- SOCIOLOGIA ILUSTRAÇÃO DA CAPA: DETALHE DE OBRA DE ESCHER RIO DE JANEIRO, ABRIL DE EDITORA ÁGORA DA ILHA TEL.: 0 XX

3 Para Bruna, Julia, Gino e todas as crianças de sua geração, na esperança de contribuir para que elas cresçam e vivam em harmonia em nossas cidades 3

4 Prefácio O presente trabalho, além de cumprir uma exigência regimental de um Curso de Doutorado, constitui incursão numa área pouco explorada deste imenso campo do saber que analisa as relações entre empresa e sociedade. Trata-se de área de estudo em constante processo de expansão e aprofundamento, geralmente indicada nos cursos acadêmicos pelos nomes de Ética Empresarial; Responsabilidade Social da Empresa ou Papel da Empresa na Sociedade. Embora a empresa, tal como a conhecemos hoje, seja uma instituição relativamente nova, as atividades que lhe deram origem são quase tão antigas quanto a própria Humanidade. Ontem, aplaudida e bem-vinda, qualquer empresa aparecia como portadora do crescimento econômico e geradora de progresso, proporcionando melhores padrões de vida. Hoje, são cercadas de limitações, porque já não se vincula automaticamente o crescimento econômico à melhoria dos padrões de vida. No mundo contemporâneo, nenhuma instituição tornou-se tão presente quanto a empresa, seja por sua reconhecida capacidade de criar riqueza, gerar empregos e desenvolver tecnologia, recursos indispensáveis para a cura dos males sociais, seja por sua responsabilidade na produção de alguns desses males. A empresa, queira ou não, esteve, está e estará envolvida com os interesses e os problemas da sociedade, contribuindo, por meio de sua ação (ou inação), para solucioná-los ou agravá-los. Embora a ação direta em benefício de segmentos sociais menos favorecidos - a chamada filantropia empresarial - sempre tenha sido um traço relativamente comum da atuação da empresa, somente há cerca de três décadas vem sendo proposta a substituição de sua posição voltada para a maximização dos lucros dos acionistas por uma postura de envolvimento na solução das questões sociais. 5

5 Ao constatar esse tipo de participação empresarial na cidade do Rio de Janeiro, Claudia Ribeiro Pfeiffer se pergunta por que isso estaria ocorrendo e qual sua importância para a resolução de problemas que afetam a cidade. Para responder a tais questionamentos, desenvolve todo um caminho investigativo que resulta no levantamento, na sistematização e na análise de dados, de informações e de processos, até o momento pouco conhecidos tanto pela academia quanto pela sociedade em geral. A autora relaciona essa participação a movimentos empresariais internacionais que difundem a idéia de que agir em benefício da sociedade é importante para o capitalismo moderno, a democracia, o desenvolvimento da sociedade e da própria empresa. Levanta informações sobre os estímulos criados pelos últimos governos municipais da cidade do Rio de Janeiro para promovê-la. Caracteriza as ações empresariais realizadas e apresenta a avaliação de autoridades públicas e dos próprios empresários sobre a contribuição dessas ações no enfrentamento dos problemas urbanos. Trabalhando em um verdadeiro campo minado, pois o tema é altamente controverso, em que parte dos estudiosos mostra-se cética quanto à possibilidade de que possa ocorrer um efetivo envolvimento das empresas na solução de questões sociais, a autora foi capaz de manter um olhar seguro e desapaixonado em sua análise sobre o assunto. Pela qualidade do material apresentado e pela propriedade com que foi examinado, o texto torna-se leitura obrigatória para aqueles que em seus campos de atuação profissional lidam neste tema. Rio de Janeiro, 1 de março de Rosélia Piquet 6

