PENHORA ON LINE NA JUSTIÇA DO TRABALHO RESUMO INTRODUÇÃO

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1 PENHORA ON LINE NA JUSTIÇA DO TRABALHO Rosane Beatriz de Oliveira Villanova 1 Orientador: Hamilton Pereira Júnior RESUMO O presente trabalho tem como enfoque principal perquirir pertinência das críticas à penhora on-line, demonstrar sua importância e seus benefícios. Questões como excesso de penhora, excesso na execução e quebra do sigilo bancário constituem as críticas mais ferrenhas ao seu uso, entretanto, o sistema criado pelo Banco Central do Brasil (BCB) passou a ser usado maciçamente pelos magistrados e foi aprimorado no decorrer do seu uso, assim, o atual BACEN-JUD 2.0 praticamente eliminou as possibilidades de erro. Este sistema é fruto de um convênio entre o BCB e o Tribunal Superior do Trabalho e consiste, basicamente, no bloqueio e desbloqueio das contas-correntes e aplicações financeiras do executado, até o limite da execução. Como resultado, tem-se que as críticas são infundadas, vez que o sistema é bem seguro e não suprime nenhuma fase do processo executório, sendo afastada, por derradeiro, a inconstitucionalidade do uso da penhora on line. O sistema é largamente utilizado nos dias atuais e tem na Justiça do Trabalho, o maior número de utilizações desde sua implantação. Palavras-chaves: Penhora on line. Bloqueio. Execução. INTRODUÇÃO A penhora é o procedimento utilizado pela Justiça para garantir o cumprimento de uma condenação estabelecida numa sentença judicial. Esta garantia do cumprimento da sentença normalmente se dá através da busca de bens a favor da justiça. Os recursos financeiros do devedor poderão ser penhorados, em último recurso, pelo sistema da implantação da penhora on line. Assim, a penhora on line na Justiça do Trabalho consiste no bloqueio das contas bancárias do devedor, até que o valor existente nestas contas atinja ao valor da condenação judicial. 1 Acadêmica do Curso de Direito da Ulbra, campus Guaíba.

2 2 A penhora on line é realizada a partir da solicitação eletrônica emitida pela justiça do trabalho através da internet, acessando-se o programa BACEN JUD. Tem por objetivo agilizar o cumprimento das decisões e acordos judiciais, dando maior celeridade aos processos, principalmente os que já se encontram em fase de execução, assim, o BANCO CENTRAL, juntamente com o Tribunal Superior do Trabalho (TST) firmaram esse convênio denominado BACEN JUD para possibilitar a solicitação de informações on line sobre a existência de contas bancárias e aplicações financeiras de titularidade das empresas ou de seus sócios, bem como de pessoas físicas devedoras. Através dessa implantação, pode ser determinado, com maior facilidade, o bloqueio ou desbloqueio das contas bancárias de pessoas jurídicas ou físicas devedoras, bem como a transferência para uma conta corrente do Juízo trabalhista dos créditos encontrados nas referidas contas bancárias, com o intuito de forçar o pagamento de dívidas trabalhistas sentenciadas. Uma vez efetuada a operação eletrônica de bloqueio, o devedor perde a disponibilidade dos recursos bloqueados em todas as contas correntes de que seja titular. Assim, a penhora on line é um meio eletrônico de constrição patrimonial, que não só atende ao princípio da celeridade processual, como também revigora a responsabilidade patrimonial do devedor no âmbito da Justiça do Trabalho. Entretanto, há discussões sobre a existência de excesso na execução, quando da penhora on line, pois ao bloquear um CPF ou um CNPJ, todas as contas são atingidas, causando sérios transtornos ao devedor e, com isso, ferindo princípios processuais. Discute-se, também, se há violação do sigilo bancário, e, em razão deste, tal procedimento seria inconstitucional. O uso da penhora on line já está consolidado, porém, há críticas severas, a avaliação dos pros e contras de seu uso constitui objeto do presente trabalho. 1. PRINCÍPIOS NORTEADORES DA EXECUÇÃO Alguns dos princípios que norteiam a sistemática da execução podem ser desrespeitados quando da penhora on line uma vez que esta permite a constrição e expropriação dos bens do devedor, muitas vezes de forma excedente. Quanto à colisão do interesse do empregado com os princípios da execução, assevera

3 3 Grasselli 2, que: [..] a prestação jurisdicional realiza-se, primordialmente, a salvaguarda do interesse do trabalhador, segundo as regras do art. 612 do CPC (art. 769 da CLT)Deveras, a questão há de ser centrada nos princípios regentes do processo trabalhista e nas especificidades que lhe caracterizam. Jamais numa visão inflexível, ou seja, estritamente civilista segundo recomendações dos opositores do bloqueio eletrônico de contas e investimentos do executado. Em se tratando, aliás, de condenação em pecúnia, na processualística do trabalho o executado é citado para satisfazer o seu débito em dinheiro no prazo improrrogável de quarenta e oito horas (art 880, caput, final, do texto consolidado). Os princípios constitucionais do processo constituem direitos fundamentais do cidadão, por constarem no rol do artigo 5º que trata dos direitos individuais fundamentais (artigo 60, 4º, da CF) e constituem postulados básicos que irradiam efeitos em todos os ramos do processo, bem com norteiam toda a atividade jurisdicional. Tais princípios constituem o núcleo de todo o sistema processual brasileiro. Em razão disso, muitos autores já defendem a existência de um chamado Direito Constitucional Processual ou Processo Constitucional que irradia seus princípios e normas a todos os ramos do direito processual, dentre eles o processo do trabalho. Desse modo, atualmente, os princípios e normas do direito processual do trabalho devem ser lidos em compasso com os princípios constitucionais do processo, aplicando-se a hermenêutica da interpretação conforme a constituição. Havendo, no caso concreto, choque entre um princípio do processo do trabalho previsto em norma infraconstitucional e um princípio constitucional do processo, prevalece este último 3. Convém lembrar que deixaremos de abordar alguns princípios por entender que são irrelevantes nesse trabalho. 1.1 PRINCÍPIO DA PRIMAZIA DO CREDOR TRABALHISTA A execução trabalhista se faz no interesse do credor, com a convergência de todos os atos executivos para a satisfação do crédito do exeqüente 4. 2 p SCHIAVI, Nesse sentido dispõe o artigo 612 do Código de Processo Civil, aplicável subsidiariamente ao Processo do Trabalho: Ressalvado o caso de insolvência do devedor, em que tem lugar o concurso universal (art. 751, III), realiza-se a execução no interesse do credor, que adquire, pela penhora, o direito de preferência sobre os bens penhorados.

