UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS CCJ DEPARTAMENTO DE DIREITO - DIR MARIA JULIANA RODRIGUES DE LIMA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS CCJ DEPARTAMENTO DE DIREITO - DIR MARIA JULIANA RODRIGUES DE LIMA"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS CCJ DEPARTAMENTO DE DIREITO - DIR MARIA JULIANA RODRIGUES DE LIMA ASPECTOS DESTACADOS DA PUBLICIDADE NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR FLORIANÓPOLIS JULHO 2009

2 2 Maria Juliana Rodrigues de Lima Aspectos Destacados da Publicidade no Código de Defesa do Consumidor Monografia apresentada à banca examinadora do Curso de Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina, como exigência parcial para obtenção do título de Bacharel em Direito. Orientadora: Prof. Msc. Leilane Mendonça Zavarizi da Rosa Florianópolis Julho 2009

3 3 TERMO DE APROVAÇÃO A presente monografia, intitulada Aspectos Destacados da Publicidade no Código de Defesa do Consumidor, elaborada pela acadêmica Maria Juliana Rodrigues de Lima e aprovado pela Banca Examinadora composta pelos membros abaixo assinados, obteve aprovação com nota ( ), sendo julgada adequada para o cumprimento do requisito legal previsto no art. 9º da Portaria nº 1886/94/MEC, regulamentado pela Universidade Federal de Santa Catarina, através da Resolução n. 003/95/CEPE. Florianópolis, 30 de julho de Profa. Msc. Leilane Mendonça Zavarisi da Rosa Prof. Felipe Alberto Valenzuela Fuentes Dr. Everaldo Luís Restanho

4 4 Dedico esta monografia aos meus pais, que não pouparam esforços para que os sonhos se tornassem realidade.

5 5 AGRADECIMENTOS À Professora Leilane Mendonça Zavarazi da Rosa, pela inestimável orientação na elaboração do presente trabalho. A banca examinadora, por ter aceitado o convite de participar da minha apresentação e pelas contribuições. Aos amigos, pelo inestimável auxílio durante esta caminhada. A todos aqueles que, de alguma forma me permitiram chegar até aqui. Aos meus pais, por tudo A Deus, acima de tudo.

6 6 RESUMO A presente monografia, requisito para a obtenção do título de Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina, destaca alguns aspectos relevantes da publicidade na legislação consumerista brasileira, com especial atenção ao estudo da publicidade ilícita, em suas modalidades enganosa e abusiva, principalmente, a partir do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90). O estudo realizado faz uma análise da importância da publicidade na atual conjuntura do mercado de consumo, a forma de controle adotada pelo ordenamento jurídico nacional para o tema,bem como os princípios orientadores da defesa do consumidor quanto a este aspecto, tratando dos caracterizadores dessas formas ilícitas de publicidade a partir dos preceitos existentes no referido Código. Estuda-se também os responsabilizáveis e as formas de responsabilização a que estão sujeitos aqueles que incorrerem na prática da publicidade patológica. Palavras-chaves: relação de consumo, publicidade, publicidade ilícita, responsabilidade solidária

7 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO AS RELAÇÕES DE CONSUMO E A PUBLICIDADE 1.1 Caracterização das Relações de Consumo A Importância da Publicidade nas Relações de Consumo Conceito e diferenciação de Publicidade e Propaganda O direito e a Publicidade OS PRINCÍPIOS REGULADORES E A PUBLICIDADE ILÍCITA NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR 2.1 Princípio da Identificação da Publicidade Princípio da Vinculação Contratual da Publicidade Princípio da transparência da fundamentação da publicidade Princípio da veracidade da publicidade Princípio da não abusividade A Publicidade Ilícita no CDC A RESPONSABILIDADE CIVIL EM DECORRÊNCIA DE PUBLICIDADE ILÍCITA 3.1 Responsabilidade Civil A Responsabilidade Civil em Decorrência de Publicidade Ilícita Considerações sobre a forma de Responsabilidade Civil adotada pelo CDC quanto à Publicidade Ilícita Solidariedade A responsabilidade Civil das Agências Publicitárias e de Celebridades envolvidas em Publicidade Ilícita CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS... 54

8 8 INTRODUÇÃO Com o aumento da capacidade produtiva do ser humano proporcionado pela Revolução Industrial, aumentou também a oferta, o que fez com que se modificasse o processo de distribuição dos bens produzidos, intensificando vertiginosamente as relações de consumo em todo o mundo. Junto a elas expandiuse também a maneira de propagar os produtos e serviços que são objetos destas relações, a qual se tornou igualmente uma nova forma de comunicação social a publicidade. A publicidade, que no princípio tinha o objetivo apenas de informar o público acerca dos produtos e serviços disponíveis no mercado, alcança hoje o status de importante método de convencimento e fomento ao consumo, e por isso que seu acelerado desenvolvimento, aliado à capacidade que ela possui de influenciar o consumidor, fez com que fossem criadas variadas formas de regulamentação da atividade publicitária. Com efeito, o Código de Defesa do Consumidor, ou Lei n.º 8.078, de 11 de junho de 1990, regula a matéria da publicidade no Capítulo III que trata dos direitos básicos do consumidor e na Seção III do Capítulo V, dedicado exclusivamente à publicidade; além disso o sistema de controle da publicidade brasileiro conta ainda com a valiosa contribuição da auto-regulamentação existente sobre o tema. Para a elaboração deste estudo, o método de abordagem foi o dedutivo, e o procedimento efetivou-se a partir da análise da legislação pertinente, em comparação com a produção doutrinária acerca do tema. A presente monografia tem como objeto um estudo sobre alguns aspectos destacados da publicidade nas relações de consumo, dentre os quais a sua regulamentação feita pelos órgãos particulares e pelo Código por meio de seus princípios reguladores, bem como a caracterização da publicidade ilícita, ressaltando-se os aspectos da enganosidade e abusividade, e a possibilidade de responsabilização civil daqueles que nela estão envolvidos. Com efeito, a escolha do tema deve-se ao fato da presença relevante da produção publicitária em nosso cotidiano, muitas vezes de formas ilícitas, dentre as

9 9 quais destacam-se a enganosa e abusiva, além da curiosidade em se investigar quais os responsabilizáveis em decorrência desses tipos de publicidade. No primeiro capítulo, o que se espera é situar a publicidade dentro das relações de consumo, relatando a importância do convencimento nas atividades comercias. Para isto, será apresentado um breve panorama dessas relações e dos sujeitos nelas envolvidos; na seqüência, far-se-á uma breve distinção entre publicidade e propaganda abordando as dificuldades que podem ocorrer em razão do uso indiscriminado desses termos, além de se analisar as diferentes formas de como têm sido executado o controle da publicidade no Brasil. No segundo capítulo, expõem-se os princípios orientadores da publicidade, com o devido destaque para os da veracidade e da não abusividade, por servirem de norte para a caracterização dos desvios a que ela está sujeita. Fazse ainda uma abordagem das diversas modalidades de publicidade ilícita, dedicando especial atenção à enganosa desde a publicidade comprovadamente falsa até o mero exagero nas mensagens publicitárias, e à abusiva que ofende valores caros à coletividade. O terceiro e último capítulo inicia com uma abordagem das formas e pressupostos da responsabilidade civil no Código Civil, para que na sequência se possa falar da responsabilização solidária dos produtores ou participantes de publicidade ilícita prevista no Código Brasileiro de Auto Regulamentação Publicitária e no Código de Defesa do Consumidor.

10 10 CAPÍTULO 1 - AS RELAÇÕES DE CONSUMO E A PUBLICIDADE 1.1 Caracterização das Relações de Consumo Dentre as atividades desenvolvidas pelo homem o comércio sempre ocupou posição relevante. As relações de consumo originaram-se das transações de natureza comercial e do comércio propriamente dito e foram aprimorando-se simultaneamente à difusão do comércio e ao desenvolvimento das práticas comerciais, até atingirem a forma atual, sendo devidamente regulamentadas no Brasil a partir do ano de 1990, pela Lei Não se pode falar em relação de consumo sem que se traga à baila alguns esclarecimentos sobre relação jurídica latu sensu, que se trata de toda a relação da vida social disciplinada pelo Direito, geradora de efeitos jurídicos,ou, nas palavras de Newton de Lucca, todo fenômeno da vida social capaz de produzir uma conseqüência disciplinada pelo Direito. Orlando Gomes (1999, p ) afirma que a relação jurídica pode ser encarada em dois aspectos No primeiro, o vínculo entre dois ou mais sujeitos de direito que obriga um deles, ou dois, a ter certo comportamento, ou, simplesmente, o poder direto de uma pessoa sobre determinada coisa. No segundo, é o quadro no qual se reúnem todos os efeitos atribuídos por lei a esse vínculo ou a esse poder. Ou seja, é o conjunto dos efeitos jurídicos que nascem de sua constituição, consistentes em direitos e deveres, com estes, entretanto, não se confundindo; (...) a relação jurídica tem como pressuposto um fato que adquire significação jurídica se a lei tem como idôneo à produção de determinados efeitos, estatuídos ou tutelados. Assim todo evento, já um acontecimento natural, já ação humana, converte-se em fato jurídico, se em condições de exercer essa função. O Código de Defesa do Consumidor regula todas as relações jurídicas de consumo e Luiz Antônio Rizzatto Nunes (2005, p. 71) estabelece que a relação jurídica pode ser considerada como de consumo sempre que se puder identificar