6 Sumário Introdução 1. Origem da idéia e formulação da pergunta Procedimentos metodológicos iniciais e hipóteses explicativas A pesquisa para fins de doutoramento objetivos, metodologia e resultados Identificação do universo de empresas Identificação dos motivos/razões utilizados pelas empresas para justificar suas atuações Avaliação da contribuição das ações empresariais para a resolução dos problemas da cidade Qualificação das hipóteses explicativas formuladas e os processos mais amplos identificados A tese propriamente dita Observações finais...28 Capítulo 1 Descrevendo os processos mais amplos identificados Apresentação A valorização política da parceria público-privado em administrações públicas locais da Europa, dos Estados Unidos e do Brasil O caso brasileiro O caso do Rio de Janeiro A difusão de idéias em torno da filantropia privada, da ci- 7

7 dadania empresarial, do investimento social privado, da cidadania participativa, do Terceiro Setor e da responsabilidade social da empresa nos meios empresariais brasileiro e latino-americano O Prêmio ECO pela cidadania empresarial para o desenvolvimento e a consolidação de uma economia de mercado no Brasil O GIFE pelo investimento social privado para o desenvolvimento social da nação brasileira O Seminário Cidadania Participativa: Responsabilidade Social e Cultural num Brasil Democrático defendendo a cidadania participativa para a construção de um país democrático Os encontros ibero-americanos O I Encontro Ibero-americano de Fundações trocando experiências de filantropia privada O II Encontro Ibero-americano de Filantropia a filantropia no desenvolvimento humano e global sustentável III Encontro Ibero-americano do Terceiro Setor a importância do mundo sem fins lucrativos para o florescimento da democracia, o progresso econômico, a reinvenção do Estado e do mercado e a resolução dos problemas de interesse comum O Simposio Empresa Privada y Responsabilidad Social pelo envolvimento do setor privado na construção de uma sociedade solidária...66 Capítulo 2 A atuação empresarial objeto do estudo: uma caracterização Apresentação A atuação empresarial em parceria com a Administração Pública Municipal Motivos apresentados pelas empresas para justificar suas atividades Contribuições das empresas privadas para a resolução de problemas da cidade e considerações sobre sua continuidade O ponto de vista da Administração Pública Municipal O ponto de vista empresarial A atuação empresarial autônoma Os motivos apresentados pelas empresas para justificar sua atuação

8 3.2. Contribuições das empresas privadas para a resolução de problemas da cidade e considerações sobre sua continuidade Outros aspectos a destacar...98 Capítulo 3 Possibilidades, potencialidades, limites e riscos da participação de empresas privadas na resolução de problemas da cidade do Rio de Janeiro A participação das empresas privadas na resolução de problemas da cidade do Rio de Janeiro: uma versão Possibilidades, potencialidades, limites e riscos Nota final Referências bibliográficas Apêndice 1 Lista de empresas que desenvolvem/desenvolveram recentemente atividades de interesse do projeto, segundo as fontes consultadas (63 empresas) universo da pesquisa Apêndice 2 Quadro de informações sobre as empresas da amostra (22 empresas) Apêndice 3 Relação dos empresários/executivos entrevistados Apêndice 4 Roteiro das entrevistas com os empresários/executivos da amostra Apêndice 5 Relação dos documentos concedidos pelos empresários e executivos entrevistados

9 Apêndice 6 Relação das autoridades e técnicos municipais entrevistados Apêndice 7 Roteiros das entrevistas com as autoridades e técnicos municipais entrevistados Anexo 1 Lista de empresas (e outras instituições) e projetos vencedores do Prêmio ECO 1982/ Anexo 2 Instituições que constituíam o GIFE em 1994/ Anexo 3 Participantes do seminário internacional: Cidadania participativa, responsabilidade social e cultural num Brasil democrático (1993) Anexo 4 Ficha técnica e programa do III Encontro Ibero-americano do Terceiro Setor (1996) Anexo 5 Participantes (expositores) do Simposio internacional sobre empresa privada y responsabilidad social (Cartagena, Colômbia, 1995)