4 4 Na execução, o presente princípio se destaca em razão da natureza alimentar do crédito trabalhista e da necessidade premente de celeridade do procedimento executivo. 1.2 PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE Trata-se de princípio Constitucional, que nada mais é que o limite do ônus imposto ao sacrifício de um direito em detrimento de outro dentro do estritamente necessário, deverá ser observado no caso concreto para que a restrição imposta ao direito do devedor não ultrapasse os limites da execução. Entretanto, quando o princípio revelar que a medida da penhora on line for capaz de proteger um bem jurídico de maior valor, deverá ser concedida. Da mesma forma quando se verificar a pretensão do devedor em escusar-se de sua obrigação, para que também não haja, devido ao excesso de cautela, a restrição do direito do credor em ver satisfeito o seu crédito, mesmo porque, o princípio não é válido para aqueles que buscam litigar de má fé. Assim, o princípio se revela um importante instrumento de interpretação das leis aplicáveis ao caso concreto, de forma que norteia uma melhor escolha do preceito legal que deve ser aplicado PRINCÍPIO DA IGUALDADEDE TRATAMENTO ENTRE AS PARTES Esse princípio encontra fundamento no art. 5º, caput, da C.F, que estabelece a igualdade (formal) de todos perante a lei. trabalhista: Assim se manifesta Bezerra Leite 6 sobre a igualdade no processo de execução É claro que no processo do trabalho o juiz deve sempre levar em conta a desigualdade substancial que, via de regra, existe entre os sujeitos da lide, mesmo porque, via de regra, o credor é o trabalhador economicamente fraco que necessita da satisfação de seus créditos, que invariavelmente tem natureza alimentícia, enquanto o devedor é, em linhas gerais, o economicamente forte. É de extrema importância diferenciar a igualdade na lei e a igualdade perante a lei. Segundo a doutrina dominante, enquanto a primeira dirigi-se simultaneamente aos 5 DE PAULA, p

5 5 legisladores e aos aplicadores do direito no caso concreto, a segunda consiste numa exigência dirigida somente aos aplicadores do direito no caso concreto. O dizer de José Augusto Rodrigues Pinto, assim demonstra: Achamos importante a dualidade de sentidos porque, direcionando-os à execução, nos é possível sublinhar que, em relação a ela, tanto o legislador, ao criar normas geneticamente agressivas ao direito individual do devedor, quanto o juízo, ao aplicálas, devem dar atenção especialmente sensível ao princípio da isonomia para não resvalarem no abismo do arbítrio, que é negação do Direito Processual. A constatação é feita sem obscurecer a compreensão de que, pela própria condição de sua natureza, a que se juntam outras condicionantes das mais variadas ordens (só para exemplificar, as intelectuais, sociais e culturais), os homens são naturalmente desiguais, circunstância que cumpre aos princípios jurídicos absorver, de modo que, estando, em dado momento, numa mesma situação, em face do direito, tenham deste o mesmo tipo de tratamento. 7 Na execução esse tratamento igualitário é ministrado em termos, uma vez que a posição do credor é de superioridade, sendo considerada especialíssima. 1.4 PRINCÍPIO DA NATUREZA REAL DA EXECUÇÃO A natureza real da execução encontra fundamento no princípio constitucional que proíbe a prisão por dívidas, salvo a inadimplência na prestação de alimentos e o ilícito do depositário infiel. Assim, não é a pessoa do devedor que responde pela obrigação e sim seu patrimônio. Esse princípio é reafirmado no art. 646 do CPC, que determina que a execução por quantia certa objetiva expropriar os bens do devedor a fim de satisfazer o direito do credor. Nessa senda, defende Teixeira Filho 8 : O princípio em questão significa que os atos executórios atuam sobre os bens do devedor e não sobre a pessoal física deste; entende-se por patrimônio, para esses efeitos, o conjunto de bens, corpóreos e incorpóreos, presentes ou futuros, de direitos e de obrigações economicamente apreciáveis. Nem sempre a execução incide na integralidade do patrimônio do devedor, cujo senso de universalidade de direito lhe é imanente na ordem jurídica: os bens do devedor respondem até o limite da obrigação expressa pelo título executivo judicial; nada mais além disso. A partir do momento em que o Estado avoca para si o monopólio da prestação 7 PINTO. José Augusto Rodrigues. Os princípios constitucionais do processo e a execução trabalhista. Disponível em: Acesso em: 10 de out , p. 116.