11 11 num dos pólos da relação o consumidor, no outro, o fornecedor, ambos transacionando produtos e serviços. De acordo com Sérgio Cavalieri Filho (2008, p. 25), os princípios, incluídos nas normas jurídicas de proteção ao consumidor, incidem sempre que ocorrem, em qualquer área do direito, atos de consumo, assim entendidos o fornecimento de produtos, a prestação de serviços, os acidentes de consumo e outros suportes fáticos. Via de regra, as relações de consumo surgem por meio de um negócio jurídico realizado entre duas ou mais pessoas, observando-se alguns princípios contratuais básicos. Nelson Nery Junior (1995, p. 283) esclarece que a relação de consumo deve ser entendida como a relação jurídica existente entre fornecedor e consumidor tendo como objeto a aquisição de produtos ou utilização de serviços pelo consumidor E ainda, nas palavras de Roberto Senise Lisboa (1997, p ): Somente haverá relação jurídica de consumo se, de forma cumulativa: a) em um dos pólos da relação se encontrar sujeito de direito ou ente despersonalizado que venha a se enquadrar na situação jurídica de fornecedor; b) no outro pólo da relação se encontrar sujeito de direito que venha a se enquadrar na situação jurídica de consumidor, c) o objeto mediato da relação jurídica for um produto ou um serviço. Portanto, para caracterizar-se precisamente a existência de uma relação de consumo, é fundamental a apresentação de dois conceitos, quais sejam: Consumidor e Fornecedor. Um dos conceitos mais controversos no Direito atual, sem dúvida, é o do Consumidor, visto que é essa definição que estabelecerá a dimensão da comunidade ou grupo a ser tutelado e, por esta via, os limites da aplicabilidade do Direito Especial. Portanto, conceituar o Consumidor, é analisar o sujeito da Relação Jurídica de Consumo tutelada pelo Direito do Consumidor (BENJAMIN, 1988, p ). Em virtude da nebulosidade que existe em torno da correta conceituação de Consumidor, procurou o legislador brasileiro recusar as definições normais deste e estabelecer o referido conceito. O Código de Defesa do Consumidor inova trazendo em seu artigo 2º uma definição mista, fluida e ampla de consumidor strictu

12 12 sensu e três definições de consumidores equiparados (parágrafo único do art. 2, art. 17 e art. 29 do referido dispositivo) (MARINS, 1993, p. 04) Portanto, contempla o Código de Defesa do Consumidor quatro conceitos distintos de Consumidor, que inicia no caput do artigo 2º, passa por seu parágrafo único, segue até o artigo 17, finalizando com o artigo 29. Á luz do artigo 2º da Lei n.º 8078/90, Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produtos ou serviços como destinatário final; ao passo que no parágrafo único do artigo 2º, bem como nos artigos 17 e 29 trazem-se algumas equiparações à condição de consumidor. Com efeito a definição dada no artigo 2º, é a de consumidor strictu sensu, o que para Helio Zaghetto Gama (2000, p. 30) significa que com este conceito busca-se afastar quaisquer exclusões. Bastará que numa relação jurídica com o fornecedor, alguém pessoa (física ou jurídica) se posicione como destinatário final de um bem ou de um serviço, para que seja considerada consumidora. No que diz respeito aos consumidores equiparados, Antônio Herman de Vasconcellos Benjamin (2001, p. 208) explica que são aquelas pessoas estranhas à relação de consumo, mas que sofreram prejuízo em razão dos defeitos intrínsecos ou extrínsecos do produto ou serviço. Ao tratar do Consumidor por Equiparação, a legislação consumerista passa a ser aplicável também a terceiros que não são consumidores, mas equiparados a tais para que possam ser amparados por suas disposições. Nas palavras de Sérgio Cavalieri Filho (2008, p. 59): Todavia, a legislação consumerista também é aplicável a terceiros que não são consumidores, em sentido jurídico, mas que foram equiparados a consumidores para efeitos de tutela legal por força das disposições contidas no parágrafo único do art. 2º, e nos arts. 17 e 29.Tais dispositivos funcionam como verdadeiras normas de extensão do campo de incidência originário do Código de Defesa do Consumidor, na medida em que colocaram sob o manto protetivo deste os sujeitos nela descritos. Assim, estão igualmente amparados todos aqueles que, muito embora não se amoldem ao conceito jurídico de consumidor padrão, estão expostos aos efeitos decorrentes das atividades dos fornecedores no mercado, podendo ser por elas atingidos ou prejudicados. Desta forma, as pessoas física e jurídica, além da coletividade de pessoas, são reconhecidas pelo CDC como consumidoras ao adquirirem ou

13 13 utilizarem produtos ou serviços como destinatárias finais, ou seja, ao retirarem o produto do mercado e encerrarem a cadeia que se estabelece desde a produção até o consumo. O outro sujeito da Relação de Consumo é o Fornecedor, o qual, segundo o artigo 4º do CDC, é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividades de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. Em suma, é Fornecedor a outra figura que completa o outro pólo da Relação de Consumo, responsável pela colocação de produtos e serviços à disposição do Consumidor. Inviável caracterizar uma relação de consumo sem tratar de dois elementos característicos da fragilidade do consumidor frente ao fornecedor e que o coloca em posição de desequilíbrio na relação de consumo: vulnerabilidade e hipossuficiência. Ada Pelegrini Grinover (2001, p. 279) esclarece que a vulnerabilidade é inerente a todo consumidor; enquanto a hipossuficiência é relativa a um indivíduo considerado em si ou a certas categorias de indivíduos, como os idosos, as crianças, os doentes, os índios, etc.. A hipossuficiência leva em consideração a situação concreta do consumidor, seu grau de cultura, instrução, situação financeira e o meio em que vive. A vulnerabilidade é princípio intrínseco das relações de consumo, abrangendo todos os consumidores independentemente da situação em que figurem. José Geraldo de Brito Filomeno (2001, p. 26) destaca que é exatamente pelo fato do consumidor ser vulnerável e, às vezes também hipossuficiente, que dentre os direitos básicos do consumidor está a facilitação de seu acesso aos instrumentos de defesa, notadamente no âmbito coletivo, com o estabelecimento da responsabilidade objetiva, aliada à inversão do ônus da prova. Diante desses conceitos utilizados pelo Código de Defesa do Consumidor é imprescindível que se tenha como entes formadores da relação de consumo as figuras do consumidor e do fornecedor em pólos distintos. Se identificadas as duas partes essenciais a uma relação de consumo figurando em pólos opostos, e verificada uma relação jurídica entre as partes, estará perfeitamente configurada uma relação de consumo.

14 14 Uma vez que o terceiro capítulo deste trabalho trata da responsabilidade civil no Código de Defesa do Consumidor, verifica-se a extrema importância destas conceituações a fim de caracterizarem-se quais as pessoas físicas ou jurídicas poderão ser amparadas pelo CDC, inclusive pleiteando indenizações, quando vítimas de acidentes de consumo, ou quando tiverem sofrido qualquer tipo de dano inclusive moral, ao serem submetidos à publicidade ilícita. 1.2 A Importância da Publicidade nas Relações de Consumo Entre os séculos XVIII e XX, tendo como estopim a revolução Industrial, houve um considerável aumento da capacidade produtiva do ser humano. A produção, que antes era artesanal e manual,passou a ser em série, culminando numa massificação, na produção em grandes quantidades. Essa produção homogeneizada, standartizada, em série, possibilitou uma diminuição profunda dos custos e um aumento enorme da oferta, indo atingir, então, uma mais larga camada de pessoas. (NUNES, 2001, p. 3). Com o aumento da oferta, foi necessário que se modificasse também o processo de distribuição, tendo em vista que impôs-se um anonimato às relações de consumo: ao invés de ser o próprio fabricante quem distribuía seus produtos, a distribuição também foi massificada, e conforme realidade apontada por Paulo Valério dal Pai Moraes (1999, p. 246): Com o advento da produção em massa para um mercado que já principiava a superar a fase de consumir apenas o essencial, viram-se os industriais forçados a encontrar meios rápidos de escoar o excesso de produção de máquinas cada vez mais aperfeiçoadas e velozes... Só a propaganda, com suas técnicas aprimoradas de persuasão, poderia induzir as grandes massas consumidoras a aceitar novos produtos, saídos das fábricas, mesmo que não correspondessem à satisfação de suas necessidades básicas: comer, vestir, morar, tratar da saúde.