10 Introdução 1. Origem da idéia e formulação da pergunta Esta obra tem sua origem no convite que me foi feito pela professora Rosélia Piquet, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR/UFRJ), onde ambas trabalhamos, para organizarmos uma disciplina sobre responsabilidade social da empresa, que seria ministrada, em 1993, no âmbito do curso de Mestrado em Planejamento Urbano e Regional do Instituto. Essa disciplina tinha por objetivo apresentar elementos para o debate sobre o papel da empresa, enquanto instituição pública ou privada, no processo de reestruturação econômica) e social então em curso na sociedade brasileira. Em pesquisa bibliográfica realizada para este fim, tomei conhecimento do livro Responsabilidade social: a empresa hoje (DUARTE e DIAS, 1986) e fui convencida pelos autores da importância de se conhecer o universo de empresas privadas que contribuíam para a solução de problemas da sociedade brasileira. Segundo eles: Como acontece no resto do mundo, o universo das empresas brasileiras, visto sob o prisma da responsabilidade social, apresenta um leque muito amplo de posturas. Há empresas que só conhecem as práticas do capitalismo selvagem, enquanto outras situam-se em posição avançada no contínuo de Responsabilidade Social. Felizmente para nossa sociedade, há muitas que pautam sua atuação por filosofias abertas ao interesse social (...). (...) basta uma breve pesquisa no noticiário para se encontrarem muitas iniciativas em curso no país e que merecem ser divulgadas. (DUARTE & DIAS, 1986:113) 11

11 Passei então a observar, acompanhando o noticiário da imprensa, que empresas privadas cujas atividades principais nada têm a ver com a prestação de serviços sociais ou urbanos, de natureza pública, estavam atuando na cidade do Rio de Janeiro aparentemente na direção da prestação desses serviços 1. Essa atuação se caracterizava pela realização de programas/projetos destinados a comunidades ou grupos sociais carentes, e por obras e serviços de infra-estrutura urbana, como reurbanização de ruas, reforma e manutenção de praças, realizadas de maneira autônoma ou em parceria com Subprefeituras da cidade 2. Essa constatação me levou a formular a seguinte questão: por que empresas privadas, com as características acima destacadas, estão atuando aparentemente na direção da resolução de problemas da cidade que, até muito recentemente, eram de responsabilidade da Administração Pública Municipal e/ou assumidos por entidades filantrópicas? 2. Procedimentos metodológicos iniciais e hipóteses explicativas O procedimento inicial no sentido de equacionar o problema consistiu em tentar localizar, no noticiário e em referências bibliográficas sobre temas relacionados de alguma forma à atuação empresarial objeto de interesse (responsabilidade social da empresa, filantropia empresarial, Terceiro Setor, política social, política e gestão urbana, parceria público-privado), motivos/razões que a justificassem. Desse procedimento, que demonstrou a escassez de estudos e dados sistematizados sobre esse tipo de atuação empre- 1 Por serviços sociais ou urbanos, de natureza pública, está-se entendendo aqui os serviços reconhecidos socialmente como essenciais, necessários ou convenientes para os membros de uma coletividade, prestados pela Administração Pública ou por entidades filantrópicas. Na classificação de Meirelles (1999): os serviços sociais autônomos, os serviços públicos e os serviços de utilidade pública. 2 As Subprefeituras são oficialmente as Coordenadorias Gerais das Regiões Administrativas que compõem as diversas Áreas de Planejamento do Município. 12