6 6 jurisdicional a execução passou a ter um caráter real e não pessoal. 1.5 PRINCÍPIO DA LIMITAÇÃO EXPROPRIATÓRIA Com efeito, dispõe o artigo 659 do CPC: A penhora deverá incidir em tantos bens quantos bastem para o pagamento do principal atualizado, juros, custas e honorários advocatícios. E no artigo 692 do mesmo dispositivo legal: não será aceito lanço que, em segunda praça ou leilão ofereça preço vil. E no seu único: será suspensa a arrematação logo que o produto da alienação dos bens que bastarem para o pagamento do credor. Afirma Teixeira Filho 9 : Como escopo da execução é compelir o devedor a cumprir a obrigação contida no título executivo, é elementar que os atos expropriatórios que venham a ser praticados em nome desse objetivo devem ter como limite o valor da dívida, com os acréscimos legais. A execução não pode servir de pretexto a uma alienação total do patrimônio do devedor, quando parte dos bens for o bastante para atender à satisfação do direito do credor. Fica clara, pois, a existência de uma limitação legal expropriatória, destinada a impedir que o devedor sofra desfalque patrimonial acima do que corresponda ao direito do credor. (grifo nosso) Esse princípio deixa clara a existência de uma limitação legal expropriatória, destinada a impedir que o devedor sofra desfalque patrimonial além do valor da obrigação inadimplida e seus acessórios. 1.6 PRINCÍPIO DA UTILIDADE PARA O CREDOR A execução deve ser útil ao credor, evitando-se, assim, atos que possam comprometer tal utilidade. Nenhum ato inútil, a exemplo de penhora de bens de valor insignificante e incapazes de satisfazer o crédito (artigo 659, p. 2 o, do CPC) 10 poderá ser consumado. 1.7 PRINCÍPIO DA NÃO PREJUDICIALIDADE DO DEVEDOR Esse princípio é largamente defendido pela Doutrina e Jurisprudência dominantes, , p Artigo 659 do CPC: A penhora deverá incidir em tantos bens quantos bastem para o pagamento do principal atualizado, juros, custas e honorários advocatícios. (...) 2o Não se levará a efeito a penhora, quando evidente que o produto da execução dos bens encontrados será totalmente absorvido pelo pagamento das custas da execução.

7 7 uma vez que o presente dispositivo representa característica da humanização da execução, tendo por escopo resguardar a dignidade da pessoa humana do executado. Reza o artigo 620 do CPC que quando por vários meios o credor puder promover a execução, o juiz mandará que se faça pelo modo menos gravoso para o devedor. Nesse sentido, destaca-se a ementa: Execução Meio menos gravoso Artigos 620 e 655 do CPC. A execução se faz em benefício do credor, e não do devedor, e objetiva tornar efetiva a sanção condenatória. Logo, o artigo 620 do CPC deve ser interpretado no sentido de que a opção pelo meio menos gravoso há de ser feita entre aqueles igualmente eficazes. No confronto entre o meio mais eficaz para a execução e o menos gravoso para o devedor, deve prevalecer o primeiro, sucumbindo o segundo. Isso implica que a ordem de nomeação do artigo 655 do Código de Processo Civil que se dirige ao devedor, e não ao Juízo ou ao credor deve ser obedecida de modo que seja indicado o bem de melhor aceitação entre os que estão disponíveis. (TRT 15ª R 5ª T Ap. nº 902/ Rel. Ricardo R. Laraia DJSP p. 43) (RDT nº 01 de Janeiro de 2005) 1.8 PRINCÍPIO DO NÃO-AVILTAMENTO DO DEVEDOR Esse princípio inspira-se na Lei 8.009/90 e no artigo 649 do CPC, que dispõem sobre a impenhorabilidade de certos bens do devedor, afim de não levá-lo a ruína. Defende Bezerra Leite 11 que esse princípio, na esfera do direito do trabalho deve ser mitigado pelo princípio da primazia do credor trabalhista, já que é esse que se vê desempregado e, não raro, faminto. 1.9 Princípio da especificidade A execução deve ser específica, no sentido de propiciar ao credor, na medida do possível, precisamente aquilo que obteria se a obrigação fosse cumprida pessoalmente pelo devedor (HUMBERTO, 2004) Princípio da Celeridade Uma vez que o crédito trabalhista tem natureza alimentar a execução deve ser rápida Princípio da Disponibilidade , p. 904.

8 8 Embora o credor tenha disponibilidade de prosseguir ou não com o processo executivo, no Processo do Trabalho, considerando-se os princípios da irrenunciabilidade de direitos trabalhista e a hipossuficiência do trabalhador, deve o Juiz do Trabalho ter cuidado redobrado ao homologar eventual desistência da execução por parte do credor trabalhista, devendo ouvir o reclamante, e se convencer de que a desistência do crédito é espontânea Princípio da Subsidiariedade Conforme a redação do art. 769 da CLT, já referido, são requisitos para a aplicação do Código de Processo Civil ao Processo do Trabalho: a) omissão na CLT hipótese em que aplica-se em primeiro plano a Lei de Execução Fiscal (6830/80) e, posteriormente, o Código de Processo Civil (SCHIAVI, 2008). b) compatibilidade com os princípios que regem o processo do trabalho onde a norma do CPC além de ser compatível com as regras que regem o Processo do Trabalho, deve ser compatível com os princípios que norteiam o Direito Processual do Trabalho. Entretanto, o artigo 889, da CLT deve ser conjugado com o artigo 769 consolidado, pois somente quando houver compatibilidade com os princípios que regem a execução trabalhista, a Lei 6830/80 pode ser aplicada A PENHORA ON LINE NA JUSTIÇA DO TRABALHO O direito de acesso ao judiciário e à efetiva prestação jurisdicional tem ganhado importância fundamental entre os direitos individuais e sociais, em qualquer sistema jurídico que se proponha ser igualitário, cumprindo-lhe assumir o papel não apenas de dizer o direito, mas, sobretudo, de garanti-lo (BARRETO, 2006, p.11). Ganhar um processo e não poder receber o valor na qual o empregador havia sido condenado importa em prejuízos diretos não apenas aos credores, mas à toda classe de advogados que militam nesta especializada e também, sobretudo, ao próprio erário público, que deixa de arrecadar os impostos e as contribuições previdenciárias incidentes sobre essas 12 Artigo 889, da CLT: Aos trâmites e incidentes do processo de execução são aplicáveis, naquilo em que não contravierem o presente Título, os preceito que regem o processo dos executivos fiscais para a cobrança judicial da dívida ativa da Fazenda Pública Federal.