15 15 Frente a esta nova realidade, em que ausente a intimidade entre fornecedor e consumidor, e na qual o consumidor tem acesso a apenas uma representação do produto, inegável a importância da publicidade a responsável por moldar uma imagem do produto que corresponda exatamente à realidade, de maneira a não induzir o consumidor em erro. Com efeito, num primeiro momento a publicidade tinha por escopo informar o público sobre os produtos e serviços disponíveis no mercado. Atualmente, porém, caracteriza-se como um método de convencimento e fomento ao consumo. O direito do consumidor tem a importantíssima missão de proteger a parte mais vulnerável nas relações decorrentes do modelo econômico baseado na massificação, diante do que Antônio Herman de Vasconcellos Benjamin (2001, p.231) afirma: Na medida em que a publicidade influencia quando não determina- o comportamento contratual do consumidor, nada mais razoável que passe o Direito a lhe dar conseqüências proporcionais à sua importância fática (econômica e cultural, mais que tudo). Ao certo, a publicidade é o principal meio de informação pré contratual, não tanto pelo ponto de vista da qualidade da informação, mas pelo número de pessoas a quem chega. Não se pode, portanto, negar a importância da publicidade na sociedade de consumo vez que é capaz de criar necessidades no consumidor, além de alterar seus padrões de consumo. Dessa forma, inconcebível permitir que seja ela utilizada sem controle. Por este motivo, o Código de Defesa do Consumidor torna a publicidade fonte de obrigações, impondo deveres ao consumidor que dela se utiliza. Em seu capítulo V, o qual é destinado às práticas comerciais, traz uma seção específica para dela tratar (seção III), quando estabelece os princípios que regem esta matéria, além de conceituar expressamente o que chama de publicidade enganosa ou abusiva. 1.3 Conceito e diferenciação de Publicidade e Propaganda Embora o Código de Defesa do Consumidor traga uma regulamentação da publicidade, não a define, limita-se a referir-se às publicidades ilícitas.

16 16 Necessário, então, tecer algumas considerações acerca de seu significado, fazer sua diferenciação da propaganda, assim como explicitar seus princípios reguladores. O termo publicidade tem suas origens primordiais no latim publicus (público), estando associado à idéia de tornar público, divulgar, vulgarizar. Sua utilização como hoje a conhecemos remonta a meados do nosso século, quando foi escolhido o termo publicidade em substituição à palavra propaganda, preterida por estar associada aos regimes nazi-fascistas que dela tanto se utilizaram. Adalberto Pasqualotto (1997, p. 25) define Publicidade como toda a comunicação de entidades públicas ou privadas, inclusive as não personalizadas, feita através de qualquer meio, destinada a influenciar o público em favor, direta ou indiretamente, de produtos e serviços, com ou sem finalidade lucrativa. Por se tratar de um fenômeno dirigido a um conjunto indeterminado de pessoas, Valéria Furlan (1994, p. 99) a conceitua de uma maneira mais ampla: Publicidade é uma atividade comercial controlada, que utiliza técnicas criativas para desenhar comunicações identificáveis e persuasivas nos meios de comunicação de massa, a fim de desenvolver a demanda de um produto e criar uma imagem da empresa em harmonia com a realização de seus objetivos, a satisfação dos gostos do consumidor e o desenvolvimento do bem-estar social e econômico Além deste, outros conceitos são universalmente aceitos: Publicidade é qualquer forma de oferta, comercial e massificada, tendo um patrocinador identificado e objetivando, direta ou indiretamente, a promoção de produtos e serviços, com utilização de informação e persuasão (BENJAMIN 1994, p ) Ou ainda: o conjunto de meios destinados a informar o público e a convencê-lo a adquirir um bem ou serviço. (LOPES. 1992, p ) Outra definição é proposta por Arystóbulo de Oliveira Freitas (1998, p. 20), para quem publicidade consiste em toda e qualquer ação do fornecedor, destinada ao consumidor, com o fim de estimular a aquisição ou utilização de produtos ou serviços, visando promover uma determinada atividade econômica. Muitos outros conceitos poderiam ser apresentados, vez que diversos juristas preocuparam-se em definir publicidade; no entanto, desnecessária maior variedade para se inferir quais os elementos essenciais em qualquer publicidade:

17 17 difusão e informação. Sem difusão não há que se falar em publicidade, de vez que o conhecimento de terceiros é inerente ao fenômeno. Aquilo que se conserva secreto não é publicidade. Do mesmo modo, sem que traga um conteúdo mínimo de informação, não se deve falar em publicidade. Outro ponto importante a ressaltar, refere-se ao fato de que, embora Walter Ceneviva (1991, p. 74) e Luiz Antônio Rizatto Nunes (2005, p. 62) partilhem da opinião de que os vocábulos Publicidade e Propaganda podem ser utilizados como sinônimos, o ponto não é pacífico entre os estudiosos. Sergio Cavallieri Filho (2008, p.114) explica que: Publicidade tem objetivo comercial, próprio para anunciar produtos e serviços possíveis de negociação. Propaganda, por sua vez, visa um fim ideológico, próprio para a propagação de princípios, idéias, teorias, com objetivo religioso, político ou cívico. Ada Pelegrini Grinover (2001, p. 270) trata de lembrar que o legislador foi dúbio ao promulgar o Código de Defesa do Consumidor, pois no artigo 30 faz referência a palavra publicidade e no artigo 56, XII fala em contrapropaganda, embora tenha o mesmo sentido. a expressão é sem dúvida inadequada. Dever-seia falar em contrapublicidade e não contrapropaganda. O uso, contudo, impôs em detrimento da técnica. Em resumo, a Lei da Propaganda (Lei n.º de ) a define como qualquer forma remunerada de difusão de idéias, mercadorias ou serviços por parte de um anunciante identificado (art 5º), enquanto a Publicidade seria uma decorrência desta última, tendo em vista que embora tenha uma finalidade bem determinada, qual seja, o objetivo comercial, não deixa de ser também, como a propaganda, uma forma de divulgação de idéias. Por conseguinte, no desenvolvimento deste trabalho será utilizada a expressão publicidade e não propaganda, 1.4 O direito e a Publicidade Reconhecida a importância da publicidade na sociedade de consumo vez que é capaz de criar necessidades no consumidor, além de alterar seus padrões de consumo, inconcebível permitir que seja utilizada aleatoriamente. Nítida, portanto,

18 18 a necessidade de um controle da atividade publicitária, que pode ser exercido de três maneiras: por meio do Sistema de Auto-Regulamentação, pelo Sistema de Controle Legal, ou pelo Sistema Misto. O Sistema de Auto-Regulamentação ou Modelo Auto regulamentar surgiu como uma forma de proteção à concorrência e como resposta às reiteradas críticas à publicidade. Criado pelos próprios profissionais da área publicitária que reconheceram os perigos que a publicidade feita de maneira irresponsável representava perante os direitos dos consumidores. Exercido no Brasil pelo Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária, o CONAR, que por meio de seu Conselho de Ética aprecia e julga privativamente as infrações aos dispositivos do Código Brasileiro de ética e Auto- Regulamentação Publicitária (CBAP).Em se artigo 50 este código prevê quatro categorias de punições : advertência, recomendação de alteração ou correção do anúncio, recomendação de suspensão da veiculação e, por último, divulgação da posição do CONAR com relação ao anunciante, à agência e ao veículo, através de veículos de comunicação, em face do não-acatamento das medidas e providências preconizadas. É oportuna a observação de Valéria Falcão (2001, p. 27) em relação à massa de consumidores sujeita a danos pela veiculação de publicidade ilícita. Segundo ela, há uma desproporção entre as penas previstas no Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária e os danos causados pelos infratores. Apesar de críticas como a de Adalberto Pasqualotto (1997, p. 68) para quem o problema é que as decisões do CONAR são de cumprimento espontâneo. Os estatutos da entidade não lhe outorgam nenhum poder coativo e, de qualquer modo, esse poder sempre seria limitado, por se tratar de sociedade privada, suas decisões e recomendações geralmente são acatadas. Segundo Fábio Ulhôa Coelho (1994, p.237) "A auto-regulação publicitária é, no Brasil, a mais interessante experiência de disciplina de atividade econômica por iniciativa dos próprios agentes nela envolvidos." Este sistema é, portanto, de grande importância para o meio publicitário, vez que propõe-se a aplicar punições ao agente econômico associado ao CONAR que descumprir regras do código de ética da categoria. Em contrapartida, o Sistema de Controle Legal ou Modelo Estatal pressupõe que apenas o Estado possui a perícia técnica para regular e a