12 sarial no Brasil, resultaram algumas hipóteses explicativas, a primeira delas retirada do livro de DUARTE e DIAS (1986), já citado, particularmente da indagação de uma possível relação entre tais ações e a doutrina da responsabilidade social da empresa apresentada pelos autores. Essas hipóteses serão explicitadas a seguir. Participação das empresas privadas na resolução de problemas da cidade: ações inspiradas na doutrina da responsabilidade social? Segundo DUARTE E Dias, a doutrina da responsabilidade social da empresa tem sua origem no trabalho de BOWEN (1957), quando o tema é analisado em extensão e profundidade. A partir dessa obra, o tema adquiriu relevância nos meios acadêmicos e empresariais, transformando-se em objeto de seminários e cursos regulares nas universidades, bem como de encontros, simpósios e cursos de atualização para executivos, principalmente nos Estados Unidos e na Europa Ocidental. Os fundamentos da doutrina podem ser resumidos em três premissas presentes nas diversas conceituações de responsabilidade social existentes: o alcance da responsabilidade da empresa não se limita ao círculo dos acionistas; a natureza das responsabilidades da empresa é definida no âmbito das prescrições legais e também das obrigações morais ditadas pela ética; as empresas devem adequar suas responsabilidades às demandas sociais, num dado contexto sócio-econômico. Segundo os autores, essas premissas têm sido colocadas em prática no meio empresarial de diversas formas, e expressas em modelos de comportamento, definidos pela literatura especializada como modelos de Walton, quais sejam: modelo familiar a empresa é concebida como uma família ampliada e, numa visão paternalista das relações de trabalho, concede vantagens aos seus empregados. 13

13 14 modelo vendedor a empresa é concebida como tendo a função específica de obter os melhores bens e serviços demandados por seus clientes, ao menor custo e com a melhor qualidade possível, e nesse sentido, busca atender as demandas do mesmo. modelo investidor a empresa considera necessário atuar sobre aspectos que a médio e a longo prazo podem interferir no seu desempenho, tais como as demandas do ambiente. O objetivo, no entanto, é garantir a sobrevivência e a rentabilidade da empresa. modelo cívico a empresa é concebida como pessoa jurídica com atributos de cidadania, isto é, como tendo direitos específicos e obrigações correspondentes. Assim, como todo bom cidadão, deve interessar-se por problemas comunitários e contribuir para sua solução. modelo artístico a empresa é concebida como portadora de elementos criativos, dinâmicos e preparados para transformar a realidade social, seja aperfeiçoando o relacionamento entre as pessoas, seja incrementando o bem-estar e os aspectos morais e estéticos da vida humana. Um outro modelo construído a partir da observação do comportamento das empresas é o denominado por EELLS & WALTON (1974) de metro-corporação. Nesse modelo, a empresa é vista como uma organização plurifuncional que conta com um vasto leque de participantes e de interesses a serem equilibrados, cabendo aos administradores a promoção do bem-estar de seus vários constituintes, em diversos domínios. Estariam as ações empresariais, objeto do meu interesse, inspiradas em alguns desses modelos ( investidor ou cívico, por exemplo)? Essa constituiu a primeira hipótese elaborada: as ações empresariais aparentemente voltadas para a resolução de problemas da cidade decorrem de comportamentos empresariais inspirados na doutrina da responsabilidade social da empresa. Hipótese esta reforçada pelos depoimentos do Gerente de Projetos Culturais e Comunitários da Shell que mantinha um programa de atletis-

14 mo para cinco mil crianças e adolescentes pobres no Rio e três mil em Brasília, e da Gerente de Assuntos Institucionais da Xerox que patrocinava 1500 atletas mirins no Morro da Mangueira, pagando a seus professores de educação física, fornecendo-lhes alimentação e atendimento médico-odontológico, publicados em 1994 no Jornal do Brasil: Acreditamos que é com a responsabilidade social do empresariado que se pode resolver os grandes problemas sociais do país. (JORNAL DO BRASIL, Rio de Janeiro, 12 dez. 1994, Caderno Cidade, p. 16) As empresas têm obrigação de desenvolver a comunidade onde está instalada, onde moram seus fornecedores, clientes e funcionários. (op. cit.) Participação das empresas privadas na resolução de problemas da cidade: uma nova forma de filantropia empresarial? Na única referência sobre filantropia empresarial no Brasil então localizada (ARCO,1993), também foram encontradas informações relevantes que podem ser usadas como respostas à questão. Em primeiro lugar, a afirmação de que apesar da filantropia empresarial brasileira assumir predominantemente a forma de donativos diretos, é crescente o número de empresas privadas que desenvolvem programas filantrópicos. O estabelecimento de institutos ou outras entidades filantrópicas com personalidade jurídica própria, a criação recente de redes de entidades ligadas à filantropia empresarial, como o Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE) e o Fórum Empresa-Comunidade (FORECOM), bem como o fato de cerca de 500 empresas terem participado do Concurso Anual ECO da Câmara Americana de Comércio, que concede prêmios à execução de destacados programas comunitários empresariais, entre 1982 e 1993, são citados como exemplos. Em segundo lugar, a observação de que existem indícios apontando não apenas para o desenvolvimento quantitativo como para o desenvolvimento qualitativo da filantropia empresarial no Brasil: 15

