PRÁTICAS COMERCIAS. Oferta Princípios da publicidade Publicidade abusiva e enganosa

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1 PRÁTICAS COMERCIAS Oferta Princípios da publicidade Publicidade abusiva e enganosa

2 CONCEITO Práticas comerciais são os procedimentos, mecanismos, métodos e técnicas utilizados pelos fornecedores para, mesmo indiretamente, fomentar, manter, desenvolver e garantir a circulação de produtos e serviços até o destinatário final. - Antonio Herman de Vasconcellos e Benjamin -

3 Práticas Comercias Anteriormente a edição do CDC haviam leis esparsas que previam a punição de publicidade enganosa, tais como: Lei No. 4591/64 Art.65 lançamento das incorporações imobiliárias Lei 6766/79 Art. 55,III loteamentos Lei 1521/51 Art.3o.,VII - infrações contra a economia popular

4 Oferta Oferta ou veiculação da imagem publicitária é a declaração unilateral de vontade que visa à propositura de um negócio, dirigida a todos os indivíduos enquanto coletividade: em havendo manifestação da parte interessada, tem início a formação do contrato. Oferta no CDC para alguns autores é marketing.

5 Requisitos da Oferta Os requisitos da oferta estão elencados no Art.31 do CDC, quais sejam: A) informações corretas, claras, precisas e em língua portuguesa sobre as características do produto Princípio da informação B)qualidades, quantidades, composição, preço, garantia, prazo de validade e origem Princípio da transparência

6 Oferta A oferta é o momento que antecede a conclusão do ato de consumo. O atendimento aos princípios da informação e transparência permitem que o consumidor exerça livremente a sua escolha no mercado de consumo. A oferta pode ser veiculada de qualquer forma seguindo o disposto nos Arts. 36 a 38 do CDC.

7 Oferta por telefone Se a oferta é feita por telefone ou reembolso postal é necessário que no produto conste o nome do fabricante e seu endereço na embalagem, publicidade e impressos utilizados na transação comercial, afim de possibilitar a responsabilização do fornecedor Art. 33 do CDC -

8 Oferta A oferta é feita sempre pelo fornecedor, na apresentação, lançamento, divulgação ou venda do produto. O fornecedor é responsável diretamente pela oferta e solidariamente aquela feita por seus empregados, agentes e representantes que atuarem em seu nome. Art. 34 -

9 Recusa no cumprimento da oferta Caso o fornecedor se recuse a cumprir a oferta, o consumidor poderá livremente: A)exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta; B) aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente; C) rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia antecipada, monetariamente atualizada e mais perdas e danos.

10 Oferta de componentes de peças de reposição Há responsabilidade do fornecedor na oferta de componentes e peças de reposição enquanto durar e, mesmo depois de cessar a fabricação ou importação do produto, por período razoável de tempo. Esta regra atinge os fabricantes e importadores e não os fornecedores em geral.

11 Distinção entre publicidade e propaganda Propaganda: propagare, propagação de idéias, conhecimentos e teorias. Publicidade: o que é público ou deve ser feito em público. O termo mais adequado é publicidade em face do significado da palavra, muito embora o termo propaganda apareça em algumas doutrinas.

12 Histórico da publicidade Início - relação de consumo na sociedade pré-industrial - baixa escala - relação de confiança entre as partes. Séc. XIX - publicidade surgiu como um fenômeno econômico e social - produção em série -produção destinada a coletividade - publicidade tornou-se destinada à massa de consumidores

13 CONCEITO DE PUBLICIDADE Publicidade é toda a informação ou comunicação difundida com o fim direto ou indireto de promover junto aos consumidores a aquisição de um produto ou serviço, qualquer que seja o local ou meio de comunicação utilizado. Cláudia Lima Marques

14 Diferença entre publicidade institucional e promocional Institucional: é aquela que se destina a institucionalizar a marca. Aqui não existe a preocupação com a venda do produto em si; o que se anuncia é a própria empresa, e não o produto. Promocional: é a publicidade destinada a ofertar produtos ou serviços tem objetivo imediato: vender.

15 PUBLICIDADE NO CDC Regulamentam a publicidade no CDC: Art.30- vinculação da publicidade Art transparência das informações Art. 36 e único - identificação da publicidade Art. 37 e parágrafos - publicidade enganosa e abusiva Art ônus da prova Art.56, inciso XII - sanções administrativas e Arts.63, 67, 68 e 69 - infrações penais

16 Destinatários da publicidade A)Consumidor padrão B)Consumidor equiparados C)Consumidor exposto às práticas comerciais: Art. 29 do CDC - basta que esteja exposto às práticas comerciais ou contratuais. Todos são protegidos contra os efeitos danosos do anúncio enganoso ou abusivo, ou seja, todas as pessoas determináveis ou não são equiparadas aos consumidores.

17 Princípios do Código de Defesa do Consumidor que regulamentam a publicidade Princípio da Identificação da Publicidade Diz respeito à forma de inserção da mensagem publicitária a ser adotada pelo anunciante, ou seja, como ele deverá proceder ao apresentar a sua mensagem publicitária. A identificação da publicidade pelo consumidor é uma exigência do legislador que não aceitou a publicidade dissimulada, a publicidade clandestina e a publicidade subliminar.