19 19 capacidade para observar analiticamente o mercado e que caberia exclusivamente a ele controlar a atividade publicitária. Segundo Antônio Herman de Vasconcellos Benjamin (1994, p.51) "as vantagens do controle externo são o poder coercitivo do Estado, segundo o qual a inobservância das normas de ordem pública acarreta sanções de natureza jurídica e, ainda, a capacidade de analisar continuamente o mercado". De fato, os meios adotados no sistema privado ou auto-regulamentar são insuficientes para coibir mensagens nocivas ao consumidor ou ao concorrente. Suas regras não têm poder coativo. Ademais, a regra de autodisciplina somente sujeita aqueles que aderem voluntariamente a tal forma de controle. Maria Elizabete Vilaça Lopes (1992, p ) concorda que a ausência total de regulamentação dá azo a práticas desordenadas em prejuízo da sadia competição entre anunciantes, agredindo os justos direitos dos consumidores. Criticam-se neste modelo a lentidão e o formalismo da atuação oficial que dificultam o acompanhamento do ordenamento às rápidas alterações do mercado. No Brasil adota-se o sistema misto de controle da publicidade considerado o modelo ideal. Através dele coexistem três esferas distintas de controle: a via administrativa, o autocontrole e a via judicial. Tal opção permite que os aspectos negativos de cada modelo sejam superados pela coexistência de outro controle. Iain Ramsay (1992, p. 31) defende que este modelo ilustra a forma moderna do direito, em que o público e o privado se confundem, apregoando que para a realização de um controle efetivo da publicidade, devem-se aliar responsabilidade empresarial, individual e coletiva, seguida de um sistema autoregulamentar, e por último o controle por parte do Estado. Dessa forma, a atuação do Estado funciona como uma garantia da tutela dos direitos dos consumidores, que contariam com a regulamentação privada para coibir os abusos da publicidade. Em sendo assim, a auto-regulamentação constituir-se-ia um instrumento a mais, não afastando a regulamentação estatal, porque compatíveis entre si. O sistema misto nada mais é que a junção dos dois modelos apresentados, ou seja, é o sistema privado adicionado ao sistema legal. São sistemas independentes e não complementares um do outro. O sistema privado, embora às vezes beneficie o consumidor, tem como função defender interesses dos associados, ou seja, defender os anunciantes à vista de concorrentes desleais, p.

20 20 ex., enquanto o sistema legal visa a tutela direta do consumidor. Vale dizer que o anunciante que desrespeita uma norma legal relativamente à publicidade, sendo ele associado ao CONAR, responderá perante os dois sistemas. Após esclarecidas as formas de controle da atividade publicitária como um todo, no próximo capítulo explicar-se-á de que maneira é tratada a publicidade ilícita pelo Código de Defesa do Consumidor e de que modo ele a regula;

PRÁTICAS COMERCIAS. Oferta Princípios da publicidade Publicidade abusiva e enganosa

PRÁTICAS COMERCIAS. Oferta Princípios da publicidade Publicidade abusiva e enganosa PRÁTICAS COMERCIAS Oferta Princípios da publicidade Publicidade abusiva e enganosa CONCEITO Práticas comerciais são os procedimentos, mecanismos, métodos e técnicas utilizados pelos fornecedores para,

Leia mais

Francisco José Soller de Mattos

Francisco José Soller de Mattos Princípios gerais da publicidade no Código de Proteção e Defesa do Consumidor Francisco José Soller de Mattos Introdução Nosso ordenamento jurídico não obriga a Nosso ordenamento jurídico não obriga a

Leia mais

DIREITO DO CONSUMIDOR MARIA BERNADETE MIRANDA

DIREITO DO CONSUMIDOR MARIA BERNADETE MIRANDA DIREITO DO CONSUMIDOR MARIA BERNADETE MIRANDA OFERTA VÍNCULO DA RELAÇÃO DE CONSUMO MERCADO DE CONSUMO OFERTA Artigo 30 Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Dos Produtos e Serviços Gratuitos e a Aplicação do CDC Sumário: 1. Considerações Iniciais; 2. Do Consumidor; 3. Do Fornecedor; 4. Dos Serviços Gratuitos; 5. Conclusão; 6. Bibliografia

Leia mais

Comunicação: tendências e desafios, realizada na Universidade do Sagrado Coração Bauru SP, no período de 27 a 29 de agosto de 2009.

Comunicação: tendências e desafios, realizada na Universidade do Sagrado Coração Bauru SP, no período de 27 a 29 de agosto de 2009. 111 1ª Jornada Científica de Comunicação Social A pesquisa em Comunicação: tendências e desafios PUBLICIDADE E PROPAGANDA: UMA REFLEXÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA E DA ÉTICA PARA A PROFISSÃO

Leia mais

A PUBLICIDADE NA LÓGICA DE UM. Adalberto Pasqualotto São Paulo, 12/08/2011

A PUBLICIDADE NA LÓGICA DE UM. Adalberto Pasqualotto São Paulo, 12/08/2011 A PUBLICIDADE NA LÓGICA DE UM JURISTA Adalberto Pasqualotto São Paulo, 12/08/2011 1 A pirâmide de Kelsen Norma fundamental: CF: dignidade humana Leis: Código de Defesa do Consumidor Decretos Portarias

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR JULIANA PULLINO ARTIGO: O CONSUMIDOR DESTINATÁRIO FINAL OU STRICTO SENSU: CONCEITO E PROTEÇÃO LEGAL

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR JULIANA PULLINO ARTIGO: O CONSUMIDOR DESTINATÁRIO FINAL OU STRICTO SENSU: CONCEITO E PROTEÇÃO LEGAL JULIANA PULLINO ARTIGO: O CONSUMIDOR DESTINATÁRIO FINAL OU STRICTO SENSU: CONCEITO E PROTEÇÃO LEGAL Professora Doutora: Mirella D Angelo MESTRADO EM DIREITO UNIMES 2013 O CONSUMIDOR DESTINATÁRIO FINAL

Leia mais

RELAÇÃO DE CONSUMO DIREITO DO CONSUMIDOR

RELAÇÃO DE CONSUMO DIREITO DO CONSUMIDOR DIREITO DO CONSUMIDOR RELAÇÃO DE CONSUMO APLICABILIDADE O presente código estabelece normas de proteção e defesa do consumidor, de ordem pública e interesse social, nos termos dos arts. 5, inciso XXXII,

Leia mais

CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Prof. Alexandre LIPP João PONTO 1: BASE CONSTITUCIONAL DO CDC. b) TEORIAS, INÍCIO DOS PRINCÍPIOS NO CDC

CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Prof. Alexandre LIPP João PONTO 1: BASE CONSTITUCIONAL DO CDC. b) TEORIAS, INÍCIO DOS PRINCÍPIOS NO CDC 1 CDC PONTO 1: BASE CONSTITUCIONAL DO CDC PONTO 2: a) DISTINÇÃO CONSUMIDOR E FORNECEDOR b) TEORIAS, INÍCIO DOS PRINCÍPIOS NO CDC 1) A BASE CONSTITUCIONAL DA DEFESA DO CONSUMIDOR: ART. 5º, XXXII 1, CF (Dir.

Leia mais

FUTURAINVEST DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. CARTILHA DO CONSUMIDOR

FUTURAINVEST DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. CARTILHA DO CONSUMIDOR FUTURAINVEST DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. CARTILHA DO CONSUMIDOR 1 Sumário 1 - A origem do Código de Defesa do Consumidor...3 2 - Código de Defesa do Consumidor... 3 3 - Direitos

Leia mais

Noções de Direito do Consumidor. Formação de Servidores do PROCON RJ - 2012

Noções de Direito do Consumidor. Formação de Servidores do PROCON RJ - 2012 Noções de Direito do Consumidor Formação de Servidores do PROCON RJ - 2012 AULA 01 18/06/2012 Mini Currículo P r o f e s s o r e A d v o g a d o. E s p e c i a l i s t a e m R e l a ç õ e s d e C o n s

Leia mais

GUIA DE ESTUDOS INSS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO FÁBIO RAMOS BARBOSA

GUIA DE ESTUDOS INSS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO FÁBIO RAMOS BARBOSA DIREITO ADMINISTRATIVO Estado, governo e administração pública: conceitos, elementos, poderes e organização; natureza, fins e princípios. Direito Administrativo: conceito, fontes e princípios. Organização

Leia mais

A PUBLICIDADE E PROPAGANDA: face á moral, á ética e ao direito

A PUBLICIDADE E PROPAGANDA: face á moral, á ética e ao direito A PUBLICIDADE E PROPAGANDA: face á moral, á ética e ao direito Fabiana Ferraz Dias 1 Marcela Juliana.A. de Oliveira Marink Martins de Souza Vagliano Ralphe Vinicius Pereira dos Santos Resumo: Diante do

Leia mais

CONSIDERAÇÕES SOBRE O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR E A TUTELA ESTATAL DIANTE DA PUBLICIDADE ABUSIVA

CONSIDERAÇÕES SOBRE O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR E A TUTELA ESTATAL DIANTE DA PUBLICIDADE ABUSIVA CONSIDERAÇÕES SOBRE O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR E A TUTELA ESTATAL DIANTE DA PUBLICIDADE ABUSIVA Elaborado em 10.2006 Vitor Vilela Guglinski Assessor de juiz, especialista em Direito do Consumidor em

Leia mais

O SEBRAE E O QUE ELE PODE FAZER PELO SEU NEGÓCIO

O SEBRAE E O QUE ELE PODE FAZER PELO SEU NEGÓCIO O SEBRAE E O QUE ELE PODE FAZER PELO SEU NEGÓCIO Competitividade Perenidade Sobrevivência Evolução Orienta na implantação e no desenvolvimento de seu negócio de forma estratégica e inovadora. O que são

Leia mais

Engenharia e Consultoria CÓDIGO DE ÉTICA

Engenharia e Consultoria CÓDIGO DE ÉTICA CÓDIGO DE ÉTICA SUMÁRIO APRESENTAÇÃO COLABORADORES Princípios éticos funcionais Emprego e Ambiente de trabalho Conflito de interesses Segredos e informações comerciais SEGURANÇA, SAÚDE E MEIO AMBIENTE

Leia mais

Direito do Consumidor: Importante Instrumento de Regulação do Mercado. Anotações para o debate interno sobre Regulação e Direito do Consumidor.