15 16 Além de maiores oportunidades de aprender sobre a filantropia eficaz, as empresas experimentam crescente necessidade de se tornarem filantropos eficazes. Esta necessidade é em parte estimulada pela realidade da concorrência internacional e da democracia. Como isso se evidencia a cada dia, crescente número de executivos locais concluem que o trabalhador doente e mal qualificado constitui considerável desvantagem econômica e política. O desgaste na credibilidade do governo, associado a sua falência financeira, contribui para a imposição da idéia de que as empresas devem envolver-se ativamente na procura de soluções. Em outras palavras, crescente número de empresas se envolvem nessa procura porque julgam que o bem-estar dos negócios depende da solução dos prementes problemas sociais. Tais empresas tendem a se envolver em programas que oferecem resultados e não simplesmente satisfação sentimental ou preservação da imagem. (ARCO, 1993:16) Com base nessas informações, formulou-se a hipótese de que as ações das empresas privadas voltadas aparentemente para a contribuição à resolução de problemas das cidades brasileiras resultariam de uma nova forma de filantropia empresarial. Empresas privadas na resolução de problemas da cidade: indicadores do surgimento/implantação do Terceiro Setor no Brasil? A partir das leituras sobre Terceiro Setor um setor que não segue a lógica da administração pública nem a lógica do mercado (RANDOLPH, 1994) ou que concentra iniciativas privadas em benefício público, cujo objetivo não é o lucro (LANDIM, 1993) e, especificamente, do texto de LANDIM (1993), foi elaborada a terceira hipótese explicativa do objeto em estudo, qual seja: tais ações constituiriam indicadores da implantação do Terceiro Setor no Brasil. Embora nesse texto a autora afirme que até aquele momento não se podia falar em um Terceiro Setor no Brasil, pode-se concluir que o seu trabalho aponta o interesse internacional em tal desenvolvimento. Esse trabalho integrou uma investigação iniciada no âmbito de uma pesquisa do Institute for Policy Studies, da The Johns Hopkins University, com o objetivo de analisar comparativamente a situação do Terceiro Setor em 12 países do mundo; e teve sua continuidade assegurada pelo Projeto Filantropia e

16 Cidadania, financiado pela Fundação Inter-Americana. Por outro lado, essa hipótese foi fortalecida tanto pela publicação em 1994, do livro Privado, porém, público (FERNANDES, 1994), que trata do surgimento desse setor na América Latina e que inclui atividades filantrópicas e investimentos sociais de empresas privadas no mesmo, quanto por matéria publicada no Jornal do Brasil sobre a mobilização da cidade do Rio de Janeiro em torno de ações sociais: O Estado, a iniciativa privada e os cidadãos reunidos em benefício de causas sociais. Essa definição aparentemente ingênua representa um dos mais modernos conceitos econômicos surgidos no Brasil nos últimos anos: o terceiro setor, que movimenta hoje uma quantia ainda não calculada de dinheiro e tem no Rio um de seus principais pontos de crescimento. (Rio se mobiliza em torno das ações sociais. JORNAL DO BRASIL, Rio de Janeiro, 24 dez. 1994, Caderno Cidade, p. 13) Empresas privadas na resolução dos problemas da cidade: estratégias de marketing institucional ou inovações no âmbito da política social? Em outra matéria publicada no Jornal do Brasil sobre iniciativas de empresas privadas em benefício de causas sociais, encontrei o seguinte texto, que me levou à formulação das quarta e quinta hipóteses: Não é filantropia, muito menos mera estratégia de marketing institucional. Sem descambar para a prática assistencialista do tudo pelo social, as empresas privadas brasileiras estão deixando de lado a mentalidade de que essas questões são problema exclusivo do Estado e, junto com setores da sociedade civil, se engajam em projetos de apoio a comunidades pobres, preenchendo lacunas deixadas pelo poder público. (Ajuda social vira investimento de empresas. JORNAL DO BRASIL, Rio de Janeiro, 12 dez. 1994, Caderno Cidade, p. 16) Esse texto indicava, pela negação, que as empresas privadas podem se engajar em projetos sociais por mera estratégia de marketing institucional e, pela afirmação, que tal engajamento pode fazer parte de uma mudança de mentalidade da empresa 17