9 9 dívidas (ROSA, 2008). A realização prática do direito de consumação do crédito existente, na conformidade do direito materializado, como atuação da vontade concreta do direito substancial, dá-se com a execução forçada. E isso, independente da vontade do executado que tem seu patrimônio invadido, por meio de mecanismo de sub-rogação pelos quais o Estado substitui a atividade das partes e avança na consecução da prestação jurisdicional. Dessa atividade processual destaca-se, por exemplo, a penhora de bens (LEITE, 2007, p.11). É notória a constante preocupação com a lentidão processual, o que leva a busca incessante de soluções para o impasse através dos mecanismos capazes de minimizar o problema e desafogar o Poder Judiciário, proporcionando uma Justiça mais rápida e efetiva. Com o intuito de dar celeridade ao processo, foi introduzido em nosso ordenamento processual, especificamente para a solução da questão junto ao processo de execução. O sistema BACEN JUD bloqueia instantaneamente as contas-correntes do executado para que seja garantida a execução, buscando dessa forma, um feito executivo mais célere (MACHADO, 2004). Cumpre esclarecer que a penhora on line é o último procedimento para se cobrar uma dívida. Antes, o devedor é intimado a quitar o débito e tem o prazo legal para fazê-lo, espontaneamente, ou apresentar bens para que seja feita a penhora. A este respeito, assevera Dayse Coelho de Almeida (2005): O sistema de penhora on line é o maior avanço na Justiça do Trabalho nos últimos tempos. O grande entrave para o recebimento dos créditos trabalhistas era justamente o processo executório moroso e passível de inúmeras intervenções maliciosas por parte de empresários inescrupulosos. Giglio (1997, p. 452.) aduz que:...o intuito óbvio do legislador foi imprimir maior celeridade à fase de execução dos julgados trabalhistas, mas os resultados práticos não corresponderam a sua expectativa. Ao contrário, a execução tem sido comparada ao calcanhar de Aquiles, no processo do trabalho, tais as dificuldades que apresenta em grande parte, devidas às discussões sobre a legislação a ser aplicada. A penhora on line, caiu nas graças dos Juízes Trabalhista, que vêem nela a

10 10 possibilidade de imprimir andamento aos processos encalhados nas secretarias em razão da dificuldade de localização de bens do executado. 2.1 Procedimento da penhora on line O convênio BACEN JUD não alterou qualquer regra processual relativa à execução de sentença e nem poderia fazê-lo, devendo ser observada a legislação pertinente, especialmente o princípio inscrito no art. 620 do CPC, segundo o qual a execução deve dar-se de forma menos gravosa para os devedores. O fato é que o convênio em questão não dita o momento oportuno para que o juiz efetue a constrição em dinheiro, que a matéria afeta à legislação processual, mas apenas disponibiliza meio rápido e eficaz para cumprimento das ordens judiciais dirigidas às entidades financeiras, que passarão a serem executadas on line (ABDALA). Na mesma senda, Machado (2004): Todos os procedimentos legais adotados anteriormente estão sendo respeitados. Vale frisar novamente que, a única mudança sentida e que agilizou o cumprimento da prestação jurisdicional, foi no sentido de que a ordem de bloqueio expedida pelo magistrado, chega agora ao Banco Central, sem passar por nenhum agente financeiro deste banco, ou seja, o sistema on line transmite a ordem para as centrais de computação dos bancos e não mais as agências bancárias onde os devedores têm conta, evitando desse modo, que gerentes informem ao devedor que sua conta corrente estará sujeita a bloqueio. Observa-se que este procedimento, não afeta em nada a legislação processual. Em síntese o sistema BACEN JUD funciona assim 13 : Com o Bacen Jud, sistema de solicitação de informações via Internet, ficou mais rápido, seguro e econômico enviar ordens judiciais ao Sistema Financeiro Nacional. Rápido: O Juiz de Direito, de posse de uma senha previamente cadastrada, preenche um formulário na Internet, solicitando as informações necessárias ao processo. O Bacen Jud, então, repassa automaticamente as ordens judiciais para os bancos, diminuindo o tempo de tramitação. Seguro: No trânsito das informações entre a Justiça, o Banco Central e as instituições financeiras, será garantida a máxima segurança, com a utilização de sofisticada tecnologia de criptografia de dados. Econômico: Com a utilização da Internet, serão sensivelmente reduzidos os custos com recursos humanos e materiais. 13 Disponível em: acessado em 22/09/2009