Direito do Consumidor: Importante Instrumento de Regulação do Mercado. Anotações para o debate interno sobre Regulação e Direito do Consumidor. NOTA TÉCNICA n 3 Direito do Consumidor: Importante Instrumento de Regulação do Mercado. Anotações para o debate interno sobre Regulação e Direito do Consumidor. Alayde Avelar Freire Sant Anna Ouvidora/ANAC

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Concorrência lícita. Publicidade comparativa não denigre marca alheia Marcel Thiago de Oliveira* Resumo: O presente estudo visa investigar a publicidade comparativa à luz do ordenamento

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL DOS OPERADORES DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS

RESPONSABILIDADE CIVIL DOS OPERADORES DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS RESPONSABILIDADE CIVIL DOS OPERADORES DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS Atividade de intermediação de negócios imobiliários relativos à compra e venda e locação Moira de Toledo Alkessuani Mercado Imobiliário Importância

Leia mais

Vício de Informação nos Boletos de Cobrança Bancários Código de Defesa do Consumidor

Vício de Informação nos Boletos de Cobrança Bancários Código de Defesa do Consumidor Vício de Informação nos Boletos de Cobrança Bancários Código de Defesa do Consumidor PLÍNIO LACERDA MARTINS Mestre em Direito Promotor de Justiça Prof. de Direito do Consumidor UGF pliniolacerda@aol.com

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL Índice CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL 3 5 6 7 INTRODUÇÃO ABRANGÊNCIA PRINCÍPIOS RELACIONAMENTOS CONSELHO DE ÉTICA SANÇÕES DISPOSIÇÕES FINAIS INTRODUÇÃO Considerando que a paz,

Leia mais

CURSO DE DIREITO DA INFORMÁTICA LUIZ MÁRIO MOUTINHO

CURSO DE DIREITO DA INFORMÁTICA LUIZ MÁRIO MOUTINHO 1 CURSO DE DIREITO DA INFORMÁTICA LUIZ MÁRIO MOUTINHO 03/09/2013 2 PROTEÇÃO DO CONSUMIDOR NO COMÉRCIO ELETRÔNICO E AS LIMITAÇÕES DO DECRETO 7.962/2013 3 Conclusões O CDC é mais do que suficiente para a

Leia mais

O DIREITO DO CONSUMIDOR Aspectos Constitucionais

O DIREITO DO CONSUMIDOR Aspectos Constitucionais Direito do Consumidor Aula 01 Professora Flávia Zebulum O DIREITO DO CONSUMIDOR Aspectos Constitucionais -Direito e Garantia Fundamental: Art. 5, XXXII CF/88 -Princípio Inerente a Ordem Econômica: Art.

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO QUARTA CÂMARA DE DIREITO PRIVADO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO QUARTA CÂMARA DE DIREITO PRIVADO Voto nº 19781 PUBLICIDADE COMPARATIVA. Fabricantes de um mesmo produto que se utilizam de expressões voltadas a realçar o seu em campanha publicitária. Expressões aceitáveis pela falta de enganosidade,

Leia mais

Aliança do Brasil. É assim que a gente faz. Código de Conduta Ética

Aliança do Brasil. É assim que a gente faz. Código de Conduta Ética Aliança do Brasil. É assim que a gente faz. Código de Conduta Ética SUMÁRIO CONCEITO OBJETIVO ABRANGÊNCIA PRINCÍPIOS DE RELACIONAMENTOS CONFLITOS DE INTERESSE CONFIDENCIALIDADE DAS INFORMAÇÕES PRESERVAÇÃO

Leia mais

A Visão do Desembargador Sergio Cavalieri Filho Sobre a Responsabilidade Civil nos 10 Anos do Código Civil na Construção da Doutrina e Jurisprudência

A Visão do Desembargador Sergio Cavalieri Filho Sobre a Responsabilidade Civil nos 10 Anos do Código Civil na Construção da Doutrina e Jurisprudência 222 Série Aperfeiçoamento de Magistrados 13 10 Anos do Código Civil - Aplicação, Acertos, Desacertos e Novos Rumos Volume 2 A Visão do Desembargador Sergio Cavalieri Filho Sobre a Responsabilidade Civil

Leia mais

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA Secretaria de Comunicação Social Secretaria de Gestão, Controle e Normas Departamento de Normas

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA Secretaria de Comunicação Social Secretaria de Gestão, Controle e Normas Departamento de Normas PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA Secretaria de Comunicação Social Secretaria de Gestão, Controle e Normas Departamento de Normas NOTA TÉCNICA Nº 04/2012/DENOR/SGCN/SECOM-PR Brasília, 20 de abril de 2012. Referência:

Leia mais

PUBLICIDADE DE BEBIDAS ALCOÓLICAS E OS JOVENS ALAN VENDRAME UNIFESP/EPM

PUBLICIDADE DE BEBIDAS ALCOÓLICAS E OS JOVENS ALAN VENDRAME UNIFESP/EPM PUBLICIDADE DE BEBIDAS ALCOÓLICAS E OS JOVENS ALAN VENDRAME UNIFESP/EPM Apoio: FAPESP 03/06250-7 e 04/13564-0 Introdução Importantes questões: 1. O controle social da mídia (propagandas) é importante medida

Leia mais

A configuração da relação de consumo

A configuração da relação de consumo BuscaLegis.ccj.ufsc.br A configuração da relação de consumo Samuel Borges Gomes 1. Introdução O Código de Defesa do Consumidor (CDC) foi sem dúvida um marco na legislação brasileira no sentido de legitimação

Leia mais

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR SECRETARIA DO DESENVOLVIMENTO DA PRODUÇÃO DEPARTAMENTO NACIONAL DE REGISTRO DO COMÉRCIO

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR SECRETARIA DO DESENVOLVIMENTO DA PRODUÇÃO DEPARTAMENTO NACIONAL DE REGISTRO DO COMÉRCIO MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR SECRETARIA DO DESENVOLVIMENTO DA PRODUÇÃO DEPARTAMENTO NACIONAL DE REGISTRO DO COMÉRCIO PARECER JURÍDICO DNRC/COJUR/Nº 205/03 REFERÊNCIA: Processos

Leia mais

Publicidade na Odontologia: como fazer. Um guia de como evitar penalidades e divulgar seus serviços de acordo com a legislação.