18 Princípios do Código de Defesa do Consumidor que regulamentam a publicidade Princípio da vinculação contratual da publicidade: Art. 30 a 35 CDC As informações e promessas na peça publicitária obrigam o ofertante e são consideradas integrantes do contrato. Para que a oferta (informação ou publicidade) obrigue o fornecedor, dois requisitos são essenciais: A) necessário que a proposta chegue ao conhecimento do consumidor, ou seja, é preciso haver exposição; B) a informação ou suficientemente precisa. publicidade deve ser

19 Princípios do Código de Defesa do Consumidor que regulamentam a publicidade Princípio da Veracidade da Publicidade As informações veiculadas sobre o produto ou serviço devem ser necessariamente verdadeiras. Assim não se permite qualquer informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor, a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedade, origem, preço.

20 Princípios do Código de Defesa do Consumidor que regulamentam a publicidade Princípio da Inversão do ônus da Prova O Art. 38 diz: "O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina". O consumidor tem dificuldade em provar a "falsidade", a "omissão" ou a "ofensa" do anunciante ao divulgar a mensagem publicitária por ele recebida.

21 Princípios do Código de Defesa do Consumidor que regulamentam a publicidade Princípio da Transparência da Fundamentação da Publicidade Informação clara, correta, precisa e verdadeira sobre o produto ou serviço a ser vendido, sobre o contrato a ser firmado. Significa lealdade e respeito nas relações entre fornecedor e consumidor, mesmo na fase pré-contratual, isto é, na fase negocial dos contratos de consumo". Claudia Lima Marques

22 Princípios do Código de Defesa do Consumidor que regulamentam a publicidade Princípio da Correção do desvio Publicitário O Art. 56, inciso XII, do CDC diz que havendo desvio publicitário, ao lado de sua reparação civil e repressão administrativa e penal, impõe-se, igualmente, que os seus malefícios sejam corrigidos, ou seja, que seus impactos sobre os consumidores seja aniquilado. E isto se faz através da contrapublicidade.

23 Princípios do Código de Defesa do Consumidor que regulamentam a publicidade Princípio da Não-abusividade Publicidade Art. 37, 2 o do CDC da Tem por objetivo reprimir os desvios que prejudicam os consumidores. Princípio da regulação penal da publicidade Arts. 67,68 e 69 do CDC

24 PUBLICIDADE ENGANOSA O Art. 37, 1 o e 3 o enganosa em: do CDC classifica a publicidade por comissão: Anunciante faz uma afirmação sobre o produto ou serviço anunciado capaz de induzir o consumidor em erro, isto é, diz algo que não é. por omissão: Anunciante deixa de informar algo para o consumidor que, por esta razão, pode ser induzido em erro, isto é, se não omitisse tal informação, provavelmente, não adquiriria o produto/serviço anunciado.

25 Publicidade Abusiva Definida no Art. 37, 2 o exemplificativo. do CDC rol Aquela que incita à violência, explora o medo ou a superstição, se aproveita da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

26 Publicidade Abusiva Muitas das vezes esta técnica de despertar o lado compulsivo consumista das pessoas, não respeita os valores éticos, morais e culturais para empurrar serviços e produtos, e mais grave ainda aproveita da inocência das crianças e de pessoas com baixa capacidade crítica.

27 PUBLICIDADE COMPARATIVA O CDC não trata desta forma de publicidade, não a vedando. CONCEITO: é aquela na qual os anunciantes comparam seus produtos. Estas comparações devem ser feitas através dos elementos essenciais e verificáveis do produto ou serviço, ou seja, o conteúdo desta forma de publicidade deve ser absolutamente objetivo, não se admitindo a comparação que seja excessivamente geral.

28 CONTRAPROPAGANDA O objetivo deste dispositivo é desfazer o efeito que a força persuasiva da publicidade enganosa ou abusiva, mesmo que depois de cessada sua veiculação. A veiculação da contrapropaganda deverá apresentar as mesmas características da peça publicitária veiculada, como duração, local, espaço, horário, método e meio.

29 A responsabilidade do anunciante O anunciante que promover a publicidade ilícita terá responsabilidade objetiva, haja vista não se depender da análise de sua conduta, sendo necessário apenas alguma violação legal. Na hipótese que a agência e o veículo agirem dolosa ou culposamente respondam também nesta mesma esfera.

30 Lei 8137/90 e a publicidade Esta lei veio disciplinar os delitos contra a ordem tributária e econômica e também contra as relações de consumo. Art. 7 - Constitui crime contra as relações de consumo(...) VII - induzir o consumidor ou usuário a erro, por via de indicação ou afirmação falsa ou enganosa sobre a natureza, qualidade do bem ou serviço, utilizando-se de qualquer meio, inclusive a veiculação ou divulgação publicitária.

31 As sanções do CDC e a publicidade Art. 66. Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços: Pena - Detenção de três meses a um ano e multa. 1º Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta. 2º Se o crime é culposo; Pena - Detenção de um a seis meses ou multa O sujeito ativo é o anunciante/fornecedor.

32 As sanções do CDC e a publicidade Art. 67. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva: Pena - Detenção de três meses a um ano e multa. O sujeito ativo para este artigo são os profissionais que lidam com a veiculação e/ou com o processo criativo da publicidade.

33 As sanções do CDC e a publicidade Art. 68. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança: Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa. Este artigo enquadra as publicidades relativas aos produtos alcoólicos,fumo, armas, defensivos agrícolas, etc.

34 As sanções do CDC e a publicidade Art. 69. Deixar de organizar dados fáticos, técnicos e científicos que dão base à publicidade: Pena- Detenção de um a seis meses ou multa.

35 As sanções do CDC e a oferta Art Empregar na reparação de produtos, peça ou componentes de reposição usados, sem autorização do consumidor: Pena - Detenção de três meses a um ano e multa.

36 Sugestões Visitar site: Verificar a obra Manual de Direitos do Consumidor José Geraldo Brito Filomeno

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