11 11 simples: Segundo a doutrina de Goldschmidt (2008, p.60), o procedimento da Penhora on line é O Banco Central, ao receber a solicitação do magistrado, encaminha-a, por , a todas as instituições financeiras do Brasil, e essas, pelo sistema de informática, fazem triagem e bloqueiam a importância solicitada nas contas dos titulares. O novo procedimento iniciou em 2001 com o sistema BACEN-JUD 1.0 e em dezembro de 2005, com novas funcionalidades, o Banco Central disponibilizou a versão 2.0. A segunda série de funcionalidades da Fase II (complementares) será desenvolvida a partir de março de 2008 e contemplará novas funcionalidades que ainda serão especificadas pelo BACEN (BCB) A efetividade da penhora on line no Processo Trabalhista O diferencial do sistema BACEN JUD, É que as ordens de constrição em dinheiro, antes realizadas por meio de expedição de ofícios via postal e cujo cumprimento demorava cerca de dois meses, agora passam a ser executadas em vinte e quatro horas, consistindo em uma forma mais rápida de coibir os maus pagadores. Buscou-se na realidade um sistema rápido, seguro e eficaz ao procedimento da penhora, simplificando a burocracia existente. Anteriormente, diante da suposta inexistência de bens em nome do executado, e na esperança de localizar alguma movimentação financeira do executado, os magistrados encaminhavam ao Banco Central os ofícios contendo as ordens de bloqueio. A crescente quantidade de ofícios dessa natureza provocou acentuados transtornos no âmbito do Banco Central, que não tem estrutura para o pronto atendimento das ordens judiciais. A solução foi avançar para o ofício eletrônico, de modo que o magistrado diretamente acessasse as informações na base de dados do Banco Central, sem o trânsito de papéis pela Autarquia. 14 Conforme informa o Banco Central, tais funcionalidades complementares ainda se encontram em desenvolvimento, embora desde fevereiro de 2009 já disponibilize uma nova versão do sistema trazendo inovações prioritárias.

12 12 Reforça Vantuil Abdala, que: [...] de posse dessas informações, os usuários do sistema (exclusivamente magistrados) poderão expedir ordens de bloqueio de numerário existente nessas contas diretamente às instituições financeiras, de modo a satisfazer os créditos trabalhistas dos exeqüentes. Dessa forma, ainda que as empresas executadas não possuam bens suficientes para quitação de seus débitos trabalhistas, as ordens de bloqueio de numerários disponível nas contas correntes permitirão dar efetividade às decisões judiciais (ABDALA, 30/05/2002). A Corregedoria afirma que o sistema BACEN JUD deve ser utilizado com prioridade sobre as demais formas de constrição judicial, a fim de que os Juízes evitem solicitar informações, sobre contas correntes dos devedores, junto as agências bancárias. Isso porque muitos gerentes de agências têm alertado previamente os correntistas para a possibilidade de bloqueios de valores pela Justiça do Trabalho, propiciando aos clientes a chance de retirar o dinheiro da conta antes que o bloqueio seja efetivado. Essa medida visa tão-somente evitar a fraude à execução, que já ocorria anteriormente 15. O presidente do TST, Ministro Vantuil Abdala, destaca a importância do BACEN JUD para a solução rápida do litígio trabalhista: O trabalhador leva anos para ganhar uma ação e, quando isso acontece, espera receber logo. Mas o fato é que por conta da burocracia e percalços na execução, ele pode levar ainda dois ou três anos para receber o débito trabalhista, o que causa desencanto e decepção, afetando a imagem da Justiça. Com o Bacen-Jud, afirma, é possível localizar a conta bancária do devedor, para o bloqueio do crédito devido ao trabalhador, reconhecido em sentença, tornando mais célere e eficaz o nosso processo de execução. 16 Hoje, os Tribunais trabalhistas são os principais usuários da penhora on line, dada a celeridade e praticidade obtida com o sistema e por ser a natureza do crédito alimentícia, onde se exige maior rapidez do Poder Judiciário devido à característica emergencial, mas a tendência é de que o sistema também seja aplicado cada vez mais pelos Tribunais Cíveis, principalmente nas Execuções Fiscais, pelo fato do credor ser o Estado. 15 Disponível em: jul Acesso em: 10 de out Disponível em: Acesso em: 10 out

13 13 Sobre as críticas, o Ministro Vantuil Abdala esclarece: 17 [...] a penhora on line é o último procedimento para se cobrar uma dívida trabalhista. Antes, o réu é intimado a quitar a dívida, e tem quarenta e oito horas para fazer isso espontaneamente, ou apresentar bens á penhora. O bloqueio on line só se dá quando o devedor não toma nenhuma iniciativa, em razão da impossibilidade de se bloquear apenas uma conta com o valor aproximado da dívida, os excessos tem sido constantes, ainda que se informe ao juiz da causa, que já foi efetuado bloqueio suficiente em uma conta corrente, o sistema ainda é falho, bloqueando assim todas as contas do nome da empresa ou de seus sócios. [...] essa situação de excesso de bloqueio e retenção do dinheiro, tem levado algumas empresas a sérias dificuldades, ou até mesmo à falência. [...] por mais que esse sistema ainda seja falho, vale lembrar a importância dele, que é a celeridade no andamento dos processos trabalhistas, em fase de execução na justiça do trabalho, e ainda baixar o número de empresas inadimplentes. Muito embora as melhorias trazidas pela nova versão do convênio 18, preocupa aos operadores do direito o excesso de penhora, problema esse amenizado com a nova versão, mas, que ainda ocorre. 1. AS CRÍTICAS À PENHORA ON LINE: Segundo os críticos mais ferrenhos, a penhora on line padece de vícios gravíssimos. O primeiro deles se traduziria na flagrante violação do ordenamento jurídico-processual, a ponto mesmo de causar um abalo irreparável na atividade empresarial do executado, além de ocasionar inevitável paralisia, máxime quando a referida constrição atinge o intitulado capital de giro da sociedade empresarial, fato esse revelador do poder informático exercido arbitrariamente pelo juízo da execução. Além disso, preconizam que esse novo modelo instrumental viola um dos princípios essenciais, norteadores da atividade executiva, traduzido pela menor gravosidade para o devedor, consoante as prescrições contidas no art. 620 do CPC (*) de aplicação subsidiária na órbita trabalhista (CLT, art. 769), (GRASSELI, 2007). 2.1.O EXCESSO NA EXECUÇÃO: Lembra o doutrinador Sergio Pinto Martins (2007, p.671) que os bens sujeitos à execução são tantos quantos bastem à satisfação da condenação (art.883 da CLT); com base nisso, que esse sistema tem que ser aperfeiçoado, para não haver excesso de penhora. 17 Jornal On line O popular Disponível em: Acesso em: 10 out BACEN-JUD 2.0 fase I (implementada em 12/2005)