Publicidade na Odontologia: como fazer. Um guia de como evitar penalidades e divulgar seus serviços de acordo com a legislação. Publicidade na Odontologia: como fazer Um guia de como evitar penalidades e divulgar seus serviços de acordo com a legislação. Você sabia que nos anúncios, placas e impressos publicitários, por exemplo,

Leia mais

FACULDADE LA SALLE DE LUCAS DO RIO VERDE - MT DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS FACULDADE DE DIREITO

FACULDADE LA SALLE DE LUCAS DO RIO VERDE - MT DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS FACULDADE DE DIREITO FACULDADE LA SALLE DE LUCAS DO RIO VERDE - MT DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS FACULDADE DE DIREITO A FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE JOCEANE CRISTIANE OLDERS VIDAL Lucas do Rio Verde MT Setembro 2008 FACULDADE

Leia mais

Monitoramento de e-mail corporativo

Monitoramento de e-mail corporativo Monitoramento de e-mail corporativo Mario Luiz Bernardinelli 1 (mariolb@gmail.com) 12 de Junho de 2009 Resumo A evolução tecnológica tem afetado as relações pessoais desde o advento da Internet. Existem

Leia mais

Princípios Gerais para a Prevenção dos Riscos Penais Endesa Brasil

Princípios Gerais para a Prevenção dos Riscos Penais Endesa Brasil Princípios Gerais para a Prevenção dos Riscos Penais Endesa Brasil Introdução 5 INTRODUÇÃO A seguir, são descritos os comportamentos e princípios gerais de atuação esperados dos Colaboradores da Endesa

Leia mais

Política de Comunicação de Marketing

Política de Comunicação de Marketing OBJETIVO Esta política tem como objetivos garantir o alinhamento das ações e projetos de comunicação de marketing da TIM, com sua Missão e seus princípios com relação à Sustentabilidade, de forma responsável,

Leia mais

Orientações Jurídicas

Orientações Jurídicas São Paulo, 24 de outubro de 2014. OJ-GER/043/14 Orientações Jurídicas Resolução Normativa - RN nº 357, de 16 de outubro de 2014 Altera a Resolução Normativa - RN nº 48, de 19 de setembro de 2003, que dispõe,

Leia mais

Código de Conduta Ética

Código de Conduta Ética Código de Conduta Ética MENSAGEM DA DIRETORIA A todos os dirigentes e empregados A Companhia de Seguros Aliança do Brasil acredita no Respeito aos princípios éticos e à transparência de conduta com as

Leia mais

PARECER N, DE 2011. RELATOR: Senador SÉRGIO SOUZA

PARECER N, DE 2011. RELATOR: Senador SÉRGIO SOUZA PARECER N, DE 2011 Da COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE, DEFESA DO CONSUMIDOR E FISCALIZAÇÃO E CONTROLE, em decisão terminativa, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 452, de 2011, da Senadora Angela Portela, que

Leia mais

MOBICONDO TERMOS DO SERVIÇO

MOBICONDO TERMOS DO SERVIÇO MOBICONDO TERMOS DO SERVIÇO FBT Tecnologia LTDA - ME., inscrita no CNPJ sob no 20.167.162/0001-26, com sede na Av Ipiranga 7464, 9º Andar Sala 914, Porto Alegre - RS, única e exclusiva proprietária do

Leia mais

Conselho Nacional de Ética em Pesquisa nas Ciências Humanas (CECiHu / MCTI)

Conselho Nacional de Ética em Pesquisa nas Ciências Humanas (CECiHu / MCTI) Conselho Nacional de Ética em Pesquisa nas Ciências Humanas (CECiHu / MCTI) Processo de sua criação no âmbito do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com vistas ao estabelecimento de um Código

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA 1ª Edição Fevereiro 2013

CÓDIGO DE ÉTICA 1ª Edição Fevereiro 2013 CÓDIGO DE ÉTICA 1ª Edição Fevereiro 2013 Se surgirem dúvidas sobre a prática dos princípios éticos ou desvios de condutas, não hesite em contatar o seu superior ou o Comitê de Ética. SUMÁRIO O CÓDIGO DE

Leia mais

A SÚMULA N. 297 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

A SÚMULA N. 297 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS A SÚMULA N. 297 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS THALES PINTO GONTIJO 1 Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça, por meio da

Leia mais

O COMÉRCIO ELETRÔNICO E O CÓDIGO DE DEFESA E PROTEÇÃO DO CONSUMIDOR

O COMÉRCIO ELETRÔNICO E O CÓDIGO DE DEFESA E PROTEÇÃO DO CONSUMIDOR O COMÉRCIO ELETRÔNICO E O CÓDIGO DE DEFESA E PROTEÇÃO DO CONSUMIDOR OSMAR LOPES JUNIOR O COMÉRCIO ELETRÔNICO E O CÓDIGO DE DEFESA E PROTEÇÃO DO CONSUMIDOR Introdução Não é preciso dizer o quanto a internet

Leia mais

Código de Conduta. Código de Conduta Schindler 1

Código de Conduta. Código de Conduta Schindler 1 Código de Conduta Código de Conduta Schindler 1 2 Código de Conduta Schindler Código de Conduta da Schindler Os colaboradores do Grupo Schindler no mundo inteiro devem manter o mais alto padrão de conduta

Leia mais

Regime Republicano e Estado Democrático de Direito art. 1º. Fundamento III dignidade da pessoa humana e IV livre iniciativa

Regime Republicano e Estado Democrático de Direito art. 1º. Fundamento III dignidade da pessoa humana e IV livre iniciativa Regime Republicano e Estado Democrático de Direito art. 1º. Fundamento III dignidade da pessoa humana e IV livre iniciativa Objetivos da República Art. 3º. Construção sociedade livre, justa e solidária

Leia mais

PROJETO BÁSICO AGÊNCIA DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA

PROJETO BÁSICO AGÊNCIA DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA PROJETO BÁSICO AGÊNCIA DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA Projeto Básico da Contratação de Serviços: Constitui objeto do presente Projeto Básico a contratação de empresa especializada em serviços de comunicação

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA ÉTICA CAPANEMA DUARTE ADVOGADOS

CÓDIGO DE CONDUTA ÉTICA CAPANEMA DUARTE ADVOGADOS CÓDIGO DE CONDUTA ÉTICA CAPANEMA DUARTE ADVOGADOS I. Preâmbulo 1.1 Temos como objetivo ser um escritório de advocacia altamente conceituado e referência em nossa área de atuação, o que requer, além de

Leia mais

PROJETO BÁSICO AGÊNCIA DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA

PROJETO BÁSICO AGÊNCIA DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA PROJETO BÁSICO AGÊNCIA DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA Projeto Básico da Contratação de Serviços: Constitui objeto do presente Projeto Básico a contratação de empresa especializada em serviços de comunicação

Leia mais

TRANSPARÊNCIA E RIGOR NA NOVA LEI DE LICITAÇÕES DA PUBLICIDADE DE ÓRGÃO PÚBLICO

TRANSPARÊNCIA E RIGOR NA NOVA LEI DE LICITAÇÕES DA PUBLICIDADE DE ÓRGÃO PÚBLICO TRANSPARÊNCIA E RIGOR NA NOVA LEI DE LICITAÇÕES DA PUBLICIDADE DE ÓRGÃO PÚBLICO Por João Luiz Faria Netto A nova lei conta com normas principais e obrigatórias para a contratação de agências de publicidade

Leia mais

DIRECIONADORES DA AÇÃO EMPRESARIAL

DIRECIONADORES DA AÇÃO EMPRESARIAL DIRECIONADORES DA AÇÃO EMPRESARIAL Na ASBRASIL, já foram estabelecidas as direções básicas da ação empresarial, conforme estabelecido em nosso plano de negócios que deseja se consolidar em uma cultura

Leia mais

Cartilha do Jovem Consumidor

Cartilha do Jovem Consumidor MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PIAUÍ PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA PROGRAMA DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR - PROCON/PI Cartilha do Jovem Consumidor Projeto Educação para o Consumo Responsabilidade

Leia mais

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI Nº 283/2003 VOTO EM SEPARADO DO DEPUTADO MÁRIO HERINGER PDT

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI Nº 283/2003 VOTO EM SEPARADO DO DEPUTADO MÁRIO HERINGER PDT COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI Nº 283/2003 Dispõe sobre caso de concessão de visto permanente a estrangeiro residente no Brasil. Autor: Deputada Laura Carneiro Relator: Deputado

Leia mais

SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR

SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR Consiste na forma como as diferentes Pessoas Jurídicas atuam no desenvolvimento de atividades econômicas e sociais no âmbito da sociedade. De acordo com o

Leia mais

Ilegalidade da retenção pela Administração Pública dos pagamentos devidos a contratada com irregularidade fiscal

Ilegalidade da retenção pela Administração Pública dos pagamentos devidos a contratada com irregularidade fiscal Ilegalidade da retenção pela Administração Pública dos pagamentos devidos a contratada com irregularidade fiscal Leone Coelho Bagagi Mestrando em Administração Pública pela Universidade Federal da Bahia

Leia mais

MANUAL DE PRÁTICAS COMERCIAIS PORTAL AREDE

MANUAL DE PRÁTICAS COMERCIAIS PORTAL AREDE MANUAL DE PRÁTICAS COMERCIAIS PORTAL AREDE 1. A Compra do espaço publicitário 1.1 A tabela de preços Todos os formatos publicitários do PORTAL AREDE, com suas características técnicas e seus preços estão

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL DO SÍTIO NO COMÉRCIO ELETRÔNICO NACIONAL

RESPONSABILIDADE CIVIL DO SÍTIO NO COMÉRCIO ELETRÔNICO NACIONAL 1 RESPONSABILIDADE CIVIL DO SÍTIO NO COMÉRCIO ELETRÔNICO NACIONAL FABRICIO, M. A. F. Resumo: O presente trabalho tem por finalidade um estudo sobre a responsabilidade civil do sítio no comércio eletrônico,

Leia mais

Tópicos de Direito do Consumidor Carga Horária: 20 h/a

Tópicos de Direito do Consumidor Carga Horária: 20 h/a Faculdade de Direito Milton Campos Reconhecida pelo Ministério da Educação Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Direito Civil Tópicos de Direito do Consumidor Carga Horária: 20 h/a 1- Ementa Princípios