17 no sentido de considerar que a resolução de problemas sociais brasileiros não compete exclusivamente ao Estado. Referência bibliográfica sobre políticas sociais (DRAIBE, 1993) corrobora a idéia de que lacunas deixadas pelo poder público no que tange ao enfrentamento de problemas sociais podem operar mudanças na mentalidade das empresas em relação ao seu papel nesse enfrentamento. Nessa referência, afirma-se que desde a década de 80, transformações nas relações entre o Governo, as empresas e as organizações da sociedade civil, ou, em outros termos, entre o Governo, o setor privado lucrativo e o setor privado não-lucrativo, vêm gerando inovações nos modos de produzir e distribuir os bens e serviços sociais. A participação das empresas privadas na resolução de problemas das cidades constituiriam, nesse contexto, inovações nos modos de produzir e distribuir equipamentos e serviços sociais, indicando estar em desenvolvimento uma nova relação entre Governo, setor privado lucrativo e setor privado não-lucrativo? Essa é a quarta hipótese desse trabalho. Mas que nova relação seria essa? Quais as suas características? Esses projetos empresariais fazem parte de algum projeto mais amplo no sentido do reordenamento das políticas sociais brasileiras ou constituem iniciativas empresariais isoladas? No caso de constituírem iniciativas isoladas, que resultados pretendem alcançar? Por outro lado, o trabalho de DUARTE e DIAS (1986), bem como o da ARCO (1993), mostram que as empresas vêm se preocupando com a preservação e a melhoria da sua imagem frente à sociedade. Segundo esses autores, nos últimos tempos, a atuação das empresas tem sido muito questionada por diversos segmentos da sociedade, o que vem exigindo, cada vez mais, a demonstração de sua utilidade social e de sua contribuição para o bem comum. Pode-se concluir, assim, que as iniciativas das empresas em benefício de causas sociais constituiriam uma forma de melhorar a imagem da empresa. 18

18 Empresas privadas na resolução de problemas da cidade: estratégia de sobrevivência frente ao agravamento da violência urbana? Ainda na tentativa de compreensão do objeto em estudo elaborou-se a hipótese de que este relacionava-se ao agravamento da violência urbana no Brasil. A partir dos anos 80, essa questão ganha importância progressiva para aqueles que vivem e trabalham nas grandes cidades brasileiras. Sejam quais forem as explicações para tal agravamento normalmente ele é apresentado como conseqüência das crises social e urbana brasileiras, o fato é que a violência vem ameaçando, cotidianamente, não apenas a vida de seus moradores, inclusive dos que possuem renda mais alta (COELHO, 1987), como o sucesso de investimentos econômicos, exigindo, por uma questão de sobrevivência física e econômica, a mobilização de toda a sociedade na busca de soluções. Segundo SOUZA (1993): Existe uma consciência cada vez maior da sociedade de que nós chegamos a alguns limites insuportáveis. Toda essa onda que houve ano passado sobre a questão da violência era uma conseqüência direta disso. Há uma consciência de que nós não podemos evoluir para viver em bunkers, principalmente quando eles são cercados por milhões. As classes dominantes podem ir para Miami, sei lá, mas para continuar a viver aqui, você tem que levar o país a sério 3. Nesse contexto, as iniciativas das empresas em prol da cidade constituiriam tentativas de contribuir para a solução de problemas que vêm limitando tanto a liberdade de ir e vir quanto as possibilidades de lucro dos empresários. As ações empresariais em parceria com a Administração Pública Municipal respostas a estímulos do governo municipal? A última hipótese formulada no momento inicial do trabalho referia-se especificamente às ações empresariais realizadas em parceria com a Administração Pública Municipal e inspi- 3 O ano referido pelo autor é