14 14 Cumpre-se ressaltar, a penhora on line, deve ser utilizada dentro dos parâmetros fixados pelos signatários do convênio e dentro das normas procedimentais constantes da Constituição Federal, CLT, CPC e até mesmo das convenções e acordos, trazendo com isso um maior equilíbrio ao mundo jurídico (MACHADO, 2004). Para tentar solucionar a questão de excesso na execução o TST criou um cadastro que permite às empresas indicarem a conta bancária para ser feito o bloqueio da dívida, para evitar a retenção de numerário em mais de uma conta. Mas infelizmente são poucas as empresas que podem manter esta conta, eis que se não existir saldo suficiente no momento de se realizar um bloqueio, a Corregedoria Geral do TST descredenciará a empresa, negando a faculdade de reiterar a indicação de nova conta corrente dali por diante 19. Convém destacar que a penhora on line não é um bloqueio de conta bancária. É certo que quando se fala em penhora de conta bancária, muitos interpretam no sentido de bloqueio de conta bancária. Em sendo assim, se a conta esta bloqueada, não se pode haver movimentação financeira. Contudo, não há que se falar em bloqueio de conta e sim em constrição de valor determinado. Desse modo, quando há determinação de penhora on line, a conta não é bloqueada por inteiro e sim apenas o valor referente ao débito. Essa diferenciação acima mencionada, entre bloqueio e penhora, inibe a alegação de alguns de que, a penhora on line impossibilitaria a movimentação das contas bancárias pelas empresas devedoras (MACHADO, 2004). Desse modo quando há determinação de penhora on line, a conta não é bloqueada por inteiro e sim apenas o valor referente ao débito, há uma constrição deste valor. Exemplificando, se um Juiz determina a penhora on line de um valor correspondente à R$ 2.000,00 (dois mil reais) e a conta corrente tem saldo de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), esta conta corrente não será bloqueada por inteiro e sim somente o valor correspondente ao valor executado, não impedindo que o devedor movimente o saldo remanescente. 20 Conforme o manual do BACEN-JUD: Os Juízes devem informar mensalmente à Corregedoria Regional e à Corregedoria Geral da Justiça do Trabalho o número de consultas e/ou bloqueios feitos, bem como o período médio das respostas das entidades financeiras, 19 Disponível em: S fev, Acesso em: 10 out Manual Bacen-Jud

15 15 nomeando-as e identificando as agências retardadoras. Normalmente, os pedidos de bloqueio de valores são realizados nas ações executórias trabalhistas. Contudo, nada obsta, pela demonstração do fumus boni iuris e do periculum in mora solicitar o bloqueio nas ações cautelares preparatórias ou incidentais EXCESSO DE PENHORA Muitas vezes o valor penhorado de forma eletrônica excede o valor do título executivo, tendo o devedor conta aberta em vários bancos, com saldo disponível, todas serão objeto da penhora, até o montante da execução. Atesta Paulo Mazzante de Paula (2004), que o excesso de penhora foi praticamente extinto na penhora on line: Alguns problemas já foram solucionados, o sistema foi objeto de várias adequações. De início, independentemente do valor da execução, todas as contas do devedor eram bloqueadas, numa execução, por exemplo, de R$ 2.000,00 (dois mil reais) e, sendo de R$ ,00 (dois milhões de reais) o saldo credor do executado, todo este montante era objeto de bloqueio, até a solução do impasse. O exemplo não é simples fruto de imaginação. Casos assim ocorreram em São Paulo. Hoje, parcialmente corridos os abusos, os valores bloqueados são compatíveis com o débito, ou seja, tratando-se, com exemplo anterior de uma execução de R$ 2.000,00 (dois mil reais) somente esse exato valor será bloqueado para penhora. Todavia, se o devedor tiver conta aberta em vários bancos, com saldo disponível, todas serão objeto da penhora, até o montante da execução, sendo que, no caso de insuficiência de fundos, a conta é bloqueada, com reserva do valor a ser penhorado, para a efetivação futura da penhora. Quando se utiliza esse instrumento, não há possibilidade de individualizar as contas, o sistema operacional não proporciona formas de proceder a penhora até os limites da execução, uma vez que, ao digitar apenas o CNPJ da empresa ou até o CPF dos sócios, a ordem dada atinge todas as contas cujo os dados correspondem em nível nacional. Nesse caso, quando o valor penhorado é superior à dívida, estamos diante do excesso de penhora. Essa tem sido uma das maiores críticas ao sistema. Há, evidente, necessidade de aperfeiçoamento, ninguém pode negar. Segundo Sávio Zainaghi (2004): A penhora on line nada mais é, que uma forma moderna de se efetuar penhora de dinheiro, a qual, faz uso dos recursos oferecidos pela informática para realizá-la, Ou seja, faz-se uso dos benefícios que a informática oferece com intuito de amenizar a morosidade processual atual, o que muitas vezes pela ausência de critérios, pode acarretar em maiores complicações e situações que poderiam ser evitadas. Pois, se uma empresa possui uma dívida líquida, certa e exigível no valor