Leia mais

Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo

Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo Terminais Alfandegados à Luz do Direito Administrativo LEONARDO COSTA SCHÜLER Consultor Legislativo da Área VIII Administração Pública ABRIL/2013 Leonardo Costa Schüler 2 SUMÁRIO O presente trabalho aborda

Leia mais

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS TEGMA GESTÃO LOGÍSTICA S.A. ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO E PRINCÍPIOS GERAIS 2. DEFINIÇÕES 3. OBJETIVOS E ABRANGÊNCIA 4. PERÍODO DE VEDAÇÕES ÀS NEGOCIAÇÕES 5. AUTORIZAÇÃO

Leia mais

Código de Ética e Conduta

Código de Ética e Conduta Código de Ética e Conduta O Código de Ética e Conduta do ESA - Externato Santo Antônio estabelece o comportamento esperado de todos aqueles que trabalham na, para e com a instituição, e tem por objetivo

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA 1. OBJETIVO

CÓDIGO DE ÉTICA 1. OBJETIVO CÓDIGO DE ÉTICA 1. OBJETIVO 1.1.- Estabelecer normas e procedimentos padronizados, instituindo um Padrão Ético de Conduta, o qual deverá orientar as decisões e atitudes dos funcionários e dirigentes da

Leia mais

Brigada 1 Combate Voluntário a Incêndios Florestais CNPJ 05 840 482 0001/01

Brigada 1 Combate Voluntário a Incêndios Florestais CNPJ 05 840 482 0001/01 REGIMENTO INTERNO O presente Regimento Interno, dirigido aos associados da ONG Brigada 1, inscrita no CNPJ 05.840.482/0001-01 e previsto no Art. 4º do Capítulo II do Estatuto da Instituição, visa estabelecer

Leia mais

REGIMENTO INTERNO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS PROFISSIONAIS LIBERAIS, REPRESENTANTES COMERCIAIS E EMPRESARIAIS ABRAPRE ABRE BRASIL CNPJ

REGIMENTO INTERNO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS PROFISSIONAIS LIBERAIS, REPRESENTANTES COMERCIAIS E EMPRESARIAIS ABRAPRE ABRE BRASIL CNPJ REGIMENTO INTERNO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS PROFISSIONAIS LIBERAIS, REPRESENTANTES COMERCIAIS E EMPRESARIAIS ABRAPRE ABRE BRASIL CNPJ nº 13.649.902/0001-03 DA ASSOCIAÇÃO Artigo 1º - A Associação Brasileira

Leia mais

A Resolução CFM nº 1.974/2011

A Resolução CFM nº 1.974/2011 A Resolução CFM nº 1.974/2011 A Resolução CFM nº 1.974/2011 Publicada no Diário Oficial da União em 19/8/2011. Entra em vigor 180 dias após sua publicação. Ementa: Estabelece os critérios norteadores da

Leia mais

POLÍTICA CORPORATIVA Código PC.00.001. PRESIDÊNCIA Revisão 00

POLÍTICA CORPORATIVA Código PC.00.001. PRESIDÊNCIA Revisão 00 Páginas 1/8 1. OBJETIVO O Código de Ética é um conjunto de diretrizes e regras de atuação, que define como os empregados e contratados da AQCES devem agir em diferentes situações no que diz respeito à

Leia mais

Recomendação da Direção-Geral do Consumidor - PUBLICIDADE DIRIGIDA A MENORES, UTILIZAÇÃO DA IMAGEM DE MENORES NA PUBLICIDADE -

Recomendação da Direção-Geral do Consumidor - PUBLICIDADE DIRIGIDA A MENORES, UTILIZAÇÃO DA IMAGEM DE MENORES NA PUBLICIDADE - Recomendação da Direção-Geral do Consumidor - PUBLICIDADE DIRIGIDA A MENORES, UTILIZAÇÃO DA IMAGEM DE MENORES NA PUBLICIDADE - O regime jurídico aplicável à publicidade dirigida a menores e à publicidade

Leia mais

Contrato de Prestação de Serviços. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Contrato de Prestação de Serviços. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Contrato de Prestação de Serviços Contrato de Prestação de Serviços Visão Geral dos Contratos: Formação dos Contratos;e Inadimplemento Contratual. Formação dos Contratos Validade do Negócio Jurídico: Agente

Leia mais

Publicidade e Propaganda - Radialismo. Apresentação da ementa

Publicidade e Propaganda - Radialismo. Apresentação da ementa Publicidade e Propaganda - Radialismo Apresentação da ementa Professor substituto da Universidade Federal do Mato Grosso (disciplina Estatuto da Criança e do Adolescente; Direito Penal e Direito e Ética

Leia mais

Código de Ética do Administrador

Código de Ética do Administrador Código de Ética do Administrador Júlio Cesar Andrade de Abreu Fonte: CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO ADMINISTRADOR (Aprovado pela Resolução Normativa CFA nº 353, de 9 de abril de 2008) Dos Deveres (Art

Leia mais

ROJETO DE LEI Nº, de 2015. (Do Sr. Deputado Marcos Rotta)

ROJETO DE LEI Nº, de 2015. (Do Sr. Deputado Marcos Rotta) ROJETO DE LEI Nº, de 2015 (Do Sr. Deputado Marcos Rotta) Dispõe sobre segurança, danos materiais, furtos e indenizações, correspondentes a veículos nos estacionamento de estabelecimentos comerciais, shoppings

Leia mais

Módulo Operações na Logística. Objetivos. Questões

Módulo Operações na Logística. Objetivos. Questões Módulo Operações na Logística 1. O Direito, a lei e a Logística 2. Os Direitos do Consumidor 3. Atividade Empresarial e a Logística 4. As Obrigações Tributárias Prof. Mardônio da Silva Girão Objetivos

Leia mais

PARECER CREMEB N 12/09 (Aprovado em Sessão da 1ª Câmara de 05/03/2009)

PARECER CREMEB N 12/09 (Aprovado em Sessão da 1ª Câmara de 05/03/2009) PARECER CREMEB N 12/09 (Aprovado em Sessão da 1ª Câmara de 05/03/2009) Consulta nº 159.756/08 Assuntos: - Filmagem em interior de UTI. - Legalidade de contratação de médicos plantonistas como pessoa jurídica.

Leia mais

Anexo VI Termos e Condições Gerais (Ordem de Compra)

Anexo VI Termos e Condições Gerais (Ordem de Compra) Anexo VI Termos e Condições Gerais (Ordem de Compra) 1. ACEITAÇÃO DA ORDEM DE COMPRA Esta Ordem de Compra somente será aceita pelo PNUD mediante a assinatura por ambas as partes e fornecimento de acordo

Leia mais

A DEFESA DO CONSUMIDOR CONTRA A PUBLICIDADE ENGANOSA E ABUSIVA

A DEFESA DO CONSUMIDOR CONTRA A PUBLICIDADE ENGANOSA E ABUSIVA A DEFESA DO CONSUMIDOR CONTRA A PUBLICIDADE ENGANOSA E ABUSIVA Djany Elisabeth MELATO 1 Daniel Goro TAKEY 2 RESUMO: O presente trabalho aborda a defesa do consumidor contra a publicidade enganosa e abusiva.

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Licitação segundo a Lei n. 8.666/93 Leila Lima da Silva* *Acadêmica do 6º período do Curso de Direito das Faculdades Integradas Curitiba - Faculdade de Direito de Curitiba terça-feira,

Leia mais

O Dano Moral no Direito do Trabalho

O Dano Moral no Direito do Trabalho 1 O Dano Moral no Direito do Trabalho 1 - O Dano moral no Direito do Trabalho 1.1 Introdução 1.2 Objetivo 1.3 - O Dano moral nas relações de trabalho 1.4 - A competência para julgamento 1.5 - Fundamentação

Leia mais

Código de Ética. SPL Consultoria e Informática Ltda.