19 rou-se em referências bibliográficas sobre gestão urbana e sobre parceria público-privado. Nas referências sobre parceria público-privado, afirmava-se que a implementação da cooperação entre o setor privado e as administrações locais começava a se realizar no Brasil: A cooperação entre o setor privado e as administrações públicas brasileiras na promoção do desenvolvimento econômico, realização de obras e prestação de serviços de interesse da coletividade encontra-se em fase embrionária de implementação em nosso meio. A privatização de algumas empresas, nas esferas federal e dos estados, e algumas incipientes formas de cooperação público-privado a nível das administrações públicas estaduais e locais constituem a tênue concretização dessa relação. (FINGERMANN, 1993:7) Na referência sobre gestão urbana (Poder Local, participação popular, construção da cidadania, 1995) eram relatadas experiências democráticas de participação popular, ocorridas na década de 90, nas Prefeituras de Belo Horizonte, Cuiabá, Recife e Goiânia, nas quais são destacadas diversas formas de colaboração de empresas privadas na gestão da cidade embelezamento, restauração e revitalização de espaços da cidade; recuperação de creches e escolas públicas; apoio financeiro a organizações criadas com o objetivo de atender crianças e adolescentes carentes e outros programas voltados para o tratamento da questão de meninos e meninas de rua. Com base nesses trabalhos, que indicam a valorização da utilização da parceria público-privado na prestação de serviços públicos em administrações públicas locais brasileiras, vislumbrou-se a possibilidade das ações empresariais desenvolvidas na cidade do Rio de Janeiro, em parceria com a Administração Pública Municipal, constituírem respostas a estímulos de governos municipais dessa cidade no sentido de tal utilização. 20

20 3. A pesquisa para fins de doutoramento objetivos, metodologia e resultados Para averiguar se os motivos/razões que estariam levando as empresas privadas a realizar as ações empresariais, inferidos nas hipóteses apresentadas, correspondiam aos motivos/razões utilizados nas empresas para justificá-las e/ou se existiam outras possibilidades de explicação para as mesmas, no entanto, seria necessário realizar pesquisa empírica com este objetivo. Este passo foi dado no âmbito de pesquisa para fins de doutoramento projetada não apenas no sentido da realização do objetivo apontado acima, como também no de apresentar subsídios para a reflexão acerca das possibilidades, potencialidades e limitações da participação de empresas privadas na resolução de problemas da cidade do Rio de Janeiro, em contexto marcado pela valorização política da parceria público-privado como instrumento de gestão pública em cidades brasileiras. 4 Para o alcance desses objetivos foram traçadas como diretrizes metodológicas: 1. identificar o universo de empresas privadas que desenvolvem ou desenvolveram ações empresariais com as características de interesse do estudo na cidade do Rio de Janeiro, nas duas últimas décadas, a partir de consulta a fontes consideradas potencialmente portadoras dessa informação; 2. identificar os motivos/razões utilizados pelos responsáveis nas empresas por este desenvolvimento para justificá-las, através de entrevistas não estruturadas focalizadas realizadas com os mesmos 5 ; 4 Trata-se da pesquisa para a tese de doutorado As empresas privadas na resolução de problemas da cidade do Rio de Janeiro: possibilidades, potencialidades, limites e riscos, desenvolvida no Programa de Doutorado em Planejamento Urbano e Regional, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EXPOR/UFRJ), com o apoio financeiro do Programa de Apoio à Pesquisa em Administração Pública (PAP), da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)e da Fundação Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), defendida e aprovada em dezembro de

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