16 16 de R$ ,00, e a mesma é correntista de cinco contas de saldo igual ou superior, quando é determinada a penhora, automaticamente se bloqueia todos os valores bancários existentes em nome da empresa, no caso de todas as cinco contas. Com isso, constata-se que a penhora extrapola os limites contidos no título executivo. Ao mesmo tempo o temor dos bloqueios múltiplos faz com que a empresa faça mais conciliações na Justiça do Laboral. O bloqueio on line, a par de resolver uma questão específica, pode gerar outros problemas, pois às vezes o valor penhorado já possuía destinação predeterminada tais como: o pagamento de salários, faturas vincendas, tributos ou constituía, por exemplo, o capital de giro da empresa. Ainda que se informe ao juiz da causa que já foi efetuado o bloqueio suficiente em uma conta corrente, em vários casos o magistrado não libera imediatamente as outras contas, aguardando a transferência do valor para uma conta judicial do Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal em nome do Juízo. Da mesma forma o bloqueio de contas é limitado e instantâneo, assim também deve ser o desbloqueio nos casos em que se verificou o excesso de penhora, mas muitas vezes a liberação do excedente não é tão rápida quanto seu bloqueio, razão pela qual os executados têm tido sérios problemas. Em termos práticos a única coisa que se pode fazer para não ocorrer bloqueios múltiplos é a empresa cadastrar uma conta corrente junto ao TST. Outro fator importante a ser considerado, é verificar se com a adoção da penhora on line se obterá o resultado pretendido, ou se simplesmente irá ocasionar situações indesejáveis, bem como restrições a direitos de terceiros, como também, mais acúmulos de demandas judiciais. 2.3 DO SIGILO BANCÁRIO O sigilo bancário está profundamente enraizado nas próprias fundações da atividade financeira. Já na Idade Média a característica sigilosa das atividades bancárias foi devidamente observada. Esse costume se consolidou no decorrer da própria atividade financeira, mas também como convenção tácita entre cliente e banco. Como ensina o Douto Sérgio Pinto Martins (2006, p. 673):

17 17 O sigilo Bancário pode ser quebrado por determinação do juiz. O art. 3º da Lei Complementar nº 105/2001 autoriza o Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários e as instituições financeiras a fornecer informações ordenadas pelo Poder Judiciário. O sigilo também existe no fato de a informação não ser divulgada fora do processo. A questão do sigilo bancário no Brasil sempre esteve vinculada a atuação do BANCO CENTRAL, especialmente no que dia respeito à emissão de normas regulamentadoras, fulcradas no permissivo legal localizado na Lei 4.595/1964. Cumpre destacar que nenhum Banco é proprietário do numerário constante da contacorrente aberta pelo cliente. Deles, é mero possuidor, administrador e responsável direto. O estabelecimento bancário praticamente administra o dinheiro do cliente, constituindo sua atividade uma prestação de serviços segundo as ordens que recebe. No ensinamento de Arnaldo Rizzardo (2000, p ): A conta corrente, além de envolver a entrega de importância pecuniária, visa a outros objetivos, que se concretizam na realização de uma, gama variada de serviços por conta e ordem do cliente. Não há somente uma entrega de dinheiro e a posterior devolução. O banco se encarrega de proceder pagamentos, cobranças e outras operações inerentes ao serviço de caixa. Portanto, a conta corrente enquadra-se como um contrato autônomo, resultante de um convênio ou acordo de vontades, com obrigações recíprocas para ambas as partes, em que o cheque é o instrumento mais simples de sua movimentação. Com efeito, não tem os bancos o poder de efetuar qualquer bloqueio nas contas correntes de seus clientes. Apenas a autoridade judicial, em decisão fundamentada, tem o poder de determinar a indisponibilidade ou o bloqueio de qualquer propriedade privada. Aliás, a apropriação voluntária, pela instituição financeira, do numerário existente na conta corrente do cliente é crime previsto no artigo 5º da Lei 7492/ Especificamente no Brasil, a questão do sigilo bancário é regulamentada pela Lei Complementar nº 105 de 10 de janeiro de 2001, mas, desde 1964 (Lei 4595) já havia previsão para o fornecimento de informações mediante requisição expressa da autoridade judicial. 21 Art. 5º da Lei 7492/86 (lei de crimes do colarinho branco): Apropriar-se, quaisquer das pessoas mencionadas no art. 25 desta lei, de dinheiro, título, valor ou qualquer outro bem móvel de que tem a posse, ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio: Pena - Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.

18 18 O sigilo bancário se caracteriza como sendo a obrigação do banqueiro de não revelar certos fatos, atos, cifras ou outras informações de que teve conhecimento por ocasião do exercício de sua atividade bancária, sob pena de sanções muitos rigorosas, civil, penais e disciplinares. O bloqueio on line não importa quebra de sigilo bancário das partes em litígio e de nenhum usuário do sistema financeiro, conforme defende Abdala: [...] o convênio não permite a quebra de sigilo bancário de nenhum usuário do sistema financeiro, nem mesmo das partes em litígio. Conforme observado anteriormente, as ordens judiciais às entidades bancárias restringir-se-ão aos valores necessários à satisfação dos débitos da empresa executada, sendo vedado aos magistrados incursionar nas contas bancárias para obter informações que não importem para o desfecho da execução, pois, nesse caso, estar-se-ia violando os incisos X e XII do art. 5º da Constituição Federal, que asseguram o direito à intimidade e à vida privada, bem como a inviolabilidade do sigilo de dados. 22 Aos magistrados é defeso incursionar pelas contas bancárias dos devedores, para obter informações que não atendam aos estritos interesses e objetivos da execução. Não se pode imaginar que os juízes passem a fazer uso do convênio BACEN/JUD com a exclusiva finalidade de bisbilhotar as contas correntes e aplicações financeiras dos devedores, ou seja, por um simples ato de curiosidade inconseqüente. 2.3 DA LEGALIDADE DA MEDIDA Alega-se inconstitucionalidade da penhora on line, seja pelo fato de violar princípios legais e processuais, seja pela circunstância de devassar a intimidade do executado, mediante a quebra do sigilo bancário, através do sistema BACEN JUD de penhora on line, já que a legislação pátria não a previa nem a autorizava (GOLDSCHIMIDT, 2008). Nessa senda, Guilherme Goldschimidt (2008, p ) aduz que a medida é legal: No caso, o convênio celebrado tratava-se de um ato administrativo, de caráter normativo tal como a lei -, porquanto estabelece regra de alcance geral e todos os devedores, alterando normas de processo. Mesmo sem força de lei, a Consolidação dos Provimentos da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho, a qual também possui caráter normativo, determinou, tratando-se de execução definitiva, a utilização da penhora on line de forma prioritária sobre as demais modalidades de constrição Judicial. De fato, a determinação, por meio de ato administrativo, de caráter cogente, confronta a Constituição Federal, norma máxima de nosso Ordenamento Jurídico, à qual os demais atos e normas devem se coadunar. 22 Disponível em: Acesso em: 12 ago