Código de Ética. SPL Consultoria e Informática Ltda. Código de Ética SPL Consultoria e Informática Ltda. Introdução Segundo o dicionário Aurélio ética é o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana suscetível de qualificação do ponto

Leia mais

Aspectos da Responsabilidade Civil Extracontratual Objetiva no Código Civil/02

Aspectos da Responsabilidade Civil Extracontratual Objetiva no Código Civil/02 60 Série Aperfeiçoamento de Magistrados 13 10 Anos do Código Civil - Aplicação, Acertos, Desacertos e Novos Rumos Volume 2 Aspectos da Responsabilidade Civil Extracontratual Objetiva no Código Civil/02

Leia mais

Monster. Concursos ABUSO DE AUTORIDADE

Monster. Concursos ABUSO DE AUTORIDADE Monster Concursos ABUSO DE AUTORIDADE AULÃO PM-MG 06/03/2015 ABUSO DE AUTORIDADE LEI Nº 4.898, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1965. #AULÃO #AQUIÉMONSTER Olá Monster Guerreiro, seja bem-vindo ao nosso Aulão, como

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA. ANS nº 41431.0

CÓDIGO DE ÉTICA. ANS nº 41431.0 CÓDIGO DE ÉTICA Aprovado pelo Conselho Consultivo da Saúde BRB Caixa de Assistência em sua 37ª Reunião Extraordinária, realizada em 10.12.2010. Brasília, 22 de fevereiro de 2011 I - APRESENTAÇÃO CÓDIGO

Leia mais

11º GV - Vereador Floriano Pesaro PROJETO DE LEI Nº 128/2012

11º GV - Vereador Floriano Pesaro PROJETO DE LEI Nº 128/2012 PROJETO DE LEI Nº 128/2012 Altera a Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007, com a finalidade de incluir no Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo o Dia Municipal de Combate a Homofobia, a

Leia mais

CONSIDERANDO o que o Sr. João Lima Goes relatou ao Conselho Tutelar de Alto Piquiri Paraná, cuja cópia segue em anexo;

CONSIDERANDO o que o Sr. João Lima Goes relatou ao Conselho Tutelar de Alto Piquiri Paraná, cuja cópia segue em anexo; RECOMENDAÇÃO ADMINISTRATIVA nº 05/2012 CONSIDERANDO que, nos termos do art. 201, inciso VIII, da Lei nº 8.069/90, compete ao Ministério Público zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias legais

Leia mais

Acervo técnico, sua valorização e reconhecimento contábil.

Acervo técnico, sua valorização e reconhecimento contábil. Acervo técnico, sua valorização e reconhecimento contábil. Prof. MSc. Wilson Alberto Zappa Hoog i Resumo: Apresentamos uma breve análise sobre a valorização importância, reconhecimento e mensuração dos

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA

CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA Na defesa dos valores de integridade, da transparência, da auto-regulação e da prestação de contas, entre outros, a Fundação Casa da Música,

Leia mais

DECRETO Nº 30033 DE 10 DE NOVEMBRO DE 2008

DECRETO Nº 30033 DE 10 DE NOVEMBRO DE 2008 DECRETO Nº 30033 DE 10 DE NOVEMBRO DE 2008 Regulamenta as Leis nº 2.475, de 1996, e nº 4.774, de 2008, e dá outras providências. O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais,

Leia mais

Este Código de Conduta Ética foi impresso em papel couché, com tiragem de 1500 exemplares, em português.

Este Código de Conduta Ética foi impresso em papel couché, com tiragem de 1500 exemplares, em português. Este Código de Conduta Ética foi impresso em papel couché, com tiragem de 1500 exemplares, em português. Esta publicação é distribuída para os colaboradores da Recuperadora Sales Gama Ltda e seu público

Leia mais

OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E A DEFESA DOS INTERESSES DA UNIÃO

OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E A DEFESA DOS INTERESSES DA UNIÃO OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E A DEFESA DOS INTERESSES DA UNIÃO Artigo jurídico apresentado por MARCELO THIMOTI DA SILVA, professor, especialista em Direito Administrativo, Constitucional

Leia mais

O fornecimento de senhas e caracteres de acesso à terceiros, causa negativa em indenização

O fornecimento de senhas e caracteres de acesso à terceiros, causa negativa em indenização O fornecimento de senhas e caracteres de acesso à terceiros, causa negativa em indenização Contribuição de Dr. Rodrigo Vieira 17 de dezembro de 2008 Advocacia Bueno e Costanze O fornecimento de senhas

Leia mais

CRIANÇA e CONSUMO. Publicidade dirigida à infância IMPACTOS E CONSEQÜÊNCIAS. Isabella Vieira Machado Henriques

CRIANÇA e CONSUMO. Publicidade dirigida à infância IMPACTOS E CONSEQÜÊNCIAS. Isabella Vieira Machado Henriques CRIANÇA e CONSUMO Publicidade dirigida à infância IMPACTOS E CONSEQÜÊNCIAS Isabella Vieira Machado Henriques o instituto ALANA Organização sem fins lucrativos que desenvolve atividades educacionais, culturais

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES REFERENTES À AUDIÊNCIA PÚBLICA Nº 47/2012

CONTRIBUIÇÕES REFERENTES À AUDIÊNCIA PÚBLICA Nº 47/2012 SECRETARIA DA JUSTIÇA E DA DEFESA DA CIDADANIA FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR CONTRIBUIÇÕES REFERENTES À AUDIÊNCIA PÚBLICA Nº 47/2012 ATO REGULATÓRIO: Audiência Pública n. 47/2012 que visa

Leia mais

ÍNDICE GERAL - OBJETIVO 2 - DIANTE DOS CONSUMIDORES. 2.1 Práticas Proibidas. 2.2 Explicação e Demonstração. 2.3 Respostas e Perguntas.

ÍNDICE GERAL - OBJETIVO 2 - DIANTE DOS CONSUMIDORES. 2.1 Práticas Proibidas. 2.2 Explicação e Demonstração. 2.3 Respostas e Perguntas. ÍNDICE GERAL - OBJETIVO 2 - DIANTE DOS CONSUMIDORES 2.1 Práticas Proibidas. 2.2 Explicação e Demonstração. 2.3 Respostas e Perguntas. 2.4 Promessas Verbais. 3 Diante do Plano de Marketing 4 - Conselhos

Leia mais

PRESCRIÇÃO SEGURO-SAÚDE

PRESCRIÇÃO SEGURO-SAÚDE BuscaLegis.ccj.ufsc.br PRESCRIÇÃO SEGURO-SAÚDE Autor: Valcir Edson Mayer Advogado e Professor OAB/SC 17.150 Rua General Osório, n.º 311 - Salas 202 e 205 Centro Coml. Diplomata - Centro - Timbó/SC CEP

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br O objeto social e os limite da atuação do administrador da sociedade empresarial. A teoria do ato ultra vires Amanda Alves Moreira* 1. INTRODUÇÃO As sociedades comerciais, na situação

Leia mais

Destacando que a responsabilidade primordial e o dever de promover e proteger os direitos humanos, e as liberdades fundamentais incumbem ao Estado,

Destacando que a responsabilidade primordial e o dever de promover e proteger os direitos humanos, e as liberdades fundamentais incumbem ao Estado, Declaração sobre o Direito e o Dever dos Indivíduos, Grupos e Instituições de Promover e Proteger os Direitos Humanos e as Liberdades Fundamentais Universalmente Reconhecidos 1 A Assembléia Geral, Reafirmando

Leia mais

Maratona Fiscal ISS Direito administrativo

Maratona Fiscal ISS Direito administrativo Maratona Fiscal ISS Direito administrativo 1. É adequada a invocação do poder de polícia para justificar que um agente administrativo (A) prenda em flagrante um criminoso. (B) aplique uma sanção disciplinar

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA DA ICF. Parte Um: Definição de Coaching. Seção 1: Definições. Parte Dois: Os Padrões ICF de Conduta Ética

CÓDIGO DE ÉTICA DA ICF. Parte Um: Definição de Coaching. Seção 1: Definições. Parte Dois: Os Padrões ICF de Conduta Ética CÓDIGO DE ÉTICA DA ICF Parte Um: Definição de Coaching Seção 1: Definições Coaching: Coaching é fazer uma parceria com os clientes em um processo estimulante e criativo que os inspira a maximizar o seu

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA DO FORNECEDOR SODEXO APRIL 2014

CÓDIGO DE CONDUTA DO FORNECEDOR SODEXO APRIL 2014 CÓDIGO DE CONDUTA DO FORNECEDOR SODEXO APRIL 2014 Índice INTRODUÇÃO INTEGRIDADE NOS NEGÓCIOS DIREITOS HUMANOS E DIREITOS FUNDAMENTAIS NO TRABALHO Eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou compulsório

Leia mais

Código de Conduta Ética da Hix Investimentos Ltda.

Código de Conduta Ética da Hix Investimentos Ltda. Código de Conduta Ética da Hix Investimentos Ltda. Objetivo O presente Código de Conduta Ética tem por objetivo estabelecer os aspectos e postura exigidos de administradores, colaboradores e funcionários

Leia mais

7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil. Tópicos Especiais em Direito Civil

7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil. Tópicos Especiais em Direito Civil 7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil Tópicos Especiais em Direito Civil Introdução A Responsabilidade Civil surge em face de um descumprimento obrigacional pela desobediência de uma regra estabelecida

Leia mais

Art. 99. As medidas previstas neste Capítulo poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente, bem como substituídas a qualquer tempo.

Art. 99. As medidas previstas neste Capítulo poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente, bem como substituídas a qualquer tempo. Conforme o Estatuto da Criança e do Adolesecente Art. 98. As medidas de proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados: I -

Leia mais