19 19 [...] Por essa razão, o ato normativo inaugural O CONVÊNIO -, celebrado sem a observação do devido processo legislativo (artigo 48, caput, e artigos 59 à 69 da Constituição Federal), que autorizava o bloqueio eletrônico, via sistema BACEN JUD, sem a existência de lei disciplinadora, era inadmissível como ato normativo válido, pois evidente a sua inconstitucionalidade. Para Machado (2004): O procedimento da penhora on line, caracteriza uma revolução jurídica, a qual é eficaz para o cumprimento das decisões trabalhistas, trazendo maior credibilidade e agilidade. Não existe ofensa ao artigo 620 do CPC, nada foi alterado em qualquer regra processual relativa a sentença, observado principalmente o que estabelece o artigo 655 do CPC, onde toda ordem judicial que se distancie da legislação deverá ser passível de nulidade. O uso desse sistema torna a penhora menos onerosa tanto ao Estado, se considerado a desburocratização dos atos processuais, como também para o devedor, hipótese que não terá gasto como, o custo de registro da penhora, custas de execução, publicação de editais dentre outros. Porém, mesmo que o sistema represente um real avanço para a efetividade das execuções, uma vez que indiscutivelmente garante uma maior celeridade ao processo, ele deve ser utilizado com alguns critérios, ressalvas e ponderações. Com a Lei nº /06, que altera dispositivos do Código de Processo Civil, relativos ao processo de execução, a penhora on line passou a ter provisão legal, conforme artigo 655-A do CPC. (GOLDSCHIMIDT, 2008, p.68.). Defende Barreto que o Sistema BACEN JUD é um excelente avanço na efetividade da prestação jurisdicional do Estado e, considerando os notáveis resultados positivos alcançados, marca um desenvolvimento do Direito acompanhando a modernidade, eis que não pode se manter avesso às transformações, especialmente porque lhe compete garanti-las (BARRETO, 2006). É fato que a sua principal vantagem, por ser um instrumento ágil eficiente, é a execução rápida das sentenças, especialmente as trabalhistas. Entretanto, a ausência de normas regulamentares tem acarretado dificuldades na aplicação do sistema, dando um grandioso poder discricionário para o magistrado da causa e oportunidade a inúmeros problemas decorrentes das variadas interpretações dos seus operadores (BARRETO, 2006). CONCLUSÃO O Convênio BACEN JUD não trouxe mudanças em termos procedimentais, ou seja, o que está na CLT, nos artigos 879 a 884 continua em vigor. O Juiz só pode solicitar o

20 20 bloqueio após liquidada a sentença e citado o executado para o pagamento. Infelizmente, são vários os empresários, advogados e até mesmo partidos políticos que defendem que o Sistema BACEN JUD é inviável em nosso direito pátrio. O Sistema BACEN JUD sendo utilizado dentro dos parâmetros fixados pelos signatários do convênio e dentro das normas procedimentais constantes da C. F., CLT, C. C. e até mesmo das Convenções e acordos Coletivos, é extremamente seguro para todos os envolvidos no processo e traduz-se numa forma eficaz de satisfação ao credor, trazendo uma maior efetividade ao processo executório. Por outro lado, verifica-se, a necessidade de se aplicar o princípio da proporcionalidade para que, diante da ponderação dos valores envolvidos no conflito, possa avaliar se o meio utilizado, neste caso, a penhora on line, é meio idôneo e suficiente para alcançar o resultado sem que as conseqüências geradas sejam mais gravosas do que a utilização de outro meio, mesmo que gere uma espera maior no tempo. Todo juiz tem diante de si uma linha sutil, traçada pelo Direito, que separa o arbítrio da arbitrariedade. Respeitar essa linha traduz, mais do que um ato de bom senso, um dever fundamental do magistrado, respeitando, assim, os princípios de ampla defesa, do contraditório, da menor onerosidade ao devedor e o princípio da proporcionalidade, quando do uso da penhora on line. OBRAS CONSULTADAS: ALMEIDA, Lúcio Rodrigues de. Guia do Processo do Trabalho. 4 ed. São Paulo: LTR ALMEIDA, Dayse Coelho de. Agilidade na Justiça Laboral Disponível em: <http://www.juristas.com.br/impressão_revisatas.asp?ic=68> Acesso em: 17 set BCB - BANCO CENTRAL DO BRASIL Sistema Bacen Jud. Disponível em: Acesso em 20 set BARRETO, Marco Aurélio Aguiar. Temas Atuais na Justiça do Trabalho. São Paulo: Thompson IOB, BEZERRA LEITE, Carlos Henrique. Curso de direito processual do trabalho. São Paulo: LTR, COELHO DE ALMEIDA, Deyse. Agilidade na Justiça Laboral Disponível em: <http://www.juristas.com.br/impressão _revisatas.asp?ic=68> Acesso em: 17 set DE PAULA, Paulo Mazzante. Penhora 0n-line. Revista de Derecho informático nº 077, dezembro de 2004, Disponível em: < Acesso em 20 set

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